2

maio.2008

A Cadeia da Indústria Criativa no Brasil

EXPEDIENTE

Sistema FIRJAN | Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro PRESIDENTE Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira

Diretoria Geral do Sistema FIRJAN DIRETOR Augusto Franco Alencar

Diretoria de Desenvolvimento Econômico DIRETORA Luciana Costa M. de Sá

Divisão de Estudos Econômicos CHEFE Patrick Carvalho

Equipe Técnica: Pedro James Hemsley Adriana Fernandes de Mello Esteves Rodrigues Tatiana d’Aboim Inglez Sanchez Renato Quintes França William Figueiredo

Elaboração do Estudo DECON – Divisão de Estudos Econômicos

................................................................................................. Contato www.firjan.org.br | estudos.pesquisas@firjan.org.br Av. Graça Aranha, 1 / 10° andar Cep: 20030-002 Rio de Janeiro - RJ Tel: + 55 (21) 2563-4205 Fax: + 55 (21) 2262-9117

2 maio 2008

1

Resumo Executivo ................................................................................................................................ 03 Introdução .............................................................................................................................................. 05

Seção I: Indústria Criativa em foco – uma revisão internacional ...................................................... 07

Seção II: A Cadeia da Indústria Criativa no Brasil ............................................................................... 13
v Emprego na Cadeia da Indústria Criativa .......................................................................................... 15 v Geração de Renda da Cadeia da Indústria Criativa .......................................................................... 17 v Número de Estabelecimentos da Cadeia da Indústria Criativa .......................................................... 18 v Cadeia Criativa por Setores Líderes de Atividade .............................................................................. 19 v Participação da Cadeia da Indústria Criativa no PIB .......................................................................... 20 v Formação Acadêmica da Indústria Criativa ........................................................................................ 22

Conclusão ................................................................................................................................................. 24

Apêndice A: Classificação Nacional das Atividades Econômicas da Cadeia Criativa .................... 25 Apêndice B: Economia da Cultura ........................................................................................................ 30 Apêndice C: Formandos do SENAI-RJ .................................................................................................. 32

2 maio 2008

2

Considerando o Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro. quase 2 milhões foram empregados pela indústria de transformação.5% dos estabelecimentos e 73. indústrias e empresas de serviços fornecedoras de materiais e elementos fundamentais para o funcionamento do núcleo. ofertantes bens e serviços de forma mais indireta. quando a indústria criativa foi destacada entre os segmentos âncora do estado. por conta da presença de grandes emissoras e produtoras no estado. v A cadeia da Indústria Criativa é definida por três esferas: o Núcleo. Nº 2 maio 2008 3 . e as Atividades de Apoio. 42% superior à média de R$ 1. ou 7. composta por 12 setores líderes. no Rio de Janeiro. Moda e Design representam a maior parcela da cadeia da indústria criativa nacional – juntas respondem por 82. Entretanto.Resumo Executivo v É certo que quase toda atividade humana utiliza-se em alguma medida da criatividade.2 milhões.8% do total dos trabalhadores formais. ou 1. v Acompanhando a resenha internacional. 82. A cadeia criativa fluminense mantém o padrão nacional em termos de número de estabelecimentos e postos de trabalho. A indústria da transformação contribuiu de forma significativa através do fornecimento de insumos e bens finais. que completam a lista de categorias com maior renda per capita .6 milhões de um total de 35. Do total aproximado de 3 milhões de postos formais de trabalho para suprir as demandas geradas pelo núcleo criativo.170 dos trabalhadores formais do país. v O estudo mostrou que o núcleo emprega 638 mil trabalhadores no país.8% do mercado de trabalho criativo. artístico e cultural.8% do total de trabalhadores formais do país. v Reagrupando as estatísticas pelos setores líderes. contudo. Outros setores de destaque são Artes Visuais e Software. os trabalhadores do núcleo da cadeia criativa brasileira são mais bem remunerados que a média nacional. constituindo-se o maior percentual das principais unidades da Federação.1%). é no Rio de Janeiro que o trabalhador do núcleo da indústria criativa é mais bem remunerado. para fins de estimação de sua importância econômica. envolvendo segmentos de provisão direta de bens e serviços ao núcleo. a participação dos trabalhadores na cadeia da indústria criativa no total é maior. o setor de Televisão no que diz respeito à renda do trabalho per capita fluminense. v Em acordo com o observado na experiência internacional. Tal reconhecimento se deu no Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. em grande parte.182. há um movimento nos últimos anos para reconhecer em determinadas atividades conteúdo intelectual. que agregam valor a bens e serviços. 64% superior à média fluminense de R$ 1. transformando a capital do Estado do Rio de Janeiro em um importante pólo nacional. as Atividades Relacionadas . cujo principal insumo é a criatividade. A cadeia da Indústria Criativa como um todo responde por 21.330. a concentração é maior: 2. indicando a força das atividades tanto de cultura quanto de tecnologia de informação no Rio de Janeiro. A renda média mensal do núcleo correspondeu a R$ 1. Arquitetura . de quase um quarto (23. o estudo busca a definição da cadeia da Indústria Criativa. Em especial. Considerando um grupo de estados. a renda média do núcleo situou-se em torno de R$ 2.9% da massa salarial.666.4% dos trabalhadores formais (ou 82 mil). Sobressai-se.

fica ainda mais clara a importância da cadeia criativa no PIB. Nº 2 maio 2008 4 . aproximadamente. No Rio de Janeiro. a proporção foi ainda maior: 13. ao passo que as atividades relacionadas e de apoio registraram participação de 5. Este é o maior percentual encontrado entre o grupo de estados pesquisados.v As estimativas apontam para uma participação de toda a cadeia criativa no PIB brasileiro em 2006 de cerca de 16.4%. do total de 737 mil formandos em curso superior no Brasil. v A cadeia da indústria criativa. v As oportunidades de emprego na indústria criativa vêm incentivando alunos a optarem por carreiras relacionadas à área.6 bilhões. v No caso do Rio de Janeiro. impulsionados principalmente pelos segmentos de arquitetura e moda.3% dos 74 mil formandos optaram por carreiras criativas.4%. como um todo. R$ 54. 90 mil eram oriundos dos 118 cursos relacionados ao núcleo da indústria criativa. o equivalente a R$ 381. respectivamente. ressalta-se a participação do núcleo fluminense. Em 2006.0% do PIB do Rio de Janeiro.3 bilhões. representa 17. que corresponde a 4.8% do PIB do Rio de Janeiro – ou.4% e 8. Em especial.6% do PIB. O núcleo responde por 2.

na linha do pensador canadense. diferenciando o humano dos demais seres vivos." Marshall McLuhan Introdução O ato da criação permeia a história da humanidade desde os tempos ancestrais. Ao mesmo tempo. criamos as ferramentas que. o setor de serviços ganha relevância. encontra-se em plena ebulição a Revolução Digital. A primeira revolução tecnológica. mudando por completo o curso da história. possibilitada pelas transformações da tecnologia da informação. Herbert Marshall McLuhan. A descoberta da agricultura possibilitou a sedentarização e obtenção de excedentes. a Revolução Industrial engendrou uma nova era na geração de bens. em seguida. consumindo a grande parte da força de trabalho e sendo responsável pela geração de uma parcela importante da renda. Em seguida. Em última análise. modificamos a nossa própria existência. Atualmente. recriam a humanidade. por extensão. sendo a globalização de culturas e de meios de produção o principal corolário deste processo. Na crista de uma nova era. sem perceber. Seguindo o pensamento em epígrafe. Os incríveis ganhos de produtividade tornaram o processo industrial a grande locomotiva econômica. o conhecimento e a inovação ganham ainda mais relevância como mola propulsora da nova economia. permitindo maior agregação de valor a bens e serviços. iniciou-se há cerca de dez mil anos. Nº 2 maio 2008 5 . ao final do século XVIII. A capacidade de abstração e execução de idéias na solução de problemas de toda sorte permite a transformação do ambiente em que vivemos e. e continua evoluindo até os dias atuais através da mecanização do campo e da biotecnologia.A Cadeia da Indústria Criativa no Brasil "We shape our tools and afterwards our tools shape us. A padronização e a produção em massa trouxeram novas possibilidades à aventura humana. a Revolução Agrícola. antes empreendida no cultivo de grãos e demais alimentos. destacam -se três grandes revoluções no planeta – a última ainda em curso – que alteraram por completo os meios modernos de produção e. a relação do ser humano com o mundo. absorvendo a maior parte da força de trabalho. durante o período neolítico.

as estimativas do que representa em termos econômicos a cadeia da indústria criativa no país. Media and Sports. muitas vezes alimentados pela tecnologia digital. é realizada uma breve revisão de como o tema é tratado no mundo. onde o avanço de uma atividade necessariamente se passa pela eliminação de outra. que em última análise realimenta a demanda por novos bens industriais. Entretanto. com a indústria produzindo máquinas e fertilizantes para o campo. Creative Economy – Report 2008. intrínseco à produção. Da mesma forma. fruto do estudo encomendado pelo Departamento de Cultura. tendo como base a percepção de sua importância na geração de emprego e renda. há um movimento nos últimos anos para reconhecer em determinadas atividades um atributo criativo essencial. chega-se a um mapeamento pioneiro no país e. uma vez que não há consenso em relação à definição de indústria criativa. Esta interdependência é fundamental para se compreender a cadeia produtiva da indústria criativa. que agregam v alor a bens e serviços. cujo feedback é permanente. Somente através dos ganhos de produtividade da agricultura abriu-se espaço para o desenvolvimento industrial. a interdependência é a verdadeira tônica presente.As três revoluções não constituem processos antagônicos. é basilar. Pelo contrário. Department for Culture. 1 Creative Industries Mapping Document (1998). O presente estudo tem como objetivo lançar luz sobre o que representa a cadeia da indústria criativa no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro. Na primeira parte. uma extensa gama de bens industriais. no Estado do Rio de Janeiro. liberam recursos humanos para o setor de serviços. Na segunda parte. 2 Nº 2 maio 2008 6 . O termo Indústrias Criativas foi cunhado pela primeira vez em um documento oficial em 19981 . São apresentadas. United Kingdom. o trabalho organizado pela UNCTAD. Mídia e Esportes do Reino Unido. Em especial. conforme estimativas que serão apresentadas no presente estudo. nessa segunda parte. os ganhos de produtividade industrial. O documento visava mapear as principais áreas c riativas na economia britânica. em particular. além de conteúdo intelectual. reconhecendo-se as especificidades da economia brasileira e levando-se em conta de mais estudos sobre o assunto2. artístico e cultural. cujo núcleo encontra-se no setor de serviços. alavancando. É certo que quase toda atividade humana utiliza-se em alguma medida da criatividade.

arquitetura. Reino Unido: Definição Pioneira de Indústria Criativa O setor criativo (“Creative Industries”) foi definido formalmente pela primeira vez em um estudo do Ministério de Cultura. filmagem. incluindo ainda 3 Essa definição foi extraída no documento “Creative Industries Mapping Document 2001” (2a ed). entre outros dados econômicos. serviços de computação e rádio e televisão. artes performáticas. o que dificulta a comparação internacional. o governo do Reino Unido adotou uma iniciativa pioneira ao lançar luz sobre o que se denominou mais tarde de indústrias ou economias criativas. música. É importante notar. mercado de artes e antigüidades. A partir daí. essa definição engloba treze setores: publicidade. Essencialmente. que a definição do setor varia em cada estudo. estão englobadas atividades de serviços e comércio. Mídia e Esportes do Reino Unido. em 1998. Esse mapeamento estimulou inúmeros países e organizações a estudar o setor criativo. na perícia e no talento individuais e que possuem um potencial para criação de riqueza e empregos através da geração e da exploração de propriedade intelectual3”. ao buscar identificar a força motriz dentro do terceiro setor. Nº 2 maio 2008 7 . da seguinte forma: “Os setores que têm sua origem na criatividade. artesanato. porém. Tendo em vista essas dificuldades. moda. número de empregados. responsáveis por uma parcela cada vez maior da atividade econômica.Seção I: Indústria Criativa em foco – uma revisão internacional Ao final da década de 90. Atualmente. softwares interativos de lazer. design. esta seção procura apresentar de forma breve alguns dos muitos mapeamentos feitos nos últimos anos a respeito da Indústria Criativa ao redor do mundo. e não há padronização nos dados divulgados. muitas vezes há informações que dizem respeito apenas a cidades ou determinadas regiões e não a países. foi estabelecida uma força tarefa para mapear esse setor: participação no PIB. O dínamo encontrado nesta nova economia foram as atividades criativas. Além disso. investimentos públicos e privados. editoração.

O maior setor é o de software e computação. o contador de uma empresa de publicidade). fortemente associada ao ambiente urbano. O setor foi responsável por 5% do produto interno bruto e cresceu 16% entre 1997 e 1998. é necessário melhorar o relacionamento entre artistas e empreendedores. Em novembro de 2007.3 milhões de pessoas (a participação é calculada entre 4% e 6% da população economicamente ativa). • empregados em atividades criativas que não estejam em firmas criativas (por exemplo.4 bilhões de libras de receita total. O projeto é focado especificamente em grupos com maior dificuldade de acesso ao mercado formal. destinado a aproximar artistas e empreendedores. nas cidades de Sandwell e Dudley. Essas ações tiveram como cerne a idéia de que. como. são necessários diversos cuidados para avaliar quaisquer variáveis da indústria criativa. portadores de necessidades especiais e minorias étnicas. o Reino Unido promoveu a Quinta Conferência Internacional sobre Economia Criativa. criando um ambiente de negócios sólido. contra 6% da economia como um todo. para o bom funcionamento da indústria criativa. Nº 2 maio 2008 8 . Como essa classificação não é livre de ambigüidades. por seu impacto sobre toda a estrutura produtiva da economia. calcula-se o total dos empregados do setor como a soma de: • empregados nas firmas criativas. com 36. Por exemplo. o projeto Lifetimes Workshops.áreas correlatas no setor industrial. De acordo com o relatório atualizado em 2001. os publicitários de órgão estatal). a indústria criativa do Reino Unido gerava uma receita anual total de 112 bilhões de libras esterlinas (cerca de US$ 220 bilhões) e empregava 1. enquanto as exportações atingiram 10 bilhões de libras. a despeito de uma tendência de ampliação rumo a outras regiões ter sido percebida ao longo dos últimos anos. não importa se empregados ou não em atividades criativas (por exemplo. Há uma grande preocupação com a formação de clusters para o desenvolvimento da indústria criativa. por exemplo. a maior já realizada. o European Social Fund in England desenvolveu em 2004. A avaliação feita pelo governo do Reino Unido tem servido para diversas ações concretas. A indústria é concentrada essencialmente em Londres e arredores. Como exemplo.

acima da economia como um todo. publicidade e design (esses três últimos. teatro. Ambos os setores foram particularmente atingidos pelo baixo nível de atividade econômica entre 2001 e 2004. filmes.000 empresas e 10. media and entertainment industry as well as creative business services” Inclui: “hardware. a proximidade desses conceitos gerou sobreposição de dados. literatura.000 empregos. content. 5. foi conduzido um grande estudo comparativo entre as cidades de Amsterdã e Helsinque. 3% da receita total gerada no estado. ICT é responsável por cerca de 12% do emprego total. Ainda assim. após um período de grande incremento (1996-2001). perdendo participação no PIB. 4 Definido pelos setores: “arts. As duas cidades são consideradas grandes exemplos de como a aglomeração urbana é benéfica para os dois setores. assim como negócios que criam ou negociam produtos com esses propósitos e inclui música. moda. Alemanha. que foi calculado no caso de Amsterdã em 4. edição e imprensa. software. criação.3 funcionários em Helsinque e 3. Helsinque ainda é responsável por 40% do setor criativo finlandês. apenas quando ligados ao setor artístico). Essas duas cidades foram escolhidas por disponibilizar um conjunto particularmente amplo de informações sobre indústria criativa e ICT. Em ambos os casos. incluindo tanto o setor criativo4 quanto de tecnologia da informação ICT (Information and Communication Technologies)5. rádio e TV. Holanda e Finlândia: Mapeamentos Regionais Um dos principais centros culturais e da indústria criativa na Europa fica em North Rhine Westphalia. Em Helsinque. Nº 2 maio 2008 9 . e nas duas cidades o setor criativo é responsável por cerca 7% do emprego total6 . Apenas no setor cultural e criativo dessa região. cerca de 47. O setor é definido como todas as formas de negócios que fornecem serviços relacionados à preparação.000 firmas (incluindo free-lancers) atingem uma receita anual de 37 bilhões de euros. enquanto em Amsterdã esse valor atinge 9%. com no máximo 20 funcionários (em média.7 em Amsterdã – números de 2004). o segmento em questão foi capaz de atingir crescimento médio de 7% (Amsterdã) e 6% (Helsinque) ao ano no período 1996-2004. as atividades criativas são concentradas em micro empresas. arte. Em paralelo.” 5 6 Naturalmente. preservação e conservação de produções artísticas e culturais ou comunicação de mídia. telecommunications and consultancy.Alemanha.

000. identificando as mais propensas a essas atividades. que acompanha atividades das áreas artísticas. symphonies.3 milhões de trabalhadores na indústria criativa (30% do total. professor de Desenvolvimento Econômico Regional da Carnegie Mellon University. porém. englobando organizações lucrativas e não lucrativas. O boletim apresenta um recorte regional e temporal desses dados. and theaters to for-profit film. contra 10% no início do século XX e 20% em 1980). Nessa medida ampla.095 estabelecimentos cujo foco é a arte.” Na prática. o salário médio anual na área era de US$ 48.000 de um operário padrão. Em janeiro de 2008. havia no país praticamente 3 milhões de pessoas trabalhando em 612. Nº 2 maio 2008 10 . Em 1999. abarcando toda e qualquer atividade geradora de idéias (incluindo todos os professores universitários e engenheiros. We have guarded against overstatement of the sector by excluding industries such as computer programming and scientific research—both creative. possui 35% da força de trabalho na indústria criativa.Estados Unidos: Falta de Padronização Nos Estados Unidos. São Francisco. publicou “The Rise of the Creative Class”.2% e 4. For the purposes of this study. A classificação de indústria criativa feita pelos americanos. Richard Florida. a cidade que está no topo do ranking. respectivamente. architecture. por exemplo). os Estados Unidos apresentam 38. but not focused on the arts. no qual constrói um “índice de criatividade” para as cidades americanas. é publicado o boletim “Creative Industries: Business & Employment in the Arts”. Dessa forma. the Creative Industries comprise arts-centric businesses that range from nonprofit museums. é bastante conservadora: “We have taken a conservative approach to defining the Creative Industries by focusing solely on businesses involved in the production or distribution of the arts. and advertising companies. Esse índice é bastante amplo. do total de emprego e estabelecimentos dos Estados Unidos. Esses valores representam 2. Em 2002. contra US$ 28. tratando do desenvolvimento da indústria criativa. incluindo o setor público. a indústria criativa americana limita-se à atividade cultural. permitindo obter as informações por cidade e por ano.3%.

Report 2008". antiques & crafts. World Intellectual Property Organization (WIPO). performing arts. crescendo acima do restante da economia.Hong Kong Na Ásia. United Nations. De acordo com a pesquisa. Hong Kong organizou em 2003 o primeiro de uma série de grandes seminários sobre a indústria criativa (Creative Hong Kong Forum). o que fez com que o valor total das exportações atingisse US$ 424 bilhões em 2005. ou 3. entre 2000 e 2005. da adotada pelo Reino Unido. o comércio internacional de bens e serviços criativos cresceu à taxa anual de 8. praticamente se limitava ao setor cultural. produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade e capital intelectual como insumos primários. publishing. film & video. 1994-2003”. Nº 2 maio 2008 11 . de 2005.6 milhões de trabalhadores e gerava 654 bilhões de euros. com dados sobre criação. design. O novo estudo9 . Já a China se consolidou como o maior produtor e exportador de produtos criativos em 2005. music. ou 3. com grande crescimento no período 1996-2002. passando de US$ 51 bilhões para US$ 274 bilhões.4% do comércio mundial. 8 9 "Creative Economy .8% do total. inclusive à que era usada pela própria instituição8 . definindo o núcleo do setor criativo em advertising. é o maior já realizado em âmbito mundial sobre a economia criativa. 2003). Havia mais de 30. recém -publicado sob a chancela da UNCTAD. art. O território realizou um grande mapeamento do setor criativo (“Baseline Study on Hong Kong’s Creative Industries”. Nações Unidas e Redes Internacionais A ONU apresentou recentemente uma nova versão para o conceito de indústria criativa. ainda que seguindo a classificação WIPO7 . de forma análoga ao estudo inglês. Esse estudo estimou em US$ 46 bilhões a contribuição da economia criativa para o PIB.000 estabelecimentos e 170. objetivando desenvolver o setor no território e nos países próximos. 7 A versão anterior do conceito de indústria criativa.7%.000 pessoas envolvidas diretamente na indústria. a economia criativa européia empregava 5. enquanto o conjunto de países em desenvolvimento viu crescer rapidamente suas exportações no período 1996-2005. detalhada no documento ”International flow of selected cultural goods and services. and television & radio. que utiliza uma classificação de atividades econômicas distintas ainda que similar. Ainda em 2003. inovando em relação às definições existentes. 2008. digital entertainment. software & computing. architecture.

Até agora. como o British Council. econômico e cultural de cidades tanto no mundo desenvolvido quanto em desenvolvimento. A experiência européia tem incentivado o desenvolvimento da indústria criativa ao redor do mundo. participam do projeto.Desde 2004. as cidades devem procurar promover a cena criativa local. Na prática. PICNIC é organizada pela Cross Media Week Foundation. apresentando as últimas tendências em inovação e criação. desenhada para criadores. especialistas em inovação e tecnologia. independente das Nações Unidas. 10 Várias outras instituições.org/. Outra iniciativa relevante em âmbito mundial. rede internacional desenhada para promover o desenvolvimento social. patrocina a “Creative Cities Network”10. 11 Nº 2 maio 2008 12 . com o objetivo de facilitar a colaboração internacional entre as indústrias criativas da Europa e da China. e como corolário a edição de 2007 da PICNIC foi destinada a práticas criativas e inovadoras na China. através da UNESCO. empreendedores. as maiores beneficiárias têm sido cidades asiáticas. organizada todos os anos na Europa.picnicnetwork. trata-se de um sistema de exportação do modelo europeu de indústrias criativas. a ONU. que recebe apoio de diversas empresas e outras organizações assim como da Prefeitura de Amsterdã e do Ministro de Finanças da Holanda http://www. na tecnologia e no entretenimento. é a conferência PICNIC11 . compartilhando o interesse da UNESCO na diversidade cultural. destinada à criatividade e inovação na mídia. Para participar da rede.

é proposta uma definição para a cadeia da indústria criativa. ou seja. é fundamental percebê-la como uma cadeia. onde se incluem os setores de provisão direta ao núcleo – denominadas atividades 12 "Creative Economy . Artes Visuais. com a finalidade de mensurar sua importância e conômica. que são basicamente uma adaptação dos 13 segmentos do estudo britânico. de provisão de bens e serviços de forma mais indireta. Neste processo. a abordagem é expandida. Música. a criação musical será considerada como núcleo. referendados pelo documento da UNCTAD. Depreende-se. Em seguida. TV & Rádio. United Nations. considerando a produção de gravações musicais. É possível exemplificar.Report 2008". 2008.Seção II: A Cadeia da Indústria Criativa no Brasil Com base na revisão internacional e respeitando-se as especificidades da realidade brasileira. assim. Artes Cênicas. que têm a atividade criativa como parte principal do processo produtivo. Nº 2 maio 2008 13 . produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade e capital intelectual como insumos primários12”. Design. Moda e Publicidade. tem-se o que se denominou de núcleo da indústria criativa. Mercado Editorial. a fabricação de instrumentos musicais e a gravação pertencem à indústria relacionada. encontram -se as áreas relacionadas. A definição do núcleo da indústria criativa adotada neste estudo inclui os segmentos de Expressões Culturais. o relatório da UNCTAD sugeriu uma definição de indústria criativa que foi tomada como base para o presente estudo. que se compõe de três grandes áreas. adotando-se uma visão de cadeia. Filme & Vídeo. Desta forma. Arquitetura. Finalmente. são “os ciclos de criação. A comercialização do CD resultante da criação musical faz parte da atividade de apoio. Software & Computação. observou-se que a cadeia é composta de um terceiro grupo de atividades. O produtor musical vai adquirir instrumentos musicais para tornar real a composição. foi empreendido um esforço de definir a indústria criativa no Brasil. que o núcleo é composto essencialmente de serviços. Assim. Ainda que não haja uma única definição consensual. envolvendo segmentos de provisão direta de bens e serviços ao núcleo e compostos em grande parte por indústrias e empresas de serviços fornecedoras de materiais e elementos fundamentais para o funcionamento do núcleo. para avaliar a importância econômica da indústria criativa. Desta forma. Em primeiro lugar.

foi ainda detalhado cada componente da cadeia entre as atividades econômicas. Ainda que o núcleo da cadeia apenas abrigue atividades mais afeitas à clássica definição da área de serviços. assim. A melhor depuração dos dados permite. atividades relacionadas e apoio13 . as atividades relacionadas e de apoio compreendem os mais diversos segmentos de indústria. Neste sentido. encontra-se no Apêndice A.0 e separadas pelas três esferas da cadeia. O esquema a seguir ilustra este conceito de cadeia criativa. 13 Nº 2 maio 2008 14 . perscrutar uma extensa gama de atividades econômicas relacionadas à cadeia criativa. separadas pelas esferas de núcleo. o fluxograma detalhado para a Cadeia da Indústria Criativa no Brasil. Cadeia Produtiva da Indústria Criativa A partir desta primeira abordagem. identificaram -se 185 categorias associadas às atividades criativas. assim. de um universo de 673 classificações econômicas. Propõe-se. Este detalhamento tornou-se viável a partir da nova Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2. A descrição completa das atividades criativas. com base na CNAE 2. Esta interdependência reafirma o poder multiplicativo de alto valor agregado de toda cadeia. a seguir.relacionadas – e os setores de provisão indireta – ou apoio. cujo centro consiste nas doze áreas criativas principais. construção civil e comércio.0).

em especial. Ademais. de posse destes dados.82% do total. estimou-se a participação econômica da cadeia da indústria criativa no PIB nac ional e. Por fim. os doze segmentos no núcleo do setor criativo empregavam 638 mil trabalhadores formais em todo o país. Nº 2 maio 2008 15 . foi possível calcular o número de trabalhadores envolvidos na cadeia da indústria criativa. Emprego na Cadeia da Indústria Criativa Partindo da definição acima e das estatísticas disponibilizadas pelo Ministério do Trabalho . essenciais para ampliar a difusão da cadeia. ou 1. Em 2006. audiovisual. Refletindo claramente o lugar de destaque que o Rio de Janeiro ocupa em setores como publicidade. foi feito um levantamento do número de formandos em cursos superiores ligados ao núcleo criativo. do PIB fluminense. o escopo deste estudo consistiu em levantar o número de trabalhadores. moda.A partir da definição acima. a renda do trabalho e o número de estabelecimentos para cada uma das três esferas da cadeia produtiva em 2006.RAIS relativas a informações para o ano de 2006.

Rio Grande do Sul (1. Santa Catarina (1. ou 8.3% Apoio 450 1. Destes. Goiás (1. 58. constituindo-se o maior percentual das principais unidades da Federação14 .9 milhões de empregos no país. a área de apoio concentrou 451 mil trabalhadores. a tabela a seguir retrata o número de trabalhadores alocados nos demais segmentos da cadeia. as atividades relacionadas responderam por 248 mil vagas.0 milhões de pessoas ou 11.4% No que se refere ao Estado do Rio de Janeiro.44% do total (ou 82 mil postos) – de fato. observa-se que o núcleo criativo respondeu por uma parcela mais importante da força de trabalho fluminense. 2.4% da força de trabalho formal do estado.4%).269 4. Minas Gerais (1. a indústria concentrou a maior parte.2%).82% Núcleo da Indústria Criativa Postos de Trabalho sobre Total 2. Por sua vez.3% do total do emprego formal. São Paulo (2. Espírito Santo (1. as atividades de apoio empregaram 4. Ceará (1.7% ou 1.8%).3%).6% do universo de empregos formais no país. ou 7.714 89 945 170 2.152 1. Bahia (1. Paraná (1.7%).entre outros. conforme já havia ficado claro no Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Brasil RJ 1. As estatísticas evidenciam que as atividades relacionadas foram responsáveis por 2.918 8.2%).7 milhão de postos de trabalho.3% Apoio 21 123 105 202 451 13.3% do total de trabalhadores formais. Ao mesmo tempo.0%). 14 Nº 2 maio 2008 16 .2%).6% Rio de Janeiro Atividades Relacionadas 90 9 109 39 248 7.5%). Número de Trabalhadores (em milhares) Indústria da Transformação Construção Civil Comércio Serviços Total Parcela no mercado de trabalho Fonte: RAIS 2006 Elaboração: FIRJAN Brasil Atividades Relacionadas 1. Pernambuco (1.093 11. equivalentes a 13.2%) e Amazonas (1.44% Descendo a cadeia produtiva.222 1.8%). Em demais unidades da federação.6%). Pará (1.

124 1. em larga escala explicado pelo alto valor agregado da atividade.061 1. os trabalhadores do núcleo da cadeia criativa brasileira são mais bem remunerados que a média nacional. de quase um quarto dos trabalhadores (23.427 1.203 1. De fato. 64% superior à média fluminense de R$ 1.330. ou 780 mil. a renda média do núcleo situou-se em torno de R$ 2. é possível observar que a cadeia foi responsável por 21.8% (ou 7.103 1. no Rio de Janeiro.1%).182.666.429 1. o estado apresentou uma parcela mais importante. Em consonância com a vocação percebida pelo Estado do Rio de Janeiro em setores ligados à criatividade. Geração de Renda da Cadeia da Indústria Criativa Em acordo com o observado na experiência internacional. a renda média mensal do núcleo correspondeu a R$ 1. 2. Em especial.320 1.182 Renda por Trabalhador no Núcleo Criativo (R$) 2.6 milhões) dos trabalhadores formais do país. 42% superior à média de R$ 1.095 1.666 1.Considerando a agregação de toda a cadeia da indústria criativa. o gráfico abaixo evidencia que é no Estado do Rio de Janeiro que o trabalhador do núcleo da indústria criativa é mais bem remunerado.307 Fonte: RAIS 2006 Elaboração: FIRJAN 1. exigindo muitas vezes elevado grau de instrução. Nº 2 maio 2008 17 .170 dos trabalhadores formais do país.032 RJ SP BR AM PE BA ES RS PA PR SC CE MG GO 15 Foram considerados os Estados que são acompanhados pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.154 1. na cadeia da indústria criativa.228 1. Considerando os principais estados da Federação15.

a indústria de fabricação de cimentos e tecelagem de fios de algodão alavancaram o rendimento médio das atividades industriais de apoio à cadeia criativa.47 743.92 1217. Neste sentido.50 1001.02 757.10 801.2 trabalhadores por estabelecimento. A tabela abaixo separa as rendas do trabalho per capita segmentadas pelos setores de indústria. assim. em grande parte também devido ao setor de serviços fluminense.68 Rio de Janeiro Atividades Relacionadas 762. a evidência brasileira aponta para a predominância de micro empresas no núcleo da cadeia criativa. Nota-se.78 Apoio 760.6% empregavam menos de 20 pessoas. do total de 52.Já nos setores relacionados e de apoio.04 904. a média ponderada dos salários no Rio de Janeiro situou-se acima da nacional.88 Número de Estabelecimentos na Cadeia da Indústria Criativa Em linha com a experiência internacional.79 634. tendo em vista as atividades relacionadas e de apoio.57 1081.81 777. Renda do Trabalho per capita média mensal (R$) Indústria da Transformação Construção Civil Comércio Serviços Média Ponderada Final Fonte: RAIS 2006 Elaboração: FIRJAN Brasil Atividades Relacionadas 768. Ao mesmo tempo.70 857. De uma forma geral. que a indústria de apoio apresenta melhor remuneração quando comparada aos setores industriais de provisão direta ao núcleo (denominados de atividades industriais relacionadas). 87.23 762.02 738. a renda média nacional totalizou R$ 757 e R$ 843.3 mil empresas que atuavam no núcleo da cadeia criativa nacional em 2006. construção civil.60 842. no caso nacional. Em especial. observou-se a média de 14. Acompanhando o quadro nacional.11 649. a análise das remunerações pagas em média ao trabalhador fluminense indica o nivelamento dos setores industriais relacionados e de apoio.49 1215. houve destaque para a remuneração na construção civil na área de apoio. empregando em média 12.00 Apoio 900. respectivamente.74 950. comércio e serviços.7 Nº 2 maio 2008 18 . que é robusto no Rio de Janeiro. Por outro lado.

4 82.3 6.0 431.170 8. O quadro abaixo resume os dados econômicos relativos a toda cadeia criativa.3 20.8 32.8% do mercado de trabalho criativo.9% 0.2% 8.154 1.117 799 652 1.6% 0.7 11.29 351.3 74.9 704.2 11.3 408.5 52.9 371.1 83.7 9.513.6% 1.1% 7.606 954 1.642.9 9. tanto no país quanto no Rio de Janeiro.4 Total da Economia Nacional Fonte: RAIS 2006 Elaboração: FIRJAN Nº 2 maio 2008 19 .0 4.3 920.8 812.143 94.6 120.9 7.5% 7.2% 0.1 13.17 55.0 8.331 87.648.4 2.5% 2.013 879 75.8 16.5% dos estabelecimentos e 73.664 93. Percebe-se assim que Arquitetura.1% 14.73 5. as atividades relacionadas e as de apoio correspondentes. o perfil é de empresas com menor número de empregados.9% da massa salarial.3 127.320.849 92.6 2. separada por setores líderes.7 5. Brasil Núcleo Número médio de empregados Atividades Relacionadas Apoio Núcleo Rio de Janeiro Atividades Relacionadas Apoio 12.Brasil Trabalhadores (em mil) Número de Estabelecimentos (em mil) Renda do Trabalho (R$ milhões) Renda por Trabalhador (R$) Trabalhadores por Estabelecimento Arquitetura Moda Design Software Mercado Editorial Televisão Filme e Vídeo Artes Visuais Música Publicidade Expressões Culturais Artes Cênicas Cadeia da Indústria Criativa .5 7.221 91.3 8.5 54. englobando o núcleo.3% 41.0 9.1 695.590 85.1% 1.0 107.646 895 1.empregados por empresa fluminense pertencente ao núcleo.6 5.9 28. Moda e Design representam a maior parcela da indústria criativa nacional – juntas respondem por 82.0 32.526 739 1. girando em torno de 8 colaboradores.1% Número total de empresas Parcela de empresas com menos de 20 empregados (micro) Parcela de empresas com 20 a 99 empregados (pequena) Parcela de empresas com 100 a 499 empregados (média) Parcela de empresas com mais de 499 empregados (grande) Fonte: RAIS 2006 Elaboração: FIRJAN Cadeia Criativa por Setores Líderes de Atividade Outra forma de visualizar a cadeia da indústria criativa é a sua agregação por setores líderes de atividade.8% 0.1% 8.9% 12.8% 0. com 85. Número de Setores Criativos .720.8 48. 82.7% 0.0% 6.3% 8.155 386.3% 0.3 66.9% 0.8 210.9% 2.5 302.5% 11.9 8.101 1.47 29.610 1.6% 10.2 71.5% das firmas do estado empregando menos de 20 trabalhadores.3 1.6 70.4 21.parcela sobre o total da economia nacional 3.92 516.6% 0. Considerando as atividades relacionadas e as de apoio.6 6.0% 5.6 7.0 9. conforme pode ser observado na tabela abaixo.305.7% 0.19 52.4 2.4 44.8% 35.834 2.5 9.8 132.4% 5.

2007).1% 45.0 39.1 10.172 880 2.6 17.7 0.6 5.7 5. principalmente.7 7.5 87. portanto.7 0.7 780.0 5.6 8. Entre outros.5 2.parcela sobre o total da economia fluminense 399.5 90.4 6.0 4. 16 Testes econométricos apontam para um intervalo de confiança inferior a 10%.3 54.7 193.4 3. Número de Setores Criativos . indicando a força das atividades tanto de cultura quanto de tecnologia no Rio de Janeiro. transformando.7 10.7 3. Essa hipótese. contudo.4% Total da Economia Fluminense Fonte: RAIS 2006 Elaboração: FIRJAN 3.2 4. sem afetar significativamente a dimensão dos dados apresentados.9 4. que completam a lista de categorias com maior renda per capita .9 5.6 0.2 800.5 8.4 23.8 4.330 14.6% 361.4 8.1% 8. justificada pela baixa variância da participação da renda do trabalho na renda total entre diferentes setores da economia.2 9. Sobressai-se.9 5. por conta da presença de grandes emissoras e produtoras no estado.479 798 1.1 10.487 1.2 8.0 17.5 50. Amsterdam.026 77. Moda e Design como os setores com maior número de estabelecimentos e postos de trabalho.9 0. 17 Nº 2 maio 2008 20 .Rio de Janeiro Trabalhadores (em mil) Número de Estabelecimentos (em mil) Renda do Trabalho (R$ milhões) Renda por Trabalhador (R$) Trabalhadores por Estabelecimento Arquitetura Moda Design Software Mercado Editorial Televisão Filme e Vídeo Artes Visuais Música Publicidade Expressões Culturais Artes Cênicas Cadeia da Indústria Criativa .3 0.Os dados relativos à cadeia criativa fluminense mantêm o padrão nacional ao indicar Arquitetura.8 25. “Baseline study on Hong Kong creative industries” (Central Policy Unit.8% 905 597 1.731 1.4 81.208 3. 2003) e “Creative Industry in Helsinki and Amsterdam: a comparison” (Dienst Onderzoek en Statistiek.8 Participação da Cadeia da Indústria Criativa no PIB Na ausência de estatísticas oficiais.5 42. é utilizada com freqüência em estudos empíricos16 com baixa margem de erros nas estimativas finais17 .374 227 4. Outros setores de destaque são Artes Visuais e Software.7 115.206 1.169 1.921 1.7 6.1 8.7 58. o setor de Televisão no que diz respeito à renda do trabalho per capita fluminense.0 21.7 0. Partiu-se da hipótese de que a razão entre os rendimentos da força de trabalho e o produto interno bruto do segmento seja similar ao da economia como um todo. buscou-se uma metodologia para estimar a participação do setor criativo no PIB.6 40. Hong Kong.1 32.7 26. a capital do Estado do Rio de Janeiro em um importante pólo nacional.461 1.9 48.6 1.

ao passo que as 5. assim.8% 1.29% 29.55% 54.59% 125.Parcela sobre o PIB Brasil 60.4%.7% 1.1 4. o núcleo respondeu por 2. IBGE atividades relacionadas e de apoio registraram participação de No caso do Rio de Janeiro.0% 3. Por suas características. o equivalente a R$ 381.59% do PIB.Outra observação relevante sobre as estimativas apresentadas abaixo concerne ao fato de que não foi considerada a parcela informal da cadeia criativa.6% 1.9% 1. impulsionados Apoio .4% 2.8% 1. que corresponde a 4. Este é o maior percentual encontrado entre o grupo de estados pesquisados.Parcela sobre o PIB Atividades Relacionadas .4%. Conforme o quadro ao lado. Fonte: RAIS 2006.8% 1.4% e 8. este é um segmento que destaca-se pela informalidade. Parcela do Núcleo Criativo no PIB Estadual 4.0% 1.6 17.35% Rio de Janeiro 12. conforme visualizado no gráfico a seguir.3 16.0% do PIB do Rio de Janeiro. As estimativas.3 2. uma vez que não há dados oficiais disponíveis.3 bilhões.1% RJ SP BR* MG PE SC PR ES RS BA GO CE PA AM Nº 2 maio 2008 21 . as estimativas apresentadas devem ser lidas mais como um piso do que propriamente um teto da participação da cadeia da indústria criativa no produto interno bruto. ressalta-se a participação do núcleo fluminense. Em especial.39% 381.6% 2.5% 1.8% 1. respectivamente.7 8.Parcela sobre o PIB Total da Cadeia Criativa .84% Elaboração: FIRJAN principalmente pelos segmentos de arquitetura e moda.Parcela sobre o PIB PIB da Indústria Criativa (R$ bilhões) Núcleo .3 5.37% 195.9% 1. fica ainda mais clara a importância da cadeia criativa na produção interna bruta estadual. Desta forma.2 4.2 9. apontam para uma participação de toda a cadeia criativa no PIB brasileiro em 2006 de cerca de 16. pois a não inclusão da economia criativa subterrânea (ou informal) deve levar a uma ligeira subestimação do seu valor real.00% 13.

067 6. foi o quarto maior formador de profissionais.602 4. aproximadamente.784 Em demais unidades da federação: Santa Catarina (21.0% do total das carreiras criativas).3% dos 74 mil formandos optaram por carreiras criativas. a proporção foi ainda maior: 13. seguido por Sistemas de Informação (11.591 formandos. Goiás (13.7%).6 bilhões. seguido por Sistemas de Informação e Tecnologia em Informática.126 Formandos em Curso Superior de Carreiras Criativas . Espírito Santo (16.0%). o quadro foi semelhante: Comunicação Social.126 7.1%). Nº 2 maio 2008 22 .8% da cadeia da indústria criativa no PIB do Rio de Janeiro em 200618 – ou. com 27. O curso de Comunicação Social. 18 19 No caso de cursos ligados a mais de um setor líder. Em 2006. Minas Gerais (21.4%).9%). os formandos de cursos ligados à indústria criativa foram realocados conforme detalhado na tabela ao lado.6%).2%) estavam inscritos em um dos 118 cursos relacionados ao núcleo da indústria criativa. Rio Grande do Sul (16. No Estado do Rio. com 2. De forma a capturar os setores líderes19 mais procurados no ensino superior. dividiu-se eqüitativamente o número de formandos.064) e Ciência da Computação (8. Pernambuco (14. com menos de 1% do total de formandos do estado nessas carreiras.2006 Software Publicidade Mercado Editorial Televisão Arquitetura Design Artes Visuais Moda Música Artes Cênicas Filme e Vídeo Total Fonte: Ministério da Educação Elaboração: FIRJAN Brasil 32. R$ 54. alcançaram a quinta e a décima posição nesse ranking. Ceará (17.302 781 495 89. foi o líder nacional. a despeito de ser o maior empregador da cadeia criativa.As estimativas apontam para uma participação de 17. Paraná (15. Bahia (14.835 7. Amazonas (17.0%).894 20.9%).526 5. com 6. destacou-se como setor líder.980 formandos (4.4%). O segmento com maior representatividade nacional no número de formandos ficou com a área de Software (total de 32.288).2%) e Pará (11.4%). No Estado do Rio de Janeiro. seguida por Publicidade (20.523 1.277 2. respectivamente. do total de 737 mil formandos em todo o Brasil.894 formandos em 2006).3%).970 Rio de Janeiro 3. Arquitetura e Moda. São Paulo (19. cerca de 90 mil (12. Formação Acadêmica da Indústria Criativa As oportunidades de emprego na indústria criativa vêm incentivando milhares de pessoas a optarem por carreiras relacionadas à área.819 2.066 822 745 525 895 654 320 166 147 167 9. Arquitetura e Urbanismo.374 concluintes.

com 895 concluintes. foram as principais responsáveis por esta formação. escolas e institutos. O Rio de Janeiro correspondeu a uma parcela maior de formandos em cursos superiores ligados ao núcleo da indústria criativa. o setor de Software liderou com 3. As universidades privadas. com um total de 9. diante de 17.277 formandos. Os demais 12. o setor de Design sobressaiu-se em terceiro lugar. Em nível nacional.8% dos centros universitários e 18.6% de centros de formação superior correspondem a centros de educação tecnológica.formandos) e Mercado Editorial (7. com 32. com distribuição semelhante à observada na amostra de formandos de outras áreas de conhecimento.784 concluintes em 2006. Em especial. Esses resultados apontam para o potencial de crescimento das escolas técnicas na formação de profissionais ligados à indústria criativa 21 .437 formandos.0% de faculdades integradas20 .835 formandos). Nº 2 maio 2008 23 . ou 51.153 formandos em universidades públicas. seguido por Publicidade (2. as universidades foram o principal espaço de formação de profissionais da indústria criativa (46.066 formandos). 20 21 O Apêndice C traz informações acerca da contribuição do Senai-RJ na formação de profissionais da indústria criativa. Acompanhando o padrão nacional.284 formandos.6% do total). diante de 14.

confirmou a relevância da cadeia criativa na geração de postos formais de trabalho. Do total aproximado de 3 milhões de postos formais de trabalho em 2006 para suprir as demandas geradas pelo núcleo criativo. realizado a partir de dados primários do Ministério do Trabalho e Emprego e do IBGE. identificaram -se os demais componentes da cadeia produtiva como um todo. respondendo por 21. foi o objetivo do presente estudo do Sistema Firjan. Prova desta potencialidade está no fato do Rio de Janeiro apresentar a maior parcela de núcleo criativo no PIB estadual entre os demais estados da federação.8% do total nacional em 2006. cuja renda gerada superou os 12 bilhões em 2006. com 16. reconhecendo a importância estratégica do segmento para potencializar a geração de emprego e renda. Lançar luz de forma pioneira sobre o tema da cadeia da indústria criativa. Nº 2 maio 2008 24 .3% do PIB nacional. quase 2 milhões foram empregados pela indústria de transformação. o tema da Indústria Criativa vem ganhando força a partir do reconhecimento da geração de alto valor agregado de toda sua cadeia produtiva. O Estado do Rio de Janeiro vem aproveitando a expansão da indústria criativa. Este estudo pioneiro no Brasil. com participação significativa em todas as etapas da cadeia. O presente estudo. conforme as principais linhas de pesquisas internacionais. artístico e cultural. O estudo configura-se como uma das ações para o Sistema Firjan exercer o papel de articulador entre os diversos elos da cadeia produtiva. a indústria da transformação contribuiu de forma significativa através do fornecimento de insumos e bens finais. valendo-se de uma vocação natural. reconhecendo um novo paradigma de crescimento econômico.Conclusão Ainda que incipiente. Em seguida. sem falar de seu capital humano e do parque industrial desenvolvido. Em especial. cujo núcleo abrange determinadas atividades que têm por base a criatividade e conteúdo intelectual. o que permitiu dimensionar de forma adequada sua importância na economia. definiu a Indústria Criativa como sendo o grupo de setores líderes. bem como de produção de renda agregada.

restauração artística e conserv. provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet Portais. de vídeos e de programas de televisão Atividades de pós-produção cinematográfica.APÊNDICE A – Classificação Nacional das Atividades Econômicas da Cadeia Criativa 22 Núcleo da Indústria Criativa Classe 32205 42120 58115 58123 58131 58191 58212 58221 58239 58298 59111 59120 59138 59146 59201 60101 60217 60225 62015 62023 62031 62040 62091 63119 63194 71111 71197 73114 73122 73190 73203 74102 74200 81303 85929 90019 90027 90035 91015 91023 93212 94936 Descrição Fabricação de instrumentos musicais Construção de obras de arte especiais Edição de livros Edição de jornais Edição de revistas Edição de cadastros.0. espetáculos e outras atividades artísticas Atividades de bibliotecas e arquivos Ativ.de museus e exploração. espetáculos e atividades complementares Criação artística Gestão de espaços para artes cênicas. de vídeo e de programas de televisão Atividades de exibição cinematográfica Atividades de gravação de som e de edição de música Atividades de rádio Atividades de televisão aberta Programadoras e atividades relacionadas à televisão por assinatura Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não-customizáveis Consultoria em tecnologia da informação Suporte técnico. provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet Serviços de arquitetura Atividades técnicas relacionadas à arquitetura e engenharia Agências de publicidade Agenciamento de espaços para publicidade. de vídeos e de programas de televisão Distribuição cinematográfica. manutenção e outros serviços em tecnologia da informação Tratamento de dados.e atrações similares Parques de diversão e parques temáticos Atividades de organizações associativas ligadas à cultura e à arte 22 Segundo a CNAE 2. Nº 2 maio 2008 25 . listas e de outros produtos gráficos Edição integrada à impressão de livros Edição integrada à impressão de jornais Edição integrada à impressão de revistas Edição integrada à impressão de cadastros. exceto em veículos de comunicação Atividades de publicidade não especificadas anteriormente Pesquisas de mercado e de opinião pública Design e decoração de interiores Atividades fotográficas e similares Atividades paisagísticas Ensino de arte e cultura Artes cênicas.de lugares e prédios hist. listas e de outros produtos gráficos Atividades de produção cinematográfica.

reprodução. exceto madeira e metal Nº 2 maio 2008 26 . fotográficos e cinematográficos Fabricação de mídias virgens.Atividades Relacionadas da Indústria Criativa Classe 13308 13405 13511 13529 13537 13545 13596 14118 14126 14134 14142 14215 14223 15106 15211 15297 15319 15327 15335 15394 15408 16234 17311 17320 18113 18121 18130 18211 18229 18300 20631 22226 23125 24423 25918 26213 26221 26311 26329 26400 26523 26701 26809 30920 31012 31021 31039 Descrição Fabricação de tecidos de malha Acabamentos em fios. exceto para segurança e proteção Fabricação de meias Fabricação de artigos do vestuário. magnéticas e ópticas Fabricação de bicicletas e triciclos não-motorizados Fabricação de móveis com predominância de madeira Fabricação de móveis com predominância de metal Fabricação de móveis de outros materiais. exceto roupas íntimas Confecção de roupas profissionais Fabricação de acessórios do vestuário. tecidos e artefatos têxteis Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico Fabricação de artefatos de tapeçaria Fabricação de artefatos de cordoaria Fabricação de tecidos especiais. inclusive artefatos Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente Confecção de roupas íntimas Confecção de peças do vestuário. exceto meias Curtimento e outras preparações de couro Fabricação de artigos para viagem. produzidos em malharias e tricotagens. gravação e amplificação de áudio e vídeo Fabricação de cronômetros e relógios Fabricação de equipamentos e instrumentos ópticos. livros. revistas e outras publicações periódicas Impressão de material de segurança Impressão de materiais para outros usos Serviços de pré-impressão Serviços de acabamentos gráficos Reprodução de materiais gravados em qualquer suporte Fabricação de cosméticos. bolsas e semelhantes de qualquer material Fabricação de artefatos de couro não especificados anteriormente Fabricação de calçados de couro Fabricação de tênis de qualquer material Fabricação de calçados de material sintético Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente Fabricação de partes para calçados. de qualquer material Fabricação de artefatos de tanoaria e de embalagens de madeira Fabricação de embalagens de papel Fabricação de embalagens de cartolina e papel-cartão Impressão de jornais. produtos de perfumaria e de higiene pessoal Fabricação de embalagens de material plástico Fabricação de embalagens de vidro Metalurgia dos metais preciosos Fabricação de embalagens metálicas Fabricação de equipamentos de informática Fabricação de periféricos para equipamentos de informática Fabricação de equipamentos transmissores de comunicação Fabricação de aparelhos telefônicos e de outros equipamentos de comunicação Fabricação de aparelhos de recepção.

produtos de perfumaria e de higiene pessoal Comércio atacadista de artigos de escritório e de papelaria.Atividades Relacionadas da Indústria Criativa Classe 32116 32124 42138 43304 46427 46435 46460 46478 47563 47610 47628 47725 47741 47814 47822 61418 61426 61434 71120 77225 96025 Descrição Lapidação de gemas e fabricação de artefatos de ourivesaria e joalheria Fabricação de bijuterias e artefatos semelhantes Obras de urbanização . praças e calçadas Obras de acabamento Comércio atacadista de artigos do vestuário e acessórios Comércio atacadista de calçados e artigos de viagem Comércio atacadista de cosméticos. jornais e outras publicações Comércio varejista especializado de instrumentos musicais e acessórios Comércio varejista de livros. DVDs e fitas Comércio varejista de cosméticos. DVDs e similares Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza Nº 2 maio 2008 27 . livros. produtos de perfumaria e de higiene pessoal Comércio varejista de artigos de óptica Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios Comércio varejista de calçados e artigos de viagem Operadoras de televisão por assinatura por cabo Operadoras de televisão por assinatura por microondas Operadoras de televisão por assinatura por satélite Serviços de engenharia Aluguel de fitas de vídeo. CDs. revistas e papelaria Comércio varejista de discos.ruas. jornais.

periféricos e suprimentos de informática Comércio atacadista de componentes eletrônicos e equipamentos de telefonia e comunicação Comércio atacadista de máquinas. fibrocimento. exceto para água e esgoto Obras portuárias. partes e peças Comércio atacadista de madeira e produtos derivados Comércio atacadista de ferragens e ferramentas Comércio atacadista de material elétrico Nº 2 maio 2008 28 . do couro e de calçados Manutenção e reparação de equipamentos eletrônicos e ópticos Incorporação de empreendimentos imobiliários Construção de edifícios Obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações Construção de redes de abastecimento de água. material de construção e ferragens Representantes comerciais e agentes do comércio de eletrodomésticos. coleta de esgoto e construções correlatas Construção de redes de transportes por dutos. marítimas e fluviais Montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas Obras de engenharia civil não especificadas anteriormente Demolição e preparação de canteiros de obras Perfurações e sondagens Obras de terraplenagem Serviços de preparação do terreno não especificados anteriormente Instalações elétricas Instalações hidráulicas. móveis e artigos de uso doméstico Representantes comerciais e agentes do comércio de têxteis. mineração e construção. de sistemas de ventilação e refrigeração Obras de instalações em construções não especificadas anteriormente Obras de fundações Serviços especializados para construção não especificados anteriormente Representantes comerciais e agentes do comércio de madeira. vestuário.Atividades de Apoio da Indústria Criativa Classe 13111 13120 13138 13146 13219 13227 13235 17311 17320 23206 23303 23419 23427 23494 23915 23923 26108 28631 28640 33121 41107 41204 42219 42227 42235 42910 42928 42995 43118 43126 43134 43193 43215 43223 43291 43916 43991 46133 46150 46168 46419 46516 46524 46621 46711 46729 46737 Descrição Preparação e fiação de fibras de algodão Preparação e fiação de fibras têxteis naturais. calçados e artigos de viagem Comércio atacadista de tecidos. equipamentos para terraplenagem. exceto algodão Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas Fabricação de embalagens de papel Fabricação de embalagens de cartolina e papel-cartão Fabricação de cimento Fabricação de artefatos de concreto. gesso e materiais semelhantes Fabricação de produtos cerâmicos refratários Fabricação de produtos cerâmicos não-refratários para uso estrutural na construção Fabricação de produtos cerâmicos não-refratários não especificados anteriormente Aparelhamento e outros trabalhos em pedras Fabricação de cal e gesso Fabricação de componentes eletrônicos Fabricação de máquinas e equipamentos para a indústria têxtil Fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias do vestuário. artefatos de tecidos e de armarinho Comércio atacadista de computadores. exceto algodão Fiação de fibras artificiais e sintéticas Fabricação de linhas para costurar e bordar Tecelagem de fios de algodão Tecelagem de fios de fibras têxteis naturais. cimento.

CDs. jornais. praças e calçadas Obras de acabamento Comércio atacadista de artigos do vestuário e acessórios Comércio atacadista de calçados e artigos de viagem Comércio atacadista de cosméticos. DVDs e fitas Comércio varejista de cosméticos.Atividades Relacionadas da Indústria Criativa Classe 32116 32124 42138 43304 46427 46435 46460 46478 47563 47610 47628 47725 47741 47814 47822 61418 61426 61434 71120 77225 96025 Descrição Lapidação de gemas e fabricação de artefatos de ourivesaria e joalheria Fabricação de bijuterias e artefatos semelhantes Obras de urbanização . DVDs e similares Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza Nº 2 maio 2008 29 . revistas e papelaria Comércio varejista de discos. produtos de perfumaria e de higiene pessoal Comércio varejista de artigos de óptica Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios Comércio varejista de calçados e artigos de viagem Operadoras de televisão por assinatura por cabo Operadoras de televisão por assinatura por microondas Operadoras de televisão por assinatura por satélite Serviços de engenharia Aluguel de fitas de vídeo. jornais e outras publicações Comércio varejista especializado de instrumentos musicais e acessórios Comércio varejista de livros. livros.ruas. produtos de perfumaria e de higiene pessoal Comércio atacadista de artigos de escritório e de papelaria.

e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD 2004. televisão. a Pesquisa Anual de Comércio – PAC. rádio. com média salarial 47% 23 24 A partir da Classificação Nacional de Atividades Econômicas. a Pesquisa Anual de Serviços . teatro. sendo muito mais ampla do que as áreas núcleo da economia criativa neste trabalho. a Pesquisa Industrial Anual . Essa definição inclui diversas atividades de apoio. as 320 mil empresas do setor geraram 1. utilizandose de diversos setores da cadeia criativa.APU (todas referentes aos anos 2003. fonte deste trabalho. Em 2005. 1995-1996 e 2002-2003. museus e patrimônio histórico24 .Empresa – PIA-Empresa. O relatório mais recente. Para definição das atividades econômicas que seriam incluídas na pesquisa23 .6 milhão de empregos formais e representaram 5. Os números são expressivos.0. quanto do lado da demanda (fonte de renda das famílias). tradicionalmente ligadas às artes. as Estatísticas Econômicas das Administrações Públicas . a Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 1987-1988.” As principais fontes de informação sobre as atividades características de cultura do Sistema Estatístico Nacional do IBGE.APÊNDICE B – Economia da Cultura A economia da cultura representa uma parte fundamental da indústria criativa. que serviram de base para a construção dos indicadores apresentados a seguir. a Pesquisa Anual de Serviços – PAS. Ficou claro que a cultura é o setor que melhor remunera seus trabalhadores. foi lançado no final de 2007. Foram incluídas as atividades de edição de livros. 2005 e 2006.7% das empresas do país. foram: as Estatísticas do Cadastro Central de Empresas – CEMPRE. Em 2004. A pesquisa envolve tanto uma avaliação do lado da oferta (produção das firmas). música. o Ministério da Cultura assinou um acordo de cooperação com o IBGE para compilação de dados sobre o setor em todo o país intitulado Sistema de Informações e Indicadores Culturais.Suplemento de Produtos e Serviços. arquivos. o IBGE utilizou a seguinte definição de economia da cultura: “Consideram -se como atividades econômicas diretamente relacionadas à cultura as atividades características que são típicas da cultura. bibliotecas. versão 1. 2004 e 2005). Nº 2 maio 2008 30 .

Havia 4. comércio e serviços.4% em relação a 2005.5 milhões de trabalhadores em 2005. Havia 1. no universo de firmas ligadas à cultura. Vale destacar que. enquanto o Governo Federal e o conjunto de estados contribuíram com 16. Sua participação no valor adicionado (tamanho da economia “formal”. A região Sudeste obteve a maior participação nessas atividades (5.2%. São Paulo e Rio de Janeiro são as unidades da Federação com maior proporção . A área cultural apresenta maior proporção de trabalhadores por conta própria: um terço do total. O número de ocupados na economia cultural fluminense avançou um ponto percentual entre 2004 e 2006. Os gastos públicos em cultura atingiram R$ 3. 25 Pesquisa amostral. exclusive agricultura) atingiu 11.7% do total). respectivamente. 5. as firmas de serviços culturais alcançaram participação de quase 70% em 2005. quase 30% acima do registrado dois anos antes.321 entre 2003 e 2005.2 milhões de trabalhadores na área cultural (4. estando 85% empregados em empresas com até quatro pessoas ocupadas.2 milhões de trabalhadores formais na área cultural. sendo a única com dados referentes a 2006. No que se refere ao número de firmas no setor cultural (empresas. contra 61% dois anos antes.1 bilhões em 2005 (em valores correntes). recorde entre os estados. com rendimento médio mensal de R$ 846.3% do pessoal ocupado estão na economia da cultura. foram criadas 52. grupo que apresentou crescimento superior à média da economia – 5. em 2006 havia 4.2%) veio das prefeituras.1% nos gastos públicos em cultura entre 2003 e 2005. contra apenas 20% para a economia como um todo.395 firmas. A maior parte dessa verba (47. enquanto no Norte essa taxa alcançou apenas 3. atingindo um total de 321. Nº 2 maio 2008 31 .superior à nacional.7%). 200 mil a mais do que dois anos antes.aproximadamente 6%.7% e 36.1%.0%. Segundo dados da PNAD25 . No tocante especificamente à indústria de transformação. órgãos de administração pública e entidades sem fins lucrativos).4% contra 2. O Estado do Rio de Janeiro apresentou avanço de 10. enquanto empresas culturais em indústria e cultura tiveram perda de participação.

APÊNDICE C – Formação Técnica do SENAI-RJ . 3. Na primeira vertente. etc).240 3. Em 2007. internacionais. do total de 106 mil formandos do SENAI/RJ. No que concerne às questões de ordem qualitativa inseridas no atendimento a esse segmento. destacam -se os cursos nos segmentos de tecnologia da informação (como o Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas e aqueles voltados para a formação de profissionais para atuarem no ambiente WEB – webmaster. No tocante ao atendimento na especialização e aperfeiçoamento de profissionais diretamente relacionados a esse tema. madeira e mobiliário (Curso Técnico de Design de Móveis) e moda (Curso Técnico de Estilismo e Coordenação de Moda). tendo obtido o 4º lugar nessa competição que reuniu competidores de 22 países. mecânica.211 concluintes pertenciam a cursos correlatos às atividades industriais onde a criatividade e a cultura estão inseridas no processo produtivo. o Brasil Formandos SENAI-RJ em 2007 MECÂNICA MODA SOFTWARE OURIVESARIA GRÁFICA 438 300 877 356 1.211 14% 9% 27% 11% 39% 100% Total Fonte: Sistema Firjan representado por um aluno do SENAI-RJ. Os programas relacionados a desenvolvimento e aplicações de software corresponderam a 27. 2007).Núcleo da Indústria Criativa No que se refere à formação profissional nos níveis técnico e operacional em programas correlatos à indústria criativa. ourivesaria. cabe destacar que os egressos do curso técnico de design gráfico do Mais foi SENAI/RJ têm obtido destaque nas competições recentemente. administradores de portais web. o SENAI/RJ vem realizando esse atendimento em duas vertentes: na formação inicial e de nível técnico e no aperfeiçoamento e especialização de profissionais. no 39º torneio internacional de formação profissional (Japão. Nº 2 maio 2008 32 . artes gráficas (Curso Técnico em Design Gráfico). tecnologia da informação e artes gráficas. madeira e mobiliário. destacam -se os atendimentos realizados no âmbito dos segmentos de confecção têxtil.3% destes atendimentos. construção civil.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful