CONSTRUMETAL 2010 – CONGRESSO LATINO-AMERICANO DA CONSTRUÇÃO METÁLICA São Paulo – Brasil – 31 de agosto a 2 de setembro 2010

Análise comparativa de soluções de lajes para edifícios estruturados em aço
Ygor Dias da Costa Lima1 Alex Sander Clemente de Souza2 Mestre em Construção Civil pelo Programa de Pós-Graduação em Construção Civil – UFSCar 2 Prof. Dr. Universidade Federal de São Carlos – Programa de Pós-Graduação em Construção Civil Resumo Este trabalho apresenta uma análise comparativa entre algumas soluções para as lajes de edifícios estruturados em aço. São comparados o comportamento estrutural do sistema de laje e sua interferência no comportamento global da edificação bem como os custos finais do sistema de piso e da estrutura como um todo considerando também os aspectos construtivos. Foram consideradas lajes maciças, lajes pré-fabricadas com vigotas protendidas, lajes préfabricadas alveolares, lajes nervuradas e lajes mistas de aço e concreto com forma de aço incorporada. Para todas as situações a estabilidade global do edifício foi garantida por um núcleo rígido, o plano de vigas foi definido em função das características das lajes e a locação dos pilares permaneceu a mesma para os diferentes tipos de lajes. Para a comparação de custos foram incluídos desde custo de material, mão-de-obra, montagem e transporte. Os resultados obtidos permitem avaliar os custos relativos dos diversos componentes necessários a execução das lajes e da estrutura e o seu impacto no custo total da obra. Além disso, é possível avaliar quais as características mais competitivas de cada tipo de laje que subsidia uma decisão racional sobre a solução estrutural para lajes de edifícios em aço.
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CONSTRUMETAL 2010 – CONGRESSO LATINO-AMERICANO DA CONSTRUÇÃO METÁLICA São Paulo – Brasil – 31 de agosto a 2 de setembro 2010 Introdução Com o desenvolvimento tecnológico atual e exigências cada vez mais rigorosas de racionalização dos processos construtivos. No entanto. estas normalmente são em concreto armado ou protendido. ANDRADE et al. (BELTRÃO. Ferreira (2005). Para o caso em análise a estrutura com laje maciça convencional resultou com o maio custo. Em edifícios em aço. Os resultados apontam para uma redução no Pag. qualidade. 2004. 2004. moldadas no local ou pré-moldadas. No que se refere a edifícios estruturados em aço são várias as possibilidades para o sistema estrutural. De NARDIN & SOUZA. normalmente se deseja explorar o comportamento conjunto entre vigas de aço e a laje de concreto resultando nas vigas mistas de aço e concreto. lajes alveolares entre outras. independentemente do material estrutural. laje nervurada e laje protendida com monocordoalhas engraxadas. Pesquisas e divulgação de conhecimentos relativos à construção metálica têm contribuído para mudar paradigmas e para o incremento do uso do aço na construção de edifícios comerciais. pontes e passarelas entre outras aplicações. SALES et al. nas lajes mitas e pré-moldadas se reduz significativamente os custo com formas e escoramento o que pode ser interessante para a construção metálica. 2 . Albuquerque (1999) desenvolveu um estudo comparativo a fim de correlacionar os índices de consumo de materiais (concreto. Santine (2005). Albuquerque (1999). Particularmente. (De NARDIN et al. 2005. A utilização de lajes nervuradas ou lajes protendidas (excerto as pré-fabricadas) é pouco comum em estruturas de aço mas são possibilidades que merecem análise quanto a sua viabilidade estrutural e construtiva. redução de prazos e redução de custos as estruturas em aço despontam como uma solução viável e competitiva. lajes pré-fabricadas. dentre vários sistemas estruturais em concreto armado. Petrucelli (2009). Em principio qualquer tipo de lajes pode ser utilizado para esse fim desde que se detalhe adequadamente a ligação entre laje e viga para garantir o comportamento conjunto. para as estruturas metálicas além das tipologias de lajes comuns em edifícios de concreto armado há ainda a possibilidade das lajes mistas de aço e concreto (ou lajes mistas com forma de aço incorporada). O comportamento estrutural e os critérios de análise e projeto para essas tipologias de lajes tem sido tema recorrente de estudos e pesquisas teóricas e experimentais com destaque para os seguintes trabalhos: Droppa (1999). Nomeado os tipos de lajes mais usuais tem-se: lajes maciças. lajes nervuradas. 2003. aço e forma) e os respectivos custos. 2008). . O comportamento e aplicabilidade de elementos misto de aço e concreto e de lajes mistas em particular tem sido tema de investigação experimental e teórica no Brasil e em vários outros países. laje nervurada. Neste sentido. 2005. Neste sentido. 1994). VIANNA. lajes com vigotas pré-fabricadas. grandes coberturas. Cada um dos diferentes tipo de lajes tem características particulares no que se refere a comportamento estrutural e aos aspectos construtivos que determinam sua escolha dentro de certos parâmetros da estrutura. No caso das lajes. 2009) Nas lajes mistas de aço e concreto assim como nas lajes maciças convencionas e mesmo nas lajes pré-moldadas há a necessidade de lançamento de concreto no local. Mello (2005). residenciais. . CRISINEL & MARIMON. David (2007) investiga o comportamento conjunto em vigas mistas em perfis formados a frio com lajes treliçadas incluindo o material de enchimento na largura efetiva da laje. seja para as ações horizontais (sistemas de contraventamento) ou para as ações verticais resistidas e distribuídas pelas lajes (DIAS. enquanto a estrutura com laje nervurada apresentou o menor custo com diferença de 15% em relação à opção com laje convencional maciça. 2000. LIMA. O autor estudou um edifício residencial com opções de laje maciça convencional.

CONSTRUMETAL 2010 – CONGRESSO LATINO-AMERICANO DA CONSTRUÇÃO METÁLICA São Paulo – Brasil – 31 de agosto a 2 de setembro 2010 momento fletor resistente de cálculo em relação ao momento de plastificação total da seção mista. Além disso. Figura 1 – Edifício exemplo Planta (cotas em cm) Figura 2 – Elevação do eixo 3 e filas A e D (cotas em cm) Pag. construtivos e econômicos. 3 . com área total de 4320 m2. Diante do exposto este trabalho pretende fazer um estudo comparativo entre as várias possibilidades de lajes para um edifício estruturado em aço considerando aspectos estruturais. com pé direiro de 3m. (2008). embora influenciem o padrão de fissuração da laje. constatou-se que a posição e a taxa de armadura transversal têm pequena influência na resistência da viga mista. Trata-se de um edifício de 8 lajes. com arquitetura bastante compatível com a que é utilizada nas construções de edifícios comerciais em aço. sobretudo no custo final da estrutura um edifício comercial foi projetado com diferentes sistemas de lajes. O edifício escolhido é o apresentado na Figura 1 e Figura 2 que é uma adaptação do exemplo apresentado em Bellei et al. e espaçamento entre pilares de 6m. Estudo de caso A fim de comparar a influência do tipo de laje no comportamento e.

Foram consideradas as seguintes ações no pavimento: peso próprio (gerado automaticamente). no entanto o sistema construtivos de ambas pode trazer diferenças significativas nos custos finais. laje com vigota prémoldada protendida. laje pré-moldada alveolar e laje com forma de aço incorporada. A análise e o dimensionamento do núcleo rígido não foram incluídos neste trabalho. piso + revestimento de 150kg/m2 e sobrecarga de 500kg/m2. laje nervurada.5kN/m2.Os sistemas de lajes escolhidos para a análise foram aqueles mais comumente utilizados em construções de edifícios residenciais e comerciais. Lajes analisadas Na seqüência (Figura 3 a Figura 8) apresentam-se os planos de vigas para cada uma das alternativas de lajes analisadas. com exceção das lajes mistas com forma de aço incorpora. pois o material de enchimento da laje não tem resistência para compor um sistema misto. Percebe-se pelas Figura 3 e Figura 4 que foi mantido o mesmo plano de vigas para as alternativas com laje maciça e laje com vigota. Para isso seria necessário concretar uma região de laje maciça sobre a viga. O dimensionamento conduziu a uma laje com espessura de 10 cm e peso próprio de 2. foi feito com base nos procedimentos da NBR 6118:2003 utilizando o software CAD-TQS. Essa Pag. laje nervurada. ou seja: lajes maciças. Figura 3 – Plano de vigas para a alternativa laje maciça No caso da alternativa com laje maciça (Figura 3) as vigas foram dimensionadas com vigas mistas trabalhando em conjunto com laje. laje mista aço-concreto e laje pré-moldada alveolar. ou seja. As estruturas foram analisadas no software CAD-TQS utilizando modelo de pórtico espacial. 4 . Em todos os caso a estabilidade lateral do edifício é garantida por um núcleo rígido de concreto com ligações viga-pilar flexíveis. Já no caso da laje com vigota (Figura 4) as vigas foram dimensionadas com vigas de aço isoladas. Para a laje maciça foi considerado concreto C25. Para a estrutura em aço foi adotado aço do tipo ASTM A36 utilizando seções tipo I soldadas e /ou laminadas. O dimensionamento das lajes. As seções metálicas foram dimensionadas segundo os procedimentos da NBR 8800:2008. aço CA 50 e classe de agressividade II de acordo com as prescrições da NBR 6118:2008. não foi considerada a interação entre vigas e lajes. ou seja: laje maciça. laje com vigota protendida. Para cada tipo de laje analisada foi lançada uma plano de viga compatível e visando otimizar o pavimento.

enchimentos com lajotas cerâmicas. reduzindo a eficiência do sistema de laje com elementos pré-fabricados. malha de armadura de distribuição Q-61 e capeamento com espessura de 4cm. Figura 4 – Plano de vigas para a alternativa laje com vigotas protendidas Nas lajes com vigotas protendidas (Figura 4) foi utilizado concreto C25. O peso próprio da laje com vigotas protendidas atingiu o valor de 1. Para o vão da laje adotado de 3m não foi necessário escoramento.8kN/m2. Obviamente foi necessário regiões Pag. 5 . aço CA 50 e classe de agressividade II de acordo com as prescrições da NBR 6118:2008. Figura 5 – Plano de vigas para alternativa laje nervurada Para a solução em laje nervurada (Figura 5) foram mantidas somente as vigas de aço do contorno dimensionadas como vigas de aço isoladas.concretagem exigiria acréscimos de formas e escoramentos.

5cm com peso próprio de 4. Em ambos os casos as vigas foram dimensionadas como vigas mistas de aço e concreto promovendo o comportamento conjunto laje-viga por meio de conectores de cisalhamento tipo pino com cabeça. ii) Forma metálica com altura de 75mm e espaçamento entre vigas de 3m (Figura 7). 6 . Foi utilizado forma plástica com altura de 32. A direção dos painéis foram alternadas para melhor aproveitamento das vigas também como travamento da estrutura.maciças no entorno dos pilares para combater os problemas de punção. Foram analisadas 2 alternativas: i) Forma metálica com altura de 50mm e espaçamento entre vigas de 2m (Figura 7) afim de reduzir ou eliminar escoramentos. porém é necessário um detalhamento específico para a conexão laje-viga. Pag. Na alternativa em laje alveolar as vigas foram dimensionadas como viga de aço isolada. essa questão não foi trabalhada para que a solução seja a mais convencional possível. Os painéis são produzidos com concretos C45.5kN/m2.33kN/m2. Figura 6 – Plano de viga laje alveolar Para a opção de piso com laje alveolar (Figura 6) foram utilizados painéis alveolares protendidos com espessura de 16cm com peso próprio de 2.5cm com capeamento de 5cm o que resultou em espessura total da laje de 37. A Figura 7 e a Figura 8 apresentam os planos de vigas para a alternativa de laje com forma de aço incorporada. Obviamente é possível utilizar vigas mistas com lajes alveolares.

Análise dos resultados Neste item apresentam-se as composições de custos para cada solução de laje estudada como também uma análise comparativa entre essas soluções.Figura 7 – Plano de viga para laje mista com forma de aço incorporada – opção 1 Figura 8 . 7 . Esses custos foram considerados para a cidade de Ribeirão Preto no estado de São Paulo com eventuais custos com transporte já incluso no custo dos materiais. No cálculo dos custos de escoramentos e formas para a solução com laje maciça foram consideras duas situações. Procura-se fazer uma análise Pag. Na segunda situação foi considerada a execução de uma laje a cada sete dias utilizando três jogos de formas. Na primeira situação considerou-se a execução de uma laje a cada 28 dias utilizando um único jogo formas. mão-de-obra e encargo sociais.Plano de viga para laje mista com forma de aço incorporada – opção 2 Para o levantamento de custos de cada alternativa de laje foram incluídos custo de material.

Forma 1 .120.000.25 33.78 60. Armação Aço CA-60 ( tela p/ fiss. Unitário Material Mão Obra 3 Laje Nervurada .00 258.48 238.608.10 6.11 6. Forma chapa resinada 12mm (reutilização) 2.032.55 26. Pilares metálicos 5.63 3.00 752.72 % un.00 22.00 24. Tabela 3 – Custos para laje nervurada Item Descrição Un Quant.520.719.971.00 kg 86.224.55 2.00 100. no entanto deixar em segundo plano uma análise qualitativa no que tange a racionalização do processo construtivo e os prazos de execução.916.560. levandose em consideração que.Q-138) 4.48 193.Obra 399.048.392.096.Q-61) m2 4.88 6.00 257.123.00 24.00 Total 1.80 27.00 173.200. eliminando ou reduzindo formas e escoramentos e.528.00 473.00 1.576.16 265.00 3.00 100. 8 .00 Percebe-se pela Tabela 2 que a participação dos pilares no custo total não se modificou em relação à solução em laje maciça.00 24.018. Forma chapa resinada 12mm 3.00 1.00 4.quantitativa dos custos sem.00 244.63 6.553.00 m2 m2 m3 m2 850. enquanto formas representam cerca de 20% deste custo o que é bastante elevado.00 304. porém as vigas não foram dimensionadas como mista acarretando um aumento percentual do custo das vigas em relação ao custo total.00 3.00 kg 33.57 5.16 297.00 20.52 169. Escoramento 5. Nas Tabela 1 a Tabela 6 são apresentados os custos totais da estrutura para cada uma das alternativas de lajes analisadas.480.10 257.00 4. Vigas metálicas m3 m2 204.438.302.94 3.000.00 4. Pilares Metálicos 6.00 Como se pode observar na alternativa em laje maciça (Tabela 1) a estrutura metálica representa 56% do custo total.384.288. conseqüentemente.80 15.00 4.60 7.25 4. Armação Aco CA-50 6.320.00 88.00 6.00 60.00 45.60 17.930.Obra 399.00 3.00 M.888.09 12.25 5. Obra Material 888.958. Escoramento 7.483.00 3.546.00 0.680.00 774. não há formas para esses elementos.Caçambas (472unX7dias/lajeX8lajes) 2.00 104. Vigas metálicas m2 m3 m2 4.00 6.00 Total M. portanto.00 kg 24.680.00 6.032.168.00 129.00 60.296.00 44. Unitário Material 2 Laje pré-moldada c/ trilhos protendidos .552.00 60. No entanto o custo desta solução estrutural com laje pré-moldada com vigota protendida ainda resultou menor que o custo da solução em laje maciça.36 9.00 1.144.032.00 6.13 % 1.032.00 80.80 51.192.00 46.452.04 21.00 0.032.560.84 16.584.00 Total M.64 29.768.240.50 19.32 52.12 265.000. Concreto Usinado C25 3.00 84.141.16 177.00 3.40 9.03 13.287.60 20.00 4.16 198.819.93 20.192. as vigas e pilares são em aço e.60 12.400.00 1.00 Total 1.26 10.075.96 122.499.00 157.740.00 516.096.00 2.884.864.52 254. Vigas metálicas Material 835.000.Obra 305.00 kg 59.00 6.00 Total 1.00 24.016. Deve-se considerar também o fato do processo construtivo para as lajes pré-fabricadas com vigotas protendida ser mais racional.00 99. Tabela 1 – Custos para laje maciça Item Descrição Un Quant.00 Kg 29.572.040. Armação Aço CA-60 ( tela p/ fiss.00 kg 52.032.00 40.00 kg 28.929. no caso em estudo. reduzindo tempo de execução.032.63 4.00 4.479.032.00 315.00 40. Obra Material 903.00 48.14 257. Laje pré moldada protendida 4. Armação Aco CA-50 3.32 64.128.400.00 59.152.31 % 45.00 Total M.360.608.78 4.664.00 M.00 20.12 184.00 Pag.39 36. Pilares metálicos 8.00 3.00 4.971.640.00 145.00 133. 26.776.00 100.Superestrutura 1.00 408. Unitário Material 1B Laje Maciça 2 1.00 96. O percentual de custos com forma para a solução em laje maciça é compatível com o que se obtém em uma estrutura de concreto armado convencional.00 12.96 98. Concreto Usinado C25 5.120.00 10.01 2.00 kg 16.892. Tabela 2 – Custos para laje pré-moldada com vigotas protendidos Item Descrição Un Quant.20 29.700.432.90 26.Superestrutura 1. Concreto Usinado C25 4.932.145.84 20.675.30 20.

032.00 1. Pag.561.Q-75) 2.00 264.98 40.00 175. porém como um processo construtivo sem formas e escoramentos.724.00 3.00 120.571.25 15.25 6.60 Total 983. Pilares Metálicos 5.520.80 Total M. Concreto Usinado C25 ( capa + rejunte) 4.00 167.20 3.577.676.90 20.00 2. mas o custo total desta solução ainda resultou inferior aos custos das soluções com lajes maciças e com laje com vigota pré-moldada protentida.85 4. Concreto Usinado C25 3.25 25.00 60.00 344.60 4.12 8.Obra 288.312. O custo final para as duas soluções adotadas para as lajes mistas foram praticamente os mesmos (Tabela 5 e Tabela 6).00 51.00 2.00 12.032.41 0.00 6.032.00 1.464.00 2.00 350.00 5.27 36.00 47.484.25 33.48 356.Superestrutura 1. 9 . Tabelas 5 – Custos para laje com forma de aço incorporada (h=50mm) Item Descrição Un Quant. Vigas metálicas 6.00 100.00 6.420.280.00 11.00 120.50 257.344.76 % m2 m2 m3 4.840.900.64 19. Unitário Material Mão Obra 5 Laje mista MF-50 . Vigas metálicas 7.488.172.48 356.19 0.00 64.00 4.00 kg 44.Obviamente. Escoramento das vigas 4.784.00 vb vb m2 1.00 4.900.00 526.84 % m2 m3 un. m2 4. Mobilização máquina stud bolt 9.00 3.00 60.00 372.120.00 83.00 20. Armação Aço CA-60 ( tela p/ fiss.560.832.49 40.00 Total 1. Mão de obra de montagem do steel deck Material 694. ainda apresentou um custo inferior às demais soluções de lajes analisadas – Tabela 5. quando comparado às demais soluções estruturais.062.98 44.00 kg 27.50 24. Os custos com a laje aumentaram.040.74 147.571.14 88.03 257.23 4.60 6.032. Como pode ser perceber na Tabela 4 a solução em estrutural com laje alveolar apresenta o maior custo.00 1.00 2.916. Laje Alveolar Protendida 3. Nas soluções em lajes mistas devem-se considerados adicionalmente os custos com mobilização de mão-deobra para montagem do steel deck.00 4.00 3.392.00 m2 4.032.00 Dentre todos os sistemas de laje analisados a solução de laje mista com forma metálica de altura 75mm apresentou o menor custo total.Superestrutura 1.00 kg 29. Mobilização montagem do steel deck 8.00 397. Pilares metálicos 6.884.Obra 401.96 109.38 38. Tabela 4– Custos para laje alveolar Item Descrição Un Quant.50 267.00 Na laje mista com forma metálica com 50mm de altura apesar de ter sido utilizado um número maior de vigas.300. Steel deck 5.032. na opção laje nervurada o custo da estrutura de aço (Tabela 3) representa um percentual pequeno.20 250.140.960.577.084.900.00 62.00 Total M.494.050.640.134.50 178.00 1.832.032.808.00 1.00 89.10 0.00 1. para eliminar o escoramento da laje.01 25.176.300.840.964.434.00 6.74 147.00 202.00 10.00 2.Q-138) 2.00 47. Unitário Material Mão Obra 4 Laje Alveolar .00 30.300.380.00 4. Armação Aço CA-60 ( tela p/ fiss. Mão de obra + equipamentos Material 978.00 2.96 88.60 100.516.960.00 132.260.47 11. Há ainda nesta solução um custo adicional de mobilização de equipe e equipamento de montagem dos painéis alveolares.032.00 kg 58.00 3.

00 1.84 % m2 m3 un.016.00 60.96 107.00 264. Enquanto o custo com concreto moldado no local variou de 4.17 16.60 4.25 33.00 1.00 Nos gráficos das Figura 9 a Figura 12 apresenta-se um comparativo de custo para os materiais isolados em cada tipo de laje.20 247.00 vb vb m2 1.5% (para a laje com forma de aço incorporada). 10 .Obra 279.03 257. Unitário Material Mão Obra 6 Laje mista MF-75 . e deixa claro que variações no preço de mercado de alguns desses insumos pode alterar significativamente o custo global de cada uma das soluções estudadas.032. Escoramento das vigas 4.038.76 25.32 164.228.00 1.60 100.00 44.656.342.707.114.00 kg 27.00 47.00 2.Superestrutura 1. Figura 9 – Custo de armadura Figura 10 – Custo concreto Figura 11 – Custo com escoramento Figura 12 – Custo estrutura de aço Pode-se observar pelos gráficos e tabelas anteriores que os custo relativos dos materiais variam significativamente entre os tipos de lajes estudados. Mão de obra de montagem do steel deck Material 703.19 0.00 11.00 5.00 416.23 36.03 40.96 131.900.577.032.00 3. Pag.00 120.603.00 47.032.00 4.300.00 24.08 24.85 6.900. Mobilização máquina stud bolt 9.453.968.Q-75) 2.707.00 6.00 1.801.280.Tabelas 6 – Custos para laje com forma de aço incorporada (h=75mm) Item Descrição Un Quant. O custo relativo da estrutura metálica varia de 38% (para a laje nervurada) a 79% (para laje com vigota protendida).6% (para a laje alveolar) a 13.312.312.300.23 4. Mobilização montagem do steel deck 8. Pilares metálicos 6.976.00 82.00 kg 40.47 13. Essas variações dificultam a análise de custo em função dos insumos individualmente.552.00 360.300. Steel deck 5.43 0.20 3.00 1.00 6.00 2.032. m2 4.32 164.00 1.00 4.00 1.00 240.960.00 2.717. Vigas metálicas 7. Armação Aço CA-60 ( tela p/ fiss.00 2.66 0.60 Total 982.00 165.577.197.80 Total M.48 20.900. Concreto Usinado C25 3.

podendo ser uma alternativa a ser considerada aos edifícios totalmente com concreto armado. A solução com laje nervurada foi a solução mais econômica depois das estruturas com lajes mistas. Não houve diferenças significativas no custo total das estruturas com lajes mistas em função da altura da forma metálica. Figura 13 – Custo total Figura 14 – Acréscimos de custos relativos Pelo comparativo do gráfico da Figura 13 percebe-se que a estrutura de menor custo foi aquela com laje mista com forma de aço incorporada (forma metálica com 75mm de altura). Comentários finais Foi feito um estudo com vários sistemas de laje para edifícios em estruturas metálicas com o objetivo de avaliar o comportamento estrutural e a influencia do tipo de laje no custo global da estrutura. ou seja laje mista com forma metálica de altura 75mm. Comparativamente o custo da estrutura com laje alveolar resultou 40% superior ao edifício com laje mista. laje mista com forma de aço incorporada. Um edifício de oito pavimentos. No entanto. com arquitetura e estrutura compatíveis com as construções realizadas comercialmente. A solução de maior custo resultou a estrutura com laje alveolar. que é uma solução pouco usual para laje de edifícios em aço resultou na solução com o terceiro menor custo perdendo apenas para as duas alternativas com lajes mistas de aço e concreto. foi projetado com os seguintes sistemas de lajes: laje maciça. o custo da laje representa 58% do custo total. Pag. 11 . A alternativa com laje nervurada. Os gráficos da Figura 13 e Figura 14 apresenta uma comparação do custo global (relativo e absoluto) da estrutura para as soluções de laje analisadas separando custo de material e custo de mão-de-obra. enquanto o maior custo foi a estrutura com laje alveolar sendo o custo desta solução 40% superior a solução com laje mista. laje alveolar. laje pré-moldada. Ressalta-se que esta é uma solução pouco usual porém competitiva em termos de custos. laje nervurada. A estrutura resultou com menor custo quando se considerou a laje mista de aço e concreto com forma metálica de altura 75mm. para essa solução com laje nervurada.Não há diferenças significativas no custo total das estruturas com lajes mistas em função da altura da forma metálica adotada. No gráfico da Figura 14 apresenta-se a diferença percentual no custo das estruturas em relação a solução mais econômica .

Comportamento estrutural de lajes mistas com corrugações na alma de perfis de chapa dobrada.. VELLASCO. com este trabalho. PINHO. DAVID. 481–491. SILVA. O. Edifícios múltiplos andares em aço. In: 47 CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO. C. 60. . . São Carlos. Standardized composite slab systems for building constructions. Universidade de São Paulo.L. Journal of Constructional Steel Research. S. Olinda. PINHO. 202p. CSA's S136 Committee and CANACERO. I. M. H. 124p. De NARDIN. 220p. EL DEBS. BELTRÃO. J. Escola de Engenharia de São Carlos. .. . c. O.L.C.. p. SOUZA. orth american specification for the design of cold–formed steel structural members. SOUZA. M. 2005. F. p. 2007. AISI Committee on Specifications. S. Análise teórica e experimental de conectores de cisalhamento e vigas mistas constituídas por perfis de aço formados a frio e laje de vigotas pré-moldadas. S. 493– 524. EL DEBS. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Estruturas). 2004. 60. Análise de alternativas estruturais para edifícios em concreto armado. 2004. ANDRADE. De NARDIN. Rio de Janeiro: Departamento de Engenharia Civil – PUC–Rio.Não se pretende. L. São Paulo. D. devem ser avaliadas dentro do contexto do empreendimento. Pag. . A. A. Estruturas mistas açoconcreto: origem. Bibliografia ALBUQUERQUE. essas diferenças de custos numéricos não podem ser analisadas friamente. N. A. 2001. 2º Ed. Editora Pini. A. Além dos custos devem ser verificadas as condições construtivas. indicar uma solução-padrão ou ideal. In: Congresso Latino Americano de Construção Metálica Construmetal 2008. BELLEI. A new method for the design of composite slabs. Ressalta-se também que extrapolações desses resultados para outras tipologias de edifícios devem ser feitas com muito cuidado.S. a mão de obra e os materiais disponíveis na região. K. Journal of Constructional Steel Research. TAKEY.. São Paulo. T. (Dissertação de Mestrado). 2008. 2003. A. P. Comportamento conjunto em elementos mistos de aço e concreto: dispositivos mecânicos. a equipe de trabalho. T. não há garantias que esses resultados se verifiquem para situações diferentes das analisadas aqui. . J. A. desenvolvimento e perspectivas. . EL DEBS. 12 . A.1999. 1999. CSA S136–01.

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