NR – 12 TREINAMENTO

INSTRUTOR : Eliezio Frota Santos Contato: (91) 8871 3894 / 8062 5309 / 9259 6606

RELAÇÕES INTERPESSOAIS As pessoas são diferentes. É tão óbvio que nem atentamos para isto. Se levarmos essa afirmação a sério será muito importante para nossos processos de comunicação e relacionamento pessoal, pois poderemos viver melhor com pessoas que nos rodeiam. Teremos menos preocupações, menos raiva e mais alegria. Entendendo que os outros são diferentes de nós, teremos mais apoio em tudo que precisamos e muito mais possibilidades de satisfazer nossas necessidades de convivência social, de pertencer a grupos humanos, de sermos reconhecidos, estimados e apreciados. É praticamente impossível mudar o mundo e as pessoas, ajustando-as ao que consideramos o ideal - o que não deixa de ser pretensão de nossa parte. Então, por que não mudamos nós? E isto é possível. Depende de uma questão de domínio próprio, perfeitamente viável desde que saibamos o que queremos que compreendamos o mecanismo e a natureza de nossa percepção, vislumbraremos com clareza, os benefícios que teremos. Isto depende de nós. Como tudo que é aprendido pode ser aprimorado é muito importante termos uma atitude crítica a respeito de nossas percepções, procurando verificar em que medida elas estão fundamentadas em fatos reais. Tal atitude possibilita mudar, corrigir ou confirmar nossas percepções a respeito de nós mesmos e dos outros. É certo que o relacionamento só será bom na medida em que for boa a sua comunicação. Se eu e você podemos nos dizer honestamente quem somos, ou seja, o que pensamos, julgamos, sentimos, valorizamos, amamos, respeitamos, estimamos, odiamos, tememos, desejamos, esperamos, acreditamos e nos comprometemos, então cada um de nós poderá crescer. as

SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO Como o acidente na empresa está relacionado a um conjunto muito grande de dispositivos legais e, como a lei se preocupa principalmente com o trabalhador, procurando evitar que ele se acidente ou reduzir as conseqüências do acidentes, convém saber o que a legislação entende por acidente, como diz o Decreto n.º 611/92 de 21/07/92: “Art. 139 ACIDENTE DO TRABALHO é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho permanente ou temporário”. Para os efeitos da lei, igualam-se e são consideradas como acidentes do trabalho as doenças do trabalho que constem ou não de relações oficiais, os acidentes que ocorram no local e no horário do trabalho, os acidentes que ocorram fora dos limites da empresa e fora no horário de trabalho, dentro de certas condições. A legislação protege o trabalhador que se acidenta nas situações que ela estabelece como veremos no capítulo de legislação. São, portanto, várias as possibilidades de acidentes do trabalho, previstas na lei, todas incluindo um prejuízo físico e orgânico para o trabalhador.

PREVENÇÃO Como vimos o conceito legal refere-se ao acidente do trabalho como um Fato já ocorrido, pois o define como algo que causa problemas físicos ao trabalhador. É, entretanto, muito importante ampliar, estender a idéia, o conceito de acidente quando se fala em sua prevenção. “Acidente do trabalho é uma ocorrência não programada, inesperada ou não, que interrompe ou interfere no processo normal de uma atividade, ocasionando perda de tempo útil e/ou lesões nos trabalhadores e/ou danos materiais.” Portanto, mesmo ocorrências que não resultem em lesão ou danos materiais devem ser encaradas como acidentes que exigem uma investigação do pessoal técnico, para evitar a repetição do fato.

.chamado acidente de trajeto. nos períodos de refeição ou descanso destas. provocadas por terceiros. localizar e identificar as causas possíveis de acidentes. Para tanto. Esse conceito. que não as conhecem devidamente ou. casos decorrentes de causa imprevista ou força maior. Esses acidentes na sua grande maioria são provocados por atos inseguros. As condições inseguras são deficiências e/ou condições insatisfatórias do próprio ambiente de trabalho. desabamentos. portanto evitadas. OUTROS CASOS CONSIDERADOS COMO ACIDENTES DO TRABALHO Outros casos que caracterizam o acidente do trabalho são. quando o trabalhador permanece. ou não.Numa empresa. no local de trabalho. que têm um comportamento contrário a prevenção. O mesmo se dá com lesões físicas intencionais. os acidentes ocorridos na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. e mesmo sendo veículo próprio. em viagem a serviço da empresa. para evitar-lhe prejuízo ou para proporcionar-lhe proveito. é preciso saber descobrir. Atos de imprudência privados do uso da razão. os acidentes acontecem tendo como causas mais comuns atos inseguros e/ou condições inseguras. ainda. é preciso estar alerta. inundação ou incêndio. seja qual for o meio de locomoção utilizado. incluindo infortúnios fora do local e horário de atividade do trabalhador. no percurso residência-trabalho ou vice-versa . todavia. Tem como exemplos. tudo isso se enquadra no conceito de acidente do trabalho. condições inseguras ou pelos dois fatores em conjunto. E são causas que podem ser previstas e. os infortúnios que ocorrem no local e horário de trabalho e que resultam de atos de sabotagem ou terrorismo praticados por estranhos ou mesmo por companheiros. é mais amplo. se decorrentes de disputa relacionadas ao trabalho. Os atos inseguros são praticados por trabalhadores que desrespeitam regras de segurança. Também. na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa.

OS 3 PILARES BÁSICOS DA SEGURANÇA Proteções adequadas Procedimentos Capacitação NR 12 – Defasagem (1978). . aos dispositivos de segurança.SEM MISTÉRIOS – Eliezio Frota Santos O que é NR? Normas Regulamentadoras • Instrumentos legais editados pelo Ministério do Trabalho e Emprego que regulamentam e fornecem orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho no Brasil. Ações adicionais tais como capacitação contínua para operadores e pessoal da manutenção se faz sempre necessário bem como manutenções preventivas conforme manuais são imprescindíveis. em seu meio de trabalho. As máquinas e Equipamentos devem se integrar. autuação. a se proteger sem dispositivos de segurança. interdição ou embargo e penalidades de ambiente especifico ou do estabelecimento inteiro e. Dispositivos de segurança normalizados diminuem sensivelmente os riscos existentes. por si só.NR12 .213 / 91) por parte do INSS NR – 12 Conceito Básico O homem não é apto. também. em ações regressivas (Lei 8. elas norteiam as obrigações dos estabelecimentos de qualquer natureza (regidos pela CLT) em relação a saúde e segurança do trabalhador. São de observância obrigatória por todas as empresas brasileiras regidas pela (CLT) • Seu descumprimento poderá resultar em notificação. mas não os eliminam totalmente.

T. Consenso da necessidade da revisão. Coreia e Índia). Desenvolvimento de tecnologia em proteção de máquinas (conceito da falha segura). (fonte Conselho Nacional de Saúde) NR – 12 Composição Corpo (18 Páginas -12. Iniciativas diversos Estados (SP/RS/MG). (2009) NR – 12 Cenário – Por que? 10 anos = 7.Ênfase em Maquinas e Equipamentos NR – 12 Cenário – Por que? Equipamentos 2010.3 % PIB destinados a custos relativos a acidentes (2009). .5 Mortes ao Dia 2.Avanço tecnológico natural (Risco X Perigo). 3.156): Princípios gerais de segurança para uso em todas as máquinas. Anexos (65 páginas): Princípios. -15º em Acidentes gerais. 206k incapacitantes e 49k Obitos. Espaço político e interlocutores interessados no assunto (OIT).727. 1978. Disposições legais (nac.Ênfase na Segurança do Trabalhador GET Tripartite (elaboração do texto) Consulta publica GTT (apreciação de sugestões e redação texto final) CTPP (aprovação final) Publicação 17/12/2010 através da portaria 197 . R$ 14 Bilhões Aposentadorias A. 83 acidentes a cada hora. e intern. definições ou excepcionalidades especificas.795 acidentes (124k doenças ocupacionais.).2010 NR – 12 Estágios Brasil -4º em Acidentes de Trabalho fatais (El Salvador.

NR – 12 Prazos de adequação – exceção . 9º da Portaria nº 1. que entrarão em vigor nos prazos consignados.127.referencia I – Distancias Seguras I – Capacitação (conteúdo) I – Acessos Permanentes IV – Glossário V – Motosserras VI – Máquinas Panificação / Padaria VII – Maquinas Açougue / Mercearia VIII – Prensas IX – Injetoras Plástico X – Máquinas Calçados e Afins XI – Máquinas Agrícolas e Reflorestamento XII – Equipos Guindar Pessoas e trab. exceto quanto aos itens discriminados. Art. conforme estabelece o art.Altura NR – 12 Estrutura Estrutura NR12 Mais Anexos 12 Anexos 1 conteúdo programátic o 3 Anexos de apoio 8 Áreas técnicas especificas Anexo distancias seguras Glossário técnico acessos permanentes Tópicos 198 itens / subitens 100 itens aplicação imediata 56 itens prazo maquinas novas e usadas Moinhos / sopradores NR – 12 Referencias e Conceitos Art.referencia Anexo . 2º Criar a Comissão Nacional Tripartite Temática . contados da publicação deste ato.Anexo . 4º Esta Portaria entra em vigor na data (17/12/2010) de sua publicação. de 02 de outubro de 2003.CNTT da NR-12 com o objetivo de acompanhar a implantação da nova regulamentação.

40 .Bimanuis acima de 2 unidades com sinalização luminosa de funcionamento NA 12 meses 12.36 alinea a .dispositivos de partida.27 . parada e acionamento extra baixa tensão 15 meses 30 meses 12.Requisitos de baterias 12 meses 12.Bimanuais Aspectos de segurança e utilização NA 12 meses 12.Bimanuais em pedestais NA 12 meses 12.39 .30.Bimanuais multiplos e ação sincrona individual NA 12 meses 12.Bimanuais e quantidades X operadores NA 12 meses 12.25 .Adoção sistemas de segurança no nivel de segurança adequado 18 meses 12.inversão de fase com dispositivo de detecção de inversão 12 meses 18 meses 12.Reset do sistema de segurança manual em caso de falha 18 meses 30 meses .1 .38.2 .MÁQUINAS NOVAS USADAS Item Prazo 12.istalações eletricas .26 .30.20.Sistemas de segurança 18 meses 30 meses 12.Bimanual e distancia segura NA 12 meses 12.30 .Seletor de bimanuais com bloquieo NA 12 meses 12.3 .2 .31 .Circuito de bimanual impedindo açõs com comando não habilitados NA 12 meses 12.Cicuito de partida e parada com contatoras de segurança e monitorados por rele 15 meses 30 meses 12.29 .37 .Varios modos de comnado e seus requisitos NA 12 meses 12.30.28 .1 .

94 .5 .Meios de acesso e seus angulos 18 meses 30 meses 12.75 .Escadas com espelho 18 meses 30 meses 12.73 .51 .Escadas sem espelho 18 meses 30 meses 12.46 .1 .Comandos de máquinas .Rampas e suas inclinações 18 meses 30 meses 12.43 .44 -Proteção Móvel com acesso e intertravamento e Bloqueio 18 meses 30 meses 12.Passarelas.95 .Ergonomia 18 meses NA .Sistema de segurança e estado seguro 18 meses 30 meses 12.65 .74 .Aspectos ergonomicos de máquinas e equipamentos 18 meses NA 12.12.Partida inesperada com pessoas dentro da area de risco 18 meses 30 meses NR – 12 Prazos de adequação – exceção MÁQUINAS NOVAS USADAS 12.Dispositivos de intertravamento 18 meses 30 meses 12.47. plataformas e rampas 18 meses 30 meses 12.Em função do risco pode se exigir projeto de segurança em lingua portuguesa 18 meses 30 meses 12.Máquinas e equipamentos c/ proteções moveis dispositivso de intertravamento 18 meses 30 meses 12.proteções móveis para transmissões de força com inercia e intertravamento 18 meses 30 meses 12.69 .Máquina deve ter documentação tecnica (ART) 18 meses 30 meses 12.1 .5.45 .

palnejada e gerenciada NA 24 meses 12..Projeto da maquina e seu transporte 18 meses NA 12..2 .116.1 .Transportadores elevados acima 2.70 m com passarelas em ambos lados 30 meses 30 meses 12.86.1 .86.86 .12.124 .133.133 .125...Transportadores dipositivos de segurança para falha de operação normal 30 meses 30 meses .135.129 .Documentação de inventário disponiveis SESSMT.96 .92 .Capacitação do trabalhador NA 4 meses 12153 .Transportadores moveis articulados com acesso de solo sem passarelas 30 meses 30 meses 12.Segurança Maquinas (Projeto a Sucateamento) fabricadas importadas etc 18 meses NA 12.1 -Transportadores correia até 762mm com passarelas em apenas um lado 30 meses 30 meses 12.Sinalização NA 12 meses 12.2 .Maquinas e equipamentos condiçoes de conforto e segurança no trabalho 18 meses NA 12.Manuais em lingua Portuguesa 18 meses 24 meses 12.Inventário de maquinas atualizado NA 18 meses 12154 . CIPA e CIPAMIN NA 18 meses 12.Projeto da maquina prevendo erro de montagem que possam gerar riscos 18 meses NA 12..Manutenções preventivas potencial de acidente .133.147 .1..

NR – 12 Prazos de adequação . involuntariamente. operação e manutenção de máquinas e equipamentos.014-0/ I2) .2. (112. são os artigos 184 e 186 da CLT. ordinária e específica. princípios fundamentais e medidas de proteção para garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores e estabelece requisitos mínimos para a operaração.1. (112. pelo operador. devem ter dispositivos apropriados de segurança para o seu acionamento.012-3 / I2) e) não acarrete riscos adicionais. que não tenham proteção adequada. As máquinas e os equipamentos devem ter dispositivos de acionamento e parada localizados de modo que: a) Seja acionado ou desligado pelo operador na sua posição de trabalho. visando à prevenção de acidentes do trabalho.1. Esta Norma Regulamentadora e seus anexos definem referências técnicas. (112.2.009-3 / I2) b) não se localize na zona perigosa de máquina ou do equipamento.013-1 / I2) 12. ou de qualquer outra forma acidental. oferecendo risco ao operador.Alerta VI . (112. A fundamentação legal. que dá embasamento jurídico à existência desta NR.011-5 / I2) d) não possa ser acionado ou desligado. 12.Os prazos estabelecidos para a vigência dos itens não se aplicam às condições de risco grave e iminente à saúde ou à integridade física dos trabalhadores e envolvem somente as máquinas ou equipamentos em que a situação foi constatada. 12. por outra pessoa que não seja o operador. Norma regulamentadora NR-12 Máquinas e equipamentos: Estabelece as medidas prevêncionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas pelas empresas em relação à instalação. As máquinas e os equipamentos com acionamento repetitivo. (112. (112.010-7 / I2) c) possa ser acionado ou desligado em caso de emergência.2.

(112. conforme previsto na NR 10. lancem partículas de material. 12. para que essas partículas não ofereçam riscos. manutenção. As disposições desta Norma referem-se a máquinas e equipamentos novos e usados. Os materiais a serem empregados nos protetores devem ser suficientemente resistentes. devem ser precedidos de sinal de alarme. de forma a oferecer proteção efetiva.2. devem possuir chave geral.022-0 / prevenção de acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e equipamentos de todos os tipos. As máquinas e os equipamentos que utilizarem energia elétrica. exceto nos itens em que houver menção específica quanto à sua aplicabilidade. de um conjunto de máquinas ou de máquina de grande dimensão. . (112.5. O acionamento e o desligamento simultâneo.1. sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras Detalhes NR12 12. (112. limpeza. (112.4.4. a ser adotadas nessa ordem de prioridade: a) medidas de proteção coletiva b) medidas administrativas ou de organização do trabalho c) medidas de proteção individual. ajuste.3. As máquinas e os equipamentos que.3.3. instalação.12. Detalhes NR12 12. desativação. desmonte e sucateamento. transporte.6. em todas as atividades econômicas. exposição e cessão a qualquer título. no seu processo de trabalho. importação. e ainda à sua fabricação.020-4 / I2) 12.2.1.021-2 / I2) 12.2. em local de fácil acesso e acondicionada em caixa que evite o seu acionamento acidental e proteja as suas partes energizadas.4. São consideradas medidas de proteção. montagem.016-6 / I2) 12. fornecida por fonte externa. As máquinas e os equipamentos que utilizarem ou gerarem energia elétrica devem ser aterrados eletricamente. comercialização.1 Entende-se como fase de utilização a construção.3.015-8 / I2) 12. (112. por um único comando. devem ter proteção. operação.

A concepção de máquinas deve atender ao princípio da falha segura.5.12.14 Instalações e dispositivos elétricos – Instalação Elétrica .6 Arranjo físico e instalações 12. Detalhes EPC Detalhes NR12 12.

d) não acarretem riscos adicionais.12. acionamento e parada Detalhes NR12 Detalhes NR12 – Partida. b) a utilização de chaves tipo faca nos circuitos elétricos. e c) a existência de partes energizadas expostas de circuitos que utilizam energia elétrica.21. . b) possam ser acionados ou desligados em caso de emergência por outra pessoa que não seja o operador. acionamento e parada das máquinas devem ser projetados. 12. Acionamento e Parada 12. c) impeçam acionamento ou desligamento involuntário pelo operador ou por qualquer outra forma acidental. São proibidas nas máquinas e equipamentos: a) a utilização de chave geral como dispositivo de partida e parada.24. selecionados e instalados de modo que: a) não se localizem em suas zonas perigosas. e e) não possam ser burlados. Os dispositivos de partida.24 Dispositivos de partida.

conforme itens 12. parada. Acionamento e Parada alternada ou de até 60V (sessenta volts) em corrente contínua. monitorados por interface de segurança ou de acordo com os padrões estabelecidos pelas normas técnicas nacionais vigentes e. dois contatores com contatos positivamente guiados. Acionamento e Parada Para ligar ou desligar a máquina acione o botão vermelho Detalhes NR12 – Partida. pelas normas técnicas internacionais.63 e seus subitens. O circuito elétrico do comando da partida e parada do motor elétrico de máquinas deve possuir. 12.38 Sistemas de segurança Medidas de Proteção .37. em função da severidade de danos e freqüência ou tempo de exposição ao risco. 12. se assim for indicado pela análise de risco.Detalhes NR12 – Partida.36. na falta destas. acionamento e outros controles que compõem a interface de operação das máquinas devem: a) operar em extra baixa tensão de até 25V (vinte e cinco volts) em corrente b) possibilitar a instalação e funcionamento do sistema de parada de emergência. 12. no mínimo. Os componentes de partida. ligados em série.56a 12.

b) manter a proteção fechada e bloqueada até que tenha sido eliminado o risco de lesão devido às funções perigosas da máquina ou do equipamento. e) manterem-se sob vigilância automática. ou seja. d) instalação de modo que não possam ser neutralizados ou burlados.12. As máquinas e equipamentos dotados de proteções móveis associadas a dispositivos de intertravamento devem: a) operar somente quando as proteções estiverem fechadas. de acordo com a categoria de segurança requerida.39. b) paralisar suas funções perigosas quando as proteções forem abertas durante a operação. Os sistemas de segurança devem ser selecionados e instalados de modo a atender aos seguintes requisitos: a) ter categoria de segurança conforme prévia análise de riscos prevista nas normas técnicas oficiais vigentes. e c) garantir que o fechamento e bloqueio da proteção por si só não possa dar inicio às funções perigosas da máquina ou do equipamento. c) possuir conformidade técnica com o sistema de comando a que são integrados.46. e f) paralisação dos movimentos perigosos e demais riscos quando ocorrerem falhas ou situações anormais de trabalho. exceto para dispositivos de segurança exclusivamente mecânicos. b) estar sob a responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado. Detalhes NR12 – Sistemas de Segurança Detalhes NR12 – Sistemas de Segurança . SISTEMAS DE SEGURANÇA Detalhes NR12 – Sistemas de Segurança 12. Os dispositivos de intertravamento com bloqueio associados às proteções móveis das máquinas e equipamentos devem: a) permitir a operação somente enquanto a proteção estiver fechada e bloqueada.45. e c) garantir que o fechamento das proteções por si só não possa dar inicio às funções perigosas 12. monitoramento.

Os dispositivos de parada de emergência devem ser posicionados em locais de fácil acesso e visualização pelos operadores em seus postos de trabalho e por outras pessoas. NR12 Requisitos mínimos 12. Quando a máquina não possuir a documentação técnica exigida.1. As proteções. dispositivos e sistemas de segurança devem integrar as máquinas e equipamentos.56 Dispositivos de Parada de Emergência.e não podem ser considerados itens opcionais para qualquer fim. 12.57.Detalhes NR12 – Sistemas de Segurança 12. Detalhes NR12 – Parada de Emergência . o seu proprietário deve constituí-la. Detalhes NR12 – Parada de Emergência 12.5. sob a responsabilidade de profissional legalmente habilitado e com respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – ART/CREA. e mantidos permanentemente desobstruídos.54.

cessão a qualquer título.130 Procedimentos de segurança 12. exposição. importação. venda.125 Manuais 12.70 Componentes pressurizados 12.Detalhes NR12 – Parada de Emergência Detalhes NR12 – Parada de Emergência NR12.Requisitos mínimos 12.1 Manutenção. locação. preparação.85 Transportadores de materiais 12. e utilização .106 Riscos adicionais 12.64 Meios de acesso permanentes a máquinas e equipamentos 12.133 Projeto. ajustes e reparos 12.94 Aspectos ergonômicos nos trabalhos em máquinas e equipamentos 12.116 Sinalização 12. fabricação.

63. 61. Os transportadores contínuos acessíveis aos trabalhadores devem dispor. 12. de modo que possam ser acionados em todas as posições de trabalho. necessários para a atuação das chaves de parada de emergência. deve-se: a) utilizar chaves de parada de emergência que trabalhem tracionadas.91. ao longo de sua extensão. Detalhes NR12 – Transportadores 12.AOPD. A localização dos acionadores de rearme deve permitir uma visualização completa da área protegida pelo cabo.135 Capacitação 12. b) considerar o deslocamento e a força aplicada nos acionadores. de modo a cessarem automaticamente as funções perigosas da máquina em caso de ruptura ou afrouxamento dos cabos.63.148 Outros requisitos específicos de segurança 12.153 Disposições finais Detalhes NR12 – Parada de Emergência 12. de dispositivos de parada de emergência. ANEXO I – Distancias de segurança Cálculo das distâncias mínimas de segurança para instalação de detectores de presença optoeletrônicos .ESPS usando cortina de luz . 1.12. A parada de emergência deve exigir rearme.1. A distância mínima na qual ESPS . Quando usados acionadores do tipo cabo. a ser realizado somente após a correção do evento que motivou o acionamento da parada de emergência. e c) obedecer à distância máxima entre as chaves de parada de emergência recomendada pelo fabricante 12. ou reset manual.

quando ocorrer falha de um componente relevante à segurança. relacionado à segurança. que requer a aplicação de redundância e de componentes de alta confiabilidade para se ter a certeza de que o sistema sempre funcione. deve ser usado o princípio de vida segura. ANEXO IV . que é alcançada pela combinação e interligação das partes e/ou por sua confiabilidade. Um sistema pode não ter um estado seguro como. Na comunidade internacional a EN 954-1. O desempenho com relação à ocorrência de defeitos. a saber: S = (K x T) + C Falha segura: o princípio de falha segura requer que um sistema entre em estado seguro. em .Partes de sistemas de comando relacionadas à segurança . é dividido em cinco categorias (B. 1. com respeito à sua resistência a defeitos e seu subseqüente comportamento na condição de defeito. Nesse caso.Glossário Categoria: classificação das partes de um sistema de comando relacionadas à segurança. de uma parte de um sistema de comando. que leva em conta princípios qualitativos para sua seleção .usando cortina de luz . Para uma aproximação perpendicular a distância pode ser calculada de acordo com a fórmula geral apresentada na seção 5 da ISO 13855. O exemplo típico é o sistema de proteção de trens (estado seguro = trem parado).Princípios gerais para projeto. A principal pré-condição para a aplicação desse princípio é a existência de um estado seguro em que o sistema pode ser projetado para entrar nesse estado quando ocorrerem falhas. 2. equivalente à norma EN 954-1 . observará o calculo de acordo com a norma ISO 13855. por exemplo.AOPD deve ser posicionada em relação à zona de perigo. 3 e 4) segundo a norma ABNT NBR 14153 – Segurança de máquinas . um avião.Safety related parts of control systems.Safety of machinery .

denominado perfomance level . a EN ISO 13849-1:2008 . que estabelece critérios quantitativos.SIL. sendo que o “E” é o mais elevado. ANEXO IV .Safety of machinery . não mais divididos em categorias.processo de substituição. informado pelo fabricante do componente. Para seleção do nível.Glossário ANEXO IV – Glossário e Complemento Máquina e equipamento: para fins de aplicação desta Norma.Safety related parts of control systems. o conceito inclui somente máquina e equipamento de uso não doméstico e movido por força não humana. O que é prensa? Técnica : Toda maquina que exerce seu trabalho utilizando se de pressão sem retirada de material é considerado prensa! Principais Preocupações FALHAS ACONTECEM .PL. é necessária a aplicação de complexa fórmula matemática em função da probabilidade de falha dos componentes de segurança selecionados Safety Integrity Level . Pode-se dizer que um determinado componente de segurança com característica SIL3 atende aos requisitos da categoria 4. convive com sua sucessora. mas em níveis de “A” a “E”.

É quando algo ocorre de maneira diferente do normal e previamente esperado E como as Falhas são geradas? •Incorreta avaliação de risco. •Equipamentos não certificados. •Falta de um plano de manutenção adequado. •Instalação errada e ou insuficiente. •Produtos instalados fora de um correto sistema de segurança. Treinamento. INVESTIR X GASTAR Redução de Risco Menos efetivo Hierarquia das Medidas de Proteção Projeto da Máquina Proteções fixas Soluções com proteções monitoradas Placas de aviso. Procedimentos . •Local de instalação não apropriado.

P 2 P1 Atender requisitos de normas relevantes ao sistema de parada de Emergência em função da abertura da porta Controle de máquina auxiliar Categoria B 100S-C Utilização de componentes seguros para atender ao sistema de parada de Emergência em função da abertura da porta Controle de máquina auxiliar .Frequência e ou tempo de exposição F1 raramente e/ou pequena exposição F2 frequente até contínuo e/ou longa exposição P.EPI’s : Mais efetivo Conforme NBR 14153 Anexo B S.Severidade do ferimento S1 leve (reversível) S2 grave (irreversível) inclusive fatal F. P1 possível sob determinadas condições P2 pouco possível Ponto de partida para avaliação do risco de segurança. B 1 2 3 4.Possibilidades de evitar o perigo (referem-se geralmente à velocidade e frequência com a qual a peça analisada movimenta-se e a distância do operador da mesma. S 2 F 1. P 1 Categorias.

Categoria 1 e Categoria 2 Controle de parada efetuado por um Rele com Monitoração Rele Controle de máquina Rele Categoria 3 Não perde a função de segurança com uma simples falha Redundância é o método usual Controle de máquina Monitoração Categoria 4 .

Rele Controle de máquina M M monitoração Segurança Basica! Qual categoria de risco? •No primeiro passo da identificação do perigo. assumir que não existem proteções: .Exclusão de falha Exclusão de falha Não perde a função de segurança com uma simples falha ou acumulo Redundância e Diversidade é o método usual.

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EMPILHADEIRA é uma máquina de manuseio de materiais. pois quando esse veículo é mal operado. Todas essas vantagens trazem adjacentes os riscos durante a operação. . desempilhar e transportar materiais a curta distância. que serve para empilhar. além da redução da vida útil do mesmo há também a possibilidade de ocorrer acidentes com operador e pessoas próximo a operação.

Os casos fatais. devem-se à queda de árvores. enche caçamba. O mesmo é controlado pelo operador. Cerca de 85% dos acidentes com motosserra são provocados pela corrente (elemento cortante) em movimento. Ela carrega materiais diversos com a caçamba da pá e da retro. faz nivelamento de terreno com a caçamba da pá. espalhamento de materiais. em sua maioria. RETROESCAVADEIRA A retroescavadeira é uma máquina com tração força motriz. . por outro lado. derrubadas sem a devida técnica. que serve para a execução de diversas atividades dentro do processo produtivo de determinadas empresas . e etc. MOTOSERRA é uma máquina muito perigosa e só deve ser operada por pessoas treinadas no seu uso. através de instrumentos de controle e comandos.O guindaste é um equipamento de manuseio de cargas.

em caso de acidente do trabalho ocorrido por culpa ou dolo”. quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. negligência. negligência ou por imperícia”. Art. imprudência ou imperícia. Artigo 15 do Código Penal: “Diz-se como crime: Doloso:quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. Adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente. da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro: ”Ninguém se escusa de cumprir a lei alegando que não a conhece”. 157 da CLT: Cabe às empresas: Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho. Súmula 229 do Supremo Tribunal Federal: “A indenização acidentaria. a cargo da Previdência Social. 30. 159 do Código Civil: “Aquele que por ação ou omissão voluntária. . Facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente Art.LEGISLAÇÃO Responsabilidade civil por acidente de trabalho Art. não exclui a do Direito Civil. através de ordem de serviço. causar dano a outra pessoa. Culposo: quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. obriga-se a indenizar o prejuízo”. Instruir os empregados.

doença profissional. é apresentado a seguir: Art. Consideram–se acidentes do trabalho. baseada nos aspectos técnicos e legais. Caracterizar uma doença ocupacional apresenta uma certa dificuldade. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. O acidente de trabalho encontra-se definido em vários documentos legais.367/76. 19. apresentados pelas ordens de serviço (OS ) do INSS. O Art. apresenta o seguinte conceito para o acidente de trabalho Art. os sintomas se manifestam depois de anos de exposição. é importante considerar os seguintes aspectos: a ) O evento causador do acidente. Pena – Prisão de 03 meses a 01 ano. na maioria das vezes. pois. assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social. . regulamentada pelo Decreto 2 172/ 97.037/76. da capacidade para o trabalho. regulamentada pelo decreto 79. b) A existência do dano pessoal. nos termos do artigo anterior.Artigo 132 do Código Penal: “Expor a vida ou a saúde de outrem à perigo direto e iminente. Esta caracterização deve ser feita através de perícias médica. 20. permanente ou temporária. c) Estabelecer o nexo causal entre o dano e o evento. as seguintes entidades mórbidas: I . 20 da lei 8.213. 11 desta lei. Para caracterizar o acidente de trabalho. O artigo 19 da lei 6.

constante da relação mencionada no inicio I. § 1º Não são consideradas como doença do trabalho: a) A doença degenerativa b) A inerente a grupo etário: c) A que não produza incapacidade laborativa. assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. . salvo comprovação de que é resultado de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.II - doença do trabalho. d) A doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva.

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