You are on page 1of 21

31/05/2009 follow up viquiano

no post scienza nuova eu havia saudado a publicação de uma seleta dos princípios de ciência nova, de giambattista vico, pela ícone. chegou o volume que encomendei. na ficha catalográfica do livro consta "título original: the first new science", e na página de rosto consta "tradução do texto original italiano: principii di scienzia [sic] nuova", "tradutor: professor sebastião josé roque". além dessa discrepância, há uma outra: o que os viquianos chamam de "primeira ciência nova" é a edição de 1725. a ciência nova que acabou se firmando é de 1744, totalmente diferente da de 1725. o conteúdo da seleta do professor sebastião josé roque pertence não à "primeira" ciência nova e sim à de 1744. a tradução padece de vários problemas e o resultado geral apenas confirma a alta complexidade e árdua compreensão do texto viquiano. mas o que aqui importa é que se trata de uma tradução de direito próprio. imagem: frontispício da obra Postado por denise 0 comentários 30/05/2009 pinóquio ainda na linha dos estudos comparados, existe uma interessante dissertação de mestrado de lucia maria pinho de valhery jolkesky, apresentada ao programa de estudos de tradução da ufsc em 2007. chama-se legibilidade de diálogos: a colocação de pronomes nas traduções brasileiras de pinóquio de 2002, disponível no portal do mec. a análise, bastante técnica, aborda três traduções de pinóquio, de carlo collodi, a saber: de marina colasanti, de gabriella rinaldi e de pietro nassetti. são analisados 20 excertos, e ao final há um quadro sinóptico por tradutor, além de um breve perfil biográfico de cada um deles. no "Anexo F – Quadro sinóptico da colocação pronominal na tradução de Nassetti", na coluna da direita, encontram-se diversas observações interessantes sobre várias opções pouco usuais no português do brasil, numerosas ocorrências de mistura de tratamento de segunda e terceira pessoa, contrações de pronomes diretos e indiretos não muito usadas em nossas bandas e outras peculiaridades. e a dissertação traz também uma raridade, coisa que tanta gente se perguntava: quem é pietro nassetti? "Anexo J – Biografia de Pietro Nassetti Pietro Nassetti nasceu em Parma, Itália, no final da 2ª. Guerra Mundial. Aos 23 anos emigrou para o Brasil, morou em São Paulo, onde se formou em odontologia pela Universidade de São Paulo. Abriu um consultório na região do ABC paulista. Foi um pesquisador de terapias holísticas. Na década de 80 entrou em contato com a filosofia univérsica, uma visão de mundo holística criada pelo brasileiro Huberto Rohden. A partir de 1996 começou a realizar trabalhos de tradução para a Editora Martin Claret, principalmente do italiano, inglês e francês. Faleceu após longa enfermidade em janeiro de 2005. Informações fornecidas por Rosana Citino, Assistente Editorial, via internet, em

26/08/2005." imagem: enrico mazzanti, pinóquio, 1883 Postado por denise 3 comentários 29/05/2009 a luta pelo direito a luta pelo direito, de rudolf von ihering (1818-92), é daquelas obras que fazem parte da bibliografia obrigatória de todos os cursos de direito. foi uma conferência apresentada pelo jurista alemão em 1872, em viena, e no mesmo ano publicada em livro. foi um tremendo sucesso e, passado pouco tempo, já era tido como um marco na história do pensamento jurídico alemão. sua primeira tradução para o português foi feita por joão vieira de araújo, da chamada escola de recife, e publicada em 1885. depois saiu outra, feita por josé tavares bastos, com prefácio de clóvis beviláqua (não sei a data certa, mas o prefácio traz o ano de 1909). aqui na frase do dia já tem uma canja do tavares bastos. também em 1909 saiu em portugal uma tradução feita por joão de vasconcellos. a principal diferença em relação às duas traduções brasileiras é que essa tradução portuguesa tomou como base o original revisto por ihering em 1888, que eliminava os parágrafos iniciais e trazia um prefácio todo sério, mas também muito simpático e espirituoso. (depois, na edição de 1891, ele vai fazer alguns acréscimos finais no próprio prefácio, muito bonitos, uma homenagem póstuma a uma amiga, frau auguste von littrow-bischoff.) a tradução mais corrente no brasil, seja lá por que razão for, é justamente essa portuguesa de joão de vasconcellos (também grafado como joão de vasconcelos ou joão vasconcelos), em incontáveis reedições pela forense. a de tavares bastos também é bastante conhecida, até por conta da apresentação de beviláqua e da inclusão do longo prefácio de leopoldo alas à edição espanhola - hoje em dia está disponível para download. curiosamente, a tradução de joão vieira, nome importante na história do pensamento jurídico brasileiro, aliás citada pelo próprio ihering no prefácio de 1891 e que está em domínio público faz um tempão, não se encontra disponível para download nem no portal do mec. existem outras ainda, assinadas por: vicente sabino jr.; henrique de carvalho; joão cretella jr. e agnes cretella; roberto de bastos léllis; richard paul neto; mário de méroe; silvio donizete chagas; ricardo rodrigues gama; edson bini; ivo de paula; pietro nassetti; heloísa da graça burati. como a cultura não se constrói sozinha nem se compra em pacotinhos na esquina, acho legal acompanhar esse desenvolvimento de nossas letras jurídicas. acho legal, por exemplo, que já no começo de 1885 estivesse publicada em recife a tradução de joão vieira. acho legal também que tantos juristas se debruçassem fisicamente sobre as obras, queimassem as pestanas e pusessem isso em língua que as gentes daqui entendiam. hoje em dia não sei se é bem assim, mas acho esses antecedentes interessantes, até, digamos, edificantes. egrégios exemplos da construção de um patrimônio cultural brasileiro e provas vivas da atividade das cabeças pensantes d'antanho. esse introitozinho é porque na semana que vem vou apresentar umas duas ou três traduções (?) de a luta pelo direito publicadas em data recente. imagem: wikimedia commons

Postado por denise 1 comentários por onde anda otelo o otelo de "jean melville", pela editora martin claret - que, como vimos, parece uma montagem das soluções tradutórias de cunha medeiros/oscar mendes com vários pespontos de barbara heliodora - anda trafegando um pouco pelas escolas e bibliotecas:

www.cptl.ufms.br/ded/EncontroLetrasI/html/PDF/PDF%20ARTIGOS/221a.pdf www.filologia.org.br/revista/37/03.htm http://ceul.ufms.br/ded/EncontroLetrasI/html/PDF/PDF%20ARTIGOS/241a.pdf www.michelangelo.edu.br/scripts/sqlweb/sysbweb.exe/busca_html?alias...%22MARTIN%20 CLARET%22/... www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a213689 7.xml www.colegiopentagono.g12.br/lista2008/lista_material_8_ano.pdf http://www2.pucpr.br/reol/index.php/PA?dd1=442&dd99=pdf www.bce.unb.br/documentos/Boletimv1n3-2009.pdf www.michelangelo.edu.br/scripts/sqlweb/sysbweb.exe/dados_completos_html?codigo=449 4&alias=sysbibli http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2405 -imagem: www.shillpages.com Postado por denise 0 comentários 28/05/2009 ufa, menos mau uma das melhores coisas do mundo é desfazer mal-entendidos, penso eu. duas obras de tradução tinham me deixado meio confusa: memórias de sherlock holmes e aventuras de sherlock holmes, de conan doyle, publicadas pela editora martin claret, sendo que pelo menos uma delas lhe teria sido supostamente licenciada pela editora melhoramentos. mas não, não é isso não. ontem recebi mensagem da editora melhoramentos, explicando que: "Houve um equívoco na informação enviada a respeito da cessão de direitos autorais sobre a obra Memórias de Sherlock Holmes. A Editora Melhoramentos não assinou nenhum contrato de cessão de direitos autorais sobre as obras de Sherlock Holmes com a Editora Martin Claret." que bom, um mistério a menos. o sr. joaquim machado e o sr. carlos chaves podem continuar em paz, com seus direitos devidamente protegidos pela editora melhoramentos, à qual agradeço a gentileza em atender a uma leitora perplexa. agora é torcer para que a editora martin claret, por seu lado, desvende para nós leitores os mistérios sherlockianos de john green e jean melville. imagem: www.ontariocondolaw.com

Postado por denise 0 comentários 27/05/2009 the books

Postado por denise 0 comentários 26/05/2009 otelo comparado mais uma para quem gosta de análise comparada.

“A thing such as thou”: a representação dos personagens negros nas traduções das obras de William Shakespeare para o português do Brasil , dissertação de mestrado de márcia paredes nunes apresentada ao departamento de letras da puc-rio em março de 2007, é uma cuidadosa análise comparada de diferentes traduções brasileiras de três obras de shakespeare. uma delas, otelo, é estudada em sete traduções diferentes: onestaldo de pennafort, carlos alberto nunes, cunha medeiros e oscar mendes, péricles eugênio da silva ramos, barbara heliodora, beatriz viégas-faria e jean melville. em prosa são as de cunha medeiros/oscar mendes, beatriz viégas-farias e jean melville. a autora traça um perfil de cada tradutor analisado, com uma ressalva no caso de jean melville: "Infelizmente não foi possível localizar informações a respeito de Jean Melville, além dos títulos de livros traduzidos que constam no site da editora [martin claret]. Embora contactada, esta não forneceu dados sobre o tradutor". a partir da p. 155, a dissertação se debruça especificamente sobre a análise de otelo. reproduzo aqui os trechos selecionados pela autora. para simplificar a leitura, eliminei a referência às páginas de cada edição e numerei de 1 a 7 os nomes dos diversos tradutores. salta aos olhos a identidade única e inconfundível de seis das sete traduções analisadas por márcia p. nunes. a exceção é a de jean melville. dei destaque em alaranjado e verde às fontes a meu ver escancaradamente utilizadas na colcha de retalhos publicada pela martin claret. IAGO He, in good time, must his Lieutenant be, And I - God bless the mark!- his Moorship's Ancient. (I. i. 32-3) As traduções são as seguintes: 1. Onestaldo de Pennafort Valha-me Deus! Alfeireiro, só, de Sua Senhoria Amoriscada. 2. Carlos Alberto Nunes vai tornar-se tenente, enquanto que eu – Deus me perdoe! – continuarei sendo do Mouro o alferes. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Ele, em troca, esse fazedor de adições, será tenente quando o momento chegar; e eu continuo alferes (Deus bendiga o título!) de Sua Senhoria Moura. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Ele é que na hora certa, deverá ser o lugar-tenente, e eu, Deus nos valha! o alferes de Sua Senhoria, o Mouro. 5. Barbara Heliodora Pois ele, agora, é que será tenente, E eu, por Deus, alferes do ilustríssimo.

6. Beatriz Viégas-Faria E eu… Deus abençoando minha boa mira!..., continuo sendo o alferes de sua majestade, o Mouro. 7. Jean Melville Ele, em troca, será tenente quando o momento chegar; e eu continuo alferes (Deus bendiga o título!) de Sua Senhoria Moura. RODERIGO. What a full fortune does the thick-lips owe, If he can carry’t thus! (I. ii. 67-8) O trecho foi traduzido da seguinte forma: 1. Onestaldo de Pennafort RODRIGO (distraído) Que sorte a dele, então, se com aquelas beiçolas, consegue abocanhá-la! 2. Carlos Alberto Nunes Que sorte a desse tipo de lábios grossos, se puder, realmente, levar isso até o fim. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Que sorte sem igual terá o homem de lábios grossos, se conseguir levar assim essa vantagem! 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Grande sorte a daquele beiços grossos se puder alcançar vitória em tudo. 5. Barbara Heliodora Mas que sorte total tem o beiçudo, Se ganha esta! 6. Beatriz Viégas-Faria Se conseguir sair ileso dessa, o Lábios Grossos vai ficar devendo sua sorte ao destino. 7. Jean Melville Que sorte sem igual terá o homem de lábios grossos, se ganha esta! IAGO. ‘Zounds, sir, you’re robb’d! For shame, put on your gown; Your heart is burst, you have lost half your soul; Even now, now, very now, an old black ram Is tupping your white ewe. Arise, arise! Awake the snorting citizens with the bell, Or else the devil will make a grandsire of you. Arise, I say! (I. 87-93) Apresentamos agora as versões: 1. Onestaldo de Pennafort Agora, neste instante, agora mesmo, um velho carneiro negro está cobrindo a vossa ovelhinha branca! De pé, de pé! Mandai tocar a rebate! Despertai os burgueses de seu ronco! Rápido! Rápido! Enquanto o diabo, num esfregar de olhos, não vos faz um neto! 2. Carlos Alberto Nunes Agora mesmo, neste momento, um velho bode negro está cobrindo vossa ovelha branca. Tocai o sino, para que despertem os cidadãos que roncam; do contrário, o diabo vos fará ficar avô. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Agora mesmo, neste instante, neste momento mesmo, um velho bode negro está cobrindo vossa ovelha branca. De pé! De pé! Despertai ao som de um sino os cidadãos que estão roncando, ou caso contrário, o diabo vai fazer de vós um avô. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Agora, bem agora, agora mesmo, velho e negro carneiro está cobrindo a vossa ovelha branca. Erguei-vos, ei, erguei-vos! Os cidadãos que roncam, despertai-vos com o sino. Senão irá o demônio fazer de vós avô. Oh, digo, levantai-vos! 5. Barbara Heliodora Neste momento um bode velho e preto cobre a sua ovelhinha; venha logo. Vá despertar com o sino os que dormiam, senão o demo vai fazê-lo avô.

6. Beatriz Viégas-Faria Neste instante mesmo, agora, agorinha, um bode preto e velho está cobrindo sua ovelhinha. –Levantai-vos, rebelai-vos! – Acorde com o toque de sino os cidadãos que ora roncam, pois do contrário o diabo vai lhe dar netos. 7. Jean Melville Agora mesmo, neste momento, um bode velho e negro está cobrindo vossa ovelha branca. Venha logo! Despertai ao som de um sino os cidadãos que dormem, ou caso contrário, o diabo vai fazer de vós um avô. IAGO. ‘Zounds, sir, you are one of those that will not serve God, if the devil bid you. Because we come to do you service and you think we are ruffians, you'll have your daughter covered with a Barbary horse; you'll have your nephews neigh to you; you'll have coursers for cousins, and jennets for germans. (I. I. 109-4) Apresentamos agora as respectivas traduções: 1. Onestaldo de Pennafort (...) o resultado é que vereis a vossa filha coberta por um cavalo da Berberia. Quereis que os vossos netos relinchem para vos pedir a benção? Agrada-vos uma parentela de corcéis e ginetes? 2. Carlos Alberto Nunes (...) quereis que vossa filha seja coberta por um cavalo berbere e que vossos netos relinchem atrás de vós? Quereis ter cordéis como primos e ginetes como parentes? 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes (...) deixareis que vossa filha seja coberta por um cavalo da Barbaria? Estais querendo ter netos que relincharão em vosso rosto! Acabareis tendo corcéis como primos e ginetes como parentes. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos (...) tereis vossa filha coberta por um cavalo da Barbaria, tereis vossos netos rinchando para vós, tereis corcéis por descendência e ginetes por parentes. 5. Barbara Heliodora (...) terá sua filha coberta por um garanhão da Barbaria; terá netos que relincham, terá corcéis por primos e ginetes por consangüíneos. 6. Beatriz Viégas-Faria (...) terá um cavalo berbere cobrindo sua filha; terá seus sobrinhos relinchando para o senhor; terá corcéis por primos e ginetes por parentes. 7. Jean Melville (...) deixareis que vossa filha seja coberta por um garanhão da Barbaria? Estais querendo ter netos que relincham! Acabareis tendo corcéis como primos e ginetes como parentes. RODERIGO. Your daughter, if you have not given her leave, I say again hath made a gross revolt, Tying her duty, beauty, wit, and fortunes In an extravagant and wheeling stranger Of here and everywhere. (I. i. 134-8 ) As versões brasileiras são: 1. Onestaldo de Pennafort Mas vossa filha, repito-o, se não lhe destes licença para tanto, cometeu uma grave falta sacrificando honra, beleza, posição e nobreza, a um estrangeiro nômade, sem eira nem beira. 2. Carlos Alberto Nunes Vossa filha – de novo vos declaro – se não lhe destes permissão, mui grave pecado cometeu, unindo o espírito, a beleza, o dever e seus haveres a um estrangeiro andejo e desgarrado daqui e de toda parte. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Vossa filha, se não a autorizastes, continuo dizendo, tornou-se culpada de grave

falta, sacrificando seu dever, sua beleza, seu engenho e sua fortuna a um estrangeiro vagabundo e nômade, sem pátria e sem lar. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Vossa filha, se não lhe destes vênia, repito-o, perpetrou grossa revolta, ligando seu dever, beleza, espírito e sorte a um estrangeiro errante e instável, daqui e de toda parte. 5. Barbara Heliodora Sua filha (sem sua permissão, Repito) fugiu-lhe com baixeza, Ligando herança, espírito e beleza A um estranho errante e extravagante, Sem rumo certo. 6. Beatriz Viégas-Faria Sua filha, se é que não recebeu a sua permissão, digo-lhe mais uma vez, rebelou-se de modo grosseiro, vinculando sua submissão, sua beleza, sua inteligência e seus dotes a um estranho extravagante e errático tanto por aqui como em qualquer lugar. 7. Jean Melville Vossa filha, se não a autorizastes, continuo dizendo, tornou-se culpada de grave falta, sacrificando seu dever, sua beleza, seu espírito e sua herança a um estrangeiro extravagante e nômade, sem pátria e sem lar. BRABANTIO. [...] Run from her guardage to the sooty bosom Of such a thing as thou: to fear, not to delight. (I. ii.62-71) Comparando as traduções, temos: 1. Onestaldo de Pennafort BRABANTIO: [dirigindo-se a Otelo] abandonar o lar paterno e se entregar aos braços ferrujentos de um ser tal como tu, feito para inspirar terror e não prazer! 2. Carlos Alberto Nunes fugir de seu guardião, para abrigar-se no seio escuro e cheio de fuligem de uma coisa como é, mais feito para susto causar do que qualquer deleite. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes (…) fugido da tutela paterna para ir refugiar-se no seio denegrido de um ser como tu, feito para inspirar medo e não deleite? 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos (...) fugido ao seu abrigo para buscar o seio de fuligem de alguém como és – de dar receio, não prazer? 5. Barbara Heliodora Haveria jamais (pra ser chacota) De fugir da tutela pro negrume De um peito como o teu, que só traz susto? 6. Beatriz Viégas-Faria (...) quando é que ela teria abandonado seu pai e protetor, correndo o risco de ser motivo de zombaria geral, para aninhar-se no peito negro de uma coisa como tu... figura que dá medo e não prazer? 7. Jean Melville (...) ter fugido da tutela paterna para ir abrigar-se no seio escuro de um ser como tu, feito para inspirar medo e não deleite? DUKE. Let it be so. Good night to everyone. And, noble signor, If virtue no delighted beauty lack, Your son-in-law is far more fair than black. (I. iii. 285-8) Comparemos agora as traduções: 1. Onestaldo de Pennafort DOGE (A Brabâncio): Se o emblema da virtude é a alvura, eu asseguro, senhor, que o vosso genro é mais branco que escuro. 2. Carlos Alberto Nunes Muito nobre senhor, se de beleza a virtude não for destituída, mais belo é vosso genro do que preto. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes

Nobre signior, se é verdade que a virtude possui todo o brilho da beleza, vosso genro é muito mais belo do que negro. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos E, nobre signior Se a virtude confere formosura, Vosso genro tem mais beleza que negrura 5. Barbara Heliodora Seja tudo assim. Boa-noite a todos; meu nobre senhor, Se a virtude bonita é em seu desvelo, Seu genro é menos negro do que belo. 6. Beatriz Viégas-Faria E, meu nobre signior, se à virtude jamais faltasse encantadora beleza, seu genro seria muito mais belo que negro. 7. Jean Melville Nobre senhor, se é verdade que a virtude possui todo o brilho da beleza, vosso genro é menos negro do que belo. IAGO. (…) And what delight will she have to look on the devil?” (II. i. 216): As versões brasileiras são: 1. Onestaldo de Pennafort E que prazer podem os seus olhos encontrar na contemplação desse bruxo? 2. Carlos Alberto Nunes E que deleite poderá encontrar na contemplação do demônio? 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes E que prazer pode encontrar olhando para o demônio? 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos E que deleite tem ela para olhar no demônio? 5. Barbara Heliodora E que prazer terá ela em olhar para o diabo? 6. Beatriz Viégas-Faria E que deleite pode lhe advir de encarar o demônio? 7. Jean Melville E que prazer pode encontrar olhando para o diabo? IAGO: Come, lieutenant, I have a stoup of wine, and here without are a brace of Cyprus gallants, that would fain have a measure to the health of the black Othello. (II. iii. 25-7) Vejamos as traduções: 1. Onestaldo de Pennafort Vamos, meu tenente, tenho ali um canjirão de vinho e, lá fora, uns amigos aqui de Chipre que, de bom grado, molhariam a garganta conosco para um brinde ao negro Otelo. 2. Carlos Alberto Nunes Vamos, tenente; tenho um quartal de vinho e aí fora um par de galantes chipriotas que de bom grado beberiam à saúde do negro Otelo. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Vamos, tenente, tenho um cântaro de vinho e, lá fora, estão esperando uns galantes cipriotas que ficariam bem contentes, se pudessem beber à saúde do negro Otelo. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Vamos, lugar-tenente, eu tenho duas quartas de vinho e esperando do lado de fora há um par de bravos cipriotas que beberiam de bom grado à saúde do negro Otelo. 5. Barbara Heliodora Vamos, tenente, eu tenho um garrafão de vinho, e aqui fora há um par de galantes de Chipre que gostariam de beber um gole à saúde do negro Otelo. 6. Beatriz Viégas-Faria Venha, tenente, tenho uma garrafa de vinho. E lá fora estão um punhado de galantes cipriotas que de bom grado tomariam uma dose à saúde do negro Otelo. 7. Jean Melville Vamos, tenente, tenho um cântaro de vinho e, lá fora, estão esperando amigos de Chipre que gostariam de beber à saúde do negro Otelo.

IAGO: Ay, there’s the point; - as to be bold with you, Not to affect many proposed matches Of her own clime, complexion, and degree, Whereto we see in all things nature tends Foh! One may smell in such a will most rank Foul disproportion, thoughts unnatural. (III. 3. 230-33) Os tradutores apresentaram as seguintes versões para essa fala: 1. Onestaldo de Pennafort Aí é que pega o ponto! Sejamos francos: recusar propostas de casamento de ótimos partidos, de patrícios da mesma cor e meio, ao contrário do que seria natural 2. Carlos Alberto Nunes Sim, esse é o ponto. Para falar franco convosco: recusado haver propostas de casamento de sua própria terra, estado e parentesco, em que se achara conforme em tudo a própria natureza 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Sim, eis aí a coisa. Assim (permiti esta ousadia), tendo recusado tantos partidos que apareciam e que possuíam todas as afinidades de pátria, de raça e de estirpe, para os quais vemos que tendem todas as coisas da natureza 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Sim, esse é o ponto; também (para ser ousado convosco) não querer muitas propostas núpcias de sua terra, cor e posição - para as quais tende a natureza em tudo – fora! 5. Barbara Heliodora Esse é o problema; pois se ouso dizê-lo, Pois recusar tantos partidos bons, De sua terra, compleição e grau, Para os quais apontava a natureza 6. Beatriz Viégas-Faria Sim, esse é o ponto. Como! ... sendo eu atrevido por falar assim com o senhor... para não desejar muitas propostas de casamento condizentes com seu próprio clima, cor de pele, e condição social, conforme vemos ser o caso, em todas as coisas, da tendência natural! 7. Jean Melville Sim, eis o problema. Assim (ouso dizê-lo), tendo recusado tantos pretendentes e que possuíam todas as afinidades de pátria, de raça e de grau, para os quais apontavam todas as coisas da natureza, hum! IAGO. But pardon me: I do not in position Distinctly speak of her; though I may fear Her will, recoiling to better judgement, May fall to match you with her country forms, And happily repent. (III.iii.235-9) As versões brasileiras são: 1. Onestaldo de Pennafort (...) recear que ela, caindo em si, comece a comparar-vos com os seus patrícios e depois... quem sabe? Talvez acabe por se arrepender.... 2. Carlos Alberto Nunes chegue a recear que seus desejos possam vir dar de encontro a um juízo mais sadio e com seus compatriotas confrontar-vos, levando-a, porventura, a arrepender-se. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes (...) embora possa temer que sua alma voltando a inclinações mais normais, chegue a comparar-vos com pessoas de seu país e acabe, talvez, por sentir-se arrependida. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos O que eu receio é que sua vontade, Recuando para um juízo mais maduro, Venha a vos comparar com a aparência Dos conterrâneos dela e então arrepender-se. 5. Barbara Heliodora (...) embora tema Que o seu desejo, pensando melhor, Recaia sobre alguém de seus costumes, E se arrependa 6. Beatriz Viégas-Faria

Embora eu receie que a sua vontade, uma vontade inversa a um bom discernimento, ainda venha a comparar o senhor com as formas da pátria dela e venha arrependerse. 7. Jean Melville (...) embora possa temer que seu desejo, voltando a inclinações mais normais, recaia sobre pessoas de seu país, talvez, por sentir-se arrependida. OTHELLO. Haply for I am black And have not those soft parts of conversation That chamberers have; or for I am declined Into the vale of years- yet that’s not much - (III. iii.260-3) Comparando as traduções, temos: 1. Onestaldo de Pennafort Talvez por eu ser negro e não ter o falar adocicado e as maneiras suaves dos galantes da corte... Ou quem sabe porque já vou descendo o vale inclinado dos anos.... Mas por tão pouco 2. Carlos Alberto Nunes Porque sou negro e de fala melíflua não disponho qual petimetre, ou porque já me encontro no declive da idade – mas não tanto — 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Talvez porque seja negro e não tenha na conversação as formas flexíveis dos intrigantes, ou então, porque esteja descendo o vale dos anos (embora nem tanto assim) 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Talvez por eu ser negro e sem as qualidades agradáveis de fala e de maneiras a serviço dos homens elegantes ou porque declinei no vale já dos anos, embora ainda não muito, 5. Barbara Heliodora Quiçá por ser eu preto, E faltar-me as artes da conversa Dos cortesãos, ou por estar descendo Para o vale dos anos – mas nem tanto ... 6. Beatriz Viégas-Faria Talvez porque sou negro, e não tenho em mim aquelas partes suaves do diálogo que têm os galanteadores, ou talvez porque já me encontro no outono da maturidade... contudo, ainda longe do inverno da velhice... 7. Jean Melville Talvez porque seja negro e não tenha na linguagem as formas flexíveis dos cortesãos, ou então porque esteja descendo o vale dos anos (embora nem tanto)... OTHELLO I’ll have some proof. Her name, that was as fresh As Dian’s visage, is now begrimed and black As mine own face. (III. iii.387-9) Os tradutores apresentaram as seguintes versões para a fala: 1. Onestaldo de Pennafort Quem me dera uma prova! O nome dela, que antes era límpido como a face de Diana, se enegreceu como o meu próprio rosto. 2. Carlos Alberto Nunes O nome dela, que era tão singelo como o rosto de Diana, ora se encontra como o meu próprio rosto: negro e sujo. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes O nome dela, que era puro como o rosto de Diana, está agora embaciado e negro como meu rosto... 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Meu nome, que era tão viçoso como o rosto De Diana, está agora conspurcado e negro Como o meu próprio rosto. 5. Barbara Heliodora Quero prova: meu nome era tão claro Como o de Diana casta; e ora é tão negro

Quanto o meu rosto: 6. Beatriz Viégas-Faria O nome dela, antes puro como a face de Diana, vejo-o agora enegrecido, escuro como meu próprio rosto. 7. Jean Melville O nome dela, que era puro como o rosto de Diana, está agora negro como meu rosto... OTHELLO Damn her, lewd minx! O, damn her! Come, go with me apart; I will withdraw, To furnish me with some swift means of death For the fair devil. (III. iii. 476-8) 1. Onestaldo de Pennafort Antes maldita seja! Maldita! descarada! dissoluta! Vamos lá para dentro. Quero assentar contigo um meio fulminante de dar a morte àquele belo diabo. 2. Carlos Alberto Nunes Que baixe para o inferno essa lasciva prostituta! Que baixe para o inferno! Fica à parte comigo; retirar-me desejo, para refletir nalguma modalidade suave de extermínio para esse belo diabo. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Oh, que ela seja condenada! Vamos, afastemo-nos daqui! Vou retirar-me para encontrar meios de morte rápidos para o encantador demônio. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Que o inferno a leve, luxuriosa mulher à toa! O inferno a leve! A perdição a leve! Vamos, vinde comigo à parte. Eu me retiro para munir-me de alguns meios rápidos de morte para o belo diabo. 5. Barbara Heliodora Maldita seja a rameira: maldita! Vamos, venha comigo e, em segredo Hei de achar meios de matar depressa A bela infame. 6. Beatriz Viégas-Faria Maldita seja ela, mulherzinha descarada, indecente e lasciva. Oh, maldita seja ela! Vamos, acompanha-me, separemo-nos dos outros. Vou retirar-me para suprir minha imaginação com alguns meios rápidos de morte para aquele lindo demônio (p. 102) 7. Jean Melville Maldita seja a rameira! Oh, que ela seja condenada! Vamos embora daqui! Vou retirar-me para encontrar meios de morte rápidos para a bela. OTHELLO This argues fruitfulness and liberal heart: Hot, hot, and moist: this hand of yours requires A sequester from liberty, fasting and prayer, Much castigation, exercise devout; For here’s a young and sweating devil here, That commonly rebels. ‘Tis a good hand, A frank one. (III. iv. 34-40) As versões do trecho são agora apresentadas: 1. Onestaldo de Pennafort Denota exuberância e prodigalidade e coração. Quente, quente e úmida! Esta mão pede clausuras, jejuns e orações, mortificações e práticas devotas, porque está aqui um diabrete que ao mesmo tempo arde e sua por se rebelar a todo momento. Uma bela mão, aliás. E aberta! 2. Carlos Alberto Nunes Isso revela desperdício e, em tudo coração liberal. Úmida e quente! Esses sinais indicam que é preciso cercear a liberdade e, assim, impor-vos jejuns e rezas, pios exercícios e mortificações, pois um demônio suarento aqui demora, que costuma rebelar-se. A mão tendes muito boa, muito franca, em verdade.

3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Isto anuncia liberalidade e coração pródigo. Quente, quente e úmida! Esta mão requer o seqüestro da liberdade, jejuns e orações, muita mortificação e exercícios de devoção, pois nela existe um demônio jovem e suarento que comumente se rebela. É uma boa mão, e também franca. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Isso indica fertilidade e um coração bondoso. Quente, úmida e quente. Vossa mão requer Uma separação da liberdade; Jejum e prece austera, disciplina Devotos exercícios. Pois aqui há um jovem diabo suado que ordinariamente Se rebela. É uma boa mão. E livre. 5. Barbara Heliodora Então é fértil, tem bom coração; Úmida e quente, a sua mão requer Muito controle, preces e fastio, Com muita penitência e devoção; Pois um jovem demônio sua aqui, Que tende à rebeldia. É uma mão boa. E franca. 6. Beatriz Viégas-Faria Isso denuncia frutífera amorosidade e um coração liberal. Quente, quente e úmida. Esta tua mão requer um seqüestro de tua liberdade; requer jejum e orações, muita penitência, práticas piedosas, pois há aqui um demônio jovem que sua e transpira o tempo todo um rebelde. Esta é uma boa mão, de dedos francos. 7. Jean Melville Então é fértil e tem bom coração. Quente, quente e úmida! Esta mão requer muito controle, jejuns e preces, muita penitência e devoção, pois nela um demônio jovem transpira e tende à rebeldia. É uma boa mão, e também franca. OTHELLO: O devil, devil! If that the earth could teem with woman’s tears, Each drop she falls would prove a crocodile. (IV. i. 234-6) Apresentamos as versões brasileiras a seguir: 1. Onestaldo de Pennafort Demônios! demônios! Se a terra pudesse ser fecundada por lágrimas de mulher, de cada gota vertida brotaria um crocodilo. 2. Carlos Alberto Nunes Oh, demônio! Demônio! Se, com lágrimas de mulher fosse a terra fecundada, cada gota geraria um crocodilo. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Ó demônio, demônio! Se as lágrimas de uma mulher pudessem fecundar a terra, cada lágrima que ela deixasse cair viraria um crocodilo. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Oh, que demônio! Demônio! Se com pranto de mulher Pudesse a terra se fertilizar Cada gota por ela derramada Mostrar-se-ia um crocodilo. 5. Barbara Heliodora Oh, demônio! Se co’esse pranto ela emprenhasse a terra, Gerava um crocodilo cada lágrima. 6. Beatriz Viégas-Faria Oh, demônio, demônio. Pudesse a terra ser fecundada por lágrimas femininas, de cada gota por ela derramada nasceria um crocodilo. 7. Jean Melville Ó demônio! Se as lágrimas de uma mulher pudessem fecundar a terra, cada lágrima que ela deixasse cair geraria um crocodilo. OTHELLO Was this fair paper, this most goodly book, Made to write “whore” upon? What committed! (IV. ii. 70-1) Transcrevemos agora as versões: 1. Onestaldo de Pennafort

Pois esse pergaminho alvíssimo, esse livro tão precioso terá sido feito para escrever-se nele “prostituta”? 2. Carlos Alberto Nunes Teria sido feito um tão formoso papel, tão belo livro, para nele ficar escrito o nome “Prostituta”? 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Esta página tão branca, este livro tão belo, foram feitos para que nele se escrevesse a palavra “prostituta"? 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Este belo papel, este vistoso livro, Foram feitos para escrever “rameira” neles? 5. Barbara Heliodora Mas foi feita essa página, ou esse livro, Para se escrever “puta”? 6. Beatriz Viégas-Faria O papel mais alvo, o livro mais formoso foram feitos para que neles se escrevesse a palavra "prostituta"? 7. Jean Melville Esta página tão branca, este livro tão belo, foram feitos para que nele se escrevesse a palavra “prostituta”? O original inglês é: EMILIA O, the more angel she, And you the blacker devil! (V. ii. 132-3) As traduções são: 1. Onestaldo de Pennafort Ela era um anjo tão certo com sois um diabo negro! 2. Carlos Alberto Nunes Tanto mais anjo ela é por isso; e vós demônio negro. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Oh, Por isto, mais anjo ela é e vós, mais negro demônio! 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Tanto mais anjo ela, E o mais negro demônio vós! 5. Barbara Heliodora Mais anjo então é ela, E o senhor mais negro demo! 6. Beatriz Viégas-Faria Oh! Isso a faz o mais anjo ainda, e faz do senhor o mais negro dos demônios! 7. Jean Melville Oh! Por isto mais anjo ela é, e vós, mais negro demônio! EMILIA Thou dost belie her, and thou art a devil. (V. ii. 133) O trecho foi reproduzido da seguinte forma: 1. Onestaldo de Pennafort Isso é uma calúnia! E tu és um demônio! 2. Carlos Alberto Nunes Não passas de um demônio a caluniá-la! 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Vós a estais caluniando! Sois um demônio! 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Tu a calunias, e tu és um demônio. 5. Barbara Heliodora Isso é calúnia e o senhor um demônio! 6. Beatriz Viégas-Faria Isso é calúnia, e tu és o demônio! 7. Jean Melville Vós a estais caluniando! Sois um demônio! OTHELLO: I look down towards his feet; but that’s a fable.

that thou be’st a devil, I cannot kill thee. (V. ii. 283-4) A fala de Otelo ficou da seguinte forma nas traduções: 1. Onestaldo de Pennafort Não tem os pés de cabra, como se diz na fábula; porém, se eu não puder matá-lo é que é mesmo o demônio! 2. Carlos Alberto Nunes Procuro ver-lhe os pés. Mas não... É pura fábula. Se fores o diabo, não conseguirei matar-te. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Olho para os pés dele ... Mas isto é uma fábula. Se és demônio, não posso matarte. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Olho para seus pés; mas isso é fábula Se és um diabo, eu não posso te matar 5. Barbara Heliodora Eu olhei os seus pés, mas isso é lenda; Se és o diabo, não posso matar-te. 6. Beatriz Viégas-Faria Olho para baixo, buscando ver-lhe os pés. Mas isso não passa de fábula. Se tu fosses o diabo, não teria como matá-lo. 7. Jean Melville Olho para os pés dele... Mas isto é uma lenda. Se és diabo, não posso matar-te. OTHELLO: Will you, I pray, demand that demi-devil Why he hath thus ensnared My soul and body? (V. ii. 298-9) As versões do trecho são: 1. Onestaldo de Pennafort Poderíeis saber desse monstro a razão por que me quis colher alma e corpo, em seu laço? 2. Carlos Alberto Nunes Perguntai, por favor, a este demônio por que a alma e o corpo me enleou a tal ponto. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Quereis, por favor, perguntar a esse meio demônio por que enfeitiçou assim minha alma e meu corpo? 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Quereis, eu rogo-vos Interrogar a esse semi-diabo Por que ele assim enleou minha alma e corpo? 5. Barbara Heliodora Quer, por favor, indagar do demônio Por que foi que enredou meu corpo e alma? 6. Beatriz Viégas-Faria Rogo-lhes: poderiam vocês perguntar a esse meio-demônio por que razão armou ele um tal engodo para minha alma e meu corpo? 7. Jean Melville Quereis, por favor, perguntar a esse demônio por que enfeitiçou assim minha alma e meu corpo? Outra alusão, mas dessa vez a Otelo ser (ou ter sido) pagão, encontra-se na descrição que Iago faz do General como “an erring barbarian” (I. iii. 343): 1. Onestaldo de Pennafort: barbaresco nômade 2. Carlos Alberto Nunes: bárbaro errático 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes: aventureiro bárbaro 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos: bárbaro errante 5. Barbara Heliodora: bárbaro errante 6. Beatriz Viégas-Faria: bárbaro pecador 7. Jean Melville: aventureiro bárbaro DESDEMONA: Well prais’d! How if she be black and witty? (II. i.130) 1. Onestaldo de Pennafort

Belo elogio! E qual o que farias De uma mulher morena e inteligente? 2. Carlos Alberto Nunes Ótimo! E se for preta e espirituosa? 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Belo elogio! E se for uma dama morena e espirituosa? 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Bem louvado. Mas se ela for morena e esperta? 5. Barbara Heliodora Muito bem! E se for escura e viva? 6. Beatriz Viégas-Faria Elogio muito bem feito! E se for negra e esperta? 7. Jean Melville Belo elogio! E se for uma dama morena e espirituosa? IAGO: If she be black, and thereto have a wit, She’ll find a white that shall her blackness fit (II. 1. 131-2) 1. Onestaldo de Pennafort Se é morena, mas se de espírito não manca, Há de saber fazer com que a achem muito branca. 2. Carlos Alberto Nunes Preta e espirituosa... Que mistura! Mas um branco há de achar para a feiúra. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Se ela morena for e espírito tiver, Um branco encontrará que quadre à sua cor. [nota do tradutor: Há aqui trocadilhos com os vários significados de fair (loura e bela) e black (negra e morena)] 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Se for morena, mas tiver viveza a par, Encontrará um branco com quem se ajustar. 5. Barbara Heliodora Se viva, mesmo sendo imitação, Um branco há de escolher-lhe a escuridão. 6. Beatriz Viégas-Faria Se for negra e esperta a mulher, Esperteza ela sabe usar Para um homem branco arranjar Que lhe esfregue a tal negra tez. 7. Jean Melville Se ela morena for e espírito tiver, Um branco encontrará que quadre à sua cor. [nota do tradutor: Trocadilhos com os diferentes significados de fair (loura e bela) e black (negra e morena)] IAGO: She never yet was foolish, that was fair, For even her folly help’d her to an heir. (II. i. 134-5) 1. Onestaldo de Pennafort Bela e tola, não há. Se é bela, acha um parceiro Que logo a ajudará a arranjar um herdeiro. 2. Carlos Alberto Nunes Mulher tonta não há, sendo bonita, Pois sabe arranjar filho e ser catita. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Mulher tola não há, se beleza ela tem, Pois mesmo tola sendo, sabe filho arranjar. [nota do tradutor: Trocadilho quanto ao sentido de folly (estupidez e devassidão)] 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Nenhuma, se for bela, tola se mostrou, porque sua tolice herdeiro lhe granjeou. 5. Barbara Heliodora Ser tola a moça linda eu nunca vi: A bela faz tolinhos para si. 6. Beatriz Viégas-Faria Não existe mulher bela De tamanha estupidez Que não possa se gabar De um herdeiro que ela fez. 7. Jean Melville Se beleza ela tem, mulher tola não há Pois mesmo tola sendo, sabe filho arranjar.

[nota do tradutor: Trocadilho quanto ao sentido de folly (estupidez e devassidão)] IAGO There’s none so foul, and foolish thereunto, But does foul pranks, which fair and wise ones do. (II. i. 139-40) 1. Onestaldo de Pennafort Feia e tola que seja, inda assim é capaz De fazer o que a mais bonita e esperta faz. 2. Carlos Alberto Nunes Não há feia tão tola que não possa Nas belas e sabidas fazer mossa. 3. Cunha Medeiros/Oscar Mendes Feia ou tola não há mulher que não pratique as loucuras que a bela e sábia fazer sabe. 4. Péricles Eugênio da Silva Ramos Não há ninguém tão tola e feia além do mais que não faça o que a bela, o que a de siso faz. 5. Barbara Heliodora Nunca houve ninguém tão tola e feia que, como a bela, não armasse teia. 6. Beatriz Viégas-Faria Não há mulher feia o suficiente e burra na medida certa que não consiga ser tão quente como a dama mais bela e esperta. 7. Jean Melville Não há mulher feia ou tola que não pratique as loucuras que a bela e sábia sabe fazer. (Márcia Paredes Nunes, pp. 170-243, passim)

Postado por denise 4 comentários 25/05/2009 toques legais 2 nesses últimos dias, mais gente deu toques: tradutores e intérpretes br; tradutor profissional; blog do cinesemana. o nãogosto agradece. em 30/5, uma boa chamada em recomende-me um livro. em 09/06, um post legal em para sempre poe. Postado por denise 0 comentários snif muita gente pensa que a oportunidade de ler uma tradução brasileira de was ist aufklärung de kant se deve a alguém de nome "leopoldo holzbach", pela martin claret. em verdade deve-se, até onde consigo perceber, a floriano de souza fernandes, pela editora vozes. dê uma comparada. o triste é ver isso: http://www.consciencia.org/a-busca-do-criterio-de-moralidade-na-reflexao-etica-dekant http://www.historiaimagem.com.br/edicao3setembro2006/reflexkant.pdf www.cchla.ufpb.br/ppgh/PPGH_2008-2_TE_Historia_e_Conhecimento_Historico.pdf www.ufpel.tche.br/gt17/GT172955.doc www.anped.org.br/reunioes/29ra/trabalhos/trabalho/GT08-2403--Int.pdf http://www.joaodorio.com/Arquivo/2007/06,07/filosofias.htm

http://www.unipinhal.edu.br/ojs/voxforensis/index.php/vox_2007/article/view/12/34 http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/14223/1/modelo%20completo%20da%20 dissertacacao.pdf www.fae.edu/pesquisaacademica/pdf/primeiro_seminario/politicas_publicas_italo.pdf http://serpensar.vilabol.uol.com.br/esclarecimento.htm imagem: emoticon msn Postado por denise 0 comentários 24/05/2009 was ist aufklärung em as luzes e as sombras apresentei o cotejo de que significa orientar-se no pensamento, de kant, na edição bilíngue da vozes e na edição da martin claret. em as sombras e as luzes especulei um pouco sobre o grau de difusão desse texto de kant pela martin claret. há um outro texto de kant, que é a celebérrima beantwortung der frage: was ist aufklärung? [resposta à pergunta: que é "esclarecimento"?], de 1783. não tenho palavras para descrever a importância desse pequeno artigo de kant na história do pensamento ocidental moderno. se a martin claret o apresenta em sua edição como um opúsculo pouco conhecido (p. 97), só posso incluir essa afirmação em seu vasto rol de desserviços prestados ao leitor. abaixo, a tradução de floriano de souza fernandes (vozes) e a tradução atribuída a "leopoldo holzbach" (martin claret). os itálicos na tradução de souza fernandes seguem os itálicos originais de kant. 1. floriano de souza fernandes esclarecimento ["aufklärung"] é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. a menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. o homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. sapere aude! tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento ["aufklärung"]. (p. 100) 2. leopoldo holzbach "esclarecimento" [aufklärung] significa a saída do homem de sua menoridade, da qual o culpado é ele próprio. a menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. o homem é o próprio culpado dessa menoridade se a sua causa não estiver na ausência de entendimento, mas na ausência de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. sapere aude! tem a ousadia de fazer uso de teu próprio entendimento - tal é o lema do esclarecimento [aufklärung]. (p. 115) 1. floriano de souza fernandes a preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma direção estranha (naturaliter maiorennes), continuem no entanto de bom grado menores durante toda a vida. são também as causas que explicam por que é tão fácil que os outros se constituam em mentores deles. é tão cômodo ser menor. se tenho um livro que faz as vezes de meu entendimento, um diretor espiritual que por mim tem consciência, um médico que por mim decide a respeito de minha dieta, etc., então não preciso de esforçar-me eu mesmo. (pp. 100-2) 2. leopoldo holzbach

a preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma direção estranha (naturaliter maiorennes), continuem, não obstante, de bom grado menores durante toda a vida. são também as causas que explicam porque é tão fácil que os outros se constituam seus tutores. é tão cômodo ser menor! se tenho um livro que faz as vezes de meu entendimento, um diretor espiritual que por mim tem consciência, um médico que decide por mim a respeito de minha dieta, etc., então não preciso esforçar-me eu mesmo. (p. 115) 1. floriano de souza fernandes para este esclarecimento ["aufklärung"] porém nada mais se exige senão LIBERDADE. e a mais inofensiva entre tudo aquilo que se possa chamar liberdade, a saber: a de fazer um uso público de sua razão em todas as questões. ouço, agora, porém, exclamar de todos os lados: não raciocineis! o oficial diz: não raciocineis, mas exercitai-vos! o financista exclama: não raciocineis, mas pagai! o sacerdote proclama: não raciocineis, mas crede! (um único senhor no mundo diz: raciocinai, tanto quanto quiserdes, e sobre o que quiserdes, mas obedecei!). eis aqui por toda a parte a limitação da liberdade. que limitação, porém, impede o esclarecimento ["aufklärung"]? qual não o impede, e até mesmo o favorece? respondo: o uso público de sua razão deve ser sempre livre e só ele pode realizar o esclarecimento ["aufklärung"] entre os homens. (p. 104) 2. leopoldo holzbach para este esclarecimento [aufklärung], porém, nada mais se exige senão liberdade. e a mais inofensiva dentre tudo o que se possa chamar liberdade, a saber: a de fazer um uso público de sua razão em todos os assuntos. ouço agora, porém, exclamações de todos os lados: "não raciocineis!" o oficial diz: não raciocineis, mas exercitai-vos. o financista exclama: "não raciocineis, mas pagai!" o sacerdote proclama: "não raciocineis, mas acredita!" (um único senhor no mundo diz: "raciocinai, tanto quanto quiserdes, e sobre o que quiserdes, mas obedecei!"). eis aqui por toda a parte a limitação da liberdade. mas que limitação impede o esclarecimento [aufklärung]? qual não o impede, e mesmo o favorece? respondo: o uso público de sua razão deve ser sempre livre e só ele pode realizar o esclarecimento [aufklärung] entre os homens. (p. 117) imagem: www.improbabilidade.com.br Postado por denise 2 comentários cotejos disponíveis listinha dos cotejos aqui no nãogostodeplágio: alexandre dumas, os três mosqueteiros aristóteles, arte poética balzac, a mulher de trinta anos (martin claret) balzac, a mulher de trinta anos (nova cultural) balzac, eugênia grandet conan doyle, aventuras de sherlock holmes conan doyle, memórias de sherlock holmes d. h. lawrence, o amante de lady chatterley dante, a divina comédia dante, vida nova darwin, a origem das espécies (hemus/claret) darwin, a origem das espécies (hemus/ediouro) descartes, o discurso do método dominic crossan, o essencial de jesus dostoievski, crime e castigo

durkheim, as regras do método sociológico edgar a. poe, a queda da casa de usher edgar a. poe, o gato preto edmond rostand, cyrano de bergerac émile zola, a besta humana émile zola, naná emily brontë, o morro dos ventos uivantes (landmark) emily brontë, o morro dos ventos uivantes (nova cultural) eurípides, alceste eurípides, electra eurípides, hipólito fielding, tom jones flaubert, madame bovary fustel de coulanges, a cidade antiga goethe, fausto goethe, os sofrimentos do jovem werther goethe, werther (nova cultural) h. r. haggard, as minas do rei salomão henry thomas, vidas de grandes filósofos herman melville, moby dick hobbes, leviatã jack london, caninos brancos jack london, o lobo do mar jane austen, orgulho e preconceito jane austen, persuasão joseph conrad, lord jim jules verne, volta ao mundo em oitenta dias kant, crítica da razão prática kant, sobre um suposto direito de mentir por amor à humanidade kant, que significa orientar-se no pensamento kant, resposta à pergunta: que é esclarecimento? kierkegaard, o desespero humano kipling, o livro da jângal lampedusa, o leopardo louise may alcott, mulherzinhas maquiavel, o príncipe mark twain, as aventuras de tom sawyer maupassant, uma vida nietzsche, acerca da verdade e da mentira nietzsche, o anticristo oscar wilde, a balada do cárcere de reading oscar wilde, o retrato de dorian gray pascal, pensamentos (martin claret) pascal, pensamentos (nova cultural) pirandello, o falecido mattia pascal pirandello, seis personagens à procura de um autor platão, apologia de sócrates roderic anscombe, a vida secreta de laszlo, conde drácula scott fitzgerald, suave é a noite shakespeare, hamlet shakespeare, otelo sófocles, édipo rei stendhal, o vermelho e o negro stevenson, janet do pescoço torcido stevenson, markheim thomas cleary, o essencial do alcorão thomas more, o elogio da loucura thoreau, a desobediência civil

thoreau, andar a pé thoreau, uma semana nos rios concord e merrimack tolstói, ana karênina voltaire, contos von ihering, a luta pelo direito von ihering, a luta pelo direito (pillares) von ihering, a luta pelo direito (rideel) walter scott, ivanhoé weber, a ética protestante e o espírito do capitalismo weber, ciência e política: duas vocações xenofonte, apologia de sócrates xenofonte, ditos e feitos memoráveis de sócrates imagem: luca signorelli, dante Postado por denise 0 comentários 23/05/2009 o nietzsche burati-rideeliano no caso dos clássicos meio detonadões devido aos sequestros tradutórios sofridos cá em nossa terrinha, costumo apresentar uma amostra dos estragos em teses, artigos, ementas de curso, acervos de bibliotecas públicas, licitações, concursos etc. dê uma olhada no arquivo à direita, "nas escolas". para nietzsche não se sentir triste ou injustiçado por não ganhar uma listinha toda sua, eis por onde andam acerca da verdade e da mentira e o anticristo em plágio (ou será contrafação?)* de "heloísa da graça burati", pela editora rideel. "Plágio: Violação da propriedade intelectual que se caracteriza pela imitação total ou parcial de obra literária alheia, inculcando-se a qualidade de autor da mesma. [...] Torna-se contrafação quando há reprodução fraudulenta de obra alheia com o objetivo de lucro", Guimarães, Torrieri (org.), Dicionário Técnico Jurídico, SP, Rideel, 3a. ed., 2001, p. 427. www.prto.mpf.gov.br/info/info_detalhes_a.php?iid=689&ctg=&sctg www.administradores.com.br/artigos/como_nos_tornamos_aquilo_que_somos/544/ http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151614982007000200007&lng=es&nrm=iso www.ufsj.edu.br/portalrepositorio/File/dimap/PREGAO_40_2008_LIVROS%20MAIOR%20DESC_POR%20AREA.doc www.comunidadeespirita.com.br/artigos/artigos2006/shakespeare%20dante%20nietzsch.. . www.scielo.br/pdf/agora/v10n2/a07v10n2.pdf http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=618 www.consciencia.org/niilismo-como-caminho-para-o-super-homem-em-friedrichnietzsche http://dspace.lcc.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/ECAP-6ZRFJ3/1/flavio_barbeitas.pdf muitíssimo felicissimamente, a listinha é curta, até onde consegui apurar. claro que tem também os milhares de leitores que adquiriram e continuam a adquirir os exemplares contrafeitos (contrafatos? contrafazidos?) - mais uma forte razão para que o pobre do nietzsche buratiado saia de circulação, não é mesmo, dona rideel? imagem: http://entendanietzsche.blogspot.com Postado por denise 0 comentários

22/05/2009 o quilo de 150 gramas alguém sabe me explicar como um texto integral de mais ou menos umas 170-200 páginas, dependendo da edição, pode caber em 33 páginas, com letra de tamanho normal e formato pocket, e continuar se apresentando como "texto integral"?* * por exemplo, maquiavel, a arte da guerra: editora escala, 174 pp. editora l&pm, 208 pp. editora martin claret, 33 pp.

imagem: http://complexus.blogs.sapo.pt Postado por denise 1 comentários concurso

este foi um dos ganhadores do plagiarius 2008. se alguma editora quiser concorrer, pode baixar aqui o formulário de inscrição. Postado por denise 0 comentários 21/05/2009 frase do dia

RUDOLF VON IHERING, A LUTA PELO DIREITO

A irritabilidade e a ação, isto é, a faculdade de sentir a dor causada por uma lesão em nosso direito e a coragem aliada à resolução de repelir o ataque, são o duplo critério mediante o qual se pode reconhecer se o sentimento do direito é são - TAVARES BASTOS A suscetibilidade, isto é, a capacidade de sentir a dor diante duma ofensa ao direito, e a energia, isto é, a coragem e determinação de repelir a agressão, constituem os critérios pelos quais se afere a presença dum sadio sentimento de justiça - ROBERTO DE BASTOS LELLIS A suscetibilidade, isto é, a capacidade de sentir a dor diante de alguma ofensa ao direito, e a energia, isto é, a coragem e a determinação de repelir a agressão, ambas constituem os critérios pelos quais se confere a presença do sentimento sadio de justiça - PIETRO NASSETTI Postado por denise 2 comentários