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DO QUE TRATA O CÓDIGO FLORESTAL E O NOVO CÓDIGO FLORESTAL?

O Código Florestal Brasileiro foi criado em 15 de setembro de 1965 pela Lei nº 4.771, então certamente é um código antigo, que, no entanto, ao longo dos anos recebeu atualizações. Basicamente o código impõe limites para o uso das terras nas propriedades, propondo o respeito a vegetação existente na terra. As propostas para o Novo Código Florestal geralmente estabelecem o abrandamento para os crimes cometidos contra a vegetação, além do aumento da área de exploração. O que fará com que a exploração das terras possam avançar sobre matas, beira de córregos, áreas muito elevadas, entre outros pontos que o código vigente estabelece regras. É importante frisar que a comunidade científica, em representação da ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIA (ABC) e da SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA (SBPC), não se dispuseram a favor das alterações que propõe o novo código. Sendo que produziram diversos materiais com base em critérios técnicos, dados e puderam fazer alguns apontamentos sobre como utilizar a terra, e fundamentando a discussão. Segundo o Greenpeace, ong internacional que realiza pesquisas sobre meio ambiente e que propõe a preservação do mesmo, “Há Interesses Pessoais em Mudanças no Código Florestal”, tal afirmativa se baseia nas argumentações, por exemplo, do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, que argumenta que a legislação praticada atualmente carece de bases científicas e portanto necessita de atualização, entretanto esse código foi elaborado por estudiosos renomados que incorporaram todas as inovações disponíveis na época, e não por ambientalistas como alguns defensores argumentam. De fato, o interesse potencial para no Novo Código Ambiental é tão somente de ordem econômica, justifica-se que haverá falta de alimentos, mas já foram realizados estudos que apontam que uma utilização adequada das terras poderia otimizar a produção. A principal justificativa do autor do projeto, senhor Aldo Rebello é os agricultores estariam trabalhando na ilegalidade, o que de fato é algo a ser observado, mas de modo a proporcionar a legalidade dos mesmos e não de amenizar suas responsabilidades, nesses termos, poderíamos comparar a ilegalidade de roubar, mas que o fato de existirem leis quanto a isso não coíbe o roubo, mas esse não seria o caso de abrandar a legislação, até pelo interesse do bem comum e da propriedade comum, a questão é, se o ambiente, como é definido pela constituição, é patrimônio de todos os brasileiros, por que ele não merece ser respeitado com base na legislação vigente, ou no mínimo, modificando-se a legislação com base em fundamentos científicos. De acordo com as declarações disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dos 18 deputados federais da comissão do Código Florestal, 13 receberam juntos aproximadamente 6,5 milhões de doações para suas campanhas. E a aprovação do novo código teve o seguinte índice: 13 votos a favor contra 5. A propósito o relator do projeto, Aldo Rebello recebeu 172 mil advindos de cooperativas de cafeicultores, citricultores e agropecuaristas, um valor menor que dos outros, mas significativo. Quando questionados sobre tal fato foi comum respostas como: “o sistema político brasileiro prevê o financiamento privado das campanhas”, como respondeu a empresa Bunge Fertilizantes. Portanto, torna-se clara a influência de interesses de classes para a aprovação deste Novo Código Florestal, não sendo levado em consideração o caráter científico que essas mudanças deveriam implicar.

enxurradas deslizamento e escorregamento de massa em ambientes urbanos e rurais. mantendo o valor de 30 a 500 metros dependendo da largura do rio. O que não pode ser feito as pressas para atender a uma classe dos agropastoris. estaduais e municipais para a implementação da legislação ambiental. e aumentar o assoreamento. o carbono e os sedimentos são fixados. Para concretizar essa proposta. problemas que devem ser combatidos.” Para o Novo Código Florestal.com. até pela sobrevivência de diversas espécies.” Outro ponto negativo: “[. mas sim para atender as necessidades do povo brasileiro. O que poderá afrouxar as coisas mediante os interesses dos grandes proprietários das regiões de norte a sul. mas que realmente deve ser considerado. poderiam ultrapassar esse limite estabelecido. Segundo o documento publicado pelo ABC e SBPC: “Há necessidade de medidas urgentes dos tomadores de decisão para reverter o estágio atual de degradação ambiental. que compõem mais de 50% da rede de drenagem em extensão. a atualização com base em argumentos bem fundamentados e desenvolvidos. a água em excesso é contida.. O que poderá representar um grave problema ecológico. A percepção das RLs e das APPs como uma oportunidade deve ser acompanhada de políticas de Estado de apoio à agricultura que simplifiquem e facilitem os trâmites burocráticos. Tal como no Nordeste onde a família Sarney governa e tem terras. assim como as infraestruturas vinculadas a tais processos. maçãs. afinal o que há com esta lei que torna irregular diversas práticas comuns dos agricultores? Essas questões deveriam ser consideradas no sentido de criar subsídios para o cumprimento. Há diferenciações muito peculiares dos rios sendo que alguns. Justificativas para proposta do Novo Código Florestal e suas incoerências No site: www. Pergunta estranha. provocando diversos problemas tanto para o meio ambiente quanto para a própria qualidade da água. café. que não pode ficar sob a responsabilidade exclusiva do proprietário ou do possuidor rural. por exemplo.] Já a redução da faixa ripária de 30 para 15 m nos rios com até 5 m de largura.. a energia erosiva de correntezas é dissipada e os fluxos de nutrientes nas águas de percolação passam por filtragem química e por processamento microbiológico. resultaria numa redução de 31% na área protegida pelas APPs ripárias.9% das áreas privadas. Os estados e os municípios desempenham papel importante na estruturação dos órgãos responsáveis pela regularização das RLs e APPs. Para estancar esse quadro. montes e serras o Novo Código vai permitir a cultura de uvas. O texto do Novo Código propõe que as Áreas de Preservação Permanentes (APPs) estejam na responsabilidade dos respectivos estados. por exemplo. as margens dos rios passariam a serem medidas a partir do leito considerado regular. podemos encontrar o slogan: “Uma lei que não funciona é uma boa lei?”.codigoflorestal. que poderá ficar mais alcalina. diminuindo erosão. de acordo com o Código em vigor. as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs) deveriam ser consideradas como parte fundamental do planejamento agrícola conservacionista das propriedades. ao contrário do que é estabelecido atualmente que mede a partir do período de cheia. Estudo recente constatou que as APPs ripárias representam. “A presença de vegetação em topos de morro e encostas tem papel importante no condicionamento do solo para o amortecimento das chuvas e a regularização hidrológica.” Nas APPs de topo de morros. somente 6. o que reduz sua turbidez e aumenta sua pureza. Com base no documento da ABC/SBPC: “Quando ecossistemas naturais maduros ladeiam os corpos d’água e cobrem os terrenos com solos hidromórficos associados.” . é indispensável uma articulação entre os órgãos federais. assim como outras atividades silviculturais.

a maior parte dos brasileiros é a favor do adiamento da votação até uma profunda apreciação científica quanto aos possíveis danos no futuro. termo escolhido no lugar de “debate”. Então quem desmatou. Restam apenas duas instancias para aprovação. se está moda for expandida. “ “Segundo ela. Passar pela câmara e pela presidência. Segundo a Rede Brasil Atual: “Como a votação do Projeto de Lei nº 1876/99 divide ambientalistas e ruralistas. Trata-se de uma briga entre ruralismo e ambientalistas. ou seja. erro grave já que vivemos em um país democrático. afirmou a presidenta da SBPC. “A ciência brasileira não pode ficar fora do diálogo sobre o novo Código Florestal”. nenhum cientista ou pesquisador foi consultado para "aquela proposta" do deputado Aldo Rebelo (PCdo B-SP).” Portanto se esta a um passo de com base somente em interesses econômicos aprovar um projeto de reformulação de uma das leis mais importantes do país. na verdade além de anistiar pretende-se oferecer recursos para esses criminosos.Também prevê anistia a aqueles que cometeram crimes ambientais. Se este projeto for aprovado poderemos declarar o surgimento de uma das maiores vergonhas de um país para o mundo. por exemplo. Segundo pesquisa Datafolha. não terá. logo estaremos incentivando o crime. as duas entidades científicas se oferecem para mediar o “diálogo”. É nefasto isto. O povo brasileiro está fora desta discussão. Trata-se de um termo muito estranho para qualquer pessoa que possua moralidade. ao invés de pensarmos de modo sustentável. que recompor o que desmatou. Veja na tabela os resultados da pesquisa da data folha: . mas é realidade. Helena Nader. sem sequer olhar suas consequências com seriedade. Rebelo é o autor do relatório aprovado em julho do ano passado em comissão especial na Câmara dos Deputados.

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abc.codigoflorestal.html http://www.com.akatu.br/temas/politica/2011/ambiente/2011/04/cientistas-recomendam-mais-doisanos-de-discussao-sobre-novo-codigo-florestal http://www.pdf http://mentenovacuo.blogspot.pdf http://www.org.redebrasilatual.br/site/arquivos/arquivo_295.org.Fontes: http://www.pdf .br/IMG/pdf/doc-547.html http://www.sbpcnet.org.com/2011/05/entenda-o-que-muda-com-o-novo-codigo.com/2011/10/deputados-que-aprovaram-novo-codigo.br/Content/Akatu/Arquivos/file/Publicacoes/Datafolha-CodigoFlorestal.