Boletim Eletrônico Nº 416 27/08/13

Cremego orienta sobre atendimento a pacientes de médicos estrangeiros e de outros profissionais
O presidente do Cremego, Salomão Rodrigues Filho, alerta os médicos goianos que sempre que procurados devem prestar atendimento aos pacientes que apresentem complicações decorrentes de atendimentos realizados por médicos estrangeiros contratados sem a revalidação de seus diplomas. Essa assistência também deve ser assegurada pelos médicos a pessoas atendidas inicialmente por outros profissionais de saúde e que apresentem complicações geradas pelo atendimento. O Cremego orienta que a recusa em prestar assistência a pacientes que foram atendidos por médicos estrangeiros ou com outros profissionais de saúde pode caracterizar omissão de socorro por parte do médico. “Os médicos devem prestar assistência com toda a dedicação, usando o melhor de seu conhecimento e todos os recursos disponíveis em benefício do paciente”, diz o presidente do Conselho. Além de prestar o atendimento, o médico que receber um paciente, vítima de complicações ou falhas decorrentes da assistência prestada por profissionais estrangeiros ou por profissionais de outras áreas da saúde, deve documentar o caso. “O médico deve fazer um relatório, o mais completo possível, sobre as

condições de saúde do paciente, citando o local do primeiro atendimento, o nome e a qualificação do profissional que o atendeu”, explica Salomão Rodrigues Filho. Esse documento deve ser enviado ao Cremego, que adotará as medidas cabíveis junto à polícia, ao Ministério Público e à imprensa.

Pacientes devem ser esclarecidos sobre a falta de estrutura no SUS
Por ocasião de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o médico deve orientar seus pacientes sobre as deficiências e a falta de estrutura na rede pública de saúde. É importante que o médico esclareça e mostre ao paciente que a responsabilidade, por exemplo, pela demora na marcação de exames, a falta de medicamentos ou da infraestrutura necessária para um bom atendimento não é do médico e, sim, do sistema público de saúde. “O médico não pode continuar sendo responsabilizado pelas mazelas do sistema público de saúde”, afirma o presidente do Cremego, Salomão Rodrigues Filho, que esclarece que o médico também não pode e não deve aceitar a pressão de gestores para o atendimento de um número pré-determinado de consultas por período de trabalho. “Quem determina o tempo de duração da consulta, o período que cada paciente vai ficar no consultório, é o médico”, alerta o presidente, ressaltando que o paciente que está no consultório é problema do médico, mas o paciente que está na espera é problema do gestor. Segundo Salomão Rodrigues, o médico deve realizar o melhor atendimento possível e sempre explicar ao paciente quais são as dificuldades enfrentadas pela classe médica para prestar uma assistência de maior qualidade à população. Ele observa que a classe médica tem um importante papel político na orientação e conscientização da população sobre os reais problemas e os verdadeiros responsáveis pelas falhas na saúde pública brasileira. “Precisamos exercer esse papel diariamente ou vamos continuar sendo injustamente apontados como os vilões desta história”, afirma.

Registro - O Cremego protocolou na Justiça Federal em Goiás um pedido para que não seja obrigado a
registrar os médicos formados no exterior e que aderiram ao Programa “Mais Médicos” sem a comprovação documental da revalidação de seus diplomas e da certificação de proficiência em língua portuguesa. Solicitação semelhante foi protocolada por todos os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) do País.

Palavra de Médico
Desabafo!
Nunca votei em Dilma, Lula, etc., e nunca votarei. O que fizeram com a classe médica nos últimos dias/tempos não se faz com ninguém, ainda ajudados pelo “companheiro” Padilha. Tiraram nossa autoestima, nos desmotivaram, retiraram nosso ânimo de assistir ao doente, de ensinar, de diagnosticar, de tratar. Psiquicamente estamos arrasados. Ela com seus antecedentes, neste aspecto, é extremamente competente, sabe fustigar, sabe torturar psiquicamente, sabe deixar o inimigo cabisbaixo. Eu não, mal sei ensinar, reconheço meus limites de diagnosticar, portanto, não posso competir com ela. Ditadora, víbora! Chegarão em breve ao Brasil 4 mil médicos cubanos, escravos, prisioneiros, provavelmente com passaporte retido, com salário de R$ 10.000,00 pagos à OPAS (Organização Panamericana de Saúde) e esta repassará ao governo de cuba (acho que com c minúsculo mesmo). Ninguém informa quanto sobrará ou receberá o pobre coitado. Se fosse para mim, o governo descontaria 27,5% de imposto (IRRF), mais R$ 457,49 de INSS, mais R$ 85,51 de ISS, e outros IS... Saldo bruto de R$ 6.707,00, pois ainda assim tem gastos com combustível, alimentação, sem direito a férias, sem 13º salário, etc.

Na verdade, um salário em torno de R$ 6.000,00 por mês (sem férias e sem 13º). Se adoecer ou tiver outro imprevisto o escravo estará literalmente ferrado. E livros não é preciso comprá-los, estes são de graça. Mas cubanos não precisam mesmo comprar livros, pois segundo um amigo (Prof. Titular da USP), que visitou cuba, lá eles estudam nos livros que descartamos e enviamos a eles quando compramos uma edição nova. No mês passado comprei um de R$ 595,00, este mês outro de R$ 465,00, que por sinal são considerados baratos. Por falar nisto, depois de 30 anos na FM-UFG, recebo R$ 4.614,33, para comprar livros, para ensinar, para diagnosticar cânceres, como o melanoma, para decidir o destino de pacientes, amputar, retirar a mama, etc.. Não acho que um juiz, um deputado ou um procurador ganhe tão bem assim. Também não acho que pelo meu labor deveria receber menos que eles. Estudei, fiz concurso, fui e vou a congressos, gasto muito para manter-me atualizado, enquanto outros, mesmo que analfabetos, ganham 5 ou 6 vezes mais e aposentam com 4 anos de trabalho. Se terminar meu doutorado, devo ganhar um pouquinho mais e com 35 anos de trabalho, se não cortarem ditatorialmente este meu direito, devo me aposentar. Aí sim terei tempo para procurar um outro novo emprego, quem sabe no PSF/SUS. Nada contra os cubanos, mas que venham com o Revalida, criado pelo próprio Ministério da Educação e agora abandonado pelo Padilha. Os prejudicados serão os brasileiros menos favorecidos, já que os outros são tratados no Sírio Libanês e, às vezes, no exterior. Lembro-me ainda de outras coisas, para melhorar a educação vão trazer professores cubanos, para a segurança vão trazer soldados cubanos? Mas e a “máfia de branco”, como fica? Ganham horrores! Hoje com minha experiência de 30 anos de profissão, decidindo sobre a vida de pacientes, quais tratamentos vão receber, se amputa ou não, ganho bruto R$ 42,00 do convênio, para assinar e responsabilizar por um laudo de melanoma, de outra lesão maligna, que, por vezes, gasto duas horas ou mais examinando lâminas, analisando, discutindo com outros colegas, reexaminando, etc. Ainda assim, chamam-me de relapso. A mídia é nossa amiga, e quem tem amigos assim não precisa de inimigos. Jogaram também a população contra a “máfia de branco”. Ao final do meu desabado, rogo aos que gostam pelo menos um pouco de mim ou

mesmo para os que não gostam, pensem e pensem muito antes de reeleger, quem quer que seja, pois você poderá estar reelegendo o seu algoz. 2015 deve chegar com inflação descontrolada, previsão de quem entende do assunto, os economistas da FGV e outros de plantão. Quem paga por tudo? É a população, é o mais pobre. De tudo sobra um consolo, meus filhos nunca terão vergonha de mim! Fui, sou e serei sempre honrado, honesto, andando na linha, como meu pai me ensinou. Bença, pai! Dr. Maurício Barcelos Costa - CRM-GO 3508 é médico Patologista e Citopatologista, professor de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás.
Boletim Eletrônico – Ano 7 Nº 416 27/08/2013 Edição: Rosane Rodrigues da Cunha - MTb 764 JP Assessora de Comunicação - Cremego www.cremego.org.br imprensa@cremego.org.br (62) 3250 4900