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Ivonei Gomes

INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECÍFICAS: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A “AMOA - ASSOCIAÇÃO MEDIANEIRENSE DE ATENDIMENTO ESPECIALIZADO, REABILITAÇÃO E ASSISTÊNCIA À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE”

Linha de Pesquisa: Educação Especial no Brasil

Medianeira 2012

de que necessita para o seu adequado desenvolvimento. Foram vários os esforços registrados na história da humanidade para se chegar hoje no que chamamos de “perspectiva inclusiva”.Resumo O presente trabalho pretende estudar a educação especial. podendo assim estar realmente incluído de forma plena na educação e na sociedade moderna. defendido em eventos internacionais. mais pontualmente a iniciativa adotada pela AMOA – Associação Medianeirense de Atendimento Especializado. Foram várias as mudanças ocorridas na humanidade para se chegar até esse momento. de acordo com a Declaração de Salamanca “a educação é o direito fundamental a partir do qual os demais são possíveis”. as contribuições de estudiosos e pesquisadores do assunto e também a adequação da legislação nacional. com base nisso a inclusão de portadores de necessidades especificas se torna indispensável. no auxilio as práticas de inclusão escolar de alunos com necessidades especificas. A educação é um direito contemplado em vários ordenamentos jurídicos. Educação. . o portador de qualquer necessidade especifica hora fora excluído do convívio social. Palavras Chave: Inclusão. destaca-se a própria reivindicação das famílias e dos próprios portadores de necessidades especificas. contemplado nas legislações dos países e tema indiscutível para pesquisadores e estudiosos do assunto. Nos últimos anos a defesa de tal direito ganhou mais força e estampa a prioridade de muitas nações ao redor do mundo. Necessidades Especificas. A AMOA pretende ser um espaço onde o portador de necessidades especificas encontre em um único ambiente todos os atendimento especializados ou encaminhamento. as convenções internacionais. Reabilitação e Assistência à Criança e ao Adolescente. hora segregado. Para que as escolas representem fielmente a realidade da sociedade com suas características mais marcantes é imprescindível que esta tenha a heterogeneidade apresentada no dia a dia da sociedade. até se chegar a uma integração social para só a partir dai se chegar na inclusão.

se adequando a realidade vivida em cada momento. e como tal deve estar inserido dentro de um contexto global de educação. da tecnologia. 2003 pag. novos métodos de ensino. seja pelas novas tecnologias incorporadas a educação. o marco inicial desses trabalhos é creditado ao médico francês Jean Itard. mas com uma só condição. (RODRIGUES. a sua heterogeneidade. com cerca de 12 a 15 anos de idade.INTRODUÇÃO A educação vem modificando-se gradativamente. pag. Segundo Jiménez (1993 apud Stobaus e Mosquera. também chamado de “o pai da educação especial”. seja pelos novos métodos utilizados em sala de aula. é denominado de “período de segregação”. e sem condições minimas de receber educação. na educação e na vida em geral são os grandes propulsores do desenvolvimento educacional no Brasil e no mundo. Com o passar do tempo à técnica educativa vai se aprimorando. novos paradigmas fazendo a educação assumir seu lugar de honra em nível de importância para o desenvolvimento do ser humano.15). em uma sociedade. nos últimos anos percebe-se muitas pesquisas e trabalhos sobre o assunto. da responsabilidade socioambiental. é a era da informação. novas tecnologias. Orgs. as pessoas com necessidades especiais eram encaminhadas para centros onde recebiam atendimento mais assistencial do que educacional. o esforço e estudo sistemático de Itard para reabilitação e educação de um menino (Victor de Aveyron. Novos conceitos. hoje vivemos em um momento distinto. Segundo Leite e Galvão. o primeiro apresentado em 1801 e o segundo em 1806. nesse contexto se acentua na educação a preocupação com a inclusão. mais humana e diversificada. com características e necessidades específicas. A mudança da visão e a quebra de paradigmas. permanência e seu aprendizado. As concepções pedagógicas vão mudando. Nesse período surgem os primeiros estudos sobre . mas simplesmente do fato de que a própria sociedade é heterogênea e multifacetada. 2003. considerado pelos especialistas da época como portador de retardo mental grave. A educação especial vem se desenvolvendo gradativamente. A diversidade e a heterogeneidade da escola não advém de se estar implementando a escolarização de crianças e jovens com necessidades educativas especiais em classes regulares. que permita seu acesso. ou o Menino Lobo) encontrado nas florestas da França no final do século XVIII. onde as características singulares do indivíduo são consideradas afim de reproduzir na escola uma das principais características da sociedade. a sociedade atendia o anseio de fazer algo em relação a essas pessoas e ao mesmo tempo se “proteger do contato com os anormais”. são considerados as bases para a revolução da educação especial. se adequando ao contexto social no qual esta inserida. Os trabalhos de Itard foram publicados em dois relatórios. “ser humano”. e ainda geram interesse dos pesquisadores e especialistas atuais pela riqueza de informações que apresentam. 17) a educação especial surge no final do século XVIII e inicio do século XIX nos países escandinavos e na América do Norte. segundo a qual o individuo deve ser considerado como um todo. em um ambiente adequado as suas especificidades.

com o golpe militar. “pela criação de programas escolares para os deficientes mentais leves e moderados. que eram dispensados . onde o professor é um técnico com eficiência e eficácia. e pela relativa abertura das instituições. e passa a uma condição ativa. Com o fim do governo militar passamos a uma nova concepção pedagógica. existe uma articulação entre educador e educando. na ânsia de liberdade e com as experiências trazidas pelos exilados repatriados. A primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN). até então só se falava em ANEE – Alunos com Necessidades Educacionais Especiais.024 mostra um grande avanço em relação ao tratamento dispensado anteriormente aos excepcionais. passamos a ter a “escola tecnicista”. No desenrolar da história brasileira a educação foi privilégio de poucos. No ocidente a escolarização de portadores de necessidades especiais iniciou-se no século XX. o ensino era feito de maneira autoritária com base em normas rígidas. trazendo concepções e experiências novas dos países em que estavam.. cronologicamente foi praticado até 1932. aparecem na escola”. Nesse modelo o professor é um educador que direciona a aprendizagem.tratamento de pessoas portadoras de deficiência. com a participação ativa do aluno de forma integral. Ogs. o professor deixa de ser um transmissor de conhecimento e passa a ser um facilitador do processo ensino-aprendizagem. No Brasil as questões sobre educação especial começam a se acentuar a partir da década de 50. no que for possível enquadrar-se no sistema geral de educação afim de integrá-los na comunidade” (BRASIL. o aluno deixa uma posição passiva. pag. Essa concepção impede o aluno de criar. a “educação de excepcionais. começou em 1500 com os Padres Jesuitas e a chamada “escola tradicional”. no entanto em um país que a economia escravocrata ainda prevalecia. (STOBAUS E MOSQUERA. Desde a primeira Constituição Federal de 1824 a educação é prevista para todos os brasileiros. a concepção pedagógica muda. Segundo Kassar (2011) o referido capítulo da lei nº 4. trazia em seu texto um capítulo próprio para a educação de excepcionais. deve. porém é possível encontrar vestígios desta concepção até nos dias atuais. 17. permitindo a formação de um indivíduo crítico e participativo. O capítulo ainda menciona o apoio financeiro às instituições privadas que trabalhem com a educação de excepcionais. lei nº 4. Nesse período a educação privilegiava as camadas mais abastadas da sociedade. na qual o professor era detentor do conhecimento e responsável por repassá-lo aos alunos. e que a grande maioria da população não tinha acesso a qualquer tipo de instrução a educação ficava em último plano. segundo o qual. 1961).Alunos com necessidades educacionais especiais (ANEE) a época chamados de excepcionais.. 2003. Em 1932 começou o movimento chamado de “escola nova”. Em 1964. o aluno é um elemento para quem o material é preparado. pois ele é o centro do processo de aprendizagem.024 foi promulgada em 20 de Dezembro de 1961. pensar ou ter alguma expressão que diferente daquela imposta pelo governo militar da época. a partir de 1983 temos a “escola crítica”.

bem como “os movimentos internos de luta pela educação de pessoas com deficiências e a disseminação dos preceitos da Escola Nova”. No governo militar tivemos a chamada “escola tecnicista”. segurança. afirma em seu texto que a educação se torna um Direito Social juntamente com outros como “. e com ela novas Leis e ordenamentos. que educar e capacitar os portadores de deficiências permitiria que estes se integrassem no mercado de trabalho passando assim a contribuir para a sociedade deixando de receber os investimentos governamentais para mantê-los ociosos nos centros da época. permitindo o direito a todas as pessoas no território nacional de usufruir destes princípios. raça.. Fundamenta a cidadania e a dignidade da pessoa humana como um dos seus princípios norteadores. com base no modelo americano. sexo. Constituição Federal de 1988 A Constituição Federal de 1988 trata de forma especial a educação.saúde..” (Brasil. proteção à maternidade e a infância. a assistência aos desamparados.. III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.. 1988).. 1998). no entanto como ressalta Kassar (2011) a maioria desses alunos tinham deficiências leves. Com o fim do Regime Militar em 1985 se inaugura uma nova época no Brasil. bem como tratados internacionais oriundos de convenções das quais o Brasil é signatário. idade e quaisquer outras formas de discriminação. este governo acreditava. trabalho. IV – promover o bem de todos sem preconceitos de origem. (BRASIL.. lei educacional 5. as mudanças ocorrerão em todos os setores. reflete também os efeitos da adesão brasileira em acordos internacionais de educação pós 1948. um órgão ligado diretamente ao Ministério da Educação e Cultura com o objetivo de “formular e impulsionar a educação especial no Brasil”. justa e solidária. A regulação da educação especial brasileira desde o inicio menciona e apoia a iniciativa privada no segmento.. Dentre os objetivos listados no artigo 3º da Constituição destaca-se: I – construir uma sociedade livre.da escola.692. Segundo Kassar (2011) esse período foi fundamental para Educação Especial pois marca a iniciação de uma “politica de estado” com a criação do CENESP – Centro Nacional de Educação Especial. e os portadores de necessidades especiais passam a ser atendidos respectivamente pelos conselhos . o grande marco foi a Constituição Federal de 1988. previdência social. Em 1971 promulgou a nova LDBEN.. e escolher . cor. A década de 70 foi marcada pela criação de diversas classes especiais nas escolas de ensino regular. lazer. nesse instrumento legal são criados os Conselhos de Educação. O primeiro objetivo permite entender que livres podemos fazer nossas escolhas. na educação não foi diferente. O governo militar reformulou as normas relativas a educação no Brasil. os alunos que necessitavam de um atendimento mais especializado eram atendidos nas instituições privadas. o que permitiu ao governo concentrar em instituições públicas a quase totalidade dos portadores de deficiências.

e diminuição das desigualdades sociais e regionais. vindo a satisfazer as necessidades de promoção nacional. da pesquisa e da criação artística. 1998). sendo ela reduzida ou superior em relação aos demais.V – promoção humanística cientifica e tecnológica do país”.. todos tem o direito a ela. No segundo sugere a eliminação de métodos que de alguma forma contribuam para a ocorrência da pobreza e da marginalização.. nele é possível identificar a preocupação mais acentuada com a educação. Este artigo afirma categoricamente que o estado deve garantir atendimento adequado aos alunos portadores de necessidades específicas no ambiente regular de ensino. O plano nacional de educação é previsto no artigo 214. deve considerar suas capacidades intelectuais. Nesse artigo a educação é tratada como essencial para o pleno desenvolvimento da pessoa . (BRASIL. e para que isso aconteça devem ser quebradas todas as barreiras preconceituosas e discriminatórias. tomando as providências cabíveis em cada caso.. V – acesso aos níveis mais elevados do ensino.069/90 reforça a necessidade de educação para essa população. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. mas também ao . O capitulo III. O artigo 205 traz o seguinte texto: A educação direito de todos e dever do estado e da família. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. considera relevante qualquer especificidade que esta pessoa possua. o estado deve garantir: III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. no que tange a educação. respeitando a liberdade de pensar. (BRASIL. uma vez que esta voltada ao desenvolvimento integral da pessoa. O Estatuto da Criança e do Adolescente O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Lei 8. e ela deve respeitar a individualidade de cada um e de todos. 1998). pois pode ser melhorada continuamente. que deverá conduzir para: “II – universalização do atendimento escolar. seja para a vida profissional. seja para a vida em sociedade. como principal sujeito que necessita dela.participar ativamente de uma sociedade justa em direitos e deveres. justificando as iniciativas de inclusão escolar. Na seção I. como iguais. se ajustando a necessidade contemporânea. De acordo com a Constituição Federal em seu artigo 208. Na citação a educação é mutável. agir ou de ser igual ou diferente a todos. e sua qualificação para o trabalho..III – melhoria na qualidade de ensino. cultura e esporte. preferencialmente na rede regular de ensino. a família e a própria sociedade são convocados a dispender esforços para que se atinja esse objetivo. reservado a educação. seu preparo para o exercício da cidadania. de fato a educação deve ser dirigida à criança. segundo a capacidade de cada um. onde não só a escola. Quando se fala em educação logo visualiza-se a imagem de uma criança. para a qual a educação é fundamental. O último objetivo enaltece a promoção do bem estar. 1998). mas o estado. pode-se entender que. considerada (BRASIL. A constituição federal justifica a importância da inclusão em todos os níveis da sociedade brasileira. da vida com qualidade.

Dentre os direitos da criança e do adolescente esta o de ser diferente. “experiência extra-escolar” no item X. em seu artigo 58 define a Educação Especial como “a modalidade de educação escolar. A LDBEN 9394/96 traz um capítulo específico para a Educação Especial. de maneira a permitir o pleno desenvolvimento pessoal e profissional da pessoa. com base nos valores e crenças que cercam o ambiente em que vivem. No item V lembra o tratamento adequado a ser dispensado aos portadores de altas habilidades. tem por objetivo estabelecer os princípios gerais da educação no Brasil.. no tocante a questão escolar e educacional.adolescente ao jovem e ao adulto. 53). ter suas particularidades respeitadas. 2001). a todos. segundo eles.. O ECA tem estreita relação com a educação a medida que esta permite que o indivíduo conheça sua imagem. o de ter convívio familiar e comunitário. forme sua identidade pessoal... No título III reforça a obrigação do estado no “atendimento educacional especializado e gratuito aos educandos com necessidades especiais preferencialmente na rede regular de ensino”. inclui termos como “tolerância” encontrado no artigo 3º item IV..” de acordo com sua capacidade. Em relação a inclusão destaca-se no ECA o item I do artigo 53 e o item III do artigo 54. é a educação um direito imprescindível para o “. preceitos fundamentais do ECA. e assim possam formular suas ideias próprias.” (BRASIL. segundo o qual. preferencialmente na rede regular de ensino. “I – Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola (art. O direito a educação é pontualmente garantido no ECA em seu capítulo VI. A LDBEN obedece plenamente o estabelecido na Constituição Federal de 1988 e traz complementações ao seu texto. da pesquisa e da criação artística.desenvolvimento da pessoa. é importante mencioná-la para demonstrar a dimensão da preocupação da inclusão escolar e respeito às individualidades pessoais. todavia.. esta lei reforça o que consta em outras normas vigentes. oferecida preferencialmente . De acordo com o artigo 2° da LDBEN 9394/96 a educação tem por finalidade “o pleno desenvolvimento do educando. preparação para o exercício da cidadania e preparação para o trabalho”. permitindo que estes tenham “acesso aos níveis mais elevados do ensino..III – Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. identificar seu espaço e sua importância na sociedade. O estatuto da criança e do adolescente vem ampara os direitos e devers dos mesmos. bem como. enfim. lembrando que existe grande influência destas na vida escolar do aluno.. vindo de encontro com as premissas da inclusão social e escolar. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) em vigor é a Lei 9394 foi promulgada em 20 de Dezembro de 1996. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

segundo esta meta.estabelecer em seus respectivos planos de educação metas que garantam o atendimento às necessidades educacionais especificas da educação especial. 2010) Em vários momentos o PNE faz menção a inclusão escolar de portadores de necessidade educacionais especificas. o que ocorreu em janeiro de 2011..na rede regular de ensino. A meta 4 é toda direcionada ao atendimento de educandos de 4 a 17 anos. após esta data foi instituído um novo Plano Nacional de Educação trata-se do Projeto de Lei nº 8. Na meta 1 “universalizar. com validade para 10 anos. traz no artigo 59 as seguridades que os sistemas de ensino devem oferecer aos educandos. que além de contemplar . Na meta 7 a educação especial é contemplada em uma das estratégias que trata da acessibilidade para as pessoas com deficiência. o que demonstra a absorção das novas tendências na designação de pessoas com deficiência. para educando portador de necessidades especiais” (Brasil. (BRASIL. especializadas e com atuação exclusiva em educação especial”.. etapas e modalidades. expressa claramente o uso do principio da inclusão. No que tange a educação especial. a estratégia 1. Delega aos entes federados a responsabilidade para . transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. até 2020. mediante aprovação dos órgãos normativos.9 planeja: Fomentar o acesso à creche e à pré-escola e a oferta do atendimento educacional especializado aos educandos com deficiência.035 com validade para o decênio 2011-2020. assegurando um sistema educacional inclusivo em todos os níveis. A reformulação do Plano Nacional de Educação levou em consideração todas as discussões contemporâneas sobre educação. assegurando a transversalidade da educação especial na educação infantil. para o referido trabalho ressalta-se a importância dada ao tema da inclusão escolar dos portadores de necessidades educacionais especificas. com necessidades educacionais específicas. até 2016. que devem ser cumpridas neste interstício de tempo. deixando claro o objetivo governamental. reafirma preceitos do antigo PNE e traz novos direcionamentos. estabelece que o acesso a educação especial tem “início na faixa etária de 0 a 6 anos na educação infantil”. (BRASIL. a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 ano”. esta população deve ter seu atendimento escolar na rede regular de ensino. o novo PNE faz uso da expressão “necessidades educacionais especificas”. Em consequência todas as estratégias para alcance da meta 4 são direcionadas inclusão de educandos com necessidades específicas. podendo receber apoio técnico e financeiro do poder público.172 de 09 de janeiro de 2001. ampliar. 2010). 1996). e no artigo 60 permite o trabalho de “instituições privadas sem fins lucrativos. O Plano Nacional de Educação O Plano Nacional de Educação (PNE) foi estabelecido pela Lei nº 10. O novo PNE traz em seu texto 10 diretrizes objetivas e em anexo 20 metas com suas respectivas estratégias para a educação. o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos.

Segundo a UNESCO (1998) a motivação para a realização da conferência foi a “Declaração Universal dos Direitos Humanos” que fora realizada 40 anos antes onde as nações do mundo. com orientação inclusiva. Todavia o cenário que se apresentava no inicio da década de 90 era muito diferente do planejado anteriormente. bem como. Os trabalhos foram realizados em 48 mesas-redondas e compõem a “Declaração Mundial sobre Educação para Todos” e o “Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem”. Declaração de Salamanca O resultado da Conferência Mundial de Educação Especial realizada na Espanha em 1994 foi um documento chamado de. em maio de 1991. 2007). jovens e adultos com necessidades educacionais especiais. A Declaração de Salamanca classifica a educação como um “direito fundamental” a partir do qual os demais podem ser exercitados (MEC. exigindo providências imediatas dos países participantes e servindo de referência para os eventos posteriores. reconhecendo a urgência de educação para crianças. fazia-se necessário providências para a satisfação das necessidades básicas de aprendizagem. Declaração de Salamanca – sobre Princípios e Práticas na área das Necessidades Educativas Especiais. reunidas naquele momento. representantes de organismos inter-governamentais e não governamentais. Conferência de Jomtien A Conferência Mundial sobre Educação para Todos foi realizada em março de 1990 em Jomtien na Tailândia. e que a escola regular. publicados pela UNICEF – Fundo das Nações Unidas para Infância. pactuaram que “toda pessoa tem direito à educação”. São vários os marcos históricos internacionais que figuram no desenvolvimento da Educação Inclusiva. e para atender essa grande diversidade os sistemas educacionais devem ser ajustados e implementados considerando-a. a “criança com necessidade especial” deve estar na escola regular devidamente acondicionada. além de especialistas em educação e autoridades nacionais. pois tratou do assunto com amplitude e profundidade. A declaração reafirma a individualidade da criança. no sistema de ensino regular. Cita que. foi organizada pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura.com metas e estratégias se preocupou com a nomenclatura utilizada para se referir a estes. é a melhor . Seu principal objetivo foi reafirmar o compromisso assumido para com a Educação para Todos. A Conferência de Jontiem é um dos principais marcos internacionais para a educação. neste trabalho serão citados alguns que figuram entre os mas significativos. na conferência de Jomtien. Segundo Dias e Lara a Conferência foi realizada durante 5 dias e contou com a presença de delegados de 150 países.

Esta declaração traz em seu conteúdo a inclusão de todos para que se esforcem na obtenção de benefícios para todos. menciona também que trabalhadores e sociedade civil devem despender esforços para que isso aconteça. Seu objetivo principal era “. da qual todos fazem parte. Os trabalhos desta convenção exigiram uma participação cooperativa e individual na implantação e desenvolvimento das medidas adotadas nos estados membros. . acredita na formação de parcerias entre governos.. Essa Convenção é de extrema importância no desenvolvimento de políticas inclusivas. Declaração Internacional de Montreal Realizado em Montreal. 2001). a todos os lugares. e agilidade na implantação.. 2001). bem como exigiu um compromisso destes em efetivamente propiciar melhorias aos portadores de deficiência.prevenir e eliminar todas as formas de discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência e propiciar a sua plena integração a sociedade” (BRASIL. Entrou em vigor no Brasil através do decreto 3. mas no trabalho e na sociedade como ser ativo. Quebec em Junho de 2001. que “Promulga a Convenção Interamericana para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência. Segundo este documento “O acesso igualitário a todos os espaços da vida é um pré-requisito para os direitos humanos universais e liberdades fundamentais das pessoas”. bem como. sua preocupação com a inclusão exigiu dos países membros prioridade em traçar novas politicas inclusivas. trabalhadores e sociedade civil.956 de 08 de outubro de 2001. para o qual devem ser direcionados esforços de melhoria ao acesso permanência e participação na sociedade. e influente. A Declaração de Montreal exige a participação do governo na promoção de politicas e leis inclusivas que permitam o acesso de todos.” (BRASIL. Convenção de Guatemala A Convenção Interamericana Para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas Portadoras de Deficiência. produtivo. (SASSAKI. reconhece a necessidade de garantias adicionais de acesso para excluídos. com o objetivo de desenvolver e aplicar novas políticas de práticas inclusivas. pois trata a inclusão da “Pessoa Portadora de Deficiência” de forma integral. 2001). não só na educação. convencionou a cooperação internacional para melhorias nos processos inclusivos. foi realizada na Gatemala em 28 de maio de 1999. A Declaração de Salamanca constitui-se em um dos documentos internacionais mais importantes sobre educação especial.ferramenta para “combater atitudes discriminatórias” culminando em uma sociedade inclusiva.

A educação reconhecia o direito de todos terem acesso a ela.Inclusão Mittler (2003. P. a homogeneidade não tem espaço. pag. Parte do princípio de que todas as diferenças humanas são normais e de que a aprendizagem deve. pois o seu objetivo vai além do integrar. ou seja. avaliação. as diferenças individuais entre os alunos não apenas são reconhecidas e aceitas. em menor escala. Considerando que a escola é uma representação fiel. Deve ser um sistema que permita que todos se sintam bem com a sua singularidade. pedagogia e formas de agrupamento dos alunos nas atividades de sala de aula”.. portanto. assumindo uma dimensão que permita ao aluno realmente se sentir parte importante de algo. 2003. O professor é uma peça fundamental para o alcance dos objetivos de inclusão. Apud MITTLER. possuem suas particularidades. Além disso. que dentre seus princípios destaca a vantagem da convivência entre os diferentes. pois todos.Na lógica da heterogeneidade. 35). De acordo com Ribeiro e Baumel. e como depende de um desenvolvimento organizacional e pedagógico continuo no sistema regular de ensino. pag. A Declaração de Salamanca afirma que: As necessidades educativas especiais incorporam os princípios já aprovados de uma pedagogia equilibrada que beneficia todas as crianças. Na lógica da homogeneidade..14). ao contrário. à participação que pode ser experienciada por quaisquer alunos. pois é mais do que um simples estado de mudança. todavia para tal o aluno deveria se enquadrar no preceitos definidos como normais para poder frequentar as escolas regulares. A introdução da inclusão escolar se deu com a Declaração de Salamanca. como constituem (devem constituir) a base para a construção de uma nova e inovadora abordagem pedagógica. que tem uma direito a uma educação unificada para alcaçarem a cidadania com qualidade de vida. (RIBERO e BAUMEL. A inclusão possui conceitos amplos e variados. (AINSCOW. pois na sociedade real uma das principais características é a heterogeneidade. Propondo um ensino igual para todos. a escola marginalizava e segregava liminarmente aqueles que aparecessem como diferentes. 34) define inclusão como um processo que “implica uma reforma radical nas escolas em termos de currículo. obrigando que os alunos se adaptassem às exigências do sistema. a inclusão é frequentemente vista apenas como envolvendo movimento de alunos de escolas especiais para os contextos das escolar regulares. 1999. eu vejo a inclusão como um processo que nunca termina. incluindo professores. pag. onde sua particularidade é apenas mais uma. onde não há mais lugar para exclusões ou segregações. a escola tradicional procedia de acordo com as ideias de nível e uniformidade. Em contrapartida. 218. uma vez que fazem parte daquele contexto. a educação se prestava a atender alunos com características homogêneas. porque todos são iguais. ajustar-se às . mas para tal deve receber preparação apropriada na formação inicial e continuada da sua vida profissional. com a implicação de que eles estão incluídos. 2003. e onde a singularidade dos demais é aceita com naturalidade. Mittler cita as palavras de Ainscow (1999) utilizou para caracterizar a inclusão: A agenda da educação inclusiva refere-se à superação de barreiras. da sociedade real. A tendência ainda é pensar em “politica de inclusão” ou educação inclusiva como dizendo respeito aos alunos com deficiência e a outros caracterizados como tendo necessidades educacionais especiais..

através do sistema nervoso central. (VYGOTSKI. permite que aceite-se os demais e os eleve a mesma condição. o tratamento educacional dispensado a uma criança com necessidades educacionais especificas leva principalmente em consideração seu “defeito” e necessidade. permitindo que estes encontrem em um único local o acompanhamento personalizado para o atendimento de que necessita. O autor afirma que. significa no atenuar las dificultades que derivan del defecto. Para ela sua vida é normal daquela forma. 2007) Segundo Vygotski a compensação ou supercompensação é um fenômeno que pode acontecer com o corpo humano. La educacion de niños com diferentes defectos debe basarse em que.47) Para Vygotski a criança com alguma necessidade especial se vê exatamente como qualquer outra se vê. Serrano afirma que: A tolerância é uma virtude indissociável da democracia.Uma sociedade plural repousa no reconhecimento das diferenças. A tolerância é fundamental para o processo de inclusão. Apresentação da Instituição A AMOA (Associação Medianeirense de Atendimento Especializado. aprimorando os conceitos de todos na sociedade. Considera que o contato social no dia a dia com outras crianças pode ajudar no seu desenvolvimento. Segundo Vygotski. aperfeiçoar o funcionamento dos demais órgãos e sentidos. Reabilitação e Assistência à Criança e ao Adolescente) é uma instituição não governamental. que respondan a la gradualidad del proceso de formación de toda la personalidad bajo um nuevo ángulo. a igualdade de todas as crenças e opiniões. em seus respectivos ambientes.. 2002).. (SERRANO. Uma pedagogia centralizada na criança é positiva para todos os alunos e consequentemente para toda a sociedade. que quando em situações de risco faz com que todo o organismo trabalhe em conjunto para superar os danos eminentes. na existência de um defeito qualquer do corpo humano o autor afirma que compensatoriamente pode o próprio corpo. da diversidade de costumes e formas de vida”.necessidades de cada criança se adaptar aos supostos princípios quanto ao ritmo e à natureza do processo educativo. ou através de convênios firmar parcerias com profissionais ou clinicas. simultánemente com el defecto tambiém están dadas las tendencias psicológicas de orientación opuesta. quando deveria também considerar as potencialidades desenvolvidas pela criança. (MEC. que possam oferecer atendimento especializado à crianças e adolescentes que apresentam algum tipo de dificuldade ou distúrbio de aprendizagem. plantear sólo tales tareas y hacerlo em tal orden. 1983 pag. pois traduz o que ela quer dizer. síndromes e diversas áreas de deficiência. O respeito aos demais. sino tensar todas las fuerzas para compensarlo. . a convicção de que ninguém da verdade nem da razão absolutas são os fundamentos dessa abertura e generosidade que supõe a tolerância. nas suas respectivas necessidades especificas. están dadas las possibilidades compensatorias para superar el defecto y que precisamente son éstas las que salen al primer plano em el desarrollo de niño y deben ser incluidas em el processo educativo como su fuerza motriz. Construir todo el proceso educativo siguiendo las tendencias naturales a la supercompensación. fundada com o objetivo de agrupar profissionais de diversas áreas em um único ambiente.

Pagamento dos Profissionais. A instituição ainda tem muitas dificuldades principalmente as relacionadas as questões financeiras. assistência e desenvolvimento social. e a Manutenção das instalações. clubes de serviços e o poder público. culturais. Pagamento da locação do imóvel. otimizando a aprendizagem e a conquista plena de sua cidadania” (AMOA). 2010). a ideia inicial partiu da senhora Alvanir Pinheiro. fundamentadas no respeito ao indivíduo.2010). para prestar o atendimento especializado tão necessário . empresas locais. proporcionando os atendimentos médicos disponíveis no SUS e uma preocupação a menos para os gestores da instituição. porém com as parcerias firmadas e a realização de eventos e bazares.Em consonância com o Plano Nacional de Educação a AMOA se enquadra perfeitamente na meta 4 que busca “Universalizar. Convênio com SUS. sem que a criança ou o adolescente deixe de frequentar seu ambiente escolar de origem. transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino” (Brasil. Nasceu assim a ideia de criar uma instituição que pudesse reunir os profissionais necessários para dar em Medianeira o atendimento especializado que muitas famílias necessitavam. seu foco esta voltado para as questões educacionais. promovendo a articulação entre o ensino regular e o atendimento educacional especializado complementar ofertado em salas de recursos multifuncionais da própria escola ou em instituições especializadas”. começou imaginar que outras famílias também passavam pela mesma situação. “Fomentar a educação inclusiva. de qualificação profissional. (Brasil. “A aceitação da diferença de necessidades implica em aceitar que é justo e desejável que a cada um seja oferecido o que precisa para atender a suas necessidades – não importando o custo ou tipo de recurso que se faça necessário”. mais precisamente atende a perspectiva da estratégia 4. Segundo a AMOA . o atendimento escolar aos estudantes com deficiência. e outras ainda não tinham se quer condições de buscar os atendimentos de que necessitavam. que com base em suas experiências próprias no acompanhamento de uma filha portadora de necessidades especiais (Síndrome de Asperger). No inicio dos atendimentos as principais dificuldades foram: Contratação da equipe multiprofissional. A instituição sempre foi filantrópica. contando com parcerias com várias pessoas. cientificas. A instituição esta em plena consonância com Cardoso (2011) quando este expõe que. tecnológicas.5 que pretende. sendo assim realiza seu atendimento em período de contra-turno escolar. mas o planejamento da instituição data de 2005. O convênio com o Sistema Único de Saúde foi firmado em 2008. para a população de quatro a dezessete anos. com o objetivo principal de “Propiciar condições e ações humanizadas. caminha firmemente em busca do objetivo de conseguir a sede própria. tinha que buscar atendimento especializado em outras cidades. A AMOA iniciou suas atividades efetivamente a partir de 2006.

fundamentadas no respeito ao indivíduo. Serviço Social. encaminhadas diretamente pelas escolas. Atualmente a instituição presta atendimento nas seguinte áreas: Oficina de Leitura e Escrita. Terapia Ocupacional.à muitas crianças e adolescentes do município. O trabalho abrange também a família da criança ou adolescente. São 12 profissionais que atendem. atende crianças a partir de 0 anos de idade. recebe também encaminhamentos direto dos médicos que detectam alguma especificidade. identifica as dificuldades da criança ou adolescente. A AMOA é uma instituição que trabalha diretamente com crianças e adolescentes portadores de necessidades especificas. . além de convênios com outras clinicas especializadas o que permite encaminhamentos. otimizando a aprendizagem e a conquista plena de sua cidadania” (AMOA). Desde o inicio o lema que move a inciativa é. e a própria sociedade. “propiciar condições e ações humanizadas. na maioria das vezes. Fonoaudiologia. Psicologia. Psicopedagogia. A instituição atende uma necessidade especifica de uma parcela da sociedade. “Uma sociedade justa é um desafio grande demais para você ficar apenas na torcida” (AMOA). e Fisioterapia. permitindo que todos usufruam de todos os seus direitos. no momento 250 crianças com as mais variadas necessidades especificas. que é quem. pois o objetivo pretendido pela instituição é. de modo a contribuir com as iniciativas públicas para inclusão de portadores de necessidades especificas.

• Analisar a contribuição dos serviços em prol do processo de ensino-aprendizagem dos alunos com necessidades específicas e sua inclusão no ensino regular.OBJETIVOS Objetivo Geral Verificar a contribuição da “AMOA – Associação Medianeirense de Atendimento Especializado. de alunos com necessidades específicas. • Fazer o levantamento histórico da AMOA. Reabilitação e Assistência à Criança e ao Adolescente”. para a inclusão no ensino regular. Objetivos Específicos • Revisar os conceitos relacionados a Educação Inclusiva. • Levantar as necessidades especificas atendidas pela AMOA. • Conhecer a dinâmica dos serviços prestados pela AMOA. • Revisar os conceitos relacionados a necessidades educacionais específicas. .

“o método é o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que. sociais e políticos”. “como esforço de pesquisa. determinando erros e auxiliando as decisões do cientista”. Em seguida. pretende estudar a instituição denominada AMOA e apurar quais as suas reais contribuições para inclusão de portadores de necessidades especificas na rede regular de ensino. Será realizado uma pesquisa na busca de instituições que tenham trabalhos semelhantes no território nacional. a descrição da atual situação da entidade. Para levantamento das informações serão realizados questionários para realização das entrevistas. de forma inigualável. que norteará a realização das atividades e o melhor método para avaliação do trabalho. membros da sociedade e os servidores da instituição. Na abordagem da instituição pretende-se realizar um estudo histórico do seu desenvolvimento até o momento. possibilita também que outros pesquisadores refaçam o caminho a fim de comprovar a validade da pesquisa ou negá-la. acreditando-se na unicidade da instituição em território nacional optou-se pelo estudo de caso . buscando fundamentação histórica. legislativa e principalmente dos especialistas e estudiosos do assunto. O trabalho contara inicialmente com a pesquisa bibliográfica a fim de verificar as contribuições existentes sobre a temática. para a compreensão que temos de fenômenos individuais. demonstrando os serviços prestados. as escolas do município. Para Marconi e Lakatos (2010. Na continuação pretende-se levantar informações sobre a importância da instituição. com os familiares. pag 21). com o intuito de comprovar sua unicidade. as necessidades especificas atendidas e número de alunos atendidos. neste momento com a orientação de um especialista da área. Optou-se pelo Estudo de caso por acreditar nas especificidades que podem ser encontradas na instituição. O trabalho em questão trata-se de um estudo de caso. com maior segurança e economia. Segundo Duarte (2008) em citação a Yin (2002. . quais os caminhos percorridos para se chegar aos objetivos pretendidos. permite alcançar objetivos – conhecimentos válidos e verdadeiros – traçando o caminho a ser seguido. organizacionais. pag 65). o estudo de caso contribui. permite que o leitor tenha uma visualização de como o trabalho foi realizado.PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS O método indica o caminho a ser percorrido para realização do trabalho.

ATIVIDADES E CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO Atividades 2012 1º Elaboração do Pré-Projeto Fundamentação teórica Realização das disciplinas obrigatórias e eletivas Coleta de dados Primeiros resultados para qualificação. Elaboração do Projeto Definitivo Qualificação Redação da Dissertação Defesa de Dissertação X 2º X X X X X X X X X X X X X X X 2013 1º 2º 2014 1º .

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