You are on page 1of 10

Soli Deo Gloria

Informando e edificando o Corpo de Cristo
ANO VII AGOSTO DE 2013 Nº 70


HOJE É DIA DE SALVAÇÃO VIVER COM CRISTO

Nunca houve melhor exemplo de educação partindo de uma filosofia de vida do que o fornecido pelos puritanos

Os Puritanos e a Educação
3 P. 0 P. 0
Jesus sofreu e morreu... Escravização Princípio Dois
RELACIONAMENTOS

P. 05-06

MEDITANDO NA PALAVRA

O que é a Oração? A Natureza da Oração

4

BASE DE FÉ

A BÍBLIA LIVRO POR LIVRO

P. 0

P. 0

P. 1

Perseverança dos Santos - Parte 2

Plena Satisfação em Deus no Casamento

Conhecendo Ester - Livro 17

9

8

0

P. 0

7

02
Soli Deo Gloria

Agosto de 2013

EDITORIAL A Graça, Misericórdia e Paz de Jesus Cristo esteja com todos.

Publicação da Igreja Batista Nacional em Areia Branca-RN
Rua Antonio Calazans, nº 99, Bairro Santo Cristo - Tel: (84) 3332-2875

Redatores
Alexandre Dantas Bruno Silva Danúbia Géssica Edmairy Mendonça Filipe de Souza Pr. Daniel Wagner Thiago Queiroz Vanessa Mirelle

Diagramação
Alexandre Dantas

Programação
SEG: União União Feminina Feminina - 19:30hs 19:30hs SEG: TER: Estudo Estudo nos nos Lares Lares - 19:30hs 19:30hs TER: QUA: Culto Culto de de Oração Oração - 19:30hs 19:30hs QUA: SEX: Estudo Estudo Bíblico Bíblico - 19:30hs 19:30hs SEX: SÁB: Depart. Depart. Infantil Infantil - 15:00hs 15:00hs SÁB: DOM: Culto Culto Celebrativo Celebrativo - 19:30hs 19:30hs DOM:

Meus amados leitores, mais uma vez é uma satisfação poder lhes entregar esta edição do Jornal O Nacional que está repleta de textos e matérias, criteriosamente selecionados e especialmente redigidos, para a edificação da igreja na Palavra do Senhor e propagação do evangelho àqueles que ainda não conhecem ao Maravilhoso e Gracioso Salvador. Neste mês, trazemos textos sobre oração, matrimônio, princípios bíblicos para o cotidiano, e mais uma matéria de capa tratando acerca da educação, um tema recorrente neste informe devido a sua enorme importância para os dias atuais pela ausência de um ensino de qualidade, sadio e, acima de tudo, cristocêntrico e honroso a Deus. Nosso desejo através desses textos é que a construção de uma Escola Cristã em nossa cidade seja nossa preocupação diária, motivo de nossa intercessão e objetivo de nossos mais generosos investimentos; para que, por meio desta obra, o caráter de Cristo seja impresso em nossas crianças e adolescentes, e toda a glória conferida ao Soberano Deus. Portanto, meus queridos irmãos não cessem de orar, pensar e investir neste projeto que faz parte do Reino dos Céus. Aproveitando o espaço, a equipe d’O Nacional deseja ao casal Wagner e Karla que o casamento deles seja realizado debaixo da graça de Cristo; e que a todos - família, igreja e mundo - seja expressa a Glória de Deus dia a dia, na união santa destes servos. O Senhor os abençoe na nova vida juntos e vos conceda lindos filhos crentes. Excelente leitura e meditação. Até a próxima, querendo Deus!

Alexandre Dantas

Blogs
missoesibnab.blogspot.com encontroteologico.blogspot.com brunosilvaibnab.blogspot.com filipedesouza-ibn.blogspot.com necropsiadeumateu.blogspot.com

RECOMENDAÇÃO DE LEITURA

Garoto encontra Garota
Joshua Harris | 247 páginas | 14×21 cm | Editora Atos
Este livro é a sequência de “Eu Disse Adeus ao Namoro”. Enquanto este dá ênfase no que não se deve fazer, Garoto encontra Garota mostra o que se deve fazer. O livro passa por todo o processo, desde o desenvolver de uma amizade até o dia do casamento. Mostra como ter um relacionamento com uma direção definida e sem brincar com os sentimentos do outro. Além de ser bem prático e bíblico ele contém belas histórias de relacionamentos que deram certo e honraram a Deus, mas também alguns tristes relatos de pessoas que deixaram as emoções e a impaciência levá-las a caminhos dolorosos e pecaminosos. Tem uma sessão muito interessante com “dez perguntas para se fazer antes do noivado”. É um livro aberto com discussão sobre coorte, namoro e casamento nos tempos atuais. Num mundo onde o amor é confundido com muitos outros sentimentos, Joshua Harris aborda conceitos que para muitos são novos e impossíveis de seguir. Uma resposta direta sobre o que Deus espera de você. ONDE ENCONTRAR? Procure a Livraria Nacional IBNAB (R$ 34,00)

Download
http://pt.scribd.com/collections/ 3897954/Jornal-O-Nacional

E-mail
jornal.ibnab@ymail.com

Apoio

03 HOJE É DIA DE SALVAÇÃO

Agosto de 2013

Autor: John Piper Fonte: A Paixão de Cristo, págs. 57-58

Para nos obter tudo que é bom para nós “Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?” Romanos 8.32 Amo a lógica desse versículo. Não que eu ame a lógica, mas porque amo ver supridas as minhas verdadeiras necessidades. As duas metades de Romanos 8.32 possuem uma conexão lógica maravilhosamente importante. Talvez não a vejamos, pois a segunda metade é uma pergunta: “... porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?” Mas se mudarmos a pergunta para a declaração que implica, vemos claramente. “Aquele que não poupou Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou, juntamente com Ele nos dará graciosamente todas as coisas.” Noutras palavras, a conexão entre as duas metades tem intenção de tornar como absoluta certeza a segunda metade. Se Deus fez o que era mais difícil de tudo, ou seja, entregou Seu próprio Filho à morte, então é certo que fará o que é comparativamente fácil, ou seja, dar-nos com Ele todas as coisas. O compromisso total de Deus de nos dar todas as coisas é tão certo quanto o sacrifício de Seu Filho. Ele entregou o Filho “por todos nós”. Feito isso, Ele poderia parar de ser por nós? Seria impensável. Mas o que significa “dar-nos todas as coisas”? Não uma vida fácil de conforto. Nem proteção contra nossos inimigos. Isso sabemos, por meio do que a Bíblia diz quatro versículos mais adiante: “Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro” (Romanos 8.36). Muitos cristãos, até nos dias de hoje, sofrem esse tipo de perseguição. Quando a Bíblia pergunta: “Quem nos separará do amor de

Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Romanos 8.35), a resposta é – não, nada. Não que essas coisas não aconteçam com os crentes, mas porque “Em todas estas coisas... somos mais que vencedores, por meio Daquele que nos amou” (Romanos 8.37). O que quer dizer, então que devido à morte de Cristo por nós Deus certamente nos dará graciosamente “todas as coisas”? Significa que Ele nos dará tudo que é bom para nós. Todas as coisas que realmente precisamos, para sermos conforme a imagem de Seu Filho (Romanos 8.29). Todas as coisas de que precisamos para obter felicidade eterna. É o mesmo que a outra promessa bíblica: “... o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4.19). Essa promessa é esclarecida nas palavras que o precedem: “Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso Naquele que me fortalece” (Filipenses 4.12,13). Diz que podemos “todas as coisas” por meio de Cristo. Mas note que esse “tudo” inclui passar fome e escassez. Deus suprirá toda necessidade verdadeira, incluindo a capacidade de nos alegrar no sofrimento quando muitos pensam que as necessidades não estão mais sendo supridas. Deus suprirá toda necessidade real, incluindo a graça para passar fome quando a necessidade sentida de alimento não for satisfeita. O sofrimento e morte de Cristo garantem que Deus nos dará todas as coisas necessárias para fazermos a Sua vontade e dar-Lhe glória e alcançar alegria eterna.

04 VIVER COM CRISTO

Agosto de 2013

Escravização
Princípio Dois
vida está repleta de áreas nebulosas – situações cuja Escritura não aborda especificamente, quer em assuntos e questões do dia a dia, ou até mesmo naquelas escolhas onde não há nada intrínseco classificando-as como sendo boas ou más. O modo como os crentes navegarão por regiões como essas apresenta forte influência no seu crescimento espiritual, no testemunho e no seu proveito diante do Senhor. Para ajudá-lo a elaborar critérios bíblicos nas decisões enfrentadas em áreas sombrias, estamos observando algumas exortações e instruções-chave dadas pelo apóstolo Paulo. Em 1 Coríntios, assim ele disse aos seus leitores: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (6.12). Novamente, o apóstolo deu ênfase ao fato de que faria somente o que fosse espiritualmente proveitoso. Parte disso implica evitar aquelas atividades que dariam ocasião a uma escravização pessoal. Paulo estava ciente de que Jesus Cristo era o único que dominava sua vida, e, portanto, não se deixaria ser dominado por outra pessoa ou qualquer outra coisa. O contexto imediato nesse trecho de 1 Coríntios 6 diz respeito ao pecado sexual, o qual é excepcionalmente escravizador. Contudo, os princípios vão além da sensualidade, estendem-se a qualquer hábito ou comportamento que possam ter controle sobre a vida ou que sufoquem o Espírito. Em Efésio 5.18, Paulo ordenou: “não vos embriagueis com vinho... mas enchei-vos do Espírito”. Embora o contexto seja outro, a ideia é similar ao que foi escrito em 1 Coríntios 12: não se deixar ficar dependente ou escravizado ao que for pecaminoso ou àquilo que for potencialmente destrutivo. Diante de uma decisão numa circunstância nebulosa, uma das perguntas que deveríamos estar treinando-nos a fazer seria: esta ação me sujeitaria à escravidão? Produzirá em mim apetite tal de modo a gerar um padrão de comportamento que escape ao meu controle? É irônico que o homem – o auge da criação de Deus – possa tão facilmente ser escravizado por coisas de tal modo simples como computadores, televisões, esportes, hobbies e até mesmo comida e bebida. E, ainda assim, parecemos não nos importar – ou mesmo permanecer atentos – ao fato de que essas coisas insignificantes possam com tanta facilidade e frequência obter o completo governo de nossas vidas. Fumar é um bom exemplo. De um ponto de vista objetivo, qual é o sentido de empurrar folhas secas na boca e acendê-las? Qual o possível benefício proveniente dessa ação? Apesar disso, um número incalculável de pessoas está escravizada ao hábito tabagista – um vício que ocorre efetivamente sobre elas. Enquanto você e eu nos distanciamos do estigma associado a certos vícios bem conhecidos, a verdade é que estamos igualmente suscetíveis a nos tornar completamente dependentes de alguma

Fonte: http://www.gty.org Autor: John MacArthur, Jr. Tradução: Filipe de Souza

A

outra coisa em nossas vidas. Alguns estão viciados em entretenimento, quer seja em filmes, música ou esportes; outros em roupas e compras – são consumidores habituais. Há também quem esteja na total dependência de um hobby específico ou lazer, dedicando todo tempo e recurso disponíveis para cumprir e incrementar a capacidade de desfrutar uma determinada atividade. Paulo não estava trazendo aos leitores uma mera advertência quanto aos vícios imorais. Sua intenção era que eles estivessem em alerta contra tudo aquilo que distanciasse o controle ou o foco do Senhor. Está, especificamente, nos alertando contra os tipos de atividades que podem se transformar em desejos manipuladores que vêm ditar e dirigir o resto de nossas vidas. Todas as criaturas foram feitas para possuírem hábitos, e Paulo, quanto a isso, estava bem ciente. Antes de sermos salvos, éramos pecadores habituais. Após a salvação, temos trabalhado arduamente para romper com as velhas e pecaminosas práticas, cultivando, ao invés disso, novos e retos costumes. De fato, com base em Efésio 2.10, sabemos que fomos salvos tendo em vista a realização de toda boa obra. Por meio do poder transformador de Deus, fomos destinados a praticar obras de justiça. E enquanto o Senhor nos permite, é necessário envidar o máximo de esforço para a formação de hábitos que alcancem e cumpram os Seus justos fins. Isso igualmente significa que devemos nos precaver de todas as atividades que, mesmo não sendo pecaminosas por si mesmas, poderiam conduzir a uma preocupação quanto a uma possível situação propícia ao pecado. De uma perspectiva pessoal, isso quer dizer que posso ser livre para fazer o que quer que seja em Cristo; no entanto, evito para comprovar que ainda permaneço no controle dos meus desejos (1 Coríntios 9.27). Não que o afazer seja algo errado – apenas quero ter a certeza que até o momento consigo recusar. Pode, inclusive, ser uma coisa simples, como um bife ou sundae de chocolate. Seja o que for, não pretendo de modo algum me deixar moldar a um padrão no qual eu seja incapaz de dizer não. Não possuir o controle sobre o corpo e a mente – mesmo nas mais insignificantes áreas que possam aparentar – sempre reflete na vida espiritual. Quando o assunto estiver relacionado às zonas nebulosas da vida, é importante considerar os efeitos a longo prazo das decisões a serem tomadas, até mesmo nas mais insignificantes e menores áreas, pois podem exercer controle sobre sua vida. Se o que você estiver levando em conta tiver grande chance de se tornar uma dependência pecaminosa, por que buscar tal coisa? Não se permita ser escravizado por algo ou alguém. Você é escravo do Senhor Jesus Cristo, e somente dEle.

Meditação na Palavra

10 motivos

Extraído do livreto Tomando Decisões Em Áreas Nebulosas Disponível em: filipedesouza-ibn.blogspot.com.br

05 EDIFICANDO A IGREJA

Agosto de 2013

Os Puritanos e a Educação
Por Danúbia Correia. Trechos compilados do livro Santos no Mundo, de Leland Ryken, Editora Fiel. “Nunca houve melhor exemplo de educação partindo de uma filosofia de vida do que o fornecido pelos puritanos” nicialmente, é de suma importância termos noção do zelo que os puritanos tinham pela educação, esse foi um dos aspectos mais notáveis do movimento. Estudando um pouquinho sua história, é concernente afirmar que na América nenhum dos outros colonizadores de fala inglesa estabeleceu tão cedo a educação universitária após sua chegada quanto o fizeram os puritanos. Apenas seis anos depois da sua chegada na Baía de Massachusetts, o Tribunal Geral votou 400 libras “para uma escola ou faculdade”. Assim estabelecida, a faculdade de Harvard foi mantida durante seus primeiros anos parcialmente pelo sacrifício de fazendeiros, que contribuíram em trigo para sustentar professores e alunos. Que lição para nós... é meio que inimaginável pensar na grandiosa faculdade de Harvard sendo sustentada por simples fazendeiros, utilizando-se de trigo. “Depois que Deus nos levara a salvo para a Nova Inglaterra, e havíamos construído nossas casas, fornecido o necessário para nossa sobrevivência, criado lugares convenientes para o culto a Deus, e estabelecido o governo civil, uma das próximas coisas que desejávamos e buscávamos era dar continuidade à aprendizagem e perpetuá-la para a posteridade”. Esse relato estava por detrás da fundação de Harvard. Será que não nos serve como exemplo de aprendizagem no que diz respeito a nossas prioridades? Perpetuá-la... Essa palavra me chama bem a atenção. Meu querido, você nunca se perguntou o que você deixará de contribuição para a próxima geração? Deus usou homens e mulheres, escritos formidáveis, exemplos de vida renunciadas em prol da obra de Cristo nas gerações anteriores, que servissem de exemplo para nós, mostrando mais uma vez Sua tamanha graça e misericórdia para conosco... E nós? Vamos ser lembrados pela geração futura pelo quê? “Nunca lamentemos a perda daqueles que partiram antes de nós e nos esperam no lar celeste; nem recuemos diante das convocações que nos chamarão para lá. Apenas resolvamos seguir aqueles que, pela fé e paciência, receberam as promessas. Usemos o resto de nossa vida, para, então, morrermos, sabendo que nossos sucessores falarão sobre nós, assim como falamos sobre nossos antecessores. “Bem-aventurados são os mortos que morrem no Senhor. Eles descansam de seu labor, e suas obras realmente os seguem”. Adoniram Judson Por meio desse movimento, composto de pessoas simples, inúmeras escolas foram implantadas. Afirmar que os puritanos valorizavam uma mente educada, não significava dizer que esse ideal seria fácil de se obter. Naquela época também havia seus obstáculos, mas nem por isso eles desistiram. Cotton Mather nos alerta e nos leva a pensar que nossa influencia e exemplo de vida está muito além do que podemos imaginar: “Se a sua principal preocupação for ganhar as riquezas deste mundo para seus filhos, e deixá-los fartos com as coisas deste mundo, parece muito suspeitosamente como se vocês mesmos fossem pessoas deste mundo, cuja porção está apenas nesta vida”. Para os puritanos, era totalmente interligado o propósito religioso cristão e a educação. É como se não houvesse sentido haver uma educação secular, onde não haveria a Bíblia e seu ensino na grade curricular. Para eles, educar as pessoas para lerem e estudarem a Bíblia, era a maneira de frustrar a satanás.

I

06
abemos que isso cada dia está mais longe de nossa realidade, já tiraram a Bíblia de nossas salas de aula, tudo que é perverso e anticristão é doutrina no currículo de nossas escolas, subliminarmente dito como cultural e pedagógico. Já é lei colocarmos nossos filhos nas escolas a partir dos 4 anos. Meu Deus, nos é imposto cada vez mais cedo entregar nossos filhos a esse ensino maligno e erotizado o qual nosso país tem investido pesado. Ah pais, não percam tempo, aproveitem cada segundo de seus filhos em casa para doutriná-los na Palavra de Deus. Ele está sendo cercado de todos os lados para ir contra o Seu Criador e Salvador. Tenham prazer em tê-los em casa, e não queiram se ver livres quando eles estão na rua, ou no colégio. Um verdadeiro educador deveria estar interessado mais no tipo de pessoa na qual ela está em processo de tornar-se, do que no quanto uma pessoa sabe. “Eu não nego que um homem possa ter muito conhecimento e faltar graça, mas por outro lado, ... não se pode ter mais graça do que se tem conhecimento” (John Preston). Hoje, infelizmente nossa sociedade está preocupada com habilidades comerciáveis, no entanto, os puritanos estiveram ocupados falando sobre tornar-se como Deus. Isso está refletido claramente na sociedade de coração perverso, idólatra, desprezível e violenta na qual estamos inseridos atualmente. Interessante que achamos lindo, inspirador o exemplo de vida dos puritanos, classe esta muito culta, desbravadora,

Agosto de 2013

S

influenciadora de algumas das melhores universidades do mundo. Não obstante, como somos dicotômicos em nos contentarmos com um estudo medíocre que é oferecido pelo governo, ou escolas particulares, entregando ao Estado parte do que deveria ser feito em casa. Contentamo-nos com crianças alfabetizadas já tardiamente e um curso superior, pois o que interessa é algo que nos traga alguma renda, e não educarmos crianças cultas, detentoras do saber, preparadas para defender com veemência a razão de sua fé (I Pe 3:15). Precisamos estabelecer a correta prioridade de valores, colocando a aprendizagem acima dos bens. Para os puritanos, era evidente o objetivo religioso que a educação tinha. “É importante observar que os escritores puritanos no assunto endereçam aos pais, e não a educadores, a maioria de seus comentários sobre o objetivo cristão da educação. Na visão dos puritanos, a educação cristã começa em casa e é, em última análise, responsabilidade dos pais. As escolas são apenas uma extensão da instrução e dos valores dos pais, não um substituto para eles.” “Devemos... trazer o conhecimento humano para casa para ser podado e aparado com sabedoria espiritual”. Thomas Hall Quantos de nós escutamos tal cobrança e realmente vestimos a camisa da renúncia para fazer o correto pelos nossos filhos em nome de Cristo?

o que você tem feito para que esta obra seja realizada?

CENTRO EDUCACIONAL FILADÉLFIA

07 MEDITANDO NA PALAVRA

Agosto de 2013

O

E a N U Q A

É ture

A za d

? O Ã Ç ão RA ç O a Ora

Autor: Guy Appéré Fonte: A Oração Que Deus Responde, págs. 15-17 expressão numa atitude semelhante à do próprio Deus, descrita nesta passagem pelo profeta? Diz o apóstolo Paulo: "Tendo eu voltado para Jerusalém, enquanto orava no templo, sobre veio-me um êxtase, e vi aquele que falava comigo" (At 22.17-18a). É de temer que a nossa concepção acerca da oração nos impeça por vezes de ver o Senhor, assim como de ouvi-Lo! Tal concepção priva-nos de um dos aspectos essenciais nesse contato com Deus (a oração), reduzindo-o a um simples monólogo. Sem ter a pretensão de vivermos a experiência mística do apóstolo, deveríamos, não obstante, poder dizer: "Em oração, vi o Senhor... que falava comigo". Estamos de tal forma preocupados quanto ao que devemos dizer a Deus e como dizê-lo, ou então achamos tão pouco tempo para nos dedicarmos à oração, que esquecemos de escutar a voz de Deus. Talvez, se nos rendêssemos a Ele incondicionalmente, Ele poderia (diante de nossa humildade então demonstrada) atender as nossas petições de acordo com a sua sabedoria infinita, exalçando assim a verdadeira essência da nossa oração. Não foi isso mesmo que Ele fez, em outra ocasião, na vida do apóstolo Paulo, para firmeza e eficácia espiritual do ministério dele, no serviço do Senhor dos Exércitos? "E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que me não exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte" (2 Co 12.7-10). Quão grande seria o perigo para o próprio apóstolo Paulo, assim como para o mundo, se ele não tivesse compreendido, em sua oração, o verdadeiro sentido dos sofrimentos acerca dos quais ele pedia, movido por um nobre motivo, que fosse poupado! Se orar é estar atento, ver e ouvir, ser sensível à operação do Espírito de Deus, é também ouvir a sua Palavra. A Bíblia e a oração são inseparáveis. Para que em nós se forme o pensamento de Cristo, digno de ser expresso tão somente através da oração, devemos estar impregnados, possuídos pela Palavra de Deus. É através das Escrituras que comungamos com Deus, em oração. Saibamos, pois, separar tempo durante os afazeres cotidianos para nelas meditarmos.

significado da oração é muito mais do que uma lista de necessidades e pedidos. É algo que se compartilha, uma troca à fé íntima e grandiosa, familiar e solene, um momento feliz que deve prolongar-se sem cessar. As mais belas orações que encontramos na Bíblia nem sempre são petições endereçadas a Deus. Elas exprimem muitas vezes, na forma de exclamações, a admiração do crente perante Deus, perante os caminhos, a sabedoria, a misericórdia ou a santidade dEle. Tais orações são confissões, gritos de sofrimento em virtude do aguilhão do pecado ou da perseguição, cânticos de reconhecimento, suspiros de amargura indescritível ou de uma esperança gloriosa. Claro que isto não significa que a petição não tenha lugar na oração. Ao contrário! No entanto, a súplica, por mais imperiosa e legítima que seja, não deve levar-nos a esquecer que a oração é comunhão. No entanto, sem desprezar este aspecto da oração, devemos ultrapassá-lo, porque a oração é muito mais do que isso. A oração é comunhão, é como uma troca entre duas pessoas. Não é um monólogo, como muitas vezes se pensa, e sim um diálogo, no qual o coração fala e escuta, dá e recebe. O profeta Habacuque exprime, por meio de uma ilustração bastante vivida, a situação do filho de Deus em oração. "Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa" (Hc 2.1). Em atitude de quem espera, o profeta está pronto a ouvir o Senhor, pronto também a expressar o seu lamento perante Ele. "Vigiarei." A vigília é, muitas vezes, associada à oração. O próprio Senhor Jesus não deixa de dirigir aos seus discípulos esta recomendação: "Vigiai e orai" (Mt 26.41). Encontramos o eco desta recomendação no conselho do apóstolo Paulo: "Orai sem cessar" (Ef 6.18; 1 Ts 5.17). Uma dependência, uma consideração permanente, uma vigilância constante: a oração deve ser o contato ininterrupto com Deus, que se manifesta, às vezes através de sua Palavra, às vezes através de um reverente escutar. Logo, ela pode ser um tempo em que ficamos em silêncio, para comunhão, meditação e adoração. Os sentimentos mais fortes e profundos não são expressados com tanta intensidade por meio de palavras, como o são por meio do silêncio. Sofonias assim descreveu o amor de Deus pelo seu povo: "O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo" (Sf 3.17). Por que motivo a oração do homem resgatado não encontra a sua melhor forma de

O

08 BASE DE FÉ

Agosto de 2013

Perseverança dos Santos
Parte 2
Autor: Pr. João Batista da Rocha Pereira Fonte: O Batista Pioneiro

“Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos.” João 8:31 Cremos que o Senhor Jesus Cristo salva um pecador pela Sua graça e, sendo verdadeiramente salvo, ele permanecerá até o fim crendo na palavra de Deus (Mateus 10:22). A preservação, quem estabelece é o Senhor Jesus. Ele dá pela Sua maravilhosa graça a salvação e a perseverança assegurada (João 10:27-28). Para firmar o assunto que estamos falando, só os eleitos do Pai crerão no Senhor Jesus, porque o Pai os elegeu, o Filho morreu por eles e o Espírito Santo os vocaciona, chamando e convertendo cada um deles. Os salvos não guardam a si próprios, mas a Deus cabe esta honra. Chamo sua atenção para o versículo 37 de João, capítulo 6: “Todo o que o pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” Não é bastante claro que o salvo está seguro nas mãos de Deus?! Que crédito teria o nosso Salvador se Ele pudesse voltar atrás ou se mentisse?! Porém, Ele não mente; ele é fiel. Nosso Deus não iria brincar com coisa tão séria como o céu, o Seu próprio Filho e o terrível inferno. Então, os salvos podem gozar da guarda do seu Salvador com plena convicção – estamos nas mãos d'Ele. Agora, livres da condenação (João 5:24): No meio do versículo 24 estão escritas as seguintes palavras: “...e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para vida”. O próprio Salvador faz novamente uma promessa. Em Cristo, nós os salvos não teremos condenação. Como é bom ter a mente livre desta culpa; que alívio tem a alma refrigerada pelo Mestre após termos crido. Como soam suaves estas maravilhosas palavras

de segurança, de conforto e de consolo para a alma dos servos. “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” Romanos 8:1 Quem são estes para quem não há mais condenação? Os salvos por Jesus! Os ordenados para a vida, somente os ordenados, e a Bíblia está certa (Atos 13:48). Perder a salvação; isto tem fundamento? Então como poderíamos ler os textos e considerarmos os versículos falados e comentados sobre a salvação eterna, e depois negá-los? Isto não será pura hipocrisia? O padrão é a Bíblia ou a minha filosofia? Perder a salvação não tem nenhum fundamento nas Escrituras. Consideremos Lucas 15: 7-10 onde no céu é observado pelos anjos, como falou em seu livro o nosso irmão J. M. Carroll, o evangelho pregado para o eleito de Deus. O pecador recebendo a vida, o arrependimento e a fé; o Espírito Santo fazendo uma obra grandiosa de conversão, a alegria diante dos anjos de Deus, o céu em total êxtase, o Senhor Jesus feliz por encontrar sua ovelha ferida, mas agora salva, e de repente, Satanás chega a arranca e a leva para o inferno?! Jamais isto acontecerá! A alegria nos céus não é em vão – nos céus não há erro. Nunca Jesus Cristo, o soberano, perderá para Satanás. Uma vez salvo, salvo eternamente! E maior é o que está em nós do que o que está no mundo (I João 4:4). Concluo pedindo para os nossos leitores observarem II Pedro 3:17-18: “Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardaivos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”

09 RELACIONAMENTOS

Agosto de 2013

Plena satisfação em Deus.
Autor: John Piper Fonte: Plena Satisfação Em Deus, cap.7

O que isso significa no casamento?

razão de existir tanta infelicidade no casamento não é que maridos e mulheres têm buscado seu próprio prazer, mas que eles não o buscam no prazer de seus cônjuges. O mandamento bíblico para esposos e esposas é de buscar seu próprio prazer no prazer de seu cônjuge. Não há quase nenhuma outra passagem que destaca mais o prazer na Bíblia do a de Efésios 5.25-30, sobre casamento: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos membros do Seu corpo.” Essa passagem ordena aos maridos que amem suas esposas da forma que Cristo amou a Igreja. Como Ele amou a Igreja? Ele “a si mesmo se entregou por ela”. Mas por quê? “Para a santificar, purificando-a”. Mas porque Ele quis fazêlo? “A fim de apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa”. Aí está! “Em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz” (Hb 12.2). Que alegria? A alegria do casamento com Sua noiva, a Igreja. Jesus não quer uma igreja suja e impura. Portanto, Ele estava disposto a morrer para “santificar e purificar” Sua noiva para que Ele pudesse apresentar a Si mesmo uma esposa “gloriosa”. E qual é a principal alegria da Igreja? Não será a de ser lavada e santificada, e então apresentada como noiva ao soberano e glorioso Cristo? Então Cristo buscou Seu próprio prazer, sim – mas Ele o buscou no prazer da Igreja! É isso o que o amor faz: ele busca o seu próprio prazer no prazer do amado. Em Efésios 5.29-30, Paulo leva o prazer de Cristo ainda mais longe: “Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos membros do Seu corpo”. Por que Cristo alimenta e sustenta a igreja? Porque somos membros do Seu corpo, e ninguém odeia o seu próprio corpo. Em outras palavras, a união entre Cristo e Sua Igreja é tão

A

íntima (“uma só carne”) que qualquer bem feito a ela é um bem feito a Ele. A declaração flagrante desse texto é que isso motiva o Senhor a alimentar, sustentar, santificar e purificar Sua noiva. Isso não pode ser amor com base em algumas definições conhecidas. Diz-se que o amor nunca busca seus próprios interesses – principalmente o amor cristão; principalmente o amor do Calvário. Eu nunca vi esse conceito de amor condizer com essa passagem das Escrituras. Esse texto claramente considera o que Cristo faz pela Sua Noiva como amor: “Maridos amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja”. Por que não deixar o texto definir para nós o que é amor ao invés de trazermos nossas definições da ética ou da filosofia? De acordo com esse texto, o amor é a busca pela nossa alegria na alegria santa do amado. Não como excluir o interesse próprio do amor; mas interesse próprio é diferente de egoísmo. O egoísmo busca sua própria felicidade particular à custa dos outros. O amor busca sua própria felicidade na alegria do outro. Ele é capaz até mesmo de sofrer e morrer pelo amado para que sua alegria seja completa na vida e santidade do amado. Para um marido ser obediente, ele deve amar sua esposa como Cristo amou a Igreja. Isto é, ele deve buscar sua própria alegria na alegria santa de sua esposa (Ef 5.28). Em outras palavras, mesmo tempo, energia e criatividade que os maridos naturalmente dedicam para se fazerem felizes é o que eles devem dedicar para fazerem suas esposas felizes. O resultado será que, ao fazer isso, eles vão fazer felizes a si mesmos. Pois o que ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Já que a mulher e o marido são uma só carne, o mesmo se aplica ao amor dela por ele. Paulo não cria uma represa contra o rio do prazer; ele cria um canal para ele. Ele diz: “Maridos e esposas, reconheçam que no casamento vocês se tornaram uma só carne. Se vocês viverem para seu prazer particular à custa de seu cônjuge, vocês vão viver contra si mesmos e destruir seu prazer. Mas se vocês se dedicarem de todo seu coração ao prazer santo de seu cônjuge, vocês estarão vivendo para o seu prazer também e vivenciando um casamento de acordo com a imagem de Cristo e Sua Igreja”. É isto o que Deus planejou para o casamento: expor a glória de Cristo ao buscar seu prazer no prazer santo do seu amado.

10 A BÍBLIA LIVRO POR LIVRO

Agosto de 2013

Conhecendo Ester
Livro 17
Por Alexandre Dantas

ster é um estudo da sobrevivência do povo de Deus em meio à hostilidade. Hamã, o homem mais importante depois do rei, deseja a aniquilação dos judeus. Ele manipula o rei para que execute os judeus. Ester é introduzida em cena e Deus faz uso dela para salvar seu povo. Hamã é enforcado, e Mardoqueu (ou Mordecai), líder dos judeus no Império Persa, se torna primeiro ministro. A festa de Purim é instituída para marcar a libertação dos judeus. Um aspecto peculiar no Livro de Ester é que o nome de Deus não é mencionado. No entanto, vestígios de Deus e seus caminhos transparecem em todo o livro, especialmente na vida de Ester e Mardoqueu. Da perspectiva humana, Ester e Mardoqueu foram as duas pessoas do povo menos indicadas para desempenhar funções importantes na formação da nação. Ele era um judeu benjamita exilado; ela era prima órfã de Mardoqueu, adotada por este (2.7). A maturidade espiritual de Ester se percebe na virtude dela saber esperar pelo momento que Deus julgou adequado, para, então, pedir ao rei a salvação do povo e denunciar Hamã (5.6-8; 7.3-6). Mardoqueu também revela maturidade para aguardar que Deus lhe indicasse a ocasião correta e lhe orientasse. Em consequência, ele soube o tempo certo de Ester desvendar sua identidade judaica (2.10). Esta espera, divinamente orientada, provou ser crucial (6.1-14; 7.9,10) e comprova a base espiritual do livro. Finalmente, tanto Ester quanto Mardoqueu temiam a Deus, não a homens. A missão de Ester e Mardoqueu sempre foi salvar a vida que o inimigo planejava destruir (2.21-23; 4.117; 7.1-6; 8.3-6) O Livro de Ester é uma clara demonstração e reconhecimento da soberania e salvação de Deus (Et 4.14). Cristo Revelado O livro não tem ilustrações específicas de Cristo, exceto pelo fato de Cristo fazer parte da raça judia a qual Ester também fazia parte. Entretanto, o livro traz alguns detalhes interessantes que nos apontam para a obra que o Senhor Jesus realizaria pelos Seus; por exemplo, em Et 2.5, Deus faz com que Ester seja escolhida, e mais tarde ela tem um papel fundamental na libertação dos judeus. Vemos em Et 4.16, que Ester está desejosa por sacrificar sua própria vida, prefigurando o desejo de Cristo de morrer por nós (Rm 5.6–11). Em Et 8.8, pode-se ler sobre os efeitos da vitória que se estendem a todos os judeus, prefigurando a vitória de

E

Cristo que se estende àqueles que a Ele pertencem (Rm 8.10–11; 1 Co 15.54–57; Cl 3.1–4); sendo assim, as bênçãos aos judeus (Et 10.3) através de Ester e Mordecai prefiguram as bênçãos que vêm a nós por meio de Cristo (Ef. 1:3–14). O Espírito Santo em Ação Embora não se mencione diretamente o Espírito Santo, sua ação produziu em Ester e Mardoqueu profunda humildade, conduzindo-os ao amor mútuo e à lealdade (Rm 5.5). Ele também dirigiu e fortaleceu Ester para jejuar pelo seu povo e pedir que este fizesse o mesmo (Et 4.16; Rm 8.26,27). O livro demonstra que, apesar de não se mencionar a pessoa do Espírito Santo, a Sua influência, poder, proteção e orientação estava com Ester, Mordecai e seu povo. Embora o Espírito de Deus estivesse incógnito no Livro de Ester, via-se Sua mão operando em todos os acontecimentos. Porque é Proveitoso Toda a evidência indica que Ester faz parte da Bíblia Sagrada, “inspirada por Deus e proveitosa”. Mesmo sem mencionar o nome de Deus fornece-nos exemplos excelentes de fé. Embora nenhum outro escritor tenha feito citação direta de Ester, o livro está em completa harmonia com o resto das Escrituras inspiradas. Com efeito, provê ilustrações esplêndidas de princípios bíblicos que são declarados no NT, e que se aplicam a todos os adoradores do Senhor. Como cristãos, não devemos pensar que a nossa situação seja diferente da de Mordecai e de Ester. Nós também vivemos sob as “autoridades superiores” num mundo hostil, e continuam a exigir cada vez mais do nosso tempo, esforço e lealdade. Desejamos ser cidadãos acatadores da lei em qualquer país em que vivamos, mas, ao mesmo tempo, desejamos traçar corretamente a linha de separação entre “dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Lc 20.25; Rm 13.1). O Primeiro-Ministro Mordecai e a Rainha Ester deram bons exemplos de devoção e obediência nos seus deveres seculares (Et 2.21-23; 6.2,3,10; 8.1,2; 10.2). Embora vivessem sob as “autoridades superiores” num país estrangeiro, empregaram todos os meios legais para defender os interesses do povo de Deus e a Sua adoração. Nós podemos seguir hoje em dia o exemplo deles na “defesa e confirmação do evangelho” do reino libertador do Senhor Jesus Cristo (Fp 1.7).