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Topic 4, Section A

Contabilidade de carbono: Introdução

USAID-CIFOR-ICRAF Project

Topic 4 Section A , slide 1 of Assessing the Implications of 39 Climate Change for USAID Forestry Programs (2009)

Resultados esperados
Nesta apresentação irão aprender os conceitos básicos de
contabilidade de carbono e os diferentes métodos usados

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Outline
1. Conceitos gerais

2. Elementos de contabilidade de carbono
3. Métodos diferentes 4. Relação Custo-precisão 5. Guião de boas-práticas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC)

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Produção primária de uma floresta
PPB / R
Produção Primária Bruta (PPB) Respiração (R)

PPL

Produção Primária Líquida (PP L= PPB - R)

Idade
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Quantidade e fluxo de Carbono numa floresta
Quantidade de Carbono Mg C ha-1

Mg C ha-1year-1

Fluxo de Carbono (sequestro) Idade

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Contabilidade de Carbono
 Contabilidade de Carbono é o processo de Medição,
Relatório e Verificação (MRV) que pode determinar a quantidade de carbono sequestrado, ou o carbono libertado para a atmosfera pelas várias actividades

 A contabilidade de carbono é feita para dar suporte
técnico nas negociações das emissões e uma base para a projecção das emissões que mostram o cumprimento das metas internacionais

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Terminologia básica
Reservatório de Carbono
Atmosfera

Reservatório de Carbono
Floresta

Fluxo de Carbono

Sequestro de Carbono
Atmosfera Floresta

Emissão de Carbono

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Elementos de um sistema de contabilidade
A contabilidade de Carbono deve monitorar as mudanças de duas variáveis principais

 Área de floresta e mudanças de área devida ao
desmatamento e reflorestamento

 As mudanças de stocks de carbono nessas áreas devidas
ao maneio florestal e degradação das florestas

Uma combinação de imagens de satélite e medições no terreno jogam um papel importante nas medições e monitoramento

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O que é uma floresta?
Esta é uma paisagem vista cima, mostrado a cobertura de copas

00
Source: FAO 2007

10 10

Cobertura copas Canopyde Cover

30 30

100 100

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Definição da FAO
 Área mínima é 0.5 hectares
 Cobertura de copa mínima é 10%

 Altura mínima das árvores é 5 metros

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Definição do CDM
 Cada país deve definir floresta dentro dos parâmetros seguintes:

• • •

Minima área está entre 0.05 e 1.0 hectare Minima cobertura de copas está entre 10 e 30% Minima altura de árvores está entre 2 e 5 metros

 Uma vez escolhidos os valores, devem se manter fixos

0 0

10 10

Cobertura de copas

Canopy Cover

30

30

100 100

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Definições do IPCC

Source: Pedroni 2008

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Reflorestamento e Florestamento no CDM

Florestamento

Reflorestamento

1990

50 anos

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Desmatamento e degradação
Muda uso de terra? Sim Desmatamento

Não

Perda de C?
Sim
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Degradação

Reservatórios de Carbono (IPCC)
 Os cinco reservatórios de C do GBP do IPCC(2003):
biomassa acima do solo, biomassa abaixo do solo, folhas mortas, madeira morta, e matéria orgânica do solo
Árvores
Arbustos e herbáceas
Madeira morta Biomass acima do solo

Folhas mortas

Biomassa abaixo do solo

Carbono do solo

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Reservatórios de C (IPCC)

Source: Brown et al. 2003

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Níveis de contabilidade de carbono
 Contabilidade de Carbono a nível nacional

• •

Países do Anexo I do Protocolo de Kyoto Em debate para o REDD para o acordo climático no período pós-2012 Nível de Projecto • Projectos de reflorestamento-florestamento do CDM • Projectos no mercado voluntário de carbono Combinação de métodos • Combinação de níveis nacional e sub-nacional (e.g. provincia, distrito, projecto) • Proposto como opção para o REDD

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Monitoramento de áreas florestais e mudanças de áreas florestais
Dois métodos:

 Wall-to-wall mapping  Amostragem
Exemplo de wall-to-wall mapping (PRODES) na Amazonia

Exemplo de amostragem sistemática

Exemplo de amostragem estratificada

Source: COFC-GOLD 2008

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Monitoramento de reservatórios de carbono
Exemplo da dinâmica dos reservatórios num sistema agroflorestal

Exemplo da dinâmica dos reservatórios depois do desmatamento

Sources: Masera et al. 2003; GOFC-GOLD 2008

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Como distinguir as diferenças?
 Duas médias (tempo 1 e tempo 2)  RME = Estimativa Mínima Confiável  Quando o número de parcelas de observação aumenta -> a
variabilidade dos dados (desvio padrão) reduz
RME 1 é menor que RME 2

Desvio padrão

Source: Brown et al. 2003

Dados com uma média 50 (indicado em azul) e o desvio padrão (σ) de 20.

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Relação entre nível de precisão e número de parcelas
 Quanto maior for a precisão desejada, maior será o número de
parcelas de medição requerido
500

Number of plots

375 250 125 0 5 12.5 20 27.5 35 Precision level (%)

Source: Brown et al. 2003

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Custo da precisão da monitoria (Noel Kempff project, Bolivia)
Total project area: 640 000 ha

400

Monitoring cost (k USD)

300 200 100 0 0.05 0.1 0.2 0.3 Precision level

Variable Fixed

Source: Brown 2009

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Dois métodos de medição de carbono
 Método de Linha de base (nível de referência)

• • •

Limites da área do projecto (quando a contabilidade é feita a nível de projecto) Adicionalidade Linha de base de remoção de GEE em sumidouros Vazamento, risco, incertezas

Metodologia de monitoria • Protocolos de medição e monitoria efectivos (em termos de custos) • Assegurar a qualidade e controlo • Remoção corrente de GEE em sumidouros

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Questões a tomar em consideração
Se a redução das emissões tem que ser: Os assuntos a tomar em consideração:

 Real

 Riscos, incertezas, vazamento
 Plano de medição e monitoria  Non-permanence  Linha de base/nível de referência  Padrões de certificação

 Verificável
 Longo-prazo  Adicional  Certificado
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25

Guião de boas-práticas da IPCC (2003) para Uso e Mudança de Uso de Terra e Silvicultura (LULUCF)
 Métodos suplementares e guia de
boas práticas

 Estimação, medição, monitoramento,
e relatório de mudança de stocks de carbono e emissão de GEE de actividades de LULUCF

 Artigo 3, 6 e 12 do Protocolo de
Kyoto

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Adicionalidade
 Ambiental (clima) • Benefícios em termos de redução de emissões de GEE

= Projecto – Linha de base > 0

 Politicas e programas • Porquê precisamos CDM ou REDD para que isto

aconteça? Planos existentes, programas e políticas

 Investimento financeiro • Não da assistência ao desenvolvimento “tradicional”
(CDM)

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Adicionalidade da redução das emissões
Emissões

Projecto Linha de base
Emissões projectadas (caso do projecto)

Tempo

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Adicionalidade num projecto de reflorestamento numa área de pastagem abandonada
Reflorestamento (projecto CDM)
Adicionalidade Cenario 2 Aditionalidade Cenario 1

Pastagem abandonada (Linha de base 2) Pastagem continua (Linha de base 1)

Pastagem 2002

2012

2012
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Linha de base
 O que vai acontecer sem o projecto?  O cenário de emissões antropogénicas pelas fontes ou a
remoção pelos sumidouros de GEE que irão ocorrer na ausência do projecto proposto

 A soma das mudanças no stock de carbono nos
reservatórios dentro da área do projecto que iriam ocorrer na ausência do projecto CDM ou REDD

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Linha de base para créditos REDD

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Stock de carbono total (passado e projectado) em 300 000 ha de florestas em Chiapas, Mexico
70 63.6 Cenários usando taxas de reflorestamento baixa, média e alta como percentagem da área desmatada

Carbono (regatones)

1990 1984

Baixa (0.4% / year) 37.4 Média (1.6% / year) 20 Alta (2.3% / year) 14

Actual Projectado
1974 1996 2045

Ano
Data: Landsat MSS (Source: Brown et al., 2007)

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Mapear mudanças de mudanças de uso de terra
Exemplo: Purépecha, Michoacán, Mexico Floresta Não-floresta

Tempo 1 1993

Tempo 2 2000
Source: Winrock International 2003
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Matriz de mudança de uso de terra
Land use in 2000
Oak forest Oak forest Pasture Scrub land 5,470 1 137 1,104 1,507 0 616 115 0 72 569 0 18

Pasture

Scrub land 86 829 2,951 197 44 10 3,577 5 15 15 2,732 11 2 11 10,484

Pine forest 2,014 65 148 58,454 6,912 7 2,161 2,261 1,018 261 14,640 43 173 8 88,165

Pine-oak forest 1,697 37 45 9,905 62,779

Lakes

Agriculture

Fruit crops 153 81 16 5,856 2,429 1 10,133 22,069 507 535 9,566 48 17 0 51,413

Agriculture No irrigated vegetation 0 341 6 0 33 0 2,148 28 12,646 0 1,077 19 0 1 16,300 0 0 29 12 24 4 41 23 0 3,481 139 0 0 1 3,755

Dry forest

Urban

Spruce Planted forest forest 6 6 16 0 0 323 174 1 150 1 4 5 5 0 6,707 0 7,384 0 1 60 0 0 0 189 0 12 0 99 8 0 400 768

Total

3 9,198 241 71 21 51 6,908 80 995 1 6,103 74 0

0 2 3 0 0

259 4,512 877 1,580 1,334 149 115,263 402 1,917 558 7,647 117 12 37 134,663

2,286 4,618 3,695 25,419 12,480 73 47,669 2,176 3,884 428 90,492 111 500 107 193,940

11,988 19,691 8,264 102,982 87,745 12,050 193,566 28,149 21,866 5,978 139,722 7,840 7,725 580 648,147

56 63 6 0 1,102 336 288 0 219 7,405 0 12 9,500

Land use in 1993

Pine forest Pine-oak forest Lakes Agriculture Fruit crops Agriculture irrigated No veg. Dry forest Urban Spruce for. Planted for. Total

13 11,740 3,556 630 577 621 6,366 2 296 53 23 3 0 66 0 0

0 1 9,609 23,748

2 0 86,527 11,890

Figures in 1000 hectares

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Simulação do desmatamento 20002025
2005
2010 2015 2020 2025

Forest Non-forest Deforestation Protected areas No data

Purépecha, Michoacán, Mexico
Source: Winrock International 2003

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Riscos e incertezas
 Riscos: perda de carbono devido a ocorrência não
esperada de: • Queimadas, pestes e doenças • Depressões tropicais, terremotos, cheias • Actividades humanas

 Incertezas:
• Erros na estimação/medição de stocks de carbono • Erros na construção de linhas de base

 Como gerir riscos e incertezas?
• Descontar durante a validação ou certificação do projecto • Estabelecimento de melhores métodos para sua predição

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Vazamento
 O aumento de emissões de GEE algures  Exemplo
• For a da área do projecto CDM ou REDD • É mensurável e atribuível às actividades do projecto
• Aumento do desmatamento for a da província X causado
pela realocação de população devido a implementação de actividades de um projecto REDD na província Y

 Métodos para estimar o vazamento

• Descontar os créditos (do projecto) • Estimar vazamento a nível nacional (REDD)

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References
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 

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Masera, O., Garza-Caligaris, J.F., Kanninen, M., Karjalainen, T., Nabuurs, G., Pussinen, A., de Jong, B.J. and Mohren, G.M.J. 2003 Modelling carbon sequestration in afforestation and forest management projects: the CO2FIX V 2.0 approach. Ecological Modelling 164: 77-199. Pearson, T., Walker, S. and Brown, S. 2005 Sourcebook for land use, land-use change and forestry projects. Winrock International and the BioCarbon Fund of the World Bank. 57p. Pedroni, L. 2008 Biocarbon fund - draft REDD methodology. Power point presentation to COMIFAC Workshop on REDD. Paris, France, 10-14 March 2008. 35 p. http://www.cbfp.org/docs/reddparis032008/20%20-%20Pedroni%20-%20BioCF%20draft%20REDD%20methodology.pdf Penman, J. et al. 2003 Good practice guidance for land use, land-use change and forestry. IPCC National Greenhouse Gas Inventories Program and Institute for Global Environmental Strategies, Kanagawa, Japan. http://www.ipcc-nggip.iges.or.jp/public/gpglulucf/gpglulucf.htm Winrock International. 2003 Finalizing avoided-deforestation project baselines: Final report prepared for US Agency for International Development. USAID contract No. 523-C-00-02-00032-00. 49p.

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Thank you for your attention

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