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administração pública

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
1 CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
A administração pública pode ser definida objetivamente como a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve para assegurar os interesses coletivos e, subjetivamente, como o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a Lei atribui o exercício da função administrativa do Estado. Sob o aspecto operacional, administração pública é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico dos serviços próprios do Estado, em benefício da coletividade. A administração pública pode ser direta, quando composta pelas suas entidades estatais (União, Estados, Municípios e DF), que não possuem personalidade jurídica própria, ou indireta quando composta por entidades autárquicas, fundacionais e paraestatais. A Administração Pública tem como principal objetivo o interesse público, seguindo os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Segundo ensina Maria Sylvia Zanella Di Pietro o conceito de administração pública divide-se em dois sentidos: “Em sentido objetivo, material ou funcional, a administração pública pode ser definida como a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve, sob regime jurídico de direito público, para a consecução dos interesses coletivos. Em sentido subjetivo, formal ou orgânico, pode-se definir Administração Pública, como sendo o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da função administrativa do Estado”. Assim, administração pública em sentido material é administrar os interesses da coletividade e em sentido formal é o conjunto de entidade, órgãos e agentes que executam a função administrativa do Estado. administração pública dirEta A Administração Pública Direta é o conjunto de órgãos públicos vinculados diretamente ao chefe da esfera governamental que integram. Não possuem personalidade jurídica própria, patrimônio e autonomia administrativa e cujas despesas são realizadas diretamente através do orçamento da referida esfera. Assim, ela é responsável pela gestão dos serviços públicos executados pelas pessoas políticas via de um conjunto de órgãos que estão integrados na sua estrutura. Sua competência abarca os diversos órgãos que compõem a entidade pública por eles responsáveis. Exemplos: Ministérios, Secretarias, Departamentos e outros que, como característica inerente da Administração Pública Direta, não possuem personalidade jurídica, pois não podem contrair direitos e assumir obrigações, haja vista que estes pertencem a pessoa política (União, Estado, Distrito Federal e Municípios). A Administração direta não possui capacidade postulatória, ou seja, não pode ingressar como autor ou réu em relação processual. Exemplo: Servidor público estadual lotado na Secretaria da Fazenda que pretende interpor ação judicial pugnando o recebimento de alguma vantagem pecuniária. Ele não irá propor a demanda em face da Secretaria, mas sim em desfavor do Estado que é a pessoa política dotada de personalidade jurídica para estar no outro polo da lide. administração pública indirEta São integrantes da Administração indireta as fundações, as autarquias, as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Essas quatro pessoas são criadas para a prestação de serviços públicos ou para a exploração de atividades econômicas, com o objetivo de aumentar o grau de especialidade e eficiência da prestação do serviço público. O Poder Público só poderá explorar atividade econômica a título de exceção em duas situações previstas na CF/88, no seu art. 173: • para fazer frente à uma situação de relevante interesse coletivo; • para fazer frente à uma situação de segurança nacional. O Poder Público não tem a obrigação de gerar lucro quando explora atividade econômica. Quando estiver atuando na atividade econômica, entretanto, estará concorrendo em grau de igualdade com os particulares, estando sob o regime do art. 170 da CF/88, inclusive quanto à livre concorrência.
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Administração centralizada e descentralizada: A execução do serviço público poderá ser: Centralizada: Quando a execução do serviço estiver sendo feita pela Administração direta do Estado (ex.: Secretarias, Ministérios etc.). Descentralizada: Quando estiver sendo feita por terceiros que não se confundem com a Administração direta do Estado. Esses terceiros poderão estar dentro ou fora da Administração Pública. Se estiverem dentro da Administração Pública, poderão ser autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista (Administração indireta do Estado). Se estiverem fora da Administração, serão particulares e poderão ser concessionários, permissionários ou autorizados. Diferença entre Descentralização e Desconcentração: As duas figuras dizem respeito à forma de prestação do serviço público. Descentralização, entretanto, significa transferir a execução de um serviço público para terceiros que não se confundem com a Administração Direta, e a desconcentração significa transferir a execução de um serviço público de um órgão para o outro dentro da Administração Direta, permanecendo esta no centro. Feitas essas considerações iniciais, passamos à análise das pessoas jurídicas que compõem a Administração Pública Indireta: AUTARQUIAS As autarquias são pessoas jurídicas de direito público criadas para a prestação de serviços públicos, contando com capital exclusivamente público, ou seja, as autarquias são regidas integralmente por regras de direito público, podendo, tão-somente, serem prestadoras de serviços e contando com capital oriundo da Administração Direta (ex.: INCRA, INSS, DNER, Banco Central etc.). Características: • Dirigentes Próprios: Depois de criadas, as autarquias possuem uma vida independente, contando com dirigentes próprios. • Patrimônio Próprio. • Liberdade Financeira: As autarquias possuem verbas próprias (surgem como resultado dos serviços que presta) e verbas orçamentárias (são aquelas decorrentes do orçamento). Terão liberdade para manejar as verbas que recebem como acharem conveniente, dentro dos limites da lei que as criou. • Liberdade Administrativa: As autarquias têm liberdade para desenvolver os seus serviços como acharem mais conveniente (comprar material, contratar pessoal etc.), dentro dos limites da lei que as criou. Controle: Não existe hierarquia ou subordinação entre as autarquias e a Administração Direta. Embora não se fale em hierarquia e subordinação, há que se falar, entretanto, em um controle de legalidade, ou seja, a Administração direta controlará os atos das autarquias para observar se estão dentro da finalidade e dentro dos limites legais. FUNDAÇÕES PÚBLICAS Fundação é uma pessoa jurídica composta por um patrimônio personalizado, destacado pelo seu instituidor para atingir uma finalidade específica. As fundações poderão ser tanto de direito público quanto de direito privado. As fundações que integram a Administração indireta, quando forem dotadas de personalidade de direito público, serão regidas integralmente por regras de Direito Público. Quando forem dotadas de personalidade de direito privado, serão regidas por regras de direito público e direito privado. O patrimônio da fundação pública é destacado pela Administração direta, que é o instituidor para definir a finalidade pública. Como exemplo de fundações, temos: IBGE (Instituto Brasileiro Geográfico Estatístico); Universidade de Brasília; FEBEM; FUNAI; Fundação Memorial da América Latina; Fundação Padre Anchieta (TV Cultura). Características: • Liberdade financeira; • Liberdade administrativa; • Dirigentes próprios; • Patrimônio próprio: Patrimônio personalizado significa dizer que sobre ele recai normas jurídicas que o tornam sujeito de direitos e obrigações e que ele está voltado a garantir que seja atingido a finalidade para qual foi criado. Não existe hierarquia ou subordinação entre a fundação e a Administração direta. O que existe é um controle de legalidade, um controle finalístico. As fundações governamentais, sejam de personalidade de direito público, sejam de direito privado, integram a Administração Pública. A lei cria e dá personalidade para as fundações governamentais de direito público. As fundações governamentais de direito privado são autorizadas por lei e sua personalidade jurídica se inicia com o registro de seus estatutos.
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150 da CF/88).º do art. para demitir. elas estariam em vantagem sobre as empresas privadas. quanto na área processual (ex. mas também são contempladas com verbas orçamentárias. sendo estas fundações fiscalizadas pelo Ministério Público. controle de legalidade finalístico. somente autoriza a criação das empresas públicas. se a empresa pública exerce atividade econômica. se essas empresas públicas contassem com alguém que respondesse por suas obrigações.º. 37 da CF/88 as empresas privadas prestadoras de serviço público. concorrendo com os outros bancos. X. independente de sua personalidade. elas respondem pelas suas obrigações e a Administração Direta responde de forma subsidiária. por possuírem patrimônio particular. Se a empresa pública é exploradora de atividade econômica. visto que concorre com a iniciativa privada. Alguns exemplos de empresas públicas: • BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social): Embora receba o nome de banco. Só é possível.: imunidade prevista no art. visto não estão em regime de concorrência. • EBCT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos): É prestadora de serviço público (art. ou seja. 173 da CF/88): • Fazer frente a uma situação de segurança nacional. fundamentando-se no princípio da livre concorrência. É uma empresa pública prestadora de serviços públicos. por conseqüência está submetida a regime jurídico público. da CF/88).: prazo em dobro). o patrimônio vai para a Administração indireta. logo. devendo seguir as regras da CF/88. 37. 15 do CC). submetendo-se as fundações à ação popular e mandado de segurança. Empresas públicas prestadoras de serviço público: não se submetem a regime falimentar. As fundações governamentais têm patrimônio público. A empresa pública será prestadora de serviços públicos ou exploradora de atividade econômica. A CF/88 somente admite a empresa pública para exploração de atividade econômica em duas situações (art. Empresas públicas exploradoras de atividade econômica: Submetem-se a regime falimentar. não se submetem à ação popular e mandado de segurança. visto que estas estão vinculadas àquela. criadas para a prestação de serviços públicos ou para a exploração de atividades econômicas que contam com capital exclusivamente público e são constituídas por qualquer modalidade empresarial. A responsabilidade será objetiva. a lei somente autorizará a criação das empresas públicas. independentemente das atividades que desenvolvam. As fundações respondem pelas obrigações contraídas junto a terceiros. Quando o Estado explora. será ela a responsável pelos prejuízos causados a terceiros (art. tanto na área tributária (ex. • Fazer frente a uma situação de relevante interesse coletivo: A empresa pública deve obedecer aos princípios da ordem econômica. Para contratar. Se a empresa pública é prestadora de serviços públicos. As particulares. EMPRESAS PÚBLICAS Empresas públicas são pessoas jurídicas de Direito Privado. temos que: • Empresas públicas exploradoras de atividade econômica: A responsabilidade do Estado não existe. pois. A responsabilidade da Administração é de caráter subsidiário. É prestadora de serviço público. • Empresas públicas prestadoras de serviço público: Como o regime não é o da livre concorrência. A única função do BNDS é financiar projetos de natureza social. Só respondem na forma do § 6. independentemente da personalidade jurídica. É empresa pública exploradora de atividade econômica. Se extinta. As empresas públicas. não conferindo a elas personalidade jurídica. nos termos do art. deverão abrir concurso público. • Caixa Econômica Federal: Atua no mesmo segmento das empresas privadas. Quanto à responsabilidade das empresas públicas. portanto. não poderão ser conferidas a ela vantagens e prerrogativas diversas das da iniciativa privada (princípio da livre concorrência). • Liberdade administrativa: Têm liberdade para contratar e demitir pessoas. 21.administração pública As fundações são dotadas dos mesmos privilégios que a Administração direta. § 6. deverá haver motivação. da CF/88. têm as seguintes características: • Liberdade financeira: Têm verbas próprias. A lei não cria. Didatismo e Conhecimento 3 . Poderá a Administração Direta fazer controle de legalidade e finalidade dos atos das empresas públicas. atividade econômica por intermédio de uma empresa pública. não trabalha como tal. estará submetida a regime jurídico igual ao da iniciativa privada. • RadioBrás: Empresa pública responsável pela “Voz do Brasil”. independentemente de sua função. portanto. Não existe hierarquia ou subordinação entre as empresas públicas e a Administração Direta.

a sociedade mista que explora atividade econômica submete-se ao regime falimentar. Hely Lopes Meirelles diz que as entidades paraestatais podem ser lucrativas por serem empresariais. A Sociedade de economia mista. As sociedades de economia mista têm as seguintes características: • Liberdade financeira. integral ou misto. Já Ana Patrícia Aguiar. quando explora atividade econômica. contando com capital misto e constituídas somente sob a forma empresarial de S/A.administração pública SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA As sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de Direito Privado criadas para a prestação de serviços públicos ou para a exploração de atividade econômica. quando são de interesse coletivo. independentemente da função dessas sociedades. inclusive as comerciais. As entidades paraestatais são fomentadas pelo Estado através de contrato social. A lei. obras ou serviços. como as de amparo aos hipossuficientes. 4 Didatismo e Conhecimento . • Empresas de capital misto. Hely Lopes Meirelles defende que as empresas públicas e as sociedades de economia mista são paraestatais. por terem relevância social e se tratar de capital público. • Exploradoras de atividade econômica ou prestadoras de serviços públicos. Sociedade de economia mista prestadora de serviço público não se submete ao regime falimentar. Sabesp. As sociedades de economia mista são: • Pessoas jurídicas de Direito Privado. Celso Antônio Bandeira de Mello acredita que as sociedades de economia mista e as empresas públicas não são paraestatais. sociedades de economia mista e os serviços sociais autônomos. submete-se ao mesmo regime jurídico das empresas privadas. Não se submetem ao Estado porque são autônomas financeiramente e administrativamente. portanto. visto que não está sob regime de livre concorrência. as sociedades não estão subordinadas à Administração Direta. • Constituídas sob forma empresarial de S/A. CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) e CPOS (Companhia Paulista de Obras e Serviços. em contradição uns com os outros. XX. elas variam de doutrinador para doutrinador. sendo que elas serão legalizadas por meio do registro de seus estatutos. Metrô. juntamente com os serviços sociais autônomos. empresa responsável pelo gerenciamento da execução de contratos que envolvem obras e serviços públicos no Estado de São Paulo). de assistência social. • Liberdade administrativa. Diferentemente do que eles acreditam. em diversas matérias. Não existe hierarquia ou subordinação entre as sociedades de economia mista e a Administração Direta. Celso Antônio Bandeira de Mello e Marçal Justen Filho discordam dizendo que elas não devem ser lucrativas. sofrem fiscalização. Quanto às espécies de entidades paraestatais. a lei somente autorizará a criação das sociedades de economia mista. Hely Lopes Meirelles acredita que elas se dividem em empresas públicas. somente autoriza a criação das sociedades de economia mista. Veja alguns exemplos de sociedade mista: a) Exploradoras de atividade econômica: Banco do Brasil e Banespa. independentemente das atividades que desenvolvam. ou seja. Tem como objetivo a formação de instituições que contribuam com os interesses sociais através da realização de atividades. pois esse diz que as pessoas privadas exercem função típica (não exclusiva do Estado). diferente de Celso Antônio Bandeira de Mello. da CF/88). para não fugirem dos seus fins. mas sim à lei que as autorizou. As sociedades de economia mista integram a Administração Indireta e todas as pessoas que a integram precisam de lei para autorizar sua criação. os doutrinadores entram. • Patrimônio próprio. é possível o controle de legalidade. não conferindo a elas personalidade jurídica (art. No entanto. ENTIDADES PARAESTATAIS E O TERCEIRO SETOR As Entidades Paraestatais possuem conceituação bastante confusa. não cria. • Dirigentes próprios. sendo acompanhado por Marçal Justen Filho que acredita serem apenas entidades paraestatais os serviços sociais autônomos. porém. Se os atos estão dentro dos limites da lei. Logo. 37. de formação profissional. b) Prestadora de serviços públicos: Petrobrás.

é a FEAC. 3) Particulares em colaboração com o estado. O segundo setor é o privado. fazendo doações às entidades beneficentes. As Entidades Paraestatais estão sujeitas a licitação. Os principais personagens do terceiro setor são: a) Fundações: São as instituições que financiam o terceiro setor. cuidam dos carentes. para compras. Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores. seguindo a lei 8. educam jovens. dão suporte aos desamparados. Agente é expressão que engloba todas as pessoas lotadas na Administração. que tem como objetivo gerar serviços de caráter público. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão. cuidam de cegos. são os titulares dos cargos estruturais à organização política do País. velhos e adultos. Agente público é denominação genérica que designa aqueles que servem ao Poder Público.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Para Marçal Justen Filho elas são sinônimos de serviço social autônomo. o terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais. sopão. livros. voltadas à satisfação de necessidades coletivas e supra-individuais. por exemplo. muitas entidades sem fins lucrativos são. de Campinas. Seus empregados estão sujeitos ao regime Celetista. CLT. dotação orçamentária por parte do Estado. que é responsável pelas questões sociais. combatem a violência. está ajudando indiretamente todas as mulheres. Didatismo e Conhecimento 5 . profissionalizam. na realidade. tErcEiro sEtor: O primeiro setor é o governo. ensinam esportes. alienações e serviços em geral. idosos. por serem pessoas privadas que atuam em colaboração com o Estado. E) onGs organizações não Governamentais: Nem toda entidade beneficente ajuda prestando serviços a pessoas diretamente. definidos por Celso Antônio Bandeira de Melo. para isso. com resultados comprovados. lucrativas ou atendem aos interesses dos próprios usuários. estabelecem prioridades. cuidam de filhos de mães que trabalham. isto é. Um dos poucos fundos existente no Brasil. doam sangue. recebendo. é sem fins lucrativos. No Brasil. Devendo ser aprovados pela autoridade superior e obedecer ao princípio da publicidade. fazendo pressão sobre nossos deputados. e administram efetivamente a distribuição do dinheiro. Uma ONG que defenda os direitos da mulher. mas beneficia somente os seus respectivos sócios. obras. surdos-mudos. responsável pelas questões individuais. mas com observância da lei. os auxiliares imediatos dos chefes de Executivo. promovem os direitos humanos e a cidadania. através das inúmeras instituições que compõem o chamado terceiro setor. Um clube esportivo.666/93. enfim. Agentes políticos. Seus dirigentes são estabelecidos na forma da lei ou do estatuto. o setor privado começou a ajudar nas questões sociais. Têm que ser contratados através de concurso público de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. Podendo ser unipessoal ou colegiada. meninos de rua. Os servidores públicos. Com a falência do Estado. Podendo também ter regulamentos próprios para licitar. Ana Patrícia Aguilar insere as organizações sociais na categoria de entidades paraestatais. temos também as fundações mistas que doam para terceiros e ao mesmo tempo executam projetos próprios. c) Fundos comunitários: As empresas doam para o Fundo Comunitário. drogados e alcoólatras. sendo que os empresários avaliam. b) Entidades Beneficentes: São as operadoras de fato. que a lei determinar. por sua vez. “desempenhando atividade não lucrativa e às quais o Poder Público dispensa especial proteção”. Ministros e Secretários das diversas pastas. Eles estão sujeitos a mandado de segurança e ação popular. são classificados em: 1) Funcionário público. Governadores. Prefeitos e respectivos vices. ajudam a preservar o meio ambiente. A administração varia segundo a modalidade. merenda. 2) Servidores públicos. protegem testemunhas. Presidente da República. fazem tudo. 3) Contratados em caráter temporário. 2 CONCEITO DE SERVIDOR PÚBLICO. civil ou comercial. Esses servidores subdividem-se em: 1) Agentes políticos. d) Entidades sem Fins lucrativos: Infelizmente. relacionadas com questões assistenciais e educacionais. bem como os Senadores. 2) Empregado público. Ou seja. órfãos e mães solteiras.

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Particulares em colaboração são agentes públicos, mas não integram a Administração e não perdem a característica de particulares. Ex.: jurados, recrutados para o serviço militar, mesário de eleição. O servidor público é o agente público que está investido em cargo público, que é um conjunto de atribuições e responsabilidades conferidas pela lei; O Empregado Público é o agente público que tem vínculo contratual, ou seja, sua relação com a Administração Pública decorre de contrato de trabalho. Possui então, vínculo de natureza contratual celetista (CLT). Assim, o Empregado Público é regido pela CLT e o Servidor Público é regido por lei específica, no caso do servidor público federal, será regido pela Lei 8.112/90. Contratados em caráter temporário são servidores contratados por um período certo e determinado, por força de uma situação de excepcional interesse público. Não são nomeados em caráter efetivo, que tem como qualidade a definitividade – art. 37, inc. IX, da Constituição Federal. Provimento, segundo Hely Lopes Meirelles, é o ato pelo qual se efetua o preenchimento do cargo público, com a designação de seu titular. Pode ser: a) originário ou inicial: quando o agente não possui vinculação anterior com a Administração Pública; b) derivado: pressupõe a existência de um vínculo com a Administração. Subdivide-se em: a) horizontal: ocorre de um cargo para outro sem ascensão na carreira; b) vertical: o provimento se dá com ascensão na carreira. Investidura é um ato complexo, exigindo, segundo Hely Lopes Meirelles, a manifestação de vontade de mais de um órgão administrativo – a nomeação é feita pelo Chefe do Executivo; a posse e o exercício são dados pelo Chefe da Repartição. O art. 37, inc. I, da Constituição Federal dispõe que os brasileiros e estrangeiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei terão acesso aos cargos, aos empregos e às funções públicas. Essa norma é de eficácia contida. Enquanto não há lei regulamentando, não é possível sua aplicação. A Constituição Federal permitiu o amplo acesso aos cargos, aos empregos e às funções públicas, porém, excepciona-se a relação trazida pelo § 3.º do art. 12 da Constituição Federal, que define os cargos privativos de brasileiros natos: 1) Presidente da República e Vice; 2) Presidente da Câmara dos Deputados; 3) Presidente do Senado; 4) Ministros do Supremo Tribunal Federal; 5) Carreira diplomática; 6) Oficial das Forças Armadas. O art. 37, inc. II, da Constituição Federal estabelece que para a investidura em cargo ou emprego público é necessário a aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. A exigência de concurso é válida apenas para os cargos de provimento efetivo – aqueles preenchidos em caráter permanente. Os cargos preenchidos em caráter temporário não precisam ser precedidos de concurso, pois a situação excepcional e de temporariedade, que fundamenta sua necessidade, é incompatível com a criação de um concurso público. Para os cargos em comissão também não se exige concurso público (art.37, inc. V), desde que as atribuições não sejam de direção, chefia e assessoramento. Esses devem ser preenchidos nas condições e nos percentuais mínimos previstos em lei. Para as funções de confiança não se impõe o concurso público; no entanto, a mesma norma acima mencionada estabelece que tal função será exercida exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. É de dois anos, prorrogável uma vez por igual período o prazo de vigência do concurso público (art. 37, III, da Constituição Federal). Durante o prazo do concurso, o aprovado não tem direito adquirido à contratação . Há apenas uma expectativa de direito em relação a esta. O art. 37, inc. IV, apenas assegura ao aprovado o direito adquirido de não ser preterido por novos concursados. REGIMES JURÍDICOS FUNCIONAIS Regime jurídico dos servidores públicos é o conjunto de princípios e regras referentes a direitos, deveres e demais normas que regem a sua vida funcional. A lei que reúne estas regas é denominada de Estatuto e o regime jurídico passa a ser chamado de regime jurídico Estatutário.
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No âmbito de cada pessoa política - União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios - há um Estatuto. A lei 8.112/90, de 11/12/1990, com suas alterações, é o regime jurídico Estatutário aplicável aos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e fundações públicas federais, ocupantes de cargos públicos. O Regime Jurídico Único existiu até o advento da Emenda Constitucional nº 19, de 04/06/98. A  partir de então é possível a admissão de pessoal ocupante de emprego público, regido pela CLT,  na Administração federal direta, nas autarquias e nas fundações públicas; por isto é que o regime não é mais um só, ou seja, não é mais único. No âmbito federal, a Lei nº 9.962, de 22.02.2000, disciplina o regime de emprego público do pessoal da Administração federal direta, autárquica e fundacional, dispondo que o pessoal admitido para emprego público terá sua relação de trabalho regida pela CLT (art.1º, caput). Vedou que se submeta ao regime de emprego público os cargos públicos de provimento em comissão, bem como os servidores regidos pela lei 8.112/90, às datas das respectivas publicações de  tais leis específicas (§2º).   Regime Estatutário: Registra-se por oportuno, que regime estatutário é o conjunto de regras que regulam a relação jurídica funcional entre o servidor publico, estatutário e o Estado. São servidores públicos estatutários tanto os servidores efetivos (aqueles aprovados em concursos públicos) quanto os servidores comissionados ou de provimento em comissão (esses cargos detêm natureza de ocupação provisória, caracterizados pela confiança depositada pelos administradores em seus ocupantes, podendo seus titulares, por conseguinte, ser afastados ad nutum, a qualquer momento, por conveniência da autoridade nomeante. Não há que se falar em estabilidade em cargo comissionado). Salienta-se que regras básicas desse regime devem estar contidas em lei que possui duas características: 1ª) Pluralidade normativa, indicando que os estatutos funcionais são múltiplos. 2º) Natureza da relação jurídica estatutária. Portanto, não tem natureza contratual, haja vista que a relação é própria do Direito Público. Regime Trabalhista: Esse regime é aquele constituído das normas que regulam a relação jurídica entre o Estado e o empregado. O regime em tela está amparado na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (Decreto-Lei nº 5.452, de 01/05/43), razão pela qual essa relação jurídica é de natureza contratual. Regime Especial: O Regime Especial visa disciplinar uma categoria específica de servidores: Os servidores temporários. A Carta Política remeteu para a lei a disposição dos casos de contratação desses servidores. Os pressupostos do Regime Especial são: - Determinabilidade temporal da contratação (prazo determinado); - Temporariedade da função; - Excepcionalidade do interesse publico que obriga o recrutamento. CARGO EMPREGO E FUNÇÃO Por emprego público, entende-se uma unidade utilizada pela administração pública, composta por um aglomerado de atribuições permanentes de trabalho, a ser ocupada por agente contratado sob regime celetista (tratado pela CLT), caracterizando relação trabalhista. Conforme o artigo 61, §1°, II, “a” da Constituição Federal de 1988, os empregos permanentes na Administração direta ou em autarquia só podem ser criados por lei. Cargo consiste na unidade mais simples e indivisível de competência desempenhada por um agente, criado por lei, em caráter permanente ou transitório, remunerado pelos cofres públicos, com denominação própria. “É o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor”. O cargo público submete o servidor ocupante a um regime criado especificamente para tutelar tais agentes, qual seja, o regime estatutário ou institucional, de caráter não contratual, definido essencialmente pela Lei 8.112 de 11 de dezembro de 1990 (RJU). Por fim, função pública, em direito administrativo, corresponde ao ato ou conjunto de atos inerentes ao exercício de atribuições da Administração, ao qual não corresponde cargo ou emprego. É importante ressaltar duas modalidades distintas de função: a primeira delas refere-se à função exercida por servidores contratados com base no artigo 37, IX, da CF, temporariamente, sem a exigência de concurso público, considerando-se o caráter emergencial da contratação; a segunda trata-se de função de natureza permanente, de livre provimento e exoneração, desempenhada por titular de cargo efetivo, da confiança da autoridade que a preenche. Refere-se a encargos de direção, chefia e assessoramento e distingue-se do cargo em comissão por não poder ser preenchida por alguém estranho à carreira, alheio ao serviço público. Tal função é, portanto, reservada aos servidores de carreira.

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3 PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
Os princípios jurídicos orientam a interpretação e a aplicação de outras normas. São verdadeiras diretrizes do ordenamento jurídico, guias de interpretação, às quais a administração pública fica subordinada. Possuem um alto grau de generalidade e abstração, bem como um profundo conteúdo axiológico e valorativo. Os principais princípios da Administração Pública estão inseridos no artigo 37 “caput” da Constituição Federal (CF): legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. São cinco princípios, podendo ser facilmente memorizados através da palavra limpE, vejam: l (legalidade); i (impessoalidade); m (moralidade); p (publicidade); e E (eficiência). Esses princípios têm natureza meramente exemplificativa, posto que representam apenas o mínimo que a Administração Pública deve perseguir quando do desempenho de suas atividades. Exemplos de outros princípios: razoabilidade, motivação, segurança das relações jurídicas. Os princípios da Administração Pública são regras que surgem como parâmetros para a interpretação das demais normas jurídicas. Têm a função de oferecer coerência e harmonia para o ordenamento jurídico. Quando houver mais de uma norma, deve-se seguir aquela que mais se compatibiliza com a Constituição Federal, ou seja, deve ser feita uma interpretação conforme a Constituição. Os princípios da Administração abrangem a Administração Pública direta e indireta de quaisquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (art. 37 da CF/88). 1. princípio da legalidade Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (art. 5.º, II, da CF). O princípio da legalidade representa uma garantia para os administrados, pois qualquer ato da Administração Pública somente terá validade se respaldado em lei. Representa um limite para a atuação do Estado, visando à proteção do administrado em relação ao abuso de poder. O princípio em estudo apresenta um perfil diverso no campo do Direito Público e no campo do Direito Privado. No Direito Privado, tendo em vista o interesse privado, as partes poderão fazer tudo o que a lei não proíbe; no Direito Público, diferentemente, existe uma relação de subordinação perante a lei, ou seja, só se pode fazer o que a lei expressamente autorizar. Nesse caso, faz-se necessário o entendimento a respeito do ato vinculado e do ato discricionário, posto que no ato vinculado o administrador está estritamente vinculado ao que diz a lei e no ato discricionário o administrador possui uma certa margem de discricionariedade. Vejamos: a) No ato vinculado, o administrador não tem liberdade para decidir quanto à atuação. A lei previamente estabelece um único comportamento possível a ser tomado pelo administrador no fato concreto; não podendo haver juízo de valores, o administrador não poderá analisar a conveniência e a oportunidade do ato. b) O ato discricionário é aquele que, editado debaixo da lei, confere ao administrador a liberdade para fazer um juízo de conveniência e oportunidade. A diferença entre o ato vinculado e o ato discricionário está no grau de liberdade conferido ao administrador. Tanto o ato vinculado quanto o ato discricionário só poderão ser reapreciados pelo Judiciário no tocante à sua legalidade, pois o judiciário não poderá intervir no juízo de valor e oportunidade da Administração Pública. Importante também destacar que o princípio da legalidade, no Direito Administrativo, apresenta algumas exceções: Exemplo: a) Medidas provisórias: são atos com força de lei que só podem ser editados em matéria de relevância e urgência. Dessa forma, o administrado só se submeterá ao previsto em medida provisória se elas forem editadas dentro dos parâmetros constitucionais, ou seja, se presentes os requisitos da relevância e da urgência; b) Estado de sítio e estado de defesa: são momentos de anormalidade institucional. Representam restrições ao princípio da legalidade porque são instituídos por um decreto presidencial que poderá obrigar a fazer ou deixar de fazer mesmo não sendo lei. 2. princípio da impessoalidade Significa que a Administração Pública não poderá atuar discriminando pessoas de forma gratuita, a Administração Pública deve permanecer numa posição de neutralidade em relação às pessoas privadas. A atividade administrativa deve ser destinada a todos os administrados, sem discriminação nem favoritismo, constituindo assim um desdobramento do princípio geral da igualdade, art. 5.º, caput, CF. Ex.: Quando da contratação de serviços por meio de licitação, a Administração Pública deve estar estritamente vinculada ao edital, as regras devem ser iguais para todos que queiram participar da licitação.
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3. Princípio da Moralidade A atividade da Administração Pública deve obedecer não só à lei, mas também à moral. A Lei n. 8.429/92, no seu art. 9.º, apresentou, em caráter exemplificativo, as hipóteses de atos de improbidade administrativa; esse artigo dispõe que todo aquele que objetivar algum tipo de vantagem patrimonial indevida, em razão de cargo, mandato, emprego ou função que exerce, estará praticando ato de improbidade administrativa. São exemplos: 1) Usar bens e equipamentos públicos com finalidade particular; 2) Intermediar liberação de verbas; 3) Estabelecer contratação direta quando a lei manda licitar; 4) Vender bem público abaixo do valor de mercado; 5) Adquirir bens acima do valor de mercado (superfaturamento). Os atos de improbidade podem ser combatidos através de instrumentos postos à disposição dos administrados, são eles; 1) Ação Popular, art. 5.º, LXXIII, da CF; e 2) Ação Civil Pública, Lei n. 7347/85, art. 1.º. 4. Princípio da Publicidade É o dever atribuído à Administração, de dar total transparência a todos os atos que praticar, ou seja, como regra geral, nenhum ato administrativo pode ser sigiloso. A regra do princípio que veda o sigilo comporta algumas exceções, como quando os atos e atividades estiverem relacionados com a segurança nacional ou quando o conteúdo da informação for resguardado por sigilo (art. 37, § 3.º, II, da CF/88). A publicidade, entretanto, só será admitida se tiver fim educativo, informativo ou de orientação social, proibindo-se a promoção pessoal de autoridades ou de servidores públicos por meio de aparecimento de nomes, símbolos e imagens. Exemplo: É proibido placas de inauguração de praças com o nome do prefeito. 5. Princípio da Eficiência A Emenda Constitucional nº 19 trouxe para o texto constitucional o princípio da eficiência, que obrigou a Administração Pública a aperfeiçoar os serviços e as atividades que presta, buscando otimização de resultados e visando atender o interesse público com maior eficiência. Para uma pessoa ingressar no serviço público, deve haver concurso público. A Constituição Federal de 1988 dispõe quais os títulos e provas hábeis para o serviço público, a natureza e a complexidade do cargo. Para adquirir estabilidade, é necessária a eficiência (nomeação por concurso, estágio probatório etc.). E para perder a condição de servidor, é necessária sentença judicial transitada em julgado, processo administrativo com ampla defesa e insuficiência de desempenho. Há ainda outros princípios que a Administração Pública deve perseguir, dentre eles, podemos citar dois de grande importância; a) Princípio da Motivação: É o princípio mais importante, visto que sem a motivação não há o devido processo legal. No entanto, motivação, neste caso, nada tem haver com aquele estado de ânimo. Motivar significa mencionar o dispositivo legal aplicável ao caso concreto, relacionar os fatos que concretamente levaram à aplicação daquele dispositivo legal. Todos os atos administrativos devem ser motivados para que o Judiciário possa controlar o mérito do ato administrativo quanto à sua legalidade. Para efetuar esse controle, devem-se observar os motivos dos atos administrativos. Hely Lopes Meirelles entende que o ato discricionário, editado sob a lei, confere ao administrador uma margem de liberdade para fazer um juízo de conveniência e oportunidade, não sendo necessária a motivação, porém, se houver tal motivação, o ato deverá condicionar-se à referida motivação. O entendimento majoritário, no entanto, é de que, mesmo no ato discricionário, é necessária a motivação para que se saiba qual o caminho adotado.

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Ato contínuo. do Capítulo VII “Da Administração Pública”. para melhor se empenhar na busca do interesse público. também com o mesmo objetivo de alcançar os melhores resultados na prestação do serviço público”. perfeição e rendimento funcional. todavia. DI PIETRO explicita que o princípio da eficiência possui dois aspectos: “o primeiro pode ser considerado em relação ao modo de atuação do agente público. prevalece o interesse público. Didatismo e Conhecimento 10 . estabelecer diferenças ou privilégios. porque esta atua por conta dos interesses públicos. moralidade. 4 DIREITOS E DEVERES DOS SERVIDORES PÚBLICOS. 2005). a Administração Pública indireta compreende os serviços prestados pelas autarquias. explicita que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude lei. o último princípio a ser abarcado pelo artigo 37. Este princípio tem por objetivo a divulgação de atos praticados pela Administração Pública. impessoalidade. da Constituição Federal de 1988. Por derradeiro. e o segundo. uma vez que deve imperar o interesse social e não o interesse particular. através dos meios constitucionais. II. É importante frisar que ambas as espécies de Administração Pública deverão se pautar nos cinco princípios estabelecidos pelo “caput” do artigo 37 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. também.A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União.”. Outrossim. possui direitos que asseguram uma maior amplitude e segurança em suas relações. O princípio da legalidade. o administrador será responsabilizado e surgirá o abuso de poder. O administrador.. conforme os ditames estabelecidos pela lei. 2005). o princípio da legalidade visto sob a ótica do administrado. Iniciamos pela seção I “Disposições Gerais”: Artigo 37. exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros”. o princípio da legalidade estabelece que ele somente poderá agir dentro dos parâmetros legais. as questões sigilosas. Maria Sylvia Zanella. Distrito Federal e Municípios. dos Estados. Direito Administrativo. Maria Sylvia Zanella. sociedades de economia mista e empresas públicas. Os princípios são os seguintes: legalidade. uma vez que é sempre o interesse público que deve nortear o seu comportamento”. publicidade e eficiência. De acordo com a autora “a Administração não pode atuar com vista a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas. Já. São as prerrogativas conferidas à Administração Pública. São Paulo: Malheiros. (MEIRELLES.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA b) princípio da supremacia do interesse público sobre o particular: Sempre que houver necessidade de satisfazer um interesse público. que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade. De acordo com as lições do eminente doutrinador Hely Lopes Meirelles. Direito Administrativo Brasileiro. fundações públicas. Estados. São Paulo: Malheiros. moralidade. Hely Lopes. através de seus órgãos. (DI PIETRO. em detrimento de um interesse particular. visa a propiciar seu conhecimento e controle pelos interessados e pelo povo em geral. da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é o da eficiência. “o princípio da publicidade dos atos e contratos administrativos. É importante demonstrar a diferenciação entre o princípio da legalidade estabelecido ao administrado e ao administrador. obedecendo. ao seguinte: A Administração Pública direta se constitui dos serviços prestados da estrutura administrativa da União. na execução das atividades. Direito Administrativo Brasileiro. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. De uma forma geral. o princípio da eficiência “impõe a todo agente público realizar as atribuições com presteza. No entanto. um dos mais importantes princípios consagrados no ordenamento jurídico brasileiro. do qual se espera o melhor desempenho possível de suas atribuições. impessoalidade. (DI PIETRO. De acordo com os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles. o artigo 37 estabelece que deverá ser obedecido o princípio da impessoalidade. 2005). em relação ao modo de organizar. sempre que esses direitos forem utilizados para finalidade diversa do interesse público. constante no Título III da Constituição Federal “Da Organização do Estado”. os direitos e deveres dos servidores públicos podem ser encontrados nos artigos da seção I e II. Posteriormente. Como já explicitado para o administrador. o artigo estudado apresenta o princípio da publicidade. 2005). Hely Lopes. consiste no fato de que o administrador somente poderá fazer o que a lei permite. não poderá. São Paulo: Atlas. para lograr os melhores resultados. estruturar e disciplinar a Administração Pública. o princípio da impessoalidade estaria intimamente relacionado com a finalidade pública. Esta interpretação encontra abalizamento no artigo 5º. além de assegurar seus efeitos externos. Este princípio estabelece que a Administração Pública.. De acordo com os ensinamentos de Maria Sylvia Zanella Di Pietro. (MEIRELLES. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas. publicidade e eficiência e. Já. É o mais moderno princípio da função administrativa.

pelo mesmo período que o inicial. prorrogável uma vez.os cargos. destinam-se apenas às atribuições de direção. Desta maneira não se poderá exigir do candidato ao cargo de gari.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. que devem ser ocupados por servidores ocupantes de cargos efetivos e que se limitem apenas às atribuições de direção. à aprovação em concurso público. também denominados de cargos de confiança. chefia e assessoramento. dependendo. VI . empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. a prorrogação também deverá ser de um ano e dois meses. empregos e funções pública. V . os aprovados em concurso anterior terão prioridade frente aos novos concursados para assumir o cargo ou carreira. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. Conforme explicita o artigo 5º. conhecimentos exigidos ao cargo de magistrado.administração pública I .é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. por igual período. estamos nos referindo. É importante salientar que o concurso público levará em consideração a natureza e a complexidade do cargo ou emprego público. poderão ser exonerados sem necessidade de procedimento administrativo ou sentença judicial transitada em julgado. por igual período. mediante o preenchimento dos requisitos estabelecidos pela lei. dependendo do que for estabelecido no edital de abertura do concurso. chefia e assessoramento. durante o prazo improrrogável é possível a realização de novo concurso público visando o preenchimento da vaga semelhante. não se deve admitir a admissão de pessoas estranhas nos cargos de chefia. IV . ou seja. as pessoas que porventura sejam nomeadas para cargos em comissão. da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Neste inciso estamos diante do desdobramento do direito de liberdade de associação. se o prazo de validade do concurso é de 1 ano e 2 meses. Desta maneira.as funções de confiança. direção e assessoramento. Este inciso expressa o prazo de validade dos concursos públicos. obedecendo às disposições legais.o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. Quando o inciso dispõe que os cargos. III . a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. pois após este não há mais possibilidade de prorrogar o prazo de validade do concurso. Logo.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. Didatismo e Conhecimento 11 . o inciso apresenta como exceção a necessidade de aprovação em concurso público para investidura em cargos públicos. De acordo com o inciso o concurso público será válido por até dois anos. “ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado”. ou seja. o inciso apresenta a possibilidade de prorrogação do prazo de validade do concurso público por uma vez. Desta maneira. os agentes públicos nomeados em cargo de provimento em comissão não possuem estabilidade. pois seria uma afronta ao estabelecido no inciso em questão. XX. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. não necessitarão de aprovação prévia em concurso público. Este inciso demonstra a possibilidade de acesso aos cargos. Todavia. Não obstante ainda permite o ingresso dos estrangeiros aos cargos públicos. Este inciso denota a possibilidade de admissão de funcionários para ocupação de cargos de confiança. Tal regra se justifica pelo fato de que. não podendo ultrapassar esse lapso temporal. as nomeações para cargo em comissão. mas sim poderá ser de 1 dia a 2 anos. prorrogável uma vez. na forma da lei. condições e percentuais mínimos previstos em lei. pois garante ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. assim como aos estrangeiros. Todavia. O inciso em questão demonstra a necessidade de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos para a investidura em cargo ou emprego público. pois a lei declarou esses cargos como de livre nomeação e exoneração. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. dentre outras condições. na forma prevista em lei. e os cargos em comissão. II . todavia de preenchimento de requisitos legais. declarado como de livre nomeação ou exoneração. Logo. funções e empregos públicos são acessíveis. a prorrogação deverá obedecer o mesmo prazo de validade inicialmente disposto para o concurso público. Isso corre pelo fato de que o prazo estabelecido pelo inciso será de até 2 anos. na carreira. Como é possível perceber o prazo de validade do concurso não será necessariamente dois anos. Todavia. por exemplo. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. O prazo improrrogável previsto no edital de convocação diz respeito ao período de prorrogação.

havendo. Este inciso garante o direito de greve aos servidores públicos. VII . desde que seja para suprir necessidade temporária de excepcional interesse público.processamento de dados ligados a serviços essenciais.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. relacionadas à defesa agropecuária.guarda. o próprio edital de abertura do mesmo. § 2º. equipamentos e materiais nucleares. Exemplo: em um determinado concurso onde estejam sendo oferecidas 100 vagas. IV . de acordo com o inciso em questão. no âmbito do Ministério da Agricultura e do Abastecimento.administração pública VII . É importante salientar que a contratação de servidores por tempo determinado para atender excepcional interesse público prescinde da realização de concurso público.distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos.transporte coletivo. aos portadores de deficiências serão reservadas até 20% das vagas oferecidas em concursos públicos para ingresso em cargos públicos. III.admissão de professor substituto e professor visitante.a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. De acordo com Maria Sylvia Zanella Di Pietro. vegetal ou humana. Didatismo e Conhecimento 12 . a realização de um processo seletivo simplificado. São Paulo: Atlas. (d) finalísticas do Hospital das Forças Armadas.admissão de professor e pesquisador visitante estrangeiro. (e) de pesquisa e desenvolvimento de produtos destinados à segurança de sistemas de informações sob a responsabilidade do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações. II .realização de recenseamentos e outras pesquisas de natureza estatística efetuadas pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. restrições ao seu exercício. 2005). III . De acordo com a lei supracitada são atividades ou serviços essenciais: Art. X . no âmbito de projetos voltados para o alcance de objetivos estratégicos previstos no plano plurianual. assegurada revisão geral anual. IX . para que a luta pelos direitos da classe trabalhadora não gere lesões à sociedade pela interrupção da prestação de serviços básicos. gás e combustíveis.assistência a situações de calamidade pública. Assim. para atendimento de situações emergenciais ligadas ao comércio internacional de produtos de origem animal ou vegetal ou de iminente risco à saúde animal. V .controle de tráfego aéreo. II. todavia. as atividades públicas que não podem ser interrompidas durante o curso da paralisação. produção e distribuição de energia elétrica. (b) de identificação e demarcação desenvolvidas pela Funai. uso e controle de substâncias radioativas. VI. (c) revogado pela Lei nº 10667/03. XI compensação bancária. 10 São considerados serviços ou atividades essenciais: I . VIII . por força da Lei supracitada. é garantido o direito de greve aos servidores públicos. que porventura queiram fazer reivindicações sobre os direitos da classe trabalhadora.atividades: (a) especiais nas organizações das Forças Armadas para atender à área industrial ou a encargos temporários de obras e serviços de engenharia. Todavia. X .o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica.a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão.assistência médica e hospitalar. (g) desenvolvidas no âmbito de projetos do Sistema de Vigilância da Amazônia.combate a surtos endêmicos. A Lei nº 7783/89 que disciplina o direito de greve dos servidores públicos traz. tão somente. De acordo com o artigo 5º. (f) de vigilância e inspeção.funerários. De acordo com o inciso supracitado. observada a iniciativa privativa em cada caso. e (h) técnicas especializadas. tal direito deverá ser exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. sendo necessária. sempre na mesma data e sem distinção de índices. (DI PIETRO. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. VIII . V. na esfera federal a Lei nº 8745/93. IX . Conforme denota o inciso supracitado é admissível a contratação de servidores públicos por tempo determinado. em seu bojo. da Lei nº 8112/90. indica como casos de excepcional interesse público: I. VI . deverá constar que 20 vagas serão destinadas a portadores de deficiências físicas.telecomunicações. Direito Administrativo.captação e tratamento de esgoto e lixo.tratamento e abastecimento de água. Maria Sylvia Zanella. IV. a lei reservará uma determinada porcentagem dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiências.

pensões ou outra espécie remuneratória. que dispõe os direitos tutelados aos servidores públicos.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. funções e empregos públicos da administração direta. aplicando-se como limite. seja na esfera federal. autárquica e fundacional. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. autárquica e fundacional. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. o subsídio do Prefeito. 39. da Constituição Federal. é possível extrair dessa assertiva que os acréscimos concedidos aos servidores não serão utilizados na base de cálculo para concessão de outros acréscimos no futuro. Este inciso é claro em explicitar que a concessão de acréscimos pecuniários não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. não poderão exceder o subsídio mensal. XV . percebidos cumulativamente ou não. cada uma. Não obstante a garantia de tal direito aos servidores públicos. § 2º.proibição de diferença de salários. vincular não significa remuneração igual.administração pública Conforme consta do inciso em questão. os vencimentos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. valores iguais para os servidores por elas abrangidos. § 4º. XIV . nos Municípios. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. a remuneração dos servidores obedecerá o disposto no artigo 7º. Direito Administrativo Brasileiro. não poderão exceder o subsídio mensal. da impossibilidade de redução no valor da remuneração dos mesmos. Este inciso explicita o teto para o pagamento dos servidores da Administração Pública. e 153. percebidos cumulativamente ou não. Nos cargos semelhantes existentes nos Poderes. em espécie. em espécie. XIII . a do Governador. Assim. (MEIRELLES. III. O outro teto limita a remuneração nos Municípios ao subsídio do Prefeito e nos Estados. mas atrelada a outra. não significa equiparação a existência de duas ou mais leis estabelecendo. ou seja. e nos Estados e no Distrito Federal. automaticamente. XI . São elas: Didatismo e Conhecimento 13 . aplicável este limite aos membros do Ministério Público. idade. onde há possibilidade de redução dos subsídios e vencimentos. Logo.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis. garante aos servidores públicos o seguinte direito: “XXX. Neste inciso estamos nos referindo à irredutibilidade dos vencimentos e subsídios dos ocupantes de cargos e empregos públicos. São Paulo: Malheiros. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. no âmbito do Poder Judiciário. inciso XXX. inciso XXX. 150. Desta maneira. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. dos membros de qualquer dos Poderes da União. dos Estados. Este inciso demonstra a limitação existente entre os Poderes da União. do Distrito Federal e dos Municípios. De acordo com o eminente doutrinador Hely Lopes Meirelles. Hely Lopes. cor ou estado civil”. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. equiparar significa “a previsão. em lei. estadual ou municipal. do Distrito Federal e dos Municípios.é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. A regra geral estabelecida é que a remuneração e os subsídios dos ocupantes de cargos. dos Estados. dos membros de qualquer dos Poderes da União. No Poder Legislativo a limitação está alicerçada no subsídio dos Deputados Estaduais. a alteração da prevista para o cargo vinculado”. pensões ou outra espécie remuneratória. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. 2005). Todavia o próprio inciso traz em sua parte final algumas ressalvas. sempre na mesma data e sem distinção de índices. O artigo 7º. Já. ainda demonstra-se presente no inciso estudado a garantia de revisão anual das remunerações dos servidores públicos. I. II. em espécie. funções e empregos públicos da administração direta.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. retirando a iniciativa dos mesmos para a fixação da remuneração. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. XII . de remuneração igual a determinada carreira ou cargo. de sorte que a alteração da remuneração do cargo vinculante provoca. 153. a Constituição proíbe que haja a existência de equiparação das remunerações dos servidores dos Poderes.

incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. e sociedades controladas. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. X e XI. o disposto no artigo 37.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. fundações. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Um exemplo de redução a ser citado é o desconto do Imposto de Renda dos subsídios e vencimentos dos servidores públicos.Artigo 39. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. Este inciso demonstra que a acumulação de cargos não é aplicável somente aos órgãos da Administração Pública Direta (União. . Diante disso. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. os servidores admitidos nos cargos de fiscal terão livre acesso a informações. com profissões regulamentadas. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. Fundações. Ademais. dos Estados. Desta maneira. títulos ou direitos. a) a de dois cargos de professor. na forma da lei. esse órgão possui servidores públicos especialmente destinados para fiscalizarem e controlarem todos os fatos que guardem relação com tributos. XI . empresas públicas. dos membros de qualquer dos Poderes da União. . será possível a redução dos vencimentos e subsídios nos casos supracitados. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. cabe ressaltar que nos casos onde é admitida a cumulação de cargos é necessária a observância do inciso XI. aos Estados. autárquica e fundacional. em qualquer caso. não poderão exceder o subsídio mensal. com profissões regulamentadas. XIV . c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. e sociedades controladas.Artigo 153.Artigo 37. visando assegurar a moralidade da administração pública.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. prêmio. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. exceto. dentro da sua área de competência e jurisdição. em espécie. b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico.Artigo 37. no âmbito do Poder Judiciário. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. ou seja. XVIII . § 4º . sociedades de economia mista. Didatismo e Conhecimento 14 . aos Procuradores e aos Defensores Públicos.Sem prejuízos de outras garantia asseguradas ao contribuinte. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. Sociedades de Economia Mista. e nos Estados e no Distrito Federal. direta ou indiretamente. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça.Compete à União instituir impostos sobre: III. quando houver compatibilidade de horários. pelo Poder Público). abono. aplicando-se como limite. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. suas subsidiárias. Estados.administração pública . verba de representação ou outra espécie remuneratória. do Distrito Federal e dos Municípios. obedecido. direta ou indiretamente. funções e empregos públicos da administração direta. nos Municípios. é vedada à União. .O membro de Poder.Artigo 150 . na forma da lei. precedência sobre os demais setores administrativos.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. pensões ou outra espécie remuneratória. . pois se forem incompatíveis não será possível a acumulação de cargos públicos nos casos supracitados.O imposto previsto no inciso III: I. suas subsidiárias. da universalidade e da progressividade. em espécie. XVI . A Fazenda Pública é o órgão estatal que cuida das arrecadações do Estado. É importante salientar a necessidade da compatibilidade de horários. como também aos órgãos da Administração Pública Indireta (Autarquias. O inciso XVI e suas alíneas traz a proibição de acumulação remunerada de cargos públicos. o subsídio do Prefeito. Municípios e Distrito Federal).instituir tratamento desigual entre os contribuintes que se encontrem em situação equivalente . adicional. o detentor de mandato eletivo. Desta maneira. XVII . .renda e proventos de qualquer natureza. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.Artigo 153 – Compete à União instituir impostos sobre: § 2º . Empresas Públicas. pelo poder público. das regras pertinentes ao teto de vencimento ou subsidio. exceto se houver compatibilidade de horários aos seguintes cargos: a) a de dois cargos de professor. aos Municípios e ao Distrito Federal: II.a administração fazendária e seus servidores fiscais terão. percebidos cumulativamente ou não.será informado pelos critério da generalidade.

na redação dada pela Emenda Constitucional nº 19/98. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. As regras referentes ao processo licitatório. XXI . mantidas as condições efetivas da proposta. “Autarquias são pessoas jurídicas de Direito Público. Sua criação deve ser autorizada por lei específica. bem como na participação de qualquer delas em empresa privada. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. Todavia. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. De acordo com o doutrinador as empresas públicas e as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de Direito Privado. De acordo com o inciso supracitado. Direito Administrativo Brasileiro. dela não podendo constar nomes. terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada. De acordo com MEIRELLES. inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais. terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada. conteúdo educativo. previdenciárias e quaisquer outras outorgadas pela entidade estatal-matriz. O parágrafo em questão busca extinguir a promoção de políticos por atos ou programas realizados. Didatismo e Conhecimento 15 . serviços. obras e serviços descentralizados da entidade estatal que as criou. nos termos da lei. atividades essenciais ao funcionamento do Estado.ressalvados os casos especificados na legislação. mas sem subordinação hierárquica. do Distrito Federal e dos Municípios. mantidas as condições efetivas da proposta. cabendo à lei complementar. na forma da lei ou convênio. definir as áreas de sua atuação. serviços e campanhas de órgãos públicos constem nomes. devendo o Poder Executivo tomar as providências necessárias à sua instituição. à semelhança das autarquias. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.administração pública XIX . neste último caso. inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais. fundações.somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. exercidas por servidores de carreiras específicas. para a realização de atividades. e no segundo a lei apenas autoriza sua criação. Funcionam e operam na forma estabelecida na lei instituidora e nos termos de seu regulamento. empresas públicas e sociedades de economia mista.depende de autorização legislativa. conforme o inciso XIX. atividades essenciais ao funcionamento do Estado. do Distrito Federal e dos Municípios. Este inciso demonstra a necessidade de autorização do Poder Legislativo na criação das autarquias. informativo ou de orientação social. Visando um maior controle das receitas tributárias. sujeitas apenas ao controle finalístico de sua administração e da condução de seus agentes. XXII . símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou serviços públicos. dos Estados. na forma da lei ou convênio. Este parágrafo proíbe que nos atos programas. § 1º . em seu bojo. o próprio inciso demonstra que existirão casos expressos em lei onde será dispensado o processo licitatório. em cada caso. criadas por lei específica. devendo a lei definir as respectivas áreas de atuação. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo.as administrações tributárias da União. as obras. No primeiro caso elas são criadas por lei. serviços. de natureza meramente administrativa. As autarquias podem desempenhar atividades educacionais. São Paulo: Malheiros. as obras. de sociedade de economia mista e de fundação. ou de exercer atividade econômica de relevante interesse coletivo. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. bem como os casos de dispensa do mesmo estão previstos na lei nº 8666/93. com a finalidade de prestar serviço público que possa ser explorado no modo empresarial. O doutrinador supracitado explicita que Fundações são pessoas jurídicas de Direito Público ou pessoas jurídicas de Direito Privado. este inciso demonstra que as administrações tributárias da União. do artigo 37 da CF. Ademais o autor traz uma sucinta abordagem das entidades empresarias que englobam as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Hely Lopes. o instituto da licitação. 2005). obras. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. Este inciso traz. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. Esta condição explicitada pelo inciso em questão demonstra uma das atribuições do Poder Legislativo que é a fiscalizatória. (MEIRELLES. nos termos da lei. programas. podendo somente constar no bojo dos mesmos. cabendo ao Poder Executivo as providências complementares para sua instituição. XX . com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento.A publicidade dos atos. dos Estados. exercidas por servidores de carreiras específicas.

se não forem obedecidas as regras referente à investidura aos cargos públicos. que também ensejarão a punição da autoridade responsável. externa e interna. emprego ou função na administração pública. servidor ou não. II- dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público. na forma prevista em lei. Desta maneira. Cabe ressaltar que o próprio parágrafo 4º demonstra que além da responsabilidade civil aplicada ao transgressor. que causem prejuízos ao erário. a perda da função pública. as ações para apuração dos atos de improbidade somente poderão ser propostas até cinco anos após o término do exercício do mandato do cargo em comissão ou de função de confiança. nessa qualidade. haverá prescrição e a mesma não poderá ser proposta. causarem a terceiros. A lei nº 8. a ação não poderá mais ser proposta.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. por igual período. cargo em comissão ou de função de confiança. que causem prejuízos ao erário. Assim. permitindo que os usuários da Administração Pública participem da mesma e efetuem sua fiscalização. § 5º . na forma e gradação previstas em lei. servidor ou não. Preliminarmente. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. da qualidade dos serviços. em seu artigo 23. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. II . § 4º . regulando especialmente: I . na forma e gradação previstas em lei. X e XXXIII.as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. operar-se-ão os efeitos supracitados. da Lei 8429/92. Desta maneira. sem prejuízo da ação penal cabível. III . III . traz o prazo exigido para o ajuizamento de ações que visem apurar os atos de improbidade. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. em seu conteúdo.o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo. De acordo com o parágrafo. do artigo 37: II . 5º.429/92 traz. observado o disposto no art. Didatismo e Conhecimento 16 . bem como o prazo de validade dos concursos públicos. Assim.administração pública § 2º . a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. Este inciso tem por escopo assegurar a aplicação do princípio da eficiência declarado no caput do artigo 27 da Constituição Federal. A Lei nº 8429/92. artigo 37. os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. para que ocorra a conseqüente punição do mesmo. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. De acordo com o parágrafo em questão. sem prejuízo da ação penal cabível. poderá ser ajuizada a ação penal correspondente ao crime. nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. Após esse prazo. é importante salientar que prescrição consiste na perda do direito de ação pelo decurso do tempo. do artigo 23.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. se não houver a observância dos incisos II e III. nos termos da lei. como também a punição da autoridade. a perda da função pública.o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. a responsabilidade aplicada aos agentes públicos que cometerem atos de improbidade contra a Administração Pública. haverá não somente a nulidade do ato.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. O parágrafo 2º traz dois casos de nulidade. Dispõe o referido artigo: Artigo 23 – As ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: I- até cinco anos após o término do exercício do mandato. explicita os inciso II e III. de acordo com o inciso V.A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. prorrogável uma vez. Este parágrafo demonstra que lei infraconstitucional estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. ultrapassado o lapso temporal exigido para o ingresso da ação. § 6º . ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta.

os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. Todavia. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. dos Estados. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. dos Estados. Assim. II . que receberem recursos da União. Desta maneira. § 8º A autonomia gerencial. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. que integram a remuneração dos servidores não serão computadas para efeito do limite remuneratório estipulado no inciso XI deste artigo. visando o recebimento da indenização paga ao particular. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta. direitos. Tendo em vista que a Administração Pública é dotada de várias informações privilegiadas. obrigações e responsabilidade dos dirigentes e a remuneração do pessoal. cabendo. Didatismo e Conhecimento 17 . a segunda parte do parágrafo traz o instituto da responsabilidade civil subjetiva ao explicitar que será assegurado o direito de regresso do Estado contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. e suas subsidiárias. é necessário que se prove que a conduta praticada pelo funcionário causou determinado dano. Esta espécie de responsabilidade expressa que na eventualidade do cometimento de uma conduta danosa por um funcionário em detrimento de um particular. cabendo à lei dispor sobre: I . as parcelas de caráter indenizatório. está cuidando da responsabilidade objetiva. comprovada a ocorrência de dano ao particular pela conduta do funcionário público. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. Todavia. § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. independentemente da comprovação de dolo (vontade de cometer a conduta danosa) ou culpa (quando o agente agiu por imprudência. O parágrafo 8º trata da autonomia gerencial. causarem a terceiros. o inciso supracitado traz a necessidade de edição de uma lei que disponha sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. direitos. A primeira parte do parágrafo quando explicita que as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado. previstas em lei. pois será necessária a prova de que o funcionário cometeu a conduta. controles e critério de avaliação de desempenho.administração pública Neste parágrafo estamos diante da responsabilidade do Estado por atos praticados pelos seus funcionários. e posteriormente paga a indenização. § 10. e suas subsidiárias. à lei dispor sobre o prazo de duração do contrato. que receberem recursos da União. a responsabilidade aqui é diversa. ou seja. III . Não serão computadas. Distrito Federal e Municípios. prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. negligência ou imperícia).a remuneração do pessoal. De acordo com este parágrafo. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. de acordo com o parágrafo supracitado a autonomia poderá ser ampliada por contrato firmado. Cabe recordar que a administração direta é composta pela União. fundações. o Estado poderá ajuizar ação de regresso contra o funcionário. Este parágrafo estende o mandamento expresso no inciso XI às empresas públicas e às sociedades de economia mista. Estados. emprego ou função pública. haverá indenização. a responsabilidade objetiva exige somente a prova do nexo de causalidade entre a conduta danosa e o resultado.os controles e critérios de avaliação de desempenho. não havendo discussão de culpa ou dolo acerca do fato. imbuído por dolo ou culpa. as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo. todavia. sociedades de economia mista e empresas públicas. Desta maneira. § 11. enquanto a administração indireta é composta por autarquias. nessa qualidade. obrigações e responsabilidade dos dirigentes.o prazo de duração do contrato.

38. De acordo com este inciso. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.para efeito de benefício previdenciário. II . no qual os servidores são admitidos sob regime de Direito Público. Cabe ressaltar que no término do mandato o cargo será retomado. Este inciso determina que o servidor investido no cargo de Prefeito deverá se afastar do cargo. no exercício de mandato eletivo.investido no mandato de Prefeito. como limite único. podem alcançar estabilidade e possuem direitos e deveres estabelecidos por lei (e que podem. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. o inciso em questão traz um privilégio ao servidor investido neste cargo. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. emprego ou função. mesmo que o servidor público esteja afastado de seu cargo para o exercício de mandato eletivo. Didatismo e Conhecimento 18 . portanto. não havendo compatibilidade. não será contado para promoção por merecimento por motivos óbvios. os valores dos benefícios previdenciários serão determinados como se estivesse no exercício do seu cargo. mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica. exceto para promoção por merecimento. Todavia. não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo. 39. como limite único. será aplicada a norma do inciso anterior. a opção pela remuneração. os Estados. cabendo aos mesmos fixar. IV . ser alterados unilateralmente pelo Estado-Legislador). em seu âmbito. das autarquias e das fundações públicas. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. e. V . no caso de afastamento. o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça. Todavia. ficará afastado de seu cargo. Art. autárquica e fundacional. no âmbito de sua competência. deverá se afastar do cargo exercido. Este inciso traz as regras aplicadas ao servidor público investido no mandato de vereador. havendo compatibilidade de horários. inclusive para promoção por antiguidade. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. o mesmo deverá optar pela remuneração a ser recebida. Este inciso explicita que se o servidor público passar a exercer mandato eletivo federal (Presidente da República). aplicam-se as seguintes disposições: I . emprego ou função. que demarcou a opção da União pelo regime estatutário. além da remuneração de Vereador. não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores.administração pública § 12. Art. Caso haja compatibilidade de horários o servidor público receberá as vantagens de seu cargo. será afastado do cargo. em seu âmbito. Todavia. o Distrito Federal e os Municípios instituirão. III . qual seja.investido no mandato de Vereador. retomando-o no término do mandato. haja vista que o mesmo não desempenhou suas funções no período em que estava exercendo o mandato eletivo. Ao servidor público da administração direta. emprego ou função. Este inciso demonstra que o tempo de afastamento do cargo público para o exercício de mandato eletivo deverá ser contado para todos os efeitos legais. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo.tratando-se de mandato eletivo federal.perceberá as vantagens de seu cargo. Em que pese esteja o servidor afastado do cargo. O texto legal acima citado traz o teto remuneratório que deverá ser obedecido pelos Estados e pelo Distrito Federal. se houve incompatibilidade entre o cargo exercido pelo funcionário e o mandato de Vereador. estadual (Governador do Estado) ou Distrital. Com base nesse parâmetro foi promulgada a Lei nº 8. emprego ou função.112/90. A União. estadual ou distrital. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. ele poderá optar pela remuneração do cargo que exercia ou pela remuneração de Prefeito. fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar. mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica. o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça.

por meio de normas de saúde. ao vedar expressamente o acréscimo de qualquer gratificação.administração pública § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: I . vedado o acréscimo de qualquer gratificação. § 4º O membro de Poder. fica clara a intenção de vedar a fixação dos subsídios em duas partes. facultada.  Proibição de diferença de salários. 37. Ao falar em parcela única. 37. higiene. II . o sistema remuneratório que compreende o padrão fixado em lei mais as vantagens pecuniárias de variada natureza previstas na legislação estatutária. nos termos da lei. nos termos fixados em lei. X e XI. mediante incentivos específicos. IX. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. com a duração de cento e vinte dias. em cinqüenta por cento à do normal.  Salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei. XVII. fixado em lei. transporte e previdência social. tal como ocorria com os agentes políticos na vigência da Constituição de 1967.  Licença-paternidade. educação. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. o disposto no art. do artigo 7º da Constituição Federal:  Salário mínimo. Vamos conferir o que diz os referidos incisos.  Remuneração do serviço extraordinário superior. 7º. § 2º A União. XXII e XXX. E. cor ou estado civil. XIX. pelo menos. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. prêmio. XX. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados.  Redução dos riscos inerentes ao trabalho. sem prejuízo do emprego e do salário. idade.  Gozo de férias anuais remuneradas com.  Licença à gestante. XVI.  Proteção do mercado de trabalho da mulher. § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. verba de representação ou outra espécie remuneratória. lazer.os requisitos para a investidura. também fica clara a intenção de extinguir. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. obedecido.  Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno.as peculiaridades dos cargos. tanto para ingressar no cargo. nacionalmente unificado. os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. para as mesmas categorias de agentes públicos. higiene e segurança.  Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.  Garantia de salário. alimentação. melhor deverá ser a remuneração correspondente. um terço a mais do que o salário normal. adicional. dos Estados. para os que percebem remuneração variável.  Repouso semanal remunerado. estimulando e promovendo a especialização profissional. III . em qualquer caso. vestuário. XVIII. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. abono. quanto para desenvolver as funções inerentes a ele. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.a natureza. XII. abono. XV. prêmio. Significa dizer que quanto maior o grau de dificuldade. melhorando os níveis de desempenho e eficiência dos ocupantes de cargos e funções do serviço público. saúde. preferencialmente aos domingos. no mínimo. VIII. Essas escolas possuem como objetivo a atualização e a formação dos servidores públicos. para isso. IV. em qualquer caso. o disposto no art. § 5º Lei da União. XI. adicional. obedecido. uma fixa e outra variável. o detentor de mandato eletivo. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. preparando servidores para o exercício de funções superiores e para a intervenção ativa nos projetos voltados para a elevação constante dos padrões de eficácia e eficiência do setor público. Didatismo e Conhecimento 19 . verba de representação ou outra espécie remuneratória. XIII. nunca inferior ao mínimo.  Décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. VII.

reaparelhamento e racionalização do serviço público. e proceder as transformações essenciais à qualidade com produtividade. se homem. simplificar procedimentos. serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o art.compulsoriamente. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. Para se manter o equilíbrio financeiro e atuarial é imprescindível que o regime mantenha um fundo previdenciário que capitalize as sobras de caixa atuais que garantirão o pagamento de benefícios futuros. abono. na forma da lei. quaisquer que sejam os cargos. minimizar os desperdícios e os erros. O inciso XI do artigo 37 da Constituição refere-se aos tetos remuneratórios. § 7º Lei da União. observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. contagiosa ou incurável. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. § 2º . II . do Distrito Federal e dos Municípios.  Teto no judiciário: O subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. b) sessenta e cinco anos de idade. Já para se ter equilibro atuarial. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. dos Estados. por ocasião da sua concessão. por ocasião de sua concessão. prêmio. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. autarquia e fundação. na forma da lei. modernização. § 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. por subsídio fixado em parcela única. em espécie. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. inclusive de gestão. quais sejam:  Teto máximo: Subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. mediante contribuição do respectivo ente público. funções ou empregos ocupados. dos Estados. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. adicional. Ou seja. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados.  Teto nos municípios: O subsídio do Prefeito. Para o regime previdenciário ter equilíbrio financeiro. obedecido. III . em qualquer caso.Os proventos de aposentadoria e as pensões. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União.por invalidez permanente. gerado basicamente quando as receitas previdenciárias superam as despesas com pagamento de benefícios.  Teto no âmbito do Poder Executivo: O subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo. Esses cursos são importantes para obter o envolvimento e o comprometimento de todos os agentes públicos com a qualidade e produtividade. inovar nas maneiras de atender as necessidades do cidadão. e sessenta anos de idade. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor.administração pública § 6º Os Poderes Executivo. exceto se decorrente de acidente em serviço. X da Constituição Federal. 37. em um montante suficiente para cobrir as respectivas despesas previdenciárias. § 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria. moléstia profissional ou doença grave. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. aos setenta anos de idade. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. 201. se mulher. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. Didatismo e Conhecimento 20 . basta ter no exercício atual um fluxo de caixa de entrada superior ao fluxo de caixa de saída. incluídas suas autarquias e fundações. Art.voluntariamente. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. como também futuras e contínuas por tempo indeterminado. se mulher. verba de representação ou outra espécie remuneratória. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. treinamento e desenvolvimento. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: I . com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. se homem. deve estar assegurado que o plano de custeio gera receitas não só atuais. 40. os tetos remuneratórios dispostos no art.  Teto nos Estados e no Distrito Federal: O subsídio mensal do Governador. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.

§ 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte. 201. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. 201 Didatismo e Conhecimento 21 . à soma total dos proventos de inatividade. no entanto..administração pública § 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. Ou seja. sem a redução de 05 anos. o beneficiário conseguia suprir suas necessidades com alimentação. § 10 . em relação ao disposto no  § 1º. § 13 . os casos de servidores: I portadores de deficiência. II que exerçam atividades de risco. A soma é possível. o valor real. Após alguns anos. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. saúde. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. em caráter permanente. nos termos definidos em leis complementares. 201.A União.ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento. § 14 . no que couber.Além do disposto neste artigo. A redução só é permitida nos casos em que o tempo de contribuição é exclusivamente no magistério. caso aposentado à data do óbito. § 9º . um de professor com outro técnico ou científico. os Estados. poderão fixar. § 6º . em tese. ressalvados. XI. O valor real refere-se ao poder aquisitivo. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. aplica-se o regime geral de previdência social. não é possível somar o tempo de magistério com o tempo em outra atividade e ainda reduzir 05 anos. desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. se no início do recebimento do benefício. e de cargo eletivo. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará.A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício.Aplica-se o limite fixado no art.Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. § 11 . em outros temos.Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. III. educação. com profissões regulamentadas. § 12 . III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde.O tempo de contribuição federal. ou II . exclusivamente. 37.. lazer. que será igual I . Os cargos acumuláveis são: Dois de professor. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. «a». conforme critérios estabelecidos em lei.Ao servidor ocupante. § 5º . inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. o Distrito Federal e os Municípios. propiciar o mesmo poder aquisitivo. o mesmo benefício deveria. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social. caso em atividade na data do óbito § 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite.

a. cumpre-nos ressaltar: o servidor estável que teve seu cargo extinto ou declarado desnecessário não será nem exonerado. sem direito a indenização. Art. § 19. A disponibilidade é um instituto que permite ao servidor estável. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. que teve o seu cargo extinto ou declarado desnecessário. de natureza pública. Caso o servidor não tenha. observado o disposto no art. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. o disposto nos  §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. dos resultados alcançados e do seu potencial de desenvolvimento. o instituto da disponibilidade não protege o servidor não-estável quanto a uma possível extinção de seu cargo ou declaração de desnecessidade. § 16 . não de forma absoluta. Desde já. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. permanecer sem trabalhar. à espera de um eventual aproveitamento. 201 desta Constituição. por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar. II. será ele reintegrado. 142. na forma de lei complementar. que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. e o eventual ocupante da vaga. § 21. Didatismo e Conhecimento 22 . se estável. demitido. § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade.Somente mediante sua prévia e expressa opção. visando exclusivamente o alcance do interesse coletivo. Será ele posto em disponibilidade! Segundo a doutrina majoritária. nem.administração pública § 15. A Avaliação de Desempenho é uma importante ferramenta de Gestão de Pessoas que corresponde a uma análise sistemática do desempenho do profissional em função das atividades que realiza. Referido instituto corresponde à proteção ao ocupante do cargo. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime em cada ente estatal. na forma da lei. for portador de doença incapacitante. e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º. a permanência no Serviço Público. § 18. X. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 201. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º. muito menos. § 3º. será ele exonerado ex-officio. no que couber. § 17. ressalvado o disposto no art. III. Reintegração é o instituto jurídico que ocorre quando o servidor retorna a seu cargo após ter sido reconhecida a ilegalidade de sua demissão. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 202 e seus parágrafos. reconduzido ao cargo de origem.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. 41. o que permite a execução regular de suas atividades. o servidor estável ficará em disponibilidade.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos. na forma da lei.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. adquirido estabilidade. § 20. ainda. assegurada ampla defesa. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo. III . com remuneração proporcional ao tempo de serviço. II . garantindo. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão devidamente atualizados. das metas estabelecidas. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os servidores titulares de cargos efetivos. quando o beneficiário.

Aquelas que exploram atividade econômica não se obrigam a responder de acordo com o art. causarem a terceiros. a vítima deverá demonstrar o nexo de causalidade entre o fato lesivo e o dano. A Constituição Federal de 1988. Não se configura a possibilidade de indenização de danos que podem eventualmente ocorrer no futuro. 37 da Constituição Federal. sem quebra do nexo causal. contudo. para a determinação da indenização devida. atribuída ao Poder Público. Aquele que é investido de competências estatais tem o dever objetivo de adotar as providências necessárias e adequadas a evitar danos às pessoas e ao patrimônio. seguindo uma tradição estabelecida desde a Constituição Federal de 1946. prestadoras de serviços públicos. Didatismo e Conhecimento 23 . se preencherem os requisitos expostos. Pessoas jurídicas de direito público são aquelas que integram a Administração (direta e indireta). quanto agindo nessa qualidade.º do art. responderão pelos danos que seus agentes. é subjetiva. consiste na formulação defeituosa da vontade de agir ou deixar de agir. especialmente porque a avaliação do elemento subjetivo é indispensável. der oportunidades a ocorrências do dano. existem pessoas que. a omissão na prestação do serviço público tem levado à aplicação da teoria da culpa do serviço público (faute du service). O Estado responde pelos danos causados com base no conceito de nexo de causalidade – na relação de causa e efeito existente entre o fato ocorrido e as conseqüências dele resultantes. as dificuldades do cotidiano. Para conseguir o ressarcimento do prejuízo. existente.º do art. As empresas públicas e as sociedades de economia mista respondem quando estiverem prestando serviço público. É mais apropriado aludir a uma objetivação da culpa. Vamos conferir a redação do §6º do artigo 37 da Constituição Federal: §6º: As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado. Não há responsabilidade civil objetiva do Estado. aquele que sofreu o prejuízo. Assim. Essa distinção não é meramente acadêmica. Dessa forma.  Especial: É o dano que pode ser particularizado. em determinados julgamentos. sua responsabilidade equipara-se à das empresas privadas. Quanto à reparação do dano. Por exemplo. O dano que gera a indenização deve ser:  Certo: É o dano real. A responsabilidade do Estado se traduz numa obrigação. em certas circunstâncias. utiliza a teoria da culpa administrativa para responsabilizar o Estado em casos de omissão. ou seja. Não é necessário investigar a existência de uma vontade psíquica no sentido da ação ou omissão causadoras do dano. bem como o valor do prejuízo. A omissão da conduta necessária e adequada consiste na materialização de vontade. a responsabilidade objetiva do Estado e responsabilidade subjetiva do funcionário. Tanto é assim que. estarão presentes os elementos necessários a formulação de um juízo de reprovabilidade quanto a sua conduta.  Anormal: É aquele que ultrapassa as dificuldades da vida comum. o Poder Judiciário. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Não se cogita a necessidade de. O dano indenizável pode ser material e/ou moral e ambos podem ser requeridos na mesma ação. efetivo. Quando o Estado infringir esse dever objetivo e. determinou. § 6.º. comprovar a culpa ou o dolo. a responsabilidade continua a envolver um elemento subjetivo. mas há presunção de culpabilidade derivada da existência de um dever de diligência especial.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 5 RESPONSABILIDADE DOS SERVIDORES PÚBLICOS. Em que pese a aplicação da teoria da responsabilidade objetiva ser adotada pela Constituição Federal. 37 (Exemplo: concessionários e permissionários que prestam serviços públicos). o valor de uma eventual condenação será minimizado. tanto no exercício das suas atribuições. se a vitória tiver concorrido para o evento danoso. nessa qualidade. 37. da Constituição Federal. 37 Parágrafo 6º. A culpa decorre da omissão do Estado.  Direto e imediato: O prejuízo deve ser resultado direito e imediato da ação ou omissão do Estado. Logo. quando este deveria ter agido e não agiu. exercitando suas competências. embora não integrem a Administração Pública. bastando apenas a demonstração do nexo de causalidade. deve ser possível a identificação do particular atingido. o Poder Público não conservou adequadamente as rodovias e ocorreu um acidente automobilístico com terceiros. depende da demonstração de culpa. em seu art. aquele que não atinge a coletividade em geral. Para requerer indenização do Estado é necessário que o dano já tenha sido experimentado. há pessoas que integram a Administração Pública e não respondem na forma do § 6. de compor os danos patrimoniais causados a terceiros por seus agentes públicos. esta pode ser obtida administrativamente ou mediante ação de indenização junto ao Poder Judiciário. defeituosamente desenvolvida. respondem na forma do § 6.

Responsabilidade dos Agentes Públicos: No que diz respeito à responsabilidade dos servidores. assim como na hipótese do condenado previsto na sentença. conforme inteligência do art. não ocorre exclusão. podemos dizer que ao exercer funções públicas. Responsabilidade Judicial: De acordo com o art 5. cargo ou emprego. Quando a sentença é reformada em segunda instância. Quanto o Estado repara o dano. Observe-se que não está sujeito a prazo prescricional a ação regressiva contra o agente público que agiu com dolo ou culpa para a recuperação dos valores pagos pelos cofres públicos.administração pública Uma vez indenizada a vítima. desde que a vítima comprove o comportamento culposo da Administração Pública. em que o dano seja decorrente de ato humano. LXXV. Observe-se que cabe ao Poder Público o ônus de provar a culpa da vítima ou a existência de força maior. a possibilidade de responsabilizar o Estado. o direito de regresso. o Estado também responderá. quando se rompe. parágrafo 5º da Constituição Federal: §5º: A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente servidor ou não. quando tenha este agido com culpa ou dolo. englobando os lucros cessantes e os danos emergentes. entretanto. O erro judicial configura-se quando a sentença é dada além dos limites fixados no ordenamento jurídico. Não exclui ou atenua a responsabilidade do Estado. não há erro judicial. contudo. a responsabilidade estatal será afastada. causando dano a terceiros. ou seja. o direito de regresso é o direito assegurado ao Estado no sentido de dirigir sua pretensão indenizatória contra o agente responsável pelo dano. inc. ou concorrem outras circunstâncias que possam afastar ou mitigar sua responsabilidade. desde que a inconstitucionalidade tenha sido declarada pelo Poder Judiciário. com o direito de recuperar o valor da indenização junto ao agente que causou o dano. Nestes casos. Nesse aspecto.o Estado indenizará o condenado por erro judiciário. É uma forma de manter a soberania e a autenticidade dos órgãos públicos. Esta responsabilidade é algo indispensável na atividade administrativa. b) O Estado responde parcialmente. em sede de responsabilidade estatal. Existe. Ensina Maria Sylvia Zanella Di Pietro que “na hipótese de caso fortuito. dependendo de sua função.º. como um raio que incendeia uma casa. uma adutora ou um cabo elétrico. alheio a vontade do Estado. a força maior e a culpa exclusiva da vítima. Por exemplo. Didatismo e Conhecimento 24 . desde que comprove que houve culpa exclusiva do lesado. O agente público poderá ser responsabilizado nos âmbitos civil. com o direito de recuperar o valor da indenização junto ao agente que causou o dano. A motivação da decisão serve para verificar se a sentença ultrapassa seus limites (consiste em mencionar o dispositivo legal aplicável e relacionar os fatos que concretamente levaram à sua aplicação). ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. a recomposição do erário. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença. se o particular comprovar que os bueiros entupidos concorreram para o incidente. se demonstrar que houve culpa concorrente do lesado para a ocorrência do dano. ou seja. configura-se na pretensão do Estado em buscar do seu agente. uma vez desfalcado do montante destinado ao pagamento da indenização à vítima. além dos atos políticos. desde que este tenha agido com dolo ou culpa. o Estado responde por erro judicial. enquanto houver exercício irregular de direito ou de poder a responsabilidade deve estar presente. Numa hipótese de força maior. mesmo na ocorrência de uma circunstância de força maior. fica a pessoa jurídica com direito de regresso contra o responsável. Em geral. tanto atos públicos quanto atos administrativos. A responsabilidade do Poder Público não existirá ou será atenuada quanto a conduta da Administração Pública não der causa ao prejuízo. uma enchente que causou danos a particulares pode ser entendida como uma hipótese de força maior e afastar a responsabilidade Estatal. os servidores públicos não estão desobrigados de se responsabilizar por seus atos. são chamadas causas excludentes da responsabilidade estatal. Os prejuízos não se limitam ao dano efetivo. Nos casos em que está presente a culpa da vítima. pois a prestação do serviço de limpeza pública foi deficiente. fica com direito de regresso contra o responsável. de um acontecimento excepcional e imprevisível. Efetivamente. isto é. da Constituição Federal. LXXV . Responsabilidade Legislativa: O Estado responde por leis inconstitucionais que causarem prejuízos a terceiros. não cabe responsabilizar o Poder Público pelo sinistro ocorrido. o fato do agente não ingressar com ação no momento cabível para sair da prisão (não há culpa concorrente). de falha da Administração. penal e administrativo. que causem prejuízos ao erário. 37. num primeiro momento. por exemplo. não se pode falar em força maior”. isto é. duas situações podem surgir: a) O Estado não responde. responsável pelo dano. não existindo nexo de causalidade entre a conduta da Administração e o dano ocorrido.

nessa qualidade. que irá mover ação penal contra o servidor c) Responsabilidade Penal: A responsabilidade penal do servidor é a que resulta de uma conduta tipificada por lei como infração penal. a corrupção passiva. prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas. demissão. responsabilidade civil se refere à responsabilidade patrimonial. parte final do Texto Maior. Se durante a apuração da responsabilidade administrativa a autoridade competente verificar que o ilícito administrativo também está capitulada como ilícito penal. não tenha sido imputada sua autoria ao servidor. a prevaricação etc. A penalidade deve sempre ser motivada pela autoridade competente para sua aplicação. Uma vez constatada a prática do ilícito administrativo. sofrerá uma sanção penal. art. Importante ressaltar que a decisão penal. parte integrante do Plano de Cargos e Carreira da Administração Direta e Autarquias. a quantia exata para o ressarcimento do dano. sob pena de ser nula. Outros estão previstos em leis especiais federais. devem estar presentes os motivos de fato (os atos irregulares praticados pelo servidor) e os motivos de direito (os dispositivos legais ou regulamentares violados e a penalidade prevista). 6. confirmada a responsabilidade de seus agentes.1 ENFOQUE SOBRE A LEI Nº 12.01. §6. quando o fato realmente existiu. é “assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”. Na motivação da penalidade. restritiva de direitos (prestação pecuniária. se o servidor for absolvido por falta ou insuficiência de provas. cassação de aposentadoria ou disponibilidade.A estrutura do Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus . artigos 312 a 326. 2º .MAG. 6 NORMAS ESTADUAIS APLICÁVEIS AOS SERVIDORES PÚBLICOS. interdição temporária de direitos e limitação de fim de semana) ou multa (Código Penal. só terá reflexo na responsabilidade civil do servidor se o ilícito penal tiver ocasionado prejuízo patrimonial (ilícito civil). que faz referência aos Atos Ilícitos e que traz consigo a regra geral da responsabilidade civil.37. o servidor for absolvido por ter sido declarada a inexistência do fato ou. suspensão. ficará o servidor sujeito à sanção administrativa adequada ao caso. Notem que. no processo criminal. DE 15. apurada por causa da responsabilidade penal do servidor. perda de bens e valores.93 (D.O.066. DE 13.066/1993 (PLANO DE CARREIRA DO MAGISTÉRIO). destituição de cargo em comissão ou destituição de função comissionada. A responsabilidade penal abrange crimes e contravenções imputadas ao servidor. b) Responsabilidade Administrativa: A responsabilidade administrativa é apurada em processo administrativo. 32). a responsabilidade civil não será afastada. deve encaminhar cópia do processo administrativo ao Ministério Público. LEI Nº 12. Muitos dos crimes funcionais estão definidos no Código Penal. como o peculato. assegurando-se ao servidor o contraditório e a ampla defesa.93) Aprova a estrutura do Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus . Se o servidor for responsabilizado penalmente. como preceitua a no art.MAG. que poderá ser advertência. A responsabilidade penal do servidor é apurada em Juízo Criminal. 1º .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA a) Responsabilidade Civil: Neste caso.MAG e o Sistema de Carreira do Magistério Oficial do Estado contém os seguintes elementos básicos: Didatismo e Conhecimento 25 . que é de reparar o dano causado a outrem. Art.Ficam aprovados a Estrutura e o Sistema de Carreiras do Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus . institui o Sistema de Carreira do Magistério oficial de 1º e 2º Graus doEstado e dá outras providências. O órgão público. a concussão. A responsabilidade civil do servidor será afastada se. que pode ser privativa de liberdade (reclusão ou detenção).01. respeitando os limites mensais. descontará nos vencimentos do servidor público. O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ Faço saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei: Art.

5º .Linhas de Promoção e Acesso. obrigatoriamente. deveres e responsabilidades de natureza permanente cometidas ou cometíveis a um servidor público.09) § 2º A segunda etapa. de realização obrigatória. na forma dos Anexos I e II desta Lei.09) § 3º A terceira etapa.conjunto de atribuições.404. IV . das Categorias Funcionais e das Carreiras.09)   Art.   Art. Classes e Referências. com as características essenciais de criação por Lei.   Art. ou somente classificatório.Linhas de Enquadramento.(Redação dada pela Lei N° 14. 6º .Categoria Funcional . partes integrantes desta Lei. II . para desenvolvimento do servidor nas classes dos cargos/funções que a integram.07.Classe .conjunto de Categorias Funcionais reunidas segundo a correlação e afinidade existentes entre elas quanto à natureza do trabalho e/ou o grau de conhecimentos.    Art. V . 8º  O concurso público será realizado em até 4 (quatro) etapas.Hierarquização dos Cargos/Funções. VI . e consistirá em provas escritas.  (Redação dada pela  Lei  N° 14.404. denominação própria.administração pública  I . a área de atuação do profissional recrutado e o caráter de ensino.Referência .Tabela de vencimentos. na referência inicial de cada classe.A estruturação do Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus e das carreiras. de realização discricionária.conjunto de carreiras agrupadas pela natureza das atividades e pelo grau de conhecimento exigível para o seu desempenho. 7º . 9º . consistirá em programa de capacitação profissional. II .07. de realização obrigatória.conjunto de classes da mesma natureza funcional e hierarquizadas segundo o grau de responsabilidade e complexidade a elas inerentes.Estrutura e Composição do Grupo Ocupacional. IV.404. VII . dar-se-á por nomeação para cargos efetivos mediante concurso público.conjunto de cargos/funções da mesma natureza funcional e semelhantes quanto aos graus de complexidade e nível de responsabilidade. definidas em edital.07. III . consistirá em prova de títulos. 3º . cuja extinção dar-se-á quando vagar. número certo e pagamento pelos cofres públicos. Art.   (Redação dada pela  Lei  N° 14.07. para a sua realização. de 09. de 09.   Didatismo e Conhecimento 26 . 4º .As Descrições e as Especificações das Carreiras e das Classes serão aprovadas por Decreto do Chefe do Poder Executivo. e  VIII .09) § 1º A primeira etapa. de caráter unicamente classificatório. de previsão expressa em edital.09) § 4º  A quarta etapa. que disporá inclusive sobre o respectivo caráter.Descrição e Especificações dos Cargos e Funções. Cargos.No Edital de abertura do concurso público constarão.  VII . Funções.Linhas de Transposição.Estrutura das Classes Singulares. V . e dependerá.de 09. (Redação dada pela Lei N° 14.O Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus fica organizado em Categorias Funcionais. respeitadas as condições de provimento indicadas no Anexo IV desta Lei.404.nível vencimental integrante da faixa de vencimentos fixado para a classe e atribuído ao ocupante do cargo/ função em decorrência do seu progresso salarial. de 09.Cargo Público . deveres e responsabilidades cometidas a um servidor público.Função Pública . III . as Linhas de Promoção e Acesso.Carreira .conjunto de atribuições. dos cargos/funções e das classes se constitui de: I . IV . V e VI.   Art.  VI .Grupo Ocupacional . e consistirá em provas práticas.As Linhas de Transposição.O ingresso nas carreiras do grupo Ocupacional magistério de 1º e 2º graus. terá caráter eliminatório e classificatória.   Art. o programa das disciplinas. Carreiras.(Redação dada pela Lei N° 14. de 09.404. a Hierarquização dos Cargos/Funções e a Tabela de vencimentos ficam definidas conforme dispõe os Anexos III. de provimento em caráter efetivo ou em comissão. de caráter eliminatório e classificatório. terá caráter eliminatório e classificatório.07.

18 .O órgão de pessoal diligenciará junto ao Conselho Técnico Administrativo que supervisiona o servidor em estágio probatório. dependerá de processo seletivo interno. 10. O concurso público para provimento dos cargos do Grupo Ocupacional Magistério.O Chefe imediato do servidor sujeito a estágio probatório comunicará ao órgão de pessoal.Da Carga horária semanal do docente.07.disciplina. com direito ao pagamento proporcional do acréscimo em dobro. se o servidor supervisionado poderá ou não ser confirmado no cargo.   Art. e comprovada necessidade de mão-de-obra para suprir carência identificada. Didatismo e Conhecimento 27 .De qualquer modo. 1/5 (um quinto) será utilizado em atividades extraclasse na escola. § 2º . os cursos de treinamento para formação profissional ou aperfeiçoamento do servidor são do caráter competitivo e eliminatório. § 2º .A apuração dos requisitos exigidos no estágio probatório deverá processar-se de modo que a exoneração do servidor estagiário possa ser feita antes de findar o período do estágio. III .09)            Art. Art. não satisfizer qualquer dos requisitos previstos no Artigo anterior.09)  Parágrafo único.SEDUC. a Secretaria da Educação poderá contratar instituição pública ou privada idônea. consideradas nulas de pleno direito as nomeações que contrariem as disposições contidas no Artigo 8º e parágrafos. 17 . durante o qual serão apurados os requisitos necessários à confirmação do servidor no cargo de provimento efetivo para o qual foi nomeado. com a participação da Comissão Paritária Permanente de pessoal do magistério.   Art.A alteração da carga horária semanal de 20 vinte) para 40 (quarenta) horas.   Art.O servidor que.Para realização de atividades extraclasse nas unidades escolares os docentes que atuam nas séries iniciais do 1º Grau (do Pré-Escolar) à 4ª Série e no Sistema de Telensino terão sua carga mensal de trabalho acrescida de 10 (dez) horas.Os critério e a periodicidade da Avaliação dos requisitos indicados nos Incisos I a VII serão regulamentados por decreto do Chefe do Poder Executivo.qualidade do trabalho. este será encerrado após o decurso do prazo referido no Art. será exonerado. automaticamente. § 1º . § 1º . de 09.O Estágio do profissional do Magistério é o período de 2 (dois) anos. 15 desta Lei.MAG. § 2º . confirmando-se o servidor no cargo. Parágrafo Único . ressalvado o direito daqueles cuja carga horária seja inferior a fixada neste Artigo. V .404. a Graduação em Licenciatura Plena adquirida em Cursos . 13 desta Lei.No estágio probatório. § 3º .administração pública Art. no prazo de 60 (sessenta) dias antes do término deste. 15 . contado do início do exercício funcional.É Vedado ao professor utilizar as horas de atividades extra-classe em serviços estranhos às suas funções. § 3º .ESQUEMA I OU ESQUEMA II.   Art.   Art. 14 . Para a realização do concurso previsto no caput.idoneidade moral. (Redação dada pela Lei N° 14. VI .   Art. caso não tenha sida adotadas quaisquer providências para a supervisão objeto do estágio probatório.Constituem requisitos para avaliação do servidor durante o estágio probatório: I . em estágio probatório.adaptação ao trabalho. durante o estágio probatório. será promovido pela Secretaria da Educação . devendo o servidor em exercício ser obrigatoriamente supervisionado pelo Conselho Técnico Administrativo. IV . desta Lei. obedecendo as prescrições da Lei de Licitações. 13 .de 09. VII . obedecidos os critérios estabelecidos no Art.404.07.assiduidade. exceto os docentes que atuam nas séries iniciais do 1º Grau (do Pré-Escolar à 4ª Série) e no Sistema de Telensino.pontualidade. 11 .produtividade. 12 . de forma que evite este ocorrer por mero transcurso de prazo. poderão optar pela alteração da mesma. (Redação dada pela Lei N° 14. se realizadas. § 4º .A carga horária de trabalho do Profissional do Magistério será de 40 horas semanais. 16 .São vedadas e.   § 1º .O estágio probatório corresponderá a uma complementação do processo seletivo.Os servidores que atualmente têm carga horária diferente da fixada neste Artigo. II . com a supervisão da Secretaria do Planejamento e Gestão.Será obrigatório para o ocupante do Cargo de Professor de ensino Técnico.

O Artigo 39 e § 3º da Lei Nº 10.Os critérios específicos e os procedimentos para aplicação dos princípios do mérito e/ou da antiguidade e das provas seletivas para efetivação da promoção. 20 .404.administração pública  Art.Transformação é a mudança do servidor de uma classe para outra classe de outra carreira diversa daquela por ele ocupada e dependerá. cumulativamente.Promoção é a elevação do profissional do Magistério de 1º e 2º Graus de uma para outra classe dentro da mesma série de classe. cumulativamente de: I . de:  I . o servidor ficará a disposição da unidade de trabalho onde atua. Art. da transformação e da progressão. e dependerá. (Redação dada pela Lei N° 14. de 2 de fevereiro de 1984. dentro da mesma carreira. a contar da data da vigência desta Lei. 23 .07. II . após o 2º semestre letivo.cumprimento do interstício fixado em regulamento. do acesso.desempenho de suas atribuições. obedecidos os critérios de desempenho e/ou antiguidade e dependerá de : I . 19.” “§ 3º .404. IV . passam a vigorar com a seguinte redação: “ Art.Os servidores integrantes do Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus têm lotação única e centralizada na Secretaria de Educação.observância das linhas de acesso definidas no Anexo IV desta lei. Art. em razão de título de nova habilitação profissional e dependerá. 27 .aprovação em seleção interna realizada através de provas escritas e\ou práticas quando a carreira assim exigir. integrantes da carreira.   Art.Acesso é a elevação do Profissional do Magistério de 1º e 2º Graus de uma série de classes para a referência inicial de classe integrante de outra série de classes afins.O Profissional do Magistério de 1º e 2º Graus gozará 30 (trinta) dias de férias anuais após o 1º semestre letivo e 15 dias após o 2º período letivo.VETADO. 25 . (Redação dada pela Lei N° 14.cumprimento do interstício fixado em regulamento.   28 Didatismo e Conhecimento .09)  § 2º Durante o estágio probatório não haverá ascensão funcional. II .cumprimento do interstício de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.404. para treinamento e/ou para realização de trabalhos didáticos”. o profissional do magistério não poderá ser afastado de suas funções de docência. Durante o estágio probatório. cumulativamente.  (Redação dada pela  Lei  N° 14. II .comprovada necessidade de mão-de-obra para suprir carência identificada. serão definidos em Decreto Governamental no prazo de 60 (sessenta) dias.O desenvolvimento do Profissional do Magistério nas carreiras far-se-á através da promoção. acesso.07.habilitação legal para o exercício do cargo/função integrante da classe.Progressão é a passagem do Profissional do Magistério de 1º e 2º Graus de uma referência para outra imediatamente superior dentro da faixa vencimental da mesma classe.07.habilitação legal para o exercício do cargo/função integrante da classe.884. III .   Art. transformação e progressão. 26 . 22 . bem como a quantificação por classe e referência dos cargos e funções do Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus. de 09. 24 .habilitação legal para o ingresso na nova carreira ou classe.            Art.09)   Art.desempenho eficaz de suas atribuições. 39 . salvo para ocupar cargos em comissão no Núcleo Gestor das Escolas da Rede Oficial de Ensino Estadual e para ocupar cargos em comissão na Sede da SEDUC ou das Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação.No período de recesso escolar.   Art.09)  § 1º O profissional do magistério nomeado para cargos em comissão no Núcleo Gestor das Escolas da Rede Oficial de Ensino Estadual terá seu estágio probatório disciplinado por decreto.aprovação em seleção interna a ser realizada através de provas escritas. V . de 09. com a participação da Comissão Paritária Permanente de Pessoal do Magistério.desempenho eficaz de suas atribuições. de: I . sendo expressamente proibida a sua remoção ou redistribuição para outros órgãos e entidades do Serviço Público Estadual. 21 . II . de 09.   Art. VI . III . III .

o órgão de treinamento da Secretaria de Educação providenciará o incentivo à utilização de recursos externos de formação e a estágios.   Art. responsabilidade e produção. será enquadrado automaticamente na classe correspondente à nova titulação.As atividades da capacitação e aperfeiçoamento do Profissional do Magistério de 1º e 2º Graus.enquadramento salarial automático .enquadramento funcional . ficam vedados. 31 . por um período não inferior a 12 (doze) meses. 34 . II . § 1º .Os enquadramentos previstos neste Artigo aplicam-se. 28 . constando obrigatoriamente. o nome do servidor.   Art. 32 .administração pública Art.Na inexistência de estrutura de formação e capacitação. IV .O Concurso Público para o ingresso no Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus só ocorrerá após cumprida a etapa de desenvolvimento do servidor.o comportamento observável do Profissional do Magistério de 1º e 2º Graus.A implantação do Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus . diversas daquelas dos cargos ou funções por eles ocupados. 29 . III .  § 2º .o conhecimento pelo Profissional do Magistério dos instrumentos de avaliação e seus resultados.09)    Art. aos atuais servidores.   Art. § 1º .Serão adotados.   Art.Ressalvado o que dispõe o Art.  § 3º .(Revogado pela Lei N° 14. por serem medidas de caráter transitório. enquadramentos nas Classes Singulares. por transformação.MAG será feita através de 2 (duas) modalidades de enquadramento. salvo se o servidor já perceber vencimento superior. de 31.   29 Didatismo e Conhecimento . Grupo Ocupacional e a Carreira. no mínimo 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias. § 4º .   Art. na forma e nas condições estabelecidas em Decreto. organizadas. portadores de Curso Superior sem habilitação específica para o magistério.o enquadramento funcional dar-se-á por Decreto Governamental.   Art.431.o enquadramento funcional será sempre nas classes e referências iniciais de cada série de classes. denominação do Cargo ou Função.consiste no enquadramento dos atuais ocupantes de cargos e funções na nova estrutura de carreiras. atuais e novos. a seguir enumeradas:  I . § 2º . poderá recorrer. exclusivamente. 35 . mediante processo seletivo interno. II .   Art. levando-se em consideração as reais necessidades de recursos humanos. à autoridade imediatamente superior. relativos a participação. V .07. quando será deslocado para a referência compatível com seu nível vencimental.a periodicidade de. 34. ainda. sendo os cargos integrantes destas classes extintos quando vagarem. Classe. executadas e avaliadas pelo órgão de treinamento da Secretaria de Educação.É assegurado ao Profissional do Magistério interpor recurso perante o Conselho Técnico Administrativo do Estabelecimento Oficial de Ensino que o avaliou e.O Profissional do Magistério será avaliado pelo Conselho Técnico Administrativo quando em exercício nos estabelecimentos oficiais de ensino e pela Comissão Setorial de Avaliação de Desempenho da Secretaria de Educação quando em exercício na sede ou nas delegacias regionais de ensino. 33 . formalizado através da transformação. 36 .O Profissional do magistério que apresentar documentação comprobatória de titulação até 15 de janeiro de 1993.Serão enquadrados automaticamente na Classe Singular de Professor Nível 9 (nove) os Profissionais do Magistério. em caso de discordância da decisão proferida nesta instância. desde que aprovados em processo seletivo interno. a partir da data da publicação desta Lei. Categoria Funcional. exercentes de funções.a contribuição do profissional do Magistério para a consecução dos objetivos da Secretaria de Educação.consiste na correção dos desvios funcionais dos servidores que estejam exercendo atribuições de Profissionais do Magistério. com o objetivo de habilitar o servidor para o eficaz desempenho das atribuições inerentes à respectiva classe. processo de avaliação de desempenho que considerem: I . qualidade do trabalho.Os Profissionais do Magistério ocupantes das Classes Singulares ao adquirirem habilitação específica para o Magistério passarão a integrar as carreiras do Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus. obedecendo o posicionamento vencimental determinado no Anexo VII desta lei. 30 .a objetividade e a adequação dos instrumentos da avaliação. serão planejadas.

DECRETA: Art. ao vagarem. correrão à conta das dotações orçamentárias próprias da Secretaria de Educação. Art. que vigorarão a partir de 1º de janeiro de 1993. se insuficientes.851/2000 (AFASTAMENTO DE SERVIDORES PARA ESTUDOS DE PÓS-GRADUAÇÃO). 42 . item I.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Art.Ficam revogadas os Artigos 90. com o objetivo de realizar estudos em cursos de especialização. dEcrEto nº 25. da Constituição Estadual. letra b. nas delegacias regionais de ensino ou na sede da Secretaria de Educação.Revogadas as disposições em contrário. serão deslocados para a Referência inicial da respectiva classe. 38 -.07.O docente acometido de doença profissional no exercício do magistério.2 DECRETO Nº 25. doutorado e Pós . em Fortaleza.Entende-se por doença profissional aquela peculiar ou inerente ao trabalho exercido. aos 13 de janeiro de 1993. e. no país ou no exterior. somente se efetivarão quando relacionados com sua atividade profissional e dependerão de parecer favorável do chefe imediato ou de colegiado a que pertença o interessado. 107. da Lei nº 9. 12. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ.Doutorado. e tendo em vista o que dispõe o art. 91. poderá exercer outras atividades correlatas com o cargo ou função de Professor nas unidades escolares. 37 . CIRO FERREIRA GOMES MARIA LUIZA BARBOSA CHAVES 6. em qualquer hipótese.09) Art.Os aposentados terão seus proventos definidos segundo a situação correspondente aos cargos ou funções do Grupo Ocupacional ora estruturado e aos por eles ocupados ao se tornarem inativos. Didatismo e Conhecimento 30 .820.Os afastamentos de servidores da administração pública do Estado do Ceará.88. Parágrafo Único e § 4º do Art. salvo quanto aos efeitos financeiros que vigorarão a partir de 1º de novembro de 1992.As despesas decorrentes da aplicação desta Lei. Art. a relação de causa e efeito por junta Médica Oficial. 101. 109. exceto o disposto no § 3º do Art. Parágrafo Único . de 31. sem prejuízo da gratificação de regência de Classe.1º . 94.884.431. no uso das atribuições que lhe confere o art. 12 de abril de 2000 Disciplina os afastamentos de servidores públicos estaduais para fins de realização de estudos pós-graduados o GoVErnador do Estado do cEarÁ. comprovada. 95. esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. de acordo com a classe e referência estabelecidas no Anexo VII desta Lei. de 14 de maio de 1974. de 02 de fevereiro de 1984. dE 12 dE abril dE 2000 DOE nº 071. acrescidos das vantagens a que fizerem jus no Ato da aposentadoria. incisos IV e VI. de 31 de maio de 1991. 39 . 33. 43 .826. Art.110. CONSIDERANDO a necessidade de serem estabelecidos critérios disciplinares para os afastamentos de servidores públicos estaduais para fins de realização de estudos pós-graduados. 114. 115 e 116 da Lei Nº 10. que serão suplementadas. 108. seguido de declaração da anuência do titular do órgão/entidade de sua lotação. mestrado. 40 .(Revogado pela Lei N° 14. itens e parágrafos.Os cargos do Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus. Art. especialmente a Lei Nº 11. Art. 41 . 32. 110.851.

quando se tratar de permanência no exterior e em outros Estados. admitindo-se. revogadas as disposições em contrário. Art. podendo. ou mediante Portaria do dirigente máximo do órgão/entidade. devidamente instruídos. se for o caso. IV.A não observância dos prazos definidos.Para a realização integrada de Mestrado e Doutorado. a liberação para o afastamento será avaliada pela Chefia imediata que deverá pautar-se com observância à compatibilidade entre a jornada de trabalho do servidor e carga horária do curso respectivo. quando o curso pretendido for se realizar fora do Estado ou do País. Parágrafo Único . bem como de apresentar o relatório geral por ocasião do término do afastamento do qual constará: Monografia. responsáveis pela suspensão dos afastamentos de que tratam este Decreto.No caso de realização de Mestrado. cargo/função ou emprego. VI.Nas concessões de afastamento de que trata este Decreto fica o servidor obrigado a remeter ao setor de Recursos Humanos do órgão/entidade de sua lotação os relatórios semestrais das atividades executadas. prova de aceitação do curso pretendido. aos 12 de abril de 2000. V. com a antecedência de no mínimo 45 (quarenta e cinco) dias da realização do curso respectivo. §2º . Art. mencionado no artigo anterior. declaração de anuência do titular do órgão/entidade de lotação do servidor candidato. devidamente instruídos e com observância dos seguintes prazos: I. prorrogação de 12 (doze) meses. VII. em especial o Decreto nº 19. de 15 de dezembro de 1987.8º . Art. excepcionalmente. Art.Os pedidos de afastamento serão dirigidos ao titular do Órgão/Entidade. do último afastamento.2º .administração pública §1º . com duração máxima de 48 (quarenta e oito) meses.5º .Para realização de Pós .Os afastamentos de que tratam este artigo somente se efetivarão mediante autorização expressa do Chefe do Poder Executivo. data do início e término do afastamento. PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ.6º . excepcionalmente. o período de afastamento será de no mínimo 6 (seis) meses e no máximo 12 (doze) meses. 30 (trinta) dias antes do início da prorrogação. Parágrafo Único .Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação. Dissertação ou tese. Art. II.Quando o curso a que se refere este artigo ocorrer no Estado do Ceará.O período de concessão de afastamento para Curso de Especialização fora do Estado ou Pais. indicação. Art. em Fortaleza. de que trata este artigo.9º . II. neste Decreto implicará no indeferimento do pedido. III. Parágrafo Único . no caso da não apresentação dos relatórios semestrais. órgão/entidade de origem. TASSO RIBEIRO JEREISSATI SORAIA THOMAZ DIAS VICTOR 31 Didatismo e Conhecimento . incluindo-se o período para elaboração da monografia. Art. 30 (trinta) dias para reassumir suas atividades em caso de indeferimento da prorrogação.Em nenhuma hipótese o servidor poderá se afastar de suas atividades sem a prévia publicação de seu ato de afastamento no Diário Oficial do Estado.3º . Parágrafo Único . ser prorrogado por mais 6 (seis) meses e o de Doutorado. o período de afastamento será de 24 (vinte e quatro) meses. será de 36 (trinta e seis) meses.002. unidade de exercício. do servidor. a mudança de nível deverá ser formalizada pela Coordenação do Curso com anuência do titular do órgão/entidade de lotação do servidor.4º . VIII. Art.Os processos de solicitação de afastamento de pessoal devem ser instruídos com as seguintes informações. além de outras que se façam necessárias: I. uma prorrogação por mais 12 (doze) meses.7º . admitindo-se. quando a ser realizado no próprio Estado do Ceará. nome do interessado e respectiva matrícula funcional.Ficam os setores de Recursos Humanos dos órgãos/entidades de lotação do servidor.Os pedidos de prorrogação de afastamento deverão dar entrada na Unidade de exercício do servidor.Doutorado. será de no máximo 12 (doze) meses. devidamente aprovados.

Para efeito desta Lei entende-se: I . das disposições próprias das leis estaduais e federais. inspeção. 5º . direção. 2º .84) Dispõe sobre o Estatuto do Magistério Oficial do Estado. supervisão. DE 02. controle. II . II . LEI Nº 10.84 (D. GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ FAÇO SABER QUE A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DECRETOU E EU SANCIONO E PROMULGO A SEGUINTE LEI: TÍTULO I CAPÍTULO ÚNICO DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art.Oportunidade de aperfeiçoamento do professor e do especialista.3 LEI Nº10.paridade de vencimentos com o fixado para outras categorias funcionais que exijam igual nível de formação. planejamento. ensino e pesquisa. mediante planejamento apropriado. V .Esta Lei dispõe sobre a organização e o disciplinamento das atividades do magistério no ensino de 1º e 2º Graus. orientação. DE 03. entre o professor e o especialista subordinados ao regime das Leis do trabalho e os admitidos no regime do serviço público. acompanhamento. a contar da data de sua comprovação. dos regulamentos e regimentos. TÍTULO II DAS GARANTIAS DO MAGISTÉRIO Art. Art.As atividades de ensino são exercidas por professores e Especialistas em Educação admitidos na forma desta Lei e de outras normas reguladoras da espécie.É assegurado ao Magistério: I . através de cursos.Prazo máximo de 90 (noventa) dias para o início do pagamento dos avanços verticais resultantes de maior soma de títulos ou de aperfeiçoamento. Didatismo e Conhecimento 32 . 4º .O.Não discriminação entre professores em razão do conteúdo curricular da matéria que ensina ou do regime de trabalho que adotam. devidamente reconhecida pela autoridade competente.884. estruturação de sua carreira e complementação de seu regime jurídico. Parágrafo único .O pessoal do magistério compreende as categorias: I . 3º .Pessoal Docente. Art. III .por funções do magistério as de docência.884/1984 (ESTATUTO DO MAGISTÉRIO OFICIAL DO ESTADO).Igual tratamento para efeitos didáticos e técnicos. avaliação.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 6. VI .Estruturação do Grupo de Cargos do Magistério do 1º e 2º Graus. IV .02. através de avanços na carreira. II -Pessoal Especialista.02. coordenação. 1º . em cada grau de ensino.por pessoal do magistério o conjunto de professores e especialistas em educação que atuam nas unidades escolares e nos órgãos de educação. TÍTULO III DAS ATIVIDADES DO MAGISTÉRIO CAPÍTULO I DO ENSINO Art.A competência do pessoal do magistério decorre.

28 e seus parágrafos da presente Lei. habilitação específica obtida em curso superior de graduação de curta duração. observados os artigos 29.  III . observado o disposto no Art.No desempenho de suas funções. habilitação específica do 2º Grau. 33. o Administrador Escolar. habilitação específica obtida em curso superior de graduação correspondente a Licenciatura Plena.Entende-se como Especialista em Educação. o Professor deverá integrar-se na moderna filosofia de ensino. habilitação específica de 2º Grau.até a 8ª série do Ensino de 1º Grau. preparação para o trabalho e para o exercício consciente da cidadania. organizar.Compete ao Supervisor Escolar prestar assistência técnico-pedagógica à comunidade educacional visando à melhoria do processo ensino-aprendizagem.   Didatismo e Conhecimento 33 .Administrador Escolar é o especialista com licenciatura e habilitação em Administração Escolar. 9º . 14 . 12 . 11 . além de outros que venham a ser admitidos.  Parágrafo único . o Orientador Educacional e o Inspetor Escolar. 7º .O Supervisor Escolar é o especialista com licenciatura e habilitação em Supervisão Escolar.   SEÇÃO I DO ADMINISTRADOR ESCOLAR CAPÍTULO II DO PROFESSOR E DE SUAS FUNÇÕES   Art.Especialistas em Educação são os integrantes do Grupo Magistério com licenciatura e habilitação específica de grau superior.   Art.   Art. 10 . feita em curso superior de graduação ou de pós-graduação. 40 e 84 da Lei Federal nº 5.até a 6ª série do Ensino de 1º Grau. visando a proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de autorrealização. a habilitação de que trata o inciso anterior acrescida de. obtida em curso superior de graduação ou pós-graduação.692.  IV .em todo o Ensino de 1º e 2º Graus.até a 2ª série do Ensino de 2º Grau. 6º .administração pública   Art. 13 .  V .   CAPÍTULO III DOS ESPECIALISTAS E DE SUAS FUNÇÕES Art. um ano letivo de estudos adicionais.   SEÇÃO II DO SUPERVISOR ESCOLAR   Art. no mínimo.As funções do professor são as estabelecidas nesta Lei e no Regimento de cada unidade escolar.   Art. de 11 de agosto de 1971. dirigir.até a 4ª série do Ensino de 1º Grau. o Supervisor Escolar.Compete ao Administrador Escolar planejar. 8º .O Administrador Escolar poderá ser investido em cargo comissionado.As funções docentes serão exercidas nas diversas séries do 1º e 2º graus por professores que apresentem a seguinte formação mínima:   I .   Art. obtida em três séries.  Art.Professor é o docente integrante do Grupo do Magistério. 15 . acrescida de um ano letivo de estudos adicionais.   Art.  II . acompanhar e avaliar a execução das atividades administrativas e educacionais sob sua responsabilidade.

ligados especificamente à Educação. na Unidade Escolar.Um representante do Corpo Discente. visando ao cumprimento das normas legais que lhes forem aplicáveis. o Conselho Técnico Administrativo e a Diretoria.   Art.Um representante dos Pais.Um representante da Comunidade. peculiaridades físicas e mentais e adaptação ao meio social.  II .   Art.  IX . 22 .  VII .   CAPÍTULO IV DA ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR   Art.A Direção Escolar de 1º e do 2º Graus compreende a Congregação.  VIII .  III .   Art.Um representante de cada Área de Estudo. designado pelo Diretor. compreende as atividades inerentes à coordenação de turnos.Compete ao Inspetor Escolar inspecionar e orientar as escolas do 1º e do 2º graus. 24 . 17 . 19 .   Art. substituído em suas faltas ou impedimentos pelo Vice-diretor.  Parágrafo único . substituído em suas faltas ou impedimentos pelo Vice-Diretor.Deliberar sobre qualquer assunto que lhe seja submetido pelo Conselho Técnico-Administrativo ou pela Diretoria da Unidade Escolar.  Parágrafo único .administração pública SEÇÃO III DO ORIENTADOR EDUCACIONAL   Art.São atribuições da Congregação:  I -  Aprovar o anteprojeto de regimento para ser enviado ao Conselho de Educação do Ceará. 18 . Didatismo e Conhecimento 34 .  IV .Homologar os nomes dos indicados para compor o Conselho Técnico-Administrativo.O Presidente da Congregação é o Diretor da Unidade Escolar. à direção.   Art.Diretor.O Presidente do Conselho é o Diretor da Unidade Escolar. 20 . tendo em vista suas aptidões. assessoramento e assistência em unidades escolares com atribuições básicas pertinentes ao ensino e à administração em unidades da Secretaria de Educação. das redes pública e particular. por ele designado.A Administração Escolar. no ensino de 1º e 2º Graus. 23 .   Art. dentre os professores ou especialistas devidamente habilitados para a função.  V .Um representante do serviço de Supervisão Escolar.Orientador Educacional é o especialista com licenciatura e habilitação em Orientação Educacional obtido em curso superior de graduação e de pós-graduação.Organizar a lista tríplice para escolha do Diretor da Unidade Escolar.Compete ao Orientador Educacional assistir o aluno no desenvolvimento de sua personalidade à base de conhecimentos científicos. 16 .  II . 21 . SEÇÃO IV DO INSPETOR ESCOLAR   Art.Vice-diretor.Um representante do serviço de Orientação Educacional.Inspetor Escolar é o Especialista com licenciatura e habilitação em Inspeção Escolar feita em curso superior de graduação ou de pós-graduação.  III . em efetivo exercício.  IV .  VI .O Conselho Técnico-Administrativo é o órgão deliberativo que se constituirá de: I .Um representante dos Funcionários.A Congregação é o órgão deliberativo constituído de todos os profissionais do Magistério.

na conformidade de que dispõe o art.O regime de atividade de 40 horas semanais será regulado por Decreto do Chefe do Poder Executivo. 3º da Lei Federal nº 5.A Direção da Escola será exercida pelo Diretor e Vice-Diretores. nomeados por ato do Poder Executivo. 28 . por motivo de força maior.Cada Unidade Escolar. sem efeito suspensivo. quando se procederá como estabelece o parágrafo primeiro deste artigo. na escola.Das decisões do Conselho Técnico-Administrativo cabe recurso.  § 2º .Da carga horária semanal para docente.   Art. três Vice-diretores.692/71. segundo o calendário escolar.administração pública Art.  III . para mandato de dois (02) anos. área de estudo ou disciplina em que se verificar a ocorrência.  Didatismo e Conhecimento 35 .  § 3º .Elaborar o anteprojeto do Regimento da Unidade Escolar.É vedado ao Professor utilizar as horas-atividade em serviços estranhos às suas funções. permitidas suas reconduções. terá um Vice-diretor e.   Art.Compete ao Conselho Técnico-Administrativo:  I . 29 . por um período de (06) seis meses. integrante de um Complexo.   Art. 33 . § 4º .  II .O cargo de Diretor de Complexos Escolares será exercido por especialista em Administração Escolar.O Diretor será escolhido pelo Chefe do Poder Executivo dentre os componentes da lista sêxtupla.Exigir-se-á do Diretor a habilitação específica em Administração Escolar ou Registro de Diretor expedido pelo Ministério da Educação e Cultura. 30 . terão um Diretor incumbido de coordenar as atividades dos diversos estabelecimentos que os integram. funcionando em mais de dois turnos. 34 .   Art. exceto se afastado por força de dispositivo legal. por indicação do Delegado Regional de Educação.  Parágrafo único . 25 .   Art.   Art.A retribuição do Vice-diretor corresponderá a 70% (setenta por cento) da que percebe o Diretor.  § 1º .Decreto do Chefe do Poder Executivo regulamentará o processo de elaboração da lista sêxtupla de que trata o parágrafo 1º deste artigo. 27 . ao levantamento das faltas dadas por regentes de classe e organizará o calendário das aulas complementares devidas. a título de recuperação. constando deste Decreto a obrigação de que cada membro da congregação escolherá apenas um nome. devidamente habilitados. conforme o caso objeto do recurso.  § 2º .Exercer as demais atribuições estabelecidas no Regimento.O Regimento da Unidade Escolar disciplinará o funcionamento da Congregação e do Conselho Técnico-Administrativo. TÍTULO IV DO REGIME DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO CAPÍTULO I DOS PROFESSORES   Art.O docente em regência de classe é obrigado a cumprimento do número de horas-aula. com no mínimo dois (02) anos de efetivo exercício na especialização.   Art. 1/5 (um quinto) será utilizado em atividades extraclasse.  IV .O regime de atividade semanal do Professor será de 20 ou 40 horas. organizada pelo Diretor.  § 1º . estiver impossibilitado de comparecer ao estabelecimento. não se dará a conclusão do ano letivo. 35 .   Art. 32 . § 1º .O Diretor e o Vice-diretor farão jus a uma retribuição financeira conforme o disposto em Lei. sendo os seis nomes mais votados os componentes da lista sêxtupla referida neste artigo. 31 . devendo recuperá-las quando. mensalmente. na atividade.Emitir parecer sobre os programas de ensino e planos de curso.Organizar o currículo pleno e aprovar o calendário escolar. organizada pela congregação e os Vice-Diretores em lista sêxtupla.Os Complexos Escolares.A Unidade Escolar procederá.   Art. para a Congregação e desta para o Secretário de Educação ou Conselho de Educação do Ceará.  § 2º .Enquanto o número de horas-aula dos docentes não estiver completo. 26 .A Direção de escola recém criada será designada pelo Chefe do Poder Executivo.

  § 2º .  Os beneficiados por este artigo só poderão contar em dobro.Os períodos de férias não gozadas pelo pessoal do magistério.Adequado ambiente de trabalho.O regime de trabalho dos Especialistas é o consignado no Art.Mediante promoção. 38 . deverão comunicar ao Diretor respectivo.  II . para adoção das providências cabíveis.   SEÇÃO II DO ACESSO E DA PROMOÇÃO   Art.   § 4º . devendo o Diretor da Unidade Escolar encaminhar para as providências cabíveis. fora do período de férias. após o 2º semestre letivo.   § 1º .  II . o servidor ficará a disposição da unidade de trabalho onde atua.  § 3º . gozará férias na forma que dispõe o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado. incluindo-se na norma ora estabelecida.Participação em cursos de atualização.  III . 32 desta Lei.   SEÇÃO I DAS FÉRIAS   Art. inclusive com direito à contagem em dobro. assegurar-se-ão:  I .   CAPÍTULO II DOS ESPECIALISTAS   Art. para treinamento e/ou para realização de trabalhos didáticos.administração pública § 3º . a relação das faltas dos que deixaram de satisfazer as exigências deste artigo. ou não.Remuneração condigna.O Professor que não esteja exercendo atividade docente terá regime de trabalho conforme o estabelecido para os demais servidores regidos pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado.Os Especialistas que não estejam exercendo atividades inerentes às suas funções têm o mesmo regime de trabalho estabelecido no art. serão computados em dobro para fins de progressão horizontal. aposentadoria e disponibilidade. períodos referentes a anos anteriores. quer já estejam averbados.Aos profissionais de magistério. 36 desta Lei. além dos direitos. vantagens e autorizações capitulados no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado. 36 .   TÍTULO V DOS DIREITOS.O Professor e o Especialista serão elevados:  I .No período de recesso escolar.Mediante acesso. um mês de férias não gozadas no exercício. especialização e qualificação.  Parágrafo único . ao setor competente da Secretaria de Educação. por imperiosa necessidade.O Professor e o Especialista que se ausentarem da sua Unidade Escolar. se deixar de usufruí-las. aperfeiçoamento. 40 .O Profissional do magistério que exerce atividades nos diversos setores da Secretaria de Educação ou em outro órgão da administração Pública Estadual. VANTAGENS E DEVERES CAPÍTULO I DOS DIREITOS   Art.  IV .As horas-aula não recuperadas no decorrer de cada ano letivo serão passíveis de desconto no vencimento.  Didatismo e Conhecimento 36 . 39 .   Art. 37 .Representação em órgãos colegiados relativos à educação.O Profissional do Magistério de 1º e 2º Graus gozará 30 (trinta) dias de férias anuais após o 1º semestre letivo e 15 dias após o 2º período letivo.

49 . terá exercício.Na hipótese de mais de um profissional do magistério interessar-se pelo preenchimento de vaga única.para exercer as atribuições de cargo ou função de direção em órgão do Serviço Público Federal. 43 . da Secretaria Geral e da 1ª Tesouraria de qualquer entidade de representação do Magistério.A pedido. satisfazendo o interessado as exigências de habilitação profissional.quando no exercício da Presidência. no interesse da administração. salvo se a seu pedido.  II . for removido. 42 .O afastamento do profissional do magistério do seu cargo. reconhecida pelo Governo do Estado.  § 3º . quando de uma cidade para outra. independentemente de vaga. em Unidades Escolares de seu novo domicílio.Somente após dois (02) anos de permanência em Unidades Escolares localizadas no interior do Estado.Em qualquer dos casos enumerados neste artigo.O ato de afastamento será da competência do Chefe do Poder Executivo.  III – Por permuta das partes interessadas.  § 2º .A Promoção será regulada por Decreto do Chefe do Poder Executivo. também servidor público. Estadual ou Municipal.   Art.   Art.  Parágrafo único . expedirá Portaria disciplinando o processo de remoção. e em igualdade de condições.para seu aperfeiçoamento. 51 .   SEÇÃO IV DO AFASTAMENTO   Art.A remoção do pessoal do magistério poderá verificar-se entre Unidades Escolares do Interior e da Capital. ouvidos os Departamentos próprios.  II . a preferência será dada ao de Classe mais elevada. SEÇÃO III DA REMOÇÃO   Art.  § 2º .   Art.   Art. 46 . com anuência prévia dos Diretores das Unidades Escolares.  § 1º .O Secretário de Educação. não poderá deslocar-se para a nova sede antes da publicação do ato no órgão oficial. desde que haja vaga. poderá ocorrer nos seguintes casos:  I  .   Art.O profissional do magistério não poderá ser removido quando em gozo de licença de qualquer natureza. estágios.   Art.Far-se-á remoção:  I . em razão de título de nova habilitação profissional.   Art.Promoção é a elevação do profissional do magistério de nível para outro na mesma Classe. 45 . incluindo-se o período de deslocamento. a solicitação de afastamento poderá ser atendida. 47 . 37 Didatismo e Conhecimento . tempo de serviço.O profissional do magistério. o prazo para assumir o novo exercício é de até (10) dias. salvo se para acompanhar o cônjuge. 41 . quando removido.  Parágrafo único .Considerar-se-á como de efetivo exercício o período de que trata este artigo. qualificação. 44 . contados da publicação do respectivo ato. função ou emprego. 139 da Constituição do Estado far-se-á após parecer do Conselho de Educação do Ceará.  III . especialização e atualização. nos termos do art. o Acesso será concedido por ato do Chefe do Poder Executivo.  Parágrafo único . desde que não contrarie dispositivos legais nem as conveniências do ensino. contados da entrada do requerimento no órgão competente. trabalhos publicados de teor educacional.O profissional do magistério cujo cônjuge.Atendidos os requisitos legais e regulamentares.administração pública § 1º .   Art. poderá o profissional do magistério ser removido para Unidade Escolar sediada na Capital. a critério da autoridade competente.No caso de remoção. 48 . desde que não cause prejuízo ao ensino.   Art. também funcionário público.A remoção de professores das séries iniciais de 1º Grau. seminários.Remoção é o deslocamento do profissional do magistério de uma outra Unidade Escolar ou serviço. ao mais antigo do magistério público estadual. tendo em vista cursos.Acesso é a elevação do profissional do magistério de uma para outra Classe. no prazo máximo de 90 (noventa) dias. 50 .“Ex-officio”.

58 .  Parágrafo único .   SEÇÃO VIII DA PREVIDÊNCIA E DA ASSISTÊNCIA   Art. salvo se a pedido do interessado. 54 . 59 .Todo profissional do magistério. funções e empregos.   SEÇÃO VII DA DEVOLUÇÃO E DA REDUÇÃO DA CARGA HORÁRIA   Art.   CAPÍTULO II DA RETRIBUIÇÃO. 56 .   Art. na forma deste Estatuto. 60 . dar-se-á nos termos das Constituições Federal e Estadual. salvo se a pedido do interessado. 57 .A carga horária.   Art.Nenhum ocupante do cargo do magistério poderá ser devolvido à autoridade competente sem prévia sindicância realizada pela Delegacia Regional de Educação respectiva. poderá ser reduzida em detrimento de menor vencimento para o cargo do magistério. em nenhuma hipótese.   SEÇÃO VI DO DIREITO DE PETIÇÃO SEÇÃO V DA ACUMULAÇÃO   Art.   Art.O processo de concessão dos benefícios e serviços de que trata o presente artigo obedecerá à normas estabelecidas no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado. em razão do vínculo que mantém com o sistema Administrativo Estadual.Ao pessoal do magistério poderão ser concedidas diárias e ajudas de custo ou outras retribuições pecuniárias. tem direito a uma retribuição pecuniária. conforme o caso. Didatismo e Conhecimento 38 . 53 . 52 .Vencimento é a retribuição correspondente à Classe e ao Nível do profissional do magistério. 55 .   SEÇÃO II DO VENCIMENTO   Art. na forma deste Estatuto. de acordo com o estabelecido em Leis e Regulamento. serão considerados. obedecidas as normas estabelecidas no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado. na fixação do vencimento os avanços vertical e horizontal constantes do Anexo único desta Lei.O pessoal do magistério faz jus a todos os benefícios e serviços decorrentes da previdência e assistência assegurados aos demais Funcionários Civis do Estado. DO VENCIMENTO E DAS VANTAGENS SEÇÃO I DISPOSITIVOS PRELIMINARES   Art.Sendo a carreira do magistério escalonada segundo a habilitação.A acumulação de cargos.administração pública   Art.É assegurado aos integrantes do grupo de cargos do magistério o direito de requerer ou representar.

  II .  § 1º .   Art. conforme se dispuser em regulamento.O Professor regido por este Estatuto ou por Lei Especial.  V . Art. de 31. Publicações Técnico-Científica ou Didáticas e Similares.A gratificação constante do item III do artigo anterior será atribuída pelo Secretário de Educação.Ajuda de custo. inclusive por motivo de doença nos casos especificados em Lei. Simpósios.Diárias. Convenções.   Art. de acordo com o que dispõe a Lei Estadual nº 10. ouvidos os Departamentos respectivos. 61 .  III .   Art. não podendo exceder a trinta por cento (30%) do respectivo vencimento.  Parágrafo único .  § 2º . em regência de classe e corresponderá a trinta por cento (30%) do vencimento do cargo. 63 . VI deste artigo integrarão os proventos do pessoal do magistério que passar à inatividade.  Parágrafo único . de 20 de setembro de 1978.Bolsas de estudo. aplicar-se-á o disposto neste artigo.Fica assegurada ao professor a percepção de Regência de Classe quando afastado da sala de aula por licença especial e para tratamento de saúde. pela autoria de obras de natureza educacional.431. o bolsista deverá comprovar junto ao setor competente da Secretaria de Educação. II .(Revogado pela Lei N° 14.   Art.Gratificação por participação em  bancas examinadoras.  III .09)  VII . poderá. Encontros. se do sexo feminino e vinte e cinco (25). se do sexo masculino. 67 . se o profissional do magistério for removido para outra Unidade Escolar não situada nos locais ou lugares referidos no parágrafo anterior.Gratificação por atividade em locais inóspitos ou de difícil acesso.Prêmio pela produção de obra ou publicação de trabalho de sua especialidade.Gratificação a professores de excepcionais.07. IV.As vantagens referidas nos incisos III. reconheça o interesse de aperfeiçoamento ou especialização. a especialização. sua frequência ao curso.   Art.O Secretário de Educação.Aos Especialistas em Educação.São vantagens do pessoal do magistério:  I -  Gratificações. ao seu arbítrio. desta Lei só é devida ao profissional que exerça. em efetiva regência de classe.Sob proposta do Secretário de Educação. 62 .  V . a seu pedido.Auxílio funeral.  VI .Para fazer jus ao disposto neste artigo.Completar vinte (20) anos de exercício. 66 . indicará as Unidades Escolares situadas em locais de difícil acesso ou em lugares inóspitos. 68 .  Parágrafo único . 64 . tais como viagens de estudo em grupo de professores. o número de horas-atividades sem prejuízo dos seus vencimentos e demais vantagens quando:  I .A gratificação mencionada no item IV do Artigo 62.Salário família.   SEÇÃO VI DAS VANTAGENS ESPECÍFICAS Art.A gratificação de que trata este artigo será cancelada.  VI .O integrante do magistério contemplado com bolsa de estudo terá direito à percepção dos vencimentos integrais e demais vantagens.206. 39 Didatismo e Conhecimento . efetivamente. enquanto durar o afastamento.  IV .  IV .São vantagens especiais do Pessoal do Magistério:  I . mediante indicação da Secretaria de Educação.Atingir cinquenta (50) anos de idade.Auxílio doença.administração pública SEÇÃO III DAS VANTAGENS   Art.O Poder Executivo instituirá prêmios anuais para serem concedidos a profissionais do magistério. ter reduzido em cinquenta por cento (50%).  Parágrafo único . o Chefe do Poder Executivo poderá conceder auxílios financeiros para qualquer atividade  em que. Congressos.Gratificação por efetiva regência de Classe. V. quando em função nas Unidades de Ensino. 65 .  II .

  III .  Parágrafo único . como:  I . quando para eles convocado ou convidado. poderão ser aceitos caso a oferta se verifique através da Secretaria de Educação nos seus planos de trabalho. regidos por este Estatuto e por Lei Especial.O aperfeiçoamento profissional estabelecido no item IV do art. 71 .Ao pessoal do magistério aplicar-se-á. em face de sua missão de educar.O pessoal de magistério.  Didatismo e Conhecimento 40 . de 14 de maio de 1974.   Art. serão aposentados.Participar na elaboração de programas de ensino e assistir às reuniões pedagógicas de sua Unidade Escolar.Ser assíduo e pontual. para esse fim.  II .  X .Apresentar-se nos locais de seu trabalho em trajes condizentes com a profissão e conforme o estabelecido no Regimento de sua Unidade Escolar.administração pública SEÇÃO IV DA APOSENTADORIA ESPECIAL Art. o espírito de respeito à autoridade.  IX . o disposto no capítulo VII da Lei Estadual de nº 9. quando realizados no local da Unidade Escolar onde tenha exercício.Os cursos e estágios serão ministrados por professores e/ou especialistas devidamente habilitados.Que haja afinidade entre os objetivos do curso ou estágio e as atividades exercidas pelo candidato.  VII . dentro ou fora do Estado.Esforçar-se pela formação integral do educando.  Parágrafo único . voluntariamente.   TÍTULO VI DO APERFEIÇOAMENTO PROFISSIOINAL   Art.Incutir. deve preservar os valores morais e intelectuais que representa perante a sociedade. se do sexo masculino. ainda. 4º desta Lei far-se-á através de cursos e estágios de atualização e especialização. aos trinta anos de efetivo exercício.Sugerir em tempo.Participar de cursos.  IV .   Art. observar-se-ão os seguintes critérios:  I .  VI .Tratar com urbanidade e respeito a todos os que o procurem notadamente em suas atividades profissionais.  V . se do sexo feminino.826.   CAPÍTULO III DOS DEVERES   Art.   Art. no que couber e não colidir com este Estatuto.A Secretaria de Educação promoverá a Seleção dos candidatos em condições de frequentar os cursos e estágios mencionados neste artigo. e vinte e cinco (25) anos de efetivo exercício. bem como as emanadas da Secretaria de Educação.  II .  XII . permitindo.  VIII .Os cursos e estágios deverão ser programados.  XIII .Cumprir todas as determinações regimentais de sua Unidade Escolar ou do setor onde estiver em exercício. no educando. providências que visem à melhoria da Educação. 72 .  Parágrafo único .Cumprir e fazer cumprir ordens de seus superiores hierárquicos. 69 .Cumprir todas as suas obrigações funcionais previstas em Lei e as decorrentes de exigências administrativas. 74 . de acordo com a Emenda Constitucional Estadual de número 18/81.Serão contadas em dobro a licença especial e as férias não gozadas para efeito de aposentadoria especial. 73 .No processo de seleção dos que deverão ser indicados para frequentar cursos ou estágios.Guardar sigilo sobre assuntos de sua Unidade Escolar. a celebração de convênios com Universidades. de preferência. e Constituição número 13/81. os princípios de justiça. pelo exemplo. Escolas Isoladas e outras Instituições. para o período de recesso escolar ou em turno não coincidente com o de atividade profissional do integrante do magistério. que não devam ser divulgados. (Estatuto dos Funcionários Públicos do Estado). seminários e solenidades.   Art. 70 . 75 . de solidariedade humana e de amor à pátria. além de cumprir as obrigações inerentes à profissão. entre o pessoal do magistério com exercício nas Unidades de Ensino.Proceder na vida pública e na particular de forma que dignifique a classe a que pertence. não previstas nos planos periódicos.Os cursos e estágios oferecidos por entidades nacionais ou estrangeiras.  XI .Que a seleção se processe com prioridade.O Professor e o Especialista em Educação.

Servir-se das atividades profissionais para a prática de atos que atentem contra a moral e o decoro. especialmente. 76 . na hipótese de suspensão de até noventa (90) dias. no de demissão.Entende-se por Classe o conjunto de cargos de mesma natureza funcional e de idêntica habilitação. de todas as despesas realizadas com a bolsa ou estágio.   Art.  Parágrafo único . obtida em quatro (4) séries. inclusive no que se refere à sindicância e ao inquérito administrativo.As Classes de que trata este artigo tem a seguinte correspondência:  CLASSE A .   Art. 80 .Promover manifestações de caráter político-partidário nos locais de trabalho.O não cumprimento do disposto neste artigo implicará na devolução aos cofres do Estado.São competentes para aplicação de sanções:  I . o beneficiado com bolsa de estudo para curso ou estágios comprometer-se-á a permanecer em atividade de magistério.Utilizar-se de seu cargo para a propaganda de ideias contrárias aos interesses nacionais.O Governador do Estado.Mediante termo de responsabilidade previamente firmado. com a autorização prévia do Chefe do Poder Executivo. cassação de aposentadoria ou disponibilidade.Que o candidato.Que o intervalo entre o curso ou estágio. ou ainda usar de meios que possam gerar desentendimentos no ambiente escolar.administração pública III .  IV . 81 . 82 . no momento de submeter-se à seleção. 78 .  III . na suspensão de até trinta (30) dias.Incentivar greves ou a elas aderir.  II .Durante o período letivo. pelo beneficiado.   TÍTULO VII CAPÍTULO I DAS PROIBIÇÕES   Art. III .  Parágrafo único .  II .O Diretor do respectivo Departamento. nem à disposição de outros órgãos da Administração Pública. o profissional do magistério somente frequentará cursos ou estágios fora do Estado ou País.  IV . nas condições nele estipuladas.Grupo de cargos do magistério é o conjunto de Categoria Funcionais composta de cargos de Professores e Especialistas agrupados em Classes e Níveis.   TÍTULO VIII DO GRUPO DE CARGOS DO MAGISTÉRIO CAPÍTULO I ESTRUTURAÇÃO   Art. 79 . no órgão ou Unidade Escolar para o qual for designado pela Secretaria de Educação.   CAPÍTULO II DAS SANÇÕES DISCIPLINARES   Art.Professor com habilitação específica de 2º Grau. nos casos de Advertência e suspensão de até oito (8) dias.O Secretário de Educação.   Art. ou em (3) séries.  Didatismo e Conhecimento 41 . 77 .O Grupo de que trata este artigo será estruturado por meio de Decreto do Chefe do Poder Executivo.Os profissionais do magistério submetem-se ao regime disciplinar estabelecido no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado. porventura já frequentado pelo candidato e outros por ele pretendidos. acrescidas de (1) ano de estudos adicionais. a título de indenização.É proibido ao pessoal do magistério:  I . com remuneração progressiva e escalonada a partir do grau de formação mínima exigida para cada Classe.O Diretor da Unidade Escolar. sendo a devolução proporcional. em qualquer caso. quando o descumprimento for parcial.  IV .  § 1º .   Art.Professor com habilitação específica de 2º Grau. por um período mínimo de dois anos. obedeça ao escalonamento que atenda aos interesses do ensino do beneficiado.  CLASSE B . obtida em três (3) séries. não esteja afastado por qualquer motivo.

do Grupo do Magistério.(Revogado pela Lei Nº 12. 91 -(Revogado pela Lei Nº 12.  CLASSE D .   Art.A inscrição será aberta pelo prazo de sessenta (60) dias. do Conselho Federal de Educação.066. parte integrante desta Lei. tempo de serviço. tendo em vista cursos.Os cargos de provimento efetivo que integram o Grupo Magistério serão providos mediante concurso público de provas e títulos. 83 . fica dispensada a comprovação de habilitação específica de 2º Grau aos licenciados em Pedagogia cujo currículo tenha sido integralizado na forma do Parecer nº 1.Todas as Classes. estágios. em estágio probatório.Os critérios de avaliação de cursos.Professor ou especialista com habilitação específica.   Art. CAPÍTULO II DO INGRESSO   Art.Durante o estágio probatório.Após o ingresso no grupo de Cargos do Magistério. enquadram-se. com habilitação específica na área do Magistério. de 13.Professor ou especialista com habilitação específica obtida em curso superior de graduação correspondente à licenciatura plena e curso de pós-graduação à nível de especialização compatível com o cargo na conformidade do parecer 14/77.   Art. na inicial da Classe a que pertencem.  CLASSE F² . conforme exijam as necessidades do ensino.Os atuais ocupantes do Quadro Permanente. ressalvados os casos de provimento por acesso.   Art. CAPÍTULO III DO CONCURSO   Art. anunciado por edital em jornais de grande circulação no Estado. de 13.93)   Art.   Art. seminários. 88 .  Parágrafo único . obtida em curso de Doutorado.  § 4º .  CLASSE E .Professor ou especialista com habilitação específica de Curso Superior ao nível de graduação representada por licenciatura de 1º Grau. são destinados a promoções.Os Níveis em que se dividem as Classes.  § 3º .  CLASSE F¹ .administração pública CLASSE C . durante dois (2) anos de efetivo exercício. de um (1) ano letivo de estudos adicionais.93)   Art.302/73.  42 Didatismo e Conhecimento . além do nível inicial.  CLASSE F³ . atendendo ao que dispõe o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado e à Legislação Educacional vigente. 90 . 84 .É permitida a transferência do ocupante do cargo de professor para o cargo de especialista e vice-versa. 87 . 92 . período em que deverá comprovar as suas aptidões para o exercício do cargo no tocante à assiduidade pontualidade. processando-se este para qualquer das Classes de Professor e Especialista. obtida em Curso Superior de graduação. do Conselho Federal de Educação.As Classes e Níveis de que trata este artigo são as do Anexo I.O ingresso no grupo de Cargos do Magistério dar-se-á mediante concurso público. 89 .Professor ou especialista. acrescida.01. congressos e trabalhos publicados serão fixados pelo Secretário de Educação.Professor ou especialista.Para a inscrição em concurso destinado ao preenchimento de vaga de Professor para as quatro (4) primeiras séries do 1º Grau. terão seis (6) avanços. com exceção do inicial.   Art.  § 2º .  Parágrafo único . com habilitação específica na área do Magistério. obtida em curso de curta duração.066. congressos e trabalhos publicados na área educacional. seminários. automaticamente. correspondente a licenciatura plena.O ingresso no grupo de Cargos do Magistério dar-se-á sempre no Nível inicial da respectiva Classe. 86 .01. idoneidade moral e capacidade profissional. o profissional do Magistério não terá direito a promoção ou acesso. no mínimo. estágios. que conterá as normas e instruções necessárias. obtida em curso de curta duração.Professor ou especialista com habilitação específica de Curso Superior ao nível de graduação representada por licenciatura de 1º Grau. obtida em curso de Mestrado. 85 . o seu integrante permanecerá.

quando a posse não se verificar no prazo estabelecido neste artigo. considerar-se-á como efetivo exercício. 100 .No edital do concurso deverão constar as instruções.O período de validade do concurso é de dois (2) anos.   Art.  § 4º . deverá declarar para qual município do Estado deseja concorrer. para a inscrição.Nos concursos para o cargo de Professor serão especificados as séries e o grau de ensino que se fizerem necessário ao preenchimento de vagas.93)   Art.Quando se tratar de Unidade Escolar localizada no interior do Estado.01.  § 3º . contados do ato de sua homologação.93)   Didatismo e Conhecimento 43 . devendo o respectivo edital mencionar a habilitação mínima exigida do candidato.O concurso será realizado sessenta (60) dias após o término das respectivas inscrições. ao respectivo Departamento. 99 .   CAPÍTULO IV SEÇÃO I DA NOMEAÇÃO   Art.066. o qual será de até dez (10) dias. mediante ato do Chefe do Poder Executivo.administração pública § 1º .  § 2º . 93 .(Revogado pela Lei Nº 12.  § 3º .O exercício será dado pelo Diretor da Unidade Escolar ou Chefe da Subunidade Administrativa para onde o profissional tenha sido nomeado. podendo ser dilatado por igual período. 96 .  § 2º . contados da publicação do ato da nomeação.066.O início.São competentes para dar posse. no ato de inscrição.066. prazo este. prorrogável por mais trinta (30) dias.É vedado ao integrante do magistério ter exercício fora da Unidade Escolar ou Subunidade Administrativa para onde tiver sido designado.O candidato.(Revogado pela Lei Nº 12.Será tornado sem efeito a nomeação.A nomeação para provimento de cargo de Magistério se dará em caráter efetivo.01.   SEÇÃO II DA POSSE   Art.   Art. 97 .  § 1º . as especificações e exigências sobre a matéria. 98 . 94 .O exercício terá início no prazo de trinta (30) dias contados da data da posse. de 13.  § 1º . de 13. observada a ordem de classificação dos candidatos aprovados e mediante apresentação dos documentos indispensáveis à investidura. 101 -(Revogado pela Lei Nº 12. salvo nos casos previstos neste Estatuto.  § 2º .A posse dar-se-á no prazo de trinta (30) dias. para cuja jurisdição o professor ou especialista tenha sido nomeado. a critério do Secretário de Educação.   Art. o período de tempo necessário ao deslocamento. 95 . de 13. por escrito.93)   Art. para efeito de registro nos assentamentos individuais dos profissionais do magistério. os Delegados Regionais de Educação.   Art. a interrupção e o reinício do exercício deverão ser comunicados. mediante ato do Chefe do Poder Executivo. na forma das legislações federal e estadual vigentes.Somente poderão inscrever-se no concurso os habilitados profissionalmente.01. SEÇÃO III DO EXERCÍCIO   Art. podendo haver prorrogação desse prazo por igual período. a requerimento do interessado.

01.066.     Art. excepcionalmente.A admissão de servidores para o magistério público estadual será feita exclusivamente sob o regime deste Estatuto.O título de que trata este artigo será entregue em ato solene.   Art.(Revogado pela Lei Nº 12.01. e estimulará publicações periódicas científicas de interesse da educação. 106 . de 13.  II .066.01.Substituir os titulares legalmente afastados. 111 . 110 .93)   TÍTULO X DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS DA APLICAÇÃO DO PLANO DE CLASSIFICAÇÃO DE CARGOS SEÇÃO I DA APROVAÇÃO E IMPLANTAÇÃO TÍTULO IX DISPOSIÇÕES GERAIS   Art. o título de EDUCADOR EMÉRITO. 112 . 113 .(Revogado pela Lei Nº 12.066.Atender às necessidades decorrentes da melhoria e expansão do ensino. 107 .   Art.93)   Art. idêntica proporcionalidade com as majorações estabelecidas para os servidores de igual cargo ou função.   Art. em Pedagogia com especialização.  Parágrafo único . 109 .01.Os professores e Especialistas inativos do Grupo do Magistério terão seus proventos automaticamente reajustados. 115 .É reconhecida como entidade dos profissionais do magistério a Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais do Ceará. 114 (Revogado pela Lei Nº 12.93)   Art. as demais normas nele estabelecidas.066.   Art.93)  I . 105 . de 13.O Estado poderá proporcionar meios para que os integrantes do magistério participem de excursão cultural. inclusive com relação à vantagem pessoal nominalmente identificável.  § 2º . de 13.A exigência estabelecida neste artigo é a partir de janeiro de 1985.93)   Art.Os ocupantes de cargo do Quadro Suplementar do Magistério terão. na fixação da parcela correspondente ao vencimento.01. ser prorrogado por ato do Chefe do Poder Executivo.(Revogado pela Lei Nº 12.  § 1º .  Parágrafo único .(Revogado pela Lei Nº 12.Aplica-se ao Professor Contratado regime de trabalho constante do Título IV.A Secretaria de Educação promoverá programa especial a fim de ser atendido o disposto neste artigo. Capítulo I. no dia 15 de outubro.01. de 13.Para o cargo de Delegado Regional de Educação será exigida a habilitação de nível superior na área de educação.   Art. no que couber. 102 .O dia 15 de outubro é consagrado aos integrantes do magistério e será comemorado oficialmente.O prazo previsto neste artigo poderá. prazo de 05 (cinco) anos para concluir habilitação específica. nos períodos de férias regulares.  Parágrafo único .(Revogado pela Lei Nº 12.   Art. preferencialmente. de 13.Executar tarefas de natureza técnica e científica.066.066. de 13. pela Secretaria de Educação. 104 . de 13. 103 . a partir da vigência deste Estatuto. guardando-se para tanto.  III .Ao integrante do magistério que haja prestado relevante serviços à causa da educação será concedido.01.   Art. 108 - (Revogado pela Lei Nº 12. deste Estatuto e. quando o exigirem as necessidades do ensino ou da pesquisa.066.administração pública   Art.   Art. 116 .93) Didatismo e Conhecimento 44 .93)   Art.

  b . serão objetos de Decreto do Chefe do Poder Executivo. para efeito de vencimentos. o número IV. definido em três (03) Grupos. passarão a constituir o QUADRO ISOLADO. serão classificados mediante prévia habilitação processual.A alteração das atribuições e denominação de um cargo para outro de provimento no Grupo de Cargos do Magistério.dos atuais ocupantes de empregos. com a redação dada no Artigo 194 pela Emenda Constitucional nº 1. 117 .Os Profissionais do Magistério referidos neste artigo obterão seu enquadramento no quadro permanente através de transposição quando apresentarem os correspondentes documentos de habilitação. nos termos do § 2º do Art. 270 e 280. Quadro Isolado. 160 da Constituição Federal.administração pública   Art. desta Lei. previsto no Grupo de Cargos do Magistério.dos atuais ocupantes de cargos e funções para outro cargo mediante prévia habilitação em prova seletiva interna. no Grupo 3. para outro cargo de provimento efetivo da mesma ou diferente denominação. Art. para efeito de vencimentos:  I .  II . de 20 de dezembro de 1979. do Grupo 1.  b .dos atuais ocupantes de empregos. funções e empregos do Quadro I . do Quadro Isolado.   Art. contratados em virtude de habilitação em concurso público ou prova seletiva de caráter público e eliminatório. conforme edital de número 02/77.Os atuais ocupantes de cargos. Quadro Isolado.Os atuais Inspetores Escolares de 1º e 2º Graus contratados por força do Concurso Público. por Decreto Nominativo.374.passarão a ocupar cargos de provimento efetivo. EXTINTO QUANDO VAGAR.  Parágrafo único .Antigos Professores e Especialistas índices 260. ou vinte e cinco (25) anos. 320. Quadro Isolado. nomeados ou admitidos para atividades de magistério no serviço público estadual. 120 . 121 . no Grupo 1.  se do sexo masculino. que tenham adquirido estabilidade no serviço público.Grupo Ocupacional Magistério .dos atuais ocupantes de empregos.  III . M.   SEÇÃO III DO ENQUADRAMENTO Art. mediante:  I . de 17 de outubro de 1969.Enquadramento por transposição:  a .Poder Executivo . com quatro escalas de vencimentos.   Art.dos atuais ocupantes de cargos e funções.Antigos Professores índices 135 e 190. 123 .Consideram-se.As linhas de transposição. 119 . também. conforme dispõe esta Lei e segundo a sua habilitação. 118 .TRANSPOSIÇÃO . publicado no Diário Oficial do Estado. se do sexo feminino.   Didatismo e Conhecimento 45  SEÇÃO II DA TRANSPOSIÇÃO E DA TRANSFORMAÇÃO .  c . Art. da Lei nº 10. do Chefe do Poder Executivo. contarem no mínimo vinte (20) anos de exercício no magistério. 340 e 360. com atribuições idênticas no Grupo de Cargos do Magistério. do Quadro Isolado. que na data da vigência desta Lei. conforme anexo II.Enquadramento por transformação:  a .TRANSFORMAÇÃO . 122 .o deslocamento de um cargo existente. no exercício das atribuições de cargos constantes das linhas de transposição.Poder Executivo Amparados pelo artigo 122. do Grupo 3. O e P e os já implantados no índice 135.Para efeito desta Lei considera-se:  I . no número IV.  Parágrafo único .   Art. da Secretaria de Educação e constantes da lista classificatória. em 17 de outubro de 1977.  II .Aos atuais ocupantes dos cargos de Professor.Os atuais ocupantes de cargos do Quadro I . obedecidos os critérios estabelecidos nesta Lei. que tenham adquirido estabilidade no serviço público mediante prévia habilitação em prova seletiva interna. cargos os empregos sob contrato e as funções remanescentes das extintas Tabelas. antigos níveis F.  II .As Substitutas Efetivas estáveis serão enquadradas no Grupo de Cargos do Magistério. fica assegurado o direito de serem despadronizados. com os seguintes critérios. de 15 de março de 1967. no Grupo 2.Antigos Professores e Especialistas índices 300. bem como as normas reguladoras das transformações. aplicando-se-lhes.

o. implantará. em Fortaleza. enquadram-se automaticamente na final de sua Classe ou Grupo a que pertencerem. dE 13. Art. 129 . estes indicados por suas Associações de Classe. da Secretaria de Educação. 125 . Art. assegurar-se-á a gratificação por quinquênio de efetiva regência de Classe. Lei.4 LEI Nº14.Esta Lei entrará em vigor a 1º de janeiro do ano de 1984. Parágrafo único .825. o poder Executivo.472.08. a estruturação das carreiras do Magistério. de 20 de setembro de 1978. de 10 de maio de 1974. 2º A tabela vencimental aplicada aos integrantes do Grupo Ocupacional MAG obedecerá ao disposto no anexo único desta Didatismo e Conhecimento 46 . 130 . Art.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Art. Art. 127 . 126 . aos 02 de fevereiro de 1984. constituída de representantes do Governo do Estado. dE 31. 128 .431/2009 (REDENOMINA O GRUPO MAG 1º E 2º GRAUS E PROMOVE A REVISÃO DO SISTEMA REMUNERATÓRIO). art. de Professores e Especialistas.Os Monitores Contratados (leigos) serão enquadrados como Professor Contratado. ficando revogadas as disposições legais ou regulamentares que implicitamente ou explicitamente colidam com o presente Estatuto.Poderá exercer a função de Diretor de estabelecimento de ensino de 1º e do 2º Graus o portador de licença precária expedida pelo Conselho de Educação do Ceará.206. LUIZ DE GONZAGA FONSECA MOTA Governador do Estado Valdemar Nogueira Pessoa Nilo Sérgio Viana Bezerra 6.O início do período quinquenal da gratificação que alude este artigo será contado a partir da vigência da Lei nº 10. promoVE a rEVisão do sEU sistEma rEmUnEratÓrio E dÁ oUtras proVidÊncias. publicado no Diário Oficial do Estado de 25 de setembro de 1978. lEi n° 14. após apresentação de curso pedagógico. o GoVErnador do Estado do cEarÁ.Até 31 de dezembro de 1984.Fica criada uma Comissão Paritária Permanente de Pessoal do Magistério (CPPM). regidos pela Lei nº 10. 124 . progressivamente. e a Lei nº 9. da Lei número 9.431. especialmente os artigos 1º. PALÁCIO DA ABOLIÇÃO DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ.09) rEdEnomina o GrUpo ocUpacional maGistÉrio dE 1º E 2º GraUs – maG.Os atuais ocupantes dos níveis finais de sua carreira ou índices. Art. de 28 de maio de 1968. Art. Faço saber que a assembléia legislativa decretou e eu sanciono a seguinte lei: art. a complementação de seu regime jurídico e os demais institutos previstos nesta Lei. por Decreto do Chefe do Poder Executivo.Aos Professores e Orientadores de Aprendizagem contratados. com a finalidade de acompanhar a aplicação deste Estatuto.050.09 (d. de 15 de dezembro de 1980. 1º O Grupo Ocupacional Magistério de 1º e 2º Graus – MAG fica redenominado Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica – MAG. 2º e 3º e seus parágrafos.07.

226. de 17 de junho de 1999.072. excluídas desta remuneração a vantagem pessoal incorporada pelo exercício de cargo em comissão e a Gratificação de Representação. e III - Parcela Nominalmente Identificável – PNI. 10. da Gratificação de Nível Universitário.913. Art. excluídas. extinta pela Lei n° 12. 11. II - Parcela Nominalmente Identificável . Art. 5º desta Lei. decorrente do exercício de cargos em comissão. da Lei nº 10. de 2 de fevereiro de 1984. Art. da Gratificação da Lei nº 2. da Lei nº 10. desta remuneração projetada. no percentual previsto no art. Parágrafo único. incidente exclusivamente sobre o vencimento base. 9º Os proventos dos professores aposentados do Grupo MAG são compostos de: I - Vencimento base. 62. Parágrafo único. Art.066. A Parcela Nominalmente Identificável consiste no valor decorrente da diferença entre a soma do Vencimento Base com a Gratificação de Efetiva Regência de Classe. da Lei nº 10. no percentual previsto no art. A Parcela Nominalmente Identificável consiste no valor decorrente da diferença entre o vencimento base e a remuneração do mês de junho de 2009 projetada com a progressão horizontal do profissional do Grupo Ocupacional MAG. Art. de 2 de fevereiro de 1984. incidente exclusivamente sobre o vencimento base. de 2 de fevereiro de 1984.394. alterada pela Lei nº 11. 4º Cessam os pagamentos da Gratificação por Tempo de Serviço. a vantagem pessoal incorporada pelo exercício de cargo em comissão e a Gratificação de Representação. 6º A Gratificação a Professores de Excepcionais prevista no art. e da Gratificação Especial concedida aos profissionais integrantes do Grupo MAG. III - Gratificação de Permanência em Serviço concedida pelo art. projetada com a progressão horizontal do professor do Grupo Ocupacional MAG em junho de 2009. revogada pela Lei nº 9. Art.PNI.884. II - Gratificação por Efetiva Regência de Classe. 32 da Lei nº 12. inciso V.843. Art. inciso IV. de 11 de outubro de 1983. de 31 de maio de 1991. 2º da Lei nº 10. prevista no art. Didatismo e Conhecimento 47 . passa a vigorar com o percentual de 20% (vinte por cento). e alterações posteriores. A Parcela Nominalmente Identificável consiste no valor decorrente da diferença entre a soma do Vencimento Base com a Gratificação de Efetiva Regência de Classe. 8º A remuneração do especialista integrante do Grupo MAG é composta de: I - Vencimento base. desta remuneração projetada. excluídas desta remuneração a vantagem pessoal incorporada pelo exercício de cargo em comissão e a Gratificação de Representação. será paga de forma destacada e individualizada. 5º desta Lei.administração pública Art. 38 da Lei nº 12.884. 3º  Ficam extintas e cessam os pagamentos das seguintes gratificações: I - Gratificação de Localização prevista no art. A Parcela Nominalmente Identificável consiste no valor decorrente da diferença entre o vencimento base e os proventos do mês de junho de 2009. inciso VI. Art. a vantagem pessoal incorporada pelo exercício de cargo em comissão e a Gratificação de Representação. extinta pela Lei nº 10. II - Gratificação de Incentivo Profissional instituída no art. de 27 de novembro de 1968. de 13 de janeiro de 1993. de 16 de agosto de 1954. A vantagem pessoal consistente no valor já incorporado à remuneração do profissional do Grupo MAG. Os proventos dos especialistas aposentados do Grupo MAG são compostos de: I - Vencimento base. redenominada Gratificação de Efetivo Exercício da Especialidade no art. de 29 de abril de 1982. excluídas. 3º da Lei nº 11. 5º A Gratificação por Efetiva Regência de Classe. nos valores e percentuais definidos nesta Lei e a remuneração do mês de junho de 2009. prevista no art. 62. 7º A remuneração do professor integrante do Grupo MAG é composta de: I - Vencimento base. nos valores e percentuais definidos nesta Lei e os proventos do mês de junho de 2009.884. 62. de 13 de janeiro de 1993.PNI. Parágrafo único.812. II - Parcela Nominalmente Identificável . passa a vigorar com o percentual de 10% (dez por cento). Parágrafo único.644. II - Gratificação por Efetiva Regência de Classe. de 15 de julho de 1985. e III - Parcela Nominalmente Identificável – PNI.066.

884.97 1.65 665.37 574.75 1.97 778.32 472.467. inciso II e seu parágrafo único será revista na mesma data e no mesmo índice da revisão geral dos servidores civis estaduais.88 450.48 1.   Cid Ferreira Gomes GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ   Iniciativa: Poder Executivo   ANEXO ÚNICO A QUE SE REFERE O ART.48 521.68 992. PALÁCIO IRACEMA. Art. de 2 de fevereiro de 1984. e 8º.094.84 370. inciso II e seu parágrafo único.042. 1º daLei nº 11.67 1. e seu parágrafo único. em Fortaleza. DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ.267.33 698. inciso III.74 603.843. 31 de julho de 2009.MAG Vencimento Base 20 Horas 336.46 428. de 31 de maio de 1991.84 496. 38 da Lei nº 12. A PNI prevista nos arts.072.20 1. 3º da Lei nº 11. DE DE DE 2009. inciso III. art.53 Vencimento Base 40 Horas 672.06 Nível 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Didatismo e Conhecimento 48 . Art.206.68 740.04 352.76 900. 9º.61 1.60 733. 12.31 547. Ficam revogadas as disposições em contrário. quando ocorrer. em especial o art. TABELA VENCIMENTAL DO GRUPO OCUPACIONAL MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA .397. 10. de 13 de janeiro de 1993. decorrente da progressão/promoção do profissional do Grupo MAG. 62.administração pública Art. de 11 de outubro de 1983. o art.7°. 2º DA LEI Nº .08 705. 32 e seu parágrafo único e o art.330. o art. o art.01 408.65 945.92 857. 2º da Lei nº 10.02 816.066.48 389.30 1.149. e seu parágrafo único. da Lei nº 10.  Art. inciso VI. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias da Secretaria da Educação. 15.48 633.96 1.812. 13. de 15 de julho de 1985. e também terá a incidência do mesmo percentual do interstício entre as referências.

064. ou em funcionário não subordinado à autoridade competente para nomear. TÍTULO II Do Provimento dos Cargos CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares art.617.966. o ato de nomeação será precedido da necessária requisição.52 2.37 6.69 2.64 2. § 2º . 6º .39 1.22 1.90 2. 7º . na forma do regulamento.826/1974 (ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CIVIS DO ESTADO DO CEARÁ).ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 770.31 2. § 3º . observadas as condições prescritas em lei e regulamento.21 808.De acordo com a natureza dos cargos.194.No caso de recair a escolha em servidor de entidade da Administração Indireta.01 2. dentre pessoas que possuam aptidão profissional e reúnam as condições necessárias à sua investidura.698. ressalvados os casos de comprovada acumulação legal.acesso.A escolha dos ocupantes de cargos em comissão poderá recair.15 1.1 DO PROVIMENTO DOS CARGOS – CAPÍTULOS I A X.137.reintegração.Os cargos públicos do Estado do Ceará são acessíveis a todos brasileiros.083.32 1.872.766.540.5. em funcionário do Estado. IV .44 1.42 1. ou não.167.72 849. o seu provimento pode ser em caráter efetivo ou em comissão.18 1.00 1.634. III .A posse em cargo em comissão determina o concomitante afastamento do funcionário do cargo efetivo de que for titular. Didatismo e Conhecimento 49 .19 983. Art. 8º . art.aproveitamento.317.Os cargos em comissão serão providos.032.85 1.31 1. 9º . art. § 1º .18 2.254.389.76 1.783.nomeação.15 891.59 1.275.95 1.383.5 ENFOQUES PRINCIPAIS SOBRE A LEI Nº 9.61 936.promoção. VI . conforme se dispuser em regulamento.509. II .Os cargos públicos são providos por: I . 6.transferência. por livre nomeação da autoridade competente. V .

§ 2º . de 30 de outubro de 1972. Didatismo e Conhecimento 50 . 14 .transposição. Art.exigências outras. a habilitação no concurso so-mente produzirá efeito se. na forma estabelecida no caput deste artigo.Ressalvado o caso de expressa condição básica para provimento de cargo prevista em regulamento. quando se tratar de ingresso nas demais categorias. condições de trabalho e retribuição. c) independerá dos limites previstos nas alíneas anteriores a inscrição do candidato que já ocupe cargo integrante do Grupo Segurança Pública. de acordo com as especificações do cargo. a inscrição do candidato que seja servidor de Órgãos da Administração Estadual Direta ou Indireta. com a responsabilidade pela perfeita execução da atividade delegada.o prazo de validade do concurso. permanecendo. § 1º . § 2º . 9. ressalvadas as exceções a seguir indicadas: I .administração pública VII .reversão. vedada a aposentadoria concomitante para elidir a acumulação do cargo. Art. horário. 10 . VII .Compete a cada Poder e a cada Autarquia ou órgão auxiliar. do Conselho de Contas dos Municípios e das Autarquias receberá a orientação normativa e supervisão técnica do órgão central referido neste artigo. são fixados os seguintes limites máximos de idade: a) de vinte e cinco (25) anos.A execução dos concursos para provimento dos cargos da lotação do Tribunal de Contas do Estado. VIII .transformação.o grau de instrução exigível. e b) de trinta e cinco (35) anos. 15 . independerá de limite de idade a inscrição. o candidato ainda possuir a qualidade de servidor ativo.para a inscrição em concurso para o Grupo de Tributação e Arrecadação a idade limite é de trinta e cinco (35) anos. legalmente processadas.o limite de idade dos candidatos. III . V . 16 . Art. CAPÍTULO II Do Concurso Art.O disciplinamento normativo das formas de provimento dos cargos públicos referidos nos itens VIII e IX do art. mediante apresentação do respectivo certificado. para concurso destinado ao provimento de qualquer cargo. incluindo exemplificação de tarefas típicas. de ocupante em cargo público. desde que estes apresentem condições técnicas para efetivação das atividades de recrutamento e seleção. de dois (2) anos. obrigatoriamente: I .Independerá de idade. Art. VI . sempre. § 1º .a quantidade de vagas a serem preenchidas. § 3º .e para inscrição em concurso destinado ao ingresso nas categorias funcionais do Grupo Segurança Pública. com os elementos capazes de identificá-la.A realização dos concursos para provimento dos cargos da Administração Direta do Poder Executivo competirá ao Órgão Central do Sistema de Pessoal. a iniciativa dos concursos para provimento dos cargos vagos. 12 .634. no momento da posse ou exercício no novo cargo ou emprego. que poderá variar de dezoito (18) anos completos até cinquenta (50) anos incompletos. II . Art. prorrogável a juízo da autoridade que o abriu ou o iniciou.Encerradas as inscrições.tipos e Programa das Provas. autônomo.Na hipótese do parágrafo anterior.É fixada em cinquenta (50) anos a idade máxima para inscrição em concurso público destinado a ingresso nas categorias funcionais instituídas de acordo com a Lei Estadual nº.descrição sintética do cargo. distribuídas por especialização da disciplina. o órgão delegante. quando se tratar de ingresso em categoria funcional que importe em exigência de curso de nível médio. II . 11 . Art. 13 . IV . 9º é objeto de legislação específica.Das inscrições para o concurso constarão. IX . em concurso. não se abrirão novas inscrições antes da realização do concurso.O ato de provimento deverá indicar a existência de vaga. quando referentes a cargo do Magistério e de atividades de nível superior ou outros de denominação genérica.O Órgão Central do Sistema de Pessoal poderá delegar a realização dos concursos aos órgãos setoriais e seccionais de pessoal das diversas repartições e entidades.

os Secretários de Estado. se de outra maneira não estabelecerem as respectivas leis orgânicas e regimentos internos. em casos especiais. de Autarquias.Será tornada sem efeito a nomeação quando. ou apresentar comprovante de exoneração ou dispensa do outro cargo que ocupava. a autoridade competente nomeará o substituto. V . aproveitamento e reversão.ter boa conduta. II . 21 .em caráter efetivo. ou da função ou emprego que exerce. ou unidades de administração geral equivalente.ser brasileiro. 19 . dos Estados. 23 . aos seus funcionários. exonerando-o. empresas públicas e sociedades de economia mista. ou.gozar saúde.A prova das condições a que se refere os itens I e II deste artigo não será exigida nos casos de transferência.No ato da posse será apresentada declaração.possuir aptidão para o cargo.em comissão. acesso e reintegração. 22 .os dirigentes das Secretarias Administrativas. II . do Distrito Federal. previamente. Parágrafo único . Parágrafo único . quando se tratar de cargo que assim deve ser provi-do. quando se tratar de funcionário ausente do País ou do Estado.administração pública CAPÍTULO III Da Nomeação *Art.São competentes para dar posse: I . V . comprovada em inspeção médica. dos Municípios. VIII . IV . aos dirigentes de repartições que lhes são diretamente subordinadas. da Assembléia Legislativa.estar no gozo dos direitos políticos.os dirigentes das Autarquias. que não ocupa outro cargo ou exerce função ou emprego público da União. a posse não se verificar no prazo para esse fim estabelecido. exceto nos casos de nomeação para cargo em comissão ou outra forma de provimento para a qual não se exija o concurso.Poderá haver posse por procuração. dos bens e valores que constituem o seu patrimônio. 17 . VII . IV . Art. quando se tratar de nomeação para cargo da classe inicial ou singular de determinada categoria funcional. VI . Didatismo e Conhecimento 51 .Posse é o fato que completa a investidura em cargo público.o Governador do Estado.Em caso de impedimento temporário do titular do cargo em comissão.Ninguém poderá ser empossado em cargo efetivo sem declarar. § 2º . na forma legal e regulamentar. pelo funcionário empossado. nos termos da regulamentação própria. III . Art. III . ainda. nos casos de acumulação legal. aos funcionários dessas entidades. ou. por ato ou omissão do nomeado. às autoridades que lhe são diretamente subordinadas. nos casos expressamente previstos na Constituição. IX . Art.ter-se habilitado previamente em concurso. a juízo da autoridade competente.o Diretor-Geral do órgão central do sistema de pessoal.Só poderá ser empossado em cargo público quem satisfizer os seguintes requisitos: I .A nomeação será feita: I . § 1º .Não haverá posse nos casos de promoção.estar quite com as obrigações militares e eleitorais. 20 . dos Territórios. findo o período da substituição.em caráter vitalício. CAPÍTULO IV Da Posse Art.ter completado 18 anos de idade. e do Conselho de Contas dos Municípios.ter atendido às condições especiais. II . 18 . Art. ainda. prescritas em lei ou regulamento para determinados cargos ou categorias funcionais. aos demais funcionários da Administração Direta. III . Art. comprovante de ter sido a mesma julgada lícita pelo órgão competente. do Tribunal de Contas do Estado.

IV. ressalvados os casos previstos nos incisos I. X.A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias da publicação do ato de provimento no órgão oficial. Art.A avaliação especial de desempenho do servidor será realizada: a) extraordinariamente. § 7º . até o máximo de 60 (sessenta) dias contados do seu término.dinheiro. durante o qual é observado o atendimento dos requisitos necessários à confirmação do servidor nomeado em virtude de concurso público.Fica vedada qualquer espécie de afastamento dos servidores em estágio probatório. ainda que o valor da fiança seja superior ao dano verificado ao patrimônio público.em caso de acumulação. sob pena de responsabilidade: I . CAPÍTULO V Da Fiança Art.equilíbrio emocional e capacidade de integração. sem prejuízo da avaliação ordinária. se pelo órgão competente foi declarada lícita. devendo a comissão ater-se exclusivamente ao desempenho do servidor durante o período do estágio. XV e XXI do art.A autoridade de que der posse verificará. III . § 8º .Como condição para aquisição da estabilidade.826. e III . diante da ocorrência de algum fato dela motivador. Parágrafo único .O seguro poderá ser feito pela própria repartição em que terá exercício o funcionário.A requerimento do funcionário ou de seu representante legal.As faltas disciplinares cometidas pelo servidor após o decurso do estágio probatório e antes da conclusão da avaliação especial de desempenho serão apuradas por meio de processo administrativo-disciplinar.Não se admitirá o levantamento da fiança antes de tomada de contas do funcionário. III. emitida por instituição oficial ou legalmente autorizada para esse fim.O servidor em estágio probatório não fará jus a ascensão funcional. § 6º . 27 .apólice de seguro-fidelidade funcional. II . contado do início do exercício funcional. ações de sociedade de economia mista que o Estado participe como acionista.se foram satisfeitas as condições legais para a posse.O responsável por alcance ou desvio de bens do Estado não ficará isento da ação administrativa que couber. II. precedido de sindicância. § 1º . logo após o término do estágio probatório. III . Didatismo e Conhecimento 52 . § 3º . 24 .O funcionário nomeado para cargo cujo provimento dependa de prestação de fiança não poderá entrar em exercício sem a prévia satisfação dessa exigência.Além de outros específicos indicados em lei ou regulamento.título da divida pública da União ou do Estado. de 14 de maio de 1974. XIII. devendo ser obrigatoriamente acompanhado e supervisionado pelo Chefe Imediato. inclusive com observância da ética profissional.adaptação do servidor ao trabalho.administração pública Art. os requisitos de que trata este artigo são os seguintes: I . ainda durante o estágio probatório. os cursos de treinamento para formação profissional ou aperfeiçoamento do servidor.Estágio probatório é o triênio de efetivo exercício no cargo de provimento efetivo.cumprimento dos deveres e obrigações do servidor público.A fiança poderá ser prestada em: I . § 2º . II . VI. verificada por meio de avaliação da capacidade e qualidade no desempenho das atribuições do cargo. CAPÍTULO VI Do Estágio Probatório *Art. 68 da Lei nº 9. § 3º . 25 . serão de participação obrigatória e o resultado obtido pelo servidor será considerado por ocasião da avaliação especial de desempenho. § 2º . é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. a autoridade competente para dar posse poderá prorrogar o prazo previsto neste artigo.se do ato de provimento consta a existência de vaga. com os elementos capazes de identificá-la. esta quando necessária. tendo a reprovação caráter eliminatório. *§ 5º .Durante o estágio probatório. b) ordinariamente. XII.O estágio probatório corresponderá a uma complementação do concurso público a que se submeteu o servidor. § 4º . II . § 4º . 26 . § 1º . promovidos gratuitamente pela Administração.

28 .Para os efeitos deste Estatuto. o disposto na legislação especial pertinente. II .Para entrar em exercício. Art. Parágrafo único . categoria funcional e classe.quando convocado para serviço militar obrigatório. sendo estável. § 2º .quando se tratar de funcionário no gozo de licença para acompanhar o cônjuge. Distrito Federal. após cumprimento do estágio probatório e aprovação na avaliação especial de desempenho.quando à disposição da Presidência da República. e demitido na hipótese do item III. 32 . Art. o funcionário é obrigado a apresentar ao órgão de pessoal os elementos necessários à atualização de seu cadastro individual. 29 – O ato administrativo declaratório da estabilidade do servidor no cargo de provimento efetivo.O funcionário estadual que. item I.O afastamento não se prolongará por mais de quatro anos consecutivos.Não se aplica o disposto neste artigo aos casos de acumulação lícita. 33 .quando para exercer mandato eletivo. Didatismo e Conhecimento 53 .administração pública *§ 9º . na hipótese do parágrafo anterior. § 1º .O funcionário afastado nos termos do parágrafo anterior terá direito à percepção do benefício do auxílio-reclusão. federal ou municipal. II .Preso preventivamente.São independentes as instâncias administrativas da avaliação especial de desempenho e do processo administrativo-disciplinar. nos demais casos. Art. restará prejudicado o que estiver ainda em andamento. b e c desta lei. estadual.O funcionário terá exercício na repartição onde for lotado o cargo por ele ocupado. será exonerado.da posse. até sentença passada em julgado. com suspensão do vínculo funcional nos termos do artigo 66. pronunciado por crime comum ou denunciado por crime inafiançável. salvo: I . será expedido pela autoridade competente para nomear. da União. Art. 30 . quanto a este.quando para exercer as atribuições de cargo ou função de direção ou de Governo dos Estados. em qualquer dos procedimentos. o funcionário será afastado do exercício.O início. fixada em regulamento como necessária ao desenvolvimento das atividades das unidades e entidades do Sistema Administrativo Civil do Estado. Art. salvo nos casos previstos em lei ou regulamento. será afastado do exercício das atribuições do cargo que ocupava. tomar posse em outro cargo para cuja confirmação se exige estágio probatório. CAPÍTULO VII Do Exercício *Art. 35 . Territórios e Municípios e respectivas entidades da administração indireta. retroagindo seus efeitos à data do término do período do estágio probatório.Ao dirigente da repartição para onde for designado o funcionário compete dar-lhe exercício.O ato de exoneração ou de demissão do servidor em razão de reprovação na avaliação especial de desempenho será expedido pela autoridade competente para nomear. a interrupção e o reinício do exercício das atribuições do cargo serão registrados no cadastro individual do funcionário. Art. Parágrafo único . no caso de reintegração. nos casos dos itens I e II. alíneas a. 36 . V . observado.da publicação oficial do ato.O exercício funcional terá início no prazo de trinta dias.O servidor que durante o estágio probatório não satisfizer qualquer dos requisitos previstos no § 3º do artigo anterior. não podendo dela se afastar. sendo que resultando exoneração ou demissão do servidor. nos termos da legislação previdenciária específica. Art. em processo do qual não haja pronúncia. Art. 31 . IV . § 3º . por grupo. III . contados da data: I . entende-se por lotação a quantidade de cargos. 34 .

913.Ao responsável pelo expediente se aplicam as disposições do art. compreendendo os artigos 43 a 45. Presidente da Assembléia. 41 . de 17.a promoção. 39 .6. pelos respectivos dirigentes e chefes.A substituição será automática ou dependerá de nomeação. Art. de nível de ven-35 cimento mais elevado. CAPÍTULO X Da Progressão e Ascensão Funcionais SEÇÃO I Da Progressão Horizontal Revogada a SEÇÃO I. pela Lei nº 12. ou dirigente autárquico.São formas de ascensão funcional: I . III . CAPÍTULO IX Da Substituição Art. for designado ex-officio para ter exercício em outro ponto do território estadual ou nacional ou for detentor de mandato eletivo. II .Haverá substituição nos casos de impedimento legal ou afastamento de titular de cargo em comissão. 46 . 37 . ou de atribuições mais compatíveis com as suas aptidões.6.A remoção respeitará a lotação das unidades ou entidades administrativas interessadas e será realizada.1999 – D. ou que exijam maior tempo de preparação profissional. Didatismo e Conhecimento 54 .a transferência. conforme se dispuser em regulamento. também servidor público. Presidente do Tribunal de Contas.Em caso de vacância do cargo em comissão e até seu provimento. quando então será remunerada por todo o período. Presidente do Conselho de Contas dos Municípios. regimento ou manual de serviço. Parágrafo único . Art. gratificações e vantagens. um funcionário para responder pelo expediente. o substituto será nomeado pelo Governador. 38 . Art.A remoção por permuta será processada a pedido escrito de ambos os interessados e de acordo com as demais disposições deste Capítulo. tem direito a ser removido ou posto à disposição da unidade de serviço estadual que houver no lugar de domicílio do cônjuge ou em que funcionar o órgão sede do mandato eletivo. vedada. poderá ser designado. § 1º . a percepção cumulativa de vencimento. 40 . O. com todos os direitos e vantagens do cargo.Remoção é o deslocamento do funcionário de uma para outra unidade ou entidade do Sistema Administrativo. regulamento. 47 . § 1º .Quando depender de ato da administração. processada de ofício ou a pedido do funcionário. § 3º.Pelo tempo da substituição remunerada. SEÇÃO II Da Ascensão Funcional Art. será gratuita. § 3º .administração pública CAPÍTULO VIII Da Remoção Art. no âmbito de cada uma. atendidos o interesse público e a conveniência administrativa. Art. 40.O funcionário estadual cujo cônjuge. pela autoridade imediatamente superior. salvo se exceder de 30 dias.A substituição automática é estabelecida em lei. ressalvado o caso de opção. porém. o substituto perceberá o vencimento e a gratificação de representação do cargo. § 2º . conforme o caso. nos termos dos parágrafos anteriores.A substituição.1999. e proceder-se-á independentemente de lavratura de ato. de 18.Ascensão funcional é a elevação do funcionário de um cargo para outro de maiores responsabilidades e atribuições mais complexas. Art.o acesso. § 2º . 42 .

até oito dias. de viagem do funcionário que mudar de sede.licença especial. 67 . dentro do mesmo quadro. inclusive da Administração Indireta do Estado. XV . XXI .Será considerado de efetivo exercício o afastamento em virtude de: I . art.licença para tratamento de moléstias que impossibilitem o fun-cionário definitivamente para o trabalho. IV .desempenho de função eletiva federal. ou pelos Chefes dos Poderes Legislativo e Judiciário. art.exercício das atribuições de cargo ou função de Governo ou dire-ção. XI . mediante provas que sejam capazes de verificar a qualificação e aptidão necessárias ao desempenho das atribuições do novo cargo.Acesso é a ascensão do funcionário de classe final da série de classes de uma categoria funcional para a classe inicial da série de clas-ses ou de outra categoria profissional afim. 50 . ou não.As formas de ascensão funcional obedecerão sempre a critério seletivo. VANTAGENS E AUTORIZAÇÕES – CAPÍTULOS I A VI.férias. nos termos em que estabelecer Decreto do Chefe do Poder Executivo. para os efeitos deste Estatuto. conforme se dispuser em regulamento. XII . XVI . devidamente comprovada. 6. até 36 dias por ano e não mais de 3 (três) dias por mês. XIII . até um dia. XVII .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA art.júri e outros serviços obrigatórios. art.licença para tratamento de saúde. e o período de suspensão. XX . observada quanto a esta. agressão não provocada ou doença profissional. art. 49 . a legislação pertinente.luto. VI .missão ou estudo noutras partes do território nacional ou no estrangeiro. XIV . quando o afastamento houver sido expressamente autorizado pelo Governador do Estado. 51 . 68 . Vantagens e Autorizações CAPÍTULO I Do Cômputo do Tempo de Serviço art.prisão do funcionário.licença à funcionária gestante. e atenderá sem-pre aos aspectos da vocação profissional. absolvido por sentença transitada em julgado.exercício das atribuições de outro cargo estadual de provimento em comissão. padrasto e pais adotivos.Transferência é a passagem do funcionário de uma para outra categoria funcional. parentes. para fins de registro civil. V .nascimento de filho.Tempo de serviço.luto.5.licença por acidente no trabalho. III . por falecimento de tio e cunhado. II .disponibilidade. X . suspensão preventiva. TÍTULO IV Dos Direitos. estadual ou municipal.convocação para o Serviço Militar.casamento. consanguíneos ou afins.prisão administrativa.A promoção é a elevação do funcionário à classe imediata-mente superior àquela em que se encontra dentro da mesma série de classes na categoria funcional a que pertencer. por falecimento de cônjuge ou companheiro. XVIII . até o 2º grau. por nomeação do Governador do Estado. até dois dias. IX .2 DOS DIREITOS. até oito dias. contado da data do desligamento e até o máximo de 15 dias. Didatismo e Conhecimento 55 . Vii . 48 . neste último caso. compreende o período de efetivo exercício das atribuições de cargo ou emprego público. VIII .decorrente de período de trânsito. XIX . quando o funcionário for reabilitado em processo de revisão.doença. inclusive madrasta.

71 – É vedado: I .Para o cálculo de qualquer benefício. na qualidade de contribuinte solidário. do art.Na contagem do tempo. nos termos no art. §4° da Constituição Federal. por parte do servidor. e pelas demais formas previstas na Constituição Federal. ficando sujeito às contribuições. desde que não tenha sido computado este tempo para a concessão de qualquer benefício. quando não provocada. vedado qualquer forma de arredondamento. 69 – Será computado para efeito de disponibilidade e aposentadoria: I . IV .não será admitida a contagem em dobro ou em outras condições especiais. desde que ocorra reversão. § 3° . até 16 de dezembro de 1998. § 4º . quando concomitantes.Para os efeitos deste Estatuto.Por doença profissional.Não se considera fictício o tempo definido em Lei como tempo de contribuição para fins de concessão de aposentadoria quando tenha havido. 66. em qualquer hipótese. a relação de causa e efeito. emprego ou função pública. Art. o servidor poderá desaverbar.A vedação prevista no inciso IV. Art.a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrente de regime próprio de servidor titular de cargo efetivo. será computado à vista de certidões passadas com base em folha de pagamento. II . dos Agentes Públicos e dos Membros de Poder do Estado do Ceará – SUPSEC.o período de serviço ativo das Forças Armadas. dos Agentes Públicos e dos Membros de Poder do Estado do Ceará – SUPSEC. até que Lei Complementar Federal discipline a matéria. seu tempo de contribuição. § 1° . exceto se decorrentes de cargos acumuláveis previstos na Constituição Federal. § 3º .a concessão de aposentadoria especial. com a remuneração de cargo. deverá ser observado o seguinte: I . tenham ingressado novamente no serviço público por concurso público de provas ou de provas e títulos. meses e dias. por outro.Nos casos previstos nos §§ 1º. § 2º . total ou parcialmente. ressalvados os cargos acumuláveis previstos na Constituição Federal. por efeito ou ocasião do serviço. por um sistema. para os efeitos deste Estatuto. II . para fins de custeio da Previdência Social. *§ 1° . 70 – A apuração do tempo de contribuição será feita em anos. não se aplica aos membros de Poder e aos inativos. entende-se aquela peculiar ou inerente ao trabalho exercido. a caracterização do acidente no trabalho da doença profissional. Didatismo e Conhecimento 56 . 72 – Observadas as disposições do artigo anterior. a que alude o inciso I deste artigo.o cômputo de tempo fictício para o cálculo de benefício previdenciário. em qualquer época. sofrida pelo funcionário no serviço ou em razão dele. § 4° . este será convertido em dias. III . sendo-lhes proibida a percepção de mais de uma aposentadoria pelo Sistema Único de Previdência Social dos Servidores Públicos Civis e Militares. ressalvadas as decorrentes dos cargos acumuláveis previstos na Constituição Federal. desde que haja contribuição. § 2° .O tempo de contribuição.Equipara-se a acidente no trabalho a agressão. 40. bem como para os Regimes Próprios de Previdência Social – RPPS. § 2° .administração pública § 1º . depois de apurado o tempo de contribuição. II . comprovada.é vedada a contagem de tempo de contribuição. Art. dos Agentes Públicos e dos Membros de Poder do Estado do Ceará – SUPSEC. § 3° .O servidor inativo para ser investido em cargo público efetivo não acumulável com aquele que gerou a aposentadoria deverá renunciar aos proventos desta. inclusive no deslocamento para o trabalho ou deste para o domicílio do funcionário. servidores e militares que. § 1° .O ano corresponderá a 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias e o mês aos 30 (trinta) dias. a prestação de serviço ou a correspondem-te contribuição. IV – a licença por motivo de doença em pessoa da família. o afastamento superior a 6 (seis) meses obedecerá o previsto no inciso IV. que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este regime é segurado obrigatório em relação a esta atividade. 99 desta Lei. os eletivos e os cargos em comissão declarados em Lei de livre nomeação e exoneração. o tempo de contribuição utilizado para a concessão de algum benefício. III – o tempo de aposentadoria.a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do Sistema Único de Previdência Social dos Servidores Públicos Civis e Militares.não será contado. conforme previsto no art. o laudo resultante da inspeção médica deverá estabelecer. Art. § 2° .O aposentado pelo Sistema Único de Previdência Social dos Servidores Públicos Civis e Militares. 2º e 3º deste artigo. entende-se por acidente de trabalho o evento que cause dano físico ou mental ao funcionário. desta Lei.No caso previsto no inciso IV.o tempo de contribuição para o Regime Geral de Previdência Social – RGPS. expressamente. de que trata este artigo. de que trata esta Lei. III .

apenas. § 2º . estabelecidos para os funcionários ativos em geral. III .para serviço militar obrigatório. 78 . na conclusão da conversão. VI . 77 . dentro do ano a que se vincular o direito do servidor. Art.A estabilidade funcional é incompatível com o cargo em comissão.em caráter especial. 57 Didatismo e Conhecimento . § 3º . Art.A apuração do tempo de serviço será feita em dias. a transferência e a remoção não interromperão as férias.O funcionário nomeado em virtude de concurso público adquire estabilidade depois de decorridos dois anos de efetivo exercício. senão em virtude de sentença judicial ou inquérito administrativo. § 1º . de férias por ano. CAPÍTULO V Das Licenças SEÇÃO I Das Disposições Preliminares Art. Art. na forma do regulamento.A estabilidade assegura a permanência do funcionário no Sistema Administrativo. sendo o número de dias convertido em anos.para tratamento de saúde. 80 . 79 . mais de dois períodos de férias. por ano.A promoção. V . 75 . CAPÍTULO III Da Disponibilidade Art. o servidor ficará em disponibilidade percebendo remuneração proporcional por cada ano de serviço. § 3º . ou da decretação de sua desnecessidade. a este caberá requerer. Parágrafo único .O funcionário terá direito a férias após cada ano de exercício no Sistema Administrativo.por acidente no trabalho. VII . de acordo com a escala organizada pelo dirigente da Unidade Administrativa. à razão de: § 2º . II . fixar a oportunidade do deferimento do pedido. permitido o arredondamento para um ano. § 5º .É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.por motivo de doença em pessoa da família.REVOGADO.O funcionário gozará trinta dias consecutivos.para acompanhar o cônjuge. IV .Será licenciado o funcionário: I . o acesso.administração pública CAPÍTULO II Da Estabilidade e da Vitaliciedade Art. o que exceder a 182 (cento e oitenta e dois) dias. ao superior hierárquico. agressão não provocada e doença profissional. § 4º . em que se lhe tenha sido assegurada ampla defesa. ou não. § 1º . considerando-se o ano de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.Aplicam-se aos vencimentos da disponibilidade os mesmos critérios de atualização. com a movimentação do funcionário.Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade.Estabilidade é o direito que adquire o funcionário efetivo de não ser exonerado ou demitido.quando gestante. 76 .O funcionário não poderá gozar. podendo a autoridade. ou houver alteração do exercício funcional. Art. 73 . o gozo das férias.O funcionário perderá o cargo vitalício somente em virtude de sentença judicial.Disponibilidade é o afastamento de exercício de funcionário estável em virtude da extinção do cargo. 74 .Se a escala não tiver sido organizada. CAPÍTULO IV Das Férias Art.

90 . Art. a inspeção ocorrerá a cada 2 (dois) anos. pela prorrogação da licença ou. salvo nos casos dos itens II. 94 . 92 . contados da determinação da anterior será considerada como prorrogação.A licença gozada dentro de sessenta dias. Art. sob pena de se apurarem como faltas os dias de ausência. 88 .No curso da licença. nos termos do Regulamento.administração pública Art. 91 . 80. Art. Art. alienação mental. cegueira. § 2º . deste Estatuto. o funcionário abster-se-á de qualquer atividade remunerada. paralisia irreversível e incapacitante. 95 .Expirado o prazo de licença previsto no laudo médico. se indeferido. SEÇÃO II Da Licença para Tratamento de Saúde Art.A licença dependente de inspeção médica terá a duração que for indicada no respectivo laudo. Art. 82 . na forma do Regulamento. com base em conclusão da medicina especializada. se for julgado inválido.VETADO.O funcionário não poderá permanecer em licença por prazo superior a vinte e quatro meses. § 1º . estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante).Terminada a licença o funcionário reassumirá imediatamente o exercício. Parágrafo único – Na hipótese prevista neste artigo. ainda quando deva continuar o tratamento.No processamento das licenças para tratamento de saúde será observado sigilo no que diz respeito aos laudos médicos. § 1º . contar-se-á como licença o período compreendido entre a data do término e a do conhecimento oficial do despacho. § 3º . de ofício ou a pedido. contagiosas ou incuráveis: tuberculose ativa.VETADO. Art. com perda total dos vencimentos. hanseníase. 83 . doença de Parkinson. pela aposentadoria. e aposentado. devendo o laudo concluir pela volta do funcionário ao exercício. o funcionário será submetido a nova inspeção. espondiloartrose anquilosante. nefropatia grave. desde que comprovada por inspeção médica capacidade para a atividade funcional. III. até que seja realizado exame. e.Considerado apto em inspeção médica.Verificada a cura clínica. 84 . 89 – O servidor será compulsoriamente licenciado quando sofrer uma dessas doenças graves. 87 . Art. Art. 93 . V e VI do art. 86 . Art. no caso de invalidez.A licença poderá ser determinada ou prorrogada. 81 . Art.Findo esse prazo. sob pena de suspensão do pagamento dos vencimentos. Art. neoplasia maligna. Parágrafo único . Art. o paciente será submetido a nova inspeção. o funcionário reassumirá o exercício imediatamente. § 2º . admitida a delegação. até que reassuma o exercício. Didatismo e Conhecimento 58 .O pedido de prorrogação deverá ser apresentado antes de finda a licença. o tempo necessário para a nova inspeção será considerado como de prorrogação da licença e.VETADO.O funcionário não poderá recusar a inspeção médica determinada pela autoridade competente.A licença para tratamento de saúde precederá a inspeção médica.VETADO. contaminação por radiação. hepatopatia e outras que forem disciplinadas em Lei. sob pena de interrupção imediata da mesma licença. 85 – REVOGADO. cardiopatia grave. o funcionário licenciado voltará ao exercício. síndrome da deficiência imunológica adquirida – Aids. Art. se for o caso. epilepsia vera.São competentes para licenciar o funcionário os dirigentes do Sistema Administrativo Estadual.

Art. e concedida imediatamente após a fruição da licença-maternidade de que trata o art.É vedado durante a prorrogação da licença-maternidade tratada neste artigo o exercício de qualquer atividade remunerada Pela servidora beneficiária. dos Agentes Públicos e dos Membros de Poder do Estado do Ceará – SUPSEC. dos Agentes Públicos e dos Membros de Poder do Estado do Ceará – SUPSEC. 96 . sob pena da perda do direito do benefício e consequente apuração da responsabilidade funcional. da licença-maternidade. filhos. §1° . perceberá vencimentos integrais até 6 (seis) meses. 66 desta Lei. §2° . nos termos do Regulamento.A prorrogação de que trata este artigo será assegurada à servidora estadual mediante requerimento efetivado até o final do primeiro mês após o parto. até o limite de 4 (quatro) anos. nos termos desta seção. 101 .Ao servidor desincorporado conceder-se-á prazo não excedente a 30 (trinta) dias para que reassuma o exercício do cargo. 97 . na forma deste artigo. ressalvado o direito de opção pela retribuição financeira do serviço militar. Oficial da Reserva não remunerada das Forças Armadas.Salvo prescrição médica em contrário. § 2º . para cumprimento dos estágios previstos pela legislação militar. será comprovada mediante parecer do Serviço de Assistência Social. 99 – O servidor poderá ser licenciado por motivo de doença na pessoa dos pais.administração pública Art. será licenciado. por mais 60 (sessenta) dias. 98 – REVOGADO.O funcionário licenciado. SEÇÃO IV Da Licença à Gestante Art.O servidor. garantido o direito de opção.O funcionário que for convocado para o serviço militar será licenciado com vencimentos integrais. Art. prevista nos art. do art. § 3° . caso se julgue em condições de reassumir o exercício.Provar-se-á a doença mediante inspeção médica realizada conforme as exigências contidas neste Estatuto quanto à licença para tratamento de saúde. e 39. cônjuge do qual não esteja separado e de companheiro(a). contribuirá para o Sistema Único de Previdência Social dos Servidores Públicos Civis e Militares. da Constituição Federal destinada às servidoras públicas estaduais. a licença será deferida a partir do oitavo mês de gestação.No curso da licença poderá o funcionário requerer inspeção médica. desde que prove ser indispensável a sua assistência pessoal e esta não possa ser prestada simultaneamente com exercício funcional. Art. §2° . e a criança não poderá ser mantida em creches ou organização similar. inciso XVIII. sem perda de vencimentos. inciso XVIII.A necessidade de assistência ao doente. 7º. mesmo que faça opção pela retribuição financeira do serviço militar. 102 .(NR) SEÇÃO V Da Licença para Serviço Militar Obrigatório Art. §3º. §3° . com vencimentos integrais. da Constituição Federal. §1° . a servidora estadual terá direito à sua remuneração integral. devendo retornar a suas atividades funcionais imediatamente ao fim do período.Durante o período de prorrogação da licença-maternidade. de que trata o caput deste artigo. § 1º . Após este prazo o servidor obedecerá o disposto no inciso IV. 7º. Didatismo e Conhecimento 59 . 100 – Fica garantida a possibilidade de prorrogação. nos mesmos moldes devido no período de percepção do salário-maternidade pago pelo Sistema Único de Previdência Social dos Servidores Públicos Civis e Militares. Parágrafo único .O funcionário. SEÇÃO III Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Art.Serão integrais os vencimentos do funcionário licenciado para tratamento de saúde.

for mandado servir em outro ponto do Estado. 6.5. também servidor público.O ilícito administrativo é punível. ou que constitua comportamento incompatível com o decoro funcional ou social. dolosa ou culposa. de ofício. que acarrete prejuízo para o patrimônio do Estado.São independentes as instâncias administrativas civil e penal.3 DO REGIME DISCIPLINAR – TÍTULO VI – CAPÍTULOS I A VII. art. no prazo de trinta dias. independentemente de acarretar resultado perturbador do serviço estadual.A responsabilidade civil decorre de conduta funcional. quando for o caso. é obrigado a representar perante a autoridade competente. art.O funcionário público é administrativamente responsável. ou de proibição. art. à falta de outros bens que respondam pelo ressarcimento.Sob pena de responsabilidade. fixado neste Estatuto e em sua legislação complementar. no que exceder os limites da fiança. § 3º . art. por lei. o funcionário que exercer atribuições de chefia. § 2º . ao funcionário.Considera-se ilícito administrativo a conduta comissiva ou omissiva. para acompanhar o cônjuge. §2º . enquanto durar a sua permanência ali. tomando conhecimento de um fato que possa vir a se configurar. perante seus superiores hierárquicos.A indenização de prejuízo causado ao Estado ou às suas entidades. o funcionário nela será lotado.A apuração da responsabilidade funcional será promovida. de ofício. 178 .Finda a causa da licença.O funcionário terá direito a licença sem vencimento. pelos ilícitos que cometer. art.Em caso de prejuízo a terceiro.Existindo no novo local de residência repartição estadual. 104 . que houver condenado a Fazenda Pública a indenizar o terceiro prejudicado. 174 . art. do funcionário. não excedentes da décima parte do vencimento. através de ação regressiva proposta depois de transitar em julgado a decisão judicial. Se se tratar de ilícito administrativo praticado fora do local de trabalho.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SEÇÃO VI Da Licença do Funcionário para Acompanhar o Cônjuge art. e cumuláveis as respectivas cominações. que importe em violação de dever geral ou especial. a competência para determinar a apuração da responsabilidade caberá ao Governador do Estado. §1º . admitida a renovação. nesta qualidade. §1º . § 1º . após o qual sua ausência será considerada abandono de cargo. 103 .Se se imputar a prática do ilícito a vários funcionários lotados em órgãos diversos do Poder Executivo. TÍTULO VI Do Regime Disciplinar CAPÍTULO I Dos Princípios Fundamentais Art. independentemente de reassunção do exercício. ou mediante representação. 60 Didatismo e Conhecimento . Parágrafo único . 175 . do Território Nacional. Parágrafo único .Nas mesmas condições estabelecidas no artigo anterior o funcionário será licenciado quando o outro cônjuge esteja no exercício de mandato eletivo fora de sua sede funcional. a apuração da responsabilidade será promovida pela autoridade de maior hierarquia no órgão ou na entidade a que pertencer o funcionário a quem se imputar a prática da irregularidade. ou se configure como ilícito administrativo. ou no Exterior.A licença dependerá do requerimento devidamente instruído. 177 . 179 . a fim de que esta promova a sua apuração. o funcionário retornará ao exercício de suas funções. quando. pela autoridade de maior hierarquia no órgão ou na entidade administrativa em que tiver ocorrido a irregularidade. será liquidada mediante prestações mensais descontadas em folha de pagamento. 176 . de suas entidades ou de terceiros. o funcionário responderá perante o Estado ou suas entidades.A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputados. comissiva ou omissiva.

Art. de sua indicação. ou a que for tipificada neste Estatuto para determinados ilícitos. quando for o caso. Art. a fim de que seja providenciada a aposentadoria do funcionário.cessação da disposição. IV .O direito ao exercício do poder disciplinar prescreve passados cinco anos da data em que o ilícito tiver ocorrido.O funcionário poderá defender-se. §4º . 180 .no direito de apresentar razões preliminares e finais.A legítima defesa e o estado de necessidade excluem a responsabilidade administrativa. salvo o caso do item I deste artigo. responsabilidade administrativa.afastamento do funcionário indiciado de seu cargo ou função.Considera-se legítima defesa o revide moderado e proporcional à agressão ou à iminência de agressão moral ou física. que atinja ou vise a atingir o funcionário.no direito de arguir prescrição. Na aplicação da sanção. com retorno do funcionário ao seu órgão de origem. §2º . ampla defesa. §6º .Extingue-se a responsabilidade administrativa: I . a gravidade da infração e os danos que dela provierem para o serviço estatal de terceiros.Fixada a responsabilidade administrativa do funcionário. salvo a concedida por motivo de saúde. §8º . se tiver a qualidade de advogado. sobretudo: I . que é de natureza contraditória.O exercício da legítima defesa e de atividades em virtude do estado de necessidade não serão excludentes de responsabilidade administrativa quando houver excesso. VII .São imprescritíveis o ilícito de abandono de cargo e a respectiva sanção. IV . Art.no direito de arrolar e inquirir. ou seus superiores hierárquicos ou colegas. inclusive para fins de preservação do patrimônio público. Art. a autoridade que determinou o procedimento disciplinar adotará providências para a apuração do ilícito civil ou penal. Parágrafo único . ao mesmo tempo. reinquirir e contraditar testemunhas. pobre na forma da lei. culposos ou dolosos.com a morte do funcionário. preliminarmente. é privativa de advogado. no procedimento disciplinar. pessoalmente. nos casos de prisão preventiva ou prisão administrativa. inclusive as de natureza pericial.proibição de concessão de licença.sobrestamento do processo de aposentadoria voluntária. 185 . §7º . ou o patrimônio da instituição administrativa a que servir. V . por escrito.pela prescrição do direito de agir do Estado ou de suas entidades em matéria disciplinar. podendo a indicação recair em advogado do Instituto de Previdência do Estado do Ceará (IPEC). ou revel. VI . §5º .Se o comportamento funcional irregular configurar. consistente.Considera-se em estado de necessidade o funcionário que realiza atividade indispensável ao atendimento de uma urgência administrativa. Didatismo e Conhecimento 61 .no direito de levantar suspeições e arguir impedimentos. e requerer acareações. Art.A defesa do funcionário no procedimento disciplinar.Assegurar-se-á ao funcionário.proibição do afastamento do exercício. durante ou depois de concluídos a sindicância ou o inquérito. a responsabilidade administrativa. designado pela autoridade competente. § 1º . comprovada através de perícia médica oficial excluirá. II .A autoridade competente designará defensor para o funcionário que. civil e penal. III .A apuração da responsabilidade do funcionário processar-se-á mesmo nos casos de alteração funcional. 182 . ou por defensor público. imoderação ou desproporcionalidade. §9º . 181 . que a exercitará nos termos deste Estatuto e nos da legislação federal pertinente (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil).A apuração da responsabilidade funcional será feita através de sindicância ou de inquérito. ou o seu sobrestamento.O inquérito administrativo para apuração da responsabilidade do funcionário produzirá. também.A alienação mental. III . II . V . os seguintes efeitos: I . §3º . a autoridade competente aplicará a sanção que entender cabível. inclusive a perda do cargo.administração pública §2º .no direito de prestar depoimento sobre a imputação que lhe é feita e sobre os fatos que a geraram. Art. as circunstâncias em que o ilícito ocorreu.no direito de ser defendido por advogado. II . 184 . 183 . também advogado. nos termos deste Estatuto. a autoridade levará em conta os antecedentes do funcionário.no direito de requerer todas as provas em direito permitidas. na conduta do funcionário. comunicando o sindicante ou a Comissão Permanente de Inquérito à autoridade competente o fato. não indicar advogado.

190 . X . ou não se referir a nenhuma das atribuições do servidor. VIII .atender às notificações para depor ou realizar perícias ou vistorias. III .providenciar para que esteja sempre em ordem. CAPÍTULO II Dos Deveres Art. ou visar a fins não estipulados na regra de competência da autoridade da qual promanou ou do funcionário a quem se dirige. VII . VI .discrição. IV . na medida de sua competência. quando tal formalidade for essencial à sua validade. e especiais. as requisições para defesa da Fazenda Pública. sua declaração de família. XVI .não se contiver a ordem na área da competência do órgão a que servir o funcionário seu destinatário.A inobservância de qualquer dos preceitos deste Capítulo relativos à forma do procedimento. XVII . do Chefe do Poder Executivo. tendo em vista procedimentos disciplinares. V .levar.São deveres gerais do funcionário: I . Art. § 2º . e na medida de sua competência.Os deveres do funcionário são gerais.Se se tratar de ordem emanada do Presidente da Assembléia Legislativa. Didatismo e Conhecimento 62 . tendo em vista o decoro funcional e social. IV . à autoridade imediatamente superior a que ordenou. 188 . no assentamento individual. o funcionário justificará perante essas autoridades a escusa da obediência. o funcionário representará contra a ordem.O funcionário deixará de cumprir ordem de autoridade superior quando: I .zelar pela economia e conservação do material que lhe for confiado. à competência e ao direito de ampla defesa acarretará a nulidade do procedimento disciplinar. XIV .cumprir.for a ordem expedida sem a forma exigida por lei. 191 . desde o seu ingresso no exercício funcional.guardar sigilo sobre a documentação e os assuntos de natureza reservada de que tenha conhecimento em razão do cargo que ocupa.atender. se esta não for exigida. Art. XI . Art. os requerimentos de certidões para defesa de direitos e esclarecimentos de situações. II . XII . conforme o caso.urbanidade. do Presidente do Tribunal de Contas e do Presidente do Conselho de Contas dos Municípios. nos prazos de lei ou regulamentares. Art. quando fixados neste Estatuto e legislação complementar. por escrito.a autoridade de quem emanar a ordem for incompetente. 192 .Se no transcurso do procedimento disciplinar outro funcionário for indiciado. 186 . § 1º .continência de comportamento. Art. nos prazos que lhe forem assinados por lei ou regulamento.O funcionário público fica sujeito ao poder disciplinar desde a posse ou. quando fixados tendo em vista as peculiaridades das atribuições funcionais.assiduidade.atender.pontualidade. XIII . legais e regulamentares.não tiver sido a ordem publicada. reabrirá os prazos de defesa para o novo indiciado.Aplica-se o disposto neste Título ao procedimento em que for indiciado aposentado ou funcionário em disponibilidade. III .não tiver a ordem como causa uma necessidade administrativa ou pública. ou da função que exerça.Em qualquer dos casos referidos neste artigo. IX . 187 . prontamente. as decisões judiciais ou facilitar-lhes a execução. 189 .a ordem configurar abuso ou excesso de poder ou de autoridade.observância das normas constitucionais.administração pública Art. XV . VI .obediência às ordens de seus superiores hierárquicos. o sindicante ou a Comissão Permanente de Inquérito.atender. ao conhecimento da autoridade superior irregularidades administrativas de que tiver ciência em razão do cargo que ocupa.lealdade e respeito às instituições constitucionais e administrativas a que servir. os pedidos de informação do Poder Legislativo e às requisições do Poder Judiciário. ou da função que exerça. V . II . fundamentadamente.

CAPÍTULO IV Das Sanções Disciplinares e seus Efeitos Art. XV .a percepção de pensões com vencimentos de disponibilidade e proventos de aposentadoria e reforma. Art. salvo quando autorizado pelo superior hierárquico e desde que para atender a interesse público. conselho técnico ou administrativo. de que tenha ciência em razão do cargo ou função. no último caso. policial ou administrativo. no local de trabalho. salvo quando se tratar de percepção de vencimentos. o desempenho de sua atividade funcional. IX . funções ou empregos. inclusive em trabalho público e assinado. não ficando obrigado a restituir o que houver percebido durante o período da acumulação vedada. II .a percepção de pensões com vencimento ou salário. em geral. o funcionário optará por um dos cargos. no recinto do trabalho. empresas públicas e sociedades de economia mista).cometer a outrem. 195 . como procurador ou intermediário.praticar a usura. IV .O aposentado compulsoriamente ou por invalidez não poderá acumular seus proventos com a ocupação de cargo ou o exercício de função ou emprego público.a percepção conjunta de pensões civis e militares. vantagens ou comissões pela prática de atos de oficio. o funcionário perderá os cargos. com o fim de constituir direito ou obrigação. XVI . gerência. II . ou suas entidades.Provada a má-fé.retirar bens de órgãos ou entidades estaduais. §1º . acumular cargos.promover manifestação de desapreço ou fazer circular ou subscrever lista de donativos.administração pública CAPÍTULO III Das Proibições Art. XIX . ressalvado o direito de crítica doutrinária aos atos e fatos administrativos. administração. VII .Verificada. modificar ou substituir qualquer documento oficial. para o trato de assuntos particulares. nos locais e horas de trabalho. não configurarem acumulação ilícita. XIII . causando prejuízos a estas. salvo quando se tratar de depoimento em processo judicial. salvo os casos previstos em lei ou ato administrativo. funções ou empregos acumulados ilicitamente devolvendo ao Estado o que houver percebido no período da acumulação. ou de alterar a verdade dos fatos.deixar de comparecer ao trabalho sem causa justificada.retirar. XIV .suspensão. Parágrafo único . XVII . de empresa ou sociedades mercantis.Ao funcionário é proibido: I . 194 . XI . Didatismo e Conhecimento 63 . quando resultantes de cargos legalmente acumuláveis.valer-se do exercício funcional para lograr proveito ilícito para si. ou para outrem. XVIII . 196 . proventos ou vantagens de parente consanguíneo ou afim.Não se compreendem na proibição de acumular nem estão sujeitos a quaisquer limites: I . V . funções e empregos públicos remunerados. nos casos excepcionais da Constituição Federal. quando.pleitear. VI . III .atender pessoas estranhas ao serviço.empregar bens do Estado e de suas entidades em serviço particular.a percepção de proventos. com atividades estranhas às relacionadas com as suas atribuições. salvo os casos de prestação de serviços técnicos ou científicos.referir-se de modo depreciativo às autoridades em qualquer ato funcional que praticar.receber propinas.contratar com o Estado. XII . Parágrafo único . 193 .participar de diretoria.É ressalvado ao funcionário o direito de acumular cargo.revelar fato de natureza sigilosa. II . inclusive os de magistério em caráter eventual. até o segundo grau civil.Excluem-se da proibição do item XVI os contratos de cláusulas uniformes e os de emprego.salvo as exceções constitucionais pertinentes. em inquérito administrativo. inclusive nas entidades da Administração Indireta (autarquias. IV .entreter-se. X . VIII .repreensão. acumulação proibida e provada a boa-fé. funções e empregos remunerados. bem como apresentar documento falso com a mesma finalidade.As sanções aplicáveis ao funcionário são as seguintes: I .coagir ou aliciar subordinados com objetivos político-partidários. §2º . junto aos órgãos e entidades estaduais. III . Art.ser comerciante.

interpoladamente. III . a qualquer título.Entender-se-á por ausência ao serviço com justa causa não só a autorizada por lei. na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de vencimento. 201 . durante 12 (doze) meses. VI .Salvo reabilitação obtida em processo disciplinar de revisão. 202 . por lei. XII .São competentes para aplicação das sanções disciplinares: I . II .crime contra a administração pública. e nos de ilícito grave. V .administração pública III . por prazo não superior a 90 (noventa) dias. e privativamente. nos casos de reincidência de falta leve. Art. a qual constará sempre nos casos de demissão referidos nos itens I e VII do artigo 199. IV .Aplicar-se-á a repreensão. nos termos deste parágrafo. IX . U. e. III . IV .desídia funcional.A demissão será obrigatoriamente aplicada nos seguintes casos: Ver § 1º do art.descumprimento de dever especial inerente a cargo em comissão. em qualquer caso. ao funcionário que. Didatismo e Conhecimento 64 .demissão. privativamente. precederá sempre procedimento disciplinar.abandono de cargo.cassação de aposentadoria. a suspensão poderá ser convertida em multa.crime comum praticado em detrimento de dever inerente à função pública ou ao cargo público. sem justa causa. § 1° . quando de natureza grave.As sanções referidas nos itens II e VI do artigo 196 serão cominadas por escrito e fundamentalmente. valendo a justificação.cassação de disponibilidade. como a que assim for considerada após comprovação em inquérito ou justificação administrativa. Parágrafo único . Art. 199 . Art. XI . V .os chefes de unidades administrativas em geral.insubordinação grave em serviço. em todos os casos. não cominável. por trinta (30) dias consecutivos ou 60 (sessenta) dias. sempre por escrito.multa. assegurada ao funcionário indiciado ampla defesa. nos termos da lei penal. § 2º . item III. Art. salvo a expressa cominação. salvo se se tratar de punição de funcionário autárquico.1998 – Apêndice.falta de atendimento ao requisito do estágio probatório estabelecido no art. que resultem em lesão para o Erário Estadual ou dilapidação do seu patrimônio. por este Estatuto. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Parágrafo único . nos casos de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade. nos termos deste Estatuto. 198 .Aplicar-se-á a suspensão.Ao ato que cominar sanção.ofensa física ou moral em serviço contra funcionário ou terceiros. Parágrafo único . a demissão poderá ser aplicada com a nota “a bem do serviço público”. obrigado. X . de 4. pena de nulidade da cominação imposta. § 1º.os Chefes dos Poderes Legislativo e Executivo. salvo os referidos nos itens I e II.Por conveniência do serviço.Tendo em vista a gravidade do ilícito.os Secretários de Estado e demais dirigentes de órgãos subordinados ou auxiliares.Considera-se abandono de cargo a deliberada ausência ao serviço. nos casos de demissão e cassação. I . Art. 197 .quebra do dever de sigilo funcional. em caráter primário. regulamento ou outro ato administrativo.corrupção passiva. da aposentadoria ou disponibilidade. pena de nulidade. VIII . VII . esta última requerida ao superior hierárquico pelo fun-cionário interessado. cometer falta leve. o funcionário demitido com a nota a que se refere este artigo não poderá reingressar nos quadros funcionais do Estado ou de suas entidades. 200 .6. de outro tipo de sanção. a critério da autoridade competente. a juízo da autoridade competente. suspensão até 30 (trinta) dias e multa correspondente. com outro tipo de sanção. 5. VI .1998 – D.6. o funcionário a permanecer em exercício. IV . II . através de ato escrito.os dirigentes superiores das autarquias.aplicação irregular dos dinheiros públicos. 41 da Constituição Federal. nos casos de repreensão. Art. O. apenas para fins disciplinares. 27. neste caso.incontinência pública e escandalosa e prática de jogos proibidos. em qualquer caso.

a pedido do sindicante. no caso de alcance ou omissão no recolhimento ou na entrega a quem de direito nos prazos e na forma da lei.praticou. 207 . ilícitos administrativos. Executivo e Judiciário. dos dirigentes autárquicos e dos Presidentes da Assembléia Legislativa. não poderia ocupar. Art. sendo-lhe anexada como peça informativa e preliminar. como indiciado. também. CAPÍTULO V Da Sindicância Art. Tribunal de Contas e do Conselho de Contas dos Municípios. Didatismo e Conhecimento 65 . salvo motivo de força maior.não assumiu o disponível. ressalvadas em qualquer caso. comunicará imediatamente o fato à autoridade judiciária competente e providenciará a abertura e realização urgente do processo de tomada de contas. Art. os Presidentes do Tribunal de Contas e do Conselho de Contas dos Municípios. provada a má-fé. e a critério da autoridade que determinou a sua abertura.dos Secretários de Estado. 203 .Aberta a sindicância. em suas respectivas áreas funcionais. entretanto. quando for o caso. o funcionário terá. à metade.A sindicância será realizada por funcionário estável. 209 . § 2º . ou pelos bens que se encontrarem sob a guarda do Estado ou de suas Autarquias. reduzidos os prazos neles estabelecidos. § 4º .Recolhida aos cofres públicos a importância desviada.administração pública Art. II . quando no exercício funcional. III . a autoridade que ordenou a prisão revogará imediatamente o ato gerador da custódia. a entender indispensável. a que se refere o artigo anterior. nos termos dos artigos estatutários que disciplinam o inquérito administrativo. não venha a influir na apuração de sua responsabilidade. III . § 1º . § 3º .A sindicância precede o inquérito administrativo.a computar o tempo de serviço relativo ao período de suspensão para todos os efeitos legais. no estágio probatório. no prazo legal. os Secretários de Estado e os dirigentes das Autarquias poderão ordenar a prisão administrativa do funcionário responsável direto pelos dinheiros e valores públicos. se reconhecida a sua inocência no inquérito administrativo. II . para que.Além da pena judicial que couber. que o aposentado ou disponível: I .A autoridade que ordenar a prisão. prorrogável por igual período.A sindicância é o procedimento sumário através do qual o Estado ou suas autarquias reúnem elementos informativos para determinar a verdade em torno de possíveis irregularidades que possam configurar. Art.a computar o tempo de serviço para todos os fins de lei. no transcurso deste. ou exercer. se. Parágrafo único . sindicância para apuração das aptidões do funcionário. 208 . será cumprida em local especial.A prisão. quando for o caso.Abrir-se-á. Art.A sindicância será realizada no prazo máximo de 15 (quinze) dias. 205 deste Estatuto. permitida a delegação de competência: I . para fins de demissão ou exoneração. legalmente. relativo ao período que ultrapassar o prazo da suspensão preventiva. ou não.A cassação da aposentadoria ou disponibilidade extingue o vínculo do aposentado ou do disponível com o Estado ou suas entidades autárquicas.Suspenso preventivamente. § 5º .Os Chefes dos Poderes Legislativo. ilícito punível com demissão. 205 .aceitou cargo ou função que. aberta pela autoridade de maior hierarquia. § 1º . salvo motivo justificado. no órgão em que ocorreu a irregularidade. em inquérito administrativo. § 1º .perdeu a nacionalidade brasileira. que não poderá ultrapassar a 90 (noventa) dias. Art. em qualquer caso. nos termos do § 1º deste artigo.A suspensão preventiva não ultrapassará o prazo de 90 (noventa) dias e somente será determinada quando o afastamento do funcionário for necessário.do Governador. notificado deixar de atender à convocação para prestação de serviços estatais compulsórios.a perceber as gratificações por tempo de serviço já prestado e o salário-família. II . 206 . designado pela autoridade que determinar a sua abertura. IV . direito: I .Aplica-se à prisão administrativa o disposto no § 2º do art.a perceber os vencimentos relativos ao período de suspensão. § 2º . 204 . IV .Será cassada a aposentadoria ou disponibilidade se ficar provado. o lugar funcional em que foi aproveitado.A suspensão preventiva será ordenada pela autoridade que determinar a abertura do inquérito administrativo. suspende-se a fluência do período do estágio probatório. § 2º . assegurada ao indiciado ampla defesa. serão considerados como de suspensão os dias em que o funcionário.

214 . 215 . Art. Art. Art. o indiciado poderá requerer suas provas no prazo de 5 (cinco) dias. Art.no Poder Executivo. abrindo-lhe o prazo de 3 (três) dias para defesa prévia. o processo será arquivado.Apresentadas as razões finais de defesa. CAPÍTULO VI Do Inquérito Administrativo Art. se necessário para demonstração de fatos novos. de preferência pertencentes aos quadros funcionais.Instaurado o inquérito administrativo.Havendo ostensividade ou indícios fortes de autoria do ilícito administrativo.o Governador. do Tribunal de Contas e do Conselho de Contas dos Municípios. 185. § 8º . ou o descumprimento dos requisitos do estágio probatório. o indiciado será notificado para apresentar.Encerrada a fase probatória. II . devendo o servidor dele encarregado consignar. 217 . para que. no caso do Governador. em qualquer caso. 216 . a citação far-se-á por edital. ao Secretário de Administração.A citação será pessoal. que colocará à disposição das Comissões o pessoal necessário ao desenvolvimento de seus trabalhos. permitida a delegação de competência. como indiciado. instituídas por atos do Governador. requerendo o que for do interesse da defesa.A falta de notificação do indiciado ou de seu defensor. Em caso de não ser encontrado o funcionário. na Governadoria. dentre os funcionários do órgão a que pertencer. dos dirigentes das Autarquias e dos órgãos desconcentrados. no prazo de 10 (dez) dias. ou a vinculação funcional do servidor a quem se pretende imputar a responsabilidade administrativa. estando ele em lugar incerto e não sabido. a autoridade que determinou a sindicância encaminhará os respectivos autos para a Comissão Permanente de Inquérito Administrativo. ser-lhe-á designado defensor. a recusa do funcionário em recebê-la. Art. 213 . 218 . nas Secretarias de Estado. que funcionará: I . na Diretoria Geral.administração pública § 6º .As Comissões Permanentes de Inquérito Administrativo compor-se-ão de três membros. Art. podendo renovar o pedido.São competentes para instaurar o inquérito: I . não comparecendo o citado. Parágrafo único . determinará a nulidade do procedimento. Parágrafo único . à autoridade competente para o seu julgamento. 210 . III . não apurada a responsabilidade administrativa. devendo todos os atos da sindicância serem reduzidos a termo por secretário designado pelo sindicante. A seguir. por seu defensor. II . Art.O inquérito administrativo será realizado por Comissões Permanentes. nos termos do art. § 7º .Citado. depois do que. inclusive os de secretário e assessoramento. permitida a delegação de poder. fixada a responsabilidade funcional. mediante protocolo. Didatismo e Conhecimento 66 . com prazo de 15 (quinze) dias. na forma do estabelecido neste Estatuto. item III e § 1º do art. publicado no Diário Oficial do Estado. 211 . por escrito. todo o procedimento. o sindicante indiciará o funcionário. acompanhe. do Presidente do Conselho de Contas dos Municípios. em suas áreas funcionais. do Presidente do Tribunal de Contas. com relatório circunstanciado e conclusivo. a autoridade encaminhara seu ato para a Comissão de Inquérito que for competente. a Comissão encaminhara os autos do inquérito. presidida pelo servidor que for designado pela autoridade competente.no Poder Legislativo. Art.Abertos os trabalhos do inquérito. todos funcionários estáveis do Estado ou de suas autarquias.Ultimada a sindicância. com o seu relatório. órgãos desconcentrados e nas autarquias. os dirigentes das Autarquias e os Presidentes da Assembléia Legislativa. 184. encaminhará o processo de sindicância à autoridade que determinou a sua abertura. do Presidente da Assembleia Legislativa. 212 . no curso do inquérito. para todas as fases do inquérito.O sindicante poderá ser assessorado por técnicos.no Tribunal de Contas e no Conselho de Contas dos Municípios. tendo em vista o local da ocorrência da irregularidade verificada.O inquérito administrativo é o procedimento através do qual os órgãos e as autarquias do Estado apuram a responsabilidade disciplinar do funcionário. o Presidente da Comissão mandará citar o funcionário acusado. suas razões finais de defesa.os Secretários de Estado.

em grau de recurso. 232 . 222 . residindo fora da sede onde funcionar a comissão.No caso do artigo anterior e no de esgotamento do prazo para a conclusão do inquérito. ascendente colateral consanguíneo até o 2º grau civil. estando respondendo a inquérito administrativo. Art. 224 . a pedido da Comissão. Parágrafo único .administração pública Art. 229 . Art. para o Governador. Art. Art. por si. Art. CAPÍTULO VII Da Revisão Art. ou para a que for indicada em regulamento ou regimento. 223 .Das decisões proferidas em procedimento de revisão cabe recurso. com os efeitos deste parágrafo. retornará ao seu exercício funcional. será o processo. ou àquela que a tiver confirmado. Parágrafo único . as reuniões e as diligências realizadas pela Comissão de Inquérito serão consignadas em atas. com o respectivo relatório.Sob pena de nulidade. 225 . 227 . Das decisões do Presidente da Assembléia Legislativa e do Tribunal de Contas caberá recurso. Parágrafo único . encaminhado à autoridade competente para o julgamento. por falta do cumprimento de formalidade essencial. Art. com efeito suspensivo. Art. Parágrafo único . mencionados ou não no procedimento original. Parágrafo único .Processar-se-á a revisão em apenso ao processo original. 221 .Na inicial. ou por seu defensor. podendo ser prorrogado por igual período.O requerimento devidamente instruído será dirigido à autoridade que aplicou a sanção. 233 . 231 . dirigido à autoridade que determinou o procedimento. de categoria igual ou superior à do requerente. para a autoridade hierárquica imediatamente superior. no prazo de 60 (sessenta) dias. o indiciado. 230 .Concluído o encargo da comissão. nos casos de força maior. novo procedimento será aberto.O funcionário só poderá ser exonerado. inclusive o reconhecimento de direito de defesa. na forma do art. 228 . prorrogável por igual período. Art.Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções caberá o julgamento à autoridade competente para imposição da sanção mais grave.Será considerada informante a testemunha que. 220 . o requerente pedirá dia e hora para inquirição das testemunhas que arrolar.A qualquer tempo poderá ser requerida a revisão do procedimento administrativo de que resultou sanção disciplinar. 219 .O inquérito administrativo será concluído no prazo máximo de 90 (noventa) dias. no prazo deste artigo. Neste caso. depois de julgado este com a declaração de sua inocência.O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias. a autoridade que receber o requerimento nomeará uma comissão composta de três funcionários efetivos. Art. Parágrafo único .Em qualquer fase do inquérito será permitida a intervenção do indiciado. Art. quando se aduzam fatos ou circunstâncias que possam justificar a inocência do requerente.Para processar a revisão.Das decisões dos Secretários de Estado e do Presidente do Conselho de Contas dos Municípios caberá recurso. prestar depoimento por escrito. no todo ou em parte. no caso de serem determinadas novas diligências. para o Plenário da Assembléia e do Tribunal. a revisão poderá ser requerida pelo cônjuge. os prazos assinados aos indiciados correrão em comum.Tratando-se de funcionário falecido ou desaparecido. Art.Recebidos os autos do inquérito. descendente.Da decisão de autoridade julgadora cabe recurso no prazo de 10 (dez) dias. 226 . Art. com efeito suspensivo. a autoridade julgadora proferirá sua decisão no prazo improrrogável de 20 (vinte) dias. companheiro. ou a requerimento do indiciado. Art. Didatismo e Conhecimento 67 .Não constitui fundamento para a revisão a simples alegação de injustiça da sanção. 220.Declarada a nulidade do inquérito. se tiver sido afastado de seu car-go. respectivamente. prorrogável por trinta (30) dias.

243.º 15. LEI N.064. estadual ou municipal. art. VIII . da educação básica. Faço saber que a assembleia legislativa decretou e eu sanciono a seguinte lei: art. dos recursos do fundo de manutenção e desenvolvimento da educação básica – fundeb. da Educação Básica. considerando o seu caráter redistributivo. sempre custeada pelo FUNDEB. que se encontrem no efetivo exercício de seus cargos ou funções na Secretaria da Educação do Estado do Ceará – SEDUC.O.12) Disciplina o art. da Educação Básica.6 LEI Nº 15. 3º da lei nº 15. de 5 de julho de 2005. será observada a média aritmética do período de percepção. da Educação Básica. V . para a distribuição com profissionais do grupo ocupacional do magistério – mag.júri e outros serviços obrigatórios. de 13 de dezembro de 2011. 2º Para fins de recebimento da PVR/FUNDEB não serão considerados como efetivo exercício os afastamentos em virtude I . quando diferente de 40 (quarenta) horas semanais. § 6º A parcela prevista no caput deste artigo constitui base de cálculo para férias e 13º salário. no período de outubro de 2012 a setembro de 2013. na forma constante no anexo I desta Lei.12.missão ou estudo noutras partes do território nacional ou no estrangeiro. com ou sem ônus para a origem. VII . § 5º Não incidirá sobre a PVR/FUNDEB o índice de revisão geral da remuneração dos servidores públicos civis do Poder Executivo.064/2011). que se encontrem respondendo a processo administrativo disciplinar ou tenham sofrido pena disciplinar nos últimos 2 (dois) anos.243/2012 (DISCIPLINA O ART. 3º ou 6º da Emenda Constitucional nº 41. Didatismo e Conhecimento 68 . III .12.licença especial. § 2º O valor da parcela constante no anexo I desta Lei será proporcional à efetiva jornada do profissional. IV .cessão para outros órgãos. sendo este último calculado proporcionalmente ao tempo de percepção e pela respectiva média. o GoVErnador do Estado do cEarÁ. desde que tenham contribuído sobre a mesma por pelo menos 60 (sessenta) meses para o Sistema Único de Previdência Social dos Servidores Públicos Civis e Militares. § 1º O valor da parcela prevista no caput será definido de acordo com a referência da carreira. 3º da Emenda Constitucional nº 47. para os meses de outubro de 2012 a setembro de 2013. quando ainda não usufruída.12 (D. §1º Para os servidores do Grupo MAG da Educação Básica que implementarem as regras dos arts. a partir de 1º de outubro de 2012 até o mês de setembro de 2013. na qual estiver enquadrado o profissional. de: art.desempenho de função eletiva federal.disponibilidade.convocação para o Serviço Militar.prisão. e cujo período de percepção por ocasião do pedido de aposentadoria seja menor do que 60 (sessenta) meses. de Parcela Variável de Redistribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – FUNDEB – PVR/FUNDEB. DE 06. e dá outras providências. 3º A parcela prevista no art. destinada aos profissionais do Grupo Ocupacional do Magistério – MAG. da Educação Básica. 13. VI . 3º DA LEI Nº 15. multiplicada pela fração cujo numerador será o número correspondente ao total de meses trabalhados e o denominador será sempre o número 60.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 6. dos Agentes Públicos e dos Membros de Poder do Estado do Ceará . § 3º É devido o pagamento da PVR/FUNDEB aos profissionais do Grupo Ocupacional do Magistério – MAG. para uma jornada de 40 (quarenta) horas semanais. ou do art. § 4º Incidirá a contribuição previdenciária sobre a parcela prevista no caput deste artigo. 1º será incorporada aos proventos de aposentadoria dos profissionais do Grupo Ocupacional do Magistério – MAG. visando à valorização da carreira e ao incentivo ao desempenho do magistério. quanto à utilização. entidades ou Poderes da Administração Pública.1º Fica autorizada a concessão. quando o afastamento houver sido expressamente autorizado. parágrafo único.SUPSEC. de 19 de dezembro de 2003. para os cursos de pós-graduação stricto sensu. II . Não farão jus ao recebimento da PVR/FUNDEB os profissionais do Grupo Ocupacional do Magistério – MAG.

de 13 de dezembro de 2011 será rateado. 1º desta Lei e os professores contratados nos termos da Lei Complementar nº22. de 13 de dezembro de 2011 . PALÁCIO DA ABOLIÇÃO. 3º da Lei nº 15.064. 40 da Constituição Federal. Art. O valor da parcela variável prevista no caput deste artigo será de R$ 152. o conjunto remuneratório do professor efetivo é  formado  por  vencimento base. Art. PNI e PVR/FUNDEB. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 41.FUNDEB. Art. exclusivamente. Art. e terá vigência até 30 de setembro de 2013. referente ao período de agosto a dezembro de 2012. 9º As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica .administração pública §2º O disposto neste artigo não se aplica aos servidores do Grupo MAG da Educação Básica que venham a se aposentar pelas regras previstas no art. 6º Após a aplicação do disposto nos artigos desta Lei. de 24 de junho de 2000. 7º O disposto nesta Lei não se aplica aos aposentados e pensionistas na data de publicação desta Lei. de 24 de junho de 2000. de 16 de julho de 2008.80 (cento e cinquenta e dois reais e oitenta centavos) para os professores com jornada de 40 (quarenta) horas semanais e proporcional para as demais jornadas. 8º Fica criada Comissão Paritária  formada por membros da Secretaria da Educação e do Sindicato APEOC para acompanhar os efeitos  decorrentes da aplicação da presente Lei. devendo ser pago até o final do mês de março do ano subsequente ao FUNDEB realizado. Art. Art. Art. nos termos da legislação federal. DO GOVENO DO ESTADO DO CEARÁ. em Fortaleza.738. regência. entre os profissionais ativos beneficiados pela PVR/FUNDEB previstos no art. o saldo eventualmente remanescente do FUNDEB até o limite de 77% (setenta e sete por cento) previsto no inciso I do art. §1º O valor do Abono será calculado na forma prevista no anexo II desta Lei. 4º A PVR/FUNDEB prevista no art. Ficam revogadas as disposições em contrário. aos professores do Grupo Ocupacional do Magistério – MAG da Educação Básica e aos professores contratados nos  termos da Lei Complementar nº 22. Parágrafo único. nos termos da Lei Federal nº 11. § 2º Para fins do rateio previsto no caput.064. ao número de meses  trabalhados  no ano letivo de 2012  e à remuneração . bem como da Lei nº 15. 11. 5º Fica autorizada a concessão de abono relativo à integralização de 1/3 (um terço) da jornada para horas-atividade. 06 de dezembro de 2012. 10. 1º desta Lei será concedida aos professores graduados contratados nos termos da Lei Complementar nº 22.   Cid Ferreira Gomes GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ Maria Izolda Cela de Arruda Coelho SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO Antônio Eduardo Diogo de Siqueira Filho SECRETÁRIO DO PLANEJAMENTO E GESTÃO Didatismo e Conhecimento 69 . § 1º O rateio será proporcional à jornada de trabalho. Art. de 19 de dezembro de 2003. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. a partir de 1º de outubro de 2012 até o mês de setembro de 2013. retroagindo seus efeitos financeiros a 1º de outubro de 2012. §2º O Abono previsto no caput será pago em uma única parcela no mês de dezembro do ano de 2012. de 24 de junho de 2000 a ser custeada com recursos do FUNDEB.

00   FORMA DE CÁLCULO DO ABONO PREVISTO NO §1º DO ART.00 R$ 470.00 R$ 420.00 R$ 200.00 R$ 250. .C ) ● D                                E Didatismo e Conhecimento 70 ANEXO II DA LEI Nº 15.00 R$ 200.00 R$ 200. 6º DA PRESENTE LEI.00 R$ 300.administração pública ANEXO I DA LEI Nº 15. DE  06 DE DEZEMBRO DE 2012.00 R$ 250.00 R$ 200.00 R$ 200.00 R$ 320.00 R$ 200.00 R$ 200. DE 06 DE DEZEMBRO DE  2012. (PARCELAS DE OUTUBRO DE 2012 A SETEMBRO DE 2013) REFERÊNCIA CARREIRA MAG/ SUPERIOR 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 REFERÊNCIA CARREIRA MAG/ MÉDIO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 VALOR PVR/FUNDEB R$ 670.00 R$ 300.00 R$ 200.00 R$ 200.00 R$ 570.00 R$ 250.00 R$ 300.00 R$ 520.00 R$ 300.00 R$ 200.00 R$ 200.243.   Valor referente aos meses de Agosto e Setembro (A) A = 2 ●( B .00 R$ 200.00 R$ 370.00 VALOR PVR/FUNDEB R$ 200.00 R$ 620.243.

o GoVErnador do Estado do cEarÁ Faço saber que a assembleia legislativa decretou e eu sanciono a seguinte lei: art.MAG. consistirá em prova de títulos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA onde.404/2009 (ALTERA A REDAÇÃO DOS ARTS 10 E 19 DA LEI Nº 12.7 LEI Nº 14. Durante o estágio probatório. § 2º Durante o estágio probatório não haverá ascensão funcional. regência e VPNI. de previsão expressa em edital. dE 13 dE JanEiro dE 1993. 10. 8º.” (NR). e consistirá em provas escritas. definidas em edital.07. e consistirá em provas práticas.738/2008 (2/3 da jornada). C = número de horas semanais em atividades de regência. B = número de horas semanais de atividades de regência efetivamente realizadas. art. LEI N° 14. Didatismo e Conhecimento 71 . § 4º A quarta etapa. e dependerá. 10 e 19 da Lei Estadual nº 12. que disporá inclusive sobre o respectivo caráter. 8º O concurso público será realizado em até 4 (quatro) etapas. D = remuneração mensal composta de vencimento base. Valor abono Abono total = A + F + A+F 12 6. Valor referente aos meses de outubro. G = remuneração enunciada em “D” adicionada da PVR/FUNDEB. para a sua realização. o profissional do magistério não poderá ser afastado de suas funções de docência. O concurso público para provimento dos cargos do Grupo Ocupacional Magistério. salvo para ocupar cargos em comissão no Núcleo Gestor das Escolas da Rede Oficial de Ensino Estadual e para ocupar cargos em comissão na Sede da SEDUC ou das Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação.066/1993 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS). obedecendo as prescrições da Lei de Licitações. consistirá em programa de capacitação profissional. § 3º A terceira etapa.404. a Secretaria da Educação poderá contratar instituição pública ou privada idônea. terá caráter eliminatório e classificatória.10 E 19 da lEi nº 12. art. Para a realização do concurso previsto no caput. parágrafo único. de realização obrigatória. DE 07. E DÁ OUTRAS PROVidÊncias. conforme disposto na Lei nº 11. de caráter unicamente classificatório. com a supervisão da Secretaria do Planejamento e Gestão. § 2º A segunda etapa. E = carga horária semanal total. 8º.066.09 (D. será promovido pela Secretaria da Educação .09) altEra a rEdação dos arts. de caráter eliminatório e classificatório. 1º Os arts.SEDUC. passam a vigorar com as seguintes redações: “art. de 13 de janeiro de 1993.066. de realização obrigatória. 19. DE 09. terá caráter eliminatório e classificatório.07.O. ou somente classificatório. de realização discricionária. novembro e dezembro (F): F=3●(B-C)● G E onde. § 1º O profissional do magistério nomeado para cargos em comissão no Núcleo Gestor das Escolas da Rede Oficial de Ensino Estadual terá seu estágio probatório disciplinado por decreto. § 1º A primeira etapa.

pelo servidor ou aposentado.867. de 31 de julho de 2009.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA art. ficam renumeradas de 01 a 18. E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. excluídas as vantagens pessoais incorporadas pelo exercício de cargo em comissão.431. para este cálculo.o. do GoVErno do Estado do cEarÁ. e da legislação posterior de revisão geral.11 (d. 3º Revogam-se as disposições em contrário.11) CRIA NOVA TABELA VENCIMENTAL PARA OS PROFISSIONAIS DE NÍVEL MÉDIO DO GRUPO OCUPACIONAL MAGISTÉRIO DA EDUCACÃO BÁSICA .MAG. § 1 º A Gratificação por Efetiva Regência de Classe terá. sem alteração dos valores constantes da Lei nº 14.Gratificação por Efetiva Regência de Classe. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei: art. relativas aos profissionais de nível superior do Grupo Ocupacional MAG.009/2009 (CRIA A NOVA TABELA VENCIMENTAL PARA PROFISSIONAIS DE NÍVEL MÉDIO DO GRUPO OCUPACIONAL MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA –MAG. parte integrante desta Lei. lEi n. consideradas. art. §2 º A Parcela Nominalmente Identificável . resguardada a proporcionalidade em caso de jornadas e vencimentos menores.Parcela Nominalmente Identificável . o GoVErnador do Estado do cEarÁ.70 (cento e dezoito reais e setenta centavos) para jornada e vencimento padrão de 40 (quarenta) horas. E DA OUTRAS PROVIDÊNCIAS. Didatismo e Conhecimento 72 . 1º A tabela de vencimento aplicada aos profissionais de nível médio integrantes do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica . de 31 de julho de 2009. destinado a evitar eventual decesso remuneratório decorrente da aplicação desta Lei. ativos e inativos. art. § 1 º Ficam extintas as referências de 01 a 12.MAG. para ativos e inativos. § 3 º Os valores previstos nos §§ 1º e 2º serão revistos exclusivamente na mesma data e no mesmo índice da revisão geral dos servidores civis estaduais. de 04. II . de 25 de janeiro de 2011. valor de R$ 118. palÁcio iracEma. constantes do anexo único da Lei nº 14.009. Cid Ferreira Gomes GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ 6.8 LEI Nº 15.10.10. 07 de julho de 2009. exclusivamente as parcelas remuneratórias de caráter permanente percebidas.º 15. ficando assegurada a percepção das vantagens de caráter pessoal já incorporadas decorrentes do exercício de cargos em comissão. relativas aos profissionais de nível médio integrantes do Grupo Ocupacional MAG. constantes do anexo único da Lei nº 14.PNI. passa a ser a constante do anexo I. consiste em valor individual. em todas as referências do grupo MAG previsto neste artigo. 3 º Nenhuma outra vantagem financeira terá incidência sobre o vencimento. 2 º A remuneração dos profissionais de nível médio integrantes do Grupo MAG. § 2 º As referências de 13 a 30. é composta de: I . e III . em Fortaleza.431.PNI. 10. art. no mês de agosto de 2011.Vencimento.

40 1. 7 º  Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.administração pública Art.50 1.MAG.Nível Médio   NIVEL 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 VENCIMENTO 1.   Cid Ferreira Gomes GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ Maria Izolda Cela de Arruda Coelho SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO Antônio Eduardo Diogo de Siqueira Filho SECRETÁRIO DO PLANEJAMENTO E GESTÃO     Iniciativa: PODER EXECUTIVO ANEXO I A QUE SE REFERE O ART. Art. de 31 de julho de 2009.90 2. 1º DA LEI Nº 15.70 1. 5º da Lei nº 14.30    73 Didatismo e Conhecimento . Art.255.017.136.305. PALÁCIO DA ABOLIÇÃO.187. computando-se o período já transcorrido desde a última progressão ocorrida antes da publicação desta Lei.431. DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. no valor revisto pela Lei nº 14. passa a ser de 730 (setecentos e trinta) dias o interstício para as progressões dos profissionais de nível médio do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica .10 1.424. de 31 de julho de 2009. Art. o disposto no art. 5 º  A partir da publicação desta Lei. em Fortaleza. DE 04 DE OUTUBRO DE 2011.20 2.80 1.   Nova Tabela Base Para 40 Horas Aula Semanais . na forma da tabela do anexo II. 2º desta Lei.009.867. 4 º  O enquadramento do servidor na tabela de vencimento constante do anexo I desta Lei será realizado tomando por base a soma do vencimento percebido com fundamento na Lei nº 14. aplicando-se o disposto no § 1º do art.661. parte integrante desta Lei. não se aplica aos profissionais de nível médio do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica .431.MAG.899. 6 º  A partir da publicação desta Lei. 04 de outubro de 2011. 8 º Ficam revogadas as disposições em contrário.543.780.60 2. de 25 de janeiro de 2011. Art. com o valor da Gratificação por Efetiva Regência de Classe e o da Parcela Nominalmente Identificável do servidor ou aposentado. com efeito financeiro a partir de 1º de setembro de 2011.00 1.

90 2. inclusive com os novos percentuais estabelecidos no caput deste artigo.780. E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS).20 2.136.30 2.884. para os professores doutores do grupo ocupacional MAG.424. 62. que se encontrem em exercício nos órgãos que componham os sistemas estadual e municipais de ensino no Estado do Ceará e na Escola de Gestão Pública do Estado do Ceará.017.30% (trinta por cento). 62. II .11 (d. 2º A Gratificação por Efetiva Regência de Classe.30 2. 14.064/2011 (ALTERA O VENCIMENTO DOS PROFESSORES DE NÍVEL SUPERIOR DO GRUPO OCUPACIONAL MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – MAG.543. aos professores do Grupo Ocupacional do Magistério – MAG. inciso V. para os professores mestres do grupo ocupacional MAG.255. 4º da lEi nº 15.80 1.11) ALTERA O VENCIMENTO BASE DOS PROFESSORES DE NÍVEL SUPERIOR DO GRUPO OCUPACIONAL MAGistÉrio da EdUcação bÁsica – maG. de 2 de fevereiro de 1984. § 1º Fica estendido o direito à percepção da Gratificação por Efetiva Regência de Classe.º 15. prevista no art.064.o.543.899. para os professores com Mestrado e Doutorado.10% (dez por cento). e alterações posteriores. da Lei nº 10. art.424.884. será adicionada em: I .255. inciso V. incidente exclusivamente sobre o vencimento base.899.60 2.661.009.50 1. de 2 de fevereiro de 1984. parágrafo único.00 Menor que ($) 1. dE 13. prevista no art.12.017. Os vencimentos base previstos no caput deste artigo se aplicam aos aposentados e pensionistas que sejam beneficiados com paridade.12.661.374.10 1. Quadro de Referencia para Enquadramento Funcional . Didatismo e Conhecimento 74 .nova Tabela (Soma de vencimento + regência+ PNI) Igual ou Maior que ($) 739.40 1. o GoVErnador do Estado do cEarÁ.136.84 1.00 NOVO NIVEL 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.10 1. da Lei nº 10.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA anEXo ii a QUE sE rEFErE o art. lEi n.780.374.80 1.60 2.20 2.90 2. Faço saber que a assembleia legislativa decretou e eu sanciono a seguinte lei: art.50 1. E dÁ oUtras proVidÊncias. dE 04 dE oUtUbro dE 2011. 1º O vencimento base dos profissionais de nível superior do Grupo Ocupacional MAG passa a ser o previsto na tabela constante no anexo único desta Lei.40 1.9 LEI Nº 15. incidente exclusivamente sobre o vencimento base.

retroagindo seus efeitos financeiros a partir de 1º novembro de 2011. DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.41 1. TABELA VENCIMENTAL DO GRUPO OCUPACIONAL MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – MAG – NÍVEL SUPERIOR A PARTIR DE 1° DE NOVEMBRO DE 2011   NÍVEL 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 75 Vencimento 40hrs 1.822. 3º Quando necessário. e pela Emenda Constitucional nº 47.064. em Fortaleza.12) Art.736.68 1. 1º DA LEI Nº 15.499.30 1.428.54                       Didatismo e Conhecimento . 3°. 13 de dezembro de 2011.653. de 06.76 2.05 2.215.75 2. lei estadual disciplinará a utilização dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – FUNDEB. Art.914. DE 13 DE DEZEMBRO DE 2011. para garantia do cumprimento dos percentuais a serem comprometidos com pagamento do magistério estadual. de 19 de dezembro de 2003. Art. PALÁCIO DA ABOLIÇÃO. 7º da Emenda Constitucional nº 41. 4º As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – FUNDEB. conforme especificado abaixo: I - 77% (setenta e sete por cento) para execução do ano de 2012.326.12. de 5 de julho de 2005.   Cid Ferreira Gomes GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ Maria Izolda Cela de Arruda Coelho SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO Philipe Theophilo Nottigham SECRETÁRIO DO PLANEJAMENTO E GESTÃO EM EXERCÍCIO    Iniciativa: PODER EXECUTIVO ANEXO ÚNICO A QUE SE REFERE O ART.110. Art. 6º Revogam-se as disposições em contrário.245.70 1.administração pública § 2º Também farão jus aos novos percentuais da gratificação tratada neste artigo os beneficiários de aposentadoria e pensão alcançados pelo art.º 15. II - 80% (oitenta por cento) para execução dos anos de 2013 e 2014.574. ressalvado o disposto no art. (Nova redação dada pela Lei n.009.24 2.09 1.91 1.

92 2. informações.2010) É mencionado expressamente no «caput» do artigo 37 da Constituição Federal de 1988. III. investigações policiais. 03. também. III e IV. Pessoas jurídicas de Direito Público que integram a estrutura constitucional do Estado e têm poderes políticos e administrati- vos. (E) II.(FGV .693.00 2. IV. A publicidade é elemento formativo do ato administrativo.442. decisões ou propostas. (C) eficácia. 02 .administração pública 12 13 14 15 16 17 18 2. criadas por lei específica.79 3. de natureza meramente administrativa. (FCC – TRT 9ª Região . O princípio da eficiência.969. (D) II e III.86 2. (C) I e IV.2010) A respeito das entidades políticas e administrativas. Todo ato administrativo deve ser publicado.31 3. (B) é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. é o mais moderno princípio da função administrativa e exige resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros. só se admitindo sigilo nos casos de segurança nacional. (D) a autarquia será criada por lei complementar.67               EXERCÍCIOS 01.Analista Judiciário .2009) A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. publicidade e eficiência e. ou interesse superior da Administração a ser preservado em processo previamente declarado sigiloso. consistente em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres. (B) eficiência. II e IV. Está correto o que consta APENAS em (A) I. (D) proporcionalidade. obras ou serviços descentralizados da entidade estatal que as criou. Didatismo e Conhecimento 76 . dentro de suas áreas de competência e jurisdição. cabendo à lei ordinária federal definir as áreas de sua atuação. (FCC – TRE ACRE . precedência sobre os demais setores administrativos.TRT 7ª Região . moralidade.Analista Judiciário .273. na forma da lei. sua divulgação oficial para conhecimento público é requisito imprescindível à própria formação do ato e consequente produção de efeitos jurídicos. terão recursos secundários para a realização de suas atividades e atuarão de forma desintegrada. Quanto ao princípio da motivação.TRE DE ALAGOAS . Pessoas jurídicas de Direito Público. ou seja. para realização de atividades. (E) as administrações tributárias dos Municípios. não se admite a chamada motivação aliunde.117.565. II. considere: I. (B) I e II. II. introduzido pela Emenda Constitucional no 19/1998. dos Estados.827. exercidas por servidores de carreiras específicas. impessoalidade. (C) a administração fazendária e seus servidores fiscais não terão.25 2. (E) razoabilidade.2010) Analise as seguintes assertivas acerca dos princípios básicos da Administração Pública: I. (A) os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público serão computados e acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. o princípio da (A) efetividade. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. (FCC . 04.

em decorrência de inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo é denominado (A) readaptação. (B) reintegração. autônomos.TRF DA 4ª Região .2008) Em conformidade com a doutrina dominante e quanto à posição que ocupam na estrutura estatal. (C) centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais.Analista Judiciário – 2009) Assinale a alternativa correta. por lei. 09. 06. (B) estatais.Técnico Judiciário . Pessoas jurídicas de Direito Privado que. EXCETO. Esses conceitos referem-se.TRF 5ª Região . paraestatais ou de cooperação e fundacionais. colegiados superiores e inferiores. autônomos e superiores.2010) No que concerne ao tema sociedades de economia mista e empresas públicas. com profissões regulamentadas com outro cargo técnico ou científico. os sujeitos de direitos e obrigações. (C) compostos. (E) as pessoas. (D) compostos. ainda que integre a Administração Indireta. (C) A de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. fundacionais e empresariais. (D) paraestatais ou de cooperação. (E) A de um cargo de professor com outros dois cargos técnicos ou científicos. (E) independentes. (A) A de dois cargos de professor com outro cargo técnico ou científico.TRF 5ª Região . superiores.2008) Os órgãos públicos são (A) centros de competência dotados de personalidade jurídica. inferiores e compostos. (B) As sociedades de economia mista apenas têm foro na Justiça Federal quando a União intervém como assistente ou opoente ou quando a União for sucessora da referida sociedade. a de três cargos de professor com outro técnico ou científico. colegiados. com profissões regulamentadas. (FCC – TRT 9ª Região . inclusive a forma de sociedade “unipessoal”. a entidades (A) autárquicas. (FCC. empresariais e fundacionais.2010) O retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado. (B) autônomos. respectivamente. (B) os agentes públicos que desempenham as funções da Administração Pública. cabendo ao Poder Executivo as providências complementares para sua instituição. (E) estatais.Técnico Judiciário . (C) Ambas somente podem ser criadas se houver autorização por lei específica. (D) No capital de empresa pública. quando houver compatibilidade de horários. autárquicas e paraestatais ou de cooperação.AOCP . (D) unicamente os Poderes Executivo. (C) reversão. com profissões regulamentadas.Analista Judiciário . (B) A de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. 08. dentro da Administração Pública. (C) estatais. mas não exclusivos do Estado.administração pública III. (FCC . Legislativo e Judiciário. (D) transferência. superiores e subalternos. (FCC . (E) recondução. Didatismo e Conhecimento 77 . são autorizadas a prestar serviços ou realizar atividades de interesse coletivo ou público. (TRE DE RONDÔNIA . os órgãos públicos classificam-se em (A) singulares. é INCORRETO afirmar: (A) O pessoal das empresas públicas e das sociedades de economia mista são considerados agentes públicos. independentes.Analista Judiciário . 05. autárquicas e estatais. para os fins de incidência das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa. subalternos e singulares. (D) A de três cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. 07. não se admite a participação de pessoa jurídica de direito privado. É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. (E) As empresas públicas podem adotar qualquer forma societária.

11. (FCC . (E) por servidor aposentado que retorna ao serviço público. Legislativo e Judiciário publicarão semestralmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. na forma da lei. 13. (D) exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo.Analista Judiciário .Técnico Judiciário . (C) Cargo isolado é aquele que não se escalona em classes. com idênticas atribuições.Técnico Judiciário . 14. de provimento efetivo ou em comissão. (B) Recondução. (D) Reversão. 12. Didatismo e Conhecimento 78 . (D) da sua nomeação. por ser o único na sua categoria. (D) Classe consiste no agrupamento de carreiras de mesma profissão. destinando-se apenas às atribuições de direção.TRT 9ª Região . responsabilidades e vencimentos. (FCC – TRE AC . sendo permitido o acréscimo de abono e verba de representação. autarquia e fundação. (B) de efetivo exercício. é correto afirmar que: (A) a Lei da União disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. mas pode haver função sem cargo. (C) Cargo em Comissão pode ser provido em caráter permanente. (FGV .2009).2010) As funções de confiança serão exercidas (A) por servidor designado mesmo que não ocupe cargo na Administração Pública. as peculiaridades dos cargos. Em referência aos Servidores Públicos. é INCORRETO afirmar: (A) Cargo em comissão é o que somente admite provimento em caráter provisório. sendo declarados em lei de livre nomeação e exoneração.TRT 16ª Região .2010) Sobre cargo público é correto afirmar: (A) Cargo público e emprego público são expressões sinônimas.2010) No tocante aos cargos. denomina-se: (A) Readaptação. os requisitos para a investidura. (B) Todo cargo tem função. (E) O cargo de chefia pode ser de carreira ou isolado. (D) os Poderes Executivo. (B) a União manterá escola de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. (E) A criação de cargo pode se feita por decreto do Chefe do Poder Executivo.TRT 8ª Região . (E) Transferência. (FCC . (C) os Ministros de Estado serão remunerados por subsídio fixado em parcela única. por invalidez. (FCC . tudo dependendo da lei que o instituiu. chefia e assessoramento. (E) a fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará a natureza.Técnico Judiciário .TRT 7ª Região . mas a toda função corresponde um cargo. (C) Reintegração.TRT 8ª Região Técnico Judiciário . sendo que a promoção na carreira independe de participação nos cursos. quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria.2010) O retorno à atividade de servidor aposentado. dentre outras hipóteses.Técnico Judiciário – 2009) A estabilidade dos servidores públicos nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público se dará após três anos (A) da proclamação do resultado do concurso. sendo vedada a aplicação no desenvolvimento de programa de racionalização do serviço público. (D) Nem todo cargo tem função. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. (E) da publicação da sua nomeação em diário oficial. 15. (B) preferencialmente por servidores ocupantes de cargo efetivo. (B) Os cargos públicos são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei e aos estrangeiros.administração pública 10. empregos e funções públicos. (C) da sua posse. (C) alternadamente por ocupantes de cargo efetivo e de cargo em comissão. sem ocupar cargo. (FCC .

17. o funcionário será licenciado: a) para tratar de negócios particulares. Assinale a autoridade que não possui competência para empossar o funcionário público que trabalha na Secretárias Estaduais. GABARITO 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 79 B B B B D C E E B E B D D B Didatismo e Conhecimento . b) os Secretários de Estado. c) estar no gozo dos direitos políticos.826/1974 do Estado do Ceará: a) o Governador do Estado. d) o Diretor-Geral do órgão central do sistema de pessoal. b) por acidente em seu domicílio.administração pública 16. Legislativo e Judiciário. sobre a luz da Lei Nº 9. d) quando gestante. De acordo com a Lei Nº 9. b) ter completado 16 anos de idade. EXCETO: a) nomeação. 20. d) estar quite com as obrigações militares e eleitorais.Técnico Judiciário . b) promoção. d) transferência. c) vinculação. do exercício de alguma função estatal.826/1974 (Estatuto Dos Funcionários Públicos Civis Do Estado Do Ceará) são formas de provimento em cargos públicos. Segundo a Lei Nº 9.2008) Os agentes públicos (A) são pessoas físicas incumbidas.TRF 5ª Região . 19. exclusivamente. 18. (D) são os chefes dos Poderes Executivo. que prestam serviços na Administração direta. (E) são os servidores que atuam na Administração direta. (C) se restringem às pessoas físicas incumbidas definitivamente do exercício de alguma função estatal. definitiva ou transitoriamente. (B) se restringem aos funcionários públicos. c) por motivo de doença em pessoa fora de sua família. exclusivamente. Segundo a Lei Nº 9. c) os dirigentes das Secretarias Administrativas. (FCC .826/1974 não constitui requisito para ser empossado em cargo público: a) ser brasileiro.826/1974.

administração pública 15 16 17 18 19 20 D A C B B D ANOTAÇÕES ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 80 .