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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ CENTRO DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES CURSO DE LICENCIATURA EM SOCIOLOGIA

GILBERTO DE MIRANDA

A INFLUÊNCIA DE FATORES SOCIAIS NO COMPORTAMENTO CRIMINAL

CURITIBA 2013

GILBERTO DE MIRANDA

A INFLUÊNCIA DE FATORES SOCIAIS NO COMPORTAMENTO CRIMINAL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Licenciatura em Sociologia do Centro de Educação e Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, como requisito parcial à obtenção do título de Licenciado em Sociologia. Orientador: Prof. Dr. Cesar Bueno de Lima

CURITIBA 2013

. Aos meus amigos. uma forte amizade. muitos. meu professor orientador Cezar Bueno de Lima. . Karina de Miranda e Juliana de Miranda. Marines Becker e Tina Becker. que me acompanharam todos os dias na faculdade.AGRADEÇO. agradeço ao professor Cássio Roberto Estebrito. que com seu jeito de ser e de dar aula.. inspirou-me a seguir o caminho das Ciências Sociais. minha mãe. que me apoiaram com discussões saudáveis e momentos de reflexão acerca da Sociologia e das ciências humanas em geral. e minhas irmãs. Sonia Mara de Castro de Miranda. Ao meu colega-amigo Jair Andrade Alves. dividiremos salas de aula como colegas de profissão. Edson Rodolfo de Miranda. bem como meu companheiro de trabalhos acadêmicos. A todos os professores do curso de Licenciatura em Sociologia que transmitiram conhecimentos e experiências maravilhosas para mim e para meus colegas de sala. que creio não ter criado apenas um vínculo de professor-aluno. Ao meu pai. Obrigado. As meninas do “Dog das Meninas”. que emprestou seu ombro e ouvidos para meus momentos difíceis. Tatiana de Miranda. Em especial. Primeiramente. mas sim. e quiçá.

ou não faz” . não existe meio termo: ou você faz uma coisa bem feita. ao compromisso. à dedicação. pois no que diz respeito ao empenho. .Ayrton Senna.“Dê o melhor de si. ao esforço.

.......................................................................... ....... 16 4 CONCLUSÃO ....................................................... 4 1 INTRODUÇÃO . .................................................................................................................................................................... 5 2 A NOÇÃO DE BANDIDO HERÓI DIFUNDIDA PELOS TEÓRICOS ..............................................1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS LIGADOS AO CRIME NA ÓTICA DO POSITIVISMO SOCIOANTROPOLÓGICO............................................................. 2 SUMÁRIO .... 19 REFERÊNCIAS ....... 13 3................................................. 21 ................................................................ 7 2.....................................................2 EXPLICAÇÕES DE LOMBROSO ACERCA DO CRIMINOSO NATO .SUMÁRIO AGRADEÇO. 11 3 AS MOTIVAÇOES DO BANDIDISMO SOCIAL .............................................................................. 9 2.....1 A MUTAÇÃO DO CONCEITO DE CRIME E DE BANDIDO SOCIAL ...........................................

as ações da personagem de Robin Hood 1. Neste caso.s4ulanguages. paradoxalmente. vangloriando-se como “protetor dos oprimidos” ou justiceiro da comunidade? Por detrás dessas atitudes nocivas. assassinatos. Esses praticantes fora da lei possuem. Seus clientes provinham em geral de pessoas da alta burguesia. títulos de herói – geralmente em pequenas comunidades -. às vezes. acabam sendo jogadas em cubículos insalubres e em celas que chegam a comportar dez vezes mais pessoas do que o limite estabelecido pela lei. fazendo com que o futuro destas. foi simbolicamente marcado pela gratificação. do poeta inglês William Langland. em pleno século XXI perante uma legislação nacional ou municipal. herói fictício inglês. por justiça.html) . Segundo os contos. com mercadorias que excediam o uso comum. Tais limites jurídicos são ultrapassados conforme o herói saqueava nobres. (Fonte: http://www. Daí. o lema que passou a definir o herói como: “rouba dos ricos para dar aos pobres”. desobedecendo às leis impostas pelo Rei Ricardo Coração de Leão em benefício de sua cidade. podem existir fatores sociais que afetam pessoas. no caso de condenação e prisão. Alguém já se perguntou o por que dessas atitudes? Houve “justificativa” para tais atos? O objetivo desta pesquisa é compreender se há alguma ligação entre fatos que ocorreram no passado de determinados indivíduos autores de crimes relacionando-os com os atos ilícitos realizados por bandidos e justiceiros _______________ 1 Personagem do poema épico Piers Plowman. comprovando que seu ato visto pelas por autoridades como errado. Robin Hood entrou no mundo do crime.com/piers-plowman. servem de referência para “explanar” atitudes criminosas atuai s onde o martírio opera em prol de causas mútuas ou.5 1 INTRODUÇÃO Roubos. seja comprometido. Entretanto. como ações que legitimam o atuante como apenas criminoso. ou comerciantes liberais portadores de grande estoque de alimentos. Mundialmente conhecido. sequestros e outros tipos de crime nem sempre são vistos por determinadas sociedades. não seria o caso de pensarmos e compararmos criminosos atuais. que ostentam a corrupção e pretendem estabelecer algum tipo de dominação legítima perante a comunidade. ou em sua totalidade ou parcela desta.

o cangaceiro -. . O Auto da Compadecida. perpassando também por teóricos da sociologia. O início deste trabalho deu-se após relacionar dados do filme. com escritos da obra Bandidos. inspirado no romance homônio de Ariano Suassuna – especificamente o trecho de julgamento da personagem Severino. raiva e vingança. antropólogos criminais e especialistas do Direito Penal. de Guel Arrares. Seja no caso de violência doméstica. como meio de sobrevivência ou. de Eric Hobsbawm. ou até mesmo o caminho das drogas. suprida de ódio.6 contemporâneos. ainda. se esta senda foi traçada possivelmente pela motivação no período de sua infantoadolescência. abuso na infância.

de Palmério Doria (2009)2. 36). sempre. talvez até mesmo vistos como líderes da libertação e. pessoas que lutam com justiça. O poder é destacado pelo historiador como sua fonte principal de pesquisa: o banditismo social. mas que continuam a fazer parte da sociedade camponesa.” . toda a história secreta do surgimento. que foca não somente nas construções míticas como no surgimento de sua reputação. Título sugestivo de fato. um dos jornalistas mais respeitados do País. Os conceitos de “bandido” e “herói” são contrastantes. quem pratica algum delito.7 2 A NOÇÃO DE BANDIDO HERÓI DIFUNDIDA PELOS TEÓRICOS Desenvolveu-se. que os considera heróis. pois. Nos casos em que uma sociedade tradicional resiste às intromissões e ao avanço histórico de governos centrais e de Estados nacionais ou estrangeiros. Ou seja. jamais poderia ser herói. p. No Brasil. num livro. como homens a serem admirados. já que faz menção ao enorme poder regional da família Sarney no Estado do Maranhão. conceitos admitidos sobre o crime e de quem o pratica. ajudados e sustentados. que confere interesse e significado ao banditismo social (HOBWSBWAM. Entretanto. _______________ 2 “Palmério Dória. no Maranhão e o controle quase total do Senado pelo patriarca que virou presidente da República por acidente. vingadores. o termo “bandido” assume diferentes significados. por exemplo. campeões. é considerado herói o sujeito temido perante fatos são noticiados de seus atos. o proscrito e o ladrão. conta pela primeira vez. em face principalmente da teoria histórica e sócioantropológica. transformando o Maranhão no ‘quintal de sua casa’ e beneficiou amigos e parentes. a rigor. É essa relação entre o camponês comum e o rebelde. 2010. enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney. eles podem ser ajudados e apoiados até pelos donos do poder local. O ilícito deve ser aceito como um “equívoco” do sistema. o nome do livro Honoráveis Bandidos. possibilitando um leque de explicações controversas entre os próprios teóricos. os escritos do historiador egípcio Eric Hobsbawm (2010) considera este heroísmo pela definição de “bandido social”: O principal com relação aos bandidos sociais é que são proscritos rurais que o senhor e o Estado encaram como criminosos. uma vez que se expandiu o contexto da prolixidade literária sobre a análise do fato delitivo. em sociedades ocidentais. Como.

8 Além do “verdadeiro Robin Hood”. modifica a concepção do que considera lícito ou ilícito. 2008). necessita ser renovada” (DURKHEIM. normal e até mesmo como indicador de mudanças sociais. adimensional e independente do estilo de vida. Contudo. 2008). Logo. Ou seja. no tempo e espaço. notadamente as associações de indivíduos organizadas por um Estado e suas instituições autoritárias. o comportamento que infrinja uma lei ou que seja caracterizado por uma transgressão de uma moral já estabelecida. o crime está para a sociedade assim como a dor é importante ao corpo humano. A realidade social que engendra o crime pode. ou antes. a sociedade produz ao mesmo tempo concepções acerca do que seja considerado um fato social normal ou disfuncional à sua própria existência. . Émile Durkheim (2008) trata o crime também como um fato social. não procedem de sua vontade. Em outras palavras. em certa medida. a concepção do delito deve ser pensada do ponto de vista dinâmico uma vez que a própria sociedade. bem como as instituições sociais padrões existentes em diversas sociedades. entre outros. com total ciência da(s) consequência(s). pois assim sabemos o que está acontecendo de errado. Durkheim vê a violação da conduta moral e da origem do crime (etiologia)4 como algo benigno. Para o sociólogo francês. o crime pode ser abordado tanto no seu aspecto jurídico-formal quanto em relação aos valores e práticas sociais informais (DURKHEIM. Hobsbawm cita Jesse James. retoma a ideia de que “a teoria penal surge renovada. apesar de ser uma sensação de angústia: _______________ 3 Análise de determinado elemento social relacionando com outros sistemas sociais averiguando a funcionalidade. segundo o autor. A suma deste universo de ações entre os citados dão o mesmo resultado: crimes premeditados. sendo anacrônico. 4 Ciência das causas. o crime possui um caráter universal por estar presente em todas as sociedades. No campo da sociologia funcionalista3. Pode-se igualmente afirmar que os comportamentos dos criminosos cujas ações resultam em delito têm fundamento em fatos sociais que. para Durkheim. No plano social. pois. independente se esta for positiva ou negativa para a sociedade. ser considerada como um fenômeno que ofende os sentimentos da consciência coletiva. crescem em suas bases judiciais e preceituais. da origem dos fatos. Giuseppe Musolino. Lampião.

o indivíduo odeia-a tal como a sociedade odeia o crime e. os fatos fundamentais da criminologia surgem-nos sob um aspecto inteiramente novo. no entanto. . por o crime ser um fato de sociologia normal. desnaturar singularmente o nosso pensamento apresentá-lo como uma apologia do crime. o número de ofensas corporais nunca desde tão baixo como em tempo de penúria. 2008. Lombroso desenvolveu a teoria do “homem delinquente” a partir de características fisiológicas dos criminosos. uma tentativa de tornar o crime uma questão clínica. não o se segue que não se deva odiá-lo. Contrariamente às ideias correntes. que significa “lógica” ou “estudo”. Não nos ocorreria sequer protestar contra tal interpretação se não soubéssemos a que estranhas acusações e a que malentendidos nos expomos. é um agente concebido como um mal que nunca é demais limitar. e logos. Assim. (DURKHEIM. podemos estar certos que este progresso aparente é. de corpo estranho e inassimilável. ao mesmo tempo.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS LIGADOS AO CRIME NA ÓTICA DO POSITIVISMO SOCIOANTROPOLÓGICO. pois. como uma espécie de elemento parasitário. _______________ 5 6 Estudo que considera mais importante o infrator do que o próprio crime. como por exemplo. Sua visão era. Em outras palavras. longe de vermos motivo para nos felicitarmos quando desce demasiado em relação ao nível habitual. a realização de estudos e pesquisas empíricas comparativas preocupadas em medir o tamanho da cabeça. Etimologicamente. desenhos do rosto etc. antes. portanto. Segundo Darmon (1991) o conceito de “homem delinquente” formulado por Lombroso é carregado de preconceitos acerca de indivíduos criminosos. Aliás. Estudo do temperamento pessoal e incumbência psiquiátrica do homem segundo seu próprio crânio. 87) O pensamento de Durkheim é contraposto pelo positivismo criminológico 5 formulado médico criminalista italiano Cesare Lombroso (1836-1909). a fim de determinar quem seriam os “criminosos em potencial”. o criminoso já não aparece como um ser radicalmente insociável. ela depende da fisiologia normal. quando se tenta estudar objetivamente os fatos morais e falar deles numa linguagem que não seja a do vulgo.9 Assim vistos. Seria. pelo que não pode ser substituída. Também a dor não tem nada de desejável. p. Não só deriva necessariamente da própria constituição de qualquer ser vivo como desempenha um papel útil na vida. estuda-se a fisionomia da cabeça à procura de certo grau de criminalidade no indivíduo. contemporâneo e solidário de alguma perturbação social. o qual foi influenciado pela frenologia6 e estudos voltados à antropologia criminal. 2. “frenologia” é a junção das palavras phrēn. introduzido no seio da sociedade. que significa “mente”.

o mesmo nasce com vocações e propensões à sobrevivência a nível global afora. ele estava correto. seu modo de abordagem. Este analisou.10 baseando-se em saliências e diferentes formatos fora do padrão adotado pelos estudiosos desta ciência. expandindo o conhecimento adquirido na frenologia. principalmente. Ele afirmava que as funções psíquicas dependem de pontos determinados no cérebro. há uma passagem tangente à frenologia. os estudos eram embasados em dissecações realizadas em animais e seres humanos mortos com a intenção de identificar o funcionamento do corpo e. assim como atualmente. no filme do diretor norte-americano Quentin Tarantino. associando-a ao preconceito . do cérebro. o conhecimento adquirido nada mais era do que hipóteses e especulações não provenientes da neurociência propriamente dita. que posteriormente tornou-se a atualmente conhecida antropologia criminal. estava em constantes mudanças. como o médico italiano Cesare Lombroso. em vida. e pela fisiognomia. Porém. como a inatismo7. pois seu objetivo de assimilar características minuciosas da neuroanatomia que ditavam o comportamento do indivíduo. até chegar ao então pragmatismo abordado pela caracterologia. perpassando pela antropologia. Em partes. recém-criada. porém. não somente cerebrais. fora desqualificado pela comunidade científica de seu tempo. não possui uma estrutura de certeza e a frenologia. o médico austríaco Franz Joseph Gall realizou estudos que o considerariam frenólogo. mediante as correntes elétricas e substâncias bioquímicas fazendo jus aos estudos da psicologia – ciência admitida mais de meio século depois ao tempo de Gall. também pela autópsia. _______________ 7 Teoria em que o plano das ideias materiais e imateriais do mundo já está intrínseco no ser humano. mas também físicos. que foca a personalidade e o caráter como linha de pesquisa8. bandidos e outros desviados com seus aspectos. Especificamente quanto ao último. diferentes tipos de pessoas que. possuíam ligações com o mundo do crime. perfazia-se pela sua própria ciência por defasagem de embasamento clínico. A medicina da época. assim como falta de provas concretas. Django Livre (Django Unchained. Por volta dos anos 1800. Todavia. associando assassinos. estudo das propriedades mentais a partir da fisionomia do indivíduo. pois o cérebro funciona como conjunto de segmentos e de neurotransmissores. 2012). que ficou popular no século XIX. 8 A título de exemplificação. houve outros cientistas que retomaram seus estudos. até então algo sem uma verdade absoluta.

que se encontra na fazenda de Calvin Candie (Leonardo DiCaprio). segundo o acusador. . durante a janta. O autor parte do preceito da total irregularidade fundamental no sentido do ser casto e criminoso (DARMON. Dr. sob retudo uma enorme fosseta occipital média e uma hipertrofia do lóbulo cerebelar mediano (vermis). a etiologia do delito é eminentemente individual e deve ser investigada como base no estudo único do delinquente uma vez que dentro da própria natureza humana pode-se descobrir a causa dos crimes. Para este autor. o dono da fazenda utiliza se de conhecimentos da frenologia em um crânio de um ex-escravo.65). esposa de Django. porém. propõe mostrar a essência da aos negros. Numa breve contextualização filmológica. os animais. e elogia a inteligência e a audácia de Django. Calvin é perspicaz e descobre os planos de Schultz.11 2. com eficácia e mediante a criação de programas de prevenção científicos. E para justificar sua teoria. O filme retrata a realidade norte-americana pós-metade do séc. 1991. o autor formula a hipótese da relação entre o criminoso. p. há qualidades definidas para o comportamento dessas “raças”. Lombroso (1906) procura extrair. de 1876. 1991. também negro. uma “grande série de anomalias atávicas. e o homem primitivo – usando como paralelo diferencial o homem moderno. p. a partir da autópsia de delinquentes. que somente serviria para se aproximar da pequena e verdadeira compra: Broomhilda (Kerry Washington). de modo a poder enfrentá-lo em sua própria origem.2 EXPLICAÇÕES DE LOMBROSO ACERCA DO CRIMINOSO NATO Lombroso compreende o crime como um fato real (que transcorre ao longo de todas as eras históricas) instintivo e não como um hipotético devaneio jurídico. estas qualidades não são dignas de negros. intitulada de O Homem Delinquente. análoga à que se encontra nos vertebrados inferiores" (DARMON. Após longo diálogo para uma compra de escravos que lutam por diversão do “homem branco”. A obra mais famosa dos estudos criminológicos de Cesare Lombroso. pois. King Schultz (interpretado por Christopher Waltz) está ajudando o negro ex-escravo Django (Jamie Foxx) a recuperar sua esposa. 65). Na cena. Para o médico italiano. em regiões que se vangloriavam pelo uso dos escravos. o delito como fenômeno natural deve ser estudado à frente de sua etiologia. bem como o estado de Tennessee (lar da famosa Ku Klux Klan). Preocupado em encontrar na genética humana diferentes traços que separasse e individualizasse o criminoso. A partir de tais estudos. XIX.

In: Ressocialização ou controle social: por um conceito crítico de “reintergação social” do condenado. que engloba dos vegetais aos animais e ao homo sapiens. mas que podem ter propensão para isso. livre arbítrio” a ciência não “pode nem explicar nem negar” (DARMON. para atuar nos jovens que estão dentro das escolas que ainda não entraram para o mundo do crime. de monitoramento e ajuda a esses jovens. . entre outros determinismos. Não são somente medidas de segurança. fora da matéria “alma. temos o recente exemplo na forma de notícia publicada no site Terra (2012). Para Lombroso. Temos um programa feito conjuntamente com a fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente). 10 “O estudo do processo de etiquetamento. Este deve ser qualificado como 'violador da norma' para. o autor tenta provar que o crime parte da realidade natural do ser enquanto ser. Pierre Darmon (2002). O princípio da “responsabilidade moral” 10 está ligado “ao funcionamento cerebral”.12 criminalidade 9. Essa é a questão fundamental (SERRA. são medidas preventivas. o autor faz um resumo das ideias de Lombroso e. princípio vital. pág. antiga Febem. dos povos primitivos aos povos civilizados. do infrator com pré-disposição ao crime. 2012). ser-lhe imputado uma responsabilidade moral pelo ato que infringiu a rotina”. Em contrapartida ao viés positivista criminológico. após ser questionado “sobre o projeto para combater a violência e o consumo de drogas dentro das escolas”. da criança ao adulto. o então candidato à prefeitura de São Paulo. informa o leitor de um possível monitoramento aos jovens propensos a cometer o delito: Vamos combater em parte com prevenção. _______________ 9 Sua primeira edição data de 1876. José Serra. na sequencia. Então nós vamos fazer com eles um trabalho preventivo. 95. dentro do senso comum. procura evidenciar a fragilidade de suas conclusões científicas. parte do pressuposto de que o comportamento desviante seja imputado a um autor. Primeiro. em seguida. No entanto a ciência pode mostrar que se tais forças existem “elas só podem manifestar-se combinando sua ação a ação psicoquímica de nossas células cerebrais”. 1991). Partindo de pressupostos evolucionistas. que é identificar quem tem um potencial para ir para o crime ou para ir para a droga para poder fazer um trabalho de acompanhamento. Sobre o resgate à ciência da Frenologia em pleno século XXI. e já causa polêmica na comunidade médica e das ciências sociais ao expor suas teorias do criminoso nato. assumindo característica dominante de todas as escalas evolutivas dos seres vivos. tece diversas críticas a Lombroso considerando suas pesquisas genéricas e preconceituosas.

O conceito de bandido social está relacionado com o criminoso e o crime visto dentro da sociedade onde foi cometido o delito. por exemplo. é perceptível o uso de saberes acadêmicos que focam a forma física do sujeito. 1991). são utilizadas ferramentas para manter o foco na ação criminal. Em outras palavras. que de certo possuíam uma correlação se identificado com outro indivíduo. por detrás de uma imagem heroica está estampada a máquina sanguinária dos cangaceiros. bandidos heróis ou bandidos sociais ainda possuem sua fama no Brasil.ainda assim. 3 AS MOTIVAÇOES DO BANDIDISMO SOCIAL Após um século e meio de perpetração de seus atos. Perpassando por ideias equivocadas sustentadas pelo senso-comum. criminosos. A alegação de crime e de atos ilegais tem como pretexto a promessa . ainda é passível de uma análise minuciosa da moralidade transgredida. como. previamente o julgando como transgressor da lei e da boa conduta moral . os cangaceiros eram tratados como um grupo marginal.13 A anormalidade (cidadãos fora do padrão e das normas de uma convivência mutua em específica sociedade. não tinham outro meio de sobrevivência dentro de uma sociedade capitalista e de prestigio social a não ser proteger seus companheiros e a si mesmo com atos de violência e furtos dos quais sempre resultavam algumas mortes (tanto dos cangaceiros quanto da polícia). Os conhecidos “cangaceiros”. Em outras palavras. tomamos por base etiológica para encontrar a justificativa do crime. 49-65). A peculiaridade se encontra no próprio fato criminal: nem todos os crimes visavam à sobrevivência do grupo. em momentos da história. ou a busca por desejos carnais. Entretanto. loucos) resulta de deficiências psicoquímicas e físicas no estágio atual da ciência e é tão difícil “demarcar um limite entre o crime e a loucura” quanto oferecer “uma prova da existência do livre arbítrio” (DARMON. utilizavam-se da violência para lutar contra a qualidade de vida que tinham (HOBSBAWM. p. criminosos perante o Estado. Ser considerado herói ou não. humilhado perante sistema econômico e político que beneficiaria grandes proprietários. Porém. 2010. violentos. O grupo era motivado por traumas passados – traumas individuais.

. com o problema-mor do sertão no final do século XIX e começo do século XX – a fome.. Trata-se de figura polêmica: temido por uns e amado por outros. e ele não era responsável por seus atos. ao ter suas penas perdoadas. 1975. Está salvo”. e a impetuosidade não passa de mera defesa do grupo formado (HOBSBAWM. p. O autor ainda cita _______________ 11 Peça teatral de 1955. provando que é um líder nato expressando seu ódio pela sociedade tida por ele como hipócrita. Tendo em vista essa motivação pessoal comum para a formação para definição deste antigo movimento social brasileiro. Provavelmente também Suassuna fora inspirado pelo chefe do cangaço mais conhecido neste país: Virgulino Ferreira da Silva. há que se ressaltar a semelhança do conceito elaborado por Hobsbawm sobre o bandido social e todos os crimes cometidos pelo(s) cangaceiro(s): as questões destes possuem relação com a seca no nordeste . Tratava-se de uma típica milícia que visava à sobrevivência do bando a todo custo. principalmente na figura que personifica o cangaceiro Severino.14 de sobrevivência. vulgo Lampião.”. a ideia do bandido herói/social dentro desse contexto histórico. 138) Severino era líder de determinado grupo de cangaceiros do nordeste pobre do Brasil. Não foi a sua morte que o redimiu. (. (SUASSUNA. é um claro exemplo dessa imagem do bandido que. O trecho final da obra. Sua autoridade e braveza se destacam a todo o momento mesmo dirigindo a palavra para seus companheiros. de Ariano Suassuna11. deixe comigo.) Jesus: “Severino está salvo. do cangaço para o cangaceiro. Severino: “Escapei daquele massacre sem querer. Difundindo no seio dos antigos movimentos sociais brasileiros.?”. Jesus: “Quanto a esse. Com oito anos de idade... mas a dos seus pais. conforme se lê: Nossa Senhora: “Quanto a Severino.logo. passei a vida desafiando a morte. Jesus: “Severino enlouqueceu depois que a polícia matou a família dele. está presente na obra O Auto da Compadecida. 2010). Ele foi um mero instrumento da cólera divina”. contradiz os planos morais e sociais impostos pela sociedade. no qual ocorre o julgamento da personagem mencionada. . ele conheceu a fera que existe dentro dos homens”.

era muito comum o registro de invasões e saques nas comunidades mais carentes. Em 2010. sua moral e sua ética. Os impulsos do ser humano são extraordinários (resultam em fatos criminais) porque ultrapassam o limite da razão do ser. o modelo da natureza ou o domínio da razão” (MARGARIDA.15 um provérbio chinês que pode ilustrar essa necessidade: “É melhor infringir a lei que morrer de fome” (HOBSBAWM. Exemplificando: As regiões pobres eram regiões de bandidos. assim como a selvageria por estes expressados em ataques ou saques a comércios ou pontos de vendas alimentícias em tempos de crise. Quando inundações destruíam os cereais. dono de suas próprias ações e cidadão passível de interações com terceiros. 2010). 24). Partindo de um viés subjetivo. como o Bolsa Família.. Em suas palavras: Quase todas as famílias das áreas rurais do Estado são atendidas por pelo menos um dos programas do MDS. se refere aos programas criados pelo governo. Ainda assim. segundo artigo da autora Silvânia Mendonça Almeida Margarida. 2011) Transbordando os limites constitucionais. modificando toda sua ideologia. além do Bolsa Família (. como um programa de forte mudança social.. As pessoas utilizavam desses recursos para sobreviver.) na época das secas. ou até mesmo segundos. tais limites dependem do que “estabelece a sociedade. Nelson Martins. Sentir fome é um instinto de sobrevivência e natural dos seres vivos. . a autoridade invocada para uma boa conduta pode ser a vontade de uma divindade. por exemplo. aqueles que procuravam mapear o domínio próprio da punição dificilmente poderiam deixar de considerar a questão da classe. multiplicava o banditismo (HOBSBAWM. o historiador alemão Peter Gay (1993) faz as seguintes observações: Ninguém duvidava de que os crimes por impulso – atos provocados por embriaguez ou fúria vingadora – eram cometidos muito mais frequentemente pelos pobres do que pelos que tinham certo conforto. 2003). Os meses no ano agrícola em que o alimento escasseava e não havia muito o que fazer no campo eram a temporada dos roubos. o então secretário de Desenvolvimento Agrário do Ceará. p. 2010. não houve nenhum registro deste tipo de situação municípios cearenses. referente ao indivíduo como ser pensante. Para ilustrar esta realidade na atualidade (2011). podendo ele mudar em questão de minutos. Agora há melhores condições para essas famílias (MARTINS. enfrentamos a pior estiagem dos últimos 30 anos. Em 1872. Por isso.

também seus críticos mais enérgicos eram bons burgueses. Tanto aqueles que defendiam. Mas o interesse próprio não governava inteiramente o pensamento da classe média sobre crimes e punições. e temido/seguido por quem fora motivado por qualquer que seja a vontade. O caso do cangaceiro Severino. ou davam as boas-vindas.16 Ernest Bertrand. dissensões domésticas. publicou um substancial estudo estatístico comparando a moralidade de várias classes na França. órfão ainda quando criança. teve motivos pessoais suficientes para causar violência em quem quisesse. conselheiro da corte de apelação em Paris. 137) As afirmações de Peter Gay contribuem para mostrar. as distinções ofensivas que ele traçou entre as criminosas ordens inferiores e a respeitável classe média era familiar a todos. dirigido por Clara Ramos. como definir crime como um ato que viola a consciência moral da sociedade e o poder do Estado? 3.1 A MUTAÇÃO DO CONCEITO DE CRIME E DE BANDIDO SOCIAL O documentário Bagatela (2008). e especializadas em crimes contra a ordem pública. Não justificando a posição de “herói” depois do termo “bandido”. Os crimes das classes agrícolas. Compreende-se. se encaixando com o perfil dos desviantes. O primeiro exemplo dado no documentário é a pergonagem. 1993. que o atuante leva o crime como uma vingança para com a sociedade de modo geral. então. Nestas circunstâncias. com os pais mortos pela polícia e vivendo no sertão pobre brasileiro. tais como tumultos. à pena de morte até mesmo para crimes menores contra a propriedade como os membros dos júris que se recusavam a condenar ladrões claramente culpados pertenciam à classe média. p. brigas em tabernas”. porém. uma série de fatos ao longo da caminhada humana para o desenvolvimento próprio para depois se estender ao mundo social criminal. no caso da fábula do Robin Hood (GAY. o documentário Bagatela refere-se a crimes como atos praticados por pessoas de qualquer posição social. geralmente não decorriam da cupidez. bem como sua procedência jurídica no Brasil. As classes trabalhadoras urbanas são menos violentas do que seus primos do campo. (GAY. concluiu. mas das paixões violentas – “explosões de raiva. e contra a propriedade. 1993) e do cangaceiro. apresenta o termo que dá nome aos pequenos furtos. Os dados que ele compilou apenas confirmavam as autocomplacentes percepções burguesas. Assim como a maioria dos rígidos porta-vozes da repressão severa ao crime. espírito de vingança. que completou dois anos no cárcere pelo furto de um queijo e duas bolachas. .

o germe é o criminoso. de _______________ 12 Conjunto de decisões reiteradas dos Tribunais.17 A que ponto é definido como um delito. Alexandre Lacassagne afirma que o indivíduo nasce predisposto a cometer delitos. de pouca relevância. ou seja. mas o resultado pela influência do meio em que o indivíduo se encontra (tais como das necessidades de alimentos. sem distinguir este caso de furto com um assassinato? Segundo o professor Luis Flávio Gomes (2009): Infração bagatelar expressa o fato de ninharia. b) – não coloca em risco a comunidade. embora concordasse que estas existissem (TOMASINI. the germ is the criminal. p. até o dia em que ele encontra o caldo que faz fermentar”13 (LACASSAGNE. e d) – se torna insignificante o dano financeiro ao que se diz furtado. um elemento que não tem importância. Sua frase mais famosa explicita sua teoria: “O ambiente social é o caldo de cultura da criminalidade. Ou seja. da pe ssoa ou da comunidade. 13 “The social environment is the breeding ground of criminality. c) – reprovação a nível comportamental. provou. não se torna “bandido” (a ponto de ser levado à cadeia) quem cometer a bagatela. 2001). A esse respeito. A infração bagatelar é uma conduta ou um ataque ao bem jurídico tão irrelevante que não necessita da intervenção penal (GOMES. 1885). o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) determina por meio de jurisprudência o entendimento sobre bagatela12: a) – desprezível a nocividade. 2009. utilizando-se como um guia para a aplicação da lei ao caso concreto. que se fundamentava não na exposição determinista em função da hereditariedade e do passado biológico. 1999). objeto ou bem em si mesmo socialmente relevante e por isso juridicamente reconhecido como valioso” (FIGUEIRERO. Lacassagne recusou as marcas lombrosianas sobre o crime. mas são os fatos sociais que conduzem a senda ao crime. 15). por ser pouco danoso. logo. O bem jurídico é definido como “uma expressão de um interesse. Como autores e concepções teóricas distintas explicariam o crime de bagatela? Apoiando-se na ideia contrária a de Lombroso. de sustentação de vícios. na manutenção ou integridade de um certo estado. an element which has no importance until the day where it finds the broth which makes it ferment” .

etiologicamente acaba por mostrar padrões individuais.18 doenças adquiridas pós-natal – de preferência. estamos desconsiderando o fato premeditado e o criminoso em si. poder-se-ia alimentar uma revolta e um motivo para. ainda significa alguma coisa. e em análise conjunto a outros aspectos sociais.. mesmo em suas formas mais tradicionais. enfim. Este fato. vários crimes diferentes entre si têm um começo comum. De fato.. _______________ 14 Tese apresentada pelo Lacassagne no I Congresso Internacional de Antropologia Criminal. o foco na amenização tomaria outro rumo. Como se dá o objetivo de pesquisa dos frenologistas. Ao tratar o crime como peça fundamental na sociedade.)” (HOBSBAWM. em 1885. e. possui características únicas. Hobsbawm afirma que “Robin Hood. se procurarmos a fonte essencial desta particularidade social. Ou seja. em Roma. bem como diz Peter Gay (1993). realizar o fato social criminal. venéreas. 2010). principalmente. uma origem não distinta de um ato a outro. como foi exemplificado anteriormente. ampliando o escopo ao olhar contrário: para o fato social. no mundo de hoje (. . e qualquer obstrução. pois a necessidade de sobrevivência se aplica a qualquer ser vivo. da classe social em que este indivíduo se encontra) 14.

vimos o quão excludente é o acesso de muitas pessoas aos recursos primordiais para sua sobrevivência.19 4 CONCLUSÃO A sociologia propõe a interação social como base para seus estudos. em modificações sociais. dor. assim como. o quão isso causa desordem em meio social. a frenologia sequer poderia ser chamada de ciência. Além disso. tornando-o suscetível a cometer delitos dos mais diversos graus possíveis. marginalizandoo. posterior ao ato. Percebe-se. há ocorrências anteriores da ação motivadas por questões sociais que servem de combustível motivador da transgressão. portanto. A partir dessa necessidade vital requerida. Porém. . Sejam alimentados por ódio. fundem-se os fatos com a realidade do indivíduo. não à toa. ciúmes. podese embasar nesses fatos a justificativa para que fossem cometidos crimes em proveito da sustentação de necessidades pró-humanos. Caracterizando o outro. Podemos tomar como referencial a situação pela qual o indivíduo está passando. o crime e suas possíveis causas atravessam o pensamento sócio-histório. julgando-o por suas ações ou estigmatizamo-los como desviantes ou bandidos pode ser considerado preconceito. fundamentando assim. a ciência da Frenologia é uma falácia aos olhos da sociologia. não somente pela história. que o delito ocorre não naturalmente ao ser humano. dependendo da sua miséria. Diante disso. em um mundo capitalista. Expandindo para o delito. levantando a questão “até que ponto um crime é ditado por consequências anteriores na vida do desviado?”. obriga as instituições de segurança do Estado a tomar providências preventivas para com o povo evitando que aconteçam mais delitos. porque gera preconceito e pré-conceitos. ao longo da história da civilização. Diante das teorias lidas e sintetizadas neste trabalho. a importância da frenologia não pode ser descartada no campo médico. social. pois. e. para então explorar da visão etiológica. compreendendo analiticamente que o crime seja premeditado. pois o meio social precisa ser levado em conta. mas pode ser levado como base para busca à sobrevivência econômica. A origem do crime se altera no entrosamento à sociedade moderna para nova narração da moral e da boa conduta de seus indivíduos. pois se enquadraria como uma ferramenta histórica e conhecimento futuro para estudos nesta área.

intrinsecamente está atrelado ao fator interpessoal. mas também como uma possível fonte para amenizar os problemas criminais na prática. Concluí-se então. . que esse acontecimento social deve não somente ser estudado no âmbito acadêmico. ao analisar sociologicamente o tema.20 fatores econômicos. ou pelo instinto de sobrevivência.

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