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INTRODUÇÃO

Oitenta por cento das mercadoria do mundo são transportados por navio, para que haja estabilidade em alto mar, os navios enchem os tanques de agua , a agua dos tanqus ds navios, também chamada de agua de lastro

Estima-se que pelo menos sete mil espécimes diferentes de vida são transportadas ao redor do mundo nos tanques de lastro dos navios.3 IMPACTO AMBIENTAL O navio ao descarregar necessita encher seus tanques de água para manter a estabilidade. 1. areias ou metais.CAPÍTULO 1 1. pois essa água dos lastros pode conter vida marinha que consistem em uma das quatro maiores ameaças aos oceanos. pois se trata de um procedimento mais econômico e eficiente do que a forma antiga. o lastro sólido. ou seja. e quando o navio está sendo carregado. que consiste em qualquer material usado para dar um peso e com isso dar estabilidade a um objeto. espécies marinhas foram dispersas por todos os oceanos por meios naturais.2 ÁGUA DE LASTRO Os navios necessitam de lastro para evitar que se partam aos descarregarem seus porões. irreversível. predatorismo e competição com espécimes nativas. levadas pelas correntes ou aderidas a troncos e entulhos . e por último a introdução de agentes patogênicos com riscos a saúde humana. Há séculos eles carregaram lastros sólidos nas formas de pedras. Com o desenvolvimento da tecnologia isso mudou. o meio ambiente pode se recuperar. redução e risco de eliminação das mesmas. E aí que surge um grande problema ambiental. a água é lançada ao mar. Ao longo do tempo. 1.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Primeiramente é importante definir o que é lastro. podendo causar alterações em ecossistemas e com isso danos ao meio ambiente. hoje os navios passaram a usar a água como lastro. elevados prejuízos econômicos. e a introdução de espécies marinhas são na maioria dos casos. o que trouxe uma facilidade muito grande na hora de carregar e descarregar um navio. pois ao contrário de outras formas de poluição marinha. balanço e integridade estrutural.

economia e ambiente. No Mar Negro. Há relatos de navios que permitiram que espécies marinhas das zonas temperadas penetrassem nas zonas tropicais. ao sobreviver e estabelecer uma população reprodutora no ambiente hospedeiro. a maioria das espécies carregadas através da água de lastro não sobrevive às viagens de navio. a água viva filtradora norte2 americana atingiu densidades de 1 Kg de biomassa por m o que acarretou o . barreiras naturais. Na verdade. Isso resultou nos padrões naturais de biogeografia observados nos oceanos atualmente. Na zona tropical separou as zonas de águas temperadas e frias do sul e do norte. Resultado disso. da costa leste da África até a costa oeste da América do Sul. evitaram que várias espécies se dispersassem em determinados mares. o que resultou em biodiversidades marinhas bem diferentes entre sul e norte.flutuantes. competindo com as espécies nativas e se multiplicando em proporções epidêmicas. Nas áreas tropicais. completando suas viagens em menos tempo. Isso permitiu que muitas espécies evoluíssem de forma bastante independente nessas duas zonas. tais como temperatura e massas de terra. Este fato é exemplificado pela relativa homogeneidade da biodiversidade marinha que se estende pela imensa área do Indo-Pacífico. as espécies não encontraram as mesmas barreiras. ecossistemas inteiros vem sendo alterados. porém quando todos os fatores são favoráveis. uma espécie introduzida. Pode-se dar vários exemplos de impactos catastróficos para a saúde. Ao longo de séculos de navegações esse processo acontece também através de espécies marinhas incrustadas aos cascos de navios e agora continua através da água de lastro e de embarcações que percorrem esses oceanos em menos tempo por conta de suas embarcações mais modernas e por isso mais ágeis. pode tornar-se invasora. uma alga marinha de origem asiática invadiu rapidamente novas áreas australianas desalojando as comunidades nativas do solo oceânico. Nos Estados Unidos houve o problema com o mexilhão-zebra europeu que chegou a infestar 40% das vias navegáveis e já exigiu um gasto de quase um bilhão de dólares com medidas de controle entre os anos de 1989 a 2000. e algumas das mais surpreendentes introduções envolveram espécies das zonas temperadas do norte invadindo as zonas temperadas do sul e vice-versa. No sul da Austrália.

acarreta prejuízos enormes econômicos e ambientais. A contaminação de moluscos filtradores. e que levava à morte metade dos atingidos por ela. até por isso a preocupação atinge a todos. Suape. Esse é um problema ambiental enfrentado pelos portos do mundo inteiro. Ao analisar os documentos das embarcações na época. Teme-se. Na época confirmou-se que em sete das noventa e nove amostras de águas de lastros analisadas pela Anvisa havia bacilos da referida doença. e o não comprimento dessas recomendações. que doenças como a cólera possa ser transportadas na água de lastro. caracterizando risco à saúde pública. utilizados na alimentação humana.4 CONTAMINAÇÃO No século XIX. a Anvisa constatou que 95% das substituições da água de lastro ou não aconteceram em mar aberto ou foram executadas apenas parcialmente. que atingiu o Vale por meios de trens que cruzavam a região. não é um privilégio apenas do porto santista. Em novembro de 1894. trazido nas águas de lastro. ecológicos e para a saúde do homem em todo o mundo. Belém. Isso não é um fato isolado. com centenas de exemplos de importantes impactos econômicos. Tratava-se da pandemia mundial da cólera. região próxima a Baixada Santista foi palco de uma ação causada por uma contaminação. inclusive. tais como ostras e mexilhões. trazida por outro meio de transporte. A lista segue. Sepetiba e Santos. Quase 110 anos. pois das sete amostras contaminadas eram de navios atracados nos portos de Fortaleza. descarregadas nos portos brasileiros. contrariando recomendações internacionais. Caso considerado grave. Também se observou em muitos países a introdução de algas microscópicas que provocam a “maré – vermelha” (dinoflagelados tóxicos). o temor voltou aos portos brasileiros.esgotamento do plâncton nativo de tal maneira que contribuiu para o colapso de toda a pesca comercial nesse local. pode causar paralisia e até mesmo a morte. Em 2002 a Anvisa constatou a presença de micro-organismos como vibrião colérico. o Vale do Paraíba. 1. . registrou-se que essa região estava sendo assolada por uma doença que provocava fortes diarreias.

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como adição de biocidas na água de lastro para matar os organismos. pois além das atividades portuárias estarem comprometidas com uma possível contaminação. não é possível parar com essa prática. mas que devemos encontrar um equilíbrio entre essa atividade e os impactos criados por ela. em duas vias. no caso pelas atividades portuárias como algo que existe. Promete-se para um futuro próximo. uma das quais deve permanecer a bordo para eventuais fiscalização e a outra deve ser recolhida pelo órgão federal competente. que seriam o tratamento mecânico. de 2000. que para serem aplicadas deve-se levar em conta se elas são viáveis à eficácia sem esquecer a parte econômica. como filtragem e separação. estaria também em risco a saúde de toda uma população que depende desse mar.CONCLUSÃO Hoje a prioridade é encontrar soluções tecnológicas que sejam viáveis para se resolver este problema. No caso da água de lastro. em relação ao Brasil. luz ultravioleta. correntes elétricas e tratamento térmicos ou ainda se fala até de tratamento químico. que se é necessário. tratamento físico. pois constatasse que a recomendação de se fazer à troca oceânica de água de lastro não é seguida pelos navios. As medidas utilizadas atualmente não estão sendo eficazes. que exige para os navios que descarregarem suas águas de lastro nas águas jurisdicionais brasileiras. leis que regularizem essa prática e punam-se os que não a cumprirem. ela existe e é necessária para a locomoção dos navios. Acima foram dadas algumas sugestões. o preenchimento do Relatório de Águas de Lastro. Cabe às pessoas envolvidas encontrarem uma forma de amenizar ou até mesmo evitar a contaminação de nosso mar por esta prática. Estudos estão sendo realizados para outras alternativas para serem aplicadas. Hoje. além de se apresentar como uma forma econômica. como esterilização por ozônio. . segue se a Norma 08. O que eu pude extrair de mais importante deste assunto é que devemos enfrentar os problemas ambientais criados. Cabe a nós cobrarmos dos mesmos que esta norma seja seguida e que nossas águas sejam sempre analisadas para evitar um mal maior.

nos dá o peixe que comemos. nos oferece a água que usamos e serve como lazer em nossas horas de descanso. deve ser preservado. pois nos dá o sustento em nossas atividades portuárias.Não podemos esquecer jamais que esse mar que vemos todos os dias pela manhã ao irmos trabalhar. pois ele tem muito a nos oferecer. . vamos cuidar dele com muito carinho.

mil.mar.br/epm/portuarios/Ed_Ambiental/Santos_AnaPaula. Água de Lastro – ANVISA – Projetos GGPAF 20002 Jornal A Tribuna / Dez 2003 Acesso: 01 de Setembro de 2013.pdf> <http/globollast. .org/index.asp.imo.dpc.page> Diretrizes para o Controle e Gerenciamento da Água de Lastro de Navios.BIBLIOGRAFIA Retirado: <https://www. Brasil.