DIREITO ADMINISTRATIVO

Profº Marcus Vinicius Bittencourt Seção I – Direito Administrativo 1. Ato administrativo. Conceito. Regime jurídico. Espécies. Elementos e requisitos. Vícios dos atos administrativos. Principais classificações dos atos administrativos. Procedimento administrativo. Fundamentos constitucionais. Controle dos atos da Administração. Controle administrativo e jurisdicional. Limites do controle jurisdicional. O controle da Administração Pública pelos Tribunais de Contas. Formas, características e limites. Mandado de Segurança. Ação Popular. Ação Civil Pública. Improbidade administrativa. 1. Ato administrativo. 1.1 Conceito: ato jurídico que decorre do exercício da função administrativa, sob um regime jurídico de direito público. 2. Elementos ou Requisitos do ato administrativo . 2.1 Sujeito Competente. Não basta que o sujeito tenha capacidade, é necessário que tenha competência. Competência decorre sempre de lei. 2.2 Finalidade: é o resultado que a Administração quer alcançar com a prática do ato. É o legislador que define a finalidade que o ato deve alcançar, não havendo liberdade de decisão para o administrador público. 2.3 Forma. Concepção restrita – forma como a exteriorização do ato. Ex. forma escrita ou verbal, de decreto, de portaria, de resolução. Concepção ampla – exteriorização do ato e todas as formalidades que devem ser observadas durante o processo de formação da vontade da Administração e requisitos de publicidade do ato. A motivação integra o conceito de forma, pois é a exposição dos fatos e do direito que serviram de fundamento para a prática do ato 2.4 Motivo: razões de fato e de direito que serve de fundamento ao ato administrativo. Motivo diferente de motivação: Motivação é a exposição dos motivos, demonstração por escrito de que os pressupostos de fato realmente existiram. Teoria dos motivos determinantes: a validade do ato fica atrelada aos motivos indicados como seu fundamento, de tal forma que, se inexistentes ou falsos, implicam em sua nulidade. Quando a Administração apresenta os motivos do ato, mesmo que a lei não exija a motivação, ele só será válido se os motivos forem verdadeiros. 2.5 Objeto ou conteúdo: é o efeito jurídico imediato que o ato produz – lícito, possível, moral e determinado. 3. Atributos do ato administrativo consistem nas características que demonstram a submissão a um regime jurídico de direito público. 3.1 Presunção de legitimidade (conformidade do ato com o ordenamento) e veracidade (presumem-se verdadeiros os fatos alegados pela Administração). 3.2. Imperatividade: os atos administrativos se impõem a terceiros, independentemente de sua concordância. 3.3 Autoexecutoriedade: ato administrativo pode ser executado pela própria Administração Pública, sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário.

No ato vinculado. 2010. por questão de mérito. “O que você faz fala tão alto que eu não consigo escutar o que você diz. de modo que a autoridade poderá escolher.2 Revogação é a extinção do ato administrativo discricionário. em decisão na qual se evidencie não acarretar lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros.i SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. 5. perante certas condições. não existe ato administrativo totalmente discricionário. 4ª edição. a Administração deve agir de tal forma.1 Anulação é a extinção do ato administrativo por motivo de ilegalidade. Manual de Direito Administrativo. Referências: BITTENCOURT.4. Discricionariedade e vinculação. todos os elementos vêm estabelecidos previamente em lei.1 Legalidade e Mérito. O ato é vinculado. sem liberdade de escolha. PODER DE AUTOTUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. NECESSIDADE DE INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO SOB O RITO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E COM OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. 4. quando a lei estabelece que. produzindo uma eficácia retroativa (efeitos “ex tunc”). feita pela Administração Pública. segundo critérios de conveniência e oportunidade. quando a lei deixa certa margem de liberdade de decisão diante do caso concreto. Anulação. para suprir vícios sanáveis em um ato ilegal.” Ralph Waldo Emerson I – JURISPRUDÊNCIA I. finalidade. Ato discricionário deve ser analisado sob aspecto da legalidade e do mérito (oportunidade e conveniência diante do interesse público a atingir). preservando os efeitos produzidos no passado (efeitos “ex nunc”).3 Convalidação: ato produzido pela Administração Pública. Ato vinculado só é analisado sob o aspecto da legalidade – conformidade do ato com a lei. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Como certos elementos do ato sempre são vinculados. Mérito é o juízo de conveniência e oportunidade que só existe nos atos discricionários. feita pela Administração Pública ou pelo Poder Judiciário. forma). No ato discricionário. com efeitos retroativos ao momento de sua expedição. alguns aspectos são sempre vinculados à lei (sujeito. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO CUJA FORMALIZAÇÃO TENHA REPERCUTIDO NO CAMPO DE INTERESSES INDIVIDUAIS. revogação e convalidação. Discricionariedade nunca é total. com maior ou menor liberdade de apreciação da oportunidade e conveniência. Marcus Vinicius Corrêa. 5. . alguns elementos vêm exatamente determinados em lei. 5. O ato é discricionário. 5. contudo outros são deixados à decisão da Administração. Belo Horizonte: Editora Fórum. qual o melhor caminho para o interesse público.

o que é defeso nesta via extraordinária. MANDADO DE SEGURANÇA. Agravo regimental a que se nega provimento. nesse sentido. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO IMPROVIDO. DJe-071 DIVULG 13-04-2011 PUBLIC 14-04-2011 EMENT VOL-02503-02 PP-00231). Relator(a): Min. O Tribunal a quo entendeu que à Administração Pública é assegurada a revisão e anulação de seus atos quando eivados de vícios. 3. II – Agravo improvido. 1. IMPOSSIBILIDADE. IV . Súmula STF 473. Precedentes. ELLEN GRACIE. APRECIAÇÃO DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. (RE 553111 AgR. RICARDO LEWANDOWSKI. Relator(a): Min. tão somente. MENEZES DIREITO. Segunda Turma. da Constituição Federal. julgado em 15/03/2011. SÚMULA 279 DO STF. NÃO CONHECIMENTO DE PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. não lhe é permitido apreciar a constitucionalidade dos atos administrativos.Agravo regimental improvido. . AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. DJe030 DIVULG 12-02-2009 PUBLIC 13-02-2009 EMENT VOL-02348-06 PP-01087 ). I – O Conselho Nacional de Justiça. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. O debate acerca da declaração de nulidade do ato de revisão salarial envolve apreciação de matéria fático-probatória e de legislação local.(RE 594296 RG. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. II – Consoante jurisprudência deste Tribunal. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É TITULAR. II. julgado em 23/03/2011. IMPOSSIBILIDADE. nos termos do art. 103-B.Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido. tendo em vista os óbices das Súmulas STF 279 e 280. DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGOU PROVIMENTO. EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. de servidor em cargo diverso daquele de que é titular. 280 E 473. RETIFICAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. Relator(a): Min. ALTERAÇÃO REFERENCIAL DO SALÁRIO. § 4º. é inválido o enquadramento. (RE 559114 AgR. Primeira Turma. atribuições de natureza administrativa e. embora seja órgão do Poder Judiciário. SÚMULAS STF 279. DJe-063 DIVULG 01-04-2011 PUBLIC 04-04-2011 EMENT VOL-0249501 PP-00133). III . I – Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. AGRAVO IMPROVIDO. julgado em 13/11/2008. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. possui. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. mas somente sua legalidade. sem concurso público. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. EXERCÍCIO DE CONTROLE DIFUSO DE CONSTITUCIONALIDADE PELO CNJ.

AYRES BRITTO. É de incidir a Súmula 279/STF. A questão relativa ao prazo decadencial para a Administração anular seus próprios atos demanda a análise da legislação infraconstitucional. EXAME PSICOTÉCNICO. INTEMPESTIVIDADE. Segunda Turma. ACÓRDÃO MANTIDO. Relator(a): Min. Primeira Turma. 2. PARTICULARIDADE. (AI 796832 AgR. Precedentes. (AI 582328 AgR. julgado em 16/11/2010. DJe-078 DIVULG 27-04-2011 PUBLIC 28-04-2011 EMENT VOL-0251002 PP-00264). . 1. CÁRMEN LÚCIA. DJe-234 DIVULG 02-12-2010 PUBLIC 03-12-2010 EMENT VOL-0244401 PP-00211). Relator(a): Min. AUSÊNCIA DE RATIFICAÇÃO. Relator(a): Min. 1. ILEGITIMIDADE. DECADÊNCIA: MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Isso para permitir ao candidato a compreensão e eventual impugnação da nota que lhe foi atribuída em determinado exame. EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. Os atos administrativos praticados na condução de concurso para provimento de cargos públicos devem-se pautar em critérios objetivos. ELLEN GRACIE. ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. LEGITIMIDADE. Agravo regimental a que se nega provimento. ii SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADMINISTRATIVO. DJe-036 DIVULG 22-02-2011 PUBLIC 23-02-2011 EMENT VOL-0246903 PP-00489). DJe-051 DIVULG 17-03-2011 PUBLIC 18-03-2011 EMENT VOL-02484-01 PP-00032). CONCURSO PÚBLICO. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Tribunal Pleno. Segunda Turma. AUSÊNCIA DE CRITÉRIOS OBJETIVOS.(MS 28872 AgR. PRECEDENTES. (RE 556187 AgR. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. RICARDO LEWANDOWSKI. 2. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. POLÍCIA MILITAR. LEI 8.878/1994. PROCESSO ADMINISTRATIVO. julgado em 24/02/2011. EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. Agravo regimental a que se nega provimento. CANCELAMENTO DA ANISTIA. ANULAÇÃO MANTIDA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. ATO ADMINISTRATIVO: POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA LEGALIDADE PELO PODER JUDICIÁRIO. 2. Relator(a): Min. PROVIDÊNCIA VEDADA NA INSTÂNCIA RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. julgado em 01/02/2011. REEXAME DE FATOS E PROVAS. I. PROCESSUAL CIVIL. julgado em 01/02/2011. Precedentes.

porque não ratificado após o julgamento de ulteriores Embargos de Declaração. Ministro HERMAN BENJAMIN. Rel.878/1994 por vício no procedimento estabelecido por Resolução do Conselho de Coordenação e Controle das Estatais. estranho à sua carreira. O art. será imediatamente .1. MILITAR. 8. OFICIAL DAS FORÇAS ARMADAS. Alegou-se coisa julgada quanto à reclamação trabalhista anteriormente proposta. afirmou que: a) foi demitido arbitrariamente e sem justa causa após seu envolvimento em movimentos paredistas. 2. de que se tratava de demandas diversas e de que não há como examinar na Justiça Federal a coisa julgada trabalhista. 1. I. 7. Recurso Especial da União não provido. Recurso Especial de particular apresentado anteriormente à publicação do acórdão dos Embargos de Declaração opostos contra o acórdão recorrido. Precedentes do STJ. julgado em 17/05/2011. COBRANÇA POSTERIOR. ao determinar que "O oficial da ativa que passar a exercer cargo ou emprego público permanente. que teria o mesmo objeto. POSSIBILIDADE. tais documentos não foram juntados aos autos (ação ou respectiva decisão transitada em julgado). Trata-se na origem de Ação Ordinária movida contra a União Federal e a Companhia Vale do Rio Doce. 4. Em relação ao Recurso da União. 5. Pediu a nulidade da revisão da anistia (contra a União) e a concessão de indenização (pela CVRD). o benefício fora revogado em procedimento revisional levado a efeito pelo Conselho de Coordenação e Controle das Estatais . AGRAVO NÃO PROVIDO. SEGUNDA TURMA. O pedido deduzido contra a União .CEE. 6. Após sentença de procedência contra a União e de improcedência contra a CVRD. mantendo-se a conclusão anterior. (REsp 1244590/RJ. sobreveio o julgamento das apelações. 117 da Lei 6. em respeito à cláusula do devido processo legal. 9. e c) de forma inexplicável. EXIGÊNCIA DE PRÉVIA INDENIZAÇÃO INDEVIDA. Precedentes do STJ.880/80. discute-se o pedido de anulação de Portaria que cassou anistia concedida nos termos da Lei 8. por intempestividade. O particular tinha o direito de recorrer de decisão administrativa que cassou sua anistia. Porém. Somente após a decisão da "última instância" ordinária cabe interpor o apelo extremo (art.que se refere especificamente ao vício de processo administrativo que originou decisão revisional de concessão de anistia correlaciona-se subjetivamente com o ente público (legitimidade passiva) e atribui a competência à Justiça Federal. A desconstituição de ato administrativo que repercute sobre interesses individuais de administrados deve ser precedida de processo administrativo. contrariar as premissas do acórdão. Impossível. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. Recurso Especial de Rodrigo Gonzaga Malheiros não conhecido. DEMISSÃO EX OFFICIO. EXERCÍCIO DE CARGO PÚBLICO CIVIL PERMANENTE. DJe 24/05/2011). b) a CVRD não comunicou a concessão de anistia. 3. contratado sem concurso. da CF). DEVER-PODER DA ADMINISTRAÇÃO. O particular. Contrariar tal premissa pela interpretação de Resolução aplicável à espécie refoge à competência do STJ. ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. Corrente o entendimento de que é inadmissível. Não se pode conhecer do Recurso Especial interposto pelo particular. portanto. 105.

POSSIBILIDADE. Segundo a nova compreensão deste Superior Tribunal de Justiça a remuneração devida ao novo servidor. (AgRg no AgRg no REsp 1129958/RS. In casu. PROFESSOR ASSISTENTE. 2. 2.910/32. 1º. toda a matéria relevante para a análise e o julgamento do recurso. vez que é possível sua convalidação no mundo jurídico. A demissão ex officio do militar que passa a exercer cargo ou emprego público permanente. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. com a devida clareza. 535 do Código de Processo Civil. Na hipótese dos autos. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA. ATO DA ADMINISTRAÇÃO ILEGAL. 1. RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. Rel. PRIMEIRA TURMA. Ministro ADILSON VIEIRA MACABU (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RJ). INDENIZAÇÃO. DJe 25/05/2011).88 e a propositura da ação somente ocorreu em 2003. 4. Ministro HAROLDO RODRIGUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/CE).07. 1. julgado em 26/04/2011. Rel. ANULAÇÃO DE INCORPORAÇÃO. NOMEAÇÃO TARDIA. impõe à Administração um ato vinculado que não lhe faculta margem de discricionariedade. MILITAR TEMPORÁRIO. ADMINISTRATIVO. SEXTA TURMA. não está condicionada ao pagamento da indenização por ele devida ao erário. A jurisprudência desta Corte possui orientação pacífica no sentido de reconhecer a prescrição de fundo quando ultrapassado o decurso de 5 (cinco) anos da data do ato ou fato do qual ela se originou. cuja cobrança poderá ser feita posteriormente. OCORRÊNCIA. Recurso especial a que se nega provimento. tratando-se de ato anulável. REFORMA. referente às despesas decorrentes de sua preparação profissional. a anulação da incorporação do militar foi efetivada em 07. Tendo o Tribunal a quo apreciado. Rel. NÃO CONFIGURAÇÃO. 3. do Decreto nº 20. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. estranho à sua carreira. permite efeitos retroativos quando a violação do direito da parte ao exercício do cargo se deu por força de ato ilegal da Administração. Incidência da Súmula 83/STJ. não há se falar em violação ao art. (AgRg no Ag 1330150/SP. 2. que teve reconhecido judicialmente o direito à nomeação em cargo público. QUINTA TURMA. PRESCRIÇÃO. CORREÇÃO MEDIANTE DECISÃO JUDICIAL. em face da vedação constitucional ao exercício concomitante de outro cargo público permanente. somente poderia ser apreciado mediante provocação da parte interessada. DECRETO Nº 20.910/32. CONCURSO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA. na forma prevista em lei. Agravo regimental não provido. julgado em 03/05/2011. Agravo regimental a que se nega provimento. atraindo a incidência da prescrição de fundo do art. (REsp 1159368/PE. DJe 23/05/2011) .demitido ex officio e transferido para a reserva não remunerada". DJe 25/05/2011). quando já consumada a prescrição. SÚMULA 83/STJ. Não tem ela a opção de não demitir o militar. julgado em 17/05/2011. 3.

01/06/2011). 2.E. LIMITAÇÃO. REQUISITOS AUSENTES. EMENTA: ADMINISTRATIVO. PROVA INEQUÍVOCA. LICENÇA AMBIENTAL PARA PESCA. em relação a espécie marinha. (TRF4 5000835-65. importando na prorrogação do tempo de serviço da autora por um período de 12 (doze) meses.E. com natureza de autorização administrativa.I.. o que torna imprescindível cognição exauriente para demonstrar o erro da administração ora ventilado. comprovação nos autos da existência de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. 01/06/2011). CONCESSÃO DA TUTELA ANTECIPADA.0000. A exigência de requisitos para auferir seguro-defeso durante tal período é plenamente legítima. também os sustento daqueles que tem a pesca como renda familiar. PROCESSUAL CIVIL. D. EMENTA: ADMINISTRATIVO. É de ser mantida decisão que deferiu as liminar pleiteada. garantindo o meio ambiente e. indispensável para a antecipação dos efeitos da tutela. Tem por escopo a proteção das espécies.E..iii TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO EMENTA: ADMINISTRATIVO. Decisão em consonância com precedentes deste Tribunal Regional Federal que segue a teoria dos motivos determinantes do ato administrativo. EMENTA: MATRÍCLA EM INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR. o ato administrativo discricionário. 01/06/2011). SEGURO-DEFESO.2011. 1. PROCESSUAL CIVIL. por consequência. não só a verossimilhança do direito alegado mas.404. SERVIÇO MILITAR TEMPORÁRIO. fluvial ou lacustre a cuja captura o pescador se dedique. Ausente prova suficiente e inequívoca da irregularidade do ato administrativo que se pretende desconstituir. do CPC. e pode variar entre dois e cinco meses. D. Nos termos do artigo 273. 2.0000. cujos atos possuem presunção de legitimidade. LISTAGEM PUBLICADA EM DESACORDO COM O . determinando que a União afaste a limitação etária em apreço.404. 1. (TRF4 500210331. PESCADOR. porquanto não comprovado nos autos que a mesma é suscetível de causar lesão grave e de difícil reparação ao agravante. cujos critérios para concessão encontram-se dentro da discricionariedade da Administração. embora prescinda de motivo. VEROSSIMILHANÇA.O período de defesa da atividade pesqueira é fixado pelo IBAMA. LEGITIMIDADE. garantindo a procriação suficiente para a manutenção da vida marinha.7101. está vinculado aos motivos que o fundamentam. D. IRREGULARIDADE. elementos não verificados no caso em tela. ATO DISCRICIONÁRIO E PRECÁRIO.Não há como o Poder Judiciário deferir o pedido de que seja determinada a expedição de Licença Ambiental de Pesca pelo IBAMA porquanto a licença ambiental é ato administrativo de caráter precário. REQUISITOS. milita a favor da administração pública a verossimilhança do direito alegado. PRORROGAÇÃO. (TRF4 5001588-22. JUNTADA DE DOCUMENTOS.404. ATO ADMINISTRATIVO.2010. também. ou seja.2011. pois atua no sentido de reduzir fraudes da concessão do seguro-desemprego a pescadores profissionais artesanais durante o período em que a pesca é proibida. OBJETIVO DE REDUÇÃO DE FRAUDES NA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO.

01/06/2011). III. c) Estão corretas apenas as assertivas IV e V. em prol do princípio da segurança jurídica. Assim. portanto. III e IV. a) Estão corretas apenas as assertivas I e V. por envolver exame de mérito. 02. A finalidade do ato administrativo. não ser decretada. A servidão administrativa constitui espécie não indenizável de limitação administrativa da propriedade privada.0000. c) produz efeitos ex nunc. No ato administrativo vinculado. É dado ao Poder Judiciário rever o conteúdo econômico de contrato administrativo. e) pode. não é razoável que a autora venha a sofrer tão grave consequência como a perda da vaga. IV.404. e) Estão corretas todas as assertivas. deve nortear o ato administrativo. por sua vez.E. em casos excepcionais. Os atos administrativos anuláveis podem ter seus efeitos preservados mediante a expedição de ato administrativo de convalidação. O princípio da razoabilidade. estranho à vontade das partes. d) ocorre por razões de conveniência e oportunidade. escapa ao controle judicial. V. D. (MAGISTRATURA FEDERAL – TRF 4ª REGIÃO – TRF4 – 2010) Dadas as assertivas abaixo. O cancelamento da confirmação da vaga constitui medida ilegal uma vez que a própria instituição de ensino confirmou não ter seguido as regras trazidas no edital e.2011. II. II – QUESTÕES DE CONCURSOS 01. assinale a alternativa correta. DEVOLUÇÃO DE PRAZO. não ter concedido novo prazo para a regularização dos documentos. . b) pressupõe um ato legal. quando é possível suprir a deficiência documental. o motivo decorre da própria lei. I. (MAGISTRATURA FEDERAL – TRF 1ª REGIÃO – FCC – 2011) A anulação do ato administrativo a) não pode ser decretada pela Administração Pública. d) Estão corretas apenas as assertivas II. (TRF4 5004394-30.EDITAL. uma vez constatada a quebra do equilíbrio econômico-financeiro presente quando da sua celebração por fato extraordinário ou imprevisível. b) Estão corretas apenas as assertivas II e III.

03. autorização do Poder Judiciário. independentemente de sua concordância. (MAGISTRATURA FEDERAL – TRF 4ª REGIÃO – TRF4 – 2010) Assinale a alternativa correta. assinale a alternativa correta. para o agente público. Porque sujeito a uma vinculação absoluta. 05. a) Estão corretas apenas as assertivas I e II. quando utilizado em relação à Administração. pois que. precede sua prática. b) Estão corretas apenas as assertivas II e III. d) Estão corretas todas as assertivas. c) Imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a terceiros. o que significa que há presunção absoluta de que foram emitidos com observância da lei e de que os fatos alegados pela administração são verdadeiros. estando relacionado aos pressupostos de fato e de direito que o justificam. b) Os atos administrativos são autoexecutáveis apenas em situações de extrema urgência. II. e) Nenhuma assertiva está correta. 04. Doutrina e jurisprudência majoritárias registram que o vocábulo “poder”. Havendo explicitação de pressupostos fáticos para a prática de ato administrativo. não alberga semântica de absoluta discricionariedade. Quanto aos elementos ou requisitos do ato administrativo. c) Estão corretas apenas as assertivas II e IV. II. d) Os atos administrativos são dotados de presunção de legitimidade e veracidade. a) A motivação de um ato administrativo deve contemplar a exposição de motivos de fato e de direito. À Administração Pública não é dado anular seus próprios atos. para tanto. o “poder” significa “poderdever”. IV. em princípio. sendo imprescindível. e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. os motivos expostos como suporte à decisão tomada pelo agente . ao agente público não é lícito valerse dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade para pautar a atividade administrativa. guardando. A revogação de um ato administrativo ocupa universo de oportunidade e conveniência. (MAGISTRATURA FEDERAL – TRF 4ª REGIÃO – TRF4 – 2010) Dadas as assertivas abaixo. I. pode-se dizer que o motivo. assinale a alternativa correta: I. (MAGISTRATURA FEDERAL – TRF 4ª REGIÃO – TRF4 – 2010) Dadas as assertivas abaixo sobre ato administrativo. índole discricionária. a regra de direito habilitante e os fatos em que o agente se estribou para decidir. ou seja. III. decorrência do poder de polícia inerente à ação administrativa.

no que toca ao controle de legalidade. sendo harmônicos e independentes os Poderes.CONSULPLAN – 2012) No que tange à revogação e à anulação do ato administrativo.público condicionam sua validade. faculta-lhe. é correto afirmar que: a) a revogação produz efeito retroativo e a anulação não. b) a revogação e a anulação podem ser realizadas pela administração ou pelo judiciário. Trata-se a licença de espécie de ato administrativo negocial. a) Está correta apenas a assertiva I. A Administração deve anular seus próprios atos quando eivados de vício de legalidade e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade. V. observados critérios de conveniência e oportunidade. II e IV. d) de legalidade nos atos discricionários. e) Estão corretas apenas as assertivas I. após verificar se o interessado atende às exigências estabelecidas na legislação de regência. É vedado ao Judiciário anular atos administrativos discricionários praticados por órgão do Executivo. c) Estão corretas apenas as assertivas III e IV. c) na revogação. mas. de modo que a invocação de fatos inexistentes ou inconsistentes vicia o ato. . não há possibilidade de controle judicial do mérito da ação administrativa de outro Poder. II. IV e V. em se tratando de atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários. e) sempre de mérito e de legalidade sejam os atos discricionários ou vinculados. b) Estão corretas apenas as assertivas II e V. d) Estão corretas apenas as assertivas I. o desempenho de atividades ou a realização de fatos materiais. IV. 06. 07. devendo respeitar os limites da discricionariedade nos termos em que ela é assegurada pela lei. III. (TÉCNICO INSS – INSS – FCC – 2012) O controle judicial dos atos administrativos será: a) sempre de mérito e de legalidade nos atos discricionários e apenas de legalidade nos vinculados. pois. porque sua legalidade é presumida. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TSE . já na anulação há juízo de legalidade. c) exclusivamente de mérito nos atos vinculados. respeitados os direitos adquiridos. d) a revogação é ato vinculado. b) exclusivamente de mérito nos atos discricionários. enquanto a anulação é discricionário. mediante o qual o agente público competente. porque sua legalidade é presumida. a autotutela está sujeita a limite temporal. há análise do mérito do ato administrativo. ressalvados os casos de comprovada má-fé.

em tal hipótese. assinale a opção correta. (MAGISTRATURA FEDERAL – TRF-1ª REGIÃO – CESPE – 2011) Considerando a disciplina e a jurisprudência concernentes ao controle dos atos administrativos. as suas atribuições. b) Na hipótese de demissão imposta a servidor público submetido a processo administrativo disciplinar. d) De acordo com a doutrina. não podendo o próprio órgão estabelecer.08. c) Em obediência ao princípio da segurança jurídica. o controle do Poder Judiciário. e) Nas demandas que envolvam discussão acerca de concurso público. . razão pela qual decai em cinco anos o direito ao controle dos atos administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis para os destinatários. este não poderá ser objeto de impugnação em ação de improbidade. em regra. razão pela qual não se revela passível de controle por parte do Poder Judiciário. a) A licença é ato administrativo discricionário. assim como o controle interno. que o candidato omitiu informações que lhe seriam desfavoráveis na etapa do certame. (MAGISTRATURA FEDERAL – TRF-1ª REGIÃO – CESPE – 2011) A respeito da disciplina dos atos administrativos. o controle externo. está sujeito a prazo de caducidade. de natureza constitutiva de direito. d) Quando for exarada decisão do tribunal de contas reconhecendo a legitimidade do ato administrativo. restando inviabilizado. c) Embora o ato administrativo seja dotado da denominada presunção de veracidade. oriundo dos Poderes Legislativo e Judiciário. a) A análise acerca de eventual ofensa do ato administrativo ao princípio da proporcionalidade exige juízo de valor acerca da conveniência e oportunidade. o Poder Judiciário pode apreciar de ofício sua validade. por si. o controle por parte do Poder Judiciário deve ficar restrito aos aspectos formais. a competência para a prática do ato administrativo decorre sempre de lei. após a posse. sob pena de incursão no denominado mérito administrativo. 09. assinale a opção correta. relativas à idoneidade e conduta ilibada na vida pública e privada. é vedada. ainda que comprovada a má-fé. visto que não é possível a análise da motivação do ato decisório. pelo qual a administração concede àquele que preencha os requisitos legais o exercício de determinada atividade. razão pela qual não está apto à produção de efeitos. b) Não enseja anulação do ato de nomeação de candidato aprovado em concurso público o fato de a administração pública constatar. a apreciação pelo Poder Judiciário dos critérios utilizados pela banca examinadora para a formulação de questões e atribuição de notas a candidatos. é denominado ato administrativo pendente aquele que não completou seu ciclo de formação. e) Quanto à exequibilidade.

objeto e condição de revogabilidade. c) No que se refere à exequibilidade. É aspecto pertinente apenas aos atos administrativos praticados no exercício de competência discricionária. para a consecução de objetivos de interesse público. como na hipótese de exoneração de servidor público de cargo de provimento em comissão motivada por conduta de improbidade. mesmo em alguns casos de atos administrativos discricionários. d) Quanto à formação da vontade. (MAGISTRATURA DO TRABALHO – TRT – 9ª REGIÃO – MS CONCURSOS – 2009) Considere as seguintes proposições: I. e) É possível a convalidação do ato administrativo quando o vício incide em qualquer um de seus elementos. . (MAGISTRATURA FEDERAL – TRF-2ª REGIÃO – CESPE – 2011) Assinale a opção correta acerca dos atos e processos administrativos. já que não completaram o respectivo ciclo de formação. 12. que demanda provocação expressa do administrado. finalidade. b) O administrado não pode alegar em instância administrativa superior o que não tenha sido arguido no início do processo administrativo. agindo nessa qualidade. só abrange os elementos não vinculados do ato da Administração. c) Atos administrativos vinculados são aqueles para os quais a lei estabelece os requisitos e condições de sua realização. feita pela própria administração ou pelo Poder Judiciário. (MAGISTRATURA DO TRABALHO – TRT-9ª REGIÃO – MS CONCURSOS – 2009) Considere as seguintes proposições e assinale a correta: a) Ato administrativo é o ajuste que a administração pública. firma com particular ou com outra entidade administrativa. mas não incide sobre a fase de instauração. b) São requisitos do ato administrativo: competência.10. oportunidade e justiça do ato a realizar. isto é. e) Revogação é a declaração de invalidade de um ato administrativo ilegítimo ou ilegal. quando autorizada a decidir sobre a conveniência. forma. motivo. e discricionários são os atos administrativos passíveis de revogação apenas pelo Poder Judiciário. A aplicação da teoria dos motivos determinantes leva à invalidação do ato administrativo desvinculado dos motivos que determinam e justificam sua realização. d) O mérito do ato administrativo consubstancia-se na valoração dos motivos e na escolha do objeto do ato. feitas pela Administração incumbida de sua prática. 11. nas condições estabelecidas pela própria administração. a) O princípio da oficialidade tem aplicação na fase de instrução do processo administrativo e na de revisão da decisão proferida. o ato administrativo imperfeito e o ato pendente não estão aptos à produção de efeitos jurídicos. a deliberação de um conselho constitui exemplo de ato administrativo simples.

II. V. enquanto a revogação é ato privativo da Administração Pública. III e V estão corretas GABARITO: 01 – E 02 – D 03 – C 04 – A 05 – D 06 – C 07 – D 08 – D 09 – E 10 – D 11 – D 12 – E . III e V estão corretas c) somente as proposições I. A anulação é a declaração de invalidade de um ato administrativo ilegítimo ou ilegal e somente pode ser feita pelo Poder Judiciário. como na hipótese de atos praticados com desvio de poder. o que ocorre quando a matéria de fato ou de direito em que se fundamenta é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido. e afirmativa na segunda. com o objetivo de punição e não de atendimento de necessidade de serviço. mas em qualquer das hipóteses os efeitos da anulação retroagem à sua origem. A remoção de servidor público praticada de ofício. III. negativa na primeira categoria. é hipótese de vício relativo à finalidade do ato administrativo e propicia sua invalidação. mas não ocorre quando existe a falsidade do motivo. como na hipótese de atos expedidos por sujeito incompetente ou com vício de forma. IV. invalidando as consequências passadas. a) todas as proposições estão corretas b) somente as proposições I. III. IV e V estão corretas e) somente as proposições I.II. Um dos critérios doutrinários utilizados para a distinção entre atos administrativos nulos e anuláveis é a possibilidade de convalidação do ato invalidado. IV estão corretas d) somente as proposições II. presentes e futuras do ato anulado. como na hipótese de punição disciplinar de servidor público por conduta ilícita diversa da que foi praticada. mas os terceiros de boa-fé alcançados pelos efeitos incidentes do ato anulado são beneficiados pela presunção de legitimidade que acompanha toda atividade da Administração Pública. O ato administrativo é passível de invalidação por vício quanto ao motivo.

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