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PODER, DECADÊNCIA E SALVAÇÃO HUMANA

Mário Márcio Barros da Silva


Igreja do Nazareno
Foz do Iguaçu-PR
30/07/2005

Apresentação

A idéia do presente texto surgiu em um culto de oração realizado no dia


30/07/2005, das 08:00 às 11:00, no templo da Igreja do Nazareno em Foz do Iguaçu,
Paraná, quando, antes de iniciarmos uma rodada de orações, eu e o pastor Marcelo
Tomaz da Silva começamos a refletir sobre como evangelizar o jovem de hoje,
mergulhado num contexto altamente tecnológico cercado de incontável variedade de
informações. Definitivamente, podemos dizer que a tecnologia auxiliou o aumento de
conhecimento, mas, em vez de catalisar desenvolvimento espiritual voltado para Deus,
aguçou mais ainda a submersão do jovem em valores aéticos, abrindo mão de princípios
importantíssimos que nutrem o respeito ao ser humano. Aumenta a quantidade de
jovens que não enxergam em seus pais, nos mais vividos, e mesmo em Deus, uma fonte
de sabedoria para seu caminho. Pelo contrário, os vêem como estorvo aos desejos e
caprichos pessoais. O mundo de hoje coloca para os jovens um desafio enorme que está
revolucionando os métodos de ensino. A metodologia de ensino transforma o aluno de
hoje, de um mero repositório de informações pré-processadas em um gerente de
informações. Nunca, em todas as gerações passadas, exerce-se tanto o livre arbítrio
como nos dias de hoje. O chamado pluralismo ideológico é um fato que a humanidade
testemunha em função do crescente desatamento de vínculos com valores e princípios
antes considerados válidos e, infelizmente, um desses vínculos principais é a palavra de
Deus. Num estudo feito com os jovens, o pastor Marcelo questionou-os se a internet,
computador e outras tecnologias são de Deus ou do diabo. Depende da utilização que se
dê a elas, foi a conclusão.
Em nossa conversa, percebemos uma decadência na percepção do outro no
relacionamento humano bem como do grau de discernimento entre o que é bom e o que
é mau no cotidiano da geração jovem atual. Atitudes, idéias, e outras posturas que há
algumas gerações atrás eram consideradas inadmissíveis para o homem, hoje são vistas
como algo natural e rotineiro. Reconhecemos que o jovem de hoje está bem mais
preparado em conhecimento do que as gerações passadas, mas algo muito sério está
acontecendo: a cauterização da consciência e a insensibilidade à voz do Senhor, o que
aumenta a responsabilidade do povo verdadeiramente cristão na tarefa árdua de evitar o
pior e trazer à luz da libertação espiritual a juventude dos nossos dias.
Pegue uma bíblia e deixe-a ao seu lado enquanto lê este texto, mas antes,
peça a Deus que o Espírito Santo venha trazer-lhe inspiração e abrir-lhe os olhos
espirituais para entender a mensagem do Evangelho.

Os primórdios da terra

Quem nunca ouviu falar ou não leu obras a respeito do físico, nobelista em
1921, Albert Einstein (http://www.geocities.com/pinetjax em 25/08/2005) ou do
astrônomo Carl Sagan? (http://en.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan e www.carlsagan.com
em 25/08/2005) Einstein formulou a Teoria da Relatividade, que é uma bússola para
várias pesquisas envolvendo principalmente a Física e a Astrofísica. Essa teoria
demonstrou que, a partir da energia imanente do espaço pode-se gerar matéria cuja
massa é definida pela equação M=E/c2, onde M é a massa, E é a energia mobilizada
para criar a matéria e c2, o quadrado da velocidade da luz. Carl Sagan produziu uma
série de obras, dentre elas a mais conhecida por todos, Os Dragões Do Éden, em que
faz uma interpretação, a partir da teoria darwinista da evolução da espécie
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin em 25/08/2005), do processo de
surgimento do homem e de sua inteligência para estudar o Universo.
A obra desses dois cientistas, em vez de negar a criação do mundo narrada
na Bíblia, traz uma nova reflexão quanto aos relatos do livro de Gênesis. Lendo o
capítulo 1 deste livro, compreendemos que Deus criou todas as coisas em seis dias e no
sétimo descansou. O que destacamos aqui é que Deus dava a ordem “faça-se!” e o
mundo material se consolidava do nada, conforme o pensamento de Deus. Se houve o
“Big Bang”, a Bíblia não diz e mesmo a ciência não conseguiu ainda comprovar a
teoria da explosão de uma grande massa condensada formando as galáxias do universo.
Isso dá a entender que Einstein foi correto em sua teoria, porque pela energia, isto é, o
poder de Deus, criavam-se todas as coisas. Outro aspecto da relatividade presente na
criação de Deus diz respeito ao tempo levado para o seu estabelecimento. Carl Sagan
mostrou que o homem levou milhares de anos para surgir na face da terra. Mas os seis
dias da criação estão na contagem do tempo de Deus, mais uma vez encaixando-se na
teoria de Einstein, pois versam as Escrituras, na segunda carta do apóstolo Pedro,
capítulo 3, verso 8:
Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como
mil anos, e mil anos como um dia.

Esta passagem nos permite elocubrar que um dia de criação para Deus pode ter sido
milhares de anos, e que o sexto dia, em que o homem surgiu pode ter sido equivalente
ao período cenozóico, data estimada segundo a Antropologia Biológica para o
surgimento do homem. A Física Quântica, seguindo o rastro de Einstein, através de
vários cálculos propôs a teoria de que, se astronautas se distanciassem da terra em
direção a outro planeta, dependendo da distância, ao voltarem poderiam encontrar seus
familiares muito mais velhos do que quando viajaram sem, contudo, que os astronautas
tenham envelhecido, o que aparenta indicar que há graduações de tempo no universo.
Com esta teoria, o astronauta que deixou sua esposa com seu bebê, ao voltar encontraria
seu filho adulto. Outro dado interessante é o de que na zona limítrofe de ação da
fortíssima gravidade de um buraco negro o tempo é estático, ou seja, a imagem de um
objeto nessa região poderia perdurar indefinidamente no tempo, mesmo que o objeto
tenha sido sugado depois de passar por ali, e tenha-se despedaçado no choque contra o
centro do buraco negro. Isto sugere que pode haver algum ponto no universo em que o
tempo simplesmente não existe ou tudo ali é eterno. Em nossas elocubrações podemos
ratificar, então, o que diz o apóstolo Paulo na sua carta aos Hebreus, capítulo 13,
versículo 8:
Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.

Não existe tempo para Deus, ou se existe não é nada parecido com o tempo
humano. Deus não muda e nunca mudou e somente a sua criação se modifica conforme
a sua vontade ou permissão. Deus existe sempre por sua própria palavra. Ele, por sua
palavra faz e desfaz. Do mesmo modo como criou e sustenta o universo, o Senhor a si
mesmo se preserva; é e sempre foi e será o mesmo. Veja o que está escrito no livro de
Gênesis, capítulo 3, versículos 13 a 15:
Disse Moisés a Deus: eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser:
o Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: qual é o
seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse
mais: assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. Disse
Deus ainda mais a Moisés: assim dirás aos filhos de Israel: o Senhor, o Deus de
vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a
vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração
em geração.

Deus, pela força do verbo proferido fez a criação e pelo seu verbo é auto-sustentável
como Deus e Senhor de tudo.
Não queremos entrar em detalhes quanto ä evolução do homem. Não nos
interessa saber a qual espécie antropológica pertencia. Esta argumentação é introdutória
para questionarmos a condição espiritual do homem de hoje comparada com o homem
da época da criação.

Comunhão, obediência e poder

Também disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa


semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus,
sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que
rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de
Deus o criou; homem e mulher os criou. – Gênesis, capítulo 1, versículos 26 e
27.

Acompanhando, também, os capítulos 2 e 3 do livro de Gênesis, verificamos


que ao homem foi dado domínio sobre toda a fauna e flora. Havia, ao redor do homem,
no primeiro momento, sozinho e, depois, acompanhado de sua mulher, grande fartura,
como jamais houvera antes, e a oportunidade de conversar e ter amizade com o Deus
vivo que lhe vinha visitar sempre na viração do dia – ou ao amanhecer, ou ao anoitecer.
A obra do Senhor era completa e o coração puro do homem o fazia obediente e convicto
de sua autoridade sobre tudo. A alegria era incomparável. Tão somente sua felicidade se
realizava enquanto era obediente ao Senhor. Tudo exalava vida e frescor em toda parte
e, com certeza, a soberania de Deus encheu o coração do homem de gratidão.
Simbolicamente ou não, a Bíblia é verdadeira. A árvore da vida e todos os demais frutos
do Jardim do Éden eram mais que suficientes para sustentar o homem. Unicamente não
deveria tocar nem comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. A advertência
de Deus foi clara: comer dela era morte, não só física, mas do espírito do homem, que o
fazia relacionar-se pessoalmente com Deus. A serpente era um dos animais mais bonitos
da época e foi justamente o animal escolhido por Satanás para que, incorporado nela,
pudesse manifestar-se ao casal. No capítulo 3 do livro de Gênesis, Adão e Eva
desobedecem ao Senhor, mesmo sabendo que era fiel e justo, mesmo sabendo que era
verdadeiro. Satanás, antigo Lúcifer, anjo caído também por desobedecer a Deus, coloca
no coração do homem a idéia de que Deus foi mentiroso para eles, proibindo-os de
comer da árvore da ciência do bem e do mal, pois se o fizessem, se tornariam deuses
como ele. Em seguida, Satanás insuflou no casal o mesmo desejo que o levou a ser
derrotado por Deus. Mas não se tornaram deuses, antes mataram seu próprio espírito
perdendo a comunhão e sendo expulsos da presença de Deus. Jesus nos fala
apropriadamente da obediência para não ver a morte; fala das atitudes de quem é um
real filho de Deus e quem faz a obra contrária à de Deus. Jesus reafirma sua autoridade
como Deus e Senhor, mesmo se apresentando como homem.
Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na
minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e
conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe:
Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém; como
dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo
que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Ora, o escravo não
fica para sempre na casa; o filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos
libertar, verdadeiramente sereis livres. Bem sei que sois descendência de
Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra
não encontra lugar em vós. Eu falo do que vi junto de meu Pai; e
vós fazeis o que também ouvistes de vosso pai. Responderam-lhe:
Nosso pai é Abraão. Disse-lhes Jesus: Se sois filhos de Abraão,
fazei as obras de Abraão. Mas agora procurais matar-me, a mim
que vos falei a verdade que de Deus ouvi; isso Abraão não fez. Vós
fazeis as obras de vosso pai. Replicaram-lhe eles: Nós não somos
nascidos de prostituição; temos um Pai, que é Deus. Respondeu-
lhes Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, vós me amaríeis, porque eu
saí e vim de Deus; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.
Por que não compreendeis a minha linguagem? é porque não
podeis ouvir a minha palavra. Vós tendes por pai o Diabo, e
quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o
princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há
verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio;
porque é mentiroso, e pai da mentira. Mas porque eu digo a
verdade, não me credes. Quem dentre vós me convence de pecado?
Se digo a verdade, por que não me credes? Quem é de Deus ouve
as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de
Deus. Responderam-lhe os judeus: Não dizemos com razão que és samaritano,
e que tens demônio? Jesus respondeu: Eu não tenho demônio; antes honro a
meu Pai, e vós me desonrais. Eu não busco a minha glória; há quem a busque, e
julgue. Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a
minha palavra, nunca verá a morte. Disseram-lhe os judeus: Agora
sabemos que tens demônios. Abraão morreu, e também os profetas; e tu dizes:
Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte! Porventura és tu
maior do que nosso pai Abraão, que morreu? Também os profetas morreram;
quem pretendes tu ser? Respondeu Jesus: Se eu me glorificar a mim
mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai,
do qual vós dizeis que é o vosso Deus; e vós não o conheceis; mas
eu o conheço; e se disser que não o conheço, serei mentiroso como
vós; mas eu o conheço, e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai,
exultou por ver o meu dia; viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois,
os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão?
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes
que Abraão existisse, EU SOU. Então pegaram em pedras para lhe
atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo – João, capítulo 8, versículos
31 a 59.

A Bíblia não entra em detalhes, mas pela leitura depreendemos que a queda
do homem foi um incidente de proporções catastróficas, tanto que todos nós que hoje
vivemos vários milhares de anos depois, ainda nascemos carregando o estigma da
queda, a entropia que se caracteriza por vários fatores: vulnerabilidade a enfermidades,
más atitudes e pensamentos, incapacidade de promover mudanças na própria vida senão
com um grande esforço, muitas vezes infrutífero: um homem naturalmente corruptível.
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus – Romanos,
capítulo 3, versículo 23.

A bíblia nos mostra que, daquela comunhão constante, pessoal, amiga e


cheia de autoridade ombro a ombro com Deus, só restou a oportunidade do contato com
Deus pela fé (leia todo o capítulo 11 da carta aos Hebreus). E a própria fé é dom de
Deus, o que se conclui que, se não fosse da vontade de Deus, o homem jamais teria
capacidade por si próprio de reatar sua comunhão com ele. Só ele poderia fazer isso, por
esse motivo, enviou Jesus.
Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo. – Romanos, capítulo 10,
versículo 17.

A autoridade e poder que o homem tinha deu gratuitamente para o diabo.


Jesus, filho de Deus, como homem veio restabelecer essa comunhão, contrapondo-se às
forças da maldade, neutralizando-as por seu sangue derramado na cruz e por tirar das
mãos de Satanás o poder sobre a morte eterna e sua hegemonia sobre o inferno.
A geração que veio logo após a queda do homem, aprofundou-se no mal
através de Caim – que matou Abel – e Lameque – que matou dois homens - mas
recomeçou a buscar a presença de Deus através de Enos, filho de Set. Vejam o convívio
natural com Deus transformado em clamor para não perder o contato (leia o capítulo 4
do livro de Gênesis). Depois disso, vemos dois tipos de pessoas buscando poderes
espirituais: um, tanto sem conhecimento da vontade de Deus, assim como contrário a
ele, e visando interesses egoístas e outro recebendo poder diretamente de Deus. Vejam:
Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha,
nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;
Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico,
nem quem consulte os mortos; - Deuteronômio 18 :10 - 11.

Quanto ao primeiro grupo, Deus deu ordens expressas a Moisés no livro de


Deuteronômio. Deuteronômio significa segunda lei (deutero=segundo; nomos=lei).
Este livro é um detalhamento dos dez mandamentos dados por Deus no Monte Sinai.
Juntamente com o livro de Levítico forma o conjunto de leis que disciplinam o
comportamento do povo hebreu e de seus sacerdotes diante de Deus e na vida comum.
Deus proibiu a busca isolada desses poderes ou pedir ajuda a quem os exercia, e
autorizou somente os sacerdotes, da tribo de Levi (um dos filhos de Jacó) a serem
instrumentos da publicação da vontade de Deus bem como de intercessão em favor do
povo junto ao Senhor. Dessa tribo, derivaram todos os sacerdotes que ministravam as
escrituras nas sinagogas e faziam sacrifícios em favor da purificação do povo.
E falou o Senhor a Moisés, dizendo: faze chegar a tribo de Levi e põe-na diante
de Arão, o sacerdote, para que o sirvam – Números, capítulo 3, versículos 5 e 6.

Também Deus distribuiu ao remanescente do povo que era fiel ao Senhor,


dons de profecia, cura e outros sinais e prodígios. Como exemplo temos Elias e Eliseu,
ferozes defensores da fé que se levantaram contra toda iniqüidade de seu tempo. Veja
algumas de várias coisas que Elias fez com autorização de Deus:
1. Enfrentou sozinho 450 profetas do deus Baal, ídolo do rei Acabe e da
terrível rainha Jezabel. Fez um desafio para que os profetas
construíssem um altar ao deus Baal e colocassem um carneiro para
sacrifício sobre ele. Elias, por sua vez, construiu um altar ao Senhor
Jeová, ao lado do outro altar. Cada um clamaria ao seu deus e o que
respondesse com fogo do céu, consumindo o sacrifício do altar fosse
o deus a ser servido pelo povo.. Depois os profetas começaram a
clamar por Baal e, muitas horas depois, Elias zombava deles dizendo:
- gritem um pouco mais alto. Pode ser que ele esteja dormindo, ou
quem sabe, tenha viajado para longe! – quando os profetas se
cansaram, no seu altar, Elias preparou seu carneiro e ainda pediu que
seus ajudantes vertessem três botijas de água por cima e ao redor do
sacrifício até transbordar. Elias orou a Deus pedindo que se
manifestasse, então desceu um possante fogo do céu que consumiu
toda a carne do altar e, ainda, uma língua de fogo secou toda a água
que estava em volta. Ao final do episódio, o povo se uniu a Elias ao
seu comando e todos os 450 profetas foram mortos à espada. – 1º
livro de Reis, capítulo 18, versículos 17 a 40.
2. Ressuscitou o filho da viúva de Sarepta de Sidom, após orar três
vezes sobre o corpo inativo da criança - 1º livro de Reis, capítulo 17,
versículos 17 a 24.
3. O rei Acazias, filho de Acabe, substituiu seu pai no trono. Devido a
um acidente por cair da grade de seu quarto, ficou enfermo e mandou
mensageiros consultarem ao deus Baal-Zebub (ou Belzebu). Elias,
mandado por Deus, impediu-os de fazer isso, e mandou-os de volta a
Acazias perguntando se Israel não tem Deus, para que fosse consultar
a um deus estranho, e profetizou a morte de Acazias. Acazias,
sabendo que se tratava de Elias mandou uma guarnição de cinqüenta
homens para prendê-lo. Por intermédio de um anjo de Deus, Elias fez
descer fogo do céu, matando queimados todos os seus componentes,
o comandante inclusive. Idem, ocorreu à segunda guarnição que
Acazias mandou Quando a terceira guarnição veio, o seu
comandante, de joelhos diante de Elias, pediu clemência por todos os
homens e o anjo do Senhor autorizou Elias a ir com eles e nada
temesse. Chegando lá, o profeta repetiu diante de Acazias a profecia
anteriormente comunicada pelos mensageiros. Tal aconteceu pouco
tempo depois. Acazias morreu – 2º livro dos Reis, capítulo 1,
versículos 1 a 17.

No Novo Testamento, se lermos o livro dos Atos dos Apóstolos, veremos


quão grande autoridade, Jesus deu aos apóstolos. Era necessário, por causa da dureza do
coração do povo judeu e gentios, que houvessem milagres e nunca nessa época os
servos do Senhor estiveram em tamanha comunhão, porque Jesus já havia ressuscitado e
batizado a todos com o Espírito Santo. A começar de Jesus, os exemplos mais
expressivos foram: a ressurreição de Lázaro (João, capítulo 11, versículos de 1 a 46) e a
ressurreição do filho da viúva de Naim (Lucas, capítulo 7, versículos 11 a 14). Outras
ressurreições como a da filha do chefe da sinagoga, Jairo, a qual Jesus levantou de seu
leito (Lucas, capítulo 8, versículo 41 e versículos 41 a 46) e a ressurreição de uma
senhora muito piedosa e reconhecida na sociedade local, a Srª Dorcas, que foi
ressuscitada por Pedro (Atos, capítulo 9, versículos 36 a 41). Além dos milagres de
Elias, os que choraram para que Jesus e seus apóstolos ressuscitassem seus mortos eram
muito diferentes dos demais homens incrédulos que choram por uma perda egoísta:
criam que o Senhor o faria, por intermédio deles. Foram atendidos porque tiveram fé!
Muitos outros milagres narrados estão nas Escrituras. É importante lembrar
ao leitor que, antes da vinda redentora de Cristo, Deus escolhia dentre os poucos que se
mantinham fiéis a ele, aquele que preenchia a sua vontade para exercer misericórdia e
juízo. A estes dava dons de cura, dons de profecia e até para ressuscitar mortos e a ação
era ostensiva por causa da lei de Moisés e porque o homem estava sob o jugo do pecado
de Adão. Depois da ressurreição de Jesus, todos aqueles que reconhecem sua autoridade
suprema sobre céus e terra, e como Senhor e foram batizados nas águas e no Espírito
Santo têm acesso aos dons espirituais ou poderes, mas sob a vontade do Espírito Santo e
com a finalidade de edificação da Igreja de Cristo na terra e salvação das almas
perdidas. Somente Deus conhece nosso interior e sabe que dons temos condições
espirituais de exercer. É inútil querer algo que o Senhor não considera recomendável
para nós. Veja:
A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando um fim proveitoso.
Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro
segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo
Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outros, operações
de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um,
variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las. Mas um só e o
mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada
um, individualmente. – 1ª carta do apóstolo Paulo aos Coríntios, capítulo 12,
versículos 7 a 11.

Poder com motivação errada


Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.
Por isso diz: subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens
( Carta do Apóstolo Paulo aos Efésios, capítulo 4, versículos 7 a 8).

Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as
obras que eu faço. E as fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai. E
farei tudo o que pedirdes em meu nome, para que o Pai seja glorificado no
Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu farei. Se me amais,
guardareis os meus mandamentos (João, capítulo 14, versículos 12 a 15).

Lembrando que, no período entre a queda do homem e o seu resgate por Jesus, o
homem deixou que Satanás roubasse toda sua autoridade e poder para reinar na terra.
Mesmo depois de Jesus, os que não o conhecem e buscam auto-desenvolvimento de
poderes, para diversos usos, estão buscando algo que não lhes pertence porque não
está mais nas suas mãos. Ilustramos, novamente com o caso de Simão, o Mago. O
apóstolo Filipe, fugindo das perseguições dos judeus, foi de Jerusalém a Samaria.
Chegando lá evangelizou o povo e muitos se converteram e foram batizados, mas não
no Espírito Santo. Até então, Simão era um homem influente em Samaria, que há muito
tempo iludia o povo com mágicas, chegando ao ponto de ser considerado pelo povo
local como O Poder de Deus ou O Grande Poder. Com a chegada de Filipe e com
tantas conversões a Cristo, Simão procurou aliar-se aos apóstolos, porque achou que lhe
faziam concorrência. Usou a notória estratégia: se o adversário é mais forte, una-se a
ele. Também aceitou e foi batizado, passando a estar junto com todos ali. Quando a
Igreja em Jerusalém soube que muitos haviam aceitado a Jesus e foram batizados,
enviou-lhes a Pedro e João. Chegando lá, eles impunham as mãos sobre os que haviam
sido batizados e logo ficavam cheios do Espírito Santo. Mas na sua pequenez de
caráter, Simão não entendeu que quem lhe poderia conceder dons exige arrependimento
– ou metanóia– mudança de atitude e processo contínuo de purificação, porque, fique
bem claro, o Espírito Santo não é energia nem força, é uma pessoa de Deus, com
vontade própria e harmônica com o Pai e o Filho. É ele que concede dons ou poderes
segundo sua vontade. Purificação, sem dúvida, passava longe dos intentos de Simão,
que, ao ver isso, quis dar propina a Pedro e João para receber aquele poder para também
impor as mãos e encher os outros do Espírito Santo – intenção só da boca pra fora. Seu
real intuito era a auto-exaltação e fama. Pedro o repreendeu por julgar erradamente que
teria aquele poder, simplesmente por dinheiro. Pedro o advertiu da sua condição de
iniqüidade, pois transpareceu o seu verdadeiro objetivo: só queria o poder e não
obedecer ao Senhor. Receber daquele poder implica em demonstrar diante de Deus
verdadeiro arrependimento e disposição para mudar de atitude e serví-lo com humildade
e amor. Pedro declarou que Simão não tinha parte com o ministério de Cristo, por causa
das suas intenções impuras. Enquanto servir a Jesus implica em renunciar a seu próprio
ego, Simão queria com aquilo exaltar-se muito mais diante do povo. Pedro recomendou-
o que pedisse perdão ao Espírito Santo pela sua perversa intenção e rogasse pois talvez
seria perdoado. Leia isso em Atos, capítulo 8, versículos 4 a 25.
Quanto ao uso incorreto das forças da natureza, temos o exemplo dos
cientistas que se apoiaram na Teoria da Relatividade. Albert Einstein quando descobriu
a Teoria da Relatividade, reconheceu, intencionalmente ou não que qualquer um que
pudesse mobilizar toda a energia numa velocidade igual ao quadrado da velocidade da
luz, poderia convertê-la em matéria física com massa definida. O que vemos é que o
homem de hoje só é capaz de criar algo novo a partir de outra coisa pré-existente. Criar
do nada, ainda não é possível ao homem, mas sabemos que foi somente Deus, que pode
criar todas as coisas. De 1937 a 1945, ocorreu a segunda grande guerra mundial
ponteada pelos ferozes ataques alemães aliados aos italianos e japoneses contra os
russos, norte-americanos e ingleses, além de outros países não dominados pelos
nazistas. Após o ano de 1921, quando Einstein recebeu o prêmio Nobel de Física por
sua descoberta, a preocupação dos cientistas foi a de pesquisar finalidades e métodos de
utilização. Vieram Niels Bohr, Enrico Fermi e Werner Heisenberg. Perceberam que,
invertendo a fórmula de Einstein ( reescrita na forma E = mc2), se tornava mais
compreensível e acessível à lógica humana, a possibilidade de fazer um corpo sólido
ser dissolvido em energia, ou seja, destruir era mais fácil que construir. . Einstein
avisara a Franklin Roosevelt, presidente dos Estados Unidos, que a Alemanha poderia
chegar antes dos EUA à bomba atômica. Convocados em sigilo pelo presidente norte-
americano, uma equipe de seletos cientistas (Projeto Manhattan) formou-se em Los
Álamos, Texas, e comandados pelo físico Robert Oppenheimer, começaram uma
corrida frenética para construir a primeira bomba atômica para ser lançada sobre a
Alemanha. O tempo, porém, correu mais e em 1945, os alemães sucumbiram diante do
poderio dos russos e norte-americanos e Hitler suicidou-se junto ä sua esposa. Isso
frustrou a equipe de cientistas, causando revolta em vários deles, que vinham
trabalhando num regime de dedicação exclusiva, isolados até das famílias, que
ignoravam o que faziam. Depararam-se com a possibilidade de não poderem mais
provar que a teoria de Einstein funcionava, pois necessitavam de mais tempo.
Oppenheimer, porém decidiu manter o projeto até o fim e, logo veio nova decisão
presidencial: Harry Truman, o presidente seguinte, com pressa para acabar logo com a
guerra, determinou que o novo foco seria agora o Japão, pois era a última grande
resistência. Os norte-americanos aspiravam no ar a tristeza e o ódio aos nipônicos pela
destruição de Pearl Harbor na Califórnia. Um protótipo ficou pronto e foi testado no
deserto de Alamogordo. Depois do teste, o local num raio de muitos quilômetros se
tornou vidro devido à espantosa elevação da temperatura em poucos segundos. Alegria
geral, a teoria funcionava. O diabo também se alegrou.:
Openheimer, o pai da bomba atômica, comentou o evento com as seguintes
palavras: “Algo nos dizia que, a partir daquele instante, a vida não seria a
mesma. Recordo que nesse momento pensei em um texto sânscrito que havia
lido certa vez em Berkeley: ‘Agora, converti-me em companheiro da morte, em
destruidor de mundos’”. (A Segunda Guerra Mundial. vol. XII. p. 256 apud
http://www.aprendebrasil.com.br/noticiacomentada/050805not01.asp em
25/08/2005).

Daí, derivou o mais pavoroso desastre da história humana, depois do


holocausto dos judeus promovido por Hitler, marcando até hoje em nossos dias as
gerações que jamais esquecerão as seqüelas físicas e espirituais da destruição e da
perversidade a que podem chegar os homens sem o conhecimento de Cristo. Duas
cidades foram desintegradas: Hiroshima e Nagasaki
(http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/edicao010/sub1.shtml em
25/08/2005). As seqüelas espirituais se explicam pela precocidade do encontro daquelas
almas com a terrível realidade da vida eterna, sem Jesus, condenadas à perdição.
Interessante é, aqui, ver que o homem, embora maduro pelo lado científico,
usou sua capacidade de discernir o bem do mal conscientemente para o mal. Cumpriram
a missão do diabo:
Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das
ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador.
Mas o que entra pela porta é o pastor das ovelhas.
A este o porteiro abre; e as ovelhas ouvem a sua voz; e ele chama pelo nome as
suas ovelhas, e as conduz para fora.
Depois de conduzir para fora todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e as
ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz;
mas de modo algum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não
conhecem a voz dos estranhos.
Jesus propôs-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que era que lhes
dizia.
Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a
porta das ovelhas.
Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas
não os ouviram.
Eu sou a porta; se alguém entrar a casa; o filho fica entrará e sairá, e achará
pastagens.
O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim
para que tenham vida e a tenham em abundância.
Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
Mas o que é mercenário, e não pastor, de quem não são as ovelhas, vendo vir o
lobo, deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa.
Ora, o mercenário foge porque é mercenário, e não se importa com as ovelhas.
Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem,
assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas
ovelhas.
- Livro de João, capítulo 10, versículos 1 a 15

A passagem bíblica acima, cujo versículo 10, grifei coaduna-se com a


anteriormente citada em que Jesus, em contenda com os fariseus, afirma que o diabo
é o pai da mentira, e homicida. São essas as intenções do diabo: roubar, matar e
destruir. Foi bem depois, que se começou a utilizar a radioatividade para fins
medicinais em exames e hoje são conhecidas suas propriedades terapêuticas no
tratamento do câncer e outras enfermidades antes incuráveis, além de servir como
fonte para geração de energia elétrica. Aqui no Brasil, seu uso é restrito pela
Constituição Federal, no seu artigo. 21, inciso XXIII, alíneas:
a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para
fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional;
b) sob regime de concessão ou permissão, é autorizada a utilização de
radioisótopos para a pesquisa e os usos medicinais, agrícolas e atividades
análogas;
c) a responsabilidade civil por danos nucleares independente da existência de
culpa;
Depois da Guerra Fria nas décadas de 1970 e 1980
(http://www.conhecimentosgerais.com.br/historia-geral/mudancas-nos-estados-
unidos.html em 25/08/2005 ) em que vimos a corrida armamentista, chegou-se à
conclusão de que a energia nuclear utilizada com esse fim destruidor seria pernicioso
para o planeta e, então foi feita uma grande campanha de desarmamento por vários
países e encabeçada pelos EUA (http://resistir.info/rui/hiroshima_nagazaki.html em
25/08/2005), envolvendo, principalmente, países como a antiga União Soviética, que
logo seria embalada pela Glasnost e pela Perestroika de Mikhail Gorbachov
(http://060479.sites.uol.com.br/Historia/FimdaURSS.htm em 25/08/2005), culminando
com a queda do muro de Berlim, na Alemanha, em 1989 (http://geocities.yahoo.com.br/
fld2001/guerrafria.htm e http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/236_berlim/ em
26/08/2005). Mas há países: Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Rússia,
Paquistão e Índia (e talvez Israel, Coréia do Norte e Irã) que mantêm seus arsenais
cuidadosamente conservados (www.universia.com.br/html/materia/materia_gcge.html em
26/08/2005) . E, recentemente, no dia 07 de agosto de 2005, o Senador e ex-Presidente
da República do Brasil, José Sarney, revelou ao programa Fantástico, da Rede Globo de
Televisão, que o Brasil também desenvolvia um projeto sigiloso de construção de uma
bomba atômica e havia um local subterrâneo pronto para acondicionar ogivas e outras
materiais. Sarney, pesarosamente, mandou que desmontassem tudo o que fizeram e
fosse desativado e lacrado o local. A informação sobre aquele projeto vazara para a
imprensa, e Sarney temia uma reação negativa internacional contra o Brasil.

Poder com a motivação certa

Podemos depreender, de tudo o que foi discutido até aqui que todo poder ou
dom concedido e/ou autorizado por Deus teve a finalidade de chamar a atenção do
homem para a soberania do Senhor, e ser instrumento da sua vontade para toda a
humanidade e para o seu povo escolhido. Os profetas e servos de Deus que receberam
dons, como os de profecia, eram os instrumentos para estabelecer marcos na fé cristã
para a Igreja de nossos dias não perdesse a direção do Senhor. Daí, se explica como
muitas coisas ocorridas hoje, já foram preditas há muitas gerações atrás. Não se vê, em
toda a Bíblia um único caso de homens de Deus que, usando os dons recebidos
conforme a ordem do Senhor tenham sido prejudicados ou tenham prejudicado a quem
quer que seja, mas deixa claro que quem buscou poderes para usufruto próprio ou para
fazer o mal a outrem, levaram sobre si mesmos a condenação do inferno.
Os impactos físicos da bomba atômica sobre o Japão tiveram seus efeitos
físicos conhecidos nos dias de hoje. Não há quem não os conheça, mesmo quem não
presenciou pessoalmente o acontecimento ou por não estar naquelas cidades no
momento, escapou mas não deixou de presenciar a destruição. O impacto espiritual
dessas explosões já foi anunciado em profecia há quase dois mil anos atrás. Citamos
Paulo:
Pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá
repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de
modo nenhum escaparão – Paulo na sua 1ª Carta aos Tessalonicenses, capítulo
5, versículo 3.
Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com
grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que
nela há, se queimarão – 2ª Carta do Apóstolo Pedro, capítulo 3, versículo 10.

O profeta Isaías, pelo Espírito de Deus, previu a vinda de Jesus Cristo e


anteviu o seu sacrifício na cruz:
Quem deu crédito à nossa pregação, e a quem se manifestou o braço do
Senhor? Ele foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra
seca. Não tinha parecer nem formosura, e, olhando nós para ele, nenhuma
beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais indigno entre
os homens, homem de dores, e experimentado no sofrimento. Como um de quem
os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores
levou sobre si, contudo, nós o consideramos como aflito, ferido de Deus, e
oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas
iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas
pisaduras fomos sarados. Todos nós estávamos desgarrados como ovelhas,
cada um se desviava pelo seu caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a
iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a sua
boca; como cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante
os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca – Isaías, capítulo 53, versículos
1 a 7.

Jesus, no seu tempo, previu a destruição de Jerusalém, que ocorreu no ano


70 d.C., quando foi invadida pelo general Tito, a mando de Nero:
Jerusalém, Jerusalém! Que matas os profetas e apedrejas os que te são
enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os
seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Olhai, a vossa casa vos
ficará deserta – Lucas, capítulo 13, versículos 34 e 35.

Falavam alguns a respeito do templo, que estava ornado de formosas pedras e


dádivas. Então disse Jesus: quanto a estas coisas que vedes, dias virão em que
não se deixará pedra sobre pedra, que não seja derrubada – Lucas, capítulo 21,
versículos 5 e 6.
O profeta Ezequiel também conta em seu livro as visões dadas por um anjo
do Senhor.
O Apóstolo João, um dos irmãos Boanerges (=filho do trovão) escreveu o
livro do Apocalipse a partir de vários arrebatamentos patrocinados por um anjo do
Senhor. Ele e seu irmão Tiago, presenciaram a transfiguração de Jesus no monte das
oliveiras (leia o livro de Mateus, capítulo 17, versículos de 1 a 19.). No versículo 5,
vemos que uma nuvem luminosa envolveu a todos que estavam presentes no local,
incluindo os apóstolos Pedro, Tiago e seu irmão João. Somente esses três foram
escolhidos por Jesus para presenciar sua transfiguração. Pedro, antes do ocorrido, foi
iluminado pelo Espírito Santo e revelado a verdadeira identidade do Senhor – leia
Mateus, capítulo 16, versículos 13 a 20. A manifestação do Espírito Santo em Pedro foi
um forte indicativo de sua separação por Deus para receber autoridade espiritual. Já
Tiago e João haviam recebido poder para curar e expulsar demônios (leia Marcos
capítulo 3, versículo 13 a 19), demonstraram que tinham poder recebido de Deus no
episódio ocorrido em Samaria. Quando Jesus ia a caminho de Jerusalém, os samaritanos
não o deixaram pernoitar ali. Tiago e João enfureceram-se e perguntaram a Jesus se
podiam mandar fogo do céu para consumi-los. Jesus repreendeu-os lembrando que seu
espírito é de mansidão e para salvar pecadores não para destruí-los – veja Lucas,
capítulo 9, versículo 51 a 56.

Inconveniências espirituais

Há movimentos doutrinários disfarçados de ciência, que se esforçam


(inutilmente) em demonstrar que Jesus Cristo não é o ser mais poderoso do Universo e
informam que determinados seres que permanecem no anonimato são maiores do que
ele, embora afirmem que tenham convicção das suas existências por sentí-los, não por
conseguir vê-los. Consideram-se abertamente anticristos. Desfazem-se do sacrifício
remidor de Cristo, considerando-o, meramente, um suicida, ensinando que o homem,
por si próprio pode evoluir, através de múltiplas existências. Buscam desacreditar a
Bíblia como verdadeira palavra de Deus e induzem seus simpatizantes e seguidores a
fazer a alma passear fora do corpo pela própria vontade. Seus auxiliares na sua evolução
serão entidades a quem denominam de amparadores. Adotam neologismos para vestir
velhas idéias do ocultismo e da bruxaria para lhes dar aparência científica, além de
serem regadas pelo molho da Física Quântica, oriunda da Teoria da Relatividade, tendo
em Fritjof Capra (http://hps.infolink.com.br/peco/nage_01.htm em 26/08/2005), um de
seus defensores mais conhecidos que espiritualizou a teoria e o Holismo, representado
por Pierre Weil (http://www.pierreweil.pro.br/ em 26/08/2005), o que vem ao encontro
dos ouvidos curiosos dos incrédulos que não suportam ouvir a voz da própria
consciência anestesiada pelos pecados, quando o Espírito Santo as incomoda.
Sustentam, como exemplos bíblicos para seus ensinamentos, passagens
como as da 2ª Carta do apóstolo Paulo aos Corírntios, capítulo 12, versículos 1 a 5:
Se é necessário que me glorie, ainda que não convém, passarei às visões e
revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi
arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o
sabe) e sei que o tal homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o
sabe) foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito
ao homem referir. De tal coisa me gloriarei, não, porém, de mim mesmo, salvo
nas minhas fraquezas.

E também como a de Ezequiel, capítulo 8, versículos 1 a 4:


No sexto ano, no sexto mês, no quinto dia do mês, estando eu assentado na
minha casa e os anciãos de Judá assentados diante de mim, ali a mão do Senhor
Deus caiu sobre mim. Olhei, e vi uma semelhança como aparência de fogo;
desde os seus lombos, e para baixo, em fogo e dos seus lombos para cima como
aspecto de resplendor, como o brilho de âmbar. Estendeu a forma de uma mão,
e me tomou pelos cabelos da cabeça; o Espírito me tomou pelos cabelos da
cabeça; o Espírito me levantou entre a terra e o céu, e me trouxe a Jerusalém
em visões de Deus, até à entrada da porta do pátio de dentro, que olha para o
norte, onde estava colocada a imagem que provoca ciúmes. E a glória do Deus
de Israel estava ali, conforme a semelhança que eu tinha visto no vale.
Citam, como o exemplo acima que um amparador ajuda a pessoa a sair do
corpo e o guia. Mas, convenhamos: em ambos os casos acima, foram arrebatados, isto é
tirados do corpo pela vontade de Deus e guiados por um anjo. Nenhum deles o fazia por
vontade própria. Não se vê na Bíblia nenhuma referência a isso. O apóstolo Paulo veio
posterior à passagem de Cristo, mas o profeta Ezequiel veio séculos antes dele. Vale
lembrar, que, como Abraão que creu na promessa do Renovo – isto é a vinda futura de
Cristo – a base da fé nos tempos vindouros de Cristo era agradável a Deus e era essa a
aliança feita entre Deus e Abraão, pela fé, através da qual se mantinham debaixo da
vontade divina. Logo, todos dois estavam debaixo da égide do Senhor e não respondiam
a nenhum outro espírito, que não fosse o de Deus. Pergunta-se: como alguém auto-
induzido a sair do corpo está fazendo o que Deus quer? Se eles são abertamente
anticristos, quem são os amparadores que acompanham os seus pupilos? Sendo assim,
reiteramos que fora da égide de Cristo, nenhum poder pertence ao homem, mas às
potestades e principados proscritos da presença de Deus.
Há os que se esmeram em buscar aperfeiçoamentos mentais, tais como o de
telepatia (leitura de pensamentos), que, na verdade, é patrocinada por um espírito de
adivinhação:
Indo nós ao local de oração, saiu-nos ao encontro uma jovem que tinha um
espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus
senhores. Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que
nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. E isto fez
ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: - Em
nome de Jesus Cristo, ordeno-te que saias dela! E na mesma hora, saiu. - Atos,
capítulo 16, versículos 16 a 19.

No entanto, enquanto espíritos adivinhadores que emulam péssimas


imitações do perfeito dom inatingível de Deus da onisciência, vemos este completo
atributo em Jesus, pela ação harmônica do Espírito Santo. Assim, o espírito adivinhador
é o espírito do erro presente nos rebeldes a Deus

Em alguns manicômios e ruas da cidade estão perambulando em péssimas


condições psíquicas vários que se aventuraram a lidar com as forças – ditas ocultas,
cujas origens, porém, são bem conhecidas do povo de Deus. Outros, em desespero já
buscaram o socorro de Deus através de pastores, e diante dos tais, se revelaram
verdadeiros cabides de demônios, estatelando-se atordoados no chão (o autor deste texto
foi um deles, e, à guisa de exemplo adicional, um conhecido deste autor, participante
dessa doutrina, funcionário de uma importante instituição bancária em Foz do Iguaçu,
Paraná, pediu socorro a um pastor evangélico assembleano, fato testemunhado por um
evangelista conhecido deste autor e por um colega de trabalho do assistido, também
evangélico). Depois que se levantaram ficou a confortante e aliviada sensação de ter-se
livrado de um grande fardo pesado de opressões.
Buscar esses dons ou poderes sem que o Espírito de Deus, pessoalmente
determine, é assinar um tratado consciente com o diabo, de destruição da própria alma e
da de outros que não reconhecem a soberania de Jesus. Em visita a manicômios, vários
pastores descobriram que muitos doentes ali dentre os clinicamente enfermos, na
verdade, padeciam de profunda possessão demoníaca, a ponto de lhes roubar a lucidez e
a razão. Um casal de missionários presbiterianos brasileiros, cujos nomes omitiremos
aqui, contudo possuímos cartas enviadas, vivem na Áustria e visitaram durante um bom
tempo, uma mulher internada num manicômio. Tivera ali sido posta pelo próprio
marido que havia se separado dela. Após vários meses de campanhas de oração,
repreendendo a enfermidade e visitas constantes seu quadro psiquiátrico regrediu e ela
ficou curada. O médico psiquiatra daquele hospital percebeu isto e proibiu os
missionários de ficarem ali, com receio de que a cura dos outros lhe tirassem o ganha-
pão. Aquela senhora fora vitima de um trabalho de feitiçaria que o próprio marido
encomendara para ficar livre de sua presença. Hoje ela congrega com os missionários
em sua igreja na Áustria.

Conclusão
Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e
até para os rebeldes, para que o SENHOR Deus habitasse entre eles. (Salmos
68 : 18)

Depois da ressurreição, Jesus distribuiu dons inclusive para os homens


rebeldes. Mesmo os que aceitam Jesus e permanecem em rebeldia, recebem dons, mas
se não atentarem à sua condição contraditória à destinação do justo, incorrerá na
condenação.
Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos
procurarão entrar e não poderão. Quando o pai de família se levantar e cerrar
a porta, e do lado de fora começardes a bater, dizendo: Senhor, Senhor, abre-
nos, ele vos responderá. Não sei donde sois. Então direis: comemos e bebemos
na tua presença e tu ensinaste nas nossas ruas. Mas ele vos responderá: digo-
vos que não sei donde sois. Apartai-vos de mim, vós todos os que praticais
iniqüidades. Haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaque,
Jacó e todos os profetas, no reino de Deus, e vós lançados fora. Virão do
Oriente e do Ocidente e do norte e do sul, e tomarão lugares à mesa no reino de
Deus. Deveras, há últimos que virão a ser primeiros e primeiros que serão
últimos. - Lucas, capítulo 13, versículos 24 a 30

No cativeiro estavam os profetas e antigos servos do Senhor que faleceram


perseverando na fé de Abraão.A Bíblia denomina esse local como Seio de Abraão
(Veja Efésios, capítulo 4, versículos 8 e 9) Não viram os dias de Jesus mas creram na
sua salvação. No curto período entre a morte de Jesus na sexta-feira de páscoa e sua
ressurreição na madrugada de domingo, Jesus desceu ao inferno carregando sobre si a
condenação dos pecados de todos e, lá, despojou a Satanás e suas potestades de seu
controle sobre o inferno e sobre a morte eterna (existência na completa ausência de
Deus), retirou os servos de Deus que esperavam pela salvação e os levou consigo ao
paraíso. Todavia, no inferno, também estavam todos os rebeldes desde os tempos de
Noé, que tiveram de reconhecer a salvação que perderam, quando recusaram-se a
obedecer a Deus. Depois disso, o único com autoridade de mandar uma alma para a
perdição eterna é Deus, após o grande julgamento do trono branco. Quem morre sem
Deus fica no inferno aguardando sua condenação. Quem está salvo, não precisa mais
ficar ali. Vai direto ao paraíso.
Tudo o que está dito aqui pode ser ilustrado nas passagens bíblicas abaixo:
O ladrão perdoado por Jesus
Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: não és tu o
Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro,
repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual
sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os
nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te
de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo
que hoje estarás comigo no paraíso. (Mateus, capítulo 23, versículos 39 a 43).

A visita de Jesus ao inferno


Pois também Jesus Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos
injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no
espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais noutro
tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de
Noé, enquanto se preparava a arca. Nela poucas (isto é, oito) almas se
salvaram através da água; que também agora, por uma verdadeira figura - o
batismo - vos salva, o qual não é o despojamento da imundícia da carne, mas a
indagação de uma boa consciência pura com Deus, por meio da ressurreição de
Jesus Cristo, que está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe
sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potestades. (1ª carta de Pedro,
capítulo 3, versículos 18 a 22).

Da comunhão total ao completo abandono eterno

Se você leu com atenção este texto até aqui, verificou que a humanidade
prossegue num caminho descendente, depois da desobediência de Adão e Eva,
escravizada à entropia e à decadência moral. Tinha o contato pessoal e amoroso com
Deus. Perdeu isso e hoje só tem contato pela fé, se recebeu em si o perdão de Jesus e o
renascimento de sua natureza velha e pecaminosa com progressiva santificação. Esta é a
única porta de saída do processo decadente que a leva à total destruição. Aos outros que
permanecem no erro, no desconhecimento de Jesus, na rebeldia, na iniqüidade, o
destino será, primeiro, o inferno e depois o lago de fogo e enxofre já preparado para
Satanás e seus anjos caídos - demônios que se disfarçam de guias espirituais de luz,
mas que tombam humilhados diante da Igreja do Senhor - desde antes mesmo da
criação da terra. Ali, segundo Jesus, o verme não morre, o fogo não se apaga, há choro e
ranger de dentes (ódio consumidor). Ali é onde terão como vizinhos, prostitutas,
criminosos e contraventores de toda ordem, rebeldes a toda hierarquia, mentirosos,
homossexuais, magos e feiticeiros a atormentar as almas, os perversos, os que odeiam a
todos e, pior, Satanás e seus subordinados (principalmente aqueles causadores de
doenças que Jesus e todos os que professam seu nome expulsaram ao longo de toda a
história humana), vivendo num condomínio eternamente insuportável sem vislumbrar
atenuantes. Não haverá mais qualquer forma de contato com Deus, nem pela fé, nem
pela vontade, nem pelo clamor. Não haverá misericórdia, perdão ou compaixão, só
vingança. Não haverá luz, só trevas. Não haverá amizade, mas inimizade traiçoeira, e -
por que não? - todas as dores das piores enfermidades. Veja as passagens abaixo.
Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza,
a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as
iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e
coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos
preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.
(Gálatas, capítulo 5, versículos 19 a 21)

Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras,


e todo o que ama e pratica a mentira. (Apocalipse, capítulo 22, versículo 15)

E, se tua mão te faz tropeçar, corta-a, pois é melhor entrares maneta na vida do
que , tendo as duas mãos, ires para o inferno, para o fogo inextingüível, onde o
seu verme não morre, e o fogo não se apaga. (Marcos, capítulo 9, versículos 43
e 44)

Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de
mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos.
Porque tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber;
sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-
me enfermo e preso, não fostes ver-me. E eles lhe perguntarão: Senhor, quando
foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te
assistimos? Então lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o
deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. E
irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna. (Mateus,
capítulo 25, versículos 41 a 46).

Quando Jesus fala em “cortar a mão”, quer dizer que se algo lhe induz a
pecar por menor importância que tenha isso, não se deve ter dó de eliminar. Um
pequeno hábito que conscientemente reconheça lhe fazer mal, deve ser evitado, deve-se
mudar de atitude. E deve-se pedir ajuda a Deus para que mude a rota de sua vida, pois
temos de andar em renovação espiritual contínua. Geralmente são esses pequenos e sutis
hábitos que corrompem toda a condição espiritual de uma pessoa, ao longo do tempo, se
não notados e combatidos de imediato.

Convite

Buscai ao Senhor enquanto se pode achar; invocai-o enquanto está perto. Deixe
o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao
Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico
em perdoar. (Isaías, capítulo 55, versículos 6 e 7)

Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai
sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de
coração, e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e
o meu fardo é leve, (Mateus, capítulo 11, versículos 28 a 30)

O carcereiro despertou do sono e, vendo abertas as portas do cárcere, puxando


da espada, ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido. Mas Paulo
bradou em alta voz. Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos! Então o
carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-
se diante de Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: senhores, que
devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás
salvo, tu e tua casa. E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa.
Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos
açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. Então, levando-os para a sua
própria casa, lhes pôs a mesa; e com todos os seus, manifestava grande alegria,
por terem crido em Deus. (Atos, capítulo 16, versículos 17 a 34)

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para
que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus
enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o
mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está
julgado, porquanto não crê no nome do unigënito Filho de Deus. (João,
capítulo 3, versículos 16 a 18).

Amigo leitor. Diante de tudo o que foi exposto até aqui, gostaria de dizer que
Deus, por amor, fez sacrifício para salvar o homem, porque o homem, depois de sua
queda não pode por si próprio reconciliar-se com Deus, porque destruiu seu espírito. As
doutrinas espiritualistas (Espiritismo Kardecista, Umbanda, Quimbanda, Candomblé,
Vudu, Budismo, Xintoísmo, Meditação Transcendental e outras disfarçadas de ciência
como a Gnose, a Conscienciologia e Projeciologia e ) não são capazes de religar o
homem a Deus, porque viram o sacrifício de Jesus com valor meramente simbólico,
quando houve eficácia real. E todo o que evoca o nome do Senhor Jesus e for batizado
nas águas e no Espírito Santo, será salvo. Se o Senhor nos resgatou do pecado, por que
voltar, de novo, à existência carnal para pagar pelo que nos foi perdoado? Ou porque
buscarmos poderes - que ainda sob o pretexto de ajudar os outros - sem o aval de Jesus?
(principalmente dos que negam a autoridade dele sobre todo o Universo). Se Jesus
disse:
(...) não vos ausenteis de Jerusalém, mas esperai a promessa do Pai, a qual,
disse ele, de mim ouviste. Pois João batizou com água, mas vós sereis batizados
com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. (...) Não vos pertence saber
os tempos ou as épocas que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. Mas
recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas
testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os
confins da terra (Atos, capítulo 1, versículos 4, 7 e 8)

Porque buscar guias espirituais, espíritos evoluídos, ou fazer mentalizações e despachos


em encruzilhadas para orixás? Ou, ainda: canalizar energias? O Espírito Santo não é
energia, não é espírito evoluído, nem orixá. O Espírito Santo é a terceira pessoa do Deus
triuno, com toda a personalidade e, à sua semelhança e imagem fomos criados. Deus é
nosso pai, independente de o aceitarmos ou não. É um Deus vivo, santo, a quem
devemos toda honra e glória por sua majestade, e é graças a ele que estamos vivos pela
ação de seu amor e misericórdia e em Jesus deixamos de ser considerados por ele,
inimigos de Deus e fomos adotados como filhos.

Amigo, se sentir seu coração tocado por Deus, recolha-se à noite em seu
quarto, ajoelhe-se e clame por Jesus. Ele te ouvirá e, se aceitar sua companhia ele virá
fazer morada em você, sendo o centro transformador de sua vida e a de todos ao redor.
Que Deus lhe abençoe grandemente!

Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu
Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará
publicamente. (Mateus 6 : 6)