You are on page 1of 11

Plano Diretor de Automação

Jair Barroso
Janailson Oliveira
Nilson Nery
Valdelino Magalhães

Profº orientador: Herman Augusto

Salvador
2008
1. Objetivo

Desenvolver um Plano Diretor para Manufatura Integrada junto à empresa Bahia Pulp S.A.,
visando dar ao seu sistema de manufatura condições de torná-la um competidor classe mundial em
horizonte de médio prazo.

2
2. A empresa

A Bahia Pulp é produtora de celulose kraft (branqueada) solúvel de alta qualidade. Aliando
tecnologia ao respeito pelo meio ambiente e pela vida humana, a Bahia Pulp fabrica a Solucell®,
celulose especial, de alto grau de pureza, qualidade e reatividade, e é utilizada como matéria-prima
de diversos produtos. A empresa é capaz de atender a demandas complexas e específicas de clientes
em qualquer lugar do mundo.
A fábrica, que utiliza o eucalipto como matéria-prima, a partir de plantios próprios, é dotada
de uma atualizada tecnologia de controle informatizado de processo. Aliando-se modernidade a uma
equipe de profissionais especializados, a Bahia Pulp garante um produto capaz de enfrentar os
desafios da alta competitividade, atendendo às necessidades específicas do exigente mercado de
aplicação da celulose solúvel.
Atualmente, a empresa conta com capacidade produtiva anual de 115 mil toneladas de
celulose solúvel, e está realizando estudos de viabilidade para a triplicação desta produção.

Cavacos de Eucalipto e produto final

Produto final

Produto final – Em Bobinas Produto final – Em Fardos

Madeira retirada de plantio próprio

2.1.Localização da fábrica

Situada em Camaçari, a 50 km de Salvador, capital da Bahia, Brasil, a Bahia Pulp faz parte
de um moderno centro industrial que abriga o maior complexo petroquímico integrado da América
Latina e um dos maiores do mundo. Sua localização privilegiada garante a proximidade com suas
fazendas plantadas, a 100 km de distância, em média.

3
3. Missão

A empresa busca adotar as melhores práticas relacionadas a qualidade, meio ambiente, saúde
e segurança, considerando as necessidades dos nossos clientes, acionistas, colaboradores,
fornecedores e da sociedade.

As ações da empresa são orientadas para:


• Conscientizar e capacitar nossos colaboradores;
• Promover um ambiente de trabalho seguro e saudável;
• Cumprir as exigências contratuais, a legislação ambiental, de saúde e segurança, além de
outros requisitos aplicáveis aos processos e produtos;
• Gerenciar os processos e seus respectivos aspectos e impactos ambientais, principalmente
aqueles relacionados a geração de resíduos sólidos, efluentes líquidos e emissões atmosféricas,
com foco na prevenção da poluição;
• Compartilhar com a sociedade o desenvolvimento de programas de conservação e manejo
sustentável dos recursos naturais;
• Fortalecer os processos internos e externos de comunicação.

4. Objetivo

Ser o produtor de celulose solúvel líder de mercado, com as melhores práticas gerenciais e
com o produto de maior valor agregado do mundo.
O fornecedor preferido pelos clientes mundiais de celulose solúvel, e o empregador
preferido por todos os seus empregados.

5. O produto

Celulose Solucell®, uma celulose especial. Industrialmente, a celulose é extraída da madeira


de árvores como o pinho, o eucalipto ou de plantas herbáceas com grande quantidade de celulose no
talo. Conforme o tipo de árvore se obtém a celulose de fibra curta ou de fibra longa. Esta
característica torna a folha de celulose resultante mais absorvente ou mais resistente. Como
exemplos de sua aplicação temos a fabricação de tecidos de toque suave, arejados e fáceis de lavar,
como o lyocell e a viscose, a produção de carboximetil-celulose (CMC) e de celulose
microcristalina (MCC - Microcrystalline Cellulose), aplicadas na indústria de alimentos, cosméticos
e farmacêuticos, o desenvolvimento de acetato de celulose, utilizado em produtos finais como
óculos, filmes, filtros de cigarro e cabos transparentes de baixa condutividade para ferramentas. A
partir da Solucell® também é produzida a nitrocelulose, utilizada na fabricação de tintas industriais
e explosivos.
Forte e de boa aparência, a Solucell® também é utilizada para obter uma grande variedade
de filamentos têxteis para confecção de tecidos e linhas de costura e bordado.

4
6. Sugestão do Plano Diretor de Automação

Com a expansão da fábrica Bahia Pulp, houve a necessidade da inclusão do “estágio CCE”
(Cold Caustic Extration) no processo juntamente com a ampliação da unidade fabril.
Na realidade o projeto contempla uma nova fábrica no mesmo site, além de novas áreas para a
geração dos recursos necessários e integração com a fabricação de um novo produto.
A idéia aqui é mencionar e descrever a integração desta inclusão ao processo como indicador
substancial ao produto final de valor agregado.

6.1.CCE (Extração Alcalina à frio)

É um estágio conduzido para elevar o grau de pureza em alfa celulose, através da remoção
de hemiceluloses (pentosanas); por imersão da polpa em um banho de alcali (~85 g/l) com
temperatura baixa (~25 C)

Planta piloto - CCE

5
7. ANÁLISE COMPETITIVA X SAÍDAS DA MANUFATURA :

Os Bloco 2 e 4 representam o Layout e o fluxo de materiais, respectivamente.

Na BAHIA PULP é adotado o sistema CONTÍNUO de produção e em algumas áreas o


produto é feito em BATELADA

6
8. ALAVANCAS DA MANUFATURA X NÍVEL DE CAPABILIDADE:

9. ASPECTOS CRÍTICOS

A meta é obter, através do estágio CCE, uma polpa solúvel com alto conteúdo de alfa-
celulose, > 97,5 %, preservando a viscosidade > 650. Para isto, a temperatura no estágio deve estar
baixa, de 15 a 30 °C, com tempo de retenção superior a 5 min, e a concentração de Álcali de 75 a 90
g/l.

10. Os limites críticos de processo

- Temperatura acima 35°C

- Concentração de álcali maior que 90 g/l EA como NaOH (hidróxido de sódio), e a sulfididade
entre 20 e 25%, desde que não afete o montante de NaOH no licor branco.

- Para prevenir a ultrapassagem dos limites críticos no processo, a temperatura e o perfil de álcali
devem ser controlados cuidadosamente.

- O licor branco deve ser resfriado e pré-diluído, assim não há chance da fibra entrar em contato
com uma temperatura elevada e uma concentração de álcali superior a 90 g/l.

7
A mistura do licor diluído com a polpa deve ser eficiente para ter uma concentração de álcali
uniforme durante o CCE.

11. Polpa solúvel

Polpa solúvel é um produto diferenciado de polpa para papel. Embora ambos partam da
mesma matéria prima e se utilizem de etapas de processo muito semelhantes, em grande parte das
instalações de obtenção, eles, ao final, são de características distintas para aplicações
completamente diferentes.
Quando produzimos polpa para papel nosso foco é a fibra (célula vegetal) que deve
preservar toda a massa que puder desde que atingida a alvura e a resistência especificadas para a sua
aplicação. Estamos partindo de uma estrutura organizada da natureza (uma árvore) e vamos
desorganizá-la, liberando as suas fibras, tratando-as adequadamente, para depois reorganizá-las
como uma folha de papel. Podemos fazer isso mecânica ou quimicamente, a aplicação é que vai
determinar o processo.
Quando produzimos polpa solúvel nosso foco é a substância química celulose, mais
precisamente a alfa-celulose, predominantemente presente na parede da fibra. Os nossos clientes
irão solubilizar as fibras através de reações químicas, com a alfa-celulose, que permitirão a
obtenção de outros produtos químicos. Xantatos, acetatos, nitratos, eters, são alguns dos derivados
obtidos da alfa-celulose.

12. Tecnologia CCE na Bahia Pulp

12.1.História

O projeto de expansão iniciou-se com um estudo sobre a possibilidade de ampliar o site da


Bahia Pulp, tentando identificar qual tipo de processo que poderia ser utilizado para obter um novo
produto de maior valor agregado, aumentando o grau de pureza em alfa-celulose e alcançando o
grau de polpa solúvel para acetato. A idéia era melhorar o resultado da companhia através do
lançamento desse novo produto. A Empresa teria que penetrar em um mercado difícil, com um
produto especial com alto nível de exigência em qualidade.
Essa etapa é o estágio CCE, que trata a polpa com alta concentração de alcali a frio. O álcali
frio rapidamente extrai uma parte substancial do restante das hemiceluloses e pentosanas sem
causar danos significativos na viscosidade da polpa.
O estágio CCE seria, de fato, a única novidade necessária para garantir o alcance ao grau
acetato numa nova planta de produção de polpa solúvel que utiliza-se o processo de cozimento
sulfato com pré-hidrolise. A aplicação desse processo é limitada já que o mercado global para grau
de acetato ou alto alfa é pequeno.
A possibilidade de produzir polpa solúvel com grau acetato só teria viabilidade se
desenvolvida em uma nova linha. O crescimento da produção era uma necessidade para reduzir os
custos fixos e melhorar a contribuição por tonelada de polpa.
A partir deste momento, foi iniciado os estudos dos relatórios, das revistas, livros e
catálogos para consolidar o conhecimento neste assunto. Ao mesmo tempo, foi dado inicio aos
experimentos em laboratório, tentando reproduzir, com a polpa atual, o estágio CCE. Os resultados
desses experimentos foram positivos.
Decidiu-se construir uma planta piloto para fazer algumas simulações mais realistas com
volume maior de polpa e também ter uma grande quantidade de filtrado para testar as diferentes
alternativas de tratamento do mesmo. A maior questão era como recuperar o álcali presente no
filtrado separado da polpa após o estágio CCE.

8
A Bahia Pulp importou uma planta piloto de osmose reversa, dos EUA, para usar junto a
planta piloto do CCE, desenvolvida e produzida na Bahia, e assim avaliar as reais condições da
purificação do álcali.

13. A nova linha de produção – Projeto de Expansão

13.1.Produto:

A produção de polpa solúvel da nova fábrica será focada na qualidade “high grade”, matéria
prima para outros produtos, diferentes dos atuais, mais exigentes em teor de alfa-celulose (> 97%),
tais como acetatos de celulose, nitro-celuloses, MCC, éteres e outros. A maior demanda será para o

uso na produção de acetato de celulose que, juntamente com os demais, na suas produções,
requerem rigorosos controles no processo, com tecnologia específica para atingir os níveis de alta
qualidade exigidos pelos clientes. Alguns dos mais importantes parâmetros de qualidades são
apresentados na tabela abaixo:

Viscosidade mg/l 650-750


Alvura % ISO ≥ 92,0
Reversão de alvura % ISO ≤ 1,0
Pentosanas % ≤ 1,5
Fe ppm ≤ 1
Sujeira mm2/m2 ≤ 2

Muitos dos futuros clientes da empresa exigem que o produto seja entregue na forma de
rolos (bobinas) e/ou em fardos.

Os novos sistemas da fábrica estão apresentados no diagrama abaixo:


Em azul, o novo sistema da expansão da fábrica com a inclusão do estagio CCE e em branco estão
os sistemas que pertencem à fabrica existente.
MILL BLOCK DIAGRAM

Solid Waste Effluent


Landfill CETREL
Recycling Prim Trtmnt
Wood
New Fiber Line
Cooking BSW CCE Bleach Pulp Dryer

Woodyard
Storage
Chemical
POWER Plant
TG
STEAM

Evaporator
Recovery Causticizing New Recovery for New
Water Boiler Kiln Pulp
From and Existing Fiber Lines
wells
Existing Existing
TG
Evaps RB

Storage Pulp

Cooking BSW & Ox Bleach Pulp Dryer

Existing Fiber Line

9
Produção
Layout como novoestágio CCE.

W ood Chi ppers


H and lin g 2 x 25 0 sm³/h
Bat ch Coo ki ng W ashi ng & Wash Pre ss Storage Bl eachi ng St orag e
11 00 ADt /d Scree nin g Towe r 10 50 ADt /d 2 x 3 30 0 m ³
Chi p Pil e 1 300 m³
1 10 0 AD t/d
222 20 m³
Pu lp D ryi ng Wi nder I
115 0 AD t /d 785 AD t /d
CCE E Sh oe Pres s
1 08 0 AD t/d O D P
C D Head Box Reel er
Sc reen in g P 1
C O Reel Storage
Wi nd er II
2 x 296 m³/h
E 785 ADt /d

Press Cent ri Cal ande r


Lime Kiln Cl eaner
Bleaching
740 t/d 115 0 AD t/d
St eam to Tu rb ines
4 25 t/h T urbin es
H P Stea m from
Rec overy Boyler Re covery Boyler T G3
Calci um Oxide 30 00 tD S/d Eva pora tion - T G4 Bali ng
8 5 bar (g) 7 40 tH2 O/h Chemi cal Plan t St eam - 220 bal es/h
4 90º C 80% DS 3 0 t/d
to Mill Energy E nergy Sup plyer
Cal ciu m
Carbon ate 2 x 47, 5 MW
T otal 95 MW
Caus ti ciz ing
8 700 m ³/d Efflu ent Ene rgy
W hit e Liq uor
1.1 00 .00 0 m³/mon th

Green Liq uor W ater t o Mil l


1 69 7 m³/h Prim ary Treat ment

D emi Wa ter

6 39 m³/h

D eep W ell
11 x 25 0 m³/h Capacidade Futura
To Cetrel

330.000 tsa
tsa/a
/a

10
11