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Objectivos Pedagógicos Identificar um solo agrícola Verificar a constituição física do solo Verificar a composição química

Objectivos Pedagógicos

Identificar um solo agrícola Verificar a constituição física do solo Verificar a composição química do solo Avaliar a fertilidade do solo, e proceder a recolha de amostras Interpretar uma amostra de terra

Requisitos (saberes/competências previamente adquiridos)

Objectivos Pedagógicos Identificar um solo agrícola Verificar a constituição física do solo Verificar a composição química

Auxiliares pedagógico-didácticos (passíveis de utilização antes, durante e após a resolução do Exercício)

Elementos constantes das páginas 4 a 29 da informação complementar que acompanha este exer- cício de formação. Transparências / imagens com vários tipos de solos, sua função e constituintes (a conceber) Transparências / imagens com operações de amostras de terra (a conceber) Transparências / imagens com técnicas de conservação do solo.

231 - PRODUÇÃO FLORESTAL

Itinerário de Qualificação

OPERADOR FLORESTAL - RECURSOS PECUÁRIOS / NÍVEL 2

Saída Profissional / Nível UE

1 - PREPARAÇÃO DO TERRENO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE VIVEIROS

Unidade de Formação

EXERCÍCIO - 7
EXERCÍCIO - 7
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Lista de Equipamento (máquinas, ferramentas, utensílios, materiais de consumo) Recipientes, com vários tipos de solo agrícola

Lista de Equipamento (máquinas, ferramentas, utensílios, materiais de consumo)

Recipientes, com vários tipos de solo agrícola

 

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.1/3 formandos

Tensiómetro

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. Impressos para avaliação de fertilidade dos solos

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Enxadas

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Sondas cilindricas

 

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Sondas de trado Sacos de plástico

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Fio de atar Etiquetas

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.1/3 formando .1/3 formando .1 rolo acção .1/3 formando

Balança . . . . . . . . . . .

 

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Papel e esferográficas

 

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Luvas

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formando

Botas

. Fato Macacão

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formando

formando

Medidas/Cuidados de Segurança, Higiene e Saúde

Cumprimento de todas as regras de segurança, nomeadamente com o manuseamento de terras e materiais conspurcados.

Adoptar os procedimentos correctos no manuseamento de aparelhos sensíveis.

Informações complementares de Carácter Pedagógico-Didáctico

Antes de iniciar a resolução do exercício, leia toda a informação que lhe for disponibilizada. Se verificar alguma situação que se lhe afigure, menos clara após a intervenção inicial do formador, solicite todos os esclarecimentos. Tenha a garantia que dispõe das condições necessárias, nomeadamente ao nível dos equipamentos e materiais para o desenvolvimento integral do exercício. Adopte em todas as situações de formação, os comportamentos correctos da forma, a preservar as condições de higiene, segurança e saúde no local de trabalho. No final percorra as diversas etapas do exercício, confirmando que todas foram devidamente comtempladas.

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Saída Profissional / Nível UE

1 - PREPARAÇÃO DO TERRENO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE VIVEIROS

Unidade de Formação

EXERCÍCIO - 7
EXERCÍCIO - 7
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EXERCÍCIO Para que se possa efectuar uma interpretação e avaliação da fertilidade de um solo agrícola,

EXERCÍCIO

Para que se possa efectuar uma interpretação e avaliação da fertilidade de um solo agrícola, deve estar localizado numa parcela de terra numa propriedade agrícola, tendo sempre presente que todos os equipamentos , materiais e utensílios devem estar perto de si.

  • 1 - Recolha uma porção de solo agrícola verificando qual a sua constituição, quais as diferenças entre um solo de areia e um de argila.

  • 2 - Efectue a avaliação do teor de humidade do solo que lhe for indicado, utilizando o aparelho denomi- nado TENSIÓMETRO.

  • 3 - Efectue a Colheita de uma amostra de solo, tendo em atenção as etapas que deve realizar desde a escolha do local, na parcela disponível, até ao ensacar da referida amostra.

  • 4 - Após a interpretação da amostra diga o que entende por PH - 4.

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Unidade de Formação

EXERCÍCIO - 7
EXERCÍCIO - 7
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DEFINIÇÃO DE SOLO: SOLO É a parte da camada superficial da crosta terrestre que serve de

DEFINIÇÃO DE SOLO:

SOLO

É a parte da camada superficial da crosta terrestre que serve de meio natural para o desenvolvimento das plantas, tal como se formou (solo natural) ou mais ou menos modificado como resultado da sua uti- lização pelo homem.

O solo é um corpo natural, sujeito a uma acção evolutiva que pode ser provocada pelo clima e pelos seres vivos, separada ou conjuntamente. Esta evolução é também condicionada pelas condições topográficas e pelo tempo de actuação.

O SOLO COMO UM CORPO NATURAL:

Considera-se o solo como um corpo natural pois formou-se a partir de uma rocha, através de causas naturais (clima e seres vivos). No entanto hoje já é possível formar "solos" através de meios mecânicos e alta tecnologia, sendo sempre muito caros e a não ser em casos muito especiais nunca são rentáveis para a agricultura.

O solo está sempre em transformação, pois está sujeito ao clima e aos seres vivos que vão ao longo do tempo provocando alterações.

As condições topográficas determinam a formação do solo pois é evidente que se forem terrenos muito declivosos todas as partículas provenientes da desagregação das rochas são arrastadas para terrenos menos declivosos onde serão depositadas.

DEFINIÇÃO DE CAMADA ARÁVEL OU SOLO AGRÍCOLA

É a camada usualmente afectada pelos trabalhos correntes de mobilizaçaõ do solo (em geral não ultra- passa os 30cm superficiais).

ORIGEM DO SOLO

O solo foi formado pela desagregação das rochas. É fácil observar, num corte feito no terreno a maneira como se deu essa formação. Isto é, pode-se observar uma diferenciação do solo em diversos horizontes (camadas).

Geralmente na parte superficial há uma camada de terra, por vezes apenas de alguns milímetros, de cor escura, onde as partículas minerais se juntam resíduos vegetais e animais.

Depois uma camada mais clara, onde se podem distinguir várias zonas e, após uma transição mais ou menos gradual, encontramos rocha (rocha mãe).

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Unidade de Formação

EXERCÍCIO - 7
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Esta disposição em camadas mostra que a formação do solo é devida á destruição progressiva das

Esta disposição em camadas mostra que a formação do solo é devida á destruição progressiva das rochas sob a influência de causas diversas, processo este a que se dá o nome de PEDOGÉNESE.

A pedogénese inclui a meteorização que é a parte do processo pedogénese da acção resultante da acção do ar e dos agentes atmosféricos. Os factores pedogenéticos são:

  • 1 - CLIMA

a)

Precipitação

b)

Vento

c)

Insolação

d)

Temperatura - amplitude térmica

  • 2 - SERES VIVOS

a)

Vegetação Musgos Líquens Ervas

b)

Microorganismos Alteram o PH da solução do solo

c)

Animais Minhocas

d)

Homem

  • 3 - TOPOGRAFIA

a)

Relevo

  • 4 - TEMPO

  • 5 - ROCHA - MÃE = SUA NATUREZA

PRECIPITAÇÃO

Físicamente: Os pingos (bátegas e gotas de chuva) ao alcançarem as rochas superficiais provocam pequenas desagregações. Estas desagregações serão maiores ou menores consoante a intensidade da precipitação e da sua duração. Este processo é facilitado se antes da chuvada tiver havido um grande aquecimento das rochas. Temos que ter ainda em consideração as consequências da precipitação. Quero dizer que é através da precipitação que se formam os cursos de água que têm uma importância muito elevada na desagregação das rochas em pequenas partículas, bem assim como no seu trans- porte.

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Unidade de Formação

EXERCÍCIO - 7
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Há que considerar sempre a acção conjunta dos diferentes factores, uma vez que na natureza actuam

Há que considerar sempre a acção conjunta dos diferentes factores, uma vez que na natureza actuam em conjugação.

Como por exemplo a acção conjunta da precipitação e da temperatura. Isto é, a água no estado liquido que penetra nas fendas e poros das rochas pode ocasionar desagregações provocadas pelo seu aumen- to de volume quando passa ao estado sólido originado por uma grande diminuição da temperatura.

QUIMICAMENTE: A água da chuva reage com os elementos minerais da rocha provocando oxidações que a tornam mais frágil.

NOTA IMPORTANTE: Estes factores só têm importância se os considerarmos ao longo doe um período de tempo bastante extenso.

VENTO

O vento tem um papel importante, através da sua acção mecânica, na desagregação das rochas pois é através desta força que acaba por desagregar e arrastar partículas. Em condições reais todos estes factores ocorrem mais ou menos conjuntamente com maior ou menor intensidade ao longo do tempo. São os detritos provenientes da desagregação das rochas que, conjuntamente com os detritos vegetais e animais, constituem os solos. Quando chove, parte da água infiltra-se, outra evapora-se e outra escorre á superfície. Esta água que escorre á superfície arrasta consigo as partículas terrosas, dos pontos altos para os mais baixos. Nem todas as partículas são arrastadas com a mesma facilidade. Os elementos finos são arrastados mais fácilmente porque são mais leves. Os elementos terrosos transportados depositam-se no seio das águas logo que a velocidade da corrente diminui ..

E O FENÓMENO DA SEDIMENTAÇÃO

O cascalho deposita-se em 1º lugar, por ser mais pesado, depois a areia grossa, a areia fina e finalmente o nateiro que dá ás águas a sua cor amarelada, o qual só se deposita quando a velocidade se torna nula.

OS SOLOS PODEM SER FORMADOS DE 2 MODOS:

1º - Solos formados no próprio lugar nos quais os detritos minerais, têm uma composição semelhante á rocha-mãe.

2º - Solos de transporte, constituídos por partículas terrosas que foram arrastadas e depois deposi- tadas no seio das águas e nos quais as camadas superficiais são, por vezes de natureza diferente das camadas profundas.

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Foram geralmente planícies no fundo dos vales (aluviões). Se o transporte, é principalmente devido á acção

Foram geralmente planícies no fundo dos vales (aluviões).

Se o transporte, é principalmente devido á acção da gravidade de pontos, altos para outros mais baixos, os solos chamam-se COLUVAIS.

INSOLAÇÃO

Definida como o nº de horas de sol por ano, actua indirectamente sobre as rochas uma vez que condi- ciona a temperatura destas.

TEMPERATURA

A temperatura não é tão importante em si como pela variação. A variação brusca da temperatura provocando dilatações e contracções rápidas dos diversos constitu- ites das rochas, causa-lhes menos fracturas tornando-as se não desagregadas pelo menos mais sus- ceptíveis á acção dos outros factores.

VEGETAÇÃO

Os seres vivos como musgos, líquens e ervas que vivem sobre as rochas contribuem para a sua desagre- gação em virtude dos sucos ácidos que segregam. Animais - minhocas continuam a acção dos musgos, líquens e ervas. Os animais superiores têm maior importância na desagregação mecânica e transporte.

HOMEM

Acções físicas:

Mecânicas

Transporte

Acções Químicas

RELEVO

Os detritos provenientes da desagregação das rochas são mais ou menos arrastados quanto maior ou menor for o declive do terreno.

TEMPO

É talvez o mais importante pois todos os outros factores só se fazem sentir ao longo deste.

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EXERCÍCIO - 7
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PERFIL DO SOLO Horizonte O (orgânico) Horizonte A (de lavagem) Horizonte B (de acumulação) Horizonte C

PERFIL DO SOLO

PERFIL DO SOLO Horizonte O (orgânico) Horizonte A (de lavagem) Horizonte B (de acumulação) Horizonte C

Horizonte O (orgânico)

Horizonte A (de lavagem)

Horizonte B (de acumulação)

Horizonte C (de transição)

Rocha-Mãe

NOÇÃO SUMÁRIA DE PERFIL E HORIZONTE

Chama-se perfil de um solo, á disposição das diversas camadas horizontais do solo, observadas num corte vertical.

Num solo completamente formado podemos distinguir os seguintes horizontes:

HORIZONTE O - formado, essencialmente por matéria orgânica em decomposição.

HORIZONTE A - É o horizonte de eluvião (lavado pelas chuvas), empobrecido em substâncias nutriti- vas, matéria orgânica e argila, de textura mais ligeira.

HORIZONTE B - É o horizonte de eluvião (acumulação de produtos lavados do horizonte A), portanto enriquecido nas substâncias acima referidas, de textura mais pesada, geralmente fora do alcance das raízes.

HORIZONTE C - Formado pelos detritos minerais provenientes da desagregação das rochas, a partir do qual se formou o solo, mas ainda pouco afectado pelos processos pedogenéticos.

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EXERCÍCIO - 7
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DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL CONSTITUIÇÃO DO SOLO COMPONENTES DO SOLO Matéria mineral Matéria orgânica Água do

DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

CONSTITUIÇÃO DO SOLO

COMPONENTES DO SOLO Matéria mineral Matéria orgânica Água do solo Atmosfera do solo

MATÉRIA MINERAL

DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL CONSTITUIÇÃO DO SOLO COMPONENTES DO SOLO Matéria mineral Matéria orgânica Água do

A matéria mineral dos solos provém da desagregação das rochas e da mineralização da matéria orgâni-

ca de micro-organismos.

Os detritos das rochas dividem-se em:

  • 1 - MATERIAIS FINOS

    • a) - Areia grossa de 2 a 0,2mm

    • b) - Areia fina de 0,2 a 0,02mm

    • c) - Limo de 0,02 a 0,002mm

    • d) - Argila menor que 0,002mm

  • 2 - MATERIAIS GROSSEIROS Blocos - 200mm Calhaus - 200 - 100mm Pedras - 100 - 50mm Pedras miúdas - 50 - 20mm Cascalho - 20 - 5mm Saibro - 5 - 2mm

  • CARACTERÍSTICAS DA:

    Areia Muito permeável Muito móvel Fraco poder de retenção para a água Fraco poder de retenção para os elementos nutritivos Muito porosa - muito ar Sem adesividade, nem plasticidade Argila Impermeável Plástica e adesiva Forte poder de retenção de água Forte poder de retenção para os elementos nutritivos Pouco porosa - pouco ar

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    EXERCÍCIO - 7
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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL HORIZONTE R - Rocha - Mãe - Apresenta-se apenas nos solos formados

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL HORIZONTE R - Rocha - Mãe - Apresenta-se apenas nos solos formados

    HORIZONTE R - Rocha - Mãe - Apresenta-se apenas nos solos formados no local onde não houve transporte do material originário.

    É de salientar que existem solos que não possuem todos estes horizontes ou que possuem muitos outros intermédios.

    CONSTITUINTES FÍSICOS DO SOLO

    O solo é constituído por AREIA, LIMO, ARGILA, CALCÁRIO e HUMUS.

    A AREIA - compreende as partículas com o diâmetro de 0,02 a 2mm. As partículas de 0,02mm a 0,2mm recebem o nome de AREIA FINA e as partículas de 0,2 a 2mm, o de AREIA GROSSA.

    Estas partículas provenientes de várias rochas são geralmente soltas e contribuem para tornar os solos soltos e mais permeáveis ao ar e á água.

    O LIMO - Corresponde aos elementos com diâmetros compreendidos entre 0.02 e 0,002mm.

    A ARGILA - é o constituinte mais puro do solo com partículas de diâmetro inferior a 0,002mm. É constituída por silicatos de alumínio e pode conter óxido de ferro. Armazena parte das reservas nutritivas do solo, é ávida de água com a qual forma pasta imperme- ável, aglutina as partículas grosseiras e é ácida.

    O CALCÁRIO - é constituido principalmente por carbonato de cálcio. É um elemento básico que impede a acidificação.

    O HÚMUS - é uma substância escura formada por detritos orgânicos em decomposição. É uma substância agregante e ácida. A argila e o húmus são insolúveis na água mantendo-se em suspensão e dispersos. Diz-se por isso que são colóides. Se á suspensão da argila ou húmus se juntar um sal de cálcio as partículas dispersas coagulam dando-se a floculação. No solo a argila e o húmus encontram-se geralmente reunidos formando o complexo argilo-húmico que quando floculado é mais estável que qualquer dos componentes isolados. O cálcio contribui para manter o estado de floculação.

    LIMO Plástico (menos que a argila) Sem adesividade Poder de retenção para a água

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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL MATÉRIA ORGÂNICA A matéria orgânica do solo provém práticamente toda da humidificação

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    MATÉRIA ORGÂNICA

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL MATÉRIA ORGÂNICA A matéria orgânica do solo provém práticamente toda da humidificação

    A matéria orgânica do solo provém práticamente toda da humidificação dos detritos vegetais e animais. O processo de humidificação é efectuado por micro-organismos e origina o Húmus. Que é um produto, caracterizado pela sua côr enegrecida.

    Características do Húmus:

    É de natureza esponjosa Retém fortemente a água

    Retém fortemente os elementos nutritivos É permeável ao ar e á água Melhora a constituição de todas as terras

    • a) - Nos solos arenosos aumenta a retenção da água e dos elementos nutritivos.

    • b) - Nos solos argilosos aumenta a permeabilidade.

    ÁGUA DO SOLO

    A água tem um papel fundamental na nutrição da planta, pois serve directamente de alimento aos vegetais, fornecendo-lhes o hidrogénio indispensável na fotossíntese.

    Além disso as plantas em crescimento contêm cerca de 80 por cento de água.

    Por outro lado, serve de dissolvente ás substâncias alimentares e de veículo de transporte da raiz para as folhas.

    A água existente no solo encontra-se em várias situações:

    Água gravitacional (AG) - É aquela que existe quando o solo está encharcado, e desaparece ao fim de algum tempo, por infiltração, devido ao seu próprio peso.

    Água de capilaridade - É aquela que está dentro de canais capilares entre as partículas do solo, aderente ás partículas. Pode ser absorvida pelas plantas.

    Água higroscópica (AH) - Encontra-se absorvida pelas partículas do solo com uma força superior áquela com que as raízes a podem absorver, pelo que se torna impossível a sua utilização pelas plan- tas.

    Água de Combinação (AC) - É aquela que está combinada químicamente formando compostos.

    Daqui se conclui que a simples determinação da quantidade da água no solo não nos dá indi- cações suficientes sobre as condições da vida das plantas. Assim temos que definir uma série de unidades para determinar a situação da água no solo - Constantes de Humidade.

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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL (CE) - Coeficiente de emurchecimento mede a quantidade de água existente no

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL (CE) - Coeficiente de emurchecimento mede a quantidade de água existente no

    (CE) - Coeficiente de emurchecimento mede a quantidade de água existente no solo quando as plantas murcham irreversívelmente por muita água que lhe deitemos depois.

    C.E. = A.H. + A.C. C.U. = P.S. - C.E.

    C.U. - Capacidade utilizável P.S. - Ponto de saturação ou a capacidade de campo - (CC) quantidade máxima de água que o solo pode conter sem haver escorrimento. C.E. - Coeficiente de emurchimento.

    (AS) - ATMOSFERA DO SOLO

    É o ar que ocupa os espaços intersticiais (poros) do solo existentes entre as partículas e entre os agregados com composição variável, já que a (A.S.) está em contacto com a atmosfera resul- tando trocas gasosas entre o solo e ar circundante.

    O AR É IMPORTANTE PARA:

    • 1 - A germinação das sementes - Respiração

    • 2 - A respiração das raízes, e dos organismos do solo

    • 3 - As bactérias fixadoras do azoto atmosférico

    • 4 - O aquecimento do solo, pois o ar aumenta mais rápidamente de temperatura que a água.

    HUMIDADE DO SOLO

    A água é simultâneamenteum alimento (fornecedor de hidrogénio) e um veículo. Num solo bem equilibrado a água deve ocupar 25%.

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL (CE) - Coeficiente de emurchecimento mede a quantidade de água existente no

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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Por humidade entende-se a proporção de água contida no solo. A água

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Por humidade entende-se a proporção de água contida no solo. A água

    Por humidade entende-se a proporção de água contida no solo.

    A água pode encontrar-se no solo.

    Fixada nos espaços de pequeno diâmetro Constituindo película em roda das partículas Formando uma capa capilar em todos os interstícios finos Sob forma de vapor misturada com o ar

    A água não se encontra nos vários solos em todas as formas mencionadas. Isso depende da natureza dos seus constituintes.

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Por humidade entende-se a proporção de água contida no solo. A água

    231 - PRODUÇÃO FLORESTAL

    Itinerário de Qualificação

    OPERADOR FLORESTAL - RECURSOS PECUÁRIOS / NÍVEL 2

    Saída Profissional / Nível UE

    1 - PREPARAÇÃO DO TERRENO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE VIVEIROS

    Unidade de Formação

    EXERCÍCIO - 7
    EXERCÍCIO - 7
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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Tanto a deficiência como o excesso de humidade tornam-se prejudiciais não só

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Tanto a deficiência como o excesso de humidade tornam-se prejudiciais não só

    Tanto a deficiência como o excesso de humidade tornam-se prejudiciais não só para as plantas como para as próprias características do solo.

    TENSIÓMETRO água mercúrio água rio bolbo poroso
    TENSIÓMETRO
    água
    mercúrio
    água
    rio
    bolbo poroso
    Manómetro Tubo de ligação Bolbo de porcelana porosa
    Manómetro
    Tubo de ligação
    Bolbo de porcelana
    porosa

    TENSIÓMETRO - Avalia o teor de humidade do solo. A avaliação do teor de humidade no solo é feita através da medição da tensão com que esta se encontra retida no terreno, em dado momento. O bolbo de porcelana porosa está cheio de água, que também preenche o tubo de ligação com o manómetro. Num solo seco a retenção de água é mais intensa saindo mesmo água do bolbo para o terreno. Este movimento leva a que a água desça no tubo de ligação baixando a pressão sobre o manómetro. A situ- ação inversa ocorre quando o solo se encontra bem provido de água.

    231 - PRODUÇÃO FLORESTAL

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    Saída Profissional / Nível UE

    1 - PREPARAÇÃO DO TERRENO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE VIVEIROS

    Unidade de Formação

    EXERCÍCIO - 7
    EXERCÍCIO - 7
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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL FOTÓMETRO E TENSIÓMETRO Aparelho que também mede, de modo expedito, o teor

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    FOTÓMETRO E TENSIÓMETRO

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL FOTÓMETRO E TENSIÓMETRO Aparelho que também mede, de modo expedito, o teor

    Aparelho que também mede, de modo expedito, o teor da humidade do solo.

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    OPERADOR FLORESTAL - RECURSOS PECUÁRIOS / NÍVEL 2

    Saída Profissional / Nível UE

    1 - PREPARAÇÃO DO TERRENO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE VIVEIROS

    Unidade de Formação

     
    EXERCÍCIO - 7 1 2

    EXERCÍCIO - 7

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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL 3 - COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO SOLO 3.1 - EFEITO DOS MACRONUTRIENTES NO

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    • 3 - COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO SOLO

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL 3 - COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO SOLO 3.1 - EFEITO DOS MACRONUTRIENTES NO

    3.1 - EFEITO DOS MACRONUTRIENTES NO DESENVOLVIMENTO DAS PLANTAS.

    • 3.1.1 - AZOTO - Aumenta o desenvolvimento das raízes e a produção foliar dos vegetais. É portanto essencial, produção de forragens verdes, pastagens e produtos hortículas, favorece também o afolhamento dos cereais. Nota: Quando administrado em demasia pode favorecer a "acama" dos mesmos e o apareci- mento de doenças como por exemplo a ferrugem.

    • 3.1.2 - FÓSFORO - Apressa o nascimento das plantas e favorece o seu primeiro desenvolvimento. Dá rigidez aos caules, impedindo a "acama" e acelera e regulariza a maturação do grão nos cereais. Favorece sobretudo a sua formação, aumentando o rendimento e melhoramento da sua qua- lidade.

    • 3.1.3 - POTÁSSIO - Tem um papel muito importante, particularmente na utilização da água. É partic- ularmente muito utilizado nas leguminosas, pela batata e pela beterraba, e de um modo geral, os solos leves, arenosos, são mais pobres neste elemento.

    • 3.1.4 - CÁLCIO - É necessário para a alimentação das plantas, mas ainda mais necessário para cor- rigir os solos.

    • 4 - MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO AGRÍCOLA - Este componente do solo agrícola favorece a fertilidade do solo cuja acção principal é sobre o ponto de vista físico, melhorando grandemente a constituição de todas as terras. Incorporado nos solos arenosos e calcários liga entre si as partículas mais grosseiras, permitindo assim a melhor retenção da água e elementos nutritivos. Pelo contrário nas terras argilosas torna-as mais permeáveis e mais fáceis de trabalhar.

    • 5 - ÁGUA DO SOLO - A água tem um papel fundamental na nutrição da planta, pois serve directamente de alimento aos vegetais fornecendo-lhe o hidrogénio. Além disso as plantas em crescimento contém cerca de 80% de água. Por outro lado, serve de dissolvente ás substâncias alimentares e de veículo para as transportar da raiz para as folhas onde se exerce a actividade fotossintética.

    Sem água as plantas não crescerão nem produzirão, dependendo do tipo de solo e cultura a quan- tidade de água a administrar durante o ciclo produtivo.

    Para que se possa medir a humidade dos solos dever-se-á utilizar um aparelho denominado ten- siómetro. Conhecimento do solo agrícola no que diz respeito a suas funções, constituintes e propriedades físi- co-químicas.

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    EXERCÍCIO - 7
    EXERCÍCIO - 7
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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL 1 - O estudo do solo, designado por pedologia, pretende dar-nos a

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL 1 - O estudo do solo, designado por pedologia, pretende dar-nos a

    1 - O estudo do solo, designado por pedologia, pretende dar-nos a conhecer a sua constituição e pro- priedades culturais, isto é, as qualidades e defeitos que provem da sua natureza e o tornam mais ou menos adequado a determinado tipo de aproveitamento.

    O solo fornece ás plantas não só um suporte físico, mas também o meio onde se desenvolvem as raízes e onde estas exercem as suas funções, além dos nutrientes que são necessários á vida.

    O sol deve assegurar á planta apoio firme e resistente, mas não deve ser demasiado compacto que difi- culte a penetração das raízes e impeça a livre circulação de ar e água. Assim as areias são deficientes como apoio, dada a mobilidade, enquanto os solos muito barrentos e duros, que abrem com facilidade fendas quando secam, também causam prejuízos, provocando a fractura de raízes.

    O solo ideal deve então ser arejado, conservar bem o calor e humidade e conter certos minerais, como por exemplo o calcário que influenciam essas condições.

    Assim o solo agrícola deve ter na sua constituição os nutrientes necessários, que são sais minerais, e em determinadas proporções.

    Os minerais que devem sempre existir são: Azoto, fósforo, potássio, enxofre, cálcio, sódio e magnésio (macronutrientes).

    Assim o solo deve ser definido como um corpo natural, sujeito a evolução, resultante da acção conjun- ta do clima e seres vivos sobre as rochas, de acordo com determinadas condições topográficas, durante um certo período de tempo.

    1. AVALIAÇÃO DA FERTILIDADE DOS SOLOS

    1.1 GENERALIDADES

    Ao longo de milénios, a terra portuguesa vem alimentando, melhor ou pior, uma população em con- stante crescimento, estando aproveitados grande parte dos solos agrícolas mais produtivos.

    A par dos freteis aluviões junto ás margens de alguns rios, deparam-se-nos por nossa incúria e pouca misericórdia - os esqueletos tisnados dos montes erodidos.

    Trágica situação é esta em que, á fertilidade natural em decréscimo se vem adiccionar, por omissão, a fertilidade adquírivel o que, decisivamente contribui para a necessidade de importar dois terços daqui- lo que comemos.

    De facto, a fertilidade de um solo e daí as suas potencialidades produtivas, é fruto de factores ligados a fenómenos de natureza física, química, biológica e climática.

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    1 - PREPARAÇÃO DO TERRENO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE VIVEIROS

    Unidade de Formação

    EXERCÍCIO - 7
    EXERCÍCIO - 7
    1 2
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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Não poderemos esquecer ainda que, á reduzida fertilidade natural dos solos esqueléticos

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Não poderemos esquecer ainda que, á reduzida fertilidade natural dos solos esqueléticos

    Não poderemos esquecer ainda que, á reduzida fertilidade natural dos solos esqueléticos de xisto do Alto Douro e das arribas do Ponsul ou aos regossolos psamíticos da Póvoa e das Gafanhas, foi aposto todo um acúmulo de trabalho, de resultados tão evidentes como são os da produtividade, em termos de qualidade e de quantidade, traduzidos em vinho fino do Douro, em azeite de Castelo Branco, em pin- tores hortícolas do litoral norte.

    Vale o mesmo dizer que a natureza põe, e o Homem dispõe.

    A responsabilidade que cabe a todos nós, homens do Século XX, e a de legarmos aos vindouros o ines- timável património que herdamos, tanto quanto possível melhorado.

    Conhecendo-se as necessidades alimentares das plantas, há que buscar - com recurso a técnicas á nossa disposição - um outro conhecimento: o que respeita ás disponibilidades do solo nos principais ele- mentos nutritivos.

    1.2 ANÁLISES DE TERRA

    1.2.1 - Colheita da amostra

    As amostras podem ser colhidas em qualquer época do ano. Convirá, contudo, que o terreno não se apresente demasiado seco ou húmido. Deverá fazer-se a colheita e o envio para análise com, pelo menos, dois meses de antecedência da data provável de adubação da cultura, tendo o cuidado de preencher o "Boletim de Informação" o mais exaustivamente possível.

    Sempre que a folha não se apresente uniforme, convirá subdividi-la consoante a textura, cor, declive e drenagem, recolhendo uma amostra média de cada parcela, de acordo com as seguintes normas:

    • 1 - Escolher em áreas homogéneas vários pontos (4 a 20) regularmente distribuídos, evitando os locais próximos de muros, caminhos, trincheiras, habitações, estábulos, valas e riachos (fig.1).

    • 2 - Marcar em cada um dos pontos escolhidos um quadrado com cerca de 50cm de lado.

    • 3 - Raspar a superfície de cada quadrado de forma a retirar-se uma camada com 2cm de espessura, que se despezará (fig. 2).

    • 4 - Abrir uma cova, segundo as dimensões do quadrado e com a profundidade de 15 a 25 cm (terra arável)(fig. 3).

    • 5 - Depois do fundo bem limpo, retirar uma fatia de terra a toda a altura da parede com 8 a 10cm de espessura.

    • 6 - Misturar muito bem todas as fatias de terra assim obtidas (amostras parcelares) para se obter finalmente uma amostra média com cerca de 300 a 400g.

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    EXERCÍCIO - 7
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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL 7 - No caso particular de culturas arbóreas e arbustivas é conveniente

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL 7 - No caso particular de culturas arbóreas e arbustivas é conveniente

    7 - No caso particular de culturas arbóreas e arbustivas é conveniente enviar além das amostras do solo, amostras do subsolo que se botem aprofundando as covas já abertas até cerca de 60cm, procedendo-se de forma idêntica á mencionada para as amostras de terra arável. NOTA:

    Quando se pretenda conhecer o teor de micronutrientes da amostra, deverá utilizar-se escrupulosa- mente limpo e evitar o emprego de ferramentas metálicas.

    RECOLHA DE AMOSTRAS DE TERRA UTILIZANDO A ENXADA

    Marcação de pontos para recolha de amostras
    Marcação de pontos
    para recolha de amostras
    Dimensão da cova
    Dimensão da cova
    Operação propriamente dita
    Operação propriamente dita

    RECOLHA DE AMOSTRAS ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE SONDAS

    Em vez da recolha das amostras através da abertura de covas, pode também recorrer-se á utilização de sondas podendo usar-se uma sonda constituída por um tubo cilíndrico (fig. 1) ou uma sonda de trado (fig. 2).

    1 231 - PRODUÇÃO FLORESTAL OPERADOR FLORESTAL - RECURSOS PECUÁRIOS / NÍVEL 2 1 - PREPARAÇÃO
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    231 - PRODUÇÃO FLORESTAL
    OPERADOR FLORESTAL - RECURSOS
    PECUÁRIOS / NÍVEL 2
    1 - PREPARAÇÃO DO TERRENO, INSTALAÇÃO
    E MANUTENÇÃO DE VIVEIROS
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    2
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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL 1.2.2 INTERPRETAÇÃO 1. Quanto ao nível de matéria orgânica % de M.O.

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    1.2.2 INTERPRETAÇÃO

     
    1.2.2 INTERPRETAÇÃO
    • 1. Quanto ao nível de matéria orgânica

     
     

    % de M.O.

       

    Nível de

     

    Terras grosseiras e ligeiras

    Terras médias e pesadas

     

    M.O. da terra

     

    < 0.5

     

    < 1.0

       

    Muito Baixo (MB)

     

    0.6

    a 1.5

    1.1

    a 2.0

    Baixo (B)

    1.6

    a 5.0

    2.1

    a 7.0

    Médio (M)

    5.1

    a 10.0

    7.1 a 15.0

     

    Alto (A)

    >10.0

    >15.0

    Muito Alto (MA)

    • 2. Quanto ao calcário total

     
     

    Teor de calcário - % - Ca CO3 -

       

    Classificação da terra

     
     

    < 2.0 2.1 a 5.0 5.1 a 10.0

       

    Não calcária (N. Cal.) Pouco calcária (P. Cal.) Medianamente calcária (Med. Cal.)

     

    10.1

    a 25.0

     

    Calcária (Cal.)

     

    25.1

    a 45.0

    Muito calcária (M. Cal.)

     

    > 45.0

     

    Fortemente calcária (F. Cal.)

    • 3. Quanto aos teores de Fósforo (P205) e Potássio (K20) assimiláveis (método Egner-Riehn)

     

    Teores em P205 e K20 expressos em mg/1000 de terra

       

    Classificação

     
     

    < 25 26 a 50 51 a 100 101 a 200 > 200

       

    Muito baixo (M.B.) Baixo (B) Médio (M) Alto (A) Muito alto (M.A.)

     
    • 4. Quanto á reacção ou PH

     

    ph (H20)

       

    Classificação da terra

     
     

    < 4.5

     

    Muito ácida

       

    4.6

    a 5.5

    Ácida

    ÁCIDA

     

    5.6

    a 6.5

    Pouco ácida

     

    6.6

    a 7.5

     

    Neutra

     

    NEUTRA

     

    7.6

    a 8.5

     

    Pouco alcalina

     

    8.6

    a 9.5

    Alcalina

     

    ALCALINA

     

    > 9.6

    Muito alcalina

     
     

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    1 - PREPARAÇÃO DO TERRENO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE VIVEIROS

     

    EXERCÍCIO - 7

    1 2
    1
    2

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    Saída Profissional / Nível UE

     

    Unidade de Formação

     
    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Sr. Agricultor proteja o solo e a água aumentando a sua rentabilidade

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Sr. Agricultor proteja o solo e a água aumentando a sua rentabilidade

    Sr. Agricultor proteja o solo e a água aumentando a sua rentabilidade económica e a capacidade pro- dutiva da sua Exploração.

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Sr. Agricultor proteja o solo e a água aumentando a sua rentabilidade

    Proteger o solo e a água aumenta a rentabilidade económica e a capaci- dade produtiva da sua exploração

    Não destrua hoje o que lhe é indispensável amanhã.

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Sr. Agricultor proteja o solo e a água aumentando a sua rentabilidade

    Melhore a gestão da sua exploração

    Distribua bem as culturas na sua exploração; Cuide da fertilidade dos solos; Proteja os solos na época das chuvas; Reduza as mobilizações do solo; Evite os riscos de contaminação da água com agro-químicos; Poupe a água de rega; Proteja os rios e ribeiras, as suas margens e vegetação; Faça a escolha acertada do seu equipamen- to; Cuide dos seus equipamentos agrícolas.

    PRÁTICAS AGRÍCOLAS E CONSERVAÇÃO DO SOLO

    Melhorar a fertilidade do solo Defender o solo contra a erosão Proteger a qualidade do solo da poluição com produtos fitofarmacêuticos

    PRÁTICAS AGRÍCOLAS E CONSERVAÇÃO DA ÁGUA

    Utilizar racionalmente a água de rega Proteger a qualidade da água da poluição com fertilizantes Proteger a qualidade da água da poluição com produtos fitofarmacêuticos Proteger os rios e as ribeiras

    231 - PRODUÇÃO FLORESTAL

    Itinerário de Qualificação

    OPERADOR FLORESTAL - RECURSOS PECUÁRIOS / NÍVEL 2

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    1 - PREPARAÇÃO DO TERRENO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE VIVEIROS

    Unidade de Formação

    EXERCÍCIO - 7
    EXERCÍCIO - 7
    1 2
    1
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    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Exercício de Formação 7 Ficha de Avaliação Individual Nome Curso/Unidade Capitalizável N.º

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

    Exercício de Formação 7

    DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Exercício de Formação 7 Ficha de Avaliação Individual Nome Curso/Unidade Capitalizável N.º
    Ficha de Avaliação Individual Nome Curso/Unidade Capitalizável N.º Início ___ - ___ - ___ Conclusão ___
    Ficha de Avaliação Individual
    Nome
    Curso/Unidade Capitalizável
    N.º
    Início ___
    -
    ___
    -
    ___
    Conclusão ___
    -
    ___
    -
    ___
    Tempo Previsto
    Tempo Utilizado
    h
    m
    h
    m
    Classificação
    ASPECTOS A CLASSIFICAR
    Base
    Obtida

    Selecção da literatura técnica disponibilizada

     

    5

    Constituição de solo agrícola, e diferenças entre um solo de areia e um solo de argila

    20

    Avaliação do teor de humidade do solo,e utilização do Tensiómetro

    20

    Colheita de amostra de solo

    • - Escolha correcta do equipamento para a recolha da amostra

    15

    • - Abertura da cor à profundidade adequada para colheita da terra

    15

    • - Ligação de forma adequada das diversas porções de terra

    20

    Interpretação da amostra

    10

    Totais

    100

    OBSERVAÇÕES: 1 231 - PRODUÇÃO FLORESTAL OPERADOR FLORESTAL - RECURSOS PECUÁRIOS / NÍVEL 2 1 -
    OBSERVAÇÕES:
    1
    231 - PRODUÇÃO FLORESTAL
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    PECUÁRIOS / NÍVEL 2
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    E MANUTENÇÃO DE VIVEIROS
    EXERCÍCIO - 7
    2
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