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CURSO: Contábeis DISCIPLINA: Instituições de Direito Público e Privado PROFESSOR: Abdias Athayde Filgueiras Neto TURMA: N02 1º SEMESTRE

INSTITUIÇÕES DE DIREITO PÚBLICO E PRIVADO ROTEIRO DE AULA AULA 01 1 – DIREITO E MORAL 1.1. Definição de Direito e Moral: a) O surgimento do direito se confunde com a história do homem (ubi homo, ibi jus – onde está o homem está o direito). b) As regras de conduta, com força coativa (a espada sem a balança é a força bruta; a balança sem a espada é a impotência do Direito (Rudolf Von Jhering)), que disciplinam o comportamento do homem em sociedade recebem o nome de Direito. O direito visa a pacificação social e impedir que seja imposta lei do mais forte. c) Direito objetivo ou norma agendi (conjunto de normas vigentes em um determinado período, que servem para reger as relações humanas, impondo coativamente regras a todos). Ex.: Código Civil, Penal, CDC, etc. d) Direito Subjetivo ou facultas agendi (é a faculdade que todo indivíduo possui de ver seu direito satisfeito por outro, valendo-se, em caso de resistência, de medidas judiciais para tanto). Ex.: Direito de Propriedade (art. 5º, XXII da CF/88). e) Moral (conceito abstrato, próprio de cada indivíduo, mas que pode ser sintetizado como um conjunto silencioso de regras de conduta, sem força coativa (a não ser a própria repugnância moral), que regem a sociedade. 1.2. Teoria do Mínimo Ético a) Inicialmente se afirmava que Direito e Moral são normas de onde saem regras de conduta a serem adotas pela sociedade, não se diferenciando Direito de Moral.

DIREITO E MORAL

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b) Posteriormente surgiu a Teoria do Mínimo Ético, a qual afirma que as normas entabuladas pelo Direito, em verdade, compõem regras basilares sem as quais a sociedade cairia em ruína, sendo a Moral norma de conduta maior que o direito. O direito aqui se restringiria a tutelar um número diminuto de normas, as quais possuiriam, se violadas, maior força e rigor para que o seu cumprimento seja alcançado.

MORAL

DIREITO

c) Nem tudo que é Moral é refletido no direito, bem como nem tudo que é disposto no Direito é Moral. Ex.: Título de crédito e traição de entre namorados.

DIREITO MORAL

d) O Direito e a moral se diferem em três pontos: a) quanto ao campo de atuação; b) quanto à intensidade da sanção e; c) quanto aos efeitos das normas;

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DIREITO MORAL a) Quanto ao campo de atuação Atua no foro exterior Atua no foro interior b) Quanto à intensidade da sanção Sanções mais enérgicas, de natureza Sanções mais brandas, de natureza material, consubstanciadas em interna ou de reprovação social punições legais (coercível) (incoercível) c) Quanto aos efeitos Bilateral Unilateral

2 – CUMPRIMENTO DAS REGRAS SOCIAIS 3 – DIREITO E COAÇÃO 3.1. Conceito de coação e o papel do Estado na coação. a) Contrato Social de Hobbes; b) “A espada sem a balança é a força bruta; a balança sem a espada é a impotência do Direito (Rudolf Von Jhering)”.

4 – FONTES DO DIREITO 4.1. Fontes Diretas ou Imediatas a) Por sua própria força são suficientes para gerar o a regra jurídica; 4.1.1. Costumes e Usos a) As leis não compreendem todas as normas, sendo certo que algumas regras de conduta nascem dos usos e costumes. Essas normas recebem o nome de consuetudinárias. Antigamente, quando não existia a lei escrita, os costumes eram muito utilizado. Com o passar dos tempos, eles foram caindo em desuso e servem hoje para suprimir omissões legais. (Art. 4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro).

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4.1.2. Lei a) Conceito: regra geral que, emanando de autoridade competente, é imposta, coativamente, a todos; b) Formação das leis: as leis nascem através do cumprimento de normas que regem a sua forma de elaboração. A isso dá-se o nome de processo legislativo. O processo legislativo está regulado nos arts. 59 a 69 da CF/88 e é norma imposta a todos os entes da Federação. c) Classificação das leis: O Art. 59 da CF/88 informa o seguinte:

Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Constituição – o art. 60 da CF/88 dispõe quem são as pessoas competentes para propor emendas à CF; § 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes, os direitos e garantias individuais. II - leis complementares (Regulam preceitos constitucionais que não são autoaplicáveis. Não é qualquer assunto que será regulado por lei complementar, sendo que a própria constituição dispõe quando assim será possível). Quorum = maioria absoluta (art. 69 CF/88). Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis. OBS.: - Maioria simples (lei ordinária, decreto legislativo e resoluções) = primeiro número inteiro após a metade (metade mais 1). Conta-se apenas o número dos presentes. - Maioria Absoluta (lei complementar) = primeiro número inteiro após a metade, mas conta-se todos os membros, independentemente de estarem presentes ou não. III - leis ordinárias (são as leis que regulam a vida comum, impondo direitos, obrigações, sanções, etc. Se diferenciam das leis complementares pelo quórum de aprovação). Fases de criação:

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iniciativa (projeto de lei), aprovação, sanção (expressa ou tácita (deixar correr mais de 15 dias úteis sem manifestação)), promulgação (se o Presidente não promulgar a Lei em 48 horas, em caso de sanção tácita ou rejeição de veto, pode o Presidente do Senado fazê-lo. Se não fizer, poder o Vice-Presidente do Senado fazê-lo. A promulgação é o ato pelo qual o Presidente atesta a existência da lei e esta se dá, salvo em caso de sanção tácita ou rejeição de veto, juntamente com a sanção) e publicação (quando a lei passa a ter obrigatoriedade (art. 1º da Lei de Introdução ao Direito Brasileiro); IV - leis delegadas (ocorre quando o Congresso possui a competência para legislar sobre determinada matéria, mas a delega ao Chefe do Poder Executivo, podendo neste caso o Presidente elaborar e promulgar a lei ele mesmo ou submeter ao exame do Congresso para a confirmação. O Art. 68, §1º da CF/88 dispõe os casos que não pode haver delegação legislativa); V - medidas provisórias (Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. O art. 62, §1º coloca as situações que não se pode legislar através de medida provisória); VI - decretos legislativos (são atos normativos administrativos que regulam matérias de competência exclusiva do Poder Legislativo e, por não possuírem força de lei, não precisam ser sancionados pelo Presidente. O art. 49 enumera as matérias que podem ser reguladas por esta figura normativa); VII – resoluções (possui uma forma de elaboração mais simples que a dos decretos legislativos e são feitos para regular matérias internas do Poder Legislativo, como questões políticas, administrativas ou processuais). As leis ainda podem ser classificadas como cogentes (são normas que, por atenderem aos interesse público, não podem ser alteradas pela vontade das partes. Ex.: proibição de casamento de pessoas já casadas (art. 1.521, VI do CC/02) e dispositivas (são normas que prescrevem uma

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conduta, mas não retira dos indivíduos a possibilidade de alterá-las. Ex.: Art. 327 do CC/02 que fala que o pagamento deverá ser feito no domicílio do devedor, salvo se as partes convencionarem diversamente). Por fim, as leis se dividem pela sua aplicação geográfica: federais, estaduais ou municipais. 4.2. Constituição; 4.4. Doutrina e Jurisprudência.