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ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO

DÁRDANO DE ANDRADE LIMA
“in memoriam”

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Nota do Editor O trabalho “Estudos Fitogeográficos de Pernambuco” é um dos mais valiosos do rico acervo científico produzido pelo Prof. Dárdano de Andrade Lima. Praticamente impossível de ser conseguida uma cópia original, este magnífico trabalho é reeditado para que as importantes observações publicadas voltem para a comunidade científica.

RESUMO
ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO O autor apresenta um breve estudo da Fitogeografia de Pernambuco, dividindo o Estado em quatro zonas: litoral, mata, caatinga e savana. A zona do litoral é subdividida nas subzonas: marítima, praia, restinga e terraços litorâneos e mangues. A zona da mata inclui as subzonas: mata úmida, mata seca e mata serrana. A zona da caatinga compreende as subzonas: agreste e sertão. O sertão é ainda subdividido em cinco regiões: sertão central, sertão dos chapadões areníticos, sertão do São Francisco, sertão de Jatinã e sertão do Araripe. A última zona, das savanas tem duas subzonas: tabuleiros e agrestes do Araripe. Para todas essas zonas, subzonas e regiões o autor lista as espécies mais características e informações gerais. Termos para indexação: fitogeografia, Pernambuco, litoral, mata, caatinga, savana.

ABSTRACT
PHYTOGEOGRAPHIC STUDIES OF PERNAMBUCO The Author presents a brief study of the phytogeography of Pernambuco. He divides the state into four phytogeographic zones: littoral, forest, caatinga and savanna. The first zone (littoral) is sub–divided into a) maritime, b) sea shore; c) restingas and coastal terraces, d) mangrove sub–zones. The second (forests) includes a) humid forest, b) dry forest, and c) tropical mountain forest sub–zones. The caatinga zone is sub–divided into two sub–zones: a)
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Chefe da Secção de Botânica do Instituto de Pesquisas Agronômicas de Pernambuco.

Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, Recife, vol. 4, p.243-274, 2007.

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agreste and b) sertão. The sertão, by its turn, is sub–divided into 5 regions: a) central sertão; b) sandstone plateaux; c) sertão of the São Francisco river; d) sertão of Jatinã; e) sertão of the Araripe. The last zone (savannas) has two sub–zones: a) tabuleiros and b) agrestes of the Araripe. For all these zones, sub–zones and regions the Author gives the most characteristic species and some general information. Index terms: phytogeography, Pernambuco, littoral, forest, caatinga, savanna.

INTRODUÇÃO
Pernambuco situa–se na região equatorial do Brasil. Tem seu extremo norte a 7°15’45" lat. S. tendo, na foz do Rio Goiana limite com a Paraíba, 7°28’16" lat. S. (Galvão, 1921). Extremo sul a 9°28’18" lat. S. tendo, na foz do rio Persinunga, limite com Alagoas, 8°56’10" lat. S. (Galvão, 1921). De leste a oeste estende–se de 34°48’33" long. W. Greenwich e 41°19’54" long. W. Greenwich. Como já salienta Vasconcelos Sobrinho (1949), sendo a extensão leste–oeste, grandemente superior à norte–sul, é naquela direção onde as variações de vegetação mais fortemente se fazem sentir. Para isso, interferem vários fatores, entre os quais destacam–se a salinidade marinha, variações de pluviosidade, de altitude e de solo, podendo esses fatores atuar isoladamente ou, o que é mais comum, em graus variáveis de inter–relações. A pequena área do Estado de Pernambuco (98.079 Km2) não lhe permite possuir um tipo ou tipos próprios de vegetação. As diferentes zonas fitogeográficas nele encontradas são parte ou repetições de algumas das grandes zonas fitogeográficas do Brasil. Dessa forma, ocorrem em Pernambuco 4 zonas fítogeográficas: do litoral, da mata, da caatinga e das savanas.

ZONA DO LITORAL
Sampaio (1945) denomina a vegetação da costa, atlântica brasileira corno “zona marítima”. Vasconcelos Sobrinho (1949) embora colocando–a como uma subdivisão da zona da mata, emprega a denominação Marítima ou do Litoral. Hilton Sette (1948) usa apenas a expressão “do litoral” para essa zona. A. Lima (1951) também a designa dessa forma. O mesmo autor (1954) entretanto, volta a denominá–la de “marítima”. No presente trabalho, porém, estabelece definitivamente a expressão

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“do litoral”, que melhor exprime o fato de uma flora que habita a faixa do litoral, sob a influência direta ou indireta do mar. O têrmo “marítima” é empregado apenas em uma das subdivisões da zona, conforme será visto mais, adiante. Situando–se ao longo da costa atlântica, a zona do litoral de Pernambuco não é uniforme em tôdas suas características. Tem largura variável, podendo ir de poucos metros até alguns quilômetros. Vasconcelos Sobrinho colocou–a como subzona da zona da mata. Sua vegetação, entretanto, apresenta características próprias inconfundíveis, pelo que é aqui mantida como uma autêntica zona. Compõem esta zona partes dos seguintes municípios: Goiana, Igarassu, Paulista, Olinda, Recife, Jaboatão, Cabo, Ipojuca, Sirinhaém, Rio Formoso e Barreiros. De acordo com a localização, altitude, tipo de solo e maior ou menor concentração salina, fatores esses que se traduzem por variações sensíveis da vegetação, divide–se a zona do litoral nas subzonas: a) marítima, b) praia, c) restingas e d) mangues. Cada uma dessas subzonas tem sua flora própria e sua caracterização fisionômica bem definida. a) Vegetação marítima Compreende na sua quase totalidade as algas oceânicas, que se fixam sobre os arrecifes de arenito ao longo da costa, ou, em poucos casos, no fundo arenoso e raso entre esses arrecifes e a praia, ou ainda sobre os raros afloramentos graníticos ao nível do mar. Além das algas, ocorre também nesta subzona uma Angiosperma. Com freqüência são esses vegetais arrancados do seu habitat pelas ondas, sendo trazidos para a praia em grande quantidade. Dá–lhes o povo, indistintamente, o nome vulgar de “sargaço” e os jangadeiros frequentemente chamam–nos de “cisco do mar” ou simplesmente “cisco”. Flora algológica Louis G. Williams e H.L. Blomquist, referem em “A Colletion of Marine Algae from Brazil” (1947) as seguintes algas para a costa pernambucana: Myxophyceae Chamaesiphonaceae Dermocarpa prasina (Reinsch) Born. & Thuret.

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Caulerpa racemosa (Forssk.) Weber–van Bosse. F.) Lamour. Ag.) Lamour.) Harv Valoniaceae Anadyomene stellata (Wulf. 4. Caulerpa pusilla (Kütz. p.246 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO Oscillatoriaceae Oscillatoria corallinae Gomont. laetevirens (Mont. Bryopsidaceae Bryopsis pennata Lamour. Caulerpa sertularioides (Gmelen) Howe. Rhizoclonium riparium (Roth. & Sol.) Weber–van Bosse. Dictyosphaeria cavernosa (Forssk.) J. Halimeda tuna (Ell. Ag. Caulerpa lycopodium J.) J. vol.) C.) Borg. Caulerpaceae Caulerpa crassifolia (C. Gray. Ulva lactuca var. Chlorophyceae Ulvaceae Ulva fasciata Delile Ulva lactuca L. Ag.) LeJolis. Weber–van Bosse.) Harv. Ag.) S. uvifera (Turn. Ag. Cladophoraceae Chaetomorpha gracilis Kütz. Ag. mexicana (Sond. Ag.) J. & Sol.) f.243-274. rigida (C.) J. Caulerpa webbiana Mont. Ag. Ag. tomentella (Harv. Halimeda opuntia (L.) Kunze Valonia ventricosa J. Caulerpa prolifera (Forssk.) Lamour. var. Halimeda simulans Howe. . var. 2007. f. Ag. Caulerpa racemosa (Forssk.) J.) J. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. clavifera (Turn). Chamaedoris peniculum (Ell. Ag. Codiaceae Codium diclotomum (Huds.–var. Cladophora membranacea (C. Halimeda discoidea Decaisne. Caulerpa racemosa (Forssk. Ag.

Liagora ceranoides Lamour. LIMA 247 Penicillus capitatus Lamarck. Spatoglossum schroederi (Mert. Galaxaura subverticillata Kjellman. Acrochaetium comptum Borg. Udotea flabellum (Ell.A.) J. Ag. Zonaria zonalis (Lamour. Rhodophyceae Bangiaceae Erythrocladia subintegra Rosenv.) Borg. Dictyota ciliolata Kütz. Ag.243-274.) Lamour. vol. 4. Zonaria variegata (Lamour. Dictyota cervicornis Kütz. Helminthocladiaceae Nemalion schrammii (Crouan. Ag.) C.) Howe Phaeophyceae Dictyotaceae Dilophus altemans J. p. Sargassaceae Sargassum lendigerum (L. Dictyopteris justii Lamour. Sargassum platycarpum Mont.) Vick.D. Dictyota divaricata Lamour. Liagora valida Harv. Dictyopteris areschougii (J. Dictyopteris delicataula Lamour. & Sol. Spatoglossum areschougii J. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Ag. Sargassum polyceratium Mont.) Howe. Padina vickersiae Hoyt.) Vick. Padina gymnospora (Kütz. Ag. .) C. Chaetangiaceae Galaxaura cylindrica (Sol. Ag. 2007.

Ag.) C. Rhabdoniaceae Rbabdonia ramosissima (Harv.248 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO Gelidiaceae Gelidium rigidum (Vahl. 2007. Amphiroa beauvoisii Lamour.) J. Ag.) Lamour. Grateloupiaceae Cryptonemia crenulata J.) Grev. Gracilaria cylindrica Borg.) Lamour. Corallina cubensis (Mont. Gracilariaceae Gracilaria blodgettii Harv. Ag. Jania pumila Lamour. Ag. Jania rubens (L.243-274. Gelidium corneum (Huds. Hypnea esperi Bory. Hypnea spinella (C. Hypnea musciformis (Wulf. Rhodophyllidaceae Rhodophyllis gracilarioides Howe.) Kütz.) Lamour. & Taylor. & Taylor. vol. Nemastomataceae Platoma tenuis Howe. Halymenia floresia (Clem. Gelidium crinale (Turn. Cryptonemia luxurians (Mert. p. Ag. . Ag. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica.) Howe.) Lamour. var dilatara J. 4. Ag. Gracilaria cornea J. Ag.) J. Halymenia floridana J.) Lamour. Amphiroa fragilissima (L. Ag. Jania adhaerens Lamour. Hypneaceae Hypnea cervicornis J. Jania capillacea Harv.) Grev. Melobesia membranacea (Esper. Corallinaceae Fosliella lejolisii (Rosanoff. Gracilaria cervicornis (L.) Kütz.) Lamour.

Bryothamnion seaforthii (Turner) Kütz. Ag. Bostrychia tenella (Vahl.) Harv. Ag.243-274. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Gracilaria mammillaris (Mont. Laurencia papiliosa (Forssk. Ag. Ag.) J. Gracilaria ornata Aresch. Laurencia scoparia J.) J. f. Ag. wrightii (Aschers) Aschers.A. Ag. Ag.) Ambronn.) Grev.) Harv. Bostrychia binderi Harv. Ag. Ag. Ceramiaceae Centroceras clavulatum (C. Herposiphonia tenella (C. Ag. a qual habita locais de águas calmas e solo arenoso.) Howe.) Kylin. disticha J. Vidalia obtusiloba (Martens. vol.) J. 4.) C. p. Bryothamnion triquetrum (Grelin) Howe.) Berg. Ceramium rubrum (Huds. Spyridia filamentosa (Wulf. Digenea simplex (Wulf.) Mont. LIMA 249 Gracilaria curtissiae J. Bostrychia sertularia (Mont. Champiaceae Champia parvula (C. . Ag.) Howe. A Angiosperma anteriormente referida é a Potamogetonaccae Diplanthera cf. Ag. Botryocladia skottsbergii Borg. Ag.D.) Lamour.) C. Amansia multifida Lamour. Ceramium nitens (C. Acanthophora spicifera (Vahl. Griffithsia radicans Kütz.) J. Chrondria littoralis Harv. Rhodymeniaceae Botryocladia uvaria (Wulf. Ag. Gracilaria ferox J. 2007. Laphosiphonia obscura Auct. Griffithsia globulifera (Harv. Rhodomelaceae Laurencia obtusa (Huds.

numa proteção à mudança constante das areias. o que ocorre ao sul de Puiraçu. – “bredo da praia”. onde a predominância é de Leguminosas – Canavalia maritima (Aubl. H. Sporobolus virginicus (L. entretanto. encontrados na praia.243-274. 2007. provocada pelo vento. áreas em que predominam Gramíneas de folhas espessas. Gramineae Paspalum arundinaceum Poir. vol. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. mais ou menos densa. onde ocorre vir pastar o peixe–boi (Trichechus manatus manatus L. . Palmae Arikuryroba schizophylla (Mart. Podem ser citadas como principais espécies da subzona da praia as seguintes: Cyperaccae Fimbristylis glomerata (Retz. b) Praia Sob este nome enquadram–se as áreas em contacto com o mar. e Cactáceas – Cereus fernambucensis Lemaire – como se observa ao sul de Porto de Galinhas. Entre estas. Várias das espécies desta subzona têm folhas suculentas. em virtude da seca fisiológica a que estão sujeitas. p.) L. Fragmentos de Diplanthera cf. pode ser referida Ipomoea stolonifera Poir. Outras espécies.. – “capim gengibre”. Há. Balley. e outras áreas. de solo de areia solta e vegetação rasteira. Hil. Iresine portulacoides Moq. Uma terceira fisionomia é dada pela predominância de Ipomoea pes pes–caprae. 1955)). a cerca de cem metros como se observa na praia de Porto de Galinhas.250 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO formando verdadeiros prados submersos.) Nees. 4. frequentemente. como no cabo de Santo Agostinho.) Kunth. têm caules estoloníferos subterrâneos. Amarantaceae Alternanthera maritima St. Paspalum maritimum Trin. Constitui bom exemplo o “bredo da praia” – Iresine portulacoides Moq. – “côco baboso”. Paspalum vaginatum Sw. A fisionomia da subzona da praia é pouco variável.) Thou. delgadas e longas como por exemplo Sporobolus virginicus (L. 1758 (Petit. Remirea maritima Aubl.) Kunth. A largura desta subzona varia de apenas alguns metros. – “alecrim da praia”. contudo. wrightii são.

– “chanana”. Crotalaria retusa L. B.) R.A. K. Leguminosae – Papilionoideae Canavaia maritima (Aubl. Euphorbia hirtella Boiss. Aizoaceae Sesuvium portulacastrum L. Br. Cactaceae Cereus farnambucensis Lemaire. LIMA 251 Nyctaginaceae Pisonia subcordata Sw. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. vol. Turneraceae Turnera ulmifolia L.D. Arg. Phaseolus peduncularis H. Asclepiadaceae Calotropis procera (Willd. elegans Urb. var. Excell & Dandv – “carniça”. Malvaceae Sida ciliaris L. – “xique–xique”. Polygalaceae Polygala corisoides St. – “guajeru”. – “algodão de seda”. Stylosanthes viscosa Sw.) Thou. Theophrastaceae Jacquinia armillaris Jacq.243-274. Indigofera campestris Bong. Leguminosae – Caesalpinioideae Caesalpinia bonduc (L. 4. p. – “pinheirinho da praia”. brevifolia M.) Roxb. Lauraceae Cassytha americana Nees. Euphorbiaceae Euphorbia hyssopifolia L. Hill. Centrosema brasilianum Benth. emend. var. Umbelliferae Hydrocotyle umbellata L. – “cipó chumbo” Rosaceae Chrysobalanus icaco L. . 2007.

243-274.K. entretanto. Durante a época de água pluvial nas depressões entre os cordões de restingas. . Boraginaceae Heliotropium clausseni DC. Ipomoea pes–caprae Sweet. a subzona da praia é penetrada por espécies ruderais como Cenchrus echinatus Schrader. Borreria verticillata G.. c) Restingas e terraços litorâneos Esta subzona segue imediatamente após a praia. Portulaca oleracea L.B. – “jurubeba”. quando presentes. paralelas à linha do mar.F. chegando mesmo a um ou dois quilômetros. 2007. A subzona das restingas e terraços litorâneos pode ser subdividida em dois tipos principais de formações: 1) mata de restinga e 2) campos de restinga ou restinga propriamente dita. & Schl. Em algumas áreas próximas a habitações humanas. 4. – “vassourinha de botão”. – “quebra–pedra”. de pequena altitude. Solanum paniculatum L. – “mangue da praia”. e. Tem largura variável. raras vêzes ocorrem no litoral pernambucano.W.) Schinz et Mill. plano ou formando uma sucessão de elevações e depressões longas. – “carrapicho”. – “salsa da praia”. instala–se uma flora hidrófila principalmente de Chara fragilis L. 1) Mata de restinga Entre as raras matas de restinga ainda existentes em Pernambuco podem ser citadas a que se estende entre Janga e Maranguape e a de Porto de Galinhas. p. Boerhaavia coccinea Mill.252 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO Convolvulaceae Ipomoea stolonifera Poir. – “andaca”. Dunas propriamente. Phillanthus niruri Vell. Commelina elegans H. – “beldroega” e outras. o que bem demonstra o caráter de restingas fósseis às quais se juntam terraços litorâneos. Rubiaceae Richardsonia grandiflora Cham. Mey. são de proporções reduzidas. Desmodium canum (Gmel. mais devastada que a anterior. vol. O solo é arenoso profundo. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. – “pega–pinto”. Esta. Goodeniaceae Scaevola plumieri Vahl.

Leguminosae Andira nitida Mart. Esse tipo de mata tem sido grandemente devastado. – “maçaranduba”. vol. – “cajueiro”. 4. a vegetação é arbustiva. – “louro baboso”. Rosaceae Moquilea tomentosa Benth – “oití da praia” Couepia sp. seja para plantio de coqueiros (Cocos nucifera L. Lam. 2) Campos de restinga Nos Campos de restinga ou restinga propriamente dita. não muito elevada. o que sugere ser a restinga aberta um estágio intermediário para o verdadeiro tabuleiro. J. Entre as espécies arbóreas predominam: Lauraceae Nectandra sp.D. . Pithecolobium foliolosum Benth. Entre as espécies dos campos de restinga destacam–se: Polypodiaceae Blechnum serrulatum Rich. Nas áreas mais abertas. Schinus terebinthifolius Raddi – “aroeira da praia”.).) Kuhn. Bignoniaecae Tabebuia roseo–alba (Ridley) Sandw.A. ou para loteamentos.243-274. – “goiti”.) H. biancheti Benth. Pteridium aquilinum (L. LIMA 253 As árvores da mata de restinga têm. há ocorrência de algumas espécies comuns aos tabuleiros.) Miers. para obtenção de lenha. p. geralmente. Anacardiaceae Anacardium occidentale L. copa larga e irregular. Sapotaceae Manilkara salzmanni (A. – “angelim”. 2007. – “pau d’arco”. Icacinaceae Emmotum acuminatum (Benth. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. de densidade variável. – “jurema”. DC. Platymiscium aff.

Cyrtopodium andersonii R. ex Baker. Morr. Chloris argentina (Hack. Clitoria laurifolia Poir. Aristocolochiaceae Aristolochia trilobata L. – “carrasco”. 2007. Cassia uniflora Spreng. Araceae Anthurium affine Schott. vol. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Leguminosae Pithecclobium filamentosum Benth. 4. var. Cassia brachystachya Benth. Pappophorum alopecuroideum Vahl. Palmae Acrocomia intumescens Drude – “macaíba”. Nyctaginaceae Pisonia sub–cordata Sw. Periandra mediterranea (Vell. – “nana”. Hohenbergia ridleyi (Baker) Mez. – “paquevira” Burmanniaceae Burmannia capitata Mart. – “alcaçus”. & Arn. Bromeliaceae Aechmaea stephanophora E. Eragrostis amabilis (L. Gramineae Andrepogon leucostachyus H. Humiriaceae Humiria floribunda Mart. Br.) Lillo & Parodi. . Musaceae Heliconia angustifolia Hook.243-274.) Taub. K. Orchidaceae Epidendrum cinnabarinum Salm. B. unijuga Benth.254 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO Cyperaceae Lagenocarpus martii Nees. p.) Wight. Axonopus aureus Beauv.

Simarubaceae Simaba cuncata St. Polygalaceae Polygala lancifolia St. .D. – “muricí da praia”. – “murta”. 4.) Cogn. Lythraceae Cuphea flava Spreng. Ochnaceae Ouratea fieldingiana Engl. p. & Tul. Cereus fernambucensis Lemaire. Boraginaceae Tournefortia candidula (Miers. – “crôa de frade”. Euphorbiaceae Croton sellowii Baill. Melocactus violaceus Pfeiff. Melastomaceae Marcetia ericoides (Spreng. – “ipecacuanha branca”. Hil. Malpighiaceae Brachypterys paralias Byrsonima gardneriana Juss.A.) Johnston. Marcgraviaceae Norantea brasiliensis Choisy.) Baill. Myrtaceae Myrcia spp. vol. Cactaceae Pilocereus hapalacanthus Werd. Ericaceae Gaylussacia brasiliensis Meisen. 2007. Apocynaceae Hancornia speciosa Gomez. Hil. LIMA 255 Rutaceae Esenbeckia intermedia Mart. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Dilleniaceae Tetracera breyniana Schlecht. Violaceae Hybanthus ipecacuanha (L.243-274.

Tocoyena selloana Schuman. – “ôlho de pombo”. Rubiaceae Chioccoca alba (L. Campanulaceae Cephalostigma bahiensis A. Algumas espécies vivem obrigatoriamente na área pantanosa e outras nas áreas marginais. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Entre as primeiras citam–se: Rhizophoraceae Rhizophora mangle L. Combretaceae Conocarpus erectus L. . em vista da pouca velocidade destes. Perama hiruta Aubl. A subzona dos mangues tem maior extensão nos municípios de Goiana e Igarassu. DC. Laguncularia racemosa Gaertn. d) Mangues Esta subzona inclui a vegetação das áreas de contacto da água salgada marítima com a doce dos rios onde. Sophora tomentosa L. Leguminosae Abrus precatorius L. Guettarda platypoda DC. vol.) Hitchie. numa rede de rios e canais naturais. negros.243-274. 2007. – “mangue de botão”.256 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO Lentibulariaceae Utricularia spp. – “mangue manso”. depositam–se os finos sedimentos que vêm em suspensão. f. – “comandaiba”.) Kuntze. Nas áreas de contacto da restinga com a praia ocorrem frequentemente: Gramineae Stenotaphrum secundatum (Walt. – “mangue vermelho”. dando origem a solos pantanosos. onde penetra vários quilômetros. p. 4.

2007. vol. presentemente. b) mata seca e c) matas serranas. – “samambaia–açu”. em relação ao Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. 4. Rica em tanino. Algumas das espécies acima. permeabilidade do solo e proximidade da zona da caatinga. Atualmente. devido ao corte excessivo. Leguminosae Dalbergia hecastophyllum (L. ZONA DA MATA A zona da mata em Pernambuco representa o ponto de ligação das Florestas Orientais Brasileiras que vêm do sul. A mata pernambucana divide–se em três subzonas: a) mata úmida. com o grande hiato correspondente aos Estados do Ceará e Piauí e partes do Rio Grande do Norte e Maranhão. já se tornam menos freqüentes indivíduos desse porte. com as Florestas Equatoriais Brasileiras. etc. é exuberante. .D. chegam a alcançar porte arbóreo (8–10 m) e são utilizadas como madeira de construção. de folhagem verde– escuro. A mata úmida. – “mangue canoé”. perenifólia. aí. têm diâmetro do caule maior.) Taub.243-274. bem como altitude. baseia–se esta divisão. entretanto. rica em cipós. como Rhizophora mangle. Os mangues assim de pequeno porte têm largo emprego como lenha para padarias. & Lechman.A. Aizoaceae Sesuvium portulacastrum L. motivadas pela maior ou menor umidade ambiente. As árvores. Sapindaceae Dodonaea viscosa Jacq. Avicennia schaueriana Stap. vindas da Amazônia. a casca dos mangues é usada para tingir e tornar mais resistentes as linhas e redes de pesca. Nos dois primeiros casos. p. porém. Das espécies marginais destacam–se: Polypodiaceae Acrostichum aureum L. como indicam os adjetivos na maior ou menor exuberância da vegetação. LIMA 257 Verbenaceae Avicennia nitida Jacq.

Cyperus rotundus L. Gravatá. Garanhuns. Cupira. Butonaceae Hydrocleis nimphoides (Willd. Recife. Moreno. Angelim. Jurema. 4. Cyperus giganteus Vahl. També. 2007. Maraial. reparada da porção principal pela subzona da mata seca. Glória do Goitá. As matas serranas são perenifólias e encimam muitas das serras dos três–quartos ocidentais do Estado. Em parte dos municípios de Vicência. há um maior número de indivíduos arbóreos por área. Palmeirinha. – “periperi”. – “junco”. nos municípios de Vicência. há. São Lourenço da Mata. motivada pela presença de serras. – “capim estrela”. Jaboatão. Barreiros. Macaparana. Paulista. Rio Formoso. pelo seu maior valor econômico. São Vicente Férrer. Manoel Correia de Andrade na delimitação dessa subzona. Dichromena ciliata Vahl. nesta subzona. caducifólia. um grande número de espécies que são bem características para o conjunto. – “chapéu de couro”. Olinda. os seguintes municípios: Goiana. Bonito. Palmares.258 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO comprimento. principalmente quando comparadas áreas do norte do Estado com outras do sul. Serão citadas a seguir aquelas que ocorrem com mais freqüência. vol. Vitória de Santo Antão. Panelas. Cabo. especialmente as arbóreas. p. Escada. ______________________________________ * O autor agradece a valiosa colaboração do prof.243-274. Gameleira. Embora haja variações de algumas espécies de uma área para outra.) Buchem.) Kunth. Typhaceae Typha domingensis (Pers. ocorre uma disjunção da mata úmida. Quipapá. os caules são relativamente longos e o número de cipós vigorosos é menor. São Vicente Férrer e Macaparana. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Correntes e Bom Conselho. – “alho do mato”. Bezerros. Cortês. Nazaré da Mata. Amarají. – “tabua”. total ou parcialmente. Cyperaceae Cyperus articulatus L. Na mata seca. Pau d’Alho. Orobó e Bom Jardim. Sirinhaém. Canhotinho. Lagoa dos Gatos. na subzona da mata úmida de Pernambuco. Igarassu. . Alismaceae Echinodorus floribundus Seub. Ribeirão. a) Mata úmida * Incluem–se. Água Preta. Joaquim Nabuco. Ipojuca.

Scleria bracteata Cavan.243-274. Morr.B. 2007. Araceae Philodendron imbe Schott.) Blume. – “papuã”. Aristida marginalis Ekm. p. Eichhornia paniculata Solms. 4. Paspalum conjugatum Berg. Ulmaceae Trema micrantha (L. & Chase. – “capim mimoso”. – “tiririca”. – “gravatá de raposa”. – “imbé”. Phytolaccaceae Gallezia gorazema Moq. Helicostylis tomentosa (Poepp. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Gramineae Andropogon condensatus H. – “oiticica da mata”. vol. Panicum laxum Sw. – “gravatá”.D. – “embaúbas”. Canistrum aurantiacum E. brasiliana (DC. Cecropia spp. – “amora da mata”. .A. – “pindoba”. Bromeliaceae Bromelia karatas L.) Pers.) Elchl.) Link. – “grama de burro”. Palmae Attalea sp. Eragrostis ciliaris (L. Ranunculaceae Clematis dioica L. Lasiacis ligulata Hitch. LIMA 259 Puirena umbellata Rottb. – “baroneza”.K – “rabo de raposa”. Moraceae Clarisia racemosa Ruiz & Pav. Piperaceae Piper marginatum Jacq. Digitaria horizontalis Willd – “capim de roça”. – “pau d’alho”.) Macbr. – “taquari”. Pontederiaceae Eichhornia crassipes Solms. var. Cynodon dactylon (L. & Endl.

Plathymenia foliolosa Benth. Lauraceae Ocotea spp. – “barabu”. Inga blanchetiana Benth. Hymenaea rubriflora Ducke. p. – “bordão de velho”. lnga flagelliformis (Vell.) Willd. – “urucuba”. – “pau d’oleo”. – “favinha”. – “visgueiro”. – “barbatimão”. – “coração de negro”. – “muraré”. K. Leguininosac Inga bahiensis Benth. – “jatobá”. Copaifera sp. 4. B. 2007. Inga thibaudiana DC. Parkia pendula Benth. – “mororó”. Sclerolobium densiflorum Benth.260 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO Anonaccae Anona salzmannii A. – “malícia”. acutifolium Benth. – “ingá–porco”.) Warb. – “ingá de beira de rio”. – “jatobá”. – “jatobá vermelho”.) Benth. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica.) Sandw. Hymenaea martiana Hayne. Stryphnodendron pulcherrimum (Willd. – “jaguarana”. var.243-274. Schranckia leptocarpa DC. Cassia apoucouita Aubl. Hymenaea latifolia Hayne. – “oiti coró”. Bauhinia rubiginosa Bong. Pithecolobium avaremotemo Mart. Dialium guianense (Aubl. Rosaseae Couepia rufa Ducke. Podostemonaceae Mourera fluviatilis Aubl. – “ingá–caixão”. DC.) Mart. Inga fagifolia (L. . Myristicaceae Virola gardnei (DC. – “louros”. – “pau ferro”.) Hochr. – “azeitona da mata”. Hirtella racemosa Lam. – “raticum apé”. Pithecolobium pedicellare (DC. Connaraceae Rourea glabra H. – “amarelo”. vol. var. Pithecolobium saman (Jacq. Peltogyne recifensis Ducke.) Benth. – “ingaí”.

Tiliaceae Apeiba albifiora Ducke. vol. Elaeocarpaceae Sloanea obtusifolia (Moric. Ormosia sp. – “oití de morcego”. – “sucupira–mirim”. Burseraceae Protium heptaphyllum March. – “sete cascos”. Humiriaceae Saccoglottis guianensis Benth. – “amescla”. Simarubaceae Simaruba amara Aubl.K. 2007. Euphorbiaceae Richeria grandis Vahl.D. var. Pogonophora schomburgkiana Miers. Cabralea sp. – “pau santo”. Meliaceae Guarea trichilioides L. Pera ferruginea Muell. Anacardiaceae Tapirira guianensis Aubl. – “bulandí–jaca”.A. sphaerocarpa Duck. Bowdichia virgilioides H. – “cocão”. – “piaca”.) Macbr. Vochysiaceae Vochysia oblongifolia Warm. . – “cajacatinga”. – “praíba”.) Schum. – “marmajuda”. – “jiló”. p. Pterocarpus violaceus Vog. – “pau–pombo”. – “pau de jangada”.B. – “muricí da mata”. – “piripitanga”. – “bulandí”. Ochnaceae Elvasia sp. – “cumaru”. – “sucupira baraquim”. LIMA 261 Swartzia pickelii Killip ex Ducke. Derris guilleminiana (Tul. 4. Arg. Rutaceae Hortia arborea Engler. – “laranjinha”. Coumarouna odorata Aubl. Malpighiaceae Byrsonima sericea DC. – “jacarandá branco”. – “pau–sangue”.243-274. Zollernia paraensis Hub. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica.

– “camaçarí”. Eschweilera luschnatii Miers. – “capitão”.243-274. J. Bombacaceae Bombax gracilipes K. – “maçaranduba”. Compositae Wedelia paludosa DC. . Lecythidaceae Lecythis pisonis Cambess – “sapucaia”. – “angélica da mata”. – “mal–me–quer”. – “mutamba”. Manilkara salzmanni (A. Lam. p. DC. Sterculiaceae Basiloxylon brasiliensis Fr. Al. – “pororoca”. Loganiaecae Strychnos rubiginosa A. Bignoniaceae Tabebuia avellanedae Lorentz ex Griseb.262 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO Apeiba tibourbou Aubl. DC. Micropholis sp. Sapotaceae Lucuma grandiflora A. – “embiriba”. Schum – “munguba”. – “bulandí de leite”. Cariniana brasiliensis Casar. 4. Araliaceae Didymopanax morototoni Decne & Planch. Plumiera bracteata A. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. DC. Apocynaceae Aspidosperma discolor A. vol. – “pereira da mata”. – “jaracatiá”. Aspidosperma limae Wood.) H. – “pitiá–mandioca”. Luehea ochrophylla Mart. – “embirindiba”. Clusia nemorosa Mey. Guazuma ulmifolia Lam. DC. 2007. – “cabo de machado”. Combretaceae Buchenavia capilata Eichl. DC. Caricaceae Jaracatia dodecaphylla A. – “pirauá”. Guttiferae Caraipa densifolia Mart. – “prijuí”. – “pau de jangada”. – “sapucaia de apito”. DC. – “oiti trubá”. – “sambacuim”. Symphonia globulifera L. – “pau d’arco roxo”.

A agricultura de cereais é igualmente explorada. Boraginaceae Cordia trichotoma (Vell. Pithecolobium polycephalum Benth. Bignoniaecae Tabebuia chrysotricha (Mart. – “catolé”.D. Pau d’Alho.) Arrab. p. Vitória de Santo Antão e Gravatá. já bastante devastada em sua cobertura arbórea. Surubim. por excelência. São Vicente Férrer. Carpina. Igarassu. Caesalpinia echinata Lam. Cortês. na delimitação desta subzona. . 4. Orobó. Bom Jardim. Ainda podem ser encontradas algumas maiores reservas nos municípios de Amarají.243-274. Palmares e Quipapá. ex DC. Barreiros. Joaquim Nabuco. Mário Coêlho de Andrade Lima. Leguminosae Enterolobium contortisiliquum (Vell. 2007. – “frei–jorge”.) Standley – “pau d’arco amarelo”. ex Steud. – “camondongo”. Aliança. – “brito”.) Becc. Vicência. – “timbaúba”. Goiana.) Morong. A exploração de madeiras tem dilapidado grandemente nossas reservas florestais. LIMA 263 Na subzona da mata úmida está localizada. Água Preta. Glória do Goitá. Nesta subzona.A. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. b) Mata seca ** Esta subzona compreende parte ou toda a área dos seguintes municípios: També. Anacardiaceae Astronium fraxinifolium Schott. a indústria açucareira de Pernambuco. ______________________________________ ** O autor agradece a valiosa colaboração do prof. localiza–se também parte da lavoura canavieira pernambucana. vol. Timbaúba. – “pau brasil”. Nazaré da Mata. Entre as espécies arbóreas mais típicas desta subzona destacam–se: Palmae Syagrus oleracea (Mart.

Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Leguminosae lnga subnuda Salzm. de Camocim de São Félix. 4. da serra Negra de Bezerros. em Pernambuco. acima de cotas nunca inferiores aos 500 m e progressivamente maiores.100 m. Em diversas serras. 2007. dessas florestas serranas. da serra de Tacaratu e de Triunfo. no passado. até os 1. via de regra. quer graníticas. Estando estas disjunções da floresta perenifólia topograficamente dentro da zona da caatinga. como a de Tacaratu. poderão. eventualmente.243-274. – “pau d’alho”. ser referidas quando do estudo dessa zona. com a floresta da serra de Garanhuns. Isso ocorre em Camocim de São Félix e parece ter ocorrido. já foram quase totalmente eliminadas. num sentido geral SE–NW. Copaifera trapezifolia Hayne – “pau d’óleo”. de Garanhuns. dentro da zona da caatinga. determinaram condições especiais e mais rigorosas.264 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO c) Matas serranas As matas serranas ou brejos de altitude. haver continuidade entre a floresta úmida costeira e esse fácies dos brejos de altitude. Algumas dessas florestas. Rosaceae Rubus sp. ex Benth. ilhas de floresta perenifólia na zona da caatinga. Localizam–se. as variações de umidade e temperatura durante os períodos chuvoso e de estio. Destacam–se entre as matas serranas ou brejos de altitude as de Taquaritinga do Norte. constituem. São. entretanto. de Belo Jardim e Sanharó. da serra do Ororobá em Pesqueira. podendo. nos níveis superiores das serras. Indivíduos de algumas espécies dessas matas serranas chegam a atingir grande porte (20–35 m). Caesalpinia leiostachya (Benth. – “ingazeira”. Entre as espécies arbóreas destacam–se: Phytolaccaceae Galezia gorazema Moq. na maioria dos casos. p. . quer cretácicas.) Ducke – “pau ferro”. vol. que sugere ter sido contínua na direção Brejão – serra de Bom Conselho. da serra Negra entre os municípios de Inajá e Floresta. das serras ao N. que resultam em um fácies próprio. com espécies típicas e fisionomia distinta. disjunções da floresta tropical perenifólia. da serra dos Cavalos em Caruaru.

multiflorum (DC. p. Arg. O clima é seco. Camocim de São Félix. ZONA DA CAATINGA É a maior das zonas fitogeográficas pernambucanas. na qual se interpõem Cactáceas e Bromeliáceas. O solo em grande parte é raso. – “pereiro brabo”. Surubim. João Alfredo. Santa Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. – “lacre”. cultiva–se frequentemente café. a) Agreste Compreende os seguintes municípios. Meliaceae Cedrela sp. Combretaceae Terminalia sp. Limoeiro. Vertentes. Baseia–se nessas variações a divisão da zona em subzonas e estas em regiões. 2007. ou parte deles: També. em geral.243-274. férteis e além da lavoura da mandioca. Fatores de solo. Riacho das Almas. – “pau d’arco roxo”.) E. Essas serras são. Toritama. – “abacate do mato”. – “maçaranduba”.D. . São Joaquim do Monte. Sapotaceae Manilkara rufula (Miq. Glória do Goitá. vol. Agrestina. – “cedro”. Bignoniaceae Tabebuia avellanedae Lorentz ex Griseb. – “mamaluco”. Bonito. March. Orobó. Apocynaceae Aspidosperma pyricollum Muell.) Lam. Caracteriza–se por uma vegetação de porte médio a baixo. Taquaritinga do Norte. pluviosidade e altitude fazem variar de modo apreciável o aspecto da caatinga. Gravatá.A. Vitória de Santo Antão. A zona da caatinga compreende duas subzonas: a) agreste e b) sertão. LIMA 265 Proteaceae Roupala cearaensis Sleumer. 4. Bom Jardim. tipicamente tropófila (decídua) rica de espinhos. Bezerros. Timbaúba. Araliaceae Oreopanax capitatum Decne et Planch. var.

o solo geralmente mais profundo e a pluviosidade mais regular e elevada. – “juazeiro”. Zigophyllaceae Kallstroemia tribuloides Wight. & Arn. Panelas. Garanhuns. Cupira. Sanharó.) Becc. sem uma única árvore. Zollernia ilicifolia Vog. Pedra e Arcoverde. Canhotinho. – “rabo de calango”. No agreste a vegetação é em regra mais densa que a do sertão. vol. Poção. O agreste pernambucano é inegavelmente uma subdivisão da caatinga. no agreste. Rhamnaceae Ziziphus joazeiro Mart. 2007.243-274. – “braúna”. a devastação das reservas arbóreas é mais intensa e vastas áreas existem atualmente. Quipapá. – “turco”. em larga escala. – “pau santo”. p. tais sejam. Da flora do agreste destacam–se como mais características as seguintes espécies: Palmae Syagrus coronata (Mart. Poecilanthe falcata (Vell. Tillandsia streptocarpa Baker.) Ducke. Parkinsonia aculeata L. . Caruaru. Além disso. Angelim. e abundância de Cactáceas e Bromeliáceas. Pesqueira. Bromeliaceae Tillandsia usneoides L. – “imbuzeiro”. Correntes. f. Spondias tuberosa Arruda. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. – “mulungu”. presença de espécies decíduas em grande número armadas de espinhos. Apenas algumas serras e brejos conservam um pouco da antiga cobertura. Myroxylon peruiferum L. Erythrina velutina Willd. 4. São Caetano. – “samambaia”. Jurema.266 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO Cruz do Capibaribe. Alagoinha. – “chorão”. Devido a uma maior densidade demográfica. Lajedo. Sua vegetação atende aos requisitos que caracterizam a caatinga. Anacardiaceae Schinopsis brasiliensis Engl. muitas das espécies que vegetam no sertão estão igualmente presentes. Brejo da Madre de Deus. Belo Jardim. São Bento do Una. Palmeirina. embora haja opiniões em contrário. – “bálsamo”. Bom Conselho. Altinho. – “ouricuri”. Leguminosae Cassia excelsa Schrad – “canafístula”.

D. culminando no município de Belém do São Francisco (ex– Jatinã). – “craibeira”. 2) sertão dos chapadões areníticos. São José do Egito. Floresta. 5) sertão do Araripe. Flôres. Essas variações acima referidas. há milênios. de solo arenoso profundo e vegetação típica. Serrita. contrastando secas prolongadas com chuvas torrenciais efêmeras. A introdução da cultura mal orientada do agave tem colaborado para uma maior degradação do solo. em média. O agreste pernambucano é a área de maior produção de cereais do Estado. Petrolândía. constituído pelo peneplano com suas ondulações. Salgueiro. LIMA 267 Bignoniaceae Tabebuia caraiba (Mart. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Bodocó. Tabira. São José do Belmonte. 1) Sertão central Compreende esta região os municípios seguintes. Exu. 4) sertão de Jatinã. A depressão sanfranciscana é o trecho mais seco do sertão pernambucano. Araripina e Petrolina. Serra Talhada. Santa Maria da Bôa Vista. que no agreste. Com um aspecto geral de peneplano. 4. Arcoverde. O solo é mais raso. Sertânia. além dessas. 2007.) Bur. Garanhuns. As precipitações pluviométricas são mais irregulares. o sertão é pontilhado de serras graníticas. p. corre o São Francisco em sua calha que. serras e chapadões considerados de origem cretácea. . Ouricurí. Inajá. Águas Belas. Belém do São Francisco. formado pela faixa que acompanha esse rio. Triunfo. Nos limites com a Bahia. Carnaíba. b) Sertão A subzona do sertão é bem maior que o agreste. Itapetim. da qual se excetua a região seguinte. Afogados da Ingazeira. que tem como centro o município de Belém do São Francisco. determinam as subdivisões da subzona do sertão: 1) sertão central. Buique. Custodia. vem sendo escavada no granito. 3) sertão do São Francisco.A.243-274. vol. Parnamirim. compreendendo as terras boas ao pé da serra do Araripe. ou partes deles: Bom Conselho. Nessa subzona fazem–se sentir mais intensamente os efeitos das estiagens prolongadas. Tacaratu. Cabrobó. Ocorrem. numa altitude inferior a 400 m. Pedra.

– “jurema preta”. Euphorbiaceae Cnidoscolus phyllacanthus (Muell. reduz–se a arbustiva ou quase nula. – “braúna”. – “marizeiro”. de pequeno porte. Da flora desta região destacam–se as seguintes espécies: Bromeliaceae Bromelia laciniosa Mart. – “imburana de cambão”. entretanto. – “icó preto”. Astronium urundeuva Engl. – “imburana de cheiro”.) Pax. 4. Hoffm. – “caroá” Velloziaceae Vellozia sp. arbórea. – “imbuzeiro”. p. Geoffraea spinosa Jacq. – “catingueira”. 2007.268 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO A vegetação desta região é. – “canela de ema”. em que pela precariedade do solo ou pela devastação feita pelo homem. Ancardiaceae Schnopsis brasiliensis Engl. – “pajeú”. . Neoglaziovia variegata Mez. – “aroeira”. Torresea cearensis Fr. Ali. Há áreas. – “icó branco”. – “macambira”.243-274. Capparis yco Mart. Arg. no conjunto. Burseraceae Bursera leptophloeos Mart. Polygonaceae Triplaris pachau Mart.) Brenan. Spondias tuberosa Arruda. Cassia excelsa Schrad. Celastraceae Maytenus rigida Mart. Mimosa hostilis Benth. As espécies arbóreas caracterizam–se por cerne duríssimo. vol. – “canafistula”. Capparidaceae Capparis jacobinae Moric. – “anjico”. Anadenanthera macrocarpa (Benth. – “carqueja”. Caesalpinia pyramidalis Tul. – “favela”. – “bom nome”. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. pelo que são geralmente empregadas para dormentes de estradas de ferro. Leguminosae Calliandra depauperata Benth. & K.

Santa Cruz do Capibaribe e Brejo da Madre de Deus. var. 2) Sertão dos chapadões areníticos Essas vastas áreas de sedimentos. – “catingueira rasteira”. Swartzia mollis Benth. conferta Benth. A vegetação desta região varia de arbustiva a arbórea baixa. – “camaratu”. 4. – “quixabeira”.) Brenan. Cactaceae Cereus jamacaru DC. Ouricurí e Araripina. Caesalpinia microphylla Mart. Dalbergia cearensis Ducke. . Custódia. vol.A. Inajá.243-274. LIMA 269 Rhamnaceae Ziziphus joazeiro Mart. – “ouricuri”. Serrita. – “salgueiro”. Bodocó. Floresta. ocorre uma disjunção do sertão central continuada ao Norte com o hiperxerófilo “cariri” paraibano. Derris araripensis (Benth. – “quipembe”. estendem–se por área dos seguintes municípios: Buique. Leguminosae Pityrocarpa obliqua (Pers. – “jatobá”. 2007. Arcoverde.) Decc. a sotavento do alinhamento de brejos de altitudes e infiltrando–se pelo agreste. Apocynaceae Aspidosperma pyrifolium Mart. Pilocereus gounellei Weber. – “violeta”. p. – “pereiro”.D. Tacaratu. Poeppigia procera Presl. – “xique–xique”. Sapotaceae Bumelia sartorum Mart. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Petrolândia. – “muquém”. Exu. Verbenaceae Vitex gardneriana Schau. – “mandacaru”. Dentre suas espécies distinguem–se as seguintes: Palmae Syagrus coronata (Mart. formando solos profundos. – “juazeiro”.) Cratylia mollis Mart. Abrangendo áreas de cotas mais baixas dos municípios de Taquaritinga do Norte. Hymenaea courbaril L. Serra Talhada.

– “quipá” (Egler. Excetua–se. p. dentre as quais se destacam: Palmae Copernicea cerifera Mart. Convolvulaceae Ipomoea fistulosa Mart. grande produtora de mandioca. A vegetação é mais escassa e de um modo geral mais baixa. Estas espécies ocorrem. . em pequenas moitas separadas entre si por áreas de solo mais ou menos desnudo. Bauhinia heterandra Benth. geralmente. – “carcarazeiro”. K. num porte mais reduzido e com a predominância de pereiro. – “caxacubri”. e as maniçobeiras – Manihot spp. Pithecolobium diversifolium Benth. B. Esta região é de um modo geral pouco produtiva. resultante do derrame de areia da chapada de Araripe. Cereus sp. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Schum. Ocorrem. 3) Sertão do São Francisco Esta região se caracteriza mais pela fisionomia que mesmo pela variação das espécies. o solo é frequentemente recoberto por Opuntia inamoena K. Leguminosae Pithecolobium multiflorum (H. comparando–a com o sertão central.243-274. – “mororó”. – “carnaubeira”. Sob os arbustos. como referido anteriormente. faveleira e pinhão brabo – Jatropha pohliana Muell.270 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO Cactaceae Pilocereus tuberculatus Werd. 4) Sertão de Jatinã É. vol. 4. Algumas espécies ocorrem de preferência nesta região. porém. Entre as espécies características sobressaem–se a “burra leiteira” – Sapium sp. a área mais pobre da caatinga. as espécies da anterior. – “mata cabra”. Arg.) Benth. 2007. – “facheiro”. 5) Sertão do Araripe Distingue–se do sertão central por uma maior profundidade do solo. 1951). a chapada do Araripe. – “canafístula”. nesta região.

embora apresentem. não podem ser incluídos entre os tabuleiros verdadeiros. A subzona dos tabuleiros ocorre ao norte de Pernambuco. ao que tudo indica. Resultam da degradação da mata primitiva. A variação de vegetação tipo tabuleiro (cerrado) ou tipo mata. nos municípios de Goiana e També.D. a vegetação nesta zona se caracteriza por um manto herbáceo. Onde a drenagem é favorecida por inclinações do terreno ou causas outras. altitude variando entre os 100 e 150 m. em solos planos da formação barreiras. onde se intercalam arboretas tortuosas. “cobertos”. 2007. de súber espesso e folhas mais ou menos coriáceas. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. em solos aparentemente iguais. a) Tabuleiros Esta subzona tem sido sempre considerada como subdivisão da zona do litoral. São essas áreas denominadas vulgarmente como “carrasco”. p. com predominância de gramíneas. Entretanto. No município de Igarassu. da drenagem dos mesmos. ocorre dessecação excessiva na estação seca. . alguns elementos mais resistentes conseguem permanecer. de espécies de mata úmida. conforme seja a atuação do homem sobre ela. e. espécies típicas dos tabuleiros. sobretudo. pela predominância. sua fisionomia e composição florística.A.). A nova associação é instável. acumula–se água na estação chuvosa e pela natureza siliciosa do solo. Apenas os tabuleiros típicos são incluídos nesta subzona e destacam–se como suas principais espécies a seguintes: Polypodiaceae Pteridium aquilinum (L.. Dessa vegetação. depende. com a invasão de espécies do tabuleiro. pela falta de drenagem. LIMA 271 ZONA DAS SAVANAS Como nas demais savanas sulamericanas (“cerrados”. sua situação afastada do mar. mais adaptáveis às condições impróprias criadas pelo corte e queima da vegetação anterior. eventualmente. ali. Localizam–se os tabuleiros onde.) Kuhn. localiza–se a mata. 4. vol.243-274. Compreende duas subzonas: a) tabuleiros e b) agrestes do Araripe. áreas planas da mesma formação. etc. tendendo para tabuleiros ou mata secundária. implicam na sua transferência para a zona das savanas.

243-274. Periandra mediterranea (Vell. Leguminosae Apuleia leiocarpa (Vog. Cassia appendiculata Vog.272 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO Cyperaceae Bulbostylis paradoxa (Spreng.) Chase. Hil. – “angelim rasteiro”. p. Gramineae Echinolaena inflexa (Poir. var. . var. Hil – “carrapicho”. Eragrostis compacta Steud. Orchidaceae Catasetum macrocarpum Rich. gracilis Vog. Krameria tomentosa A. Don. repanda A. B. Andira laurifolia Benth. Harpalice brasiliana Benth. Lima. Epidendrum cinnabarinum Salzm. Polygalaceae Polygala longicaulis H. (parasitando Anacardium occidentale). – “enxêrto de passarinho”.) Taub. Panicum rostellatum Trin. Hymenolobium alagoanum Ducke. – “alcaçus”. – “jitaí”. Droseraceae Drosera sessilifolia St. Tephrosia leptostachya DC. – “muricí do tabuleiro”. 2007. B. Stylosanthes guianensis Sw. Cassia apoucouita Aubl. Amaryllidaceae Hippeasirum psittacinum Herb. vol. Clarke. – “cebola cencém”. Loranthaceae Psittacanthus dichrous Mart. St.) C. Eriosema simplicifolium G. K. 4. Malpighiaceae Byrsonima cydoniaefolia Juss. Burmanniaceae Burmannia capitala Mart. – “coração de negro”.) Macbr. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica.

Marcgraviaceae Norantea brasiliensis Choisy. – “amarelo”. – “faveira”. b) Agrestes do Araripe A vegetação é típica de cerrado e aí surgem. tem sido utilizado quase que. – “apaga fogo”. Copaifera langsdorfii Desf. – “lixeira” ou “cajueiro brabo”. Solos semelhantes. apenas. com adubação. como mais características as seguintes espécies: Leguminosae Plathymenia reticulata Benth. vol. Ochnaceae Ouralea sp. em Alagoas. Kanimia nitida Baker. 4. estão sendo usados. Compositae Aspilia sp. 2007. – “batiputá”. – “visgueiro do Araripe”. Labiatae Hyptis fruticosa Salz. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica.D. Icthyothere cunabi Mart. no plantio da cana de açúcar. para plantio de abacaxi.A. Iniciam–se agora plantios de maracujá e bananeiras. de um modo geral. Schum. Parkia platycephala Benth.243-274. & K. LIMA 273 Anacardiaceae Anacardium occidentale L. p. – “alecrim do tabuleiro”. – “cajueiro”. Melastomaceae Miconia ferruginata DC. Pobre em madeiras e de solo fraco. – “mal–me–quer”. Vernonia remotiflora Rich. é pouco produtivo. – “pau d’oleo”. Bignoniaceae Jacaranda heteroptila Bur. Dimorphandra gardnerina Tul. O tabuleiro. Dilleniaceae Curatella americana L. .

Pernambuco) ANDRADE LIMA. 1947. Contribuição ao estudo das regiões naturais de Pernambuco. v. o meio e a civilização. Anacardiaceae Anacardium occidentale L. histórico e estatístico de Pernambuco. 1955. Paris.). (Publ. Rio de Janeiro.274 ESTUDOS FITOGEOGRÁFICOS DE PERNAMBUCO Caryocaraceae Caryocar coriaceum Wittm. 1954. D. do Colégio Estadual de Pernambuco). 1949.I. Grassé traité de zoologie XVIL: 984. Apocynaceae Hancornia speciosa Gomez. Editora Nacional.243-274. PETIT. Universidade Rural de Pernambuco. Fitogeografia do Brasil.ª Contribuição). H. na área cearense dessa serra. Instituto de Pesquisas Agronômicas. vol. Contribuição ao estudo da caatinga pernambucana. (3ª ed. 4. GALVÃO. 1946. (1. J. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE LIMA. – “pequizeiro”. 1951. 1945. As regiões naturais de Pernambuco. In Pierre – P. vol. 35). (Coleção Brasiliana. Contribution to the study of the flora of Pernambuco. H.2. G. 2007. VASCONCELOS SOBRINHO. Brazil. W. p. XVIII:121–125. (Tese apresentada para concurso de provimento da cadeira de Geografia do Brasil.). Masson et Cie. 1951. São Paulo.A. Recife. Série 5ª. L. Imprensa Nacional.J. A flora da praia de bôa viagem. o que já é da cogitação do parque florestal do Araripe. (2ª. – “cajueiro”. – “mangabeira”. n°2).V. Diccionário chorographico. Recife. (Serviço de Divulgação Agrícola.C. Essa subzona pode ser aproveitada economicamente pela exploração do pequi. SETTE. Revista Brasileira de Geografia XIII. A. EGLER. D.L. Bulletin Torrey Botany Club 74:383–397. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. . cajueiro e mangabeira. A collection of marine algae from Brazil. Boletim da S. WILLIAMS. & BLOMQUIST. (Monografia 1). ed. Recife.A. 1921. S.G. SAMPAIO.