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FACULDADE NOBRE DE FEIRA DE SANTANA

CURSO: Direito DISCIPLINA: Direito do Trabalho -6º Semestre 2012.1 PROF. Paulo Toledo

AULAS: 19, 20 e 21

__________________________________________________________(L.S.N.S.J.C)______________________

5.- O empregador
Legislação : CLT> arts. 2º, 10 e 448; Lei 5.889/73 > art.3º ; Lei
11.101/2005 > arts.60 e 141; Lei 8.212/91> art.25-A. Jurisprudência: Súm.129/TST. Vimos que o contrato de trabalho pressupõe a intervenção de duas partes que se identificam como empregador, aquele que propicia o trabalho, e empregado, o que o executa, pessoalmente.

5.1.- Correntes
O professor Ricardo Resende, leciona que existem duas correntes doutrinárias que explicam o conceito do empregador, constante do art.2º da CLT. “A primeira corrente, majoritária, defende que a CLT apresenta atecnia em seu art.2º, tanto que ao confundir empresa e empregador, quanto ao considerar equiparados a empregador, aqueles que de fato são empregadores. Critica-se o conceito, em primeiro lugar, por considerar o empregador é a empresa, e não pessoa física, jurídica ou ente despersonalizado; em segundo lugar, por considerar equiparados a empregador outras pessoas que, na verdade, são autênticos empregadores. Na definição de Fábio Ulhoa Coelho EMPRESA, “é... atividade organizada no sentido de que nela se encontram articulados, pelo empresário, os quatro fatores de produção: capital, mão de obra, insumo e tecnologia”. Assevera o mesmo autor que “somente se emprega de modo técnico o conceito de empresa quando for sinônimo de empreendimento”. No mesmo sentido, o art.966 do Código Civil dispõe que a empresa é a “atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens e serviços”.

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para esta parte da doutrina. que por sua a proteção do empregado.. Entretanto. também.“Considera-se empregador a empresa.O estabelecimento. admite.142 do Código Civil. segundo o qual. a empresa (como empreendimento) em detrimento da pessoa do tomador dos serviços (quem contrata).1. para o Para esta corrente o legislador quis destacar. a massa falida) que contrata pessoa física para lhe prestar serviços. Nestes termos. “Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado. pelo art. alteridade e sob subordinação. o conceito legal de estabelecimento é extraído do art. Diante disso. pois empresa não é o sujeito de direitos na ordem jurídica pátria”.O conceito de empregador O conceito encontra-se definido no artigo 2º da CLT. onerosidade. 2 . amplia há uma segunda corrente doutrinária. sendo que estes serviços devem ser prestados com pessoalidade.para exercício da empresa. assim. idéia esta que serviria de base inclusive para a teoria da sucessão de empregadores. assumindo os riscos da atividade econômica. individual ou coletiva. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço”. conclui-se que é equivocada a identificação do empregador à noção de empresa. podemos conceituar o empregador como sendo: 5. definido. por empresário. por sua vez. Finaliza o professor Ricardo Resende “Diante dos conceitos de empresa e estabelecimento obtidos no ramo do Direito Comercial. considerando-a viés doutrinário do legislador. que defende a definição dada da CLT. E.2º implícita de vez.1. por Fábio Ulhoa Coelho como sendo: “o complexo de bens reunidos pelo empresário desenvolvimento de sua atividade econômica”. ou por sociedade empresária”. quanto ao aspecto subjetivo do contrato de emprego.. Vejamos: Art. não eventualidade. o estabelecimento é o instrumento da atividade da empresa. É. que.1. empregador é a pessoa (física ou jurídica) ou mesmo o ente despersonificado (Por ex. 2º . com a finalidade reforçar a idéia de despersonalização do empregador .

a CLT proíbe sejam distribuídos eventuais prejuízos entre os empregados. É exatamente esta idéia de despersonalização. a) Despersonalização > O requisito da pessoalidade da relação de emprego é essencial em relação à figura do empregado.“Equiparam-se ao empregador. o que viabiliza a aplicação concreta do princípio da continuidade da relação de emprego. determinando.Grupo de Empresas e Solidariedade Pode ocorrer que várias empresas se reúnam em grupo econômico. sob controle. Dessa forma em relação à pessoa ao empregador predomina a impessoalidade. para os efeitos exclusivos da relação de emprego. aí considerados inclusive os riscos do próprio contrato de trabalho celebrado com seus empregados. os profissionais liberais. sendo irrelevante em relação à figura do empregador. b) Assunção dos riscos do empreendimento > Se por um lado. por exemplo) não afetará os contratos de trabalho vigentes.2. as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos.1.2º). Cabendo somente ao empregado neste contrato é simplesmente colocar à disposição do empregador sua energia de trabalho e cumpri as ordens patronais quanto ao modo de execução do trabalho.§ 1º .. por outro lado. por exemplo. e sim um contrato de prestação (de atividade). caberá ao empregador assumir integralmente os riscos do negócio (empreendimento). e não à pessoa do empregador. 5. pela qual o empregado se vincula ao empreendimento. o empregador detém o poder de dirigir a prestação de serviços. “face oposta da moeda”. 5.2.Características da figura do empregador Sua despersonalização e a assunção dos riscos do empreendimento e do próprio trabalho contratado. o tempo. que admitirem trabalhadores como empregados”. O raciocínio é simples: o contrato de trabalho não é um contrato de resultado. 3 . as instituições de beneficência. direção ou administração de apenas uma delas. permitindo assim que se afirme que a mudança subjetiva na empresa (mudança de sócios. Atribuir exclusivamente ao empregador os riscos do empreendimento (art. o modo e o lugar do trabalho..

haverá responsabilidade solidária entre a empresa principal e suas subordinadas.2. embora.2.Assim.. 5. como solução para a questão da informalidade. etc.. 4 . 5.3.Equiparação empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de produtores rurais. salvo ajuste em contrário”. cada uma delas. consagra o entendimento jurisprudencial de que o grupo econômico é empregador único ao dispor: “A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico.). A partir do consórcio. constituindo grupo industrial. por subordinação. a fim de que se prestem serviços a todos os integrantes do consórcio. diversos empregadores se reúnem para dividir os custos decorrentes da contratação formal de empregados. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas”. não requer qualquer formalidade institucional ou notarial e pode se dar por coordenação.1..2º/CLT . o parágrafo segundo do mesmo artigo 2º. 5.Grupo Econômico como Empregador único O Enunciado 129 do TST. 5. mesmo que exista personalidade jurídica própria de cada participante do grupo.“Sempre que uma ou mais empresas. tendo. pools. não necessita se revestir das modalidades jurídicas típicas do Direito Econômico e Comercial (holding. durante a mesma jornada de trabalho.2. estiverem sob a direção. Esta “ figura”. não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho.O conceito de grupo econômico do Direito do Trabalho é mais abrangente do que no Direito Comercial ou Civil: É a reunião de várias empresas que obedecem a uma unidade de comando. reza o seguinte: § 2º do art.. Desta forma. para os efeitos da relação de emprego.Consórcio de Empregadores O consórcio de empregadores é a reunião de empregadores para a contratação de empregados. adaptando os interesses dos empregadores rurais à necessidade de proteção do trabalhador que se ativa no campo. em relação às obrigações trabalhistas.1. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. surgiu no meio rural. por controle entre pessoas jurídicas ou por meio de pessoas físicas. controle ou administração de outra. na medida de suas necessidades.3. serão. personalidade jurídica própria.

5. que reza: 5 . bem como o respectivo registro no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária . Dispõe a Lei 8. § 1o O documento de que trata o caput deverá conter a identificação de cada produtor. exclusivamente. § 2o O consórcio deverá ser matriculado no INSS em nome do empregador a quem hajam sido outorgados os poderes.212/1991. mediante documento registrado em cartório de títulos e documentos. arrendamento ou equivalente e a matrícula no Instituto Nacional do Seguro Social – INSS de cada um dos produtores rurais. gerir e demitir trabalhadores para prestação de serviços. que outorgar a um deles poderes para contratar. § 3o Os produtores rurais integrantes do consórcio de que trata o caput serão responsáveis solidários em relação às obrigações previdenciárias. e dá outras providências. Art.889. institui Plano de Custeio. de 2001).INCRA ou informações relativas a parceria. do qual deverá constar expressamente a cláusula de solidariedade. b) A figura do consórcio cria a solidariedade ativa. Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de produtores rurais. a figura do consórcio de empregador rurais foi positivada com o acréscimo do art. (Incluído pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 10.Características da figura do consórcio a) Os integrantes do consórcio de empregadores são solidariamente responsáveis pelas obrigações previdenciárias em relação a seus empregados. c) A CTPS do empregado deverá ser anotada por uma das pessoas físicas integrantes do consórcio. nos moldes do art. DE 8 DE JUNHO DE 1973. Empregador Rural > Tem o seu conceito instituído pela Lei Nº 5. de 2001). (Incluído pela Lei nº 10.256.256. de 2001).212/91. 25A. de 2001).Logo. formado pela união de produtores rurais pessoas físicas. seu endereço pessoal e o de sua propriedade rural..256. cujo nome será acrescido “e outros” d) O consórcio deverá ser obrigatoriamente formalizado por documento registrado em Cartório de títulos e documentos. 896 do CCB. indistintamente. (Incluído pela Lei nº 10.3.2.256. na forma do regulamento. aos seus integrantes. isto é os empregados são empregados de todos os integrantes do consórcio. sobre a organização da Seguridade Social.25-A à Lei nº8.

§ 2º Sempre que uma ou mais empresas.4. os arts. pois os artigos 10 e 448 são normas de ordem pública. o mesmo não acontece em relação ao empregador. 3º . mesmo guardando cada uma sua autonomia. Dois são os dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho que tratam da sucessão trabalhista. Ou seja. ou seja. embora tendo cada uma delas personalidade jurídica própria. 5. em caráter permanente ou temporário. diretamente ou através de prepostos e com auxílio de empregados. integrem grupo econômico ou financeiro rural. porque a transferência da atividade econômica para outro titular em nada altera o contrato de trabalho celebrado entre o trabalhador e o titular anterior. “ Art.-A sucessão de empregadores Ao contrário do empregado. 6 . visam a proteção do trabalhador em caso de alteração na estrutura jurídica da empresa ou na troca de sua titularidade. referida no "caput" deste artigo. 10 e 448. controle ou administração de outra. a exploração industrial em estabelecimento agrário não compreendido na Consolidação das Leis do Trabalho. A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados". O objetivo da norma é garantir ao empregado a satisfação de seus direitos mesmo com a troca da titularidade do empregador ou qualquer outra transformação jurídica do mesmo. o contrato de trabalho não é “ intuitu personae” (não é pessoal) em relação ao empregador. mantendo-o em todos os seus itens.. 10/CLT. que assim dispõem: "Art. proprietário ou não. para os efeitos desta Lei. gerando apenas o direito de regresso do novo titular contra o antigo. 448/CLT. ou ainda quando. embora. ambos da CLT. em regra. rural.Art. § 1º Inclui-se na atividade econômica. que explore atividade agro-econômica. de forma que a cláusula segunda a qual o antigo titular responderá exclusivamente pelos débitos ocorridos durante a sua gestão não gera efeitos para fins trabalhistas. Os dispositivos acima. e a regra de que o risco do negócio é do empregador. estiverem sob direção. o contrato de trabalho seja personalíssimo em face do empregado. os contratos de trabalho são mantidos com a organização do trabalho e não com as pessoas que estejam à sua frente.Considera-se empregador. a pessoa física ou jurídica. Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados". A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa em nada afeta os contratos de trabalho (Arts.10 e 448/CLT) dos respectivos empregados (princípio da continuidade do contrato de trabalho). serão responsáveis solidariamente nas obrigações decorrentes da relação de emprego.

incorporação. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. para as sociedades por ações). apenas. e nem receberá a multa de 40% do FGTS.Transformação. Desta forma.483. razão pela qual não ocorre sucessão de empregador. não está obrigado a cumprir o aviso prévio. pode ser mais conveniente que seja uma Sociedade Anônima. para as sociedades de pessoas e por quotas de responsabilidade limitada ou estatuto social. é o regime jurídico societário da empresa. A transformação é muito comum na dinâmica das sociedades empresarial. O empregado também. a) Transformação "A transformação é a operação pela qual a sociedade. que são conceitos de direito comercial.3. b) Fusão e Incorporação Incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. ocorre na morte do empregador constituído em empresa individual. em outro momento. leciona o seguinte: 7 . A sucessão de empresa ocorre através da incorporação. Nesse caso. passa de um tipo social para outro". da fusão. mediante alteração em seus elementos constitutivos (contrato social. Com a transformação. interessante analisar cada uma das citadas formas de operações societárias que geram efeitos no Direito do Trabalho. 5. em determinados momentos é mais interessante que determinada empresa seja constituída sob a forma de Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada. da cisão ou da transformação.-Hipóteses de Sucessão de Empresas no Direito empresarial . parág. independentemente de dissolução e liquidação.1. pois tais definições serão muito importantes para o tema central deste trabalho. 2º). basta a sua transformação. Para que uma empresa passe de uma forma para outra. desnecessária a sua extinção ou liquidação. Amador Paes de Almeida. por meio de uma análise equilibrada do Direito Comercial e do Direito Laboral. diferentemente. fusão e cisão das sociedades comerciais. vez que. o que muda. é facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho (Art. para constituição de outra. não ocorre alteração da pessoa jurídica.A única exceção com relação à mudança na propriedade da empresa que afeta o empregado.

proporcionando. a operação obedece às regras da incorporação (LSA. "é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. dando-se preferência pela incorporação. sendo tais previsões criticadas pela doutrina especializada em Direito Societário. c) Cisão Dos ensinamentos de Fábio Ulhoa Coelho sobre cisão. encaixando-se. 8 . diz-se que a cisão é parcial. por sua vez. constituídas para essa finalidade ou já existentes. como. durante o qual a nova sociedade não pode realizar nenhum negócio regular. segundo lição de Fábio Ulhoa Coelho. Em virtude dessa considerável diferença. § 3º)". Por outro lado. Ora. INSS. assim. quando vertidos todos os bens. Comparando as duas operações. Na incorporação. concluída a operação. a empregadora incorporada é sucedida pela incorporadora. nas previsões dos artigos 10 e 448 da CLT. ficando uma das novas empresas responsável pelos empregados da parte da antiga sociedade. estado e prefeitura). sem solução de continuidade. conclui-se que a fusão é pouco utilizada. São casos típicos de sucessão de empregador. ocorre a sucessão de empregador. FGTS. art. com a fusão. assume todas as obrigações das sociedades incorporadas". a fusão praticamente não existe". regularizar-se na Junta Comercial e nos diversos cadastros fiscais (CNPJ. total. Todos os procedimentos da incorporação e da fusão estão previstos na Lei das Sociedades Anônimas. parcelas do seu patrimônio. as sociedades participantes da operação. Ocorrendo a cisão. que. a empresa fica simplesmente paralisada. extraímos o seguinte: "A cisão é a operação pela qual uma sociedade empresária transfere para outra. ou a totalidade deste. 229. A fusão. a sociedade cindida é extinta. diante de várias previsões legais: "Como a lei considera a sociedade resultante da fusão uma nova pessoa jurídica. deixam de existir. ela deve. se a sociedade empresária para a qual os bens são transferidos já existe."Pelo processo da incorporação uma ou mais sociedades são absorvidas pela incorporadora. ou outras. a sociedade incorporadora sucede a incorporada. Quando a operação envolve a versão de parte dos bens da cindida em favor de uma ou mais sociedades. Neste último caso. e com a fusão a nova empresa sucede as duas empresas que a formaram. por via de conseqüência. essas providências demandam tempo. permanecendo inalterada a identidade desta. Com a incorporação. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações" . o regular desenvolvimento dos negócios das duas. por outro lado. perfeitamente.

373-A. No exercício deste poder. Não há também necessidade de aplicar penalidade antes de despedir o empregado por justa causa. com vista à direção. 9 . que possibilita ao empregado considerar rescindido o contrato de trabalho. Este poder deriva do poder de propriedade inerente ao contrato de trabalho subordinado e das normas que regulam a empresa como instituição voltada para um fim determinado. A submissão do empregado ao cartão de ponto e ao livro de ponto também se inclui no poder de controle do empregador. a suspensão e dispensa por justa causa.483/CLT). A advertência.5. nem existe hierarquia ou ordem de precedência entre as penalidades. 1º) Poder de Direção. Poder disciplinar. O poder de direção do empregador. Admite-se a revista pessoal no empregado. O empregador detém o poder de organizar. (Ver art. regulamentação. pode o empregador ao aplicar penalidades ao empregado indisciplinado ou desidioso. e a dispensa por justa causa. Sendo a advertência aplicada nos casos de menor gravidade. fiscalizar e controlar o desenvolvimento de sua empresa. 2º) Poder controlador.Poderes do Empregador A ordem jurídica assegura ao empregador o poder empregatício. São três as penalidades admissíveis no poder disciplinar: A advertência. VI/ CLT – Redação da Lei. não podendo exceder a 30 dias consecutivos). com prejuízo dos salários e do repouso semanal remunerado. na Justiça do Trabalho.9. poder organizador e poder controlador. manifesta em três modalidades: Poder disciplinar. fiscalização e disciplinamento da empresa. que anulará aquelas que forem injustas ou abusivas.799/99). O poder de direção do empregador está sujeito dos limites do artigo 483 da CLT. É o poder de fiscalização. a suspensão dos dias de trabalho. Tanto a advertência como a suspensão podem ser imposta verbalmente ou por escrito. (o prazo comum é de 1 a 5 dias. As penalidades aplicadas pelo empregador são passíveis de revisão via ação judicial..5. Porém. é proibida a revista íntima nas empregadas ou funcionárias (art. desde que não cause vexame ou ofensa à integridade moral.

Havendo quadro de carreira.02. 10 . onde as promoções são reguladas pelos critérios de antigüidade e merecimento.Empregador doméstico – Poderá ser representado em juízo por qualquer pessoa da família que tenha conhecimento dos fatos. NOTA> Não há sucessão de empregador doméstico. 4ª Turma..) TST.. Rel. 2007. (. o aresto: “ (. ED-R 3355900-10.06. 5.6. Algumas legislações possibilitam a participação do empregados na gestão da empresa.. no mesmo emprego doméstico não há que se falar sequer em empresa. Min.461. parag.204”.0900. tratando-se de empregador que possua empregados registrados.. Neste mesmo sentido. cinge-se salientar a impossibilidade de sucessão trabalhista em relação ao empregado doméstico. (VER art. que podem ser pessoais (ao empregado) ou gerias (para todos os empregados).10 da CLT ao doméstico e em face de o empregador não ser empresa. Antônio José de Baros Levenhagen.. Na prática o poder de organização materializa-se na emissão de ordens. DJ 11.) Com efeito. criando um quadro de carreira. 2º/ CLT). Pode o empregador organizar seu pessoal. estes também poderão representá-lo nas audiências trabalhistas. ou classificá-lo. editando um regulamento de empresa.5.3º) Poder de organizar. a despersonalização do empregador é bastante mitigada no âmbito da relação de emprego doméstico. Os quadros de pessoal só serão válidos quando homologado pelo Mistério do Trabalho e Previdência Social.202. a desobediência aos critérios fixados para promoção ou a classificação incorreta conferem ao empregado o direito de ingressar em juízo reclamando seu direito de promoção. diante da implicabilidade do art. É o poder de nortear os rumos da empresa. Recurso não conhecido. Ademais. pois.