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RESPONSABILIDADE CIVIL Exemplar do Aluno. 2010.

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(Proibida a Reprodução)

APRESENTAÇÃO Caro aluno A Metodologia do Caso Concreto aplicada em nosso Curso de Direito é centrada na articulação entre teoria e prática, com vistas a desenvolver o raciocínio jurídico. Ela abarca o estudo interdisciplinar dos vários ramos do Direito, permitindo o exercício constante da pesquisa, a análise de conceitos, bem como a discussão de suas aplicações. O objetivo é preparar os alunos para a busca de resoluções criativas a partir do conhecimento acumulado, com a sustentação por meio de argumentos coerentes e consistentes. Desta forma, acreditamos ser possível tornar as aulas mais interativas e, conseqüentemente, melhorar a qualidade do ensino oferecido. Na formação dos futuros profissionais, entendemos que não é papel do Curso de Direito da Universidade Estácio de Sá tão somente oferecer conteúdos de bom nível. A excelência do curso será atingida no momento em que possamos formar profissionais autônomos, críticos e reflexivos. Para alcançarmos esse propósito, apresentamos a Coletânea de Exercícios, instrumento fundamental da Metodologia do Caso Concreto. Ela contempla a solução de uma série de casos práticos a serem desenvolvidos pelo aluno, com auxílio do professor. Como regra primeira, é necessário que o aluno adquira o costume de estudar previamente o conteúdo que será ministrado pelo professor em sala de aula. Desta forma, terá subsídios para enfrentar e solucionar cada caso proposto. O mais importante não é encontrar a solução correta, mas pesquisar de maneira disciplinada, de forma a adquirir conhecimento sobre o tema. A tentativa de solucionar os casos em momento anterior à aula expositiva, aumenta consideravelmente a capacidade de compreensão do discente. Este, a partir de um pré-entendimento acerca do tema abordado, terá melhores condições de, não só consolidar seus conhecimentos, mas também dialogar de forma coerente e madura com o professor, criando um ambiente acadêmico mais rico e exitoso. Além desse, há outros motivos para a adoção desta Coletânea. Um segundo a ser ressaltado, é o de que o método estimula o desenvolvimento da capacidade investigativa do aluno, incentivando-o à pesquisa e, conseqüentemente, proporcionando-lhe maior grau de independência intelectual. Há, ainda, um terceiro motivo a ser mencionado. As constantes mudanças no mundo do conhecimento – e, por conseqüência, no universo jurídico – exigem do profissional do Direito, no exercício de suas atividades, enfrentar situações nas quais os seus conhecimentos teóricos acumulados não serão, per si, suficientes para a resolução das questões práticas a ele confiadas. Neste sentido, e tendo como referência o seu futuro profissional, consideramos imprescindível que, desde cedo, desenvolva hábitos que aumentem sua potencialidade intelectual e emocional para se relacionar com essa realidade. E isto é proporcionado pela Metodologia do Estudo de Casos. No que se refere à concepção formal do presente material, esclarecemos que o conteúdo programático da disciplina a ser ministrada durante o período foi subdividido em 15 partes, sendo que a cada uma delas chamaremos “Semana”. Na primeira semana de aula, por exemplo, o professor ministrará o conteúdo condizente a Semana nº 1. Na segunda, a Semana nº 2, e, assim, sucessivamente. O período letivo semestral do nosso curso possui 22 semanas. O fato de termos dividido o programa da disciplina em 15 partes não foi por acaso. Levou-se em

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consideração não somente as aulas que são destinadas à aplicação das avaliações ou os eventuais feriados, mas, principalmente, as necessidades pedagógicas de cada professor. Isto porque, o nosso projeto pedagógico reconhece a importância de destinar um tempo extra a ser utilizado pelo professor – e a seu critério – nas situações na qual este perceba a necessidade de enfatizar de forma mais intensa uma determinada parte do programa, seja por sua complexidade, seja por ter observado na turma um nível insuficiente de compreensão. Hoje, após a implantação da metodologia em todo o curso no Estado do Rio de Janeiro, por intermédio das Coletâneas de Exercícios, é possível observar o resultado positivo deste trabalho, que agora chega a outras localidades do Brasil. Recente convênio firmado entre as Instituições que figuram nas páginas iniciais deste caderno, permitiu a colaboração dos respectivos docentes na feitura deste material disponibilizado aos alunos. A certeza que nos acompanha é a de que não apenas tornamos as aulas mais interativas e dialógicas, como se mostra mais nítida a interseção entre os campos da teoria e da prática, no Direito. Por todas essas razões, o desempenho e os resultados obtidos pelo aluno nesta disciplina estão intimamente relacionados ao esforço despendido por ele na realização das tarefas solicitadas, em conformidade com as orientações do professor. A aquisição do hábito do estudo perene e perseverante, não apenas o levará a obter alta performance no decorrer do seu curso, como também potencializará suas habilidades e competências para um aprendizado mais denso e profundo pelo resto de sua vida. Lembre-se: na vida acadêmica, não há milagres, há estudo com perseverança e determinação. Bom trabalho. Centro de Ciências Jurídicas

SUMÁRIO

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Semana 1 Responsabilidade. Conceito. Ato ilícito em sentido estrito e amplo. Espécies de responsabilidade. Pressupostos. Exclusão da ilicitude. Semana 2 Responsabilidade extracontratual subjetiva. Conduta Imputabilidade. A culpa lato sensu. Elementos. Espécies. Semana 3 Nexo causal. Teorias. A teoria acolhida por nosso Direito Civil. Causalidade da omissão. Concausa. Exclusão do nexo causal. Fato exclusivo da vítima. Fato de terceiro. Caso fortuito e força maior. Semana 4 Dano I. Conceito. Dano patrimonial. Dano emergente e lucro cessante. Dano moral: evolução doutrinária, posicionamento atual, configuração, prova, arbitramento. Semana 5 Dano II. Legitimação para pleitear o dano moral. Dano moral e pessoa jurídica. Transmissibilidade. Liberdade de informação e inviolabilidade da vida privada. Dano estético. Dano à imagem. Dano à imagem da pessoa falecida. Dano reflexo. Liquidação do dano. Verbas indenizáveis. Semana 6 Responsabilidade Civil Objetiva. Evolução histórica. Teoria do risco. Responsabilidade objetiva no Código Civil de 2002. Abuso do direito (art. 187, CC). Responsabilidade pelo desempenho de atividade de risco (art. 927, parágrafo único). Responsabilidade por dano causado por produto (art. 931, CC). Semana 7 Responsabilidade por fato de outrem Responsabilidade direta e indireta. Responsabilidade do pai por atos dos filhos menores. Responsabilidade dos tutores e curadores. Responsabilidade dos incapazes (art. 928, CC). Responsabilidade do empregador ou comitente. Semana 8 Responsabilidade civil pelo fato das coisas. Teoria da guarda. Furto ou roubo de veículo. Fatos de animais. Ruína de edifício. Coisas caídas do prédio. Semana 9 comissiva e omissiva.

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Características do contrato de seguro. Prescrição e decadência. Solidariedade. Responsabilidade dos prestadores de serviços públicos. O § 6º do artigo 37 da CF de 1988. Danos decorrentes de obras públicas. Excludentes de responsabilidade. O Código Civil e o Código do Consumidor. Semana 11 Responsabilidade Civil nas relações de consumo I. Responsabilidade do transportador aéreo. Semana 12 Responsabilidade Civil nas relações de consumo II.Responsabilidade da Administração Pública. Exclusão da responsabilidade. Semana 10 Responsabilidade subjetiva do Estado. Transporte de mercadorias. Transporte gratuito. Danos por omissão do Estado. Evolução histórica. Responsabilidade dos profissionais liberais. Responsabilidade do Estado por danos decorrentes de atos judiciais e atos legislativos. Cláusula penal. Princípios da responsabilidade do fornecedor pelo fato do produto e do serviço. Culpa anônima. A responsabilidade do Estado no Direito Brasileiro. Semana 15 Responsabilidade do segurador. Juros de mora. Responsabilidade subsidiária do comerciante. Inadimplemento e mora. Responsabilidade pelo vício do produto e do serviço. Semana 14 Responsabilidade do transportador. Características da responsabilidade do segurador. Semana 13 Responsabilidade contratual e pré-contratual Pressupostos. Cláusula de não indenizar. Risco do desenvolvimento. Semana 1 5 .

pelo que pede indenização por danos materiais. Em virtude da batida o seu veículo teve a parte traseira destruída. de acordo com a pertinência temática. alegando. Exclusão da Ilicitude. indaga-se: a) é caso de responsabilidade contratual ou extracontratual? b) é caso de responsabilidade subjetiva ou objetiva? Justifique as respostas. LEITURA recomendada: • CAVALIERI FILHO. quando foi abalroado na traseira pelo veículo do réu. Capítulo I. Atlas. A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. Programa de Responsabilidade Civil. Pressupostos.Responsabilidade. A resolução dos casos faz parte da aula. Conceito. Compreender a exclusão da ilicitude. São Paulo. o que resultou em agressão física do primeiro contra o segundo. CASO CONCRETO 1 Roberto e Mário. 9ª Edição. que estava parado com o seu veículo. Espécies de responsabilidade. a tudo assistindo passivamente. CASO CONCRETO 2 Mário propôs ação indenizatória em face de Roberto. aguardando o sinal luminoso abrir. Mário ajuizou ação indenizatória por danos morais em face de Roberto (autor da agressão física) e também contra o Condomínio Morada do Sol. Identificar as espécies de responsabilidade e seus pressupostos. 6 . condôminos do Edifício Morada do Sol. Admitindo como verdadeiro o fato narrado. em síntese. desentenderam-se por questões de vaga na garagem. Sergio. sustentando que o dever de indenizar deste último decorre do fato de ter o seu preposto – responsável pela manobra dos veículos na garagem .presenciado a agressão e nada fez para impedi-la. ESTRATÉGIA: • • • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. Haverá no caso responsabilidade do condomínio? Como seu advogado o que alegaria em sua defesa. Ato ilícito em sentido estrito e amplo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • • • Conceituar e compreender a natureza jurídica da responsabilidade civil.

7 . com sua absolvição nesta seara. bem como dos passageiros de seu automóvel. sobe na calçada e atropela João. pergunta-se: Marcos será compelido a indenizar João? Justifique. tendo seu veículo fechado por outro carro.CASO CONCRETO 3 Marcos. desvia com o intuito de evitar a colisão. Reconhecido o estado de necessidade de Marcos na esfera criminal. transeunte que retornava de seu trabalho. respaldada pelo ato justificado de fugir ao perigo iminente à própria vida.

Sergio. B. LEITURA RECOMENDADA: • CAVALIERI FILHO. causando-lhe cegueira no olho esquerdo. Pergunta-se: Seria possível responsabilizar A pelo fato? Fundamente sua resposta. culpa e dolo. ajuizou ação de indenização por danos materiais e morais contra A. comissiva e omissiva. São Paulo. Atlas. Identificar os seus pressupostos.Semana 2 Responsabilidade extracontratual subjetiva. • A resolução dos casos faz parte da aula. Distinguir conduta comissiva e omissiva. • A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • • • • • Conceituar e compreender a natureza jurídica da responsabilidade extracontratual subjetiva. A (criança de 12 anos de idade) atingiu B (outra criança de 9 anos de idade) com um tiro de espingarda de ar comprimido. 9ª Edição. Conduta Imputabilidade. de acordo com a pertinência temática. Elementos. ESTRATÉGIA: • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. Programa de Responsabilidade Civil. CASO CONCRETO 1 Enquanto brincavam. Dez anos depois. 8 . O fato ocorreu em março de 1998. agora com 22 anos de idade. agora com 19 anos. Capítulo II. Compreender a culpa lato sensu seus elementos e espécies. Compreender a justificativa da imputabilidade. A culpa lato sensu. Espécies.

pelo que irrelevante a ocorrência de culpa. abriu a porta do veículo inadvertidamente no momento em que passava o veículo do réu. decepando-lhe três dedos da mão esquerda. Dando os fatos como provados. 945 do C.CASO CONCRETO 2 Em discussão ocorrida no trânsito. e) Nenhuma das afirmativas está correta. Semana 3 9 . Antonio (25 anos) depredou com uma barra de ferro o veículo de José (75 anos). além de estar parado em fila dupla. c) A indenização deverá ser reduzida porque houve na espécie culpa concorrente (art. o réu alega e prova que o autor. d) O réu terá que indenizar porque o caso é de responsabilidade objetiva. Antonio responde civilmente pela morte de José? Por que? Resposta fundamentada. justificadamente: a) O réu (José) não terá que indenizar porque houve culpa exclusiva da vítima. assinale a afirmativa correta. Em contestação.Civil). morrendo no local. b) O réu terá que indenizar porque violou o dever de cuidado – era previsível que alguém poderia saltar de um veículo parado em fila dupla. fundada no seguinte fato: o veículo do réu (José) colidiu com a porta do veículo do autor (Antonio) no momento em que este desembarcava do mesmo. tendo este sido acometido de infarto fulminante. CASO CONCRETO 3 Ação indenizatória por danos materiais e morais movida por Antonio em face de José.

Fato exclusivo da vítima. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • • • • Conceituar e compreender o nexo causal como importante pressuposto do exercício do Direito. Pergunta-se: quais são os danos ressarcíveis e quem terá de repará-los? Resposta fundamentada. vende a Gustavo. de acordo com a pertinência temática. Identificar e compreender as modalidades de excludentes de responsabilidade. que. o lavrador suicida-se. São Paulo. Entender a diferença entre a causalidade da omissão e das concausas. Privado desses elementos de trabalho.Nexo causal. contagia os outros bois do comprador. • A resolução dos casos faz parte da aula. 9ª Edição. LEITURA RECOMENDADA: • CAVALIERI FILHO. Fato de terceiro. Identificar à justificativa e o acolhimento da Teoria da Causa pelo Direito Civil. Teorias. A teoria acolhida por nosso Direito Civil. o lavrador vê-se impedido de cultivar suas terras. Causalidade da omissão. os quais são vendidos por preço abaixo de seu valor. por sua vez. deixa de pagar seus credores e vê seus bens penhorados. Atlas. Exclusão do nexo causal. ESTRATÉGIA: • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. Sergio. Passa a carecer de rendimentos que as terras poderiam produzir. CASO CONCRETO 2 10 . Caso fortuito e força maior. Concausa. Arruinado. Seus filhos e viúva ingressam com ação de indenização em face do comerciante. Capítulo III CASO CONCRETO 1 Augusto. um boi doente. comerciante de bois. Programa de Responsabilidade Civil. lavrador. que morrem. • A abordagem dos casos permeia a exposição teórica.

por ter este protestado um título (duplicata) que já teria sido pago. Em face do relato. Em contestação o banco/réu alega e prova que a autora. o que tornou impossível a identificação do pagamento. sua filha. Como advogado do Banco. Os dois veículos sofreram avarias de monta. culpa exclusiva de um dos envolvidos. dirigindo o seu automóvel. avança o sinal e colide com o veículo de Benedito. trocou dois números do Código de Barras (trocou o número 6 pelo 2 e o zero pelo 9).A. culpa contra a legalidade ou outra situação? CASO CONCRETO 3 Em ação ressarcitória proposta em face do Hospital Santa Helena. CASO CONCRETO 4 Jofer Materiais de Construção Ltda move ação de indenização por dano moral em face do Banco Tatu S. e dando os fatos como provados. por sua vez. indique a solução para o caso. apontando os fundamentos de fato e de direito. através de depoimentos médicos. Antonio quer ser indenizado por Benedito porque este não tem habilitação para dirigir. Ricardo pleiteia indenização por danos morais e materiais porque o hospital/réu não aceitou a transferência de Maria. quer que Antonio o indenize por ter avançado o sinal. Sustenta que em razão da omissão (recusa) do réu a sua filha faleceu. ao procurar pagar o título por depósito bancário (Caixa Eletrônico). cirurgia esta que o hospital onde Maria estava internada não tinha condições técnicas para fazer. Em contestação o réu prova. Benedito. que em razão do estado avançado da doença Maria não tinha chance de sobrevivência e que também não tinha condições técnicas para realizar a cirurgia por falta de equipe médica preparada. quando esta necessitava de uma cirurgia de emergência para a extração de um tumor cerebral.Antonio. o que você alegaria? 11 . O que haverá no caso? Culpa concorrente. além de se recusar a indenizar.

arbitramento. Semana 4 Dano I. que andava pela via pública. 12 . Obterá êxito em seu pleito? Justifique sua resposta. Dano emergente e lucro cessante. Conceito. Dano patrimonial. prova. posicionamento atual. quando transportado em coletivo da Ré. configuração.CASO CONCRETO 5 Passageiro é atingido por pedradas lançadas por terceiro. Dano moral: evolução doutrinária. razão pela qual promove a competente ação indenizatória. Alega descumprimento da cláusula geral de incolumidade ínsita no contrato de transporte.

Entender o dano moral. 9ª Edição. prova e arbitramento. LEITURA RECOMENDADA: • CAVALIERI FILHO. Alega também Antonia que não poderá usar o seu veículo. Identificar e diferencias as modalidades de dano. de acordo com a pertinência temática. Capítulo IV. Programa de Responsabilidade Civil. no fornecimento de quentinhas para cerca de 80 pessoas. enquanto não for consertado. ESTRATÉGIA: • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. • A resolução dos casos faz parte da aula. sua evolução doutrinária. São Paulo.OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • • • • Conceituar e compreender a natureza jurídica do dano. CASO CONCRETO 1 Antonia teve o seu veículo apreendido em ação de busca e apreensão movida pelo Banco X. o que lhe daria um ganho diário de R$ 120. seis meses depois o veículo lhe foi devolvido. Atlas. Entender o dano patrimonial (ou material) e suas espécies. configuração. mas inteiramente danificado. propôs ação ordinária em que pretende a condenação do Estado do Rio de Janeiro ao pagamento de indenização por danos morais 13 . Sergio. agente da Polícia Civil. posicionamento atual. Pagas as prestações em atraso.00. • A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. Em ação indenizatória contra o Banco X o que Antonia poderá pedir? CASO CONCRETO 2 Armênio. inclusive com subtração de peças e acessórios.

d) o casal não sofreu nenhum dano. Transmissibilidade. Liberdade de informação e inviolabilidade da vida privada. Como advogado de Mário e Maria. Dano à imagem. Mário e Maria decidiram ir para a casa de parentes. ainda vestidos com os trajes da cerimônia.decorrentes de declarações atribuídas ao então Governador do Estado aos órgãos de Imprensa. Liquidação do dano. não sendo o nome do autor veiculado diretamente na imprensa. 14 . encerrando-se a garantia após as 18 horas. acusando-o de integrar a “banda podre” da corporação da Polícia Civil. Legitimação para pleitear o dano moral. como você responderia as alegações do hotel e o que pleitearia numa eventual ação indenizatória? Semana 5 Dano II. Resolva a questão fundamentadamente. a noiva obteve permissão para tirar fotos no interior do hotel. Em contestação. bem como rechaça o pedido. CASO CONCRETO 3 Mário pagou a reserva de uma suíte no hotel X (cinco estrelas). com quatro meses de antecedência. os nubentes chegaram ao hotel por volta das 3h30. mas foram informados pela recepção que a suíte por eles reservada havia sido ocupada por outro hóspede. sustenta o Estado do Rio de Janeiro que as declarações foram feitas de maneira genérica. b) a modalidade da reserva era no show. e que o hotel estava lotado em virtude de uma festa da BV Financeira. Dano estético. O hotel X se recusa a pagar qualquer indenização pelos seguintes argumentos: a) culpa exclusiva do casal por não ter havido confirmação da reserva. e) mero descumprimento contratual não gera dano moral. Foi oferecido ao casal a opção de escolher outro hotel. após a festa. Dano reflexo. porquanto o caso refletiria mero aborrecimento do dia-a-dia. c) o pacote contratado (2 diárias) era executivo e não constava informação de que os contratantes eram nubentes. mas. tanto assim que preferiu ir para casa de parentes em lugar de aceitar o oferecimento de outro hotel de idêntico padrão. revoltados. Verbas indenizáveis. Quinze dias antes do casamento. Dano à imagem da pessoa falecida. Na noite do casamento. Dano moral e pessoa jurídica. para a sua noite de núpcias com Maria.

Entender a aplicabilidade do dano moral à pessoa jurídica. Compreender a liquidação do dano e verbas indenizáveis possíveis. apressando a sua morte. Sustentam que o mencionado aviso. Diante do caso concreto. São Paulo. como sendo portador de tal doença. pais de Antonio. LEITURARECOMENDADA • CAVALIERI FILHO. Antonio da Silva. é intransmissível.. • A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. além de violar o direito à intimidade e à vida privada de Antonio. 9ª Edição. sem 15 . divulgaram e promoveram distribuição de aviso de suspeita de caso de AIDS no Município do Rio das Pedras. aborde a possibilidade de os pais de Antonio obterem a reparação civil pelos danos causados ao seu filho. Compreender a possibilidade da transmissibilidade do dano moral. à imagem pessoal e à imagem de pessoa falecida e o dano reflexo. CASO CONCRETO 2 Maria ajuizou ação de indenização por danos morais em face do jornal Imprensa Ltda. Capítulo IV. Programa de Responsabilidade Civil. assinaram. por se tratar de direito personalíssimo. CASO CONCRETO 1 Joana e João da Silva moveram ação de indenização por dano moral contra o Estado do Rio de Janeiro porque dois servidores estaduais. ESTRATÉGIA: • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. Atlas. de acordo com a pertinência temática. de grande circulação. José da Silva e Aroldo dos Santos. Em contestação o Estado alega não terem os autores. impossibilitado a transmissibilidade sucessória e o exercício da ação indenizatória por via subrogatória. Sergio. Identificar as diversas formas de dano moral (estético. Distinguir a liberdade de informação e a inviolabilidade da vida privada. uma vez que este publicou fotografia da autora. indicando o nome do filho dos autores.OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • • • • • • Identificar os legitimados para pleitear o dano moral. • A resolução dos casos faz parte da aula. debilitou ainda mais o seu estado de saúde. desaparece com o próprio indivíduo. ocorrida poucos meses depois da divulgação. legitimidade para pleitearem a indenização porque o dano moral.

Logo. pelo menos.” 16 . pelo que não houve dano à imagem.autorização. com um futuro risco de amputação. segundo perícia realizada. além das despesas que efetuou com o tratamento médico. incabível a condenação por lucros cessantes. impossível a cumulação do dano estético com o moral.. a quem assistirá razão? Resposta fundamentada e com a base legal pertinente. o valor deveria ser fixado no mínimo possível. caracterizando-se. A autora alega que a publicação não consentida da sua imagem de forma humilhante. em busca de indenização por danos materiais. ainda que fosse o caso de indenizar. será majorado em conseqüência do acidente sofrido por ele. contestou a ré trazendo os seguintes argumentos: apesar de haver placa de parada obrigatória na via em que seu preposto trafegava. moral e estético sofridos em acidente de veículos. Regularmente citada. Em caso de acolhimento do pleito. estando até a presente data integralmente impossibilitado para o trabalho. Inclusive. o autor está com sua perna esquerda atrofiada. Considerando os argumentos apresentados pelas partes. pois o autor conta com consideráveis rendimentos auferidos em sua empresa. desrespeitando a placa de parada obrigatória. Diante do exposto. pois aquele é espécie deste. ficou com seqüelas gravíssimas. que em momento algum deixou de funcionar normalmente em conseqüência de sua inabilitação laboral. a indenização pela incapacidade parcial permanente (que a perícia estimou em 90%) e pelo período em que ficou integralmente incapacitado para o trabalho. Em contestação a ré afirma não ser devida a indenização. a culpa concorrente. sustentou a ré que. CASO CONCRETO 3 Edmar de Souza propôs ação contra Topera Engenharia Ltda. por fim. feriu-lhe a dignidade. portanto. a culpa exclusiva da vítima ou. Em conseqüência do evento. o autor entrou no cruzamento sem a menor atenção. colidido com o seu que trafegava pela pista preferencial. o autor é sócio majoritário de um estabelecimento comercial. Relata ter o veículo da ré. requereu o autor a reparação dos danos moral e estético. o autor não é pessoa “necessitada. obviamente. pede que este seja submetido ao limite indenizatório previsto na Lei de Imprensa. este último que. pois o jornal não mostrou apenas a foto da autora e sim uma cena da praia com outras mulheres obesas. Portanto. vexatória e desrespeitosa. com o título: “Mulheres gordas na praia de Ipanema”. violando direito da personalidade. além de seguro pessoal e benefício previdenciário.

CC). 927. CC). parágrafo único). 187. Responsabilidade objetiva no Código Civil de 2002. responda as seguintes indagações: a) Haveria culpa exclusiva da vítima ou culpa concorrente? b) É possível a cumulação de dano moral com dano estético? c) Caberiam lucros cessantes? Caso positivo. 931. Responsabilidade por dano causado por produto (art.Considerados comprovados os fatos. Abuso do direito (art. Responsabilidade pelo desempenho de atividade de risco (art. Teoria do risco. seguros pessoais e eventual rendimento de estabelecimento comercial do autor? Semana 6 Responsabilidade civil objetiva. Evolução histórica. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 17 . como seriam eles calculados? d) Seria possível abater da indenização o benefício previdenciário.

Programa de Responsabilidade Civil.O aluno deverá ser capaz de: • • • • Conceituar e compreender a natureza jurídica da responsabilidade civil objetiva. LEITURA RECOMENDADA: • CAVALIERI FILHO. A viúva e filhos (2) de Carlos pretendem ser indenizados 18 . Capítulo V e VI. Sergio. Identificar a responsabilidade civil objetiva no Código Civil de 2002 Diferenciar o abuso do direito. por sua vez. alega ter sido a autora proibida de freqüentar o seu estabelecimento porque ali comparecia em busca de clientes sexuais. ESTRATÉGIA: • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. Atlas. Compreender a sua evolução histórica. a responsabilidade pelo desempenho de atividade de risco e pelo dano causado por produto. de acordo com a pertinência temática. CASO CONCRETO 2 Carlos Santana. versão esta que não resultou provada. quando chegava ao seu trabalho no Shopping Leopoldina. A ré. 9ª Edição. foi atingido por uma bala oriunda de troca de tiros entre assaltantes e vigilantes de um carro forte. • A resolução dos casos faz parte da aula. CASO CONCRETO 1 Antonia foi impedida de entrar na Boite e Bar Bons Amigos. Carlos faleceu no local. • A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. São Paulo. razão pela qual quer ser indenizada por dano moral. Há fundamento jurídico para a pretensão indenizatória de Antonia? Justifique.

responda as seguintes questões prévias: a) é caso de responsabilidade subjetiva ou objetiva? b) em que dispositivo legal seria fundada a ação? c) pode ser alegada com sucesso pela ré a tese da força maior? d) aplica-se ao caso a teoria do risco integral? CASO CONCRETO 3 O depósito de fogos de artifícios de Aldo explodiu na madrugada do dia 24. A perícia não apurou nenhuma irregularidade de estocagem. Responsabilidade dos tutores e curadores. Responsabilidade dos incapazes (art.2009. deu-se a perda total do material estocado e a destruição completa do prédio. Como advogado da viúva e filhos de Carlos.10. pequeno empresário. Responsabilidade direta e indireta. Embora não tenha havido vítimas. Responsabilidade do pai por atos dos filhos menores. quer ser indenizado. 928. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 19 . com que fundamento e o que poderá pedir? Semana 7 Responsabilidade por fato de outrem.pela empresa proprietária do carro forte: Protege S/A Transportes de Valores. CC). apontando como possível causa da explosão defeito em alguma peça pirotécnica que estava no galpão. Aldo. De quem poderá pleitear a indenização. Responsabilidade do empregador ou comitente.

ESTRATÉGIA: • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. A vítima. atropela e fere B gravemente. pai de Antonio.O aluno deverá ser capaz de: • • Conceituar e compreender a natureza jurídica da responsabilidade civil pelo fato de outrem. Atlas.. exercia atividade laborativa em uma oficina mecânica de veículos. menor de 16 anos. completamente embriagada. Identificar e entender a responsabilidade do pai por atos dos filhos menores. A Responsabilidade dos incapazes. pelo que propõe ação contra Carlos. 9ª Edição. Pretende a vítima ser indenizada por danos materiais e morais. Ocorre que. durante horário de trabalho. Programa de Responsabilidade Civil. • A resolução dos casos faz parte da aula. dirigindo o carro do pai. 20 . CASO CONCRETO 1 Paulo. sendo certo que Paulo dirigia em velocidade normal. Sergio. Capítulo VII. LEITURA RECOMENDADA: • CAVALIERI FILHO. • A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. A Responsabilidade do empregador ou comitente. Procede o pedido? Como advogado de Carlos o que você alegaria? CASO CONCRETO 2 Gustavo. 16 anos. A Responsabilidade dos tutores e curadores. de acordo com a pertinência temática. atravessou a rua inesperadamente. São Paulo. Gustavo apodera-se de veículo de terceiro que se encontrava para conserto e vem a colidi-lo contra poste de iluminação.

uniformizados. Desceu do carro e. CASO CONCRETO 3 Em razão de uma suposta “fechada”. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 21 . Decida a questão. Furto ou roubo de veículo. Carlos novamente interceptou o coletivo. tentou agredir o motorista do ônibus. Teoria da guarda. Colegas de serviço de João. Mais adiante. a viúva de Carlos pleiteia indenização por danos morais e materiais. Coisas caídas do prédio. Ruína de edifício.causando prejuízos de elevada monta. saíram em sua defesa. empregadora de João. partiram todos contra Carlos. Em contestação. Alega responsabilidade objetiva da ré pelos atos de seus prepostos. Proposta ação indenizatória pelo proprietário do veículo em face dos pais de Gustavo. a ré sustenta inexistir nexo causal. em frente à garagem da Transportadora X. munido de uma barra de ferro. que não teria maiores conseqüências se a vítima não tivesse perseguido o preposto da ré até a garagem no propósito de agredi-lo com uma barra de ferro. que veio a falecer em decorrência das agressões sofridas. Semana 8 Responsabilidade civil pelo fato das coisas. já que o fato teve como causa remota um incidente de trânsito. indicando os fundamentos de fato e de direito aplicáveis à espécie. ajuizada em face da Transportadora X. esta será procedente? Justifique sua resposta. Fatos de animais. Em ação própria. Carlos interceptou de forma abrupta o coletivo dirigido por João e com este trocou áspera discussão.

CASO CONCRETO 1 A. compreender e diferenciar a teoria da guarda. LEITURA RECOMENDADA: • CAVALIERI FILHO. de acordo com a pertinência temática. a responsabilidade deve ser atribuída ao seu filho E. filha de B. Furto ou roubo de veículo. 22 . Sergio. Fatos de animais. para D. pelo que o veículo era dele. Atlas. Localizado D. Identificar. constatou-se que o veículo era dirigido na hora do atropelamento por E. C recusou-se a pagar qualquer indenização alegando já ter vendido o veículo. porquanto já habilitado para dirigir. • A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. com apenas 3 anos de idade. Anotada a placa do veículo atropelador. habilitado. porque a propriedade do veículo ainda não havia sido transferida no DETRAN. D se nega a indenizar por dupla razão: a) atribui responsabilidade a C. ESTRATÉGIA: • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. b) se assim não se entender. Coisas caídas do prédio Interpretar as cláusulas contratuais segundo as regras subjetivas e objetivas. Capítulo VIII. foi atropelada e morta por um veículo que. Ruína de edifício. apurou-se junto ao DETRAN que o veículo estava registrado em nome de C. tendo inclusive apresentado o recibo com firma reconhecida. filho de D. em alta velocidade. fugindo a seguir. Procurado por B. meses antes. de 19 anos de idade. São Paulo.O aluno deverá ser capaz de: • • • Conceituar e compreender a natureza jurídica da responsabilidade civil pel fato das coisas. Programa de Responsabilidade Civil. perdeu a direção e subiu na calçada onde a criança brincava. • A resolução dos casos faz parte da aula. 9ª Edição.

enquanto fazia entrega de encomenda no sítio do réu. esclarecendo cada parte do pedido. ao ser permitida sua entrada no sítio em questão. E. indireta. e culpa exclusiva da vítima. tendo em vista que as lesões não foram causadas pelo seu cão. o ataque do referido cão provocou sua queda sobre corrente de tração de um mini-trator em funcionamento no local. Não foi identificada a unidade da qual foi lançado o foco incendiário. Carlos propõe em face do condomínio ação indenizatória. responda fundamentadamente: 1) Em face de quem deverá B ajuizar a ação indenizatória C. extracontratual. subjetiva. mas sim em virtude de queda sobre o trator. causou incêndio na sala do apartamento de Carlos. conduzido por preposto do réu. em função de susto que o autor levou com a presença do cão. Em contestação. sustenta o réu causa superveniente absolutamente independente. 3) Sobre que espécie de responsabilidade versa o caso? (contratual. D. do qual resultou a amputação de parte dos dedos de sua mão esquerda. direta. portanto não houve culpa de sua parte. Alega o autor que. pleiteando danos morais e materiais com fundamento no art. Resolva a questão fundamentadamente. objetiva) 4) Que poderá pedir B a título de indenização. uma vez que não há como impedir que alguém lance pontas de cigarros das 23 . no mérito. lançada de um apartamento superior. CASO CONCRETO 2 Luiz Eduardo propôs ação indenizatória em face de Mário objetivando o ressarcimento de danos materiais e morais sofridos em virtude de ataque de cão da raça pit bull. Aduz que o seu cão encontrava-se solto em área de sua propriedade e não na rua ou em local proibido para entrada de cães. a inexistência de culpa in vigilando.Em face do exposto. CASO CONCRETO 3 A ponta de um cigarro. o Condomínio alega ilegitimidade passiva ad causam e. 938 do Código Civil. Em contestação. ou todos? 2) Indique os dispositivos legais aplicáveis à espécie.

Danos decorrentes de obras públicas. sustenta que o autor não provou a sua culpa. Em contestação. que tomou todas as providências exigíveis. sendo apenas locatário. uma vez que o imóvel não lhe pertence. Pergunta-se: quem deverá figurar no pólo passivo da demanda? Qual a caracterização do presente caso? Indique os fundamentos legais. CASO CONCRETO 4 Em ação ressarcitória. 9. 9. Evolução histórica. • Compreender a evolução da teoria da irresponsabilidade para a teoria da responsabilidade objetiva. indicando os dispositivos legais aplicáveis. 9. Semana 9 9. Decida a questão. ensejadora da responsabilidade civil. O § 6º do artigo 37 da CF de 1988. movida contra o Banco Quebrado S/A. Responsabilidade da Administração Pública.6. No mérito. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • Entender o a evolução histórica. que assumiu toda a responsabilidade pela instalação.3. o réu não nega que a queda do letreiro feriu o autor. A responsabilidade do Estado no Direito Brasileiro.unidades. contratando firma especializada do letreiro. 9.4. Danos por omissão do Estado. mas alega ser parte passiva ilegítima. ainda. pleiteia o autor indenização por dano morais e materiais decorrentes da queda de um letreiro de propaganda que se encontrava instalado na fachada do prédio onde funciona uma das agências do réu.5. e. 24 . 9. resolvendo a questão fundamentadamente.1. a estrutura e o funcionamento do mecanismo da responsabilização da Administração Pública.2.

9ª Edição. São Paulo. Sergio. em culto religioso. Para isso. LEITURA RECOMENDADA: • • • AGUIAR DIAS. que estava à paisana e de férias. Da Responsabilidade Civil. CAVALIERI FILHO. para vingar a corporação pela morte de um companheiro de trabalho. Conta-se que determinados policiais. CASO CONCRETO 1 Em um ônibus de linha. Programa de Responsabilidade Civil. 10ª ed. Forense. ocorreu o episódio que passou a ser publicamente denominado de “Chacina de Vigário Geral”. tornando-a paraplégica. O policial. José de. Responsabilidade Civil. ESTRATÉGIA: • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. inicia-se um intenso tiroteio que faz com que uma pobre dona de casa seja vítima de um projétil que se aloja em sua coluna. matam diversos moradores da favela que se encontravam num casebre. ocorre um assalto. • A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. Forense. Atlas.• Identificar as formas de atuação da Administração e os danos por ela causados. reage e. Existe responsabilidade do Estado nos casos acima? Quais os fundamentos legais e doutrinários para embasar seu entendimento? CASO CONCRETO 2 25 . aguardam o término do horário de serviço e. por conta disso. • A resolução dos casos faz parte da aula. Caio Mário da Silva. Rio de Janeiro. 11ª ed. numa operação não oficial. resolvem matar vários bandidos suspeitos. PEREIRA. Em um triste dia da história brasileira. de acordo com o conteúdo ministrado. Rio de Janeiro.

1. na doutrina e na jurisprudência. ainda. O Município se defende ao argumento de que houve culpa exclusiva da vítima. sustentando. o que no caso não ocorreu. 10. não poderá ser responsabilizado sem a prova da culpa dos seus agentes. examine a responsabilidade do Estado nas seguintes hipóteses: a) a bala partiu da arma do traficante. caído em um bueiro existente no pátio da Escola Municipal onde estudava. com base na doutrina e jurisprudência. 10. no horário de aula. quando foi atingido mortalmente por uma bala proveniente de uma troca de tiros entre policiais e traficantes em um morro próximo. 10 anos de idade. Logo. 26 . Fundamente sua resposta com base na lei.4. por ter este. Viúva e filhos de Antonio querem ser indenizados pelo Estado por danos materiais e morais. Responsabilidade do Estado por danos decorrentes de atos judiciais e atos legislativos. Culpa anônima.Antonio estava lendo o jornal. na pequena varanda de sua casa. Semana 10 10.2. Responsabilidade dos prestadores de serviços públicos. b) a bala partiu da arma do policial. c) não foi possível apurar de que a arma partiu a bala. Provado que o projétil partiu efetivamente da referida troca de tiros.Responsabilidade subjetiva do Estado.3. não ser objetiva a sua responsabilidade no caso de omissão. CASO CONCRETO 3 Roberto e Célia pedem indenização por danos materiais e morais ao Município do Rio de Janeiro pela morte do filho Tiago. eis que em pleno horário de aula andava pelo terreno da escola. Resolva a questão. 10. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: O aluno deverá ser capaz de: • Compreender a responsabilização do Estado a partir da idéia da culpa.

A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. • Entender o mecanismo de responsabilidade dos prestadores de serviços públicos. Da Responsabilidade Civil. Sergio. Programa de Responsabilidade Civil. através dos seus pressupostos. LEITURA RECOMENDADA: • • • AGUIAR DIAS. Identificar os casos em que há responsabilidade civil do Estado por ato judicial. Rio de CAVALIERI FILHO. Forense. Janeiro. através das diversas formas de delegação das atividades de interesse social. PEREIRA. 10ª ed. Responsabilidade Civil. 27 . Forense. A viúva propõe ação indenizatória contra o Estado sob o fundamento de que a este cabia zelar pela integridade física do seu marido. Rio de Janeiro. CASO CONCRETO 1 Um prisioneiro do sistema penitenciário do Estado do Rio de Janeiro faleceu acometido de pneumonia. São Paulo. 9ª Edição. bem como extremar a responsabilidade por ato legislativo e por ato administrativo. de acordo com o conteúdo ministrado. 11ª ed. Caio Mário da Silva. ESTRATÉGIA: • • • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula.• • Diferenciar a culpa pessoal da culpa anônima. Atlas. Assiste-lhe razão? Resposta fundamentada. A resolução dos casos faz parte da aula. José de.

inaplicabilidade do art. com sucesso. § 6º da CF à espécie. (O GLOBO 14/09/08) (2 pontos) Semana 11 11.2. Responsabilidade subsidiária do comerciante. § 6º da Constituição Federal.1. uma banca de jornais e ferindo gravemente três pessoas.4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • Conceituar e compreender os elementos que compõem a relação de consumo.5. Alberto pede indenização ao Estado por danos materiais e morais fulcrado no art. mas absolvido por falta de provas após 18 meses de prisão. 37. 11. pelo que não praticou nenhuma ilicitude. na esquina das ruas Souza Lima e Raul Pompéia. no regular exercício da sua atividade judicial. Excludentes de responsabilidade.CASO CONCRETO 2 Alegando ter sido preso preventivamente por acusação de crimes de estupro e roubo. 11. Defende-se o Estado invocando a soberania das decisões judiciais (entendimento consagrado no STF). Entender o mecanismo da responsabilização no campo do Direito do Consumidor. Supondo-se que as vitimas desse evento pretendam ser indenizadas. Responsabilidade civil nas relações de consumo. indaga-se: contra quem deverão propor ação e com que fundamento legal? Poderá o réu.6. Analise a questão e responda fundamentadamente se é possível responsabilizar o Estado. destruindo três carros. Risco do desenvolvimento. Princípios da responsabilidade do fornecedor pelo fato do produto e fato do serviço. o Estado agiu dentro da mais estrita legalidade. 28 . Solidariedade. 37.3. A explosão provocou incêndio com labaredas que atingiram seis metros de altura. 11. alegar a ocorrência de caso fortuito? Resposta fundamentada. 11. CASO CONCRETO 3 O rompimento de dois cabos subterrâneos da Light causou explosões em dois bueiros em Copacabana. 11.

CASO CONCRETO 1 Flávia. Rio de CAVALIERI FILHO. Quando o irmão de Flávia conseguiu retirá-la do fundo da piscina ela já estava morta. PEREIRA. São Paulo. teve de ser internado em hospital particular. Ocorre que. em razão de grave fratura sofrida. 9ª Edição. Forense. teve seus cabelos sugados. LEITURA RECOMENDADA: • • • AGUIAR DIAS. Sergio. Atlas. de acordo com o conteúdo ministrado. Responsabilidade Civil. 10ª ed. Rio de Janeiro. Programa de Responsabilidade Civil. Quando Flávia estava mergulhando próximo do filtro (ralo) da piscina. tão fortemente que ficou presa no fundo. em virtude de acidente de trânsito. Janeiro. De quem poderão pleitear a indenização: do condomínio. o réu sustenta não lhe ser imputada a responsabilidade por acontecimentos 29 . que o levou a óbito. Os pais de Flávia pretendem ser indenizados por danos materiais e morais. do fabricante do filtro (ralo) ou de ambos? Em qualquer caso. Forense. após a cirurgia a que se submeteu. Da Responsabilidade Civil. o que provocou o seu afogamento. Caio Mário da Silva. brincava com o irmão mais velho e dois colegas na piscina do Condomínio onde moravam. o mesmo foi acometido por infecção hospitalar. Seus familiares propuseram ação indenizatória em face do referido nosocômio. José de.ESTRATÉGIA: • • • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. Em contestação. 11ª ed. qual será o fundamento legal do pedido indenizatório? CASO CONCRETO 2 Joaquim. 10 anos de idade. A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. A resolução dos casos faz parte da aula.

Maria. Ao chegarem no interior do estacionamento coberto do hipermercado. O veículo rumou até as proximidades do Estádio de Morumbi (São Paulo). dirigiram-se. Dando os fatos como provados. superveniente. defendendo a tese de que tal fato se trata de caso fortuito. a existência de responsabilidade objetiva do Réu derivada dos riscos (e periculosidade) inerente que o serviço de estacionamento prestado pelo hipermercado causa à integridade física dos consumidores que dele se utilizam (fato do serviço. como fundamento do pedido. Assiste razão aos familiares de Joaquim? Justifique sua resposta. herdeiros de Julia.estranhos ao ato médico em si. Alegam que. o qual. por Sebastião. resolva a questão fundamentadamente. CDC. a qual. em virtude de falecimento de sua mãe. fato necessário. Aduziram os autores. 14) e que nele nutrem legítima expectativa de segurança. CASO CONCRETO 3 Maria e outros. inevitável e irresistível. em automóvel próprio. tomando Sebastião assento no banco traseiro. Julia e uma de suas filhas. 30 . ao reagir. ocasião em que o meliante procedeu à tentativa de estupro de Julia. a estabelecimento comercial – hipermercado Paes Mendonça S/A .. propuseram ação de Indenização por danos materiais e morais em face de Hipermercado Paes Mendonça S/A. anunciou assalto e determinou que as vítimas retornassem ao veículo e o conduzissem para fora do estabelecimento comercial. por volta das 19:00h do dia 29/06/2009. por exclusão do nexo causal. com intuito de adquirir uma bíblia. fazendo uso de revólver que portava. consistente no roubo à mão armada. art. o que elide o seu dever de indenizar. ambas foram abordadas (no momento em que desembarcavam do automóvel). sustenta o Réu força maior como causa excludente de sua responsabilidade. foi morta com três tiros. Em contestação.

12. Responsabilidade civil nas relações de consumo. Entender o conceito de profissional liberal. 12. 31 . 12.4. Responsabilidade pelo vício do produto e do serviço. Responsabilidade dos Profissionais liberais.3.Semana 12 12.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • Identificar os pressupostos necessários para se atribuir o dever de indenizar por parte do fornecedor. Prescrição e decadência.1.

10ª ed. José de. em apenas 12 meses de uso. barulhos nas laterais traseiras 32 . 12 do CDC. em concessionária autorizada e. objetivando a substituição do automóvel por ela adquirido por outro da mesma espécie. com fundamento no art. além de ressarcimento por danos morais. PEREIRA. Rio de Janeiro. A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. CASO CONCRETO 1 Luana ajuizou ação de indenização por danos materiais e morais em face de Star Veículos Ltda. ao fundamento de que comprou veículo novo. Rio de CAVALIERI FILHO. Sergio. Janeiro. defeito na direção hidráulica. Compreender como as relações de consumo são afetadas pelo fator tempo. zero quilômetro. Programa de Responsabilidade Civil.• • Diferenciar a responsabilidade objetiva do fornecedor da responsabilidade subjetiva do profissional liberal. não funcionamento das travas elétricas. ESTRATÉGIA: • • • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. de acordo com o conteúdo ministrado. LEITURA RECOMENDADA: • • • AGUIAR DIAS. Da Responsabilidade Civil. Caio Mário da Silva. 9ª Edição. Forense. Atlas. e General Motors do Brasil. 11ª ed. Responsabilidade Civil. A resolução dos casos faz parte da aula. Forense. São Paulo. veio o mesmo a apresentar vários defeitos em seus acabamentos internos.

em que pleiteiam danos morais e materiais. além de destruídos os dois veículos. Berto acaba colidindo com a traseira do veículo de Carlos. fundamentando-a. Decorridos quatro meses de uso. 33 . Analise. esguicho do limpador da tampa traseira sem funcionamento. sustenta ser de exclusiva responsabilidade da primeira ré as conseqüências da falta de reparos dos defeitos se não sanados no prazo legal. se houve decadência e se há possibilidade do assaltante Berto pleitear indenização. em virtude do freio do carro de Áurea não ter funcionado adequadamente. Star Veículos alega ser parte passiva ilegítima porque os defeitos apontados pela autora são de fábrica. pelos quais não pode responder. entrada de água na parte traseira. Carlos e o assaltante Berto. Em contestação. pelo que a dimensão por ela apontada não pode ser classificada como vícios de qualidade que tornariam inadequada a utilização do veículo. da marca FORD. Áurea e Carlos ajuízam ações com pedido de indenização em faze do fabricante e da Concessionária. Decida a questão.internas. Resolva a questão fundamentadamente CASO CONCRETO 2 Em 05/01/2009. A segunda ré. dentre outros. em um sinal de trânsito Áurea é assaltada por Berto. apresentou o veículo problemas no sistema de freio. que assumiu a direção do veículo. alega o fabricante que houve fato exclusivo de terceiro (ato do assaltante) e a Concessionária sustenta ser parte ilegítima. Ficaram gravemente feridos Áurea. General Motors. além de insistir na ocorrência da decadência. na Concessionária Xavante. que tomou conhecimento do assalto. Perseguidos pela polícia. A Concessionária Xavante recusou-se a fazer o reparo alegando ter ocorrido a decadência do direito de Áurea reclamar. também. Em contestação. Aduz terem sido corrigidos. Áurea comprou um carro 0 km. Ao sair da Concessionária.

5. 13. Juros de mora. Antonio passou a sofrer de incontinência urinária e impotência sexual. 13. Paz. são riscos inerentes à cirurgia resultante da sua natural complexidade. Paz? Justifique. 34 .3.CASO CONCRETO 3 Operado da próstata pelo Dr.2. Inadimplemento e mora. 13. o que não foi negado pelo réu.1. o Dr. Alega não ter sido cientificado da periculosidade que tal ato cirúrgico poderia ensejar.4. renomado cirurgião. Em defesa. Identificar os pressupostos contratuais e a relevância social do instrumento. Semana 13 13. Responsabilidade contratual e pré-contratual. pelo que a sua responsabilidade não está disciplinada no Código do Consumidor mas sim no art. Diferenciar o inadimplemento da mora em seus aspectos centrais. razão pela qual moveu contra o médico ação indenizatória por danos materiais e morais fundada no Código do Consumidor. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • • • Entender o aspecto evolutivo da responsabilidade no campo dos contratos. Pressupostos. Cláusula penal. 951 do novo Código Civil. Em face da conclusão da perícia de que não houve erro no ato cirúrgico. Compreender a origem e a finalidade da cláusula penal. A perícia constatou não ter havido qualquer erro no ato cirúrgico e que a incontinência e a impotência sexual. Paz alega não ter obrigação de resultado. 13. é possível responsabilizar o Dr. embora excepcionalmente.

mas sim afetivo (eram namorados). (C. José de. 10ª ed. e que o veículo de Antônio era novo. CAVALIERI FILHO. responda fundamentadamente: a) a pretensão de Maria pode ser acolhida? Por quê? b) Em caso negativo. Rio de Janeiro. Atlas. Em defesa. no inquérito policial. Sergio. quando um dos pneus do veículo estourou. PEREIRA. que gera responsabilidade objetiva. Maria moveu ação indenizatória por danos materiais e morais contra o espólio de Antônio com fundamento no contrato de transporte. Forense. Rio de Janeiro. São Paulo. tendo ainda sido apurado.Civil art. de acordo com o conteúdo ministrado. A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. 11ª ed. Forense. Caio Mário da Silva. 734). de quem se dizia Secretária particular há 5 anos. poderá renovar a ação com sucesso contra outro responsável? CASO CONCRETO 2 35 .ESTRATÉGIA: • • • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. no momento do acidente o veículo era dirigido com as cautelas normais. 9ª Edição. Antônio morreu e Maria ficou gravemente ferida. Responsabilidade Civil. A resolução dos casos faz parte da aula. que. LEITURA RECOMENDADA: • • • AGUIAR DIAS. Programa de Responsabilidade Civil. CASO CONCRETO 1 Maria viajava para São Paulo com Antônio. Da Responsabilidade Civil. com lesões permanentes. Comprovada a versão do réu. dando causa a grave acidente. o espólio sustenta que o vínculo entre o de cujus e a autora não era profissional.

emergentes e lucros correntes. Enquanto aguardava a entrega do veículo.000.000.00 (mil reais).00 (trinta mil reais) correspondentes à multa pela não entrega do quadro. mesmo porque o valor do veículo já foi recebido pela General Motors.000.00 (vinte e cinco mil reais) assim distribuídos: a) R$ 10. O valor do negócio foi financiado pelo Banco ABC. sob pena do pagamento de multa diária de R$ 1. quer indenização por danos material e moral. b) R$ 15. Antônio entende que tem direito ao fiel cumprimento do contrato.000. formulando os seguintes pedidos: I – pagamento de R$ 15. O quadro teria que ser entregue até quinze dias antes do inicio da exposição.000. esclarecendo como fica a situação de Antônio junto à General Motors e ao Banco ABC.pagamento de R$ 30.00(cinqüenta mil reais).00 (quinze mil reais) devidos pela melhor cotação dos quadros do pintor inadimplente. um veículo destinado a esse trabalho.000.Tendo obtido permissão para exercer a atividade de taxista. III – reparação dos danos materiais.00(dez mil reais) pela diferença a mais pelo preço pago pela compra do quadro em substituição. 36 . estimados em R$ 25. Decida fundamentadamente quem tem razão.000. estando por vencer a primeira prestação da dívida que assumiu junto ao Banco ABC pelo financiamento.000. três dias antes da exposição adquiriu outro quadro em substituição e moveu ação indenizatória contra o pintor. pelo preço certo de R$ 50.00 (trinta mil reais). Se mesmo assim o quadro não fosse entregue até o dia do início da exposição. o pintor pagaria a multa de R$ 30. o dono da galeria (adquirente do quadro). II. em condições especiais (isenção de tributos). CASO CONCRETO 3 Famoso pintor se obrigou a fazer um quadro para exposição em galeria de arte. Como o quadro não foi entregue no prazo previsto. mudou a Administração Municipal e o novo Prefeito revogou as permissões concedidas pelo anterior. o que levou a General Motors a recusar a entrega do carro. Antônio adquiriu diretamente da General Motors do Brasil. Caso não seja possível a entrega do veículo.00(quinze mil reais) correspondentes à multa pelos dias de atraso na entrega do quadro.

Dando como verdadeiros os fatos mencionados. O Código Civil e o Código do Consumidor. 14.2. 37 . através das suas formas reguladoras da matéria. 14. Semana 14 14. bem como para outros produtores da região. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Entender a responsabilidade do transportador no seu aspecto evolutivo e contemporâneo. Alegou não ter assumido qualquer compromisso de adquirir a produção. 14. autor da ação? CASO CONCRETO 4 A.6. o produtor A promoveu ação de indenização contra a indústria B.4. Na safra 2008/2009. muito embora tenha fornecido gratuitamente as sementes para o plantio. tendo apenas doado sementes a A e para alguns produtores da região. devendo a solução estar fundamentada em conceitos pertinentes devidamente explicitados. 14. decida quanto à procedência ou improcedência da ação indenizatória proposta por A. Responsabilidade do transportador. Exclusão da responsabilidade. Responsabilidade do transportador aéreo. e a sua importância social. Cláusula de não indenizar. produtor de tomates. pois não teve a quem vender os tomates colhidos naquela safra. que adquiria de A o produto para industrialização. Transporte de mercadorias. Durante vários anos (2003-2007). buscando indenização pelos danos sofridos com a perda da produção. Transporte gratuito. responda se será possível acolher todos os pedidos fornecidos pelo dono da galeria. 14.3.1. • Interpretar o contrato de transporte nos termos do Código Civil e do Consumidor.7. Em face disso. 14. a indústria B forneceu ao produtor A as sementes. a indústria.Dando os fatos como provados. A indústria B contestou. não havendo por isso dever de indenizar. mantinha relação com a indústria B. deixou de adquirir o produto porque não iria exercer a atividade de industrialização dos tomates naquele ano.5.

10ª ed. § 6º da Constituição Federal. expressamente. com fulcro no artigo 37. PEREIRA. ação de indenização por danos materiais e morais. As lesões corporais impossibilitaram a locomoção e ausência da vítima de sua residência por 15 dias. o nome do autor como passageiro do ônibus. decida fundamentadamente: 1) a natureza da relação jurídica tem amparo no direito comum ou no artigo 37. e. Forense. CASO CONCRETO 1 Aldo Couto ajuiza. Em contestação. Da Responsabilidade Civil. Programa de Responsabilidade Civil. Rio de CAVALIERI FILHO. invadindo contra-mão. Em réplica.• • • Identificar os casos em que o transportador não terá o dever de indenizar. Responsabilidade Civil. 11ª ed. Compreender a responsabilização do transportador aéreo e de mercadorias. 9ª Edição. de acordo com o conteúdo ministrado. ESTRATÉGIA: • • • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. Rio de Janeiro. Caio Mário da Silva. em que constou. local para onde foram levadas as vítimas do acidente de trânsito. 38 . ainda. Sergio. como demonstrado no Registro de Ocorrência. Atlas. Dando os fatos narrados como comprovados. A resolução dos casos faz parte da aula. a ré pretende que seja o pedido julgado improcedente por ter o acidente ocorrido porque um caminhão colidiu com o ônibus. razão pela qual pugna pelo reconhecimento de sua responsabilidade objetiva. Alega o autor que se encontrava no interior do coletivo quando ocorreu a colisão. o nome do Hospital Salgado Filho. Forense. em razão de acidente de transporte. São Paulo. Janeiro. José de. o que lhe acarretou lesões. LEITURA RECOMENDADA: • • • AGUIAR DIAS. A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. § 6º da Constituição Federal. o autor aduz que a ré não demonstrou qualquer prova da exclusão de sua responsabilidade. em face de VIAÇÃO BOA VIAGEM. Diferenciar o transporte gratuito do transporte remunerado.

e. Embora não tivesse havido qualquer reação. que foram levadas para o Hospital Geral de Bonsucesso. por volta das 22 horas. mas. sustenta não ter responsabilidade com fundamento no fato exclusivo de terceiro. ato contínuo. quando estava no interior da Estação de Parada de Lucas aguardando o trem para voltar a sua casa. quatro indivíduos nele embarcaram. CASO CONCRETO 3 Marina da Silva. foi atingida por uma pedra arremessada do interior de outro trem que trafegava com destino a Caxias. em defesa. morto. que trafegava pela Av. ficaram oito pessoas feridas. Como Defensor Público. A ré. Marina sofreu traumatismo crânio-encefálico que a tornou totalmente incapacitada para o trabalho. além de ter ficado hospitalizada por três meses. Em ação de indenização ajuizada em face da SUPERVIA-. junto a um ponto de parada de coletivos que. apesar disso. companheiro de Joana. Brasil. enfrentando a questão do assalto a ônibus. Pedro. da linha 020. iniciaram um assalto. examine o caso e responda se é possível pleitear indenização em favor de Joana. Barra da Tijuca. concessionária de serviço público e proprietária do ônibus onde ocorreu o evento. Joana procurou a Defensoria Pública e informou que a empresa Viação Rodas. recusou-se a prestar-lhe qualquer indenização decorrente do fato danoso. 39 . onde Pedro. exclui a sua responsabilidade? CASO CONCRETO 2 No dia 22 novembro de 2009. Os autores do roubo lograram fugir. embarcou no ônibus número de ordem 2786. postula ampla indenização.2) admitida como verdadeira a tese de defesa da ré. os assaltantes se descontrolaram e começaram a atirar contra os passageiros. quando próximo à Refinaria de Manguinhos. no coletivo. chegou. pista lateral de subida. é local onde freqüentemente ocorrem assaltos. o companheiro de Joana.

15. que ainda estavam em chamas. motorista de empresa transportadora de passageiros. considerando-se verdadeiros os fatos alegados Semana 15 15. 15. passageira do ônibus. caindo entre os bancos e sofrendo lesões físicas. Responsabilidade do segurador. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • Conceituar e compreender a natureza jurídica do contrato de seguros e a sua função social. escapando por pequena rua lateral. que ateara fogo a outros ônibus.1. Decida a questão. e que o seu preposto agiu em estado de necessidade. percebe à sua frente um piquete grevista. e a questão da responsabilidade do segurador. Freou bruscamente e. que lhe deixaram seqüelas. CASO CONCRETO 4 Concurso para Ingresso na Magistratura do Rio de Janeiro. Caio. Características da responsabilidade do segurador. Ajuizada a Ação Indenizatória em face da transportadora. em hábil manobra.Examine os aspectos jurídicos da questão e decida se Marina fará ou não jus à indenização pleiteada. Características do contrato de seguro. Lívia. defendeu-se ela alegando que o dano foi causado por fato exclusivo e predatório de terceiro. é arremessada para frente. e em razão da freada. conseguiu desviar o veículo. Entender o contrato de seguros. 40 .2.3. rompendo-se o nexo causal. suas características.

CASO CONCRETO 1 José ajuizou em face da Companhia Internacional de Seguros ação de indenização pelos danos materiais relativos ao veículo. alegando que ocorrera infração contratual e legal. Responsabilidade Civil. incabível a alegação de que a ré deve provar que houve o agravamento do risco para exonerar a indenização. parágrafo 4º. o CDC permite a inserção.000. cujo valor alcança R$ 40. podendo a ré aceitar ou rejeitar a nova condição. A ré contestou o pedido. Forense. em virtude da falta de comunicação de transferência da propriedade do veículo a João. A resolução dos casos faz parte da aula. Da Responsabilidade Civil.00 (quarenta mil reais). 9ª Edição. a alteração na titularidade do bem enseja nova avaliação do risco a ser segurado. impedindo-lhe a sub-rogação no salvado. a aplicação da regra da xceptio non adimpleti contractus. exige-se a apresentação do DUT do veículo para o pagamento da indenização de veículo que não é de propriedade do segurado. na forma determinada pelas cláusulas contratuais em conjugação com o CC e a Súmula 188 do STF. nos contratos de adesão. Forense. Atlas. o que ensejaria a perda do direito indenizatório. Caio Mário da Silva. Rio de Janeiro. a teor do artigo 54. há de respeitar a norma legal e contratual de sub-rogação de direitos. acessórios e carroceria. Sergio. A abordagem dos casos permeia a exposição teórica. eis que o que se discute não é simplesmente o agravamento do risco e sim a impossibilidade da seguradora de avaliar o risco assumido e calcular o prêmio de acordo. Programa de Responsabilidade Civil. São Paulo.ESTRATÉGIA: • • • Os casos concretos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula. de acordo com o conteúdo ministrado. Rio de Janeiro. CAVALIERI FILHO. José de. LEITURA RECOMENDADA: • • • AGUIAR DIAS. de cláusula limitativa ou condicional de direitos. PEREIRA. 41 . 11ª ed. 10ª ed.

quando do conhecimento da transferência realizada. forneceu toda a documentação necessária. Na realidade.Em réplica. irrelevante o argumento de não há ver relação jurídica entre a seguradora e o adquirente do veículo. no mesmo serviço e conduzindo-o pessoalmente. afirmou residir numa cidadezinha pacata do interior do Estado do Rio de Janeiro. opera-se de pleno direito a transmissão ao direito à indenização. já que a apólice não veda expressamente a transferência a terceiros. informando. onde efetivamente reside. após examinar a referida documentação. onde tem apenas um pequeno depósito de mercadorias. Contestou a ré. O autor celebrou contrato de seguro de seu único veículo com a ré. Juracy. se negou a pagar a indenização referente ao sinistro. transportando e fornecendo mercadorias para vários botequins. pelos fatos e fundamentos que seguem. a seguradora se negou a realizar o pagamento. ao estacionar para ir ao supermercado numa rua do bairro da Ilha do Governador. pois não há nos autos prova da incidência de ilícito tarifário. em se tratando de sua transferência. já que. inclusive o Registro da Ocorrência. resolva a questão Juracy propôs ação requerendo a condenação da América do Norte Seguros S/A ao pagamento de indenização correspondente ao valor de seu automóvel. a seguradora restringiu-se à negativa do pagamento das verbas indenizatórias. João pugna pela procedência do pedido. pois Juracy 42 . ao detectar fraude tarifária. utilizando-se de seu automóvel. sustentando que. sem efetivar o cancelamento da apólice. Requereu a procedência do pedido. realizado na delegacia de polícia. Considerados fundamentadamente. Acionou imediatamente o seguro e. para tal. que o veículo se destinava ao seu uso particular. a pessoa a quem o autor transferiu o veículo (João) continuou utilizando-o da mesma forma. Ao preencher a apólice. ensejando as informações necessárias à celebração do contrato. Entretanto. teve seu veículo furtado. Certo dia. dirigia-se quase que diariamente à referida cidadezinha e lá circulava grande parte do dia para exercer sua profissão de vendedor. ainda. as cláusulas contratuais alegadas não se encontram incertas na apólice. fato alegado na exordial e inatacado pela ré. não havendo vedação expressa na apólice. CASO CONCRETO 2 incontroversos os fatos narrados. tanto que o sinistro se dera sob sua guarda.

Agindo assim. não ter tido interesse em utilizar a cobertura do seguro. afirmou residir numa cidadezinha pacata do interior do Estado. a posição de terceiro não interveniente na formação do contrato. por si só. Resolva a questão fundamentadamente. por ocasião do referido acidente automobilístico. o que majora consideravelmente o valor do prêmio a ser pago pelo segurado. Argumentou a seguradora que a capital do Estado é local onde o risco de roubos. O fato de o veículo ser utilizado para transporte de mercadorias também faz com que o valor do prêmio seja majorado. in casu. colisões e outros sinistros é extremamente superior ao de cidades pequenas. efetivo segurado da ré. o dever de indenizar. pleiteou a ré a extinção do feito sem julgamento do mérito por ser parte ilegítima no pólo passivo da relação processual sub examine. CASO CONCRETO 3 Eva Braga propôs ação ordinária contra FGA Brasil Seguros S/A. furtos. Demonstrou ainda que não se encontram presentes quaisquer causas excludentes do nexo causal. enquanto que na ocasião da celebração do contrato de seguro. pleiteou a procedência do pedido. o que torna indiscutível. praticando conduta fraudulenta. não transfere para ela o encargo indenizatório. efetivo causador do dano. Argumentou ainda que o fato de o segurado. Na contestação. 43 . Além disso. Alegou e comprovou a danificação de seu veículo pelo de Adão que. Adão Alves. Pleiteou a improcedência do pedido. prossegue a ré. omitiu o fato de que o veículo era utilizado para transporte de mercadorias.declarou no RO que reside na Ilha do Governador. ostentando a autora. conforme contrato de seguro entre eles celebrado. pois os efeitos do contrato não podem transcender as partes que nele figuraram. sustentou a demandada que o contrato de seguro em comento apresenta como figurantes ela própria e o efetivo causador do dano. para vê-la condenada a indenizar-lhe danos resultantes de acidente de trânsito causado por Adão Alves. portanto. o autor infringiu o princípio da boa-fé. Resolva a questão fundamentadamente. Em razão do exposto. Diante do alegado. obrou imprudentemente ao volante. o que é verdade.