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Comentário do texto: a antropologia urbana e os desafios da metrópole, de José Guilherme Cantor Magnani.

Nome: Michele Rodrigues Bizzio Ciencias Sociais/diurno. Disciplina: Antropologia Brasileira. No texto: a antropologia urbana e os desafios da metrópole, de José Guilherme Cantor Magnani, o autor propõe uma reflexão sobre a antropologia urbana, pautada na tese de que, a etnografia se constitui enquanto ferramenta importante para a disciplina, porém, ela não deve perder de vista os fluxos da metrópole, nem sua amplidão. Dessa forma, como ele irá colocar o etnógrafo não deve cair na “tentação da aldeia”. Ao mesmo tempo, Magnani reflete sobre o trabalho do antropólogo. Para ele, este consiste em realizar sínteses, que resultam em modelos e arranjos novos capazes de interpretar a realidade. Dessa forma, para ilustrar melhor o que dizer ele utiliza exemplos de suas próprias pesquisas ou de seus alunos. Onde, ele foi com uma idéia e ao longo do trabalho etnográfico percebeu que havia outras questões, muitas vezes discordante com o que ele pensava. Ou seja, ele caiu no erro de ir com a teoria pronta e tentar “encaixar” a realidade naqueles modelos, uma vez que deve ocorrer o contrário. A realidade irá possibilitar a formulação de conceitos, embora se faça o caminho inverso também. Ele cita uma pesquisa sua, onde pode constatar que os Butecos, ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, se constituem como espaço de “lavagem” do serviço para a casa, ao invés de local de lazer. Ele também cita uma pesquisa realizada com portadores de deficiência auditiva, onde pode relativizar a ótica que possuía de que essas pessoas, vivendo numa sociedade onde a maioria das pessoas escutam, ficavam excluídas. Pelo contrário, eles possuem seus espaços de convivência e lazer, e daí quem ouve é que se torna diferente. Através dessa pesquisa ele pode se colocar na perspectiva de um surdo na sociedade em que a maioria escuta, ao ir numa festa onde todos eram surdos, ou seja, inverteram-se os papéis. Portanto, Magnani acredita que a etnografia e a antropologia são importantes, pois revelam o sujeito, mas no plano individual, para além do sistema coletivo. Dizendo de outra forma, como os sujeitos organizam suas categorias, qual o seu ponto de vista. Dessa forma, particularmente, eu acredito que a abordagem do autor seja problemática. Uma vez que essas categorias, como diz Durkheim, são sociais, e atravessam o individuo, utilizar essa perspectiva gera problemas epistemológicos.

Não tem como ignorar. Fazer esse recorte. não busca as causas mais profundas. Magnani.Embora ele não queira. por exemplo. ao fazer esse recorte fica no terreno do superficial da realidade. dentro de sociedades como a nossa é impossível. Portanto. ao mesmo tempo em que perde de vista o conceito da totalidade. eu acredito que o autor esteja construindo ideologias. . esse tipo de discurso tende a manter o status quo. como o sistema capitalista de produção interfere nesses espaços de lazer e condiciona os indivíduos.