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INSTRUMENTAÇÃO DE TURBINAS A GÁS

Marcos Vinicius Koller Luiz Fernando Rodrigues da Silva Engenharia Mecatrônica – 8º Semestre Professor Jenner Luis Puia Ferreira Universidade Católica Dom Bosco Campo Grande – MS NOVEMBRO, 2010

RESUMO O presente trabalho teve como objetivo descrever os instrumentos utilizados nas turbinas a gás, bem como sua tecnologia na geração de energia e seu ciclo de funcionamento. Algumas das tecnologias mais recentes destas serão abordadas neste artigo, bem como algumas das implicações relacionadas ao funcionamento adequado da turbina. Em relação ao seu funcionamento, tratamos também os diversos tipos de instrumentos utilizados para o controle e monitoramento de uma turbina, para tal, relatamos as funções, aplicações e funcionamento de vários instrumentos utilizados, tais como medidores de velocidade, medidores de vibração, sensores de temperatura, válvulas de controle de pressão e vazão, dentre outros. Alem disso, tratamos também do sistema de compressão, do sistema de combustão e do sistema de resfriamento da turbina.

1. INTRODUÇÃO 1.1 A TECNOLOGIA NA GERAÇÃO DE ENERGIA Segundo Bicalho (1997), atributos técnico-econômicos da turbina a gás resultam, essencialmente, do desenvolvimento tecnológico passado, no qual o papel da indústria elétrica na definição da agenda de melhorias e aperfeiçoamentos desse equipamento era secundário. Na medida em que a turbina a gás assume uma nova função na geração de eletricidade, essa agenda se modifica, incorporando novos desafios tecnológicos, de natureza diversa daqueles presentes na agenda passada. A difusão de turbinas em ciclo combinado tornou a geração de eletricidade a gás natural mais eficiente, aumentando sua competitividade frente a outras fontes (LOSEKANN, 2010). Bicalho (1997) também afirma que a turbina a gás teve um relevante desempenho em seu papel na evolução tecnológica da indústria de eletricidade. As plantas que utilizam essa tecnologia de geração são mais eficientes, menos intensivas em capital e apresentam um tempo de construção menor. Além disso, são economicamente competitivas, em relação às centrais convencionais, em escalas menores e têm um desempenho compatível com a severidade crescente das normas ambientais.

principalmente ao ser utilizado o gás natural ao invés de combustíveis líquidos. Em contrapartida. são muito baixas. como é o caso dos aviões com turbinas a jato e também de alguns helicópteros. SO2 e CO. As turbinas a gás são ótimas máquinas para a produção de energia elétrica em ciclo simples ou co-geração. No entanto. a pressão e temperatura do ar aumentam. os combustíveis líquidos são conhecidos por acarretarem problemas de manutenção devido à presença de elementos químicos e sais que aceleram a corrosão dos componentes que se encontram na câmara de combustão e no caminho dos gases quentes. 2) Linha B-C: A combustão ocorre na câmara de combustão onde o combustível e o ar são misturados para proporções explosivas e incendidos. onde é necessária uma alta potência. TURBINAS A GÁS Além de serem utilizadas para a geração de energia. PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO – CICLO BRAYTON O número de estágios de compressão e o arranjo de turbinas que convertem a energia do gás quente acelerado em energia mecânica são variáveis de projeto. Durante este processo. .  A turbina propriamente dita.  A câmara de combustão (CC).3. a operação básica de todas as turbinas a gás é a mesma. tais como NOx.1. ou também o caso do tanque M-1. principalmente. Quando se utiliza o gás natural como combustível. Os passos Brayton são os seguintes: 1) Linha A-B: A compressão ocorre entre a admissão e saída do compressor. as emissões de poluentes. A adição de calor provoca um grande aumento de volume.2. 1. Podemos distinguir três componentes principais em uma turbina a gás:  O compressor. as turbinas a gás também são bastante utilizadas.

apresentando a distribuição de energia de entrada e saída: 1. Sendo assim. Os mancais de eixo. INSTRUMENTAÇÃO As turbinas a gás. conhecido como ciclo combinado. Visando resolver este problema. Os gases a pressão constante e aumento de volume entram na turbina e se expandem por ela. a turbina precisa ter um controle adequado para se manter estável. Além dos problemas com temperatura e pressão. o compressor comprime o ar para a câmara de combustão. a câmara de combustão precisa ter um controle constante da chama. Por isso se faz necessário controle de temperatura e pressão em quase todas as peças. A figura abaixo apresenta um arranjo típico de uma turbina a gás em ciclo simples. onde os gases da combustão da turbina a gás pré-aquecem a água antes de entrar na caldeira. ou ainda pode ser utilizado paralelamente com uma turbina a vapor. os materiais utilizados na fabricação das turbinas a gás possuem uma alta resistência a temperaturas elevadas e também a pressões elevadas. ele consiste de uma peça oca toda perfurada. 4) Linha D-A: O escape ocorre na chaminé de escape do motor com grande queda de volume e a pressão constante. onde o ar comprimido entra através dos furos. gerando assim uma força motriz. os gases gerados pela queima passam pela turbina e se chocam contras as pás da turbina. criou-se o "Queimador" ou "Caneca".3) Linha C-D: A expansão ocorre à medida que o gás quente é acelerado a partir da câmara de combustão. Os gases gerados pela combustão. o que permite um maior aumento de volume e grande redução de pressão e temperatura. precisão ter um controle de temperatura e velocidade de giro do eixo. Depois de queimado. Em outras palavras. ou pode também ser utilizado para pré-aquecer o ar que vai para a câmara de combustão. As peças sofrem um desgaste muito grande devido aos níveis elevados de pressão e temperatura a que são submetidas. apesar de terem um funcionamento simples. elas possuem uma complexidade de engenharia muito grande. para mantê-la . podem simplesmente ser direcionados para o cano de descarga. O tamanho das passagens também aumentam. com a entrada de ar a uma pressão elevada e também a velocidade elevada. tem-se também um outro problema na construção dessa turbina. onde ele será queimado junto com o combustível. melhorando a eficiência da turbina – este ultimo. que é manter uma chama acesa constantemente dentro da câmara de combustão. Com tantas situações críticas. após passar pela turbina. Isto faz com que o custo de produção dessa turbina seja alto.4.

Além disso ainda temos o óleo lubrificante. VELOCIDADE A velocidade da turbina a gás é medida através de seis sensores magnéticos. Os sensores de campo magnético dispostos ao redor da circunferência do eixo intermediário geram um pulso a cada vez que as ranhuras especiais passam sob eles durante o movimento de rotação. e também para que a temperatura das mesmas não se elevem muito. 2. Tanto a sobrecarga.acesa. uma vez que o dano do mancal é geralmente indicado por uma elevação de temperatura. Ambos os sistemas transmitem os sinais para a lógica de proteção de sobrevelocidade. TEMPERATURA DOS MANCAIS O lado do compressor no eixo da turbina possui um mancal radial e mancais de empuxo em ambas as direções. bem como a vibração de toda carcaça da maquina. etc. sensores de giro. 2. para medir temperatura. que é então utilizada pelo sistema de instrumentação como o sinal de saída corrente. detector de chama. o rotor possui um mancal radial apenas. o sistema de exaustão precisa de um controle da temperatura. O processamento lógico calcula a velocidade de vibração efetiva a partir de cada sinal. A temperatura do metal do mancal é usada para o reconhecimento imediato de qualquer ameaça de danos.3. se faz necessário o uso de instrumentos de medida. 2. tal como os termopares. 2. No lado da turbina. a temperatura dos mancais. Os . o compressor precisa ter um controle de pressão e temperatura. O sinal de saída destes sensores possui uma freqüência igual ao produto da velocidade pelos números de ranhuras existentes. sujeira.1. VIBRAÇÃO As vibrações da carcaça são medidas nos mancais da turbina e do compressor através de sensores. que é preciso manter o controle da sua temperatura. sensores de pressão e velocidade do ar entre outros. do compressor e de exaustão e também a pressão do compressor. pressão e linha de lubrificação. DESENVOLVIMENTO 2. cada um deles com três canais.1. INSTRUMENTAÇÃO DA TURBINA E DO COMPRESSOR Estes instrumentos têm o objetivo de detectar a velocidade da turbina e do compressor.1.2. Estes sinais de saída são processados em dois sistemas de monitoramento redundantes. temperatura excessiva do óleo ou mesmo um fornecimento insuficiente de óleo lubrificante podem danificar os mancais.1. Para fazer o controle de operação da turbina.1. Pois o bom funcionamento das peças móveis dependem da lubrificação para que não haja um desgaste excessivo e prematuro nas peças.

e não que os IGVs estão completamente fechados. sendo processado no sistema de controle da planta. Um elemento de cada um destes elementos é direcionado ao controlador da turbina. TEMPERATURA DA EXAUSTÃO A temperatura de exaustão é medida imediatamente após o último estágio. e posteriormente utilizada como parâmetro de controle para o nível da temperatura de exaustão da turbina.1.segmentos do mancal de empuxo (lado turbina e lado gerador) incluem dois grupos opostos de termopares duplos. Os pressostatos diferenciais são conectados em paralelo. Três dos quatro elementos dos termopares duplos. Este sensor tem também um display para visualização local da pressão. Uma média é calculada a partir destes seis sinais. A abertura dos IGVS é dada por um transdutor de posição. No caso dos mancais radiais. TEMPERATURA DO COMPRESSOR Quatro RTDs de dois elementos (duplos) são utilizados para medir a temperatura do fluxo de ar na entrada do compressor. 2. são usados termopares triplos para a supervisão da temperatura. Um sinal de cada RTD duplo é usado para calcular a temperatura de entrada média do compressor. enquanto o outro elemento serve ao propósito de monitoramento. por meio de um circuito lógico que controla um atuador.1. PRESSÕES DO COMPRESSOR A pressão a montante do compressor é indicada por um transdutor. por meio de 24 termopares triplos. Todos os elementos dos 24 termopares são usados para o cálculo da temperatura média de exaustão da turbina. . o quarto termopar permanece como reserva. Tanto o TATK quanto a temperatura média da entrada do compressor são enviados ao controlador de temperatura.5. Em cada pedestal de sustentação do mancal da exaustão existe mais um termopar de três elementos. A queda de pressão entre o duto de entrada de ar e a entrada do compressor (imediatamente a montante dos IGVs) é medida por pressostatos. A temperatura de descarga do compressor é medida por meio dos termopares duplos.4.1. 2. O outro RTD de cada ponto de medição serve como reserva. Em ambos os casos. A temperatura de exaustão corrigida (TATK) é calculada a partir desta temperatura e da temperatura média da entrada do compressor. dois do lado do gerador e dois do lado da turbina.7. dispostos ao redor da circunferência do difusor. e varia entre um valor mínimo e um máximo. sendo usado pelo sistema de controle para computar a razão de compressão do compressor.6. com um ajuste dado pela velocidade da turbina. 2. O valor mínimo indica tão somente uma abertura mínima. CONTROLE DOS IGVS O passo (abertura) dos IGVs é ajustado em resposta ao valor do TATK. são usados para medir a temperatura do mancal de empuxo. Um sinal de temperatura de cada 4 pontos de medição tem o sinal enviado para o controlador da turbina.1. 2.

2. numa faixa de freqüências típica.3. 2. O valor efetivo das oscilações de pressão medido pelos sensores é processado num módulo eletrônico. HUMMING Turbinas a gás com queimadores híbridos podem passar por instabilidades na combustão. conforme a expressão abaixo: onde: ΔPCC(rel) = queda de pressão relativa da câmara de combustão.2. 2.1.2.2. As chamas não monitoradas no anel de queimadores têm a ignição garantida por meio de ignição cruzada. flashback e ausência de chama. sendo que cada um deles monitora aproximadamente 7 queimadores. 2. Os dois sensores estão localizados a pouca distância um do outro na circunferência da câmara de combustão. O humming é detectado através da medição das amplitudes alternantes da pressão da câmara de combustão. ΔPCC = pressão diferencial da câmara de combustão. Este fenômeno é chamado de hum ou humming (termo que se traduz como “zumbido” ou “zunido”). instabilidades no processo de queima (humming e aceleração). PCII = pressão de descarga do compressor. .2. Estes sinais são usados para calcular a queda de pressão relativa percentual da turbina. que se manifestam como um aumento alternado das pressões dentro da câmara. DETECÇÃO DE CHAMA As chamas da combustão são monitoradas por dois sensores de chama com suas placas de processamento analógico associado. Uma área abrangendo cerca de 11 queimadores é coberta pelos dois sensores de chama. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DA CÂMARA DE COMBUSTÃO Estes instrumentos têm o objetivo de detectar a queda de pressão através da câmara de combustão.2. A energia radiante emitida pelas chamas é detectada e repassada às placas no container de controle para o devido processamento. PRESSÃO DIFERENCIAL DA CÂMARA DE COMBUSTÃO A pressão diferencial através da câmara de combustão e a pressão de descarga do compressor são medidas por meio de transdutores. por meio de dois transdutores de pressão dinâmica.

minimizando o atrito e o fluxo de óleo remove o calor dos mancais. TEMPERATURAS DOS QUEIMADORES A temperatura dos queimadores é detectada por meio de dois termopares instalados em cada queimador. A pressão de descarga do compressor e a pressão na região anular do suporte das palhetas fixas são medidas por meio de transdutores. Este sistema assegura também que um filme de óleo seja formado nos mancais para separar os eixos rotativos de suas conchas/casquilhos. Estas válvulas são usadas para eliminar a condensação presente nas linhas de instrumentação. As válvulas de controle do ar de resfriamento são mecanicamente protegidas contra o fechamento completo. 2. Se uma das válvulas falhar.4. .4. Se a medição redundante da pressão de descarga do compressor ou da pressão na câmara de ar de resfriamento falhar completamente. O tanque possui uma abertura para enchimento e uma válvula de dreno. em qualquer ponto de operação. INSTRUMENTAÇÃO DO AR DE RESFRIAMENTO Válvulas de controle são usadas para manter uma razão de pressão constante (pressão na câmara anular sobre pressão de descarga do compressor).1.3. A razão do menor valor destas duas pressões em relação à pressão de descarga do compressor é calculada e comparada a uma constante específica. Válvulas de controle são operadas em função do desvio observado. O nível do óleo pode ser visualizado em um indicador local. na vazão. INSTRUMENTAÇÃO DO SISTEMA DE ÓLEO LUBRIFICANTE O propósito deste sistema é suprir adequadamente óleo mineral. 2. TANQUE DE ARMAZENAMENTO O tanque de armazenamento é tanto um tanque de fornecimento quanto de coleta. que monitoram a temperatura do elemento no turbilhonador axial. Isto garante que o volume correto de ar de resfriamento seja direcionado às palhetas fixas. para a lubrificação e resfriamento dos mancais da turbina a gás. pressão e temperatura correta.2. localizadas nos pontos mais baixos das linhas de tomada de pressão. 2.2.4. ambas as válvulas de controle são abertas em sua posição máxima. sendo também monitorado através de uma chave de nível. a outra assume suas funções de controle. durante períodos de parada da turbina. o que assegura o resfriamento mínimo requerido pelas palhetas. Toda a instrumentação para o ar de resfriamento possui válvulas de isolação com função de dreno. Temperaturas diferenciais são calculadas a partir da temperatura de descarga média do compressor e das temperaturas dos queimadores.

INSTRUMENTAÇÃO DO SISTEMA DE ÓLEO COMBUSTÍVEL Instrumentos de medição para a determinação do fluxo de combustível estão instalados na tubulação que conecta a plataforma do sistema de óleo combustível com o . produzindo uma pressão levemente subatmosférica no mesmo e nas linhas de retorno de todo o sistema. 2.4. Um manômetro permite a visualização local da pressão da linha. 2. FILTROS DE ÓLEO LUBRIFICANTE Depois do resfriamento. o volume completo de óleo lubrificante é filtrado (filtro duplex).5. Uma válvula de controle termostática é usada para controlar a temperatura do óleo por meio do ajuste da fração de óleo que é desviada para a linha de resfriamento.4. o filtro vazio é previamente preenchido através de uma válvula de equalização.2. 2.4. Placas de orifício reguláveis possibilitam o ajuste e o controle preciso do fluxo de óleo lubrificante fornecido para os mancais. MONITORAMENTO DA LINHA DE ÓLEO LUBRIFICANTE O funcionamento de bombas de óleo lubrificante é monitorado por um pressostato. O vapor extraído dos ventiladores é direcionado primeiramente para um separador a fim de evitar a fuga do óleo propriamente dito. Os ventiladores do resfriador de óleo lubrificante são ligados pelo sistema de controle de acordo com as temperaturas indicadas por sensores (RTDs). Antes da comutação dos filtros. A queda de pressão através do filtro em atividade é monitorada por um pressostato diferencial. RESFRIADORES DO ÓLEO LUBRIFICANTE Três trocadores de calor são inseridos na linha de fornecimento de óleo. A temperatura de saída é controlada pela válvula termostática em aproximadamente 50 ºC.Dois ventiladores extratores de vapor de óleo são montados na parte superior do tanque. O filtro ativo é chaveado para o outro filtro por meio de uma válvula de comutação. O óleo lubrificante passa por placas de orifício ao ser direcionado para os mancais.4. A pressão do óleo fornecido para os mancais é monitorada por um transdutor e por pressostatos. Um transdutor possibilita o monitoramento remoto da temperatura da linha de óleo lubrificante. enquanto válvulas de retenção bloqueiam a entrada de ar ambiente no sistema durante as paradas.3. Uma válvula de retenção separa este trecho do circuito da conexão com a linha da bomba de emergência. Ela evita que ocorra fluxo de óleo reverso através das bombas principais durante a operação isolada da bomba de emergência. e retorna ao tanque por gravidade através das linhas de retorno. 2. Estes ventiladores extraem vapor de óleo do tanque.

ou mesmo espaço físico. CONCLUSÃO De acordo com Moubray (1999). como vazão e temperatura médias. o projeto e a construção de equipamentos maiores permitem expandir a produção sem aumentar.anel de distribuição da turbina. proporcionalmente. assim como ter conhecimento dos conceitos básicos de Manutenção Centrada em Confiabilidade. uma pequena quantidade de óleo pode entrar na câmara de combustão através das válvulas ESVs devido à sobrepressão na linha de retorno ou na linha de injeção. há uma ampla gama de indústrias e tecnologias nas quais a melhoria do desempenho técnico-econômico evolui ao longo desse tipo de trajetória. Quando a turbina a gás é desligada. INSTRUMENTAÇÃO DO SISTEMA DE GÁS NATURAL O sistema de gás natural é equipado com três RTDs para medição de temperatura. Outras válvulas manuais de dreno são instaladas ao longo do sistema. deve-se ter atenção especial ao fato de que cada turbina tem características específicas e os sensores são dimensionados em função dos níveis da grandeza medida. Qualquer óleo que tenha se acumulado é então direcionado ao tanque de coleta. 2. da abertura das válvulas de controle e da pressão na câmara.6. pois muitos modos de falhas têm algumas evidências comuns. elas permanecem fechadas durante a operação da turbina. O sinal do transdutor de pressão após a válvula de controle de difusão é direcionado a um processamento especial para determinação de amplitudes e gradientes de pressão. Isto também assegura que apenas uma quantidade insignificante de óleo chegue ao tanque de coleta caso uma das válvulas solenóides seja inadvertidamente aberta durante a operação da turbina com óleo combustível. seguindo através de um filtro de entrada para uma válvula de bloqueio. O gás natural é fornecido para o sistema de gás combustível com uma pressão aproximada de 28 bar. . Placas de orifício com abertura pequena instaladas nestas linhas de despressurização evitam o fluxo cruzado de volumes consideráveis de óleo entre as linhas quando as válvulas ESVs estão abertas. principalmente. Em condições normais. Uma quantidade inadmissível e considerável de óleo poderia se acumular na turbina durante um período de parada muito extenso. localizados imediatamente antes de uma válvula de parada. A pressão do gás é medida antes de uma válvula ESV por transdutores. O volume do gás natural queimado na câmara de combustão é função da pressão de fornecimento. A interpretação errada pode induzir a erros de decisão. as tubulações entre as ESVs de premix. A equipe de manutenção deve ser treinada para operar e interpretar resultados da instrumentação sugerida. Segundo Nelson & Winter (1982). Nesses casos. Há um ponto de medição de temperatura e um ponto de medição de fluxo para a linha de difusão. Para prevenir tal situação. os custos. Ela deve estar ciente dos detalhes de funcionamento do equipamento. 3. difusão e retorno são despressurizadas pela abertura de válvulas solenóides. os custos de capital. para a linha de retorno e para a linha de premix.

(2000). 2001. sobre a evolução do mercado elétrico no longo prazo. Revista Brasileira de Energia. 2008. Boletim Infopetro: “Petróleo & Gás”. 1999. Luciano (2010). & WINTER. sua direção e intensidade. IE/UFR. “Turbina a Gás: Oportunidades e Desafios”. basicamente. Tese de Doutorado. ao gás natural). (1982). (1999).Bicalho (1997) afirma que são vários os problemas tecnológicos que precisam ser resolvidos para que a turbina a gás possa desempenhar o papel de tecnologia principal na geração elétrica no longo prazo. Desse modo. NELSON. Grupo de Economia de Energia (GEE). a turbina a gás é uma tecnologia em transição e não apenas uma tecnologia para a fase de transição do mercado elétrico. “Reliability-Centred Maintenance”. em face à possibilidade significativa de redução de custos. LOSEKANN. Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio. o futuro da indústria de eletricidade vai depender da evolução dos esforços inovativos que estão sendo realizados hoje para superar as barreiras vigentes para o desenvolvimento da turbina a gás. Nº1. Belknap Press of Harvard University Press. 30 de Novembro de 2000. Este fato introduz uma incerteza significativa acerca da evolução dessa tecnologia e. Cambridge (Mass). C. “An evolutionary Theory of Economic Change”. portanto. Cuiabá. . R. é fundamental na delimitação não só do futuro da indústria elétrica no mundo. “Integração truncada das Indústrias de Gás Natural e Eletricidade no Brasil”. das possibilidades e restrições ao desenvolvimento da indústria elétrica (BICALHO. Nesse sentido. “A Formação de Regularidades Tecnológicas na Indústria de Eletricidade”. A introdução da flexibilidade em relação aos seus insumos energéticos (hoje restritos. S. R. BICALHO. nº1. REFERÊNCIAS PANTANAL ENERGIA – Empresa Produtora de Energia. Conhecer esses esforços. Apostila Módulo III – Turbinas a gás. como também. 2ª Edição. a redução das emissões e a manutenção dos graus de confiabilidade e disponibilidade das plantas constituem barreiras tecnológicas importantes a serem ultrapassadas. E. Vol. 1997). R. BICALHO. MOUBRAY. ALMEIDA. 20/09/2010. Departamento de Engenharia. (1997). o aumento da eficiência. Ano 1.G. Butterworth-Heinemann. J. 8. 1982. 4. “Geração elétrica a gás: grande mercado com grandes problemas” .