Perda de carga - Manuell F. Barrall 1.

Escoamentos em Dutos Sob-Pressão O transporte de fluídos é feito através de condutas projetadas para tal. Essas condutas podem ser:  A céu aberto - canais – destinam-se ao transporte da água.  Fechadas, onde a pressão é maior que a atmosférica, denominandose condutas sob pressão. 1.1. Perda de Carga O escoamento interno nas tubagens sofre forte infuência das paredes onde dissipam energia devido ao atrito. As partículas em contacto com as paredes, adquirem a velocidade destas, ou seja, velocidade nula e influiem nas partículas vizinhas através da viscosidade e da turbulência, dissipando energia, provocando assim uma redução na pressão total do fluido ao longo do escoamento chamada perda de carga. A perda de carga pode ser distribuida ou localizada, dependendo do motivo que a causa.

1.1.1. Perda de carga distribuída: A paredes das condutas rectilíneas, causa uma perda de pressão ao longo do comprimento da tubagem, fazendo com que a pressão total vá diminuindo gradualmente ao longo do desse percuso. 1.1.2. Perda de carga localizada Este tipo de perda de carga é causado pelos acessórios instalados na canalização necessários para a montagem da tubagem e controlo de fluxo de escoamento, que provocam variação brusca da velocidade em módulo ou direcção, intensificando a perda de energia nos pontos onde estão localizados. O escoamento sofre perturbações bruscas em pontos da instalação tais como em válvulas, curvas, reduções, etc… 1.2. Perda de carga distribuída Verificando-se ao longo dos trechos retos devido ao atrito, esta perda de carga depende do diâmetro (D) e do comprimento (L) da tubagem; da rugosidade da parede ; das propriedades do fluído, da massa específica (, da viscosidade ( e da velocidade do escoamento V. A rugosidade depende do tipo de material e da idade da tubagem. Uma tubagem mais velha apresenta um coeficiente de rugosidade maior. A tabela seguinte dá-nos os valores da rugosidade e condições de uso para alguns tipos de tubagens mais comuns.

06 0.05 0. determina o tipo de escoamento: Re<2100 Região Laminar 2100<Re<4000 Região de Transição Re>4000 Região Turbulenta Admite-se o valor limite de2100. Re.05 0. o número de Reynolds. é usado o valor referente a temperatura de 20º C.0015 De entre as propriedades do fluído.025 0.05 a 0.12 1 a 1. latão. sem costura Ferro forjado Ferro fundido novo Ferro fundido com leve oxidação Ferro fundido velho Ferro fundido centrifugado Ferro fundido em uso com cimento centrifugado Ferro fundido com revestimento asfáltico Ferro fundido oxidado Cimento amianto novo Concreto centrifugado novo Concreto armado liso.05 1a3 6 0.16 0. a sua relação com as forças de inércia do escoamento.1 0. Além de ser proporcional à perda de carga.04 a 0.15 0.00 cp (viscosidade dinâmica) ν20 = 1. plásticos em geral.1 0. Para secções circulares.s (viscosidade dinâmica) μ20 = 1. usado Aço soldado moderadamente oxidado Aço soldado revestido de cimento centrifugado Aço laminado revestido de asfalto Aço rebitado novo Aço rebitado em uso Aço galvanizado. com costura Aço galvanizado.045 0.2 a 0.10-3 Pa.1 0. tubos extrudados Rugosidade 0.5 0.4 0. para a transição para o regime turbulento. que é o parâmetro indicador do regime de escoamento.3 1a3 0.3 3a5 0.5 0. PVC.007.00. que vale: μ20 = 1. permite-nos a obtenção de um número adimensional.Marerial Aço comercial novo Aço laminado novo Aço soldado novo Aço soldado limpo.15 a 0. A viscosidade da água varia com a pressão e temperatura. aço revestido de epoxi.2 0. a viscosidade é a mais importante na dissipação de energia.25 a 0.1 0. o Nº de Reynolds é calculado pela expressão:    O valor adimensional da equação. para agua fria. vários anos de uso Concreto com acabamento normal Cobre.10-6 m2/s (viscosidade cinemática)  . mas na pratica.

3.1. Perda de carga localizada .

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