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UTILIZAÇÃO DE PINO INTRAMEDULAR EM UMA FRATURA DE TÍBIA EM RATO ( Rattus novegicus albinus) – RELATO DE CASO SILVA, B. M.1; COMITRE, R. C.

2; MAIA, C. A. A.3 1 – Médico Veterinário autônomo da Clínica Cães e Gatos Veterinária® e pós-graduando (nível mestrado) em Ciência Animal da UNESP-Araçatuba. 2 - Médico Veterinário autônomo da Clínica Cães e Gatos Veterinária®. 3 – Pós-graduanda (nível mestrado) em Anestesiologia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP O aumento de animais exóticos como “pets” é uma crescente realidade na sociedade em que vivemos, daí também o aumento desses animais nos consultórios e clínicas veterinárias, fazendo com que os veterinários habituados a trabalhar somente com cães e gatos aprofundem seus conhecimentos nas demais espécies. Um rato (Rattus norvegicus albinus), de aproximadamente oito meses de idade e pesando em torno de 150 gramas foi levado à clínica veterinária com impotência de membro pélvico esquerdo. O proprietário relatou que ao conter o animal para um banho o mesmo se debateu muito. Ao exame clínico notou-se edema do membro e à palpação, aumento de sensibilidade dolorosa e desvio de eixo ósseo com crepitação na tíbia esquerda. Ao exame radiográfico constatou-se fratura completa, transversa, em terço médio de tíbia esquerda. Realizado o diagnóstico, o rato foi submetido à anestesia com xilazina (12 mg/kg) e cetamina (80 mg/kg) por via intraperitoneal. Após tricotomia e antissepsia do membro acometido, foi realizada incisão de pele crânio-medial e os músculos extensores foram afastados expondo os fragmentos ósseos. Após alinhamento dos focos de fratura foi aplicada a porção metálica de uma agulha 50 x 7, servindo a mesma como pino intramedular, que foi inserida na medula óssea de maneira normógrada. Apenas a pele foi suturada, com fio de nylon 0,30 mm. A radiografia pós-cirúrgica imediata revelou alinhamento dos focos de fratura. Foi prescrito enrofloxacina na dose de 5 mg/kg a cada 24 horas, por via subcutânea durante 7 dias, como antibioticoterapia profilática. Trinta dias após a cirurgia o animal retornou e, ao exame clínico percebeu-se que o animal apoiava o membro e não claudicava. O exame radiográfico controle demonstrou a consolidação da fratura sem comprometimento da articulação fêmuro-tibio-patelar. Diante disso e considerando-se o risco anestésico, optou-se pela não retirada do implante metálico. As cirurgias mais comuns realizadas em roedores são reparos de lascerações e remoções de massas dérmicas ou subcutâneas. Porém, com este caso, concluiu-se que apesar de pouco comum, o procedimento anestésico e cirúrgico é relativamente simples podendo ser realizado em clínicas particulares com resultados satisfatórios.

Área de vinculação temática: Clínica e Cirurgia de Silvestres