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AÇÃO CIVIL PÚBLICA - “RELÂMPAGO” 53 temas resolvidos

Organizadores Rubens Godoy Sampaio / Juliana Rosolen

Colaboradores
AARÃO MIRANDA ADNILTON JOSÉ CAETANO ALANA CAVALCANTE ALEX A.MENDONÇA ALINE LOPES RUAS ALINE MENDES ANA CANDIDA ANA GABRIELA OLIVEIRA ANA HIRANO ANDRE CANUTO ANDRÉIA GRAZIELA BÁRBARA LOUISE CLAUDIA HONÓRIO CRISTINA ABREU DANILO TARTARINI SANCHES ELISEU JUSEFOVICZ FERNANDA CAMPOS FERNANDO ROCHA FLÁVIA FRANCISCO CONTE GELSON LUIS PIRES GIL NOGUEIRA GIL LARISSA MARQUES LARISSA SERRAT CREMONINI LAYSE LAJTMAN LEDA FONTANEZI LEONTINO LIMA MARCELO LISBOA MÁRCIO SEGGIARO MARCOS CUTRIM MARINO LUCIANELI NETO MAURICIO FBRITO PATRICIA PATRUNI PATRÍCIA PESSANHA PATRÍCIA PESSANHA RAFAEL FERNANDES RUY CAVALHEIRO SILVIO TEIXEIRA SIMONE BORGES VANESSA OLIVEIRA VANESSA STEBEL

BRASIL 2010

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TEMAS DESENVOLVIDOS
1. trabalho degradante 2. trabalho escravo 3. conduta discriminatória 4. discriminação de deficientes 5. discriminação de mulheres 6. discriminação de negros 7. discriminação de idosos 8. discriminação de homossexuais 9. meio ambiente do trabalho inadequado 10. trabalhadores sem equipamentos de proteção individual e transportados em paus-de-arara 11. jornada de trabalho de 11 horas com horas in itinere não pagas. 12. trabalhadores sem ctps anotadas 13. remuneração abaixo do mínimo, horas extras não pagas 14. intervalos de almoço de 15 minutos e intervalos inter jornadas de 10 horas. 15. terceirização ilícita 16. fraudo cooperativa 17. assédio moral 18. revista intíma 19. dano moral coletivo 20. cláusula e convenção coletiva nula 21. assédio sexual 22. trabalho infantil 23. liberdade sindical. cláudia honório 24. moralidade administrativa e concurso público 25. construção civil 26. trabalho aquaviário/portuário 27. dotação orçamentária para políticas públicas de combate ao trabalho infantil e à exploração do trabalho do adolescente. 28. nulidade de cláusula de compensão de jornada. semana 5x1 29. responsabilidade objetiva pelo fato da gravidez e a ressalva da negociação coletiva.. alana 30. ccp’s 31. trabalho da prostituta 32. trabalho artístico infantil 33. (legitimidade do mpt). 34. sucessão de empregadores, não reconhecimento dos contratos de trabalho e direitos adquiridos dos empregados da sucedida 35. da discriminação veiculada em cláusula de convenção coletiva 36. hiv/aids 37. recolhimento do fgts /pagamento impontual 38. anúncios discriminatórios 39. restrição de crédito 40. prostituição infantil 41. férias 42. décimo terceiro 43. inadimplemento de contribuições previdenciárias 44. não implementação de cipa (nr5), ppra (nr7) e pcmso (nr9). 45. dispensa abusiva 46. fraude na participação nos lucros e resultados 47. fraude na contratação de estagiários 48. fraude na contratação de aprendizes 49. fraude na intermediação de aprendizes 50. cotas de professores universitários EM ANDAMENTO 51. improbidade administrativa 52. horas de prontidão e horas de sobreaviso 53. descanso semanal remunerado

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EMAILS DOS PARTICIPANTES
tinabreu@hotmail.com; ruycavalheiro@uol.com.br; adsmendes@gmail.com; borgessimone@yahoo.com.br; layselajtman@gmail.com; gl.pires@yahoo.com.br; delaramies1979@yahoo.com.br; p_patruni@hotmail.com; vanessa_stebel@yahoo.com.br; marcion38@yahoo.com.br; adniltonjose@yahoo.com.br; sjsidney@gmail.com; lisboamarcelo@yahoo.com.br; rgsampa@hotmail.com; dt.sanches@yahoo.com.br; larissa_oc@yahoo.com.br; aarao.miranda@ig.com.br; andrecanuto@gmail.com; leojr1717@yahoo.com.br; mlucneto51@yahoo.com.br; concurseiratrabalhista@yahoo.com.br; julianarosolen@hotmail.com; maufbrito3@yahoo.com.br; fernandacamposminas@hotmail.com; barbara_louise_ssa@yahoo.com.br; anafhirano@yahoo.com.br; patriciapess@yahoo.com.br; anacandidab@yahoo.com.br; laramarques1@hotmail.com; rafa.goi@hotmail.com; adv_claudiah@yahoo.com.br; nine_22_@hotmail.com; andreia_graziela@yahoo.com.br; alex_85@terra.com.br; marcos.cutrim@yahoo.com.br; ledafontanezi@yahoo.com.br; alanacavalcante@yahoo.com.br; anagabriela83@gmail.com; kikoedani@hotmail.com; elijuse28@yahoo.com.br; gilnogueiragil@gmail.com

que são fixas eu submeti ao crivo do grupo todo por email..P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 4 Muito bem colegas Aqui está o resultado do nosso trabalho colaborativo. algum anjo que possa fazer isto para todos os nós? Sugestões? São Félix. lá vamos nós!! 6 .. As possibilidades de texto são infinitas. É importante notar que eu também não tenho condições de afirmar se tudo que está escrito aqui está certo. eu não corrigi nada! E nem tenho condições de fazê-lo. Espero que isto ajude-nos na prova que está chegando.. Fiz alguns comentários aí pelo meio. OK?! Bom mesmo seria se algum JUIZ ou algum PROCURADOR corrigisse nossa peça na faixa!! Alguém tem algum amigo. mas nada de muito relevante. Como eu disse. Eu não corrigi o texto de ninguém. Portanto a adoção dos textos aqui escritos para a prova prática. A maioria das partes fixas são sugestões retiradas de uma minuta de ACP enviada pelo Prof Flavio Gondim sobre trabalho escravo. Como vcs viram eu apenas juntei as peças e a Juliana ajudou na separação dos temas. no curso do Renato Saraiva.. e cada um fique à vontade para corrigir e fazer sugestões. RESOLVEMOS 53 IRREGULARIDADES As partes comuns. vai por conta e risco de cada um.

............................ JORNADA DE TRABALHO DE 11 HORAS COM HORAS IN ITINERE NÃO PAGAS .................................................................................................... 38 15......... TRABALHADORES SEM CTPS ANOTADAS/FALTA DE REGISTRO .9 ENDEREÇAMENTO ........................................................................ 20 DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS .............. 18 DO VALOR PROBATÓRIO DO INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO ........................................................................................................................ 27 6 – DISCRIMINAÇÃO DE NEGROS . 17 DO CABIMENTO DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA................................................................................... 30 8 – DISCRIMINAÇÃO DE HOMOSSEXUAIS .................................. 39 16.......................................................... 23 3 – CONDUTA DISCRIMINATÓRIA .. 29 7 – DISCRIMINAÇÃO DE IDOSOS ............................................................................ INTERVALOS DE ALMOÇO DE 15 MINUTOS E INTERVALOS INTER JORNADAS DE 10 HORAS................................................ 21 1 – TRABALHO DEGRADANTE ........ HORAS EXTRAS NÃO PAGAS .....................................................MARINO ....................................... 13 DA COMPETÊNCIA MATERIAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO ................................................................................................................................................. MEIO AMBIENTE DO TRABALHO INADEQUADO ............................................. 10 DOS FATOS ............................................................................................................................. 32 10.........................................3 ESTRUTURA DA ACP .................................................................... 36 13........................................................................................................... 15 DA LEGITIMIDADE AD CAUSAM ................................ DO VALOR SOCIAL DO TRABALHO............................................................................ 33 11............ 42 ...........................................................P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 5 Índice EMAILS DOS PARTICIPANTES ................................ FRAUDO COOPERATIVA .......................................... 37 14....................................................................... TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA................. ......................................................................................................... DA ORDEM ECONÔMICA BRASILEIRA ......................................................... 25 5 ............................................................................................................................ 40 17............................................................................................................. 18 DA DIGNIDADE DO SER HUMANO....... – ASSÉDIO MORAL ............DISCRIMINAÇÃO DE MULHERES .............................................. TRABALHADORES SEM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E TRANSPORTADOS EM PAUSDE-ARARA .................................................................................. 34 12............................................................................................................................. 24 4 – DISCRIMINAÇÃO DE DEFICIENTES ............................................... REMUNERAÇÃO ABAIXO DO MÍNIMO................................................................................................................................ 31 9........................................................................................................ 22 2 – TRABALHO ESCRAVO ................ 19 NOTA SOBRE DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS E DIREITOS FUNDAMENTAIS NO TRABALHO ......... 14 DA COMPETÊNCIA FUNCIONAL E TERRITORIAL ......................................................................

.................................................. ASSÉDIO SEXUAL .......................... RESPONSABILIDADE OBJETIVA PELO FATO DA GRAVIDEZ E A RESSALVA DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA........... 44 19.................... (LEGITIMIDADE DO MPT – ESTE TEMA ESCOLHIDO NÃO FAZ PARTE DOS FATOS) . 46 20........ FRAUDE NA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS ......................................... 67 40........................................................... 71 42............... TRABALHO INFANTIL ARTÍSTICO ...........................................................................................................P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 6 18...................................... SUCESSÃO DE EMPREGADORES................................................................... 57 30.... NÃO RECONHECIMENTO DOS CONTRATOS DE TRABALHO E DIREITOS ADQUIRIDOS DOS EMPREGADOS DA SUCEDIDA .................... FRAUDE NA CONTRATAÇÃO DE ESTAGIÁRIOS .................................................... 71 43........................................ 68 41.............................................................................................................................................................. TRABALHO INFANTIL ....................... DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA PARA POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMBATE AO TRABALHO INFANTIL E À EXPLORAÇÃO DO TRABALHO DO ADOLESCENTE........................... CLÁUSULA E CONVENÇÃO COLETIVA NULA......................................................................................................... ANÚNCIOS DISCRIMINATÓRIOS .............................. LIBERDADE SINDICAL ................................................ PROSTITUIÇÃO INFANTIL .................................................................................................................. 52 25........................................................... TRABALHO AQUAVIÁRIO/PORTUÁRIO ........................ 61 34..................................................... 80 49............................... DA DISCRIMINAÇÃO POR HIV/ AIDS ......... TRABALHO DA PROSTITUTA ...................................................... 54 27..... 51 24............. 65 38................... MORALIDADE ADMINISTRATIVA E CONCURSO PÚBLICO ..................................................................................... 78 47............ 47 21............................................................................................... DANO MORAL COLETIVO .............................................................................. 55 29..................................................................... 61 33............... 49 22............. DISPENSA ABUSIVA .. 81 ...... 53 26........... NÃO IMPLEMENTAÇÃO DO PCMSO........................................... DO NÃO PAGAMENTO DO 13º SALÁRIO................................................................................................... 50 23........................................................ 66 39........................................................ 64 37....................................................................... REVISTA INTÍMA ...................................................... CONSTRUÇÃO CIVIL ....................... DA NÃO CONCESSÃO DAS FÉRIAS ........ 62 35.......................................................................... 63 36.................................................................... 76 46............................................................. RESTRIÇÃO DE CRÉDITO .................. FRAUDE NA INTERMEDIAÇÃO DE APRENDIZES ....................... 74 45........................... 72 44............ INADIMPLEMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS ................................................. 58 31.............. PPRA E CIPA....................................................................................................... FRAUDE NA CONTRATAÇÃO DE APRENDIZES ............................................... 79 48........ ................................................................................................................... CCP’S .......................................... 59 32................................. DA DISCRIMINAÇÃO VEICULADA EM CLÁUSULA DE CONVENÇÃO COLETIVA . RECOLHIMENTO DO FGTS / PAGAMENTO IMPONTUAL .................

.............P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 7 50............................................................................. .................................................................................................... 88 2 – TRABALHO ESCRAVO .............................................................................................. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO ............................................................................................................................................ CLÁUSULA E CONVENÇÃO COLETIVA NULA................................................. 92 6 – DISCRIMINAÇÃO DE NEGROS .................................................................... 85 DA ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA DE MÉRITO .............................................................................................................................................. LIBERDADE SINDICAL .......................................................................... 82 51................................................ TRABALHO INFANTIL ..................................................................... 90 4 – DISCRIMINAÇÃO DE DEFICIENTES ...............DISCRIMINAÇÃO DE MULHERES .................................. HORAS DE PRONTIDÃO E HORAS DE SOBREAVISO ................ REMUNERAÇÃO ABAIXO DO MÍNIMO. 95 9..... 97 11...... ASSÉDIO MORAL......................................................................................................................................................................... 85 52......................................................... ....................................... 94 8 – DISCRIMINAÇÃO DE HOMOSSEXUAIS ............................................................................... 91 5 ........................................................... FRAUDO COOPERATIVA .............. COTAS DE PROFESSORES NAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR (UNIVERSIDADES E CENTROS UNIVERSITÁRIOS) ..................................... 93 7 – DISCRIMINAÇÃO DE IDOSOS .............. TRABALHADORES SEM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E TRNASPORTADOS EM PAUSDE-ARARA .................................................................................................................................................. TRABALHO AQUAVIÁRIO/PORTUÁRIO ..............................................................108 21....................................................................................................................... 100 14........................ REVISTA INTÍMA ............................................................................................................... INTERVALOS DE ALMOÇO DE 15 MINUTOS E INTERVALOS INTER JORNADAS DE 10 HORAS.................................................................. TRABALHADORES SEM CTPS ANOTADAS............................................................................................................101 15.......................................103 17.............................................................107 20..... 86 PEDIDOS ........ MORALIDADE ADMINISTRATIVA E CONCURSO PÚBLICO ..................... IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA...........................106 19................................................... CONSTRUÇÃO CIVIL ............................ JORNADA DE TRABALHO DE 11 HORAS COM HORAS IN ITINERE NÃO PAGAS........... 99 13......................................................................... HORAS EXTRAS NÃO PAGAS ............................................ DANO MORAL COLETIVO .............................. 96 10..........109 22...................................................................118 ...........115 24........................................................................................................................105 18....... 89 3 – CONDUTA DISCRIMINATÓRIA ........................ MEIO AMBIENTE DO TRABALHO INADEQUADO .................................... 87 1 – TRABALHO DEGRADANTE ............117 26... 85 53................................................................................................................................................110 23............... TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA............. ASSÉDIO SEXUAL ............................................................................ 98 12...........................116 25..........102 16...................................

..........141 52.....................130 40.......................140 51................................................................................................................................................................................................125 35.. NÃO IMPLEMENTAÇÃO DO PCMSO................................................................... COTAS DE PROFESSORES NAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR (UNIVERSIDADES E CENTROS UNIVERSITÁRIOS) .......................................... TRABALHO ARTÍSTICO INFANTIL .....135 46....................................................................................132 43....................... FRAUDE NA CONTRATAÇÃO DE ESTAGIÁRIOS ...............................................................123 32.......139 50.............134 45................................................................................... TRABALHO DA PROSTITUTA . IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA............................................................ ..... .............. DISPENSA ABUSIVA ................................................................................... 145 RESUMO DO LIVRO DO RAIMUNDO SIMÃO........ RESTRIÇÃO DE CRÉDITO ...........................................................................P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 8 27.........................................129 39..........................................................................................................................124 34................................................................................SEMANA 5X1 ........137 48........... PPRA E CIPA..................................................................133 44....... FRAUDE NA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS ..................................................................... ANÚNCIOS DISCRIMINATÓRIOS . DA NÃO CONCESSÃO DAS FÉRIAS ........................................................ SUCESSÃO DE EMPREGADORES........... NÃO RECONHECIMENTO DOS CONTRATOS DE TRABALHO E DIREITOS ADQUIRIDOS DOS EMPREGADOS DA SUCEDIDA .................... HORAS DE PRONTIDÃO E HORAS DE SOBREAVISO ................. O TEMA DESENVOLVIDO NÃO CABE SER COLOCADO AQUI NOS PEDIDOS ................................... 148 ................... INADIMPLEMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS .............................................................. RECOLHIMENTO DO FGTS / PAGAMENTO IMPONTUAL ...........................121 30... DO NÃO PAGAMENTO DO 13º SALÁRIO............................................126 36............................138 49............124 33....................128 38..............141 REQUERIMENTOS ...................... RESPONSABILIDADE OBJETIVA PELO FATO DA GRAVIDEZ E A RESSALVA DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA.......119 28...................................................................................122 31...............................................................................136 47.......... 143 ORIENTAÇÕES DA COORDIGUALDADE .......141 53...........................................................................120 29............................................................ DESCANSO SEMANAL REMUNERADO .............................................. FRAUDE NA CONTRATAÇÃO DE APRENDIZES ....................................... FRAUDE NA INTERMEDIAÇÃO DE APRENDIZES .............................................................. DA DISCRIMINAÇÃO VEICULADA EM CLÁUSULA DE CONVENÇÃO COLETIVA ................................................................ DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA PARA POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMBATE AO TRABALHO INFANTIL E À EXPLORAÇÃO DO TRABALHO DO ADOLESCENTE......................................................................................................127 37.........................................................132 42............... PROSTITUIÇÃO INFANTIL ................................... DA DISCRIMINAÇÃO POR HIV/ AIDS ........................................................................................................... CCP’S ....131 41... NULIDADE DE CLÁUSULA DE COMPENSÃO DE JORNADA ..............................................................

P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 9 ESTRUTURA DA ACP NO RETANGULO ESTÃO AS PARTES COMUNS QUE PRECISAM SER DECORADAS 1. Nome da ação: acp com pedido de tutelas de urgência. Qualificação do o MPT 3. da competência funcional / territorial 8. requerimentos FORA DO RETÂNGULO ESTÃO AS PARTES QUE PRECISAM SER DESENVOLVIDAS NA HORA DA PROVA . 4.Endereçamento 2. da dignidade do ser humano. ENUMERAÇÃO DOS FATOS = 53 PROBLEMAS RESOLVIDOS 6. Introdução DOS FATOS 5.. Pedido pela condenação em DANOS MORAIS COLETIVOS 15.X . do valor probatório do inquérito civil 11. do cabimento da ação civil pública 10. da legitimidade ad causam 9. Qualificação das partes 5. da antecipação dos efeitos da tutela de mérito 14. 1.. da ordem econômica brasileira 12. do valor social do trabalho... PEDIDOS = 53 pedidos 14. da competência material da justiça do trabalho 7.em face de.1. DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS = 53 fundamentos 13.

exercer outras funções que lhe forem conferidas. o qual deverá ser intimado pessoalmente (LC 75/93. difusos e coletivos. caput. com arrimo nos arts. 84. art 6º VII.7. e na Lei 7. homogêneos.LIVRO DO BEZERRA LEITE) LOMPU . sediada na Rua.promover o inquérito civil e a ação civil pública para: d) outros interesses individuais indisponíveis. inciso III. 83.347/85. e “d”. artigo 6º.5. IX . III e IV da LC 75/93. 7. essencial à função jurisdicional do Estado.promover o inquérito civil e a ação civil pública.93). ajuizar a presente CF . mas é com esta que irei para a prova. e 129.caput. os quais deverão ser intimados pessoalmente (LC n. por seu órgão in fine assinado. pelos Membros que firmam a presente. 84. no artigo 1º da Lei n. para defesa de interesses coletivos. Cidade/UF. do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. II . art. e 84. IV ser cientificado pessoalmente das decisões proferidas pela Justiça do Trabalho. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. CEP. alíneas “a”. 83. O Ministério Público é instituição permanente. alíneas a e d. quando desrespeitados os direitos sociais constitucionalmente garantidos.para o examinador que nós temos um conhecimento amplo a respeito do microssistema de tutela coletiva. da Constituição da República. incisos I. por meio da Procuradoria Regional do Trabalho da X Região. III e IV do Título I. segundo disseram no Correioweb em concursos anteriores.5.manifestar-se em qualquer fase do processo trabalhista. sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DA TUTELA (Fonte: Candidato Marcos Cutrim) O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. e artigo 83.93 (DOU de 21. da Lei Complementar n.078/90). da Lei Complementar n. neste ato representada por seu(sua) Procurador(a) do Trabalho signatário(a). já que é um dos itens (o pedido) que eles dão mais atenção. para a proteção do patrimônio público e social. vem à elevada presença de Vossa Excelência. Art. alíneas "a" e "d". incisos I.Art. nosso cartão de visita. nas causas em que o órgão tenha intervido ou emitido parecer escrito. de 20. ajuizar a presente. quando entender existente interesse público que justifique a intervenção. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. CEP. Bairro.promover a ação civil pública no âmbito da Justiça do Trabalho. III e IV. 8. da Constituição Federal.Art. IV) de todos os atos do processo na Procuradoria a Regional do Trabalho da X Região. no âmbito das suas atribuições. incisos I e III. sediada à Rua. citando todas as normas jurídicas . O Ministério Público do Trabalho — Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região. arts. III e IX da Constituição da República.347/85 e nos artigos 81. Nâo sei se a redação é melhor. 75/1993. 127. A questão da intimação pessoal deixarei para formular no pedido. com fundamento nos artigos 127 e 129.85.. O Ministério Público do Trabalho.caput. Número. Compete ao Ministério Público do Trabalho o exercício das seguintes atribuições junto aos órgãos da Justiça do Trabalho: I . desde que compatíveis com sua finalidade. São funções institucionais do Ministério Público: (FONTE . Bairro. e Lei n.promover as ações que lhe sejam atribuídas pela Constituição Federal e pelas leis trabalhistas. exercer as funções institucionais previstas nos Capítulos I. vem à presença de Vossa Excelência propor LOMPU .REVISTA 38) III . 6º Compete ao MPU: VII . III . e penso ser interessante demonstrar . CEP. inciso VII. sociais. 82 e 83 do Código de Defesa do Consumidor (Lei n.347. Cidade . incisos II e III. de 24. inciso VII. vou citar todos os artigos que fundamentam a propositura da ACP pelo MPT. o 75/93. Além disso.Estado. É que essa primeira página é a porta de entrada. n . e artigo 83. vem à elevada presença de Vossa Excelência. acolhendo solicitação do juiz ou por sua iniciativa. Art. 127. 6º. II.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 10 ENDEREÇAMENTO Excelentíssimo(a) Senhor(a) Doutor(a) Juiz(íza) do Trabalho da ___ Vara do Trabalho de SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA / MT rsrsrsrs (FONTE . 84.Art. e 129.MARCOS CUTRIM . IV) de todos os atos do processo na Rua. Incumbe ao Ministério Público do Trabalho. c/c art. 7.de cara . com fundamento nos artigos 127. Bairro. art. 129. 75.

caput. 127. ajuizar a presente AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA EM DECISÃO LIMINAR AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO LIMINAR AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA AÇÃO CIVIL PÚBLICA.caput. 199. com pedido de concessão de liminar de natureza acautelatória sem prévia audiência da parte contrária.5.429/92.93). da 1ª Turma. Karl Siegfried Valentin Specht). Carlos Frederico Brito dos Santos. 84. 17. conforme podemos constatar em diversas decisões. 8. 82 e 83 do Código de Defesa do Consumidor (Lei n. inciso VII.347/85).5. 7. Gomes de Barros – Ministério Público do Estado de Minas Gerais x Wanilza das Dores Antunes Specht – Adv. da Lei Complementar n. AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO LIMINAR DE INTERDIÇÃO JUDICIAL AÇÃO CIVIL COLETIVA. e 129. dentre as quais destacamos a seguinte ementa. de recente acórdão do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. e 84. vem à elevada presença de Vossa Excelência.. pelo Membro que firma esta petição inicial. da Lei nº8. o qual deverá ser intimado pessoalmente (LC n. com atuação na Proteção da Moralidade Administrativa e do Patrimônio Público . o arresto de bens pertencentes a pessoas acusadas de improbidade pode ser ordenado nos autos do processo principal. alíneas “a”. 75. 75/93. 6º. é promotor de Justiça do Estado da Bahia.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 11 MIX DAS QUALIFICAÇÕES ANTERIORES DO MPT O Ministério Público do Trabalho — Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região. da Constituição Federal.078/90). 83.93 (DOU de 21. A teor da Lei 7.478-MG – Rel. (STJ – Ac. oriundas dos diversos tribunais do País: "AÇÃO CIVIL PÚBLICA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – Arresto de bens – O Ministério Público tem legitimidade para o exercício da ação civil pública (Lei 7. publicado em 8-5-2000 – Resp. arts. de 20. Des. inciso III. CEP.347/85 (artigo 12). AÇÃO CIVIL PÚBLICA CUMULADA COM PEDIDO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA A jurisprudência amplamente majoritária também já consagrou a expressão ação civil pública ao se referir à “ação principal” prevista no art. com pedido de antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional. c/c art. no. visando reparação de danos ao erário causados por atos de improbidade administrativa tipificados na Lei 8. incisos I e III. e “d”. art. com fundamento nos arts. Bairro. Unân. no artigo 1º da Lei n.429/92. IV) de todos os atos do processo na Rua. escolhida ao azar dentre tantas que catalogamos.347/85 e nos artigos 81. Cidade/UF.

Estado. com sede na Rua. Em face da FRAUDOCOOPERATIVA. Bairro. CEP.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 12 Em face da EMPRESA.Estado. Número. Cidade . Pelas razões de fato e de direito que passa a expor OU Pelos motivos fáticos e jurídicos a seguir aduzidos .Estado. Em face do SINDICATO. Cidade . CEP. com sede na Rua. com sede na Rua. Número. Bairro. Número. Bairro. Cidade . CEP. Cidade . Em face da TERCEIRIZADORA. com sede na Rua.Estado. CEP. Bairro. Número.

VII. Finalmente o órgão do MPT propôs a celebração de um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta. o órgão do Ministério Público do Trabalho no exercício regular de suas atribuições . Assim. art. mas tudo foi recusado pela parte contrária. 84.Ana Gabriela Oliveira de Paula . II).P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 13 DOS FATOS MODELO 1 . Portanto. tenha o membro deste PARQUET buscado formas extrajudiciais para a composição deste conflito restou apenas a VIA JUDICIAL como meio de superação das irregularidades cometidas pela EMPRESA. não tendo sido adequada voluntariamente a conduta do obrigado.À Procuradoria Regional do Trabalho da X Região foi encaminhada denúncia que relatou numerosas irregularidades trabalhistas perpetradas pela EMPRESA. nenhuma alternativa resta se não a propositura da presente ACP . 84. a-d. ouviu trabalhadores e o representante da empresa.) O membro do Ministério Público do Trabalho expediu notificação recomendatória. Em resposta à denúncia recebida. não obstante. 6º. propôs a celebração de Termo de Compromisso de Conduta. instaurou Inquérito CIvil [Público] (LC 75/93.. art. III). requisitou ao MTE inspeção fiscal (LC75/93 art. o que foi peremptoriamente rejeitado pela EMPRESA. o que portanto justifica o ajuizamento desta Ação CIVIL PÚBLICA pelos fatos que se seguem. a MODELO 2 – (..

O art. 114 da Constituição Federal de 1988. no caso em apreço. 114. 83. acima narrados. Deste modo. ao foro do Distrito Federal.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 14 DA COMPETÊNCIA MATERIAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO MODELO 1 . atrai a competência material dessa Justiça Especializada para processar e julgar a demanda.M Juízo de uma das Varas de tal Município possui competência funcional e territorial para processar e julgar a demanda ora proposta. nos termos do art. XIV. e do art. VII. o que.347/85. 83 da LC 75/93. a possibilidade de incidência supletiva do CDC. in fine. pressuposto para a representação sindical dos trabalhadores e empregadores. 2º) regula de maneira satisfatória o tema da competência territorial em ação civil pública. Modelo 3 – FRANCISCO CONTE – reunindo a competência material e funcional/territorial num só tópico Tratando-se de ação civil pública destinada à tutela de interesses e direitos transindividuais decorrentes da relação de trabalho. Incidem. no seu inciso III. vilipendiadas pelos atos praticados pelos réus. privativamente. inc. 84 da Lei Complementar nº 75/93. compete materialmente à Justiça do Trabalho processá-la e julgá-la. nos termos da jurisprudência consolidada daquela Corte. entre sindicatos e trabalhadores. Dispõe o art. tal conclusão não se compadece com a exegese mais correta do ordenamento vigente. entre sindicatos. A legitimidade do parquet trabalhista se sustenta no objetivo de restaurar a ordem jurídica laboral e constitucional.O conflito de interesses descrito nesta petição envolve direitos metaindividuais (difusos. caput. I e III. coletivos e individuais homogêneos) na esfera trabalhista. 83. insere-se na competência da Justiça Especializada. Cabe ressaltar que. cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa. ante a inexistência de lacuna normativa. portanto. Desse modo. competir à Justiça do Trabalho processar e julgar: “as ações sobre representação sindical. da Carta Magna. 2º da Lei 7. isso porque. MODELO 2 . Com o devido respeito a mais alta corte trabalhista do País. porquanto a Lei 7347/85 (art. III. “a”. a competência territorial para processamento e julgamento de ACP em casos de danos de âmbito regional ou nacional é fixada por aplicação analógica dos parâmetros estabelecidos no art.Da competência da Justiça do Trabalho e da legitimidade do MPT – LIBERDADE SINDICAL – CLÁUDIA HONÓRIO A Emenda Constitucional nº 45/04 deslocou para a Justiça do Trabalho o exame das causas envolvendo conflitos intersindicais. inc. considerando-se o local da lesão aos interesses e direitos transindividuais trabalhistas (descrever o caso) o M. as normas do art. 93 do CDC. 6º. o que afasta. a presente lide. por seu turno. de acordo com o entendimento consagrado na orientação jurisprudencial nº 130 da Subseção II de Direitos Individuais do TST. “a” e “d”. envolvendo questão referente à liberdade sindical. e entre sindicatos e empregadores”. 114 da CF c/c art. à luz do art. o processamento e julgamento da presente demanda competiria. c/c o art. do art. inc. da LC 75/93. . dispõe que a ação civil pública será proposta no foro do local onde ocorrer o dano.

2º da Lei 7. nos termos da jurisprudência consolidada daquela Corte. 2º da LACP assim dispõe: “As ações civis públicas serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano. isso porque. Não obstante a OJ 130 da SBDI-II determine que por ocasião de danos de dimensões regionais ou nacionais a competência seja respectivamente das varas da capital do Estado Federado ou das varas do Distrito Federal. e. cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa”. FLAVIO GONDIM . por aplicação analógica dos parâmetros estabelecidos pelo artigo 93 do CDC. o que afasta. por isso mesmo. 93 do CDC. a possibilidade da incidência supletiva do CDC. a competência territorial para processamento e julgamento de ACP em casos de danos de âmbito regional ou nacional é fixada por aplicação analógica dos parâmetros estabelecidos no art. a Vara do Trabalho de ___ é a competente para o julgamento da presente ação. À vista de tais considerações. devendo eventuais conflitos ser resolvidos pelo critério da prevenção (art.347/85. nos termos do art. a efetiva ou potencial ocorrência do dano no círculo territorial de atuação do juízo processante. portanto. caracterizando-se.O art. parágrafo único da Lei 7. 2º. o processamento e julgamento da presente demanda competiria. o membro do Ministério Público do Trabalho entende que a LACP regula de maneira satisfatória o tema da competência territorial em ACP. cabe ao órgão de primeira instância processar e julgar originariamente o feito. 2. ao foro do Distrito Federal. pela proximidade com os fatos discutidos na causa. o que afasta. Com o devido respeito à mais alta corte trabalhista do País. Modelo 3 – Prof. cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa”. Sendo assim.347/85. ostentam superior aptidão cognoscitiva e decisória em relação a juízes de outras localidades não atingidas pela lesão ou ameaça de lesão combatida na ACP –. De acordo com o entendimento consagrado na orientação jurisprudencial nº 130 da Subseção II de Direitos Individuais do TST. há de se reconhecer competência concorrente entre os Juízos que detenham jurisdição territorial sobre qualquer das localidades efetiva ou potencialmente atingidas pelo dano – os quais. trata-se de dano de âmbito nacional. a competência para julgamento de ação civil pública pressupõe. Segundo se depreende da leitura do caput do art. ante a inexistência de lacuna normativa.º.347/85). privativamente. Flavio Gondim . No caso. afigura-se inquestionável a competência (material e territorial/funcional) da Vara do Trabalho de __ para o julgamento da presente ação. tal conclusão não se compadece com a exegese mais correta do ordenamento vigente. MODELO 2 – PROF. Portanto.Os danos causados pela conduta ilícita combatida nesta ACP projetam-se sobre localidades situadas em três Estados da Federação. a possibilidade de incidência supletiva do CDC. necessariamente. . como danos de âmbito nacional.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 15 DA COMPETÊNCIA FUNCIONAL E TERRITORIAL MODELO 1 – No que concerne à competência funcional/territorial. litteris: “As ações civis públicas serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano. porquanto a Lei 7347/85 (art. ante a inexistência de lacuna normativa. respectivamente. submetidos à jurisdição de Varas distintas e vinculadas a Tribunais Regionais diversos. segundo os critérios prevalecentes no seio da doutrina especializada. 2º) regula de maneira satisfatória o tema da competência territorial em ação civil pública. caput. da Lei 7. uma vez que as práticas ilegais combatidas nesta ACP se verificam em Municípios pertencentes a diferentes Estados da Federação.

que afronta. Forçoso reconhecer. a literalidade do art. revela-se flagrante o equívoco do entendimento perfilhado por aquela Corte Superior. no particular. nesse sentido. caput da Lei n. a competência privativa das Varas do Distrito Federal. concorrentemente. portanto. caput da LACP). Firme. Com base no citado dispositivo. 2º. .347/85. a competência da Vara _ (art. de qualquer das Varas que ostentam jurisdição sobre as localidades em que verificados os danos. a competência territorial/funcional para o processamento e julgamento da demanda é. o magistério da doutrina. 2º. em tal hipótese.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 16 Conquanto a OJ 130 da SBDI-II do TST consagre.º 7.

– FRANCISCO CONTE Com o advento da Constituição de 88. foi provocado pela execrável conduta do réu. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. essencial à função jurisdicional do Estado. “d”. Sendo assim e levando-se em conta o caráter indisponível dos interesses em debate. Por isto torna-se não só legítima. prevendo a promoção da ação civil pública para a proteção de qualquer interesse difuso ou coletivo (art. do último Diploma legal citado.º 7347/85 instituiu a ação civil pública com a finalidade de assegurar a defesa de interesses difusos e coletivos (art. e 84 da LC 75/93.A Lei n.º. o membro do MPT. ao longo do tempo. conferindo ao Ministério Público legitimidade para propô-la (art. independente. frise-se. 127. mas também inadiável e necessária a atuação do MPT. 83. estes últimos. alínea d. A Lei Complementar 75/93. VII. 5. no campo das relações de trabalho. no plano infraconstitucional. da Lei Complementar n. que no caso em apreço estão sendo frontalmente violados. mostramse evidentes a legitimidade do Parquet e o cabimento da ACP. o constituinte originário legitimou o Ministério Público à propositura de ação civil pública (art. a Constituição Federal arrola entre as funções institucionais do Ministério Público a defesa da ordem jurídica (art. III).º. IV). MODELO 2 . no art. a um só tempo. com a sua iniciativa. III). Saliente-se que a expressão “interesses coletivos” deve ser compreendida em sua acepção ampla. o Ministério Público foi erigido à condição de instituição permanente.Da Legitimidade do MPT. coletivos stricto senso e individuais homogêneos. 127). 5º da Lei 7347/85 é expresso quanto à legitimidade do Parquet para a ação civil publica. de forma específica. razão pela qual impende concluir que o Parquet Laboral possui legitimidade para propor ação civil pública perante a Justiça do Trabalho.º75/93 e. III previu o cabimento “quando desrespeitados os direitos sociais constitucionalmente garantidos”. por seu turno. O Ministério Público procura tutelar a vida. Por seu turno. atribuição essa também prevista no art. Desta forma. 6º. 129. a liberdade. CF). 129. ao fito de abranger os interesses difusos. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art. a saúde e a dignidade dos atuais e futuros empregados do promovido. 6. visando à tutela de quaisquer modalidades de interesses metaindividuais decorrentes da relação de trabalho. assim como obter a reparação do dano moral coletivo que. considerados pelo STF como subespécie dos interesses coletivos lato senso. que reage.III. Para a defesa dos interesses sociais e coletivos. Os tribunais superiores já reconheceram a legitimidade do Ministério Público do Trabalho para o ajuizamento de ação civil pública em defesa dos direitos sociais constitucionais. pela voz do Ministério Público. em consonância com o disposto nos arts. o art. legitimou o MP do trabalho a ajuizar ação civil pública para a defesa dos interesses coletivos e difusos. contra o aviltamento da dignidade da pessoa humana) e interesses individuais homogêneos (dos que ainda trabalham para o réu). . 1. interesses difusos (dos potenciais trabalhadores da EMPRESA promovida e da sociedade em geral.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 17 DA LEGITIMIDADE AD CAUSAM MODELO 1 . defende. No artigo 83. sendo certo que.º). VII.

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DO CABIMENTO DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA
A presente Ação Civil Pública visa a tutelar interesses e direitos transindividuais de índole laboral e constitucional que foram violados pela EMPRESA RÉ, como se pôde inferir dos fatos apresentados nesta inicial. Pertinente, pois, o manejo da ação civil pública, nos termos dos artigos 129, inciso III, ( e 227) da Constituição da República, e o artigo 83, incisos III e V, da Lei Complementar n. 75/1993.

DO VALOR PROBATÓRIO DO INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO
MODELO RETIRADO DO MATERIAL DO CURSO TOGA - PROF. PATRICK MAIA – No presente caso, verifica-se com grande segurança todos os requisitos necessários para antecipação dos efeitos da tutela. Não bastasse a clara violação da lei pela ré, há a prova do procedimento investigatório em si. A investigação conduzida pelo Ministério Público é prova que merece ser valorada, com presunção de validade, pois o Ministério Público é instituição essencial à função jurisdicional. Na condução do inquérito e do procedimento investigatório, o Ministério Público não age como particular, uma vez que a lei lhe concede poderes coercitivos para esta investigação, tais como requisição de documentos, depoimentos de testemunhas, não podendo sequer ser oposto sigilo ao Ministério Público, todas estas regras previstas nos incisos VI e VIII de nossa Carta Constitucional e no artigo 8º, da Constituição da República. Não se pretende defender aqui que o inquérito tenha valor absoluto, pois se o tivesse, até a presente ação seria inútil, pois o Ministério Público, por sua própria conta, imporia o ordenamento jurídico sobre a empresa ré. A ponderação aqui realizada pretende apenas demonstrar que a prova produzida em inquérito é dotada de presunção de legalidade, só podendo ceder mediante prova robusta em contrário. Desta forma, o ônus de comprovar quaisquer fatos contrários aos fatos provados nesta ação pertence ao réu. Na verdade, o ato administrativo em si, que sempre pode ser revisto por controle judicial, nem por isso deixa de deter atributos como o da presunção da legalidade, imperatividade e autoexecutoriedade. Negar este atributo à investigação conduzida pelo Ministério Público vai significar reduzir uma instituição que tem prerrogativas e poderes assemelhados ao Poder Judiciário a um órgão subalterno ao Poder Judiciário – o que é absurdo na lógica da presente Constituição. A jurisprudência respalda plenamente este entendimento, conforme se pode verificar da leitura das decisões do Superior Tribunal de Justiça. (...) Em suma, o procedimento investigatório conduzido pelo Ministério Público é, por si só, elemento de prova inequívoca, fornecendo verossimilhança à alegação, nos termos do artigo 273 do CPC.

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DA DIGNIDADE DO SER HUMANO, DO VALOR SOCIAL DO TRABALHO, DA ORDEM ECONÔMICA BRASILEIRA
(Retirei este trecho da ACP do Marcos Cutrim )

De acordo com o Tratado de Versalhes, que instituiu a Organização Internacional do Trabalho – OIT, o princípio da não mercantilização do trabalho humano exige que o trabalho não seja tratado como mercadoria ou mero insumo da cadeira de produção. A dignidade do ser humano é o valor fundamental do Estado Democrático de Direito, seguido do valor social do trabalho e da livre iniciativa (CF, artigo 1º, incisos III e IV). Dentre os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, o Constituinte originário elegeu a construção de uma sociedade livre, justa, solidária e mais humana, alicerçada na promoção do bem de todos, na erradicação da pobreza e da marginalização, na redução das desigualdades sociais e regionais, para garantir o desenvolvimento nacional (CF, artigo 3º). E estabeleceu que o Brasil deverá reger-se, no plano internacional, pela prevalência dos direitos humanos (CF, artigo 4º, inciso II), o que, realmente, pode-se perceber em virtude dos tratados e convenções internacional ratificados pelo Brasil versando sobre tal matéria. A respeito das relações de trabalho, de modo inédito, o legislador constituinte dedicou capítulo exclusivo aos direitos sociais, conferindo-lhe “status” de direito fundamental, bem como elencou extenso rol de direitos – não exaustivo - aos trabalhadores urbanos e rurais para a melhoria de sua condição social (CF, artigos 5º, 6º e 7º, 8º, 9º, 10 e 11). O trabalho tem valor social – desde que obedecido um patamar mínimo civilizatório -, sendo a ordem econômica brasileira fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, cujo fim último consiste em assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social (CF, artigo 170 e 193). As investigações apontaram a existência de inúmeras irregularidades juslaborais no âmbito da EMPRESA RÉ, em detrimento destes valores basilares do Estado Democrático de Direito.

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NOTA SOBRE DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS E DIREITOS FUNDAMENTAIS NO TRABALHO
IMPORTANTE: Um documento MUITO IMPORTANTE que praticamente não foi citado por nenhum colega é a DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS E DIREITOS FUNDAMENTAIS NO TRABALHO.

(...) A Conferência Internacional do Trabalho, 1. Lembra: a) que no momento de incorporar-se livremente à OIT, todos os Membros aceitaram os princípios e direitos enunciados em sua Constituição e na Declaração de Filadélfia, e se comprometeram a esforçar-se por alcançar os objetivos gerais da Organização na medida de suas possibilidades e atendendo a suas condições específicas; b) que esses princípios e direitos têm sido expressados e desenvolvidos sob a forma de direitos e obrigações específicos em convenções que foram reconhecidas como fundamentais dentro e fora da Organização. 2. Declara que todos os Membros, ainda que não tenham ratificado as convenções aludidas, têm um compromisso derivado do fato de pertencer à Organização de respeitar, promover e tornar realidade, de boa fé e de conformidade com a Constituição, os princípios relativos aos direitos fundamentais que são objeto dessas convenções, isto é:

a) a liberdade sindical e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva; b) a eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório; c) a abolição efetiva do trabalho infantil; e d) a eliminação da discriminação em matéria de emprego e ocupação

P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 21 DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS .

III. Daí a necessidade de pronta. O que diferencia um conceito do outro é a liberdade. caput). FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA – TRABALHO DEGRADANTE Os ilícitos perpetrados pelo réu. desprezam o valor social do trabalho (CF. por dívidas ilegalmente impostas ou pelas características geográficas do local. falamos de um crime que cerceia a liberdade dos trabalhadores. e 170. mas o recíproco nem sempre é verdadeiro. e 5º. 7º. põem em risco a integridade física. Essa falta de liberdade se dá por meio de quatro fatores: apreensão de documentos. violam os direitos e garantias trabalhistas fundamentais (CF. III e X). arts. presença de guardas armados e “gatos” de comportamento ameaçador. 1º. que impedem a fuga”. 21 e 24). mister fazer-se uma diferenciação entre trabalho degradante e trabalho escravo. mental e a própria vida de dezenas de empregados. Quando falamos de trabalho escravo. mediante ratificação. 1º. 157. arts. IV.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 22 1 – TRABALHO DEGRADANTE Inicialmente. enérgica e exemplar intervenção do Ministério Público e do Judiciário. visualizados em seu conjunto. Normas Regulamentadoras nº 6. art. CLT. XXII. Adotando-se a conceituação da OIT temos: “toda a forma de trabalho escravo é trabalho degradante. a fim de que se impeça a continuidade dos ilícitos acima narrados. . ao Direito doméstico. já incorporada. agridem a dignidade da pessoa humana (CF. afrontando ainda o disposto nas Convenção nº 155 da OIT. art.

claramente verificados no modo de arregimentação destes trabalhadores. art. V e VII. V e VII da CF .Dumping social. sendo esta medida que se impõe. 1º. comparáveis às impostas no regime de escravidão. art. Além disso.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 23 2 – TRABALHO ESCRAVO Vê-se da descrição dos fatos que a(s) Reclamada(s). como anotação de CTPS. art. que dominou a economia brasileira nos séculos XVI a XIX. todos da CF. alíneas “c” e “d”. . art. IV da Declaração Universal dos Direitos Humanos. . art.Trabalho degradante e trabalho forçado espécies. IV da Declaração Universal dos Direitos Humanos .Coisificação do trabalho . O alargamento do conceito de trabalho escravo. 6º do Pacto de San José da Costa Rica. nas condições de trabalho. dentre outras: Art. como no caso em estudo. 200. 2º-C e Instrução Normativa 65/2006-SIT-TEM. São elas. ao impingir a seus empregados condições degradantes de trabalho. o regime de trabalho imposto pela Reclamada a seus empregados. III e IV. englobando tanto o trabalho forçado. Convenções 29 e 105 da OIT. consubstanciadas em norma nacionais e internacionais ratificadas pelo Brasil.Direito fundamental ao trabalho digno e a Dignidade da Pessoa Humana.Convenções 29 e 105 da OIT . Palavras chaves: . . da inobservância das mais elementares normas de direto do trabalho. art. promovida pelo art. reduzindo-lhes à condição de coisa. III.Art. 200. de modo que. importando em rescisão indireta dos contratos de trabalho. . 3º. 7º XXIII. III e IV. para os caso em que há exigência de trabalho humano em condições análogas à de escravo.Valores sociais do Trabalho. implica em violação de do art. Alargamento do conceito de trabalho escravo.Arregimentação de trabalhadores. 7º XXII. art. pagamento de salário e normas de higiene e segurança do trabalho. art. 31 do TEM. NR. ora espécies do gênero trabalho escravo.Conceito de trabalho escravo para a OIT e a abrangência do conceito para o direito brasileiro.Art. a Lei 7998/90. 6º do Pacto de San José da Costa Rica . I. caracterizada está tão nefasta forma de aproveitamento do trabalho humano. ferindo de morte todo o arcabouço jurídico que dá proteção e que outorga dignidade ao trabalho humano. subtrai-lhes a dignidade. . II. 5º. . art. quando solapados os mais elementares direitos fundamentais do homem trabalhador.Trabalho escravo gênero . tem como vetor único de incidência a negação da dignidade do trabalhador pelo empregador. 149 do CP. vida e saúde a que são submetidos. como no caso em tela.Liberdade do Trabalhador. 483. 149 CP . Também. quanto o trabalho degradante.art. reforçam a rescisão indireta dos contratos de trabalho.Dignidade do trabalhador .

Tal banco de dados contém cerca de XXXXXX nomes de trabalhadores Para operacionalizar esse banco de dados. De outro lado. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação. ou qualquer outra condição. 2. Formas de Discriminação Informações trabalhistas – Direito de petição. situação familiar ou idade. prevê a CF. a igual proteção da lei. (5º. adquiriu ou construiu um banco de dados que contém informações referentes às reclamações trabalhistas ajuizadas. ascendência nacional ou origem social. as hipóteses de proteção ao menor previstas no inciso XXXIII do art.029. de 13 de abril de 1995. 1 e 2 da Declaração Universal estabelecem de forma bastante clara que: “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Antecedentes Trabalhistas Todo o trabalhador tem o direito de recorrer ao poder judiciário trabalhista caso entenda violados seus direitos pelo empregador. sem qualquer distinção. assevera o artigo 1° da citada convenção que a discriminação “compreende qualquer distinção. raça. . cor. III da CF elege como objetivos fundamentais da República. Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração. cor. riqueza. por motivo de sexo. neste caso. cor. “promover o bem de todos . Uma vez que decida por exercer o direito de ação trabalhista. sem distinção de qualquer espécie. De fato. nascimento. XLI): “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”. à livre escolha de emprego. ressalvadas. II. A EMPRESA RÉ. sem qualquer distinção. que tenha por fim anular ou alterar a igualdade de oportunidades e de tratamento no emprego e ocupação”. sexo. Todos são iguais perante a lei e têm direito. cor. sabendo desse fato. seja de raça. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. opinião política. 1º: “Fica proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de emprego. 7º CF”. ou sua manutenção. sem preconceitos de origem.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 24 3 – CONDUTA DISCRIMINATÓRIA FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA: Os artigos I. origem. a Empresa desenvolveu (ou adquiriu) um “sistema de informações trabalhistas”. que proíbe sejam determinadas circunstâncias pessoais responsáveis pelo tratamento diferenciado infundado. através da ratificação da Convenção 111 da OIT. tem direito a igual remuneração por igual trabalho”. Toda pessoa. baseada em motivos de raça. o nome do trabalhador ficará vinculado ao registro da Reclamação Trabalhista que vier a propor. estabelece em seu art. sexo. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade. exclusão ou preferência. opinião política ou de outra natureza. língua. idade e quaisquer formas de discriminação”. Toda pessoa tem direito ao trabalho. religião. Em consonância. religião. o artigo 3º. 1. VII e XXIII. estado civil. raça. origem nacional ou social. Tal tutela antidiscriminatória já era prevista pelo nosso direito positivo. sexo. A Lei nº 9.

merece menção a Convenção Interamericana para a Eliminação de todas 1 Ver por exemplo fls. promotores e da autoridade policial Antecedentes creditícios Não bastasse a venda de informações sobre ajuizamento de ações trabalhistas e existência de registros criminais. Recentemente. justa e solidária” (art. 927. As “informações criminais” eram obtidas a partir de acesso indevido aos registros sigilosos. concernente a reabilitação profissional e emprego de pessoas deficientes. a Convenção Internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial e a Convenção sobre eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher. ainda que exclusivamente moral. banco de dados de restrições comerciais. 3º. Art. destinados para utilização restrita de juízes. 187. VIII). Já no início dos anos 90. comete ato ilícito. Art. Também comete ato ilícito o titular de um direito que. nº 1. Não é por outro motivo que a Constituição Federal vedou qualquer forma de discriminação quanto aos salários e critérios de admissão dos trabalhadores com deficiência. art. para prestar tais informações utilizava-se dos serviços do SERASA. que tem como objeto a reabilitação profissional da pessoa com deficiência. Aquele que. A expressão “ação afirmativa” significa a adoção de um conjunto de medidas legais e de políticas públicas que objetivam eliminar as diversas formas e tipos de discriminação que limitam oportunidades de determinados grupos sociais. por ação ou omissão voluntária. A EMPRESA RÉ. sujeitando à obrigação de reparar. sustados. 1º. 7º. 186. em seu art.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 25 Antecedentes criminais A EMPRESA RÉ também vendia informações sobre antecedentes criminais. nº 2). 37. preocupado em “construir uma sociedade livre. cheques furtados. devidamente ratificadas pelo Brasil. XXXI. para seus clientes utilizarem como critério de seleção. pela boa-fé ou pelos bons costumes. 1º. seguiram-se nas Nações Unidas duas importantes convenções. 1 Concordatas e cheques irregulares nível nacional – via internet ou fax”. 4 – DISCRIMINAÇÃO DE DEFICIENTES DA FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA O legislador constituinte. ao exercê-lo. a qual trouxe. concernente à discriminação em matéria de emprego e profissão. obtidas por meios escusos. o conceito claro do termo “discriminação”. Assim dispõem: “Art. 1º. Aquele que. 103 e fls. III) cuidou de garantir a isonomia entre as pessoas e em propiciar o desenvolvimento digno e autônomo das pessoas com deficiência. . causar dano a outrem. Ainda no campo dos tratados internacionais. por ato ilícito (arts. que tratam da possibilidade de adoção de discriminação positiva por meio de ação afirmativa. telebloqueio. o Brasil ratificou a Convenção 159 da OIT. é importante fazer alusão à Convenção nº 111 (1959) da Organização Internacional do Trabalho. Autêntica devassa na vida do trabalhador. quais sejam. extraviados. I). III) e em promover “a dignidade da pessoa humana” (art. Abuso de Direito O abuso de direito é expressamente condenado pelo CC. Pois bem. 3º. 186 e 187). bem como exigiu lhes fosse reservado percentual dos cargos e empregos públicos (art. No cenário internacional. de forma que ela venha a obter e conservar um emprego (art. excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social. fica obrigado a repará-lo”. bem assim em “erradicar a pobreza e a marginalidade e reduzir as desigualdades sociais e regionais (art. violar direito e causar dano a outrem. sob a mesma diretriz lançada na Convenção nº 111 da OIT. ratificada pelo Brasil em 1965. verificação em cartórios no Brasil de Protestos Ações Judiciais. negligência ou imprudência. a EMPRESA RÉ buscava também a verificação de cadastro nacional de emitentes de cheques sem provisão de fundos. 143 do PI 1338/02. Falências.

em ambiente inclusivo e acessível. não está apta ao exercício de atividade laboral. que. CF/88). Além da garantia da reserva de vagas. com a adaptação do ambiente e o acesso pleno aos postos de trabalho. permanência e ascensão profissional. no art. Por fim. também chamada de Convenção da Guatemala. Como se vê. 5º.213/91) incorre em conduta reprovável socialmente. Ademais. 93 da Lei 8. notadamente considerando a função social da empresa. §3º. Por fim. III e IV). antes de encerrar o arcabouço normativo internacional. . 1º.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 26 as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência. proibindo a discriminação baseada na deficiência quanto à admissão. Nitidamente se percebe que a discriminação positiva em favor das pessoas com deficiência está em perfeita consonância com os objetivos fundamentais estabelecidos na Constituição (art. tendo que viver à margem da sociedade.298/99. remuneração. 3º. insta referir à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. a exemplo da reserva de postos de trabalho em empresas com mais de 100 (cem) empregados (art. aprovada pela ONU e incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro com o status de emenda constitucional (art. reconhecem o direito à igualdade de oportunidades para um trabalho de livre escolha da pessoa com deficiência. é dever das empresas implementar os procedimentos e apoios especiais previstos no Decreto nº 3. nº 2. a empresa com mais de 100 empregados que deixa de preencher as vagas com pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados (art. oferecendo meios institucionais diferenciados para promover o acesso de grupos excluídos no mercado de trabalho. é plenamente equivocada a idéia preconcebida de que a pessoa com deficiência. todos os diplomas normativos internacionais acima citados. de um modo geral. pelo que está sujeita à condenação ao pagamento de indenização por dano moral coletivo. tão-só em virtude de tal condição. estabelece o sentido e alcance do termo “discriminação contra pessoas portadoras de deficiência”.231/91). 93 da Lei 8.

XXX). sem preconceitos e discriminações (inciso IV.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 27 5 . Uma das formas de detectar a incidência desse tipo de discriminação é analisar os indicadores de desigualdades entre determinados grupos. proibição de diferença de salário. positivados na Constituição nos artigos 1º e 5º. XX). . Cinco dessas mulheres são negras e trabalham nos serviços de limpeza da Ré. é notória a prática de DISCRIMINAÇÃO INDIRETA. sobretudo porque não há. idade. A discriminação indireta pode ser identificada quando os resultados de determinados indicadores socioeconômicos são sistematicamente desfavoráveis para um subgrupo definido por suas condições de sexo. Além disso o art. E não são negras. a constatação de que nesta empresa haja apenas 10% de mulheres trabalhando é prova notória de que a ré pratica discriminação indireta contra mulheres. A legislação infra constitucional busca a eliminação das diferenças de remuneração pelo trabalho prestado por homens e mulheres. 7º proíbe a diferença de salários. e o afastamento da discriminação por causa do em gênero (CLT arts. II. bem como de todo o bloco brasileiro de constitucionalidade. 5º. não obstante na denúncia não se tenha indicado nenhuma prática discriminatória DIRETA que atente contra a igualdade da mulher no mercado de trabalho. FInalmente. E EM FUNÇÃO DA CONTROVÉRSIA RELATIVA AO PROBLEMA DA PROVA ESTATÍSTICA . de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. nesta empresa. 1º . Ela geralmente se alimenta de estereótipos arraigados e é exercida através de práticas administrativas e institucionais. 372 – 373A ). na promoção e na remuneração. Vale notar que não obstante as mulheres não pertençam a grupos minoritários (mais da metade da população brasileira é constituída por mulheres) elas são mais vulneráveis e mais suscetíveis a práticas discriminatórias. Portanto.DISCRIMINAÇÃO DE MULHERES DISCRIMINAÇÃO INDIRETA DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO (os argumentos da prática INDIRETA podem ser usados também para qualquer outro grupo. c. II. sendo igualmente proibidas quaisquer formas discriminatórias referentes a salários e critérios de admissão de quaisquer pessoas pertencentes a grupos vulneráveis ou grupos minoritários.) A inspeção fiscal verificou que na EMPRESA RÉ há uma rotatividade muito grande de empregados e que sempre existiu número muito exíguo de mulheres. Princípios basilares da axiologia intrínseca a toda a legislação internacional dos direitos universais de proteção aos seres humanos. art. Optei pela mulher. raça/cor. Há discriminação na contratação e na promoção das mulheres. mediante incentivos específicos. 201. b. A discriminação é um dos ilícitos mais odiosos e graves. seja pela menor força física. nenhuma atividade que também não possa ser realizada por mulheres. da análise da folha de pagamento. CF). 6º. 3º. 7º. pois fere de morte o princípio da dignidade da pessoa humana e o princípio da igualdade. nos termos da lei (art. afinal estas mulheres somam 10% dos empregados da empresa. Com o escopo de superar a história de discriminação e abuso sofridos pela mulher no mercado de trabalho. a igualdade de direitos e obrigações entre homens e mulheres (art. estão garantidos na Constituição os seguintes direitos: a. etnia em face aos resultados médios da população”. seja pelo machismo hegemônico das sociedades marcadas historicamente por um patriarcalismo tradicionalista. 9029/1995 proíbe a exigência de atestado de gravidez e esterilização de mulheres e tipifica como crime as práticas decorrentes. Qualquer prática discriminatória viola pelo menos 3 dos fundamentos da República Federativa do Brasil (art. de exercício de função e de critério de admissão por motivo de sexo (art. I). 203. Portanto a DISCRIMINAÇÃO INDIRETA ocorre na contratação. d. Dos 400 empregados atuais há somente 40 mulheres (10%). em função da opção do MPT em trabalhar com este tipo de prática discriminatória indireta contra as MULHERES NEGRAS. seja por fatores históricos. III e IV). 7º. também se aferiu que há discriminação salarial. a proteção à maternidade e à gestante (arts. As outras trinta e cinco fazem trabalhos administrativos de secretaria e contabilidade. justamente por seu caráter dissimulado. “A discriminação indireta é uma das formas mais perversas de discriminação. A Lei n. considerando que a População Feminina Economicamente Ativa (PFEA) no Brasil ultrapassa a casa dos 40% (conforme CENSO DO IBGE 2000 – 41%). Além disso. I). cor ou estado civil. proteção do mercado de trabalho da mulher. Mas a soma de seus salários corresponde apenas a 2% do montante da folha de pagamento. Além de ir de encontro aos objetivos fundamentais da República de promover o bem de todos.

o direito. Assim o processo pode tratar e analisar um fato por meio de uma ciência qualquer para alcançar uma interpretação mais precisa do fato. os índices do IPEA – autarquia federal. Em primeiro lugar a criança pode parecer muito com o pai e isto pode ser suficiente para provar a paternidade. tanto pelos homens quanto pelas mulheres. O fato é que há 40 mulheres empregadas num universo de 400 pessoas. sociologicamente. partindo das provas documentais apresentadas e devidamente cotejadas e analisadas se conclui pela ocorrência escandalosa e notória de PRATICA DISCRIMINATÓRIA INDIRETA E SEXISTA. Da mesma forma. a estatística. biologicamente. mas DEDUTIVO. o procedimento indutivo é aquele que parte de uma amostra e permite a projeção aproximada de estimativas populacionais de grande escala (pesquisas de boca de urna). de forma excelente. Não há prova estatística. Estatisticamente se pode dizer que há apenas 10% de mulheres empregadas nesta empresa. matematicamente. senão o preconceito machista impregnado nos critérios de seleção da ré. Por exemplo: que um homem e uma mulher sejam os pais de uma criança é um fato. ISTO TAMBÉM É UM FATO. Portanto não há fator de discrímen algum que justifique o quadro indicado. Assim. A prova é o fato de que a criança é filha de FULANO e portanto ela terá direito a sua pensão. de notória excelência científica. Estes fatos devem ser tratados e analisados com o instrumento adequado. As provas apresentadas são: 1. E portanto. a biologia. está sendo chamado de PROVA ESTATÍSTICA. pois devem ser o reflexo da situação populacional. discutir a pertinência da prova estatística é um equívoco. Mas não se fala de “prova biológica”. A análise parte dos valores da população para se deduzir qual deveria ser a proporção da amostra. cujos documentos tem fé pública e são utilizados para o controle e a promoção das mais variadas políticas públicas realizadas no Brasil. Outro fato é que 41% das pessoas que fazem parte da população brasileira economicamente ativa são mulheres. para que possam também ser melhor interpretados JURIDICAMENTE. mas de números precisos e exatos. 2. Ou seja. O que há são fatos que servem de prova. E tais fatos podem ser tratados. E portanto. analisados e interpretados juridicamente. Mas também é possível tratar o fato da paternidade ou da maternidade com os instrumentos teóricos e científicos da biologia e da genética para se interpretar fatos e se concluir que FULANO é PAI de BELTRANO. Nem por isto se diz que esta prova do exame de DNA é uma prova biológica. estatisticamente. . que está impedido de ter acesso ao trabalho numa empresa importante desta cidade e cujas atividades podem ser exercidas. A certeza do fato foi alcançada pelo método científico da biologia. a sociologia. O procedimento DEDUTIVO é o inverso. os registros dos empregados da ré É necessário notar que o procedimento aqui realizado de análise e cotejo das provas não é indutivo. fundada em distinções de gênero e em detrimento do grupo vulnerável das mulheres da região. nada mais razoável que este FATOS sejam analisados ESTATISTICAMENTE. o que erroneamente.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 28 Este quadro sinaliza a ocorrência de danos morais à coletividade e mais especificamente ao grupo vulnerável das mulheres. aqui não se fala em probabilidade e nem em estimativa. A propósito da prova estatística – É um equívoco escandaloso que os tribunais não venham aceitando. A análise estatística de um fenômeno é tão legítima quanto a sua análise jurídica. que pode ser tratado e analisado biologicamente e geneticamente.

por todos os meios apropriados e sem dilações. em seu art. o Brasil é signatário de diversos diplomas tendentes a proibir a discriminação por motivo de cor. 3°. prevê que a prática de racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. aplicando-se inclusive no âmbito das relações laborais.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 29 6 – DISCRIMINAÇÃO DE NEGROS FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA . cor e outras formas de discriminação. promulgada pelo Decreto 65. a Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial. inciso IV. que o sistema legal brasileiro repudia a prática da discriminação racial e de cor. punido com reclusão de dois a cinco anos. da OIT. Na mesma esteira. . por motivo de raça ou cor. inciso X XX. No inciso XLII. p roíbe a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso a relação de emprego. por preconceito de raça. política a ser seguida por esta Justiça Laboral tendo em vista os atos gravíssimos de discriminação racial e por motivo de cor praticados pela empresa-ré. todos com status de norma supralegal. a Lei 9. sujeito à pena de reclusão. nos termos da lei. a conduta de negar ou obstar emprego em empresa privada. O art. Verifica-se.029/95. sem distinção de qualquer natureza. Em seu art. No plano internacional. 7° . cor. ao dispor que constitui crime.DISCRIMINAÇÃO CONTRA NEGROS Dispõe o art. estabelece o art. sem preconceitos de origem. também prevê a obrigação dos Estadospartes adotarem medidas eficazes para eliminar a discriminação racial e de cor.150. 5° . pela análise dos diplomas normativos referidos. 3° . De igual forma. A Convenção 111. de 19/1/1968. 1° .810. da Constituição Federal que todos são iguais perante a lei. de exercício de funções e de critérios de admissão por motivo de sexo. dispõe a Constituição serem proibidas diferenças de salários. idade e quaisquer outras formas de discriminação. de 8/12/1969. dentre os objetivos da República Federativa do Brasil está o de promover o bem de todos. ou sua manutenção.716/89 revela a preocupação con stitucional em relação à igualdade material e a proibição de discriminação por motivo de raça e cor. cor ou estado civil. Com efeito. vaticina que os Estados-partes condenam a discriminação racial e comprometem-se a adotar. promulgada pelo Decreto 62. raça. uma política destinada a eliminar a discriminação racial em todas as suas formas. da Constituição da Rep ública que. idade. caput. da Lei 7.

que veda a discriminação e fixação de limite máximo de idade na admissão ao trabalho ou emprego.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 30 7 – DISCRIMINAÇÃO DE IDOSOS Fundamentos jurídicos: A discriminação. o valor social do trabalho e a função social da propriedade. Tal fato demonstra a real necessidade na manutenção e continuidade do exercício das respectivas funções. o que infringe o artigo 7° . em última análise. em clara afronta ao princípio da dignidade da pessoa humana desse grupo de laboristas. traduz-se pela prática de negar ao trabalhador a igualdade necessária que ele faz jus em matéria de aquisição e manutenção do emprego. assim entendidas como aquelas que possuem idade igual ou superior a 60 anos (artigo 1° . desrespeitando o disposto nos artigos 3° . e no artigo 4° . resta contrariado o artigo 26. em âmbito laboral. Nesse sentido. III. nas relações de trabalho. CF. a Empresa vem demitindo. em razão da criação de desigualdades entre indivíduos.741/03 – Estat uto do Idoso. do Estatuto do Idoso). só que agora desempenhadas por mão-de-obra menos experiente e consequentemente mais barata. da Lei n° 10. que garante ao idos o o exercício da atividade profissional. e fere. Pelo que restou demonstrado no conjunto probatório carreado à presente exordial. e o artigo 27. é definida pelo artigo 1° . da Convenção n° 111 da OIT. XXX. os empregados que atingem determinada faixa etária e substituindo-os por funcionários mais jovens. Dessa forma. a prática discriminatória perpetrada pela Ré possui como alvo os trabalhadores idosos. No caso em tela.741/03. e 230. discriminar. o que revela o nítido intuito de precarizar as relações de trabalho e baratear a cadeia produtiva às custas da vitimização desse nicho de trabalhadores. da Lei n° 10. . sem justa causa. do referido Estatuto. ambos da Constituição F ederal. a Empresa não admite em seus quadros pessoas idosas. que proíbe a utilização de cri tério diferenciador na admissão ao trabalho em função da idade do candidato à vaga. Ademais.

à liberdade. e incisos I e X. na CLT os arts. agir ou (sub)julgar por meio de comportamentos discriminatórios e preconceituosos a conduta do sujeito homossexual. III e IV. à dignidade humana. Constitucionalmente. e do mesmo órgão as convenções nº 100. a conduta da empresa em discriminar ou segregar os trabalhadores homossexuais desde a fase da contratação ou durante o pacto laboral. Logo. ao meio ambiente do trabalho equilibrado.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 31 8 – DISCRIMINAÇÃO DE HOMOSSEXUAIS DISCRIMINAÇÃO HOMOSSEXUAL (Aarão Miranda) A liberdade sexual é corolário dos princípios da liberdade e da igualdade. Por sua vez. 3º. 461. à igualdade. 5. ao livre exercício do trabalho. à boa-fé. 11 a 21. 7º. XXX. art. ao trabalho decente dentre outros. a previsão legal para tutelar o relacionamento homo ou heterossexual e a liberdade sexual estão nos arts. face aquilo que moralmente se estabeleceu como adequado. “e” (ato lesivo a honra e boa fama) e a lei nº 9. Pelo enfoque positivo encontra respaldo no fato de cada Ser Humano exercer da forma que lhe convir sua ampla capacidade e possibilidade de envolver-se com outra pessoa seja do mesmo sexo ou não. item II. art. há destaque para a Declaração da Filadélfia. 482. incluindo como motivo de rescisão contratual a opção sexual. Internacionalmente. O trabalhador deve ser analisado por suas competências objetivas. Infraconstitucionalmente destacam-se do Código Civil os arts. no âmbito laboral. 5º. a liberdade negativa está na obrigação e dever de as pessoas e o Estado se absterem de influenciar. da OIT. o relacionamento heterossexual. IV. é prática refutada pela ordem jurídica nacional e internacional e contrária aos bons costumes. art. . 1º. sobre igualdade de remuneração e a de nº 111 sobre discriminação em matéria de emprego e ocupação. “caput”. funcionais.029/95 aplicada analogicamente para casos de discriminação. “d” (incontinência de conduta) e 483.

que impõe princípios gerais sobre a matéria. que determina que o agente tome imediatamente todas as medidas necessárias para evitar a ocorrência de danos. sem haver sinalização adequada destes locais e sem indicar riscos (NR 33 2. inc.1. As inspeções efetuadas pelos Auditores Fiscais do Trabalho constataram. o que faz através das Normas Regulamentadoras (NR´s). gerando zonas de penumbra e aumentando os riscos de acidentes (art.5.3). Preocupada com a saúde do trabalhador. violando sistematicamente o direito do trabalhador ao meio ambiente do trabalho sadio. tantas violações às regras de saúde e segurança no trabalho demonstram que a EMPRESA RÉ descumpre o mandamento de proteção à saúde do trabalhador. é um objetivo que deve ser permanentemente visado pelo empregador. inadmitindo-se qualquer tipo de transgressão. deve-se lembrar que a sadia qualidade de vida do trabalhador. a OIT trata do assunto na Convenção 155. além de não respeitar o número mínimo de um sanitário para cada 20 trabalhadores (NR 24 1. o princípio da precaução. além da falta de ventilação no local (art. Dada a importância do tema. 2. Uma vez que a clareza e precisão destas normas é indiscutível. Apesar de contar com mais de 300 trabalhadores. especialmente porque não observa um dos princípios basilares do direito ambiental. conforme laudo anexo. a EMPRESA RÉ dispõe de péssimas condições de trabalho. A EMPRESA RÉ não possui PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (PPRA). a seguir enumeradas. deixando para outras convenções regulamentações mais específicas.5. A iluminação não é uniformemente distribuída. comprovadamente um meio de diminuir os índices de acidentes no ambiente de trabalho (NR 9 – 9. a CLT (capítulo V. Temperatura elevada. as violações são indubitáveis. MEIO AMBIENTE DO TRABALHO INADEQUADO Como foi anteriormente descrito. a EMPRESA não possui ambiente adequado para que seus empregados façam suas refeições com padrões mínimos de conforto (NR 24 3) 6. 175-CLT e NR 17 17. 3. ao MTE a especificação da maioria dos detalhes normativos acerca das normas de segurança e medicina do trabalho.2).1) Ora. 4. Cabe. 176-CLT e NR 17 17. A empresa possui espaços confinados em sua sede. bem jurídico tutelado pela Constituição no art.2. decorrente das máquinas existentes. .2 e 1.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 32 9. XXII. título II) cuida de enumerar aspectos que devem ser respeitados pelos empregadores. variadas lesões aos direitos trabalhistas. 7º. 5. número que impõe disponibilização de refeitório para os operários. porém.2). assim como as normas violadas: 1. As instalações sanitárias são precárias e de uso comum para os trabalhadores do sexo masculino e feminino. De início.1).

Ainda. À guisa de conclusão. Além do mais. 170. notadamente no que se refere à obrigatoriedade de uso de cinto de segurança e assento adequado e seguro. inc. mesmo porque. notadamente a CLT (art. editou a NR 6 que trata do equipamento de proteção individual – EPI. nos termos do inc. Também é assegurado ao trabalhador seguro contra acidentes de trabalho. Logo. A legislação infraconstitucional. 166 e seguintes). pelo empregador e consequente orientação e treinamento. Isso. pois há exposição diária a acidentes rodoviários potencialmente fatais ante a inexistência de dispositivos de segurança. 7º. postula-se pela cessação imediata do transporte irregular com sua necessária adequação às normas do CONTRAN. Logo. 7º. inc. I. ambos da CF). da CF. da CLT) para o exercício do poder normativo pelo Poder Executivo no que se refere à regulamentação das normas de prevenção de acidentes e equipamento de proteção individual. sem falar no mínimo de conforto que deve ser propiciado pelo empregador em razão da função social da empresa e o princípio da solidariedade (arts. gratuito. nota-se que é imperioso o fornecimento de EPI. a cargo do empregador. este tipo de transporte é fator de risco à saúde e segurança dos trabalhadores. em caso de acidente de trabalho toda a coletividade é afetada.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 33 10. bem como ao comando legal celetista. higiene e segurança. em caso de conduta patronal culposa ou dolosa (art. da CF). não raro. os empregados estão expostos aos riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. Portanto. do art. Ora. aduz que é dever do empregador o fornecimento. sua força de trabalho é o único meio de obtenção de bens materiais necessários à sua dignidade. bem como de sua família. XXII. XXVIII. destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. o transporte em paus-de-arara fere à dignidade dos trabalhadores. também se verificou a ocorrência de transporte irregular em caminhões paus-de-arara. sem exclusão da indenização a que está obrigado. bem como pelo fornecimento dos EPIs. há expressão previsão legal (art. vez que se onera a Previdência Social que tem que arcar com o respectivo benefício. Não bastasse a exposição a acidentes de toda sorte por falta do fornecimento de EPI. de equipamentos de proteção individual sempre que medidas de ordem geral não forem suficientes a afastar os riscos de acidentes e danos à saúde do obreiro. de uso individual utilizado pelo trabalhador. que é todo dispositivo ou produto. evidente a preocupação do legislador constituinte com a saúde física e psíquica do trabalhador. segundo se apurou na fase investigativa extrajudicial. já que. . o Ministério do Trabalho e Emprego dando efetividade às normas constitucionais referidas. Assim. por meio de normas de saúde. 200. adequado ao risco. I. TRABALHADORES SEM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E TRANSPORTADOS EM PAUS-DE-ARARA É direito fundamental do trabalhador a redução dos riscos inerentes ao trabalho. III e 3º. já que não estão sendo observados os comandos da Lei 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro).

verificou-se que os trabalhadores são recolhidos por ônibus da empresa ré às 05:30 hs. e artigo 83. 7.e. retornando ao local de origem às 17:30 hs. 81.pressuposto indispensável . Os direitos trabalhistas violados pela empresa ré apresentam relevância social. Destarte.MARINO Dos fatos aduzidos no incluso Inquérito Civil Público. incluindo o tempo efetivo de labor e as horas de deslocamento entre o ponto de coleta do ônibus da empresa e o local de prestação de serviço e o respectivo retorno. lesão a direitos individuais homogêneos dos trabalhadores. constatou-se que os trabalhadores da empresa XXX laboram em jornada diária de 11 (onze) horas. Lei n. com o pagamento das horas excedentes como horas extraordinárias. Atinge a coletividade de pessoas formada pelos empregados atuais e futuros da empresa ré. A lesão à norma protetiva deve ser estancada. conforme disposto no art. que a empresa XXX considera o fornecimento de transporte como benefício aos seus empregados. Visa preservar a saúde e segurança do trabalhador. do CDC. 8. Chegam às 07:00 hs no estabelecimento empresarial. do CDC. com uma hora de intervalo para refeição e descanso. alternativamente. a conduta ilícita da empresa ré em não pagar as horas “in itinere” dos seus empregados. 59. incisos I. par. formado pela Lei n.347/85 (LACP). 90. desse modo. . na proteção e defesa do direito fundamental ao meio de ambiente do trabalho saudável e seguro. Tal dispositivo consolidado é corolário do direito fundamental ao trabalho digno. art. JORNADA DE TRABALHO DE 11 HORAS COM HORAS IN ITINERE NÃO PAGAS . ainda. III e IV). 2º. considerando prejudicial e nocivo o excesso de labor diário à jornada de dez horas. não computa o tempo na jornada de trabalho e não efetua o pagamento das verbas salariais referentes às horas “in itinere”.078/90 (CDC) e Lei Complementar n. porque gratuito e. configurando.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 34 11. a relação de emprego. 127 e 129. para que não ocorra a extrapolação da jornada diária em 10 (dez) horas. sito em local de difícil acesso e sem disponibilidade de transporte público regular e laboram até às 16:00 hs. bem como a adequação do horário de labor diário ao limite legal de 10 (dez) horas. alíneas a e d. O tempo gasto no trajeto de ida e volta da residência ao local de trabalho será computado da jornada de trabalho se atendidos dois requisitos exigidos pelo parágrafo 2º do artigo 58 da CLT. Todos os direitos metaindividuais (coletivos e individuais homogêneos) violados pela empresa ré são passíveis de proteção pelo órgão do Ministério Público do Trabalho. conforme disposto no microssistema do processo coletivo. único. incluindo o tempo de deslocamento da residência ao local de prestação de serviços e o trajeto de volta. A conduta antijurídica da empresa ré atinge direitos coletivos em sentido estrito do grupo de trabalhadores da empresa ré. consideradas as 08 (oito) horas de efetivo labor e as 03 (três) horas de trajeto de ida e volta entre a residência e o local de prestação de serviço.o empregador . ligados entre si e com a parte contrária .por uma relação jurídica base. único. III. O art. a jornada de trabalho diária dos empregados da empresa ré corresponde a 11 (onze) horas. com o respectivo acréscimo. Constatou-se. mediante indenização consistente no pagamento de todas as horas extraordinárias trabalhadas e não pagas. é mister que a empresa XXX faça a adequação dos horários da jornada de trabalho de seus empregados. 81. Do acervo probatório aqui colacionado. I) e aduz. A jurisprudência do TST sufraga este entendimento (Súmula n. consistente em auto de infração lavrado por Auditor Fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego e depoimentos de trabalhadores prestados ao órgão oficiante do Ministério Público do Trabalho. Para a integral proteção desses direitos coletivos. par. no inciso IV. da Constituição Federal. da CLT. ou direitos fundamentais de segunda geração e possuem a mesma origem comum. local de difícil acesso ou não servido por serviço público. eis que os direitos dos trabalhadores são direitos sociais. prevê expressamente o limite de 10 (dez) horas diárias de duração máxima da jornada de trabalho. Faz-se necessária a reparação das infrações aos direitos individuais indisponíveis dos trabalhadores da empresa XXX. 6º VII. decorrente dos princípios da dignidade da pessoa humana e da valorização do trabalho humano. par. quais sejam: condução fornecida pelo empregador . 75/93 (LOMPU. em pontos de coleta previamente fixados pelo empregador. com fundamento constitucional nos arts. por esse motivo. II. a serem calculadas em liquidação e execução posteriores. na dicção do art. Estas horas são denominadas horas itinerantes ou “in itinere”. que as horas "in itinere" computáveis na jornada de trabalho que extrapolarem a jornada legal serão consideradas como extraordinárias e sobre elas deve incidir o adicional respectivo.

pois lesou o meio de ambiente do trabalho sadio e seguro. atuais e futuros. violando direitos de toda uma coletividade de trabalhadores. a conduta ilícita da empresa XXX configurou dano moral coletivo. cuja indenização deve ser revertida ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. com escopo de evitar futuras violações por parte da empresa ré. que sofrem ou poderão a vir sofrer os efeitos danosos desta conduta contrária à legislação trabalhista. 7. É cabível a sanção pela ocorrência do dano moral coletivo. 13 da Lei n.347/85 (LACP). de caráter pedagógico e reparatório. nos termos do art.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 35 Do mesmo modo. .

A informalidade configura lesão ao interesse coletivo. Tais irregularidades ferem o disposto nos arts. que preconizam a obrigatoriedade da assinatura da CTPS para a prestação de qualquer trabalho. TRABALHADORES SEM CTPS ANOTADAS/FALTA DE REGISTRO I) Ausência de anotação na CTPS e de registro dos trabalhadores As informações constantes no inquérito civil (ou. Em conseqüência. atinge o interesse difuso da coletividade. que a ausência de assinatura da CTPS e do respectivo registro não impede o desenvolvimento do contrato de trabalho. . 13 e 29 da CLT. impõe-se a condenação da requerida a efetuar o registro na CTPS de seus empregados. seja através de livro. Outrossim. contudo. 41 do Estatuto Celetista. nos termos dos arts. Ressalte-se. pois coloca os trabalhadores à margem de direitos mínimos da CLT e demais normas de proteção ao trabalho. ou sistema eletrônico competente. no prazo máximo de 48 horas à admissão do empregado. 29 e 41 da CLT. bem como em livros. se for o caso. seja em sua CTPS.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 36 12. que se caracteriza como um contrato-realidade. independente do cumprimento de formalidades. Ademais. pela fiscalização do trabalho) indicam a existência de trabalhadores em atividade sem o devido registro. . constitui violação ao que determina o art. ficha. uma vez que alija a Previdência Social das contribuições pertinentes à manutenção do sistema. 13. fichas ou sistema eletrônico.

da Constituiçao não o atinge. VI. O salário mínimo é uma garantia constitucional prevista nos arts. CF). 117 e 118). menospreza os objetivos fundamentais de “construir uma sociedade livre. sem discriminação. Sendo assim. HORAS EXTRAS NÃO PAGAS A Constituição Federal fixou o percentual mínimo para o pagamento das horas extras num percentual-adicional. na qual se funda a ordem econômica (art.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 37 13. 3). assim como à sua família. A flexibilização prevista no art. III e IV. 7. seja diurna ou noturna (art. afronta a valorização do trabalho humano. XXIII. garantir o desenvolvimento nacional”. remunerado por unidade de tempo ou de produção. IV e VII da CF. A irrenunciabilidade e a inderrogabilidade do salário mínimo correspondem a princípios fundamentais do Direito do Trabalho. apropriadas contra a pessoa ou as pessoas responsáveis” (art. I. Não se pode admitir a remuneração abaixo do mínimo legal por ter natureza alimentar e objetivar a atender as necessidades vitais básicas do trabalhador e sua família. 170. HORAS EXTRAS NÃO PAGAS O salário mínimo é devido a todo trabalhador. II. os quais integram os fundamentos da República Federativa do Brasil (art. A CLT também protege o salário mínimo (arts. Nesse sentido a “Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948” enuncia que: “Todo homem que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória. 1º. se necessário. técnico ou intelectual.76. REMUNERAÇÃO ABAIXO DO MÍNIMO. O não pagamento da horas extras viola a dignidade da pessoa humana e desconsidera o valor social do trabalho. justa e solidária”. quer se trate de trabalho manual. 3º. uma existência compatível com a dignidade humana. devendo sua observância acarretar “a aplicação de sanções. A tese prevalecente na doutrina e jurisprudência atribui às horas extras a natureza de salário. 7. e a que se acrescentarão. CF). A Convenção 131 da OIT preceitua que os salários mínimos não poderão ser diminuídos nem mesmo por negociação coletiva. CF). III e IV. penais ou outras. 7º. as horas extras é direito fundamental do trabalhador protegido pelo princípio da indisponibilidade. prestado na cidade ou no campo. . outros meios de proteção social” (art. erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais” e promover o bem de todos” sem quaisquer discriminações (art. que lhe assegure. XVI). superior em 50% ao da hora normal. II).

Por sua vez. e por isso não admitem flexibilização por negociação coletiva. 7° . como demonstram os docs. o art. No caso sob exame. INTERVALOS DE ALMOÇO DE 15 MINUTOS E INTERVALOS INTER JORNADAS DE 10 HORAS. Essas normas de ordem pública (CLT. bem como o repouso diário de apenas 10 (dez) horas. o que é corroborado pelo entendimento do C. A Ré também não concede. o intervalo interjornada de 11 horas nos moldes do art. 6º e 7º. XXII. art. da Carta Magna. 66 e 71 da CLT assim como os arts. 71 da CLT determina que na prestação de serviço com duração igual ou superior a seis horas deverá ser observado o intervalo intrajornada mínimo de 1 (uma) e máximo de 2 (duas) horas. 71). e a Convenção n° 155 da OIT. de modo correto. conseqüentemente. . sendo que o art. afrontando os arts. do descanso intra e interjornada. pelos empregados. a Ré. TST na OJ n° 342 da SBDI-1. reduzir os riscos inerentes ao trabalho. devem ser cumpridas fielmente. 66 da CLT.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 38 14. visto que impõe à maioria de seus trabalhadores o período de alimentação de apenas 15 (quinze) minutos. higiene e segurança. simplesmente não permite o gozo. XXII determina que são direitos dos trabalhadores a redução de riscos inerentes ao trabalho. que visam proteger a saúde e a integridade física dos empregados e. A CRFB elenca como um dos direitos sociais o direito à saúde. por meio de normas de saúde.

CLT). especialização da empresa contratante e prevalência do elemento humano na contratação. TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA A terceirização pode ser conceituada como a entrega de uma atividade específica e periférica para realização autônoma por empresa especializada. bem como a sujeição ao poder diretivo da Y-Ré. a Súmula 331 do TST veda a terceirização de atividade-fim e a intermediação de mãode-obra (exceto trabalho temporário). Os fatos. impõe-se o reconhecimento da relação de emprego . o contrato de emprego é contrato-realidade e. CLT. o que caracteriza a subordinação estrutural. Rodrigo Carelli ensina que os indícios demonstradores da intermediação de mão-de-obra podem ser resumidos em três: gestão do trabalho. pois o trabalho não é uma mercadoria e deve ser coibida a precarização dos direitos dos trabalhadores. 2º. existe a inserção no contexto organizacional. 9º. Ademais. evidenciam a fraude (caracterizar). . Como observado.inteligência do art. em cotejo com as lições de Carelli. Por fim.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 39 15. presentes os elementos fático-jurídicos (arts. com desempenho de atividades essenciais à dinâmica empresarial de Y-Ré. segundo o princípio da primazia de realidade. e 3º. na linha dos princípios da OIT.

elementos típicos da relação empregatícia. através da análise dos documentos e depoimentos.12. O contrato de trabalho é um "contrato-realidade" logo não são os contratantes que determinam a existência ou não de um contrato de emprego e sim a existência ou não dos pressupostos do liame empregatício.764/71. sem objetivo de lucro”. na esteira da Lei n.1971. prestando-lhe serviços com inteira autonomia. não sujeitas à falência. sem qualquer subordinação. FRAUDO COOPERATIVA A Lei n. gestão democrática. transmite a falsa aparência de que basta a constituição de uma entidade sob a denominação de cooperativa para se furtar ao cumprimento das normas o celetistas. dispõe que “Celebram contrato de sociedade cooperativa as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica. conforme estabelece a Lei n. 8. Da leitura acima se infere que as cooperativas possuem características próprias. Assim sendo. resta evidente que: 1. ou seja. constituídas para prestar serviços aos associados”. a saber: pessoalidade. não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados. uma vez que a relação jurídica inserta entre o associado e a sociedade cooperativa é de natureza civil. prestação de serviços aos associados e exercitado com ausência dos pressupostos identificadores da relação de emprego. é indispensável para a configuração da sociedade cooperativa a existência do affectio societatis. a prestação de assistência aos seus associados. De acordo com a súmula 331 do TST. não auferimento de lucro. Porém. III) serviços de conservação e . verdadeira “fraudocooperativa”. Portanto. 3. deve ser interpretada sistematicamente com o ordenamento jurídico vigente. 442 da CLT e as Cooperativas de Trabalho. com objetivo de fraudar direitos decorrentes de uma relação de trabalho. prevê que: “As cooperativas são sociedades de pessoas. desde que a terceirização se restrinja – condição sine qua non – às seguintes hipóteses: I) trabalho temporário. pelos fatos narrados acima e pelos depoimentos prestados. Um verdadeiro arremedo de cooperativa. nem entre estes e os tomadores de serviços daquela”. 2. não eventualidade. e a limitação de sua área de atuação segundo a possibilidade de reunião. 4. os verdadeiros cooperados procuram livremente essa associação. Somente pode ser considerado autêntico cooperativismo aquele calcado nos princípios de adesão livre. dentre as principais: a adesão voluntária. de natureza civil. mormente o da primazia da realidade. caracteres diametralmente opostos à subordinação e dependência. não há empecilho legal para terceirização de serviços através da contratação de sociedades cooperativas.994/94 que introduziu o parágrafo único no art. perfeitamente aplicável às cooperativas de trabalho. A prestação de serviços através de cooperativas estruturadas sem observância dos princípios o cooperativistas constitui desvirtuamento e fraude ao Direito do Trabalho. a Lei n 8. 5.764. em seu artigo 4º. operação e prestação de serviços de seus associados. II) atividades de vigilância. O parágrafo único do art. impropriamente manejado. nem entre estes e os tomadores de serviços daquela. A ilegalidade da contratação de trabalhadores através de cooperativas de trabalho também apresenta relevantes aspectos de direito. controle. dependência e subordinação. 9 da CLT. 5. 442 da CLT frisando que não existe vínculo empregatício entre a cooperativa e seus associados. remuneração mediante salário.949/94. 8. de 16. O material probatório colhido durante a instrução do Inquérito Civil revela que jamais existiu uma cooperativa. o retorno das sobras líquidas do exercício. Trata-se na realidade de um artifício usado. e no artigo 3º.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 40 16. da efetiva participação dos associados nas decisões da entidade e da autonomia e independência na realização da atividade.949/94 acrescentou parágrafo único ao artigo 442 da CLT. estabelecendo que: “qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa. bem como com princípios do direito do trabalho. consoante o art. com forma e natureza jurídica próprias. A Lei n. Dispositivo que. Assim. caracterizada pela combinação de esforços ou recursos dos associados para ao fim comum. que não se trata de cooperativa. de proveito comum.

fraudar os direitos trabalhistas. tal qual disciplina o art. a pessoalidade e a subordinação direta. II. caput e inciso VIII). terá como princípio informador a busca do pleno emprego (art. o que existe neste caso concreto. 3º da CLT: “Considera-se empregado toda pessoa física que presta serviços de natureza não eventual a empregador. individual ou coletiva. que erigindo os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa à condição de fundamentos da CF/88 (art. sem que se observem os limites do verdadeiro trabalho cooperado implica a negação absoluta de inúmeras diretrizes constitucionais. única e exclusivamente. . assumindo os riscos da atividade econômica. eleva o trabalho à categoria de Direito Social (art. A chamada “cooperativa” é na realidade o empregador. sob pena de restar caracterizada fraude aos direitos trabalhistas e reconhecimento do vínculo de emprego entre a tomadora e o pseudo-funcionário da empresa intermediadora. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. 5. A contratação de mão-de-obra subordinada sem a proteção trabalhista é frontalmente incompatível com a busca do pleno emprego. e estabelece que a ordem econômica. conforme já salientado. a aplicação indiscriminada do parágrafo único do art. admite. tem como único objetivo. dada à natureza das atividades desenvolvidas.” Os alcunhados de “cooperados” recebem salário no quinto dia útil do mês subseqüente ao trabalhado. conforme disciplina o art. a subordinação é intrínseca. vale-transporte.” A máscara “cooperativa”. é a substituição da empresa prestadora de serviços. fundada na valorização do trabalho humano. III e IV. Em resumo. desde que não estejam presentes.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 41 limpeza. 442 da CLT. sob dependência deste e mediante salário. Demais disso. por um embuste que objetiva. 6º). cumprem horário e. inciso IV). 2º da CLT: “Considera-se empregador a empresa. nos casos dos itens I. 1º. fraudar a legislação trabalhista. 170. IV) serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador. Os ditos “associados” na realidade são empregados. que.

P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 42 17. na sua família. Dotados de razão e consciência.. passou a permitir. é a violação antijurídica de um determinado círculo de valores coletivos”. – ASSÉDIO MORAL A conduta perpetrada pela EMPRESA. raça. como denominado por vários estudiosos do assunto. Contraria também o objetivo fundamental consagrado na CF. além do art. após a Lei n.029/95. com a presente ação. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou mediante justificação prévia. 8. inciso I. 1º). havendo. ou seja. Viola ainda a própria Declaração Universal dos Direitos do Homem nos tópicos em que esta dispõe que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. sendo pois aplicável a referida norma. como seres humanos que são. tais como o respeito a sua dignidade. o qual. DO DANO MORAL COLETIVO A conduta da empresa. qual seja. 461 do CPC. e 5º. Então. XLI). ou mobbing. da Constituição Federal. ataques à sua honra e reputação. consubstanciada em tratar seus empregados de forma humilhante e discriminatória. uma vez que sua conduta contraria preceitos fundamentais da Lei Maior. pôr em perigo seu emprego ou degradar o ambiente de trabalho. transcritas alhures.. a antecipação dos efeitos da tutela específica de obrigação de fazer ou não fazer. o que é fácil de ser comprovado nas atas de audiência ocorridas neste MPT. por comportamento. os quais sintetizam os objetivos maiores de nossa República. e que “Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada. idade e quaisquer outras formas de discriminação (art. citado o réu. sem distinção de qualquer natureza . ainda.CONDUTA DISCRIMINATÓRIA DO ASSÉDIO MORAL A situação enquadra-se perfeitamente no denominado assédio moral. o dano moral coletivo é a injusta lesão da esfera moral de uma dada comunidade. sem preconceitos de origem. além de danos patrimoniais de natureza individual.347/85. prevista no art. DA ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA A antecipação dos efeitos da tutela tem amparo legal tanto na Lei da Ação Civil Pública quanto no art. Portanto. apelidando-os e fazendo-os passar por toda sorte de constrangimentos. IV). palavras. com propósitos evidentes de perseguição e aviltamento dos direitos da personalidade constitucionalmente assegurados. com indenização revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador — FAT.952/94. em clara violação à garantia de respeito à dignidade do trabalhador. dentre os quais se destaca Marie-France Hirigoyen. a promoção do bem de todos. vulnerando os arts. genericamente. deve a EMPRESA ser punida e compelida a mudar sua conduta para com seus empregados. escritos. FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA .347/85.” Diante disso. a que se refere a Lei n. à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa. X. segundo o qual “todos são iguais perante a lei. onde foram tomados os depoimentos da denunciante e de funcionários e ex-funcionários que sofreram e presenciaram ditas humilhações. busca-se a condenação em obrigação de fazer e de não fazer.. seja por ação ou omissão. 1º da Lei n. que reclama reparação em dimensão difusa e coletiva. A conduta fere. bem como que “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais” (art. no seu domicílio e na sua correspondência. 7. cor. O dano moral. o princípio da igualdade. Como bem delineado por Carlos Alberto Bittar Filho: “. a relevância do fundamento e a plausibilidade do direito restam evidentes. 12). difuso ou coletivo. 9. analogicamente. o fundado receio de ineficácia do provimento final. 7. dano moral na coletividade de empregados e na sociedade. outrossim.” No caso dos autos. Contra tais intromissões ou ataques toda pessoa tem direito à proteção da lei” (art. 13 da Lei n. 3º. sobretudo. os requisitos da medida de antecipação da tutela restam mais do que . produziu.” A conduta da empresa é marcada pela abusividade e discriminação.. devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade” (art. porquanto a situação aferida nos autos do Procedimento Preparatório de Inquérito Civil Público demonstra a sonegação aos trabalhadores de direitos básicos. está perfeitamente caracterizado nos presentes autos. consagrado no caput do art. 5º. sexo. quando do relato dos fatos. dispondo o seu § 3º: “Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. que assim o conceitua: “Por assédio moral em um local de trabalho temos que entender toda e qualquer conduta abusiva manifestando-se. gestos. que possam trazer dano à personalidade. bem como o pagamento pela ré de indenização pelo dano genérico. 3º. 5º da Constituição.

poderá causar-lhes prejuízos psicológicos. as humilhações e constrangimentos a que são ou foram submetidos pela empresa ré. o que deve ser repelido com veemência e rapidez. como alterações do sono. podendo acarretar quadros de pânico e de depressão. eis que se a empresa continuar destratando empregados. os quais alegam. de forma reiterada. com danos emocionais e doenças psicossomáticas. diminuição da libido. podendo ser revogada ou modificada a qualquer tempo. insegurança. A relevância do fundamento da demanda tem-se na repercussão social que causa a conduta da ré. . aumento da pressão arterial. A prova inequívoca é encontrada nos depoimentos prestados pelos trabalhadores e extrabalhadores da empresa. a medida não é irreversível. na pessoa do seu gerente.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 43 verificados. podendo levar até à morte ou ao suicídio do trabalhador exageradamente cobrado. Por outro lado. O fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação é indiscutível. acarretando a vulneração a diversos dispositivos legais. distúrbios alimentares. entre outros. desânimo. da forma como vem procedendo. inclusive constitucionais.

porém. o ordenamento jurídico pátrio veda. como fundamento da República Federativa do Brasil (art. caput. seja em razão do princípio da igualdade (art. Ademais. o o o inerente às relações de trabalho que devem ser constitutivas de qualquer relação intersubjetiva. 373-A. dentre outros. salvo nos casos expressamente definidos em lei como exceções. o Pacto de Direitos Civis e Políticos (artigo 17) e o Pacto de San José da Costa Rica (art. 5 . Por fim. Tal constatação. a Carta Magna vigente proclama expressamente. 5 . Figura. terminantemente. a honra e a imagem das pessoas. então. é violar o art. está inserida em capítulo destinado à proteção do trabalho das mulheres. em abertura. conferencia ou exibição de carteiras. o comportamento relatado nesta ACP. Pretender a ré exercer atividade de segurança pública. É o Estado quem detém o poder de repressão aos atos ilícitos. CF). VI). Mais. de forma policialesca. o legislador ordinário. 11). III) e representa. o . da CF). no plano constitucional. nesse campo. a defesa da intimidade. por quem não está autorizado a praticar tais atos. XXII. a fiscalização extremada dos empregados pelo empregador é forma clara de violação do princípio da presunção da inocência (art. VI. pois se investe contra alguém. reforçando. Tendo em vista esse objetivo – resguardo da dignidade da pessoa humana-. um dos fins básicos da ordem econômica nacional (art. no campo das relações de trabalho. a vida privada. seja por analogia. Por sua vez. como a Declaração dos Direitos Humanos (artigos I e XII). CF) nem muito menos hipótese de exercício legítimo do poder regulamentar e diretivo da empregadora. Importante enfatizar que as revistas íntimas dos trabalhadores não traduzem meio acautelatório regular de defesa do direito de propriedade (art. REVISTA INTÍMA A dignidade da pessoa humana é protegida na esfera internacional por diversos instrumentos. a ré deve ser obrigada a abster-se de exigir ou permitir a revista íntima de seus empregados. X). assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação” (art. a prática da revista também atenta contra o caráter de fidúcia. caput). com a eliminação de qualquer prática que. art. É certo que tal norma (art. da CLT). LVII. bolsas e outros pertences e seus prestadores de serviço. ainda. isto é feito. em que pode agir o próprio particular. ou seja. dentre outros direitos. que “são invioláveis a intimidade. 373-A. por isso mesmo. 5o. inclusive da relação de trabalho. 144. 1 . não impede que se estenda a incidência desse preceito aos empregados do sexo masculino. Como se vê. por quem não detém poder para tal. Pelas razões já expendidas. 170. 5 . mesmo que em defesa de patrimônio privado.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 44 18. proíbe o empregador ou preposto de proceder a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias (CLT. importe em contato físico ou em exposição de partes do corpo de seus trabalhadores ou. apenas na expectativa de que possa estar praticando um ato ilícito. da CF.

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19. DANO MORAL COLETIVO
MODELO 1 - A Constituição Federal, ao prever a reparabilidade do dano extrapatrimonial em seu art. 5, incisos V e X, bem como, ao demonstrar a preocupação com a tutela da coletividade em diversos dispositivos (Ex: arts. 7ª , VI, XIII, XIV, XXVI, LXXIII, 9º e 129, III) faz nos leva à conclusão de que também os danos morais coletivos encontram-se amparados. Tal ilação baseia-se, na constatação de que o referido inciso X do art. 5º se refere a “pessoas” e ainda em razão da necessária interpretação sistemática e teleológica dos dispositivos, associada à regra de hermenêutica que orientam no sentido de buscar-se a máxima efetividade constitucional. Com efeito, à luz do disposto no art. 81 do CDC e seus incisos, conjugado com a diretriz constitucional supra referida, pode-se concluir que o dano moral coletivo consiste em violação transindividual dos direitos da personalidade, in casu caracterizados pelo sentimento de desapreço, descrença ao poder público e à ordem jurídica, caracterizados – ressalte-se – in re ipsa, sendo portanto prescindível sua prova, eis que decorre da simples conduta. Conforme se infere dos elementos constantes dos autos, resta evidenciando que a conduta praticada pela Ré ao afrontar a legislação vigente nos moldes como se deu, foi totalmente apta a gerar verdadeira sensação de repúdio e indignação a toda coletividade, a qual teve seu senso comum de justiça absolutamente aviltado ante a negação ao respeito à dignidade da pessoa humana e valor social do trabalho, princípios vetores do Estado Democrático de Direito. Por certo, o que espera a sociedade diante de tamanha afronta aos direitos do ser humano, é que esta Justiça Especializada restaure o equilíbrio social, mediante a justa responsabilização do ofensor, razão pela qual, com fulcro no art. 1º da Lei 7374/85, inciso IV, 127 caput e 129, III da Constituição Federal, há de se buscar a reparação do dano moral coletivo perpetrado pela Ré mediante a condenação ao pagamento da respectiva indenização. Neste passo, insta ainda registrar, no tocante a quantificação da indenização, a necessidade de observar-se o cunho compensatório ao ofendido (mediante a reconstituição dos bens lesados, conforme previsto no art. 13 da lei 7374/85) e, de outro, o cunho pedagógico, punitivo e preventivo em relação ao ofensor. Para tal fim, salientamos a condição econômica da Ré e a repercussão de sua conduta ilícita em desfavor da hipossuficiente classe de trabalhadores lesada, fatos que fazem pressupor a necessidade da fixação da condenação em patamar eficaz, conforme será oportunamente pleiteado.

MODELO 2 – A relevância social dos bens tutelados nesta ação civil pública (proteção à infância e ao adolescente), o caráter metaindividual dos interesses em discussão, a execrável natureza do comportamento censurado – que desafia e molesta o senso médio da sociedade – assim como o amplo respaldo constitucional e legal da pretensão deduzida em juízo, autorizam a concessão do ressarcimento do dano moral coletivo. Importante salientar que é perfeitamente cabível, em sede de ação civil pública, a cumulação de pedidos de tutela específica de obrigações de fazer ou não fazer com pretensão reparatória, desde que a indenização pleiteada reverta a fundo criado por lei para a reconstituição dos interesses metaindividuais lesados, nos moldes do artigo 1º, caput, e inciso IV, 3º e 13 da Lei n. 7.347/85. Feitas essas ponderações, e considerando (a) a natureza indisponível dos bens tutelados, (b) o caráter transindividual dos direitos em questão, (c) o esperado efeito pedagógico da reparação, o Ministério Público do Trabalho pede que se arbitre, a título de indenização por dano moral coletivo (reversível ao Fundo Nacional dos Direitos da Criança e dos Adolescentes – artigo 214 da Lei n. 8.069/1990), a quantia de R$ 1.000.000,00.

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20. CLÁUSULA E CONVENÇÃO COLETIVA NULA
CLÁUSULA E CONVENÇÃO COLETIVA NULA – ANA CÂNDIDA

DA LIBERDADE SINDICAL INDIVIDUAL O art.8° , V, da Constituição da República garante, em nome da liberdade sindical, que ninguém será obrigado a filiar-se a sindicato. Desta forma, as contribuições sindicais dependem da expressa vontade de cada trabalhador. A única exceção é o “imposto sindical” ou contribuição sindical compulsória, previsto no art.578 e ss da CLT, e recepcionado pela parte final do inciso IV do art.8° da CF. Assim, excluindo-se a contribuição sindical compulsória acima citada (art.8° , IV, da Constituição Federal c/c art.578 e seguintes da CLT), as demais contribuições são facultativas e limitadas aos associados, como a contribuição assistencial que se destina a manter serviços assistenciais prestados pelo sindicato apenas aos associados, não podendo de nenhuma forma, ser cobrada de não-associado. Outrossim, a limitação de incidência sobre os trabalhadores sindicalizados também vale para a denominada CONTRIBUIÇÃO SINDICAL PARA CUSTEIO DO SISTEMA CONFEDERATIVO, prevista na parte inicial no art.8° , IV, da Constituição da República. Efetivamente, sendo tal contribuição ato da assembléia geral do sindicato, da qual participam os filiados, a sua incidência recai apenas sobre os trabalhadores sindicalizados. Com relação a essa contribuição, o STF (S. 666) e o TST (Precedente 119 SDC) já firmaram entendimento no sentido de sua inaplicabilidade aos não-associados do sindicato. Este entendimento decorre do fato de que as contribuições assistenciais e confederativas versarem sobre matérias de interesse exclusivo dos associados da entidade sindical. Nesta perspectiva, as contribuições previstas em acordos coletivos ou convenções coletivas, recebam tais contribuições sindicais o nome de contribuição assistencial ou qualquer outro que a autonomia das vontades coletivas queira criar, apenas podem incidir sobre os trabalhadores filiados. Desde já, cabe repudiar qualquer alegação no sentido de que o teor da convenção coletiva (ou do acordo coletivo) alcança todos os trabalhadores, filiados ou não, e, logo, a contribuição prevista no instrumento normativo negocial incidiria também sobre os não sindicalizados. Tal argumento não é sustentável por três motivos: a) implica tornar letra morta o art.8° , V, da CF, u ma vez que, aplicada a equivocada tese acima exposta, a opção por não se filiar, para o trabalhador, não produziria qualquer efeito prático; b) a ordem jurídica já estipula um dever legal de contribuir que abrange filiados e não filiados (a contribuição sindical compulsória), de modo que, fora tal contribuição obrigatória por lei, nada mais é devido pelos não sindicalizados à entidade sindical, e, c) a vocação das CCT e ACT é regular as relações conflitivas entre capital e trabalho, e não viabilizar, em favor do sindicato da categoria profissional, um meio para, em causa própria, regrar as suas relações com os integrantes da categoria que representa, de maneira a impor (indevidamente) contribuições sobre os que exerceram o direito de não filiação. Em verdade, uma contribuição prevista em convenção coletiva ou acordo coletivo apenas poderia alcançar um trabalhador não sindicalizado caso o mesmo, individualmente e expressamente, manifestasse sua autorização quanto ao recolhimento da quantia em favor do sindicato. Assim, as práticas que o Réu adota, a partir dos instrumentos normativos que celebra, implicam violação do interesse coletivo dos trabalhadores não sindicalizados da categoria, alem de violarem a CF e o art. 611 da CLT, por estabelecer condição estranha à relação de trabalho, não restando senão a declaração da nulidade desta cláusula normativa, o que atrai a atuação do Ministério Público nos termos do art.129, III, da Lei Maior.

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. ASSÉDIO SEXUAL P/ OIT: “Atos de insinuações...P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 49 21. prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerente ao exercício de emprego. da Constituição da República. convites impertinentes. insultar ou intimidar a vítima. *** Configuração do dano (requisitos)/ofensa a direitos da personalidade. 5º. contatos físicos forçados. a integridade física e a vida privada têm proteção conferida pela ordem constitucional. do valor social do trabalho. consoante o art. definindo que se configura assédio sexual “Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual. nos termos do art. Caracterizado o assédio sexual. humilhar. se cabível a condenação na indenização por dano moral coletivo. O assédio sexual é crime punido pela Lei nº 10. em cada caso. Vale ressaltar que a intimidade.por chantagem ou intimidação B) DO DANO MORAL INDIVIDUAL E COLETIVO: *** Tecer comentários sobre a dignidade da pessoa humana. que alterou o art. Tratar dos tipos de assédio sexual . b) influir nas promoções na carreira do assediado e c) prejudicar o seu rendimento profissional. 483 da CLT e também o dever do empregador de reparar o dano extrapatrimonial.224/01. No caso da esfera trabalhista pode gerar a rescisão indireta do contrato. X. Analisar. desde que apresentem umas das características a seguir: a) ser uma condição clara para dar ou manter o emprego. . o ato gera consequências penais e trabalhistas. cargo ou função”.. 216 do Código Penal.

RESPONSABILIDADE-RÉUS: arts. CF.C. C. 187. 7º. código civil.481/2008. DANO MORAL: violação aos arts. 2º. 1.. CLT: 403. .90. 1º. 927 e 942. 86 a 88. XXXIII. 4º. RECOMENDAÇÃO 117. 186.3.186 e 927. REPARAÇÃO arts. art. IV. 225. 7º. 6º. CONVENÇÃO 138 OIT: Arts. 146: § § 6º. par.4. ECA: art. RECOMENDAÇÃO 190 (proibição e ações para eliminação das piores formas de trabalho infantil. 227 (positivação do princípio da proteção integral). un. ratificado pelo Brasil em 24. TRABALHO INFANTIL CF/88: Arts. TRABALHOS PREJUDICIAIS AOS MENORES: Portaria nº 88/2009 e Decreto nº 6. 404. CONVENÇÃO 182 CLT. RECOMENDAÇÃO N. Declaração dos direitos da criança de 1959.9.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 50 22.. III. (formação profissional). 405. 1º LACP.

de 1948. não filiar-se ou manter-se filiado a um sindicato. inc. VIII. uma vez filiado ao sindicato. esta última ratificada pelo Brasil. em um Estado Democrático de Direito. por essa razão. Sendo interesse protegido pela Constituição Federal e por diplomas internacionais. inc. a segurança nacional e o bem comum.” Foi consagrada no artigo 8º da Constituição Federal de 1988. Assim. 2°) . inc. Trabalhadores e empregadores têm a liberdade de criar associações sindicais. Certamente. tratando especificamente do direito de sindicalização e de negociação coletiva. observar o princípio da legalidade. A liberdade sindical pressupõe a conjugação de várias liberdades. 23. 543 da CLT. organizá-las e definir seus estatutos. a Convenção 87 da OIT e a Convenção 98 da OIT. administração e livre atuação dos sindicatos. da Declaração Universal dos Direitos do Homem. protege os representantes dos trabalhadores na empresa. devendo obedecer ao disposto nos estatutos dos respectivos sindicatos. ser discriminado ou dispensado. 8º do Pacto Internacional dos Direitos Econômicos. da CF/88 e do art. a liberdade sindical contempla a liberdade de atuação das associações no alcance de sua finalidade – a defesa dos interesses da categoria nas relações de trabalho. que enuncia que “Todo homem tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses. notadamente se assumir cargo de representação sindical. cabendo destacar o art. ameaçados pela atuação abusiva e fraudulenta do réu. dissolução. É por essa razão que não se pode excluir do controle jurisdicional os atos praticados pelas agremiações. nos termos do art. a ordem pública. Por sua fundamentalidade. . lutem pelos seus interesses para evitar abusos e buscar equilíbrio nas relações de trabalho. LIBERDADE SINDICAL A liberdade sindical constitui direito fundamental reconhecido já no art. unidos em organizações sociais. e coadunar-se com as demais normas do sistema jurídico. assegurando a proteção dos trabalhadores contra atos dos seus empregadores capazes de limitar o exercício da liberdade sindical (art. Ainda. a liberdade sindical – e consequentemente a vedação de ingerências arbitrárias – é objeto de proteção internacional. Aqui se incluem os direitos de greve e de negociação coletiva. sendo pressuposto para o exercício da democracia nas relações de trabalho. opção que deve ser respeitada pelo Estado e por terceiros. Sociais e Culturais de 1966. constitui o direito do trabalhador ou empregador de filiar-se. não sendo lícita a imposição de limites ilegítimos. a liberdade sindical remete à liberdade de associação. Permite que trabalhadores e empregadores. o Estado ou terceiros não podem interferir na criação. sendo vedado o abuso de direito. 1° ). Pela via eleita. a liberdade sindical não é absoluta. 4. o trabalhador não pode. velar pelo interesse social e proteger o interesse coletivo e a incolumidade dos trabalhadores. Ainda. e dispondo sobre a proteção das organizações sindicais de empregadores contra outras entidades (art. como a noticiada na presente ação civil pública. organização. 8º. pretende o Ministério Público do Trabalho restaurar a ordem jurídica. administração e atuação do sindicato. No âmbito coletivo.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 51 23. V. Saliente-se que a Convenção 135 da OIT. são se pode admitir conduta que a macule. ratificada pelo Brasil. No âmbito individual. organização. bem como determina medidas para facilitar o exercício de suas funções. afastamentos de diretores ou intervenção nos estatutos. possibilitando a implementação de outros direitos e liberdades fundamentais. Tal liberdade encontra-se enunciada no art. assegurando-se de forma prática a liberdade sindical. 8º. da CF/88.

Essas contratações. a investidura em cargos e empregos públicos passou a depender. não sendo devidas. apenas a contraprestação pelos dias efetivamente trabalhados. VIII). assim como a de muitos doutrinadores.37. boa parte da doutrina acredita que na relação jurídica que se forma entre o Estado e o servidor. como regra. portanto. haveria de se aplicar ao caso a “Teoria da Irretroatividade das Nulidades no direito do trabalho. 37. Em face da existência de correntes doutrinárias e jurisprudenciais em diversos sentidos.193) além do extenso tratamento recebido nos arts. Tendo a Administração Pública se beneficiado dos serviços prestados pelo servidor de fato. no âmbito da Justiça do Trabalho.1º.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 52 24. a Administração Pública. previstas na CLT e legislação esparsa. Neste particular. Tal argumento toma por base a circunstância de que não há como restituir ao servidor a força de trabalho despendida em favor do Poder Público. Entretanto. o que lhe confere direitos na qualidade de trabalhador e de cidadão. sem atentar para a imposição constitucional. . sob pena de nulidade do ato de provimento e da conseqüente punição da autoridade responsável (art. com personalidade própria. princípio da ordem social (art. MORALIDADE ADMINISTRATIVA E CONCURSO PÚBLICO FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA: Com o advento da Constituição Federal de1988. IV). 170. inciso III). as demais obrigações de natureza trabalhista. da aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos (art. ainda que de fato. caput). É importante frisar. fundamento da ordem econômica (art. o TST com o propósito de pacificar as controvérsias jurídicas existentes. princípio geral da atividade econômica (art.170. 6º ao 11 e de se constituir peça fundamental para o pleno atendimento do princípio da dignidade da pessoa humana (art. Esta é a posição do TST. 1º. não há como negar a este a condição de pessoa. de maneira geral. que o trabalho humano recebeu considerável destaque pela nova Constituição Federal. sem o respeito ao procedimento seletivo obrigatório torna nulo o vínculo jurídico entre o Estado e o prestador de serviço. que se alicerça nos princípios da repetição do indébito e do enriquecimento ilícito”. Entretanto. não pode continuar contratando trabalhadores aleatoriamente. com o pagamento de salário e dos valores referentes aos depósitos de FGTS. II). tornando-se ao mesmo tempo princípio fundamental (art. sumulou entendimento (súmula nº 363) no sentido de serem devidos a tais trabalhadores. independentemente da apuração da má-fé destes. existe certa cizânia doutrinária. § 2º). quanto a aquisição do direito à contraprestação pelo trabalho já realizado por parte do servidor público de fato e de boa fé.

do Código Civil. . de 22 de novembro de 2007. ruído e vibrações). dever de fiscalização das condições do meio ambiente de trabalho pela empresa contratante. Convenção 155 (Segurança e Saúde dos Trabalhadores). 7º. VIII. III. CF/88). 200. da CF/88 – e o dever de tutela do meio ambiente do trabalho – art. por meio de normas de saúde. 932. ambas ratificadas no ano de 2007 pelo Brasil. higiene e segurança – art.1. item 9. incluiu nas competências desta agência especializada a proteção contra os acidentes de trabalho e as doenças profissionais. os artigos 154 a 201 tratam das normas de segurança e medicina no trabalho. CONSTRUÇÃO CIVIL O valor da dignidade humana e o valor social do trabalho como fundamento da República Federativa do Brasil (art. de 1919. Direito fundamental à saúde – art.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 53 25. No âmbito internacional: o Tratado de Versalhes. 6 º e art. Redução dos riscos inerentes ao trabalho. Responsabilidade da empresa em face das empresas terceirizadas (empreiteiras/subempreiteiras): art. Culpa in eligendo e in vigilando. 6. Convenção 148 (Meio Ambiente de Trabalho – contaminação do ar. Na CLT.50. Convenção 161 (Serviço de Saúde no Trabalho). Convenções sobre segurança e saúde no ambiente de trabalho: Convenção 127 (peso máximo). da CF/88. 196 da CF/88. que criou a Organização Internacional do Trabalho – OIT.6. itens 5.271. NR 9. Normas Regulamentadoras – as principais são NR 3 (embargo de obra) e NR 18 (Indústria da Construção). NR 5. inciso I e III. 225 da CF/88.46 a 5.Convenção 167 e a Recomendação 175. e que tratam das condições de trabalho nos ambientes de edificações. 1º. Convenção específica sobre a construção civil . mediante expedição do Decreto n. O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado – art. inciso XXII.

qual seja. portanto. o que impõe uma interpretação evolutiva que melhor assegure o direito ao trabalho decente no território brasileiro (art. 6º) e fundamenta a ordem econômica com a valorização do trabalho da pessoa humana (art. O que no caso em exame está sendo negado. apesar da embarcação da segunda ré ser de bandeira estrangeira e.06. 170). 1º. dentro do território brasileiro. uma vez que o país do pavilhão das embarcações não cumpre a Convenção 147 da OIT e possui normas trabalhistas excessivamente flexíveis. impõe-se exigir o cumprimento do art.815/80 para o exercício de atividade remunerada.95 (Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar). 1º da LICC). IV).P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 54 26. O caput do art. embora não seja expressamente citado pela CRFB. a questão não deve ser examinada sob o enfoque clássico de suposto tratamento discriminatório entre brasileiro e estrangeiro. . por tradição (conforme a Convenção 147 da OIT).815/80 (art. a adoção das normas trabalhistas brasileiras. trata-se de reconhecido direito que resulta da interpretação sistemática da Carta Magna. empresa pública exploradora do setor petrolífero. há que ser aplicada a legislação trabalhista brasileira. não são residentes no país. Todavia. conforme permite o item 3 do art. 15 e 16). portanto. que in casu. Portanto. que prevê o trabalho como direito social (art. 354 da CLT e que os trabalhadores estrangeiros não residentes tenham o visto previsto na Lei nº 6. laborando com visto de turista. de 22. Todavia. 28 do Decreto nº 1. Além disso.530. em seu art. TRABALHO AQUAVIÁRIO/PORTUÁRIO A primeira ré. ofício ou profissão” aos brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil. Trata-se de garantir o direito ao trabalho do nacional e não de discriminar o estrangeiro. que utiliza apenas embarcações de bandeira estrangeira com tripulação integralmente composta de estrangeiros. tem contratado a segunda ré. a garantia de igualdade de “livre exercício de qualquer trabalho. além do trabalho prestado pelos marítimos se dá unicamente na costa brasileira. 352 e 354 da CLT sob o argumento de que tais dispositivos não foram recepcionados pela nova ordem constitucional. a norma trabalhista aplicável ser a do país da bandeira. O direito ao trabalho. cabe ao Estado criar meios favoráveis para a sua oferta e proteção. 5º da CRFB/88 determina a isonomia entre brasileiro e estrangeiro residente no país. sequer é residente no Brasil. o que é vedado pela Lei nº 6. os estrangeiros empregados da segunda ré. evidenciando a preocupação do Estado com a conquista do pleno emprego. No caso em exame. O que demonstra ser o trabalho um valor que confere dignidade ao ser humano e que. notadamente das normas que reconhecem o valor social do trabalho e da livre iniciativa como fundamentos da República Brasileira (art. 5º. empresa de navegação marítima. essa norma não tem o condão de afastar a aplicação dos arts. no presente caso. além de laborarem com visto de turista. É verdade que a Constituição da República assegura. caput e inciso XIII. 98 c/c arts.

O Marcos enviou a peça completa que segue em arquivo separado – .P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 55 27. . DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA PARA POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMBATE AO TRABALHO INFANTIL E À EXPLORAÇÃO DO TRABALHO DO ADOLESCENTE.

193.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 56 28. art. ainda. se a famigerada cláusula. Tanto a flexibilização de jornada (inciso XIII) quanto a regra que trata do reconhecimento das normas coletivas (inciso XXVI). É certo que os empregadores podem dirigir seu empreendimento conforme lhes parecer mais o conveniente. determinar a prevalência do direito fundamental do hipossuficiente. porém a Ordem Econômica e Financeira se funda tanto na livre iniciativa quanto na valorização do trabalho humano (CF. Sociais e Culturais e no Protocolo de São Salvador. . do descanso semanal sempre em dias alternados. III). art. ou seja. 5º. sujeitando o empregado a laborar 48 horas por várias semanas. extrapola a jornada semanal estabelecida constitucionalmente. já que descansa no sexto dia mas volta a trabalhar no sétimo dia da semana. Assim.semana 5x1 A duração do trabalho foi limitada pelo constituinte. 6º e 226). XXII e XXIII e 170. Nulidade de cláusula de compensão de jornada . através da técnica da ponderação de valores. além de tempo para se aprimorar profissionalmente. só serão válidas se representarem uma melhoria das condições sociais e não importarem em retrocesso social. devem ser interpretados de acordo com o caput. III e IV da CF). ou seja. desde que implementada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho (CF. que contribui para o sistema previdenciário (CF. 7º. princípio previsto no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos. neste caso concreto. religiosidade. da Lei Maior. 170) e a Ordem Social tem como base o primado do trabalho e por objetivo o bem estar e a justiça sociais (art. XV. pois até o direito à propriedade há que cumprir sua função social (art. facultada a compensação. O excesso de horas trabalhadas e a alternância nos dias de descanso causam fadiga crônica no trabalhador e o torna mais vulnerável a acidentes do trabalho. CR). de modo a garantir a sua empregabilidade futura. contrariando ainda o inciso XXII do artigo 7º da Carta Magna. com base no princípio da livre iniciativa (art. garantidos constitucionalmente (CF. art. que prevê que tal descanso deverá se dar preferencialmente aos domingos. esportes. que fixou a jornada em oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. XIII). não está em consonância com o princípio da dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho. convívio social e familiar. o trabalho não se destina somente a garantir o sustento material do trabalhador e de sua família. ambos ratificados pelo Brasil. o que fere a regra contida no artigo 7º.inseridas no artigo 7º da Carta Constitucional. deve o intérprete. em prejuízo de toda a sociedade. A cláusula nº X do Acordo Coletivo em vigor. cultura. que garante aos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho. passando a gozar. 195). um dia de descanso após cinco dias trabalhados. estipulada em prol do intuito lucrativo da empresas Y. 1 . que fixa o regime 5x1. 1 . pois este necessita também de lazer. Ora. IV da CRFB). fundamentos da o República Federativa do Brasil (art. art.

3º. 41. Narra-se ainda que às empregadas gestantes não se garante a estabilidade provisória prevista constitucionalmente (Art. para admissão. IV.OEA. no. de 1/8/96). 5º e 377. recusando-se.973. praticando-se a despedida imediata com o conhecimento do estado gravídico.ONU sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher. no.029. afrontando os seguintes dispositivos: 1) 2) 3) Da Constituição Federal: Art.OIT sobre: a Igualdade de Remuneração de Mão-de-Obra Feminina por um Trabalho de Igual Valor. apurou-se no ambiente de trabalho a prática de assédio moral cometido contra as empregadas nesse estado. 26. Da Lei 9. I. XX.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 57 29. de 1959 (Decreto Legislativo no. 10. “b”. de 13 de abril de 1995: Art. 4º. Convenções da Organização Internacional do Trabalho . III. II.721. XVIII. causando-lhes danos de ordem física. 5) 6) . RESPONSABILIDADE OBJETIVA PELO FATO DA GRAVIDEZ E A RESSALVA DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA. inclusive à indenização nos termos legais. de 1994 (Decreto Legislativo no. Convenção Interamericana para Prevenir. 6º e 7º. de 1979 (Decreto Legislativo no. a empresa ré exige que sejam apresentados atestados comprobatórios de estado não-gravídico. 111. destacamos ainda afronta aos seguintes diplomas internacionais: 4) Convenções da Organização das Nações Unidas . I. Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher . 62. Afora os dispositivos acima elencados. 1º e 2º. Afora todos esses fatos. moral e psíquica. 1. a Discriminação no Emprego e na Profissão. 100. Constam das peças instrutórias supra referidas que. e XXX. de 25/6/57). além de preterir as recémcasadas e mulheres com filhos pequenos. CF/88).150. de 19/1/68). II. Da Consolidação das Leis do Trabalho: Art. de 22/6/64). Tal conduta traduz uma séria afronta à ordem social e ao trabalho em sua plenitude. 1º. de 1951 (Decreto Legislativo no.

conforme art. o STF deferiu. por maioria de votos. determina que todas as demandas trabalhistas tenham de se submeter às Comissões de Conciliação Prévia. Deste modo. SEM PEDIDO CORRESPONDENTE . Nesse sentido. dando interpretação conforme a Constituição Federal. no artigo 625-D. ao artigo 625-D da CLT. Cumpre salientar. pedido de liminar feito em duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 2139 e 2160) para. que tal dispositivo fere o princípio constitucional de amplo acesso ao judiciário e o direito de ação. inciso XXXV da Constituição Federal . contudo.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 58 30. 5º. argui-se a desnecessidade de submissão das demandas trabalhistas às Comissões de Conciliação Prévia. antes de serem ajuizadas na justiça trabalhista. determinar que as demandas trabalhistas podem ser submetidas à Justiça do Trabalho antes que tenham sido analisadas por uma Comissão de Conciliação Prévia (CCP). CCP’S A CLT. em preservação ao direito universal dos cidadãos de acesso à Justiça.

Sempre que apareciam sinais de gravidez. Todas brancas. a licença gestante do inciso XVIII. sem contribuições previdenciárias. Pois bem. o não pagamento de salários viola a CF no seu art. subordinação. A descrição sumária é a que segue: “buscam programas sexuais. Portanto há violação frontal ao inciso XX do artigo 7º que protege o trabalho da mulher. horas em prontidão. nem DSR. pois as “sessões” de massagem. a falta de recolhimento do FGTS agride o art. adicional noturno e estabilidade provisória durante o período de gravidez e após o parto. atendendo em média 4 a 6 clientes por dia. michê. nem 13º . nunca receberam férias. Outrossim. não eventualidade. Nenhuma delas nunca teve qualquer vínculo empregatício. contribuições previdenciárias. Na tentativa de superálo o primeiríssimo passo foi dado pelo próprio Ministério do Trabalho e do Emprego que no Catálogo Brasileiro de Ocupações. Por seu turno.00 na recepção. Nos dias em que a massagista não é escolhida por nenhum cliente ela não recebe nada. supondo que não haja prostituição não há nada que justifique a sonegação do vínculo e o tratamento discriminatório com mulheres grávidas e negras. nem FGTS. III. TRABALHO DA PROSTITUTA A autora da denúncia trabalhava de 2a a sábado. E que se há programas durante as sessões isto ocorre por conta e risco da massagista. 7º da CF.00 para a massagista dentro da sala de atendimento. no prazo máximo de 48 horas à admissão do empregado. tais irregularidades ferem o disposto nos arts. 15 da lei 8. 13 e 29 da CLT. da constituição Federal. 7º. 76. onerosidade. sob o Código 5198 inseriu a atividade PROFISSIONAIS DO SEXO. E o mesmo já ocorreu com dezenas de mulheres que já passaram por ali. As atividades são exercidas segundo normas e procedimentos que minimizam a vulnerabilidade da profissão”. (TENHO DÚVIDAS SOBRE ESTE ITEM) . IV e X e a CLT no seu art. Todavia a própria denunciante apresentou-se como PROFISSIONAL DO SEXO e trouxe como testemunhas outras jovens que se apresentaram da mesma forma. Portanto. o que veio a se confirmar nos meses seguintes. E ao exercício de qualquer atividade sob as condições de pessoalidade. mulher da vida. alteridade. A ré alega que se trata de uma clínica que reúne massagistas e que não promove a prostituição. Todas com idade entre 18 e 30 anos. carteira assinada. mesmo tendo ficado de prontidão durante todo o período na CMM. e depois paga mais R$ 100.036/90. Quanto à falta de vínculo e à anotação da CTPS. meretriz. A denunciante alegou que foi impedida de trabalhar porque anunciou que estava apresentando sintomas de gravidez. FUNDAMENTO O maior problema para se tratar deste tipo de problema é o preconceito. das 18h às 24h na CMM “Clínica Masculina de Massagem e Bem-estar” como “massagista”. constitui violação ao que determina o art. messalina. na verdade são programas de prostituição. contadas à razão de 2/3 do salário hora normal que deverá ser calculado pela remuneração básica arbitrada pelo juiz.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 59 31. FGTS. Cada sessão durava no máximo 1 hora. Quanto ao inadimplemento do FGTS. 7° . participam em ações educativas no campo da sexualidade. A própria autora da denúncia afirma que há atividade de prostituição. garoto de programa. o décimo terceiro salário do inciso VIII. e o art. deste fato se infere o que há de mais importante: a atividade dos profissionais do sexo é TRABALHO LÍCITO. o DSR do inciso XV. Na CMM trabalham cerca de 40 mulheres. 41 do Estatuto Celetista. não se pode sonegar o vínculo empregatício e todos os direitos dele decorrentes. prostituta trabalhador do sexo”. Portanto. Sob a categoria de PROFISSIONAIS DO SEXO estão enumeradas as seguintes variações: “garota de programa. durante 5 anos. atendem e acompanham clientes. Também são devidos o adicional noturno previsto no inciso IX do art. desde o fim do 1º mês de gravidez a “massagista” já foi impedida de entrar na Clínica para trabalhar. A estas mulheres também são devidas as horas de prontidão (CLT 244). que preconizam a obrigatoriedade da assinatura da CTPS para a prestação de qualquer trabalho. E tal fato não prejudica em nada os direitos que lhes são devidos: vínculo. elas eram impedidas de retornar à Clínica. O cliente ao entrar na CMM paga R$100.

372 – 373A ). nos termos da lei (art. o art 7º inciso XX e os artigos 201 e 203 da CF . estão garantidos na Constituição os seguintes direitos: a. 7º proíbe a diferença de salários. seja pela menor força física. Uma clínica médica tem que remunerar suas secretarias mesmo que não haja nenhum atendimento durante o mês inteiro. Todos estes direitos foram violados pela CMM. proibição de diferença de salário. Além disto a Convenção da OIT 111 também veda qualque forma de discriminação em matéria de emprego e ocupação. 5º. visto que os clientes pagam pelo uso da sala na recepção e pelo programa às próprias massagistas. Portanto sejam essas mulheres MASSAGISTAS (como alega a ré) ou PROSTITUTAS (como alegaram as denunciantes) os direitos lhes são devidos integralmente. XX). XXX). Em segundo lugar estas mulheres são estigmatizadas e discriminadas pela atividade que exercem. 7º. 7º. I). O trabalho da mulher está protegido pela CONVENÇÃO SOBRE A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA A MULHER de 1979. de exercício de função e de critério de admissão por motivo de sexo (art. A Convenção 103 protege a maternidade e a Convenção 95 protege o salário. mesmo que não haja hóspedes no hotel. a proteção à maternidade e à gestante (arts. b. a igualdade de direitos e obrigações entre homens e mulheres (art. Não obstante elas não sejam forçadas a trabalhar na CMM. E não obstante elas não precisem pagar qualquer porcentagem do valor que recebem para a CMM. Portanto que as mulheres possam ficar das 18h às 24h sem atender nenhum cliente e devam ir embora sem nada receber é algo que viola os fundamentos do direito trabalhista. A Lei n.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 60 A demissão pela gravidez agride a Constituição Federal nos seus artigos 6º. Vale notar que não obstante as mulheres não pertençam a grupos minoritários (mais da metade da população brasileira é constituída por mulheres) elas são mais vulneráveis e mais suscetíveis a práticas discriminatórias. cor ou estado civil. Com o escopo de superar a história de discriminação e abuso sofridos pela mulher no mercado de trabalho. I). é absolutamente necessário que elas tenham uma remuneração mínima. e o afastamento da discriminação por causa do em gênero (CLT arts. seja por fatores históricos. 9029/1995 proíbe a exigência de atestado de gravidez e esterilização de mulheres e tipifica como crime as práticas decorrentes. c. 201. sendo igualmente proibidas quaisquer formas discriminatórias referentes a salários e critérios de admissão de quaisquer pessoas pertencentes a grupos vulneráveis ou grupos minoritários. . Além disso o art. d. Um estabelecimento comercial deve remunerar seu balconista mesmo que a loja não tenha vendido nada naquele dia. A violação dos direitos destas mulheres é gravíssima. 6º. E finalmente são mais agredidas ainda ao terem seus direitos trabalhistas negados. pois elas podem entrar e sair nos horários de funcionamento da CMM e ficarem o tempo todo à disposição da CMM elas só recebem se forem escolhidas pelos seus clientes. mediante incentivos específicos. II. em primeiro lugar porque as mulheres constituem grupo vulnerável e mais suscetível de discriminação. proteção do mercado de trabalho da mulher. O hotel deverá remunerar sua concierge. A legislação infra constitucional busca a eliminação das diferenças de remuneração pelo trabalho prestado por homens e mulheres. pois os clientes só comparecem à CMM porque as mulheres estão lá reunidas e disponíveis para a prestação do serviço procurado. seja pelo machismo hegemônico das sociedades marcadas historicamente por um patriarcalismo tradicionalista. idade. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. O inadimplemento de TODOS os direitos trabalhistas é aviltante. 203.

só deve ser aceito o trabalho infantil artístico se esse se adaptar às atividades essenciais ao desenvolvimento da criança e do adolescente. a própria Convenção admite. com base no art. 227. Todavia. remuneração. na permissão excepcional de trabalho infantil artístico deve-se acentuar o caráter sociocultural e artístico dessa atividade. Ponderando-se a proibição constitucional de trabalho ao menor de 16 anos com o direito à manifestação artística de crianças e adolescentes menores de 16 anos. a fim de complementar sua formação. previsão de caderneta de poupança etc. valores aparentemente contraditórios. XXXIII. (LEGITIMIDADE DO MPT – ESTE TEMA ESCOLHIDO NÃO FAZ PARTE DOS FATOS) . 8º. mas sim os abusos de direitos. item 1. 8º. 8º. nada impede que. em assim querendo e com base em sua realidade de desenvolvimento econômico-social. para fim de representação artística. caso a caso. horário de desenvolvimento da atividade. por atividade. Garantias mínimas referentes à jornada de trabalho (art. Disso decorre a proibição geral do trabalho infantil abaixo da idade limite fixada pelo Estado-membro.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 61 32. pela autoridade competente (o Juiz do Trabalho. O Estado brasileiro não somente indicou a idade mínima de 16 anos (salvo. como também não se valeu das permissibilidades dos arts. 33. item 1. admitem-se situações específicas e individualizadas de trabalho abaixo da idade mínima. Assim. item 2 da Convenção). 4º e 5º da Convenção. meio ambiente de trabalho. Os arts. desde que autorizadas por quem de direito. e as respectivas sanções). conforme art. 2º. 2º da Convenção. a regra é a proibição do trabalho infantil artístico. limitando-se seu cunho laboral-patrimonial e visando ao melhor interesse da criança e do adolescente. mas sim permitir sua a livre expressão. e a norma do art. Assim. devidamente autorizadas pelas autoridades competentes. já que atingem indistintamente a categoria ou ramo de atividade). excluir determinados ramos de atividades ou setores da economia daquele limite (exclusões genéricas. de permissão de labor abaixo do limite de idade. a partir de 14 anos. deverão ser fixadas na licença. CF não foi criada para se explorar o trabalho artístico de menores. TRABALHO INFANTIL ARTÍSTICO O Brasil é signatário da Convenção 138 da OIT. Assim. da CF não foi redigida para limitar a expressão infantil. Ao Ministério Público do Trabalho cabe fiscalizar as condições em que o trabalho está sendo desenvolvido. Como o Brasil não ativou a norma de exclusão genérica. item 1 traz hipótese de exclusões individuais. CF) e da Prioridade Absoluta. observa-se que a norma do art. que fixarão em que tipos de atividades poderá haver labor excepcional. Assim. que tornou-se exigível no território nacional tão logo ratificada. No entanto. uma genérica e outra específica. IX. se permita o labor em manifestações artísticas desde que autorizado. 7º. na condição de menor aprendiz). A exceção de permissão deve sofrer uma leitura constitucional das cláusulas da Proteção Integral (art. a proibição alcançou limites amplos. duas hipóteses. a quem também cabe a fixação de condições em que o trabalho poderá ser desenvolvido. 5º. O art. em seu art. 4º e 5º da Convenção impõem ao Estado a possibilidade de. não se excluindo daquela idade nenhuma atividade ou setor da economia.

sendo impotentes para provocar conseqüências justrabalhistas. A sucessão de empregadores decorre da lei (ope legis). Assim. Eventuais cláusulas restritivas da responsabilidade trabalhista não têm qualquer valor para o Direito do Trabalho. Ademais. adicional por tempo de serviço previsto em norma regulamentar. 9º da CLT). 163. No entanto. que considera os contratos iniciados com o empregador adquirente como novos contratos. Por fim. Do mesmo modo. FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA: O instituto da sucessão de empregadores. § 2º da CLT). 10 e 448 da CLT não incidiriam ou. situações de sucessão de empregadores (como ocorre. basta que a transferência interempresarial afete de modo significativo as garantias anteriores do contrato de emprego. Todavia. nas quais há entendimentos doutrinários e jurisprudenciais de que às regras estabelecidas nos arts. . futuras e passadas dos contratos trabalhistas. 10 da CLT dispõe que qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. considerando uma interpretação sistemática desse mesmo diploma.101/2005). como. o título jurídico que confere substrato formal à transferência é irrelevante. 483. 141. a jurisprudência também tem inferido do texto dos arts. envolvendo adicionais por tempo de serviço. 10 e 448 da CLT a existência de responsabilidade subsidiária do antigo titular (empresa sucedida) pelos valores resultantes dos respectivos contratos de trabalho. Essencial à figura é tão-só a garantia de que qualquer mudança intra ou interempresarial não venha afetar os contratos de trabalho – independentemente de ter ocorrido a continuidade da prestação laborativa. não sofre a incidência da sucessão trabalhista. alteração ocorrida em empresa concessionária de serviços públicos etc. 83 da Lei 11. II. 7º da CF. nessas hipóteses.101/2005. c) morte do empregador constituído em empresa individual. 448 da CLT e princípio da despersonalização do empregador). art. em contexto de transferência de titularidade de empresa ou estabelecimento. A doutrina tradicional aponta dois requisitos para a configuração da sucessão trabalhista: a) a transferência de uma unidade econômico-jurídica de um para outro titular.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 62 34. a alteração na modalidade societária (transformação do tipo jurídico da sociedade) não afeta os contratos de trabalho existentes. O art. na recuperação judicial. não se verificando essa continuidade. b) a continuidade da prestação laborativa pelo obreiro ao novo titular. pelo menos. SUCESSÃO DE EMPREGADORES. imperativamente. toda vez que a transferência total ou parcial da titularidade for capaz de comprometer as garantias empresariais deferidas aos contratos de trabalho. independentemente de situações de fraude no contexto sucessório (nas quais incidiria o art. estará propiciada a sucessão de empregadores. haveria peculiaridades específicas a serem consideradas: a) as aquisições de acervos empresariais em hasta pública. e art. Também o art. § 1º. essa situação não se aplicaria nas alienações efetivadas durante processos de simples recuperação extrajudicial (art. d) situações de desmembramento de Estado ou Município. conforme art. por exemplo. especialmente considerando situações de alienação da empresa falida ou de alguns de seus estabelecimentos. bem como. da Lei 11. pela conjugação de duas operações distintas mas combinadas – transmissão de crédito e assunção de dívida. 18. mantendose silentes quanto às regras lançadas no inciso II e § 2º do citado 141 (fixadoras da ausência de sucessão trabalhista). dando origem a nova entidade. pleitos novos com relação ao período iniciado com a transferência etc. na reestruturação do sistema financeiro. § 2º. pode ser compra e venda. o não reconhecimento dos contratos de trabalhos e dos direitos adquiridos dos empregados da sucedida. 448 da CLT determina que a mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. considerando o disposto no art. parcelas contratuais do antigo período. sob o ponto de vista obreiro (art. § 1º c/c art. arrendamento. também é comum. 60. a alteração subjetiva do contrato de trabalho relativa à figura do empregador não provoca o rompimento ou a descaracterização da relação empregatícia. em face da autonomia político-administrativa (art. a qual. §§ 3º e 4º da CF). que se reportam ao § 1º do art. pelas repercussões presentes. NÃO RECONHECIMENTO DOS CONTRATOS DE TRABALHO E DIREITOS ADQUIRIDOS DOS EMPREGADOS DA SUCEDIDA Situação problema: Tornaram-se comuns. b) a sucessão de empregadores não ocorre também no âmbito da relação doméstica de emprego (com base no art. produzindo apenas efeitos civis entre os pactuantes. em decorrência da profunda reestruturação do mercado empresarial brasileiro. na implementação das privatizações e em outros segmentos). pois a alteração subjetiva do empregador deixa de ser imperativa. Algumas transferências interempresariais contêm uma agravante: inserem a estipulação contratual de cláusula de nãoresponsabilização do novo empregador pelo passivo trabalhista OBSERVAÇÃO: Deve-se atentar para algumas situações de exceção. 141 (obrigações tributárias). embora absorva parte dos servidores celetistas do ente público desmembrado. opera uma completa transmissão de créditos e assunção de dívidas trabalhistas entre o alienante e adquirente envolvidos. Esse fenômeno decorre do princípio da despersonalização do empregador viabilizando a incidência da responsabilidade sobre o novo titular. 161. notadamente. caput e parágrafo único.

O parágrafo 1º da cláusula 4ª da convenção estabelece piso salarial diferenciado aos trabalhadores de até 18 anos de idade. constitui-se meio processual adequado para a efetiva tutela do bem jurídico lesado. No “caput” do artigo 5º da Carta também se afirma a igualdade de todos perante a lei. o constituinte vedou qualquer tipo de diferença salarial. III. Ademais. raça. cor ou estado civil (art. XXX. ressaltar a Orientação Jurisprudencial n. 26. cláusula discriminatória do trabalhador em razão da idade. Por este prisma. 7º. mas constitui também ameaça aos direitos de menores que firmarão relação de emprego abrangida pela convenção coletiva. além de servir para prevenir lesão a direitos de outros menores. Os empregados menores não podem ser discriminados em cláusula que fixa salário mínimo profissional para a categoria. sustenta-se que o parágrafo 1º da cláusula quarta da CCT não pode produzir efeitos. observa-se na convenção coletiva de trabalho dos sindicatos X e Y. visto ser odiosa quebra do princípio da igualdade. idade. a ação civil pública ora intentada presta-se à defesa da ordem jurídica e ao efetivo respeito aos direitos assegurados na Constituição (arts. . no caso em exame. 7º. da CF/88). A doutrina. considerando que a cláusula ora impugnada desrespeita “direitos sociais constitucionalmente garantidos”. havendo. da SDC/TST: “SALÁRIO NORMATIVO. XXX. como no caso em exame. A Constituição Federal estabelece como objetivo da República Federativa do Brasil a promoção do “bem de todos. Por essas razões. exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. 75/93. DA DISCRIMINAÇÃO VEICULADA EM CLÁUSULA DE CONVENÇÃO COLETIVA Como narrado oportunamente. 83 da LC n. inc. o que configura a defesa de interesse coletivo. cor. em face da presente lide. MENOR EMPREGADO. complementaridade entre os incisos III e IV do art. cabendo. sem distinção de qualquer natureza. não se pode admitir que os menores de 18 anos abrangidos pela convenção coletiva em comento não tenham respeitado o piso normativo fixado para os empregados maiores. inc.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 63 35. 3º. idade e quaisquer outras formas de discriminação” (art. IV. DA CF/88. da CF/88). sexo. a exemplo de Cláudio Dias Filho e Rodolfo de Camargo Mancuso. sem preconceitos de origem. ART. Ressalte-se que a cláusula discriminatória atinge não apenas os atuais empregados menores. Ainda. inc. VIOLAÇÃO. tem defendido a utilização da ação civil pública para conter abusos decorrentes de normas coletivas. a jurisprudência é uníssona quanto à impossibilidade de discriminação do trabalhador menor. 127 e 129. Considerando os ditames constitucionais e vigentes no direito internacional. vigente no período de W a Z.” Destarte. pela sua incompatibilidade com preceitos constitucionais relativos à promoção da igualdade. da CF/88).

A e incisos. Registre-se que o caráter não exaustivo referido.Por Patrícia Oliveira Lima Pessanha Conforme relatado alhures este Parquet. conforme se infere do art. XXX. Neste ponto. no uso das atribuições previstas no art. Não obstante.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 64 36. conforme restou comprovado. caput e incisos I. tem por base a existência da chamada “cláusula de abertura. 83. por ocasião da demissão sem justa do funcionário “José da Couves” Registre-se que o referido empregado é portador do vírus HIV. VIII da Constituição Federal e art. 5ª. 3ª. conforme há se requer. Registre-se ainda – por pertinente – a existência da Convenção de nº 100 também da OIT e os arts. 373. sujeitando o infrator `a reparação respectiva nos moldes do art. ambos da CLT. . eis que a demissão de um empregado com base no seu estado de saúde é. fato que traduz a mais absoluta negação a tais princípios. É bem verdade que ao empregador é dado o exercício do direito potestativo de rescisão do contrato de trabalho sem justa causa. 927 do Código Civil. em seu art. DA DISCRIMINAÇÃO POR HIV/ AIDS DA DISPENSA DISCRIMINATÓRIA HIV AIDS. cumpre ao Ministério Público em prol do respeito à ordem jurídica. XXXIV todos da Constituição Federal. a qual ainda traz como princípios fundantes do regime democrático de direito a dignidade da pessoa humana e o valor social do Trabalho. XXX. reforçam a preocupação do ordenamento jurídico no que tange à necessária repressão de condutas discriminatórias. já que lhe sonega até mesmo o direito à manutenção dos cuidados essenciais à sua vida. mediante o custeio de tratamento através do produto de seu trabalho. os quais. a qual. Destarte. ratificada pelo Brasil. 127. 129. permitindo a inclusão de outras condutas perniciosas à regra de igualdade. Mas o repúdio consagrado pelo ordenamento jurídico a tal conduta vai ainda além. III da CF). XIII. destacamos os arts. é possível ainda a remissão à lei 9. sabe-se que mesmo o exercício de um direito encontra limites. fato que. 461 e seus incisos. eis no campo infraconstitucional. segundo o qual o abuso de direito consiste em ato ilícito. trazendo um rol exemplificativo de condutas assim conceituadas. 1º veda a adoção de qualquer prática discriminatória. era do conhecimento de seu ex-empregador. 1º da Convenção 111 da OIT. O ordenamento jurídico vigente apresenta-se abundante no que tange à repressão de quaisquer condutas discriminatória. no exercício de sua função institucional (art. constante do art. XII e 84. por óbvio. além de estabelecer a desnecessidade de intenção do agente em relação à prática discriminatória. importando o resultado. II da Lei Complementar 75/85 constatou que a empresa Ré incidiu em verdadeira prática discriminatória. 129. os quais são frontalmente feridos pela conduta da ré. ao regime democrático e aos interesses sociais. IV e t.029/05. XXXII. 187 do Código Civil. pleitear que o Judiciário faça valer o interesse da coletividade fazendo cessar o descaso para com os preceitos fundamentais constitucionalmente assegurados.

parágrafo único. 3. Por seu turno. resulta clara a competência material da justiça do Trabalho para conhecer e julgar o pedido. 11 e 12 da lei 7347/85 e no art. em conduta que consubstancia. a falta de recolhimento do FGTS agride o art. Do direito A conduta da demandada viola uma série de disposições legais e constitucionais. o que se pede com fulcro nos arts. como visto. . 29 e 41 da CLT. com real eficácia. 461. assim.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 65 37. Já a recusa em apresentar aos fiscais do trabalho os documentos sujeitos à inspeção choca-se com o disposto no art. o procedimento ilegal e abusivo da empresa. §§ 3° e 4º.347/85 é taxativo ao dispor que as ações previstas na referida lei serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano. 459. ainda assim. a liminar deve ser concedida. sendo que a qualquer momento podem cooptar novos trabalhadores para o mesmo sistema. da Norma Co nsolidada. de trato sucessivo. 2º da Lei 7. a pretensão deduzida em juízo versa precisamente sobre o descumprimento de várias disposições legais aplicáveis aos contratos de trabalho dos empregados da ré. já que o art. 2. Da liminar as promovidas mantém diversos trabalhadores em situação irregular e negam-se a cumprir diversas obrigações trabalhistas. Do fato Falta de registro de diversos empregados. 4. torna-se necessária a fixação de multa diária para o caso de descumprimento da determinação. A ausência de registro dos empregados em livro. 15 da lei 8.. 7° . Somente a força provinda de uma ordem judicial poderá suspender. Realmente. nos termos do art. §§ 3º e 4º do Código de Processo Civil.036/90. III. 630. bem como falta de recolhimento de FGTS e não permissão de averiguação do pagamento pontual de salários (a empresa resiste em apresentar os documentos exigidos pelos fiscais). o não pagamento de salários até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido desrespeita o art. da consolidação. da constituição Federal. porqaue estão satisfeitos os requisitos do "fumus boni juris" e do "periculum in mora". e o art. RECOLHIMENTO DO FGTS / PAGAMENTO IMPONTUAL 1. Nem poderia ser diferente. ficha ou sistema eletrônico transgride os arts. cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa. Da competência (Material e Funcional) Como se trata de conflito decorrente de relações de emprego. lesão de caráter continuado. 114 da "Lex Mater".

. que apesar de estar posicionado no capítulo da proteção do trabalho da mulher. 9. estado civil. III.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 66 38. raça ou etnia. mormente por causar violação à dignidade da pessoa humana. religião.029/1995 proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização. O “perigo na demora” na entrega da prestação jurisdicional exsurge da possibilidade concreta de imposição de constrangimento ilegal pelos réus a outros leitores que eventualmente sejam discriminados pelos anúncios publicados. da OIT.” Segundo o artigo 5º. 3º. O art. 2. IV da CF diz que: “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IVpromover o bem de todos. opinião política. estabelecer uma ordem de preferência por critérios ligados a fatores diversos. sexo.” A Lei n. para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de Trabalho. da CF. A “fumaça do bom direito” advém da flagrante ofensa perpetrada pelos réus aos diversos dispositivos constitucionais e infraconstitucionais já invocados. da CF: “Todos são iguais perante a lei. sem distinção de qualquer natureza. cor. . e outras práticas discriminatórias. promulgada através do Decreto n. e seu inciso I. No contexto das normas internacionais negar o acesso ao emprego. a respeito da promoção do emprego.homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. 168. de 22/07/98. O artigo 1º.” I. doutrina e jurisprudência consideram que seja aplicado a todos. idade e quaisquer outras formas de discriminação. que proíbe ao empregador. A própria CLT contém dispositivo anti-discriminatório nesse sentindo.682. tais como: cor. 111 da OIT. e atividade sindical. nacionalidade. é. nos termos desta Constituição. quando do processo de seleção de trabalhadores. indistintamente. inegavelmente uma agressão aos direitos humanos e isto serve.. homossexualidade. ratificou a convenção n. vale acrescentar. Importante dizer também que o Brasil ratificou a Convenção n. sexo. igualmente para o Brasil que. que é o art. 373-A. à política de pleno emprego. elenca como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil a dignidade da pessoa humana. raça. sem preconceitos de origem. ANÚNCIOS DISCRIMINATÓRIOS A publicação de anúncios discriminatórios é prática repudiada pelo ordenamento jurídico pátrio. idade (a não ser que a discriminação se justifique para a proteção da pessoa: proibição do trabalho para menores de 16 anos).

7. É totalmente desarrazoado uma empresa deixar de contratar determinado trabalhador apenas porque este. constitui-se em prática odiosa. artigos 186 e 187 do Código Civil. XLI. do direito a não ser discriminado. 5º. caput e XLI. guardião da ordem jurídica. em detrimento ao direito à intimidade e a vida privada.029/95.029/95. artigo 5º. Não há proporcionalidade entre o fim buscado. instrumento de realização dos direitos fundamentais e elemento que caracteriza o Estado como Democrático de Direito. Em outros termos. e em especial. a exclusão deste cidadão do mundo do trabalho. por esse motivo. o empregador não pode discriminar candidatos a emprego por terem alguma espécie de registro de crédito. 7º. . IV. inciso XXX da Constituição Federal. Isso é. 9. não há proporcionalidade entre o valor objetivado e o valor sacrificado. O fato de o trabalhador ter o nome negativado não implica. Também no plano nacional. nesse caso. e ainda o artigo 1º da Lei n. XXX. o fato de o trabalhador ter o nome negativado não é fundamento razoável para que o empregador deixe de contratá-lo. e art. a proteção do patrimônio e da empresa. vedada pelos arts. 3º. artigo 7º. diante de dificuldades financeiras. não é razoável que prevaleça a iniciativa privada. A discriminação de trabalhadores. todos da Constituição Federal. 1º da Convenção n. e o meio utilizado. LIII. do direito à dignidade.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 67 39. inciso IV. que deve ser rigorosamente repelida pelo MPT. pelo simples motivo de estarem financeiramente inadimplentes. Sem dúvida. LVII. deixou de adimplir pontualmente suas dívidas. desde que ao contratar não pratique discriminação. 9. sua desqualificação para exercer determinada função. RESTRIÇÃO DE CRÉDITO A exigência de certidão negativa de débitos pelo empregador configura abuso de poder e viola o art. portanto. 111 da OIT e o art. caput e incisos XXXIV. O empregador é livre para contratar quem quiser. O trabalho é elemento essencial à dignidade humana. Por isso. XLVII. 1º da Lei n. LV. da Declaração Universal dos Direitos do Homem. A colheita dessas informações pelo empregador não pode ser utilizada para vedar ao trabalhador o acesso a emprego. há a violação dos artigos 3º.

É o que se observa na definição da End Child Prostitution. 83. com a utilização do seu corpo em benefício de outras pessoas. Aliás. o qual preceitua que “o Ministério Público é instituição permanente. da Constituição Federal.1 DA COMPETÊNCIA MATERIAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO E DA LEGITMIDADE DO PARQUET TRABALHISTA artigo 114. O próprio Estatuto da Criança e do Adolescente incumbe ao MP a propositura de Ação Civil Pública para fins de proteção da infância e da adolescência: “Art. inciso III). 5º.347/85 expressamente outorga ao Ministério Público a legitimidade para o ajuizamento de ações civis públicas (art.ratificada pelo Decreto nº 3. inciso I). A vítima é vista como prestadora de serviços. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. essencial à função jurisdicional do Estado. DA DOUTRINA DA PROTEÇÃO INTEGRAL E DA EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTO-JUVENIL . Child Pornography and Trafficking of Children for Sexual Purpose – ECPAT A própria UNICEF já reconhece o contrato sexual autônomo como elemento ligado ao trabalho com sexo: Vê-se que elementos como “remuneração” e “mão-deobra” são inafastáveis do conceito macro de “exploração sexual para fins comerciais”. a própria OIT. a expressão “as piores formas de trabalho infantil” abrange: b) a utilização. 220. semelhantemente. IX da Constituição Federal: Na definição da exploração sexual comercial de crianças e adolescentes. inciso II. 201.” (Grifo apócrifo . Organização Internacional do Trabalho. § 3º. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. na Convenção nº 182. é inequívoca a ênfase ao caráter mercantil e laboral. “Artigo 3 Para efeitos da presente Convenção. ratificada pelo Brasil. a produção de pornografia ou atuações pornográficas. preceitua que a exploração sexual é uma das piores formas de trabalho infantil. o recrutamento ou a oferta de crianças para a prostituição. de 12 de setembro de 2000) Quanto à legitimidade do MPT. PROSTITUIÇÃO INFANTIL II. inclusive os definidos no art.2. atribui ao Parquet trabalhista a prerrogativa de promover a ação civil pública nessa Justiça Especializada (art. A Lei Complementar do Ministério Público da União (LC 75/93). para promover a tutela coletiva.promover o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos interesses individuais. no capítulo destinado ao Ministério Público do Trabalho. difusos ou coletivos relativos à infância e à adolescência. Compete ao Ministério Público: <omissis> V .597. é imperioso valer-se do artigo 127 da Constituição Federal.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 68 40.” II. A Lei 7.

” “Art. de 23. o direito à vida. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física. aterrorizante. da identidade. abrangendo a preservação da imagem. ao respeito. cominando pena de reclusão e multa: Art.2000) Já há avanço nesse sentido. que: "É dever da família.975. por conseguinte. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei. 2º desta Lei. citada por nós algures. violência. 244-A. § 1º Incorrem nas mesmas penas o proprietário. a qual outorga à criança o direito indisponível às integridades física e moral: “Art. a doutrina da proteção integral o arcabouço principológico da Lei nº 8. tal panorama se altera radicalmente. mental.6. O artigo inaugurado pela Constituição prevê um modelo baseado em garantias plenas. à prostituição ou à exploração sexual: (Incluído pela Lei nº 9. crueldade e opressão".975. um dispositivo que sagrou efetivamente direitos às crianças e aos adolescentes. todas as oportunidades e facilidades. com absoluta prioridade. (Incluído pela Lei nº 9. a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico.2000) § 2º Constitui efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do estabelecimento. dos valores.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 69 Com a Constituição Federal de 1988. à alimentação.975. pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano. Submeter criança ou adolescente. moral. à profissionalização.” O próprio ECA tipifica o delito de exploração sexual de crianças e adolescentes para fins comerciais.6. vexatório ou constrangedor. o gerente ou o responsável pelo local em que se verifique a submissão de criança ou adolescente às práticas referidas no caput deste artigo. à liberdade e à convivência comunitária. em condições de liberdade e de dignidade. (Incluído pela Lei nº 9. com os matizes da Convenção Internacional dos Direitos da Criança e do Adolescente da Organização das Nações Unidas. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente. como tais definidos no caput do art. fundamentando-se na doutrina da proteção integral e coadunando-se. da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente. idéias e crenças. espiritual e social. de 23. ao lazer. psíquica e moral da criança e do adolescente. . A Carta Magna teve. à cultura. discriminação. pois a Ação de Estocolmo (1996). dos espaços e objetos pessoais.reclusão de quatro a dez anos e multa. ao se prever. além de colocá-los a salvo de toda a forma de negligência. pela primeira vez. à saúde. 18. em seu artigo 227.” “Art. É. à dignidade. recomenda que a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes seja qualificada como CRIME CONTRA A HUMANIDADE. violento. à educação. assegurando-se-lhes.069/90 ( ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente). da autonomia.6. pois. por lei ou por outros meios.2000) Pena . 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. de 23. 17. exploração.

3. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS COAUTORES DO ILÍCITO . EFEITOS.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 70 II. DO DANO MORAL COLETIVO DECORRENTE DA RELAÇÃO DE TRABALHO DESUMANA E CRUEL.

por cada trabalhador lesado. DO NÃO PAGAMENTO DO 13º SALÁRIO As férias constituem direito do empregado de abster-se de trabalhar durante um determinado período por ano. sendo regido na ordem internacional pela Convenção nº 132 da OIT. ratificada pelo Brasil. Sua concessão justifica-se pelas festividades dessa época do ano que sempre vêm acompanhadas de gastos fora do normal por parte do empregado. muito mais que pleitear o adimplemento das aludidas verbas trabalhistas. depois de atendidas certas exigências legais. impõe-se ao empregador o respeito a tais direitos. no mês de dezembro de cada ano. O direito ao gozo de férias remuneradas encontra fundamento em razões de ordem biológica. DA NÃO CONCESSÃO DAS FÉRIAS 42. 7º. configura uma ofensa a toda uma ordem de valores que emana da Constituição. Atos violadores tais quais os perpetrados pela empresa ré devem ser combatidos.090/62). mais que descumprimento de normas trabalhistas. fundamento da República. 129. que o homem é capaz de ter acesso as prestações materiais mínimas para alcançar uma vida digna. . Não se olvide que a República brasileira encontra seu fundamento na dignidade da pessoa humana e no valor social do trabalho. pois dilaceram os valores que legitimam e dão fundamento ao nosso Estado democrático de direito. Tal direito encontra-se previsto na CLT a partir do art. o 13º salário constitui no direito do trabalhador de recebimento. Na esteira desse entendimento. Por outro lado. verifica-se que tanto o direito a férias remuneradas quanto ao 13º salário foram erigidos à condição de direito fundamental do trabalhador. requer que seja imposta obrigação de não fazer em face da empresa ré. tendo em vista que é através do trabalho e dos direitos inerentes ao seu exercício. A violação reiterada dos direitos trabalhistas mínimos pelo empregador – como no caso em apreço. pois proporciona ao empregado um período de descanso capaz de restituirlhes as energias gastas com seu labor. o direito a férias remuneradas e ao 13º salário –. configurará afronta a direitos fundamentais que compõem o rol de direitos assegurados aos trabalhadores pela ordem constitucional. VIII e XVII). a fim de que a empresa ré abstenha-se de violar direitos trabalhistas míninos através do seu não adimplemento no prazo e atendidas às condições legais. sem prejuízo da remuneração. muito mais que infratora de garantias dos trabalhadores. Violar direitos fundamentais dos trabalhadores desponta-se como a pior das formas de ofensa à dignidade da pessoa humana. na medida em que sua violação.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 71 41. Assim. independentemente da remuneração a que fizer jus (lei 4. Compondo o rol dos direitos sociais albergados pela carta constitucional pátria (art. de uma gratificação salarial paga pelo empregador.

Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional e PPRA Programas de Prevenção de Riscos Ambientais. 7º. treinamento e a fornecer condições de trabalho continuadas e permanentes aos trabalhos da CIPA. tais como a própria vida. Há de se destacar que a saúde do trabalhador é premissa básica à efetivação dos demais direitos fundamentais. 163 a 165 da CLT) tem por objetivo. a conduta violadora aos mencionados dispositivos perpetrada pela Empresa Ré. XXII). Assim. 07 e 09 do Ministério do Trabalho. onde se vê normas que lhes dêem condições de trabalho também com um mínimo de dignidade. o lazer. traduzidos minuciosamente nas disposições contidas nas diversas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego reunidas na Portaria 3. higiene e segurança (art.1 da NR 05 “a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. tendo em vista a inexistência de CIPA . fazendo inserir na legislação consolidada todo um capítulo. No que diz respeito à implementação do PCMSO. por possuir mais de 25 (vinte e cinco) empregados encontra-se obrigada a implementá-lo nos termos da NR 07 como medida de promoção e preservação da saúde dos trabalhadores. Todavia.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 72 43. Em que pese o farto regramento pátrio.214/78. periódicos. verifica-se total desrespeito aos dispositivos citados. mas também obrigou o empregador a proceder à sua manutenção. NÃO IMPLEMENTAÇÃO DO PCMSO. O legislador ordinário na CLT também procurou privilegiar o direito dos trabalhadores a um meio ambiente do trabalho saudável e com um mínimo possível de riscos à sua saúde. segundo o item 5. a cultura. de retorno ao trabalho . notadamente às Normas Regulamentadoras 05. detalhadas no item 5. que prevê o papel das empresas no alcance de tal objetivo. constatou-se.” Suas atribuições. o objetivo do lucro não pode ser alcançado com o atropelo desse regramento mínimo. o respeito e a liberdade. PPRA E CIPA A Constituição Federal assegura aos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde. 157. de mudança de função. com destaque para o art.16 da referida NR revelam tratar-se de mecanismo hábil ao desenvolvimento de efetivação da normatividade referente à saúde e segurança. razão pela qual o legislador impôs não só a obrigatoriedade de sua constituição.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes nos estabelecimentos visitados bem como a falta de elaboração e implementação de PCMSO . a dignidade. tendo em vista que a Ré sequer possibilitou a constituição da indigitada Comissão. Entre as ações previstas no PCSMO está a realização de exames médicos admissionais. A CIPA (arts. tem-se que a Ré. conforme relatório de inspeção e autos de infração anexos. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

nos termos do item 9.1 visa “à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. a implementação do PCMSO e do PPRA. . segundo o item 9. No que tange à elaboração do PPRA. sob a responsabilidade do empregador. o qual. sendo sua abrangência e profundidade dependentes das características dos riscos e das necessidades de controle. através da antecipação. 168 da CLT).”. os quais não vem sendo realizados pela Ré em total afronta ao arcabouço legislativo que garante à saúde dos trabalhadores. sem. comprovar a sua efetiva implementação e manutenção nos moldes da NR 09. com a participação dos trabalhadores. devendo suas ações ser “desenvolvidas no âmbito de cada estabelecimento da empresa. com fundamento na Constituição Federal e em conformidade com o disposto nos artigos 157 e 200 da CLT. tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. De todo exposto. apenas comprovou a Ré o início dos trabalhos para sua elaboração. extrai-se que a proteção à saúde e segurança do trabalhador advém da adoção de um conjunto de medidas previstas na legislação pátria. entre elas a constituição de CIPA. impõe-se a implementação do PPRA. Assim. o que não se verificou na hipótese vertente.”.2. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. como medida de proteção à saúde e integridade física do trabalhador. contudo.1. reconhecimento.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 73 e demissionais (art.1.

. INADIMPLEMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Levando-se em conta que a seguridade social é financiada por toda a sociedade. deve haver também a reparação do aludido dano social emergente da conduta da Ré. Lei 7. art. nesse caso. art. caracteriza a lesão a direitos difusos e coletivos (art. mas também a toda sociedade. 129. haverá prejuízo aos trabalhadores. havendo igualmente incremento ao processo de degenerescência moral que se pode verificar na sociedade brasileira. a ser solvido em processo executivo fiscal. 83. o que.347/85). Cabe. representa também uma clara violação à moral social. tendo em vista que o art. 1º. 127). I e II do CDC). art. cuja indenização é assegurada pelo inciso V do artigo 5º da Constituição Federal. conforme exposto acima. IV). e também dos empregados. IV). a ser exercida também perante a Justiça do Trabalho (LC n. por contribuições sociais dos empregadores. Este deliberado rompimento com a ordem jurídica. 129. e traz em seu bojo uma dimensão pública ou difusa ao dano moral. ao Ministério Público do Trabalho agir. III. 75/93. o faturamento e o lucro. através de imposição de obrigação de fazer. sempre que houver sonegação às contribuições previdenciárias. cuja responsabilidade pode e deve ser apurada pelo caminho da ação civil pública (Lei n. que além do pedido de suspensão da continuidade da lesão. seja pela adoção de contratos informais ou por outras formas de burla. inegavelmente tuteláveis pelo caminho da ação civil pública (CF. 7. em ostensiva violação à ordem jurídica vigente. incidentes sobre a folha de salários. III) são interesses difusos da sociedade. A defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais. particularmente na esfera civil pública (art. e não do prejuízo fiscal causado pela sonegação fiscal. art.347/85. caput. 1º. 1º. A vasta documentação carreada aos autos comprova a sonegação de contribuições previdenciárias pela empresa Ré.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 74 44. Tratamos nesse passo do dano social emergente da conduta ilícita da Ré.347/85. art. punível como conduta ilícita. 81. III da Constituição Federal garante a possibilidade de ajuizamento de Ação Civil Pública para defesa de quaisquer interesses ou direitos metaindividuais por membro do parquet. em que se sobressai a cultura da certeza da impunidade e do risco calculado no desrespeito à lei e às autoridades constituídas. Na realidade. 7. verifica-se que o inadimplemento de contribuições previdenciárias caracteriza desrespeito à legislação trabalhista. atribuição constitucional inerente à atuação do Ministério Público (CF. Lei n.

para uma melhor definição de que seja dano social ou dano moral coletivo. in Temas Polêmicos de Direito e Processo do Trabalho. “Dano Moral Coletivo na Relação de Emprego”. LTr. a doutrina sobre o assunto: “dano moral coletivo: a injusta lesão a interesses metaindividuais socialmente relevantes para a coletividade (maior ou menor). p. será a ação civil pública o instrumento jurídico adequado também para a aferição das responsabilidades pelos danos morais e patrimoniais então causado.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 75 Assim. . 9º da CLT) e reconhecida a lesão de natureza coletiva e difusa perpetrada pela Ré. ainda. São Paulo. cuja ofensa atinge a esfera moral de determinado grupo.347/85) Vale citar. exteriorizada sob a forma de condenação pecuniária (art. e assim tutelados juridicamente. causando-lhes sentimento de repúdio. angústia ou outro sentimento psicofísico. insatisfação. 129) Igualmente. classe ou comunidade de pessoas ou até mesmo de toda a sociedade. pelo descrédito perante a opinião pública. desagrado. vergonha. Lei 7. João Carlos. 2000. declarada a fraude (art.3º.” (TEIXEIRA. verifica-se prejuízo aos cofres públicos ao deixar a previdência social de ver recolhidas as contribuições previdenciárias relativamente aos trabalhadores e. o próprio Estado.

diante de ofício do DD. que mesmo sendo norma de eficácia limitada. 7º. como contrário ainda ao princípio constitucional de proteção ao empregado. O comportamento contrário é o da dispensa arbitrária. especialmente. A Convenção No 95 da OIT. como princípio das relações de emprego. . I do referido art. ou seja. se não são saldados pelos empregados. A conduta da Requerida viola nosso ordenamento jurídico. que são o art. e praticado pela Recorrida. Juízo do Trabalho da Vara de Cidade – Estado. pois tal norma tem eficácia imediata no que tange à sua função invalidante do comportamento que a ela seja contrário. TST a respeito do tema é no mesmo sentido. letra “b”. III do art. ambos da CF 88. 8º. que mesmo observando normas internas da Requerida. em seu art. reconhecida sua eficácia como norma programática. número 8. e o entendimento do E. inc. sobre Política Social. 1º. e contrário. o que foi confirmado pelos representantes da Requerida ouvidos perante esta Procuradoria. na mesma v. igualmente proíbem descontos indevidos na remuneração dos trabalhadores. foi constatado que a empresa Requerida vem dispensando abusivamente seus empregados. 5o da Constituição Federal. o inc. ao super princípio da dignidade da pessoa humana. previsto na CF 88 nos arts. conforme seu art. o art. DISPENSA ABUSIVA Por meio do Inquérito Civil Público instaurado perante esta Procuradoria Regional do Trabalho.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 76 45. 2o da CLT expressamente prevê que o empregador assume integralmente o risco do empreendimento. 170 e 193. 11. vedado pelo inc. Ademais. e a Convenção No 117 da OIT. teve. e. por analogia. 7º e o inc. estabelece uma limitação à despedida arbitrária ou sem justa causa pelo empregador ao exercício arbitrário pelo empregador do direito de dispensa. contido no parágrafo 1o do art. A dispensa arbitrária ainda é vedada pela Convenção No 158 da OIT. número 1. aceitam em pagamento pelos produtos comercializados cheques que são devolvidos por alegações como fraudes e insuficiência de fundos e. 170. 1º da CF 88. 7º. e o art. especialmente no que tange às regras protetivas da relação de emprego. inserido no “caput” do art. IV. farmacêuticos e balconistas. que apesar de ter sido denunciada pela Presidência da República e ter tido sua denúncia liminarmente reconhecida pelo E. decisão liminar. que se recusaram a celebrar Termo de Ajustamento de Conduta para cessação da referida ilicitude. por conta do comando de eficácia imediata dos direitos fundamentais. como se observa pela redação do Precedente Normativo No 14 e. reconhecido como fundamento do Estado Democrático de Direito no inc. 6º. 7º da CF 88. da OJ 251 da SDI-1. VIII do art. sobre proteção do salário. geram sua dispensa. ainda. de modo abusivo. STF em ação constitucional. que. I do art. 7º. 462 da CLT em seu “caput” e parágrafo 1o estabelece que é vedado ao empregador efetuar descontos na remuneração do empregado desde que não acordados ou resultantes de dolo. e contrário não apenas ao valor social do trabalho.

já que nela se discutem direitos sociais trabalhistas de um grupo ligado com a Requerida por uma relação jurídica base. nos termos do inc. 1º. art. II do CDC. que são direitos coletivos nos termos do art. do art. configurando-se como abuso do poder diretivo da Requerida e violação às normas constitucionais. e art. Se a conduta ensejadora das dispensas é ilícita. Os direitos coletivos dos empregados da Requerida foram violados por meio desta conduta. 6º do CDC. II da LC 75/1993. inc. eis que todos estão sujeitos à mesma dispensa abusiva. inc. que são os da proteção do emprego e da relação de emprego. Único. da Lei 7347/1985. 1º. VI do art. o que justifica indenização por dano moral coletivo. então por inegável nexo de causalidade. e do inc. 127 e 129. I. inc. infraconstitucionais e internacionais sobre a proteção à relação de emprego e do salário. “caput”. 5º da CF 88. portanto. par. V do art. 81. o que autoriza a atuação do Ministério Público do Trabalho por meio da presente ação civil pública. do trabalho e de seu valor social. I e 84. da Lei 7347/1985. as próprias dispensas são ilícitas. E por se tratar de ofensa a valores sociais e jurídicos constitucionalmente consagrados. A legitimidade do MPT para esta demanda coletiva.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 77 pelos quais não se aceita o desconto de cheque do empregado se ele seguiu as normas do empregador. IV. inc. existe na presente situação lesão difusa ao patrimônio moral da coletividade. . da CF 88. e da dignidade da pessoa humana. 83. se funda nos arts. inc.

Estes dois últimos requisitos. no importe de R$ 800. FRAUDE NA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS Conforme consta dos autos da cópia integral anexada do Inquérito Civil instaurado perante esta Procuradoria. “caput” e do art. 170.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 78 46. nos termos do art. o pagamento efetuado pela Requerida afasta da parcela o seu caráter não-remuneratório. evidenciam sua inadequação e a fraude a direitos trabalhistas. Em que pese a aparente regularidade do referido acordo. que gera sua nulidade nos termos do art. 2º. tratando-se de inegável fraude prejudicial aos direitos trabalhistas dos empregados da Requerida. e o próprio resultado da investigação levada a cabo por esta Procuradoria. e objetivo republicano previsto nos incisos do art. I da Lei 10101/2000 de sua negociação por estes sujeitos. 444 da CLT. e a indicação das regras sobre a participação referida. I – e da dignidade da pessoa humana – inc.00 (oitocentos reais) por empregado. inc. 193. foi apurado que a empresa Requerida pagava anualmente a seus trabalhadores uma parcela identificada como sendo Participação Nos Lucros e Resultados. e a forma de apuração da produtividade da empresa. contando com um representante do sindicato da categoria. Por contrariar as regras legais. 3º. IV e III do art. acaba por contrariar os objetivos do legislador que são a promoção de justiça social. 1º da CF 88. se garante o desenvolvimento nacional. fundamento da ordem econômica e social previsto no art. que são os mais importantes. 2º da Lei 10101/2000 estabelece requisitos materiais para sua validade. E quanto ao acordo. o parágrafo primeiro do referido art. II -. por ser dimensão do valor social do trabalho – inc. se constrói uma sociedade justa. os prazos de vigência e de revisão. somado à imutabilidade da parcela desde 2007. um exame mais detalhado. conforme consignado nos incs. que é o conceito básico da justiça social. não constam do acordo. prevista por meio do acordo celebrado entre a comissão de empregados da Requerida. ambos da CF 88. . se erradica a pobreza com a diminuição das desigualdades sociais e se promove o bem de todos. além de ser fundamento do Estado Democrático do Direito. já que por meio da distribuição de riquezas. e a própria Requerida. eis que observa a regra do art. no seu “caput” e incisos I e II: a periodicidade dos pagamentos. pois se apurou que a parcela era paga em valor fixo desde o ano de 2007. conforme cópia anexada. 9º da CLT. o que.

CF). que têm suprimidos todos os seus direitos trabalhistas (artigos 1°. o que o distingue da relação de emprego é sua finalidade pedagógica e educacional complementar do ensino. 6° . 9° . Não há dúvidas de que a conduta da requerida causou lesão aos interesses difusos e coletivos de toda a coletividade de trabalhadores. configurando-se fraude ao regime jurídico trabalhista (art. caput e §3° .CF).I) e nem celebrado termo de compromisso entre instituição de ensino.CLT) e.CF e a divisão das verbas de stinadas ao FAT com o FIA (art. ECA). exteriorizada em uma condenação em dinheiro (artigo 3° . III) e nem acompanhamento efetivo pelo professor orientador da instituição de ensino e por supervisor do concedente (artigo 3° .§1° ). FRAUDE NA CONTRATAÇÃO DE ESTAGIÁRIOS (em geral)2 O contrato de estágio possui todos os requisitos para formação da relação empregatícia (pessoalidade. pois não há compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo de compromisso ou com a área de formação do estudante (artigo 3° .Lei 11. não só daqueles contratados sob a denominação de estagiários. a responsabilidade deve ser objetiva. Essa responsabilidade implica em uma indenização.II). E também dos materiais. a gravidade da lesão. OBS: Caso seja incluído estágio da criança e do adolescente. houve o descumprimento dos requisitos formais. Assim.347/1985). 2 . bem como o comprometimento do bem jurídico violado.788/2008).788/2008.IV. No caso em questão. pois não comprovadas matrícula e freqüência escolar atestadas pela instituição de ensino (artigo 3° . portanto. Em se tratando de danos a interesses difusos e coletivos.Lei 7. A ausência do cumprimento desses requisitos demonstra o caráter meramente arregimentador de mão-de-obra. incluir como fundamentação os artigos 227.II. cujo valor deve levar em consideração a natureza do ilícito. e 7° . não eventualidade. consubstanciada no cumprimento dos requisitos da Lei 11. vínculo empregatício (artigo 15. onerosidade e subordinação).P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 79 47. estagiário e concedente (artigo 3°. sendo suficiente a caracterização do prejuízo em potencial. e 7° . 170. 214. mas também de todos aqueles desempregados frustrados de qualquer expectativa de obtenção de emprego que lhes assegure dignidade (artigos 1° III.XXXIII.

proporcionar capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho (artigo 7°. por meio de cursos específicos e diferenciais. de modo a preparar os jovens para uma determinada profissão. que justifiquem a inserção desses jovens no mercado de trabalho sem uma gama de direitos previstos no contrato de emprego. o que não ocorre no caso.CF). Não se observa qualquer relação entre os cursos ministrados pelas entidades responsáveis e as atividades desenvolvidas. O Decreto 5.III). Em se tratando de danos a interesses coletivos. A legislação brasileira apenas permitiu a supressão de alguns direitos no contrato de aprendizagem.CLT). Não se pode utilizar essa norma objetivando fraudar relações trabalhistas (art. com o objetivo de privilegiar a formação profissional dos jovens. a responsabilidade deve ser objetiva. 428. Ocorre que a requerida tem contratado aprendizes para exercer funções que não demandam nenhuma formação profissional.CLT). que a formação do aprendiz deve. sob pena de lesão aos interesses de toda essa coletividade de trabalhadores (artigos 1° . uma vez que as atividades desenvolvidas pelos supostos aprendizes não demandam qualquer formação técnico-profissional. 9 . . Não há atividades teóricas e práticas de forma simultânea e metodicamente organizadas (artigo 428. Essa formação pode ser proporcionada por diversas instituições (artigo 430. necessariamente. que deve ser de boa qualidade. determina. que regulamenta a aprendizagem.§4° . pois não há necessidade de cursos especializados para sua execução. apenas com o objetivo de reduzir despesas trabalhistas e previdenciárias. cujo valor deve levar e m consideração a natureza do ilícito.CLT) e suprimir direitos empregatícios. bem como o comprometimento do bem jurídico violado.CLT). sendo suficiente a caracterização do prejuízo em potencial. FRAUDE NA CONTRATAÇÃO DE APRENDIZES A caracterização do contrato de aprendizagem exige inscrição em programa de aprendizagem e atividade que assegure formação técnico-profissional compatível com o desenvolvimento do aprendiz (art.598/2005.347/1985).IV e 7° . pecuniária (artigo 3° . a gravidade da lesão.Lei 7.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 80 48. o que implica numa indenização.

§4° ). necessariamente. não há atividades teóricas e práticas de forma simultânea e metodicamente organizadas. Não se pode utilizar dessa norma para fraudar relações trabalhistas e suprimir direitos empregatícios. que justifiquem a inserção desses jovens no mercado de trabalho sem uma gama de direitos previstos no regime de contrato de emprego. da CF. uma vez que as atividades desenvolvidas pelos supostos aprendizes não demandam qualquer formação técnico-profissional. pois não há necessidade de cursos especializados para sua execução. Essa formação é proporcionada pelos Serviços Nacionais de Aprendizagem. que a formação do aprendiz deve. Ocorre que as entidades acima citadas estão intermediando aprendizes para o exercício de atividades sem qualquer correlação teórica com algum curso. ou seja. determina que. Escolas Técnicas de Educação ou por entidades sem fins lucrativos que tenham por objetivo a assistência ao adolescente e à educação profissional (artigo 430). sendo-lhe assegurada formação técnico-profissional metódica compatível com o seu desenvolvimento (art. que regulamenta a aprendizagem. . III). ao prever o programa de aprendizagem. proporcionar capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho (artigo 7° . por meio de cursos específicos e diferenciais. A legislação brasileira apenas permitiu a supressão de alguns direitos no contrato de aprendizagem. como exigido pela lei (artigo 428.598/2005. sob pena de ofensa aos artigos 1° . O Decreto 5.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 81 49. deve o maior de 14 anos ou menor de 24 anos ser inscrito em programa de aprendizagem. o que não ocorre no caso . determina. que deve ser de boa qualidade. de forma a preparar os jovens contratados para uma determinada profissão. IV e 7° . FRAUDE NA INTERMEDIAÇÃO DE APRENDIZES Fundamentação jurídica – (em geral) A CLT. 428). para se caracterizar o contrato de aprendizagem. com o objetivo de privilegiar a formação profissional dos jovens.

P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 82 50. no tocante aos centros universitários.773/063. . segundo o qual “o regime de trabalho docente em tempo integral compreende a prestação de quarenta horas semanais de trabalho na mesma instituição.786/064 impõe que os mesmos tenham um quinto do corpo docente Tal decreto “dispõe sobre o exercício das funções de regulação. desde já. deve se submeter à fiscalização pelos órgãos trabalhistas. ao definir as universidades. em seus incisos II e III. Por seu turno. nele reservado o tempo de pelo menos vinte horas semanais para estudos. 20 horas semanais. observados os requisitos de constitucionalidade. O tema possui dois aspectos: um de natureza educacional. parágrafo único. 9. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 1º. o professor pode ficar em sala de aula por. que a legislação que rege o ensino nacional apresenta dispositivos que repercutem no âmbito das relações de trabalho. é de se depreender que no tempo integral (40 horas semanais). com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado e de um terço em regime de tempo integral. pelo menos. que prevê regime de contratação compulsória de pessoas com deficiência). outro de índole trabalhista. pesquisa. pelo art. correção e preparação de provas etc). da Lei Maria da Penha (que trata da garantia de emprego à mulher que sofra violência doméstica) etc. Da leitura do indigitado dispositivo. COTAS DE PROFESSORES NAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR (UNIVERSIDADES E CENTROS UNIVERSITÁRIOS) Esclarece-se. 52. 5.213/91. sendo que as demais horas (no mínimo. os 50 % restantes) serão destinadas a atividades extraclasses (pesquisa. anuncia. em seu art. do Decreto n. o Direito do Trabalho não apresenta como fonte apenas a CLT nem sua legislação complementar específica. aí incluído o Ministério Público do Trabalho. o art. trabalhos de extensão. Com efeito. planejamento. supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino”. a definição de tempo integral é fornecida.394/96). o regime de cotas adotado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 5. do Decreto n. Outras normas também influenciam esse ramo do direito. a exemplo da Lei Previdenciária (art. atualmente. Por sua vez. a ser verificado pelo próprio MEC. 9. planejamento e avaliação”.394/96) e por outros instrumentos normativos do MEC. 93 da Lei 8. parágrafo único. que o corpo docente das universidades deve ser composto de um terço. 3 4 Tal decreto “dispõe sobre os centros universitários e dá outras providências”. no máximo. 69. a ser tratado pelos órgãos de fiscalização do trabalho. Consoante se verá adiante.

bem como o art. em sua totalidade. para reposição de conteúdo etc. o professor horista só deve ser admitido em situações anômalas. verifica-se que há. cumulativamente. não sendo remunerados pelas atividades executadas fora da sala de aula). Portanto. a outra concernente ao regime de trabalho semanal. 52. incisos II e III da LDBE (Lei n. de professores horistas (os quais recebem apenas pelas horas-aulas ministradas. Tal exigência é imposta no art. de maneira contínua. merecendo. pelo menos.773/06.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 83 em regime integral (40 horas semanais) e um terço. . parágrafo único. Nesse ponto. 273. pelo menos. com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado. a teor dos documentos anexados (relatórios de fiscalização dos órgãos de inspeção do Ministério da Educação). A propósito. do Decreto n. Para configuração do dito regime é preciso. No tocante à cota de professores titulados.. . 4º da Resolução n. 5.394/96). a exemplo do professor contratado pela IES para aula de reforço. dois tipos de cotas de professores de Instituição de Ensino Superior (IES): uma referente ao número de professores titulados. na qualidade de instituição de ensino superior (universidade). DA ANTECIPAÇÃO DA TUTELA Estão presentes todos os requisitos para a concessão de tutela antecipada. tanto com fulcro no art. aliás. da Câmara de Educação Superior. Da leitura da legislação de ensino. nem tampouco possui em seu corpo docente o equivalente a um terço de professores em regime de tempo integral. que apenas um sexto do quadro docente da Ré detém titulação de mestre ou doutor (fls. Existe. do Conselho Nacional de Educação. sem vínculo empregatício. não está cumprindo a legislação de ensino nacional. é de bom alvitre ressaltar que não é a simples contratação de 40 h/a semanais que caracterizará o regime integral do professor nos termos da legislação vigente. 69. portanto. porquanto não apresenta em seu quadro docente o equivalente a um terço de professores titulados (mestres ou doutores). que pelo menos 50 % (ou 20 h/a) da carga horária semanal sejam destinados a atividades extraclasses. a preparação das aulas que lecionará). ainda. basicamente. de mestres ou de doutores. repreensão por parte do Poder Judiciário. restou suficientemente comprovado que a Ré vem. o material probatório colhido durante a instrução do inquérito civil revela que o corpo docente da instituição ré é composto. que não envolvam outras tarefas fora da sala de aula (exceto. ficou claramente demonstrado pelo conjunto probatório constante do inquérito civil (ora acostado). Como se sabe. caso em que se observa que a Acionada os remunera menos do que eles efetivamente trabalham. que a Ré. constata-se. segundo o qual o corpo docente de cursos de pós-graduação lato sensu deverá ser composto de 50%. naturalmente. 1/07. No caso ora tratado. 9. violando flagrantemente as disposições do art. cota de professores titulados a ser cumprida nos cursos de especialização (pós graduação lato sensu).. 461 do Código de Processo Civil. constantes do Inquérito Civil Público instaurado no âmbito desta Procuradoria do Trabalho (autos anexados). quanto no art. do inquérito civil).

998/90. reversível ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).773/06. todos constantes do inquérito civil ora anexado. incisos II e III. 9. para que a Ré se abstenha. 7. Portanto. permaneça. 52. o Parquet vem pleitear a concessão da antecipação da tutela. porquanto não há qualquer dificuldade para se constatar que a postura adotada pela Ré viola diretamente o art. 5. Por sua vez. instituído pela Lei n.000.00 (xxx mil reais). prejudicando cada vez mais os trabalhadores da área de ensino. de forma contínua. Pelo descumprimento requer o Autor seja fixada multa equivalente a R$ x. . do Decreto n.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 84 A prova inequívoca está materializada nos relatórios de fiscalização promovidos pelos órgãos do MEC. 52. O farto acervo documental possibilita a plena compreensão dos fatos narrados nesta exordial. há verossimilhança nas alegações autorais. assim. II e III da Lei n. de imediato.394/96. O fundado receio de dano irreparável está patente. da Lei n. como também a qualidade do ensino superior. 9. porquanto se mostra perfeitamente provável que a Ré continue contratando professores sem a observância dos limites legais previstos nos dispositivos legais supracitados. notadamente por estarem tais alegações amparadas por normas expressas. bem como o art. bem como nos depoimentos e confissão do diretor da empresa Ré.394/96. para cada contratação efetuada sem a observância dos percentuais legais acima descritos. 69. e. parágrafo único. de proceder a novas contratações de professores que não sejam voltadas a preencher os limites legais descritos no art.

P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 85 51. HORAS DE PRONTIDÃO E HORAS DE SOBREAVISO 53. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 52. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO .

o promovido continuará lesando. Nesse sentido. em virtude de regramento específico no microssistema de tutela coletiva. portanto. apoiado nos arts. com brevidade e expediência. o juiz poderá conceder o mandado liminar. Presentes. portanto. Sendo o relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. na Constituição da República. 2) as pretensões deduzidas se revestem de indiscutível plausibilidade jurídica. em conseqüência. o “perigo da demora” e a “fumaça do bom direito”. inclusive. com ou sem justificação prévia. impunemente e por tempo indefinido. 461 e 461-A) e os relativos às medidas cautelares devem ser aplicados com reserva.00 por trabalhador encontrado em situação irregular. normas de ordem pública e de caráter cogente e indisponível. sob pena de multa diária. Urge. ordenado ao réu o cumprimento imediato.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 86 DA ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA DE MÉRITO Modelo 1 .347/1985. a eficácia ou efetividade da futura tutela de mérito. os requisitos para o deferimento de antecipação da tutela acham-se conjugados e integralmente satisfeitos. na Consolidação das Leis Trabalhistas e na legislação infraconstitucional correlata. dezenas (ou centenas) de empregados. 4) há fundado receio de que o retardamento do desfecho do litígio. pois. indispensáveis a concessão da medida liminar. a cessação das práticas ilícitas ora combatidas. colhida durante a diligência realizada pelo MPT e pela DRT (peças anexas). é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. comprometa. das seguintes obrigações (de fazer e não fazer): Modelo 2 .000. em caso de ampliação de seu quadro de pessoal. atingir outras pessoas que vierem a ser submetidas às mesmas condições de trabalho. provocado pelo costumeiro esgotamento das vias recursais. o artigo 84 (e parágrafos) do Código de Defesa do Consumidor preceitua que na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer. que esse douto Juízo. XXX e XXX). Em síntese.. podendo. 12 da Lei 7347/85. O fumus boni iuris consiste na . 461 do CPC e 84 do CDC. conceda medida liminar.No caso sob exame. 3) os fundamentos da demanda e os pedidos ora formulados ostentam inegável relevância.. Cabe alertar que os requisitos da tutela de urgência do Código de Processo Civil (tutela antecipada comum e tutela inibitória – artigos 273. isso porque: 1) os fatos alegados foram evidenciados por prova inequívoca. sob pena de multa diária de R$ 2. se não for imposta. em larga escala.DA TUTELA DE URGÊNCIA Segundo o artigo 12 da Lei n... . O periculum in mora reside no descumprimento de disposições mínimas estabelecidas em Convenções Internacionais ratificadas pelo Brasil (n. para que sejam antecipados os efeitos da tutela de mérito e. 7.

reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (Lei 7347/85. O certo seria eu separar os pedidos liminares dos definitivos. reversível ao FAT. mas eu achei que para estudar seria melhor manter a unidade temática. vier a ser submetido a alguma das práticas ilícitas combatidas nesta ACP.00 (quinhentos mil reais). das seguintes obrigações (de fazer e não fazer): II promovido: EM CARÁTER DEFINITIVO. o Ministério Público do Trabalho requer I . art.ao cumprimento de todas as obrigações de fazer e não fazer descritas no item 1.O deferimento de MEDIDA LIMINAR.. para que sejam antecipados os efeitos da tutela de mérito e.00 (monetariamente atualizável).P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 87 PEDIDOS COLEGAS. sob pena de multa diária de R$ 2. . doravante.000. Então os pedidos LIMINARES E DEFINITIVOS ficaram juntos dentro do conjunto de pedidos de cada tema. sob pena de multa diária de R$ 2. afinal são muitos temas. .00 por trabalhador encontrado em situação irregular. 13).ao pagamento de indenização por dano moral coletivo de no mínimo R$ 500.000. por cada [ CUIDADO COM O CACÓFATO = “PORCADA”] empregado que.000. ordenado ao réu o cumprimento imediato. Ante o exposto. a confirmação da tutela de urgência e a condenação do . em conseqüência..

000.00 (quinhentos mil reais). requer o MPT: Liminarmente: 1. 3.000. chapéu de palha etc) aos seus empregados (NR 6). art. e) abstenção da prática de qualquer conduta que ponha em risco a vida ou a saúde de seus empregados. ordenado ao réu o cumprimento imediato. acarrete a frustração ou burla de direitos trabalhistas ou que importe em prestação de trabalho em condições degradantes. O deferimento de MEDIDA LIMINAR. doravante. ao cumprimento de todas as obrigações de fazer e não fazer descritas no item 1. 4. reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (Lei 7347/85. .00 (monetariamente atualizável). d) observância do limite da jornada normal. 59 e 61). o pagamento de indenização por dano moral coletivo de no mínimo R$ 500.00 por trabalhador encontrado em situação irregular. sob pena de multa diária de R$ 2. das seguintes obrigações (de fazer e não fazer): a) oferecimento de alojamentos seguros e em condições sanitárias adequadas aos seus empregados (NR 21). para que sejam antecipados os efeitos da tutela de mérito e. Definitivamente: 2. sob pena de multa diária de R$ 2.000. Manutenção da medida liminar requerida. reversível ao FAT.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 88 1 – TRABALHO DEGRADANTE PEDIDOS (TRABALHO DEGRADANTE): Ante o exposto. vier a ser submetido a alguma das práticas ilícitas combatidas nesta ACP. b) fornecimento gratuito de equipamentos de proteção individual (calçados. ressalvados os casos de prorrogação admitidos em lei (CLT. 13). em consequência. c) fornecimento de água potável aos seus empregados (NR 24). luvas. por cada empregado que. arts.

com o registro dos respectivos contratos de trabalho e anotação da CTPS dos mesmos (pedido a ser feito se não houver anotação da CTPS).. sem a ouvida da parte contrária. até a total adequação do meio ambiente do trabalho ao preceituado na NR respectiva (ex.. vencidos e proporcionais. cujo valor não deve ser inferior a R$ . e) Pagamento das verbas rescisórias aos trabalhadores representados. f) Condenação da(s) Reclamada(s) no pagamento de indenização por dano extrapatrimonial coletivo. NR-31. oficiandose aos CRI´s respectivos. para decretar a interdição do estabelecimento da(s) Reclamada(s). vencidos e proporcionais. c) Reconhecimento da relação de emprego entre a Reclamada e os empregados “representados” na presente ação. bem com a condenação por dano moral coletivo. sem a ouvida da parte contrária. de tutela antecipada. férias com adicional de 1/3. consubstanciadas em aviso prévio. saldo de salários e FGTS com indenização de 40%. d) Rescisão indireta dos contratos de trabalhos dos trabalhadores “representados”. b) A concessão.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 89 2 – TRABALHO ESCRAVO Ante ao exposto postula. referente a atividade rural). para decretar a indisponibilidade dos bens da(s) Reclamada(s). a) A concessão. Quanto aos ativos financeiros. do Banco Central do Brasil. suficientes para fazer frente aos créditos trabalhistas objeto da presente ação. a indisponibilidade deve ser decretada por meio do Sistema Bacen-Jud.. 13º salário. . para que procedam aos registros respectivos. cujo montante deverá ser revertido ao FAT. de tutela antecipada.

qualquer forma de avaliação durante o processo seletivo. a ser arbitrada pelo Juízo na forma do artigo 1553 do CC. reversível ao FAT.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 90 3 – CONDUTA DISCRIMINATÓRIA Em face do exposto.000.00.00. nos termos do art. a cominação de multa pecuniária de R$ 1. inclusive através de prepostos. A condenação da EMPRESA RÉ à indenização por dano moral aos interesses difusos e coletivos dos empregados. inclusive. ascendência nacional ou origem social que tenha por efeito destruir ou alterar a igualdade de oportunidades ou de tratamento em matéria de emprego ou profissão”. sexo. reversível ao FAT . por empregado prejudicado e por dia de descumprimento. no sentido de abster-se. requer o MPT: Liminarmente: Concessão de tutela antecipada. senão a verificação da aptidão profissional do candidato para a execução das funções que irá desenvolver na empresa. de “toda distinção. Definitivamente: Manutenção da medida liminar requerida. corrigida monetariamente até o efetivo recolhimento em favor do FAT. opinião política. 7347/85. 3º). exclusão ou preferência fundada na raça. Na hipótese de descumprimento. corrigidos monetariamente. Na hipótese de descumprimento da decisão. cominação de multa diária de R$ 1. 13 da Lei antes citada. religião. por empregado prejudicado e por dia de descumprimento. com imposição à EMPRESA RÉ de obrigação de não fazer.000. apurada por uma condenação em dinheiro (Lei n. cor.

querendo. a dispensa do pagamento de custas. especialmente inspeção judicial. por seu representante legal. Local e data Procurador do Trabalho . à medida que as vagas forem naturalmente surgindo. sob pena de revelia e os efeitos daí decorrentes. para.347/85. nos termos do art. nos termos da lei. do Código de Processo Civil.000. da Lei Complementar 75/93. e do art. a ser revertida ao FAT.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 91 4 – DISCRIMINAÇÃO DE DEFICIENTES Diante do exposto. §2º. cujo valor será revertido ao FAT. a parte ré seja obrigada a adequar o seu ambiente de trabalho às especificidades das deficiências dos empregados contratados. cujo valor será revertido ao FAT. no valor de R$ XXXX. com a condenação da parte ré na obrigação de preencher. o Ministério Público do Trabalho requer: a) seja julgada a presente ação procedente. tais como DRT e INSS.00 (quinhentos) reais por cada obrigação de adequação descumprida.298 com trabalhadores beneficiários da Previdência Social ou pessoas com deficiência habilitadas. à vista do disposto no art.00 (cinco mil) reais por cada vaga não preenchida. emolumentos e outros encargos. depoimento pessoal do réu e outras a serem indicadas oportunamente. h. a notificação pessoal e nos autos dos atos processuais praticados no presente feito. 18. testemunhal. documental. 236. Atribui-se à causa o valor R$ XXXXX. II. a citação da parte ré. o percentual previsto no art. 18 da Lei 7. no prazo legal. contestar o pedido feito na exordial. sob pena de ser aplicada multa equivalente a R$ 500. independentemente de outras multas que porventura sejam cobradas por outros órgãos. tais como DRT e INSS. pericial. sob pena de ser aplicada multa equivalente a R$ 5. a condenação da parte ré ao pagamento de indenização por dano moral coletivo. a condenação da demandada nas custas processuais. 36 do Decreto nº 3. independentemente de outras multas que porventura sejam cobradas por outros órgãos. b) c) d) e) f) g) Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admissíveis.

abaixo solicitados em caráter definitivo. Determine que a empresa realize treinamentos e cursos de formação para que até 2012 30% dos cargos intermediários e de chefia sejam ocupados por mulheres.000. treinamentos e cursos de formação para que até 2014 os cargos intermediários e de chefia ocupados por mulheres sejam proporcionais à POPULAÇÃO FEMININA BRASILEIRA ECONOMICAMENTE ATIVA de 2014. e que pague multa no valor de R$ 25. recebendo 30% da folha de pagamento.00 por danos morais coletivos reversíveis ao FAT. com vistas a se atingir o marco de pelo menos 30% de mulheres em seus quadros.00.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 92 5 . 4. promova. que este respeitável juízo 1. sejam efetivamente alcançados. Determine que a empresa.000.DISCRIMINAÇÃO DE MULHERES PEDIDOS LIMINARES O órgão do Ministério Público do Trabalho requer em caráter liminar. EXTINGUINDO dos seus quadros a prática discriminatória na PROMOÇÃO DAS MULHERES 5. e em 4 anos (até 2014) que o quadro de mulheres empregadas tenha estrita correspondência com os índices oficiais e nacionais da POPULAÇÃO FEMININA ECONOMICAMENTE ATIVA da época. CONDENE a ré a pagar a multa de R$ 500. 7. que este respeitável juízo 1. fazendo com que a folha de salário das mulheres tenha a mesma proporção de sua participação no quadro da empresa. para cada nova contratação de EMPREGADO HOMEM. DIMINUINDO desta forma a prática discriminatória na PROMOÇÃO DAS MULHERES 3. Determine que a empresa promova contratações. 30% de mulheres em 2012. IMPONHA à RÉ o cumprimento de obrigação de não-fazer. 6. Determine que até 2012 a política REMUNERATÓRIA e DISCRIMINATÓRIA deixe de ser praticada. no sentido de cessar imediatamente sua prática INDIRETA DE DISCRIMINAÇÃO SEXISTA (DISCRIMINAÇÃO INDIRETA). Determine a manutenção da tutela antecipada concedida. até que os índices de presença feminina na empresa. . 2. Determine que até 2014 a política REMUNERATÓRIA da empresa demonstre perfeita equivalência entre a população feminina empregada e o montante da remuneração percebido pelas mulheres. PEDIDOS DEFINITIVOS O órgão do Ministério Público do Trabalho requer em caráter definitivo. nos próximos 2 anos (até 2012). a CONTRATAÇÃO de mulheres.

4) a citação da ré para.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 93 6 – DISCRIMINAÇÃO DE NEGROS Em face do exposto. requer o MPT: Liminarmente: A imposição de obrigação de não fazer à empresa-ré. 5) a condenação da ré ao pagamento das despesas processuais. nos termos do art.00 (dez mil reais) pelo descumprimento de qualquer das obrigações acima por empregado prejudicado. cujo pagamento ficará a cargo da ré que der ensejo ao inadimplemento. notadamente em virtude de raça e cor em relação a seus empregados ou candidatos a emprego. a indenização de R$ 10. reversível ao Fundo de Amparo do Trabalhador — FAT. reversível ao FAT. instituído pela Lei n.000. querendo. Definitivamente: 1) Manutenção da medida liminar requerida. 13 da Lei n.00 pelo descumprimento em relação a cada empregado. consistente em abster-se de praticar qualquer conduta discriminatória com fundamento em preconceito de qualquer natureza. 2) A condenação da empresa-ré a pagar. 3) a fixação de multa diária (astreinte) de R$ 10.00 (dez milhões de reais).000. apresentar defesa.000. 7. quanto durante o pacto laboral e após o seu término. 7.998/90.000.347/85. . pelo dano moral coletivo decorrente da lesão por ela genericamente causada. fixando-se multa de R$ 10. sob pena de revelia e confissão. aplicando-se a obrigação tanto no ato de admissão. prosseguindo o feito até decisão final.

000. a aplicação de multa diária (astreintes) no valor de R$ 10.347/85. na forma do art. a não demissão de seus quadros dos empregados que atingem determinada faixa etária. por atendidos os pressupostos legais. Definitivamente: Isto posto. qual seja. condenar a ré nas custas e demais despesas processuais. em caso de descumprimento das obrigações constantes das alíneas anteriores.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 94 7 – DISCRIMINAÇÃO DE IDOSOS Dos pedidos: Liminarmente: Dessa forma. a ser revertida ao FAT. requer o Ministério Público do Trabalho a concessão de liminar inaudita altera pars. 13 da Lei n° 7. o MPT requer seja julgado procedente o pedido. que a empresa ré se abstenha (obrigação de não fazer) de desligar de seus quadros os empregados que atingem determinada faixa etária. condenar a empresa ré na obrigação de não fazer.00 por trabalhador lesado. a condenação dos réus na multa de R$ 5. para o fim de: a) b) c) d) confirmar in totum a medida liminar (provimento antecipatório) postulada.00 por trabalhador lesado. condenar a empresa ré a se abster de proceder a condutas discriminatórias em razão da não admissão em seus quadros de trabalhadores idosos.000. e) . para que seja determinada: a) b) c) que a empresa ré se abstenha (obrigação de não fazer) de realizar condutas discriminatórias em razão da não admissão em seus quadros de trabalhadores idosos.

287 e 461 do CPC. outrossim. requer as conversões das tutelas inibitórias e antecipadas deferidas em definitivas. Requer. e que a empresa se abstenha de atos pré-contratuais ou contratuais que busquem identificar a opção sexual do trabalhador. b) a concessão de tutela antecipada para que a EMPRESA se abstenha de promover demissões imotivadas ou motivadas. §4º. nos termos do art. promovendo a imediata reintegração dos artífices aos quadros da empresa. o Órgão Ministerial subscritor requer: a) a concessão da tutela inibitória para que. restando a cargo de V. e que as demissões levadas a cabo sob tais argumentos. do CPC. a fixação de multa pelo descumprimento da obrigação de não fazer. Por fim. DOS PEDIDOS Quanto à discriminação pela opção sexual. até ulterior decisão de mérito. estas sob o argumento de incontinência de conduta do trabalhador. que a empresa seja condenada ao pagamento de DANO MORAL COLETIVO. 186 e 927 do Código Civil. 461. tudo conforme os arts. com o pagamento dos consectários e verbas contratuais em atraso. tudo nos termos do art. com fulcro nos arts. fixando multa pelo descumprimento das obrigações de fazer e de não fazer. inclusive com o arbitramento de multa pelo descumprimento das obrigações aqui requeridas. considerando o art. 273. uma vez presentes os requisitos legais. sejam suspensas. 461. nos termos do art. 944 do Código Civil como parâmetro. do CPC a EMPRESA se abstenha de incluir no processo seletivo ou na avaliação periódica dos empregados o item ou cláusula questionando sobre a opção sexual do obreiro. pelo ilícito praticado contra os obreiros discriminados e contra o mercado de trabalho. §3º. pagando-lhes as verbas contratuais trabalhistas em atrasos. e no mérito. que a EMPRESA readmita os trabalhadores vítimas da discriminação por conta da opção sexual.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 95 8 – DISCRIMINAÇÃO DE HOMOSSEXUAIS DO PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA E DA TUTELA INIBITÓRIA Ante o exposto. incisos e parágrafos do CPC. garantindolhes o retorno à função e cargo que ocupavam antes da rescisão abusiva a ser reconhecida. .Exa a fixação do “quantum”.

Sinalizar os espaços confinados. A manutenção das medidas liminares requeridas. 6. Construir refeitório condizente com as normas expedidas pelo MTE (NR 24). A condenação da EMPRESA RÉ ao pagamento de indenização por dano moral coletivo. Instalar equipamentos de refrigeração nos locais de trabalho. 2. além de separá-los para empregados do sexo masculino e feminino. INAUDITA ALTERA PARTE. Distribuir uniformemente os equipamentos de iluminação. para que a EMPRESA ré seja determinada a: 1. 2. 5. MEIO AMBIENTE DO TRABALHO INADEQUADO Considerando que a saúde dos trabalhadores está exposta a perigo e que a demora em cessá-los pode resultar em inúmeros acidentes de trabalho (periculum in mora). Implantar o PPRA. além de que todo o relato encontra-se documentado nos laudos da inspeção realizada por agentes dotados de fé pública (fumus boni iuris). REQUER ainda o MPT. identificar e apresentar seus riscos e implementar programa de gestão e segurança e saúde no trabalho em espaços confinados. corrigido monetariamente até o recolhimento.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 96 9. Construir sanitários em número suficiente a respeitar a quantia mínima de 1 sanitário para cada 20 trabalhadores. 4. em favor do FAT. 3. REQUER o MPT a ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA. a fim de que tome conhecimento da decisão liminar que vier a ser proferida e verifique periodicamente seu cumprimento. no valor de XXX. . nos termos da NR 33. DEFINITIVAMENTE: 1. REQUER também o MPT a expedição de ofício à Superintendência Regional do Trabalho.

P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 97 10. condenar o Réu na obrigação de não-fazer para que se abstenha de transportar os trabalhadores em caminhões paus-de-arara. confirmando-se os efeitos da antecipação da tutela jurisprudencial.00 por infração.00 por trabalhadores transportado nessas condições destinada ao FAT. observando-se as normas constantes na NR 06 do MTE. em caso de descumprimentos das obrigações acima descritas. condenar o Réu na obrigação de fazer consistente em fornecimento de transporte nos termos do regulamentado pelo CONTRAN. inclusive no que se refere à orientação e treinamento. imediatamente. . sob pena de multa de R$ 50.000.000. requer o MPT: Liminarmente: a) nos termos do item xx da causa de pedir. c) nos termos do item xx da causa de pedir.000. sob pena de multa diária por trabalhador de R$ 5. TRABALHADORES SEM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E TRNASPORTADOS EM PAUS-DE-ARARA Em face do exposto. todos os equipamentos de proteção individuais.00 destinada ao FAT. b) nos termos do item xx da causa de pedir. b) A cominação de multa (astreintes) de R$ 5. condenar o Réu na obrigação de fazer para que forneça.000. sob pena de multa diária de R$ 5. Definitivamente: a) Requer-se a condenação definitiva do réu nas obrigações acima descritas.00 destinada ao FAT.

d) condenar a empresa ré ao pagamento de indenização por dano moral coletivo. observar o limite legal de 10 (dez) horas diárias. . nos termos do art.00 (um mil reais) por trabalhador lesado. reduzindo a jornada de trabalho a 08 (oito) horas diárias e. 13 da Lei n. Definitivamente: Seja julgado procedente o pedido para o fim de: a) confirmar in totum a medida liminar requerida. reduzindo a jornada de trabalho a 08 (oito) horas diárias e.000. c) condenar a empresa ré ao pagamento de todas as horas extraordinárias laboradas além da oitava hora. verbas estas em montante a serem apuradas em liquidação e execução do julgado.000. em caso de prorrogação de jornada. b) aplicação de multa diária (astreintes) no valor de R$ 1. f) condenar a empresa ré nas custas e demais despesas processuais.00 (cem mil reais). e) condenar a empresa ré. na multa do valor de R$ 1. nos termos do art. férias. no montante de R$ 100. etc. observar o limite legal de 10 (dez) horas diárias. a ser revertida ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. acrescidas do acréscimo constitucional e suas repercussões nas demais verbas trabalhistas.347/85 (LACP). em caso de prorrogação de jornada. em razão da prática reiterada de conduta antijurídica em detrimento de uma coletividade de trabalhadores. incluindo no cômputo da jornada o tempo gasto no deslocamento da residência ao local de prestação de serviços e o trajeto de volta. a ser revertida ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. Em face do exposto.000. 13 da Lei n. em caso de descumprimento de quaisquer das obrigações ora impostas. incluindo no cômputo da jornada o tempo gasto no deslocamento da residência ao local de prestação de serviços e o trajeto de volta. requer o MPT: Liminarmente: a) a imediata alteração do horário de jornada de trabalho dos empregados da empresa ré. 13º salário. JORNADA DE TRABALHO DE 11 HORAS COM HORAS IN ITINERE NÃO PAGAS.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 98 11. b) condenar a empresa ré na obrigação de fazer a imediata alteração do horário de jornada de trabalho de seus empregados. como descanso semanal remunerado. 7.00 (um mil reais) por trabalhador lesado.347/85 (LACP). 7.

29 da CLT.) – pedido válido também em antecipação de tutela.. consoante art. nos termos do art. e efetuar o registro de seus empregados em livros. .P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 99 12. 41 do mesmo diploma legal.. ficha ou sistema eletrônico. TRABALHADORES SEM CTPS ANOTADAS Pedido Requer(. a) efetuar o registro da CTPS de seus empregados.

HORAS EXTRAS NÃO PAGAS PEDIDO LIMINAR E PEDIDO DEFINITIVO: Requer seja determinado o imediato pagamento dos salários pagos abaixo do mínimo legal. REMUNERAÇÃO ABAIXO DO MÍNIMO. fundamento da República Federativa do Brasil.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 100 13. bem como das horas extras não pagas. efetivando o princípio fundamental da dignidade da pessoa humana. diante do caráter alimentar dessas prestações. .

nos moldes do art. A imposição da obrigação de fazer à empresa-ré.347/85.000. . consistente em conceder os intervalos intra e interjornada. sob pena de multa diária no importe de R$1. INTERVALOS DE ALMOÇO DE 15 MINUTOS E INTERVALOS INTER JORNADAS DE 10 HORAS. reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT. A condenação da empresa-ré na obrigação de fazer. b. consistente em observar os prazos legais relacionados aos descansos intra e interjornada. sob pena de multa diária de R$1. Manutenção da tutela antecipada concedida. 13 da Lei n° 7.000.00 por trabalhador encontrado em situação irregular.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 101 14.00 por trabalhador encontrado em situação irregular. Definitivamente: a. Liminarmente: a.

000. realizados de forma não eventual. B) Que a Y-Ré seja condenada na obrigação de não-fazer de abster-se imediatamente de contratar empresas interpostas para a realização de serviços que. TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA Em face do exposto. assegurando-se a integração do trabalhador na empresa. sejam essenciais à dinâmica empresarial e à consecução dos objetivos sociais da Y-Ré. a fim de que usufrua dos direitos trabalhistas. reversível ao FAT. onerosa e subordinada. reversível ao FAT.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 102 15.00 (cinco mil reais). passando a prover esse tipo de mão-de-obra nos moldes previstos na CLT. sob pena de multa diária de R$5.00 (cinco mil reais). para prestação de serviços que. por trabalhador irregularmente fornecido. por trabalhador contratado irregularmente. onerosa e subordinada. ou seja. realizados de forma não eventual. pessoal. de fornecer mão-de-obra de trabalhadores a Y-Ré em fraude à lei. sejam essenciais à sua dinâmica empresarial e à consecução de seus objetivos sociais. . imediatamente. requer o MPT: Liminarmente/Definitivamente: A) Que a X-Ré seja condenada na obrigação de não-fazer de abster-se. sob pena de multa diária de R$5. com vinculação direta a seus quadros funcionais. sociais e os específicos da categoria profissional correspondente.000.

As multas. as tomadoras dos serviços. e as demais rés. a cooperativa. bem como da sentença definitiva..00 (xxx mil reais). quanto aquela devida pelas tomadoras R$ x. 2.000.998/90.00 (xxx mil reais). sob o manto fraudulento da suposta “cooperativa”. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou.998/90. o fundado receio de dano irreparável está patente. requer-se a Vossa Excelência: 1. antecipar. posto que.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 103 16. tanto com supedâneo no art. por dia de vigência da contratação e R$ x. instituído pela Lei n. através da cooperativa.” ) Também.. (“Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer. 3. se abstenham de imediato e em definitivo de contratarem a prestação de serviços através de empresas estruturadas como cooperativas de prestação de serviços. requer a concessão da antecipação da tutela. pessoas físicas. 273. 7. se abstenha de imediato de intermediar a colocação de mão-de-obra. 273 do Código de Processo Civil. total ou parcialmente.000. se abstenha incontinenti e em definitivo de intermediar a colocação de mão-de-obra. quanto no art. as tomadoras dos serviços. 461 do Código de Processo Civil: A prova inequívoca da verossimilhança das alegações está materializada nos relatórios de fiscalização promovidos pela DRT/PR. está angariando novos tomadores de serviços. Para condenar os réus solidariamente no pagamento das indenizações fixadas pelo juiz. a cooperativa. Seja deferida a antecipação de tutela. 461 do mesmo estatuto processual. para cada contratação efetuada pela primeira ré.00 (xxx mil reais). pede o Ministério Público do Trabalho sejam reversíveis ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).00 (xxx mil reais) para cada empregado contratado pelas tomadoras. instituído pela Lei n. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou mediante justificação prévia. para cada contratação efetuada pela primeira ré. pede o Ministério Público do Trabalho sejam reversíveis ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).000. 7. a todo momento a primeira ré (“cooperativa”). 6. com o fito de que a primeira ré. desde que existindo prova inequívoca se convença da verossimilhança da alegação e haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. por cada trabalhador “associado” ou “cooperado” encontrando irregularmente. tanto aquela devida pela cooperativa R$ x. A medida liminar poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo. se abstenham de imediato de contratarem a prestação de serviços através de empresas estruturadas como cooperativas de prestação de serviços. 4. as tomadoras dos serviços. a cooperativa. conforme dispõe o art.000. quanto aquela devida pelas tomadoras R$ x.00 (xxx mil reais). determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. sob o manto fraudulento da suposta “cooperativa”. sob pena do pagamento de multa diária. Portanto. para que a primeira ré. Por fim. requer. e as demais rés. e conseqüentemente. . Para condenar os outros réus. DO PEDIDO Em razão do exposto.000. por dia de vigência da contratação e R$ x. se abstenham incontinenti de contratarem a prestação de serviços através de empresas estruturadas como cooperativas de prestação de serviços. Pelo descumprimento da obrigação de abstenção. se abstenha de imediato de intermediar a colocação de mão-de-obra. § 3º Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. FRAUDO COOPERATIVA DA ANTECIPAÇÃO DA TUTELA A matéria comporta o pedido de tutela antecipada.000. objeto do deferimento do pedido de antecipação da tutela. em decisão fundamentada. 5. arregimentando novos “associados” para submeter a esta empreitada fraudulenta.000. para que se abstenham de constituir ou gerenciar cooperativas de mão-de-obra. As multas. 7. a requerimento da parte. citado o réu. também por dia de vigência do contrato de trabalho. consubstanciada em que a primeira ré.000. conforme prevista na nova redação do art. através da cooperativa. sem a ouvida da parte contrária.00 (xxx mil reais). Para reconhecer a relação como sendo de emprego. Para condenar os réus de forma conjunta ou individualmente. se procedente o pedido. A condenação das rés à obrigação de não fazer. também por dia de vigência do contrato de trabalho. (“O Juiz poderá. no pagamento de indenização moral coletiva a título de reparação pelos danos causados aos direitos difusos e coletivos dos trabalhadores. pede seja fixada multa equivalente a R$ x. Não se concederá a antecipação da tutela quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado.00 (xxx mil reais). e as demais rés.00 (xxx mil reais) para cada empregado contratado pelas tomadoras. Pelo descumprimento pede seja fixada multa equivalente a R$ x.’’) Estão presentes todos os requisitos para a concessão de tutela antecipada. sob o manto fraudulento da suposta “cooperativa”. 8. tanto aquela devida pela cooperativa R$ x. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. bem como na confissão dos diretores da primeira ré.

P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 104 .

00 (cinco mil reais) pelo descumprimento de qualquer das obrigações acima. privando-se. instituído pela Lei n. b) a condenação da EMPRESA a pagar. privando-se. . c) a fixação de multa diária (astreinte) de R$ 5.000.000. a indenização de R$ 1. por conseguinte.000. nos termos do art. reversível ao Fundo de Amparo do Trabalhor — FAT. de praticar ou tolerar o assédio moral em seu ambiente de trabalho. por conseguinte.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 105 17. 13 da Lei n. cujo pagamento ficará a cargo da ré.000. ASSÉDIO MORAL Do pedido de antecipação dos efeitos da tutela: Ante o exposto. o Ministério Público do Trabalho requer a antecipação dos efeitos da tutela para determinar: a) à EMPRESA que se abstenha de imputar apelidos ou outros constrangimentos a qualquer de seus empregados. cujo pagamento ficará a cargo da ré que der ensejo ao inadimplemento. no sentido de se abster de imputar apelidos ou outros constrangimentos a qualquer de seus empregados. reversível ao FAT.00 (hum milhão de reais). pelo dano moral coletivo decorrente da lesão por ela genericamente causada. 7. de praticar ou tolerar o assédio moral em seu ambiente de trabalho. reversível ao FAT. por empregado prejudicado. b) a fixação de multa diária (astreinte) de R$ 5. Do pedido definitivo: De conformidade com os fundamentos expendidos.347/85.00 (cinco mil reais) pelo descumprimento de qualquer das obrigações acima por empregado prejudicado.998/90. 7. o Ministério Público do Trabalho requer: a) a condenação definitiva da EMPRESA nas obrigações especificadas no pedido de antecipação dos efeitos da tutela.

P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 106 18. consistente na abstenção de efetuar revistas íntimas de seus empregados. com a cessação de qualquer prática de revista que importe em contato físico ou em exposição de partes do corpo de seus trabalhadores ou. ordenando à ré o cumprimento imediato de obrigação de não fazer. Definitivamente: Manutenção da medida liminar requerida. doravante. para que sejam antecipados os efeitos da tutela de mérito. bolsas e outros pertences de seus empregados. em abertura. condenando a demandada ao cumprimento da obrigação legal elencada no pedido de antecipação de tutela.00 por cada empregado que.000. REVISTA INTÍMA Em face do exposto. conferência ou exibição de carteiras. requer o MPT: Liminarmente: O deferimento de MEDIDA LIMINAR ANTECIPATÓRIA. ainda. sob pena de multa diária (reversível ao FAT) de R$ 1. vier a ser submetido à prática ilícita combatida nesta Ação. .

a título de dano moral coletivo. DANO MORAL COLETIVO Seja a ré condenada ao pagamento de R$ 7.000. . a reverter ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 107 19.000.00 (sete milhões de reais).

000. sob pena de pagamento de multa correspondente ao mesmo valor estabelecido no desconto. multiplicado pelo número de empregados atingidos pela norma coletiva. dos trabalhadores da categoria que não são filiados. fixando-se multa diária de R$5.00 (cinco mil Reais) por desconto indevidamente realizado. para que após o trânsito em julgado. serem devolvidos aos trabalhadores. CLÁUSULA E CONVENÇÃO COLETIVA NULA PEDIDO Ante o apresentado. os descontos ilegalmente efetuados. inaudita altera pars. . DEFINITIVAMENTE: d) a procedência do pedido de nulidade das cláusulas com efeitos erga omnes e ex tunc. cm juros e correções. o MPT requer: LIMINARMENTE: A concessão de tutela antecipada. conforme resultado da ação. reversível ao FAT e. f) imposição ao sindicato réu de obrigação de NÃO FAZER. c) O Sindicato Réu abstenha-se de arrecadar contribuições sindicais previstas em instrumentos normativos negociais. a fim de que: a) Sejam sustados os efeitos das cláusulas nº xxx da CCT/ACT celebrada pelas partes. ressalvada expressa autorização dos mesmos. a inclusão de cláusula instituidora de contribuição indevida.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 108 20. bem como de incluí-los nesses instrumentos. e) condenação do sindicato a devolver. b) Os descontos sejam depositados em juízo. reversível ao FAT. nas futuras negociações coletivas.

b) a pagar.000.00 por trabalhador prejudicado. o MPT pleitea a condenação definitiva da empresa. Do pedido definitivo: De acordo com os fundamentos indicados. enfim.00 a título de danos morais coletivos. no mínimo durante o período de doze meses. bem como ausência de punições p/ quem denunciar tais formas de assédio. junto a seus empregados. enfatizando a previsão de crime para o assédio sexual.000. quanto às questões pertinentes ao assédio moral e ao assédio sexual. de atos vexatórios e agressivos e de qq tipo de perseguição.000.347/85. c) a pagar. com publicações internas e impressões nos contracheques. b) realize campanha educativa. garantido. indenização de R$ 500.00. a multa diária de R$ 10. ASSÉDIO SEXUAL Do pedido de antecipação dos efeitos da tutela: Diante de todo o exposto. danos estes decorrentes das lesões genericamente causadas pela ré. . ainda. o MPT requer a concessão dos efeitos da tutela para determinar que: a) a empresa ré n submeta.00 por trabalhador que sofreu o assédio sexual. c) pague na hipótese de descumprimento de qq das obrigações arroladas. o sigilo do denunciante.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 109 21. o valor de R$ 20. resguardando-os de humilhações e constrangimentos. a título de danos morais individuais. como segue: a) nas obrigações especificadas no pedido de antecipação dos efeitos da tutela. garantindo-lhes tratamento digno e compatível com sua condição humana. nos termos do artigo 13 da Lei 7. acrescida de R$ 1.000. reversível ao Fundo de Amparo do Trabalhador – FAT. permita ou tolere que seus empregados sejam expostos a assédio moral e ao assédio sexual.

a quantia de R$ 200. corrigido monetariamente até o efetivo recolhimento em favor do FMDCA e publicarem. na primeira página de jornais de grande circulação. 12. o Rafael que fez o tema tema trabalho infantil enviou uma ACP MUITO COMPLETA.00 por cada menor encontrado em situação irregular. mantenham efetiva fiscalização de seus distribuidores no que tange à ilegal utilização. durante dois anos ininterruptos notas informativas à sociedade sobre a ilegalidade da exploração do trabalho infantil. Se alguém quiser os textos completos entrem em contato com ele. cujo conteúdo será fornecido pelo MPT. 2-pagarem. §§2º e 4º. a título de reparação pelos danos extrapatrimoniais causados à sociedade.000. requer o MPT: Liminarmente (art. 2. OLÁ Colegas. reversível ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA). utilizando o mesmo tamanho de destaque para as notícias. . sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 1000. diariamente.00 por cada menor encontrado em situação irregular. por estes. COM MUITOS PEDIDOS relativos ao Trabalho Infantil e eu achei por bem transcrevêtranscrevê-los para cá. reversível ao FMDCA.00. nos moldes do art. CLT.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 110 22. de mão-de-obra de menores sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 1000. 405. cada um dos réus. TRABALHO INFANTIL Em face do exposto. Definitivamente: 1-Manutenção da medida liminar requerida. LACP) que as rés: 1 abstenham-se de manter contratos com distribuidores que utilizem mão-de obra de menores de 18 anos ou menores com idade igual ou superior a 16 anos que não tiverem autorização.

Em seus Apontamentos sobre as ações coletivas. Teresa Arruda. assegurado ao juiz pelo disposto no art.347/85 – LACP – Lei da Ação Civil Pública – que legitima o Ministério Público a ajuizar ação de natureza cautelar. que. na defesa de interesses e direitos relevantes. Mais. o deferimento liminar de uma pretensão não impede que. Estabelece o Diploma Processual Civil que o Juiz poderá antecipar total ou parcialmente os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. o disposto no art. pois.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 111 22. se não pudesse o juízo garantir a continuidade de seu cumprimento. 5 da Lei no. determine ao Município: 1) O imediato resgate de todas as crianças e adolescentes que trabalhem ou exerçam atividades remuneradas na atividade do comércio ambulante (no . mesmo com pedido de concessão de liminar inaudita altera pars é admitido pelos autores e pela jurisprudência. Inaugura a ação coletiva uma forma mais vigorosa de prestação jurisdicional. como forma e por vezes único meio de possibilitar a satisfação do direito dos jurisdicionados envolvidos. diante dos fatos incontestáveis que justificam a liminar buscada. A situação de crianças e adolescentes em situação de risco à integridade física e ao desenvolvimento moral dos mesmos. tanto no que observado o pericumum in mora e o fumus boni iuris devidamente demonstrados. viabilizar a execução do julgado que vier confirmar a liminar concedida precedentemente. in “Revista de Processo”. Tem função preservativa e sempre supõe certa dose de periculum in mora para poder ser concedida”. Mais que promover a tutela antecipada. Concluindo-se. Não só a fumaça. outras pretensões sejam acautelatoriamente asseguradas. já que laboram em mercado e feira municipais e em depósito de lixo. em especial. ser ampliada e confirmada em definitivo a liminar inaudita altera pars deferida pelo Juízo no curso da ação. De nada valeria a tutela jurisdicional de forma antecipada. Desta forma. TRABALHO INFANTIL V – DO PEDIDO LIMINAR A Antecipação da tutela jurisdicional é pressuposto da ação coletiva. 280) ou fique caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu. no curso do processo. 798 do CPC – Código de Processo Civil. O processo cautelar. 75.. Outras º normas processuais também dispõem sobre a matéria. uma vez que pode desde já o Juiz do processo. como a chama do bom direito se encontram comprovadas nesta ação. Cabível ainda a concessão de liminar de natureza acautelatória para adoção de providências necessárias à exeqüibilidade da tutela entregue antecipadamente. pessoas e provas. quanto às individuais movidas com base no CDC. Além da possibilidade da antecipação da tutela. desde que se convença da verossimelhança da alegação (havendo prova inequívoca e ainda que haja fundado receio de dano irreparável e de difícil reparação (Alvim.. Requer o Ministério Público que este douto juízo conceda liminar inaudita altera pars. destinado a garantir tutelas jurídicas processuais definitivas. fls. uma “operação de emergência” concedida ao juiz para obstar o dano provável e difícil de ser reparado. mas também o Ministério Público de atuarem de forma célere. uma vez existentes o fumus boni iuris e o periculum in mora. preleciona que “Nos processos movidos com base no CDC e na LACP existe a possibilidade de concessão de medida liminar adiantando a tutela de mérito. Teresa Arruda Alvim. bem como outras medidas acautelatórias que sejam deferidas no curso deste processo. destacamos. já promove a “desgraça pessoal familiar” admite a concessão da liminar. na fase de conhecimento.1. 7. o provimento de pretensão de natureza acautelatória. O escopo destas normas é de possibilitar não só o Poder Judiciário. A liminar é um “proceder fulminante”. existe o poder geral de cautela. Deve. aplicando-se certa regra tanto às ações coletivas. promove o Juiz do feito o asseguramento da perpetuação da medida. com a viabilização da exeqüibilidade do comando judicial. pode ter por objeto coisas.

tais como: Agente Jovem. com abordagem também no âmbito familiar. implementação e adequada estruturação do Conselho Tutelar e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente já existentes. 13) A obrigação de proibição o acesso de crianças e adolescentes ao depósito de lixo (lixão) mantendo o local devidamente cercado e com a presença de vigilância. em tudo observadas as disposições da CLT . através da escola com jornada ampliada. Programa de Qualificação e Requalificação Profissional. Criar local para abrigo de crianças e adolescentes vítimas ou ameaçadas de violência. art. portanto. assim como de profissionalização de jovens. VI – DO PEDIDO FINAL O objetivo do Ministério Público. no prazo de 90 (noventa) dias. adolescentes e pais residentes na região. etc. conforme já foi deliberado pelas Conferências Municipais do Conselho de Assistência Social e do Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente. que diligenciou junto aos órgãos competentes do governo federal e estadual para a instalação de Programas visando a geração de trabalho e renda para as famílias necessitadas. atividade em que trabalha ou trabalhava. sob pena de multa de em caso de futuro descumprimento. Garantir verba suficiente para a implementação do programa municipal de erradicação do trabalho infantil. oferecendo o Município signatário alternativas para a ocupação dessas crianças. conforme abaixo discriminado. Apresentar. Sentinela. culturais.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 112 mercado e nas feiras livres) e no depósito de lixo.347/85. filiação. é a imposição à Demandada de uma obrigação de fazer (Lei nº 7. da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente. SENAR. o qual deverá ser apresentado nos autos no prazo de 60 (dias). no prazo de 45(quarenta e cinco) dias. a criação. Comprovar. e outros: Implementar ações visando à expedição de registros de nascimento das crianças. 11) Garantir atendimento especializado ás crianças e adolescentes portadoras de necessidades especiais residentes no Município. com desenvolvimento de sistema de educação inclusiva na região. Implementar programas de qualificação profissional a partir de convênios como SENAI. VII – CONCLUSÃO . na presente ação. 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10) Manter permanentemente divulgação à população dos dispositivos de lei que proíbem a exploração do trabalho infantil. suficiente para compelir a Ré ao adimplemento da obrigação. renda familiar. SENAC e outras instituições vinculadas à profissionalização. 3º). onde são desenvolvidas atividades esportivas. componentes do Conselho Tutelar do Município e demais entidades que se dispuserem a colaborar no processo de conscientização da família e da sociedade quanto ao cumprimento da legislação acima transcrita. 12) A obrigação de manter em dia o recolhimento dos valores devidos ao INSS e a respectiva CND a fim de não comprometer o recebimento do PETI. endereço. Roda Moinho. através de assistentes sociais. escola em que está matriculada ou se está fora da escola). 2) Garantir no prazo de 120 dias. de recreação. a formulação de diagnóstico de todas as crianças do Município com dados suficientes para a identificação da situação de cada uma delas como: idade. Comprovar. projeto de lei perante a Câmara Municipal visando à implementação de programa social municipal para erradicar o trabalho infantil. psicólogos.

renda familiar. requer o Ministério Público: a) b) a citação da requerida.Criar local para abrigo de crianças e adolescentes vítimas ou ameaçadas de violência. 2 3 4 5 6 7 8 9 10 . a criação. endereço. oferecendo o Município signatário alternativas para a ocupação dessas crianças. no prazo de 90 (noventa) dias. assim como de profissionalização de jovens. que diligenciou junto aos órgãos competentes do governo federal e estadual para a instalação de Programas visando a geração de trabalho e renda para as famílias necessitadas. do ECA e da Constituição Federal – com a condenação do Demandado ao cumprimento da seguinte obrigação de fazer: 1 . . escola em que está matriculada ou se está fora da escola). implementação e adequada estruturação do Conselho Tutelar e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente já existentes. culturais. adolescentes e pais residentes na região. . a formulação de diagnóstico de todas as crianças do Município com dados suficientes para a identificação da situação de cada uma delas como: idade. 12 .A obrigação de manter em dia o recolhimento dos valores devidos ao INSS e a respectiva CND a fim de não comprometer o recebimento do PETI.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 113 Isto posto. tais como: Agente Jovem. componentes do Conselho Tutelar do Município e demais entidades que se dispuserem a colaborar no processo de conscientização da família e da sociedade quanto ao cumprimento da legislação acima transcrita.Implementar programas de qualificação profissional a partir de convênios como SENAI. 13 . com abortagem também no âmbito familiar. sob as penas da lei. 11 . a procedência da presente ação civil pública – em tudo observadas as disposições da CLT. Sentinela.O imediato resgate de todas as crianças e adolescentes que trabalhem ou exerçam atividades remuneradas na atividade do comércio ambulante (no mercado e nas feiras livres) e no depósito de lixo. atividade em que trabalha ou trabalhava. SENAR.Garantir verba suficiente para a implementação do programa municipal de erradicação do trabalho infantil. onde são desenvolvidas atividades esportivas. etc.Comprovar. . psicólogos. . e outros: . no endereço indicado. de recreação. no prazo de 45(quarenta e cinco) dias. SENAC e outras instituições vinculadas à profissionalização. filiação. Roda Moinho. . projeto de lei perante a Câmara Municipal visando à implementação de programa social municipal para erradicar o trabalho infantil. através de assistentes sociais.Manter permanentemente divulgação à população dos dispositivos de lei que proíbem a exploração do trabalho infantil.Garantir atendimento especializado ás crianças e adolescentes portadoras de necessidades especiais residentes no Município.Garantir no prazo de 120 dias.A obrigação de proibição o acesso de crianças e adolescentes ao depósito de lixo (lixão) mantendo o local devidamente cercado e com a presença de vigilância. . com desenvolvimento de sistema de educação inclusiva na região.Implementar ações visando à expedição de registros de nascimento das crianças. . Programa de Qualificação e Requalificação Profissional.Comprovar. através da escola com jornada ampliada. o qual deverá ser apresentado nos autos no prazo de 60 (dias). para responder aos termos da presente. conforme já foi deliberado pelas Conferências Municipais do Conselho de Assistência Social e do Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente. .Apresentar.

ao pagamento. acaso descumprido o preceito judicial cominatório. 5 . por obrigação descumprida.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 114 c) a condenação do Requerido. parte final). reverterá em favor do FIA (Fundo da Infância e º º Adolescência). de multa diária equivalente a R$ 5. 11. . A multa.00 (Cinco mil reais). ou outra pena que venha a ser arbitrada por esse Juízo (Lei 7.000.347/85. nos termos do art. pelo descumprimento de qualquer das obrigações de fazer e não fazer postuladas e que sejam deferidas. art. §6 e 13 da Lei no.347/85. 7. suficiente para compelir a Ré ao adimplemento da obrigação.

a ser realizada no prazo de 45 dias após o deferimento da tutela antecipada. II e III do art. pela violação dos princípios democráticos e do estatuto.998/90. 2. mediante: Renovação dos pedidos acima. b) a declaração da nulidade da eleição do sindicato X ocorrida em dd/mm/aa. reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. LIBERDADE SINDICAL (Como os pedidos variam bastante frente ao caso concreto.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 115 23. d) a fixação de multa diária no valor de R$ X (cinco mil reais) no caso de descumprimento de qualquer dos itens acima. na ordem de R$ X. 7. ao frustrar o exercício da liberdade sindical. criado pela Lei n. c) a convocação de nova eleição no sindicato X. c/c o art. b) a condenação da empresa X pelo dano moral coletivo causado aos trabalhadores. utilizei exemplos) 1. . da Lei da ACP. Em caráter definitivo. reversível ao FAT. 530 da CLT por todos os candidatos. por infração cometida. Liminarmente a) a imediata cessação da conduta discriminatória praticada pelo réu contra os empregados que ocupam cargos de representação sindical. I. 13. nas suas próximas eleições. conforme procedimento estatutário. a exigir a comprovação do preenchimento dos requisitos estabelecidos nos inc. acrescentando: a) que o sindicato réu seja obrigado. a manutenção da tutela antecipada concedida em caráter liminar. com ampla divulgação a toda categoria.

III. bem como. defendem o efeito ex nunc da sentença trabalhista. esse mero esboço de ACP com seus rápidos fundamentos foram baseados na doutrina de Jorge Luis Souto Maior entre outros que adotam uma posição inovadora e arrojada para garantia protetiva dos direitos trabalhistas e para tanto. com a concomitante responsabilização do administrador pela malversação do dinheiro público (art. inciso II). Declarar a nulidade do vínculo jurídico entre o Estado e o prestador de serviço. rescindir os contratos firmados. prestigiando o princípio de proteção da dignidade da pessoa humana do trabalhador (art.7º da CF). MORALIDADE ADMINISTRATIVA E CONCURSO PÚBLICO Em face do exposto requer o MPT: LIMINARMENTE: Suspender a execução dos contratos firmados sem concurso público entre o Estado e o prestador de serviço. por ausência da aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos (art. . ainda que de boa-fé. apesar do posicionamento sumulado do TST e de parte significativa da doutrina. 1º. § 2º) e por último conceder à declaração de nulidade do vínculo trabalhista efeito ex nunc a fim de que não sejam negados os direitos trabalhistas ao servidor de boa-fé OBS: quanto aos efeitos da sentença e a atribuição de apenas alguns dos direitos trabalhistas aos servidores públicos de fato de boa-fé. CF) e da efetivação do princípio dos valores sociais do trabalho e melhoria da condição social do trabalhador (art. pleiteiam junto ao Poder Judiciário a garantia do mínimo constitucional e legal dos direitos trabalhistas. DEFINITIVAMENTE: Manter a medida liminar concedida. 37.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 116 24.37.

. .Adequação do meio ambiente de trabalho. a ser revertida para o FAT (art. .Manutenção de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT – NR 4). encontrado em situação irregular. CONSTRUÇÃO CIVIL Liminarmente: .Quanto aos equipamentos de proteção individual. .14 da NR). .Adequação das áreas de vivência (instalações sanitárias. fornecimento de água potável. até ordem judicial em contrário.Embargo da obra. .Condenação ao pagamento de indenização por dano moral coletivo.Quanto às escadas. com as seguintes obrigações de fazer e não fazer: 1) não prorrogar a jornada acima do máximo legal. vestiários.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 117 25. Nesses casos. refeitórios.12 da NR). multa de R$ x por cada trabalhador.Quanto aos andaimes e plataformas de trabalho (item 18.Quanto à movimentação e transporte de materiais e pessoas (item 18.21 da NR).15 da NR). .Quanto às instalações elétricas (item 18. . 2) conceder intervalo interjornada e descanso semanal remunerado. se houver.Multa de R$ x por cada obrigação estabelecida em sentença e descumprida. item 18. alojamentos. área de lazer e ambulatório. . cozinha. 7347/85).13 da NR). lavanderia.Quanto às medidas de proteção contra queda de altura (item 18. Multa diária de R$ x por cada item irregular. . próprio ou terceirizado. nas obras com 50 ou mais trabalhadores).Elaboração e cumprimento do PCMAT. .33 e NR 5). ouvido o Ministério Público do Trabalho.Continuidade no pagamento da remuneração dos trabalhadores (NR 3). . Definitivamente: Confirmação dos efeitos da antecipação de tutela requerida e: . cumprindo o período de 44 horas semanais estabelecidos na Constituição. após adequação do meio ambiente do trabalho. 13 da Lei n. rampas e passarelas (item 18. que deverá observar a NR 9 (PPRA). . 3) Cumprimento das obrigações previstas na NR 18: .Criação e efetivo funcionamento de CIPA (NR 18. levando-se em conta a média salarial dos últimos meses.

1. TRABALHO AQUAVIÁRIO/PORTUÁRIO Em função do exposto. reversível ao FAT.1) Inclua nos próximos editais de licitação: que as empresas de navegação participantes ao utilizarem embarcações de bandeira estrangeira para trabalhar no litoral brasileiro devem preencher a tripulação com pelo menos 2/3 de brasileiros.2) Fiscalize as empresas contratadas quanto ao cumprimento dessas regras. não atender aos requisitos descritos no pedido a.1) à primeira ré que: a. a. nacionais ou estrangeiros. .3) Abstenha-se de renovar o contrato com a segunda ré se. a.2.1 supra.1.815/80 e que a legislação trabalhista adotada seja a brasileira. 354 da CLT.2. no mínimo.3) adote a legislação trabalhista brasileira para os atuais e futuros marítimos (que contratar). b) definitivamente. a. a manutenção das pretensões solicitadas liminarmente e que sejam condenadas ambas as rés. que todos os estrangeiros contratados possuam o visto necessário para exercer atividade remunerada nos termos da Lei nº 6. tudo sob pena de incorrer na multa diária de __. a.815/80.1. reversível ao FAT. a pagar ___ a título de reparação pelo dano moral coletivo difuso em função da ofensa impingida a inúmeros potenciais trabalhadores marítimos nacionais que deixaram de ser contratados pelo descumprimento do art. tudo sob pena de incorrer em multa diária de __.1) substitua gradativamente a tripulação de estrangeiros das suas embarcações de bandeira estrangeira que operam no litoral brasileiro até preencher. e de contratar com qualquer outra empresa que. solidariamente nos termos do parágrafo único do art.2) admita somente estrangeiros que entrarem no país com o visto para o trabalho nos termos da Lei nº 6.2) à segunda ré que: a.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 118 26. a. 942 do CC.1. 2/3 da tripulação com brasileiros. requer o MPT: a) liminarmente: a.2.

DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA PARA POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMBATE AO TRABALHO INFANTIL E À EXPLORAÇÃO DO TRABALHO DO ADOLESCENTE. .o Marcos enviou a peça completa que segue em arquivo separado.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 119 27. .

reversível ao FAT. NULIDADE DE CLÁUSULA DE COMPENSÃO DE JORNADA .00 (quinhentos reais). b) condenar definitivamente a empresa ré.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 120 28.347/85. constante do acordo coletivo subscrito no ano X. 12 da Lei nº 7. nos instrumentos normativos. julgando-se ao final procedente o pedido formulado na presente ação civil pública. A colega Cláudia tem um resumo. para: a) declarar a nulidade da cláusula X. ou após justificação prévia. através de compensação de jornada 5x1. a ordem de abstenção da conduta praticada. por trabalhador encontrado em situação irregular. doravante. nos termos do art. sob pena de multa pecuniária diária de R$ 500. cláusulas de igual teor àquela de nº x. sob pena de multa pecuniária diária de R$500.SEMANA 5X1 Colegas. c) condenar a ré na obrigação de não fazer.00 (quinhentos reais). que ora se espera seja deferida. a fim de que se determine à empresa-ré. reversível ao FAT. como esta questão do pedido da nulidade de cláusula em ACP é controvertida.000. PEDIDO – INCONSTITUCIONALIDADE DA JORNADA 5X1 Em face do exposto. que se abstenha de exigir o trabalho de seus empregados em jornada extraordinária.00. Veja também o item 35 desta ACP e o comentário da Cláudia que achou por bem pedir a anulação INCIDENTALMENTE. consistente na proibição de inserir. reversível ao FAT. por trabalhador encontrado em situação irregular. DO PEDIDO DEFINITIVO A confirmação da medida liminar. sob pena de multa pecuniária de R$ 5. vale a pena ver o artigo da Revista 33 sobre este assunto. requer o MPT: Liminarmente: Requer seja concedida liminarmente. quem se interessar entre em contato com ela. . a se abster de exigir o trabalho de seus empregados em jornada extraordinária. através de compensação de jornada 5x1.

III.00 por cada decisão descumprida ou por dia de atraso no cumprimento da decisão. 4) Seja condenada ao pagamento de astreintes no valor de R$ 10. 13. nos termos já expostos acima. por qualquer meio. até final procedência. 2) Instrua. 13. tolere e não submeta suas empregadas. V. a situações que evidenciem assédio moral. I. . quantidade de filhos ou formas de planejamento familiar da mulher candidata à vaga.00 por cada decisão descumprida ou por dia de atraso no cumprimento da decisão. 4) Seja condenada ao pagamento de astreintes no valor de R$ 10. 3) A condenação da empresa a pagar a indenização por dano moral coletivo de R$ 10. por meio de seus prepostos ou superiores hierárquicos. à dignidade.00(dez milhões de reais). c/c art. seja concedida medida por este D. causador de dano à personalidade. da Lei 7. da Lei 7. V. da Lei 7.000. V. c/c art. da Lei 9. da Lei 7.000. 2) A condenação definitiva da empresa ré nas obrigações especificadas no pedido de antecipação dos efeitos da tutela. sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato. Definitivamente: 1) A citação do demandado para.000. 3) Não permita. devendo tal valor ser revertido ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador (Art. devendo tal valor ser revertido ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador (Art. comprovando-se o recebimento por cada um de seus empregados a este Juízo. 11. 11. da Lei 7.347/85. responder à presente demanda e acompanhá-la em todos os seus termos. reversível ao FAT. à intimidade ou à integridade física e/ou mental dos seus empregados ou trabalhadores que lhe prestem serviços. garantindo-lhes tratamento digno.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 121 29.998/90). requer o MPT. juízo: Liminarmente e “inaudita altera parte” que a empresa ré: 1) Abstenha-se de fazer publicar. seu setor de Recursos Humanos que não se utilize de critérios para admissão: estado civil. c/c art. Em face do exposto e considerando que estão presentes os requisitos para a concessão da tutela de urgência. consoante a diretriz expressa no art.347/85.000. RESPONSABILIDADE OBJETIVA PELO FATO DA GRAVIDEZ E A RESSALVA DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA. 2º.998/90). anúncio de emprego em suas instalações com as exigências de apresentação de atestado comprobatório de estado não-gravídico.347/85.00(dez milhões de reais).029/95.Fundo de Amparo ao Trabalhador (Art. 5) Seja expedida cópia do presente processo e da decisão ao Ministério Público Federal para adoção das medidas cabíveis em relação ao crime previsto no Art. 1º. da Lei 7. 11. por meio de documento hábil – escrito ou virtual. 13. querendo.998/90).000. da CF.000. 6) Dá-se à causa do valor de R$ 10.

CCP’S SEM PEDIDO CORRESPONDENTE .P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 122 30.

29 da CLT. nos termos do art. devidamente corrigidas. fixando-se por sentença a época do gozo das mesmas. respeitando-se a dobra. 41 do mesmo diploma legal. 2) seja julgada totalmente procedente a presente Ação Civil Pública condenando-se a empresa ré: a) o pagamento mensal de ao menos um salário mínimo nacional a todas suas empregadas que atendem como “massagistas”. e) ao recolhimento do FGTS de suas empregadas f) a concessão das férias não gozadas pelas trabalhadoreas. consoante art. c) ao recolhimento. 4) Pagar. TRABALHO DA PROSTITUTA Diante do exposto. 41 do mesmo diploma legal. danos estes decorrentes das lesões genericamente causadas pela ré. por empregada prejudicada.00 (dez mil reais) pelo descumprimento das obrigações acima. e efetuar seus registros em livros. reversível ao Fundo de Amparo do Trabalhador – FAT. caso já ultrapassado o período concessivo.347/85. as contribuições previdenciárias de todos os seus atuais.00 a título de danos morais coletivos. de segunda a sábado d) a reintegração imediata da grávida demitida e sua remoção para a prática de atividades condizentes com o seu estado gravídico e) ao recolhimento imediato do FGTS atrasado Definitivamente: 1) manutenção da medida liminar requerida. futuros e ex-empregados. requer-se que a empregadora seja condenada: Liminarmente: a) a efetuar o registro da CTPS de suas empregadas. e efetuar seus registros em livros. b) ao pagamento do 13º salário relativo ao período apontado. d) à consecução do registro da CTPS de suas empregadas. acrescidas de 1/3. c) a pagar imediatamente a todas as massagistas o valor mínimo de dois salários mínimos mensais pelo cumprimento da jornada praticada de 6 horas diárias. g) ao pagamento do DSR 3) a fixação de multa diária (astreinte) no importe de R$ 10. . nos termos do artigo 13 da Lei 7. ficha ou sistema eletrônico. reversível ao FAT. b) a proceder ao imediato recolhimento das contribuições previdenciárias de seus atuais empregados. indenização de R$ 50. no prazo e formas estabelecidos pela lei. independentemente de quanto elas recebam de seus clientes pela massagem ou pelo programa. ficha ou sistema eletrônico.000.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 123 31. 29 da CLT. cujo pagamento ficará a cargo da ré. no período assinalado.000. consoante art. nos termos do art. com seus respectivos reflexos.

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32. TRABALHO ARTÍSTICO INFANTIL
Diante do exposto, requer-se que a empregadora seja condenada a: 1 – contratar menores de 16 anos apenas em manifestações artísticas que, comprovadamente, não possam ser desempenhadas por maiores de 16 anos; 2 – somente contratar menores após prévia autorização de seus representantes legais e mediante concessão de alvará judicial; 3 – não contratar menores em manifestações artísticas que ocasionem ou possam ocasionar prejuízos ao desenvolvimento biopsicossocial da criança e do adolescente, devidamente aferido em laudo médico-psicológico; 4 – exigir apresentação de matrícula, freqüência e bom aproveitamento escolares, além de reforço escolar, em caso de mau desempenho; 5 – não coincidir a atividade de trabalho com o horário escolar, resguardados os direitos de repouso, lazer e alimentação.

(Com relação ao contrato de trabalho do (s) menor (es), se não existir a licença judicial, o caso seria de rescisão contratual, com reconhecimento de todos os direitos trabalhistas ao menor).

33. O TEMA DESENVOLVIDO NÃO CABE SER COLOCADO AQUI

NOS PEDIDOS

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34. SUCESSÃO DE EMPREGADORES, NÃO RECONHECIMENTO DOS CONTRATOS DE TRABALHO E DIREITOS ADQUIRIDOS DOS EMPREGADOS DA SUCEDIDA
Ante o exposto, com fundamento na legislação invocada, e consoante argumentos fáticos e jurídicos referenciados, o Ministério Público do Trabalho requer: a) A concessão de liminar para o fim de: a.1) declarar a ineficácia da cláusula de não responsabilização do novo empregador no que concerne às obrigações trabalhistas com os empregados da sucedida; a.2) expedir mandado judicial determinando que a empresa “X” reconheça a sucessão trabalhista, para evitar lesões aos direitos dos trabalhadores; a.3) ordenar o registro da continuidade dos contratos em CTPS; a.4) determinar, mediante mandado judicial, o pagamento de verbas decorrentes de normas regulamentares integradas ao contrato, até o quito dia útil do mês subseqüente ao vencido; a.5) fixação de uma multa diária de 1.000 (um mil) UFIR – ou indexador que o substitua, dirigida à ré, em caso de descumprimento das obrigações de fazer, relativas a cada empregado mantido em situação irregular, por dia de atraso; b) a citação da empresa-ré, no endereço acima epigrafado, para querendo, responder a presente ação; Este pedido esttá repetido nos requerimentos

c) a publicação de edital, no Diário da Justiça, a fim de que os interessados possam intervir no processo, na forma do art. 94, do Código de Defesa do Consumidor, aplicável por força do art. 21 da Lei da Ação Civil Pública; d) O prosseguimento do feito em seus ulteriores termos até final sentença que, confirmando a liminar concedida, julgue a ação procedente, para: d.1) declarar, definitivamente, a ineficácia da cláusula de não responsabilização do novo empregador no que concerne às obrigações trabalhistas com os empregados da sucedida; d.2) condenar a empresa ré a reconhecer a sucessão trabalhista, registrar a continuidade dos contratos em CTPS e efetuar o pagamento de verbas decorrentes de normas regulamentares integradas ao contrato, até o quito dia útil do mês subseqüente ao vencido; d.3) condenar a ré a recolher, imediatamente, o FGTS de todos os empregados alcançados pela presente decisão, relativo a todo o período trabalhado com irregularidade no respectivo recolhimento; d.4) condenar ao pagamento de indenização no valor de 100.000 (cem mil) UFIR – ou indexador que o substitua -, reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT, em decorrência da promoção de precarização das relações de trabalho e os danos coletivos provocados; e) pede-se a fixação de uma multa diária de 1.000 (um mil) UFIR – ou indexador que o substitua -, dirigida à ré, em caso de descumprimento das obrigações de fazer, relativas a cada empregado mantido em situação irregular, por dia de atraso, ou, ainda, em caso de não-recolhimento do FGTS; Pede, ainda, a condenação da ré ao pagamento das custas e demais despesas processuais. Requer a intimação pessoal do Ministério Público do Trabalho em todos os atos do processo, consoante o disposto no art. 18, II, “h”, da Lei Complementar n. 75/93, e no art. 236, § 2º do CPC. Protesta-se pela produção de todas as provas admitidas em direito. Estes pedidos estão repetidos nos requerimentos

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35. DA DISCRIMINAÇÃO VEICULADA EM CLÁUSULA DE
CONVENÇÃO COLETIVA
1. Liminarmente a) a declaração incidental da nulidade do parágrafo primeiro da cláusula 4ª da CCT firmado pelos réus, cessando imediatamente seus efeitos, por sua manifesta contrariedade aos ditames constitucionais, determinando seja observado o piso da categoria fixado no caput da mesma cláusula para todos os empregados, sem distinção de idade; b) a imposição aos réus de obrigação de não fazer, consistindo na abstenção dos sindicatos X e Y de aplicar e inserir em instrumentos coletivos de trabalho cláusula estabelecendo pisos salariais diferentes conforme a idade do empregado. c) a fixação de multa diária no valor de R$ X no caso de descumprimento do item acima, reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador, criado pela Lei n. 7.998/90, c/c o art. 13, da Lei da ACP; 2. Em caráter definitivo, a manutenção da tutela antecipada concedida em caráter liminar, mediante: Reiterar os pedidos acima.

NOTA DA CLÁUDIA - ”Ressalto que segui o conselho de Cláudio Dias Filho (naquele artigo que encaminhei): ): é um risco desnecessário pedir expressamente a anulação de cláusula normativa ou contratual quando do ajuizamento de ação civil pública perante a Vara do Trabalho. Trabalho. Mais prudente é pleitear a “declaração incidente de nulidade” (com respaldo no art. 469, III, do CPC), juntamente com outros pedidos condenatórios; ou, simplesmente, requerer a imposição de obrigação de fazer, desfazer ou não fazer, sem menção expressa ao destino da cláusula cerne da lesão provocada”. E também segui o entendimento da doutrina pouquinho avançada, mas ainda conservadora sobre o tema (na linha do TST), como é exemplo Rodolfo de Camargo Mancuso: a ACP não se presta a provimentos declaratórios declaratórios ou constitutivos, mas sim apenas condenatórios. Isso não exclui a possibilidade de se requerer a declaração ou desconstituição incidentalmente, como antecedente lógico da condenação. Qq coisa, vamos discutindo o tema. Cláudia

ou retaliá-lo de qualquer outra maneira. do CPC) A gravidade da conduta ilícita combatida e os efeitos nocivos que dela decorrem para a ordem jurídica trabalhista. e que já se fazem sentir. 2º da Lei 9020/05 .347/85 c/c artigos 273 e 461. (.00 por cada conduta. em razão de ser ele portador do vírus da AIDS ou estar acometido por qualquer outra enfermidade. reversível ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. Seja expedido oficio ao Ministério Público Estadual para apuração de eventual crime.00 (duzentos e cinqüenta mil reais) por empregado atingido pelo descumprimento da obrigação.000. Seja expedido ofício às Instituições e Órgãos competente para fins de aplicação do disposto no 3º . civil e sanções administrativas cabíveis. § 3º. em razão de ser ele portador do vírus da AIDS ou estar acometido por qualquer outra enfermidade.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 127 36.000. DA DISCRIMINAÇÃO POR HIV/ AIDS DA DISPENSA DISCRIMINATÓRIA HIV AIDS. tornam imperiosa a concessão de medida liminar que a suspenda até o final julgamento da causa. sob pena de multa de R$ 10. a fim de determinar a Ré se abstenha de despedir empregado. sem prejuízo da adoção de outras medidas que se fizerem necessárias para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente.00 por cada conduta.) No mérito: A condenação da Ré a se abster de despedir empregado. ou retaliá-lo de qualquer outra maneira. A condenação da Ré para que se abstenha a efetuar dispensas com base em fatores de discrimen. sem prejuízo da ação penal.. sem prejuízo da ação penal. fixando-se uma multa de R$250. Do pedido: a concessão de liminar. A fumaça do bom direito advém da flagrante ofensa perpetrada pelo réu aos diversos dispositivos constitucionais e infraconstitucionais já invocados.000. incisos I e II da lei 9029/95.Por Patrícia Oliveira Lima Pessanha A LIMINAR (art. quaisquer que sejam sob pena de multa de R$ 10. nos moldes do art. civil e sanções administrativas cabíveis. reversível ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador.. O perigo da demora na entrega da prestação jurisdicional exsurge da possibilidade concreta de imposição de constrangimento ilegal pelo réu a outros empregados que eventualmente se encontrem em situação similar à daquela que já foi dispensada por discriminação. 12 da Lei nº 7. A condenação da Ré para que se abstenha a Ré de praticar ou fomentar quaisquer prática discriminatória em seu meio ambiente de trabalho.00 (duzentos e cinqüenta mil reais) por empregado atingido pelo descumprimento da obrigação.000. fixando-se uma multa de R$250.

4) recolher. ou por cada documento não apresentado aos Fiscais do Trabalho. 3) efetua o pagamento da remuneração dos empregados até o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido e. em ficha.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 128 37. 2) apresentar aos Fiscais do Trabalho. se for o caso) de cada um. por dia de atraso. a. permanentemente. .000 (um mil) UFIR . relativo a todo o período trabalhado. permanentemente. em caso de nãorecolhimento do FGTS. b) a citação da ré para que compareça à audiência de instrução e julgamento e responda à presente ação. sob pena de revelia e confissão. todos os documentos sujeitos à inspeção. por cada empregado mantido em situação irregular. o Ministério Público do Trabalho requer: a. dirigida à ré. sempre que solicitados. respeitandose as datas de admissão (e saída. em ficha.ou indexador que o substitua -. e a. assim como na CTPS. todos os documentos sujeitos à inspeção. isto é. ainda.3) efetue o pagamento da remuneração dos empregados até o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. imediatamente.2) apresente aos Fiscais do Trabalho. por cada dia de atraso no pagamento dos salários. julgue a ação procedente. confirmando a liminar.000 (um mil) UFIR . d) pede-se a fixação de uma multa diária de 1. no local de trabalho. se for o caso) de cada um.) a concessão de liminar para determinar que a empresa: a. para condenar a empresa a: 1) providenciar o imediato registro de todos os empregados que lhes prestam serviços na obra em questão (relação constante dos autos e outros porventura omitidos). RECOLHIMENTO DO FGTS / PAGAMENTO IMPONTUAL Ante o exposto. assim como na CTPS. ou. Pede-se a fixação de uma multa diária de 1. o FGTS de todos os empregados alcançados pela presente decisão. por cada dia de atraso no pagamento dos salários. no local de trabalho. livro ou sistema eletrônico competente. em caso de descumprimento das obrigações. sempre que solicitados. além de mantê-los. livro ou sistema eletrônico competente. respeitando-se as datas de admissão (e saída.1) proceda ao imediato registro de todos os empregados que lhe prestam serviços na obra em questão (relação constante dos autos e outros porventura omitidos). ainda. c) o prosseguimento do feito em seus ulteriores termos até final sentença que. por cada documento não apresentado aos Fiscais do Trabalho ou. além de mantê-los.por cada empregado mantido em situação irregular.ou indexador que o substitua .

sem prejuízo da adoção de outras medidas que se fizerem necessárias para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente. b) a notificação dos réus para que compareçam à audiência de instrução e ofereçam defesa. sob pena de revelia e confissão. idade. etnia. nacionalidade. c. dos quais constem referências ao sexo. aparência.000.1) condene os réus a se absterem de publicar anúncios discriminatórios. . Definitivamente: a) a manutenção da medida liminar requerida. requer o MPT: Liminarmente: a) que os réus se abstenham de publicar anúncios de emprego ou estágio.00 (dez mil reais) por anúncio publicado em descumprimento da obrigação. cor.00 por artigo discriminatório publicado a ser revertido em favor do FAT.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 129 38. raça. limitação de idade e qualquer outra forma de discriminação.2) condene os réus a pagar uma indenização por danos morais coletivos. reversível ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador.3) condene os réus nas despesas do processo. revistas ou por internet. e c. origem. acolhendo o pedido: c. em favor do FAT. c) o prosseguimento do feito em seus ulteriores termos. ANÚNCIOS DISCRIMINATÓRIOS Em face do exposto. fixando-se uma multa de R$10. através dos jornais.000. situação familiar.000. b) a fixação de multa no valor de R$10.00 (duzentos e cinqüenta mil reais). no valor de R$ 250. até final sentença que. condições de saúde. solicitação de fotos que acompanhem o curriculuim vitae do candidato. religião. referência aos requisitos de boa aparência ou de boa apresentação. estado de gravidez. opinião política.

atestados ou quaisquer informações sobre antecedentes criminais. RESTRIÇÃO DE CRÉDITO Em face do exposto.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 130 39. . tomar ou prestar informações trabalhistas. deixando de fazer questionamentos que não se relacionem diretamente à qualificação para a atividade ou à formação profissional. creditícias ou trabalhistas. Definitivamente: Manutenção da medida liminar requerida. creditícias e/ou criminais relativas a empregados ou candidatos a emprego. a imposição de multa equivalente a R$ 20. b) a abstenção da ré de exigir de candidatos a emprego ou empregados certidões. reversível ao FAT. neste caso. c) o respeito. pela ré. Postula-se.00 (vinte mil reais) por informação obtida ou prestada em ofensa às obrigações negativas impostas.000. à vida íntima e privada dos candidatos a emprego e empregados. requer o MPT: Liminarmente: a) a abstenção da ré de utilizar-se de banco de dados.

devendo os mesmos ficarem afetos ao processo judicial trabalhista até o efetivo trânsito em julgado da sentença condenatória. apresentarem contestação.1) A condenação solidária de todos os promovidos no importe de R$ 1. A2) Expedição de ofício ao DETRAN-PB e ao registro imobiliário. a fim de que informem todos os bens (automóveis e imóveis) de titularidade dos réus. ainda. poderão ser convolados em penhora.000. na audiência inaugural. para.00 (um milhão e quinhentos mil reais) para todos os efeitos legais. B) No Mérito B. A4) Quebra do sigilo bancário dos promovidos. querendo. Protesta provar o alegado por todas as provas em Direito permitidas. quando.500. com expedição de mandado à Receita Federal do Brasil. Dá-se à causa o valor de R$ 1.00 (um milhão e quinhentos mil reais). requer o MPT: A) Liminarmente A1) A quebra de sigilo fiscal de todos os réus. incluindo todas as movimentações financeiras havidas nos últimos 5 (cinco) anos. devendo tal ônus real ser consignado no registro imobiliário para eventual desapropriação judicial (hasta pública). o MPT a citação de todos os réus. . A3) Declaração de indisponibilidade incontinenti dos imóveis onde funcionam o HAPPY DAY MOTEL e a POUSADA PARATY. Requer. em sede de execução. indicando. PROSTITUIÇÃO INFANTIL Em face do exposto.500. A5) Bloqueio cautelar de todos os bens encontrados (móveis e imóveis) até o limite do pedido.000. desde já o rol de testemunhas que deverão ser intimadas por Oficial de Justiça. para que apresente a declaração de rendimentos de cada um dos promovidos relativa aos últimos 5 (cinco) anos.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 131 40. na execução da sentença. com a reversão dos valores ao Fundo Municipal da Infância e da Juventude de Sapé. a título de dano moral coletivo por explorar sexualmente crianças e adolescentes.

000. b) ao pagamento do 13º salário relativo ao período apontado. 3) a fixação de multa diária (astreinte) no importe de R$ 10. fixando-se por sentença a época do gozo das mesmas.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 132 41. 5) a condenação da ré ao pagamento das despesas processuais. sob pena de revelia e confissão. apresentar defesa.00 pelo descumprimento em relação a cada empregado lesado. com seus respectivos reflexos. caso já ultrapassado o período concessivo.000. consistente em abster-se de violar os direitos trabalhistas mínimos dos seus empregados. devidamente corrigidas. acrescidas de 1/3. . cujo pagamento ficará a cargo da ré. querendo. fixando-se multa de R$ 10. DA NÃO CONCESSÃO DAS FÉRIAS 42. pelo seu inadimplemento nos prazos e atendidas as condições legais. reversível ao FAT. requer o MPT: Liminarmente: A imposição de obrigação de não fazer à empresa-ré.00 (dez mil reais) pelo descumprimento das obrigações acima. DO NÃO PAGAMENTO DO 13º SALÁRIO Em face do exposto. prosseguindo o feito até decisão final. respeitando-se a dobra. Definitivamente: 1) manutenção da medida liminar requerida. 4) a citação da ré para. por empregado prejudicado. 2) seja julgada totalmente procedente a presente Ação Civil Pública condenando-se a empresa ré: a) a concessão das férias não gozadas pelos obreiros. no período assinalado.

Fundo de Amparo ao Trabalhador. Elaborar. por escrito. reconhecer. NÃO IMPLEMENTAÇÃO DO PCMSO.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 133 43. PPRA E CIPA Em face do exposto. b) Instituir a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA em 60 (trinta) dias. Manter. Elaborar. c) Elaborar e implementar o PCMSO e PPRA no prazo máximo de 60 (sessenta) dias. de conformidade com o art. elaborado com a participação dos trabalhadores (NR-9. avaliar e controlar a ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores.1. elaborando Programa de Prevenção de Riscos Ambientais — PPRA para cada estabelecimento da empresa. consoante art. 157 da CLT. 13 da Lei 7. implementar e manter atualizado o PPRA de forma a antecipar. requer o MPT: Liminarmente: a) Abster-se de admitir empregados sem a realização de exame médico admissional. implementar e manter atualizado o PCMSO — Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.347/85. Dar cumprimento às determinações da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e às recomendações do Técnico de Segurança do Trabalho contratado pela empresa. Definitivamente: a) b) Manutenção da medida liminar requerida. requer-se a imposição de multa diária de 1. detectados por aquela comissão e pelo Técnico de Segurança do Trabalho. c) d) e) f) . com o objetivo de promoção e preservação da saúde dos trabalhadores através da realização dos exames médicos e efetivação das demais medidas nele previstos. em conformidade com a NR-7.000 (um mil) UFIRs reversíveis ao FAT. com vistas a eliminar os riscos para segurança e saúde do trabalhador. Em caso de descumprimento.2) tudo em consonância com a NR-9. quanto às medidas a tomar para evitar acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. Instruir os empregados através de ordens de serviço. treinar e propiciar condições de trabalho continuadas e permanentes da CIPA.

no valor de R$ 100.347/85.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 134 44. no prazo e formas estabelecidos pela lei.13 da Lei n. Definitivamente: a) Recolher. as contribuições previdenciárias de todos os seus atuais. INADIMPLEMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Em face do exposto.00 (cem mil reais). 7. b) A condenação da Ré ao pagamento de indenização. requer o MPT: Liminarmente: a) Proceda ao imediato recolhimento das contribuições previdenciárias de seus atuais empregados. . a título de dano moral coletivo. nos termos do art. a ser revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).000. futuros e ex-empregados. a ser corrigido pelos índices trabalhistas até o efetivo recolhimento.

nos termos da lei. e a sua violação dos valores sociais constitucional. aplicável a todas as eventuais dispensas posteriores. e que se condene a Requerida por dano moral coletivo no valor de cinqüenta mil reais. se requer. até que se alcance seu décuplo. destinados. . sob pena de multa pecuniária de mil reais por empregado dispensado. ou a outro fundo nos mesmos termos acima. ou a outro fundo de direitos difusos mais específico que venha a ser criado até o efetivo pagamento da indenização pleiteada ou a fundo que substitua o FAT. e assim sucessivamente. ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. sob pena de astreintes de cem reais reais por dispensa. DISPENSA ABUSIVA Assim.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 135 45. sem prejuízo de eventuais indenizações individualmente pleiteáveis. 1) que seja a Requerida inibida por comando judicial a não mais dispensar seus empregadores por conta dos cheques não compensados que estes recebam de acordo com as normas regulamentares por ela instituídas ou coletivamente negociadas. 2) que sejam antecipados os efeitos do pedido inibitório anterior. destinados estes recursos. prevalecendo as mais benéficas aos empregados. para que imediatamente a a Requerida cesse as dispensas abusivas. com a máxima vênia. ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. legal e internacionalmente protegidos. nos termos da lei. 3) que se reconheça a ilicitude da conduta da Requerida. dobradas com a segunda dispensa. triplicadas com a terceira.

127 da CF 88. e 84. inc. sob pena de multa diária de um real por empregado não comunicado. de modo que se requer. 81. e art. e a não mais pactuar acordos semelhantes que não se adeqüem aos termos da Lei 10101/2000. pois são direitos coletivos dos empregados da Requerida e são direitos trabalhistas alçados à qualidade de direitos sociais indisponíveis. nos termos do art. inc. 83. sob pena de multa pecuniária de cem reais por empregado submetido ao acordo em caso de descumprimento. I. que seja reconhecida a fraude perpetrada pela Requerida em relação à estipulação de participação de seus empregados. inc. se lhe determine não mais pagar referida parcela como sendo participação nos lucros e resultados ou com qualquer outra modalidade ou suposta natureza que se distancia do evidente caráter remuneratório. arts. 3) antecipar os efeitos da tutela inibitória de abstenção de pagamentos identificados como participação nos lucros e resultados. . 461 do CPC. com a máxima vênia. II. do CPDC. II da LC 75/1993. FRAUDE NA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS Os direitos dos referidos empregados são tuteláveis por este “Parquet” trabalhista. para que: 1) como medidas inibitórias de ato ilícito. legitimando esta Procuradoria a atuar nos termos do art. parágrafo único.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 136 46. o que é possível em sede ordinária por não se tratar este pedido de anulação de acordo ou convenção coletiva de trabalho. 2) anular o referido acordo.

214.Lei 7.Lei 7. -Abster-se de imediato da prática de contratar estagiários nos moldes desvirtuados expostos. na hipótese de descumprimento de quaisquer das obrigações de fazer e não fazer. caput e §3° . por empregado contratado irregularmente. corrigida monetariamente até o efetivo recolhimento.347/1985). requer o MPT: Liminarmente:(artigo 12. FRAUDE NA CONTRATAÇÃO DE ESTAGIÁRIOS5 Em face do exposto. -Pagar multa diária a ser fixada em R$X. corrigidos monetariamente até o efetivo recolhimento. sob o falso rótulo de estagiário. -Pagamento de indenização em pecúnia correspondente à responsabilidade por danos a interesses coletivos e difusos. -Aplicar na íntegra as disposições da Lei 11.XXXIII.CF e a divisão das verbas de stinadas ao FAT com o FIA (art. fixar multa diária de R$X. incluir como fundamentação os artigos 227. ECA). sob falso rótulo de contrato de estágio. Configura o fumus boni iuris a relevância dos fundamentos jurídicos ora expostos. reversível ao FAT (artigo 13. Definitivamente: Manutenção da medida liminar requerida. -Efetue o desligamento de todos aqueles indevidamente contratados a esse título. e o periculum in mora no fato de que a continuidade da atividade ilícita pode causar danos de difícil reparação ao direito dos trabalhadores que a cada dia ficam sem o amparo das normas jurídicas que lhe garantem o mínimo. reversível ao FAT. e 7° . Condenação da parte nas obrigações de: -Promover o desligamento de todos os estagiários contratados nos moldes desvirtuados expostos.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 137 47. reversível ao FAT. no valor de R$X. 5 .II.347/1985) Concessão de liminar inaudita altera pars para determinar à requerida que: -Abstenha-se de imediato da prática de contratar estagiários nos moldes desvirtuados expostos. por empregado encontrado irregularmente. OBS: Caso seja incluído estágio da criança e do adolescente. quando da contratação de estagiários. corrigida monetariamente até o efetivo recolhimento. causados pela conduta ilícita.788/2008. -Na hipótese de descumprimento da medida liminar.

fixar multa diária de R$X. por empregado contratado irregularmente. corrigida monetariamente até o efetivo recolhimento. .347/1985) Concessão de liminar inaudita altera pars para determinar à requerida que: -Abstenha-se de imediato da prática de contratar aprendizes nos moldes desvirtuados acima expostos.347/1985). -Na hipótese de descumprimento da medida liminar. sob o falso rótulo de aprendiz. quando da contratação de aprendizes. corrigida monetariamente até o efetivo recolhimento. reversível ao FAT. causados pela conduta ilícita.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 138 48. no valor de R$X.Lei 7. sob falso rótulo de aprendiz. -Aplicar na íntegra as disposições normativas pertinentes. reversível ao FAT (artigo 13. FRAUDE NA CONTRATAÇÃO DE APRENDIZES Em face do exposto.Lei 7. Condenação da parte nas obrigações de: -Promover o desligamento de todos os aprendizes contratados de forma irregular. corrigida monetariamente até o efetivo recolhimento. na hipótese de descumprimento de quaisquer das obrigações de fazer e não fazer. -Pagar multa diária a ser fixada em R$X. Configura o fumus boni iuris a relevância dos fundamentos jurídicos ora expostos. -Pagamento de indenização em pecúnia correspondente à responsabilidade por danos a interesses coletivos. requer o MPT: Liminarmente:(artigo 12. -Abster-se de imediato da prática de contratar aprendizes sem o completo preenchimento dos requisitos previstos na legislação pertinente. Definitivamente: Manutenção da medida liminar requerida. e o periculum in mora no fato de que a continuidade da intermediação irregular pode causar danos de difícil reparação ao trabalhadores que têm reduzidos direitos trabalhistas. multa esta reversível ao FAT. -Efetue o desligamento de todos aqueles indevidamente contratados a esse título. por empregado encontrado irregularmente.

descredenciando. Definitivamente: Manutenção da medida liminar requerida. corrigida monetariamente até o efetivo recolhimento. reversível ao FAT. FRAUDE NA INTERMEDIAÇÃO DE APRENDIZES Em face do exposto. de imediato. sob pena de multa diária de R$X.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 139 49. reversível ao FAT. por contrato irregular. -Elaborar programa de aprendizagem em conjunto com as empresas conveniadas. . as empresas ou entidades que eventualmente desviarem as funções originais dos aprendizes ou descumprirem outras normas legais. -Aplicar-se-á multa de R$X por aprendiz intermediado em desconformidade com as disposições legais. requer o MPT: Liminarmente:(artigo 12. corrigida monetariamente até o efetivo recolhimento. -Acompanhar a execução do programa e fiscalizar a existência da correlação. definitivamente de intermediar mão-de-obra de aprendizes sem o completo preenchimento dos requisitos previstos na legislação pertinente.Lei 7. Configura o fumus boni iuris a relevância dos fundamentos jurídicos ora expostos. -Rescindir de plano os contratos com empresas ou entes públicos que não possuam condições legais para a implementação do processo de aprendizagem fixado na lei. até que comprove em juízo o adimplemento dos requisitos da legislação pertinente (ex: correlação entre os cursos fornecidos e as atividades pertinentes). Condenação da parte nas obrigações de: -Abster-se.347/1985) Concessão de liminar inaudita altera pars para determinar à requerida que: -Abstenha-se de imediato da prática de intermediar quaisquer novos contratos de aprendizagem. de modo que haja correlação entre os cursos ministrados e as atividades a serem desenvolvidas nas empresas. e o periculum in mora no fato de que a continuidade da intermediação irregular pode causar danos de difícil reparação ao desenvolvimento da atividade de aprendizagem.

7. 9. COTAS DE PROFESSORES NAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR (UNIVERSIDADES E CENTROS UNIVERSITÁRIOS) DO PEDIDO Em razão do exposto. no prazo de 6 (seis) meses. requer o Ministério Público do Trabalho: 1. incisos II e III da Lei n. parágrafo único. pelo menos.394/96 c/c o art.394/96. II e III da Lei n. sob pena de multa (astreintes) equivalente a R$ x. 2. Seja deferida a antecipação de tutela. 69. 7. parágrafo único. A condenação definitiva da Ré na obrigação acima descrita. a ser reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT (Lei n. com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado e de um terço em regime de tempo integral.394/96 c/c o art. . a ser reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT (Lei n. 69. II e III da Lei n.000.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 140 50. os percentuais previstos no art.00 (xxx mil reais). 52.000. do Decreto n. sob pena de multa (astreintes) equivalente a R$ x. por cada contratação feita sem a observância dos percentuais previstos no art.998/90). 9.998/90). A condenação da Ré na obrigação de preencher. 5. 9. confirmando-se os efeitos da antecipação da tutela jurisdicional. 52. por cada vaga não preenchida nos moldes legais.00 (xxx mil reais).773/06. de modo que seu corpo docente passe a ser composto de um terço. 3. para que a Ré se abstenha de proceder a novas contratações de professores que não sejam voltadas a preencher os percentuais legais descritos no art. 52.

P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 141 51. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO . IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 52. HORAS DE PRONTIDÃO E HORAS DE SOBREAVISO 53.

P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 142 .

00 (LACP art. à presente demanda. Requer. PRODUÇÃO DE PROVAS 3. Termos em que pede deferimento.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 143 AO FIM DOS PEDIDOS. Procurador(a) do Trabalho O autor requer: 1. REQUERER A CONDENAÇÃO PELOS DANOS MORAIS COLETIVOS . por fim.1º caput) REQUERIMENTOS 1. a todos os Membros do MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO. VALOR DA CAUSA 6. A produção de outras provas eventualmente necessárias ao esclarecimento das questões discutidas no feito. querendo. sob pena de revelia e confissão. CITAÇÃO DA RÉ 2..000.º 75/1993 (LOMPU). CONDENAÇÃO NAS CUSTAS 5. Assinatura 10. a fim de que compareça à audiência de instrução e julgamento e responda. Requer o pagamento de indenização pela lesão transindividual dos direitos da personalidade (danos morais coletivos / danos morais extrapatrimoniais) no valor de R$ 500. o assento . Local 8. Data 9. 7.. E ANTES DOS REQUERIMENTOS. A citação do réu no endereço já apontado. a observância às Prerrogativas Institucionais e Processuais conferidas pela Lei Complementar n. em especial. 2. 3. INTIMAÇÃO PESSOAL DO PROCURADOR 4.

Finalmente. para efeito meramente fiscal. II. Nestes termos. 3. e 84. Assinatura 10. 1. (cidade). querendo. no prazo legal apresentem. o MP arrola. de toda e qualquer Decisão proferida no presente Feito.xxx-xxx. CPC. 3. 4.) 2. Local 8. situada na rua xxxxxx n. P. podendo ser notificados na Delegacia Regional do Trabalho em xxx. a intimação pessoal dos atos e prazos processuais atinentes à espécie (art. sem exceção. que deverão ser ouvidas por Carta Precatória. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito permitidos. 75/93).000. nesta Capital. Desde logo. bairro xxxxx. para que. evidentemente. requer. RAFAEL FERNANDES 1. 6.da Vara do Trabalho (art. (M ode lo re t irado do ma t e ria l do c urs o TOGA – P ro f . 75/93. 2. 18. requer-se a citação das rés para contestarem a ação.. xxx. 5. ART. a se efetivar na Sede da PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 11ª REGIÃO. “a”) e a intimação pessoal e nos Autos do Membro que subscreve a presente Petição (arts.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 144 no mesmo plano e imediatamente à direita do Juiz do Trabalho Titular ou. II. da Lei Complementar n. ( nome) Procurador(a) do Trabalho. “h”. .00 (xxx mil reais). Requer também o Ministério Público do Trabalho a oportunidade para a produção de todas as provas admitidas em Direito hábeis à elucidação do presente e. os Fiscais do Trabalho da DRT. no endereço da Procuradoria Regional do Trabalho da Xª Região. para efeitos legais e de alçada.00 (quinhentos mil reais). pede deferimento. o valor de R$ 500. I. Data 9. 7. art. xxx e xxx. 18. 5. 2. localizada à Rua. a condenação do réu nas custas e despesas processuais.º). mais. (dia) de (mês) de (ano). Procurador(a) do Trabalho FERNADA CAMPOS MINAS Por fim.000. 6. Atribui à causa. o valor de R$ x. se quiserem. 236. 18. do que estiver no exercício da Titularidade . sob pena de incidirem nos efeitos da revelia. CEP xx. P at ric k Ma ia ) OU A intimação pessoal e nos autos de todos os atos praticados no curso do processo (LC n. “h”. 4. A citação das rés nos endereços indicados ao início. como testemunhas. Dá-se à causa. II. h. IV). 18. contestação.. Termos em que pede deferimento.

xxxx. com vista.000. e com o art. 6. Requer. O Ministério Público do Trabalho requer. residente e domiciliada à xxx.000. especialmente a documental que segue junto à petição inicial. 8. 7. Local / Data Assinatura Procurador(a) do Trabalho 5. o depoimento pessoal dos prepostos da ré e a oitiva das testemunhas xxxxxx. Natal. à Procuradoria Regional do Trabalho da xxª Região. 9.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 145 4. 7. apresentar defesa. a condenação da ré ao pagamento das despesas processuais. com o art.00 (um milhão e quatrocentos mil reais). querendo. do CPC.400. letra “h”. brasileira. § 2º. Valeu pessoal. cuja intimações se requer. prosseguindo o feito até decisão final. IV. 4/00 da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho. Aqui finalizamos nosso trabalho. 84. Requer-se.00 (hum milhão de reais). 236. 5. 3. 75/93. RG n. a citação da ré para. por fim. em seu art. Atribui-se à causa o valor de R$ 1. Termos em que pede deferimento. da Lei Complementar n. a produção de todas as provas em direito admitidas. 4. Parabéns a todos os 42 futuros procuradores do trabalho deste grupo. inciso II. ainda. Onde vamos comemorar no dia 8 de outubro de 2010? Alguém tem pára-quedas para saltar em São Félix do Araguaia? Há outra forma de chegar lá? ORIENTAÇÕES DA COORDIGUALDADE . Nesses termos. BÁRBARA LOUISE 1. 14 de fevereiro de 2010. 8. Dá-se à presente ação o valor de R$ 1. de conformidade com o Provimento n. 18. ainda. Bárbara Silva / Futura Procuradora do Trabalho 2. pede deferimento. sob pena de revelia e confissão. sua intimação pessoal de todos os atos do processo.000. com a remessa dos autos. 6. a observância do privilégio processual conferido ao MP (intimação pessoal de todos os atos do processo) e previsto na Lei Complementar nº 75.

SPC ou qualquer outra entidade similar. a buscar a inserção dessa mão-de-obra em cada local onde exista um estabelecimento. observadas as necessidades. dias 26 e 27/04/04) 8 – “É discriminatória a exigência de certidão negativa em órgão de consulta creditória.213/91. é possível a contratação direta com associação de pessoas portadoras de deficiência. a Procuradoria Regional do Trabalho que tem o procedimento investigatório poderá consultar as demais Regionais nas quais a empresa desenvolva suas atividades para a definição da atuação. limpeza e conservação. para as atividades passíveis de terceirização. dias 26 e 27/04/04) 3 – “1. tais como recepção. desde que haja contrato de trabalho entre a pessoa portadora de deficiência e a associação. é recomendável que se insiram nos termos de compromisso de ajuste de conduta cláusulas que assegurem os pisos salariais das categorias que exerçam as mesmas funções dos empregados contratados.” (Aprovada na III Reunião Nacional da Coordigualdade. destacando-se que tal contratação não implica dispensa ou diminuição da cota legal a que estiver obrigada a tomadora. sendo recomendável a inserção de cláusula que estabeleça a reserva de valor para o pagamento de verbas rescisórias. Na elaboração dos termos de compromisso de ajuste de conduta que versem sobre o cumprimento do artigo 93 da Lei nº 8.” (Aprovada na III Reunião Nacional da Coordigualdade. 2. na forma da lei. dias 26 e 27/04/04) 5 – “Nos casos de contratação de associação de pessoas portadoras de deficiência pela Administração Pública.” (Aprovada na III Reunião Nacional da Coordigualdade. compatível com o seu objeto. Questões supra-regionais.” (Aprovada na III Reunião Nacional da . . dias 26 e 27/04/04) 6 – “1. 2.” (Aprovada na III Reunião Nacional da Coordigualdade. a adequação do local e as atividades desenvolvidas. assim compreendidas aquelas que importem contato físico e/ou exposição visual de partes do corpo ou objetos pessoais. dias 26 e 27/04/04) 4 – “Nos contratos com a Administração Pública.” (Aprovada na III Reunião Nacional da Coordigualdade. judicial ou extrajudicialmente.Os casos de impossibilidade de inserção de pessoas portadoras de deficiência devem ser analisados quando da verificação do cumprimento do TAC. deverá ser considerado o número total de empregados da empresa. dias 26 e 27/04/04) 9 – “O procurador poderá. quando do cumprimento do percentual legal previsto para a contratação de pessoas portadoras de deficiência. dias 26 e 27/04/04) 2 – “Revista íntima. Limites. não devendo ser inserida cláusula que excepcione qualquer função ou atividade. converter a multa devida pelo descumprimento de cláusulas de termo de compromisso de ajustamento de conduta em obrigação de outra natureza. dias 26 e 27/04/04) 7 – “São afetas à área de atuação da COORDIGUALDADE as denúncias de assédio moral. Não serão admitidas revistas íntimas dos empregados. e de maneira fundamentada. Atuação Institucional do Ministério Público do Trabalho na inserção de PPD.” (Aprovada na III Reunião Nacional da Coordigualdade.” (Aprovada na III Reunião Nacional da Coordigualdade. para admissão. este será elevado até o primeiro número inteiro subseqüente. promoção ou permanência no emprego. bem como a exigência de carta de fiança. como SERASA. A empresa deverá ser orientada. Em empresas de âmbito supra-regional. desde que fundadas em discriminação.” (Aprovada na III Reunião Nacional da Coordigualdade. no caso de dispensa.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 146 1 – “Quando a aplicação do percentual legal resultar em número fracionário.

” (Aprovada na III Reunião Nacional da Coordigualdade. Os feitos que versem sobre o cumprimento do Artigo 93 da Lei 8.213/91. dias 27 e 28/04/05) 13 – “A exigência da implementação das condições de acesso das pessoas com deficiência e pessoas reabilitadas ao local de trabalho constitui prioridade de atuação do Ministério Público do Trabalho”. com exceção do próprio Ministério Público do Trabalho.” (Aprovado na VI Reunião Nacional da Coordigualdade. Pedido de Sigilo.” (Aprovada na III Reunião Nacional da Coordigualdade. dias 26 e 27/04/04) 11 – “Investigação sobre o cumprimento do Artigo 93 da Lei 8. direito à intimidade. dias 26 e 27/04/04) 12 – “Em ações em que sejam discutidos direitos fundamentais dos trabalhadores. é recomendável chamá-lo para a liberação do sigilo com esclarecimento da impossibilidade de continuidade da investigação. entre outros.213/91 terão seu acesso restrito às empresas investigadas e aos servidores necessários a sua tramitação interna. dias 24 e 25/04/06) . dias 08 e 09/05/2007) 10 – “Discriminação.” (Aprovada na IV Reunião Nacional da Coordigualdade. tais como discriminação. Impossibilidade nos casos em que o denunciante solicitar sigilo e o procurador entender que a investigação imprescinde da identidade do denunciante. na hipótese de sua manutenção. Restrição de acesso aos autos.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 147 Coordigualdade. (Aprovada na V Reunião Nacional da Coordigualdade. assédio moral e sexual. dias 26 e 27/04/04) Parágrafo Único – A Multa convertida poderá ser destinada a órgãos públicos e/ou entidades prestadoras de serviços com finalidade pública. há interesse público que justifica a intervenção do Ministério Público. revista íntima.

é o local onde as pessoas desempenham suas atividades laborais. celetistas.6. como um dos aspectos do meio ambiente. I). Outros interesses Difusos. Combate ao Trabalho Escravo 5. Assédio Moral 6. Greve 6.3. empregados. Comissões de Conciliação Prévia e Tribunais Arbitrais 1. Em razão da Cor 3. maiores. ambos.5. Exibição de Documentos 6. autônomos etc). art. Por Doença 3.4.1. provoca-se agressões a toda a sociedade. que permite.4. O meio ambiente do trabalho. Cooperativas de Trabalho Fraudulentas 6. Tutela do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador 2. os quais.3. Moralidade Administrativa e Falta de Concurso Público 6. Combate às Discriminações nas Relações de Trabalho 3. 6938/81. abriga e rege a vida em todas as suas formas (L.9. Lista Negra Discriminatória 4. servidores públicos. Indisponibilidade de Bens e Intervenção na Administração Empresarial 6. como direitos fundamentais do cidadão trabalhador.2. independentemente da condição que ostentem (homens. química e biológica. Em razão da Orientação Sexual 3. Coletivos e Individuais Homogêneos 6.6. remuneradas ou não. menores. Lide Simulada 6.5.8. influências e interações de ordem física.7. Terceirizações Ilegais 6. leis. . Trabalho do Preso 6. qdo desrespeitados. pois é esta quem financia a Previdência Social.2.1. Com relação à Mulher 3. TUTELA DO MEIO AMBIENTE E DA SAÚDE DO TRABALHADOR Meio ambiente é o conjunto de condições. cujo equilíbrio está fundado na salubridade do meio e na ausência de agentes q comprometam a incolumidade físico-psíquica dos obreiros.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 148 RESUMO DO LIVRO DO RAIMUNDO SIMÃO. Combate ao Trabalho Infantil e Regularização do Trabalho do Adolescente 3. Qualificam-se o meio ambiente do trabalho adequado e seguro e a saúde do trabalhador. 3º. mulheres. Com relação às Pessoas Portadoras de Deficiência 3. IV – AÇÃO CIVIL PÚBLICA NA JUSTIÇA DO TRABALHO 1.

(estudar. mediante incentivos específicos. 1º CF estabelece como fundamento da República e do Estado Democrático a cidadania. discriminação. a legislação inferior a disciplinar uma série de medidas para evitar a discriminação da mulher. I). sem qq discriminação. É objetivo fundamental da República promover o bem de todos. O art. 3º. . á saúde. á alimentação. ou seja. sendo igualmente proibida qq discriminação no tocante a salários e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. higiene e segurança. violência. COMBATE ÀS DISCRIMINAÇÕES NAS RELAÇÕES DE TRABALHO A discriminação constitui um dos mais graves ilícitos. medicina e higiene e prevenirem o meio ambiente do trabalho dos riscos à saúde dos trabalhadores. O art. 7º.1. Disso se extrai que a Carta procurou compatibilizar a livre iniciativa para o desenvolvimento econômico com o respeito à dignidade humana no trabalho. aqui. á dignidade (etc). o respeito ao meio ambiente do trabalho como novo direito de personalidade. 225 da CF instituiu princípios ambientais: o da prevenção e da educação (§ 1º). 7º proíbe a diferença de salários. os contratos de aprendizagem. 9799. o servidor público etc. do poluidorpagador (§ 3º) e o do desenvolvimento sustentável (caput). com absoluta prioridade. perigoso e noturno ao menor e estabelece a idade do aprendiz. 170 diz q a livre iniciativa deve fundar-se na valorização do trabalho humano. O ECA (Lei n. à educação. com relação à mulher. cujo capítulo V foi recepcionado pela Carta Política. 8069/90) completa sobre o tratamento a ser dado ao adolescente que trabalha. o q importa em dizer que o constituinte norteou-se no princípio do desenvolvimento sustentado – assegurou e incentivou a livre iniciativa econômica. E A CF/88. 372 e s. exploração. XXXIII firma a proibição de labor insalubre. assim.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 149 O art. da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente. ao lazer. a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho. XXII. q alterou a CLT (arts. CF). XXX). 3. 9029/1995 é de extrema importância. 7º. além de colocá-los a salvo de toda e qq forma de negligência. diz ser direito do trabalhador urbano e rural a redução dos riscos inerentes ao trabalho. pois proibiu a exigência de atestado de gravidez e esterilização de mulheres e tipifica como crime as práticas decorrentes. no caso. 5º. 2. desde que respeitados os princípios que norteiam a dignidade da pessoa humana. procura eliminar as diferenças de remuneração pelo trabalho prestado por homens e mulheres. 7º. Com relação à mulher A CF assegurou a igualdade de direitos e obrigações entre homens e mulheres (art. tendo por fim assegurar a todos a existência digna. passando. todos são iguais perante a lei. idade. art. Na esfera infraconstitucional há a Lei 6938/81 (Lei de Política Nacional do Meio Ambiente). também a CLT. nos termos da lei (art. O art. o direito á vida. 227 da Cf diz que é dever conjunto da família. estágio. Segundo o art. conforme os ditames da justiça social. 5º da CF. e nulidade do contrato do menor. A lei n. por meio de normas de saúde. sem preconceitos e discriminações (inciso IV..). de exercício de função e de critério de admissão por motivo de sexo (art. art. e preservar os direitos da Lei n. proteção do mercado de trabalho da mulher. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. afastar a discriminação fundada em gênero. A mesma Constituição deu ao Ministério Público a atribuição de promover ACPs com o objetivo de obrigar as empresas a cumprirem as normas de segurança. O MPT. cor ou estado civil. COMBATE AO TRABALHO INFANTIL E REGULARIZAÇÃO DO TRABALHO DO ADOLESCENTE O art. O art. entre outros. observado como postulado a defesa do meio ambiente. artigo do Bernardo na LRT) Ler 3. 7º. à profissionalização. XX) e proibição de diferença de salário. à cultura. crueldade e opressão. Observe-se que trabalhador é conceito mais amplo que empregado – abrange tb o autônomo.

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Em relação às revistas íntimas, a JT vem acolhendo o pedido de indenização por danos morais coletivos, além da imposição de obrigação de não fazer (abstenção da prática ilegal) e do acolhimento de reparação do dano individualmente sofrido por cada trabalhadora. Afinal, a dignidade da pessoa não pode ser suprimida sob pretexto de mera desconfiança generalizada de ameaça ao patrimônio do empregador; sendo a vida o principal bem do ser humano, a honra lhe segue imediatamente em importância, situando-se acima do patrimônio na escala de valores; logo, não pode o empregador, sob pretexto hipotético de ter seu patrimônio sob ameaça, agredir a honra e a intimidade de seus empregados.

3.2. Com relação às pessoas portadoras de deficiência A carta Política dedicou diversos dispositivos à proteção das pessoas portadoras de deficiência. Vedou qq forma de discriminação qto ao acesso ao mercado de trabalho e nos salários, bem como exigiu fosse reservado percentual dos cargos e empregos públicos (arts. 7º, XXXI, 37, VIII e 173). O Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União (L. 8112/90), art. 5º, § 2º, fixou o percentual de até 20%. A finalidade da política de emprego é a inserção da pessoa portadora de deficiência no mercado de trabalho, ou sua incorporação no sistema produtivo, mediante regime especial de trabalho protegido.

3.3. Por doença No tocante à discriminação por motivo de doença, especial atenção merecem os trabalhadores afetados pelo vírus da imunodeficiência (HIV) ou pela síndrome da imunodeficiência adquirida (Doentes de AIDS), pois a infecção por HIV não deve representar motivo para o rompimento da relação de emprego, desde que o infectado esteja habilitado, sob o prisma médico, a desempenhar suas funções. Com efeito, é vedado ao empregado exigir exames para constatação de possíveis empregados infectados. A legislação é ainda tímida, mas a Lei 7670/88 estendeu os benefícios de licença para tratamento de saúde, aposentadoria, reforma militar, pensão especial e levantamento do FGTS aos portadores do HIV. Em ACP ajuizada pelo MPT da 15º Região, o TRT 15º R manteve sentença que condenou determinada empresa a pagar multa de R$ 20 mil por exigir exame de VDRL (específico para sífilis) na admissão de empregados. Tal ocorreu pq não admitiu uma mulher q seu exame sanguíneo apresentou resultado positivo. A empresa foi tb condenada a deixar de exigir o exame, sob pena de pagto de R$ 1 mil/dia em caso de descumprimento. Entendeu o TRT q houve abuso de direito ao aplicar a empresa o art. 168, § 2º, CLT.

3.4. Em razão da cor O MPT, apoiado no postulado de repúdio ao racismo, investiga denúncias ou notícias de discriminação de trabalhadores negros, tomando dos inquiridos TAC ou ajuizando ACP. Busca o MPT evitar a prática de discriminação, uma vez que este tipo de atitude constitui crime inafiançável e imprescritível (art. 5º, XLII, CF, e Lei n. 9029/95). As principais questões denunciadas são: - não admissão de negros como prática genérica do empregador; - falta de reconhecimento de qualificação profissional para eventual promoção ou aumento salarial; - dispensa por preconceito racial. A discriminação contra os negros nas relações de trabalho se dão mais nos ramos de: - hotelaria; - lojas de shoppings; - restaurantes; - comércio.

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3.5. Em razão de orientação sexual Não constitui prática reconhecida no Brasil a discriminação de obreiros, fundada em sexo e na orientação sexual de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Tais práticas, todavia, encontra repúdio constitucional nos arts. 3º, IV e 7º, XXX, da CF, o q legitima a atuação ministerial para coibi-la.

3.6. Lista negra discriminatória Há tempos existe no Brasil a prática discriminatória com relação a trabalhador que ajuíza ação trabalhista, contrariando, assim, a Constituição da República (art. 5º, XXXV), que garante a todos os brasileiros o direito de ação, por meio do qual é assegurado o livre acesso ao Poder Judiciário para defesa de direitos lesados ou ameaçados de lesão. Diversos Inquéritos Civis e Ações Civis Públicas têm sido manejadas pelo MPT no combate às listas discriminatórias. Através desse ato discriminatório, os trabalhadores somente têm acesso ao mercado de trabalho se não tiverem sido autores em reclamações trabalhistas ajuizadas em face antigos empregadores. Com isso, a possibilidade de emprego fica condicionada à inexistência de ações judiciais movidas pelos candidatos às vagas existentes no mercado, em evidente violação ao direito de ação, constitucionalmente assegurado (art. 5º, XXXV), bem como ao próprio direito ao trabalho, que é um direito social (art. 6º, CF). Casos há em que o candidato é discriminado pelo simples fato de um parente ter ido a JT reclamar seus direitos violados. Há afronta ao art. 7º, XXX, q proíbe qq critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor, estado civil ou outra discriminação q não encontre amparo constitucional ou legal. Objetivando evitar q essa deletéria forma de discriminação continuasse a ocorrer, o MPT, na defesa do interesse público indisponível dos trabalhadores, requereu ao TST o bloqueio de consulta pelo nome das ´partes às informações processuais disponibilizadas nas homepages de todos os Tribunais trabalhistas, o que foi prontamente atendido. Note-se que não há violação à regra constitucional segundo a qual todos têm direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular (art. 5º, XXXIII), pois tal garantia não é absoluta, sendo certo que no mesmo dispositivo há ressalva (segurança da sociedade e do Estado); igualmente, não houve agressão ao postulado da publicidade dos atos processuais, pois o art. 5º, LX, diz que a publicidade poderá ser restringida – note-se, por fim, os incisos V e X do art. 5º. As fraudes vêm se aperfeiçoando (ex: por meio de certidão obtida pela própria JT). então, deve instaurar ICP para apuração de denúncias e obtenção de TAC. O MPT,

4. COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO São características do trabalho análogo à condição de escravo: - vulnerabilidade social do obreiro (pobreza, falta de informação); - aliciamento por pessoa contratada pelo tomador (gato); - pagamento de pensão pelo gato ou patrão, onde inicialmente se acomodam os obreiros; - deslocamento até o local de trabalho (longe e de difícil acesso), onde passam a morar; - processo de acumulação de dívidas pelo trabalhador, para aquisição de material de trabalho e alimentos; - condição degradante de vida e de trabalho; - não recebimento de salário em dinheiro; - impedimento de saída normal do local de labor e violência física/moral.

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É crime, cf art. 149 Código Penal. A conduta pode ser praticada com violência, ameaça, fraude ou retenção de salários, não se exigindo, além da submissão da pessoa ao agente, maus tratos contra a vítima, senso, de qq forma, irrelevante o consentimento do trabalhador, pois se trata a liberdade individual de um direito humano fundamental e indisponível. Outros crimes: art. 203 (contra a organização do trabalho) e art. 207 (aliciamento). São exigências para a regularização do trabalho degradante ou análogo à condição de escravo: - anotação da CTPS e registro em livro próprio; - reconhecimento dos direitos trabalhistas e previdenciários; - pagamento de salários até o 5º dia útil do mês seguinte; - respeito à jornada de labor de 44h semanais e 8 diárias; - concessão de RSR; - concessão de férias remuneradas; - recolhimento de FGTS e das contribuições previdenciárias; - fornecimento gratuito dos equipamentos de trabalho e de proteção do trabalhador; - realização de exames médicos admissionais, periódicos e demissionais; - fornecimento de materiais de primeiros socorros e de água potável; - disponibilização de instalações sanitárias e de alojamentos dignos onde ficam os obreiros. Os pedidos nas ACPs em face dos réus, entre outros, podem ser os seguintes: - reconhecimento do vínculo de emprego entre os trabalhadores e o tomador serviços; - abstenção de exigir trabalho forçado/degradante; - abstenção de coação ou indução dos trabalhadores a utilizar armazéns ou serviços mantidos pelo tomador; - abstenção de imposição de sanção aos trabalhadores em razão da dívida acumulada; - bloqueio de dinheiro nas contas bancárias em nome do réu para garantir a execução final da decisão a ser proferida; - indisponibilidade dos bens móveis e imóveis do réu; - quebra de sigilo bancário e fiscal do réu; - cumprimento das normas de segurança, medicina e higiene do trabalho; - rescisão indireta dos contratos de trabalho, com pagto das verbas rescisórias, qdo desaconselhável a continuidade da relação de emprego; - pagto das despesas de viagem de retorno dos trabalhadores às suas origens; - condenação em dano moral coletivo; - etc. As ACPS são ajuizadas qdo não se consegue a erradicação do trabalho escravo pela fiscalização, através da força-tarefa do Tem, com a presença do MPT e da Polícia Federal, ou por meio de TACs tomados pelo MPT.

para que este possa dedicar-se mais á atividade-fim. . suspensão dos direitos políticos e decreto de indisponibilidade dos seus bens. pela prática de ato de improbidade administrativa com o ressarcimento dos danos causados à Administração Publica. Os resultados são obtidos através de Termos de Ajustamento de Conduta nos autos de Inquéritos Civis Públicos ou pelo ajuizamento de Ações Civis Públicas. COLETIVOS E INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS 6. perda da função pública. é necessário distinguir a terceirização de mão-de-obra. é o fornecimento de mão-de-obra. No Brasil. é o aluguel de trabalhadores para tocarem as atividades principais das empresas e dos entes públicos. 127 da Constituição Federal. OUTROS INTERESSES DIFUSOS. Essa é a única hipótese legal de intermediação de mão-de-obra. A regra abrange também os entes da Administração Indireta. pois a atividade-fim destina-se aos aprovados em concurso público. chamadas tb de atividades-meio. atividade principal. IV. do regime democrático e dos interesses relevantes da sociedade. A competência é da JT quando não se tratar de servidores contratados pelo regime estatutário. desrespeito aos direitos fundamentais dos trabalhadores e. de prejuízos ao erário. O MPT. portanto. II). Os temporários. conforme Súmula 331. é o concurso público. no caso do serviço público.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 153 5. são trabalhadores irregulares! 6. tem tido atuação decisiva. Cabe também a remessa de ofício aos outros ramos do Ministério Público. consistente na transferência para terceiros de atividades secundárias do tomador de serviços. para acesso ao serviço público. obrigando os administradores a realizá-lo em determinado prazo. detentoras de tecnologia própria e moderna. à evidencia. a investidura em cargo ou emprego público depende de prévia aprovação em concurso público. a condenação dos réus. para atender a situações excepcionais.1. que é diferente da subcontratação ou terceirização de produtos e de serviços. a denominada reestruturação produtiva. A regra. Diante do fumus boni iuris e do periculum in mora. com isso. diminuição dos custos da produção etc. è um processo irreversível. concentrando as empresas suas forças para a atividade principal e entregando as atividades periféricas para outras empresas especializadas. É o que normalmente ocorre quando os entes públicos contratam obreiros temporariamente – estes. 37. Mas o que ocorre muito nos setores privado e público. dando-se igual oportunidade para todos os brasileiros que. por contadas inovações tecnológicas. A sua legitimação decorre do quanto disposto no art. Federal. As relações individuais de labor vem sofrendo importantes modificações na busca de maior flexibilização dos direitos trabalhistas. Logo. sem. Nesse caso. que lhe atribuiu as funções de defesa da ordem jurídica. Também no serviço público a terceirização só é admitida nas atividades-meio. com prejuízos para os trabalhadores e para a sociedade. TST. contudo. Há decisão da JT de Rondônia julgando procedente pedido de condenação por Improbidade Administrativa decorrente de contratação de servidores públicos sem concurso. modificações na organização produtiva. pelo prazo máximo de 03 meses. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. buscando. o Juízo de primeiro Grau expediu liminar determinando que os requeridos se abstivessem de promover terceirização das atividades-fins da Secretaria de Saúde do Estado de Rondônia. pretendam ingressar no serviço público. para investigar sobre a ocorrência de crimes praticados pelos agentes responsáveis pela não realização do concurso. o MPT e o MPF ajuizaram ACP na JT. preenchidas as condições exigidas. evitando-se. não se submetendo a concurso público e não sendo ocupantes de cargos de confiança. não podem ser considerados servidores regidos pelo Regime Jurídico Estatutário. A atuação do MP dá-se no sentido de regularizar as situações existentes de falta de concurso. entre outros. adequando a terceirização ás hipótese legais. pessoas físicas. Nas décadas de 60 e 70 surgiu no cenário mundial. tal fenômeno é conhecido como “terceirização”. como forma de acumulação de capital. independentemente do regime jurídico adotado (estatutário ou celetista). Estadual e do Distrito Federal. que responde subsidiariamente pelos direitos laborais reconhecidos aos obreiros. por meio de Inquéritos Públicos e de ACP. que é ilegal. e a terceirização de produtos e serviços. 6019/74. MORALIDADE ADMINISTRATIVA E FALTA DE CONCURSO PÚBLICO De acordo com a CF/88 (art. Teve impulso com a Lei n. Terceirização Ilegais. que permitiu a intermediação da mão-de-obra subordinada temporariamente. colocar em risco a continuidade do serviço público prestado à população. que é admitida.

A partir da citada alteração legal começaram as fraudes e desvirtuamento das normas laborais e do verdadeiro cooperativismo. pedindo a cessação das práticas vexatórias e humilhantes em desfavor dos trabalhadores. . vários são os tipos de cooperativas. atos vexatórios e agressivos e de qq tipo de perseguição contra os trabalhadores. 5764). . a contratação de cooperativas para a prestação exclusivamente de serviços e não de fornecimento de mão-de-obra. a obtenção de melhores condições de vida e de renda dos integrantes do grupo. As cooperativas de mão-de-obra têm causado problemas. seja pelos seus prepostos. como: suspensão do trabalho por meio de cooperativas. . reconhecimento da relação como sendo de emprego (mas não com a Administração Pública.3. mas tb evitar q alguém os submeta a tais práticas. por meio de “empresas intermediadoras de mão-de-obra”. pois a CF/88 exige concurso!) e a cominação de multa. A atuação do MPT tem se dado via ICP e via ACP. que obedecem apenas as diretrizes gerais e comuns estabelecidas nos estatutos da cooperativa. há boas cooperativas de trabalho. 4º. 6. travestidas de cooperativas. sob o falso pretexto da criação de postos de trabalho e da modernização do Direito do Trabalho. qdo o labor. por sua própria natureza. incluindo-se as de trabalho (de produção e de serviços).2. não só dispensar aos seus empregados tratamento digno e compatível com sua condição humana. A origem do problema está no § único do art.divisão dos lucros/sobras entre os associados. não deve haver subordinação alguma dos trabalhadores-cooperados em relação ao tomador. Permite-se. pois. Estados e Municípios a fim de que se abstenham de contratar obreiros por meio de cooperativas de mão-de-obra. a cominação de multa pela continuidade da prática ou omissão em . Por outro lado. . constrangimentos. desde que estes sejam prestados em caráter coletivo e com absoluta autonomia dos cooperados – ou seja. Há quem inclua as de mão-de-obra.objetivo comum que une os associados pela solidariedade. Cooperativas de Trabalho Fraudulentas O cooperativismo é uma reunião de pessoas que buscam. para a prestação de serviços ligados às suas atividades-meio ou fim. seja pelo empregador diretamente. que servem para melhorar as condições de vida dos seus associados. 442. Assédio Moral Consiste na prática de humilhações.independência e autonomia dos seus cooperados.animus/espontaneidade qto à criação da cooperativa e do trabalho prestado. destinam-se a vender mão-de-obra. de várias pessoas. Nas ACPs podem ser feitos muitos pedidos.liberdade de associação e desassociação. Juridicamente. . Nasceu para se contrapor ao capitalismo e melhorar a vida das pessoas. art. e não para a ele servir. Assim. Já as pseudocooperativas visam beneficiar tomadores de serviços e seus “donos”. Cabe ao empregador. . que sozinhos dificilmente conseguiriam os êxitos obtidos. São postulados do verdadeiro cooperativismo: . com o objetivo de melhorar as condições econômicas e profissionais de seus associados (art. é uma instituição de natureza mercantil ou civil. De forma grave vem-se intensificando o processo de terceirização no serviço público por meio de cooperativas de trabalho.não flutuação dos associados no quadro cooperativado. O MPT tem firmado TACs com a União. mediante objetivos comuns. 5º. da CLT. como o registro na CTPS e realização de concurso público. contudo. que diferentemente das anteriores. demandar execução em estado de subordinação. L.autogestão democrática. barateando e precarizando o trabalho humano. qdo fraudulentas ou ilegais.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 154 6. De acordo com a Lei 5764/71. pq o ingresso no serviço público deve submeter-se à aprovação em concurso. como as de produção rural. prejudicando os trabalhadores e negando-lhes direitos fundamentais.

repetidamente submetidos a humilhações no ambiente laboral. da CF. coloquem em perigo iminente a sobrevivência. Mas há tb hipóteses em que o acordo é feito pelo sindicato da categoria profissional. confissão. em especial a empregados e empregadores. Exibição de Documentos . 856 CLT e 8º da Lei de Greve. foi elevado a valor social. pois se não aceitarem o acordo imposto pela empresa. na qual obtém a assinatura dos mesmos em papéis em branco. 129. a proteção dos próprios trabalhadores. valor cujo resguardo é imputado a todos os participantes da sociedade. Só depois. quando a empresa obtém assinatura dos empregados em documentos. petição de acordo e outros documentos necessários à simulação. já assoberbada pela quantidade monumental de processos que recebe. 6. de comum acordo.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 155 coibi-la e o pagamento de indenização a título de dano moral coletivo. A atuação do MPT busca. ajuizar reclamatória com o fim exclusivo de obter quitação plena dos direitos laborais dos trabalhadores é perpetrar simulação!!! Ocorre. em ação patrocinada por advogado que nunca viram.6. sem prejuízo da ação individual do trabalhador prejudicado na busca de reparação do dano sofrido. Greve Conforme dispõe a lei de greve. da LC 75/93. incompatível com a boa-fé – com efeito. sem contratação por outra empresa do mesmo grupo econômico. III. 6. durante a greve. assinam os documentos que lhes são entregues. sofrem ameaça de demissão. como condição para receber seus haveres decorrentes da rescisão do contrato.4. geralmente rurais. Lide Simulada De acordo com o art. nos serviços ou atividades essenciais (são necessidades inadiáveis da comunidade aquelas que. os sindicatos. o Judiciário examina lides e tenta conciliá-las ou solucioná-las. caracterizando-se a simulação quando: a) b) c) aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem ou transmitem. ou pós-datados Denúncias recebidas e apuradas pelo MPT demonstram que algumas empresas simulam acordos trabalhistas na JT para se eximir do pagamento dos direitos trabalhistas devidos aos seus empregados. os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados. A violação da dignidade humana de trabalhadores. se não havia conflito. Na inobservância do acima colocado. 6. a saúde ou a segurança da população). o que enseja a rescisão da sentença homologatória para anular integralmente o processo simulado. contiverem declaração. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. os trabalhadores são coagidos. deparam-se com uma quitação geral de determinado processo e do contrato de labor. 11 e 12 da LACP. merece ser pronta e efetivamente coibida. vez que a greve é um direito fundamental que merece proteção do Estado quando exercido regularmente. afinal. 167 do CC. condição ou cláusula não verdadeira. cabendo ao MPT adotar medidas legais visando ao atendimento das necessidades inadiáveis da população e. como procuração para um determinado advogado. não atendidas. Noutras situações. Ajuizar reclamatória para o fim exclusivo de obter quitação plena dos direitos dos trabalhadores é perpetrar simulação. quando ajuízam a ação trabalhista. por meio de ICP ou ACP. a garantir. evitar práticas contrárias ao Direito e aos interesses indisponíveis dos trabalhadores lesados. erigido em postulado fundamental da República Brasileira. III. o Poder Público assegurará a prestação dos serviços indispensáveis. geralmente. que os convoca para assembléia. A atuação ministerial encontra respaldo nos arts.5. antes da propositura da ação sem o conhecimento dos obreiros. são nulos os negócios jurídicos simulados. 83. os instrumentos particulares foram ante-datados. não havia fundamento para se colocar em funcionamento a máquina judiciária estatal. O trabalho. se for o caso. Os trabalhadores de pouca instrução.

poderá o juiz conceder mandado liminar. . de qq organismo público ou particular. .o pagamento de indenização por dano moral coletivo em face da ofensa e dano perpetrados contra os interesses e direitos metaindividuais dos obreiros. De acordo com o art. sem a devida provisão de fundos. 4º. Mas nem sempre são atendidas as requisições. . 6º. .habitual atraso no pgto de salários. qdo requisitados pelo MP (LACP. são: . exames ou perícias. pede-se: . L.falta de registro do contrato em CTPS. poderá o MPT instaurar ICP.7. qdo indispensável à propositura da ação pertinente. 6. Indisponibilidade de Bens e Intervenção na Administração Empresarial Irregularidades mais comuns praticadas por empresas contra o direito dos trabalhadores: . certidões. que são utilizados para o ajuizamento de ação com o objetivo de levar a erro o Judiciário e obter o reconhecimento da quitação dos débitos laborais. ou requisitar. . o retardamento ou a omissão de dados indispensáveis à propositura da ACP.não observância das normas de medicina e segurança no trabalho. É possível. em decisão sujeita a agravo. 7347/85) para tais fins. tb.pagto de salário com cheque de terceiros. Este tipo de administração empresarial é desaconselhável na medida em que causa prejuízo social e financeiro.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 156 Para o bom cumprimento de suas funções institucionais. podendo o MPT ajuizar cautelar de exibição de documentos. proposta pelo MPT. informações.a fixação de multa cominatória por trabalhador alvo da fraude. art. ação cautelar (art. com ou sem justificação prévia. implicando o extremo aviltamento do valor social do trabalho. . § 1º e 10).não concessão do descanso semanal. .indisponibilidade e bloqueio dos bens. tb reversível ao FAT. . por exemplo. numa ACP. induzir ou exigir que os trabalhadores que lhes prestam serviços assinem docs total ou parcial// em branco ou com o seu conteúdo ideológico falso ou diverso do que dele deveria constar. Os pedidos. .não recolhimento dos encargos previdenciários e apropriação indébita dos valores descontados dos empregados a tal título. constituindo crime a recusa.não pagto ou pagto com atraso do 13º salário. além da possibilidade de cada trabalhador prejudicado buscar o pagamento do dano individualmente sofrido. . na hipótese de descumprimento da obrigação de fazer acima referida. revertida ao FAT. . em nome da empresa e de seus sócios. OBS: Tem sido freqüente o MPT apurar em ICPs denúncias que confirmam que trabalhadores rurais são obrigados a assinar documentos em branco. específica para o caso da ACP.a abstenção da empresa de solicitar.demissão de trabalhadores sem efetuar a rescisão dos contratos ou o pagto das rescisórias. pelo prazo necessário a regularização da situação e a nomeação de interventores.intervenção judicial na empresa. Na hipótese de uma ACP. 12 da LACP.

o objetivo das Comissões foi desvirtuado em muitos casos.condenação em danos morais coletivos pelos prejuízos causados aos direitos difusos e coletivos dos trabalhadores. Justiça do Trabalho etc) priva o obreiro da assistência e proteção de seu sindicato de classe ou do agente estatal responsável pela fiscalização do cumprimento da legislação trabalhista. portanto. a rescisão feita por Tribunal Arbitral tem instrumentado o cometimento de fraude fiscal. Ademais. Segundo diz o art. qdo não houver. que são enganados. sendo que o que mais se busca por meio do organismo é homologar as rescisões contratuais e cobrar taxas pelos serviços. Ministério Público. . A lei da Arbitragem destina-se à solução de conflitos comerciais e civis. 9307/96 (Arbitragem) e com os postulados do Direito do Trabalho. Há tb casos em que busca-se homologar acordos ruinosos para os trabalhadores. arts.em determinados casos. deve-se pedir a sua adequação aos termos da lei que as criou. sendo. Nenhum outro órgão pode suprir a atuação dessas pessoas mencionadas na lei. O ato da homologação de rescisões contratuais (CLT. sob pena de pagto da multa. . 625-A. 625-A a 625-H). . constituídas com a finalidade de obtenção de lucro. criando as Comissões de Conciliação Prévia de dissídios individuais do trabalho. o papel das Comissões não é homologatório. sem compromisso legal ou moral com a preservação dos trabalhadores.P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 157 . adotando-se procedimento que não se coaduna com os preceitos da Lei n. sucessivamente. art. Comissões de Conciliação Prévia e Tribunais Arbitrais A L. da autoridade do MPT e. tem sido comum denúncias de que empresas levam seus empregados a Tribunais Arbitrais para a homologação de rescisão do contrato de trabalho e de outros acordos trabalhistas. Ministério do Trabalho. dentre os quais o da indisponibilidade e irrenunciabilidade de direitos. que não tem conhecimento e nem oportunidade para insurgir-se contra os termos do ajuste. A quitação dos haveres rescisórios perante o Tribunal Arbitral (verdadeiras sociedades civis. Porém. as Comissões de Conciliação Prévia têm a finalidade de tentar conciliar os conflitos individuais de trabalho entre patrões e empregados. do MP. . 6. incompatível com os ditames que regulam as relações individuais de trabalho – o Direito do Trabalho rege-se pelo principio da proteção do trabalhador. pode-se pedir o pagto de indenização por danos morais coletivos pelos prejuízos causados difusamente aos trabalhadores.abstenção dos Tribunais de arbitrar ou atuar em qq questão de natureza laboral. pode-se pleitear: . do Defensor Público ou do Juiz de Paz. mormente no que concerne aos recolhimentos previdenciários e reconhecimento do vínculo de emprego.depósito em conta judicial trabalhista dos lucros do negócio para pagto dos créditos dos trabalhadores e do Estado. mas apenas conciliatório.Qto às Comissões. em valores reversíveis ao FAT. 477) é de incumbência do respectivo sindicato. o que atenta contra o trabalhador e contra o INSS. Se isso não bastasse. 9958/2000 introduziu modificações significativas na Consolidação das leis do Trabalho (CLT. Em ACP.8. ao contrário do que ocorre com os sindicatos. sob pena tb de multa. n. Ora.

MENDONÇA ALINE LOPES RUAS ALINE MENDES ANA CANDIDA ANA GABRIELA OLIVEIRA ANA HIRANO ANDRE CANUTO ANDRÉIA GRAZIELA BÁRBARA LOUISE CLAUDIA HONÓRIO CRISTINA ABREU DANILO TARTARINI SANCHES ELISEU JUSEFOVICZ FERNANDA CAMPOS FERNANDO ROCHA FLÁVIA FRANCISCO CONTE GELSON LUIS PIRES GIL NOGUEIRA GIL LARISSA MARQUES LARISSA SERRAT CREMONINI LAYSE LAJTMAN LEDA FONTANEZI LEONTINO LIMA MARCELO LISBOA MÁRCIO SEGGIARO MARCOS CUTRIM MARINO LUCIANELI NETO MAURICIO FBRITO PATRICIA PATRUNI PATRÍCIA PESSANHA PATRÍCIA PESSANHA RAFAEL FERNANDES RUY CAVALHEIRO SILVIO TEIXEIRA SIMONE BORGES VANESSA OLIVEIRA VANESSA STEBEL .P r e p a r a ç ã o M P T 1 6 – ACP Relâmpago| 158 AARÃO MIRANDA ADNILTON JOSÉ CAETANO ALANA CAVALCANTE ALEX A.