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PESQUISA SOCIECONÔMICA NO ACAMPAMENTO SABASTIÃO LAN II CONDIÇÕES DE SUSTENTABILIDADE1

Rodrigo Pennutt da Cruz – Universidade Federal Fluminense/ObFF* e-mail: rpennutt@yahoo.com.br Mariana de Almeida Vieira – Universidade Federal Fluminense/ObFF* e-mail: marianinhajane@gmail.com RESUMO:
O texto tem como intuito sintetizar os resultados da pesquisa de campo, o qual objetivou o levantamento sócio econômico da população rural do Acampamento Sebastião Lan II, pertencente ao município de Silva Jardim. A relevância se deve à situação dessa comunidade, inscrita em um conflito sócio-ambiental, que se encontra em permanente luta por reconhecimento de seus direitos enquanto cidadãos do campo. A história dos acampados

começa quando um grupo de sem-terra ocupa a área entorno da REBIO Poço das Antas em 1997. Entretanto, em 2000 houve uma denúncia, junto ao Ministério Público por indicação do IBAMA e AMLD, acerca da suposta degradação da Mata Atlântica. Palavras Chaves: Desenvolvimento sustentável, políticas públicas, agricultura familiar, acampamento rural, luta pela terra. ABSTRACT: The text has the purpose of summarizing the results of field research, which aimed at the socio economic survey of the rural population of Sebastian Lan Camp II, belonging to the municipality of Silva Jardim. The relevance is the situation of the community, entered into a socio-environmental conflict, which is in constant struggle for recognition of their rights as citizens of the field. The story begins when camped on a group of landless occupy the area around the Poço das Antas Rebio in 1997. However, in 2000 there was a complaint with the prosecutor's statement by IBAMA and AMLD, about the supposed degradation of the Atlantic.

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Todos os dados, apresentados neste artigo estão disponíveis na íntegra no “Produto 5.1 Projeto de Cooperação Técnica “Apoio às Políticas e à Participação Social no Desenvolvimento Rural Sustentável” – PCT IICA/NEAD, 2008, coordenado pela profª Ana Maria Motta Ribeiro. *Observatório Fundiário Fluminense.

1979. O principal instrumento desta pesquisa foi um questionário. cuja população está em torno de 27. realizam diversos papeis. sem dúvida. muitas vezes não estabelecidos por eles. em junho de 1997. contendo perguntas abertas e fechadas. Silva Jardim e Rio das Ostras. uma liminar da Justiça Federal permitiu cadastro das famílias junto ao INCRA para fins de reforma agrária. a região fluminense sofreu intensos impactos frente à expansão da fronteira agrícola2. public policies. No primeiro momento do trabalho focalizaremos o histórico da região. refletir sobre a dinâmica de construção de agentes atuantes na sociedade. nos últimos anos. um grupo de cerca de 300 famílias de trabalhadores rurais sem terra. de certa forma. que. Neves. a fim de indicar suas condições de sustentabilidade. O grupo permaneceu acampado na região por cerca de seis meses até que em dezembro do mesmo ano. O município de Casimiro de Abreu está localizado na baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro. análises sobre o histórico do conflito sócioambiental na região do Baixo São João. além de seus aspectos políticos. faz divisa com Macaé. 2008). Também utilizamos as técnicas de observação direta e participante Para maiores informações a respeito das “fronteiras em movimento” ver Velho. 3 2 .158 habitantes (fonte: IBGE).INTRODUÇÃO Pensar o processo agrário no Brasil é. Nova Friburgo. rural camp. destinado a medir quantitativamente a situação atual de reprodução socioeconômica existente na comunidade de acampados do Sebastião Lan II. . Cabo Frio. onde os entrevistados anotavam a localização de seus lotes com ajuda de um pesquisador. Tal fato desencadeou inúmeras ocupações de terras no estado. fighting for land. Neste sentido.000. Esse questionário era acompanhado por um mapa – mudo. Neste contexto. family agriculture. ocupou uma área de dois km na divisa de Casimiro de Abreu e Silva Jardim3.2 Keywords: Sustainable development. mas correspondentes às estruturas de oportunidades existentes (cf. econômicos e sociais. Já Silva Jardim possui 22. e ainda os diversos atores sociais dos fatos e fenômenos analisados.

uso de insumos químicos. a estrutura fundiária e o tipo de ocupação da região. Este processo desencadeou uma acelerada expansão urbana. 1998). esta conhecida pelas suas características turísticas. Tal interação resultou no levantamento realizado. assim. créditos e subsídios a fim de viabilizar três grandes projetos: rizicultura irrigada. esta se mostrou estratégica para tais forças no Estado do Rio de Janeiro. Assim. e a BR-101 (Binsztok. antes marcada por pequenos proprietários e posseiros. a construção de canais para drenagem. junto ao Incra. e irrigação. começando pela Ponte Rio-Niterói. a estrada Rio-Manilha. cresceu a presença de grandes proprietários no Vale. datada no período da Ditadura Militar como uma demanda definida pelos planos de ocupação e desenvolvimento. contribuíram para maior interação. Além dos incentivos. bem como sua participação no processo de regularização dos lotes. Conseqüentemente. órgãos governamentais e trabalhadores rurais. por especulações territoriais e imobiliárias. A área do conflito sócio-ambiental. incentivada por esses fenômenos. A Reserva Biológica Poço das Antas foi a primeira a ser criada no Brasil. como a ida de muitos empresários e latifundiários. e impedimento do projeto de reforma agrária no Vale. entre diversos atores como: governos. as áreas de restinga logo foram substituídas pelos loteamentos de veranistas. aliadas a observação participante. Consequentemente. Lembrando que tal região se tornou caminho. latifundiários.3 Essas técnicas. agrotóxicos. que foi voltada para a população de maior poder aquisitivo da região metropolitana do Rio de Janeiro. onde se encontra o acampamento de sem-terras – Sebastião Lan II. levando a expulsão de . Destro desta lógica. o governo implementa algumas obras de infraestrutura grandiosas na região do Vale São João. Estes tiveram grande impacto na ocupação e dinâmica econômica e ambiental da região.está localizada em uma região marcada historicamente. produção de material genético (gado). que possibilitou maior entendimento a cerca da reprodução dos agricultores no local. definindo. entre a cidade do Rio de Janeiro e a região dos Lagos.

viu-se a necessidade de expansão da REBIO Poço das Antas. várias instituições ambientais destacavam a urgência de medidas de preservação da Mata Atlântica. Essa circunstância se materializa em um conflito e dissonância institucional entre INCRA e IBAMA. Após a formação da REBIO se criou um corredor florestal ligando trechos da Mata Atlântica. Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPNs). Entretanto. para turismo ecológico e até investimentos na privatização dos recursos hídricos. Neste caso o financiamento dessa atividade ocorre por conta das próprias famílias. condomínios. como visto anteriormente. na região. e a Associação do Mico-leão Dourado (AMLD) teve extrema importância para tal. junto ao Ministério Público por indicação do IBAMA e AMLD. o trabalho agrícola faz parte da realidade de 67.5% dos moradores. e criação bovina. pelos acampados. além do desmatamento. Voltando na história. Apesar de toda adversidade determinada pelo estado de ser “acampado”. Deste modo. Como adendo. houve a construção da represa de Juturnaíba e. conseqüentemente do Rebio Poço das Antas. esses hoje possuem interesses com uma lógica urbana. Se antes o principal foco de investimento e produção dos fazendeiros eram as monoculturas(arroz. nos anos 70 e 80 houve um intenso debate acerca da conservação ambiental e do crescente processo de extinção do mico-leão dourado e logo. acerca da suposta degradação da Mata Atlântica. o que tencionava as questões fundiárias. em 2000 houve uma denúncia.4 camponeses que começaram a sofrer as conseqüências da macro-drenagem e a própria especulação das terras. cana). A história dos acampados do Sebastião Lan II começa quando um grupo de sem-terra (MST e FETAG-RJ) ocupa a área do “Brejão”. como construção de hotéis fazendas. a estrada BR-101 foram os fatores nocivos à preservação de remanescentes florestais. Desde então a comunidade do Brejão sofre incessantes dificuldades de se transformar em Assentamento. assim como do primata. como destaca Bisztok (1998). uma vez que não sendo .

A força dessas conquistas resultou de uma solidariedade interna gerada estrategicamente durante as negociações com o Ministério Público dentro de um . podemos observar uma lógica preservacionista. pois de acordo com esta pesquisa em questão. apoio técnico e políticas de desenvolvimento à pequena agricultura. como observamos no trabalho de campo. Contudo. isto se torna mais longínquo tendo em vista tanto o processo no Ministério Público. ainda em conseqüência à precariedade de acesso aos bens e serviços básicos públicos e do descaso das autoridades.5 “assentados” não se encontram legalmente aptos a receber qualquer tipo de crédito agrícola do governo. melhoria das estradas de acesso e ônibus escolar oferecido pela Prefeitura de Casimiro de Abreu. Do mesmo modo. extremada na condição da “natureza intocada”. Neste sentido. a preservando e revertendo a situação infértil e estéril do solo. como sua própria resistência . nesses longos anos a comunidade obteve pequenas vitórias. Assim. sendo este último bandeira da AMLD que vem cuidando com eficácia os projetos de sua preservação em conjunto com o IBAMA e organismos internacionais. Além da morosidade do INCRA em assentar os trabalhadores rurais. quanto as pressões e apelações de fazendeiros visando a restituição de posse. O IBAMA indicava as ocupações em torno da REBIO como risco predatório desta. inferimos que a condição pertinente dos acampados do Sebastião Lan II é bem delicada devido a sua permanência por onze anos sem o devido reconhecimento como assentamento. solicita ao MP que suspenda a ação do INCRA em relação ao acampamento. os acampados estão revitalizando a região. em 2000 foi feita uma denúncia de degradação da REBIO dando início ao processo conflituoso e burocrático que ameaça a colonização dos “semterras” do “Brejão”. calculando que esses proporcionariam alto risco à Reserva e principalmente ao Mico-leão dourado. Como visto anteriormente. incluindo transporte público. a ação movida pelo IBAMA.

Porém 4 5 RIBEIRO. o que comprova atuação marcante nas relações internas e externas. de maneira aleatória. Neste sentido. enquanto a mudança para o estado de “assentado” não acontece. e a prática de uma alternância permanente entre o meio urbano (onde fica a mulher. que gira em torno dos quarenta anos. e o lote de trabalho. ainda durante certo tempo (entre 2002 e 2004. . Cit. . suas ferramentas de reprodução. posteriormente as diferenças se acirraram e o conflito se expôs de modo mais claro como se pôde observar durante a pesquisa. Neste sentido. tornando a presença feminina mais expressiva. constatamos grande presença masculina. et alli . .6 processo que definiu o acordo4 da construção de projeto ecologicamente correto de agricultura na borda da Mata Atlântica. Tal tendência também reflete na faixa etária dos acampados. constatamos predominância do sexo masculino. por exemplo) se mantiveram unidos. demonstrando que a permanência no estado de acampado não suporta os jovens. com idades entre dez e dezoito anos. mas. família e o pouso). afinal as condições de reprodução não dão conta de atender a todos os membros da família. aparentemente tende a afetar essa distribuição. Depois.Apresentação dos dados Do universo total da pesquisa5. Op. uma vez que os trabalhos foram apresentados aos chefes das famílias presentes. atendendo às preocupações do IBAMA (Rebio Poço das Antas) e em relação ao qual os acampados aceitaram se submeter como condição de permanência na terra. Nessa época conseguiram montar uma Brigada Comunitária contra incêndio e um processo permanente de fiscalização da mata dentro e na borda do Brejão (controle de caça predatória e proteção da reserva). Além disso. tal predominância expressa à própria condição de insegurança dos acampados. encontramos grupos com até quatro filhos.Laudo Multidisciplinar. dentro do núcleo familiar e. Mas quando essa mudança de estados ocorre. Entrevistamos quarenta moradores.

pois a demora na condição de acampado e a ausência na fixação na terra como assentado abre uma brecha perigosa no sentido da perda de identidade como agricultor junto à nova geração. vestuário. como consumo de produtos eletro-eletrônicos. 006. durante construção do Relatório de Campo. Outro grande fator de fixação local pode ser caracterizado pela própria lavoura cultivada (mantida pelos próprios moradores). seguida de milho. sem dúvida . percebemos presença. Apesar de apenas três moradores aposentados terem respondido o questionário. o que gera impacto sobre a reprodução da agricultura familiar. maior a fragilidade na consolidação de compromissos de reprodução do grupo. pois a migração dos filhos.atípica em termos de longevidade – no acampamento. . até mesmo a manutenção agrícola. é a subsistência. a maioria dos que responderam a pesquisa. abacaxi. jiló e banana. não quantitativa mais qualitativa. Esta também pode ser influenciada pela ocorrência de alguns assalariados. com mais de sessenta anos. de idosos. 6 7 Valor aproximado. quando analisamos a renda familiar do grupo. É importante destacar a concentração no cultivo de mandioca/aipim. locomoção. mantedora da população. como contribuinte para manutenção da família em tal estado. no sentido de perda de braços para o trabalho agrícola. o que produz questões a serem investigadas acerca de quais seriam as fontes financeiras que possibilitam esta resistência . Sua principal função. para outras cidades próximas tende a ser prejudicial. à espera de uma solução definitiva por parte do Incra. Curiosamente. a primeira constatação. pelo menos no quesito nutricional. laranja. os idosos são vistos dentro do acampamento e naturalmente.7 tal condição não possibilita permanência no campo (trabalho agrícola) por parte dos jovens. dessa vez. Quanto mais distante a institucionalização do assentamento em relação à definição de um termo de cooperação técnica entre o INCRA e o IBAMA na região. afirma não receber nenhum tipo de bolsa cedida pelo governo. onde grande parte dos entrevistados disse receber cerca de R$ 450. apesar da presença maciça de agricultores na faixa etária entre quarenta e sessenta anos. o que dificulta sua reprodução (familiar) face às novas necessidades de vida. À luz dessa indagação. Tal fato torna-se ainda mais marcante. pois sua aposentadoria pode ser utilizada para permanência no local7.

é possível que este solo tenha sido corrigido e “domesticado” pela produção realizada sem qualquer apoio do Estado. Como ponto de insistência por parte dos órgãos governamentais e também da ONG Mico Leão Dourado. o que com este único instrumento alivia e facilita o trabalho nas atividades de diversificação e aumento da produção. entrevistado durante o trabalho de campo. Assim sendo. pelo menos durante nossa permanência. Na fala dos próprios agricultores acampados percebe-se que se tenta demonstrar um reconhecimento claro desse tipo de limitação e chegam a verbalizar sobre a não utilização de agrotóxicos aliada a certa prioridade pela opção por mecanismos sustentáveis na preparação do solo – uso de enxada e adubagem orgânica. Devido à condição de acampados. levantamos a questão da agroecologia: de todos os que responderam ao questionário. Remarca-se que o procedimento da entrevista procurou não explicar este conceito de modo intencional. esse instrumento se torna relevante para os agricultores devido à dificuldade de acesso aos maquinários e técnicas. afinal passado onze anos de uso “provisório” na condição de acampados. além de utilizarem instrumentos rústicos (enxada). de má qualidade. O destaque deve ser dado ao trator como o instrumento mais utilizado. o solo está apto para plantio.8 A área que compreende o Acampamento Sebastião Lan II possui solo. segundo especialistas. boa parte não sabem o que de fato significa. por parte dos órgãos governamentais. No caso do “Brejão”. os depoimentos coletados indicaram que correção do solo pode ter ocorrido em função das próprias culturas produzidas na região. O técnico da EMATER de Casimiro de Abreu. e está localizado em área (não totalmente) inundável. . mas praticada enquanto modo de resistência na terra. pois para os padrões de cultivo é considerado ácido. porém necessitando de assistência técnica. De acordo com os moradores entrevistados. Do ponto de vista da pesquisa. sugeriu essa hipótese como plausível. verificamos que a comunidade procura demonstrar. As respostas indicam a urgência da criação de cursos voltados para o tema. o domínio sobre a prática agroecológica se apresenta como fundamental para o equilíbrio da comunidade com o meio ambiente. que não agride o solo com nenhum tipo de defensivo.

assim como irrigam as plantações. inclusive. se torna delicada. Inclusive. com a construção do Pólo Petroquímico da Petrobras que irá trazer diversas consequencias em tais quesitos.Conclusão A área do Vale São João possui grande valor econômico. Uma vez que dentre o universo de entrevistados. pois 77. segundo levantamento com moradores. 10% afirma melhora na fertilidade) e o reflorestamento de pequenas áreas. Os rios que cortam o acampamento são: São João e Aldeia Velha.5% dos moradores do acampamento com apoio da Prefeitura de Casimiro de Abreu. assim como foram às construções da Ponte Rio .5% não possui esgoto em casa. De acordo com tais dados e análises. estratégico. 72. A coleta de lixo atinge 92. O abastecimento se dá através desses rios. político e ambiental. correção do solo (35% consideram próprio para plantio. afinal não existem alternativas. . pelo contrário eles estão contribuindo para preservação ambiental através do monitoramento e organização interna contra queimadas. porém a utilização das águas é intensa. Na realidade ser acampado cadastrado pelo Incra. os moradores detém certa conscientização em relação aos seus detritos. mas não existe uma coleta seletiva que separe o lixo orgânico do reciclável ou poluente. Alguns moradores pescam e consomem o pescado. colaborando.5% construíram fossas artesanais em seus lotes. podemos concluir que tal estágio de degradação ambiental não está relacionado intrinsecamente às comunidades de pequenos agricultores. Os dois.9 Destacamos questão ambiental como ponto central para compreensão da situação em que se encontram. Já a questão de saneamento básico. mas. estabelece uma situação “provisória” que dificulta o apoio governamental. Porém. não chega a configurar uma ilegalidade. diante de sua condição de acampados. o estado de degradação dos rios. estão poluídos/impróprios para uso. Possivelmente por depender de uma política pública destinada aos moradores reconhecidos legalmente em seus logradouros.

Vera L. Otávio G. Capitalismo autoritário e a questão ambiental no Vale do São João. PRATA FILHO. Em contraposição os agricultores acampados resistem a todas estas especulações externas. FERRANTE. VELHO. RIBEIRO. WHITAKER. mas que são sentidas no âmbito local.Bibliografia Binsztok. Reforma agrária e desenvolvimento: desafios e rumos da política de assentamentos rurais. Universidade Federal Fluninense: Niterói. A. Campo aberto: o rural no Estado do Rio de Janeiro. .10 . (ET. AL). Delma P. 1998. Ana M. Dulce C. e da BR-101. Maria José ET AL (orgs).Niterói. Motta. 1976. São Paulo: Difel. Rio de Janeiro: Contra Capa. S. 2007. In: Carneiro. Capitalismo autoritário e campesinato. estão inseridos no contexto vigente. Jacob. Botta.. 2008. O associativismo e a associação agrícola: dilemas do processo de assentamento rural. uma vez que. Laudo multidisciplinar de conflito sócio-ambiental: o caso da reforma agrária no entorno da Reserva Biológica de Poço das Antas. . em grandes proporções. NEVES. de certa forma.. In. Brasília: MDA. Dario de A. (orgs).