COMMUNE DE LATRESNE

Révision pRescRite paR délibéRation du conseil Municipal : 10 Juin 2003
Révision aRRêtée paR délibéRation du conseil Municipal : 04 Juin 2012
Révision appRouvée paR délibéRation du conseil Municipal : 28 FévRieR 2013
Vu pour être annexé à la décision du Conseil Municipal
en date du …………………………........
Le Maire
Pièce n° 5.1.1
tabLeau des seRVitudes d’utiLité PubLique
Plan local
d’urbanisme


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SERVITUDE A.4



COURS D'EAU NON DOMANIAUX
Police des eaux et des milieux aquatiques



I. GENERALITES


Servitudes applicables aux terrains ·riverains des cours d'eau non domaniaux ou compris dans l'emprise du lit de ces cours
d'eau ;

Servitude de passage sur les terrains pour la réalisation de travaux d'entretien régulier des cours d'eau non domaniaux ;

Servitude de passage sur les terrains pour la mise en œuvre et le suivi de programme de surveillance de l'état des eaux.

Code de l'environnement notamment les articles L.211-7, L.212-2-2, L.215-4, L.215-18 ;

Code de l'urbanisme, article R.421-38-16 ;

Circulaire S/AR/12 du 12 février 1974 concernant la communication aux D.D.E. des servitudes relevant du ministre de
l'agriculture ;

Circulaire n°78-95 du ministère des transports du 6 juillet 1978 relative aux servitudes d'utilité publique affectant l'utilisation du
sol et concernant les cours d'eau non domaniaux (report dans les documents d'urbanisme).

Les ministères en charge de l'environnement, de l'agriculture et de l'urbanisme.


II. PROCEDURE D'INSTITUTION


A. PROCEDURE

- Application des servitudes de passage pour l'entretien régulier des cours d'eau, instituées de plein droit en application des articles
L.215-4 et L.215-18 du code de l’environnement et concernant les terrains riverains des cours d'eau non domaniaux ou compris
dans l'emprise de ces cours d'eau.

La notion de cours d'eau non domaniaux est donnée par les articles L.2!4-1 à 6 du code de l'environnement et par la jurisprudence
fondée sur deux critères : la présence et la permanence d'un lit naturel à l'origine et la permanence d'un débit suffisant une majeure
partie de l'année.

Les modalités d'affectation à une collectivité territoriale ou à un établissement public, des servitudes prévues pour la réalisation
des travaux décrits à l'article L.151-36 du code rural, sont fixées par l'article L.151-37-1 du code rural.

- La servitude de libre passage sur le terrain des agents mandatés pour effectuer des mesures de mise en œuvre et de suivi de l'état
des eaux des cours d'eau, lacs et plans d'eau non domaniaux est instituée de plein droit en application de l'article L.212-2-2 du code
de l'environnement.


B. INDEMNISATION

L'article L.151-37-1 du code rural précise les modalités des indemnisations à verser aux propriétaires pour la création de la
servitude de passage pour l'entretien régulier des cours d'eau.


III. EFFETS DE LA SERVITUDE


LIMITATIONS AU DROIT D'UTILISER LE SOL


A. OBLIGATIONS PASSIVES

Servitude de passage pour les travaux d'entretien régulier des cours d'eau.

- Pendant la durée des travaux visés aux articles L. 215-15 et L. 215-16 du code de l'environnement, les propriétaires sont tenus de
laisser passer sur leurs terrains les fonctionnaires et les agents chargés de la surveillance, les entrepreneurs ou ouvriers, ainsi que
les engins mécaniques strictement nécessaires à la réalisation de travaux, dans la limite d'une largeur de six mètres. La servitude
instituée s'applique autant que possible en suivant la rive du cours d'eau et en respectant les arbres et plantations existants.

6

Obligation de dépôt

- Obligation pour les riverains de recevoir sur leurs terrains le dépôt ou l'épandage des produits de curage. Cette obligation est
subordonnée à l'évaluation de l'innocuité des produits extraits vis-à-vis de la protection des sols et des eaux.

Servitude de libre passage pour la surveillance de l'état des eaux.

- Les propriétaires riverains de cours d'eau, lacs et plans d'eau non domaniaux sont tenus de laisser le libre passage sur leurs
terrains aux agents mandatés par l'autorité administrative pour accéder auxdits cours d'eau, lacs et plans d'eau et effectuer les
mesures nécessaires à la mise en œuvre et au suivi du programme de surveillance de l'état des eaux, dans la mesure nécessaire à
l'accomplissement de cette mission.


B. DROITS RESIDUELS DES PROPRIETAIRES

Servitude de passage pour les travaux d'entretien régulier.

Les terrains bâtis ou clos de murs à la date du 3 février 1995 ainsi que les cours et jardins attenant aux habitations sont exempts de
la servitude en ce qui concerne le passage des engins pour l'entretien régulier des cours d'eau.


Droits des riverains :

Les riverains n'ont le droit d'user de l'eau courante qui borde ou qui traverse leurs héritages que dans les limites déterminées par la
loi. Ils sont tenus de se conformer, dans l'exercice de ce droit, aux dispositions des règlements et des autorisations émanant de
l'administration.

Le propriétaire riverain d'un cours d'eau non domanial ne peut exécuter des travaux au-dessus de ce cours d'eau ou le joignant qu'à
la condition de ne pas préjudicier à l'écoulement et de ne causer aucun dommage aux propriétés voisines.

Ces autorisations et droits peuvent être supprimés ou modifiés sans indemnité de la part de l'Etat exerçant ses pouvoirs de police
dans les conditions prévues par l'article L.215-10 du code de L'environnement.




____°____




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SERVITUDE AS1

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SERVITUDES ATTACHEES A LA PROTECION DES EAUX
POTABLES ET MINERALES
****
I. - GÉNÉRALITES
Servitudes résultant de l'instauration de périmètres de protection des eaux destinées à la
consommation humaine et des eaux minérales.
Protection des eaux destinées à la consommation humaine ( article L.1321-2 du code de
la santé publique; articles R.1321-6 à R.1321-14 livre III – Titre II –chapitre I- eaux potables code de la
santé publique
Circulaire du 24 juillet 1990
Protection des eaux minérales (art. L. 1322-1 à L.1322-13 du code de la santé publique).
Ministère de la solidarité, de la santé et de la protection sociale (direction générale de la
santé, sous-direction de la protection générale et de l'environnement).

Il. - PROCÉDURE D'INSTITUTION
A. - PROCEDURE
Protection des eaux destinées à la consommation humaine
Détermination des périmètres de protection du ou des points de prélèvement, par l'acte
portant déclaration d'utilité publique des travaux de prélèvement d'eau destinée à l'alimentation des
collectivités humaines.
Détermination des périmètres de protection autour de points de prélèvement existants, ainsi
qu’autour des ouvrages d'adduction à l'écoulement libre et des réservoirs enterrés, par actes
déclaratifs d'utilité publique.
Les périmètres de protection comportent :
-le périmètre de protection immédiate ;
-le périmètre de protection rapprochée ;
-le cas échéant, le périmètre de protection éloignée .
1


1
Chacun de ces périmètres peut être constitué de plusieurs surfaces disjointes en fonction du contexte hydrogéologique.
AS
1


Ces périmètres sont déterminés au vu du rapport géologique établi par un hydrologue agréé
en matière d'hygiène publique, et en considération de la nature des terrains et de leur perméabilité, et
après consultation d'une conférence interservices au sein de laquelle siègent notamment des
représentants de la direction départementale des affaires sanitaires et sociales, de la direction
départementale de l'agriculture et de la forêt, de la direction départementale de l'équipement, du
service de la navigation et du service chargé des mines, et après avis du conseil départemental
d'hygiène et le cas échéant du Conseil supérieur d'hygiène de France.
Protection des eaux minérales
Détermination d'un périmètre de protection autour des sources d'eaux minérales déclarées
d'intérêt public, par décret en Conseil d'Etat. Ce périmètre peut être modifié dans la mesure où des
circonstances nouvelles en font connaître la nécessité (art. L. 1322-3 du code de la santé publique).

B - INDEMNISATION
Protection des eaux destinées a la consommation humaine
Les indemnités qui peuvent être dues à la suite de mesures prises pour la protection des eaux
destinées à la consommation humaine sont fixées à l'amiable ou par les tribunaux judiciaires comme
en matière d'expropriation (art. L. 1321-3 du code de la santé publique).
Protection des eaux minérales
En cas de dommages résultant de la suspension, de l'interruption ou de la destruction de
travaux à l'intérieur ou en dehors du périmètre de protection, ou de l'exécution de travaux par le
propriétaire de la source, l'indemnité due par celui-ci est réglée à l'amiable ou par les tribunaux en cas
de contestation. Cette indemnité ne peut excéder le montant des pertes matérielles éprouvées et le
prix des travaux devenus inutiles, augmentée de la somme nécessaire pour le rétablissement des
lieux dans leur état primitif (art. L. 1322-11 et du code de la santé publique). Dépôt par le propriétaire
de la source d'un cautionnement dont le montant est fixé par le tribunal et qui sert de garantie au
paiement de l'indemnité (art. L. 1322-12 du code de la santé publique).
C - PUBLICITE
Protection des eaux destinées à la consommation humaine
Publicité de la déclaration d'utilité publique des travaux de prélèvement d'eau.
Protection des eaux minérales
Publicité du décret en Conseil d'Etat d'institution du périmètre de protection.
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III. - EFFETS DE LA SERVITUDE
A. - PREROGATIVES DE LA PUISSANCE PUBLIQUE
1° Prérogatives exercées directement par la puissance publique
Protection des eaux destinées à la consommation humaine
Acquisition en pleine propriété des terrains situés dans le périmètre de protection immédiate
des points de prélèvement d'eau, des ouvrages d'adduction à écoulement libre et des réservoirs
enterrés (art. L. 1321-2 du code de la santé publique)
1
, et clôture du périmètre de protection
immédiate sauf dérogation.
Possibilité pour les communes ou les établissements publics de coopération intercommunale
d'instaurer le droit de préemption urbain dans les périmètres de protection rapprochée.
Protection des eaux minérales
Possibilité pour le préfet, sur demande du propriétaire d'une source d'eau minérale déclarée
d'intérêt public, d'ordonner la suspension provisoire des travaux souterrains ou de sondage entrepris
hors du périmètre, qui, s'avérant nuisibles à la source, nécessiteraient l'extension du périmètre (art. L.
1322-6 du code de la santé publique).
Extension des dispositions mentionnées ci-dessus aux sources minérales déclarées d'intérêt
public, auxquelles aucun périmètre n'a été assigné (art. L. 1322-7 du code de la santé publique).
Possibilité pour le préfet, sur demande du propriétaire d'une source d'eau minérale déclarée
d'intérêt public, d'interdire des travaux régulièrement entrepris, si leur résultat constaté est de diminuer
ou d'altérer la source. Le propriétaire du terrain est préalablement entendu mais l'arrêté préfectoral est
exécutoire par provision sauf recours au tribunal administratif (art. L. 1322-5 du code de la santé
publique).
Possibilité à l'intérieur du périmètre de protection, pour le propriétaire d'une source déclarée
d'intérêt public, de procéder sur le terrain d'autrui, à l'exclusion des maisons d'habitations et des cours
attenantes, à tous les travaux nécessaires pour la conservation, la conduite et la distribution de cette
source, lorsque les travaux ont été autorisés par arrêté préfectoral (art. L. 1322-8 du code de la santé
publique ).
L'occupation des terrains ne peut avoir lieu, qu'après qu'un arrêté préfectoral en a fixé la
durée, le propriétaire du terrain ayant été préalablement entendu (art. L. 1322-10 du code de la santé
publique).
2° Obligations de faire imposées au propriétaire
Protection des eaux destinées à la consommation humaine
Obligation pour le propriétaire d'un terrain situé dans un périmètre de protection rapprochée
ou éloignée, des points de prélèvement d'eau, d'ouvrages d'adduction à écoulement libre ou des
réservoirs enterrés, de satisfaire dans les délais donnés aux prescriptions fixées dans l'acte déclaratif
d'utilité publique, en ce qui concerne les installations, travaux, activités, dépôts, ouvrages,
aménagements ou occupations des sols existants à la date de publication dudit acte (art. L. 1321-2 du
code de la santé publique).

1
Dans le cas de terrains dépendant du domaine de I'Etat, il est passé une convention de gestion (art. L. 51-1 du
code du domaine public de l’état).

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B. - LIMITATIONS AU DROIT D'UTILISER LE SOL
1° Obligations passives
Protection des eaux destinées à la consommation humaine
a) Eaux souterraines
A l'intérieur du périmètre de protection immédiate, interdiction de toutes activités autres que
celles explicitement prévues par l'acte déclaratif d'utilité publique (notamment entretien du captage).
A l'intérieur du périmètre de protection rapprochée, interdiction ou réglementation par l'acte
d'utilité publique des activités, installations, dépôts et tous faits susceptibles d'entraîner une pollution
de nature à rendre l'eau impropre à la consommation humaine.
A l'intérieur du périmètre de protection éloignée, réglementation possible par l'acte déclaratif
d'utilité publique de tous faits, activités, installations et dépôts mentionnés ci-dessus.
b) Eaux de surface (cours d'eau, lacs, étangs, barrages réservoirs et retenues)
Interdictions et réglementations identiques à celles rappelées en a), en ce qui concerne les
seuls périmètres de protection immédiate et rapprochée.
Dans le cas de barrages-retenues créés pour l'alimentation en eau, des suggestions peuvent
être proposées par le Conseil supérieur d'hygiène, quant aux mesures sanitaires à imposer en
l'espèce (circulaire du 10 décembre 1968).
Acquisition en pleine propriété des terrains riverains de la retenue, sur une largeur d'au moins 5
mètres, par la collectivité assurant l'exploitation du barrage.
Protection des eaux minérales
Interdiction à l'intérieur du périmètre de protection de procéder à aucun travail souterrain ni
sondage sans autorisation préfectorale (art. L. 1322-4 du code de la santé publique).
A l'intérieur du périmètre de protection qui peut porter sur des terrains disjoints, peuvent être
interdits ou réglementés toutes activités, dépôts ou installations de nature à nuire directement ou
indirectement à la qualité des eaux ( art. L. 1322-3 du code de la santé publique)
2° Droits résiduels du propriétaire
Protection des eaux minérales
Droit pour le propriétaire de terrains situés dans le périmètre de protection de procéder à des
fouilles, tranchées pour extraction de matériaux ou tout autre objet, fondations de maisons, caves ou
autres travaux à ciel ouvert, sous condition, si le décret l'impose à titre exceptionnel, d'en faire
déclaration au préfet un mois à l'avance (art. L. 1322-4 du code de la santé publique) et d'arrêter les
travaux sur décision préfectorale si leur résultat constaté est d'altérer ou de diminuer la source (art. L.
1322-5 du code de la santé publique).
Droit pour le propriétaire de terrains situés hors périmètre de protection, de reprendre les
travaux interrompus sur décision préfectorale, s'il n'a pas été statué dans le délai de six mois sur
l'extension du périmètre (art. L. 1322-6 du code de la santé publique).
Droit pour le propriétaire d'un terrain situé dans le périmètre de protection et sur lequel le
propriétaire de la source a effectué des travaux, d'exiger de ce dernier l'acquisition dudit terrain s'il
n'est plus propre à l'usage auquel il était employé ou s'il a été privé de la jouissance de ce terrain au-
delà d'une année (art. L. 1322-10 du code de la santé publique).
…__…



SERVITUDE EL7



****
SERVITUDE D’ALIGNEMENT
****

I - GENERALITES
Servitudes d'alignement.
Code de la voirie routière : articles L. 112-1 à L. 112-7, R. 112-1 à R. 112-3 et
R. 141-1.
Circulaire n
0
79-99 du 16 octobre 1979 (B. O.M.E. T. 79/47) relative à
l'occupation du domaine public routier national (réglementation), modifiée et
complétée par la circulaire du 19 juin 1980.
Code de l'urbanisme, article R. 123-32-1.
Circulaire n
0
78-14 du 17 janvier 1978 relative aux emplacements réservés par
les plans d'occupation des sols (chapitre 1er, Généralités, § 1.2.1 [4e]).
Circulaire n
0
80-7 du 8 janvier 1980 du ministre de l'intérieur.
Ministère de l'intérieur (direction générale des collectivités locales).
Ministère de l'équipement, du logement, des transports et de la mer (direction
des routes).
****
Le service départemental responsable de cette servitude est la Direction
Départementale de l’Equipement.
****

Les actes qui ont institué cette servitude sont :
.

Il. - PROCEDURE D'INSTITUTION
Les plans d'alignement fixent la limite de séparation des voies publiques et
des propriétés privées, portent attribution immédiate, dès leur publication, du sol des
propriétés non bâties à la voie publique et frappent de servitude de reculement et
d'interdiction de travaux confortatifs les propriétés bâties ou closes de murs
(immeubles en saillie).
A. - PROCÉDURE
1 Routes nationales
L'établissement d'un plan d'alignement n'est pas obligatoire pour les routes
nationales.
Approbation après enquête publique préalable par arrêté motivé du préfet
lorsque les conclusions du commissaire enquêteur ou de la commission d'enquête
sont favorables, dans le cas contraire par décret en Conseil d'Etat (art. L. 123-6 du
code de la voirie routière).
L'enquête préalable est effectuée dans les formes prévues aux articles R. 11-
19 à R. 11-27 du code de l'expropriation. Le projet soumis à enquête comporte un
extrait cadastral et un document d'arpentage.
Pour le plan d'alignement à l'intérieur des agglomérations, l'avis du conseil
municipal doit être demandé à peine de nullité (art. L. 123-7 du code de la voirie
routière et art. L. 2121-29 du code général des collectivités territoriales).
2 Routes départementales
L'établissement d'un plan d'alignement n'est pas obligatoire pour les routes
départementales.
Approbation par délibération du conseil général après enquête publique
préalable effectuée dans les formes prévues aux articles R. 11-1 et suivants du code
de l'expropriation.
L'avis du conseil municipal est requis pour les voies de traverses (art. 1. 131-6
du code de la voirie routière et art. L. 2121-29 du code général des collectivités
territoriales).
3 Voies communales
Les communes ne sont plus tenues d'établir des plans d'alignement (loi du 22
juin 1989 publiant le code de la voirie routière).

Adoption du plan d'alignement par délibération du conseil municipal après
enquête préalable effectuée dans les formes fixées par les articles R. 141-4 et
suivants du code de la voirie routière.
La délibération doit être motivée lorsqu'elle passe outre aux observations
présentées ou aux conclusions défavorables du commissaire enquêteur.
Le dossier soumis à enquête comprend : un projet comportant l'indication des
limites existantes de la voie communale, les limites des parcelles riveraines, les
bâtiments existants, le tracé et la définition des alignements projetés ; s'il y a lieu,
une liste des propriétaires des parcelles comprises en tout ou en partie, à l'intérieur
des alignements projetés.
L'enquête publique est obligatoire. Ainsi la largeur d'une voie ne peut être
fixée par une simple délibération du conseil municipal (Conseil d'Etat, 24 janvier
1973, demoiselle Favre et dame Boineau: rec., p. 63 ; 4 mars 1977, veuve Péron).
Si le plan d'alignement (voies nationales, départementales ou communales) a
pour effet de frapper d'une servitude de reculement un immeuble qui est inscrit sur
l'inventaire supplémentaire des monuments historiques, ou compris dans le champ
de visibilité d'un édifice classé ou inscrit, ou encore protégé soit au titre des articles
4, 9, 17 ou 28 de la loi du 2 mai 1930, soit au titre d'une zone de protection du
patrimoine architectural et urbain, il ne peut être adopté qu'après avis de l'architecte
des bâtiments de France. Cet avis est réputé délivré en l'absence de réponse dans
un délai de 15 jours (art. 3 du décret n
0
77-738 du 7 juillet 1977 relatif au permis de
démolir).
La procédure de l'alignement est inapplicable pour l'ouverture des voies
nouvelles (1). Il en est de même si l'alignement a pour conséquence de porter une
atteinte grave à la propriété riveraine (Conseil d'Etat, 24 juillet 1987, commune de
Sannat : rec. T., p. 1030), ou encore de rendre impossible ou malaisée l'utilisation de
l'immeuble en raison notamment de son bouleversement intérieur (Conseil d'Etat, 9
décembre 1987, commune d'Aumerval : D.A. 1988, n
0
83).
(1) L'alignement important de la voie est assimilé à l'ouverture d'une voie nouvelle (Conseil d'Etat, 15 février 1956,
Montarnal rec. T., p. 780).

4 Alignement et plan local d’urbanisme
Un plan d’alignement et un document d’urbanisme, schéma de cohérence
territoriale, plan local d’urbanisme ou carte communale, sont des documents
totalement différents, dans leur nature comme dans leurs effets
- le document d’urbanisme ne peut en aucun cas modifier, par ses
dispositions, le plan d'alignement qui ne peut être modifié que par la procédure qui lui
est propre
- les alignements fixés par le document d’urbanisme n'ont aucun des effets du
plan d'alignement, notamment en ce qui concerne l'attribution au domaine public du
sol des propriétés concernées (voir le paragraphe “ Effets de la servitude”).
En revanche, dès lors qu'il existe un PLU opposable aux tiers, les dispositions
du plan d'alignement, comme pour toute servitude, ne sont elles-mêmes opposables
aux tiers que si elles ont été reportées au PLU dans l'annexe “Servitudes”.
Dans le cas contraire, le plan d'alignement est inopposable (et non pas
caduc), et peut être modifié par la commune selon la procédure qui lui est propre.
C'est le sens de l'article R. 123-32-1 du code de l'urbanisme, aux termes
duquel “nonobstant les dispositions réglementaires relatives à l'alignement, les
alignements nouveaux des voies et places résultant d'un plan local d’urbanisme
rendu public ou approuvé, se substituent aux alignements résultant des plans
généraux d'alignement applicables sur le même territoire”.
Les alignements nouveaux résultant des plans locaux d’urbanisme peuvent
être :
- soit ceux existant dans le plan d'alignement mais qui ne sont pas reportés
tels quels au PLU. parce qu'on souhaite leur donner une plus grande portée, ce
qu'interdit le champ d'application limité du plan d'alignement;
- soit ceux qui résultent uniquement des PLU sans avoir préalablement été
portés au plan d'alignement, comme les tracés des voies nouvelles, dont les
caractéristiques et la localisation sont déterminées avec une précision suffisante ; ils
sont alors inscrits en emplacements réservés. Il en est de même pour les
élargissements des voies existantes (art. L. 123-1 du code de l'urbanisme).
B - INDEMNISATION
L'établissement de ces servitudes ouvre aux propriétaires, à la date de la
publication du plan approuvé, un droit à indemnité fixée à l'amiable, et représentative
de la valeur du sol non bâti.
A défaut d'accord amiable, cette indemnité est fixée comme en matière
d'expropriation (art. L. 112-2 du code de la voirie routière).

Le sol des parcelles qui cessent d'être bâties, pour quelque cause que ce soit,
est attribué immédiatement à la voie avec indemnité réglée à l'amiable ou à défaut,
comme en matière d'expropriation.

C. - PUBLICITE
Publication dans les formes habituelles des actes administratifs.
Dépôt du plan d'alignement dans les mairies intéressées où il est tenu à la
disposition du public.
Publication en mairie de l'avis de dépôt du plan.
Le défaut de publication enlève tout effet au plan général d'alignement (1).

(1) Les plans définitivement adoptés après accomplissement des formalités, n'ont un caractère obligatoire qu'après publi.
cation, dans les formes habituelles de publication des actes administratifs (Conseil d'Etat, 2 juin 1976, époux Charpentier, req.
no 97950). Une notification individuelle n'est pas nécessaire (Conseil d'Etat, 3 avril 1903, Bontemps : rec., p 295). 20 Droits
résiduels du propriétaire

III. - EFFETS DE LA SERVITUDE
A. - PRÉROGATIVES DE LA PUISSANCE PUBLIQUE
1 Prérogatives exercées directement par la puissance publique
Possibilité pour l'autorité chargée de la construction de la voie, lorsqu'une
construction nouvelle est édifiée en bordure du domaine public routier, de visiter à
tout moment le chantier, de procéder aux vérifications qu'elle juge utiles, et de se
faire communiquer les documents techniques se rapportant à la réalisation des
bâtiments pour s'assurer que l'alignement a été respecté. Ce droit de visite et de
communication peut être exercé durant deux ans après achèvement des travaux (art.
L. 112-7 du code de la voirie routière et L. 460-1 du code de l'urbanisme).
Possibilité pour l'administration, dans le cas de travaux confortatifs non
autorisés, de poursuivre l'infraction en vue d'obtenir du tribunal administratif, suivant
les circonstances de l'affaire, l'arrêt immédiat des travaux ou l'enlèvement des
ouvrages réalisés.
2 Obligations de faire imposées aux propriétaires
Néant.

B. - LIMITATIONS AU DROIT D'UTILISER LE SOL
1 Obligations passives
La décision de l'autorité compétente approuvant le plan d'alignement est
attributive de propriété uniquement en ce qui concerne les terrains privés non bâtis,
ni clos de murs. S'agissant des terrains bâtis ou clos par des murs, les propriétaires
sont soumis à des obligations de ne pas faire.
Interdiction pour le propriétaire d'un terrain bâti de procéder, sur la partie
frappée d'alignement, à l'édification de toute construction nouvelle, qu'il s'agisse de
bâtiments neufs remplaçant des constructions existantes, de bâtiments
complémentaires ou d'une surélévation (servitude non aedificandi).
Interdiction pour le propriétaire d'un terrain bâti de procéder, sur le bâtiment
frappé d'alignement, à des travaux confortatifs tels que renforcement des murs,
établissement de dispositifs de soutien, substitution d'aménagements neufs à des
dispositifs vétustes, application d'enduits destinés à maintenir les murs en parfait
état, etc. (servitude non confortandi).
2 Droits résiduels du propriétaire
Possibilité pour le propriétaire riverain d'une voie publique dont la propriété est
frappée d'alignement, de procéder à des travaux d'entretien courant, mais obligation
avant d'effectuer tous travaux de demander l'autorisation à l'administration. Cette
autorisation, valable un an pour tous les travaux énumérés, est délivrée sous forme
d'arrêté préfectoral pour les routes nationales et départementales, et d'arrêté du
maire pour les voies communales.
Le silence de l’administration ne saurait valoir accord tacite.