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Cartilha para um livre curso pelo cinema.

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Conteúdos! Conteúdos!

Teoria da Informação Roteiro Economia de Meios Som Câmeras + lentes

3 13 17

29 38

Teoria da Informação
Design de informação: Ж

fotografia: www.carlalombardo.com

COMUNICAÇÃO INFORMAÇÃO

=

A FORMA O CONTEÚDO

É O CONTEÚDO

Bibliografia

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Pignatari, Décio. Informação, Linguagem Comunicação. Editora Perspetctiva, 1973 Pignatari, Décio. O que é Comunicação Poética? .Editora Brasiliense, 1987 Marshall McLuhan. Os meios de comunicação como extensão do homem. 1984

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“DA FORMA NASCE A IDÉIA”
Paul Valéry

Paul Valéry 1871- 1945. França.Filósofo, Escritor e poeta da escola simbolista cujos escritos incluem interesses em matemática, filosofia e música.

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INFORMAÇÃO

> > > > MEIO > > >
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”!”ªª1º¿?

Marshal Macluhan 1911-1980.Canadá.Educador Acadêmico que obteve grande destaque como teórico da comunicação. Grandes Obras: O Meio é a Mensagem. Aldeia Global. Os meios de comunicação como extensões do homem. A Galáxia de Gutenberg. Revolução na Comunicação.

“O MEIO É A MENSAGEM”
Marshal Macluhan

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A INFORMAÇÃO A SER COMUNICADA DEVE TER UMA FONTE E UM DESTINO DISTINTOS NO TEMPO E NO ESPAÇO.

FONTE

A TELEVISÃO INDEPENDENTE DO SEU CONTEÚDO ALTERA OS COMPORTAMENTOS, CONDICIONANDO A PERCEPÇÃO.
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COMO CHEGAMOS NISSO

?
COM A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
SE CRIOU UM MERCADO DE CONSUMO E A NECESSIDADE DE UMA ALFABETiZAÇÃO UNIVERSAL

NECESSIDADE DE INFORMAÇOES SINTÉTICAS

8

TV TV TV TV TV TV TV TV TVTV TV TV TV TV TV TV TV TV TV TVTV TV TV TV TV TV TV TV TV TV TVTVTVTVTVTVT

INFORMAÇÕES EM GRANDE NÚMERO

O QUE É GERADO POR ISSO ?

VISÃO TOTALIZANTE DO MUNDO DOS SIGNOS
MUNDO DA LINGUAGEM LIGADO AOS MEIOS DE VEICULAÇÃO

PREC ISÃO E ECONOMIA NA ORGANIZAÇÃO DA TRANSMISSAO

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NUM SISTEMA, O GRAU DE INFORMAÇÃO É MEDIDO EM TERMOS DE RARIDADE ESTATÍSTICA.

+++++++++++

+

----------------------

=

+++++++++++ --------------------

Quanto + provável a mensagem - informação
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Se queremos informar é preciso:

Inovar Inovar Inovar Inovar Inovar Inovar Inovar Ινοϖαρ Inovar Inovar Inovar Inovar Inovar Inovar InovarInovar Inovar Inovar Inovar InovarInovar Inovar Inovar Inovar Ινοϖαρ Inovar Inovar Inovar Inovar Inovar Inovar InovarInovar Inovar Inovar Inovar Inovar Inovar Inovar Inovar Ινοϖαρ Inovar Inovar Inovar Inovar Inovar

+++++++++++

+

----------------------

=

**********

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O que devem fazer para comunicar ? O que devem fazer para informar ? O que devem fazer para comunicar ? SER ÚNICO O que devem fazer para informar ? O que devem fazer para comunicar ? O que devem fazer para informar ? DIFERENTE Oque devem fazer para comunicar ? O que devem fazer para informar ? O que devem fazer para comunicar ? O que devem fazer para informar ? O que devem fazer para comunicar ? O que devem fazer para informar ? O que devem fazer para comunicar ? MOSTRAR O PONTO DE VISTA SILENCIADO O que devem fazer para informar? O que devem fazer para comunicar ? O que devem fazer para informar ? O que devem fazer para comunicar ? O que devem fazer para informar ? O que devem fazer para comunicar ? O que devem fazer para informar ? O que devem fazer para comunicar ? O que devem fazer para informar ? O que devem fazer para informar ?

SINGULAR

Roteiro
Design de informação: Paulo Pucci

fotografia: www.carlalombardo.com

Construção do Roteiro
Surgimento da idéia estímulo e desenvolvimento criativo (idéia lida, verbalizada, observada, baseada) Brainstorm o que-incidentes? consequências? onde-lugar? quando? para que? como? objetivos das ações e

ponto de vista e estilo da narrativa

storyline
Argumento e sinopse construção do personagem roteiro
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Construção de um Roteiro
Da idéia ao texto do filme Roteiro Original Roteiro Baseado Roteiro Adaptado Roteiro Inspirado Roteiro literário Roteiro técnico Decupagem
Filmografia

Marcação técnica entre cenas Personagens ponto de vista ponto de foco subjetiva voz over off screen Fade In Fade Out Fusão Elipse Planos: geral, médio, americano, primeiro plano, detalhe, close.

O Sanduiche : Curta metragem. Ficção. Direção: Jorge Furtado. País: Brasil. Cor. Ano: 2000. A Matadeira: Curta metragem. Ficção. Direção: Jorge Furtado. País: Brasil. Cor. Ano: 1994 Esta não é a sua vida: Curta Metragem. Ficção. Direção: Jorge Furtado. País: Brasil. Cor. Ano: 1991 O Enfezado: Curta metragem. Ficção. Direção: Fabiana Fukui e Paulo Emilio Pucci. País: Brasil. Cor. Ano 2006. Cliptomania: Curta metragem. Ficção. Direção Paulo Emilio Pucci.País: Brasil. Cor. Ano 2006. Direitos para gente de verdade: Curta metragem. Ficção. Realização NCA (Núcleo de comunicação Alternativa). País: Brasil. Cor. Ano: 2008. Baraka: Longa metragem. Ficção. Direção: Ron Fricke. País: EUA. Cor. Ano: 1992.

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Construção de um Roteiro
Estrutura roteiro Introdução Desenvolvimento ponto de virada conflitos Plot desfecho Gênero Roteiro de Ficção Roteiro de documentário Roteiro Doc Drama Narrativas Narrativa Lírica Narrativa Dramática Narrativa Epopéia Narrativa Linear-cronológica Narrativa atemporal

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AUMONT, Jacques. As Teorias dos Cineastas. 3º Edição. Papirus Editora AUMONT, Jacques. O Olhar Interminável (cinema e pintura). Editora COSACNAIFY BERNARDET, Jean-Claude. O Que Cinema. Editora Brasiliense. MACHADO, Arlindo. Sergei M. Editora Brasiliense. FIELD, Syd. Manual do Roteiro. Editora Objetiva CAMPOS, Flavio. Roteiro de Cinema e Televisão. A arte e a técnica de imaginar, perceber e narrar uma estória. Editora ZAHAR.

Bibliografia

Economia de Meios
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Less is More Menos
Ludwig Mies Van der Rohe. 1886- 1969.Alemanha. Arquiteto alemão naturalizado americano, considerado um dos principais nomes da arquitetura do século XX, sendo geralmente colocado no mesmo nível de Le Corbusier. Jean-Luc Godard. 1930.França. É um cineasta reconhecido por um cinema vanguardista e polêmico, que tomou como temas e assumiu como forma, de maneira ágil, original e quase sempre provocadora, os dilemas e perplexidades do século XX.

é é

+ Mais
Mies Van der Rohe

“Esta contínua sendo a minha regra: fazer o que se pode, e não o que se quer; fazer o que se quer a partir do que se pode ,fazer o que se quer com aquilo que se tem e não sonhar o impossível”
Jean-Luc Godard

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GERAÇÃO ZERO PRÉ CINEMA

SOMBRA LUZ

sombras chinesas

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“ “Entre as sombras chinesas e o cinema não

existe nenhuma relação direta; mas seu parentesco é óbvio. Dado que na china se projetava numa tela uma imagem bidimensional em contínuo movimento mediante um raio de luz muito aberto; sem dúvida aquelas se pareciam mais ao cinema do que qualquer outro precedente histórico anterior. ”
Arqeologia del cine / C.W. Ceram

Filmografia

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Nós que aqui estamos por vós esperamos. Dir. Marcelo Masagão, 1999 Milk of Amnesia.Dir. Jeff Scher, 1992 Videograma de uma Revolução, Harun Farocki ,1992 Além do cidadão kane. Simon Hartog 1993 A revolução nao será televisionada.Kim Bartley e Donnacha O'Briai,2003 Manifesto da TV-Piolho, Autoria coletiva,2006

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1º GERAÇÃO -

TOCAR IMAGENS

Máquinas mediavam a relação entre o sujeito (artista) e o objeto
 

Era mantida a gestualidade do ator na confeção final do objeto- imagem.
25 21

Funcionavam para organizar o olhar

1º GERAÇÃO
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2º GERAÇÃO
   

Máquinas assumem a insrição da imagem no suporte. Manualidade é abandonada.

Mantém-se a técnica herdada da geração anterior.

Este tipo de máquina gerava objetos observáveis.

câmara oscura

A CÂMARA ESCURA , PRINCÍPIO BÁSICO DA FOTOGRAFIA JÁ ERA CONHECIDO PELO HOMEM DESDE O SÉCULO XV

.

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“ A câmera fotográfica põe em relação dois tipos diferentes de fenômenos, um ótico e outro químico. Seu fundamento ótico é a câmara escura (…)
Arqueologia del cine /. C.W. Ceram
câmera antiga

W.H.F. Talblot trabalhando

William Henry Fox Talbot 1800-1877.Inglaterra. Escritor e cientista, pioneiro da fotografia.

Hippolyte Bayard. 1801-1887. França.Pioneiro da fotografia, aperfeiçoou, em 1839, um processo de obtenção de uma imagem fotográfica em positivo sobre papel.

Autorretrato do H,Bayard

primeira fotografía

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Eadweard J. Muybridge 1830- 1904. Inglaterra. Fotógrafo inglês conhecido por seus experimentos com o uso de múltiplas câmeras para captar o movimento, além de ser o inventor do zoopraxiscópio, um dispositivo para projetar os retratos de movimento que seria o precursor da película de celulóide, usada ainda hoje.
fotografías de E.J.Muybridge

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3º GERAÇÃO
  

  Surge do acúmulo das máquinas  anteriores.

A câmera de cinema  é somada a um outro maquinário.

Imagem produzida 

A relação entre eles é de dependência para visualização da  Só ele garante a fruição // // tAQUISCÓPIO // BIOSCÓPIO MUTOSCÓPIO // FOLIOSCÓPIO

QUINETOSCÓPIO CINETOSCÓPIO

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bioscópio

CINEMATÓGRAFO

= IMAGEM-MOVIMENTO
cinematógrafo

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4º GERAÇÃO
  

Gera imagens em potencial.

O dispositivo não produz  uma imagem apenas  indica.

Objeto da imagem  deixa de existir, só resta sua  imagem

5º GERAÇÃO
  

Toda a imagem é gerada no dispositivo.  Ela é completamente eletrônica.

 O referente (real) é abandonado nada se posta a “frente” da  máquina  para  garantir  a  existência  da  imagem.

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Silêncio // Música // Som
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Silêncio Silence Silencio Silence Hiljaisuus Silans

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O som tem quatro características:
FREQUÊNCIA AMPLITUDE TIMBRE DURAÇÃO

O silêncio

(ruído ambiental) possuí unicamente DURAÇÃO
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“... podemos produzir todos os sons seja tocando um instrumento de vento ou de corda, Será completo mesmo nos esforçando no sentido contrário, assim mesmo são muitos os sons que se deixa de lado (…) por outro lado se não colocamos atenção em nenhum som em particular ela (música) é completa. " John Cage

// Canção uma música //

Canção Bonita – Luiz Tatit Ele fez uma canção bonita Pra amiga dele E disse tudo que você pode Dizer ora uma amiga Na hora do desespero Só que não pode gravar E era um recado urgente E ele não conseguiu Sensibilizar o homem da gravadora E uma canção dessa Não se pode mandar por carta Pois fica faltando a melodia E ele explicou isso pro homem: "Olha, fica faltando a melodia “ E era uma canção bonita Pra amiga dele Dizendo tudo que se pode dizer Pra uma amiga Na hora do desespero Dá pra imaginar como ele ficou, né? Com seu violão Leva seu canto E reproduz com uma fidelidade incrível Não deixa escapar uma entoação da memória Sua amiga é ligada em homenagem E não pode viver sem uma canção assim Que diga uma porção de coisas do jeito dela Então ele mobiliza o pessoal todo Pra aprender cantar sua música E poder cantar pro outro E este então pra mais um outro Até chegar na amiga

John Cage

1912- 1992. E.E.U.U. Compositor, teórico musical, escritor e artista. Cage foi um pioneiro da música aleatória, da música eletroacústica, do uso de instrumentos não convencionais, bem como do uso não convencional de instrumentos convencionais, sendo considerado uma das figuras chave nas vanguardas artísticas do pós-guerra.

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Silêncio

RuíDO AMBieNTAL
O silêncio tem cor ?
33 48

Espectro sonoro audível

Microfones:

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Direcional Cardioides
Esse tipo de microfone capta melhor os sons que vem de sua frente. Conforme se movimenta a fonte adiante do microfone sua capacidade diminui.

Direcional Hipercardiode
Com o objetivo de aumentar o ganho do som captam igualmente o som da fonte posicionada na parte de trás. Evita a microfonia.

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Bidirecional
São bastantes semelhantes aos direcionais simples , com a diferença que também captam os sons emitidos em sua parte anterior, traseira. Ele funciona equilibrando o som que chega na frente, com o que chega pelo lado e por trás . Capta o som que chegam dos 0º e 180º e rejeita os que veem de 90º e 270º.

Omni Direcional
Esse tipo de microfone Capta o som em praticmente todas as direções. Funcionam bem tanto apontados para longe como diretamente para o tema.

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SHOTGUNS// Microfones de linha
São ideais para captar o som de fontes distantes. Em geral são posicionados na ponta de um pau ou extensão para que se possa trabalhar confortavelmente. Servem muito para filmagens em geral, pois possibilitam o distanciamento da fonte emissora.

H4N

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Lentes,camêras + máquinas
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A VISÃO

O olho humano é sensível somente a uma gama limitada do espectro eletromagnético, percebe dos 400 aos nanómetros aproximadamente.

700

Uma pessoa com visão regular pode distinguir entre 100.00 e 1000.000.000 de matrizes de cor.

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Espectro
Raios cósmicos Raios Gama Raios curtos
ULTRAVIOLETA

infravermelho

calor

radar Onda longa Radio

Visível

violeta

azul

verde

amarelo

vermelho

A mistura de todas as longitudes na mesma proporção resulta na luz branca .
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Olho Humano
1 – Córnea 3 - Iris 2- Cristalino 4 - Pupila

5 - Eclerótica 6 - Coróides 7 - Retina 8 - Fóvea

9 - Papila (ponto cego) 10 - Nervo Ótico A percepção da cor é uma experiência sensorial, habitualmente causada por um estímulo físico. A luz entra no olho através da córnea, da pupila, do cristalino, chega na retina, uma capa completa que consite em terminais nervosas.

Células sensoriais, bastões e cones sensíveis a luz das diferentes zonas do espectro. Entre os bastões há os sensiveis a luz vermelha, azul e a verde.

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Umbral da Visão Movimento Cinema

Abaixo de 7 quadros por segundo (fp/s) não percebemos o movimento, apenas imagens individuais. 12 quadros por segundo (fp/s) 24 quadros por segundo (fp/s)

Imagem- movimento = Impressão de movimento

R
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RED VERMELHO

GREEN VERDE

G

B

AZUL

BLUE

O olho humano percebe as cores primárias e de suas

a partir das três cores-luz combinações.

Mistura Aditiva

Cores-luz

Mistura

A película cinematográfica se baseia

substrativa

nesta relação entre as cores. Já as câmeras de video utilizam em seus sensores o RGB.

cores-pigmento

O balanço de branco /white balance / nas câmeras digitais é realizado por software, já nas câmeras analógicas ( cinema e fotografia) tem que ser feita com filtros corretores de cor, ou utilizando as películas calibradas para a situação que desejamos filmar. Também podemos corrigir a temperatura de cor dos equipamentos de iluminação usando filtros de correção.
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Temperaturas de cor CORPO NEGRO
O corpo negro é um objeto teórico que constitui uma luz absorvente perfeita. Ele absorve toda a energía que incide sobre sí e quando esquenta radia a energía gerada ( ele serve para se determinar a temperatura de cor da fonte luminosa). A temperatura de cor se mede em graus kelvin: kº

Temperaturas de cor
Vela Lâmpada (caseira) Lâmpada tungsténio Lâmpada tugnsténio profissionais Luz dia (meio dia) Tubos fluorescentes Lâmpada de Xênon Dia Nublado

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OLHO-LENTE

Lente composto

Lente divergente

Lente convergente
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Elementos das lentes
Com o objetivo de organizar a luz para formar a imagem -seja sobre a película, seja sobre o sensor – se combinam vários tipos de lentes (convergentes e divergentes). Cada uma delas dirige a luz para um sentido, por esta razão se utilizam diferentes elementos na composição de uma lente.
.

Grande Angular

Normal

Lentes das câmeras
Zoom

Teleobjetiva

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Ângulo de visão das diferentes lentes
Grande Angular( 18mm) Lente Normal (50mm) Teleobjetivo ( 135mm)

Estas característcas variam entre uma e outra lente e servem com o feixe de luz, saber relacionar as diferentes lentes com o tipo de imagem e com o tipo de plano que desejamos realizar.
Lentes de distância focal entre 40 e 16mm. Permite um campo visual maior do 60 a 180º, ampliando a visão, deixando

somente de ilustração. O importante é entender o que ocorre

Grande angulares que a lente normal. Alcança um ângulo de
50 mm. Visão aproximadamente igual a do olho humano: 45º. Dá impressão de uma perspectiva natural. Distância focal maior que a da lente espaço/tempo para quem vê a imagem.

Normais
Lente de distância focal variável ,variando

normal. O ângulo de visão é estreito, a imagem fica um tanto plana. Por esta razão também se sente bastante as tripé e o aproveitamento da vibrações em câmera. Se recomenda um pequena profundidade de campo para desnfoques.

Zoom

o ângulo de visão. É diferente do zoom digital. Este, em geral, cresce a parte central da imagem, resultando na perda de sua qualidade.

Teleobjetivas

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Profundidade de Campo e diafragmas
Profundidade de campo é a distância atrás e adiante do ponto de foco que se mantém com uma abertura da lente, ela permite controlar a nitidez suficiente.Diafragma é a

entrada de luz e interfere diretamente na

profundidade de campo. Quanto mais fechado o campo. A distância focal da lente também é importante para defini-la.

diafragma, maior será a profundidade de

RECONHECENDO A LENTE
1: 2.8 50mm abertura máxima. f. 2.8 Lente normal de 1 :3.5-5.6 18 200mm

Lente zoom cobre de 18 até 200 mm.

Na posição ( angular) 18 a abertura máxima é f.3.5. Porém na posi´ção 200mm a abertura máxima é f.5.6

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ATENÇÃO
As características das lentes estão relacionadas com a superfície que

capta a imagem. Antes era a pélicula cinematográfica que podia variar entre

8mm, Super8mm, 16mm, Super-16mm, 35 e 75mm. Porém hoje isso depende do tamanho Do sensor da câmera. Chamamos de full frame (quadro completo) aquelas que contam com um sensor das dimensões equivalentes a da película de 35mm.

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PLANOS
Plano é a ação contínua dentro de um contexto determinado. Forma a unidade expressiva básica de um filme. Existem diferentes tipo de planos que se diferenciam pelo seu tamnaho, ângulo e movimento.

Plano Geral Panorâmico

Grande Plano Geral

Plano Geral

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Tomando por base a figura humana temos os seguintes planos segundo o tamanho:
Primerissímo primeiro plano (em cima da barba) Primeiro Plano (Cabeça e pescoço) Plano Curto ( Peito ) Plano Médio curto ( Cintura ) Plano Médio ( Sobre as cadeiras ) Plano Americano ( Sobre o joelho) Plano detalhe: Um objeto é enfatizado. Em geral ele aparece sozinho na tela e ocupa a maior parte do plano.

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PLANOS SEGUNDO O ÂNGULO VISUAL

Plano Normal ângulo da câmera paralelo ao solo.

Plano Zenital Câmera fica a 90º do solo.

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PLANOS SEGUNDO O ÂNGULO VISUAL

Plano Plongée Camêra está sobre o objeto, em certo ângulo.

Plano Contra-plongée Câmera inclinada para cima. Plano Nadir Câmera em baixo do objeto, ângulo perpedicular ao solo.
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Luz // Iluminar

Tipos de Luzes
Luzes Contínuas:
Fonte variável de luz que depende da corrente elétrica. A principal vantagem é o preço da instalação. A desvantagem é que normalmente esquentam bastante.

Spotlight ( Fresnel): Floodlight/ scoop:
mais suave.

Lâmpadas com uma lente que permite concentrar a luz sobre uma zona determinada. Luz dura. Lâmpadas montadas em um refletor de disco ( alumínio ) Luz

Qualidade da Luz
Luz dura:
Fontes pequenas e/ou distantes como o sol e as lámpadas comuns.A distância e o tamanho determinam o grau de dureza, serve para destacar texturas, a forma e cores além de dar o maior grau de contraste. Neste tipo de luz não existe nada entre a fonte e o modelo.

Luz difusa (suave):

Por ser difusa não projeta sombras. Fontes luminosas extensas e/ou próximas ao objeto que podem ser produzidas fazendo refletir a luz em uma parede, usando rebatedores ou difusores na luz. A luz tem um caráter expandido, sem sombras marcadas.

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LUZ FRONTAL
Produz um aplanamento dos objetos, diminui a percepção das texturas. Se a luz está de frente para o rosto podemos levantala um pouco, gerando assim uma leve sombra. Porém, se a fonte está muito alta a sombra é grande nos olhos dando uma idéia de envelhecimento do personagem.

LUZ LATERAL
Esta iluminação destaca o volume e a profundidade dos objetos tridimensionais resaltando as texturas mas dá menos informação nos detalhes do que a luz frontal. Dá mais contraste à imagem. O lado iluminado parece maior do que o outro, dá uma boa informação do rosto mas ao destacar a textura pode mostrar as imperfeições da pele.

CONTRA LUZ
Ela simplifica os personagens, convertendo-os em simples silhuetas. Pode ser usada para simplificar o tema ou para dar liberdade ao espectador em relação a imagem que vê. Quanto mais dura a luz, mais destacado será a borda do motivo (personagem) revelando seus detalhes.

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ESQUEMAS D E ILUMINAÇÃO
LUZ PRINCIPAL: É a fonte mais potente, a de mais
intensidade e fixa a colocação das outras. provocadas pela luz principal.

LUZ DE PREENCHIMENTO: É a que preenche as sombras REBATEDORES: Superfícies que permitem refletir a luz de
forma difusa para preenchar a imagem. Dá a possibilidade de trabalhar com a mínima quantidade de fontes.

ILUMINAÇÃO DE DOIS PONTOS

Fonte de luz principal elevada por cima dos olhos de cima para baixo a 45º. Cria sombras do outro lado do rosto gerando volume. Se agrega uma luz de preenchimento ou um rebatedor do lado oposto a luz principal para que despareçam as sombras.

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ILUMINAÇÃO DE TRÊS PONTOS

O objetivo é gerar uma iluminação uniforme no personagem sem sombras marcadas, permitindo destaque do fundo. A luz de preenchimento irá, com menos intensidade, do lado oposto da principal. A terceira luz vai atrás do personagem, o destacando do fundo.

Preenchimento

Se estamos usando um telão de fundo ou um cenário, uma alternativa é usar a luz de fundo para iluminá-lo, eliminando as sombras que o modelo possa produzir . Ele deve estar em diagonal em relação ao foco principal.

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CÂMERAS // SENSORES
As câmeras de cinema tinham um sistema mecânico, que era minimamente compreensivél a olho nú. As câmeras de vídeo, de cinema digital são máquinas eletrônicas, que trabalham com a importante seja o sensor e o seu respectivo tamanho.

informação digital. Talvez a única informação visível e

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Por conta dos diferentes tamanhos de sensores e a manutenção das lentes para o padrão de 35mm precisamos conhecer o fator de recorte ( crop) de cada câmera que pensamos em utilizar.

Alguns formatos comuns hoje (2012): SLR (quase igual a película de 35mm ) Sensor M8 e M8.2 Leica Sensor APS-H Canon Sensor APS-C Nikon, Konika Minolta, Sony, Fuji Sensor DSLR de nível de entrada Sensor de formato quatro terços 60 36mm X 24mm ( não há recorte) (X 1.33) (X1.3) (X1.5 ) ( X 1.6 ) (X 2.0 )

O cinema porém é mais que câmeras e lentes. É mais que câmera + lentes.
.

Jonas Mekas 1922. É um cineasta lituano, emigrado em 1949. É um delos maiores expoentes do cinema experimental norteamericano.
Artavazd Peleshian. 1938. Armênia. O estilo do seu trabalho baseia-se numa visão poética da vida em forma de imagem em movimento. O realizador Sergei Parajanov diz que Peleshian é "um dos poucos autênticos génios do cinema universal".

“ CINEMA A VERDADE A 24 QUADROS POR SEGUNDO “

J.L.Godard

“CINEMA: ESPAÇO TEMPO MOVIMENTO REAL” A. Peleshian

“CINEMA: VIDA, MOVIMENTO, O SOL, VIDA, MOVIMENTO ,BATE O CORAÇÃO” J. Mekas

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Realização

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Cartilha + design + conteúdos
textodecinema.com, Agosto 2013. Agradecimentos imagens: Guillermo Jones. Agradecimentos fotografias: Carla Lombardo, pelos conteùdos: Paulo Pucci e Ж. Esta obra é livre, você pode copiar, compartilhar e modificar sob os termos da Licença da Arte Livre http://artlibre.org/licence/lal/pt/