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tentarei & u,ma i - definicão das religiões africanas. O deão Thomas j&0 fkdemcmtr~ndo, a um s6 tempo, a complexidade do ps@ema e a dificuldade d&.encontrar o s têrmos adequa*. Além dissoR:~'tafhp de aprisionar o vivo na estreiteza dos conceitos dentificos 1130 das nossas cagitágbes. Sempre me recusei a rotular "materiais a conservá-los W@OS de bula9 de naftalina, atrás dos @ostruários h museus; apesar de todas os esforços da museagrafia m d n a para "fazer viver" os objetos, a verdade C que não se aaescentar recoisa guardada. tratos ou degnkosj e isso sempre leqbra a condiç Com maior r d o , estirei' muito longe de wnceitud das religiõeies, com etiquetas e viessem a alinhar-*,as religi8Ês africanas. " r O que me interessa--e o que tentarei fazeriaqui é compreender essas religiões africanas tentando revivê-las - por mwguinte, para usar uma expressáo de u-mde meus livros, "convertendo-me" a elas. Certamente conhqo os'limites de ,tais c o n v e s e. a imlpssibilidade de escapar c o m p i ~ t e ciladas do subjetivisma CEei4 par&, que se possa fazer em ;elq30 às religi&s, uma observação análoga à que £22 Uvi- , Suauss a prop6sit.o do p e q e n t o totêanico. Lembramo-nos dos textos que êle cita de Ber@;sone de,Rousseau o que diz dos mesmos - que souberam "melhor do que. wr etnólogos, ou a n t e dêles, compreender certos aspectos do totemismo"; e-. explica, eni-aw. t@o fundamental, a razão da superioridade dos- fflósofos sobre os cfptistas: "Bergson e Rousseaismnseguiram remontar aos fundamentos psiml@os de instituições exóticas (no caso de Rausseau, sem suspeitar ór sua existência), através de uma incursão ao interior das mesma% isto & experimentando de fora ou sobre âles próprios, maneiras de pensar, a principio o do homem simplesmente imaginadas. Demonstram assim que o é um campo de experiência, virtual, para controlar o qu& passa nos espíritos dos hsmens, quaisquer que sejam as distâncias que & separem",

NSO

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a - 8 ,

N . do R. - C o n f e F ê d pronunciada durante o I i &egresso feslirado em Datar, em dezembro de 1967- -

Intmk&d

de

o_

.

Se w pderir. dizer q w aqciqii4Fgo do sinal mnsidera a linguagem como significatir si mestha. a aiidem mitica por ama ordem aitificial mais ou.50 do símbolo vê.m ã o forjadas. nos homens com c m quais entra --tato. sôbre uma mesnq ba)ir-r. na Cpoca em que o mundo da natureza ers d o como o livro de . ezn imagens arti+cas. o senti o não se acha fora das palavras e nm e mm e s na sua disposição. A civilizaq. ra humana imutiivel e idêntica em tôdas . isto C. duas civilizaflep. está sempre pronto a conversar consigo mesmo. em irltima análise. a linguagem atravds da qual o homem vai $ntar exprimi-la.tal como se $mm&iva na Idade MCdia.b-&dente substitui cada vez &tis.if parte5 "o homem não pode confrontar a realidade imediatamente.+a.üem e a mística ditava as regras para decifrar êsae garide. Em vez de considerar as coisas dirtxhente. pr" . enquanto a Africa continua ~ a m s e r r a r nas $ l i b r a s . -O i etdltqrj~ rurirn c090 o psicanalista. dentro de ru5s mesmos. e sobietbdo a . e donde. face a face. Cristi&sqpir. /. . ao ccbnu&ri~.a segunda. não pode . Contudo: ate meo ocideata1 mais enredado nu malhas da sua cultura CLqapiv de compreender o pensamento simbólico. que distingue o homem do animai.sbbze uma esautit. E justamente ai que iremos encontrar a primeira opoiçáo de estruturas entre as c i v i l i u ~ africana ~ e ocidental . como u ainda (não é inhtil repetir-se a mesma i&ia de a'fim de bem compreender a oposição das atitudes meniais). como uma &@idade externa e transcendente. porque m . por assim dizer. como um objeto estuda como uma coisa -no segundo caso. mas na área onde se torna possivel uma &cia do sagrado.o u b lado do real.virtualidades mulrif#Faco possiveis desde que para os modelos incms%entes consideramw-apenas as estruturas de desendvimento e não os - / . sobre caminhos diametralmente opost-os: a do símbolo e-a do sinal.tende ~ 1 colocar e n t e . pensamento sirnb6lico e pens prsi sinais permanecem. refapomi pensamento simb6lico e controlar o processo criador daquilo que ichd Foucault denomina como "o brasão enigmhtico de nossas c ~ r t t * . a expressão do que sc encontra d o .besrno. atravCs de sinais. De um modo geral. não investiga o sagrado em si. permitenos tbmar a experimentar.r..partir de Dcartea. entretanto. p r h u m a linguagem mlstica. - a ir - . a iinguagem concebida.n mas palavras. o homem. permanecendo cristã em au$.menos £abriaiida pelos -ticos ou gramáticas. Melhor ainda.a expressa a a s k de símbo10s . Acha-se tão envolvido em formas lingiifsticas. no primeiro caso. Mas a partir dessa função simbólica. livro a n&a altura. sua sintaxe. em sím* miticos e em ritos religiwsfpue não pode ver nem conhecer coi& alguma sen!io através dêsse meio artificial" (Cassirer).bases. & sua g r d t i c a .. suas regras 16gicas. o real retira tMa sua realidade.

que se interroga sdbre sua L. com a ajuda de um ou dois . d a . não alem das mesmas. não procura em seu derredor descobrir um pensamento cós hiico Q u t . foi.vação. significativa .rnundo. mesmo e dizem dstãos. partindo de uma visão lingüística d#. O homem temente. para icano. se ela fôssc vivida. O africano vê em tudo que percebe através dos seus sentidos coisa diversa da que Cle vê desdm o Outro.o como fatos "semBnticos". a partir dessa experiência. que seria fAcil A etnologia catdlica compreender a sexualidade africana como uma forma de liturgid ou de pensamento "sacramental". A reforma protestante. por meio da coloniu@o. que co africana Não f impunemerite que meu amigo Berque definiu os fenômenos de colt#nizaçã. uma revolução lina uma experiência do sagrado muito diversa da do giiistica. âmbito do pensamento religioso. que são "palavras". são objetos ou coisas. consistiu em substituir. Para nós. . O -sinal. por ser obra Butrário. destruidora dos simbolos. o de Deus ele ai busca um conjunto de sinais. uma nova perspectiva na pesquisa dos significa@: o significado prêso 8 s própias palavras. o mundo não t mais que uma língua mana e não mais palavras originadas nas coisas. substituiu o simtrdo. entre muitos católicos mo. ela é uma mudança de mentalidade. que circunscreve. Faz-se 0 amor como môscas. através dos minerais. porém. como bem a definiu. Max Weber. no Ocidente. tais como o êxito pm@shal. d a movimentos musculares.- * seus valores subjetivos. fez com a lingir6gem dos corpos o que também fêz com a linguae u significado simbólico para procurar sentido. com seu espirito p * N u n d o . e assim. no entanto. ja católica. Os acontecimentos fomam uma b e i a de palavras cujo significado reside na pr6pria cadeia. o bom funcionamento de qm-v i d q y u e testemunharão sua eleieo divina. é a palavra do homem que significa e circunscreve os objetos. desvio. ao confeita. valores ontolágicos para se tornarem simples os católicos que sabem que são o marido do matrimônio e não o padre o8 aknqoa. . antes de tudo. A secularização não é um fenômeno entre aquèles que s institucional.nicamente. o que o Ocidente trouxe para a Africa. Se tomamos exemplos na área da religião foi para marcar com vigor a profundidade da revolução ocidental. & s e . e que e pelo ato sexual que unificam os seus co?>os: é. e E-nos fácil mostrar como se processa. or" . para o crente. O Ocidente. Os sacramentos da' igre. coletivos e cultur$s. um *junto de sinais ligados por regras fixas. a leitura dos'\ k b o l o s pela leitura dos sinais. e segundo exemplo. nas q . a estima de sua comunidade. - % - L. vegetais ou animais. isto é. o Marques 5 'Deus do que os nossos adolescentes de de Sade se achava ma& p e ~ & bons pensamentos e muita ponderação.o homem que questiona sôbre si mesmo mas que perdeu 1ôda significd@o universal e transcendente. que abria perspectivas p r â a descoberta do Outro. o sagrado.par'a. gem oral: esvaziou-a d w . não comdhiWPOris portadores do divino.

Civilização necessidades mas Onde materiais e da produtividade pela qual tais necessidades w ã o ser satisfeitas. a germinação dos filhos e das colheitaii:Uao festas de Ramos e do Carnaval vêem-se retornar. ou ao menos como discantinuidade. inconscientemente. para purificá-lo e r - fi / abençoá-lo. pesquisa as arqudtipos que for- mam a Base comum de as religiões. exorcizamos as mortos que nos f a z e m voltar ao parsado e nos expõem ao risco de falhar no futuro. os Egungum.a outra. de uma experiência comum. a controlar-se para o bem comum de u n i e outros. ai. para interiorizar os mortos. que finalmente se transformará no a l t o dos ancestrais. onde se permite a lynbrança piedosa. nas quais os mortos e os vivos constituem uma mesma comunidaGe e a morte não é considerada senão uma passagem para um estágio Superior. e assim deixar-se possuir. porém. em Ouidah ort Porto. Devemos então fazer um esfdrço para ir alCm dos gestos tor-+ : nados folclbriw até a consci&ncia~ demonstrada do sagrado que e n d f. O tempo é vivido para +de como destruição. para "exteriorizar" os mortos e assim livr ac-dos mesmos. certa feita. sedo o or i21'estudioso da F&-história. das confrarias de m4scaras.q dentro de n6s =@#mos. a partir No entanto. separar. que #por um momento-se misturam ao mundo dos vivos. assim. que os dançarines mascarados não timos avatares dos mortos.da m e s m a ) . os mortos. por êles. em minha pr6pria casa. 5 s e m ir $r" - T . flor que se estiola com o tempo como a planta no h não se aceita mais o diálogo e a simbiose. colocando-os em um cosmo harmonizado. reencarnando-se no seu bisneto.qumdo. o ancet tral poderá voltar ao mundo dos vivos. numa mesma realidade vivida.Novo. como Eliade. No primeiro' caso. caminhamos para a loucura ou pelo men-.embora por meios diferentes . Através dos sonhos. que é a da unidade Uma.mesmo quando são vividas incons cientemente no folclore. para a porta que a ela conduz. no outro. O fenomenologista que. as duas grandes civilizaçlks v mortos e dos vivos. eu recebi. e. dqs relicários.Quem duvida. encaminhamo-nos para o culto. As civilinas qriais a morte 15 conzações ocidentais são civilizações de rutura siderada como o contrário da vida. vindos da brm#@ oehngem (ou do que resta . que invadem a aMeia? Nossos h-= rrcolkicos conheciam.. -que continuam . As dviiizações africanas são civilizações simbólicas. onde têm.a dialogar incessante&ate. misterioso e mudo. ugar consagrado t r d i cionalmente . a comunicação nunca é interrompida entre os dois mundos. num baile de Carnaval. + reencontrava-me. não tem dificuldade para demonstrar nas r e l i g i h . indivíduos não-religiosos a persistência das aMigas epifani. a visita de um bêsses Eguns. a ajudar-se mutuamente. Ao festas de Páscoa e de Sãa João são as da fecundidade que identificam. assim como os iorubis %mais. eu não me senti dentro de iiin mundo exótico.

Comte. berra que Iizeru~. ou se preferirdes sua recompensa h 3 . em vez +de-ftftrtm personagens externas. a lhe detepxdn. ecttlsrfq z a n b . Itesses mortos. I .como presenças reais . Chegamos a tal ponto que nutrimos com a pr& pria carne a44 a prbpria morte.* L & -JQ + C. 'Cr a linguagem dw pipyiaaãs e psicanalistas. dzsrtrktr-nos P ordem ou pedir-mo3 favores e. especialista doenças mentais . não subsis pelas suas obras. -- . embara =ia. a de am suicida mascarado.êke tambem exorcimm o s mortds . uma m g e m divinatbtia. iíbs mortos sempre têm necessidade de falar-nos..@--bêm manter o culto das ancestrais.@exterior e imtituciom obsessivas no nosso inconsciente. a conclusão de um geomante OU de um $*t e . que reabilitou em sua Religiãa 1% dental se sitiva o fr~lcbiaito. "a k u d M ' . uma m u t a de re9lizaçãs de nossa pr6pria mase.rr o conateriori~ ~ seguro e automático do que & p Q pai que matamos.c'a"nossavontade que dos mort= que permanem nbs. poder exteriorim-se e realizar-se. mws.mas Rcontece quc a doença mental náo me-faz mimente mudar de dminio: a bucura não é: para mim d o a forma patol6gi&i do sagrado. apmtemente. . mas rnm#qp dos m o r t a wp - daa fí . gk. o p p í &ageos materna ou o indivíduo. pelos iastrwnentus dc avilização por & k s -phl andes d e & . porém. Portanto. escreve ele. &as nas ent nosso eu desccmhsido. em um nível mais profundo i % ..obras literári* que deixaram:. Nmm autambveis.. * h - o culto dos mortos. eaà-"ht~unas". & * u a ~ t e .mar uma realidade presente.~erlidade.c Entretant* jamais se exercitam os mortos. a mãe que desejam(>% vbcestuosairmão ou a irmã. os cordkis de nossos gestos . eles estão s e m p entre n6s c o m enee 6 s m a s tornam-se atividades mem.Cstes livres. diremos . cuja imagem n â E o mais 15 entre n6s.os termos e dizer que .. expressão rlf&oioiz. cuja carroceria se - .. segunde-. se não quisermos ouvi-los. a p9ise%m da imagem p w rr aw. O que faz com que nosso coigportamento sejg gestos que ai. -pelas. esck m á uma imagem falsa de nossa civilizaç& + i aos d e t i m o s . se admiram com o fato de eu. às vCzes. 'vjlizações africanas é a do di8-o a estrutura que se a estrutura da sociedade ocidenta 4 z i do mon&lago. . iqtrele w qual nos colocamos há pouco. como na ariwca. oculto6 h30 mais sob mgscaras de madeira ou vesrimentas de lha. constituem igualmente os imagos que do nosso eu. " E entretanto.a das imageas o as. "é mais pvoada de mortos qud de vivos". como se wssit £&e. eles gabrão encontrar outra linguagem: . mais possante do que nth e quefaz @ para i ' . TraNonnam-se.

Mas. -. Ma se trata senao de um sonho. ao mesmo m p o . essa nostalgia é a s~udatie-de Sujeitõ. É o l o d em que caiu o Arco dos. onde+ C%u e a Tàrst um.tfhao~iaa .da n w $r&pria morte. o h e Cle se introduzia e !&mia os laçou qm a l i ~ v ã m ao cosmo. o obseca. e vip&Wmmeate. que naturalmente varia de uma $tnia a mtra. '"pmtituiçát3" enquanto entre os africanos ela pehanece cow4. surgiu corno um primeiro afastammo do itt& &+cipa@es místicas. . Mas.-to. do?avante. não há senão a op&$o mtre fujeW -e (4bjt140.. ilto é..puro afasddo dm :Objetos . não 6 a emhiapea ''I da veloúdãcIe ou a f q k -para adiante que expbma o acidente m a r wa morte & no vdm* aw ~bsculos da mão do muturisto.oudental em eposição à ~ ~ ~ i v africanas i l i ~ -~ data apenas da Rm#qSo de Copéniico e do Cogito %e Descarucs Doravimte.r- .i . -.Pois o sujeito conserva a nostalgia dêsse mundo organizado. sãq hoje em dia.mgQti~i"6 homem no interior do cosmo. Certamente.os. do vemto. I % M o C mais particípaç50 objatha. segundo De* cartes..ppk. Tal mrigpimento não cessou de fazer sofrer oAkcidmtal. que chama essa p~openaopaFa a w q a .. dia se d a m . regulando. . as fantasias de Bachelard sôbre a terra. e desse modo a pmicipação não se restabelcie entre Ca W.. mas um simples estado de alma do Sujeito. apnrts coisas .o mundo. - - - . as aoisas.qual De-c& en&a essa palama.torna-se uma 'F-'. mas da qual.ainda uma vez. Ínatintivamente. do.de uma parte.essd.enu-e... - 8 - - > - . i alonga ntd to&. Alma. @ +da adormend~do mineral fonte suprema di' tôda vida &o &e homenzinh0 feio e sempre interro&ad& que se chachad+:uis * r o homem volm a si mesmo e a si s6: "conhece-tc a ti m-o':.>. mêdo de se deixar iludir por êsse abjeto que. o sujeito é .~-~rna. sonho de um Sujeito.. H& um Sugar. d m i z a d a da miiado 'pois. como prova BfudelaiFe.*kntido pi?lò.clpu. patzati-to o oposto da prostituição bauckl&W. d iw I. menos não conabeu seu ser fora de tuna ordem hierárquica.e . o homem.-"máq+nC) e de outra +te.qflre d a parte reservada ao W e n t a L . descem.. ..'@parado do objeto: c e s s a m os lai.C r i u i a b o . Cíistianirmo &h na Asia havia reordenado cosmo. . 1 v O Oàdex&$ttt. a Agua ou o fogo.. que.rn casamento espiritual. até o fim da Idade Média. < . da igua ou do f y .da mecânica (ande o prbprio animal é comiderado -. Vida e. :. tal :sentimento se alln&n na medida em que fBra racionalizado por uma . do sentimento da "residência. . Se o homem da Idade Média participava d e . .--:. As ~ivilizaç8esafricanas são civiaizaçbes centrab@s.< * 1 - i L : -. utopia que os o sujeito tem atrai.. üm F ~ I $ E ~ ~ & V G p. i . ~ : f .ppk.Dqpn.i do mltu du seu . ou -se preferirde8 ela &o m ã o a Utopia da +ta ou do fil&sofa.cbrín de um caixão momtuário. o&~~mmu a *< 3.. É' o r~mantismdw wu panteismo e seu diálogo coni ti natureza. éintretam. a If-da fUn. d &o esta &V& qut'lria L$inir a estrutura da civili~o..

com o mundo dos mortos.. ao definir êsse penMdhto. desde que nós os "aniquilamos". . o concebem como uma alma achar-se prêsa em um corpo e ao "enfermidade". ser impossível «rtab@ecerem-se m m eles "partiupaçiks". devido il' fíimde eles se esforgamn parri aftrapasd-la a fim de atingir um estado e m crises aparentes. encarnam um pensa. . para a afetividade pura. Compreendeis. @ 0 ficj teci* pot.que. não t absolutamente o que Caiu+ desejaria que f k : uma descida para o abismo . a própria experiência da organizaçáo do taol e sues ligações m w s . "desequilibrio". A reli@& afetiva C a expressão da contro dos d ç & d q rdigião tradicional. d& hornef4 entre si. metafísico. constituem o cosmo organizado. O centro do mu&. k n t r r anticarmiano. Podemog alargar êsse centrd enchendo-o de cogitationes que formarão sé e ondas periféricas em endo. de um resultado da colonização. agora. O transe náo é "rutura". em suma. se canhetem o transe. ele esta 'emnas. o termo pdrticipção. C um p o q espiritual. ao contrário o centro do mundo. Pois muitos africanistas c o ~ d t i . doaEu pensante. efetivamente. d a é um sintoma mórbido do m~ g r i í s m e do homem esquartejaih A verdadeira religião africana 4. porém.a participaçião tem entre os africanos: o transe mfstico. .e .@a. é 114 1f. se preferirde. de'uma harmonia entre os homens co-io. -já as civilizações africanas d e c e m e teopAtico s cultivam o transe. expressão e as coisas.. a expressão de) um pensamento anticartesiano. 'mAximo. como São Jo50 d & uz ou Santa Tereza. '- . % - - . acabo de defini-lo. isto C. em um simples representativo. dêsse sistema de participa@~. é uma realidade física.. o local da manifestação dslrfiví. C ''participação vivida". com o mundo das farsas cósmicas. ao contrária. têm mêdo dêle e o eIiminam. que C 9 sistema de ligações. a . Permiti-me dizer a uma palavra sobre uma das formas mais características que a praxis . n6s os destruimos como objetos materiais.é. 1 ) d w s em conceitos..V o sentido bem claro. transformamos os torno do mícleo. uma praxk. ele. Tal t&imo. loucura passa. O que quero simplesmente assinak aqui C que o transe africano nada tem de afetivo. . uns com o s outros. Senghor apóiamse portanto ou. mas que não deixa de ser um pemq&nto. Ç ambíguo. é o ego cogitans.. do enwm os brancos. 'como objetos. tàtavi > I ta-se. Pois nossas civifkaçóes ocidentais. Mmente o s comatos com a civilização a terra w - - - --'. na civilização ocidental. ao uma ordem. Tem-se o habito de empregar. a m essas r d i e gftianas como religiões "afetivas" e reconheço . isto é. mundo dos deuses que controlam ou regem essas fôrças cósmicas. e até mesmo os sagrados místicos cris tiios. ne.e h . em tais condi$%. É preciso t m r . como participação do homem com o sagrado. Acautelemonos. mas assim objetos cósmicos em cogitationes. a fim de tecC4as em uma t G n b inconsittil. comunicações.+ . As participações são o conjunto das malhas sutibkpe Jigam êsses compartimentos do real. As religiões africanas o que foi admidvelmente esclarecido por . Anaosi.é. algumas . algo intelectual.. equilfbrio c6smico um sis-'portanto. . imagens. de qualquer forma.

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i invenção da bomba . g r a p h redistrikhifla dos bens que controla.yas a seu mana.+ ' at hca. é que - - .: ?Ia falta de reapcim. feito.. como harmonia.. a consttqilo de uma realidade oq$nica onde tudo C figado visando a har. De um modo especifica. O principio.-+ 'E necefsairio. as técnicas &. como Durkheim bem o demamaoai 6 resultado da div*. &te traz-as 6~3iza@5es da parte dos. enl M%W -trastes. após terem destruido a mitos da ordem cósmica e da participação dou homens mesmo conjunto organizado. At6 mearto o Mme. da falta de cortesia. Poder-se-iam fazer bt>servações anhiogas. da conipista do fogo p. d e vossa atenção: a complement%iitd9dc t a p m gr-i ade dos div&. Cle 6 a contra-ordem a serviço dd O herói civilizador europeu 6 o homem da abris. que m e nossas sociedades. do que foi a partídipaçãb ~b @no cvkrrico. a6 Ebntrário. ela 4 lun efeito não um princlw.-.grupos sociais.corn os grãos alimenticios.mitos defitiem as estruturas das civilizações. um diiarrso proferido pelos próprios denses . enpe o Chefe 't! o Povo.por uma ou por uma coKia. o da estrutura social em suas rela$6& com religiões africanas. C &. as civilizações africanas que respeit&-&mureza.artifias. mudelos de organização familiar. e depois. CI aspabain&& LJios e o ladrão do fogo celeste. esta wliddcdade. gr.- p'-..C-hl O herói civilinadúrjrapeu 6. pariaiIwinar. monia final. isto é. que âeatLirei nik pela d e p p o r .. Por exemplo. social ou politica. . que delineemos nessa estrutura orgânica do coamo um setor particular. Dieterlen. timiaar-nosemos a dois caract6ih d m @SU'U~UI% ata n h a * . tendo aquêle necessidade deste para asileg3tnr. portafito. o o p o w de herói c i v i ~ o r africano. f~@alho. como um discurso a-. A "cultura" é um ordem social se i n W u z na ordem divina. para t&3as* aos h~ mens e faze-Ias sair d~ estado da geria animal.. a do h 6 d o homem e &e o amparo posa decompor-se em dois as -- . ele íwegrra a deãlocratisoci& Vê-se pois que necessitamos de m a b m t u r a ta à das sociedades &dentais. o revoltado faz par& da ordem. de.deuses. mas pela sofidzrhthk dor índividuos. a civiliza+ õatiental que c! a dos hdme& tentando criar uma nova ordem. -Usp'B par eêm üid traüu@o no plano sociai. nos estados africanos aadicionals. . a boa marcha da natureza comu.

q+ quer dizer. na cultura. dd uzn grupo de adultos a um de velhos. para EOjm. Em suma. uma cultura proletária e. diremos que tôda a frase é feita de palavras e que não pode haver sentido em um'a frase senão feita de palavras diferentes. a luta das classes não se traduz pela criação_& duas culturas. Entre n6s. Se a cultura é um "discurso". e . Eis porque o . há a mesma descontinuidade original. dos ideais contiq a progressia diviSQo enu-e envidade natural de uma classe de idade para outra: sino primário. ' O mesmo se dá no dominio & estratificação social. a mulher repete o mesmo discurso do homem. . a mulher (como aliás entre os rf$iranos ocidentalizados) tende a ser apenas uma c6pia do homem. a manifestação de sua organização. num certo momento perturbada pelos movimentos dos indivíduos.. da globalidade social. para tornar depois a equilibrar-se. que participa do dominio dos valores. Ainda.r burguesa. secundário e superior filtração que ae faz de uma idiide a outra atinge uma estratificação em três grupop. de uiâ: gipq de a i a n ças a um de jovens. em parte. q. lu& gelo que chama de sua "igualaçb" com o homem. tíMa transição é perigosi pois inscreve-se em uma determinada ordem. de ser-lhe a duplicaç não o complemento. a o arrancar-se o menino do mundo feminino para fazê-lo ingressar no mundo masculino. naturalmente. $ .idaos. A descontinuidade dos grupos africanos C da mesma natureza da descóiirintlidade h parlavras em uma frase: . como sinal de lenta maturidade do homem. em que possa ultrapassa as diferenças anatdmicas e fisidógicas que a fqam a. 6 a lei da duplicação que grevalece. o mundo da tepetiçiío. ' dade. mas a cultura +dental que se alia h natureza tenderá a sobrepor-lhe um processo an-ta. como teria desejado Sorel. Do outro. da emlha do nome da criança. Porém.tna medida. : tualmente. Certamente. põe..eu gostaria de chaw-. mas esta &cse então apenas na natureza. representa o momento "dinbico" do funcionamento dessa ordem.o fundamento da "signifitqãu" do conjunto cuQura1. das normas. a saber: . será encántrada. 'cada quakcni um i . o proletário pode bater-se contra o burguês. o estudo das idades permite-nos dèfinir as estruturas sociais africanas como estruturas de transi~ão. axm na base do processo de iomplementariedade. Na base dêsse processo de progressivi. Do rei constitucional ou presidente da -Repilblica ao mais humilde dos cid.ciclo da vida requer a manipulação do sagrado quando do nascimento. de um lado. nas estruturas das sociedades ocidentais. 2-10 ingressar no dos ancestrais. ao retir&-b da m u d o dos vivos para fa* : l . um burguês. direito de representar os s papéis que ele. espiri.. um lugar à complementa-de.deN principio das duplificaçtb. g~upost&n nma nfvel. de um de jovens a um de adultos. & h @ mesnio . - - - - .uma . cada quaL@ ' copia o rriesme m&lu. na medida em que essa descontinuidade existe em tdda a parte como +fendmeno nutuml. em movime&o as fôrps em equilíbrio. 'o mundo da complementariedade. mas ele & . portanto.grupos com uma iniciação + "F pd. de outra parte. em nossas sociedades.

dans la mesure ou PAfrique indépendante s'insère daus cetk a-vilisation occidmtale: peut-elle incarner les traits nouveaux sans padre I'0~1~gintalit~~de sua tne spirituelie? e t si oui. &a communication entre ces &ux mundes n'a j8mais ét& interromptu et pourtant le transe mystique y acquiert la ryiure de praxis de participation. g r u W . Para melhor compreensão. Duns ce but il conçoit deux espèces de civt"1isation: celle du signe et çclle du symbole. que constitui o apanágio. among the former. the Writet. I n tA&AFican religion the communication between both worlds is cut short and'the mystical pedicament attains the praxis nature of imparting. Pafricaine dtant classifide parmi celles-ci. ç .:*. 7 - ~ r y i n ~ .-. pais a tal pr-*. the African religion being clastifhd ammg the latkr and the Western one. . W 4 . Resta uma última pergunta' a fazer na medida em que a Africa independente se introduz nessa c i v i l i w . A Africa responderá. P o n h n $ on the future of those atandards. ? .''\-de iniciaçãa técnica (que nos dias atuais perdeu totalmente a metafisica dos "Mações'* e "Compagnans du tour de France") ou secundária. Z'htescr intewoge. the Author asks at the end of his lectuíu: "Thme is one more qwstion to be mked at the time when inde-denf dfrica invades that western civilizatiou . criando suas novas formas de vida. Considerant Pavenir de ces patrolu. makes a confrontution &tmbdnr the standards of religioriiy of the Occident and Africa. commentt" . r n fim. l'auteur établit une confrontatiím entre les fmtrons de religioJit8 de POccident et de PAfrique. * dental .poderá ela incorporar traços novos sem perder a originalidad& sua vida espiritual? e se conseguir. Both civilitations are set apart starting from the test of u n i 9 of departed and of Ziving meatures. amanhã. gbqta n%o posso responder. analisei-as em sua oposição com os modelos que regem as civilizaQ6es ocidentais. Les deux civilisations s'dcartmt à fnzrtirpi'une expédence commune.can it embody n a features Mthout losing the originality of its spiritual life? and @-*de it doar. n a sociedades africanas. à la fin & son article: " ' 1 2 reste une dernière guestion 4 se poser. com tdda a i. d p d e r s t a nthe d African religions. RELIGIONS AFRZCA~NES STRuc TURES DE CZVILISATZON En e q a n t d'arriver à une m e i l l ~ r e compraension des religions africaines. AFRZCAU-'." RELIGIONS AND STRUCTURES OF CIVILIZATZON . For such a purpose he conceiues m o kinds of civiliurtion: the signal one arad the symbof one. Duns Pafricaine. l i e . - . ... que atingiram a iniciaçáo superior. et Poccidentale parmi k s pemihes. de todo o ancião antes de tornamse antepassado: Não me cabe fazer fulgamentos de v a l m ~ u i s apenas descrever estruturas na medida em que são expressáo das religijks tradicionais. como? Paro aqui. qui est celie de Punitt de$ Morts et des V&+tt8.

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