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Violência e mimetismo: uma abordagem do direito penal do inimigo sob a ótica girardiana

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Publicado em 12/2012

Eduardo Luiz Santos Cabette (http://jus.com.br/956693-eduardo-luiz-santos-cabette/artigos)

Desejar o que o “outro” deseja, ter o que o “outro” tem, agir como o “outro” age, reagir como o “outro” reage, eis a gênese da violência segundo Girard na medida em que esse mimetismo acarreta conflitos insolúveis que descambam para o uso da força.

“Que loucura é essa, tão inimiga dos deuses e dos homens, que destrata a virtude e profana com palavras maldosas as coisas sagradas”? Sócrates

René Girard, professor emérito da Universidade de Stanford e membro da Academia Francesa, é o criador da denominada “Teoria Mimética” e autor de suas obras fundamentais. O ponto central de sua pesquisa é focado na gênese da violência presente constantemente nas sociedades humanas. Para Girard essa violência tem como uma de suas principais raízes (embora não a única) o processo de imitação que torna todo desejo ou paixão algo que provém do “outro” de forma eminentemente social (GIRARD, 2011, p. 34). Desejar o que o “outro” deseja, ter o que o “outro” tem, agir como o “outro” age, reagir como o “outro” reage, eis a gênese da

que defende a liberdade da posse de armas de fogo pelos americanos.violência segundo Girard na medida em que esse mimetismo acarreta conflitos insolúveis que descambam para o uso da força. Embora esse fenômeno não seja apanágio da contemporaneidade. cria um campo sempre mais fértil para o ressentimento. p. E neste momento. O que deseja o agressor? Revidar humilhações e violências sofridas. toda essa gênese e reprodução mimética da violência há que ter alguma válvula de controle a impedir que o caos absoluto se instale e que a sociedade em geral venha a ruir. a disputa de oportunidades e espaços e. dessa pretensão à igualdade com sua consequente proliferação de desejos e paixões miméticas. uma identificação ou universalização potencial. invasiva. Parece que a visibilidade e a possibilidade dessa imitação. Em suas palavras: “Os homens são expostos a um contágio violento que desemboca. Leis Norte – Americanas de combate ao terrorismo pós 11 de Setembro). em violências em cadeia evidentemente semelhantes porque todas se imitam. 32). p. Não devem ser olvidados os ataques a escolas e universidades com massacres de diversas pessoas e suicídio do agressor. os povos. especialmente em sua Capital. vem a público para dizer que a solução para a violência escolar é a alocação de seguranças armados nas unidades de ensino! É mesmo a violência que se reproduz num processo imitativo sem limites. em ciclos de vingança. a violência. as pessoas. frequentemente. Na mesma intensidade vêm as reações dos alvos do terrorismo que mimetizam os agressores e atuam de forma violenta. Caso Realengo) e mais recentemente a onda de violência homicida que assola do Estado de São Paulo. por sua vez. pode-se constatar uma intensificação ou escalada da violência que “lembra a propagação do fogo ou de uma epidemia” (GIRARD. Trazendo a questão para a realidade nacional. 2011. 2011. mimetizar ou imitar seus algozes. Exatamente quando um individualismo exacerbado e egocêntrico se mescla com uma massificação. já temos exemplos de massacres escolares (v. É por isso que digo: o verdadeiro segredo do conflito e da violência é a imitação desejante. Violência essa que pode inclusive surgir na forma de uma pretensa busca de Justiça. mimetiza o criminoso assassino num ciclo monstruoso sem fim.g.g. destruidora e desrespeitadora dos Direitos Humanos mais fundamentais (v. Realmente essa pode ser uma das vias explicativas para a proliferação dos atos de terrorismo religioso ou político. É interessante notar que essa progressão violenta se dê exatamente num momento em que a chamada “Globalização” procura homogeneizar as culturas. ainda . inclusive no ato de sua autoeliminação que ele considera desejada pelos mesmo que agora agride. O criminoso imita o policial exterminador e este. quando povos ou grupos se sentem explorados ou oprimidos e querem se igualar aos eventuais exploradores ou opressores. enfim. após o mais recente massacre escolar nos Estados Unidos. o líder da chamada “Sociedade do Rifle”. seja laica ou sacralizada. Há nesse episódio um claro viés mimético em que a violência institucional (Policial) se retroalimenta da violência dos grupos criminosos e vice – versa. 40). onde cada um quer ser e ter o que o outro é e tem. o desejo mimético e as rivalidades ferozes que ele engendra” (GIRARD. Mas. Girard identifica esse controle no mecanismo do “bode expiatório” por meio do qual. a inveja. consequentemente.

para cuja realização existe forte inclinação do inconsciente" (FREUD. recompõe o que decompôs. p. p. p. Alguém sobre quem recai a descarga de culpas inconscientes numa tentativa de purificação (BARATTA. 75) E mais: “O caos que precede à violência coletiva é uma decomposição real das comunidades humanas. vítimas que passam por responsáveis pelas desordens em virtude unicamente dos contágios miméticos” (GIRARD. têm tendência a se transformar sob o efeito de sua violência interna. 82). o mimetismo se torna cada vez mais contagioso e. "A base do tabu é uma ação proibida. Afirma: “Todas as sociedades humanas. ao final. 55). Alexander e Staub. gerando a conclusão de que a punição dos infratores das regras sociais proibitivas se dá por um mecanismo inconsciente de identificação de desejos reprimidos. A recorrência girardiana ao mecanismo do “bode expiatório” não é novidade para o mundo da Criminologia. elas dispõem de um meio de restabelecimento que escapa a elas mesmas e que a antropologia nunca descobriu: a convergência espontânea. Quando isso se produz. o ‘bode expiatório’ original em que todos os ódios se descarregam sem se difundir catastroficamente ao redor. p. Assim sendo. sem destruir a comunidade” (GIRARD. ou seja. Com efeito. 2011. 41). baseada ainda no mecanismo de "projeção" freudiano que levou Paul Reiwald a desenvolver sua teoria do criminoso como um "bode expiatório" da sociedade. 1999. fruto das rivalidades miméticas a que todos os homens são inclinados. Ele reunifica as comunidades contra ‘bodes expiatórios’. Efetivamente em Freud desde logo se encontra a definição do tabu como sendo algo desejável. uma identificação da sociedade punitiva com o infrator é apresentada por Reik. Exasperando-se sempre. 1999.por um processo de mimetismo. as ações consideradas desviantes têm um característico de serem atrativas aos integrantes da sociedade em geral (afinal não seria necessário proibir algo que não fosse de modo algum desejado). todos se unem numa mesma reação de violência e exclusão contra determinados “eleitos”. sem exceção. 2011. mas proibido. mimética de toda a comunidade contra uma única vítima. Essa é a conclusão do próprio Freud ao asseverar que .

agora o ódio direcionado para o “inimigo comum”. eles se dariam conta de desejar agir da mesma maneira que o transgressor” (FREUD. 1999. Para o cruel a crueldade. p. para o “bode expiatório” imitado ou mimetizado pela sociedade em geral. 128). p. deixando de lado a oportunidade de negar-se ao mimetismo do mal. 27) e. Funciona como se a dispersão caótica de ódios e violências recíprocas geradas e alimentadas pelo processo mimético fosse controlada e canalizada pelo mesmo processo imitativo para um alvo comum. então o denominado “inimigo” age de forma a negar a pertinência da ordem jurídica e. veremos que o perigo é real. esquecendo da antiga lição de Sêneca para quem “onde houver um ser humano. para o injusto a . mediante a unificação ou equalização do corpo social em torno de um “inimigo” comum eleito. Se substituirmos os desejos inconscientes por impulsos conscientes. obstáculos. num movimento mimético."é igualmente claro por que é que a violação de certas proibições tabus constitui um perigo social que deve ser punido ou expiado por todos os membros da comunidade se é que não desejam sofrer danos. 2012. rebaixar-se ao nível do infrator. é um processo mimético que comanda todo o processo. em última instância. Poucos são os que conseguem escapar a esse círculo vicioso de imitações instintivas e o fazem correndo o risco de também se tornarem alvos do ódio ou ao menos serem considerados aliados dos “inimigos da vez”. É nesse exato momento que se perfaz a oportunidade ideal para a tentativa de recomposição. Não é nada difícil perceber o conteúdo mimético ínsito à Teoria do Direito Penal do Inimigo. pois quando se afirma que “um indivíduo que não admite ser obrigado a entrar em um estado de cidadania não pode participar dos benefícios do conceito de pessoa” (JAKOBS. 2007. p. ou seja. de todas as ofensas. Antes a violência do outro imitada e se reproduzindo. os demais componentes da sociedade passam a agir como ele. normas e regras atinentes a qualquer pessoa humana. 2011. Trata-se de desprezar a virtude em prol do vício. mediante a escolha do caminho do bem. é natural a conclusão de que o restante da sociedade atuará no sentido de alijar tal indivíduo de todas as garantias básicas de um cidadão. consequentemente se deduzem suas ligações com a denominada “Criminologia Psicanalítica” em suas vertentes do “Delinquente por sentimento de culpa” e das “Teorias Psicanalíticas da Sociedade Punitiva”. problemas. que rapidamente levaria à dissolução da comunidade. Girard inclusive não deixa de mencionar o papel exercido em seu pensamento pelo trabalho de Freud (GIRARD. enfim. Reside no risco da imitação. imitativo. igualar-se a ele. imitá-lo. imitativo. p. MELIÁ. de um “bode expiatório”. em outras palavras. Ora. desprezando a ordem jurídica vigente e não aplicando ao tal “inimigo” os princípios. Esse “inimigo” comum passa a ser o objeto de um ódio generalizado. Mas. sempre e invariavelmente. Se a violação não fosse vingada pelos outros membros. visto agora como fonte de todas as dores. 36). aí haverá possibilidade de se fazer o bem” (SÊNECA. É reintroduzir o mal no seio da sociedade. massificado. 42 – 43). No contexto desse referencial teórico é possível constatar que em meio ao paroxismo da escalada da violência nas sociedades contemporâneas emerge a iminência do caos da violência coletiva que pode decompor todo o tecido social. Isso é. compartilhado por quase toda a comunidade que vê em sua destruição ou punição um alívio.

13). 9). é culpado de incesto e parricídio e por isso não é visto ou apresentado como vítima. p. é mais do urgente superar esse paradigma que não passa da . É daí que surge o protagonismo do homem na ordem da criação. nas palavras de Buber. Observe-se ainda que “o valor absoluto do indivíduo é um dado da revelação judaico – cristã. a violência. O Evangelho propõe uma ruptura com o mimetismo da violência. É no Cristianismo que se vai operar uma mudança paradigmática. não pode um policial matar sumariamente um infrator em plena rua. p. em que aparece a parceria divino – humana. de um Processo Penal justo e marcado por regras e princípios que impedem o arbítrio. enfim a sobreposição da força ao Direito. sempre a mesma imitação e sempre da imitação a geração de violência num círculo vicioso e infindável. elevando-se sobre todas as coisas e sendo concomitantemente com elas solidário (RAMPAZZO. 1977. Possivelmente esse enfoque mitológico e teológico dado à temática na esteira de Girard possa ser mal visto pela pseudointelectualidade antirreligiosa. A partir desse marco não pode mais o homem ser reificado. onde a vítima da reação mimética será apresentada como um inocente. que na relação de forças e violências o ponto frágil é o perseguido e não a comunidade perseguidora. Agora a vítima aparece “isolada e impotente” perante a comunidade que a persegue. dente por dente). para a crença em prejuízo da cientificidade. com sua repetição constante. 2011. Pode ser apontado como um desvio para a irracionalidade. na qual Deus chama livremente o homem a participar de sua vida”. 82 – 83). no mito e na tragédia grega. reducionista e centificista que tem imperado na atualidade. é considerada sempre como “culpada”. O mundo jurídico tem sido infenso a esse mimetismo repetidor e reintrodutor da violência. já nas mais primitivas sociedades. Édipo. por exemplo. “o homem não é uma coisa entre coisas ou formado por coisas” (BUBER. propõe uma quebra do ciclo imitativo que reproduz e reintroduz sempre a mesma violência na sociedade (GIRARD. 2009. ainda que seja um homicida. como se vê. Mesmo que o criminoso atue com base na força e não no Direito há uma clara noção de que à sociedade não é dado agir mimeticamente ao criminoso.injustiça. Esse fenômeno do mimetismo que hoje pode ser visto como uma das bases de sustentação para o surgimento de um Direito Penal do Inimigo. não é privilégio contemporâneo. segundo Girard. No entanto. Certamente não são muitos que se dão conta do quanto essa ruptura encontrável nos Evangelhos pode ser o germe de uma compreensão jurídica em que os indivíduos merecem a proteção contra o Estado através de Direitos e Garantias Individuais. Naquela época a vítima do massacre ocasionado pela violência mimética que elege o seu “bode expiatório” ou seu “inimigo”. sendo a sociedade “inocente”. Podem-se encontrar suas origens. E muito dessa postura se deve ao conceito de “pessoa” erigido ao longo dos séculos e tão espezinhado por teorias como a do Direito Penal do Inimigo. p. nada mais do que o mesmo mimetismo encontrável na Lei de Talião (Olho por olho. para o assassino a morte. qual seja. As Escrituras Judaico – Cristãs põe a descoberto “a verdade que os mitos dissimulam”.

na qualidade de perseguida e submetida à força arbitrária. como culpada por excelência. e eis que voltam a viver entre nós. ainda que inconsciente.. também figura mitológica). eu sou inimigo dele. assim como os mais relevantes princípios norteadores do mundo do Direito. guerra é guerra). ao final. Acontece que no mundo laicizado a redução da influência e do próprio conhecimento religioso. A tendência humana para o crer prossegue com seus dogmatismos. de nivelamento por baixo de toda a sociedade que em seu afã imitativo tem a pretensão de agir da mesma forma que os criminosos que condena. a laicização das sociedades contemporâneas não “esvaziou o mar das crenças”. a cientologia e outras seitas e superstições. simplesmente olvidando a lição cristã de não se submeter ao mimetismo da violência e se deixando levar pela força hipnótica da imitação (ele é meu inimigo. nem mesmo de “proselitismo religioso”. é de enorme relevância.os ídolos” (GUILLEBAUD. p. [1] Isso porque. mas apenas apontar um caminho de sabedoria que aponta para a rejeição da violência mimética que permite a formulação de teorias como a do Direito Penal do Inimigo. corre-se o risco de esvaírem-se garantias baseadas num conceito inalienável de pessoa que se construiu ao longo de séculos. o ser humano é marcado sempre pela tendência a crer. na verdade. com sua fé muitas vezes cega e com seus fanatismos. Pensávamos ter expulsado os deuses. Então. Nas palavras do autor: “Se como se proclama em toda parte. Pululam o cientificismo. No tema ora estudado a distinção entre a posição da vítima no mito. Pensávamos ter esvaziado o mar e descobrimos. já que o espaço deixado pela religião há que ser preenchido por alguma coisa.. de modo que a vítima contra a qual se volta a violência mimética é vista sempre como “culpada”. Pensávamos ter abolido a crença e vemo-nos desarmados diante da superstição. 2007. 129). . com surpresa. a pós – modernidade está no fim. e na religião Judaico – Cristã. filosófico. que ele se encheu de novo. capazes de apresentar uma tese absurda de despersonalização do ser humano e. inclusive a condição de pessoa. É preciso ter o equilíbrio necessário para saber valorizar a contribuição que cada saber (científico.crendice insustentável na existência de um único caminho para o saber humano. religioso. Note-se que não se pretende fazer aqui um trabalho de “conversão religiosa”. histórico. simplesmente desprezando a ordem jurídica constitucional e legal vigente. especificamente aquele ligado ao Cristianismo exatamente neste aspecto fulcral. a suposta superação do religioso. a visão trágica dos gregos volta a se impor como uma crença. O mito ressurge das cinzas como a Fenix (aliás. mitológico. Como destaca Guillebaud.) pode prestar à discussão racional de qualquer questão. Parece natural eleger um “bode expiatório” ou um “inimigo” e dele retirar todos os direitos. vem a fazer com que ressurja com imponência a conformação do mito. a explicação do fenômeno pode ser dada em poucas palavras. sociológico etc.

Porto Alegre: Livraria do Advogado. Newton Aquiles Von Zuben. Ilya. ed. Pessoa. Trad. GIRARD. Brasília: UNB. 1986. BUBER. GUILLEBAUD. Carlos Nougé. Da tranquilidade da alma precedido de Da vida retirada e seguido de Da Felicidade. Trad. A força da convicção – Em que podemos crer? Trad.). Maria Helena Kühner. . 2007. STENGERS. Sigmund. André Luís Callegari e Nereu José Giacomolli. Lino. 1977. In: RAMPAZZO. Órizon Carneiro Muniz. Manuel Cancio. Nota [1] Cf. A nova aliança: a metamorfose da ciência. Ilya. Isabelle. Rio de Janeiro: Imago. 1999. Direito Penal do Inimigo – Noções e Críticas. ed. o Princípio da Dignidade Humana. René. 2011. Criminologia Crítica e crítica do Direito Penal. PRIGOGINE. Totem e Tabu. São Paulo: Moraes. Paulo César da (org. REFERÊNCIAS BARATTA. ed. 2009. Juarez Cirino dos Santos. STENGERS. 1999. Martin. Isabelle. A nova aliança: a metamorfose da ciência. RAMPAZZO. “passim”. Trad. Lino. MELIÁ. Porto Alegre: L&PM. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. 2007. Günther. 1986. qual seja. Jean – Claude. JAKOBS. 2ª. 2012. Eu e Tu. Trad. 2ª. PRIGOGINE.dentre os quais aquele fundante. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. Brasília: UNB. SÊNECA. A contribuição da teologia patrística na formulação do conceito de pessoa – Base para o reconhecimento jurídico. 2ª. FREUD. Trad. São Paulo: É Realizações. Alessandro. Justiça Social e Bioética. Trad. SILVA. Lúcia Sá Rabello e Ellen Itanajara Neves Vranas. Aquele por quem o escândalo vem. Campinas: Alínea.

Violência e mimetismo: uma abordagem do direito penal do inimigo sob a ótica girardiana. Professor de Direito Penal. 2013. n. Acesso em: 9 set. Eduardo Luiz Santos. (/revista/edicoes/2012/12) 2012 (/revista/edicoes /2012) .br/artigos/23322>. Pós-graduado com especialização em Direito Penal e Criminologia. Informações sobre o texto Como citar este texto (NBR 6023:2002 ABNT): CABETTE.com.br/956693-eduardo-luiz-santos-cabette/artigos) Delegado de Polícia em Guaratinguetá (SP). 27 (/revista/edicoes/2012/12/27) dez. Jus Navigandi.com. Disponível em: <http://jus. ano 17 (/revista/edicoes/2012).Autor Eduardo Luiz Santos Cabette (http://jus. Teresina. Processo Penal. Mestre em Direito Social. . Criminologia e Legislação Penal e Processual Penal Especial na graduação e na pós-graduação da Unisal. 3466 (/revista/edicoes/2012/12/27).