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INTRODUÇÃO Olho é um órgão receptor, funcionando como uma maquina fotográfica, o olho é um órgão muito importante para o sistema nervoso ele responsável por captar imagens e transforma-la em informações para o encéfalo. A retina é formada de tecido nervoso sendo o responsável de envia a informação em impulsos nervosos, desenvolvida ainda no desenvolvimento fetal, se a mesma envia informações para o encéfalo em forma de impulsos nervosos, então a retina possuem células especializadas nessa função como os cones e os bastonetes essas células transformam a energia luminosa em sinais neuronais. O encéfalo é responsável pela interpretação dos sinais visuais e o controle das funções motoras dos olhos, como focalização, a regulação da quantidade de luz que penetra nos olhos e o direcionamento dos olhos para objetos atenção. Enquanto o cristalino possui lentes e a pupila é responsável pela modificação do foco, sendo um mecanismo muscular e um diafragma, que contrai e relaxa para regular a quantidade de luz que entra passando pela lente do cristalino. Os bastonetes e os cones que convertem a imagem captada pelos olhos em impulsos nervosos, sendo os mesmos elementos que compõem a retina, os bastonetes detectam a imagem em preto e braço enquanto os cones detectam as cores. A fóvea é formada por cones muito delgados e são localizados na parte central da retina com diâmetro de 0,5mm, esses cones mais delgados conectam célula a célula, sendo um cone para cada fibra de nervo óptico, a localização da fóvea na parte central da retina possui uma excelente qualidade visual e também é capaz de detectar e identificar as cores. A retina que converte a imagem em impulsos nervosos é transmitida pelo nervo óptico e pelo feixe óptico, levando para o corpo geniculado lateral no tálamo, a partir desse ponto os sinais são transmitidos para o córtex visual, localizado no lobo occipital. Os músculos oculares que se ligam a cada globo ocular são responsáveis pelo controle dos movimentos do olho como movimento de cima para baixo, o lateral e medial e o de rotação. Já o musculo ciliar é que controla a focalização do olho,
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O OLHO HUMANO O globo ocular é uma esfera circular que mede 2. músculos e aparelho lacrimal.5cm de diâmetro e são formados por córnea. 02.Estrutura do olho anatomicamente. 8 . é constituída por cinco camadas transparente e resistentes. As outras quatros camadas são mais internas que proporcionam a resistência para o olho e protege de infecções que podem ocorrem ao olhos. Ao globo ocular encontram-se associadas estruturas acessórias: pálpebras. Figura 01 . supercílios (sobrancelhas). pupila. A córnea é uma estrutura do olho. esclera e nervo óptico basicamente. conjuntiva. íris. sendo capaz de recuperações de lesões superficiais rapidamente. Os centros neurais existentes na base do cérebro que controlam essas funções.sendo o que circunda o cristalino. retina. mas certos sinais visuais provenientes do córtex visual do lobo occipital dirigem as funções de controle dos centros da base do crânio. cristalino. sendo a primeira a ser atingida pela luz. A camada mais externa é chamada de Epitélio que possui grande capacidade regenerativa.

recebendo a luminosidade que foi focalizada pelo cristalino. Nessa prateleira a rodopsina que é uma substância química fotossensível. Basicamente é responsável pelas cores preto e branco por possuírem mais fotopigmentos. chamadas de células ganglionares. A característica desse segmento e dado pelo grande número de pregas de membranas celular. esse potencial é transmitido para baixo ao longo de todo o bastonete. a fim de ajustar-se a focalizações necessárias. modifica a permeabilidade da membrana celular alterando o potencia elétrico no interior do bastonete. A retina é uma membrana de revestimento que preenche a parede interna em volta do olho. As células que originam as fibras de nervo óptico. 03. sendo mergulhadas em citoplasma. O cristalino é responsável pelo foco que é ajustado pela pupila. possui músculos responsáveis pela quantidade de luz que passa fazendo a pupila aumentar ou diminuir para essa passagem da luminosidade do ambiente lhe proporcione. pois tem a capacidade de aumentar e diminuir sua superfície curva anterior. que levam os sinais para o encéfalo. O nervo óptico transporta a informação da luminosidade captada como impulsos elétricos para o centro do cérebro onde é interpretada essa informação. Quando a luz atinge a substância química fotossensível. sendo essa abertura central do olho que permite a passagem da luz para assim alcance o cristalino. começam pelo corpúsculo sináptico que é responsável pela sinapse com neurônios retinianos dos tipos de células bipolares e células horizontais. que formam prateleiras em forma de discos. OS BASTONETES E OS CONES E SUAS CONEXÕES NEURONAIS O segmento externo é a região apical dos bastonetes que recebe a informações da luminosidade. representando 60% do peso externo desse segmento. 9 . rígida e branca que recobre o olho externamente. sendo essa capacidade chamada de “acomodação” . até sua extremidade inferior.A porção mais visível e colorida é a íris que fica logo atrás da córnea. sendo responsável pela forma do globo ocular. A pupila é a abertura por onde passa a luminosidade do ambiente. A esclera é uma camada fibrosa. assim os sinais visuais são transmitidos por essas células para outro grupo de células.

ao invés de cilíndricas. tanto pelos cones quanto pelos bastonetes. 10 .1. A lumirrodopsina é um composto instável que só perdura na retina durante decimo segundo e depois é degradada e outra substância. Quando o olho não é exposto à luminosidade a concentração de rodopsina aumenta até atingir valores muito elevados. a metarrodopsina.Os cones tem estrutura básica é semelhante à dos bastonetes. Química da Excitação dos Bastonetes As alterações químicas fundamentais ocorrem nos bastonetes. A vitamina A é o composto químico utilizado. a vitamina A é absorvida por um bastonete.Esquema funcional dos bastonetes e cones. sendo a vitamina A transformada em retineno. mas pelo fato de serem células curtas e com seus segmentos externos de forma cônicas. mas quando o bastonete é exposto à energia luminosa parte da rodopsina é transformada em lumirrodopsina. Figura 02 . para que seja formado o composto fotossensível rodopsina. 3. quanto nos períodos entre as estimulações luminosas. esse retineno combina-se com a proteína escotopsina que pertence ao bastonete. para a síntese de substâncias fotossensível. tanto quando a luz atinge a retina. São menos fotopigmetante em relação aos bastonetes. que é um composto muito instável é degradado muito rápido e transformado em retineno e escotopsina. sendo responsáveis pela as informações de cores. sendo a substância química fotossensível chamada de fotopsinas.

2. são gerados sinais neurais nos bastonetes.1. razão que permite a visão sob iluminação fraca. onde a rodopsina é formada continuamente e é decomposta pela energia luminosidade para a excitação dos bastonetes. nesse processo de fracionamento de rodopsina. o cone verde e o cone vermelho. assim é observado ciclo contínuo. os bastonetes são excitados por cargas iônicas que se desenvolveram nas superfícies em fracionamento de rodopsina o tempo que perduram o fracionamento por alguns mínimos de segundo. que é uma característica dos bastonetes.A energia luminosa modifica a rodopsina em frações de substância que inicialmente formaram o retineno e a escotopsina. é substituída pelas fotopsinas. Química da Visão pelos Cones Semelhante aos processos químicos dos bastonetes ocorre com cones. que são transmitidos para o nervo ópticos para encéfalo. o que significa que a qualidade visual muito maior do que a dos bastonetes. 3.2. sendo os cones ligados por fibra do nervo óptico. 3. sendo três tipos de cones diferentes. onde cada um responde a um espectro cromático especifico. sendo essa nova rodopsina utilizada para produzir excitação adicional às bastonetes. enquanto no intervalo desse tempo. 11 . que são apresentados os comprimentos de ondas da luz a que respondem os três tipos de cones que são: o cone azul. DETECÇÃO DAS DIFERENTES CORES PELOS CONES A retina possui cones específicos. exceto pela a escotopsina. O retineno e a escotopsina são recombinados pelos processos metabólicos das células para formar nova de rodopsina. Os são menos sensitivos à luz do que os bastonetes. pois são três proteínas.

Quando os cones verdes e os cones azuis são estimulados a cor é interpretada como verde-azulado. sendo que o cérebro interpreta o comprimento de onda de 580 milimícrons que atinge a retina. 04. As cores intermediárias como o azul. responsável por absorver os raios luminosos que atravessam a retina. enquanto o cone vermelho com intensidade de luz com comprimento de onda de 575 milimícrons que corresponde ao comprimento de uma onda cor alaranjada.A luz de comprimento de onda de 430 milimícrons é a resposta necessária para que o cone azul. Os cones verdes quando estimulado mais em relação aos vermelhos. o a luz com intensidade quase igual a luz amarela estimula os cones verdes e cones vermelhos. o cérebro pode interpretar não apenas três cores. impedindo a reflexão da luminosidade volte para o olho. por exemplo. o cérebro interpreta a cor da luz como sendo amarela. ENCÉFALO FUNÇÃO DA RETINA E SUAS CONEXÕES NEURAIS COM O A camada da retina contém grande quantidade de melanina que é um pigmento muito escuro. o verde e o vermelho a compreensão de como esses cones detectam essas cores intermediarias entre essas três cores primarias é conseguido por meio de combinações de cones. também outras cores. a cor interpretada é o amarelo-esverdeado. por ser único cone que responde ao comprimento de onda acima de 600 milimícrons. a interpretação desse comprimento de onde e luz é a cor laranja. onde é faixa do vermelho. o cone verde responde a comprimento de onda de luz a 535 milimícrons com comprimento de onda verde-amarelada. Já os cones vermelhos são estimulados com intensidade de um e meio vez maior do que os cones verdes. assim pela combinações de cones excitados. como 12 . com comprimentos intermediários. quando esses dois cones são estimulados com a mesma intensidade de luz.

já foram mencionadas as células responsável de transformarem energia luminosa em sinais neurais. Fotorreceptores convergem para células bipolares que convergem para as células ganglionares. Os núcleos pré-tectais. sendo os bastonetes e os cones. As fibras do nervo óptico há o cruzamento no quiasma óptico da metade das fibras do nervo na parte nasal de cada retina. a localização das células bipolares e células ganglionares. sendo em seguida. Transmissão lateral na camada nuclear interna – células horizontais e células amácrinas que também é ilustrado na figura acima. esse grupo de fibras passa para trás pelo feixe óptico até o corpo geniculado lateral. As conexões da retina com encéfalo. enquanto o lado esquerdo é o córtex visual esquerda. essas fibras transportam os sinais dos impulsos luminosos para 13 . como pode ser observada na figura 03. localizado na parte inferior do cérebro. que são transmitidos para o encéfalo. passam algumas fibras diretamente do feixe óptico. onde fazem a sinapse e pela radiação óptica atingem o córtex visual. Figura 03 – Anatomia funcional da retina. onde metade direita da retina dos dois olhos se conecta pelo córtex visual direito.

pois o exemplo para essa possibilidade é quando se olha para um papel vermelho com o olho esquerdo e com o olho direito um papel verde. sendo essa percepção de profundidade dependente de comparação diferenças mínimas de objetos como são vistos pelos dois olhos isoladamente. Enquanto dois tipos de variação da intensidade luminosa são transmitidos pelas fibras ópticas. sendo produzido um sinal muito intenso que é transmitido pelas fibras ópticas e o segundo denota a variação da intensidade luminosa que atinge o cristalino para um ponto da retina. em nível de encéfalo e talvez no corpo geniculado lateral. ou seja. algumas fibras do nervo óptico transmitem sinais para o cérebro. a estimulação padrão que é transmitida para o córtex visual é considerável diferente da imagem da retina. sendo que a retina decompõem a imagem visual em dois componentes a luminosidade e a variação de sinais. com os sinais de um olho terminados nas camadas um. As imagens que são enviadas pela retina para o nervo óptico não enviam em padrão que é visualizado. sendo a resposta essa intensidade luminosa. pois isso excita as fibras do nervo óptico. a percepção de distância. sendo assim os dois olhos interconectados de modo íntimo. um deles é a percepção de profundidade. começam a serem interpretados vários tipos de intensidade que a cena visualizada em aspectos diferentes. Também não se descarta a possibilidade do corpo geniculado lateral o papel da visão de cores. por exemplo. uma folha de papel onde é traçada uma linha preta. pois os sinais dos dois olhos são comparados. No corpo geniculado lateral. visualizando a cor amarela. indicando assim a combinação de cores dos dois olhos ocorra. três e cinco. Quando a imagem entra no campo visual em nível de retina começa a ser analisada. O corpo geniculado é formado por seis camadas neurais. pois em seu lugar há um tipo de sinal que indica intensidade a luminosidade e outros as variações da intensidade da luz. cada ponto da retina o efeito de um clarão de luz. mas em forma de mosaico. Na luminosidade a intensidade da luz da cena que é observada. sendo os cones responsáveis pelo contraste de cores enviando sinais adicionais. como por exemplo.controle do diâmetro da pupila. 14 . quando se olha para um objeto de cor escura por alguns segundos e depois quando se olha rapidamente para outro de tamanho menor e de uma coloração brilhante no campo de visão. sendo o primeiro tipo denominado a variações de intensidade nas bordas de contraste visuais. quatro e seis e o outro olho terminado nas camadas dois.

ou C. já foi modificada para o padrão de estimulação considerável diferente da imagem capturada pela retina. quando a imagem possui letras como A. 15 . corpo geniculado lateral e no córtex visual fazendo essa estimulação de um ponto cortical da borda com contraste entre a área clara e a escura. quando não há contraste o neurônio não é estimulado. quando é visualizada uma cruz toda em vermelho e depois uma imagem do contorno da cruz toda pontilhada.. o retrato do rosto de uma pessoa pode ser reconhecido porque o processamento visual converte a imagem da pessoa em uma imagem com linhas simples. ou B. essas palavras serão interpretadas como pensamentos. O córtex visual também é responsável pelas direções de orientações das linhas e das bordas. por exemplo. quando afastadas do córtex visual primário. as combinações são interpretadas como palavras. Do córtex visual primário. Sendo as bordas destacada por processamento visual que determina a forma das imagens. onde são interpretados os detalhes dos sinais visuais. a cruz toda em vermelho é mostrada o padrão de estimulação no córtex visual. por exemplo. mas quando a visualização e do contorno da cruz pontilhada há o estimulo permitido pelo mecanismo da retina. localizada nas faces laterais do córtex visual primário.Figura 04 – As retinas dos dois olhos até o córtex óptico. partem sinais secundários para as áreas associativas visuais. Quando a imagem visual atinge o córtex visual. sendo a parte direita. ou D etc. por exemplo.

mas a pessoa deve ter tido experiência previa com o objeto e reconhecer suas verdadeiras dimensões. predominante a atividade dos Fotópica: modo de visão "normal". A variação do comprimento de onda é invisível a olho nu. diretamente ligada ao movimento da pupila. nas regiões externas do espectro. Aciona basicamente os cones. ou se sua imagem é pequena ou grande. Cor = comprimento de onda 16 . distingue as cores. na região periférica da retina. e por isso. Sendo a visão de acordo com a luminosidade:  diurna. tem sua acuidade acentuada. PERCEPÇÃO DE DISTÂNCIA O tamanho da imagem sobre a retina e o fenômeno estereopsia são dois meios principais de determinar a distância. Acontece na região central da retina.  Estocópica: é a visão "noturna". Portanto. de fraca acuidade e acontece. olho pode determinar a distância de um objeto para outro se está perto ou longe. presenta uma percepção acromática.05. Já a estereopsia depende de pequenas diferenças de formas e as posições das imagens de um mesmo objeto sobre a retina dos dois olhos. o arco-íris. quando são iluminados por uma luz bastonetes. propriamente dita da luz emitida varia de acordo com o comprimento de onda. sendo a cor. A percepção da cor se dá através do espectro de luz. principalmente diante da baixa luminosidade.

a linha pontilhada representando o comprimento da onda e absorção da luz dos bastonetes. A correção 17 . eles atrapalham a maturação. 06. que ele receba informações claras e precisas nesse período. É fundamental. Deturpando a informação visual. No entanto. o cérebro interage abertamente com a retina para melhorar a interpretação das informações do ambiente. O exemplo clássico é o do estrabismo. ele acaba escolhendo uma delas e desprezando a outra. O olho preterido não desenvolve visão adequada. do nascimento até cerca de oito anos de idade. Os vícios de refração altos e as diferenças na qualidade das imagens dos dois olhos são os grandes vilões dessa fase. DESENVOLVIMENTO DA VISÃO NA INFÂNCIA A visão central da criança.Figura 05 – As cores representam a luz absorvidas dos cones e bastonetes em relação ao comprimento de ondas. isso só é possível se ambas as retinas transmitirem sinais nítidos e semelhantes. O desalinhamento dos eixos visuais faz com que cada um dos olhos forneça uma imagem diferente ao cérebro. Não podendo fundir imagens conflitantes. porque não é usado. Nessa fase. pois. comporta-se diferentemente da do adulto: ela aperfeiçoa-se ou deteriora-se com a qualidade da informação visual. conhecida como “período de maturação”.

O olho portador de ambliopia é dito amblíope. Assim algumas características da maturação visual em diferentes fases de vida do bebê:  Durante a gestação de 30 a 40 semanas: há a reação pupilara à luz presente. que tendem a dificultar a formação de uma impressão visual única. os movimentos sacádicos. 18 . o nistagmo optocinético que ocorre em indivíduos normais quando uma serie sucessiva de objetos móveis atravessam o campo visual e a abertura espontânea. não vertical. A baixa visão decorrente de uma deficiência de maturação visual chama-se ambliopia. o inicio da elevação do globo ocular e a distinção de um objeto móvel.  Duas a quatro semanas: há a reação da pupila a luz bem desenvolvida. o cérebro acaba tendo que escolher uma delas. o paralelismo dos eixos visuais quando acordado. Outro exemplo é o das anisometropias. os movimentos conjugados estáveis.   lenta bem Dois meses: há a pestanejamento em resposta a ameaça visual. o fechamento das pálpebras como resposta à luz forte. o sistema vestibular sendo o VII nervo craniano/ equilíbrio bem desenvolvido e o desenvolvimento total e pleno funcionamento de todas as partes. o alinhamento ocular estar estável. a manutenção dos olhos em posição horizontal. Três meses: o sistema vergencial presente. o olhar conjugado horizontal. a orientação do olhar lateral para a luz. A maturação do sistema visual continua ocorrendo até o oitavo ou decimo ano de vida aproximadamente. Anisometropias é a diferença de vícios de refração entre olhos de uma mesma pessoa. a fixação bem desenvolvida e o olha vertical conjugado bem desenvolvido. para julgar se a criança está paresenta ou não uma visão sensório-motora adequada. os movimentos de cabeça de boneca. Quando a diferença é grande. sistema de perseguição desenvolvida. a sinergia convergência-miose (contração da pupila) e a discriminação cromática (cor). exceto mácula e dilatador da pupila.tardia do desvio só beneficia a estética já que a visão não volta mais. os movimentos binoculares estáveis. sendo que os cincos primeiros anos são os mais importantes. A avaliação do desenvolvimento da visão da criança em relação à idade é competência de um profissional da área.  Logo após o nascimento: há a fixação visual presente. Tal fato gera diferenças na qualidade das imagens. Estas informações são esquemáticas.

em seu sentido mais amplo. um escrutínio completo do espaço ao redor de seu corpo. isto é. entretanto. diferenciação completa da Fóvea (depreção na retina central a macula).  Seis meses: a acuidade visual. pigmentação da íris bem desenvolvida. o sistema vergencial bem desenvolvida. Assim. suas peculiaridades e fins são. diâmetro do globo ocular 95% do adulto (70% do nascimento) e a fase de grande plasticidade do sistema visual. garantidos por órgãos visuais de cada lado da cabeça. os modelos da relação binocular. a sinergia acomodação-convergência. Entre as diferentes espécies que possuem esse atributo. Já entre nós predomina a superposição praticamente completa dos campos visuais.  Dois anos: Já consegue superpor vários cubos. é o termo que se aplica à capacitação de apreender estímulos visuais com dois olhos. a percepção visual do espaço se dá com base na frontalização dos olhos. Tal superposição. nos primatas superiores (e no homem). imitar taços. auditivas e gustativas. 07. cobrindo 360º. muito distintos. acuidade visual – olhar preferencial – nível adulto e a coordenação olho-mão bem desenvolvida. preensão bimanual e convergência e a associações óticas. Enquanto para coelhos a função binocular é a de provimento de campos visuais independentes. visão binocular presente e a coordenação práxica olho-mão. a capacidade de percepção de “profundidades” de objetos nesse campo visua l. visão de forma e distância. completar mielinização do nervo óptico. o que lhes propicia meios de fuga de predadores. 19 . em contrapartida. tácteis. VISÃO BINOCULAR Binocularidade.  Doze meses: Coordenação motora e atenção visual. discriminação de objetos. binocularidade desenvolvida. Quatro meses: acomodação bem desenvolvida. a de percepção das localizações egocêntricas desses objetos à distância deles ao agente da percepção. ocasionando perda de 180º da discriminação visual do espaço relativamente à do coelho traria como vantagem. coelhos gozam de uma extensa visão de “campo”.

“ilusões de ótica”. É quando não existe conjugação entre a realidade e a percepção. elas existem em outras modalidades sensoriais. No caso das ilusões visuais. Contornos e brilhos (mais acentuados com a proximidade. apenas. Em 20 . esmaecidos com o distanciamento). tato.A visão binocular de seres humanos resulta da superposição quase completa dos campos visuais de cada olho. muitas vezes são denominadas. olfação e gustação. podendo ser dada por uma série de “pistas monoculares” tais como as de:       Interposição de estímulos (os mais próximos “cobrindo” os contornos e áreas dos mais distantes). mas isso ocorre em. 08. Perspectiva aérea (coloração mais azulada para grandes distâncias. o que suscita discriminação perceptual de localizações espaciais de objetos relativamente ao observador (localização egocêntrica) bem mais fina (estereopsia). uma faixa muito estreita (o horóptero). A percepção de distâncias egocêntricas não é necessariamente vinculada a essa superposição de campos. Tamanhos relativos das imagens (maiores para os de objetos mais próximos. ILUSÕES Embora as ilusões visuais sejam as mais estudadas. como audição. acham-se presentes diplopia e confusão. Zonas de sombras e iluminação (sugerindo relevos e cavidades). genérica e imprecisamente. sendo necessária supressão fisiológica (cortical) para evitá-las. menores para os dos mais distantes). pela interposição de ar entre o observador e os objetos). Aquém e além dela. Perspectiva cinemática (pelo observador em movimento: objetos mais próximos com deslocamentos aparentes mais rápidos).

Cores muito próximas. portanto é interessante sabermos que a primeira é um fenômeno mais ligado a erros cognitivos em relação ao processamento perceptual. mas é possível manter a imaginação ou mesmo produzir-se alucinação. retina. cristalino. causam uma "vibração" tornando a borda entre as cores imprecisas. Sem olhos não é possível enxergar. 21 . Ilusão perceptiva da alucinação. é muito comum existirem alucinações auditivas. As alucinações não são necessariamente visuais. etc. Já o fenômeno da ilusão perceptiva é altamente dependente do aparelho visual (olhos. luminosidade e saturações distintas demais. Já o segundo está mais ligado a alterações neuroquímicas (quase sempre aumento ou diminuição de neurotransmissores) de áreas específicas do cérebro. Um objeto parcialmente mergulhado na água é visto como descontínuo. ou mesmo por algum tipo de compensação. por exemplo. Figura 06 – Copo com água com uma faca parcialmente mergulhada.uma tentativa de classificação. às vezes como uma proteção do organismo em relação ao meio. sensoriais e cognitivas.). podemos dizer que as ilusões visuais derivam de três principais vertentes: ópticas. com contrastes de matiz. sendo a causa desse fenômeno a refração da luz pela interface água-ar.

a partir de um mesmo objeto.09. Um percepto é parte captado e parte construído. sentimentos ou estado de espírito. a partir das informações obtidas da retina cria o que "enxergamos". Desconsiderar o fator psicológico da percepção é não considerar que até nossa percepção de espaço e tempo sofre de forma direta influência de emoções. CONCLUSÃO A retina. Uma ilusão cognitiva surge da discrepância entre as soluções perceptivas geradas em duas situações diferentes. feita pelos mecanismos que constroem o percepto. mas atua hierarquizando. não é passiva no processo de ver. complementando dados que irão compor a percepção. O cérebro. mas na verdade trata-se de uma organização diferente. cor e movimento. conduzindo-nos por ilusões de forma. profundidade. decodificando. Não se podem considerar as ilusões como "erros" de percepção. O desenvolvimento do sistema ótico é aquilo que vai determinar a qualidade 22 .

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