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Embargos Infringentes Cabível apenas em duas hipóteses pontuais. Regulados nos artigos 530 a 534 do CPC.

Natureza ainda é de recurso comum ou ordinário, cumprimento do duplo grau de jurisdição, reanálise de matéria de fato e de direito sem restrição e atende ao inconformismo da parte vencida. Fundamentados na ocorrência de voto divergente, julgamento por maioria. Mas não em todas as situações, são apenas em duas situações. O recurso cabível contra decisão não unânime é nenhum! Há só duas espécies de decisão não unanime que permite recurso por este motivo. Quando falamos da rescisória examinamos que a decisão proferida no primeiro juízo rescindente, rescinde-se a coisa julgada, por maioria de votos, procedência por maioria do juízo rescindente (que determina a ruptura da coisa julgada), em virtude de um voto que seja único, ou mais de um, que mantinha a integridade da coisa julgada, caberá contra este acórdão a oposição dos embargos infringentes. Ação rescisória, em primeira análise, juízo rescindente, rompe a coisa julgada por maioria, mas havendo um voto que preservava a coisa julgada, este voto autoriza os embargos com a finalidade de novo julgamento para verificar se é mesmo para romper a coisa julgada ou mantê-la íntegra. Único recurso comum ou ordinário cabível contra decisão rescisória. Se por unanimidade rompem a coisa julgada, mas quanto ao novo julgamento cada parte julga de um jeito, não caberão os embargos. Cabe apenas no primeiro exame de ruptura de coisa julgada. A segunda hipótese que admite embargos é aquela na qual a apelação tenha sido provida para reformar a sentença de mérito, mas a reforma não tenha sido unânime, mas sim por maioria. Reforma por maioria da sentença de mérito, julgamento do recurso de apelação. Cabimento muito restrito. Cabe para rediscutir tudo da sentença de mérito? Não, apenas nos limites do voto vencido. A apelação, diferente da rescisória, é julgada apenas por três julgadores. Se um dos votos for no sentido da sentença de mérito, ou de parte dela, é nos limites da divergência que caberá os embargos. O que pode ser reexaminado no julgamento dos embargos será apenas a divergência entre o voto vencido e a maioria vencedora. O novo julgamento está adstrito aos limites do voto vencido. Portanto, se a sentença de mérito, por exemplo, tivesse julgado três pedidos improcedentes e com o recurso de apelação do autor é provida por unanimidade de votos a modificação para apenas procedência do primeiro pedido, os embargos servirão para julgar de novo apenas os pedidos que foram modificados por maioria. É sempre nos limites da divergência, se a divergência é total os limites são totais. Atenção que sentença terminativa, se for modificada por maioria de votos, não autoriza a oposição dos embargos, bem como se a sentença é mantida por maioria de votos também não cabe. À apelação foi negado provimento, contra voto de um dos julgadores que dava provimento, não caberão embargos. Só cabe quando a sentença de mérito é modificada. Na apelação só cabe se ela tiver modificado a sentença de mérito, se ela tiver mantido a sentença de mérito, ainda que por maioria de votos, não serão cabíveis. Os embargos só serão cabíveis para rediscutir no âmbito da divergência entre o voto vencido e a maioria vencedora. Bom pensar num processo que tenha mais de um pedido, sentença examinou dois pedidos, em um a reforma foi por unanimidade de votos, mas quanto ao outro pedido, reformado por maioria, este eu posso provocar novo julgamento, para manter o voto vencido, limitado ao âmbito da divergência. Quem tem legitimidade para opor este recurso? *Não se aplica a ele integralmente o art. 499, não tem legitimidade para opor embargos infringentes nem terceiro prejudicado nem MP como custus legis. Quem tem legitimidade é exclusivamente a parte beneficiada pelo voto vencido. Na rescisória é sempre a mesma parte e exclusivamente ela quando a ação por maioria de votos tiver desconstituído a coisa julgada. Única parte interessada em manter a coisa julgada é só o réu, única parte legitimidade para opor embargos infringentes na rescisória, ao autor da rescisória ele justamente quer a desconstituição da coisa julgada. No caso da apelação é

mais difícil de localizar o interessado, sempre será o apelado, mas este pode ser o autor ou réu na ação, mas é sempre o apelado. Podemos ter apelação dos dois lados, é o apelado de uma das apelações. A quem interessa a manutenção da sentença que foi reformada. Rescisória – sempre réu. O autor quer a desconstituição da coisa julgada. Apelação – sempre o apelado. O apelante quer a reforma da decisão de mérito. Interesse recursal é ter a reforma da maioria para que se dê nos termos do voto vencido. Na rescisória o embargante quer que se mantenha a coisa julgada, que foi rompida por força da maioria, objetivo delimitado, reforma da decisão para manter íntegra a coisa julgada. Na apelação temos gradações possíveis. Como o voto vencido pode ser em âmbito maior ou menor, o interesse recursal pode ser em tamanho maior ou menor de reforma da decisão. *A devolução que se opera por força dos embargos infringentes está adstrita ao voto vencido. No caso da rescisória é fácil de identificar. Na apelação podemos ter situações que merecem reflexão para identificar os limites da devolução. Exemplo: pedido de indenização de 1 milhão que tenha sido julgada totalmente improcedente em primeiro grau. Apela o autor pedindo que seja concedida indenização postulada e em segundo grau é dado provimento por maioria de votos para fixar 700 mil. Contra voto de um dos julgadores que mantinha integralmente a decisão de primeiro grau. Obviamente o único que tem legitimidade para opor os embargos é o réu. O que será devolvido para novo julgamento? Vai ser devolvida a totalidade da divergência, ou seja, do julgamento de improcedência total, teor do julgamento da sentença ratificada pelo voto vencido, até uma indenização de 700 mil. O que estiver entre as duas posições, improcedência total e indenização de 700 mil, se devolve ao julgamento do órgão competente. Nos embargos infringentes pode se dar provimento a eles para cancelar-se a indenização porque se julga improcedente o pedido, como o voto vencido e sentença de primeiro grau, ou é possível, mesmo que se mantenha a procedência do pedido, que a indenização seja reduzida, ainda está no âmbito da divergência. Tudo o que ficar entre o voto vencido e a maioria vencedora se devolve para julgamento. É possível sim os embargos serem providos não totalmente, mas parcialmente, apenas para reduzir o valor da indenização. Estes embargos são apresentados ao relator do voto vencido. Aquele que redigiu o acórdão como relator da rescisória ou apelação é a quem se dirige os embargos. Exercitáveis no prazo de 15 dias a partir da publicação do acórdão embargado. Só nestas hipóteses é que o voto vencido tem alguma importância legal. O seu prolator está obrigado a declarar o voto. Ao julgar na sessão de julgamento, oralmente o julgador declara seu voto, mas há obrigatoriedade do prolator redigir o voto e ficará fazendo parte integrante do acórdão. Nesta situação deve ser redigido. Em outras hipóteses não há essa obrigatoriedade. Não está previsto no CPC as custas de preparo. Fica facultado as leis estaduais e justiça federal. São submetidos ao contraditório, uma vez recebidos os embargos o relator dará ao embargado a chance para apresentar contrarrazoes no prazo de 15 dias. Quem exercita o juízo de admissibilidade provisório é o relator do acórdão embargado. Se este juízo for positivo ótimo, se for negativo caberá o recurso de agravo interno, que neste caso, previsto no art. 532 do CPC. Este agravo será julgado pelo órgão que julgaria os embargos infringentes. O órgão competente para julgamento dos embargos, o código remete para o regimento interno disciplinar o órgão que irá apreciar, a única exigência é que o novo relator não tenha participado do julgamento originário, evitar que tenha opinião pré concebida. Os tribunais ou remetem para o mesmo órgão, exemplo: TJ SP contra decisão de apelação serão julgados pela totalidade da câmara, cinco integrantes, a apelação havia sido julgado por três. Outros tribunais designam órgão específico para julgar, pouco importando de onde veio o acórdão embargado, TJ PR, por exemplo, tem Câmara específica para julgamento destes embargos.

Impedimento da preclusão: os embargos infringentes impostos impedem a preclusão da decisão recorrida. Previsão interessante, art. 498. Quando num acórdão de apelação tiver parte unanime a parte não unânime, na parte unânime não comporta embargos. Na outra parte, por maioria, caberão os embargos infringentes. Este artigo prevê que uma vez opostos os embargos eles impedem a preclusão da totalidade do acórdão, mesmo àquela parcela quanto a qual eles não se voltam. O prazo para recurso especial ou extraordinário só passará a fluir depois do julgamento dos embargos infringentes, mesmo quando for parcela unânime do acórdão, regra especial.* Efeito devolutivo: limitado à divergência, ao âmbito da divergência, não se devolve toda a matéria quando a divergência não for sobre toda ela. Efeito suspensivo: não são dotados desse efeito como todos os recursos, salvo apelação. Como possibilitam uma repetição do julgamento, absorvem o efeito suspensivo da apelação. Se esta tinha este efeito suspensivo, os embargos também o terão, é um desdobramento da apelação. Se esta não tinha efeito suspensivo, não terão nos embargos. A mesma coisa se aplica a rescisória, ela normalmente não tem efeito suspensivo, mas pode ser concedido em tutela ou ação cautelar. Nos embargos terá o mesmo fenômeno, se a rescisória não tinha feitos suspensivo ele também não terá, se tinha ele terá. Na apelação é possível que tenha havido duas apelações, uma de cada parte, sucumbência recíproca, dois apelados, pode acontecer de que haja voto vencido em favor dos dois lados. No que diz respeito aos embargos infringentes opostos em decisão em apelação, poderá acontecer que os dois polos tenham direito aos embargos. Estão entre os recursos que o art. 500 faculta a apresentação da forma adesiva. Apenas nessa situação. Nesta hipótese, quando são cabíveis dois embargos na forma principal, se uma das partes não opuser, mas o adversário opuser, faculta a outra parte a forma adesiva. Apenas examinam o mérito, sempre o acórdão proferido substituirá o acórdão proferido na apelação ou rescisória, nos limites do que foi objeto do recurso.

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Temos a chance concreta de que haja prolação de três votos diferentes, cada um pode julgar da maneira que entender adequada. A identificação do acórdão se dá pelo conteúdo, aquele que ficar no meio dos dois votos, aquele que prolatou o voto intermediário é quem irá redigir o acórdão. Cada questão pode ter um tratamento diferente. O que identifica o acórdão é o conceito do conteúdo, voto intermediário que será o acórdão. Pode, inclusive, ser aquela em que nós imaginamos como uma que propicie embargos pelos dois lados. Os três votos são diferentes. É pelo conteúdo do voto que identificamos qual será aquele que vai redigir o acórdão. Barbosa Moreira faz explicação bastante longa sobre o voto intermediário. Nos julgamentos com vários julgadores uma mesma questão pode envolver várias decisões diferentes. Cada julgador pode ter sua posição diferente dos demais. Num julgamento deste porte, com vários votos em conflito, às vezes é difícil identificar até mesmo o voto intermediário. Há outro recurso que são os embargos de divergência, com o cabimento totalmente diferente. Os infringentes cabem nos limites da divergência interna, entre o voto vencido e a maioria vencedora, não se confundem. Os embargos infringentes é um dos três recursos que levam a denominação embargos. Temos duas ações incidentais que também levam este nome. Portanto, nem tudo o que chama embargos tem natureza recursal, são três os recursos previstos com este vocábulo. Mas temos embargos de terceiro e embargos a execução, além de embargos a arrematação, adjudicação, todos com natureza de ação, e não de recurso. Embargos tem a raiz histórica do sentido da palavra embargar, caracterizam-se como sendo uma atitude que dá uma pausa num curso normal de alguma coisa, por exemplo, embargar uma obra não significa impedir o seu prosseguimento definitivamente, serve para suspender, associada a um ato que interrompe temporariamente

o curso normal de alguma coisa, mas que depois sanado o vício, refeito os requisitos, refeito algo, as coisas voltam ao curso normal, sem o obstáculo, é sempre um agente de interrupção. Estão na berlinda a muito tempo. Os embargos infringentes tem origem anterior ao direito lusitano, no próprio direito romano. Está na berlinda desde o Código de 73, que é o atual. Ao longo destes anos foi reduzido apenas a essas duas hipóteses, para proteger a estabilidade da coisa julgada e sensação estranha ao jurisdicionado que olha para o resultado de uma apelação, mas sem unanimidade. Quando acontece uma situação dessas há uma dúvida razoável de se a decisão da maioria é a melhor decisão, além de um fato de estimulação de permanência do conflito, que dificulta a pacificação social, dois motivos que levam a permanência do recurso. Não são eles os responsáveis pelo congestionamento do Judiciário. Suas hipóteses são mínimas. O grau de incidência de embargos é, no mínimo, relevante. Se existe de um lado uma sentença do juiz de primeiro grau e outro juiz que concorda com sua posição, isso não pode ser desprezado. O número de provimentos a estes recursos demonstram que na maioria das vezes havia um equívoco no julgamento. O antiprojeto do atual projeto na Câmara ao excluir os embargos justificando que eles aumentariam a demora na prestação jurisdicional, foi interessante que o judiciário não concordou, eles reconhecem a importância deste mecanismo. Houve projeto de ter como um reexame necessário quando não fosse julgado por unanimidade. No caso da ação rescisória a coisa julgada é a garantia máxima que o sistema oferece aos litigantes. A estabilidade da coisa julgada é um princípio de ordem pública. Portanto, a ruptura da coisa julgada causa impacto muito grande no próprio sistema. Se há entre os julgadores um que entende que não está presente a situação excepcional que deva romper a coisa julgada parece ser razoável a admissão dos embargos. Mas o caso mais importante ainda é o da apelação, situação mais gravosa. Temos um julgamento de massa.

Art. 285-B, no dia 16 de maio foi incluído no Código. Totalmente diferente com o art. 285-A. Veio dentro de uma lei que trata de parcelamento previdenciário. Deveria ter vindo no art. 282, trazendo requisitos da petição inicial. Outro problema é que mistura questões materiais com processuais.

Processo Civil – 3º Bimestre 01-08-13 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Disciplinados nos artigos 535 a 538 do CPC. O código não se preocupou em classificá-los adequadamente, e também assim permanecerá no próximo CPC, se aprovado. Não podemos dizer que não é recurso porque assim está na lei. É anômalo, diferente dos demais, e por muitas características que o diferem.

Diferenças com os demais tipos recursais 1. Objetivo de melhoria da decisão recorrida Em primeiro lugar, o cabimento dos embargos de declaração seu objetivo não é nem modificar nem anular a decisão recorrida, o objetivo claramente previsto no art. 535 é a melhoria da decisão embargada, recorrida, aperfeiçoamento da decisão. Primeira característica diferente dos demais recursos. Aperfeiçoar a decisão que não é uma decisão compreensível, que não é clara. A decisão deve ser precisa, clara para que não cause dúvidas em

2. 3. E isso não ocorre com outros recursos. Cabível contra qualquer tipo de decisão Terceira peculiaridade é que ele cabe contra qualquer tipo de decisão. que exigem o sucumbimento como integrante do interesse recursal. seja pelo esclarecimento do conteúdo. 5. são tão populares que estão até na lei de arbitragem. II . pelo prolator da decisão embargada. O destinatário destes recursos é sempre a autoridade que proferiu a decisão embargada. Qualquer um dos interessados. não é preciso que quem oponha tenha sofrido um prejuízo. . Lendo o artigo 535 parece que isso é bobagem. não há decisão que não possa ser objeto. diferentemente dos demais tipos recursais. integrar a decisão com o exame do que faltou. nos procedimentos administrativos. sempre integrando a decisão anterior com o que faltou nela própria. o que é diferente de todos os demais recursos. diferentemente dos demais. Podemos afirmar que os embargos de declaração abem contra todos os tipos de decisão. este recurso. Com este recurso se almeja dois objetivos: a) Esclarecimento da decisão judicial. obscuridade ou contradição. Exercido por qualquer dos legitimados Em segundo lugar. mas não há dúvida na doutrina e jurisprudência de que as decisões interlocutórias de primeiro grau são passíveis de embargos de declaração. não precisa ser a parte sucumbente. mas essa tendência tem se modificado ao longo dos anos e têm admitido como embargos de declaração. Não permite contraditório. exclusivamente. b) Complementação do seu conteúdo. de maneira que veremos no CPC que quando opostos em primeiro grau o juiz julga imediatamente. pode ser exercido por qualquer dos legitimados. 535. 535.houver.” 4. seja pela complementação do seu conteúdo. O segundo objetivo diz respeito a requisito de toda decisão completa. o terceiro prejudicado. pelo inciso I do artigo parece que é apenas para sentença e acórdão. deve analisar a totalidade do tema colocado a apreciação. Se ela não tem clareza. cabe contra tudo e contra todos. está faltando decisões interlocutórias e as decisões monocráticas dos integrantes do Tribunal. tem o objetivo do aperfeiçoamento da decisão recorrida. ou seja. não tem contrarrazões. para ser cumprida precisa de esclarecimento. este recurso não permite contraditório. “Art. apesar deste inciso I do art.quem vai dar cumprimento. Se deixar de examinar algum ponto que devia ser enfrentado é uma decisão omissa.for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal. Todos os demais que tem esse efeito têm outro órgão que irá analisar. Não permite contraditório Finalmente. MP. No que diz respeito às decisões monocráticas vamos encontrar várias vezes como se agravo interno fosse. diferentemente dos demais recursos. Característica também exclusiva. Pode até ser o vencedor da questão. só tem efeito devolutivo regressivo. prescrição. Na hipótese de omissão cabem os embargos para complementar. Cabem embargos de declaração quando: I . Portanto. Julgado exclusivamente pelo prolator da decisão embargada – efeito devolutivo regressivo Outra característica que o coloca numa posição anômala é que sempre será julgado. se partes diferentes da mesma sentença ou decisão são contraditórias. incompleta. Mas é comum nos Tribunais que a decisão do presidente que admite ou não o recurso especial ou extraordinário se admita os embargos. não precisa ser parte vencida. de regra. na sentença ou no acórdão. os embargos de declaração.

não é uma decisão pronta. apenas o recurso Agravo Interno (regimental) também não tem contraditório. II . Esta é a previsão do art. interposto nos tribunais contra decisões monocráticas de seus integrantes. portanto não se pode falar ainda no recurso modificativo. embora seja endereçado ao relator do acórdão. ou seja. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. 535. Se a parte quiser se voltar àquilo que foi objeto dos embargos terá que utilizar o recurso respectivo àquela natureza. “Art. a sua oposição leva a interrupção do prazo para interposição do recurso modificativo.e para órgão colegiado. Na reiteração de embargos protelatórios. isto ocorre no JEC. esclarecer. a multa é elevada a até 10% (dez por cento). justamente porque se prestam a integrar. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. Características Cinco peculiaridades que o faz um recurso diferente dos demais. Importante saber a diferença entre interrupção e suspensão. Os embargos levam a interrupção do prazo para o recurso modificativo. será julgado pelo colegiado na sessão imediata de seu recebimento. Cabem embargos de declaração quando: I . sem intimação da parte contrária. com os embargos fica apenas suspenso. declarando que o são. Parágrafo único. daí porque há severidade no uso da má-fé dos embargos) a imposição de multa contra o embargante. Na suspensão o prazo é um só. os objetivos dos recursos são distintos. o prazo vai fluir por inteiro depois da intimação do julgamento dos embargos. a decisão proferida nos embargos se integra a decisão embargada e tem a mesma natureza desta. É o pedaço da decisão embargada. a decisão embargada. Grande diferença. Nesta lei os embargos suspendem o prazo. Quando manifestamente protelatórios os embargos. com seu julgamento volta a fluir o que faltava do prazo final.” . Quando opostos quando decisões interlocutórias a decisão que julga os embargos terá natureza de interlocutória. Os embargos de declaração produzirão (e aí veremos que por esta qualidade de interromper o prazo para recurso modificativo há muito o seu mal uso. 538.houver. deverá interpor a apelação. Característica bastante peculiar. No CPC eles interrompem. Só cabe o recurso cabível contra a originária. não interfere no principio da singularidade. na sentença ou no acórdão. ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do val or respectivo. A Lei dos JEC tem previsão diferente sobre os embargos. Cabimento dos embargos “Art.” A razão é muito simples. como ele cabe contra decisões que poderão ser objeto de recurso modificativo. este uso é registrado no cômputo geral. se a decisão não é completa. o juiz ou o tribunal. anomalia esta do agravo sanada pelo projeto de novo código. Tem uma característica muito própria. Independentemente do teor. obscuridade ou contradição. Entretanto. como cabe contra qualquer tipo de decisão.for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal. eu uso deste prazo para os embargos. 538 do CPC. este valor pode subir até 10% do valor envolvido na causa e o depósito desta multa será requisito de admissibilidade para o recurso modificativo. por qualquer das partes. se integra a decisão embargada. Quando se opõe embargos contra sentença o ato decisório dos embargos será uma sentença. de maneira que não há nenhum recurso contra a decisão proferida apenas nos embargos. Se houver reincidência no mesmo processo. não necessariamente na mesma decisão. precisa ser terminada. se embargada uma sentença. quase sempre antecede a interposição de um recurso modificativo. em condições de ser uma decisão final ou permanente. Os embargos interrompem porque demonstram que a decisão não estava pronta. Os embargos de declaração gerarão uma decisão sempre da mesma natureza da decisão embargada. quando opostos com finalidade procrastinatória. não é clara. No CPC o fenômeno é da interrupção.

mas deixa de apreciar o pedido de prescrição feito adequadamente pelo réu na contestação. A contradição demanda esclarecimento entre proposição conflitantes na mesma decisão. embora não seja modificada. Parágrafo único. o recurso não é admitido porque é considerado intempestivo. Com no caso do comprovante de pagamento que estava lá e não foi olhado. Entretanto.” Efeito modificativo (embargos com efeitos infringentes) Exemplo: situação de sentença que julga procedente o pedido. ausência de algo. isso requer modificação. Admissão do efeito modificativo aos embargos quando houver cometido um erro material. não é contradição da decisão com o que está fora dela. e não um esclarecimento. Já examinamos um artigo parecido ao estudarmos a lei de arbitragem. embora ambas sejam inerentes ao texto decisório. A obscuridade é o trecho difícil de ser interpretado. matéria controvertida. será modificada a decisão anterior. haverá uma modificação. A contradição parece que em determinada parcela o julgador disse uma coisa. no prazo de cinco dias. porque omissão é ausência de algo. Ele opõe os embargos e demonstra que havia arguido no tempo oportuno. e não contém omissão. Decisão que vai ser complementada. Deveria fazer parte de uma categoria própria. isso é motivo de recurso. Este tipo de situação. na mesma decisão. Está incorporado como espécie de omissão ou contradição o chamado erro de fato. O artigo 897-A da CLT tem uma redação melhor neste sentido. no art. vai ser acrescida de algo que antes não continha. 535 – obscuridade e contradição. pedido de esclarecimento. não pode manter a não admissão do recurso. 897-A Caberão embargos de declaração da sentença ou acórdão. ou erro material. 30. uma vez que a lei de arbitragem é clara no sentido de que não é cabível recurso. devendo seu julgamento ocorrer na primeira audiência ou sessão subseqüente a sua apresentação. são trechos distintos. Também é admitido como matéria que pode ser tratada nos embargos. mas que tal afirmação procedia. espécie de omissão ou até de contradição. Inciso II – omissão. quando a leitura comporta várias interpretações. ele havia sido protocolizado no dia certo. Inciso I do art. quem julgou errou ao ver a data. decisão deixou de examinar determinada questão que era obrigação de examinar. 535 do CPC. Exemplo: muitas vezes deixam de ver uma guia de recolhimento.Incisos I e II do art. Deve-se citar os trechos da decisão que estão contraditórios. mas foi lido errado a data do protocolo do ajuizamento do recurso. texto ambíguo. admitido efeito modificativo da decisão nos casos de omissão e contradição no julgado e manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso. Temos o efeito modificativo não como objetivo próprio dos embargos. questões que resultem deste erro material ou erro de fato (falsa percepção da realidade) deve ser objeto dos embargos. Obscuridade é a dificuldade da compreensão da mensagem do texto. que é inerente quando eu erro ao verificar a admissibilidade do recurso. procuração que está lá e podem ser resolvidas pelos embargos de declaração. e não for analisada na decisão. A contradição é uma contradição interna. A obscuridade não se confunde com contradição. mas em outra parte diz outra coisa. como uma prova dos autos. até aludem quando se tratar de pressupostos de admissibilidade dos recursos. mesma natureza. Produz dúvida do espírito de quem lê e causa dificuldade no cumprimento da decisão. registrado na certidão. revogar a decisão anterior. cabem os embargos para sanar a omissão. prevendo a possibilidade de modificação. como vai conter aquilo que não existe? Ela é omissa. Será impossível a procedência do pedido. “Art. matéria. Ela deixou de examinar algo que deveria. Ele pode manter a sua decisão de procedência anterior? É logicamente incompatível com ela. trechos distintos. Não podemos falar que contém omissão. . trata exatamente do cabimento dos embargos. O julgado percebe que não só de fato não havia analisado. A obscuridade demanda esclarecimento acerca de apenas um trecho. A contradição é sempre interna. Mas na prática é comum opor em relação a contradição do que está fora da decisão. Não é objetivo dos embargos. Quando esta questão for relevante. procedimento dos embargos e enfatiza a tese de que os embargos não tem natureza recursal. fato novo. Por exemplo. mas é decorrência natural. não se compreende exatamente qual foi o objetivo de quem o redigiu. Os erros materiais poderão ser corrigidos de ofício ou a requerimento de qualquer das partes.

pré-questionamento. como não se dá ciência de que serão levados a julgamento. embora ainda haja resistência da primeira e da segunda instância. não se pode acusar o acórdão de omisso. *Hipótese especial de omissão – pré-questionamento Os embargos são relevantes para atendimento de requisito dos recursos excepcionais. A questão para ser enfrentada deve fazer parte do acórdão recorrido. nos tribunais. O STF passou a enfrentar este problema. a decisão anterior não valerá mais nada. não foram poucas as decisões anuladas porque os embargos foram providos. não havia necessidade de resolver. esta questão deve estar incluída no acórdão recorrido. Não podendo ser considerados como protelatórios. questões que foram discutidas no processo não sejam examinadas nos recursos. Como no caso o prazo de oposição dos embargos é de 5 dias. proferindo voto. não está diretamente relacionada com a questão resolvida pelo acórdão. em alusão a recurso que tenha efeito modificativo. 537. Marcou Aurélio dizia que a parte não podia ser surpreendida. o relator apresentará os embargos em mesa na sessão subseqüente. Hipótese especial de omissão. A questão já foi discutida em algum ponto que não foi examinada. ou seja. Mas quando a questão pode abrir a possibilidade de que a parte tenha acesso ao recurso especial ou extraordinário. o que prevalecerá como sentença é a nova decisão que considera a prescrição. mas para integrar o acórdão para poder interpor os recursos especiais. Questão previamente discutida. o prazo para resposta seria o mesmo. Quando tivermos uma situação em que potencialmente pode haver uma modificação já é pacífico no Supremo. Este efeito modificativo indireto que os embargos podem ocasionar como necessidade lógica do seu provimento o problema do contraditório. levará a modificação da decisão. Embargos de declaração manifestados com notório propósito de pré -questionamento não têm caráter protelatório. de que se deve abrir o contraditório. é correto manter o recurso sem que seja permitido a parte contrária responder aos embargos? Passou a ser uma questão muito relevante a partir do momento em que se reconhece a consequência lógica da modificação da decisão anterior. muitas vezes. não se pode deixar de dar vista a parte contrária quando aquilo que for alegada nos embargos. admite-se os embargos de declaração mesmo que não seja uma matéria fundamental que deveria ser examinada. O STJ e STF têm anulado as decisões quando não garantido o contraditório. dormir vitoriosa e acordar derrotada. ainda que anomalamente leve a modificação da anterior. arguida apenas para ensejar o pré-questionamento. Quando uma questão não é examinada.” Os embargos não servem para fazer o pré-questionamento. Se não tratar da questão os recursos não serão admitidos. Também não é necessário para que caiba o especial ou extraordinário que oponha esses . São chamados de embargos com efeitos infringentes. como pré-questionamento. irão apenas trazer o que já estava no processo. ao contrário dos que já estudamos nos ordinários. sem ser atendido o princípio do contraditório. anulando a decisão anterior. se acolhido. Os embargos não têm o contraditório porque não objetivam a modificação da decisão. sem intimação das partes.mas como consequência lógica que pode se impor do julgamento destes embargos. Os recursos excepcionais. 537 diz que não só não tem contraditório. Necessidade de se discutir e garantir o contraditório. neles só pode ser reexaminada uma questão se esta já tiver sido discutida na decisão recorrida. eles não irão inventar uma questão. Neste caso da revogação vai substituir a sentença anterior. Mas é possível. mesmo que a questão não seja relevante para linha decisória deve ser examinada para ser meio legítimo de integrar o acórdão. O juiz julgará os embargos em 5 (cinco) dias. “Art. Em que prazo se dará? O código claramente adota o princípio da igualdade. todo prazo de recurso é o prazo de resposta ao mesmo recurso. especial e extraordinário. Mas quando essa decisão. que até por permissão legal. O art. Súmula 98 do STJ que prevê expressamente que não litiga de má-fé aquele que opõe os embargos com intenção do pré-questionamento.” Recebe a decisão sem nem saber que haviam sido opostos. Legitimou essa espécie particular de omissão. Pré-questionamento é demonstração de que a questão já estava sendo discutida. independentemente do órgão. No entanto. “Súmula 98. não se cria a questão. STJ. já existia.

e a parte já precavida requer que seja dada vista a parte contrária para responder. este recurso interposto antes dos embargos é intempestivo. Nenhum recurso. Este recurso é oponível no prazo de 5 dias da publicação da decisão embargada. interpor o recurso modificativo antes de escoado o prazo para os embargos. não se exige o requisito da parte vencida. contraditória. É inadmissível o recurso especial interposto antes da publicação do acórdão dos embargos de declaração. ainda que a decisão tenha sofrido alguma modificação. preclusão consumativa. salvo o agravo interno. deve ser interposto antes do quinto dia. Essa posição firmada pelo STJ com a edição da sumula tem sido seguida nas instancias ordinárias. “Súmula 418. uma vez que já interpôs o recurso. quando for incompleta. tendo em vista que a decisão proferida nos embargos se integra a decisão embargada. O STJ não conhece dos recursos especiais antes dos embargos e que após não foram ratificados. Podem opor os embargos qualquer das partes. E não aceita retificação. como também permitia aditar o recurso se os embargos trouxessem alguma modificação. erro de fato. omissa. inclusive para receber um recurso modificativo. serão meramente protelatórios. Se o interesse recursal não for expressamente reiterado não se conhecerá do recurso. e a parte precipitada pode ter um problema. A rigor. Há um grande problema que daí decorre. torna-se uma decisão única. Mas é apenas para ratificar e não retificar. que levam falsa percepção da realidade. por razão de cautela. e outra corrente. Os embargos quando são cabíveis é porque a decisão ainda não está pronta. Síntese da aula Cabem contra todas as decisões. mesmo a parte vencedora. modificação por consequência lógica da decisão anterior. sem restrição de qualquer natureza. acréscimo de razões ao recurso. reforçar seu interesse recursal. julgada a questão não analisada. Antes da sumula havia duas correntes: uma que não admitia os recursos porque os entendia intempestivos. não é o objetivo modificar ou anular. esclarecida a contradição. modificar alguma coisa da decisão e com o ajuizamento do recuro está precluso o direito de recorrer. É prudente que se aguarde. da intimação. mas tudo puder ser ainda sanado. obscura. ele só deveria ser interposto depois do julgamento dos embargos. corrigido. trechos contraditórios ou demonstrar o ponto ou questão que deveria e não foi examinado. sem posterior ratificação. muito liberal. mas pacificou o problema. embora isso possa acontecer excepcionalmente. 08-08-13 RECURSO ORDINÁRIO . os embargos podem acrescentar algo. não se requer modificação. ou sem aguardar que tenham sido julgados.embargos. STJ. Ao finar requer que seja sanada a obscuridade. Interesse recursal existe quando estiverem presentes defeitos na decisão que podem ser sanados. Uma parte pode não perceber a omissão e a outra percebe. Apresentado diretamente a autoridade que proferiu a decisão embargada.” A súmula trata do caso em que a aparte não toma este cuidado e interpõe o recurso antes dos embargos. mas se requer a revogação. não pode acrescer nada. interposto antes do tempo. quando interposto antes do momento adequado só será examinado se após a publicação da decisão dos embargos o litigante ratificar. já chama atenção do julgador e evita eventuais nulidades a serem reconhecidas em instâncias superiores. ou ocorrência do erro material. razão pela qual não se deve. Súmula 418 do STJ sobre ajuizamento do recurso modificativo antes do julgamento dos embargos. Se já sei que terá o efeito modificativo mantém-se a mesma estrutura. Em nenhum Tribunal demanda o pagamento de custas. Se a questão já estiver no acórdão. não tem preparo. Só é necessário se a questão não for examinada no acórdão. Requisitos formais: trecho da decisão obscura. O STJ adotou uma posição intermediária. que não só permitia o recurso. por isso têm por objetivo o aperfeiçoamento da decisão.

os mandados de segurança. os habeas data e os mandados de injunção decididos em única instância pelos Tribunais superiores. embora seja de natureza ordinária (para atender o inconformismo da parte sem nenhuma função institucional) ele tem sua matriz na Constituição. Quando a decisão for improcedente da segurança. Parágrafo único. salvo no que diz respeito ao cabimento do ROC envolvendo habeas corpus. Competência do STF O ROC será julgado pelo STF quando interposto contra decisão denegatória (improcedente) em MS . quanto aos requisitos de admissibilidade e ao procedimento no juízo de origem. 539 que no inciso I trata das hipóteses nas quais o STF funciona como órgão de segundo grau e examina o recurso ordinário. encontraremos as hipóteses em que funcionarão como órgão de segundo grau. caberá agravo das decisões interlocutórias. caberá o recurso ordinário para o STF quando for de competência originária do STJ. no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça. 105. 496. 102 da CF. o disposto nos Capítulos II e III deste Título. E exatamente aqui que entra o recurso ordinário constitucional. 105 do STJ. Serão julgados em recurso ordinário: I – pelo Supremo Tribunal Federal. quando denegatória a decisão. No inciso II do art. “Art. Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. habeas data e mandado de injunção de competência originária dos tribunais superiores.” “Art. divido em duas alíneas.” “Art. Tem cabimento muito específico. portanto não constava da redação originária do CPC. O ROC (recurso ordinário constitucional – para indicar sua origem) é. da injunção. 496. quando denegatória a decisão. Quando as . regulado nos artigos 539 e 540 do CPC. São cabíveis os seguintes recursos: V – recurso ordinário. são decisões de única instancia.Previsto no inciso V do art. Os tribunais superiores agem como tribunal de segundo grau. Nas causas referidas no inciso II. Estado estrangeiro ou organismo internacional e. repetidas no CPC no art. embora atenda ao principio do duplo grau de jurisdição. 539 encontramos as hipóteses nas quais o STJ é competente para conhecer do recurso ordinário. Aos recursos mencionados no artigo anterior aplica -se. apenas nas hipóteses previstas na CF. de um lado. Após a CF foi editada uma lei que regulamentou os recursos extraordinário e especial. 540. Criado com a CF de 88. O artigo 102 da CF trata da competência do STF. O inciso I trata das hipóteses em que funcionarão com competência originária. b) as causas em que forem partes. mas com uma peculiaridade. e o art. O inciso II. e. na verdade.” É o último recurso de natureza ordinária. apenas posteriormente todos foram incorporados ao CPC com a redação atual. o disposto nos seus regimentos internos. do outro. observando-se. Ambos os artigos apresentam similidade de estrutura. um recurso de apelação que leva um nome diferenciado porque é um recurso sempre julgado pelos Tribunais Superiores. II . Este inciso repete o inciso II do art. O recurso ordinário quebra a regra quase que unânime do sistema de que as ações de competência originária do tribunal não comporta recurso. todas ações constitucionais. que mais nos interessa. 539. porque normalmente. repetindo as alíneas b e c do inciso II do art.pelo Superior Tribunal de Justiça: a) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. alínea b. da data.

da CF. de improcedência da pretensão deduzida. não cabe para qualquer parte vencida. Quem contrata é o próprio estado estrangeiro. só são via RO se forem denegatórias. ato de império. do outro. ao contrário das hipóteses anteriores. A competência originária para conhecer de ações envolvendo estados estrangeiros ou entidades internacionais é a justiça federal. é tudo igual a uma apelação. não comporta recurso de natureza ordinária. Quando uma embaixada do Suriname. em favor da autoridade impetrada não cabe recurso. formadas a partir de tratados e convenções internacionais. Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. juiz federal de primeiro grau. Entidade internacional é de direito público. ou seja. Art. São todas ações promovidas contra autoridade pública. As ações em que forem partes. quem o BR deixa entrar em seu território é uma matéria de soberania nacional. não há possibilidade dessas ações constitucionais serem promovidas perante o juiz de primeiro. serão passíveis de RO. porque para estes atos praticados pelos consulados e embaixadas a parte é o próprio Estado estrangeiro e se submete ao Estado brasileiro porque não são atos de império. 105 da CF. 109. . temos verdadeiramente uma apelação que muda de nome porque o destinatário é um tribunal superior. Os atos de gestão podem ser discutidos. inciso II. concedidos. Aliás. a legitimidade recursal é restrita. Só caberá em favor do impetrante. aluga um imóvel. E alínea c. O mandado de injunção serve para suprir falta de norma regulamentadora. Consulados e embaixadas não têm personalidade jurídica. a decisão que será passível do RO não é originária de Tribunal. A CF só assegura o recurso para o particular. de um lado. não é a embaixada que está alugando. aquele que propôs a ação constitucional. Não caberá quando a segurança for concedida. Não cabe no art. ou seja. está expresso no art. ato de Estados. mas sim de gestão. A alínea b do inciso II do art. Habeas data é para abertura de dados detida pelos órgãos públicos. Isso explica porque há tantas ações envolvendo estados estrangeiros na justiça federal. prazo de 15 dias para interposição. 539 prevê uma hipótese de competência do STJ completamente diferente de cabimento do RO.ações são de competência originária de Tribunal a regra é que estas ações sejam de única instância. uma vez que é uma exceção a regra. 499. exceto o MS. Estado estrangeiro ou organismo internacional e. são tratadas como de direito privado. Não podemos pensar que todas as ações de competência do Tribunal vai comportar um recurso. por exemplo. como a ONU. As ONGs por mais conhecidas e prestigiadas que sejam não são tratadas como organismos internacionais. Se estes forem acolhidos. por exemplo. Mandado de injunção e habeas data só são de competência dos tribunais superiores. No mais. O RO é uma exceção a regra. Existem imunidades jurisdicionais estrangeiras nos atos de soberania. são apenas aquelas expressas em lei. e só pode ser questionado pelo seu próprio poder judiciário. alugar imóveis. Competência do STJ Quando interposto contra decisão denegatória em MS de competência originária dos tribunais regionais federais e dos tribunais de justiça. mas o próprio Estado. mas apenas para quando for o impetrante. Efeitos e estrutura são os mesmos. Aqui. OEA etc. como contratar funcionários. temos restrição apenas com os legitimados. 540. inciso II do art. Não tem habeas data nem mandado de injunção de competência originária de tribunal de segundo grau e TRF. são ações que sempre promovidas contra autoridade pública. procedentes. estas decisões entram na regra e são irrecorríveis. questionados como o Estado age.

remete ao recurso de apelação e no que diz respeito aos processos envolvendo os estados estrangeiros remete também para o Agravo de Instrumento. as decisões interlocutórias passiveis de agravo de instrumento também será interposto diretamente no STJ. segue todas as regras. são atos comuns da vida civil. MP para que se tenha direito a esses recursos. a profundidade do efeito devolutivo é a mesma. 540 deixa claro. pessoas jurídicas de direito público externo. não se aplica somente para a parte vencida. não será de competência do TRF. tendo em vista que também terão como Tribunal de destino o STJ. mas apenas no nome em virtude do Tribunal que o julga. A competência que é fixada para o exame do RO é em razão da pessoa. chamam de agravo de instrumento ROC. nesta hipótese relacionada a pessoa envolvida. O ROC é só uma máscara da apelação. 520. seja ela qual for. o ROC tem todas as características do recurso de apelação. depois que houve que as reclamações deveriam ir para especializada não se preservou essa competência por salto e vai para o TRT. RECURSOS EXCEPCIONAIS – ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO Introdução Não é só porque estão regulados na CF. e assim o é em função da pessoa. Encerramos os recursos de natureza comum ou ordinário. para identificar porque está no STJ. Se o TST julgasse não caberia o recurso de revista. normalmente. seria como o foro privilegiado. O RO é cabível aqui em razão da pessoa envolvida. segundo a decisão se tem direito ao recurso ou não. mas chama-se ROC por ser destinado ao STJ. Aqui a competência é do juízo de primeiro grau. inclusive a aplicação integral do art. se não estivessem envolvidas estas pessoas. . Sentença que. seria uma apelação a ser julgada pelo TRF. Também contra as decisões interlocutória caberá o AI diretamente no STJ porque de competência daquele tribunal. Denegatório envolve tanto julgamento de mérito como decisão que tenha extinto a ação constitucional sem julgamento de mérito. 105. tem pagamento de custas. porque o ROC também está. Nestes casos das ações que transcorrem em primeiro grau da justiça federal. Eles são excepcionais porque não tem mais por função atender o inconformismo das partes. Cabe recurso na forma adesiva. terceiro prejudicado. mas que envolvem pessoa jurídica de direito externo. parte vencida. art.Qualquer tipo de ação pode ser proposta pelo estado estrangeiro ou em face do estado estrangeiro. competência diferenciada. era idêntico aos das causas cíveis e criminais. mas salta direto para o STJ. os legitimados. 499. que atua diretamente como órgão de segundo grau. e não para o TST como seria a lógica. Recurso de apelação. Aqui. mas o recurso não é examinado pelo segundo grau (seria o TRF). *Qual a hipótese em que uma sentença de primeiro grau será objeto de um recurso comum de competência do STJ? Alínea B do inciso II do art. Enquanto esteve sob a competência da justiça federal. Não é diferenciado na sua essência. É qualquer decisão contrária ao interesse do autor. estado estrangeiro ou organismo internacional. Não tem previsão na CF de que o TST deva conhecer dos ROC contra sentença envolvendo estado estrangeiro. Não basta ser parte vencida. Tramita como ROC. Por isso podemos encontrar todo tipo de ação envolvendo estado estrangeiro ou organismo internacional. sentenças de juízes de primeiro grau (RO). seja de mérito e terminativa. nas ações em que participe pessoa jurídica de direito publico de estado estrangeiro. O recurso é secundum eventus litis. efeito suspensivo existe ou não nos termos do art. tendo em vista que é a apelação. Se o recurso da sentença será de competência do STJ as decisões interlocutórias também serão.

as causas decididas em única ou última instância. A indicar que. Estes recursos não se sobrepõem um ao outro. quarta instância. III. Uma situação excepcional pode surgir quando afronta contra dispositivo constitucional ocorre originariamente em uma decisão de recurso especial. ou ambos. regularmente. O REXT não está acima do especial e. porque é de instância excepcional. tanto do art. Por isso criou-se também o RESP. Com a criação do STJ criou-se um recurso que atende a excepcionalidade do REXT mas se presta a analisar excepcionalmente questões envolvendo legislação federal. cada um trata de matérias distintas e. pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. no entanto. tem similitude procedimental por serem ambos de natureza excepcional.. o que é muito difícil de acontecer. do DF e Territórios. são de fundamentação vinculada. Estes recursos abrem uma instância excepcional. atendem das partes. podem caber concomitantemente contra a mesma decisão. . residual. 102 . porque divididos foram os Tribunais. mas não sob as mesmas questões. A possibilidade de serem exercitados juntos não retira a singularidade.”. consequentemente. Até porque as decisões proferidas nestes recursos não é decisão nem de única nem de última instância. já se encerrara a atividade jurisdicional. Só igualmente excepcionais. têm funções totalmente diferentes. “Art. sob uma única epígrafe. Se forem cabíveis concomitantemente o serão contra a mesma decisão.. O STJ não existia. 102 como 105. não existe terceira instância. em única ou última instância. há hipóteses em que não existem.. mediante recurso extraordinário. mas como guardião da legislação federal comum. sem quebrar a singularidade. quando estão presentes as situações expressamente excepcionadas. quando a decisão recorrida. Essa competência toda passou para o STJ. uma vez que não há inovação nestes recursos. julgar. A corte constitucional que está acima de todos os órgãos do Poder Judiciário era também o órgão superior da justiça comum. mas não há hierarquia entre eles. primeira vez que apareceu foi no RESP. Este é na sua estrutura muito parecido com o REXT. “Art. sendo que nem estas são permanentes. CF (STJ). Se forem cabíveis contra a mesma decisão serão cabíveis ao mesmo tempo e não REXT contra decisão do RESP. originárias da justiça comum. Arts. era órgão de cúpula de todo poder judiciário. Houve apenas divisão de matéria. duas instâncias. 105. de maneira que antes da CF de 88 o STF exercia dupla função. não apenas como guardião da CF. julgar. o que fazia com que houvesse bipartição de atuação do STF. Os recursos excepcionais cabem contra decisões de única ou última instância. Assim o STF ficou exclusivamente como órgão de guarda constitucional. Só se estiverem presentes na decisão recorrida os fundamentos previstos na CF é que se abrirá a possibilidade dessa instância excepcional. Por esta razão que se justifica porque estão regulados juntos do CPC. em recurso especial. 541 a 543-C.”. quando a decisão recorrida. Já estava encerrada e. Há decisões que só admitem o RESP. O inciso III do art. há aquelas que só admitem o REXT. Com a CF de 88 desmembrou-se e retirou-se do supremo essa função de órgão superior da jurisdição comum e guardião do cumprimento da legislação federal. as causas decididas. Nosso sistema é de duplo grau de jurisdição. Foram criados para atender os interesses do sistema e. excepcionalmente. de competência da chamada justiça comum. Razão pela qual este tribunal tem uma disciplina tão parecida com o STF. portanto das decisões proferidas RESP não cabe REXT. Mas não pertencem a uma instância permanentemente aberta. III. pode-se abrir novamente se estiverem previstas as hipóteses da CF.Atendem mais aos interesses do sistema do que os interesses das partes. embora sejam dois recursos distintos. 102 da CF é impossível o cabimento do REXT contra decisão proferida em RESP. portanto. Esta excepcionalidade conseguimos constatar do próprio texto do inciso III.. também é um desdobramento seu. Foi tirado de dentro do STF. Esses dois recursos. mas de instância excepcional. CF (STF).

art. diretamente contra elas não cabe RESP.Identificação de órgãos que proferem decisões de única e última instância (cabendo o Rext) . 105 vimos que o RESP cabe contra decisões de única ou de última instância.Apesar do art. 541 poder induzir em erro. Inciso III. 105 estão claras as origens das decisões. o esgotamento dos ordinários é o que identifica as causas decididas em única ou ultima instância (NÃO ENTENDI). Constituição (art. Julgar em RESP decisões de única ou última instância proferidas. III.” São apenas decisões originárias desses Tribunais. pelos TJs ou pelos TRFs. Aqui o legislador não foi tão claro. quando permite os embargos infringentes. que são os órgãos de segundo grau da justiça comum. só cabe nestas decisões. . será de única instância. Art. eles também são admitidos. Uma decisão será de única instância quando a ação for de competência originária dos TJs ou TRFs. Única instância são as ações de competência originária de Tribunal quando não houve excepcionalmente cabimento de um recurso ordinário. duas únicas exceções: quando cabe o ROC e quando a decisão proferida em rescisória é passível de recurso. Embora pareçam aludir apenas as decisões finais. não disse de onde são originárias. o STJ também passou a admitir contra decisões colegiadas de Agravo de Instrumento. ou seja. 102. Cabe recurso especial contra acórdão proferido no julgamento de agravo de instrumento. seguindo a orientação anterior do STF. 102. proferidas por membros de Tribunal são passíveis de Agravo Interno. Portanto. não cabe contra decisão monocrática. STJ. agravo de instrumento e embargos infringentes). de decisão que já resolveu o processo. No inciso III do art. como sentenças e recursos. Estes recursos só são cabíveis quando esgotados os recursos ordinários. 102. 105. art. não cabe RESP ou REXT contra decisões monocráticas. Competência STF. As causas decididas são apenas em acórdãos. O que temos que verificar é de onde podem vir as decisões de única instância e última instância. Inciso III. 105. originárias. O RESP só cabe contra acórdão e essas decisões de única ou de última instância. a previsão da interposição conjunta deles é apenas quando cabem contra a mesma decisão. tanto o RESP como REXT. Competência STJ. a CF é muito clara. o que significa que os Juizados não podem ser objeto deste recurso. Só cabe RESP contra acórdão. colegiadas (acórdãos) em que tenham julgado ou como órgão de competência originaria (única instancia) ou como última instância ao examinar os recursos de primeiro grau. Súmula 86 do STJ. 105. Está bem delimitada a origem das decisões. Duas observações importantes sobre o termo causas: no inciso III do art. e art. Quando da instalação do STJ e início de sua atuação a mesma questão surgiu nesse Tribunal e. Quando a CF entrou em vigor o STF havia formado jurisprudência para admitir RESP em Agravo de Instrumento. Temos que descobrir quais os órgãos jurisdicionais que proferem decisões de única ou ultima instância. III) Art. uma vez que nosso sistema prevê instância única para competência originária dos Tribunais. “Súmula 86. de decisões proferidas em agravo de instrumento. proferidas nas causas decididas em únicas ou ultimas instancias pelos TJs ou TRFs. Será de última instância quando proferidas nestes Tribunais nos recursos comuns (apelação.

Nestas causas envolvendo valor pequeno a competência para conhecer do recurso é do próprio juiz que a prolatou. STF. 105. O mesmo vale para os demais tribunais superiores. inciso II do art. voluntariamente. nas competências originárias atuam como órgão de única instancia e poderia ser objeto de REXT. Alçada é competência fixada por valor. 105 porque o legislador expressamente consignou a origem dessas decisões. portanto.” Esta súmula traz outra hipótese de decisão de última instância. pelo valor envolvido na lide. Os colégios ou turmas recursais atuam como órgão de segundo grau dentro dos JECs e. não tem restrição de origem. A única fonte de decisão que pode haver a concordância dos dois recursos (RESP e REXT) são as decisões de única ou ultima instância dos TJs e TRFs. não cabia apelação da sentença proferida. 34 da lei 6. Aqui.. Não pode ser cabível no art. . em Recurso Ordinário”). ou por turma recursal de juizado especial cível e criminal. não poderão ser interpostos os excepcionais. Quando o juiz monocrático profere decisão desse recurso é de última instância (MONOCRÁTICO? MAS SÓ CABE REXT DE ACÓRDÃO) . e chama embargos infringentes. a sua função principal.. Enquanto não esgotados todos os recursos ordinários contra aquela decisão. 102. As turmas recursais atuam como última instância. o inciso III da CF não fez restrição quanto a origem da decisão.” Decisão de última ou única instância é decisão contra a qual não cabe efetivamente nenhum recurso de natureza ordinária. que são as decisões proferidas por juiz de primeiro grau nas causas de alçada. art. Pode ser a única decisão porque a parte não recorreu. por meio da lei 6. ou seja. Não cabe RESP contra decisão proferida por órgão de segundo grau dos Jui zados Especiais. Quando julga RESP ele não atua como ultima instancia porque é instancia excepcional. “Súmula 640. no caso do STJ caberá REXT quando ele atuar como órgão de única instância. quando julga o ROC. Depois temos os Tribunais Regionais Federais e os Tribunais de Justiça. “Súmula 203. contra estas decisões pode ser exercitado o REXT. Essa decisão de valor pequeno comporta REXT.Para identificarmos os órgãos jurisdicionais que proferem decisões de única ou última instância começaremos pelos Tribunais Superiores. os acórdãos desses tribunais. Contra as decisões proferidas em ações de competência originária eles atuam como órgão de única instância e. como o STJ. é que podem permitir a interposição simultânea dos dois recursos.830/80. Eles proferem decisões de única instância quando as ações são de sua competência originária. deve apenas ser decisão de ultima ou única instância. E é essa hipótese que a súmula 640 do STF se refere. de até 50 otn. proferida no recurso cabível contra decisões monocráticas dos JECs (sentenças). Não há dúvida de que contra decisões das turmas recursais é cabível o REXT e contra as mesmas decisões não cabe o RESP. conforme súmula 640 do STF. Decisão de turma recursal de JEC cível ou criminal. Esta lei regula questões fiscais de baixo valor. mas não recorreu porque não quis. portanto. Atuam como ultima instancia quando julgam os recursos ordinários. nas hipóteses previstas no inciso I do art. em que cabe o ROC. Muitos sustentam que como o Supremo admite contra decisões das turmas recursais em REXT deveria ser admitido em RESP. Abrigando questões de ordem constitucional e questões de ordem de lei federal. proferem decisões de última instância.830. em virtude do valor envolvido. É cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por juiz de primeiro grau nas causas de alçada. Ao estudarmos apelação vimos que. ação rescisória. injunção ou habeas data.”). O STJ como última instância (exame de recurso de natureza comum ou ordinária) quando julga o recurso contra decisão de causa originária dos tribunais de segundo grau. Abaixo temos os Juizados Especiais. diferentemente do art. a parte deixou de recorrer. 105 (“processar e julgar. por exemplo. mas sim os embargos infringentes. E o art. cabendo o REXT. inclusive. STJ. a justificativa está na redação dos arts 102 e 105. 105 (“julgar. ou seja. salvo a hipótese do MS. Proferem decisões de única instância nas ações de sua competência originária como. originariamente. Não podemos entender de única instância uma decisão que. o que provocou a edição da súmula 203 do STJ.

REXT. no exercício de instância única pode ser objeto do REXT. recurso ordinário da decisão impugnada”. que decorre destes incisos. “Súmula 281. “Súmula 207. A CF identifica os órgãos que proferem decisões que podem ser objeto dos RESP. mesmo não esgotados os recursos ordinários. devem atender os pressupostos de admissibilidade específicos. 102 e 105 só caberá RESP ou REXT. lei 6. Só cabe RESP ou REXT contra decisão de única ou última instância. é cabível o REXT. Qualquer decisão proferida por qualquer tribunal. Ambas estão dando interpretação clara ao que dispõe a CF. ou seja. É inadmissível recurs o especial quando cabíveis embargos infringentes contra o acórdão proferido no tribunal de origem. Contra decisão proferida em RESP não cabe REXT. quando couber. é decisão de última instância e. STJ. E. se estiverem esgotadas as manifestações nas instâncias ordinárias. . É inadmissível o recurso extraordinário. 105. decisões de única ou última instância colegiadas proferidas pelos TRFs ou TJs. contra as quais não caiba nenhum recurso ordinário. Sumula 281 do STF e súmula do 207 do STJ. o que significa que contra tais decisões não cabe mais nenhum recurso ordinário. na única hipótese do nosso sistema. Esgotamento das instâncias ordinárias Contra decisões que se encaixem nessas definições dos incisos III do art. excepcionalmente aberta por força da CF. 34. na justiça de origem. em virtude do valor da causa. Só cabem contra decisões que tenham esgotado as instâncias ordinárias. Contra as decisões das turmas recursais dos juizados que se constituem em decisões de última instância. Quando o STJ e todos os demais superiores atuem em competência originária. causas decididas em única ou última instância. o juiz que proferiu a sentença é competente para conhecer do recurso contra ela. comporta o REXT. quanto ao REXT há um número muito maior de decisões que podem comportar seu cabimento.” 15-08-13 Pressupostos específicos de admissibilidade Estes dois recursos para serem exercitados além de atenderem a todos os pressupostos de admissibilidade gerais (intrínsecos ou subjetivos e extrínsecos ou objetivos) que são comuns a todos os tipos recursais.Diferente da rescisória. No especial e extraordinário acrescem-se requisitos específicos.830/80. Começamos a examinar o cabimento ao identificarmos qual a origem das decisões que são passíveis desses dois recursos. cabe REXT. em princípio. Art. RESP. em primeiro lugar. Requisitos de cabimento. contra tais decisões. Os excepcionais são apenas se esgotados os ordinários. Sumula 207: Não foram esgotados todos os recursos ordinários. finalmente. art. De outro lado. é decisão de instância excepcional. As turmas recursais (segundo grau dos juizados) não estão contempladas na Constituição. portanto. subdivisões do grande requisito “cabimento”. Primeiro pressuposto específico de admissibilidade. a decisão comporta. em que é cabível formando coisa julgada material. Contra as decisões de última instância proferidas nos recursos comuns ordinários. 1. irrecorríveis. Quando o STJ e demais tribunais superiores atuam como órgão de segundo grau. salvo os embargos que não cabe regra nenhuma. Súmula 640 do STF. não é de última instância. III. STF. em princípio.

” Súmula 7 do STJ proíbe expressamente o cabimento do RESP para reanálise de prova. regulado no art. STJ. ou não. STF. STF. tudo nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.§ 4º Se a Turma decidir pela existência da repercussão geral por. de questões relevantes do ponto de vista econômico. “Súmula 211. § 1º Para efeito da repercussão geral. não pode ser reexaminada a prova. “Art. que deve se adequar aos permissivos constitucionais. Súmula 5. por faltar o requisito do prequestionamento. na decisão recorrida. “Súmula 7. nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. quanto não ventilada. político. precipuamente. social ou jurídico. STJ. será considerada a existência. não pode ser objeto de REXT. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” “Súmula 282. 282 e 356 STF. só reanalisam questão de direito. em preliminar do recurso. 543-A. Pré-questionamento Terceiro requisito específico que estes recursos só reexaminam questões efetivamente decididas nas vias ordinárias e que constem nas decisões recorridas. sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios. uma vez que contrato é prova.” Estes três requisitos específicos precisam estar presentes nos dois recursos para serem admitidos. subscrita por procurador habilitado. STF. Compete ao Supremo Tribunal Federal. 4. que serão indeferidos liminarmente. 4 (quatro) votos. § 7º A Súmula da decisão sobre a repercussão geral constará de ata. Repercussão geral – para o REXT No REXT temos um requisito específico introduzido com EC 45.” “Súmula 454. a guarda da Constituição. porque não podem ser reavaliados os fatos. para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal.” “Súmula 279. Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. 102. quando a questão constitucional nele versada não oferecer repercussão geral. “Súmula 5. Reexame apenas de matéria de direito Em segundo lugar estes recursos só reexaminam matéria de direito. § 2º O recorrente deverá demonstrar. na análise da repercussão geral. as quatro súmulas se referem a esse segundo pressuposto de admissibilidade. O Supremo Tribunal Federal. A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial. salvo revisão da tese. não foi apreciada pelo tribunal a quo.” “Súmula 356. que será publicada no Diário Oficial e valerá como acórdão. O ponto omisso da decisão. em decisão irrecorrível. seria reanálise de prova).” “Art. a manifestação de terceiros. a decisão valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica. a despeito da oposição de embargos declaratórios. nos termos deste artigo. súmula 211 do STJ. Inadmissível RESP quanto à questão que. 543-A. pré-questionamento. a existência da repercussão geral. STF. a questão federal suscitada. corresponde a súmula 279 do STF.§ 5º Negada a existência da repercussão geral. § 6º O Relator poderá admitir.2. não conhecerá do recurso extraordinário. Este requisito acrescentou ao artigo 102 da CF o parágrafo terceiro. STJ. É inadmissível o REXT. cabendo -lhe: § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais . no mínimo. § 3º Haverá repercussão geral sempre que o recurso impugnar decisão contrária a súmula ou jurisprudência dominante do Tribunal. STJ (não ser possível RESP para análise de cláusula contratual. ficará dispensada a remessa do recurso ao Plenário. A súmula 454 do STF tem o mesmo texto. A simples interpretação de cláusula contratual não enseja recurso especial.” 3. CPC.

CF. III. c) Der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal”. Art. 105. 105. mas ainda não existe expressamente para este recurso. econômica. CF. A parte deve demonstrar que a questão tratada no seu REXT tem transcendência da questão constitucional ao identificar na questão do seu processo uma questão que vai além do interesse das partes envolvidas. que se resolvido evita uma instabilidade política. Não se submete a ele. Por enquanto só existe para o REXT. III. Não é uma questão de interesse exclusivo das partes. 22 da CF. Promanada do ente legislativo da União. Aplica-se o dispositivo de maneira contrária ao que ele efetivamente disciplina. Negar vigência é afastar a sua incidência. falar sobre a presença da repercussão geral. aplicando-a. regimento interno. na decisão. 1.Recurso especial Art. portaria. Os tratados internacionais de direito humano podem entrar como emenda. ou negar-lhes vigência Art. que aquele tipo de litígio que será examinado pelo STF por força do REXT não é privativo das duas partes. mas de forma contrária àquilo que está em seu texto originário ou em seu objetivo. não há necessidade desse destaque da CF. . mas foi atropelado pelo Projeto do CPC. 105. entendeu que era inconstitucional ou porque. Contrariar tratado ou lei federal. conforme a própria CF.discutidas no caso. porque. do ente União para legislar. somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. em recurso especial. é um litígio que pode se repetir em determinado setor. então continua valendo a observação acima. em capítulo próprio na petição de interposição do recurso. serão integrantes da CF. nos termos da lei. Paridade de disposição entre os dois recursos. a. O texto constitucional também diz tratado internacional. quando a decisão recorrida: a) Contrariar tratado ou lei federal. Hipóteses de cabimento específicas Permissivo constitucional. art. pelos TRFs ou pelos TJs. b) Julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal. Contrariar dispositivo de lei federal estudamos em ação rescisória. ou negar-lhes vigência. as causas decididas. É uma das formas de violação literal a dispositivo de lei. 543-A. mas aí não serão só tratados. Cita. CF. “Art. Não é regulamento. de forma que se choca com o objetivo da norma. Esse requisito específico deve ser demonstrado pela parte conjuntamente com as hipóteses de cabimento. Havia um projeto que estava pronto para ser aprovado. Excluídas as leis de competência dos outros entes. julga sob o páreo da norma. III. Mas os tratados internacionais só vigem no Brasil por força de lei federal. Essa repercussão deveria ser estendida ao RESP. apesar de estar presente a hipótese por ele disciplinada. Lei Federal é todo aquele ato que é do poder legislativo federal e que é de competência. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: III – julgar. são só os atos que estão dentro do âmbito da competência do legislativo da União. uma questão que tem impacto jurídico. 543-A estabelece que a parte deve. apesar de estar presente a . portanto quando me refiro a um tratado estou me referindo a lei federal. a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso. Dispor contra. invoca. em única ou última instância.” Pressuposto específico da repercussão geral. econômico ou social. por exemplo. o que seja repercussão geral está definido no parágrafo primeiro do art.

hipótese do dissídio jurisprudencial. uma vez que a lei foi preservada. não há risco de que esteja em vigor naquele estado ou Município um ato que viole a lei federal. ou. 2. atos deste poder. Interpretação divergente ao mesmo dispositivo de lei federal que tenha sido dada por Tribunal diferente daquele que proferiu a decisão objeto do RESP. O local afasta o ato de governo federal. Quando a lei estabelece ato de governo local é o Executivo Estadual e Municipal. A parte que opôs os embargos para que a questão de fora venha a ser tratada no acórdão e tem seu objetivo frustrado porque o órgão jurisdcional não examina a questão e ela continua fora do acórdão. d. Neste caso pode ser interposto RESP com o objetivo de anular o acórdão para que os embargos sejam julgados. como se a norma sequer existisse. aplica outro em seu lugar como se a norma sequer existisse. os julgadores negaram vigência. Entretanto essa alegação de invalidade foi rechaçada e a decisão julgou válido. Se a decretação é de invalidade do ato em virtude do seu choque com lei federal não cabe o recurso. O objetivo institucional dele é preservar. Este fenômeno é a típica negativa de lei federal. pode ser tanto lei material quanto lei processual. A lei federal no caso é o art. Der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal Art. por motivos óbvios. 3. Ato de governo local trata-se do poder executivo. Contestado em face de lei federal é ato do executivo estadual ou municipal que foi objeto da ação e alguém alegou que aquele ato feria a lei federal. III. Súmula 211 do STJ exige o pré-questionamento explícito. alínea b. julgar válida lei local contestada em face de lei federal. Ao afastar a incidência da norma. manter a integridade das leis federais. Ato de governo local é ato do executivo estadual ou municipal. a despeito da oposição de embargos declaratórios. 535. não foi apreciada pelo tribunal a quo.hipótese. Essa previsão da alínea b não se confunde com art.” A lei violada. introduzida com a EC 45. Portanto. quando for contra o ato não cabe o RESP. apesar de ser típico caso de sua incidência. É preciso que as partes tenham cuidado para identificar a efetiva contrariedade ou negativa. Inadmissível RESP quanto à questão que. seria inválido em virtude do seu confronto com lei federal. Ato de governo é ato do Executivo. Julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal Artigo 105. É bastante restritivo o cabimento. A lei violada que autoriza o cabimento é tanto as questões de mérito quando a lei processual. Contrariedade ou negativa de vigência é a hipótese mais comum. que é o que temos no exemplo acima dos embargos. III. só quando a decisão for a favor do ato. III. o julgador desconhece e diz que não é hipótese de sua incidência. A grande função do RESP é a preservação das leis federais. sem fazer referência à norma. harmonização das normas federais em todo o país. que prevê expressamente que quando houver omissão. Quando no processo se discute a validade de ato estadual ou municipal e a decisão o considera inválido não caberá o RESP. não são leis. der interpretação divergente à lei federal que lhe haja atribuído outro Tribunal. “Súmula 211. além de harmonizar a interpretação e aplicação destas leis. . deve tal omissão ser sanada. 105. portanto. 102. Pode ser expresso ou implícito. Autoriza o cabimento do RESP. afasta a discussão de ato do executivo federal. contrariada ou negada vigência. julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal. c. apesar de ter sido contestado em face de dispositivo de lei federal. sendo exercitados os embargos de declaração. não há restrição na questão que pode ser objeto desses dois recursos. não é produção do poder legislativo. STJ. Mesmo que sejam opostos embargos de declaração se estes não forem providos e a questão não for analisada não se atenderá o pressuposto.

Não serve de paradigma se aquele Tribunal ou Câmara tiver outro posicionamento. “Súmula 83. não serve. ou um recurso. a questão fática está no relatório do acórdão. oficial ou credenciado. inclusive em mídia eletrônica. STJ. É necessário haver essa similitude fática. E deve ter sido mantida. serão interpostos perante o presidente ou o vice-presidente do tribunal recorrido. deve haver similitude fática entre o caso no qual irá se interpor o recurso e aquela tomada como paradigma. em petições distintas. A divergência jurisprudencial só existe de decisões entre Tribunais diferentes. O acórdão paradigma deve ser atual. continua sendo um único Tribunal. mencionando. por exemplo. 541. não pode ter sido alterado por decisão posterior a aquela. as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados.” O dissídio que autoriza o cabimento do RESP é necessário que se encontre decisão proferida por outro Tribunal. Não temos nada parecido com isso no Brasil. em que tiver sido publicada a decisão divergente. mas com resultados diferentes. não cabe alegar divergência. e não a simples ementa. como demonstro a existência deste acórdão. envolvendo direitos similares. Não se conhece do Recurso Especial pela divergência. súmula 83. Na Inglaterra se usa precedentes de séculos passados. Decisões monocráticas não servem para formar dissídio. precisa ser outro Tribunal. e não do mesmo Tribunal. Hipótese tipicamente fundada no sistema consuetudinário. aquele órgão deve manter o entendimento. . no site estão discriminados. demonstrar porque entende estar presente o dissídio. ainda que seja um Tribunal enorme. Devemos demonstrar a divergência. O órgão que a proferiu deve manter a mesma linha decisória. ela não contém uma posição transitada em julgado. ainda que de órgãos divergentes. Precisa ser atual. são apenas acórdãos. se a decisão tiver sido modificada por embargos. portanto. o recorrente fará a prova da divergência mediante certidão. o STJ. mas não. mas o que importa é a atualidade. O recurso extraordinário e o recurso especial. valorizando os precedentes. As partes não sabem fazer a demonstração da presença do dissídio jurisprudencial. Objetivo de propiciar a harmonização da aplicação da lei federal em todo país. por exemplo. não pode ter sido desconstituída por rescisória ou mudada por recurso. com interpretação e aplicação das mesmas normas. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida. O que deve ser analisado é o acórdão. TRF divergir do STJ é cabível. Quem interpõe o recurso precisa fazer a interpretação. que pode ser.A primeira evidência é de que não se forma dissídio jurisprudencial quando as decisões divergentes sobre o mesmo dispositivo tiverem sido proferidas pelo mesmo Tribunal. n os casos previstos na Constituição Federal. 541. que deve ser tomada a partir dos mesmos dispositivos de leis. Similitude fática é a primeira parte do requisito da demonstração do dissídio. decisão que trata de um caso concreto. não há nada mais injusto do que pessoas com situações semelhantes terem soluções diferentes. É necessário que exista um núcleo. em qualquer caso. ou ainda pela reprodução de julgado disponível na Internet. inclusive. de que as decisões partiram do mesmo dispositivo para chegar a conclusões distintas. não precisa ser idêntico. § único. Para sabermos quais são as publicações do STJ aceitas como repositórios. “Art. o dissídio. STJ.” Art. com indicação da respectiva fonte. com grande possibilidade de encontrarmos divergências. necessariamente. A outra parte é a desarmonia na solução jurídica. que conterão: Parágrafo único. e não a data. mas o STJ já firmou entendimento na mesma decisão recorrida. as interpretações e casos semelhantes julgados de maneira diferente. que não o mesmo que proferiu a decisão recorrida. precisa ter a similitude fática. novo. cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência. No entanto. ou seja. e não na ementa. Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial. cotejo analítico entre o meu acórdão e o acórdão que me serve de paradigma. quando a decisão de outro Tribunal for divergente. cada órgão do Judiciário julgando de um jeito o mesmo problema. Segundo requisito é a manutenção do entendimento depois que o acórdão foi proferido. não serve como paradigma. Não adianta colecionar ementas. A primeira parte do parágrafo único diz respeito a origem da decisão.

III. Contrariar dispositivo desta Constituição Art. quando a decisão recorrida: a) b) c) d) Contrariar dispositivo desta Constituição. os efeitos destes recursos são restritivos . os princípios garantidos na CF. uma vez que não havia na época do julgamento uma forma harmônica de se decidir. dos menos experientes. por exemplo. quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. súmula 636 do STF. cada um deles sendo suficiente para manter a integridade da decisão. as causas decididas em única ou última instância.” 1. parece ser impossível negar vigência a constituição. Mas tanto o STF já entendia e o STJ também. Julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. CPC. A contrariedade ao dispositivo constitucional que autoriza o REXT não é a contrariedade reflexa. Não se pode acusar o julgador de ter contrariado quando ele usou uma interpretação. É comum quando houver dissídio as partes aleguem a alínea a. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade. devido processo legal. se tivermos em mente que a CF está na base de toda a legislação vigente no país. A expressão negar vigência não foi incluída no permissivo constitucional no REXT porque. não cabe REXT por ofensa ao principio do contraditório. ela está na base. demonstrada pelo dissídio. . mas a direta. O dissídio jurisprudencial quando a decisão recorrida confrontar. A contrariedade é direta ao dispositivo. Reflexamente qualquer decisão que contrarie lei federal contraria a CF. divergir da forma de decidir do próprio STF temos não só a admissão do RESP como a aplicação do art. o que foi infringindo é simplesmente a norma ordinária e não o dispositivo constitucional. 102.Recurso extraordinário “Art. “Súmula 636. cabendo-lhe: III – julgar. contrariar dispositivo constitucional. deve ter sido pré-questionado na decisão recorrida. esse RESP não apenas é cabível como poderá ser julgado monocraticamente. Explicação do porque aqui só temos o contrariar e não o negar. deixando claro que só se tem infringido ou contrariado dispositivo constitucional quando ele é fundamento da decisão. Compete ao STF. CF. Declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. a guarda da Constituição. o direito de contestar no prazo regular. precipuamente. decisão de única ou última instancia tiver contrariado dispositivo da CF. STF. 557. Fundamento em dispositivo constitucional e ordinário.Mesmo que não anexe o inteiro teor do acórdão. posto que o relator pode julgar desde logo e dar provimento ao recurso quando a decisão divergir de sumulas do tribunais superiores ou de entendimento consolidado. ou quando foi analisado na prolação da decisão. se não forem discutidos a luz da CF na decisão recorrida. mediante recurso extraordinário. desde que o local indicado esteja nos repositórios oficiais. É muito comum encontrar esta contrariedade reflexa a constituição. será necessário a interposição dos dois recursos. não se pode alegar que a norma foi contrariada quando a sua interpretação era controvertida. III. é uma consequência do contraditório garantido pela CF. alínea a. 102. em tese. Para ser contrariando a questão constitucional deve ter surgido nas instâncias ordinárias e préquestionada. não se pode considerar contrariado dispositivo da constitucional por mero reflexo. a indicação de onde está o texto completo é suficiente para que se aceite as razões. mas não quer dizer que este dispositivo tenha sido ferido diretamente pela decisão. de contrariedade a norma. Mesmo quando se deixa de aplicar dispositivo está se contrariando e nunca negando vigência.” Esta súmula cabe para todos os princípios albergados pela CF. Julgar válida lei local contestada em face de lei federal.

A este propósito temos a súmula 126 do STJ. STJ. Na hipótese d é em face de lei federal. No art. quando uma decisão para a mesma questão tem mais de um fundamento e um deles é suficiente para manter o que foi decidido. não se confunde com a hipótese da alínea d deste artigo. b. 2. é relevantíssima a manifestação do STF neste caso. só vale para o caso concreto. Essa declaração de inconstitucionalidade se deu no controle comum a qualquer órgão do poder judiciário. se os dois. O trânsito em julgado da parte não impugnada impede a interposição do recurso. julgar válido lei ou ato de governo local contestado em face da CF. Mas como foram declarados válidos há risco de ter sido infringido dispositivo constitucional. Julgar válida lei local contestada em face de lei federal Esta hipótese não se confunde com o art. b. É inadmissível o recurso extraordinário.a questão impugnada. Aqui a lei foi diretamente contestada a sua constitucionalidade. e a parte vencida não manifesta recurso extraordinário. c. que ela seja revista pelo STF ou para declarar de vez inconstitucional. A decisão de validade é que põe em risco a integridade da CF. Súmula 283 do STF. Trata do controle constitucional que é possível em qualquer órgão jurisdicional. por si só. 4. e não um ato de governo municipal ou estadual. para mantê-lo.” “Súmula 283. declarar a inconstitucionalidade de lei federal. entraria em conflito com dispositivo constitucional. tem efeito semelhante numa ADIn. Controle exercitado por todos os órgãos exercitados pelo Judiciário. diferentemente de outros recursos. Quem faz o controle da constitucionalidade das leis é o STF. 102 o que foi julgada válida é uma lei municipal ou estadual. qualquer deles suficiente. quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. ou seja. redação não tão clara como do STJ. . se foi declarado a inconstitucionalidade naquele caso. não haveria risco. III. Foi contestada a validade desta lei não em face da CF. esta lei municipal ou estadual foi considerada válida porque o julgador entendeu que esta lei não invadiu a esfera de competência federal. não ferindo nenhuma lei federal que tratasse de assunto semelhante. 105. quando o acórdão recorrido assenta em fundamentos constitucional e infraconstitucional. se a parte não impugnar todas as fundamentações. mas diz a mesma coisa da 126. STF. III. e só impedem a preclusão da questão impugnada. 102. É inadmissível recurso especial. se a parte não interpuser os dois recursos concomitantemente a parte não impugnada irá precluir e transitará em julgado. Se uma decisão tem dupla fundamentação e se mantém íntegra apenas com um destes fundamentos. Na alínea c é um controle de constitucionalidade. tendo em vista que estes dois recursos impedem a preclusão apenas na parte impugnada. Julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição Art. Se subir um processo de inconstitucionalidade por força do recurso e o STF confirma. A interposição destes recursos impede apenas a preclusão da questão impugnada. mas em face de uma lei federal. Decisão preclusa não cabe recurso nenhum. um constitucional e o outro ordinário. III. “Súmula 126. Declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal Art. a decisão se torna imutável sob a parte não impugnada. 102. irá transitar em julgado. relevante que. 3. inconstitucionais na decisão. Se o ato ou a lei tiverem sido considerados inválidos.” *No RESP ou REXT ou em impugno todos os fundamentos da decisão ou ela irá transitar em julgado sob o fundamento do que não foi impugnado.

Regularidade formal: o RESP e REXT são interpostos perante o presidente do Tribunal recorrida. é matéria constitucional e não ordinária. STJ. embargos infringentes. sejam da mesma espécie ou de espécies diferentes. objetivando o julgamento da causa novamente. uma vez admitido o RESP ou REXT. as outras só será hipótese de eventual cabimento do REXT. apenas das matérias objeto da questão constitucional ou federal tratado. até pela alta incidência deste tema no STJ anteriormente. Estão legitimados os mesmos do art. Único caso que juiz monocrático pode receber o recurso extraordinário é a hipótese do art. conforme artigos 541 a 543 do CPC. e não a lei federal. O que foi infringido aqui. sumula 640. quando se agrupam recursos do mesmo tema e julgam uma única vez. vai se resolver o litígio. que não se confunde com amicus Curie. Estas situações antes estavam na alínea b. III.Ao se contestar uma lei local em face de lei federal e trazer isso para competência do REXT se desloca matéria ordinária ou constitucional? Quando uma lei municipal ou estadual é contestada em face da lei federal é porque. os recursos comuns. pouco importa o grau de perda. Com relação às decisões que tenham dupla fundamentação. 105. Não é para o relator do acórdão. . 102 e seguintes distribui a competência legiferante. 543-B e 543-C. pode ser de ordem processual. No RESP e REXT o impedimento da preclusão é muito restritivo. No momento em que se admite o recurso o Tribunal vai agir como se fosse de primeiro grau. É de que seja revista a decisão recorrida e. embora seja mais difícil a aceitação de um terceiro que se apresente neste momento processual. é para o presidente do Tribunal no qual foi proferida a decisão recorrida. o interesse recursal. MP. do art. vai julgar o caso concreto. estamos alegando um conflito de integridade de lei federal ou constituição? A competência está disciplinada na Constituição. O interesse recursal é muito importante. a anulação da decisão recorrida. A redação poderia ter sido mais clara. ele mesmo quem receberá. ficando claro que em algumas hipóteses só estaremos tratando do REXT. O objetivo. 499. como. dá decisão de última instancia. julgará como órgão de primeiro grau. 34. Se houver dupla fundamentação e a parte não impugnar os dois fundamentos a decisão precluirá. Os repetitivos estão nos arts. Tirando esta hipótese em que será interposto para ele. pode ser a anulação da decisão recorrida ou a reforma da decisão jurídica adotada no processo. se for uma questão de direito material. ainda que atue como fiscal da lei. de regra. art. ao serem interpostos impedem a preclusão de toda a decisão. O que se quer preservar é a CF que estabelece os limites de competência legiferante para cada esfera. do tema todo. e isso é matéria da Constituição. Vimos o cabimento dos dois recursos. só serão simultâneos dos TJs e TRFs. ou de ordem meritória. choque entre leis estaduais ou municipais e lei federal se dá em virtude de possível invasão de competência. existe invasão ou risco de invasão de competência. em leis ambientais. STF e 126. por exemplo. estabilidade da decisão sob os fundamentos não impugnados. súmula do STF. STF. Iremos ver quando processados individualmente. motivo pelo qual a competência que era do RESP foi transferida para o REXT pela EC 45. Não é o objetivo de corrigir as injustiças das decisões. Processamento individualmente Hoje temos um processamento diferenciado entre RESP e REXT individuais e RESP ou REXT no procedimento do repetitivo. parte vencida. objetivando. total ou parcialmente. O objetivo é que seja julgada de novo a questão objeto do recurso. ele que julga o recurso. o bem a ser garantido é a CF. 34 da lei 6. terceiro prejudicado. mas se passar por todas as fases de admissibilidade. demonstrando seu prejuízo. Quando se alega a invalidade de uma lei municipal porque teria infringido uma lei federal que é a competente para dispor sobre o tema. salvo este art. Importância das sumulas 283. normalmente. Por isso.830/80. vai ser julgado de nova a causa e. Não há quebra do sistema. as demais será para o presidente do tribunal ou órgão de segundo grau do juizado em que foi proferida a decisão recorrida. e não podia resolver a questão por inteira porque batia no tema constitucional é que se transferiu a competência para o STF.

uma vez não admitida a ratificação. Apresentadas as contrarrazões é que vão para o exame de admissibilidade provisório. do cabimento. se for positivo vai determinar a imediata remessa dos autos. devidamente pré questionada). Passado pela estreita via de acesso. podendo levar a não admissão. 542. Cumpre ao recorrente demonstrar a presença dos pressupostos de admissibilidade específicos. Preparo deve ser provado no momento da interposição dos recursos. há uma súmula do STJ que recurso assinado por advogado que não tem procuração é considerado recurso nenhum. Depois de toda esta primeira parte dedicada a demonstração do cabimento é que entram as razões de inconformismo. A forma adesiva do RESP é outro RESP. o substabelecimento e procuração já devem estar presentes. art. julgando o caso concreto. da decisão recorrida. objeto da primeira parte das razões recursais. art. Tribunais Superiores não admitem juntada posterior. previsão do art. Os tribunais não aceitam ratificação. Do contrário. fonte dos requisitos da regularidade formal. transcende o interesse das partes. Temos divisão importante entre as razões de cabimento e as razões de inconformismo (ou mérito). Em todas as demais hipóteses sempre será apresentado para o presidente do órgão no qual foi proferida a decisão recorrida.22-08-13 Os pressupostos. Primeiro lugar a autoridade para qual a se apresenta o RESP e REXT é o presidente do Tribunal no qual foi proferida a decisão da qual se recorre. 543-A. que parece com o art. vice-presidentes. Tempestividade. o que os tribunais vão fazer é julgar o caso concreto. 34 Lei 6. também gozando do prazo de 15 dias. Necessário para os dois recursos. Os regimentos internos dos Tribunais preveem quem é a autoridade que vai examinar a admissibilidade destes recursos. a forma adesiva do REXT é outro REXT. 541. aí se aplicará o direito ao caso concreto. 514. Depois devem demonstrar a adequação da questão aos permissivos. é tudo o que já consta no processo. mas normalmente se processam nos autos e o seu processamento é imediato. Única exceção em que o REXT será apresentado para juiz monocrático. indicar a presença da repercussão geral. Os dois recursos permitem a forma adesiva.830/80. deve estar junto no momento da interposição. Salvo a exceção da Lei 6. súmula 640 do STF. Art. está é a única exceção de decisão monocrática. motivo pelo qual impugna a decisão e seus objetivos. Em terceiro. Mesmo interpostos simultaneamente. O preparo é importantíssimo. art. delimitando a nova atividade de julgamento. demonstração de que aquela questão tratada no recurso. Mas na prática poucos recursos passam por todo esse exame de admissibilidade. não é considerado interposto. Os autos são os mesmos. É necessário que haja o requerimento de um novo julgamento. Apresentado o recurso abre-se vista a parte contrária. temos como base legal o art. realizado pela autoridade para a qual se interpõe estes recursos. 511 de poder complementar as custas foi admitida pelo STJ recentemente. esses recursos não admitem qualquer inovação. no processo. questão exclusivamente de direito. ainda. os Tribunais Superiores julgarão conforme as instâncias ordinárias. o STF ainda não mudou sua orientação. pequena diferença apenas de processamento do § único do art. §1º define o que é repercussão geral e o §2º estabelece a obrigação de preliminarmente ser demonstrado. não pode aderir com recurso diferente. que é a regularidade formal. deve demonstrar que os pressupostos específicos estão presentes (esgotamento das ordinárias. esses dois recursos cabem apenas contra acórdãos. . Uma vez passado o recurso pelo exame de admissibilidade. O exame de admissibilidade provisório realizado pela autoridade. Para demonstrar a presença da repercussão geral o recorrente não pode usar nenhum elemento externo. antes de deduzir suas razoes de inconformismo. interponíveis no prazo de 15 dias da intimação dos acórdãos.830. requisitos objetivos de admissibilidade nós temos no primeiro pressuposto. preliminarmente. No REXT deve o recorrente. No TJSP é do presidente das sessões. 541. Deve indicar expressamente os permissivos constitucionais nos quais se fundamentam seu recurso. O recorrente precisa estar representado por advogado que já tenha procuração nos autos. os dois recursos processam-se nos mesmos autos da decisão recorrida. transcendência da questão constitucional. dos recursos comuns. 542.

Impedimento da preclusão Estes recursos só impedem a preclusão exclusivamente das parcelas impugnadas da decisão. ou quase nenhuma. depois de esgotadas as manifestações perante aquele Tribunal e restando interesse recursal. questões de fato estão eliminadas. profundidade zero. são. tudo o mais transita em julgado. com o mesmo julgamento. Isto se aplica também para o RESP. as questões do art. admitidos somente no efeito devolutivo. Está restrito. vão para o Tribunal de destino. Embora não tenham efeito suspensivo é possível a concessão desse efeito via medida cautelar. 544. pré-questionamento é obrigatório. para julgamento do RESP e. Temos duas formas de processamento do RESP e REXT. exclusivamente. Quando os dois forem manifestados concomitantemente. salvo matéria de ordem pública desde que inserida na parcela do recurso. Nas questões que não houve impugnação a execução será definitiva. as questões federais ou constitucionais abordadas nos recursos. exceção é a matéria de ordem pública. só será provisória daquilo que foi impugnada. .” “Súmula 635. Salvo a matéria de ordem pública. via estreita e reanálise. Caso não sejam admitidos os recursos caberá contra decisão negativa de admissibilidade o Agravo do art. Cabe ao Presidente do Tribunal de or igem decidir o pedido de medida cautelar em recurso extraordinário ainda pendente do seu juízo de admissibilidade. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conceder medida cautelar para dar efeito suspensivo a recurso extraordinário que ainda não foi objeto de juízo de admissibilidade na origem. portanto. individual e o processamento dos recursos que são semelhantes e é extraído um recurso para serem aplicados a todos os demais.” Efeito devolutivo destes recursos é extremamente restritivo. quando ambos forem interpostos primeiramente será remetido para o STJ. não se examinando nada fora da impugnação e requerimento de novo julgamento. irá para o STF para julgamento do REXT. O efeito devolutivo nestes recursos é extremamente limitado. “Súmula 634. há duas súmulas do STF para acolher cautelar para efeito suspensivo como também para disciplinar a competência. É admitida medida cautelar para conceder o efeito suspensivo. STF. STF. questões que não foram examinadas não podem ser agora. súmulas 634 e 635 do STF. Como não são dotados de efeito suspensivo permitem a execução provisória do julgado. Efeito dilatório muito grande que aumentam anomalamente a duração do processo. decisões de única ou última instância dos TJs e TRFs. A devolução se dá exclusivamente sobre a matéria impugnada e dentro dos limites da competência destes dois recursos. julgamento coletivo (ou por amostragem). para esta análise da matéria de ordem pública é preciso que a parcela da decisão em que está inserida esteja dentro da parcela que foi objeto do recurso.Admitidos os recursos. Entretanto. que pode ser conhecida de ofício. Agravo este que se processa nos mesmos autos em que foi proferida a decisão denegatória de admissibilidade do recurso. Efeitos Estes recursos não são dotados de efeito suspensivo. 515 não se aplicam.

. Essa ratificação se dá no momento que for interposto um recurso. no prazo para a interposição do recurso contra a decisão final. Entretanto há o art. 557. § 3º. ou interlocutória. Esse RESP ou REXT de decisão cautelar. parece o agravo retido. O legislador previu em todas as hipóteses em que no incidente. contra decisão final. vai ser remetido para primeira instancia. nas cautelares. ou de Tribunal Superior. uma vez interposto ficarão “dormindo” nos autos. § 1o Da decisão caberá agravo. juntados aos autos e ficará retido não só até a sentença. A forma retida comporta exceções de julgamento imediato. para apresentar contra-razões. “Art. apenas se da apelação ou embargos infringentes for interposto RESP. quando a questão for de grande urgência. Demanda dupla demonstração de interesse. excepcionalmente. tem 6 turmas. “Art. 542. ou de Tribunal Superior. As seis turmas estão dividas por matéria. 557. se não houver retratação. será intimado o recorrido. como agravo de instrumento interposto contra decisão que concedeu ou não antecipação de tutela. que resolverá tudo. quando são levados aos Tribunais. por exemplo. Estes dois recursos. É na decisão final de segundo grau que será ratificado. será julgado pela mesma autoridade que julga a apelação. interponho o RESP contra acórdão proferido no agravo de instrumento. estes recursos terão o processamento previsto neste parágrafo. mas intermediárias. ou para as contra-razões. o relator apresentará o processo em mesa. Exige ratificação do interesse. ou seja. que não encerram o processo. proferindo voto. razão obvia. 542. no processo. 542. § 3º ao invés de mencionar decisão interlocutória deveria mencionar agravo de instrumento. isso para não receber o recurso. se não for hipótese do art. não é na apelação que se ratifica RESP retido. aí sim poderá ratificá-lo.” Poderão ser julgados monocraticamente se presentes estas hipóteses. sendo de questão urgente pode se admitir o processamento imediato. Do mesmo modo o relator pode julgar monocraticamente para prover o RES ou REXT quando a decisão recorrida contrariar jurisprudência ou súmula do seu Tribunal. mas da sentença terá apelação e. A regra é ser processado na forma retida (necessitando de ratificação e recurso de mesma natureza de decisão final). O RESP vai direto a distribuição de um relator e. Recebida a petição pela secretaria do tribunal. A competência para julgar RESP ou REXT é das turmas. Processamento retido destes dois recursos. do Supremo Tribunal Federal. incabível. prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal. no prazo de cinco dias. são incidentais. poderá ratificar o seu recurso retido. o STJ tem número maior. e. O STF só tem duas turmas. cautelar. da mesma natureza. O RESP ou REXT contra acórdão do agravo de instrumento admite o processamento imediato. ao órgão competente para o julgamento do recurso. Direito privado são terceira e quarta turmas. ou o recurso especial. ainda não é a decisão final. agravos de instrumento. O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmis sível. 543-C . o relator poderá dar provimento ao recurso. Se tenho recurso de agravo de instrumento. este recurso depois que o relator estudá-lo vai ser levado a julgamento da Turma integrada pelo relator. o relator está obrigado a julgar monocraticamente quando o recurso for manifestamente inadmissível. O art. o processamento dos recursos se dará de maneira diferente. com objetivo ilegal ou se contrariar a jurisprudência do próprio Tribunal envolvido. não são decisões finais. improcedente. ou embargos à execução ficará retido nos autos e somente será processado se o reiterar a parte. nos embargos a execução. quando interpostos contra decisão interlocutória em processo de conhecimento. Quando temos um agravo retido temos que esperar a apelação para ratificar. que se aplica para todos os recursos. § 1o-A Se a decisão recorrida estiver em manifesto confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. se deixei um RESP retido só poderei ratificá-lo quando interposto um RESP de decisão final. O §3º pode ser excepcionado havendo grande urgência do julgamento do RESP ou REXT. contra decisões proferidas em agravo de instrumento que tenham reanalisado as liminares. divido por matéria.Em se tratando de RESP ou REXT interposto contra decisão interlocutória ou decisão proferida em medida cautelar. Só se do julgamento da apelação for interposto RESP (se cabível for) é que aquele que interpôs o RESP ou nas contrarrazões se for o recorrido. o recurso terá seguimento. não receberão contrarrazões e só serão processados quando interposto recurso da mesma natureza de decisão final. abrindo -se-lhe vista. provido o agravo. são de competência para julgamento de Turmas. 557 e de aplicação do art. como se dá no art.” Todas as decisões que forem objeto destes recursos que não forem decisões finais. § 3o O recurso extraordinário.

subscrita por procurador habilitado. O Tribunal a quo ter admitido não garante que aqui será conhecido também (no STJ). de maneira que uma vez apreciado o tema. na análise da repercussão geral. a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso. 543-A. é que será julgado o próprio recurso. cabendo -lhe: § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. a manifestação de terceiros. O REXT é de competência da Turma. 102 da CF por uma votação de 2/3 dos integrantes do Pleno do STF. em primeiro lugar. tudo nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. A RG fica 30 dias para que todos os ministros votem sobre aquele tema. Levado a julgamento. nos termos deste artigo. ou não. §3º) a decisão recorrida contrariar súmula do STF ou jurisprudência consolidada dele. inclusive as partes. eles julgam no Plenário Virtual. A RG não é julgada pelo Plenário do STF. não conhecerá do recurso extraordinário. em preliminar do recurso. que serão indeferidos liminarmente. a existência da repercussão geral. Salvo a hipótese em que ela é presumida. em querendo.” A RG é de competência do Pleno. Não alcançada esta votação contra a presença da RG se entende como presente e o REXT vai a julgamento. “Art. quando a questão constitucional nele versada não oferecer repercussão geral. A RG é julgada pelo Pleno do STF. em decisão irrecorrível. § 2º O recorrente deverá demonstrar. será considerada a existência. Quando não houver esta presunção a RG terá que ser julgada na forma do art. ficará dispensada a remessa do recurso ao Plenário. § 6º O Relator poderá admitir. somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. Compete ao Supremo Tribunal Federal. no mínimo. de questões relevantes do ponto de vista econômico. em virtude da presença da RG no REXT admite-se a participação de terceiros no que diz respeito a fundamentação da presença da RG. é julgado seu mérito e será julgado o caso concreto nos limites da impugnação. a guarda da Constituição. Em primeiro lugar será julgada a repercussão geral e. político. Repercussão geral O REXT tem um pressuposto de admissibilidade diferenciado que é a repercussão geral. que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. .§ 4º Se a Turma decidir pela existência da repercussão geral por. igual ao RESP. “Art. social ou jurídico. Todos podem acompanhar estes votos por intermédio do site.§ 5º Negada a existência da repercussão geral. O Supremo Tribunal Federal. Quando se tratar de tema que tenha interesse determinado setor da economia ou categoria profissional é admitida o amicus. 543-A e regulada no Regimento Interno do STF. Uma vez conhecido o recurso. 543-A. § 7º A Súmula da decisão sobre a repercussão geral constará de ata. embora a vinculação pelo CPC seria apenas pelo exame negativo (eliminada questão semelhante voltar a ser analisada) e o positivo levaria a admissão dos demais REXT sobre o tema. Só que a forma de julgamento da RG é diferenciada do julgamento do REXT e mais uma inovação. se entendem presentes ou ausentes a repercussão geral. novidade introduzida.O julgamento do RESP é igual ao dos demais recursos. será feito o exame de admissibilidade definitivo. A ausência dela só pode se dar conforme §3º do art. Estes terceiros só participam com apresentação de memorial. mas apenas para a presença da RG porque as decisões proferidas em RG são vinculativas para os casos posteriores. art. Antes de levar a julgamento a RG o relator deve admitir a participação destes terceiros. 4 (quatro) votos. Este é admitido não para o próprio REXT. 102. precipuamente. nos termos da lei. Todo o processamento da RG está no site do STF. § 3º Haverá repercussão geral sempre que o recurso impugnar decisão contrária a súmula ou jurisprudência dominante do Tribunal. que será publicada no Diário Oficial e valerá como acórdão. 543-A. em todas as demais haverá uma bipartição do procedimento do REXT. salvo revisão da tese. a decisão valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica. para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal. § 1º Para efeito da repercussão geral. admite-se a participação de amicus curiae. obrigatória intimação das partes e garantido a sustentação oral. que é o amigo da corte.” A RG (repercussão geral) é presumida quando (art. apenas se presente esta.

devendo ser julgado com preferência sobre os demais feitos. nem chega a ser julgado. far-se-á o exame de admissibilidade do recurso especial. ficando suspensos os demais recursos especiais até o pronunciamento definitivo do Superior Tribunal de Justiça. única hipótese em que o presidente do Tribunal a quo pode não admitir o recurso. 543-C) “Art. nos tribunais de segunda instância. vários processos julgados em conjunto e uma única . o processo será incluído em pauta na seção ou na Corte Especial. mas se não for atingida a votação qualificada exigida pelo §3º admitir-se-á o processamento do recurso. Esta decisão de ausência da repercussão geral só se atingido o quorum qualificado do §3º do art. dos recursos nos quais a controvérsia esteja estabelecida. será julgado pela Turma e examinado igual ao RESP. Nos casos de omissão. Repetitivos – RESP e REXT .terão seguimento denegado na hipótese de o acórdão recorrido coincidir com a orientação do Superior Tribunal de Justiça. expressamente. § 8o Na hipótese prevista no inciso II do § 7o deste artigo. Estes artigos inauguraram o julgamento multi processual. a serem prestadas no prazo de quinze dias. computa-se como presença da RG. pela presença da RG. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica questão de direito. ou pela ausência não atingiu 2/3. § 2o Não adotada a providência descrita no § 1o deste artigo. 543-C (STJ). 102 da CF. após cumprido o disposto no § 4o deste artigo. 543-C. A RG só pode ser examinada pelo STF.serão novamente examinados pelo tribunal de origem na hipótese de o acórdão recorrido divergir da orientação do Superior Tribunal de Justiça. ele prepara um relatório no qual inclui a eventual participação de terceiros. todos os demais processos que cuidarem da mesma questão também não serão admitidos por ausência da RG. mantida a decisão divergente pelo tribunal de origem. redação mais clara que o 543-B (do STF). em face dessa negativa já existente. conforme dispuser o regimento interno do Superior Tribunal de Justiça e considerando a relevância da matéria. os recursos especiais sobrestados na origem: I . se for o caso. O REXT. órgãos ou entidades com interesse na controvérsia. Uma vez admitido.” Art. terá vista o Ministério Público pelo prazo de quinze dias. § 3o O relator poderá solicitar informações. Se a RG for considerada ausente terminou o julgamento. mas quando houver decisão do Pleno entendendo pela ausência. o relator no Superior Tribunal de Justiça. Depois desta votação virtual lavra-se um acórdão. ressalvados os que envolvam réu preso e os pedidos de habeas corpus. Mesmo que seja rejeitado a presença da RG. Não admitida a RG. poderá determinar a suspensão. apenas se considerado ausente é que o REXT não será levado a julgamento. Se a RG for considerada presente. § 9o O Superior Tribunal de Justiça e os tribunais de segunda instância regulamentarão. § 5o Recebidas as informações e. no âmbito de suas competências. Segunda consequência. será julgado pela Turma. como é vinculativa aos casos posteriores. admitida a RG. em que o ministro não vota. os procedimentos relativos ao processamento e julgamento do recurso especial nos casos previstos neste artigo. ao identificar que sobre a controvérsia já existe jurisprudência dominante ou que a matéria já está afeta ao colegiado. Repetitivo ou julgamento por amostragem. poderá admitir manifestação de pessoas. § 7o Publicado o acórdão do Superior Tribunal de Justiça. espelhando a posição dominante da votação. os quais serão encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça. § 1o Caberá ao presidente do tribunal de origem admitir um ou mais recursos representativos da controvérsia. § 6o Transcorrido o prazo para o Ministério Público e remetida cópia do relatório aos demais Ministros. O relator. 2/3 dos integrantes do Plenário votarem pela ausência da RG. aos tribunais federais ou estaduais a respeito da controvérsia. § 4o O relator. esta é a primeira consequência. o recurso especial será processado nos termos deste artigo. Só não será admitido o REXT por falta de RG se. lavrado o acórdão da presença teremos o julgamento do próprio REXT pela Turma.RESP (art. antes de levar a julgamento a RG.Esgotados os 30 dias se faz a contagem dos votos. ou II .

dois ou três recursos da questão. A partir de então se inicia o julgamento dos repetitivos. Defendem a posição da entidade e não de uma das partes. Emitem um memorial. este recurso será julgado pela Corte Especial. específicos da área envolvida para que seja possível um julgamento de melhor qualidade. isto é. § 1º Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais recursos representativos da controvérsia e encaminhá-los ao Supremo Tribunal Federal. tendo em vista a posição do tribunal inferior contrária a sua orientação. Para o RESP a identificação da repetição. a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. não atinge aqueles que já estavam distribuídos a relatores. Chegando ao STJ estes recursos serão distribuídos a um relator. No STJ se a matéria cabe dentro de uma das sessões o recurso repetitivo vai ser julgado por uma delas. Se o tribunal se retratar o RESP não será admitido. Eles não defendem interesse das partes. enviar ao STJ. 543-C. acórdão remetido para os tribunais de segundo grau para que o presidente. os recursos sobrestados serão apreciados pelos Tribunais. poderá o Supremo Tribunal . Se este concordar com a decisão do tribunal a quo irá expedir um ofício para o Brasil inteiro. admiti-los. Sua contribuição é científica para a Corte. 543-B) “Art. Antes de ser levado a julgamento o repetitivo também se abre a participação dos terceiros amicus curiae. RG. se a decisão no recurso sobrestado for no mesmo sentido da decisão do STJ ele não irá admitir estes recursos. Mas não é obrigatório. tais entidades ou pessoas contribuem com o seu conhecimento. órgão máximo do STJ. Se o tema envolve questões que pertencem a mais de uma sessão. suspensão de todos os recursos sobre o mesmo tema no BR inteiro. § 2º Negada a existência de repercussão geral. observado o disposto neste artigo. suspender o andamento de todos os recursos que tratam desta questão no Brasil inteiro. com notório conhecimento na área do tema objeto do recurso ou da ação. § 4o Mantida a decisão e admitido o recurso. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia. podem os demais recursos que já estavam lá serem suspensos ou julgados individualmente. O recurso. da incidência da mesma questão em vários processos pode ser feita tanto pelos presidentes dos Tribunais de segundo grau (TJs e TRFs). no entanto. O amicus curiae são entidades ou até mesmo pessoas físicas. Tem o objetivo de destacar alguns recursos representativos da controvérsia.decisão. mas um interesse institucional. O recurso repetitivo vai ser levado a julgamento. O presidente dos Tribunais inferiores (TJs e TRFs) identificando essa repetição suspende os demais e os manda para o STJ. Tanto a autoridade a quo quanto os ministros do STJ podem determinar o processamento por amostragem. ADI. suspendendo o julgamento de todos os RESP sobre aquela questão. sobrestando os demais até o pronunciamento definitivo da Corte. e no Projeto do CPC o julgamento por amostragem se daria também na primeira instância e apelação. Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais. com decisão dizendo que aplicou a previsão do art. Deve identificar um. lá será provido. Também pode ser feita pelos ministros do STJ determinando a suspensão. se mantiver será admitido e enviado ao STJ. científica. § 3º Julgado o mérito do recurso extraordinário. um parecer que colabora com subsídios técnicos. Na prática eles se retratam para evitar este retrabalho. . quanto pelos ministros do STJ. As consequências desta decisão para todos os RESP que ficaram sobrestados estão previstas no §7º. Aplica-se também para RESP e REXT repetitivos. que poderão declará-los prejudicados ou retratar-se. os recursos sobrestados considerar-se-ão automaticamente não admitidos. Essa novidade está apenas para os recursos excepcionais. o processo volta para o colegiado que o julgou e vai ou manter a decisão anterior ou se retratar para adotar a posição do STJ. Pareceres de ordem científica. Seja reconhecida a hipótese de repetição a consequência da admissão é sempre a mesma.REXT (art. Essa suspensão. Contribuição de ordem técnica. 543-B. O inciso II é uma previsão inovadora. Quando se institui o repetitivo a maior parte suspende os RESP e vinculam ao dos recursos por amostragem. em que uma decisão já consolidada de um Tribunal será revista. Não se confunde com perito.

Esta regra do §2º nunca é aplicada. depois de julgado o RESP tanto faz se repetitivo ou individual. O relator do STF pode desde logo mandar cassar a decisão do Tribunal. embora os dois recursos fossem necessários. Se o recorrente não atingir todo seu interesse prático com o RESP persiste o interesse recursal e o REXT será levado a julgado. só será processado se não tiver sido prejudicado pelo julgamento do RESP. no qual o a quo pode retificar sua decisão para que fique igual ao do STF ou ratificá-la. se o relator entender que primeiro deve ser julgado o REXT ele pode enviar ao STF. na análise da repercussão geral. Os recursos repetitivos no STJ são bem mais comuns que no STF. 546. ausente esta se aplica a todos os aplicados por amostragem e os sobrestados. não é decisão de última instância. A RG já peneira bastante. não há mais gravame que justifique o julgamento do REXT. Se não persistir o REXT terá ficado prejudicado. o acórdão contrário à orientação firmada. § 5º O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal disporá sobre as atribuições dos Ministros. Quem pode identificar a existência da situação de repetição e dar início ao incidente (julgamento coletivo) será o órgão a quo. Aqui. também restará prejudicado. Todo o mais é igual ao do julgamento repetitivo do STJ. Ou concorda com o Tribunal ou as decisões serão cassadas. Depois do julgamento do RESP deve ter sobrado interesse recursal para que seja levado a julgamento o REXT. que p RESP seja julgado em primeiro lugar. 543. 543-C. admite amicus curiae etc. se houver REXT no mesmo processado. liminarmente. O “não estar prejudicado”. cassar ou reformar. Consequências do julgamento: se a decisão do Tribunal a quo for no mesmo sentido do Supremo a consequência é a mesma do C. Aqui não há iniciativa dos ministros do STF. Cabem contra divergência interna entre órgãos diferentes dos . mantê-la e será admitido o REXT. não pode ser modificada e será julgado o RESP em primeiro lugar. 543-C. mas de instância excepcional. O que precisa ter cuidado para analisar é no caso do RESP ter sido conhecido e provido. diferente do art. no REXT. Primeiro se faz presente a RG. que indica a divergência. se o RESP for provido a parte já atingiu seu objetivo. Mas no §3º está prevista uma regra que torna tudo isso ridículo. ou se o acórdão foi anulado. §2º está prevista uma regra que raramente é aplicada. Art. não serão admitidos os REXT. Se for diferente será feito novo julgamento. 543. A outra diferença está nas consequências do julgamento do repetitivo. Recurso contra decisões proferidas nos RESP e REXT – Embargos de divergência Decisão proferida em RESP não permite REXT. Art. embargos de divergência. das Turmas e de outros órgãos. naquelas hipóteses em que há dois fundamentos para a mesma decisão.” Há duas diferenças do art. excepcionalmente pode caber um outro recurso.Federal. Quando se tratar de julgamento de REXT quando a decisão proferida no recurso divergir de decisão anterior de outra turma ou do Pleno caberão os embargos de divergência com o objetivo de modificar a decisão proferida no REXT e seja adotada a solução do acórdão paradigma. contra as decisões proferidas nestes dois recursos. Quando os dois recursos tiverem finalidades diferentes a dúvida não existirá. Este recurso caberá quando houver divergência interna nos Tribunais Superiores. Este poder de cassação não está previsto no 543-C. A identificação de avaliar se ainda há interesse. interpretam que julgam o RESP e se sobrar interesse vai ao REXT. pode ocorrer a cassação da decisão. Fato superveniente que extingue o interesse recursal. No STJ é mais comum. §1º. Art. caso de se instaurar o procedimento repetitivo. Os embargos de divergência foi destinado um único artigo e é fácil entender o seu cabimento. se o relator do REXT acha que estava errado o ministro do STJ ele manda de volta o processo para o STJ e essa decisão é absoluta. Entretanto. nos termos do Regimento Interno. uma é relativa a competência para identificar a situação de repetição. Todo o resto é igual. Muitas vezes. lá esta identificação podia ser pelo órgão a quo ou ministros do STJ.

Sendo de sessão ou corte especial vão para a Corte Especial. 3ª e 4ª Turmas de Direito Privado. Duas turmas da mesma sessão quem julga é a sessão. das Sessões. Interposto para o relator do acórdão embargado. é nos próprios autos. A divergência pode ser na questão processual ou material. assim como no art. As formas de julgamento do RESP ou REXT deve ser dividida em individual e por amostragem. exclusivamente contra decisão que não admite RESP ou REXT. de competência dele. São cabíveis para rediscutir apenas o tema da divergência. não forma instrumento. O STF aceita a divergência entre decisões de REXT e qualquer outro tipo de processo. cabe Agravo Interno. Comporta contraditório e. divergente. Entre duas turmas da mesma sessão. e o STF apenas 3). só rescisória depois. Antes era chamado de instrumento. há duas formas de julgamento. um para o STJ do RESP e um para o STF do REXT. a parte precisa interpor dois agravos. A decisão quando os dois forem interpostos é uma só. Os embargos de divergência no STF serão julgados serão julgados sempre pelo Pleno. Este recurso só pode ser interposto pela parte vencida e desde que favorecida pela divergência. restringiu além do que está na lei. Cabe apenas os embargos de declaração. Quando forem julgados acabou a cadeia recursal. Só aceita quando a decisão paradigma tiver sido tomada também em RESP. O objetivo é a modificação da decisão proferida no RESP para que seja adotada a posição do acórdão paradigma. Prazo de 15 dias da publicação do último acórdão no RESP ou REXT. fazer análise dos dois acórdãos. Estes embargos devem identificar a divergência. se houver sucumbência recíproca. O STJ tem uma regra interna extremamente restritiva no cabimento dos embargos. Se for negativo. Mesmo que ambas sejam denegatórias.Tribunais Superiores. 541. Um para cada um dos recursos. Por exemplo. O STJ não. . embargos de divergência adesivo. Seu cabimento é simples. três sessões e a Corte especial (10 órgãos. ainda que os dois tenham sido interpostos e não admitidos. ou de decisão da Corte Especial. Embargos de divergência contra decisão proferida no RESP divergir da decisão de outra Turma. § único. provada a divergência. nos acórdãos proferidos nos repetitivos não cabem embargos de divergência. seis turmas. hoje não mais. Ao menos que determinado nos regimentos internos. serão julgados pela Sessão. havendo divergência. AGRAVO Art. No caso do embargos de divergência opostos no STJ a competência será diferente dependendo do tipo de divergência instaurada. não tem previsão de pagamento de preparo. *Só cabem contra acórdãos proferidos em RESP ou REXT julgados individualmente. divide análise do RESP e REXT. decisão denegatória de RESP ou REXT. 545-A. até mesmo. STJ tem número maior de órgãos judicantes. O recorrente. é interposo nos mesmos autos do RESP ou REXT. Quem faz o exame de admissibilidade provisório é o relator do acórdão embargado do RESP ou REXT. serão julgados pela sessão entre essas turmas. nos demais casos é a Corte. Objetivo de modificar a decisão recorrida para ser adotada a solução do paradigma. – Agravo interno. 544 é o agravo. tem por objetivo a modificação do REXT para que seja adotada a solução no acórdão paradigma. admissibilidade negativa. Cabível contra decisão do órgão a quo que não admite o processamento do RESP e REXT em juízo de admissibilidade provisória. Art. não há impedimento.

Sempre será encessário a presença das duas condições para que seja cabível o MS.Dirigido ao presidente do Tribunal a quo. Em havendo esta circunstância temos que tomar cuidado de qual será o órgão competente para conhecer do MS. ou o ato coator. se for o relator é a Turma. cuja objetivo é remover o ato coativo. Gravame assemelhado ao ato que detemrina prisão. Por esta natureza é fácil verificar que não está previsto para ser impetrado contra ato judicial. A eventual aplicação do MS no âmbito processual é muito remota. a competência será do seu colegiado. Deste grau de agnitude. Já foi pago o recurso não admitido. quando for um ato judicial irrecorrível e quando este ato for teratológico. absolutamente ilegal. 02-09-13 Mandado de Segurança E o que o direito suprimido ou ofendido do destinatário do ato seja líquido e certo. para que seja admitido. Ato que constrange o tittular do direito suprimindo-lhe direito líquido e certo. a competência originária será do STJ. O MS dá origem a um procedimento de natureza sumária. Se o ato coativo for por inegrante do STJ. sumariamente não é admitido. art. que levam a restrição e liberdade. Interponível no prazo de 10 dias da intimação das partes da decisão denegatória. ou seja. ferindo direito líquido e certo do lesado. Finalmente. é que terão competecnia originária. Os tipos recursais são os meios adequados para se remover um gravame causado por uma decisão jduciail ao longo de um processo. é preciso que esta restrição de direito seja ilegal e esteja ferindo direito liquido e certo. ferindo direito líquido e certo e este ato não for passível de nenhm recurso se admite a impetração do MS. Se for o presidente é a Corte especial. Forma de julgamento prevista nos parágrafos do art. se lesivo aos interesses das parte seja impugnado. nunca será a mesma autoridade que praticou o ato. Quando quem agrava simplesmente repete as razões do RESP ao invés e impugnar a decisão agrava. Atos que não tenham recurso previsto e cujo conteúdo seja teratológica. Os atos judiciais tem vcontrole dentro do processo e o processo já tem os meios necessários para que um ato judiciário. Objetivo de destrancamento do recurso. A obrigação do agravante é impugnar os fundamentos da decisão que não admitiu o seu recurso.Esta hipótese em que se admite essa ação é quando estiverem presentes duas condiçõe: quando o ato judicial for do tipo que não tem contra ele previso qualquer recurso. . Quando o ato for praticado por um integrante desses tribunais a competecnai será do colegiado desses mesmos tribunais. 499. Tem por objetivo exclusivo impugnar os motivos da decisão denegatória. que não admite dilação probatória. Nunca é a própria autoridade que pratica o ato que apreciará o MS. Comporta contrarrazões e não precisa do pagamento de custas. Cabimento muito restrito contra atos judiciais. MP e terceiro prejudiciado. de segunda instância. Se o ato coativo for praticado por um acórdão do STJ será competente para conhecer do MS originairamente o STF. Todos os atos ilegais praticados por juízes de primeira instancia os TJs e TRFs. Único recurso que sempre é julgado monocraticamente pelo seu relator. 544. Contra um ato judicial quem pdoerá impetrar é as partes. que proferiu a decisão denegatória. tudo o que for praticado no STF só pode ser resolvido nele mesmo. Se o ato ilegal for do colegiado. Deve impugnar precisamente as razões indicadas na decisão denegatória para a não admissão do recurso. inquérito policial. Só cabe contra ato inidivudal de ministro do Supremo. portanto um a´cordao desses Tribunais. não é qualquer ato público que autoriza sua impetração.

No MS impetrado contra ato judicial. é obrigatória praticamente a sua obediência. conseutudinário. No caso seria o agravado. Surgiu com as caracterísitacas que a CF de 88 positivou. Desde o seu surgimento não tinha previsão legal. relator pode julgar sozinho quando envolva orientação dos tribunais Superiores. convertê-lo em Agravo Retido e enviar ao juiz de primeiro grau. Vimos que o relator do Agravo de Instrumento tem poderes para. mesmo sem ser com efeito vinculante. Portanto teria que ser obrigatoriamente citado do MS. 527 é irrecorrível. contra atos judiciais que usurparem a competência exclusiva destes Tribunais. a competência seria do colegiado do próprio Tribunal. Função do MS sempre. “F”. e impedir que ma´terias de sua competecnia exclusiva viesse a ser tratado por outros órgãos jurisidcionais e preservar o integral cumprimento de suas decisões. Para resfuardar a competência do STF. 103-A não existia quando da promulgação da CF/88. Essa decisão que converte o AI em AR. Para ser cabível de decisões anteriores a sentença precisa estar evidenciando de que a decisão pode causar dano irreparável ou de difícil reparação. não cabe RESP ou REXT quando já se formou o entendimento. por previsão expressa do art. ou seja. na verdade. e isso é excepcional. apelação. invertendo a ordem legal. E com a criação d STJ a sua previsão que antes era só perante o STF foi positivada como de competência para o STJ também. sem previsão expressa. criado pela doutrina e o Judiciário encampou. Exemplo: no Agravo de Instrumento cabe excepcionalmente contra decisões proferidas antes da sentença. para respeito das decisões dos Tribunais Superiores. Reclamação Constitucional Como o próprio nome diz. não seria o STJ. O MS fará as vezes de um recurso. comom Law. I. como nos repetitivos. teria que fazer parte do polo passivo. CF. se denegatória caberá recurso ordinário para o STJ. Neste caso. tem sua matriz na Constituição. 103-A. Também serão passíveis de reclamação. Decisões consideradas usurpadores da competência exclusiva destes Tribunais serão decisões passíveis desta reclamação. Surgiu na década de 60/70 como um mecanismo criado na prática mas sem previsão constitucional. como uma forma correicional. além da autoridade coatora. Verificamos com o exame dos recursos o quanto as decisões dos Tribunais Supeiores tem sido vinculativas das decisões inferiores. ususparsse competência do STF ou desrespeitado suas decisões. Se estiver efetivamente presentes as condições para ser processado como AI e o relator de maneira ilegal. mas cada vez mais acentuado. portanto o art. com sua maior hipótese de incidência. medida cabível cotnra deci~soes judiciais que. Encontraremos o seu cabimento nos artigos 102. 105. os atos judiciais são passíveis de recurso e não de ação constitucional. E quando o MS denegatória for de competência do STJ cabe recurso ordinário para o STF. §3º. teria que figurar como litisconcosrte passivo.Terá o bjetivo de cassar o ato coativo. depois estendida ao STJ. foi positivada na CF de 88. Estamos caminhando para um sistema de precedente que não é de nossa tradição. não cabe contra sumula. entenendo que não estão presentes estaos situações. Essa decisão seria passível deo Agravo Interno. As previsões que originariamente constavam são as mencionadas acima. não cabe RG quando vai contra decisões do Supremo. momento propício para se dar mais poderes para o STF controlar as decisõe das instâncias inferiores. Quando o MS for de competência originária de TJs ou TRFs. o norma l é após a sentença. Essa medida que era meramente consuetudinária. Surgiu por uma influência no sistema anglo-saxão. normalmente não é esta sua função e. A sumula com efeito vinculante foi introduzida por meio da EC de 45. A reclamação constitucional a sua origem é uma criação do próprio Judiciário. normalmente. por exemplo. Por isso a . Caberá reclamação tanto para o STF quanto STJ para preservação da competência destes Tribunais. a rientação deles. Resolução nº 12/09 do STJ. “L”. I. normalmente a parte contrária ao impetrante será litisconsorte passivo necessário da autoridade coatora. mas o Codigo proibiu esse recurso neste caso. ofendendo direito líquido e certo do recorrente. converter em AR temos uma hipótese na qual seria possível a impetração de MS. o relator praticou o ato.

ao invés de esperar os recursos. já vai se revestir de coisa julgada sem passar pela ação própria no Judiciário. mas todos os legitimados para ADI. 13 ao 18. posteriores a EC 45. I.prevê a reclamação como o meio exclusivo de preservação da aplicação das súmulas com efeito vinculante ou sua aplicação indevida. tendo em vista que todas as decisões dos Tribunais Superiores tem sido tratado como se vinculante fosse. . em todas as esferas. Temos diretamente a possibilidade de um ato administrativo ser questionado diretamente perante o STF. vincula também a Administração direta e indireta. Houve mutação de conceito do que são essas decisões que evam ser cumpridas. mas também no sentido abstrato. Estão obrigados a respeitar as sumulas com efeito vinculante e aplicá-las não apenas os órgãos do Judiciário. §3º. Nesta segunda função tem o objetivo de preservar as decis~çoes dos tribunas Supeiores. mas o órgão reclamado que deverá praticá-lo. O art. Em primeiro lugar. embora da leitura. e o teor o próprio Tribunal diz qual deve ser. Uma coisa é verdade. 8. 105 também defende a mesma coisa. Os atos administrativos devem aplicar a súmula nas hipóteses por ela reguladas. a reclamação fazia por salto a possibilidade de cassação do ato ao Tribunal que havia proferida a decisão que não estava sendo cumprida. A CF deu uma eficácia muito semelhante a uma lei. preservação de competência e garantia da autoridade de suas decisões. É cabível até que a decisão transita em julgado ou preclua. só podem ser editadas pelo STF e só são vinculantes as que forem submetidas a esse regime. Art. cabível contra ato administrativo ou judicial que deixa de aplicar a súmula com efeito vinculante. mas também para os atos administrativos. É abstrata. A edição da sumula com efeito vinculante demanda uma série de cuidados impostos pela CF que levam a necessidade da participação do MP antes da sua formulação. Cassa o ato reclamado e há determinação do STF que novo ato seja praticado. arts. 103-A. já percebemos que a EC não foi efetivamente muito relevante e nem inovou muita coisa. No §3º do art. Art. onde deveria ter sido aplicada. Cabe então contra qualquer decisão que não tenha seguido a forma de decidir em determinada questão já padronizada pelos Tribunais Superiores. Por isso antes da aprovação da EC muitos defendiam sua inconstitucionalidade. como acontece com as normas. Preservação da competência e da autoridade de suas decisões contra decisões que tenham desrespeitado seu comando. Nos dias de hoje. cassação de ato judicial e determinação de sua substituição por um ato de diferente teor.. A RC tem o seu processamento previsto no Regimento Interno do STJ e STF. genérica e aplicável a todos os casos análogos. Podem vir juntas. não é recurso. ou a aplica erroneamente onde não deveria ter sido aplicada. cabia RC quando em determinado processo houve manifestação do STF ou STJ por força de recurso no mesmo processo e quando chegasse em instancia ordinária esse cumprimento não se dava da maneira como havia sido orientado. Por tudo o que vimos. passaram a ser forma de decidir que se não for seguida cabe a RC. principalmente do art. 103-A. são duas hipóteses.038/90. emitem a participação de amicus curiae antes da edição e permitem sua extinção ou revisão. verdadeira eficácia vinculativa de lei. Até hoje não pacificado na doutrina nem no STF. Contra este ato. não só pelos ministros do Supremo. mas está a reclamação regulada procedimentalmente na Lei dos Recursos. Quando a CF foi promulgada se tinha um conceito mais individualizado dessas decisões. A edição da sumula e sua revogação é diferenciada da sumula comum. §3º . Art. Essa sumula com efeito vinculante tem outro aspecto diferenciado das demais súmulas e da simples Orientação Jurisprudencial. 102. com o crescimento da vinculação. Mas a sumula com efeito vinculante é especial. L. ato do legislativo. mas existe proteção específica separadamente. mas da Administração também. Um efeito semelhante de recurso. Cabe contra qualquer decisão judicial.reclamação constitucional passou a ser tão importante. o que poderá acarretar uma coisa julgada sem ter sido uma ação própria do Judiciário. a natureza jurídica é um tema altamente tormentoso. a RC tem sido admitida não apenas n esse sentido concreto. 103-A. 103-A uma nova hipótese de cabimento que veio juntamente com a súmula com efeito vinculante. tenha efeito muito semelhante ao de um recurso. não é obrigatória apenas dentro do Judiciário. Finalmente temos a hipótese nova de cabimento.

retiram competência dos Tribunais Superiores para serem praticados. não é recurso. e isso é o que difere os recursos das ações impugnativas autônomas. federais ou estaduais. a outra questão. Essa Resolução nº 12 deixou mais claro que contra as decisões das Turmas Recursais que ofenderem ou deixarem de aplicar ou contrariar orientação das decisões já tomadas pelo STJ caberá reclamação constitucional. Tem uma posição defendida pela Ada Pelegrini que já contou com decisões do STF para aboná-la. não é exercitado dentro do mesmo processo em que o ato foi proferido. mas nada impede que se alargue para outras esferas. Isto é um problema muito sério. razão pela qual já podia ser admitida antes da CF/88. A maior parte parece ser mesmo uma ação. não cabendo mais impugnação. mas não será o Presidente o competente para analisar. Pode suspender o ato reclamado. que não permite dilação probatória. Última hipótese de cabimento da reclamação é a prevista na Resolução 12/09 do STJ. não se considerou de cunha constitucional. Pode ser objeto de antecipação de tutela. É cabível contra atos ilegais ou que importem no abuso de poder. Sendo mera projeção do direito de petição está prevista na CF. É de cognição sumária. portanto dirigida aos Tribunais Superiores. cabendo contra os Tribunais Estaduais. não permite dilação probatória. cabe contra o acórdão das Turmas Recursais no prazo de 15 dias de sua . a petição é dirigida ao Presidente. Foi objeto de várias ADI no STF. É uma especificação do cabimento da reclamação para preservação da autoridade das decisões do STJ. Entretanto. dois acórdão de Helen Graice. Deve ser instruída com todos os docs. A Ada defende que não é ação. neles toda ação de competência originária de Tribunal. A maior parte dos autores reconhece na reclamação uma ação que tem uma finalidade específica. pressupõe um processo anterior ou de um procedimento administrativo. Será distribuída a um relator. A reclamação é ajuizada como uma verdadeira ação. Necessários. Não se paga custas para se propor reclamação. Pela primeira vez foi adotada a posição de Ada. As decisões das Turmas dos JEC. CF.Entretanto não é recurso. art. exclusivamente. de procedimento sumário. desde que criado por lei estadual própria. vamos encontrá-la sempre com natureza jurídica de ação. “A”. Para ser aplicada em outras hipóteses teria que haver mudança da CF. Ada defendeu que a reclamação é apenas uma emanação do direito de petição constitucionalmente gara ntido. mas ainda está em discussão. que pode ou não conceder a antecipação de tutela. contra as decisões dos órgãos de segundo grau dos JEC não cabe RESP. Fundamento que levou a declaração de constitucionalidade das leis estaduais. XXXIV. Portanto. não são passíveis do RESP. porque eles interpretam lei federal. autônomo. suspender a eficácia do ato e até mesmo determinar que seja praticado de uma forma diferente. Prevê com bastante detalhes a propositura da reclamação contra decisões das Turmas Recursais dos Juizados Especiais. porque considerada como simples direito de petição. tudo isso em sede de tutela de urgência. Não é uma ação impugnativa porque se assim fosse ela seria uma ação prevista e regulada na CF e só poderia ser aplicada nestas hipóteses. no mínimo. proferidos em ADI propostas contra leis estaduais que haviam criado as reclamações estaduais. de natureza incidental. mas não os é. A reclamação cabe em todas as hipóteses genericamente até que se forme a coisa julgada no processo envolvido ou no processo administrativo até que não seja terminada a função administrativa. Se existe mais um partícipe do processo este deve figurar no polo passivo. Matriz constitucional teria que ser alterada para ser estendida aos Tribunais Estaduais. 282 do CPC. Essa posição foi mencionada em. se a RC só pode ser cabível nas hipóteses previstas na CF ou se poderia ser cabível em leis estaduais ou leis federais. 5º. não seria exclusivamente constitucional. e sim uma das Turmas do Tribunal. parece o MS. parece o recurso. é simples emanação do direito de petição. não tem dilação probatória. junto com a autoridade reclamada. foco de aplicação do STJ. Tem efeitos semelhantes a um recurso. Dá origem a um procedimento próprio. E a conclusão foi no sentido de que não há proibição de que os TJS tenham sua própria reclamação. A RC tem que ser apresentada por uma petição inicial que atenda os requisitos do art.

038/90. CF introduziu a figura da súmula com efeito vinculante.417/06 regula a súmula com efeito vinculante. E. a reclamação constitucional. sempre será notificada para apresentar os esclarecimentos. A Lei Federal mais aplicada nos JECs é o Código do Consumidor. ampliando o que está previsto na CF em termos de vinculação. 102. A reclamação nos casos dos arts.publicação. e. salvo a hipótese em que é provido para admitir o RESP ou REXT. inciso I. inciso I. . Tem tido aplicação oscilante entre o procedimento comum e os JECs. Ficando proibidas as Turmas de julgarem diferente dali para frente. 545.417/06. não é litisconsórcio. A reclamação não tem custas e não importa na aplicação do princípio da sucumbência. duas primeiras previsões constitucionais de cabimento da reclamação. Com esses dois recursos encerramos os dez tipos recursais do CPC. art. no art. exercitado nos mesmos autos em que os recursos foram interpostos contra a decisao que naoa dmite os recursos. lei 11. Evidentemente não tem posição de réu. do art. é assistente. que é bastante excepcional e. para aguardar a decisão do STJ. 103-A. Este agravo é sempre julgado monocraticamente pelo relator. Daí que se difere das ações em geral. suspender-se-ão todos os processos pendentes nas Turmas Recursais tratando do mesmo tema. 103-A. em alguns artigos. finalmente. 05-09-13 Os dois agravos. 102 e 105 são reguladas pela Lei 8.038. especificamente nos artigos 7 a 9. Essa Resolução amplia a abrangência da reclamação. mas é ouvida e será destinatária da ordem que vier do Tribunal. Proposta e admitida a reclamação contra Turma Recursal. 544. em todas as decisões caberá contra essas decisões monocráticas o Agravo Interno. CF. Resolveu o problema que o STJ tinha com os JECs. para levar a julgamento do colegiado. MS contra ato judicial. 105. A autoridade reclamada. cuja matriz é o §1º do art. que regulamenta a nova hipótese introduzida com a EC 45 que está prevista no §3º do art. nesta seara do procedimento. que será aplicada em todos os processos que envolvam a mesma questão. Sucedâneos Recursais Nos sucedâneos vemos três medidas: cautelar para concessão do efeito suspensivo para RESP ou REXT. Proposta diretamente no STJ e poderá ter antecipação de tutela para suspender a eficácia da decisão reclamada. que trata do cabimento contra as decisões das Turmas Recursais dos Juizados Especiais Estaduais que divergirem das decisões do Superior Tribunal de Justiça. A parte contrária no processo participa como assistente da autoridade reclamada. artigos 13 a 18 que regulamenta a alínea “L”. alínea “F”. finalmente ainda. seja qual for a reclamação. Reclamação Constitucional Temos as seguintes fontes do processamento da RC: Lei 8. 103-A a lei é melhor aplicada pela Resolução nº 12. Depois temos a Lei 11. temos uma importantíssima Resolução do STJ nº 12/09. art. O art. devendo aplicar em todos os casos futuros. a reclamação constitucional. regulando também. 557. Repetido apenas no art.

será de competência de sessão no STJ ou Turma no STF. aliena “a”. tendo em vista ser dirigida aso Tribunais Superiores contra decisões de órgãos inferiores. Ela não interfere na questão recursal. XXXIV. A decisão proferida na RC. não há dilação probatória. Não demanda pagamento de custas nem impõe verba de sucumbência.038 a decisão proferida na reclamação quando acolhida tem imediata eficácia.Essa Resolução trata. Entretanto. mas não será admitida depois do trânsito em julgado da decisão reclamada. especificamente. art. contra autoridade das decisões do STJ. mais especificamente quando forem originárias das Turmas Recursais dos JEC Estaduais. até terceiros atingidos é possível a participação destes terceiros. de onde provem o ato. como todos os demais em ações e recursos. Poderá até a RC levar a suspensão de outros procedimentos que tratem da mesma questão. deve ser apresentada antes do trânsito em julgado da decisão reclamada. Esta petição deve atender os requisitos do art. Em qualquer de suas hipóteses de cabimento demanda a representação por advogado. Procedimento semelhante de uma ação autônoma. que tiverem vinculação com o ato proferido ou com o processo. Esse relator pode. Não se profere uma decisão no lugar da outra. impugnada. mas sempre de colegiado. mesmo antes da publicação do acórdão. se for de acolhimento do pleito pode levar ou a extinção do processo que tenha se instaurado contra a competência dos Tribunais Superiores ou a revogação do ato e determinação de que um novo seja proferido. O relator oficiará a autoridade para prestar esclarecimentos. Sempre será dado vista ao MP para que se manifeste. 282 e deve ser instruída com todos os documentos necessários para demonstrar as alegações do reclamante. 5º. do cabimento da RC na hipótese prevista na alínea “F”. não impede em nada os demais recursos. com uma ação de cognição sumária. tem forte feição correcional. liminarmente indeferir a reclamação quando manifestamente incabível e poderá também. Há possibilidade de antecipação de tutela com suspensão do processo no qual o ato impugnado foi praticado. não é de competência monocrática. sempre tem eficácia apenas depois de sua . Particularmente na Lei 8. mas tem todo o processamento parecido com o MS. Todos os interessados. processo de conhecimento. Salvo uma hipótese do caso das sumulas vinculantes. Encerradas as providências será levada a julgamento do colegiado competente. a RC quando apresentada contra atos judiciais pode ser exercitada concomitantemente com qualquer outro recurso cabível contra o ato. o que é uma exceção. embora isso não esteja claro na lei 8. mas o reclamado é a autoridade que proferiu o ato impugnado. CF. O reclamado é sempre a autoridade que proferiu o ato impugnado. conceder antecipação de tutela para suspender a eficácia do ato impugnado quando este causar dano irreparável ou de difícil reparação ao reclamante. revoga-se àquela e determina-se como deve ser proferido o novo ato. A RC embora seja dirigida ao Presidente dos Tribunais será sempre distribuída a um relator. de manifestação. A forma de manifestação da autoridade reclamada é por intermédio de esclarecimentos. mas está claro essa limitação do tempo na súmula 734 do STF. Como é de cognição sumária. O procedimento ainda é complementado pelas regras inseridas no Regimento Interno do STF e STJ. As demais partes que participam do processo no qual o ato impugnado foi proferido serão apenas interessados.038/90. feição que a torna bastante próxima de sua aplicação de direito de petição. desde logo. apresentada por intermédio de uma petição inicial dirigida ao Presidente do STJ ou STF. embora sua natureza jurídica seja discutível.

Art. § causa principal se o processo está no Tribunal ou já esteve por força de algum recurso prevento está o relator que recebeu o recurso principal. ao contrário de todas as decisões colegiadas. introduzido pela EC 45. Estes atos administrativos. 103-A. a competência será do relator que recebeu o principal. Quando há a prolação de ato administrativo e é interposto recurso quando deveria ter sido aplicada ou não deveria ter sido aplicada. Mas na RC há uma exceção. Art. 9º. . Com relação aos atos administrativos só poderá ser proposta depois de esgotados os recursos naquela via. antes mesmo de sua publicação. se aplica a todos estes procedimentos. Art. Interessante. o efeito que decorre do acolhimento da reclamação. código de procedimento administrativo. §1º. §3º. 64-A e B.784/99 cuida do procedimento administrativo. 7º.publicação. ou seja. objeto do art. a reclamação poderá ser proposta contra ato administrativo.417 Art. parte interessada é a envolvida no processo no qual foi proferido o ato. já esteve ou está no STJ ou STF. A obrigação se transfere também para o órgão que examina o recurso. deve sempre justificar porque está decidindo deste modo. Introduziu os arts. extingue ou readequar o procedimento. em outros órgãos. Inciso II antecipação de tutela. nos atos administrativos só poderá ser exercitada quando se esgotar os recursos administrativos. 17 a função da RC é para cassar o ato. com aplicação ou sem aplicação da sumula. A Lei 9. . antes mesmo da publicação do acórdão. ou o MP. O caput trata do cabimento da RC e trata apenas da questão da reclamação contra atos judiciais. ao contrário ods demais. Art. enquanto se dá cumprimento a sentença de forma provisória porque o RESP ou REXT estão lá. apenas quem é diretamente atingida pelo ato.417/06 regulamentou a súmula com efeito vinculante. para dar imediato cumprimento.Lei 11. a quem o ato favorece. aquele que proferiu o ato administrativo impugnado deverá se retratar ou justificar porque que não aplicou ou porque aplicou. todos os procedimentos no mesmo sentido serão suspensos para aguardar a manifestação do STF na reclamação. nenbhum órgão do Judiciário poderá desconstituir este ato. esta caberá concomitantemente com os recursos que puderem ser exercitados. 18 exceção. Mas se quanto a ato judicial pode ser concomitante aos recursos. revogação do ato e determinação da produção de novo. A Lei 11. Todos os Tribunais editam Sumula. porque terão sido proferidos conforme determinação do STF. não poderão ser questionados no Judiciário. todas as demais devem ser intimadas do ato do STF. a decisão proferida pelo colegiado imediatamente passa a ter eficácia. mas sempre determina a forma como deve agir o órgão inferior que havia produzido o ato impugnado. §2º. portanto não é qualquer pessoa que tem legitimidade. por exemplo. Uma vez acolhida a decisão vale não apenas para o caso concreto. inclusive. 8º. 13 legitimados. A Lei 11. 64-B no regimento interno do STF está previsto. não é qualquer pessoa. é o juridicamente interessado. que além da autoridade que proferiu o ato onde tramitou o procedimento administrativo. Trata do resultado. tributários. 13 a 18 da Lei 8.038/90: Art. Como as sumulas com efeito vinculante são obrigatórias também para os órgãos da administração direta e indireta. Arts. Art. mas também para todos os casos similares. ainda. anulação. mas com efeito vinculante é apenas do STF. Qualquer interessado leia-se juridicamente interessado. essa passa a ter eficácia quando da prolação. que os administradores que deixarem de aplicar a determinação poderão responder por crime de responsabilidade. Quando uma RC é apresentada contra ato administrativo.417 prevê vinculação absoluta aos órgãos administrativos as decisões proferidas no Supremo nas RC contra atos praticados pelo setor administrativo.

de plano. A competência sempre das sessões e atribuída a um relator. porque fica indefenso perante qualquer outro órgão Judiciário. julgados conforme art. para que cumpram o que foi decidido na Reclamação. inclusive. Art. daí porque expressamente aludidos na resolução. 2º. Parece que a previsão é inconstitucional.Única hipótese em lei em que um ato administrativo pode ter eficácia igual a coisa julgada material. Resultado da impossibilidade do STJ em adequar as decisões das Turmas Recursais. . serão comunicados os Tribunais de Justiça Estaduais e as suas Corregedorias para que passem a cuidar as decisões das Turmas Recursais. Única previsão de prazo específico para o cabimento da reclamação. Vai suspender todos os demais no qual foi estabelecida a mesma controvérsia. As condições exigidas para antecipação de tutela. 4º. justamente porque se admite. A Resolução nº 12 é resultado do não cabimento de REXT contra as decisões proferidas pelas Turmas Recursais. de 15 dias e repete a questão de não haver necessidade de pagamento de preparo. Essa decisão quando acolhida a reclamação será aplicada em todos os processos que estavam suspensos. Tem sido comum que as Turmas Recursais não se alinhem com as orientações do STJ. Coisa julgada que surge de um procedimento administrativo em virtude da intervenção do STF ao determinar como o ato deve ser praticado. dando. um procedimento especial para estas causas. inclusive de amicus curiae. Resolução 12. O julgamento dos RESP repetitivos vincula os Tribunais de Justiça e TRFs. Estas reclamações cabem contra acórdãos das Turmas Recursais Estaduais que divirjam de sumula. Meio de manifestação da autoridade reclamada. 543-C. Art. amicus curiae. 105. §2º. não vincula diretamente as Turmas Recursais. inciso II. Mas até que alguém diga que é inconstitucional continua vigindo. Deste modo passa a ter natureza semelhante a de súmula e é vinculativa do país inteiro. Prazo normal de recurso. A Resolução foi um meio de tornar a reclamação mais conhecida. rejeitada. Inciso III tem prazo maior do previsto nas demais leis. as demais regras estabelecem momentos. Exame prévio de admissibilidade acontece com qualquer recurso. A reclamação proposta contra a decisão de uma turma recursal poderá levar a suspensão de todos os processos tratando dessa determinada questão. Tem eficácia semelhante aos RESP repetitivos. A competência será sempre de sessão de umas das três do STJ. Se for totalmente incabível ou se refere ao tema que já foi objeto de reclamação anterior será. Na sessão de julgamento se permite a sustentação oral. Resolução 12 se deu mais ênfase ao cabimento da reclamação a uma faixa de litigantes normalmente por não serem representados por profissionais experientes não tem muito conato com a RC. Art. O regimento interno dos dois Tribunais estabelecem que as decisões do relator na reclamação são irrecorríveis. A característica correcional fica evidente. A reclamação cabe com fundamento na segunda parte da alínea F do inciso do art. E essas decisões por expressa vedação constitucional não podem ser objeto de RESP. porque se trata de desrespeito a autoridade das decisões dos Tribunais Superiores. tendo em vista que caber ou não recurso é privativa da competência de lei federal. inclusive. 5º. orientação ou decisões proferidas pelo STJ em repetitivos. Art. 1º. mas não prazos. Todas as turmas recursais atribuindo aos Tribunais de Justiça a função de vigiar se as turmas recursais estão dando cumprimento. desrespeito também em abstrato. o que se aplica a todas as reclamações. quando a decisão em órgãos inferiores contraria a orientação firmada pelos Tribunais. caráter nitidamente correcional. §1º. das condições e pressupostos. Prevê o resultado do exame de admissibilidade provisório.

158 do STF. A incidental é ajuzaida no curso do processo principal. exigem duas condições pescíficas: primeira delas é que exista alguma plausibilidade da existência do diterito afirmado pelo auto. . Serão aplicadas as penas de litigância de má-fé quando houver sua utilização abusiva. em recurso. A Incidental será da autoridade que anquele momento é a competente para o processo principal. bem. particularmente quando for uma decisão nitidamente contrária ao direito. pode ser do incio ao final do processo. pode ser avocado os autos no qual foi proferido o ato. No STJ são os artigos 187 a 192. É preciso demonstrar também a ameaça da lesão pela demora do encerramento do processo principal. É acessória de um processo de conheicmento ou execução. surgindo a necessidade. Medida cautelar para concessão de efeito suspensivo no RESP e REXT Medida cautelar tem por objetivo apenas assistir. 156 a 162 do Regimento Interno do STF. pode requisitar os autos. ou seja.Regimento Interno dos Tribunais Art. Quando a concessão do efeito suspensivo ao RESP ou REXT sabemos que a ausência do efeito leva a imediata eficácia da decisão recorrida. E não há liitação de momento para que a incidental seja ajuizada. efetividade do processo principal. Tem medida que não está em nenhuma outra previsão legal. não há necessidade de haver um direito previamente tutelado. requerida e não há necessidade de que a cautela objetivada esteja previamente classificada no Código. A preparatória antece o ajuizamento do processo principal. Exatamente a demonstração de que a parte tem um direito que precisa ser preservado. Como pode ser interposta em qlq momento podemos ter autoridades diferentes. As cautelares não tem finalidade em si mesmas. Deve se demonstrar que essa demora causa dano irreparável ou de difícil reparação. prova. Essa imediata eficácia pode importar em danos irreperáveis ou de difícil reparação a parte recorrente. prova em benefício de um processo principal. As reclamações não são apresentadas no processo no qual o acórdão foi proferido. como por exemp. alguns irreversíveis. . ou pode cassar o ato ou determinar medida adequada. Não são satisfativas ou completas em si mesmo. Apenas protegem. As MC tem esta função que pode ser usadas para quaisquer tipos de processos. que demanda a necessidade da proteção acautelatória.Art. o relator pode requisitar os autos para que seja reenviado ao Tribunal. Presentes estas condições a MC pode ser ajuizada. Passou ter muitas reclamações vindas de procedimentos nos Juizados após a edição dessa súmula. preservar algum direito. serve para tutelar qualquer situação em havendo tais condições. As MC exigem para seu ajuizamento além dos requisitos gerais. são meramente acessórias de um processo principal. ou seja. Art. perigo na demora ou periculum in mora. para que seja protegido para eficácia plena na decisão proferida no preocesso pirncipal. Pode ser preparatória ou incidental quanto ao momento de seu exercício. ainda que seja por intermédio de execução provisória. acautelam um bem. A parte fica exposta a todos os efeitos daquela decisão. 7º. exite um direito razoalvamente demonstrado que autoriza a necessidade da prestação jurisdicional. Perigo de se aguardar o desfecho do processo. A MC sempre será de competência da mesma autoridade competente para conhecer do processo principal. ou fumus boni iuris. mas diretamente ao STJ. O processo que teve usurpação de competência do STF. essa condição é a fumaça de bom direito. porque todo juiz é dotado do poder geral de cautela.

É até semelhante ao AI. muito parecida ao AI. Procedimento de cognição sumária. Aqui é a exceção e não a regra. estes recursos é que cabem de decisões de única ou última instância. O STJ faz o papel que seria reservado para o TFR e examina os RO nos casos em que figura pessoa de direito público (. juízo ordinário.. Não é toda cautelar que é sucedâneo recursal. Do mesmo modo quem irá julgar a cautelar pode conceder o efeito cautelatório que será confirmado na sentença. O AI cabe contra decisão que confere ou não confere efeito suspensivo a apelação. que seria o agravado. Ele cabe contra decisão originária de Tribunal. se havia dúvidas o STF as resolveu editando as sumulas 634 e 635. O RO excepciona a regra do sistema de que normalmente decisões de competência originária de tribunal não comporta recurso comum. Terá os mesmos contornos do AI cabível contra a decisão que recebeu apelação sem efeito suspensivo. com todas as provas. O legislador deixou sempre uma porta aberta para que sofrer dano irreparável ou de difícil reparação.). O réu será o adversário do processo. antes de ouvir a parte contrária. Súmula 634. Por intermédio da cautelar. A competência para conhecer da cautelar quando o REXT e RESP já tiverem sido admitidos é do próprio STJ ou STF. A autoridade competente para cautelar incidental quando ainda não examinado a admissibilidade do RESP ou REXT será do presidente do Tribunal a quo. que a decisão contrariou sumula. A diferença é que a cautelar será uma petição inicial e não uma petição recursal. são de instância excepcional. parte final do artigo 522. Fim da matéria para prova OBS: Juízo de admissibilidade negativo é sempre recorrível. A hipótese de cabimento para o STJ é uma exceção em virtude da pessoa envolvida. E eliminou qualquer dúvida de seu cabimento. provimento liminar. Essas súmulas deixam claro o cabimento como o seu juízo competente. A parte tem a seu dispor um remédio idôneo. Portanto. para dar o efeito suspensivo que a lei não previu. Compete ao STF conhecer de medida cautelar para conceder efeito suspensivo a REXT que já foi admitido na origem. apenas esta. que o relator pode conceder desde logo a suspensão da Apelação. Quando o STJ julgar competência originária ou decisão de única ou última instância aí caberá o recurso. O ato que causa o dano irreparável é o ato decisório impugnado. O competente para conhecer essa cautelar para concessão de efeito suspensivo ao RESP e REXT. positivo é irrecorrível. os dez recursos previstos. não tem dilação probatória. eliminando qualquer dúvida sobre qual a autoridade competente para conhecer da cautelar. 520 de que a apelação não tem efeito suspensivo.Essa situação vivida pela parte que interpõe RESP ou REXT que tem bastante plausibilidade. Petição inicial instruída com todos os documentos. interposto diretamente ao Tribunal. Principalmente não esquecer que decisões de última instância são proferidas pelas instâncias ordinárias. é a mesma situação vivida pela parte prejudicada por uma sentença equivocada e está em um das hipóteses excepcionadas do art. Se olharmos o sistema. Decisões proferidas em RESP ou REXT não são de última instância. demonstrada a plausibilidade e o prejuízo sofrido com a imediata eficácia da decisão impugnada estão presentes as condições para o provimento acautelatória. Temos situação bastante semelhante em que a MC faz as vezes do AI que o legislador não previu para este caso em concreto. Pode ser dado no início do processo. tendo em vista. semelhante ao AI. veremos que não há proteção semelhante para o recorrente que tem contra si um acórdão proferido em embargos ou apelação no RESP e REXT não dotados de efeito suspensivo. Súmula 635.. . o que exclui as próprias decisões proferidas nos recursos excepcionais. que o Agravo de Instrumento. por exemplo.

quando é interposto contra decisão que não é final. Excepcionalmente podem ter efeito modificativo. tem o objetivo de aperfeiçoamento. Entretanto. mesmo quando julgado por órgão colegiado. ao contrário. tendo que se eliminar uma das proposições e modificar parte da decisão. sempre julgado por um Tribunal Superior. não são decisões finais. pelos vencidos e vencedores. 542. Tem . há orientação consolidada de que enstas situações. que é exercitado. competência do STJ. vão ficar retidos. prazo de cinco dias. exame de admissibilidade. excepcionalmente. No entanto. inclusive sua possibilidade de ser atacada por outro recurso. não há contrarrazões.RESP e REXT normalmente tem processamento imediato. Somente será ratificado com a interposição de recurso de igual natureza. . leva modificação sobretudo na admissiblidade dos recursos. Todas essas hipóteses admitem a modificação. art. contra decisão na apelação ou embargos infringentes é que será possível interpor novo RESP. sempre julgado pela mesma autoridade que teve decisão embargada. em primeiro ou segundo grau. representação. Somente quando interposto contra decisão final é que poderei ter processado aquele que tinha ficado retido. apenas para atender o duplo grau. são excepcionais. são enviados a primeira instância para serem anexados aos autos principais. pode advir da solução da contradição interna. Embargos de declaração: Recurso que cabe contra qualquer tipo de decisao. ou município brasileiro. sua interposição leva interrupção do prazo. nada além disso. tem toda sua eficácia suspensa. decisões intermediárias. e não surgirá em primeira instância. ROC: cabimento bastante tópico. Cabe contra decisao do STJ em MS. portanto. Tem como diferente o ffato de ser um recurso comum. julgado por Turma do Suremo. sempre examinado por tribunal superior que atua como de segundo grau ao examinar. Recurso ordinário. Não há pagamento de preparo. mandado de injunção e habeas data quando denegatória a decisão. Cabe tbm contra dicesoes dos tribunais de justiça e TRF em MS de competência originária. contra uma sentença de processo cautelar. Se for provido a decisão não estava perfeita. Vai ficar parado até que este momento surja. e desde que denegatória a decisão. votadas no Plenário Virtual. de custas em nenhum grau de jurisdição. garante=se o contraditório. Será necessário ratificar o interesse em ver processado o recurso em suas razões ou contrarrazões. por exemplo. não tem contraditório e não há intimação das aprtes sobre seu julgamento. acessórias ao principal. ordinário. pode se tornar incompatível com o que ahvia sido julgado antes. seu exame de admissibilidade provisório. 12-09-13 PROVA . muito definido. não comporta contrarrazões. interposto contra decisão proferida no AI interposto contra decisao interlocutória.As decisões nas RGs são sempre muito curtas. contra uma apelação que havia sido interposto contra sentença nos embargos a execução. ele suspende toda eficácia da decisão embargada. sabendo explicar o que caracteriza cada tipo. Questão de destaque no préquestionamento. Única hipótese em que cabe de juiz de primeiro grau: hipótse de qlq processo envonveldo de um lado estado estrangeiro e de outro lado pessoa física. E nas hipóteses de erro de fato. não impede que depois dele seja interposto o modificativo. Será necessário que no processo principal chegue ao mesmo estágio de receber um RESP ou REXT.Identificar as diferenças de cada recurso. como preparo. bem como identificar em uma decisão o tipo recursal julgado ou cabível (órgão competente). a exemplo do Agravo Retido. interlocutórias ou de incidentes. Somente aí com o recurso principal é que aquele que havia permanecido retido vai ter. Também quando se examina questão omitida. Apenas se apresentam as razões. tive uma decisao interlocutória com AI e com recurso. jurídica. uma vez analisada. ou seja. nos mesmo autos em que a decisão foi proferida. Nestes casos todos o RESP e REXT não serão imediatamente processados. quando se resolve duas proposilão contraditórias. expressamente previstas em lei. As decisões versam apenas sobre a transcendência da questão. inclusive. que atua como se fosse órgão de segundo grau. comum. quando eu tiver um julgamento contra sentença proferida no processo principal.Fazer uma tabela com os tipos recursais . esta questão. consequência de natureza lógica e não de seu objetivo primeiro.

perfeita identidade entre a apela~ção ou AI. Só podem tratar de questão exclusivamente de direito que se adeque aos permissivos constitucionais. Cabe ainda o REXT contra as decisões proferidas pelas turmas recursais dos juizados espeicais estaudias e federais e cabe ainda contra aquela decisão do juiz na lei 6.exatamente as mesmas características da apelação nesta hipótese. Só cabem contra decisões contra as quais não caiba mais recurso ordinaríso. Ambos são cabíveis contra deicsoes diferentes.830/80. definida no Còdigo e incluída na CF como pressuposto indispensável de admissibildiade do REXT. quando julga RESP não é ultima instancia. que. As que admitem REXT e não admitem RESP são de única ou ultima instancia do próprio STJ. quando o STJ julga ação de sua competência originaria e quando julga ROC. Se for contra o órgão púlbico não será cabível. em virtude do valor envolvido é de ultima isntancia. já seriam irrecorrivesi. exige a presença da RG. Ainda. há zona de convergência de TJ e TRF. Nas duas hipóteses primeiras que falamos só pode ser exercitado pelo polo ativo. No caso em que susbstitu a apelação é exercitado por qlq dos polos. ordinariamente. embargos de divergência (cuidado sobre o cabimento). mas será destinado ao STJ. em peças diferenças. contra decisao de única ou ultima instancia. ou seja. inclusive adesiva. e devem ser exercitados concomitantemente. Ler acórdão de reclamação constitucional. quanto ao REXT. RESP e REXT . é excepcional. processado igual a uma apeção. qnd denegatória a dencisão. RESP e REXT: cabimentoe excepcional. 34. art. estas podem comportar ambos os recursos. porque proferida no recurso de embargos infringentes. Também será de competência do STJ nos AI que cabem contra decisões interlocutpirias nestes processos. 4 para o RESP e 3 para o REXT e questão de direit que esteja perfeitamente examinada no acórdão recorrdio.