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Indicadores de Desempenho Ambientais Cada vez mais, o setor produtivo tem incorporado em seus custos aqueles ligados diretamente

a questão ambiental, apresentando necessidades de mudanças em modos de produção, comercialização e consumo. (Fiesp, 2003). Todavia, o desempenho ambiental de uma indústria não pode ser quantificado de forma absoluta, pois, analisando a relação diversificada entre a

o colaborador responsável e designado pela Diretoria. indicadores são expressões quantitativas ou qualitativas que fornecem informações sobre determinadas variáveis e suas interrelações. Os métodos de monitoramento e medição dos processos são realizados por meio de indicadores que demonstram a capacidade dos processos de alcançarem os resultados planejados pela organização. constata-se que ao mesmo tempo em que é a fonte de matéria-prima. geralmente um membro da equipe da área da Qualidade. por este motivo. sendo consideradas na ADA (Avaliação de Desempenho Ambiental). (Fiesp. check-lists e gráficos específicos. o meio ambiente é também utilizado como depositário dos resíduos e efluentes resultantes da manufatura destas matérias e. o ICA (Indicador de Condição Ambiental) e o IDA (Indicador de Desempenho Ambiental). e para avaliar possíveis melhorias na eficácia da gestão. por meio do estabelecimento de indicadores de desempenho. de modo a assegurar a conformidade dos produtos ou serviços prestados. b) IDO (Indicadores de Desempenho Operacional): proporcionam informações relacionadas às operações do processo produtivo da empresa com reflexos no seu desempenho ambiental. Por sua vez. sendo o IDA a categoria utilizada neste trabalho. também é classificado em dois tipos. 2003) Duas categorias gerais são descritas na NBR 14031:2004 – Gerenciamento Ambiental. 2003). energia. por meio da utilização de planilhas. sendo definidos como: a) IDG (Indicadores de Desempenho de Gestão): fornecem informações relativas a todos os esforços da gestão da empresa que influenciam positivamente em seu desempenho ambiental.atividade de uma indústria e o meio ambiente. é recomendada a aplicação de métodos adequados para o monitoramento e a medição dos processos. água e outros insumos. em reuniões de . Esta análise é realizada em conjunto com a Diretoria da organização. nele acontecem os impactos ambientais. sendo estes elaborados levando em consideração os diversos aspectos da relação de dependência e interferência com meio ambiente. para demonstrar a adequação e eficácia do Sistema de Gestão. providencia a análise de dados. Conforme Cartilha de Indicadores de Desempenho Ambiental. Uma vez realizada a medição do indicador de desempenho. o indicador de desempenho ambiental. Devido a esses fatores. (Fiesp.

análise crítica. Os Quadros 5.1 ao 5. onde os resultados são acompanhados e são disponibilizados recursos para implantação de ações corretivas nos casos onde as metas não são alcançadas. . O resultado da medição e análise dos indicadores de desempenho deve ser divulgado para todos os envolvidos nos processos a fim de avaliar a metodologia implantada. o sucesso da implantação do Sistema de Gestão.5. demonstram as métricas dos indicadores de desempenho ambiental elaborados para aplicação nas obras . de maneira geral.

. 2003. Federação e Centro Das Indústrias . Indicadores de desempenho ambiental na Indústria.Fiesp SP (São Paulo).Fiesp.

305. Esta instrução (IN 01 2010. 19 de janeiro de 2010) ncia. de 5 de julho de 2002. MPO. capacidade de suprimento e . No Brasil.PGRCC. podendo incorporar. “§ 2º O Projeto de Gerenciamento de Resíduo de Construção Civil . nas condições determinadas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. a tecnologia construtiva normalmente aplicada favorece o desperdício na execução das novas edificações. A definição de novos procedimentos de contratação de obras no ambiente dos consórcios públicos tem que ser feita à luz da Resolução 307 e da Lei 12.ENTULHO DE OBRAS A indústria da construção civil é a que mais explora recursos naturais. O Poder Público. como os descritos em Instrução Normativa do Ministério do Planejamento e Orçamento. 7. § 3º Os instrumentos convocatórios e contratos de obras e serviços de engenharia deverão exigir o uso obrigatório de agregados reciclados nas obras contratadas. no Brasil este índice gira em torno de 300kg/m2 edificado. tem que assumir as mesmas responsabilidades que são colocadas para os empreendimentos privados. principalmente em se tratando de obras executadas com recursos da União. Além disso. além desses aspectos gerais. a construção civil também é a indústria que mais gera resíduos. a atenção explícita à presença do Projeto de Gerenciamento de Resíduos (Plano de Gerenciamento pela Política Nacional) e do CTR – Controle de Transportes de Resíduos. que disciplinou a obrigação da contratação de obras federais com atenção significativa aos aspectos da sustentabilidade da construção. sempre que existir a oferta de agregados reciclados. se postando como gerador de resíduos nestes processos. Enquanto em países desenvolvidos a média de resíduos proveniente de novas edificações encontra-se abaixo de 100kg/m2. O gerenciamento de resíduos em obras públicas As obras públicas estão sujeitas às mesmas exigências estabelecidas para as obras de agentes privados.3. ambos apresentados nos quadros anteriores. através da Resolução nº 307. procedimentos maisamplos. deverá ser estruturado em conformidade com o modelo especificado pelos órgãos competentes.

de 2004. para efeitos de fiscalização. estabelecendo. disponibilizando campo específico na planilha de composição dos custos. Podem ser anunciados de forma sintética. bem como o fiel cumprimento do PGRCC. 15. ajustando as exigências da Resolução 307 e PNRS aos procedimentos da Lei 8666/ 1993.custo inferior em relação aos agregados naturais. Quadro 28 – Sequência de procedimentos para o preparo do Plano de Gerenciamento de Resíduos de obras públicas .114. sob pena de multa. 15. reguladora dos processos licitatórios. como no Quadro 28.”(IN 01 2010.112. A íntegra desta IN está apresentada em Anexo a este Manual.4º). que todos os resíduos removidos deverão estar acompanhados de Controle de Transporte de Resíduos.113.ABNT. ABNT NBR nºs 15. em conformidade com as normas da Agência Brasileira de Normas Técnicas .115 e 15. os procedimentos necessários ao desenvolvimento do Plano de Gerenciamento dos Resíduos de obras públicas que serão colocadas em licitação. 15. Art.116.

Modelo de “Controle de Transportes de Resíduos” (Resolução CONAMA 307) .Anexo .