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Universidade Tecnológica Federal do Paraná Departamento Acadêmico de Eletrotécnica Curso de Engenharia Elétrica Curso de Engenharia de Controle e Automação

MEDIÇÃO DA VAZÃO DA USINA HIDRELÉTRICA DE RONCADOR
Dr. Gilberto Manoel Alves, gilbertomanoel@yahoo.com.br 1 Josilene Ferrari Reis, josifr@hotmail.com 1 Wellington Linconl Chimanski de Souza, wellingtonlcs@hotmail.com 1 Sergio Luiz de Oliveira Jorge Filho, sergio_jorge2@hotmail.com 1
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Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Av. Sete de Setembro, 3165 / CEP 81.230-901 / Curitiba/PR

Resumo: Neste trabalho foi realizada a medição da vazão na Usina Roncador, localizada no município de Bocaiúva do Sul, no Estado do Paraná, e que está desativada há mais de quarenta anos, não possuindo registros de informações hidrométricas. Inicialmente foi feita uma pesquisa para levantamento dos principais métodos de medição de vazão citados na literatura. Foram realizadas cinco campanhas de medições, sendo que em cada campanha foram utilizados dois métodos: vertedouro e flutuador. O primeiro só foi possível dada a existência de um vertedouro no local. O segundo foi utilizado por ser um método de baixo custo. Os resultados para a vazão média obtida com os dois métodos foram comparados e o erro entre eles foi inferior a 5%, validando as medições. Foi obtida a série histórica de vazões de 1985 a 2005 utilizando um fator de transposição e a série histórica da Usina Hidrelétrica Gov. Pedro Viriato Parigot de Souza, localizada na mesma bacia hidrográfica da Usina Roncador. Com a série histórica foi obtido o fluviograma e a curva de permanência para um período de 21 anos. Palavras-chave: Microcentral hidrelétrica. Medição de vazão. Método do flutuador. Método do vertedouro. 1. INTRODUÇÃO Em setembro de 2010, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) firmou um convênio com a Prefeitura Municipal de Bocaiúva do Sul para criação de um Centro de Educação Ambiental na cidade, incluindo a revitalização da Usina Roncador que será responsável pelo fornecimento de energia elétrica para o complexo. Para sua revitalização faz-se necessário conhecer a vazão do curso d’água onde está instalada a usina. Como ela está localizada num pequeno córrego na região rural do município de Bocaiúva do Sul – Paraná (logo, sem monitoramento) e está desativada há mais de quatro décadas, não há informações disponíveis acerca do comportamento de sua vazão nas bases de dados mantidas pelo governo brasileiro. Na falta de informações sobre a vazão, é necessário então realizar medições no local da usina. Para isto, existem diversos métodos e técnicas que podem ser empregados, com diferentes níveis de precisão e de custo (Andrade et al., 2010). Neste trabalho foram realizadas medições de vazão no curso d’água da Usina Roncador. Os resultados obtidos foram utilizados para obter um fator de transposição com o qual foi possível determinar a série histórica de vazões para a Usina Roncador via série histórica de um posto fluviométrico existente na mesma bacia hidrográfica. 2. PRINCIPAIS MÉTODOS DE MEDIÇÃO DE VAZÃO Os métodos mais comuns de medição de vazão para o projeto de micro e minicentrais hidrelétricas encontrados na literatura e que foram analisados no presente trabalho são mostrados na Tab. (1). Tabela 1 – Métodos de medição de vazão. Método Calha Parshall Vertedouro Molinetes Flutuador Característica Requer a instalação de uma calha Parshall Requer a instalação de um vertedouro Utiliza equipamentos especiais para a medição (molinetes) Utiliza equipamentos de baixo custo e de fácil aquisição Requer um trecho retilíneo do curso d'água com 10 metros de comprimento no mínimo Erro 1% 3% 5% 20%

O canal de aproximação deve ter um trecho reto superior à 20H. A medição de vazão com molinetes hidrométricos exige. tendo um custo baixo de instalação.4). Assim. 1983).10 ) ] ( H − 2. (NBR 13403. O método do flutuador é indicado para pré-avaliação por ser um método rápido. Este é um método de operação simples que pode ser aplicado a todas as vazões. Há no local um vertedouro retangular de soleira espessa e um linímetro (régua indicadora do nível do reservatório). O método do flutuador foi utilizado por ser um método de baixo custo e de fácil aplicação. a alguns metros a montante do início do trecho escolhido. A velocidade superficial da corrente d’água no trecho demarcado foi obtida dividindo-se a distância percorrida pelo flutuador (10m.p. devido à necessidade de aplicação de um coeficiente. a vazão pelo método do flutuador pode ser calculada por . por meio da sua correlação com o número de rotações de uma hélice ou conchas de um dispositivo chamado molinete (NBR 13403.1995) Os vertedores em geral só permitem leituras em obras já concluídas e são necessários alguns cuidados. É recomendável uma distância de 1. Em cada campanha foram utilizados dois métodos diferentes: o método do vertedouro e o método do flutuador. para se obter a velocidade média na seção.. A vazão deve ser determinada a partir da leitura. A carga hidráulica foi obtida pela diferença de altura entre a base do vertedouro e a altura da lâmina d’água indicada no linímetro. O medidor Parshall deve ser instalado em canais retos com paredes perfeitamente verticais.2( H − 2. dependendo das dimensões do rio. O tamanho do medidor deve ser determinado em função da vazão estimada e de tal modo que não provoque inundação no canal de aproximação à montante do vertedor. e pode apresentar erros de até 20% (NBR 13403. estima-se uma precisão de 1% nas determinações de vazão (CRPH N 2. Para cálculo da velocidade média multiplicou-se a velocidade superficial por um fator de correção de 0. Fuchs. Em cada aplicação deste método. mas não deve ser aplicado em regimes turbulentos ou na presença de grandes concentrações de sólidos suspensos.. a montante da garganta de medição e obedecidas às condições acima. com fundo em aclive. Segundo a NBR 13403 (Associação. Ocorre que para obtenção da vazão não se deve tomar a velocidade superficial da corrente d’água e sim a velocidade média.2004). O fundo do canal de saída deve ser inferior ao do canal de aproximação. O método consiste em obter a vazão vertida utilizando uma equação cujos parâmetros são a largura do vertedouro e a carga hidráulica sob o vertedouro (White. introduzido perpendicularmente às linhas de corrente. 1995.1995).2) e ele é suscetível a avarias causadas por materiais flutuantes.80 a 5.00m a montante (Souza. O método do vertedouro utiliza dispositivo. com operação simples. foi determinada a seção molhada do trecho do Rio e foram realizados 10 (dez) lançamentos do flutuador com a cronometragem do tempo necessário para que o mesmo percorresse o trecho de 10m demarcado no rio. A vazão deve ser determinada a partir da leitura da carga hidráulica no vertedor (NBR 13403. seção estrangulada ou garganta. 1995). fixo) pelo tempo médio entre os dez valores obtidos. que geralmente compreendem várias horas de trabalho (CERPCH. Foi possível aplicar o método do vertedouro por causa da infraestrutura existente no local. O método dos molinetes utiliza a determinação da velocidade de um fluido.80 (Embrapa. entre os dias 03/09/2011 e 12/12/2011. no mínimo 20 medições individuais ao longo da seção.DAELT – Departamento Acadêmico de Eletrotécnica / UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná O método da calha Parshall consiste na utilização de um dispositivo com seção convergente.1995). A medição da vazão pode ser feita escolhendo-se um trecho reto do curso d’água. retilíneo e com 10m de comprimento. METODOLOGIA Foram realizadas cinco campanhas para medição da vazão no local da Usina Roncador.71 ⋅ [ L − 0. 2011). da lâmina líquida na seção convergente (NBR 13403. como evitar que a leitura seja próxima do vertedor. marcando-se o seu início e o seu fim. mas também precário.004.10) 2 3 (1) onde H é a cota indicada no linímetro (m). a vazão pelo método do vertedouro para a Usina Roncador é dada por Q ( H ) = 1. Dessa forma. de determinação incerta. e erros de até 3% (NBR 13403. cujo leito seja uniforme e onde a água flua serenamente. 2008). 2006). Em seguida coloca-se no meio do leito. com fundo em declive e seção divergente. em escala.1995. Para aplicação deste método foi escolhido um trecho do curso d’água à montante do reservatório.. que afetam a equação de vazão. um flutuador e determina-se o tempo que o flutuador gasta para percorrer o trecho escolhido (Eletrobrás. com fundo em nível. p. 3. Como flutuador foi utilizada uma garrafa plástica de 200 ml com 3/4 d’água. mas apresenta um baixo custo de instalação. 1985). que possui abertura por onde o fluxo passa. Santos. preferencialmente com mais de 10 metros de comprimento. para não sofrer influência do abaixamento superficial. 1995) este método pode ser empregado com precisão (erros de até 5%) para seções grandes e/ou irregulares.

Erro% = QVertedouro − QFlutuador QVertedouro ×100 (4) onde Erro% é o erro percentual (adimensional). (3). Como o erro associado ao método do flutuador é da ordem de 20%. Nos dias 25/09/2011 e 01/10/2011 a vazão obtida pelo método do flutuador foi inferior à vazão obtida pelo método do vertedouro em 7. uma vez que a vazão pelo método do flutuador no dia 03/09/2011 foi desconsiderada porque o método do flutuador foi aplicado num trecho curvo do rio. é a queda bruta entre o nível d’água no reservatório e a casa de máquinas (m).997 0.771 0. Como a diferença percentual foi de 2.1 Comparação entre os Resultados Obtidos pelos Métodos do Vertedouro e do Flutuador A Tabela (2) mostra os resultados das medições para os dois métodos utilizados: método do vertedouro e método do flutuador. P = 7 . Para comparação entre os métodos.95% - O erro percentual foi calculado pela Eq.6 ⋅ H B ⋅ Q (3) onde P é a potência disponível para a geração de energia (kW).64% 7. A Figura (1) mostra um comparativo entre as vazões médias obtidas pelos dois métodos.26 2. QVertedouro é a vazão obtida pelo método do vertedouro (m³/s) e QFlutuador é a vazão obtida pelo método do flutuador (m³/s).49% e 5.36% 0.28 2.902 0. pode-se considerar que ambos os métodos são válidos na determinação da vazão no período considerado. (4).36%.851 0.DAELT – Departamento Acadêmico de Eletrotécnica / UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná Q = v Média ⋅ A (2) onde Q é a vazão (m³/s). com apenas 5m de comprimento. pode-se calcular sua potência aproveitável pela Eq. vMédia é a velocidade média do curso d’água (m/s) e A é a área molhada no local onde o método foi aplicado (m²).007 0.29 QVertedouro (m³/s) 0.97% 2.914 0.28 2. estes dois desvios são aceitáveis e válidos na comparação com o resultado obtido pelo método do vertedouro.95%. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4. e Q é a vazão (m³/s).920 0.095 QFlutuador (m³/s) 0. foram utilizadas as vazões obtidas entre os dias 17/09/2011 e 12/10/2011. respectivamente. 4. De acordo com Alves (2007).116 Erro % 0. .920 0.876 0. Tabela 2 – Comparativo entre as medições pelos métodos do vertedouro e do flutuador Dia 17/09/2011 25/09/2011 01/10/2011 12/10/2011 Média Desvio padrão Nível do reservatório (m) 2.730 1. conhecendo-se a vazão de um curso d’água e o seu desnível.49% 5. em desacordo com as recomendações da literatura.

de acordo com a literatura.Roncador é a vazão média observada na Usina Roncador (m³/s) e QMédia.77 844.26 2.902 0. Neste trabalho foram realizadas 05 (cinco) medições num período de aproximadamente 40 (quarenta) dias. A Agência Nacional de Águas – ANA (2011) mantém um banco de dados on-line para consulta de dados hidrométricos de todo o território nacional. Dada a indisponibilidade de dados.DAELT – Departamento Acadêmico de Eletrotécnica / UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná 0.71 843.825 0. Fuchs.GPS (5) onde FT é o fator de transposição (adimensional). (3) mostra os níveis do reservatório e as vazões para as Usinas Roncador e GPS. . (3).74 QGPS (m³/s) 22.9 26. Tabela 3 – Níveis dos reservatórios e vazões para as Usinas Roncador e GPS Dia 03/09/2011 17/09/2011 25/09/2011 01/10/2011 12/10/2011 Média Hora 15h15 11h38 09h20 08h30 08h45 HRoncador (m) 2.997 0.950 0.0417.28 QRoncador (m) 0.771 0. obtém-se FT=0. não há informações disponíveis quanto à sua série histórica.900 Q (m³/s) 0.800 Vertedouro Flutuador 0.0 18. (Souza. Entretanto. A Tab.29 842.3 18. Roncador QMédia .875 0.1 O fator de transposição é dado por FT = QMédia . à jusante do Reservatório da Usina Roncador.920 0. Santos.920 0.29 2.28 2. Este procedimento só é válido para o caso de cursos d’água presentes numa mesma bacia hidrográfica.876 Figura 1 – Comparação entre as vazões médias obtidas com os dois métodos.28 2.0 22. localizado no Rio Capivari.77 843.15 843. como a Usina Roncador foi desativada há mais de 40 anos.921 HGPS (m³/s) 844.925 0. 4. Para a Usina Roncador foram consideradas as vazões obtidas pelo método do vertedouro. 1983) Para a transposição de vazões foram utilizados dados do reservatório da Usina Hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza (Usina GPS). Substituindo os valores da Tab. não seriam representativos para determinação da vazão de projeto.1 25. o que representa um período muito breve com valores que.997 0.2 Transposição de Vazões Os estudos hidroenergéticos para a implantação de uma usina hidrelétrica precisam ser desenvolvidos com base em séries históricas levantadas num período de tempo o mais extenso possível.29 2. QMédia. para se obter a série histórica de vazões da Usina Roncador é necessário realizar uma transposição de vazões.850 0.GPS é a vazão média observada na Usina GPS (m³/s). O primeiro passo foi obter os níveis do reservatório e a vazão para a Usina GPS nos mesmos dias e horários em que foram medidas as vazões na Usina Roncador. que consiste em obter uma relação entre a vazão num curso d’água com série histórica desconhecida e a vazão num curso d`água com série conhecida.

Pelo fluviograma foi possível calcular a vazão média na Usina Roncador para um período de 21 (vinte e um) anos.921m³/s).. 60 50 40 30 20 10 0 Q Média = 13. Foi utilizada a série histórica do posto fluviométrico Capivari-Montante.572 m³/s) é 38% inferior ao valor médio obtido nas 05 (cinco) medições realizadas no local (0.572 m³/s Q Máximo = 2. que apresenta vazões da Usina GPS de 1984 a 2005 e alguns meses de 2010.5 0. A Figura (4) mostra a curva de permanência para a Usina Roncador.08 m³/s Q Mínimo = 0.4 Curva de Permanência Figura 2 – Fluviograma de vazões médias mensais para a Usina GPS. 2011).0 0.8 m³/s Q Mínimo = 3. código 81299000.0 Figura 3 – Fluviograma de vazões médias mensais para a Usina Roncador.. 2.5 1. Como as informações do primeiro ano do intervalo e de 2010 estavam incompletas. entre 1985 e 2005.5 2. 1 5 8 9 1 6 8 9 1 7 8 9 1 8 9 1 8 9 1 0 9 1 9 1 2 9 1 3 9 1 4 9 1 5 9 1 6 9 1 7 9 1 8 9 1 9 2 0 2 1 0 2 0 2 3 0 2 4 0 2 5 0 1 5 8 9 6 8 9 1 7 8 9 1 8 9 1 8 9 1 0 9 1 9 1 2 9 1 3 9 1 4 9 1 5 9 1 6 9 1 7 9 1 8 9 1 9 1 0 2 1 0 2 0 2 3 0 2 4 0 2 5 0 2 Q Média = 0. respectivamente. resultando que ambas as curvas apresentam o mesmo formato diferindo apenas na escala.3 Fluviograma As Figuras (2) e (3) mostram os fluviogramas de vazões médias mensais obtidos entre 1985 e 2005 para as Usinas GPS e Roncador.. O fluviograma da Usina Roncador foi obtido pela aplicação do fator de transposição ao fluviograma da Usina GPS. foi considerado na análise o intervalo de 21 anos.148 m³/s . 4.54 m³/s ) s / ³ m ( Q ) s / ³ m ( Q 4.DAELT – Departamento Acadêmico de Eletrotécnica / UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná Para determinar a série histórica de vazões da Usina Roncador. multiplica-se o fator de transposição pela série histórica da Usina GPS que se encontra disponível na base de dados hidrométricos Hidroweb (Agência.0 1.6 m³/s Q Máximo = 49. O valor encontrado (0.

os que apresentaram menor e maior erro foram os métodos da calha Parshall e do flutuador. 6. Como a Usina Roncador está na mesma bacia hidrográfica que a Usina Hidrelétrica Gov.0% Porcentagem de tempo 80.0% 100. 4.5 Q Média = 0. A única vez que o erro entre os métodos foi superior a 10% ocorreu na ocasião em que o método do flutuador foi aplicado num trecho curvo do rio com 5m de comprimento. é viável dado o baixo custo de aplicação. Tabela 4 – Principais vazões e potências. através da Eq.5 0.506 m³/s Q95% = 0. obtidas a partir da série histórica mensal entre 1985 e 2005. considerando-se a vazão mínima. CONCLUSÕES Existem diversos métodos de medição de vazão citados na literatura. o que caracteriza a Usina Roncador como uma minicentral hidrelétrica. uma vez que apresentaram erro inferior a 10% em 04 (quatro) das 05 (cinco) medições realizadas. a potência aproveitável é de 234kW. indo contra as recomendações da literatura para que se utilize um trecho retilíneo com no mínimo 10m de comprimento. Neste trabalho foram utilizados os métodos do vertedouro e do flutuador. Vazão Máxima Média Firme 50% do tempo Firme 95% do tempo Mínima Valor (m³/s) 2. Foram realizadas 05 (cinco) campanhas de medições.506 0.81m. o que a caracteriza como uma microcentral hidrelétrica (Eletrobrás. obteve-se as principais vazões da Usina Roncador que poderão ser utilizadas como parâmetros para as próximas etapas de sua revitalização. e os resultados obtidos pelos dois métodos foram satisfatórios. embora precário.572 0. Contudo. uma vez que esta possui dados hidrométricos atualizados disponíveis nas bases de dados do governo brasileiro. a partir destas.242 m³/s ) s / ³ m ( Q 1.0% 20. De acordo com a literatura.DAELT – Departamento Acadêmico de Eletrotécnica / UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná 2. respectivamente. o primeiro necessita de um local para instalação de uma calha Parshall devidamente aferida e o segundo. A série histórica utilizada possui registro de 1985 a 2005.0 1. Com a série histórica obteve-se o fluviograma e a curva de permanência e.571 m³/s Q50% = 0.0 0. O método do flutuador só foi possível de ser aplicado dada a existência de um vertedouro no local e de uma régua linimétrica. o erro inerente ao método do vertedouro é de 3% e do método do flutuador é 20%.5 Potência Aproveitável Com o valor da queda bruta.0% 40.5 2. A Tabela (4) mostra as principais vazões para a Usina Roncador.0% Médias Mensais Médias Anuais Figura 4 – Fluviograma de vazões médias mensais para a Usina Roncador. é possível obter a potência aproveitável do curso d’água. totalizando 21 (vinte e um) anos. foi possível obter a série histórica da primeira em função da série histórica da segunda. em kW. (3).0 0. HB = 14. Dos principais métodos de medição de vazão utilizados em estudos de viabilidade de micro e minicentrais hidrelétricas. a potência aproveitável é de 17kW.242 0. com as respectivas potências aproveitáveis.0% 60. 2011). Pedro Viriato Parigot de Souza. Entretanto. REFERÊNCIAS .148 Potência aproveitável (kW) 234 64 57 27 17 5. Considerando a vazão máxima observada.08 0.

Belo Horizonte: CERPCH. DIREITOS AUTORAIS Os autores são os únicos responsáveis pelo conteúdo do material impresso incluído neste trabalho. 156 f.. Rubens D. 1995. 1985. “CPRH N 2. 2011. 73-79. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual Paulista. Disponível em: <http://www. Andrade. Santos.gov. Martinez. para atender consumidores localizados em regiões isoladas”. Embrapa. Acesso em 06 abr.ana.. Rio de Janeiro: [sn]. Itajubá-MG: Escola Federal de Engenharia. “Medição da vazão em rios pelo método do flutuador”. Luiz A. Zulcy. “Diretrizes para projetos de PCH” .br> . Gilberto M.. 2007. 4. 2007.out. “Manual de microcentrais hidrelétricas”. Fuchs. Rio de Janeiro: 2002. “Avaliação da viabilidade de aplicação de uma microcentral hidrelétrica.DAELT – Departamento Acadêmico de Eletrotécnica / UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná VI Simpósio Brasileiro sobre Pequenas e Médias Centrais Hidrelétricas. F. Alves. Acesso em: 21. Filho. “Estudo comparativo dos métodos de medição de vazão – uma aplicação em comissionamento de turbinas hidráulicas” . Concórdia. 1983. p..004 : Medição de vazão de efluentes líquidos: escoamento livre”. SC. Disponível em: <hidroweb. Aguirre. Rio de Janeiro. Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica. São Paulo: Edgard Blücher.. [2004]. Faculdade de Ciências Agronômicas.2011. Associação Brasileira de Normas Técnicas. 2008. Luis A. . Comunicado técnico nº455. Afonso H. MacGraw-Hill. Hidroweb. 7. Belo Horizonte. Eletrobrás. “NBR 13403 : Medição de vazão em efluentes líquidos e corpos receptores – Escoamento livre”.br> . de julho de 2007. Botucatu. Centro de Pesquisas em Hidráulica e Recursos Hídricos.. White. M. “Centrais hidro e termelétricas”.ed. Eletrobrás. Carlos B. Universidade Federal de Minas Gerais. Agência Nacional de Águas. “Mecânica dos Fluidos”. 2010. M. Souza. Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. “Análise e aplicação de perfiladores acústicos Doppler para medição de vazão em pequenas centrais hidrelétricas” . Jair N.portalpch.com. 344p. 2008.