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Como usar a Internet para incrementar seus negócios

Por Antonio Soares - 28/06/2009

Desde que surgiu, a Internet foi considerada a maravilha das maravilhas para todos,
inclusive para as empresas. À medida que foi se popularizando, a Internet foi se
enchendo de páginas de empresas que achavam que bastaria colocar um site no ar e
esperar os pedidos. Essa noção era tão grande que milhões de dólares (e de reais) foram
investidos em projetos faraônicos. Mas a realidade era outra. As empresas pontocom
não mostraram a lucratividade que prometiam e seu capital, angariado através de
investidores, viu-se reduzido a quase nada na quebra da bolsa Nasdaq (bolsa específica
para empresas pontocom) em 2000 fez o sonho de muitos se tornar pesadelo.

Hoje, a Internet amadureceu. A tecnologia melhorou. Muitos especialistas atribuem o
fracasso da primeira onda da Internet à tecnologia estática e pouco confiável. Hoje, os
sites da chamada “Web 2.0” (isso não existe!) proliferam, e aquilo que faltava às
primeiras páginas agora está suprido: a interatividade. As grandes empresas de e-
commerce estão faturando alto e isso está incentivando pequenas lojas a entrarem pelo
mesmo caminho, mas seu futuro, infelizmente, não é promissor. Pois não basta ter um
site interativo, que aceite pedidos on-line. Isso não faz as pessoas comprarem.

Claro que os grandes sites, como Amazonas, Submarino, Americanas, e outros, vendem.
Mas vendem não apenas porque dispõem de tecnologia, e sim por dois fatores que os
pequenos não levam em consideração: são conhecidos e dispõem de um catálogo de
produtos extremamente diversificado. Então, quando alguém pensa em procurar algo
pela Internet, logo vai a esses sites (pois os conhecem), e sabem que a chance de
encontrar o que procuram é grande.

Isso, evidentemente, não acontece com as pequenas lojas, que montaram seus sites por
R$ 500,00 com o “Os-commerce” e colocaram meia dúzia de produtos: ninguém as
visita e, quando visitam (quase por acidente), não encontram a diversidade de produtos
que procuram... e não voltam mais.

Google, amigo ou inimigo?

Hoje em dia, a maioria arrasadora de pessoas que procura algo na Internet, usa o
Google. Porém, o fator que tornou o Google tão interessante se tornou um empecilho no
caminho da eficácia na procura de produtos ou empresas: a tecnologia aberta. O Google
vasculha a Internet através de “robôs” e vai lendo palavras de todas as páginas e as
classifica. Porém, os programadores de sites aprenderam “driblar” o resultado da
pesquisa. Através de truques de informática, eles colocam seus sites “no topo” de uma
pesquisa mesmo que a palavra digitada para a pesquisa nada tenha a ver com o conteúdo
do site. E aí, uma pesquisa retorna milhões de páginas como resultado, mas nem sempre
as mais relevantes aparecem nas primeiras páginas.
Além disso, a existência de milhões de páginas sobre um determinado assunto fazem
com que a possibilidade de uma determinada página ser encontrada seja pequena: você
procura “desentupidor de pia”, e encontra... do país inteiro. Teria que revirar dezenas de
páginas até encontrar algum perto de você.
Portanto, colocar um site na Internet, por mais bem construído que seja, não basta para
se constituir uma ferramenta útil para a maioria das empresas.
Ferramenta, e não meio

Excetuando negócios muito específicos, ou empresas que tenham recursos financeiros
para campanhas vultuosas, um site na Internet não pode ser considerado como um meio
de vendas, mas sim como uma ferramenta. Como dissemos, não adianta colocar o site
no ar e esperar resultados. É preciso usar o site de uma forma que AJUDE as
negociações, mas essas não podem depender do site.
E, como ferramenta de apoio às vendas, um site é excepcionalmente promissor, para
empresas de qualquer porte ou atividade.
Seja qual for o porte ou atividade, a empresa precisa de clientes. E os clientes precisam
de informação. Aí é que entra o site.

O site deve conter informações sobre seus produtos ou serviços. As mesmas
informações que você daria pessoalmente a uma pessoa que visitasse seu
estabelecimento. E mais ainda pois, num website, o visitante espera “mais
informações”.

Dessa forma, quando um cliente visita seu estabelecimento e pede informações sobre
algum produto, mas não fecha a compra, pode-se recomendar que visite o site da
empresa para ver maiores detalhes. Para isso, é importante ter um cartão de visitas com
o endereço do site.

O mesmo se aplica nos atendimentos telefônicos. O interessado liga pedindo
informações e você - claro - tenta passar a maior quantidade possível. E, nesses casos, é
fundamental ter o site e dizer “anote o endereço do nosso site e faça uma visita. Lá você
vai ter todas as informações que procura e mais detalhes”.

O site é importante, inclusive, nas publicidades (seja qual for a mídia: cartões de visita,
folhetos, anúncios em revistas, jornais, radio, televisão, etc). O anúncio em si, quase
sempre, tem um espaço reduzido para informações. Além disso, as melhores técnicas de
publicidade dizem que os anúncios devem chamar a atenção, fazer a pessoa entrar em
contato. Se o anúncio for bom e se incluir um website, certamente a pessoa ficará
interessada e visitará.

Claro que, quando estiver visitando o site, as possibilidades são imensas: pode-se
influenciar o visitante com ofertas, vender diretamente pelo site, estabelecer confiança
através de informações institucionais, mas a informação sobre os produtos ou serviços
sempre será mais importante.

E também a interatividade. Quanto maior, melhor. Não basta um formulário “fale
conosco”. É preciso algum recurso realmente eficaz na comunicação. Isso vai desde a
possibilidade de ler perguntas já respondidas a outros visitantes, passando pelo recurso
de contato on-line “ao vivo”, com algo parecido com “MSN”, e até mesmo atendimento
por voz, com sistemas tipo “Skype”. Claro que a natureza da atividade é que vai
determinar se tal ou qual recurso é ou não aplicável.
Bill Gates disse que, no futuro (que é hoje), quem não estivesse na Internet, estaria fora
dos negócios. Não é totalmente verdade. Mas que a Internet pode ajudar - e muito - seus
negócios, é inegável.

Antonio Soares é gerente do site GUIA 5, site de relacionamento profissional e
comercial, voltado para a região do Grande Assunção, em São Bernardo do Campo.
Conheça e saiba como aproveitar melhor a Internet para seus negócios.
http://www.guia5.com.br
Contato: antonio.soares@gmail.com