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“O vínculo entre usuários e equipe de saúde pode sofrer interferências e transformações?


Joyce Andrade Lima Resumo Com a Estratégia Saúde da Família (ESF) sendo o norteador da reestruturação da Atenção Básica, o vínculo apresenta-se como um forte aliado para a ligação dos usuários e suas famílias com a unidade de saúde e seus profissionais. Objetivo Geral: identificar os fatores considerados relevantes decorrentes do processo de vinculação entre os usuários e a equipe de saúde. Objetivos Específicos: analisar como procede a construção, formação, transformação e manutenção dos vínculos considerando usuários e profissionais de saúde. Metodologia compreende um estudo qualitativo com revisão integrativa de literatura no período de 2003-2013, em bases de dados indexados no LILACS, BVS, SIELO, sendo considerados apenas artigos inteiros. As análises demonstram os processos de vinculações, processos de trabalho, fatores agregantes positivos e negativos em relação ao vínculo. Concluímos que o SUS ainda precisa continuar caminhando na direção da humanização da assistência, na resolutividade dos casos, e na integralidade da assistência. Descritores: Vínculo, Saúde da Família, Atenção Básica. Introdução e justificativa: O Brasil tem em sua constituição a saúde como direito de todos e dever do estado. Partindo desse princípio, desde sua homologação foi criado pelo governo o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem como base três princípios: Universalidade, Equidade e Integralidade. A Universalidade é o princípio que considera que todo cidadão brasileiro tem o direito ao acesso à saúde e a continuidade dela. A Equidade procura diminuir as desigualdades, tratando desigualmente os desiguais e por fim a Integralidade da assistência, que garante ações articuladas, integradas em todos os níveis de atenção à saúde, transitoriando entre a promoção, proteção e recuperação da saúde. O SUS provê ainda a Descentralização, Resolutividade, Regionalização e Hierarquização. (BRASIL, 2005) Para atender a todos esses princípios e diretrizes do SUS, é preciso uma rede de atenção capaz de colocá-los em ação. Uma forma de reorganização da rede é atenção básica como eixo estruturante do Sistema de Saúde. Essa é prioritariamente o primeiro acesso dos usuários ao sistema de saúde. A Unidade de Atenção Básica deve estar perto do usuário, atendendo uma área demográfica bem delimitada, trabalhando em equipe, usando tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade que devem resolver os problemas de maior relevância no território assistido. Deste modo, foi eleita a Estratégia Saúde da Família (ESF) para reestruturação da atenção básica permitindo um maior contato das equipes com os familiares em seus lares, e permitindo assim uma interlocução dos usuários em suas reais necessidades. Essa estratégia tem como ferramenta básica o desenvolvimento das relações vinculares, 1

e que são revistas nesse novo encontro o que possibilita a incorporação de novas aprendizagens. Outro documento oficial do programa Humaniza-SUS também aborda a importância da produção de vínculos entre trabalhadores e usuários: “Tomar a saúde como valor de uso é ter como padrão na atenção o vínculo com os usuários. Assim a comunicação insere-se de maneira importantíssima. (CAMPOS. a produção de vínculos nos desafiam quanto aos seus múltiplos significados e possibilidades de entendimento a respeito. Envolve também conhecimentos que nem sempre são aprendidos e significados nos espaços oficiais de formação (BRASIL. segundo o referencial de Pichon-Riviére (1982). Essa interação ocorre através de processos de comunicação e aprendizagem. em parceria com os demais profissionais da equipe. fazendo com que conheçamos as reais necessidades de saúde do indivíduo. Como uma atitude e habilidade a ser desenvolvida pelos profissionais da estratégia Saúde da Família. os princípios e diretrizes do SUS como a resolutividade na atenção. 2000) Mesmo os documentos oficiais do Ministério da Saúde apontam a necessidade do estabelecimento de vínculos. é garantir os direitos dos usuários e seus familiares” (BRASIL. que são pautados por uma relação de confiança e de co-responsabilização. 2003) Nos últimos anos. mas que guardam marcas dos primeiros vínculos. Segundo Silva e Alves (2008). que uma vez construídas ajudam no processo de cuidado do usuário. A relação vincular no trabalho em saúde baseia-se no respeito mútuo. 2004. em ações concretas.7). Nessa direção podemos citar a Política Nacional de Atenção Básica para o Sistema Único de Saúde que ao definir atenção básica coloca o vínculo como princípio orientador. Em todo o sistema de saúde deveriam ocorrer vínculos terapêuticos entre trabalhadores e usuários. auxiliar de enfermagem. sendo o usuário e o trabalhador responsáveis pelo cuidado desenvolvido. Quando há produção de vínculos terapêuticos os trabalhadores e os usuários conseguem aprender e se realizam com o encontro: o usuário satisfaz suas necessidades de saúde e o trabalhador realiza-se com o resultado do trabalho. 2006). 2000). a vinculação está diretamente ligada ao acolhimento na APS (atenção primária à saúde). O vinculo inclui-se no trabalho de qualquer profissional da equipe (médico. (MERHY. pode ser definido como uma estrutura complexa que inclui um sujeito. enfermeiro. (FORTUNA. e essa relação deve ser feita de modo terapêutico para que se tenha o efeito de adesão esperado favorecendo maior qualidade de vida e resultados 2 . agente comunitário de saúde. p. e retrata o acolhimento como “porta de entrada” para o Sistema Único de Saúde. sendo esses capazes de assegurar. O vínculo. o vínculo é responsável por modificações mútuas de coisas internalizadas que “guardamos” em outros momentos da vida. transmitindo confiança e estimulando o outro a ser responsável também pelos seus cuidados. e na confiança. 2002. desenvolvimento de autonomia e cidadania. pois é a partir dela que construímos e fortalecemos nossas relações. CAMPOS. um objeto (que também consideramos sujeito). Os vínculos terapêuticos são “ligações” produzidas entre trabalhadores de saúde e usuários.garantindo assim a efetivação e promulgação das ações de saúde e a integralidade do cuidado. o cuidado integral. as produções científicas sobre a produção de cuidados em saúde vêm assinalando a importância dos vínculos entre trabalhadores de saúde e usuários para qualificação da atenção. ou seja. e a interação de ambos. No nosso trabalho diário em saúde estamos tratando de relações que são diferentes daquelas fundadas na família. dentista e outros) podendo transformar as ações de saúde bem como deteriorar os laços de confiabilidade que os usuários colocam na equipe.

Foram produzidas fichas com informações coletadas nos textos selecionados. atenção básica e vínculo em bases de dados como LILACS. Objetivos Objetivo Geral Identificar os fatores considerados relevantes decorrentes do processo de vinculação entre os usuários e a equipe de saúde. no período de 2003 a 2013. Objetivos Específicos Analisar como procede a construção. na coresponsabilização do usuário e dos profissionais de saúde. Pode-se observar que houve consenso dos autores consultados que o vínculo é importante no processo saúde doença. fatores agregantes positivos e negativos em relação ao vínculo. 3 . os estudos de revisão de literatura são pesquisas de pesquisas e devem conter os mesmos padrões em termos de rigor metodológico. processos de trabalho. pode-se verificar que os estudos incluídos neste artigo. a pesquisa qualitativa é um caminho adequado para o estudo proposto. avaliação crítica dos estudos e síntese dos resultados Para compor o estudo realizou-se uma busca com os descritores saúde da família. além de que esse processo é fundamental na terapêutica do usuário. e realizados entre os anos de 2003 e 2013. A seguir foi novamente analisado a pertinência do material aos objetivos do trabalho. A revisão integrativa de literatura deve abarcar estágios como formulação do problema. formação. A pesquisa procura identificar de que forma a produção de vínculos entre usuários e equipe de saúde na estratégia saúde da família pode sofrer interferências e transformações. considerou-se apenas os artigos que se apresentavam completos nas bases de dados e levantados apenas os que continham apontamentos sobre o vínculo em geral. Dessa forma. levantamento dos estudos. Segundo Barbosa (2006). e como esse tema se estabelece no âmbito das relações sociais. BVS e Scielo nos últimos dez anos. na saúde e no trabalho da equipe de saúde em especial na Atenção Básica e na Estratégia Saúde da Família. uma vez que é esse o objetivo de nosso trabalho. transformação e manutenção dos vínculos considerando usuários e profissionais de saúde. Resultados De acordo com os resultados e conclusões descritos na tabela 1. A análise das produções identificadas foi realizada através da leitura exaustiva e flutuante. demonstram os processos de vinculações.positivos para os usuários e equipe. Materiais e Métodos : Trata-se de um estudo qualitativo que utilizou a revisão integrativa da literatura para atingir os objetivos propostos.

os principais instrumentos são normas e rotinas Conclusões A fragmentação do processo de trabalho faz com que a construção do vínculo seja prejudicado uma vez que o trabalho é feito mecanicamente e não há interação com o usuário. sobre os vínculos entre usuários e trabalhadores de saúde. Hino Quanto ao vínculo. Assim fortalece a terapêutica e a interação usuário equipe de saúde. Lilacs e BVS. Paula necessidade. o que facilita muito o enfrentamento do processo saúdedoença. Os afazeres são tomados como objeto de trabalho. Edir Nei Teixeira Mandú. Maria verificando-se que a Rita autonomia na tomada de Bertolozzi decisões é uma . a construção de Gaíva. o contexto social pode apresentar forte influência na sua saúde. não existe uma visão holística da necessidade dos usuários e suas necessidades se resumem a execução de procedimentos. percebese que está intimamente ligado às necessidades de autonomia/autocuidado.Tabela 1 – Distribuição de artigos localizados nas bases de dados Scielo. A visita domiciliar se constitui como um importante meio para a vinculação da unidade de saúde com o usuário e suas famílias. ou 4 VISITA DOMICILIÁ RIA SOB O OLHAR DE USUÁRIOS DO PROGRAM A . Os usuários perceberam-se como detentores de necessidades. Percebe-se que a percepção do usuário para seu autocuidado e quanto a autonomia do seu próprio cuidado é uma das grandes potencialidades do vínculo. Nela se verifica em loco. Título do Artigo A organização do processo de trabalho em uma unidade de saúde da família: desafios para a mudança das práticas Autores Marcos Aurélio Seixas dos Reis Cinira Magali Fortuna Cleide Terezinh a Oliveira Maria Cristina Durante Percepções sobre necessidad es de saúde na Atenção Básica segundo usuários de um serviço de saúde Paulo Alexandr e de Moraes. pois de certo modo é reforçando a relação de confiança que será possível fortalecer os potenciais para o enfrentamento do processo saúde-doença. as necessidades dos usuários limitam-se à execução de procedimentos. Aparecid favorecendo o acesso aos a Munhoz serviços. novas relações entre os Resultados Os resultados revelam fragmentação do processo de trabalho. O usuário se torna responsável junto aos profissionais de saúde pelo seu processo de cura. A visita é concebida como um meio importante de aproximação entre o Programa de Saúde da Maria Família e as famílias.

Mencionaram ainda as fragilidades encontradas em seu ambiente de trabalho: a realização de serviços que não são de sua competência. sejam sociais. Ana Maria Nunes da Silva O AGENTE COMUNITÁ RIO DE SAÚDE (ACS) E A COMUNIDA DE: PERCEPÇ ÕES ACERCA DO TRABALHO DO ACS Lilian Carla Ferrari Sossai Ione Carvalho Pinto Débora Falleiros de Mello usuários e a equipe e a formação de vínculo entre estes. porém alguns afirmaram que as visitas domiciliares realizadas pelos ACSs são rápidas e que a falta de profissionais culmina na demora do retorno do ACSs aos domicílios. Assim. o cuidado que oferecem às famílias. Os ACSs destacaram como aspectos mais importantes do seu trabalho o crescimento pessoal adquirido na profissão. porém precisa ser melhorado no tocante às fragilidades destacadas nas percepções da comunidade e do próprio seja. As dificuldades burocráticas dos serviços do ACS dificultam a criação de vínculo com as famílias uma vez que eles esbarram na faltam de recursos humanos e assim atrapalham suas visitas. com isso para atingir as metas fazem visitas rápidas. A comunidade atendida pelos ACS demonstrou gratidão e satisfação em relação ao trabalho desenvolvido. sejam de saúde.SAÚDE DA FAMÍLIA Maria da Anunciaç ão Silva. assim como quando faltam agentes comunitários e os mesmos abarcam mais famílias do que é preconizado. reiterando-se a prática realizada. Ao mesmo tempo espera-se que ela responda de forma mais abrangente às necessidades vividas. dentro da casa dos usuários suas reais necessidades. 5 . o acúmulo de tarefas burocráticas e a falta de programas de capacitação. Ela é valorizada como alternativa ao acesso a cuidados clínicos e à vigilância à saúde. o número de famílias atendidas maior que preconizado. curtas que não permitem uma maior interação com os problemas dos usuários e assim fragilizam os vínculos. o trabalho do ACSs tem potencialidade para fortalecer a Estratégia Saúde da Família. assim vai além dos cuidados clínicos conseguindo assim a integralidade e a longitudinalidade da assistência. o vínculo com a comunidade e a resolutividade dos problemas da comunidade.

Assim o vínculo se constitui não só nas relações mais também no saber e qualidade técnica do profissional. narrativas. Destaca-se que Luiza da Família medidas intersetoriais são Castro fundamentais para o Gomes desenvolvimento de cuidado integral ao doente de Jordana tuberculose. O vínculo é resultado do diálogo. Almeida Nogueira Tereza Cristina Scatena Villa Para se efetivar cada vez mais o vínculo. o diagnóstico seguro e a boa evolução no tratamento. Carlos Por isso. o profissional deve ser resolutivo. sua tuberculose Anna família e a equipe de Saúde na Saúde da Família. ou até mesmo falta de 6 . subjetividade. com modificação de referenciais teóricos e da linguagem clínica. pois o que o usuário procura é isso além de ouvir suas queixas resolvêlas. a confiança. Assim a comunicação e o acolhimento são de fundamental importância assim como a competência técnica. Subjetividad Rebeca A atenção básica é lugar e e clínica Silva de potencial para geração de na atenção Barros encontros e produção de básica. da assunção de responsabilidades tanto do profissional quanto do usuário e da resolução das suas queixas e necessidades. Intersetoriali Lenilde Conclui-se que a escassez dade e Duarte de de ações intersetoriais vínculo no Sá fragiliza o vínculo entre o controle da doente de tuberculose. Os objetivos da comunicação na consulta são acolher.ACS. Porém a dificuldade de intersetorialidade prejudica o tratamento pois esbarra em questões políticas. promover o diagnóstico seguro e interferir na evolução do sofrimento do outro restabelecendo a homeostasia corporal e produzindo vínculo. discutiremos o histórias de Botazzo tema tomando como foco a vida e relação da escutarealidade acolhimento-vínculo social debatendo sobre a existência de dicotomia entre clínica-saúde coletiva. Reconhece-se que a ESF é um ótimo facilitador de vínculo principalmente quando entende o processo de trabalho baseado na equipe e não apenas no saber médico. no âmbito da de Atenção Primária à Saúde. facilitando assim a vinculação de todos os profissionais com o usuário e sua família.

vacinação. A prática de Glória Depreendemos que as É importante a enfermage Lúcia ações básicas de criação de vínculo m na Alves acompanhamento do para que o serviço atenção à Figueired crescimento e caminhe bem. sem DE UMA PEREIRA execução de envolvimento. articulando com vários setores da sociedade. sem UNIDADE procedimentos. trabalhador A carentes. profissional com o saúde. O objeto de BÁSICA DE Cinira instrumentos são normas e trabalho são os SAÚDE: Magali rotinas. a unidade Débora materno. orientações responsabilização do básica de Falleiros alimentares. O grande número de consultas. não forma fragmentada na contemplando os comunicação e vínculo com princípios e diretrizes a clientela. pois se saúde da o desenvolvimento. os principais empatia. e o enorme Silvia movimento das 7 Káren Mendes Jorge de Souza . embora de tecnicista. educação. assim são RECEPÇÃ José trabalho. e não ótica do FORTUN trabalho é assistência aos o usuário.envolvimento de outras áreas como segurança. Se todas essas áreas trabalhassem em Pedro harmonia certamente Fredemir o entendimento de Palha saúde como um bem estar geral e não somente ausência de doença seria muito maior. O Elisete Os resultados revelam Ainda nos dias atuais PROCESS Trovão fragmentação do processo o processo de O DE de SÁ de trabalho. do SUS. as necessidades apenas feitas técnicas O Bistafa dos usuários limitam-se à pelas técnicas. de não houver a criação criança em estímulo ao aleitamento do vínculo. de Mello prevenção de doenças usuário e vice versa a prevalentes estão assistência fica permeando a assistência de fragmentada e enfermagem. Os afazeres trabalho é voltado ao TRABALHO são trabalho e não ao NA Maria tomados como objeto de usuário. A finalidade do procedimentos. muito menos a Política Nacional de Humanização. serviço social. e muito mais efetivo o trabalho com prevenção e promoção de saúde.

O vínculo. seus medos. a relação com os usuários e suas famílias. uma vez que ele busca o serviço por algum problema seu ou da sua família de saúde ou até mesmo social. Discussão Como podemos ver na maioria dos artigos supra citados. o excesso da carga de trabalho dos funcionários da saúde. suas angústias. Como fator positivo podemos representar a própria Estratégia Saúde da Família como o maior meio de vinculação.MATUM OTO Silvana Martins MISHIMA unidades de saúde demandam muito do profissional que tem que atender a todos e não pode se dedicar a qualidade do serviço. porém uma vez conseguido facilita os processos de trabalhos. a escuta qualificada são mecanismos que se mostram 8 . fazendo apenas a técnica pela técnica e um trabalho robotizado e não humanizado e individual. e na integralidade da assistência. e sua relação com o meio ambiente. o seu cotidiano. o processo de vinculação não é fácil. assim como outros vários são negativos nesse processo. uma vez que o usuário não é atendido em sua queixa e os profissionais por causa da alta demanda de trabalho não se realizam com o trabalho ofertado. Certamente essa empatia. principalmente pela falta de RH e estrutura. Vários fatores são positivos para a criação de vínculo. fortalece. e um sistema articulado para conseguir sanar os problemas levantados. a alta demanda da agenda. os entraves burocráticos da assistência a saúde e não resolutividade dos problemas acionados pelos usuários caracterizam como fatores que fragilizam as relações entre os sujeitos estudados. pois sobrecarrega os funcionários da equipe e os mesmos não conseguem absorver toda demanda de usuários. Considerações finais Concluímos que o SUS ainda precisa continuar caminhando na direção da humanização da assistência. utilizando-se da figura do Agente Comunitário de Saúde (ACS) que ao fazer seu trabalho de visitar os usuários em suas casas estreitam as ligações do cliente e a unidade de saúde. A falta de recursos humanos na saúde vem somar a dificuldade da permanência e manutenção dos vínculos. na resolutividade dos casos. Em seu trabalho o ACS consegue entender a realidade de vida do usuário. a relação entre a própria equipe de saúde. Contudo só esse trabalho de construção de vínculos não é resolutivo se não houver a resolução da queixa do usuário. Em contrapartida. o acolhimento. Assim exige a preparação técnica do profissional de saúde. constrói e permanece a relação vincular. e ter uma visão mais ampla daquele meio de vida e assim conseguir apreender minúcias da vida desse usuário que não conseguiríamos apreender em uma consulta dentro de um consultório.

O acolhimento como ferramenta de práticas inclusivas de saúde. 2008. ou até mesmo mudar o foco da saúde de medicocêntrica para o foco no trabalho em equipe e na qualificação e reconhecimento de todos os profissionais de saúde.G. Referencias Bibliográficas: BRASIL. 9 . BARBOSA. FORTUNA. – Brasília: Ministério da Saúde. v. Tem que haver um bom senso dos gestores para fornecimento de RH suficiente para a demanda da população ou até mesmo a construção de mais equipes para que consigamos atender com qualidade todos os usuários. Cuidando de quem cuida: notas cartográficas de uma intervenção institucional na montagem de uma equipe de saúde como engenhoca-mutante para produção da vida. Universidade de São Paulo. O SUS de A a Z: garantindo saúde nos municípios/ Ministério da Saúde. 2006. 145 f. E. G. C.R. 2006.2006 CAMPOS GWS. São Paulo: Martins Fontes.Ministério da Saúde. fazendo com isso que garanta seus direitos de autonomia e principalmente de cidadania. como uma equipe multidisciplinar. a produção de valor de uso e a democracia em instituições: o método da roda. 20 p. tornando-o ativo de seus cuidados e não apenas passivo do trabalho dos profissionais. PICHON-RIVIÈRE. MERHY. Tese (Doutorado em Enfermagem em Saúde Pública). M. 1. 197 f. HumanizaSUS: Política Nacional de Humanização: a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS/ Ministério da Saúde. 2000. p. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização./mar. Universidade de São Paulo. Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde. L. de 28 de março de 2006. 2004. n. 11. jan. ALVES. Ministério da Saúde. Dissertação (mestrado em enfermagem em Saúde Pública). E. 3ª ed. 2005. Secretaria Executiva. O processo grupal. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. E. Portaria nº 648.. BRASIL. Brasília: Ministério da Saúde.Brasília: Ministério da Saúde.S. Atividade física e doença arterial coronariana: revisando a literatura.2003. 2002. 1982. 2003. 74-84. Rev. São Paulo: Hucitec. São Paulo: Hucitec. SILVA. fazendo com o que o usuário se responsabilize pelo seu cuidado junto ao profissional. BRASIL. 344 p. Um método para análise e co-gestão de coletivos: a constituição do sujeito. Ministério da Saúde. APS.M.como fundamental instrumento do processo saúde doença. Saúde: a cartografia do trabalho vivo.

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