SISTEMAS E SENSORES I

Sistema Sensor em Sensoriamento Remoto:
equipamento capaz de transformar energia
eletromagnética em sinal.
1. Tipos de sensores, quanto à fonte de energia:
ATIVOS: - produzem sua própria radiação. Ex.: radar
PASSIVOS: - detectam a energia solar refletida ou
energia emitida pelos alvos da superfície terrestre.
Ex: sistemas fotográficos
SISTEMAS E SENSORES II
a) Sensores não imageadores: não fornecem imagem da
superfície observada (Radiômetro de banda e
Espectrorradiômetro).
2. Tipos de sensores, quanto ao tipo de
transformação sofrida pela radiação detectada
Radiômetro de banda : fornece informação sobre a
resposta do alvo em largas faixas do espectro
eletromagnético.
Espectrorradiômetros : operam em faixas espectrais
estreitas. Mede a resposta do alvo de maneira
aproximadamente contínua ao longo do espectro
b) Sensores imageadores: fornecem uma imagem da
superfície observada. Ex: sistemas fotográficos
SISTEMAS E SENSORES III
3. Tipos de sensores, quanto ao processo de
formação da imagem
a) Sistemas de quadro: adquirem a imagem de toda a
cena ao mesmo tempo.
b) Sistemas de varredura: a imagem é adquirida pela
aquisição seqüencial dos elementos do terreno ou pixels
RESOLUÇÃO DE IMAGENS
ESPACIAL: menor separação espacial entre os objetos.
ESPECTRAL: número de bandas de sensores e largura das
faixas espectrais de cada banda.
RADIOELÉTRICA: número de níveis de cinza usados pelo
sensor.
TEMPORAL: intervalo de tempo entre duas passagens
sucessivas do satélite.
Ex.: TM-Landsat 5
Resolução espacial = 30m
Resolução espectral = 7 bandas
Resolução radiométrica = 256 níveis de cinza
Resolução temporal = 16 dias
CAMPO DE VISADA INSTANTÂNEA
IFOV (Instantaneous Field Of View): Taxa de amostragem
que define a resolução do sistema sensor. Este campo é
definido pelas características geométricas do sensor.
FOV (Field Of View): campo de visada da imagem como
um todo. É função da altura de imageamento.
EXEMPLOS:
FOV
MSS: IFOV = 80m
TM: IFOV = 30m
IFOV
TAMANHO DO PIXEL EM IMAGENS
DADOS
RBV / MSS (LANDSAT 1, 2, 3)
MSS / TM (LANDSAT 4, 5, 7)
DADOS DO SISTEMA DE COLETA DE DADOS
DADOS DE RASTREAMENTO, TELEMETRIA
DE CONTROLE, DADOS DE VÍDEO
ESTAÇÃO DE PROCESSAMENTO
E DISTRIBUIÇÃO DE DADOS
LANDSAT
PROCESSAMENTO ELETRÔNICO
PROCESSAMENTO FOTOGÁFICO
ARQUIVO DE DISTRIBUIÇÃO
AÇÃO DE RASTREAMENTO,
RECEPÇÃO E GRAVAÇÃO DE
DADOS DA SÉRIE LANDSAT
SATÉLITE
CUIABÁ
CACHOEIRA
PAULISTA
FITAS DE ALTA DENSIDADE (MDDT)
ENVIADAS POR VIA AÉREA
COMANDOS DE
RASTREAMENTO
SISTEMA DE AQUISIÇÃO
DE IMAGENS
ÓRBITAS DOS SATÉLITES
objetivo da missão
capacidade do sensor
órbitas geosíncronas/ geoestacionárias
Satélites de comunicação e meteorológicos
• observação constante da mesma porção da Terra
• taxa angular que coincide com a rotação da Terra
• variação completa do ângulo e intensidade solar
ÓRBITAS SINCRONIZADAS COM
O SOL
Satélites de observação da Terra
• relação angular constante com a
direção dos feixes solares
• diferentes latitude/estações do ano
=> diferente ângulo solar
• mesma latitude, hora solar constante
=> mesma iluminação
SISTEMA LANDSAT: CARACTERÍSTICAS GERAIS I
LANDSAT (Land Satellite)
O programa Landsat, com a assinatura da
NASA, é um dos mais antigos que ainda se
encontra em atividade e desenvolvimento.
O primeiro satélite foi lançado em 23 de
julho 1972, com o nome de Earth
Resources Technology Satellite - ERTS-1
depois renomeado para LANDSAT
e o mais recente, Landsat 7, em 5 de Abril
de 1999.
A informação produzida têm tido muitas
aplicações, destacando-se: Agricultura,
geologia, floresta, planeamento regional,
educação e segurança nacional.
SISTEMA LANDSAT: CARACTERÍSTICAS GERAIS II
LANDSAT 1, 2 e 3 - Sistema multispectral (Multispectral
System Scanner - MSS)
Altitude : 920 km
Horário de passagem pelo equador: 9:15
Duração do ciclo de cobertura: 18 dias
Cena: 185km x 185km
Número de tons de cinza (Digital Numbers-DN)=256 (2
8
)
BANDAS (Landsat 1 e 2)
4 - 0.5 µm a 0.6 µm
5 - 0.6 µm a 0.7 µm
6 - 0.7 µm a 0.8 µm
7 - 0.8 µm a 1.1 µm
No Landsat 3 foi adicionada a banda 8
8 - 10,4 a12,6 µm
Resolução espacial: Landsat 1 e 2 (79m)
e Landsat3 (40m)
Cada cena possui 7.581.600 pixels
SÉRIE LANDSAT
SÉRIE LANDSAT
LANDSAT -1, 1972 -1978, RBV & MSS sensor, 18dias/900 km
LANDSAT -2, 1975 -1982, RBV & MSS sensor, 18dias/900 km
LANDSAT -3, 1978 -1983, RBV & MSS sensor, 18dias/900 km
LANDSAT -4, 1982 - , MSS & TM sensor, 16dias/705 km
LANDSAT -5, 1984 - , MSS & TM sensor, 16dias/705 km
LANDSAT -6, 1993 - falhou depois de descolar
LANDSAT -7, 1999 - , ETM sensor, 16dias/705 km
SISTEMA LANDSAT: PRIMEIRAS IMAGENS
Primeiras imagens multi-espectrais adquiridas do espaço
aconteceu em 1968 na missão Apollo 9
Composição colorida banda 4 (red),
banda 5 (green) e banda 7 (blue).
Sul da Califórnoa, USA
Banda 4
Banda 5
Banda 7
SISTEMA LANDSAT (TM-5)
Altitude : 705 km
Horário de passagem pelo equador: 9:45
Duração do ciclo de cobertura: 16 dias
BANDAS
1 - 0.45 µm a 0.52 µm
2 - 0.52 µm a 0.60 µm
3 - 0.63 µm a 0.69 µm
4 - 0.76 µm a 0.90 µm
5 - 1.55 µm a 1.75 µm
6 - 10.4 µm a 12.5 µm
7 - 2.08 µm a 2.35 µm
Cena: 185km x 185km
Número de tons de cinza (Digital Numbers-DN)=256 (2
8
)
Resolução espacial: bandas 1, 2, 3, 4, 5 e 7 (30m)
banda 6 (120m)
SISTEMA LANDSAT (TM-7)
Altitude : 705 km
Horário de passagem pelo equador: 9:45
Duração do ciclo de cobertura: 16 dias
Cena: 185km x 185km
BANDAS
1 - 0.450 µm a 0.515 µm (azul-verde)
2 - 0.525 µm a 0.605 µm (verde)
3 - 0.630 µm a 0.690 µm (vermelho)
4 - 0.750 µm a 0.900 µm (IR próximo)
5 - 1.550 µm a 1.750 µm (IR médio)
6 - 10.40 µm a 12.50 µm (Termal)
7 - 2.080 µm a 2.350 µm (IR médio)
PANCROMÁTICA - 0.520 µm a 0.900 µm
Resolução espacial: bandas 1, 2, 3, 4, 5 e 7 (30m)
banda 6 (60m) e pancromática (15m)
Número de tons de cinza (Digital Numbers-DN)=256 (2
8
)
SISTEMA LANDSAT
PRINCIPAIS APLICAÇÕES DAS BANDAS DO TM-5
Banda 1: Mapeamento de águas costeiras;
Diferenciação entre solo e vegetação;
Diferenciação entre vegetação coníferas e
decídua.
Banda 2: Reflectância de vegetação verde sadia;
Absorção da clorofila;
Banda 3: Diferenciação de espécies vegetais
Banda 4: Levantamento de biomassa;
Delineamento de corpos d’água
Banda 5: Medida de umidade da vegetação;
Diferenciação entre nuvens e neve
Banda 6: Mapeamento de estresse térmico em
plantas outros mapeamento térmicos
Banda 7: Mapeamento hidrotermal
SATÉLITES DE OBSERVAÇÃO MARINHA
Os oceanos desempenham um papel importante na regulação
climática, cobrindo cerca de dois terços da superfície terrestre.
Nimbus-7
Com um período operacional entre 1978 e 1986, o Nimbus-7 tinha
a bordo o primeiro sensor desenvolvido especialmente para
observação dos oceanos (CZCS- Coastal Zone Colour Scanner).
Um dos objetivos principais deste sensor era
monitorar a cor e temperatura oceânica,
particularmente de zonas costeiras. Desta forma
seria possível detectar manchas de poluição e
partículas em suspensão.
Com seis bandas espectrais este sensor tem a
capacidade de diferenciar diferentes
concentrações de fitoplâncton.
Banda
Comprimento
de onda (mm)
Parâmetro da
medida primária
1 0.43 - 0.45
Absorção da
clorofila
2 0.51 - 0.53
3 0.54 - 0.56
Gelbstoffe
(substância amarela)
4 0.66 - 0.68
Absorção da
clorofila
Concentração
da clorofila
5 0.70 - 0.80
Vegetação
6 10.5 - 12.50 Temp. da superficie
SPOT (Satellite Probatoire d’Observation de la Terre)
Desde o lançamento do primeiro satélite em 1986 pela Agencia
Espacial Francesa que o programa SPOT pretende dar
resposta ao mundo dos Sistemas de Informação Geográfica e
Sensoriamento Remoto.
Com o último satélite lançado em 1998, as principais aplicações
são: Agricultura, cartografia, proteção do ambiente,
planejamento urbano, telecomunicações, catástrofes naturais
e planejamento dos recursos renováveis.
ERS (European Remote Sensing Satellite)
Desenvolvido pela Agencia Espacial Européia (ESA) o programa ERS tem
como missão:
• Melhorar a compreensão das interações entre os oceanos e
atmosfera;
• Estudar a circulação oceânica e os mecanismos de transferência
de energia;
• Calcular balanços de massa do gelo Antártico e Ártico;
• Monitorização da dinâmica dos processos costeiros;
• Monitorização da poluição atmosférica e oceânica;
• Gestão do uso do solo.
TRMM (Tropical Rain Measuring Mission)
TRRM é um projeto de colaboração entre o Japão e os Estados
Unidos que começou em 1986.
O objetivo é estudar as interações entre os oceanos e atmosfera bem
como as suas conseqüências no clima.
A informação processada contribui para modelar chuvas tropicais e a
sua influencia na circulação global, melhorando as previsões.
O sensor de radar instalado a bordo dos satélites MOS-1 e JERS-1,
permitem medir a distribuição vertical da precipitação ao longo dos
trópicos.
EOS (Earth Observing System)
Em 1991, a NASA começou um programa de estudo da Terra como um
sistema ambiental integrado, criando a “Earth Science Enterprise”.
Os primeiros satélites EOS, com o nome de Terra (AM-1) e Landsat 7,
foram lançados em 1999.
O objetivo geral é compreender como se integram os diversos
processos naturais, avaliando como é que o ambiente nos afeta e como
podemos afetar o ambiente.
Assim, são alvo de estudo as nuvens, balanços energéticos da água,
superfície terrestre, processos dos ecossistemas aquáticos, calotas
polares e uso do solo.
IRS: A série de satélites IRS (Indian Remote Sensing)
combina as características do Landsat MSS/TM e do
sensor HRV do SPOT.
A terceira geração desta série de satélites, IRS-1C, foi lançada em
1995 com três sensores:
• Pancromático de alta resolução (PAN);
• Multiespectral de quatro canais de resolução média (LISS-III);
• Multiespectral de dois canais de baixa resolução (WIFS- Wide
Field Sensor).
A informação de alta resolução (PAN) é normalmente usada em
planejamento urbano.
Os resultados do sensor LISS-III são óptimos para classificação da
vegetação e dos recursos naturais.
O sensor WIFS para a monitorização regional da vegetação.
IKONOS
Lançado em Setembro de 1999 o satélite IKONOS-2 foi o primeiro
satélite de alta resolução a competir com ortofotomapas.
As imagens IKONOS são utilizadas em:
• Planejamento agrícola;
• Planejamento urbano;
• Programas de Floresta;
• Caracterização de linhas de água, etc…
QuickBird
Lançado em Outubro de 2001 o QuickBird destaca-se por ser o
satélite de maior resolução disponível no mercado.
Tem como objetivo competir com a fotografia aérea tendo as
seguintes áreas de aplicação:
• Mapeamento;
• Classificação do uso do solo;
• Planejamento urbano e florestal, etc...
SATÉLITES DE OBSERVAÇÃO MARINHA
MOS
Lançado pelo J apão em 1987 o MOS-1 (Marine
Observation Satellite) Contém três sensores diferentes:
•Multiespectral de quatro canais (Multispectral
Electronic Self-Scanning Radiometer -MESSR);
•Multiespectral cobrindo o espectro do
visível (Thermal Infrared Radiometer -
VTIR) e infravermelho térmico;
•Dois canais de micro-ondas
(Microwave Scanning Radiometer -
MSR)
Sensor
Comprimento de
onda (mm)
Resolução
espacial
MESSR
0.51 - 0.59 50 m
0.61 - 0.69 50 m
0.72 - 0.80 50 m
0.80 - 1.10 50 m
VTIR
0.50 - 0.70 900 m
6.0 - 7.0 2700 m
10.5 - 11.5 2700 m
11.5 - 12.5 2700 m
SeaWiFS
O SeaWiFS (Sea-viewing Wide-Field-of
ViewSensor) a bordo do satélite
SeaStar, é um sensor que cobre o
espectro desde os 0.402 até 0.885 mm.
As suas principais funções
são a monitorização da
produtividade primária e
atividade fitoplanctónica, a
influencia dos oceanos nos
processos climáticos, e a
monitorização do ciclo do
carbono, enxofre e nitrogênio.
Banda
Comprimento
de onda (mm)
1 0.402 - 0.422
2 0.433 - 0.453
3 0.480 - 0.500
4 0.500 - 0.520
5 0.545 - 0.565
6 0.660 - 0.680
7 0.745 - 0.785
8 0.845 - 0.885
SISTEMA DE MICRO-ONDAS - RADARES I
Radar = Radio Detectivy and Ranging (detectar e medir
através de ondas de rádio)
O radar emite sua própria fonte de energia, na faixa
de micro-ondas e independe da luz solar.
O radar fornece informações sobre a superfície,
referentes à:
rugosidade da superfície
topografia
condições de umidade
vegetação
RADAR – sistema de detecção remota
activo (Fornece a sua própria fonte de
energia)
• “Ilumina” o terreno com energia
eletromagnética
• Detecta a energia de retorno do terreno
• Registra a energia de retorno como uma
imagem
Espectro eletromagnético
Espectro eletromagnético
comprimento de
onda (µm)
10
-6
10 10
2
10
3
10
4
10
5
10
6
10
7
10
8
10
9
10
-4
10
-3
10
-2
10
-1
1 10
-6
visível
0.4 0.7 0.5 0.6
(µm)
Infra-vermelho
próximo
Ultra-
violeta
(1 mm) (1 m)
r
a
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d
a
s

T
V

e

r
á
d
i
o
SISTEMA DE MICRO-ONDAS - RADARES II
A natureza dos fenômenos registrados pelo imageamento
por sistemas SAR (Synthetic Aperture Radar) é,
fundamentalmente, diferente daquela do VISÍVEL(VIS) e
INFRAVERMELHO (IR).
Enquanto o Sensoriamento Remoto no VIS e IR mede
propriedades químicas dos materiais superficiais, na região
das microondas as propriedades de interesse são as
físicas (rugosidade e geometria das superfícies) e as
elétricas (condutividade, que por sua vez dependa da
porosidade e do conteúdo em água).
Imagens no VIS/IR e SAR são complementares em
termos do tipo de informação que fornecem e, sempre
que possível, devem ser utilizadas em conjunto.
SISTEMA DE MICRO-ONDAS - RADARES III
Algumas das técnicas utilizadas para o processamento
de imagens SAR são as mesmas das utilizadas para
imagens do espectro óptico; outras foram especificamente
desenvolvidas e levam em conta as características
próprias das imagens SAR.
Imagens SAR são predominantemente monoespectrais,
pois são geralmente adquiridas em uma única freqüência;
existem porém sistemas SAR experimentais que geram
imagens em múltiplas freqüências ou bandas
(por ex., o SIR-C/X-SAR).
SISTEMA DE MICRO-ONDAS - RADARES IV
Programas de sistemas RADAR
RADAMBRASIL: 1971 a 1986
SEASAR (EUA) - 1978 - banda L (15cm a 30cm)
SIR-A (Shuttle Imaging Radar - EUA) - banda L
SIR-B (EUA) - 1984 - banda L
SIR-C (EUA) - 1989 - bandas C e L (C = 3.8cm a 7.5cm)
ERS-1 e ERS-2 (Europa) - 1991 - banda L
JERS-1 e JERS-2 (Japão) - 1992 (JERS 1) - banda L
ALMAZ (Rússia) - banda S (7.5cm a 15cm)
RADARSAT (Canadá) - 1989 - banda L
Emite e recebe pulso
Sensor Ativo
Capta a radiância emitida
Fonte externa de iluminação
CAPACIDADE PARA REFLETIR A SUPERFÍCIE DO
TERRENO
O deserto da América do Sul-
Bolivia. O Altiplano é um deserto
de montanha (claro)
Bacia Amazonica: A
bacia são pradarias
planas (escuro)
Brilho:
Brilho:
VEGETAÇÃO
VEGETAÇÃO
Para a L Band (λ=23.5 cm), a superfície desértica é um
bom refletor, enquanto os vales baixos respondem
diferentemente como uma superfície alisada.
SATÉLITES DE OBSERVAÇÃO DA
TERRA
ENERGIA SOLAR: Fonte contínua; sinais
paralelos sobre a superfície
RADAR: ENERGIA MICROONDAS
Fonte descontínua (intermitente);
sinais gerados a partir de um ponto que
se espalha num feixe angular sobre a
superfície
COMPONENTES DE UM SISTEMA DE RADAR
COMPONENTES DE UM SISTEMA DE RADAR
Pulse generating device: gera o sinal de microondas
a intervalos de tempo síncronos. O pulsar
temporizado tem 2 objetivos:
• controlar a saída de energia do transmissor
• sincronizar o registro do retorno sucessivo do
sinal à antena
Energia eletromagnética do transmissor:
comprimento de onda e duração específica (pulse
length) Tipicamente: 1,500 pulses per second.
Duplexer: previne interferências entre o sinal
transmitido e recebido.
• Bloqueia o circuito de recepção durante a
transmissão
• Bloqueia o circuito de transmissão durante a
recepção
Antena: é um refletor que transmite o sinal micro-
onda e recebe a energia de retorno do terreno.
Receiver: amplifica o sinal eletromagnético captado
pela antena, preservando as suas variações de
intensidade. Registra o tempo de retorno do sinal, que
determina a posição dos elementos no terreno.
O sinal de retorno é registrado, em meio digital:
imagens
TECNOLOGIA SLAR
Side Looking Airborne Radar
As antenas do radar no avião estão colocadas na
parte de baixo da plataforma => o feixe é
orientado numa direção oblíqua à direção do vôo.
Sistema SLAR produz faixas contínuas de imagens
Foi desenvolvido nos anos 50 para reconhecimento
de alvos militares. Desde finais de 60s é usado
para fins civis.
1967 – primeiro reconhecimento da província
Darean, Panamá, 20 000 km
2
(cobertura contínua
de nuvens)
1
2
3
4
5
6
7
8
5
6
11
10
6
9
8
7
Retorno
da casa
IMAGEM
Retorno
da árvore
0 8
11
C
o
m
p
r
i
m
e
n
t
o

d
o

s
i
n
a
l
Distância entre o sinal transmitido e o recebido
pela reflectância dos objetos – faixa de visão
(slant range)
SR =
ct
2
topografia
SR – Faixa de visão
C – velocidade da luz (3*10
8
m/sec)
T – tempo entre a transmissão do sinal e a recepção do eco
Resolução espacial dos sistemas SLAR:
resolução num ponto do terreno
Resolução
da faixa de
visão
R
r
– Resolução no
terreno
θ
d
θ
d
R
r
=

2 cosθ
d
τ - duração do sinal
Escala é determinada
pela velocidade do sinal
Resolução espacial dos sistemas SLAR:
resolução azimutal
Escala é determinada pela velocidade do avião
β
GR1
GR2
R
a
= GR * β
R
a6km
= 10.8 m
R
a12km
= 21.6 m
CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS DAS IMAGENS
CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS DAS IMAGENS
RADAR
RADAR
Distorção da escala
Equalizar e manter as escalas independentes (slant e azimutal) => controle
rigoroso dos parâmetros de vôo
Deslocação do declive
Pontos mais elevados “chegam” ao radar mais cedo que pontos na base e
são registados na imagem mais cedo => efeito layover
⇒Valor acrescentado para o registro de topografia
Paralaxe
Imagens estéreo obtidas na mesma direção mas a diferentes
altitudes – inforgrametria
CARACTERÍSTICAS “ESPECTRAIS” DAS IMAGENS RADAR
CARACTERÍSTICAS “ESPECTRAIS” DAS IMAGENS RADAR
Rugosidade da superfície ≠ Relevo topográfico
Indica a intensidade de retorno do sinal (reflectância)
Superfície alisada: reflete toda a energia radar incidente c/
ângulo de reflexão igual ao de incidência
Superfície rugosa: espalha a energia incidente em todas as
direções
Superfície intermediaria: reflete uma parte e difunde outra parte.
OBJ ETIVO DO PROCESSAMENTO
DIGITAL DAS IMAGENS RADAR:
Correlacionar assinaturas de radar
(medido como backscatter coefficient)
com materiais de diferentes graus de
superfície de rugosidade
EXEMPLO DE IMAGENS DO RADARSAT - 26m (15/02/1996)
Mancha de óleo produzida pelo navio-tanque "Sea Express", após um encalhe
sofrido ao sul do País de Gales. Sete dias após o acidente, a imagem mostra
a mancha de óleo remanescente. No acidente, entre 65000 e 70000 ton
de óleo foram despejados. A mancha aparece em tom escuro em A . A foz
do rio Tywi pode ser vista em B e a Baía de Carmarthen em C. Uma região
com menos concentração de óleo é vista em D.
CRATERA DE IMPACTO AOROUNGA
DESERTO DO SAARA, CHAD
17 km
Região Amazonica
EXEMPLO DE IMAGENS DO RADARSAT
EXEMPLO DE IMAGENS DO RADARSAT
-
-
27m (25/03/1996)
27m (25/03/1996)
A cheia do A cheia do Red Red River River, em , em
Manitoba Manitoba, Canadá. A mancha , Canadá. A mancha
escura apresentada em A escura apresentada em A
evidencia a região evidencia a região
alagada, que contrasta alagada, que contrasta
com as áreas secas ao com as áreas secas ao
redor, vistas em tons redor, vistas em tons
mais claros em C. Quando a mais claros em C. Quando a
água encontra água encontra- -se sob as se sob as
árvores ou arbustos, cria árvores ou arbustos, cria- -se se
uma situação onde o feixe uma situação onde o feixe
radar é fortemente radar é fortemente
refletido, como visto em refletido, como visto em
B e D. A cidade de B e D. A cidade de Morris Morris
é identificada como um é identificada como um
retângulo claro em E. retângulo claro em E.
EXEMPLO DE IMAGENS DO RADARSAT - 27m (25/03/1996)
As núvens não
impedem a
coleta de dados.
Percebem-se
diversos
tipos de culturas
agrícolas.
SENSOR ÓPTICO X RADAR
Operação diurna
Operação diurna ou noturna
Dependência das condições
climáticas
Independência das condições
climáticas
Ruído Aditivo
Ruído Multiplicativo
O CONCEITO DO AVIRIS
Early Bird Pan - 3 meter Early Bird XS - 15 meter
Quick Bird Pan - 0.82 meter Quick Bird XS - 3.3 meter
Early Bird Early Bird
Denver, Colorado
CARTERRA High-Resolution
IKONOS -1 ( 1 & 4 meters )
Rochester, New York
San Francisco, California San Francisco, California
PANCROMÁTICA MULTIESPECTRAL HIPERESPECTRAL ULTRAESPECTRAL
Comparação de Tecnologias Espectrais
PANCROMÁTICA
ULTRAESPECTRAL
MULTIESPECTRAL
HIPERESPECTRAL
400nm 2500nm 1000 2000 1500
400nm 2500nm 1000 2000 1500
BANDAS
UMA
DEZENAS
CENTENAS
MILHARES
0.4µm 2.5µm 1.0 2.0 1.5
0.4µm 2.5µm 1.0 2.0 1.5

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