A PARÁBOLA DO VENTO “A princípio ninguém percebeu, parecia apenas mais um dia quente e abafado.

O desconforto cresceu e alguém lembrou que não havia ventado. A idéia de que era mais uma reação esperada pelas constantes agressões à natureza não teve atenção e logo todos queriam saber o que havia acontecido com o vento. Sem grandes iniciativas científicas as pessoas foram percebendo que o vento estava triste e sua tristeza advinha do seu anonimato. Dizia-se enciumado porque o sol era quase adorado, a lua festejada em prosa e verso, o mar retratado nas mais variadas expressões artísticas, mas o vento, ora, o vento não se pode ser visto e ninguém dava atenção ao vento. Até meio ranzinza, dizia-se cansado de ser criticado todo o tempo. Se ventava, ouvia reclamações porque nada ficava no lugar, se não ventava, a mesma insatisfação pelo transtorno climático. Enfim, escondeu-se, disposto a não mais trabalhar. Mas o problema era maior do que se pensava. Os danos seriam irreparáveis. Quem falaria ao vento? Quem o convenceria a cumprir o seu papel, tão benfazejo e desejável, expressão da criação divina? Como ninguém falasse a linguagem do vento, os crentes começaram a clamar, e o Criador, sensibilizado, sussurrou no ouvido do vento que ele era criação sua e que seu papel na natureza jamais poderia ser considerado sem importância ou até mesmo anônimo. Falou-lhe ainda de como toda a natureza foi criada para proclamar a glória de Deus. A voz do doador da vida tocou o vento, que renovado, em fôlego empolgado, correu novamente a balançar árvores e vegetações, provocando o mar, que reagiu em ondas, empurrando as nuvens, que de irritação se desfizeram e interferindo como uma criança no dia a dia das pessoas, percorrendo corredores, batendo janelas, espalhando a leveza, divertindo-se com a bagunça e claro, trazendo à vida o seu encanto de sempre. Logo tudo voltou à rotina, e o vento, ao seu anonimato, mas feliz, lembrado pelo Criador, consciente de sua missão, abençoando o mundo e seus habitantes.” Que este arremedo de parábola nos ajude a ter em mente o texto de João: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.” (3:8), nos lembrando que somos nascidos do Espírito e por Ele Deus deseja que sejamos dirigidos e usados neste novo ano. O VÔO DA PERFEIÇÃO Da janela do avião, ainda parado na pista, observei atento à aterrissagem de um pássaro de porte médio, imponente e de bonita plumagem. Parecia fazer questão de ficar bem perto da geringonça tecnológica, como numa provocação à imitação artificial da sua forma de ser. Antes de descer, girou no ar em círculos, arremeteu, mergulhou, “baixou os trens de pouso” e com poucos e rápidos passinhos em terra, graciosamente, parou finalmente. Não pude deixar de rir silenciosamente, diante do contraste entre a facilidade do vôo do pássaro e todo esforço envolvido no do avião. Imediatamente lembrei de uma frase de John Archibald Wheeler – “Acho que deve haver, no fundo de tudo, não uma equação, mas um idéia extremamente simples. E para mim essa idéia,

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quando por fim a descobrirmos, será tão convincente, tão inevitável que diremos uns aos outros: “Que lindo! Como poderia ter sido de outra maneira?” Embora sem pretensão teológica, Wheeler enunciou de forma simples a inquietação de todos nós com o sentido da vida e apontou para algo desconhecido para ele, mas não para nós, amigos de Jesus. Essa idéia, tão convincente, tão inevitável, não tenho dúvida, é o amor, causa maior do movimento de Deus em direção ao homem. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16 RA) Tais quais aviões, grandes, bonitos, rápidos, barulhentos e silenciosos, destruidores, nossas ações desprovidas de amor são artificiais e inócuas, às vezes até mesmo letais, simplesmente porque não são motivadas pelo amor. Basta ler o hino do amor em 1 Coríntios 13 para comprovar essa afirmação. O amor é o vôo da perfeição, que em movimentos ágeis e naturais demonstra a grandiosidade do Criador. Ele quer nos ensinar a voar, de forma simples, natural, graciosa e, impulsionados pelo amor, viver a perfeição de uma existência imperfeita, em sintonia com a verdade maior do Evangelho. Como poderia ser de outra maneira? OS INCOMODADOS..., QUE MUDEM! Ser incomodado pelo Espírito Santo não é coisa ruim. Aliás, é algo extremamente benéfico e significativo para aqueles que, como diz a Bíblia, têm filiação divina. “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Romanos 8:14) Compartilhar a mensagem de Cristo produz alegria. Foi o que sentimos na semana que passou (por ocasião do Seminário Pessoas compartilhando Jesus). Mas além da alegria de testemunhar, sentimos também um incômodo do Espírito que pode ser traduzido num único sentimento – poderíamos fazer mais. Na pobreza do pensamento popular, o conhecido refrão diz “os incomodados que se mudem”. Entretanto, suprimindo apenas um pronome, chegamos a uma nova frase, de conotação espiritual: “os incomodados (pelo Espírito)... que mudem”, o coração, os pensamentos, as atitudes, etc... No desenvolvimento da nossa salvação somos chamados à santidade e esse processo tem uma marca inconfundível, a mudança contínua, a novidade de vida da qual falam 2 Coríntios 5:17 e Romanos 6:4, pontuadas pelos constantes incômodos do Espírito. O Espírito Santo nos incomoda a perdoar, entendendo a esfera bidimensional do perdão – “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará.” (Mateus 6:14); O Espírito Santo nos incomoda a uma vida de oração mais profunda – “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.” (Efésios 6:18) O Espírito Santo nos incomoda a testemunhar de Cristo. São tantas oportunidades desperdiçadas simplesmente porque sufocamos a Sua voz. É ele que nos impele a pregar. “(...) o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales;” (Atos 18:9) O Espírito Santo nos incomoda a amar, exatamente porque Ele derrama do seu amor em nossos corações. “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” (Romanos 5:5)
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É preciso dizer mais? Diante de tudo isso, vale repetir: “os incomodados (pelo Espírito)..., que mudem!”. E que Ele continue a nos incomodar! A CRISE DE CREDIBILIDADE Há poucos dias atrás vivemos uma das maiores crises sociais das últimas décadas. Os acontecimentos serviram para mostrar a fragilidade de algumas instituições e para confirmar a existência de uma outra crise, de ordem ética e moral. A instabilidade gerada pela desordem não foi apenas a da segurança, mas a da credibilidade. Dentre uma porção de perguntas não respondidas, uma resume todas as outras: em quem acreditar? A Bíblia há muito fala da pecaminosidade do homem, do engano que há no seu coração, fala também da vaidade inerente à essa pecaminosidade, menciona ainda que governantes ímpios levam o povo à ruína. Em resumo, fala prioritariamente da necessidade de Deus para vencer a maior das crises humanas: o pecado. Nestes tempos de tanta incerteza, são muitas as oportunidades para refletir sobre a necessidade de Deus como modelo de credibilidade. Em vários sermões e estudos bíblicos temos destacado a beleza do caráter de Deus. Seguir esse modelo resulta em posturas e atitudes baseadas em verdade, principalmente. É disso que estamos precisando em nossa sociedade e em nossas famílias. A verdade da Palavra de Deus é o único caminho para vencer a crise de credibilidade. Eu e você, firmados nessa palavra, podemos ajudar a vencer essa crise. VACINA CONTRA DESÂNIMO È inevitável que em alguns momentos estejamos desencorajados. As lutas da vida, muitas vezes duras, fazem com que nos sintamos fracos e cansados. Nesses momentos, bem que gostaríamos que houvesse uma vacina contra desânimo. Na verdade ela existe. Deus, que tudo provê, inclusive encorajamento, mostra de várias formas que vale a pena buscar nele tudo o que necessitamos. A Bíblia diz: “Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia” 2 Coríntios 4:16 Mas como chegar a essa renovação? Em primeiro lugar, ouvindo o que Deus tem a nos dizer através da sua Palavra. A Bíblia é o grande antídoto contra o desânimo. O louvor é um outro aspecto prioritário para a renovação do nosso interior. A alegria do Espírito Santo, que não toma conhecimento de problemas ou frustrações, deve dominar a nossa vida de forma completa. A comunhão com a igreja é também uma fonte importante de renovação. Através da exortação mútua e da edificação na Palavra somos impelidos a um novo ânimo. Observar o que Deus tem feito na vida de outros que como nós esperam nele, é motivo de grande encorajamento. E por fim, embora implícito no primeiro aspecto, merece menção especial o encorajamento propiciado pelas promessas de Deus, que nunca falham.
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Se estiver desanimado, acredite, vale a pena “tomar” a vacina. "ABAIXO O AMOR" Um novo modelo de existência onde o amor não seja o amálgama essencial das relações humanas parece algo distante e mais próximo da ficção literária ou cinematográfica. Nem tanto. Não é de hoje que o amor vem sendo classificado por alguns "estudiosos" como uma das causas primárias dos conflitos humanos, e conseqüentemente da desgraça humana. Na semana que passou, recebi uma página de jornal de alguém, que, como eu, aprecia olhar a atualidade pelas lentes da Palavra de Deus, na qual estava reproduzida uma entrevista. Um conhecido psiquiatra brasileiro, que no momento do lançamento de sua mais recente obra literária propõe exatamente isso - uma nova forma de "amor". Partindo da premissa de que o amor é uma "imaturidade não resolvida nos seres humanos", o autor apresenta a proposta de um individualismo vitorioso, alcançável através de uma ruptura com os "velhos conceitos". Contestar cada uma dessas idéias relacionadas à tese escapa aos objetivos destas linhas. Entretanto, a verdade bíblica salta aos olhos diante de qualquer tentativa de aniquilar o amor. A essência do amor é o próprio Deus. "E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele." (1 João 4:16) "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor." (1 João 4:8) Parafraseando o grande pensador cristão inglês, Chesterton: "não é que o amor tenha sido testado e tenha falhado, mas antes, que tem sido reputado como "difícil", pelo que também não tem sido experimentado." Experimentar e demonstrar o verdadeiro amor (para alguns algo difícil, como na forma descrita em 1 Coríntios 13) é o grande objetivo de vida dos cristãos. ABAIXO A FALTA DE AMOR! PASSADO SALGADO Um dos muitos episódios intrigantes da Bíblia está narrado em Gênesis 19 - a mulher de Ló transformada em uma estátua de sal por desobedecer a uma ordem explícita de Deus; ordem essa que continha dois imperativos que, ainda hoje, são perfeitamente aplicáveis à nossa caminhada cristã: “não olhes para trás” e “não pares”. Vivemos nossas vidas em três dimensões – passado, presente, futuro. Equilibrá-las é um desafio permanente. As lembranças ruins podem nos sufocar e a insistência em viver realidades passadas, mesmo que boas, pode nos anestesiar para o presente e futuro. A obsessão pelo presente também é um tipo de desequilíbrio que se traduz em imediatismo doentio, cegando nossa visão para os resultados posteriores e até mesmo eternos de tudo que fazemos. E um viver baseado somente no futuro pode significar dificuldade para lidar com responsabilidades. Cada vez que deixamos de equilibrar essas dimensões nos tornamos estátuas de sal, estáticas e sem vida.

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Temos todos problemas para abrir mão. Muitas coisas nos prendem. Mas quando se trata de seguir ao Senhor, não podemos capitular diante de impedimentos de qualquer ordem. Não podemos olhar para trás. Foi esse o problema da mulher de Ló. Ela foi vagarosa no caminhar para a direção que Deus havia indicado porque não queria deixar a realidade que havia sido condenada. O povo de Israel viveu experiência semelhante quando sentiu “saudade” do Egito, ou seja, em seu coração, talvez, sequer tivessem saído de lá (Números 11:46). O fascínio do mundo e do pecado podem nos levar à mesma situação, cristalizando nossa rebeldia. O chamado de Jesus continua sendo o mesmo – “segue-me”. Atendê-lo exige arrependimento e mudança de atitude. Entretanto, a religiosidade exagerada dos nossos dias pode produzir em nós um desejo de seguir Jesus, algum arrependimento emocional, mas nenhuma mudança. Jesus continua nos advertindo com a mesma preocupação que tinha quando falava sobre o futuro - “lembrai-vos da mulher de Ló”, como que a dizer: não sejam lentos para cumprir a vontade de Deus, não olhem para trás, estejam atentos e continuem caminhando em direção ao futuro glorioso que o Senhor reservou para todos o que nEle crêem. Ou seja, a vida cristã deve ser caracterizada por duas realidades bastante singulares – movimento (seguindo a Cristo) e visão de futuro. O que passa disso é estático e sem vida, como uma estátua de sal. A ESCULTURA E O RESTO Não raro, pastores são afligidos por crises cuja questão principal reside na relevância e na eficácia do ministério que desenvolvem – e da própria igreja, por extensão. (Eugene Peterson, autor prolífico no assunto, é a maior prova disso). Penso e reflito sobre isso há muito tempo e posso dizer que a arte de esculpir é uma bela metáfora do processo de “modelagem” da igreja de Cristo, cujas aplicações são respostas claras às questões referidas. Tudo começa em pedra informe, sem nenhuma beleza. A partir dele, o hábil escultor, o Criador, pela instrumentalidade do Espírito Santo, toma o cinzel para modelar gradativamente o bloco, transformando-o em forma bela e reconhecível - a figura da noiva de Cristo. Interessante observar que nesse processo, uma parte do bloco se tornará parte da obra de arte, e outra será apenas o resto, o que sobrou do trabalho do artífice, que criou a bela escultura, mas que no processo produziu uma série de fragmentos de pedra que não se tornaram nada. Aplicando à nossa própria vida (e da igreja) o sentido da metáfora, fica a pergunta - no final da obra seremos o quê? Parte de uma bela escultura, ou simplesmente o resto? A INIMIGA SILENCIOSA Comida em excesso, ausência de apetite, insônia, cansaço crônico, irritação constante, qualquer um dos sintomas pode revelar uma desordem existencial ocorrendo em nível mais profundo. Os motivos vão desde questões como o medo de perder o emprego até o receio de ficar sem dinheiro nos próximos trinta anos. Tudo pode causar ansiedade.

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A ansiedade revela que nossos focos estão errados, o que significa dizer que, na prática, o Senhor Jesus ainda não domina completamente nossas vidas. O melhor remédio contra a ansiedade é a Palavra de Deus, embora alguns não a vejam como suficiente. Ela nos mostra como derrotar essa inimiga silenciosa. É preciso lembrar de Deus conhece todas as coisas, antes mesmo que venhamos a pedir. (Mateus 6:8) Mesmo assim, todas as nossas petições devem ser apresentadas a Ele (Filipenses 4:6). E as Escrituras também recomendam que devemos entregar a Ele toda a nossa ansiedade, porque Ele cuida de nós. (1 Pedro 5:7) Diante de palavras tão claras, por que estamos sendo diariamente derrotados por essa inimiga silenciosa? Vamos nos fortalecer pela Palavra de Deus cada vez mais, porque ela foi a fonte da nossa regeneração (1 Pedro 1:23); é portanto, mais do que suficiente para dar a segurança que necessitamos para lidar com os nossos problemas e conflitos. COMO SER CRISTÃO SEM SER RELIGIOSO No começo do século passado havia um sentimento generalizado de que em breve o homem se libertaria da religião para viver uma nova era de prosperidade centrada no infinito potencial humano. O retrospecto dos últimos cem anos mostra exatamente o contrário, uma explosão de busca pela espiritualidade como nunca vista. A partir de uma série de meditações, iniciada neste domingo, espero refletir sobre os problemas de uma vida religiosa dissociada de significado bíblico e fazer algumas distinções entre religião e cristianismo. Algumas delas são bastante nítidas: a religião produz em nós imagens mentais, pretensamente transcedentais, mas o Cristianismo nos dá a revelação de Deus, em Cristo. a religião enfatiza a iniciativa do homem, o Cristianismo é a própria iniciativa de Deus para nos salvar e santificar. a religião é baseada em rituais, mas o Cristianismo é baseado em relacionamento entre Deus e o homem. o resultado da religião é quando muito uma filosofia de vida, mas o resultado da vida cristã verdadeira é a vida eterna. Está lançado mais um desafio: viver um padrão elevado de espiritualidade a partir da Bíblia e dos ensinamentos de Cristo, a essência da verdadeira espiritualidade. GERENCIAMENTO DE OPORTUNIDADES A palavra “gerenciamento” tinha seu uso restrito ao ambiente corporativo até que os “gurus’” da administração começaram a observar que muitas outras áreas poderiam ser “gerenciadas”, até mesmo a vida pessoal. Os livros de administração pessoal proliferaram então, sob essa ótica, de que a vida é “administrável” e incluíram no âmbito do gerenciamento as oportunidades. Curiosamente, os mesmos livros admitem que a vida que está ao alcance do planejamento abrange cerca de dez por cento da nossa esfera de ação. O que significa dizer que a maioria das coisas que acontecem está fora do nosso controle.
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Isso tem levado muita gente à depressão ou à neurose; ou tem feito outros passarem a vida esperando uma grande oportunidade que mudará o curso da vida como resultado de uma espécie de sorriso da sorte. Mas, há oportunidades que, essas sim, são imperdíveis e que não dependem da sorte. Por exemplo, oportunidades de ouvir a palavra de Deus e de meditar nela. Igualmente imperdíveis são as oportunidades para falar com Deus, seja individualmente, ou em companhia de outros que, como nós, crêem nele. Há também muitas oportunidades de servir ou ou ajudar alguém. Aproveitando essas oportunidades, certamente vamos conhecer a graça maravilhosa de Deus, que se manifesta a todo instante através de oportunidades incontáveis. Como estamos gerenciando essas oportunidades? O SENHOR É O MEU PASTOR... ... mas o mundo secularizado me impede até mesmo entender o que é ter um pastor, portanto não desfruto da alegria confiante que ele promete. ... mas nem sempre estou consciente do que significa “nada me faltará”, pois vejo que tenho muitas “necessidades” não atendidas. ... mas minha vida é uma grande correria sem descanso. Olho à minha volta e não sinto a vida a vicejar e as águas tranqüilas são uma metáfora distante. ... mas a minha perspectiva para os problemas não é de restauração divina. Já entendi a mentalidade do mundo “moderno” e estou sempre procurando “partir para outra” quando alguma coisa foge do meu controle, ou sou contrariado, ou não consigo fazer o que Deus quer de mim. ... mas não sei bem o que significa ser guiado. Aprendi com a vida que eu dirijo o meu destino, portanto não consigo enxergar esse amor do qual fala o salmo do pastor. ... mas de preferência, que eu não passe por nenhum vale da sombra da morte, ou mesmo por perigos. Quero apenas a proteção nos momentos que me interessam. ... mas a alegria de ser servido e honrado por um Deus que me ama não é real para mim. ... mas a bondade e a fidelidade do pastor não passam de um jogo de palavras poéticas. Se essa for a nossa versão prática do Salmo 23, isto significa que estamos carentes do grande amor de Deus. Sejamos mansos, aceitando esse pastoreio para o nosso próprio bem. A ABSOLUTA IMPORTÂNCIA DO MOTIVO “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. (1 Co 10:31) O apóstolo Paulo escreveu as palavras acima aos cristãos de Corinto incentivando-os a lembrar que pela perspectiva espiritual nossa motivação é mais importante do que nossos atos.

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Após refletirmos em vários momentos sobre todos os aspectos ligados à igreja e à vida cristã, a única conclusão possível aponta para a importância primordial do que vai no nosso interior. Muitos outros textos da Bíblia confirmam essa idéia de que Deus preocupa-se com o nosso interior. (cf. 1 Samuel 16:7 Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração). O componente mais importante na vida de uma igreja que busca ser agradável a Deus é o motivo que antecede cada uma das coisas que são feitas em nome de Deus. Motivos inadequados geram ações não consonantes com os propósitos da igreja. Mas a verdadeira motivação produz um ambiente espiritual de grande valor que propicia o crescimento mútuo e da própria igreja como um todo. Vamos transformar 1 Co 10:31 em pergunta individual: “Estou fazendo tudo para a glória de Deus?” Ou, por trás das minhas ações e atitudes estão motivos inconfessáveis e não agradáveis a Deus? A REVOLUÇÃO DAS FAMÍLIAS É impossível olhar para o mundo e não sentir uma profunda tristeza diante de tanta tragédia e miséria por toda a parte. Não sou simplista a ponto de dizer que o problema do mundo é o homem, até porque com esse raciocínio teria que admitir que a obra de Deus é imperfeita. Prefiro aceitar as explicações bíblicas para esse quadro, que falam, principalmente, de rebeldia contra o Criador. Nesse sentido, o primeiro capítulo do livro de Romanos soa como algo escrito ontem. Esse olhar sobre o mundo pode produzir em nós resultados diferentes, que vão da mais absoluta indiferença até o desespero niilista. O conselho de Paulo - (Romanos 12:2 BV) “Não imitem a conduta e os costumes deste mundo, mas seja cada um, uma pessoa nova e diferente, mostrando uma sadia renovação em tudo quanto faz e pensa”– é um convite a uma postura não conformista e ao mesmo tempo um incentivo a uma vida proativa e de renovação constante. Tudo à nossa volta sugere a passividade. Destaco apenas, como exemplo, a imprensa televisiva, com sua cobertura ostensiva de tudo que acontece ao redor do mundo, como um grande agente desse processo, que promove o olhar da impotência. A fome do outro lado do planeta, em quinze segundos, a guerra em um país de cultura estranha, em dez segundos, a destruição da natureza em vinte segundos, corrupção dos agentes políticos, em alguns minutos, com uma conclusão: quase nenhuma punição. Informações desnecessárias, na sua maior parte, que geram uma resignação coletiva destrutiva e incompatível com a Palavra de Deus. A renovação da sociedade deve começar por atitudes não conformistas das famílias, que vivem a realidade do mundo, sem dele fugir ou alienar-se, enquadradas na dimensão maior da criação divina, compreendendo tudo espiritualmente. A revolução das famílias precisa acontecer agora, com a maior urgência, sem passeatas escandalosas, sem armas ou insurreições políticas, simplesmente vivendo em harmonia, coerentes com os princípios bíblicos que são mais do que suficientes para produzir a felicidade no seu sentido mais puro e verdadeiro.

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A MATEMÁTICA DA FAMÍLIA Agrupar pessoas é sempre um desafio em todos os aspectos. Entretanto, não há como negar que fomos criados por Deus para viver em grupos, e a família é o primeiro deles onde nos deparamos com os desafios da convivência. A sabedoria bíblica mostra que há uma “matemática” muito peculiar nessa convivência, que, quando colocada em prática, produz resultados de felicidade. São quatro “operações” que mostram de forma simples que há resultados satisfatórios e possíveis para as famílias. Somar potencialidades – desde a infância são perceptíveis as diferenças e habilidades que nos caracterizam individualmente. Infelizmente, no processo de crescimento e educação vamos perdendo de vista a importância dessa individualidade e esquecendo que ela é um componente importantíssimo da soma que deve caracterizar os agrupamentos de indivíduos. Essa soma tem permitido os avanços do conhecimento humano, tem permitido também às famílias compreender que uns complementam os outros e as diferenças são bênção e não maldição. Dividir responsabilidades – com o crescimento do individualismo criou-se uma cultura de “vantagem pessoal a qualquer preço” que muito tem contribuído para destruir a idéia de que responsabilidades são aspectos inerentes e essenciais à existência humana e que elas devem ser divididas. (De outra forma não poderíamos entender o conceito de sociedade.) Também na família, desde a sua formação deve-se atentar para o equilíbrio contido nesta “operação” básica – dividir responsabilidades. Todos crescem e se beneficiam quando isso é feito com sabedoria. Multiplicar o amor – O núcleo familiar tem as maiores oportunidades para a aprendizagem do amor. As diversas situações relacionais propiciam uma troca de sentimentos e emoções que pode ser rica ou pobre, conforme a disposição do grupo. Quando a família conhece e busca seguir a orientação bíblica ela logo percebe que a operação que mais combina com amor é multiplicação. É impossível dizer dos resultados milagrosos que são alcançados a partir de pequenas atitudes amorosas. Subtrair a maldade – Alguém disse que a prevenção da criminalidade começa com os pais. Nestes dias de tanta violência e medo mais uma vez a “falência” da instituição familiar é lembrada para justificar o caos. Essa explicação não é satisfatória, é simplista demais; naturalmente há outros fatores que interferem na produção do caos social que vivemos, mas sem dúvida a ausência do equilíbrio familiar ocupa um lugar de destaque nessa conjuntura. A família deve ser um pólo de irradiação do bem, e como tal, um instrumento de subtração da maldade no mundo. Entretanto quando essa missão se perde, a maldade do mundo cresce, prejudicando a todos. A matemática da família é não é uma opção, é uma obrigação para todos aqueles que desejam construir uma família segundo a vontade de Deus.

SEQÜESTRO BRANCO Recentemente, li um artigo que defendia o direito/dever do Estado, e não dos pais, de educar as crianças em conformidade com os interesses da sociedade. Senti-me desconfortável.

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Vislumbrei nos argumentos apresentados o ápice de um grande e nefasto processo. Um processo cínico e sub-reptício, iniciado há décadas (ou no Éden como quiserem), com discursos feministas e pressões consumistas, que empurrou a mulher para o mercado de trabalho e culminou com a realidade dos nossos dias, na qual grande maioria das famílias brasileiras é sustentada unicamente por mulheres. A dupla jornada das mães entrega as crianças aos cuidados das escolas de tempo integral, consideradas pelos políticos e governos, e até pela população, como uma bandeira da educação de qualidade. A ausência prolongada das crianças do ambiente do lar e do convívio familiar, agravados pela evidente desintegração familiar e despreparo dos pais, provoca, dentre tantos efeitos, desajustes diversos no desenvolvimento mental e emocional dos pequenos, e os tornam reféns das terapias mais diversas. O último estágio desse processo é uma verdadeira mordaça, constituída de um conjunto de princípios que, em nome do desenvolvimento da criança, silencia a autoridade e disciplina dos pais e educadores, ampliando a perplexidade em face da escalada de absurdos perpetrados pelos pequenos e livres ditadores. Convenhamos, é um verdadeiro seqüestro branco. Os nossos filhos estão cada vez mais sob o poder de outros, e poucos se apercebem disso, ou pior, quase ninguém tem condições para pagar o resgate e tê-los de volta. Certamente não era isso que Deus tinha em mente quando planejou a família. O núcleo pai, mãe, filhos, não é uma fixação de retrógrados, mas uma receita simples de equilíbrio, baseada em ingredientes como submissão, cooperação mútua, respeito e, principalmente, amor. A missão de educar filhos é dos pais. Não permitamos que esse seqüestro branco continue sendo praticado, mas voltemo-nos para o mandamento bíblico: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te” Deuteronômio 6:6-7

VENDEDOR DE FACILIDADES As facilidades incorporadas ao cotidiano nas últimas décadas tornaram a vida muito mais prática. Tecnologia, informação, novos valores, e principalmente, mudanças conceituais sobre a família foram vendidos como grandes facilidades da nossa era. Uma nova sexualidade invadiu o mundo. O sexo extra-conjugal abandonou a alcova e se instalou nas telas como um modelo glamoroso, muito mais prazeroso, e sem compromisso. Para atender aos novos padrões de sexualidade foi preciso modificar o casamento, de forma a torna-lo mais fácil. Foi o que se fez, o pétreo “até que a morte os separe” foi sutilmente adaptado para a flexibilidade do “até que a vida os separe”, muito mais simples, obviamente. Com casamentos mais flexíveis fez-se necessário então buscar novos modelos e conceitos de família. A complexa relação entre fragmentos de famílias exigiu uma forma mais dinâmica e contemporânea para entender as relações familiares e o conceito divino foi substituído por algo mais amplo que aceita qualquer agrupamento em que haja amor e afeto (pela ótica do cinema, até com animais), como familiar. Entretanto, com o emaranhado de emoções decorrente disso, apareceram as culpas, os conflitos e as rejeições. Pais em crise, cônjuges em desespero, filhos
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incontroláveis, crimes hediondos no ambiente familiar, gente carente e em conflito por toda parte. Ainda faltava uma facilidade para anestesiar as consciências, nesse quadro caótico - teorias sutis sobre transferência ou ausência de responsabilidade; e, pronto, as culpas foram transferidas para a sociedade, autoridades, cultura, modelos antigos e pais, dentre outros, que passaram a responder pelos álibis emocionais para toda a sorte de desgraça familiar. Infelizmente pouca gente consegue perceber que por trás de tantas facilidades para a família está a mesma lógica perversa, prática antiga do inimigo maior da humanidade - criar a dificuldade para vender a facilidade. A dificuldade da família não é decorrente de qualquer outra coisa que não do seu afastamento dos valores e princípios da Palavra de Deus (pecado). Não sejamos enganados, a família não foi criada por Deus para viver comprando facilidades, mas para obedecer à Palavra de Deus. A obediência é que produz equilíbrio e felicidade. FELIZ FAMÍLIA NOVA! Mais uma pesquisa divulgada, mais alguns dados críticos a respeito da família - no último ano, o número de divórcios aumentou. Até aí nenhuma novidade. Desde a legalização do divórcio isso aumenta ano a ano. O que preocupa é que não apenas esse índice tem aumentado de forma assustadora, mas também outros ligados à família, tais como os da violência doméstica, os de crimes de filhos contra pais e de pais contra filhos, os de jovens e adolescentes envolvidos com todo tipo de droga, mencionando apenas alguns. Há um índice, entretanto, esse não medido estatisticamente, que aumenta no tempo das festas de fim de ano, o da infelicidade em família. Nessa época muita gente bem que gostaria de “ganhar uma família nova”. Os programas televisivos que mostram as trocas de famílias estão fazendo sucesso pelo mundo todo, a princípio tentando demonstrar que isso é muito complicado, mas secundariamente sugerindo que mudar de “turma” (ou simplesmente “deixar a turma”) pode ser uma boa saída para os problemas recorrentes do convívio familiar. Não dá mais para negar uma realidade evidente, a família sem Deus está em crise há muito tempo. Se a sua família engrossa as estatísticas dessa crise, então está na hora de buscar em Jesus Cristo a novidade de vida, afinal de contas Ele é o único que pode fazer novas todas as coisas, inclusive a família. Que nas comemorações natalinas tenhamos o prazer de ouvir um “feliz família nova” diretamente do criador da família e personagem maior do Natal. NA JANELA DO TREM-BALA Desde a infância sou fascinado pelos trens. A velha estação ferroviária na cidadezinha do interior, as manobras das composições, os apitos lamuriosos, os avisos falados das estações, bilhetes picotados, vendedores de lanches nas plataformas e, o melhor de tudo, o vento no rosto, são algumas das muitas e deliciosas reminiscências.

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A realidade presente é bem diferente. Os trem-bala (apenas em projeto no Brasil) são ícones do desenvolvimento tecnológico e sinônimo de rapidez, eficiência, conforto e segurança. Das reminiscências para as lucubrações, num salto, pego-me pensando que aproveitar a vida em família é algo semelhante a uma viagem de trem. Há muito para apreciar, mas isso tem que acontecer em uma velocidade compatível com tudo que há para ser desfrutado. A família dos nossos dias viaja de trem-bala. A velocidade é esfuziante, o conforto individual é o melhor possível, a preocupação com a segurança material chega às raias da obsessão. Mas, na janela do trem-bala o que se vê é uma seqüência quase impressionista das paisagens. A interação com o ambiente externo não existe, apenas a pressa de chegar, a um lugar que ninguém sabe ao certo. Na janela do trem-bala não se aprecia a vida, apenas se constata a velocidade da viagem. Bom seria que a família pudesse andar em trenzinhos, como alguns que ainda circulam pelos interiores do nosso país, mais vagarosamente, sentindo o frescor do vento no rosto, como um bafejar renovador de Deus, apreciando cada detalhe das bucólicas paisagens, como oportunidades de reflexão sobre a beleza da criação, vivendo intensamente os efusivos encontros de pessoas nas estações da vida. É tempo de diminuir a velocidade, olhar para os lados, sentir a vida, refletir com clareza sobre os destinos, e buscar, enquanto há tempo, uma vida em família que seja vivida e apreciada em todas as dimensões da beleza e felicidade planejadas por Deus. Que Ele nos ajude a ter uma boa viagem! A FARRA DO DESCASAMENTO A leitura do título acima remete quase que imediatamente à idéia de uma metáfora sobre a fragilidade do compromisso conjugal em nossos dias. Lamentavelmente, a intenção é outra, literal mesmo. Vem da Inglaterra a nova “onda” de comemorar o divórcio com uma verdadeira farra semelhante às despedidas de solteiros. Como se diz por aí: era só o que faltava. O que se comemora com a farra? A liberdade? A possibilidade de mais um casamento? O laissez-faire característico dos nossos dias? Difícil conhecer as reais motivações dos que se alegram com tal coisa. Quando Jesus debateu com fariseus sobre o divórcio, deixou bem claro que o propósito de Deus, desde o início, era a união monogâmica, caracterizada por uma unidade indissolúvel. Além disso, apontou também para a causa maior do descasamento, a dureza dos corações. O mundo poderia ser melhor se a instituição do casamento fosse mais valorizada. Exagero? Tenho por certo que não. Basta pensar no que seria evitado com casamentos estáveis: diminuição da promiscuidade e da imoralidade sexual em geral; menor número de crianças desassistidas; menor gasto público decorrente dessas duas situações; menor quantidade de crianças desajustadas em função das realidades desequilibradas das famílias; ou seja, o descasamento está na origem de diversas tragédias sociais e de muita tristeza. O avanço das liberdades individuais tem obscurecido a compreensão da necessidade das relações solidárias, baseadas em compromissos sérios e não em conveniências pessoais.
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A Bíblia é o único manual relacional que aponta o amor (1 Coríntios 13) como a causa e motivação maior para todas as relações humanas. A farra do descasamento desagrada a Deus, porém, aqueles que conhecem esse manual continuam se alegrando com o casamento, e desfrutando das bênçãos de Deus sobre o matrimônio.

DIA DE ORAÇÃO EM FAMÍLIA Parece desnecessário estabelecer um dia para que a família se reúna para orar, ainda mais quando lembramos que a Bíblia diz “orai sem cessar”. Mas, ênfases nos ajudam a redefinir prioridades. A vida é feita de prioridades e é preciso que elas estejam numa ordem que contribua para o nosso bem estar espiritual. Orar é uma daquelas atividades que sabemos ser indispensável, mas que no cotidiano acaba relegada ao último plano pelas mais diversas desculpas. O apóstolo Paulo nos aconselha em Filipenses 4:6: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Se há um lugar onde há motivos de sobra para orar esse lugar é o lar. É nele que colidem interesses, ansiedades, expectativas, frustrações e toda espécie de sentimentos paradoxais. Vença o constrangimento, a correria, a incredulidade, ou seja o que for e reúna sua família para orar pelo menos uma vez por semana. Para chegar ao ponto de orar todos os dias em família é preciso começar com algo mais simples, um dia. É um bom começo.

DIA SEM TELEVISÃO No sábado, dia 22, foi comemorado o Dia Mundial sem Carro. Mesmo não sendo um dia da semana caracterizado por grande movimento de veículos, o que se viu em São Paulo foi um trânsito intenso, com pontos de congestionamento. O evento foi promovido em 56 cidades no país e em cerca de 1.800 no mundo. Ocorreu-me então a idéia de um outro evento. Uma campanha de conscientização sobre os males da poluição televisiva – Um dia sem televisão. Pensei nos desdobramentos multiplicados e nos efeitos difusos de ações que fossem levadas a efeito apenas em um dia sem a telinha. Algumas possibilidades: Seria um dia sem conhecer os desmandos e mazelas dos nossos políticos. Talvez até fôssemos mais estimulados à cidadania, observando à nossa volta milhões de brasileiros que continuam trabalhando de forma digna, indiferentes ao descarrilamento moral da nação. Daríamos um sinal às emissoras de que não somos uma massa ignorante e manipulável. Em um segundo momento, teríamos força até para obrigá-las a rever os conteúdos de seus programas, quem sabe. Estaríamos mais coerentes com o ensinamento do apóstolo Paulo de não tomar a forma do mundo (Rm 12:2) – processo no qual a televisão tem enorme interferência. Teríamos mais tempo para a oração e meditação na Palavra de Deus, e consequentemente um desejo crescente de conhecer a Deus (Sl 130:6).
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Nosso senso crítico e intelectualidade teriam melhores condições para desenvolver-se. Sobraria mais tempo para o lazer, para o convívio familiar e para a comunhão com os irmãos, visitando os idosos, enfermos, necessitados, etc... Além do que, ficaríamos livres do “script do diabo” – “roubar, matar e destruir” (João 10:10) – uma espécie de resumo da programação da televisão. Será que a idéia pega? Alguém sugere uma data? O PARADOXO DA MATERNIDADE A maternidade é uma das maiores dádivas de Deus às mulheres. Entretanto, pelo incômodo da gestação, pelas dores de parto e pela dificuldade de educar filhos, em nossos dias, ela tem sido desvalorizada. As mães vivem sempre entre a dor e a alegria. Ao dar à luz sofrem e logo depois se alegram. Criando filhos, choram e riem num círculo incessante que contorna a vida. É o paradoxo da maternidade. Essa aparente contradição também está presente em nossa caminhada cristã. Sofremos e nos alegramos quase que infinitamente, afligidos de um lado por um mundo decaído e cruel e alentados por outro, eterno, promissivo e recompensador. Jesus Cristo, em sua suprema sabedoria, usou a maternidade como metáfora para exprimir a tensão entre a precariedade desta vida e a perfeição da eternidade que nos aguarda: “Em verdade, em verdade eu vos digo que chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria. A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição, pelo prazer que tem de ter nascido ao mundo um homem. Assim também agora vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar.” (João 16:20-22). Ele soube viver como ninguém a dualidade expressa no texto joanino, fez-se homem, sofreu e sensibilizou-se como homem, curou, ressuscitou, deu ânimo aos fracos, deu vista aos cegos, como Deus, trazendo esperança a todos. O paradoxo da maternidade é para as mães um elogio à beleza do evento que traz à vida uma criança; é também um lembrete sobre a transitoriedade da vida em seus ciclos de dor e alegria, e ainda, um incentivo à confiança na vida eterna em Cristo. Ser lembrada pelo Mestre é a maior homenagem que qualquer mãe poderia receber. A alegria que ela sente ao dar a luz é uma pálida descrição da alegria que vamos sentir em comunhão eterna com o Pai. Na homenagem do Mestre, somos todos lembrados. DEUS PODE TODAS AS COISAS A carência das famílias por harmonia em suas relações e por uma experiência verdadeira com Deus é visível a olho nu. Os ataques do inimigo contra aquilo que Deus prioriza têm sido cada vez mais insistentes, agudos e sutis. E o ambiente do mundo hodierno não poderia ser melhor para isso. A comunicação massificada é a grande ferramenta para interferir
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no comportamento e na forma de pensar das pessoas, já predispostas à incredulidade, provocando afastamentos cada vez maiores da vontade divina. A união conjugal, base para a construção de uma sociedade equilibrada, tem sido relegada a uma condição a mais inferior possível. Divórcios, sexo livre, solteirice convicta e outras opções sexuais fazem a felicidade conjugal parecer anomalia. A procriação, resultado lógico da instituição familiar, foi asfixiada pelo egoísmo latente dos nossos dias e o que era benção passou a ser visto como maldição. As taxas de fertilidade, nos países chamados de primeiro mundo, em queda livre nos últimos decênios são os maiores indicadores do ocaso e falência moral da atual estrutura civilizada. A educação de filhos, antes privilégio e bênção, após tantas interferências dos “técninos” da área (psicólogos, educadores, etc...) tornou-se um obstáculo quase intransponível para a maioria dos pais que se vêem obrigados a terceirizar a educação dos filhos para instituições cujos valores negam a existência do bem absoluto e da natureza espiritual da existência. Diante desse quadro, a desesperança é um resultado aparentemente inevitável. Para a igreja, entretanto, é a oportunidade, que nunca foi tão urgente, de proclamar que “Deus pode todas as coisas”, inclusive restaurar famílias. A experiência de Jó (sintetizada em Jó 42:2) é acima de tudo uma testemunho de restauração. É a desesperança transformada em felicidade; a tragédia revertida em êxito; o castigo esquecido em face da graça; o ceticismo derrotado pela fé; a tristeza desfeita pela alegria; a dúvida fulminada pela ação inequívoca de Deus. Seja cada uma de nossas famílias um testemunho vivo de que DEUS PODE TODAS AS COISAS! Amém! FUGINDO DA PRÓPRIA SOMBRA Duas adolescentes ganharam destaque nos noticiários, dias atrás, em razão de uma fuga de seus lares, no mínimo inusitada. Não eram carentes ou maltratadas. Segundo depoimento de uma delas, estavam em busca de algo novo, uma outra condição de vida sem as “pressões” de ser ou fazer, características da sociedade em que vivemos. Não escrevo para julgá-las, mas para refletir sobre um traço comum entre a experiência das meninas e a nossa sociedade: a insatisfação. A insatisfação tornou-se uma sombra gigantesca, da qual fugimos sem rumo, na esperança de encontrar em algum lugar um mundo melhor, pessoas melhores, enfim, algo tão desejado quanto desconhecido. Ao descobrir que o mundo não é como queremos (e muitos demoram para descobrir, outros ainda, passam a vida inteira em conflitos por não perceberem essa verdade simples), podemos nos voltar para Deus em busca das respostas ou rejeitá-lo e cair no vazio existencial. Como sempre, o conselho bíblico desfaz a sombra, como o sol do meio-dia: “De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.” (1 Timóteo 6:6-8 NVI) “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.” (Salmos 16:11) A resposta à insatisfação está no contentamento de uma vida piedosa e agradável a Deus e na alegria produzida pela sua presença.
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Estejamos atentos para que os cuidados desta vida não se tornem como nuvens ofuscando o brilho do sol, produzindo incerteza, medo e sombra sobre nossas vidas. Não é preciso fugir da insatisfação. Podemos enfrentá-la com a sabedoria de Deus, que está à nossa disposição para revelar o verdadeiro sentido da vida.

CORTINA DE FUMAÇA São muitos os desdobramentos do debate que acontece nas esferas política, jurídica e científica do país sobre a regulamentação da pesquisa com células-tronco. Secularistas empedernidos e religiosos dogmáticos são os principais personagens desse grandioso espetáculo competitivo, explorado ao máximo pela mídia tendenciosa. De um lado os argumentos a favor da melhoria da qualidade de vida, com o vislumbre de novas possibilidades de cura para doenças até então incuráveis, de outro a “defesa da vida” e de sua inviolabilidade, espelhando o receio de um agigantamento da ética utilitarista que domina nossa época. Encontrar uma resposta equilibrada para os problemas da existência dentro dos princípios bíblico-cristãos é um exercício desafiador a ser enfrentado continuamente com a perspectiva correta. E esse é o problema, a maioria das pessoas não entendeu ainda qual é o problema. Aplica-se com muita propriedade à situação a frase de G. K. Chesterton - “Não é que eles não vejam a solução. O que eles não enxergam é o problema”. Uma discussão de maior dimensão deve ser promovida sobre a questão do domínio sobre a criação, delegado por Deus ao homem, e que deve ser exercido com base em dois princípios: sujeição a Ele e responsabilidade para com o próximo. Esses dois princípios tem sido violados sistematicamente. A sociedade dos nossos dias vangloria-se da sua laicidade e a responsabilidade para com o próximo é exercida apenas até o limite dos grandes interesses econômicos. O debate sobre as células-tronco é mera cortina de fumaça que esconde o problema maior do homem, a incredulidade e o pecado (incluídos vaidade e ganância, principalmente). A resposta para a disputa está na esperança da redenção da criação, em Cristo, definida pelas palavras de Paulo: “Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.” Romanos 8:2021

A DEMOCRACIA DO ESPÍRITO A modernidade trouxe consigo a idéia aperfeiçoada da democracia grega. Na prática essa democracia é desvirtuada por interesses inomináveis que a distanciam do ideal. Em geral aplicamos a mesma idéia à forma de decidir as coisas na igreja. Achamos que a igreja deve ser governada pela maioria. Mas o que diz a Bíblia? Em primeiro lugar, Cristo é o cabeça da igreja (Ef. 1:22-23, 5:25), e ela é edificada por Ele (Mt 16:18). Em segundo, a liderança do Espírito Santo é aspecto indispensável de qualquer igreja verdadeiramente bíblica (At. 9:31, 15:28).
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A igreja, portanto, é uma “democracia do Espírito Santo”. A maioria deve ser movida por Ele na realização daquilo que Ele considera o melhor para a igreja de Cristo em um ambiente de paz e vida. (Rm 8:6) No momento em que estamos orando por direção para a escolha de pessoas que liderarão as iniciativas da igreja em diversas áreas vamos lembrar que a Igreja pertence a Cristo, que o Espírito deve liderar suas ações e que devem prevalecer os interesses do Reino de Deus e não os nossos próprios. Que Deus nos dê o discernimento necessário para construirmos a cada dia uma igreja verdadeiramente bíblica. AS IDADES DA IGREJA A existência humana é caracterizada por uma série de processos físicos e mentais. O conhecimento científico tem permitido, cada vez com mais precisão, conhecer esses processos, contribuindo para uma crescente melhoria da qualidade de vida. Esse conhecimento mostra que há diferentes formas de classificação e quantificação da existência, cada uma delas denominada idade. A idade cronológica é a mais simples e conhecida. A partir da data de nascimento, a matemática se encarrega de fornecer um resultado de fácil compreensão da extensão da existência. A idade biológica mostra o nível de eficiência do funcionamento do corpo e pode ser medida utilizando-se os conhecidos marcadores biológicos: pressão arterial, audição, visão, níveis hormonais, densidade óssea, níveis de açúcar e colesterol no sangue, qualidade da pele, imunidade, dentre outros. Já a idade psicológica reflete e experiência subjetiva que cada um tem em relação à sua idade cronológica e estágio de vida. Com um pouco de observação é fácil concluir que nem sempre há sincronia entre essas idades. Nem sempre a idade cronológica avançada reflete maturidade. Nem sempre a existência biológica satisfatória reflete equilíbrio. Aproveitando o paralelo com a existência da igreja é possível chegar a pelo menos uma questão inquietante – que nível de maturidade espiritual atingimos como igreja, no momento em que comple-tamos quarenta anos de existência? Meu desejo é que estejamos em uma fase de maturidade espiritual, lembrando dois conhecidos textos do apóstolo Paulo e do autor do livro de Hebreus, que nos incentivam a essa maturidade: 1 Coríntios 13:11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Hebreus 5:13 Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. AS MARCAS DA IGREJA Pesquisas nem sempre expressam o verdadeiro pensamento das pessoas, mas dão uma boa idéia do que elas têm em mente. Estudando sobre a doutrina da igreja, no mês que passou, aproveitamos para apresentar algumas questões sobre a importância dessa instituição divina na vida de cada crente.

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O resultado foi surpreendente. Confesso que subestimei a relevância das contribuições da igreja às pessoas. Observei que cada um dos aspectos mais lembrados na pesquisa está diretamente relacionado às identidades ministeriais do corpo de Cristo e isso traz um sentimento de alegria por constatar que as marcas da nossa igreja são as mesmas que a Bíblia indica. Oração foi um dos aspectos mais apontados como contribuição da igreja aos seus membros. Continuo acreditando que uma igreja sadia espiritualmente é marcada por uma vida de oração intensa. Nenhum despertamento pode ser efetivo sem vidas dedicadas à intimidade com o Pai. O ensino da Palavra também foi dos mais indicados dentre todos os aspectos. Por alguns definido como “sede da Palavra”, serve para indicar que em tempos de tanta tecnologia, ciência e modernidade, nada substitui a consistência do alimento espiritual da Palavra. A adoração, apontada como uma das grandes contribuições da igreja, revela o desejo por uma culto integral, em espírito e em verdade. Por último, dentre as muitas indicações majoritárias, a comunhão foi a “campeã” das indicações, mostrando que em tempos de tanto individualismo, gente ainda precisa de gente. Sentir e compartilhar o amor de Deus é uma das grandes vocações da Igreja. Que Deus nos ajude a evidenciar através da Igreja Batista Nova Jerusalém as marcas do Evangelho verdadeiro. A GUERRA DOS MUNDOS Muito consideram Jesus arrogante. Os discursos categóricos e os imperativos do Evangelho nem sempre são compreendidos. Via de regra as escolhas e posturas cristãs ficam em flagrante desalinho com a pregação da tolerância e da diversidade tão comuns nos dias de hoje. A mensagem de Jesus incomoda porque é direta e reveladora: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim” (Jo 14:6). Direta porque apresenta opção única; reveladora porque apresenta indiretamente um outro mundo (“Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.” Lc 11:23), cuja finalidade pode ser entendida a partir do texto paulino sobre o anticristo: “...o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus...” (2 Ts 2:4) Um dos episódios da vida de Jesus mostra de forma contundente a visão que ele tinha desse confronto. Quando os setenta enviados por Ele voltaram da sua missão, possuídos de alegria, falando das maravilhas operadas, a observação do Mestre foi: “Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago.” (Lc 10:18) Todos que buscam a justiça do Reino de Deus e que estão vivendo para cumprir chamados específicos sabem da dificuldade de viver a oposição desse reino. Os problemas que estamos enfrentando em face do nosso “Projeto África” são decorrentes, alguns, da nossa falta de fé, é verdade, mas também e principalmente da oposição sistemática desse outro mundo. Enquanto o grande e soberano plano de Deus não se completa, vivemos sob a oposição constante dos dois mundos, mas aguardamos esperançosos o cumprimento da profecia: “... O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”. (Ap 11:15)

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A IGREJA DE CADA UM É muito perceptível atualmente que muitas igrejas são movidas por um desejo quase obsessivo de “agradar ao freguês”, como se atende às preferências individuais fosse determinante na construção de uma igreja bíblica. Edificar a igreja é construir a igreja de cada um não para atender às preferências, mas, principalmente, para atender ao que a Bíblia espera de cada um. Longe de ser uma lista de preferências individuais, as características da igreja, do ponto de vista pessoal, devem ser aquelas que a própria Bíblia menciona, dentre outras: Cada um deve andar segundo o seu chamado (1 Co 7:17) Cada um entende e age como parte do corpo de Cristo (1 Co 12:18) Cada um contribui com liberalidade, segundo o propósito do coração (2 Co 9:7) Cada um tem consciência da importância e papel na sua família (Ef. 5:33) Cada um anda em verdade e humildade e age sem partidarismo (Ef. 4:25, Fl. 2:3) Cada um se preocupa com o outro (Fl. 2:4) Cada um vai ser recompensado de acordo com a sua obra. (Ef. 6:8; 1 Co 3:13) Cada um agindo assim, por certo não agradaremos a todos, mas a Jesus Cristo.

A IGREJA DE TODOS A igreja é um dos grandes projetos de Deus para as nossas vidas. Temos insistido nesse assunto com o objetivo de levar cada um dos membros de nossa a igreja a buscar a vontade de Deus para as suas vidas, enquanto parte desse projeto. Ao longo deste mês uma série de iniciativas levarão a igreja a refletir seriamente sobre a necessidade de ser corpo, sadio e bem ajustado espiritualmente. Para tanto é preciso crer que: A igreja é de todos aqueles que, como eleitos de Deus, tendo aceitado a Jesus como salvador e senhor de suas vidas, vivem e proclamam o verdadeiro evangelho. A igreja é de todos aqueles que estão em pleno desenvolvimento espiritual, buscando a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus. A igreja é de todos aqueles que estão atentos às necessidades dos que estão a sua volta, fazendo de cada oportunidade de serviço um privilégio pessoal. A igreja é de todos aqueles que necessitam de alimento espiritual bíblico e que o encontram através da ação do Espírito Santo. A igreja é de todos aqueles que encontram alegria na comunhão com os irmãos. A igreja, em síntese, é de todos aqueles que amam a Deus e o adoram em espírito e em verdade. A “MAIORIA” ALEGRE Freqüentemente ouvimos alguém (principalmente líderes) reclamar da ausência de pessoas que poderiam estar participando das muitas atividades realizadas pela igreja. (às vezes até tentando lançar alguma culpa ou constrangimento sobre elas).
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É natural que a participação de todos seja sempre o ideal de quem lidera. Eu mesmo, como pastor, gostaria de ver toda a igreja presente aos cultos e desenvolvendo cotidianamente uma adoração em espírito e em verdade, envolvida com o ministério de oração, engajada na proclamação, preocupada com as necessidades do próximo, etc. Mas, convenhamos, a realidade é outra. Dizem que a obra de Deus sempre será feita pela minoria. Não tenho a preocupação de quantificar essa adesão ou participação de pessoas, e preocupo-me em não ir a um ou outro extremo nessa questão. Mas há alguns aspectos muito evidentes. Primeiro, a minoria com Deus é maioria. Parece um chavão, mas não é. É a mais pura expressão da soberania de Deus agindo a despeito da sabedoria do mundo e tornando-a loucura, através do Evangelho de Cristo, que continua transformando pessoas e operando maravilhas. Em segundo lugar, as pessoas que tem se deixado usar por Deus são dotadas de uma alegria e de uma paz que excede todo o entendimento. Por último, destaco o senso de realização, em relação à vontade de Deus, que domina os corações dessas pessoas. Deixo para reflexão a pergunta que é resultado inevitável desta reflexão: de que lado estamos? Da minoria (maioria) alegre que está realizando a obra de Deus, ou da maioria (minoria) que está colocando como prioridade de vida outra coisa que não a vontade de Deus? A IGREJA DOS SONHOS DE DEUS Temos por hábito dizer que alguma coisa é “de sonho” ou “dos sonhos” quando ela é idealizada no seu nível maior de perfeição. Portanto, quando usamos a expressão em relação à igreja estamos falando de alguma coisa idealizada com os mais elevados propósitos divinos. Os judeus rejeitaram o Reino de Deus na pessoa de Cristo; foi criada então a oportunidade para que o grande plano de Deus para os salvos se completasse. Nesse contexto é que se estabelece a igreja, que a partir da afirmação de Mateus 16:18, é edificada sobre o próprio Jesus. A edificação da igreja compreende alguns aspectos facilmente perceptíveis pela Palavra de Deus e que precisam ser lembrados permanentemente para que não sejam perdidos sob pena de desvirtuarmos o que Deus espera do corpo de Cristo. Alguns desses aspectos são os seguinte. A igreja dos sonhos de Deus tem uma estrutura de pessoas. Numa época em que técnicas e estruturas materiais e organizacionais são tão valorizadas e elevadas a um nível indispensável, é preciso reafirmar a primazia do elemento humano na construção da igreja. A igreja dos sonhos de Deus é composta por pessoas transformadas e dominadas pelo Espírito Santo – Os discípulos são o maior exemplo de pessoas que foram completamente transformadas e dominadas pelo Espírito Santo. Antes medrosos e descrentes, tornaram-se destemidos e anunciaram o Evangelho poderosamente. Morreram por Cristo, indo às últimas conseqüências de uma vida de fé genuína. Neste mês em que comemoramos mais um ano de existência da Igreja Batista Nova Jerusalém, peço a Deus que tenhamos um grande desejo de ser a igreja dos sonhos de Deus. FOGO NA IGREJA

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Calma....!! Que ninguém fique assustado. Não é incêndio, ou alguma iniciativa para destruir a igreja, mas a simples expressão de uma expectativa real em relação a ela – que Deus coloque fogo na igreja. A palavra “fogo”, na Bíblia, está associada a sentidos variados (nossa intenção não é apontar todos nestas poucas linhas). Pedro, por exemplo, a usa para se referir às provações (1 Pedro 4:12). Em outros textos é usada para exprimir a idéia de algo que purifica, ou ainda de algo que prova as coisas (como em 1 Coríntios 3:15). Mas o fogo a que me refiro é aquele que é colocado na igreja por obra do Espírito Santo e que produz resultados extraordinários na vida dos crentes verdadeiros. Um dos aspectos da História da Igreja Cristã que mais empolga, segundo minha opinião, é o dos grandes e genuínos movimentos de avivamento. Isso porque vejo condições para que isso aconteça conosco hoje. Há elementos em comum nesses movimentos – despertamento para uma vida de oração, ênfase na santificação pessoal (e da igreja por extensão), comunhão, impacto na comunidade, pregação poderosa do Evangelho, dentre outros. Vamos orar para que esse fogo do Espírito esteja ateado no nosso meio e que eu e você sejamos instrumentos de Deus para incendiar o mundo com a mensagem de Cristo. A IGREJA INVISÍVEL É consenso entre os pensadores cristãos evangélicos que a igreja como descrita na Bíblia, constituída pelos salvos por Cristo Jesus, é uma instituição espiritual e “invisível” uma vez que não é possível aos olhos humanos identificar todos os que a compõe. Enquanto isso, até que ela seja completamente revelada, convivemos com a igreja visível, aquela que reúne todos os que uma vez professaram publicamente a fé em Jesus Cristo, mesmo que após isso não a demonstrem ou até venham a negá-la. A igreja visível tem causado muitos constrangimentos à igreja invisível a tal ponto que, seja qual for o entendimento teológico sobre Mateus 24, é impossível não olhar á volta e constatar que o amor de muitos esfriou ou está a esfriar. Mas isso não enfraquece a igreja invisível, muito pelo contrário, penso que a fortalece, através da convicção que se aprofunda no coração daqueles que verdadeiramente amam a Cristo e guardam os seus mandamentos. Glórias sejam dadas a Deus pela igreja invisível que, conforme o apóstolo Paulo, “pela multiforme sabedoria de Deus se torna conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais”, e que glorifica a Jesus. Glórias também por todos aqueles que continuam perseverando em sua fé, testemunhando e exalando o bom perfume de Cristo. IGREJA MISSIONÁRIA A obra missionária é encarada pela igreja, usualmente, como algo separado, que em momentos "especiais" merece alguma atenção. Não creio ser este o correto enquadramento bíblico do assunto e o recurso da figura de linguagem ajuda a pintar com "cores" mais fortes a idéia.

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Missões deve pulsar, como coração, no corpo da igreja, de forma a irrigar com o sangue de Cristo os lugares onde as trevas precisam ser trocadas pela vida. Esse pulsar é contínuo, não pode ser interrompido sob pena de morrerem muitos sem o Evangelho. A vida da igreja está, dentre outras coisas, no dinamismo desse movimento pelas veias. A oração pela obra missionária, como músculos que ganham força, desenvolve a resistência do corpo de Cristo aos ataques do inimigo e não pode ficar restrita às campanhas missionárias mas deve permanentemente integrar a lista de assuntos para intercessão. As ofertas missionárias, verdadeiro alimento, não podem ser ministradas de quando em vez, mas devem suprir as necessidades dos que estão a serviço do Senhor e da própria causa. Os vocacionados são a face sorridente da igreja, que espalham pelo corpo os benefícios da alegria. Enfim, igreja missionária é aquela que, por ser sadia espiritualmente, coloca-se à disposição do supremo doador da vida para ser bênção em todos os lugares onde ela se fizer representar, para a honra e glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

A FESTA DO NOIVO Convenhamos, nas festas tradicionais de casamento o noivo é um mero coadjuvante. As maiores atenções, estão voltadas para a noiva. A Bíblia usa a conhecida figura de linguagem do casamento para ilustrar a relação entre a Igreja e Cristo. Usando essa referência, podemos dizer que muitas igrejas de nossos dias estão supervalorizando sua existência e deixando o noivo esquecido. Nos cultos, quando os líderes buscam glórias e reconhecimento pessoal, o noivo fica esquecido. Quando a igreja deixa de pregar e testemunhar, o noivo fica esquecido. Quando a igreja vive o seu cotidiano sem comunhão e sem amor, o noivo fica esquecido. Quando a igreja não exerce a fé bíblica, o noivo fica esquecido. Quando a igreja não ora, e não é dirigida pelo Espírito Santo, o noivo fica esquecido. Mas então, como alegrar o noivo? A Bíblia diz que Jesus se agrada com: a beleza da noiva – beleza esta demonstrada pelas suas virtudes e não pela exterioridade. a fidelidade da noiva – que inclui exclusividade absoluta. a dedicação ao noivo – demonstrada pelo senso de dever e serviço. a alegria – nenhum noivo ficaria satisfeito com uma nova triste na festa do casamento. A alegria é coerente com a festa e deve ser o marco inicial de momentos felizes ao longo do casamento. o amor – que é o vínculo supremo que não se rompe e garante a força necessária para resistir às mais difíceis provações. Que nas comemorações destes quarenta anos de existência, o noivo, Jesus Cristo, tenha as maiores atenções e esteja alegre com a beleza, a fidelidade, a dedicação, a alegria e o amor de uma noiva chamada Igreja Batista Nova Jerusalém. A GLÓRIA DO ANONIMATO

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É natural que as comemorações tenham ênfases e que privilegiem alguns fatos e nomes “mais importantes” em detrimento de tantos que integram a cronologia histórica. Mas a verdade é que não se consegue fazer justiça a todos que participaram da igreja em quarenta anos em alguns minutos de relatos, imagens, escritos, homenagens, etc... Os nomes dos pastores são sempre os mais lembrados, mas, gosto de pensar nas centenas de pessoas que participaram do crescimento e fortalecimento de nossa igreja vivendo os desafios da vida cristã, como pessoas e como igreja. Muitas delas não tiveram seus nomes escritos na história da igreja. Mas, certamente tiveram o privilégio de experimentar a glória do anonimato, fazendo as tarefas menos visíveis e abrindo mão das glórias humanas. Muitas dobraram seus joelhos e intercederam pela igreja, sustentando-a através da oração, outras não perderam oportunidades de falar do Evangelho e discipular, atraindo pessoas para a igreja. Outras ainda ensinaram, ajudaram os necessitados, confortaram os aflitos, dentre tantas outras manifestações do amor de Cristo, que, pela igreja são mostradas ao mundo. Assim, faço destas poucas palavras a homenagem a todos os que, anonimamente contribuíram de alguma forma para a consolidação de nossa igreja e aos que ainda continuam fazendo isso. Não serão lembrados ou honrados por seu feitos, talvez, mas certamente ouvirão do Senhor: “bem está servo bom e fiel (...) entra no gozo do teu Senhor”.

MULTIPLICADORES DE BÊNÇÃOS Como toda notícia veiculada pela grande imprensa mundial, causou sensação, algumas semanas atrás, a divulgação dos “novos pecados”, na ótica teológica do Vaticano. Dentre eles, estava incluído o acúmulo de riquezas sem “preocupação social”, indício claro do maior problema do planeta - a distribuição de riquezas. Mas, neste mês em que todas as atenções de nossa igreja (IBNJS) estão voltadas para Missões, não quero me prender à questão do egoísmo latente do nosso tempo, antes, quero enaltecer os anônimos espalhados pelo mundo que, amando o Senhor Jesus, tem multiplicado bênçãos através de consagração de vidas, recursos e oração em favor da obra missionária. Ao contrário do mundo secularizado, cuja maior vício é a concentração individual de toda sorte de bens, a visão espiritual do mundo aponta para uma enorme carência de amor e nos leva a agir como verdadeiros multiplicadores da graça multiforme divina. Aliás, multiplicação é uma palavra recorrente na Palavra de Deus. A história da revelação de Deus ao homem é uma sucessão de eventos onde a capacidade sobrenatural (para nós) de multiplicar é demonstrada inúmeras vezes em favor de pessoas (individual e coletivamente), como demonstração da sua providência e graça inesgotáveis. Nas multiplicações dos pães, operadas por Jesus, há que se destacar a figura daqueles que abriram mão do que era seu para que outros fossem abençoados. É essa a lógica da obra missionária – alguns abrem mão do que é “seu” para que muitos sejam abençoados; por certo conhecedores das palavras do apóstolo Paulo - 2 Coríntios 9:10 “Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão

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para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça.” Sejamos todos multiplicadores de bênçãos, para honra e glória do Senhor de Missões, que certamente aumentará nossa sementeira e multiplicará os frutos da nossa justiça O TIBETE QUE QUASE NINGUÉM VÊ O Tibete deve ser mesmo um lugar maravilhoso, do ponto de vista da beleza natural que privilegia aquelas paragens remotas. Entretanto, nas últimas semanas, os olhos do mundo se voltaram para cenas nada bucólicas ou pacíficas de um lugar em crescente conflito político. Difícil para nós, vítimas declaradas da quase onipresente e quase onipotente mídia mundial, discernir sobre todas as motivações, desdobramentos e interesses envolvidos nos fatos que chegam até nós através dessa mesma mídia. O que hoje vemos nos noticiários é a mobilização de pessoas e organizações ao redor do mundo, usando da visibilidade de um evento que atinge a aldeia global, protestando contra a falta de liberdade naquele lado do planeta. O que me deixa realmente triste não é somente essa falta de liberdade no Tibete, mas a falta de liberdade para alguns milhões de cristãos ao redor do mundo que ainda continuam sendo mortos e privados da dignidade e liberdade mais básicas do ser humano em razão de sua fé. Por estes ninguém vai às ruas, organizações (exceto as cristãs) não se mobilizam, e a mídia sequer faz deles menção. Tudo porque esses discípulos de Cristo simplesmente insistem em viver o evangelho da segunda milha, da outra face, do amor aos inimigos, em culturas onde a fé pode ser dirigida e controlada por armas, açoites e castigos políticos. É mais um desses paradoxos desse nosso mundo pós-moderno, cujo tão propalado pluralismo só resiste até a fronteira do cristianismo. No qual a tolerância abrange todos os segmentos e comportamentos por mais absurdos que sejam, menos é claro, o cristianismo. Que estas poucas linhas nos levem à reflexão e oração por um Tibete espiritual que quase ninguém vê, que sofre anonimamente por amor a Cristo.

A IMPORTÂNCIA DO LEGADO Paul Meyer, em seu livro “25 chaves para o sucesso”, conta sobre um templo, que, diante da necessidade de reforma do telhado, duzentos anos depois de sua construção (por volta do ano 1000 d.C), para surpresa de todos os envolvidos na empreitada, tinha na planta original, devidamente conservada, uma nota detalhada explicando que uma floresta havia sido plantada na época de sua edificação, que consistia de um tipo específico de árvore que deveria ser usada para as vigas que sustentavam o telhado. As árvores foram encontradas exatamente onde a planta indicava, tendo sido plantadas em corredores alinhados, 200 anos antes! Que bela mentalidade. Pena que tenhamos tão pouco preparo ou disposição para cultivá-la em todos os seus aspectos. Os americanos gostam muito de falar sobre legados e livros às centenas têm sido escritos sobre isso. Num deles, de autoria de Bob Buford (“A arte de virar o jogo no segundo tempo da vida”), a ênfase introdutória parte de uma situação que
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a maioria das pessoas não quer sequer pensar – a inscrição do próprio epitáfio. Buford argumenta que para a sua mensagem - “100x” - buscou inspiração na parábola do semeador, em Mateus 13:3-9, e que deseja viver e ser lembrado como uma semente plantada em solo bom, que se multiplicou cem vezes. Para pensar no legado de uma igreja é indispensável refletir sobre o valor intrínseco das ações desenvolvidas em cumprimento à grande comissão de Cristo. Uma vez despidos dos conceitos falsos e motivações incorretas (abordados na crônica anterior), precisamos de visão para enxergar o futuro dessas mesmas ações pelas lentes de Deus. Temos em Efésios 3:10, texto que menciono mais uma vez, sem receio de ser repetitivo, uma sugestão que pode resultar em um legado maravilhoso para a igreja - tornar conhecida a multiforme sabedoria de Deus. Aniversários são excelentes oportunidades de reflexão. Neste domingo que comemoramos mais um ano de existência da igreja (42 anos, completos em 05 de junho último), deixo não apenas a sugestão de um legado, mas uma pergunta que deve nos levar a um compromisso maior com Deus: Como membro da igreja, qual é o meu papel na construção desse legado? A MARCA MAIS VALIOSA DO MUNDO Há algumas semanas atrás foi divulgada a lista das marcas mais valiosas do mundo. Predominam as empresas americanas, cujas estimativas atingem os bilhões de dólares. Isso me fez pensar na força do capitalismo global que impulsiona o mundo em direção a valores puramente terrenos em contraposição à verdade do Evangelho. Fiz alguns paralelos com a realidade das grandes marcas e a verdade cristã para chegar as seguintes conclusões: Ninguém morreu para dar validade a qualquer dessas marcas, por mais valiosas que sejam (como Cristo morreu). Nenhuma vida foi transformada, no sentido espiritual, tirada das trevas para a luz, por causa dessas marcas. Nenhuma delas pode garantir absolutamente nada a respeito da vida futura, aliás, a maioria delas é pródiga em oferecer todo tipo de prazer e facilidade para a vida presente. Nenhuma delas reúne valores que transformem a sociedade, pelo contrário, algumas até colaboram visivelmente para a destruição e desequilíbrio da sociedade como forma de lucro. Portanto, a conclusão é bem simples, Jesus não é marca comercial, mas ele certamente é a coisa mais valiosa que podemos conhecer, e milhões de pessoas estão neste exato momento atuando como propaganda viva do que Ele fez e pode fazer por todo os que nEle confiam. Isso não tem preço! A GRIPE AVIÁRIA E O IMPONDERÁVEL A gripe aviária é mais um daqueles fenômenos que de tempos em tempos deixa o mundo perplexo e amedrontado. A discrepância entre o avanço científico e a incapacidade do homem de lidar com o imponderável é evidente.

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Chamamos de imponderável aquilo que não pode ser previsto, mas que sabemos ter efeito determinante. Não apenas essa peste, mas tantos outros males levam o homem a repensar sua existência partindo de novos pressupostos. Mas, invariavelmente, esses novos pressupostos não incluem a pessoa de Deus e aquilo que poderia ser motivo para uma aproximação maior com o Criador torna-se a desculpa para uma incredulidade mais arraigada. Entretanto, Deus tem o controle total do imponderável, e a Bíblia chama isso de soberania. Deus está acima do imponderável, e para o crente verdadeiro, ele não causa receio. Os salmos 23 e 91 são respostas maiúsculas para as múltiplas interrogações sobre o que não temos controle e um poderoso instrumento para afastar de nós o medo. Vivamos estes “tempos trabalhosos”, como diz o apóstolo Paulo, sem medo do imponderável, com uma confiança inabalável no Senhor, e em gloriosa expectativa da nossa esperança futura. CRISTÃOS PERIGOSOS O grande cenário dos Jogos Olímpicos está quase pronto e o lugar mais importante não é a arena esportiva, mas a bilheteria, que, por cifras astronômicas, já vendeu a oportunidade de ver o maior evento esportivo do planeta. Gravitando ao redor do interesse esportivo, uma outra estrutura, a do turismo, também movimentará fortunas e levará à China uma pequena multidão global. Em nome da segurança, uma estrutura gigantesca e sofisticada de monitoramento e policiamento permitirá a execução do programa com a devida tranqüilidade. Como é de praxe nessas ocasiões, atos terroristas estão no topo da lista dos eventos mais temidos. No entanto, um dos receios do país sede dos jogos não é divulgado pela mídia e não será perceptível à grande maioria das pessoas interessadas na competição; também não poderá ser detectado pelos sofisticados equipamentos anti-bombas - as Bíblias dos cristãos. No intuito de impedir a pregação do Evangelho, há uma grande preocupação com a entrada de cristãos e organizações cristãs. A quantidade de Bíblias por pessoa está limitada a uma, os exemplares disponíveis nos hotéis estão “confiscados”, além de outras medidas com a mesma finalidade. Seguir a Cristo, amar o inimigo, oferecer a outra face, ajudar o próximo, convenhamos, não são atitudes de grande potencial ofensivo, mas continuam transtornando o mundo, à semelhança do relato de Atos (17:6) – “...Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui” O perigo do cristianismo não reside na capacidade para enfrentar o mundo, mas no seu poder sobrenatural para resistir pacificamente às realidades manifestamente contrárias à vontade de Deus. O cristianismo, pela Palavra de Deus, desmascara as mazelas humanas decorrentes do pecado e a precariedade do neo-humanismo reinante, por isso é temida. Para todos que a têm no coração, será sempre um tesouro valioso de fé, encorajamento e sabedoria. “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e

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espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hebreus 4:12) A LINGUAGEM DO PLANETA BOLA Hoje, milhões de pessoas estarão com sua atenção voltada para a grande final da copa do mundo de futebol. E diante de tamanha mobilização em nível mundial, os amantes do futebol se empolgam a ponto de dizer que o futebol é mesmo uma linguagem universal. Será?! Passada a euforia do maior evento global, ficam apenas lembranças; ou, as tristezas daqueles que sem nada ganhar empenharam alegrias e esperanças; fica também a percepção de que o que verdadeiramente aconteceu foi um gigantesco fenômeno econômico através do qual bilhões de dólares mudaram de dono. E isso é muito pouco para fazer do futebol uma linguagem universal. Qualquer linguagem que pretenda a universalidade precisa levar em conta a extraordinária abrangência da existência humana, e conter o impulso vital de criação e transformação, em uma busca incessante para prodigalizar o bem comum. A música é por certo uma dessas linguagens, cujos efeitos tem demonstrado a inesgotabilidade da centelha divina que a criou. Mas, a única linguagem que permeou toda a história da humanidade, que alcançou todas as gerações, que motivou as maiores realizações, e na qual continuamos a depositar nossas esperanças, é o amor, dimensão maior de um Deus único, que busca relacionar-se conosco, fazendo de Jesus Cristo, seu filho, a maior iniciativa para alcançar todas as pessoas em todos os cantos deste nosso mundão em forma de bola. Sejamos instrumentos de Deus na propagação da única linguagem universal – o amor. A PERVERSÃO DA VERDADE Chega através da Igreja Batista Boas Novas em Sorocaba, a notícia de que a Bíblia poderá ser considerada imprópria para menores em Hong Kong. Uma campanha deflagrada na Internet por setores da sociedade está tentando junto ao governo de Hong Kong que a Bíblia seja considerada uma publicação indecente, portanto, proibida para menores de 18 anos. As acusações contra a Bíblia argumentam que suas páginas estão cheias de histórias de incesto, violência, canibalismo, violação, entre outras menos intensas. As autoridades de Hong Kong responsáveis pela área de Entretenimento e Televisão já receberam mais de 200 pedidos para que a Bíblia seja classificada como imprópria. Com isso, o Livro Sagrado teria de ser vendido com um aviso de que seu texto é permitido somente para pessoas acima dos 18 anos, além de ser envelopado e lacrado. Os cristãos do país estão temerosos, pois a proibição colocaria em risco todo o trabalho de evangelização de crianças, jovens e adolescentes. O pedido dos irmãos de Hong Kong é que oremos ao Senhor pedindo-lhe que as autoridades não sejam influenciadas por estes ataques contra a fé bíblica e seus ensinamentos. Interceda também pelas pessoas que estão deflagrando esta campanha, para que conheçam a Deus e se arrependam de suas atitudes. (Com informações de agências de notícias internacionais e da Agência EFE - www.ibbnsorocaba.com.br).
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Diante de mais uma perversão da verdade, guardemos conosco as palavras “pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.” (1 Pedro 1:23)

A VIRTUDE DA TEIMOSIA Não adianta procurar, a teimosia não será encontrada no rol das virtudes. Entretanto, se a considerarmos como uma firme determinação de insistir para atingir um objetivo válido e desejável, ela se torna uma virtude. Aplicando isso à igreja, já não vemos muita gente disposta a insistir com determinação pela obediência à Bíblia. Por esse raciocínio é virtude fazer de tudo para que a igreja seja essencialmente bíblica e que seus membros amem a Palavra de Deus acima de qualquer coisa, inclusive de modismos, tendências cúlticas, eclesiásticas, etc.. É virtude lutar para que não se perca o foco da centralidade de Cristo na vida da igreja. É virtude insistir para que a igreja ore e desenvolva uma fé profunda, que resulte em ações e realizações. É virtude lembrar constantemente da urgência da santificação (isso inclui rejeitar sistematicamente o pecado). É virtude teimar para que a igreja tenha comunhão. É óbvio que comunhão não acontece por decreto, mas é necessário lembrar constantemente das exortações bíblicas, e, principalmente, do papel da comunhão como pré-requisito para a verdadeira adoração. É virtude ser obstinado no desejo de que cada crente se desperte para o amor aos que não conhecem Jesus e que esse amor motive a igreja a proclamar a todo tempo. É virtude continuar acreditando que o projeto de Deus chamado igreja é possível, viável e desejável em nossos dias. Descubra essa “nova virtude”, insista em ser bíblico. AS BALEIAS, AS CRIANÇAS E A IGREJA Os movimentos de preservação da natureza estão cada vez mais fortes em todo o mundo. Todos eles, de certa forma, justificáveis, dada a escalada de devastação promovida pelo homo sapiens. Tomando por exemplo a matança das baleias, estima-se que mais de 2 milhões desses animais foram mortos no último século. Na semana que passou, milhões de crianças brasileiras em idade escolar voltaram às aulas. Nenhum movimento de preservação da infância esboçou qualquer iniciativa semelhante às que têm protegido as baleias. A “devastação da infância” apresenta níveis cada vez mais alarmantes sem que a sociedade assuma posturas efetivamente a favor de uma infância sadia. Crianças que matam, crianças que reagem como bichos, crianças alienadas pela televisão e pelos videogames, crianças viciadas em tecnologia, crianças dominadas pela violência (delas próprias e de seus responsáveis, nos casos de violência contra a criança), crianças consumistas, crianças egoístas, crianças que em nada lembram as palavras do Mestre - “qualquer que não se tornar como uma criança...” – que apontam para a simplicidade característica dos pequenos. Aliás, é
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bem provável que se Cristo tentasse tomar uma criança ao colo nos dias hoje tomasse um chute na canela. (Perdoem-me pela ficção nada teológica.) E a igreja? Que relação tem com baleias e crianças? A igreja faz vistas grossas à responsabilidade de educar. A ordem contida na grande comissão – “ensinando-os a guardar” – de grande amplitude, a meu ver, é reduzida a meras atividades catequéticas, no interior das quatro paredes. Esquece com isso que o ministério de Cristo foi essencialmente pedagógico e voltado para um desenvolvimento espiritual pessoal e integral. Precisamos voltar os olhos, com misericórdia, para as crianças, urgentemente, para clamar, em alto e bom som: “Salvem as crianças, com um ensino ético e fundamentado na Palavra de Deus”. ATLETA TRANSFERIDO O apóstolo Paulo frequentemente recorria às metáforas esportivas para ilustrar a vida cristã. 2 Timóteo 4:7, o conhecido versículo - “combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”, é um bom exemplo dessa linguagem figurada cheia de significados práticos. Pensando neles, traçamos um paralelo com a vida do querido irmão Dario de Pinho, um “atleta de Cristo”, transferido para os campos eternos, a peso de ouro na terça-feira passada. Ele combateu o bom combate, integrou o time glorioso dos salvos que continua lutando pelo Evangelho, e que mesmo diante de tantas dificuldades persevera, defende a fé e vive através dela. Ele completou a carreira, chegou ao “final da pista”. A vida cristã é um misto de corrida de obstáculos com revezamento. Ao final do percurso que compete a cada corredor, vencidos os obstáculos, é preciso passar o bastão. É exatamente o que faz o cristão, passa o bastão ao final de sua corrida. No âmbito da família, aos filhos, que ensinarão às novas gerações os mandamentos do Senhor. No âmbito da igreja, aos mais novos, que estarão incumbidos de prosseguir no ideal de construir dia a dia uma igreja segundo o coração de Deus. Ele guardou a fé. Competiu como um atleta leal, obedecendo às regras, e aguardando pacientemente a recompensa eterna. O time da Igreja Batista Nova Jerusalém agradece ao Senhor pela vida do irmão Dario de Pinho na certeza de que juntou-se aos campeões. (resumo da palavra pastoral no culto de despedida do Irmão Dario de Pinho em 15/11/2006) DISCRIMINAÇÃO CONTRA ATEUS Já me referi à campanha pró-ateísmo promovida por uma entidade britânica há algum tempo atrás. Mas o que era apenas um plano tornou-se realidade. Na última terça-feira cerca de oitocentos ônibus começaram a circular em Londres com cartazes exibindo mensagens como: ‘“Provavelmente Deus não existe. Então, pare de se preocupar e aproveite a vida”. O que é mais curioso é a justificativa para a campanha – acabar com a “discriminação” contra ateus. Confesso-me incapaz de perceber algum indício de discriminação contra ateus, tanto no contexto pós-cristão do chamado primeiro mundo quanto na nossa confusa realidade religiosa terceiro-mundista.

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Não tenho notícia de qualquer agnóstico que tenha morrido por sua “fé”. Os vários ateus que arguiram o cristianismo, pela crença em um Deus cuja existência se mostra pretensamente incompatível com o sofrimento humano, ou mesmo por considerá-lo instrumento de fuga diante do trágico, ou ainda pelo suposto absurdo da existência, não propuseram nada que pudesse satisfazer a necessidade humana de significado. Melhor campanha seria qualquer uma que sugerisse o fim da discriminação para com todos os que não somente crêem em Deus, mas que crêem também que o amor vem de Deus. Esta é a única forma verdadeira do amor e digo isto porque muitas formas de amor têm sido propostas, especialmente nas últimas décadas de “liberação sexual”, todas elas inconsistentes. G. K. Chesterton, com sua arguta percepção bem definiu essa inconsistência: “Inventaram uma nova frase que é uma total contradição em duas palavras – “amor livre”. Como se quem ama fosse, ou alguma vez pudesse ser, livre. É da natureza do amor prender-se, (...)” É o amor que nos prende à vida. É o amor de Cristo que nos caracteriza como verdadeiros discípulos. É o amor de Deus que nos torna resgatados. É o dom do amor que nos capacita a viver acima da lei, dos preconceitos e das discriminações. É o amor que nos faz parecidos com Deus. Diante dessas considerações podemos adotar duas posturas: viver como ateus, desacreditando a fé, a esperança e o amor, ou, como pessoas que reconhecem que “(...) em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor.” Gálatas 5:13. DE COSTAS PARA DEUS A posse do futuro presidente americano, nos próximos dias, promete ser, assim como foi toda a campanha eleitoral, um evento de âmbito global. Curiosamente, uma polêmica envolve o evento, e não é de ordem políticopartidária ou administrativa, mas religiosa. O conhecido pastor Rick Warren foi o escolhido para fazer a oração na cerimônia de posse. A indicação não agradou aos grupos que defendem os direitos dos homossexuais. Alguns ativistas ameaçaram voltar as costas para o referido pastor no momento da oração, em protesto à sua posição desfavorável ao casamento gay, dentre outras. Recuaram, entretanto, preferindo adotar outras condutas. Warren, rotulado como conservador, ao ser entrevistado pelo famoso Larry King, perguntado se os homossexuais são pecadores, respondeu: “claro, assim como eu e você.” Resposta sábia para uma pergunta com segundas intenções. Antes de escolher um lado, vale a pena refletir no que está nas entrelinhas do embate: voltar-se para ou voltar-se contra Deus. Quando o povo de Israel cansou de ser governado por Deus e pediu um rei como todas as outras nações, Samuel, o profeta, segundo o relato bíblico (1 Samuel 8), desagradou-se e orou ao Senhor. A resposta divina não poderia ser mais esclarecedora: “não foi a você que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como rei.” (v. 7) Por vezes não conseguimos distinguir as sutilezas que existem entre dar as costas para homens ou para Deus. Em nome de direitos, opiniões, partidos, ou ainda meramente por interesses pessoais, voltamos as costas para o Eterno sem que nos apercebamos. Seja qual for a ocasião ou a situação, que não sejamos achados de costas para Deus, antes, lembremo-nos constantemente da advertência que chega até nós pela pena de Isaías: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo,
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os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar.” (Isaías 55:7) Voltemo-nos para Deus. “DEUS É CULPADO?” É o que muita gente anda dizendo – “Deus é culpado”. Aliás, não só dizendo, mas indo aos tribunais em busca da alguma reparação por pretensos “danos” causados pelo Todo Poderoso. Recentemente, uma revista publicou notícia dando conta de um prisioneiro, na Europa, ingressou com processo contra Deus, sob a alegação de que “na hora do batismo foi firmado um contrato no qual consta que o Criador deveria protegê-lo do Mal existente na Terra. Porém, ele considera que sua vida está nas mãos do diabo e acredita que, como Deus descumpriu o acordo, deve ressarci-lo de alguma forma. “Deus sempre recebeu coisas valiosas de mim, como diversas orações em troca da promessa de uma vida melhor. Entretanto, isso não aconteceu”, reclama o prisioneiro. Cumprindo uma sentença de 20 anos na cidade de Timisoara, região oeste da Romênia, o autor do processo acha que quem deve compensa-lo pelos “prejuízos” é a Igreja Ortodoxa, afinal ela seria a representante direta de Deus nesse mundo. Seguindo os passos normais da lei, o processo foi submetido ao exame do tribunal. No entanto, os juristas entendem que, como réu não é um individuo nem uma empresa, não está sujeito à jurisdição de uma corte.” Já um senador americano, no último mês de setembro, iniciou um processo judicial contra Deus, argumentando que “Deus teria feito ameaças terroristas contra ele e seus eleitores, teria causado medo, provocado “apavorantes enchentes, horríveis furacões e terríveis tornados”, além de ter disseminado “ampla mortalidade, destruição e terror” contra os habitantes da Terra.” Diferentemente do desfecho do processo na corte européia, no distrito de Omaha, um advogado apresentou a “defesa de Deus”, que pondera, dentre outras coisas que o livre arbítrio e a promessa de vida eterna são os maiores presentes que Ele poderia ter dado. Como contraponto às notícias, transcrevo a seguir um pequeno trecho do diálogo entre Deus e Jó, e peço que cada um estabeleça as conexões com o contexto atual e faça a devida reflexão sobre a forma como nos relacionamos com Deus. “E o Senhor continuou falando com Jó: ‘Por acaso você ainda quer Me criticar? Ainda quer dizer que o Deus Todo Poderoso está errado? Então Jó respondeu ao Senhor: “Eu não sou nada! Não mereço falar com o Senhor, ó Deus. Além do mais, nunca poderia responder aos seus argumentos.” (Jó 40:1-4 BV) DEUS MORREU Os jornais me levam a pensar que Deus morreu e a conhecida frase do filósofo alemão, acima reproduzida, soa como música fúnebre para uma sociedade secularizada que em todas as suas ações atesta o óbito. Deus morreu para os legisladores que produzem dia após dias normas jurídicas gradativamente mais afastadas da verdade divina, principalmente no que diz respeito às concepções cada vez mais diversas de “modelos familiares”. Deus morreu para todos os que insistem em perpetrar a maldade indistintamente e em formas inimaginavelmente abjetas e cruéis.

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Deus morreu para o pensamento humanista tantas vezes renovado ao longo da história, cuja única preocupação é “explicar” a existência humana pelo prisma da imanência e do antropocentrismo. Mas para todos os que aceitam o testemunho bíblico de um Deus único, eterno, amoroso, bondoso, (dentre tantos outros aspectos do seu caráter), DEUS ESTÁ VIVO e tem se manifestado de forma inequívoca e maravilhosa. As palavras do apóstolo Paulo soam ainda hoje como música jubilosa para a igreja invisível que crê que “o que de Deus se pode conhecer é manifesto (...), porque Deus manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis, porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceuse” (Rm 1:19-21) O que você pensa, Deus morreu ou está vivo? Sua vida está sendo vivida em consonância com a resposta a essa pergunta? O CONDÃO DA FAMA Esportistas de destaque, astros de cinema, pop stars, milionários e outros ícones da cultura consumista têm uma espécie de condão da fama. Por onde passam produzem e ganham fortunas, alimentando o vazio existencial da massa ignara. Nas últimas semanas, alguns desses famosos dominaram os noticiários em nosso país. Nem mesmo a crise global ocupou tanto espaço na mídia como eles. Procurei em vão por notícias sobre o Natal, mas, que bobagem! Entre crises e famosos, quem se lembraria de falar sobre o natal? Na Inglaterra, uma pesquisa mostrou que, entre as crianças, o Filho de Deus, a rainha Elizabeth II e o Papai Noel são menos populares que um juiz de um programa televisivo de calouros, cujo nome omito a propósito. O curioso ranking mostrou que até Deus foi superado, ficando em segundo lugar. Jesus Cristo ocupou a modestíssima sexta posição, perdendo inclusive para a rainha daquele país. Mais curioso ainda é pensar que o vencedor é conhecido por seu tom ácido e muitas vezes mal-educado. A inversão de valores, tão característica do nosso tempo, assume proporções gigantescas no Natal, a começar pela fama do Cristo, que é ridicularizada, a ponto de torná-lo um mero enfeite de presépio, em detrimento daquela que é sua verdadeira vocação – salvação. “E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou.” (Mateus 4:24) Em termos bem práticos, a popularidade do Messias corresponde a algo semelhante à sua colocação na pesquisa inglesa. Não que isso ofenda a Ele ou a nós, seus discípulos. Suas palavras foram bem claras, a respeito da fama dos seus seguidores: “Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.” (Marcos 13:13) Nas comemorações dos próximos dias, tenhamos em mente que a magia do Natal, o condão da fama, ou qualquer outra coisa semelhante, não passam de grandes embustes, mas o condão do Evangelho é a única e verdadeira força que

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produz arrependimento, fé, salvação, novo nascimento e alegria, que, espero, já tenham sido experimentados por todos, em nome de Jesus. ESCRAVOS DA COERÊNCIA Nem toda escravidão é nociva ou indesejável. Ser escravo de Cristo, por exemplo, é o alvo supremo de todo crente. O apóstolo Paulo gostava de comparar o seu serviço para Deus ao de um escravo, e nos convidou a essa boa escravidão em suas epístolas, tão conhecidas. Dentre os muitos aspectos abrangidos no entendimento dessa realidade, destaco a coerência como uma das principais. A marca maior deste mundo que jaz no maligno, no qual vivemos, é a incoerência. Muitas situações comprovam esta afirmação. Uma delas – campanhas educativas e medidas governamentais contra os efeitos maléficos da bebida alcoólica convivem lado a lado com o assédio imoral das campanhas milionárias da indústria de bebidas (principalmente cervejarias) e, conseqüentemente com os efeitos trágicos desse quadro. Outra, já mencionada por diversas vezes nestas reflexões, a situação do estímulo indevido à sexualidade, que na precocidade da adolescência ganha contornos de liberdade e prazer, mas que na rigorosidade da vida produz infelicidade e desagregação familiar. Coerência é um conceito que abriga idéias de conexão, ligação. Portanto, como crentes, devemos ser escravos da coerência com Deus, ligados inseparavelmente aos princípios da Palavra de Deus, ligação esta refletida em idéias e ações. Igualmente devemos ser escravos da coerência com Deus no que diz respeito ao amor devido aos irmãos, refletido na comunhão baseada no vínculo em Cristo. A única realidade espiritual que pode nos conduzir à escravidão da coerência é o amor. Gosto de pensar que quando amamos estamos dispostos a tudo, seja em favor de pessoas ou ideais, por conseguinte, quando não amamos, não estamos dispostos a muita coisa. Que o amor nos faça escravos da coerência com Deus e, por extensão, com pessoas. EM UMA CORDA SÓ A genialidade de Paganini, um dos maiores violinistas da História da Música, é conhecida. Os relatos divergem quanto a um episódio específico da sua vida artística. Alguns dizem que ocorreu antes de um concerto, ao afinar o instrumento, outros dizem que foi durante uma execução, em concerto - uma a uma as cordas foram se rompendo até que restou apenas a mais aguda. Qualquer violinista comum na mesma circunstância teria interrompido a execução, mas não Paganini, que obstinadamente prosseguiu até o final deixando a platéia extasiada com sua virtuosidade. O paralelo com as lutas da vida é visível e permite algumas reflexões bíblicas, necessárias, nos momentos em que tudo aparentemente nos convida a desistir. 1) Desistir é opção fácil, mas prosseguir em uma corda só exige toda a nossa fibra. Apenas a perseverança produz resultados espirituais genuínos. “...nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz
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perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. (Romanos 5:3-4) 2) Encarar de frente a soberania de Deus, em uma corda só, geralmente é doloroso, mas possibilita a visão da maestria do plano de Deus e produz um louvor verdadeiro que não é resultado de qualquer bem-estar passageiro, ou de mera realização egoísta. Jó, virtuose da perseverança, disse: “O senhor o deu, o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor” (1:21) 3) Ser aprovado, em uma corda só, e receber do Senhor a recompensa, é o ideal máximo, que nas palavras de Tiago tem “som” de promessa: “Bemaventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.” (Tiago 1:12) 4) Cumprir os propósitos de Deus, aproveitando os exemplos de tantos outros que magistralmente, em uma corda só, chegaram ao final é o incentivo que recebemos do autor do livro aos Hebreus: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçandonos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,” (12:1) ENFEITES AMBULANTES Não há como não se encantar com a beleza dos enfeites natalinos. Por toda parte eles emprestam luz, cor e variedade às mais diversas paisagens e arquiteturas. Neste mês de dezembro, em nossa igreja, escolhemos como tema para as reflexões bíblicas a beleza dos enfeites, mas de outra ordem, a dos enfeites espirituais que são os significados do Natal. A julgar pelo desvirtuamento das comemorações natalinas, nessa dimensão nem tudo é luz e beleza. Entretanto, com a Palavra de Deus sempre em mente, é nossa responsabilidade enfeitar o Natal, com a luz de Cristo. E a base bíblica para isso é que “Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.” (2 Coríntios 4:6) Como se vê pela Palavra, Ele brilha primeiro nos nossos corações e ordena que “Assim resplandeça a vossa (nossa) luz diante dos homens, para que vejam as vossas (nossas) boas obras e glorifiquem a vosso (nosso) Pai, que está nos céus.” Mateus 5:16 A única forma de brilhar neste mundo onde as trevas do caráter sem Cristo, da maldade, da incredulidade, do secularismo, e de tanta falsidade é refletindo os significados do Natal em nossas próprias vidas - salvação, redenção, liberdade, paz, reconciliação, amor, dentre outros. Neste Natal, Deus espera tão somente que que sejamos enfeites ambulantes, brilhando no meio da escuridão e enfeitando o mundo com a luz de Cristo refletida em nós. EU TAMBÉM CANSEI...

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As opiniões estão divididas quanto às reais motivações da campanha de “cidadania” promovida pela OAB. Porém, uma coisa não se pode negar; a campanha reflete sim o sentimento da imensa maioria da população. O mote do protesto – “cansei” - define com muita clareza o sentimento do brasileiro em relação ao seu próprio país e suas mazelas. Eu também estou cansado de tudo que é mencionado na campanha, corrupção, inépcia do governo, balas perdidas, etc... Mas estou cansado mesmo é do que está por trás de tudo isso. A ganância, por exemplo, que nada mais é que o amor ao dinheiro, apontada pela Bíblia como a raiz de todos os males. (1 Tm 6:10). Esse grave problema da humanidade tem efeitos devastadores, e afeta desde a manutenção de aeronaves até à execução orçamentária de qualquer órgão público. É um câncer social. É preciso que se faça uma campanha contra a vaidade. Muitas tragédias e desigualdade social seriam evitadas se o bem coletivo prevalecesse no embate contra a intrincada rede de vaidades dos homens públicos (e dos “não públicos” também). Já não tenho mais paciência para lidar com a hipocrisia crônica da sociedade (pretensamente “politicamente correta”), comum aos meios religiosos e laicos. Não vejo credibilidade nas falas que envernizam as reais motivações dos fatos, com discursos coloridos e inócuos. Não escondo que prefiro a fala do publicano à do fariseu. (Lc 18:13). Por essas e por tantas outras razões, melhor seria promover a campanha “cansei do pecado”, e apontar para a verdade do evangelho puro de Cristo - “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mt 11:28) FAXINA IDEOLÓGICA É comum que de tempos em tempos nos envolvamos em algum tipo de faxina. Uma garagem entulhada, uma estante bagunçada, uma escrivaninha escondida em meio aos papéis, uma casa mais parecida com um acampamento, um carro aparentemente oriundo de alguma prova de rally, são as demandas mais freqüentes por esse tipo de esforço. Pouco comum, mas necessária, é a proposição de uma faxina ideológica nos que diz respeito às convicções sobre a Igreja. Jogar fora o lixo, a sujeira e toda sorte de entulho conceitual é indispensável para voltarmos à limpidez dos ensinamentos bíblicos. A primeira idéia a ser descartada é a do institucionalismo, que tomou conta da igreja num parasitismo assustador. Infeliz a igreja que se fecha na sua existência auto-finalística e se torna incapaz de sentir os desafios da grande comissão. A igreja é corpo, organismo vivo, ativo, crescente, dinâmico, em permanente busca de coerência com a proatividade de Cristo. Não faz falta, se jogarmos fora, a idéia do templo como ícone maior de uma congregação. A imprecisão semântica da palavra igreja, que prevalece na prática, domina a maior parte das pessoas que não entende que o maior patrimônio de uma igreja local é o grupo de salvos que a constitui. E que, por extensão, o investimento maior para esse patrimônio, não é pecuniário, mas relacional e de crescimento espiritual. Merece lixo, igualmente, a idéia da igreja competitiva, caracterizada por técnicas empresariais, estruturações gerencias, busca obsessiva por resultados mensuráveis e festejáveis. Interessante como alguns estudiosos do tema Igreja e
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Liderança cristã fazem as mais diversas ilações e contorcionismos interpretativos sobre os textos bíblicos que narram o ministério de Jesus para produzir modelos sem a menor identificação com o Mestre, que fez o que fez, no seu ministério terreno, inspirado unicamente no propósito divino para um reino que não é deste mundo. Neste mês em que vamos comemorar mais um ano de existência da Igreja Batista Nova Jerusalém, minha oração é que estejamos com nossa mente completamente faxinada quanto ao entendimento sobre a missão da Igreja, e que seja ela cada vez mais afinada com Efésios 3:10: “...pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora,”. DISTORÇÕES “PASCAIS” Não vou falar novamente sobre as enormes distorções que cercam as comemorações da Páscoa porque já o tenho feito com freqüência. Além do que, entendo que essa é apenas mais uma das muitas distorções que obscurecem o entendimento completo da revelação de Deus (nos limites do que Ele nos permitiu entender, naturalmente). A grande distorção, na verdade, é a perda do foco sobre as razões da existência humana e sobre a pessoa de Deus que produz uma visão turva da realidade em todos os seus aspectos. O coelho como distorção do Cordeiro assume o centro das comemorações regadas a chocolate. Um neo-humanismo escapista e capenga toma o lugar da cruz e das responsabilidades pessoais tão claramente definidas pelo verdadeiro Evangelho. O cinismo de governos “messiânicos” em suas posturas megalômanas no lugar do único Deus soberano. A miséria de uma sociedade refém da violência, da corrupção e da imoralidade que distorce a beleza do propósito de Deus para o homem. Meu desejo neste “Domingo de Páscoa” é que saibamos enxergar Deus, o homem, a sociedade, pelas “lentes do Evangelho”, sem distorções, não como os incrédulos, mas como crentes para os quais a luz do Evangelho (Jesus Cristo) já resplandeceu, conforme nos diz o apóstolo Paulo: “nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.” (2 Coríntios 4:4-6) FELIZ ANO LIVRE Alegria e expectativa dominam os primeiros momentos deste novo ano que vivemos. O brilho eufórico das comemorações (metaforizado na profusão de fogos festivos e coloridos) só perde intensidade diante das muitas realidades do passado que insistem em atropelar os significados do novo capítulo. Mário Quintana, celebrado escritor e poeta brasileiro, foi ao âmago dessa tensão, na frase - “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.” O apostolo Paulo abrangeu não somente essa idéia mas deixou um conselho e uma perspectiva adequada e bíblica - “...estou concentrando todas as
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minhas energias para insistir nesta única coisa: esquecendo o passado e aguardando esperançoso aquilo que está à frente, esforço-me para chegar ao fim da corrida e receber o prêmio para o qual Deus está nos chamando ao céu, em virtude do que Cristo Jesus fez por nós.” (Filipenses 3:13-14 BV) As faces legítimas do passado existem, é verdade, mas são vistas apenas ao propiciar alegria, através das lembranças (de gratidão nostálgica para os crentes) ou ao ajudar na correção de erros (com peso de disciplina para os que são amados por Deus). No lado obscuro, o passado usurpa o presente quando insiste em emprestar mais sentido ao que não pode mais ser revivido. O passado aprisiona o presente quando impede ações construtivas no âmbito pessoal e social. O passado destrói o presente quando rouba a capacidade de antever (pela fé) o futuro. A opção por um feliz ano livre está ao nosso alcance. Basta pensar no dilema do poeta, seguir o conselho do apóstolo, colocar o passado no seu devido lugar e prosseguir em cumprir a nossa vocação para o discipulado cristão, com os olhos fitos no futuro maravilhoso que está preparado para nós. FELIZ ANO LIVRE! FELIZ NATAL! (QUAL???) Há algum tempo atrás essa simples saudação era absolutamente clara. Hoje, já não se pode dizer o mesmo. Os sentidos do Natal tornaram-se variados, assim como os interesses envolvidos na sua comemoração. Se for para dizer Feliz Natal das compras, do cartão de crédito, dos presentes “obrigatórios”, dos amigos secretos, das confraternizações (não tão fraternas às vezes), então que não se diga... Se for para dizer Feliz Natal dos enfeites, das roupas novas, da aparência requintada, da opulência, então que não se diga... Se for para dizer Feliz Natal dos programas religiosos rigorosamente elaborados, dos discursos repetidos, das palavras superficiais, então que não se diga... Se for para dizer Feliz Natal das figuras que insistem em tomar o lugar do Messias, tais como o Papai Noel, os duendes, dentre outros, então que não se diga... Se for para dizer Feliz Natal de um mundo secularizado, e “reorganizado” sob novas premissas contrárias às verdades divinas e eternas, então que não se diga... Mas, se for para lembrar do significado da vinda de Cristo ao mundo; se for para testemunhar da enorme manifestação de amor por parte de Deus; se for para se alegrar pela nova aliança inaugurada por Jesus, da qual fazemos parte; se for para desfrutar da comunhão cristã em todo o seu significado; se for para viver os ensinamentos do Mestre, fazendo real o seu nascimento em nós, a cada dia, então que se diga, com toda a clareza e ênfase: FELIZ NATAL DE CRISTO!

VIVER E PROCLAMAR O VERDADEIRO EVANGELHO Estudiosos da igreja cristã contemporânea e especialistas em gerenciamento de empresas concordam em pelo menos uma coisa: é preciso sintetizar os objetivos

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das organizações em uma mensagem simples e comunicá-la freqüentemente às pessoas. Desde o início do meu ministério aqui tenho pensado na visão de Deus para esta igreja e em como reduzí-la a uma expressão que nos motive a perseguir os objetivos divinos. Dessa inquietação surgiu a frase que dá título a estas linhas. Viver e proclamar o verdadeiro evangelho é o propósito de Deus para nossa igreja, desafios do evangelho que não são novos, mas os momentos e os contextos são sempre diferentes, daí a necessidade de sabedoria para enquadrá-los constantemente nos princípios bíblicos. Viver o evangelho – Não há outro meio de cumprir a palavra de Deus, a não ser viver segundo a vontade do Mestre, pela orientação do Espírito. Não basta um evangelho de religião “igrejeira”, mas é necessário um evangelho de ação, a fé com obras, segundo Tiago. Viver o evangelho contextualizado, contagiante, de testemunho eficiente e não um apego a práticas ou instituições sem razão de ser. Proclamar o evangelho – A igreja precisa despertar para a necessidade de conquistar pessoas para Jesus. O EVANGELHO DOS LIMITES Continuando a explorar o tema dos “evangelhos” que fogem à orientação bíblica, é oportuno pensar em um deles, cuja proposta de vida religiosa tem como principal característica o apego aos limites. Limites que, diga-se de passagem, acabam por criar um “espaço” religioso bastante confortável e conveniente do ponto de vista individual para os que o criam. Esta reflexão nos conduz inicialmente à exortação de Jesus sobre a ineficácia dos limites da lei, e que aponta para a supremacia da lei do amor, esta sim, sem limites. Por exemplo, o evangelho dos limites está sempre a reclamar quando a Igreja ora mais. Alguns dizem: “mas eu já oro em casa”, outros ainda: “eu freqüento os cultos de quarta-feira, para que mais?”. Quanto à comunhão, vê-se o mesmo. As afirmações de desnecessidade de um contato maior com as pessoas, exceto o fortuito dos domingos, ou de outras reuniões, aponta para a mesma direção, limites. O que dizer do perdão? O próprio Jesus ensinou sobre a necessidade de perdoar sempre, inúmeras vezes, mas nós insistimos em estabelecer limites humanos ao perdão. A mordomia bíblica financeira convive em geral em limites bem restritos, sem espaço para maiores arroubos de fé ou qualquer outra motivação espiritual. E finalmente, o amor. Esse assunto tão propalado, mas não tão vivido. Recorremos até à lógica para justificar a impossibilidade de amar sem limites. Mas tudo isso não passa de negação do verdadeiro evangelho, cuja lei maior do amor não pode ser limitada, não pode ser obedecida com sentimentos de reserva. Vivamos o evangelho de Jesus Cristo desarmados para aquilo que Deus espera de nós, vislumbrando pela fé, uma salutar ausência de limites, tanto de nossa parte quanto da parte dEle, que nos ama sem medida.

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O “EVANGELHO CAPITALISTA” A mordomia cristã envolve aspectos práticos interessantes que podem produzir um “modelo” de evangelho distanciado da verdade bíblica, ao qual denominamos “evangelho capitalista”. Longe da pretensão de fazer uma análise sobre o capitalismo, vejamos apenas aquilo que é importante para esse sistema. O lucro, por exemplo, é um dos pilares dessa estruturação econômica, e de todo o sistema político-jurídico que se estabelece em defesa dele e de seu acúmulo. A propriedade e o poder são outros componentes que se fundem para dar ao homem a ilusão de que ele está no controle de tudo. Pontual também, neste assunto, é a eterna discussão da dinâmica competitiva, quem ganha, quem perde, dinâmica esta que tem como pano de fundo o “todo poderoso mercado”, a lei da oferta e da procura, dentre outros conceitos menores. Jesus não deu importância a isso, antes, evitou mediar um litígio sobre herança e aconselhou-nos a ajuntar tesouros no céu. Pregou sobre o Reino de Deus, que por ser espiritual jamais poderia ser confundido com um império terreno. O amor de Deus e a salvação são oferecidos, nEle, a todos indistintamente. Os critérios de Deus não são quantitativos como os nossos, mas mostram uma concepção espiritual que é expressa pelo apóstolo Paulo (Fl 3:7-8) “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus,... ” Vivamos a mordomia cristã segundo os propósitos bíblicos.

O QUE É SER MODERNO Em todas as épocas esta pergunta tem soado sempre que a tensão entre o antigo e o novo se manifesta. Quando a mesma pergunta é feita em relação à família, as dificuldades para responder são grandes; maiores ainda em função da oposição entre o que a Bíblia ensina e aquilo que o mundo tem “ensinado”. Em linhas gerais, observa-se que, na concepção contemporânea, família moderna é aquela na qual os vínculos não tem propósitos de continuidade. Relações familiares são precárias, podendo ser quebradas diante de qualquer dificuldade, mesmo que de ordem subjetiva. Outro traço característico da tal modernidade da família é a supremacia da individualidade. Ser moderno é desfrutar da “liberdade” de gozar a própria vida, não importando as conseqüências. Há também o lado mercadológico do problema - ser moderno é acompanhar a moda, que é imposta pelos grandes poderes econômicos através da mídia e que leva tantas pessoas à infelicidade por não poderem acompanhá-la. Vale ressaltar que os modismos não são apenas fatos econômicos mas, principalmente, comportamentais.

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Ou seja, ser moderno, ou pós-moderno, melhor dizendo, significa abandonar alguns fundamentos bíblicos para a família, fundamentos estes cujo único propósito é a edificação da família sobre Jesus Cristo. Entre ser moderno ou ser bíblico, prefira esta última opção.

VELHOS PROBLEMAS, NOVAS ESPERANÇAS Os problemas familiares não são coisa nova. A história, desde Caim e Abel, está cheia de eventos trágicos originados nos relacionamentos familiares. “O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol.” (Ec. 1:9). As palavras do sábio parecem soar como uma lúgubre música incidental para essa realidade e nos deixa com a sensação de que não há como evitar tal destino. Mas a Bíblia diz que há esperança para as famílias e seus problemas. Há esperança, porque está em Deus a capacidade de fazer novas todas coisas. “E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas....” Ap. 21:9 Há esperança, na nossa condição de novas criaturas, em Jesus Cristo. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” 2 Co 5:17 Há esperança, renovada, como as misericórdias do Senhor. “... porque as suas misericórdias não têm fim, (...) renovam-se cada manhã.” Lm 3:22,23 Diante dos velhos problemas, busque na Palavra de Deus a esperança.

HISTÓRIA VIVA Sem nenhuma pretensão acadêmica ou filosófica, atrevo-me a dizer, em termos bem práticos, que história viva é aquela que, construída por sujeitos históricos, sobrevive e chega até nós. Conscientes ou não, somos todos sujeitos históricos e fazemos parte de uma cadeia de acontecimentos que serão posteriormente registrados, analisados e interpretados. Na construção da história de uma igreja as premissas são as mesmas, mas a atenção e importância dada aos sujeitos históricos é que pode variar. O sujeito histórico por excelência de uma igreja bíblica deve ser Jesus e nada pode ofuscar essa realidade. Os salvos são co-participantes nesse processo onde o principal objetivo é a expansão do Reino de Deus na terra e consequentemente a glorificação do seu nome. Com isso em mente, vamos contar às futuras gerações aquilo que Deus operou na história “viva” da Igreja Batista Nova Jerusalém e façamos nossas as
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palavras do salmista: “Uma geração louvará a outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos.” Salmos 145:4.

IGREJA NORMAL A idéia do que é uma igreja normal pode variar muito em função de experiências e contextos. Em geral a nossa idéia do que é normal reflete aquilo ao que estamos acostumados. Por exemplo, para alguns é normal que as pessoas não tenham interesse no evangelho, que reuniões de oração não sejam muito freqüentadas, que não haja motivação para a leitura ou estudo da Bíblia, disposição para ajudar necessitados, etc. Talvez por isso haja tantas iniciativas para tornar a igreja “espetacular”, porque a idéia de normalidade traz consigo uma visão preconceituosa de decadência. Mas a Bíblia mostra uma “normalidade” bem diferente. Igreja normal é comprada pelo sangue de Cristo e sujeita a Ele (At 20:28; Ef. 5:24), é pastoreada por pessoas vocacionadas (At 20:28), tem paz (At 9:31), ora incessantemente (At 12:5), escolhe seus líderes democraticamente sob a liderança do Espírito (At. 13:1, 14:23), proclama (At 15:22), é edificada biblicamente (I Co 14:12), manifesta a sabedoria de Deus nos lugares celestiais (Ef. 3:10), e ainda é igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. (Ef. 5:27) e coluna e baluarte da verdade (I Tm 3:15), dentre muitas outras coisas. Minha oração, neste mês de aniversário, é que sejamos uma igreja normal, do ponto de vista bíblico, para honra e glória de Cristo. Amém! A DEMOCRACIA DO ESPÍRITO A modernidade trouxe consigo a idéia aperfeiçoada da democracia grega. Na prática essa democracia é desvirtuada por interesses inomináveis que a distanciam do ideal. Em geral aplicamos a mesma idéia à forma de decidir as coisas na igreja. Achamos que a igreja deve ser governada pela maioria. Mas o que diz a Bíblia? Em primeiro lugar, Cristo é o cabeça da igreja (Ef. 1:22-23, 5:25), e ela é edificada por Ele (Mt 16:18). Em segundo, a liderança do Espírito Santo é aspecto indispensável de qualquer igreja verdadeiramente bíblica (At. 9:31, 15:28). A igreja, portanto, é uma “democracia do Espírito Santo”. A maioria deve ser movida por Ele na realização daquilo que Ele considera o melhor para a igreja de Cristo em um ambiente de paz e vida. (Rm 8:6) No momento em que estamos orando por direção para a escolha de pessoas que liderarão as iniciativas da igreja em diversas áreas vamos lembrar que a Igreja pertence a Cristo, que o Espírito deve liderar suas ações e que devem prevalecer os interesses do Reino de Deus e não os nossos próprios. Que Deus nos dê o discernimento necessário para construirmos a cada dia uma igreja verdadeiramente bíblica. DEIXAI VIR A MIM AS CRIANÇAS

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Crianças são hoje muito mais valorizadas do que já o foram em qualquer outra época. Os cuidados dispensados a elas, em todas as áreas, refletem essa valorização. Jesus foi alguém que valorizou as crianças muito antes que houvesse um Estatuto a lhes garantir direitos. Ele na verdade foi além, usou-as como exemplo para apontar aquilo que é esperado de quem almeja o Reino de Deus. O que se encontra na criança é a simplicidade e a sinceridade. Entretanto, quase tudo que é dirigido às crianças hoje não visa educá-las para a vida, ou potencializar aquilo que elas tem de melhor. Muito pelo contrário, tudo é feito para instilar nelas o que há de mais pernicioso. Incredulidade, violência, rebeldia, malícia, ocultismo, dentre tantas outras coisas, são componentes que não faltam em tudo cujo público alvo é a criança. O paralelo com a vida cristã é óbvio. Quanta coisa hoje é dirigida a nós com o objetivo claro de nos afastar da simplicidade, sinceridade e confiança que devem caracterizar os seguidores de Jesus. Acabamos muitas vezes seduzidos pelos inúmeros apelos para sermos “grandes”, esquecendo de sermos “pequeninos”, como o Mestre ensinou. O que nos impede de buscar a Jesus como crianças? HERÓIS OU ANTI-HERÓIS? Segundo Houaiss, herói é o indivíduo que se notabiliza por suas realizações, em especial aquelas que denotam coragem, tenacidade, abnegação, magnanimidade, etc., ou ainda, aquele que arrisca a vida pelo dever ou em benefício de outrem. São tantos os heróis aos quais a história tem emprestado uma “aura” de perfeição que por vezes esquecemos que foram humanos. A vida real não é feita de tantos heróis. Temos visto, isso sim, muitos anti-heróis, aqueles notabilizados pela covardia, egoísmo, que agem em benefício próprio e que destroem os outros. Dizem os sociólogos, talvez por isso sejamos tão carentes de heróis. É atribuída a “Berthold Brecht a frase “infeliz o povo que precisa de heróis”, complementada por outros que dizem: “trágico o povo que não encontra heróis quando precisa deles”. Na vida cristã podemos dizer que heróis são os que se dispõe a viver o verdadeiro cristianismo corajosamente, fazendo-o em benefício de outros, seguindo o exemplo de Cristo, independentemente das conseqüências. O mundo precisa deste tipo de herói. Negar o evangelho ou vivê-lo falsamente é ser antiherói. Sejamos honestos para responder à pergunta: “O que somos como cristãos?” Heróis ou anti-heróis? O DESPERTADOR DE DEUS O sono é uma força instintiva presente na maioria dos organismos. Em linguagem figurada é usado para descrever a inércia. Há condições propícias ao sono, tais como ambiente, iluminação, cansaço, etc..., de tal forma que a interrupção do sono, será tão mais dificultosa quanto mais intensas forem as condições que o favoreceram. Espiritualmente falando, o mesmo se dá. O sono espiritual pode ser favorecido por diversos aspectos da vida e quando isso acontece a percepção das coisas espirituais fica prejudicada.
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Muitas coisas acontecem nas nossas vidas como se Deus tocasse um alarme a nos acordar para a vida espiritual, chamando para uma renovação de propósitos de vida cristã. O apóstolo Paulo alerta em Efésios 5:14 “...Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará”, dentro de um contexto que trata basicamente da necessidade de uma vida que seja caracterizada pelas obras da luz. Como está nossa vida espiritual? Estamos dormindo a sono solto ou estamos despertos e alertas para viver segundo a luz de Cristo? Vamos responder com honestidade para não jogar o “despertador de Deus” pela janela. A IGREJA DE TODOS A igreja é um dos grandes projetos de Deus para as nossas vidas. Temos insistido nesse assunto com o objetivo de levar cada um dos membros de nossa a igreja a buscar a vontade de Deus para as suas vidas, enquanto parte desse projeto. Ao longo deste mês uma série de iniciativas levarão a igreja a refletir seriamente sobre a necessidade de ser corpo, sadio e bem ajustado espiritualmente. Para tanto é preciso crer que: A igreja é de todos aqueles que, como eleitos de Deus, tendo aceitado a Jesus como salvador e senhor de suas vidas, vivem e proclamam o verdadeiro evangelho. A igreja é de todos aqueles que estão em pleno desenvolvimento espiritual, buscando a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus. A igreja é de todos aqueles que estão atentos às necessidades dos que estão a sua volta, fazendo de cada oportunidade de serviço um privilégio pessoal. A igreja é de todos aqueles que necessitam de alimento espiritual bíblico e que o encontram através da ação do Espírito Santo. A igreja é de todos aqueles que encontram alegria na comunhão com os irmãos. A igreja, em síntese, é de todos aqueles que amam a Deus e o adoram em espírito e em verdade. A IGREJA DE CADA UM É muito perceptível atualmente que muitas igrejas são movidas por um desejo quase obsessivo de “agradar ao freguês”, como se atende às preferências individuais fosse determinante na construção de uma igreja bíblica. Edificar a igreja é construir a igreja de cada um não para atender às preferências, mas, principalmente, para atender ao que a Bíblia espera de cada um. Longe de ser uma lista de preferências individuais, as características da igreja, do ponto de vista pessoal, devem ser aquelas que a própria Bíblia menciona, dentre outras: Cada um deve andar segundo o seu chamado (1 Co 7:17) Cada um entende e age como parte do corpo de Cristo (1 Co 12:18) Cada um contribui com liberalidade, segundo o propósito do coração (2 Co 9:7) Cada um tem consciência da importância e papel na sua família (Ef. 5:33) Cada um anda em verdade e humildade e age sem partidarismo (Ef. 4:25, Fl. 2:3)
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Cada um se preocupa com o outro (Fl. 2:4) Cada um vai ser recompensado de acordo com a sua obra. (Ef. 6:8; 1 Co 3:13) Cada um agindo assim, por certo não agradaremos a todos, mas a Jesus Cristo. GRAMA, GOIABA, GALINHA.... E IGREJA Popularmente se crê que o que é dos outros é melhor. Pelo menos é o que dizem os ditados populares que mencionam a grama, a goiaba e a galinha como exemplos. Olhar para os outros pode ser um problema. Especialmente quando esses outros servem apenas como referência de comparação. Se são superiores, sentimonos diminuídos, se são menores do que nós, sentimo-nos superiores, na maioria das vezes com base em critérios muito subjetivos. Em relação à igreja, não é diferente. Olhamos para a igreja dos outros com admiração quando o conceito sobre a nossa é baixo e com desdém ou displicência quando ocorre o contrário. A igreja dos outros é a que, em tese, tem o mesmo propósito da nossa. É bom lembrar, sempre, que somos cooperadores e não concorrentes. Por certo, há diferenças em diversos aspectos, pois isso é próprio da diversidade que caracteriza a vida, e essa diversidade é coerente com as peculiaridades de cada igreja. É também a igreja que seus membros escolheram por critérios que podem ser diferentes dos nossos. Por fim, é o ajuntamento em que seus membros sentem-se bem para adorar e servir a Deus. Assim, seria bom que a igreja dos outros fosse como a nossa e vice-versa. Isso ajudaria a ver a nossa igreja com outros olhos. IGREJA APAIXONADA “Como pode uma congregação (...) se dizer bíblica ou até mesmo cristã, se não coloca no centro de sua lista de ministérios o coração de Deus por um mundo perdido? A alocação de recursos, o envolvimento em oração e o uso de obreiros deveria mostrar isso. A igreja do Senhor Jesus Cristo é definida por missão, pois é composta por aqueles que foram ganhos para a salvação por intermédio de missão e agora tem como tremenda responsabilidade ganhar outros. Se ela não for missionária em sua teologia, sua vida diária e seu compromisso, não tem mais o direito de alegar ser a Igreja. A viabilidade e a saúde da Igreja e de nós mesmos, como filhos de Deus, não podem ser separadas da tarefa de evangelização (...)” Com estas palavras, Patrick Johnstone, em seu livro “A Igreja é maior do que você pensa” conclama à tarefa inacabada da evangelização. Argumenta ele que a identidade da igreja e o seu despertamento estão intimamente relacionados a realidade prescrevida em Efésios 3:10. O grande desafio diante de nós é viver apaixonadamente a missão de pregar o. evangelho. Como estamos demonstrando nosso amor aos que não conhecem a Jesus ainda? Somos verdadeiramente uma igreja apaixonada por pessoas?

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MISSÃO INTEGRAL Em editoriais anteriores enfocamos modelos contemporâneos de igreja que se desviam da verdade bíblica. Nesses modelos algum dos aspectos da missão da igreja é exageradamente enfatizado em detrimento do que é “menos importante”. Em outros modelos a missão da igreja é deturpada em função de interesses espúrios. O desafio da igreja dos nossos dias é o mesmo das igrejas de dias passados: cumprir a sua missão integralmente e isso implica atender aos anseios de um mundo cada vez mais complexo, habitado por pessoas carentes de Deus, mas nem sempre conscientes disto. Cumprir a missão integral da igreja significa ADORAR a Deus em espírito e em verdade. Não há grande dificuldade em produzir cultos e shows com o melhor em produção, música, pregação, efeitos especiais, etc. Mas o desejo de Deus é produzir pessoas, regeneradas em Cristo, sendo elas mesmas o verdadeiro culto a Deus. Cumprir a missão integral da igreja significa PROCLAMAR a mensagem do Evangelho, individual e coletivamente. Individualmente, através de uma vida íntegra e de efetivo testemunho cristão. Coletivamente, através do amor às almas perdidas, manifesto nas iniciativas da igreja que brotam da visão do preço incalculável de uma alma. Cumprir a missão integral da igreja significa ENSINAR, prioritariamente a guardar a própria Palavra de Deus. Mas, além disso, também a “ler” o mundo pelas letras da vivência com Deus. Dignidade e cidadania também podem ser ensinadas por uma perspectiva bíblica, diferente da simples preocupação em politizar a sociedade. E, cumprir a missão integral da igreja é também ASSISTIR àqueles que desafortunadamente estão em situação de carência. A igreja que é sensível a essas necessidades manifesta a misericórdia de Deus de forma visível ao mundo. Eu e você, como membros da igreja, somos desafiados a cumprir a missão integral da igreja. Vamos responder a ele de forma a contribuir para o engrandecimento do Reino de Deus. COMO MANTER A IGREJA VIVA O conhecido teólogo brasileiro, Augustus Nicodemus Lopes, em artigo com o título acima, escreve bem traçadas linhas sobre o nosso dever como cristãos e como igreja. Segundo ele, devemos evitar que a decadência espiritual entre em nossas vidas e aponta quatro coisas que podemos fazer para evitar o declínio espiritual da Igreja, com a graça de Deus: - Tratar o pecado com seriedade – Nada arruína mais depressa a vida espiritual de uma comunidade do que permitir que os pecados dos seus membros permaneçam sem ser tratados como deveriam. (...) pecados ocultos, escondidos, não confessados, não arrependidos (e nunca restaurados e abandonados), se constituem um tropeço espiritual, que entristece o Espírito de Deus, e acaba se espalhando pela Igreja e envenenando os bons costumes e a fé. - Zelar pela sã doutrina – A verdade salva e edifica a Igreja, mas a mentira é a sua ruína. O erro religioso envenena as almas e desvia o povo dos retos caminhos de Deus. Devemos ser pacientes e tolerantes, mas nunca ao preço de comprometermos o ensino claro do Evangelho.

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- Andar perto do Senhor da Igreja – É Deus quem nos mantém firmes e puros. A Bíblia diz que se nós nos achegarmos a Deus, Ele se achegará a nós. A Bíblia também ensina que Deus estabeleceu os meios pelos quais podemos estar em contínua comunhão com Ele. Estes meios são: os cultos públicos, as orações e devoções em particular, a leitura e a meditação nas Escrituras, a participação na Ceia do Senhor. Cristãos que deixam de usar estes meios acabam por decair espiritualmente. - Estar aberto para reformar-se (quando em erro). (...) A Igreja deve sempre estar aberta para ser corrigida por Deus, arrepender-se de seus pecados e reformar-se cm conformidade com o ensino das Escrituras. Estas medidas devem também ser aplicadas a nós, individualmente. Deveríamos procurar evitar a decadência espiritual da nossa prática religiosa, mantendo acesa a chama da fé pela freqüência regular aos cultos, pela leitura diária da bíblia, por uma vida de oração e comunhão com os outros irmãos. Infelizmente, por negligenciarem sua vida espiritual, muitos cristãos estão contribuindo para enfraquecer o testemunho das igrejas evangélicas no mundo. (transcrito e adaptado) A IGREJA INVISÍVEL É consenso entre os pensadores cristãos evangélicos que a igreja como descrita na Bíblia, constituída pelos salvos por Cristo Jesus, é uma instituição espiritual e “invisível” uma vez que não é possível aos olhos humanos identificar todos os que a compõe. Enquanto isso, até que ela seja completamente revelada, convivemos com a igreja visível, aquela que reúne todos os que uma vez professaram publicamente a fé em Jesus Cristo, mesmo que após isso não a demonstrem ou até venham a negá-la. A igreja visível tem causado muitos constrangimentos à igreja invisível a tal ponto que, seja qual for o entendimento teológico sobre Mateus 24, é impossível não olhar á volta e constatar que o amor de muitos esfriou ou está a esfriar. Mas isso não enfraquece a igreja invisível, muito pelo contrário, penso que a fortalece, através da convicção que se aprofunda no coração daqueles que verdadeiramente amam a Cristo e guardam os seus mandamentos. Glórias sejam dadas a Deus pela igreja invisível que, conforme o apóstolo Paulo, “pela multiforme sabedoria de Deus se torna conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais”, e que glorifica a Jesus. Glórias também por todos aqueles que continuam perseverando em sua fé, testemunhando e exalando o bom perfume de Cristo. O “PRIVILÉGIO” DE ESCOLHER O assunto principal deste domingo é sem dúvida o referendo sobre o desarmamento. Querem nos fazer crer que a possibilidade de votar nas opções oferecidas é um grande privilégio. No meio dessa batalha de argumentos e interesses o cidadão comum, penso eu, fica atordoado, sentindo-se incapaz de ter uma visão completa de tudo o que está envolvido na escolha. A situação permite uma boa analogia com a nossa vida espiritual. Em geral, nem sempre lembramos que a liberdade de escolha é um presente de Deus e
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quando dela fazemos uso não lembramos que o que está em questão não é a escolha em si, mas a capacidade para a escolher corretamente. Parece complexo mas não é. Basta lembrar do referendo. Aquilo que estamos escolhendo é realmente a questão principal? Ou estamos sendo iludidos com o exercício da “democracia” mais uma vez. Em termos espirituais, ocorre o mesmo. Somos atingidos a todo instante com a idéia de que temos escolhas espirituais e que todas elas conduzem a Deus e convergem para a nossa felicidade, mas não refletimos sobre tudo que está implicado nessas “escolhas”. Analisando a pessoa de Deus, revelada pelas escrituras, o seu plano de salvação através de Jesus Cristo, chegamos à conclusão de que a escolha prioritária, para aqueles que estão verdadeiramente interessados em escolher o melhor, é pela aceitação de Jesus como Salvador e Senhor de nossas vidas. Hoje, diga sim para Jesus. O MELHOR PARA DEUS Profissionais que buscam ascensão na carreira tem uma visão bastante clara do que é melhor na busca dos seus objetivos. Estudantes empenhados em avançar nos estudos com metas definidas dão o melhor de si. Qualquer pessoa que tenha objetivos, grandes ou pequenos, acabará descobrindo que para alcançá-los precisará de algo mais, que muitas vezes nem ela sabe o que é, mas acabará descobrindo: excelência. Uma palavra que não costumamos usar com freqüência, afinal de contas somos o povo do “jeitinho”, da “criatividade”, da improvisação. Para Deus, o melhor, isto é excelência. É bíblico, mas a prática e as necessidades “urgentes” e “prioritárias” nos fazem perder de vista como isso pode fazer parte da vida. Deus espera que façamos o melhor em tudo, inclusive naquilo que diz respeito ao Reino de Deus, no qual presume-se, estejamos envolvidos, porque: Ele criou o melhor – a criação de Deus é perfeita, assim como é perfeito tudo que provém de Deus. Ele quer nos dar o melhor – isso sempre esteve muito claro, mas nem sempre compreendido, na história do povo de Deus. Em vários textos da Bíblia Deus diz: “comereis do melhor”, “tereis o melhor”, etc. Ele espera que façamos o melhor para Ele – Em Jeremias 48:10 encontramos o conhecido versículo: “Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR relaxadamente!...”. A obra de Deus feita com os padrões divinos de excelência resulta em edificação e crescimento da igreja. Vamos meditar nisto e buscar a excelência, por amor ao Senhor, e porque Ele merece o nosso melhor.

FAÇA MAIS COM MENOS O ano está terminando e isso significa que a sua correria e a de muita gente vai aumentar. Provavelmente, sua agenda carregada de urgências e necessidades vai se tornar companheira inseparável da ansiedade.
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O que fazer então para enfrentar mais um período de festas com tranqüilidade e paz de espírito? Aqui vão alguns conselhos práticos: REVEJA SUAS PRIORIDADES - É comum nesta época dar prioridade a uma porção de coisas cujo propósito é vazio ou dispensável. O aspecto material domina as atenções e por vezes toma o lugar que deveria ser de pessoas. Rever prioridades significa escolher a melhor parte, como Maria, que preferiu ficar aos pés do Mestre. – “Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”. (Lc 10:42) ORGANIZE SEUS PENSAMENTOS - A maioria das pessoas não percebe que a razão do seu esgotamento não decorre das muitas atividades, mas dos muitos pensamentos desordenados. Alguém que pensa em tudo ao mesmo tempo corre o risco de ter sérios problemas de saúde, além de não atingir objetivos. O pensamento focado naquilo que é mais importante, e que está ao alcance da ação é um bom passo para uma vida mais efetiva. Isso inclui pensar nas coisas de Deus, conforme o conselho do apóstolo: “Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas”.(Cl 3:2) CONHEÇA MAIS A DEUS – Deus é uma pessoa que está interessada em relacionamentos. Através desse relacionamento com Ele é possível conhecer a sua vontade e o seu propósito para a sua vida. Procure conhecer o amor de Deus, manifestado em Cristo, como diz a Bíblia: “e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus”. (Ef. 3:19) Colocando em prática os três conselhos aqui sugeridos você verá que é possível realizar mais com menos, em qualquer época.

PLANEJE PERDOAR Planejamento é uma atividade essencial à existência. Sejam grandes ou pequenas coisas, de forma elaborada ou não, há sempre um planejamento antecedendo nossas ações. Entretanto, geralmente, nossa preocupação em planejar se restringe a algumas áreas e atividades mais "práticas", tais como fazer uma poupança, adquirir um bem, realizar uma viagem, etc... Perdoar não é algo que esteja na agenda e muito menos que, segundo pensamos, necessite de planejamento. As vezes penso sobre o que o apóstolo Pedro tinha em mente quando perguntou a Jesus a respeito de quantas vezes deveríamos perdoar? Talvez ele esperasse uma resposta que impusesse limites à prática do perdão. O limite do razoável. Jesus, como sempre, foi além. Não somente não limitou a esfera do perdão como a relacionou a aspectos espirituais de grande relevância. Por exemplo, perdoar é refletir um atributo de Deus, perdoar é dispensar a outros a mesma misericórdia que Ele dispensa a nós, dentre outros. Se você está fazendo planos para o próximo ano, vá além do razoável e planeje perdoar. Se você não está fazendo planos, planeje perdoar da mesma forma. Planeje fazer bem a você mesmo (e aos outros) e, principalmente, fazer também a vontade de Deus. FELIZ NATAL! (QUAL???)

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Há algum tempo atrás essa simples saudação era absolutamente clara. Hoje, já não se pode dizer o mesmo. Os sentidos do Natal tornaram-se variados, assim como os interesses envolvidos na sua comemoração. Se for para dizer Feliz Natal das compras, do cartão de crédito, dos presentes “obrigatórios”, dos amigos secretos, das confraternizações (não tão fraternas às vezes), então que não se diga... Se for para dizer Feliz Natal dos enfeites, das roupas novas, da aparência requintada, da opulência, então que não se diga... Se for para dizer Feliz Natal dos programas religiosos rigorosamente elaborados, dos discursos repetidos, das palavras superficiais, então que não se diga... Se for para dizer Feliz Natal das figuras que insistem em tomar o lugar do Messias, tais como o Papai Noel, os duendes, dentre outros, então que não se diga... Se for para dizer Feliz Natal de um mundo secularizado, e “reorganizado” sob novas premissas contrárias às verdades divinas e eternas, então que não se diga... Mas, se for para lembrar do significado da vinda de Cristo ao mundo; se for para testemunhar da enorme manifestação de amor por parte de Deus; se for para se alegrar pela nova aliança inaugurada por Jesus, da qual fazemos parte; se for para desfrutar da comunhão cristã em todo o seu significado; se for para viver os ensinamentos do Mestre, fazendo real o seu nascimento em nós, a cada dia, então que se diga, com toda a clareza e ênfase: FELIZ NATAL DE CRISTO! FOGO AMIGO A Bíblia continua sendo não somente o livro mais vendido de todos os tempos, mas também o mais atacado. No século XVIII, o pensador francês Voltaire disse: “dentro de 100 anos, a Bíblia e o Cristianismo serão varridos da existência e passarão à história”. Antes que se completasse o tempo da “profecia”, ele morreu e sua casa posteriormente veio a se tornar a sede da Sociedade Bíblica de Genebra. Do século XVIII para o XXI pouca coisa mudou. Os ataques continuam furiosos, embora mais sofisticados. A ciência e a filosofia lhes emprestam tanta letalidade que não admira que muitos sejam destruídos espiritualmente com a força de seus argumentos. Mas, até aí, nenhuma novidade. O fogo do inimigo é esperado (entenda-se por inimigo todo aquele que por não crer nas Escrituras, dela se torna combatente). O que entristece é o “fogo amigo”1 contra a Palavra de Deus. É do meio do “povo de Deus” que tem surgido os ataques mais perniciosos contra as verdades bíblicas. Teologias e púlpitos diversos, em quantidade e em conteúdo, esvaziam o sentido da revelação bíblica, na mesma proporção em que inflam os egos de seus defensores e pregadores. A incredulidade generalizada entre os chamados “crentes” é outro ataque impiedoso. A mercantilização da Palavra, em níveis escandalosos, nos dias de hoje, é mais uma faceta dessa guerra. O “fogo amigo” está afastando mais pessoas de Deus do que os ataques dos ateus e céticos. Neste domingo em que comemoramos mais um Dia da Bíblia, vamos refletir sobre o valor das Escrituras e tomá-la como escudo indestrutível.
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“fogo amigo” - expressão originada na guerra (do Vietnã, ao que tudo indica), que denomina os ataques realizados por engano, contra soldados, ou alvos, das mesmas fileiras.
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“O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam”. Salmos 18:30. “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar”. Lucas 21:33 BÍBLIAS QUE NÃO FUNCIONAM Olhar para o passado é uma forma fácil de encontrar tentativas frustradas de suplantar a verdade bíblica. Não foram poucas as vezes em que “conjuntos de verdades” foram consolidados como marcos referenciais da sabedoria com a finalidade de iluminar o caminho da humanidade. Sem grandes aprofundamentos, foi assim com o racionalismo, comunismo, liberalismo, além de outros ismos que, baseados em obras consideradas como bíblias falharam no propósito de ser a verdade única (e que não se diga que não tentaram ser a verdade única, pois o próprio discurso de cada corrente desmente isso). Passando os olhos pelos relatos jornalísticos de um mundo alucinado, concluímos que enquanto as decepções se multiplicam com as pretensas bíblias do passado e do presente, nós, os crentes na Palavra de Deus, e na salvação do Senhor Jesus, podemos dizer neste Dia da Bíblia, como o apóstolo Paulo: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, (...) (Romanos 1:16). Pensando nos caminhos e destinos da humanidade, e de toda a maldade à nossa volta, aprofundamos nossa certeza de que “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Números 23:19); “Porque o Senhor cumprirá a sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve.” (Romanos 9:28); Reconhecendo que “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” (2 Timóteo 3:16 ACF), asseveramos neste Dia da Bíblia que ela é a Palavra de Deus; sua plena e definitiva revelação aos homens. Escrita por homens inspirados por Deus, é inerrante e infalível nos originais em quaisquer de seus 66 livros, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Diante dela, tenhamos em mente as palavras do salmista (e da carta aos Hebreus 3:15), apelando ao quebrantamento diante da Palavra de Deus: “(...) Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração (...)”. O BRASIL MERECE RESPEITO Estamos chegando ao fim do mês de setembro, lembrado pelo início da primavera. No ano corrente ficará lembrado também por mais algumas catástrofes na outra América. No hemisfério aqui de baixo, o setembro brasileiro já é por certo um mês que não vai ser esquecido, pelos agudos desdobramentos no cenário político de uma nação já cansada de sucessivos escândalos. O quadro é de desesperança e no espírito pacato do brasileiro vai um sentimento de frustração e impotência que nenhuma eleição “democrática” poderá sublimar.
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Os mais otimistas enxergam um fortalecimento das instituições. Outros elaboram uma análise favorável diante do equilíbrio da política econômica “do governo” mesmo em meio à crise. Sem preocupação com otimismo ou pessimismo, todos os desatinos do governo me trazem à lembrança os relatos dos livros de Crônicas, que ao introduzirem as histórias dos reis de Israel e Judá acrescentavam as frases: “Ele fez o que o Senhor aprova” ou “Ele não fez o que o Senhor aprova”. O principal problema com os nossos governantes e líderes políticos é que eles não estão preocupados com o que Deus pensa e muito menos com o que Ele aprova. Muitos deles estão nos púlpitos e palanques com o nome de Deus nos discursos, mas pouco dispostos a olhar com seriedade a Palavra de Deus. A nação merece respeito, e seria bom que esse respeito começasse pela Bíblia. Nas palavras do salmista, “Como é feliz o povo que aprendeu a aclamar-te, Senhor, e que anda na luz da tua presença!” (Sl. 89:15 NVI). O BEM DE TODOS Os últimos episódios da vida política brasileira mostraram mais uma vez uma desprezível face oculta. Cada vez que vem à tona um escândalo dessa natureza, fico a pensar sobre como o bem de todos e o interesse público são relativos para aqueles de deles cuidam. A cidadania dos discursos inflamados não é a mesma das ações. Há pouco tempo li uma pequena estória sobre um cientista que não tendo como concentrar-se em suas atividades por causa do filho pequeno à sua volta, fezlhe um quebra-cabeça improvisado de uma página de revista que estampava um mapa do mundo. Achando que isso constituiria uma tarefa demorada, voltou ao trabalho, mas para sua surpresa, logo o menino completou a tarefa. Surpreso, o pai lhe perguntou como conseguira, e ele contente respondeu: “no outro lado da página havia a figura de um homem, montei a figura do homem e o mapa ficou pronto”. Como cristãos, precisamos estar convictos de que o grande problema é o próprio homem e que a reconstrução do mundo é inviável sem a reconstrução do coração humano. O evangelho é o único caminho para revestir o homem de uma nova condição espiritual que o encaminhará ao pleno conhecimento de Deus, tornando-o semelhante a Ele e verdadeiramente capaz de agir em função do bem de todos. (cf. Cl 3:10). FELIZ POVO INFELIZ “Como é feliz o povo que aprendeu a aclamar-te, Senhor, e que anda na luz da tua presença! Sem cessar exultam no teu nome, e alegram-se na tua retidão, pois tu és a nossa glória e a nossa força, e pelo teu favor exaltas a nossa força” Salmos 89:15-17 (NVI) Como brasileiros, bem que gostaríamos que o nosso povo pudesse ser chamado de povo feliz, não apenas por produzir as festas e manifestações populares mais alegres (?) ou sermos caracterizados por uma passividade que excede o limite do bom senso. À luz do texto bíblico, acima destacado, a felicidade não é uma eventualidade, nem mesmo uma manifestação de euforia despropositada, mas algo com efeito profundo e duradouro.
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A felicidade é, antes de tudo, um aprendizado. Somente as pessoas que aprenderam alguma coisa sobre Deus são capazes de aclamá-lo e fazer disso a sua fonte de alegria. A felicidade é também uma caminhada. Não apenas manifestações esporádicas, mas algo com caráter de permanência. Isso é reiterado no versículo pela expressão “sem cessar exultam no teu nome”. A felicidade é resultado da vivência da justiça, e é produzida como expressão de paz e tranqüilidade quando a retidão divina é o princípio de toda ação e esforço pelo bem comum. E, por fim, a felicidade é efeito da causa maior – a presença do próprio Deus, razão da nossa glória (possível somente nEle mesmo, e em nada mais), e da nossa força. Neste dia em que, mais uma vez, o direito de votar é elevado à grandeza maior de uma democracia cambaleante, a conclusão óbvia, à luz do texto de Salmos, e olhando para esta nossa nação (a partir de nós), é que, enquanto não aprendermos a aclamar o único e verdadeiro Deus seremos apenas um feliz povo infeliz. FESTIVAL DE MENTIRAS Nas reflexões que produzi neste mês abordei temas como o futebol, violência, cada um deles pontual na semana. E hoje eu poderia escrever sobre a guerra, sobre o “julgamento do ano”, sobre a “bancada evangélica”, assuntos que dominaram os noticiários na semana que passou. Analisando porém cada um desses assuntos pelos diferentes enfoques dados pela impressa, uma coisa salta aos olhos, a diversidade de abordagens, opiniões, manipulação de informações, e principalmente, mentiras. Considerando-se que o século XXI tem sido chamado de o século da informação, é preciso cuidado para separar o que é informação e o que é manipulação. Eu prefiro pensar que estamos vivendo no século da desinformação e da mentira. Do ponto de vista bíblico isso não deveria nos impressionar, afinal de contas “o mundo jaz no maligno”, esse mesmo, o “pai da mentira”, ou seja um resultado previsível. O que preocupa é a mentira que invade ou por vezes ameaça invadir a igreja. Ou até mesma a mentira como estilo de vida “cristã”. O conselho do apóstolo Pedro é atualíssimo: “Portanto, abandonem tudo o que é mau, toda mentira, fingimento, inveja e críticas injustas”. (1 Pedro 2:1) E o texto do apóstolo Paulo complementa essa mensagem quando diz: “Por isso não mintam mais. Que cada um diga a verdade para o seu irmão na fé, pois todos nós somos membros do corpo de Cristo!” (Efésios 4:25) O padrão do mundo, esse festival de mentiras, não é apropriado para nós. Vivamos e proclamemos o evangelho da verdade. FIDELIDADE EM ALTA Na mesma semana em que o STF decidiu punir com o rigor da lei a infidelidade político-partidária, uma pesquisa aprofundada sobre a família brasileira

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revelou que a fidelidade ainda é considerada como o aspecto mais relevante para a estabilidade do casamento e da família. No âmbito político, os analistas e críticos logo bradaram, com razão, “fidelidade não se estabelece por decreto”. Embora a fidelidade seja sempre elevada à categoria máxima da ética, a prática cotidiana revela uma incongruência entre o discurso e as ações. Individualismo, hedonismo, capitalismo, e outros ísmos, colunas da sociedade pósmoderna, são flagrantemente inibidores da fidelidade em qualquer sentido. Fidelidade é antes de tudo um atributo de Deus, classificado pelos teólogos como comunicável, porque pode se assimilado e vivido pelos que crêem em Deus. A fidelidade a Deus precisa ser uma escolha individual, exemplificada nas palavra do salmista – “Escolhi o caminho da fidelidade e decidi-me pelos teus juízos.” (Sl 119:30) A fidelidade aos bons princípios (que inclui princípios de cidadania) deve ser ensinada e cultivada nas igrejas, nas escolas, nas famílias e em todos os lugares onde haja pessoas interagindo. “Acaso, não erram os que maquinam o mal? Mas amor e fidelidade haverá para os que planejam o bem.” (Pv 14:22) A fidelidade à família é mandamento bíblico, que resulta em equilíbrio social, realização pessoal e preservação de valores. Por mais que isso seja atacado, a história insiste em mostrar a incorreção da fragmentação da instituição famíliar. “(...) dêem prova de toda a fidelidade, a fim de ornarem, em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador.” (Tito 2:10) Conjugando os elementos principais do textos bíblicos indicados, chegamos à conclusão que fidelidade é resultado de escolha, está associada ao planejamento do bem e deve ser evidenciada a partir de ações e atitudes. Oro para que, entre nós, a fidelidade em alta, seja um mero resultado do temor ao Senhor. FIO DE LINHA Lendo o livro de Jó, 8:14, ficamos com a impressão de que o texto foi escrito em função dos nossos dias: “A segurança deles é um fio de linha; a sua confiança é como uma teia de aranha”. Estamos mais uma vez às voltas com o terror promovido pela série de atentados covardes, com vítimas inocentes. Os analistas debatem, as autoridades argumentam, os políticos acusam, a imprensa divulga, e o povo...., bem, o povo, continua por conta da tal segurança fio de linha. Curioso é que não se ouve uma palavra sobre a incapacidade do estado de atacar as causas e não os efeitos assim como não se ouve também sobre a necessidade de transformar o homem e não as estruturas sociais. A escalada de violência nada mais é do que uma das conseqüências desastrosas do pecado. O secularismo que orienta a grande maioria dos governos não é capaz de impedir que a maldade prospere, nem mesmo nas próprias esferas internas. Todos sabemos que o maior problema do estado brasileiro, de forma generalizada, é a corrupção. Mais uma vez os paralelos estão traçados, violência e corrupção, corrupção e pecado, pecado e destruição. Enquanto o mundo não experimentar a segurança que vem do Senhor, continuaremos convivendo com esta realidade de segurança fio de linha, a menos que vivamos pela opção do salmista, muito melhor por sinal: “A alegria daqueles
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que obedecem ao SENHOR Deus vem dele; é no SENHOR que eles encontram segurança. Todos eles lhe darão glória”. (Sl 64:10) UMA ORAÇÃO DIFÍCIL Sei que todos nós temos dificuldade para fazer certas orações, mas creio que nenhuma é tão desafiadora como a de Jó – “...o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!” (1:21) Só é capaz de orar assim quem COMPREENDE A GRANDIOSIDADE DAS OBRAS DE DEUS, a exemplo do salmista que diz: “Quão grandes, SENHOR, são as tuas obras!...” (Sl 92:5) Não há como não ficar impressionado por essa grandiosidade e quando vivenciamos isso nosso desejo se torna o de Salmos 86:11 – “Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome”. Só é capaz de fazer a oração difícil quem CONHECE UM POUCO DA NATUREZA DIVINA. A Bíblia nos mostra que é possível conhecer a Deus de duas formas; primeira, tornando-nos participantes da sua natureza - 2 Pedro 1:4 pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo,”; a segunda, através das intervenções divinas em nossas vidas. A exemplo de Jó, que depois dessas intervenções pôde dizer: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.” (Jó 42:5) Só é capaz de orar como Jó orou quem SABE DA BREVIDADE DA VIDA E VIVE EM FUNÇÃO DO QUE É MAIS IMPORTANTE. O Salmo 90 é uma bela página da Bíblia a nos exortar sobre essa brevidade e sobre as prioridades da vida. “Ensina-nos a contar os nosso dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio” (Sl 90:12), é uma das passagens que nos adverte que a vida é muito curta para vivermos com arrogância, desamor, ganância, dentre tantas outras coisas incompatíveis com as prioridades propostas pela Palavra de Deus. Se for necessário experimentar alguma coisa do que Jó experimentou, que Deus nos ajude a orar como ele: “...o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!” (mensagem proferida no culto de gratidão pela vida da Norma Jane em 14/10/2006)

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