Divaldo Franco

Pelo Espírito:

Joanna de Ângelis

Florações Evangélicas

2 – Divaldo Pereira Fr anco 

FLORAÇÕES EVANGÉLICAS  Ditada pelo Espírito:  J oanna de Ângelis  (primeira edição lançada em 1971)  Psicografada por:  Divaldo Pereira Fr anco  Digitalizada por:  L. Neilmoris  © 2008 ­ Brasil 

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3 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis) 

Florações Evangélicas 
Ditada por:  J OANNA DE ÂNGELIS 

Psicografada por:  DIVALDO PEREIRA FRANCO

68  30 – RESIGNAÇÃO – pág. 64  28 – GRATULAÇÃO – pág. 27  10 – DISSENSÃO – pág. 54  23 – ACUSAÇÕES E ACUSADORES – pág. 33  13 – CONFIANÇA EM DEUS – pág. 6  1 – SEMEADOR DE LUZ – pág. 43  18 – TESTEMUNHO – pág. 70  31 – AINDA A HUMILDADE – pág. 74  33 – UM CORAÇÃO AFÁVEL – pág. 62  27 – SACRIFÍCIO – pág. 47  20 – RETORNO – pág. 49  21 – MEDO – pág.4 – Divaldo Pereira Fr anco  ÍNDICE  FLORAÇÕES EVANGÉLICAS – pág. 23  8 – PRESUNÇÃO – pág. 66  29 – LOUVOR AO LIVRO ESPÍRITA – pág. 39  16 – DESGRAÇAS TERRENAS – pág. 35  14 – PROVAÇÃO REDENTORA – pág. 13  4 – OBREIROS DA VIDA – pág. 16  5 – ILUSÕES – pág. 60  26 – DIRETRIZES – pág. 45  19 – EXAMINANDO A SERENIDADE – pág. 19  6 – INVESTIMENTOS – pág. 84  37 – ESPÍRITO DA TREVA – pág. 86 . 51  22 – INCOMPREENSÃO E FIDELIDADE – pág. 41  17 – ANTE A DOR – pág. 77  34 – ACIDENTES – pág. 29  11 – COM REGOZIJO – pág. 21  7 – PROBLEMAS PESSOAIS – pág. 37  15 – SEM PARAR – pág. 9  2 – PRESENÇA – pág. 58  25 – VELÓRIOS – pág. 56  24 – MÁGOA – pág. 11  3 – CRISTO EM CASA – pág. 79  35 – CIZÂNIA – pág. 72  32 – COM DISCERNIMENTO – pág. 81  36 – PERDOAR – pág. 25  9 – NAS MÃOS DE DEUS – pág. 31  12 – EXAMINANDO A DESENCARNAÇÃO – pág.

 113  51 – RECURSOS ESPÍRITAS – pág. 132  59 – SOCORRO MEDIÚNICO – pág. 136 . 108  49 – VALORES E POSSES – pág. 110  50 – TOLERÂNCIA E FRATERNIDADE – pág. 119  54 – PROBLEMAS. 94  42 – LÂMPADAS. 92  41 – PESSIMISMO E JESUS – pág. 126  57 – CULTOS AOS MORTOS – pág. 134  60 – ORAÇÃO NO ANO NOVO – pág. 123  56 – SEXO E OBSESSÃO – pág. 100  45 – ANTE A JUVENTUDE – pág. 98  44 – EM REVERÊNCIA – pág. 90  40 – UMA PAGA DE AMOR – pág. 117  53 – PENHOR DE FÉ – pág. 121  55 – FALSOS PROFETAS – pág. 129  58 – PIEDADE FRATERNAL – pág. 96  43 – PROMOÇÃO – pág.5 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  38 – LOUVOR – pág. 106  48 – BENS VERDADEIROS – pág. 104  47 – MARCO DIVISÓRIO – pág. 115  52 – RESPOSTAS INDIRETAS – pág. 88  39 – MAIS AMOR – pág. FACILIDADES E FÉ – pág. RECEPTORES E TRANSMISSOR – pág. 102  46 – BOM ÂNIMO – pág.

  dos  poderes  arbitrários.  Indubitavelmente. posteriormente. não conseguem  convencer. Pelo seu poder moralizador.  elegendo  mini­  conceitos  e  mini­valores. desde  a  mais  jovem  idade à realidade. que os remanescentes dos idealistas de todos os tempos se  deixaram  hoje  fascinar  pelas  aberrações  de  variada  expressão. muita coisa merece.  São  divulgadas  com  entusiasmo  as  conquistas  intelectuais.  Ocorre.  Este  seria  o  momento  de  modificar. porém.  que  a  eles  próprios. a  secundar  o  movimento  de  regeneração;  por  isso  é  ele  contemporâneo  desse  movimento”.  O futuro. afirmam alguns incoerentes.  aos  valores  legítimos da vida. não apresentem qualquer programa merecedor de  consideração.  dando  surgimento à nova ética. por suas tendências progressistas. o Espiritismo é mais apto.  Dizem. Capítulo 18º — Item 25 (Nota da Autora espiritual) .  Em  qualquer  época  de  renovação  social  —  como  só  acontecer  a  este  1  período  histórico.  convocando  o  homem.6 – Divaldo Pereira Fr anco  FLORAÇÕES EVANGÉLICAS  Nestes  dias  tumultuosos. por estarem erradas as  soluções vigentes. Allan Kar dec. que valha a pena respeitar.  e  nos  laboratórios os modernos investigadores sonham com uma genética a seu bel­prazer. em outras bases favoráveis ao homem e à comunidade.  A rebeldia e a violência que irrompem em todos os campos como de todos  os  lados. o que se deverá  fazer.  1  “O Espiritismo não cria a renovação social: a madureza da Humanidade é que fará dessa renovação uma  necessidade.  malgrado  asseverando  a  necessidade de mudanças radicais. dirá. os partidários da chamada “revolução das idéias novas” que  o essencial é tudo mudar de imediato. pela amplitude de suas Vistas. sequer.  pela generalidade das questões que abrange.  sempre  mereceu  destaque  no  programa  dos  paladinos  encarregados  das  demolições  para  as  conseqüentes  reedificações  a  benefício da nova sociedade. renovando as fórmulas.  de  destruir  os  ídolos  da  ficção  e  da  mentira. deve ser transformada e o será a seu  tempo. do que qualquer outra doutrina.  –  “A  GÊNESE”.  quando  o  homem  sofre  o  impacto  de  várias  vicissitudes  e  os  conceitos  tradicionais  experimentam  severa  crítica. pelo menos inicialmente.  já  previsto  há  um  século  pelo  Codificador  do  Espiritismo  —  a  queda  das  Instituições  ultramontanas. porém.  superados  pelas  próprias  finalidades  e  realizações. para indispensáveis reflexões.  sem  dúvida. é mister que se faça uma pausa nas atividades complexas  quão apressadas no dia­a­dia.  parecem  ameaçar  as  estruturas  antiquadas. conquanto não deixem de ser transitórios.

 inquietos.  Faleceram.  a  “inseminação”.  O homem. à medida que as  escrevíamos.  “embalo”.  sugerem  fórmulas;  apesar  disso  os  resultados  redundam  inócuos.  cujo  investimento  superior  a  Divina Misericórdia desde há muito vem aplicando através do Senhor da Vida.  Estudos. sim.  o  “divórcio”.  Realiza  Incursões  vitoriosas  nas  partículas  constitutivas  do  átomo.  Agora. programas para verificação e avaliação do novo “status”  engendrados  por  organismos  especializados  apresentam  relatórios.  em  conseqüência. conforme .  2  Através  destas  páginas  —  que  nada  adicionam  aos  sublimes  ensinos  de  Jesus  Cristo  nem  às  nobres  lições  de  Allan  Kardec —  trazemos  a  lume  mais  uma  2  Oportunamente. cunham­se vocábulos que traduzam  as  aspirações  e  usos  da  atualidade:  “onda”.  científica. religiosa e moral  e  das diretrizes  iluminativas  de  que  se  constitui. na atualidade.  reverenciando  e  atualizando  os  ensinamentos  cristãos.  eliminam a  ética  que  deve  vigir  no  âmago  de  todas  as  realizações. a nova mentalidade e desarticulando o materialismo. conquista o Sistema Solar em que se encontra localizado  o domicílio terrestre.  tais  como  o  “adultério”. e somente ele. técnicas.  a  “prostituição”. substituídos por uma pseudomoralidade  e  as  conquistas  inestimáveis. de toda a mixórdia que decorre destes dias de transição.  eles  mesmos.7 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  que  lhes  sofra  incursões  da  mais  ampla  aventura  como  da  fantasia.  estimulados  pelos  resultados  a  que  chegaram as  Ciências  modernas. diversas das páginas que constituem  o presente  volume  apareceram  na  Imprensa  Espírita.  Descobre o mecanismo da vida e malbarata a existência.  Tarefa  inapreciável  está  reservada  ao  Espiritismo  nestes  dias  em  que  o  progresso moral. poderá assegurar a verdadeira felicidade. mui  sàbiamente. por dispor  dos  meios  hábeis  para  suplantar  e  vencer  as  paixões  predominantes  ainda  em  a  natureza humana. todavia entorpece­se nas paixões. entretanto intoxica­se nos gozos brutalizantes. Ao Espiritismo.  filosófica.  porém  desagrega­se interiormente. porque Cristianismo redivivo que é.  Verdadeiramente.  que não é possível subestimar.  partindo­se  de  imediato  para  as  questões  palpitantes  que  descem  a  vulgaridades  inconseqüentes.  atormentados. às quais ora adicionamos os textos que nos inspiraram ao grafá­las. os valores morais.  resultantes  dos  tempos  e  dos  esforços  heróicos. mas perde a paz.  surgirão  os  nobres  valores  da  evolução  inadiável. sim.  porém.  apresentando­se.  apresenta­se como a ética legítima para o hoje como para o amanhã da Humanidade.  e.  parecem impotentes para deter as aberrações. através  da  sua  estrutura  doutrinária..  Substituindo as expressões da cultura.  o  “bebê  de  proveta”.  “cafonice”.  todas  foram  revisadas  por  nós  própria..  Sonha com o amor.  em  estudando  as  lições  morais  de  Cristo.  “curtição”.  o  “aborto”. sediciosos.  Aspira à felicidade.  “O  Evangelho  Segundo  o  Espir itismo”.  o  “homossexualismo”..  “fossa”.  conduzindo.  a  “toxicomania” como que estimula mais a alucinação que domina em quase todos os  departamentos humanos da Terra. assim..  Por  isso.  para  melhor  entrosamento no conjunto.  quando  não  se  revelam  simplesmente nulos.  está  destinado  o  dever  de  contribuir  com  eficácia  para  o  trabalho  de  construção  da  geração  porvindoura.

.  Allan  Kardec. e em “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”.  que  em  futuro  já  presumível  e  não  muito  remoto  se  estabelecerá  na  Terra.  ora  balizada  para  a  Era  Feliz a que todos aspiramos.  aromas  e  belezas  evocativos  do  Reino  de Deus.  fazendo  que  espoquem  cores. (Nota da Autora espiritual)0.  como  resultante  do  carinho  do  Jardineiro  Divino  em  trabalho  contínuo  no  campo  fértil  das  almas  humanas.8 – Divaldo Pereira Fr anco  dentre  as  muitas  florações  evangélicas.  J oana de Ângelis  Salvador. 13 de setembro de 1971  estão insertos em “O Novo Testamento”.

 para continuarem ricos  de entusiasmo..  alargando  a  vereda  que  se  estreita  à  frente  para  que  os  da  retaguarda possam avançar também.  caindo  na  terra  das  almas  se  transformem na umidade generosa que desenvolve o embrião a dormir no casulo do  amor latente em todos.  * * *  Há aqueles que semeiam animosidades e deparam idiossincrasias. não se rebelam. mas não se detêm. enquanto medram soberanas sombras e imprecações. porém.  Aqueles  que  entesouram  o  amor podem desdobrar em milhares as moedas da coragem. não  seja isto empecilho para o mister da sementeira.  e  onde  medravam  as  primeiras  plântulas  a  erva  daninha  triunfa e a desolação governa.9 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  1 SEMEADOR DE LUZ  Esparzem  os  raios  de  luz  que. Prossegue tu.  junto  ao  solo  dos  corações. a sós.  Não  fales  de  cansaço  nem  arroles  decepção.  a  precipitação  ou  a  preguiça.  Passam muitas vezes combatidos pela indolência de uns e perseguidos pela  rebeldia de outros. permite que as gotas  de  suor  da  face  cansada  e  as  bagas  sanguinolentas.. conseguindo o milagre da felicidade onde se encontram.  Multiplicam os haveres na razão em que os doam e quanto mais distribuem  mais possuem. .  Malgrado estejam feridas tuas mãos pelo cajado das lutas quotidianas.  Muitos se dizem cansados no campo; outros se afirmam desiludidos; vários  desejam  renovar  emoções  caracterizando­se  por  inusitada  saturação;  alguns  simplesmente  desertaram. insistentemente.  Utilizando  o  tempo  com  propriedade.  nem recalcitram.  Abundam  os  que  espalham  a  ira  e  defrontam  resíduos  de  ódios  onde  chegam.  por  reconhecerem  que  a  hora  da  semeação passa breve e  é necessário aproveitar o momento azado. mesmo que te  suponhas abandonado.  Embora os pés assinalados pela presença dos espinhos e da urze.  espoucam  na  tua  alma.  Semeador  da  luz:  não  temas  a  treva  nem  a  discórdia. Pelo contrário. avança na  direção  do  Infinito. insistindo e perseverando com otimismo.

  fulgurou numa excelente madrugada. a vós homens.  um  Homem  Sublime  abandonou  por  um  pouco  um  jardim  de  estrelas  para  depositar  nas  criaturas  da  Terra  gemas  de  refulgente  esperança  em  torno do Seu Reino.  (Mateus.  Ímpios e caídos.  * * *  Um  dia.  E  ele  mesmo.  O  imposto  da  impertinência. continuando a semear a luz da imortalidade na  mente e no coração dos que jaziam na sombra da saudade e do medo.. gentes simples e  prepotentes  receberam  Sua  dádiva  e  fizeram  que  mergulhassem  na  terra  das  suas  vidas  os  raios  da  Sua  luz. Tomai da lir a.  quando  foi  desdenhado  numa  cruz.  na  busca  do  desencanto.  ainda  e  sempre.  O Espírito da Verdade  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO Prefácio. num hino sagr ado.  cobra  taxas  pesadas  àqueles  que  se  fazem fiscais em nome da impiedade. Nós vos convidamos.  porém.  *  “Pondo­vos a caminho..  desde  então.  transformando­se  em  sóis  de  bênçãos  que.  Por isso.  e  as  pedras  refulgem  quando lapidadas.  a  luz  da  esperança.  Passam  disfarçados.  também. fazei uníssonas vossas vozes e que.  Mesmo  os  cardos  se  enflorescem. pregai que está pr óximo o Reino dos Céus”.  desde  que  se  te  depare  oportunidade feliz.  semeadores  do  desconcerto que defrontarão adiante. 10:7)  *  “As gr andes vozes do Céu r essoam como sons de tr ombetas.  São. e os cânticos dos  anjos se lhes associam. parágrafo 3) .10 – Divaldo Pereir a Fr anco  Na  alfândega  da  vida  muitos  apresentam  disfarçadas  as  sementes  da  maledicência e da infâmia esperando liberação. hipócritas e pecadores. nobres e plebeus.  enganadores  ou  enganados. para o divino  concer to. na gleba imensa dos homens surgem e ressurgem tantos afligentes  e  afligidos  disputando  espaço  na  ribalta  da  ilusão  fisiológica.  Semeia.  elas se estendam e r eper cutam de um extr emo a outr o do Univer so”.  pois.  algumas  vezes.  clareiam  os  destinos  da  Terra.

.  estabelecia  a  exploração  do  homem  pelo  homem  e  a  opressão  da  força  em  detrimento  do  direito.  em  toda  parte.. desabrochavam nesses dias.  * * *  Ainda hoje Jesus é a esperança que se tornou realidade.. E  mesmo crucificado não foi vencido.  não  passava  de  subalterno  áulico  de  César.  incitando­nos a segui­Lo..  donde  partiu  para  a  Pátria  Verdadeira.  conquanto  a  barbaria  comandasse  homens  e  governos.  A Humanidade tentou fazê­Lo dominador e cruel através dos séculos. .  estabelecendo  um  marco novo para a contagem das Idades em relação ao porvir.  Israel desejava um Rei arbitrário e vingador.11 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  2 PRESENÇA  E Ele veio!  Multissecularmente aguardado como a esperança de Israel.  As  ambições  se  avolumavam  traçando  as  diretrizes  do  poder  e  estiolavam as mais nobres florações do sentimento..  .  Ereto  esteve  na  Cruz.  predispondo­os ao amor. modificou a estrutura do pensamento filosófico  e social.  A  sociedade  desvairava  e  o  valor  do  homem  eram  as  suas  posses  transitórias.  Perseguições  e  calúnias  —  miasmas  dos  pequenos  homens  de  todos  os  tempos — não Lhe diminuíram a grandeza do ensino nem a elevação do serviço..  na  sua  jactância.  Herodes.. desde então traçando nova pauta para as criaturas do porvir.  lavrada em audaciosos conciliábulos e sustentada pela usurpação do crime: Era uma  aragem  de  ventura  que  penetrava  os  Espíritos  e  os  pacificava  interiormente. ensejando maiores  ideais na capital do Império que exportava conceitos de paz e beleza não obstante o  clangor da guerra e o aríete das arbitrariedades. curvado ante  os  contemporâneos.  Seu  verbo  manso  e  ameno.  guindado  à  posição  de  relevo  graças  à  impiedade  de  que  se  fazia  instrumento.  Não  que  os  tempos  fossem  diferentes.  Submisso pela humildade excelsa nunca apareceu alquebrado.E Ele veio!  A Sua presença assinalou de paz o período da nova Era.  As artes e a cultura. porém. ei­Lo que surge  no período em que a História repete as glórias de Péricles e o pensamento cultiva as  belezas.  marchetado  da  severidade  que  dimana  do  conhecimento da Vida e da Verdade.  A  política  de  dominação.. Não a paz externa.

  esmagando  os  insubmissos e rebeldes.  Jesus.  constatando  que  em  verdade  Ele  veio e demora­se ao teu lado.  através  dos  teus sacrifícios desde agora.  Fazendo  o  necessário  silêncio  interior.  A  Humanidade  procurou  torná­Lo  senhor  de  todos. os governos se  entrechocam no domínio das  armas.  Hoje também ainda é assim. Jesus retorna e convida a outras cogitações.  a  escassez  de  amor  enlouquece. 1:17)  *  “Mas o papel de J esus não foi o de um simples legislador  mor alista.  fixando  naqueles que O conhecem os caracteres iniludíveis da Sua presença.12 – Divaldo Pereir a Fr anco  Israel aguardava e ainda espera um Enviado implacável no seu ódio de raça  e de ambição. e eu far ei que vos tor neis pescador es de homens”.  Canta  um  novo  e  permanente  Natal  no  burgo  das  almas  da  Terra  que  O  esperam.  a  fome  ameaça  e  dizima  milhões  de  vidas  cada  ano.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. Movimenta os braços e atua na ação enobrecedora a benefício dos que  sofrem.  Jesus  é  comunhão  de  alma  para  alma  a  emboscar­se  nos  homens confiantes.  as  enfermidades  espalham  pavores. esperando. tendo por   exclusiva autor idade a sua palavr a. Capítulo 1º — Item 4) . nestes dias de inquietação e desassossego.  O  Cristo  amansa  as  paixões  e  suaviza  as  Inquietações  da  vida.  mergulha  o  pensamento  na  mensagem  d’Ele  e  busca escutá­lo no coração.  se  ao  te  reclinares  ao  leito  estiveres  assinalado  por  alguma  dor  ou  desencantado  por  qualquer  afronta.  O homem subjuga o homem. Cabia­Lhe dar  cumpr imento às pr ofecias  que Lhe anunciar am o advento; a autor idade Lhe vinha da natur eza  excepcional do Seu Espír ito e da Sua missão divina”. que o mundo moral da  Terra modifique  o  seu  clima  e haja  paz  perene  entre todos  os  homens.  no  entanto..  E.  (Marcos..  * * *  Sentindo  a  mensagem  d’Ele  no  espírito  que  agora  se  volta  para  as  coisas  elevadas  da  vida  —  após  o  cansaço  e  o  desgosto  das  investidas  infrutíferas  na  vivência da ilusão — não te permitas contaminar pelos fluídos maléficos destes dias  turbulentos.  Estado  interior. porém.  encorajando­te  para  prosseguir.  neste  clima  sócio­  moral da atualidade.  *  “Segui­me. é a esperança que  domina os espíritos e a paz que penetra os corações.  ouvirás  a  Sua  voz  em  acalanto  de  ternura  e  alento. hoje como ontem.

13 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  3 CRISTO EM CASA  Contrapondo­se  à  onda  crescente  da  loucura  que  irrompe  avassaladora  de  toda  parte.  a  hodierna  técnica  da  comunicação  malsã  tem  conspirado  poderosamente contra a paz do lar e a felicidade dos homens..  graças  ao  ódio  mantido.  às  animosidades  conservadas  e  nutridas  com  as  altas  contribuições da rebeldia e da violência.  deixando­se arrastar.  os  espíritos  reencarnam­se  no  mesmo  grupo  cromossomático. trazendo nos  refolhos da memória espiritual as recordações traumáticas e as lembranças nefastas.  a  revolta  se  instala.  Enquanto  campeia  a  caça  desassisada  aos  estupefacientes  e  barbitúricos  a  os narcóticos e aos excessos do sexo em desalinho..  Estimulando  os  desajustes  que  se  encontram  inatos  nos  grupos  da  consangüinidade. plantadas na intimidade do conjunto familiar.  o  Evangelho  de Jesus.  A  par  da  lascívia  e  do  moderno  comércio  do  erotismo.  na  família.  o  entendimento  fraterno.  e  domina.  que  consomem  as  mais  elevadas  aspirações  humanas  na  Indústria  da  devassidão. endividados entre si.. quando não se faz aduana de traições e desídias.  em  tais  circunstâncias.  * * * . a mensagem do Reino de Deus  cada  semana.. a  tolerância  geral. no  reduto  familiar  raramente  fecundam  a  conversação  edificante. abre larga faixa para a esperança.  hoje como no passado.  penetrando  os  lares  e  os  destroçando.  a  indiferença  insiste e a aversão assoma.. a complexos processos de obsessão recíproca.  Em  razão  disso.  A  família. facultando a visão de um  futuro promissor onde os desassossegos do coração não terão ensejo de medrar.. recuperando  os  homens  portadores  das  enfermidades  espirituais  de  longo  curso  e  medicando­os  com  as  dádivas da saúde.  representa  placebo  valioso  que  consegue  recompor  das  distonias  psíquicas  aqueles  que  jazem  anestesiados  sob  o  jugo  de  forças  ultrizes  e  vingadoras de existências pretéritas. para o necessário reajustamento.  se  transforma  em  palco  de  tragédias  sucessivas. Isto porque.  o  desrespeito  grassa. desdobram­se  em  embriões  de  amor  que  enriquecem  os  espíritos  de  paz.  as  sementes  luminosas da Boa Nova.  o  amor  desinteressado.  Há mais enfermos no mundo do que se supõe que existam. invariavelmente.  Vinculados  por  compromissos  vigorosos  para  a  própria  evolução.

  não desesperes e retoma as tentativas. assim mesmo.  Quando Cristo penetra a alma do discípulo.  do  intercâmbio com o Mundo Excelso.  porém. experimentarás com  Ele  a  inexcedível  ventura  de  aprender  a  amar  para  bem  servir  e  crescer  para  a  liberdade  que  nos  alçará  além  e  acima  das  próprias  limitações.  A  Sua  presença  produz  sinais  evidentes  de  paz..  Com  Jesus  em  casa  acendem­se  as  claridades  para  o  futuro.  Se surpresas infelizes conspiram à hora do teu encontro semanal com Ele. necessidade de auxílio mútuo. em cada sete dias.  a iluminar as  sombras que campeiam desde agora. não desfaleças. ao suave­doce contágio do Seu  amor  e  se  modificam  as  expressões  da  desarmonia  e  do  desconforto.  sorve  a  água  lustral  da  “fonte  viva”  generosa  e  abundante.  Se não consegues a companhia dos que te repartem a consangüinidade para  tal ministério. Faze­o.  no  passado.  os  tóxicos  nauseantes da ira.  produzindo  natural condição de entendimento. Mergulha a mente  nas  suas  lições.  Faze do teu lar um santuário onde se possa aspirar o aroma da felicidade e  fruir o néctar da paz.  quando  se  adentra  pelo  portal  do  lar. 8:8) .  da  palestra  edificante. insistindo..  (Mateus.  *  “Senhor .  o  Senhor.  instaurou  nos  lares  humildes  dos  discípulos  o  convívio  da  prece.  Abrindo­lhe o lar uma vez que seja. entre aqueles que vivem contigo em conúbio familiar.  e  aqueles  que  antes  experimentavam  repulsa  pelo  ajuntamento  doméstico  descobrem  sintomas  de  identificação. perseverando.  Se assomam óbices inesperados não descoroçoes. de alegria.  integrando­nos  na  família universal em nome do Amor de Nosso Pai. as palavras azedas vão rareando.  esquece  os  painéis  tumultuados  que  são  habituais  e  marcha na direção da alegria... ainda assim. de refazimento.  embriaga  o  espírito  na  esperança. não sou digno de que entr es em minha casa”.  Cristo no lar significa comunhão da esperança com o amor. sustenta­a.  * * *  Sob  o  dossel  das  estrelas.14 – Divaldo Pereir a Fr anco  Cristo.  inaugurando  a  era  da  convivência  pacífica.  os  miasmas  da  intolerância.  * * *  Abre o “livro da vida” e medita nos “ditos do Senhor” pelo menos uma vez  na semana.  As  cargas  de  vibrações  deletérias.  modifica  a  paisagem  espiritual do recinto.  enquanto  conosco. refá­la.  da  discussão  produtiva. quando visita a família  em prece.

 semelhantemente aos  pr ofetas do Antigo Testamento. Após alter nativas de ver dade e  obscur idade. per mitiu que o homem visse a  ver dade var ar  as trevas. Sede fir mes!”   Fénelon   (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.15 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  *  “Um dia. Capítulo 1º — Item 10) . Então.  O mundo está abalado em seus fundamentos; r eboar á o tr ovão. voltar am as trevas. Esse dia foi o do advento do Cr isto.  Depois da luz viva. os Espír itos se puser am a falar e a adver ti­los. Deus. o mundo novamente se per dia. em sua inesgotável car idade.

  não  pelo  império  caprichoso  do  acaso.  curva­te ante as leis de seleção que realizam o Ministério Divino.  Enquanto  as  perspectivas  sombrias  do  desastre  e  da  guerra  campeiam.  vencendo  as  ambições desmedidas e as vaidades Injustificáveis.  ou  pela  contingência  precária  das nossas  manifestações  gregárias alucinadas.  não  te  convém  examinar  o  que  és;  interessa­te em observar o que produzes e o que deixas de produzir.  Armado  como  te  encontras.  Se  os  teus  celeiros  de  luz  se  encontram  abarrotados  pelos  grãos  da  Misericórdia  ou  com  o  feno  inútil  que  os  transformou  em  depósito  de  treva  e  de  dissensões a responsabilidade é tua.  Convém  ressaltar  que  o  Senhor  nos  reuniu  a  todos.  Não  te  importes  saber  donde  vieste.  nem  pela  ingestão  mirabolante  do  descuido.16 – Divaldo Pereir a Fr anco  4 OBREIROS DA VIDA  Enquanto  soam  as  melodias  da  esperança.  Enquanto  a  Terra  se  reverdece  e  uma  primavera  brota  do  caos  das  dissipações  generalizadas.  Se até ontem padronizaste o comportamento pelo equívoco.  sobre  a  estrutura  de  fatos  inamovíveis. E não  obstante  a ingente tarefa  a que és  convocado. para o combate final. não te é lícito  doravante repetir enganos e insistir em engodos.  prenunciando  o  largo  dia  do  Senhor.  sê daqueles  que  adquirem  dignidade  no  culto  da  realização  nobre  produzindo  em  profundidade  e  com  a  perfeição  possível. porfia na fidelidade ao dever.  sê  dos  que  edificam  o  santuário  da  paz  universal  sobre  os  pilotis  da  renúncia.  com  os  sublimes  instrumentos  do  discernimento  e  da  razão.  * * *  Estão  espalhadas  em  vários  pontos  do  Planeta  as  fortalezas  da  esperança  onde se resguardam os lidadores do amanhã. Vives na Terra o instante definitivo  da  grande  batalha  e  Jesus  necessita  de  alguns  estóicos  servidores  que  a  Ele  se  entreguem totalmente. a fim de modificar  a estrutura do Orbe na sua inevitável transformação para Mundo Regenerador.  cantando  a  música  do  trabalho  nos ouvidos da vida.  mas  por  uma  pré­determinação  de  Sua  sabedoria.  prossegue  em  atividade.  que  nos  convocou.  devedores  e  credores .

 o sublime Espírito do Cristo desceu à Terra para fundar um Reino  e atirou os alicerces da sua construção na alma humana dando início à edificação de  um País como jamais alguém houvera sonhado – O Reino d’Ele está em todos nós. que nos ampara. que medrem sentimentos inferiores na nossa gleba  de  luz.  Todos  nós.  na pauta do teu progresso espiritual.  para  a  futura  humanidade feliz. assim.  Impõe­se  examinar  as  suas  disposições  para  adquirires  maioridade  espiritual nas tuas decisões imortalistas. e. combatendo­o aguerridamnente com as armas superiores do amor  e da  perseverança. não recalcitres mais.  sofrendo  a  pressão  das  forças  baixas  da animalidade.17 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  reunidos. diante das tarefas assumidas com o Senhor. cobradores inveterados e calcetas para a regularização dos débitos pesados  a  fim  de  nos  reajustarmos  à  lei  sublime  do  Amor.  Não  estamos  diante  de  uma  gleba  cuidada por “meninos espirituais”.  sejam  quais  forem  as  conjunturas. orar sempre. pois não temos sequer um motivo falso para  sob ele nos albergarmos justificando a ausência da excelsa misericórdia Divina que  nos protege. corrompem os costumes”.  Como as “más palavras.  É necessário não negligenciar atitude. em nossa família ampliada.  após  tantos  anos  de  perseverança  no  dever. conduzindo­nos a todos. aquiescendo nas negociatas da usurpação e do erro.  não  deixemos  que  o  descuido  de  uns  ou  a  invigilância  de  outros  nos  surpreendam no posto do nosso combate. Não permitamos.  a  que  nos  constituamos  pedra  de  tropeço  na  Obra  do  Cristo.  que  pretendem  conspirar  contra  o  espírito  do  Cristo.  mesmo  as  aparentemente adversas que nos sitiem. capazes de nos enfermarem  o organismo ciclópico da alma.  depois  de  tantas  esperanças que fomos obrigados a adiar e tantas ilusões que asfixiamos na realidade  da vida.  * * *  Esforça­te. com a visão colocada no futuro dilatado.  longe  das  subalternidades  das  paixões. não te permitas a negligência da ociosidade.  que  vive  dentro  de  nós.  Não  há  por  que  recearmos. assinaladas pelas  ações  nobres.  Não disseminemos os grãos da desídia nem deixemos que a semente nefária  da emotividade subalterna desenvolva em nosso lar.  neste  momento  de  decisão.  em  torno de nós.  do  edifício  da  esperança. não ceder ao mal e orar. tombando­nos adiante e deixando­nos na retaguarda.  nós  todos.  Assim sendo. os pensamentos frívolos  intoxicam o espírito. transcorridas tantas lutas. nem  o  sonho  utópico  do  prazer  chão  que  obscurece  os  painéis  da  alma  e  entorpece  as  aspirações para vôos mais altos.  somos  peças  importantes  quão  valiosas  das  determinações  divinas  neste  momento  azado  e  estamos  sob  vigilância  rigorosa  da  fatuidade  e  da idiossincrasia.  vencendo  o  adversário  oculto  que  reside  na  plataforma  do  eu  enfermo. . melhor seria que nos alijássemos espontaneamente do dever. os  germens virulentos das manifestações amesquinhantes.  Um dia.  pedras  angulares  que  nos  tornamos. da  frivolidade  e  do  conúbio  com  a  insensatez.

  à  plenitude  vitoriosa  do  espírito vencedor da matéria e da morte. parágrafo 3) . quando o Senhor tomará das  tuas  e  das  nossas  mãos  alçando­nos.  pelas  asas  da  prece.  Fénelon   (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. olhai e mar chai par a a frente: a lei dos mundos é a  do pr ogr esso”. Capítulo 1º — Item 10.  levanta­te  obreiro  da  Vida  para  o  trabalho  sublime  do  Reino  de  Deus  que  já  está  na  Terra  e  no  qual  te  encontras engajado desde ontem para o breve término.18 – Divaldo Pereir a Fr anco  Enquanto  raia  nova  aurora  para  o  homem  melhor. a cada um o seu tr abalho. Não constr ói a for miga o  edifício de sua r epública e imper ceptíveis animálculos não elevam continentes?  Começou a nova cr uzada.  moder nos São Ber nar dos. que não de uma guer r a. 10:7)  *  “Á cada um a sua missão. Apóstolos da paz univer sal.  *  “Pois digno é o tr abalhador  do seu salário”  (Lucas.

 ou apesar de tidos por gênios e encantados  pertencem à Criação do Nosso Pai.  já  estiveram na Terra;  são  as  almas  dos  homens ora vivendo a existência verdadeira.  promovendo meios de ação superior que produz paz e harmonia pessoal.  quase  sempre  para  a  fé  que  esposam.  Para  poupar­te  o  desaire  mediante  a  constatação dolorosa neste capítulo. . sentem.  não  os  sobrecarregues  com  as  tuas lides. não transfiras para os Espíritos as tuas tarefas. em regime de  tranquilidade. demorando­se em perturbação.  Não  poderá oferecer recursos que não possui nem liberar­te das dores e provas que a si  mesmo não se pode furtar.  quanto  conquistou.  transferem  tal  comportamento.  em  que  a  ilusão  dos  sentidos  predomina. em incessante marcha evolutiva. nem te  subordines — pois representa fascinação.  Cada  Espírito  é  o  que  aprendeu.  o  que  realizou.  ora  de  leviandade. não te equivoques: é  um  ser  enganado  que  prossegue  enganando. olvidados de que conquanto invisíveis para alguns homens.  que  os  fascinam  de  pronto.  tratam­  nos como se assim fosse.  supõem  poder  prosseguir  com  o  mesmo  procedimento  quando  se  adentram  nas  tarefas  espíritas.  Veem. compreendem e somente têm as diversas faculdades  obnubiladas  ou  entorpecidas  quando  narcotizados  pelas  reminiscências  do  corpo  somático.  Constituindo  o  Mundo  Espiritual.  * * *  Estuda  com  sinceridade  as  lições  espíritas  para  libertar­te  da  ignorância  espiritual.  acreditando­se resguardados nos sentimentos íntimos.  E  porque  se  acostumaram  à  informação  de  que  os  Espíritos  são  invisíveis  ou  pertencem  ao  Imaginoso  reino  do  sobrenatural. têm dificuldade de agir com inteireza e crer integralmente.  Porque  produziram  com  acerto  nas  tarefas  encetadas  onde  se  encontram  assumindo  posições  controversas. Dir­te­ão o  que fazer.  Se algum te inspirar ociosidade ou apoiar­te em ilício.  estão sempre presentes ao lado de todos.  ora  de  siso. Elas te facultarão largo tirocínio e invejável campo de liberdade interior.  Nem  exijas  —  pois  é  sandice —. ouvem. como realizar e porque produzir com eficiência.  Graças às equívocas atitudes que no consenso social lhes permitem triunfos  enganosos.19 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  5 ILUSÕES  Como  se  demoram  no  invólucro  carnal.

  sê  leal  sem  afetação.”  (Mateus. 7:13)  *  “Pelo simples fato de duvidar  da vida futur a. E ao fazê­lo sempre se  revestiu de respeito e piedade.  tor na­se qual a criança que nada mais vê além de seus br inquedos”. parágrafo 2) . e muitos são os que entram por  ela). a luz legítima da verdade no coração e.  Evolve e conquista para ser livre. Sem nenhuma cer teza quanto ao por vir . No Tabor ou em Gadara a Sua nobreza se destacava  na paisagem emocional dos diálogos inesquecíveis que foram mantidos.  *  “Entr ai pela por ta estr eita (lar ga é a por ta e espaçosa a estr ada que conduz à  per dição.  franco  sem  rudeza  e  nobre  sem  veleidades.  junto  a  encarnados ou desencarnados. não valendo. pois. Nenhum bem divisando mais pr ecioso do que os da Ter ra. o homem dir ige todos os seus  pensamentos par a a vida ter restre. dá  tudo ao pr esente. Capítulo 2º. os Espíritos  bons e simpáticos ao teu esforço. — Item 5. exceto os que são mais infelizes e ignorantes do que tu mesmo.  Rompe com a ilusão e não acredites que te sejam subalternos aos caprichos  os Desencarnados. em contato com  os  Espíritos  ou  os  homens. virão em teu auxílio.  antes  de  assomar  ao  lado  das  aflições  de  qualquer  porte. envolvendo­te em inspiração  segura e amparo eficaz. o esforço de iludir­se ou iludi­los. em ação enobrecida e eles. cultivou a prece e a meditação. Os Desencarnados te conhecem e os homens te conhecerão hoje ou mais  tarde.20 – Divaldo Pereir a Fr anco  Mantêm­te em respeitável conduta.  Acende.  * * *  Jesus.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. também.

  na  balança  internacional.  Investimento da saúde nas competições desportivas.  Investimento nas loterias. reduzindo a . desgovernos odientos.  conspirando  afrontosamente  contra  as  fontes  genésicas.  * * *  A  máquina  publicitária.  A  pregação  da  filosofia  cínica  encarrega­se  de  descoroçoar  os  ideais  da  beleza. invadindo lares e educandários.21 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  6 INVESTIMENTOS  Na  desenfreada  correria  da  ambição.  aspirando  às  promoções  no  campo  dos altos negócios do utilitarismo.  Investimento  da  paz.  buscando  resultados  de  alta  compensação.  o  homem  moderno investe.  nos  complexos  mecanismos  da  usura  como  da  desonestidade.  Investimento  em  negócios  mirabolantes.  Investimento  nos  jogos  cambiais.  conduzindo  todos  às  fugas  espetaculares da realidade objetiva. por cujos processos supõe e quer vencer.  A onda alucinógena.. de  modo a alcançar as altas metas do poder terreno. disputando primazia.  padecendo  neuroses  angustiantes.  a  que  se  vê  impelido. acumulando títulos  contábeis.  Investimento na bolsa de valores.  Investimento no mercado de capitais.  ante  a  conivência  e  aceitação  mais  ou  menos  generalizada.  muito  bem  trabalhada  para  estimular  a  ganância  dos incautos que sintonizam com os refrões da moda negocista. em intercâmbio nefário.  abastardando­as. facultando inevitáveis conúbios obsessivos com  desencarnados do mesmo teor. tentando as raras explosões da “sorte”.  ante  as  perspectivas  da  oscilação  freqüente  da  moeda­ouro.  E  não  poucos  são  vencidos  em  tais  investimentos.  Investimento  em  empresas  audaciosas. reduz as aspirações da  inteligência  e  as  expressões  da  emotividade.  fomentando  os  campeonatos  da  insensatez  como  da  desordem. perseguindo moedas. aflições inomináveis. estimula o comércio  hediondo  do  sexo  desgovernado. para os grandes jogos financeiros..  para  os  cometimentos  da  estroinice.

  e  então  compreenderás  que  os  investimentos  imediatos  ficarão  retidos  nas  aduanas da Terra. porém.  intelectuais  e  da  saúde  nos  sublimes  comércios  com  a  Espiritualidade Superior. tu. 25:28)  *  “Aquele que se identifica com a vida futur a assemelha­se ao r ico que per de sem  emoção uma pequena soma. parágrafo 3) . enquanto os da vida abundante e somente estes.  na  vertical  das  conquistas  superiores  e  não  na  horizontalidade  das  paixões  animalizantes  e  dos  agentes  dissociativos  da  comunidade. seguirão contigo  por todo o sempre. do indivíduo. pois.  * * *  Indubitavelmente o progresso é imperiosa necessidade de crescimento.  de  valores  monetários.  no  entanto.  *  “Tir ai­lhe.  Progressos.  lembra­te  dos  tesouros  inesgotáveis  da  vida  e  aplica  algum  capital  de  horas. — Item 6.  Com  certeza. o talento e dai­o ao que tem os dez talentos”.  Investe. Capítulo 2º.  Sem  que  abandones  o  campo  de  trabalho  onde  foste  convidado  a  operar.  morais. no espírito imortal.  no  jogo  dos  investimentos  chegará  a  hora  da  prestação  de  contas. da família. Aquele cujos pensamentos se concentr am na vida  terr estr e assemelha­se ao pobr e que per de tudo o que possui e se desesper a”.22 – Divaldo Pereir a Fr anco  cultura e a moral à condição de ultrapassadas pelo impositivo da nova ordem em que  os valores apresentados são destituídos de valor real.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  (Mateus.

 Mesmo que teimes em ignorar. desfilam ao teu lado na  passarela da ilusão os campeões do infortúnio e brilham nas disputas sociais os ases  do sofrimento sob cargas de desespero que não suportarias. Ao revés de  punição é precioso auxílio que lhes faculta liberação dos pesados débitos contraídos  nos dias da ignorância. que aromatiza.  Eles  também os têm.  Não desconheces que o renascimento é condição impostergável e que ele é  exigido a todos os  espíritos endividados para benefício deles mesmos. * * *  Poupa  os  teus  amigos  à  litania  improdutiva  dos  teus  problemas.  A vida em todas as manifestações é uma sucessão de testes e exames a que  são submetidos os aprendizes da evolução. .  Por  mais  te  creias  infeliz.  O  rio  cantarolante.  A ave.  Medita as lições evangélicas e supera­te. padece o problema da subsistência  e do agasalho..  A flor. Trânsfugas da reta conduta.  experimenta o problema do leito em que corre. que  esparze  linfa  preciosa  para  a manutenção  da  vida.  * * *  A semente que se beneficia e se desdobra no solo fértil enfrenta o problema  da terra que a esmaga.  nosso  Modelo  e  Guia.  A  exceção  única  é  Jesus..23 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  7 PROBLEMAS PESSOAIS  Os  teus  são  problemas  iguais  aos  de  todas  as  pessoas. banhando teu espírito no precioso  lenitivo da mensagem sublime.  Nenhum de nós tem estado isento de ressarcir. Ele enfrentou problemas sobre problemas até o triunfo na Ressurreição. que chilreia e adorna a natureza. que todos experimentam. sofre o problema do inseto que lhe suga a vitalidade  e a fecunda com outro pólen.  Mesmo  assim.  Os teus são os problemas do quotidiano. mas que  se avolumam e agravam por leviandade ou rebeldia da tua parte. há outros que jazem em grabatos de maiores dores ou que estão encurralados  em sombras mais espessas. conquanto não se queixem aos teus ouvidos.  somos  o  que  merecemos.

 em atitude de respeito ao teu amigo  ou irmão.  Na via dolorosa.  as  boas  palavras.  mas  chorai  por  vós  mesmas  e  por  vossos  filhos. que  faz do instante que vivemos na Terr a único e frágil eixo do por vir  eter no.  as  sugestões. ele.  os  conselhos..  digno.  (João. que o concentr a na vida atual.. busca narrá­los com seriedade. Não desconsideres o teu interlocutor.  ouvindo­lhe. ante as mulheres que o choravam.  depois. as tuas dificuldades se fizerem maiores e os teus problemas  se tornarem mais difíceis de serem suportados. gerando  debate ou desídia.  de  ser  amado  e  acreditado por ti. Jesus advertiu: “Filhas  de  Jerusalém:  não  choreis  por  mim.  *  “No mundo ter eis tribulações; mas tende bom ânimo. sem as complicações do pieguismo nem as  rebeldias  da  alucinação. eu venci o mundo”. Teu ouvinte é. 16:33)  *  “O Espiritismo dilata o pensamento e lhe r asga hor izontes novos.  Em vez dessa visão. Capítulo 2º — Item 7) . Se te convierem ou não as diretrizes recebidas toma o caminho que melhor  te aprouver.24 – Divaldo Pereir a Fr anco  Quando. caracterizando a necessidade da reflexão e do robustecimento de ânimo de  cada um para o invariável compromisso de enfrentar e liberar­se de problemas. o  Espir itismo.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  portanto. também — não te esqueças — alguém que luta e  sofre  sob  maior  quota  de  resignação  e  paciência.“. mostr a que essa vida não passa de um elo no har monioso e  magnífico conjunto da obr a do Cr iador ”. porém.  Evita  azorragar  a  bondade  dos  que  te  escutam  com  a  imposição  do  que  pensas ou a exigência do que desejas. acanhada e mesquinha.

  por  impositivo  da  ordem.  Imantado  à  própria  natureza  animal  do  homem. ei­lo a  informar que alquile deseja deste fazer besta de carga.  Discreto.  Reponta aqui na  condição  de  melindre.  Apresenta­se  como  ufania  exacerbada  e  apropria­se  dos  requisitos  morais  daquele que se lhe faz vítima.  observa  o  servidor  descuidado.  odiosa  irritabilidade  no  ouvinte. é a presunção. com graves danos para  quem lhe enseja a penetração..  Alma  gêmea  do  orgulho.  objetivando  ajudar..  Se  o  patrão. maquina estranhos raciocínios  que distraem os seus cultores. soez.  inimigo  sórdido  de  toda construção moral do homem.  ele  instila.25 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  8 PRESUNÇÃO  Sutil  quão  traiçoeiro  é  miasma  de  fácil  assimilação. e.  eis  que a sua maléfica presença degenera o alvitre fazendo que o reprochável subalterno  se transforme em inimigo silencioso.. conquistando láureas à própria incúria.  Herança dos vícios pretéritos de que somente a pouco e pouco se liberta. comprazendo­se em desequilibrar e malsinar.  inspirando  que  ali  se  encontra  um  mau  caráter  desejando humilhar o indefeso lidador. enreda mentes invigilantes.  * * *  Se  alguém  admoesta  com  carinho.  é  filho  especial  do  egoísmo. adquirindo forças novas com inusitada selvageria  para continuar os desmandos a que se afeiçoa.  Apresenta­se  multiface  e  sabe  afivelar  máscaras  de  hedionda  feição. o  espírito que empreende a tarefa do aprimoramento não deve poupar esforços contra  inimigo vigoroso e disfarçado qual esse.  que  produz  danos  graves nos tecidos delicados da alma.  malsão. . atro e torvo inimigo do espírito.  em  cuja  exagerada suscetibilidade  encontra campo para generalizar suas argumentações falsas.  Esse revel..  investe  contra  a  natureza  espiritual sob disfarces inesperados.  Quando o amigo convida ao serviço com mansuetude o outro amigo.  sorrindo nas situações em que se vê descoberto e chorando nos momentos de que se  deveria utilizar para a libertação.

  se  te  isolas;  no  agrupamento  fraterno.  Examina  Jesus  e  toma­O  como  modelo. por que deles é o reino dos céus”.  Uma Rainha de França   (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. se suspeitas de deslealdades  sistemàticamente; e se te afirmas desamado. Capítulo 2º — Item 8) . estarás combatendo esse verdugo ominoso que tanto  poderás chamar presunção como orgulho.  situando­te  no  devido  lugar.  * * *  Abstém­te do convívio da presunção e arrebenta­lhe o cerco nefando.  (Mateus.  Na  tarefa  de  muitos. sem dúvida. mas que em  resumo é..  se te tens na conta de humilhado; na realização do bem.  e  se  prossegues  acreditando  que  necessitas  lapidar  a  alma  da  incessante  faina  do  bem..26 – Divaldo Pereir a Fr anco  Quando o cooperador do serviço de  elevação adverte o Irmão de trabalho.  se  te  supões  desconsiderado; na atividade encetada. cuidado! —a presunção está corroendo­  te por dentro. na acústica da alma: “Ele toma esta atitude  porque é com você”.  com otimismo e perseverança.  E  prossegue  arregimentando  vítimas  que  lhe  dão  guarida  às  Insinuações  infelizes. até o desespero em que se verão a braços mais tarde.  por esta ou aquela razão. melindre ou suscetibilidade.  *  “Bem­aventur ados os pobr es de espír ito. um dos piores Inimigos da tua evolução.  Faze honesta fiscalização íntima à luz do Evangelho e descobri­la­á. 5:3)  *  “O or gulho me per deu na Ter ra”. se reclamas falta de auxílio; na comunidade. sua voz brada.

 desanimador.  bordada  de  bilhões  de  astros.27 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  9 NAS MÃOS DE DEUS  A  injustiça  experimentada  foi  semelhante  a  gume  afiado  que  retalhou  os  tecidos sutis do espírito. e constatarás que tudo está nas mãos de Deus e a Ele  deves entregar problemas e aflições.  produzindo  o  inenarrável  prejuízo  da  desmoralização  em  torno  dos  elevados  programas de santificação – O abandono a que te relegaram pode ser comparado ao  desprezo  a  que  se  atirasse  uma  plântula  débil  mas  cheia  de  vitalidade. a tua parte a benefício próprio.  * * *  A  Via­Láctea.  Tudo parece sombrio.  gravita  sob  a  segura  diretriz das mãos de Deus. porém.  que  as  intempéries.  inimigos  gratuitos  que  se  transformaram entre si. tal é a situação  em que agora te achas ante as circunstâncias várias que poderiam aniquilar­te. ao teu lado. aragem agradável perfumada pelo aroma da  paz produzirá harmonia íntima. infeliz. .  Modificar­se­ão as concepções. a corroer­te interiormente.  lobrigando  atingir  os  melhores  propósitos  que  acalentavas.  serena.  Retempera as experiências com os condimentos do otimismo e as poções da  prece bem urdida na emoção reajustada.  como  resultado  das  lutas  que  vens  travando nas províncias do mundo íntimo!  Acumulas  a  borra  do  desânimo  e  destilas  o  ácido  da  amargura  logo  és  convidado a programas novos. os insetos e a erva daninha se encarregariam de destruir. fazendo.  O ciúme ferino produziu o câncer da suspeita conduzindo os sonhos de tua  esperança  à  condição  de  pesadelo  ultriz  que  agora  se  converte  em  enfermidade  demorada. deu início à ação nefanda  da  destruição.  A  malquerença  acercou­se  da  porta  do  teu  lar.  Quantas  outras  experiências  anotas. aliciando a leviandade  generalizada  à  infeliz  peleja  em  que  todos  se  atiram.  Relegas a Religião a plano secundário e apoquentas­te por nonadas.  O veneno da calúnia logo alcançou o teu coração. deixando escombros nos painéis da esperança onde antes se  desenhavam edificações nobilitantes.  desesperançado.  e  de  convidada  pela  negligência da família tornou­se residente e senhora da casa.

  Assim.  A vida infinitesimal que pulsa na molécula e o impulso que aciona o elétron  encontram­se  submetidos  às  seguras linhas.  desse  modo. seu fanal é a glória imarcescível.  culminando por ensinar a mais preciosa lição no instante mais grave: — entregou­se  às mãos de Deus e permaneceu confiante até o fim.  (Lucas. também. representa.  * * *  Quando os amigos O abandonaram.28 – Divaldo Pereir a Fr anco  O  carvão.  inabordáveis. lição viva  que não pode ser desconsiderada.  O destino do homem é a perfeição. Capítulo 3º — Item 2) .  ajudam­nos  a  adquirir  força  para  conquistas  outras  e  desdobram  as  possibilidades  no  forte  agigantando­o  para  o  futuro. liberta­te dos que te escravizaram com os seus atos à angústia que  teima por dilacerar­te.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  transformando­se  paulatinamente  através  dos  milênios  em  diamante que luzirá claridades coruscantes.  Problema  é  teste  à  aprendizagem  moral  e  dor  significa  exame  em  face  às  conquistas do espírito. segue o esquema das mãos de Deus.  contemplou  todos  e  repassou  pela  memória  atos  e  palavras. nas tuas mãos entr ego o meu espír ito”. abre os braços no rumo do amanhã e avança tranqüilo.  Não  te  aferres.  *  “Pai.  As  lutas  que  apequenam  os  fracos.  Jesus não é apenas oportunidade redentora.  tracejadas  pelas mãos  de  Deus.  aos  incidentes  lamentáveis  da  jornada  evolutiva. 23:46)  *  “A casa do Pai é o Univer so”. experimentando inenarrável soledade; à  hora em que todos  os Seus ditos foram deturpados; face à constrição decorrente da  fuga dos  beneficiários dos Seus atos; diante do azedume de uns e da impiedade de  quase  todos;  nas  sombras  a  obsessão  coletiva  que  àquela  hora  campeava  triunfalmente.

  É  lamentável  considerar  que  a  dissensão  campeia  porque  os  elementos  constitutivos  do  grupo  social  se  caracterizam  por  qualidades  que  supõem  possuir  mas que não se esforçam sequer por conquistar. no  entanto.29 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  10 DISSENSÃO  Medra  com  facilidade  por  encontrar  os  elementos  que  lhe  facultam  o  enriquecimento  da  vitalidade. divisão ou anarquia. raros desejam ser apenas “servidor”.  Uns ofendem com facilidade e se arrependem com precipitação.  multiplicando  dissabores  e  contribuindo  para  a  destruição dos mais elevados ideais.  considerando  que  o  Mestre Jesus  outra  coisa  não  fez  que  se  tornar o servidor de todos por excelência. no entanto. Outros se  agarram aos revides que receberam e se pretextam no que lhes disseram.  não  significa  provocar querela ou balbúrdia.  porém.  Discordar  de  opinião. .  Infelizmente.  Dissentir. porque partidas do seu querer. para fugir espetacularmente ao serviço encetado.  A maioria se acredita formada de “campeões da humildade”; grande parte  se pressupõe “azes do dever retamente cumprido”; excessiva massa se nomeia como  “líder do trabalho”.  se  cravam  com  vigor no  “eu”  enfermo  criador  de  condicionamentos infelizes.  Estão sempre contra. teimando por impor as diretrizes que acredita serem as  melhores. o melhor título  que  se  pode  disputar.  Cultivam o amor próprio com esmero.  ocorrem  dissensões e debates. alguns dos quais se fazem fatores de ordem e evolução.  Suas raízes.  Esquecem­se  do  “lado  bom”  que  possuem  e  se  aferram  à  natureza  inferior  que  neles  predomina.  A  princípio  tem  o  aspecto  de  melindre  insano  e  logo  se  transforma  em  agastamento fomentador de inimigos cruéis e acirrados do espírito humano.  tornando­se algozes impiedosos de si mesmos. esquecidos  do que disseram.  não  é  separar.  * * *  Diante dos dissidentes contumazes e dos que se adornam de melindres —  enfermos  habituais  carecentes  de  compaixão  por  se  alimentarem  de  venenos  destruidores  —  mantém  a  serenidade  e  não  te  agastes  com  eles.  em  todos  os  setores  das  atividades  humanas.

 refugiando­Se  na  própria alucinação  como  se  justificando  o  desequilíbrio  que os aflige. portanto. 9:16)  *  “A Ter ra per tence à categor ia dos mundos de expiação e pr ovas.  Sê  tu  cordato. r azão por que  aí vive o homem a br aços com tantas misér ias”  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  *  “Havia dissensão entre eles”.  (João. Capítulo 3º — Item 4) .  Ameaçam  “tudo  contar”  e  mentem. também encontrarás no  teu  caminho  as  dissensões  e  fugas  ao  dever.  sem  a  preocupação  de  conquistar  afeição  por  esse  meio.  enquanto  Ele.  não  poderás exigi­lo.  * * *  Considerar  as dores  que  afligiam  o  Amigo  Divino.  não. Assim.  ensinava  o  Reino;  sentir  os  ciúmes  mórbidos  do  desamor  que  apenas  desejava  aparecer.  porém. Ajuda.  subserviente;  humilde.  embora  ele  se  apagasse  para  apresentar  o  Pai; atender aos exploradores que desejavam utilizar­se dos Seus recursos; conhecer  as imperfeições dos companheiros convidados e.  Aprenderão amanhã  ou mais tarde com a vida ou por si próprios.  A  amizade  é  o  salário  honroso  que  os  socorridos  podem  tributar  aos  seus  benfeitores.  contudo.30 – Divaldo Pereir a Fr anco  Não  vês  com  eles. prosseguindo no rumo da paz.  inconvenientes.  em  todos  os  campos  e  por  muito  tempo  as  haverá. no entanto. ante as dissensões  que  dividiam os que o acompanhavam; escutar as querelas miúdas dos que disputavam a  Terra.  ao  lado. amá­los.  Quem  não  puder  seguir  contigo.  Dissensões  —  sempre  houve.  Quase  sempre  são  falazes.  nem  os  sigas mentalmente  sequer.  Se  são  ingratos. estimulando­  os pelo lado bom de modo a se levantarem da inferioridade em que se compraziam  para ascenderem aos cimos da paz que ele oferecia. apesar de  todas as dissensões e ofensas que te chegarem na tarefa maior da tua redenção. não poderás receber nem esperar outra coisa senão o ultraje.  não  vulgar;  bondoso. e passa.

  Examina  as  atitudes  pretéritas  e  estabelece  normativas  diretoras  com  olhos  postos  no  futuro.  fazendo­se  irmão  de  todos. oferecendo a luz nova do Espiritismo  revelador. destaca­se na  comunidade  pelas  preciosas  lições  de  renúncia  a  que  se  impõe  e  pelos  salutares  exercícios  de  abnegação  a  que  se  entrega.  E não obstante as dificuldades do caminhar entre os homens.  dirige­te  ao  ensinamento  espírita.  Quando  reconhece  os  próprios  erros  envida  esforços  para os não repetir e diàriamente faz um exame de atitudes de modo a melhorar­se  sempre e incessantemente. aplica­a na  realização da própria paz. que te aclarará o  entendimento.  sem  a  expressão  malsinante  do  reproche  enquanto  ajuda.  * * * .  vive  em  regozijo. através das lições dos imortais.  nem  a  falsa  austeridade  da  censura enquanto serve. a fim de porfiares desassombradamente sob  qualquer constrição.  * * *  O homem que reencontrou a fé consoladora.31 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  11 COM REGOZIJO  Sempre  que  sejas  defrontado  por  intrincados  problemas  na  senda  que  percorres.  em  cuja vitalidade defrontarás a segurança. traçando diretrizes eficazes para dirimires quaisquer dificuldades. Doa o esforço não como quem ajuda. para a qual necessàriamente utiliza o material de sacrifício  que o enobrece e liberta.  Ninguém  se  pode  atribuir  a  posição  de  ser  inatacável.  Solicitado  intempestivamente  à  dor. busca soluções na informação cristalina do Espiritismo. mas em condição de quem se ajuda  a si mesmo. marcha na direção da fé espírita em cuja lição  dulcificadora receberás  o  lenitivo  do  reconforto  e  a  estabilidade  da  segurança  para  não desanimares. fonte geratriz da  verdadeira felicidade. bafejado pelo consolo da vida espiritual.  não  lhe  sendo  facultado  o  direito  de  acusador  impertinente  ou  contumaz  ante  a  fragilidade  do  próximo a quem lhe compete ajudar e edificar. nem te excederes.  Surpreendido nos  ideais  pela  chuva  da  incompreensão  ou  banido  do  labor  edificante por pedradas contundentes. pois que toda edificação imortalista que o homem consegue.

 livr e de ser per tur bada pelas angústias da vida mater ial. chasquinaram e os perseguiram até  ao cansaço. nem  pelo contacto dos maus. na  continuidade  da  luta  em  que  forjas  a  tua  liberdade  intransferível  e  não  te  detenhas  a  arrolar  as  imperfeições alheias. como em  regozijo o fizeram.  Os que  viram aquele magote constituído por uma farândola de sofredores.  *  “Mas não vos r egozijeis em que os Espír itos se vos submetem. o ar sublime de que te nutres!  E se alguém te humilha graças ao teu desvalor e se os óbices te obstruem o  caminho  por  tua  inépcia. 10:20)  *  “Naqueles outr os (mundos ventur osos) não há necessidade desses contr astes. nunca porém lobrigaram extingui­los.  — Regozijai­vos! — disse Jesus.  conquanto  a  demorada  noite  dos  resgates  demorando­se em sombras. e nenhum título é maior do que este: o da filiação divina  que te irmana a Ele.  antes r egozijai­vos em que os vossos nomes estão escr itos no céu”.  (Lucas. E.  companheiro  da ação  enobrecida.  pôr  estarem  eles  colocando  na  Terra  os  alicerces  do  Reino  de  Deus.  ou  se  a  tua  pequenez  não  te  permite  agigantar­te  quanto  gostarias. a eter na beleza e a eter na ser enidade da alma pr opor cionam uma  alegr ia eter na. Capítulo 3º — Item 11) .  Os  que  acompanharam  a  marcha  dos  pescadores  simples  que  abandonaram as rede por escutarem aquela voz. que se deixou crucificar  em testemunho de amor por um mundo melhor.  zombeteiros. seguindo as pegadas do Modelo Divino.  Evita  considerar­te  desventurado  porque  o  rio  das  tuas  necessidades  não  trouxe  a  embarcação  das  surpresas  diante  da  qual  poderias  apresentar  tesouros  transitórios que a ficção aplaude e a realidade devora.  —  Regozijai­te. o colo generoso no qual te  encontras. A  eter na luz. apresentando a  contínua  madrugada  da  esperança.  És filho de Deus. foram eles os heróis da  Era Melhor.  gargalharam. a Fonte Excelsa de onde procedes. regozija­te ainda mais uma vez. que lá não têm acesso”. continuando a ser os modelos que deves seguir em regozijo.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.32 – Divaldo Pereir a Fr anco  O regozijo de quem encontrou Jesus decorre da certeza inapelável de que a  ilusão já lhe não é mais comensal e a realidade áspera não o atordoa. nem as tuas próprias limitações. porque já encontraste o meio­dia da vida  em plena meia­noite das tuas aflições. todavia.

  Segundo  alguns  biólogos.  não  obstante  a  morte  fisiológica  por  interrupção  da  corrente  mantenedora  da  vitalidade.  Do resfriamento da energia que se condensa em matéria.  * * *  A desencarnação tem início de dentro para fora do corpo. significa.  Disso  decorrem  as  sensações  violentas.  em  cada  sete  anos.  No  homem. para a elaboração de outras. sofre na sua intimidade os diversos fenômenos de aglutinação e desagregação  estrutural. graças ao ferro que é delas extraído.  o  corpo  humano  se  renova  quase  integralmente. morte da aparência é uma constante  indispensável à evolução. somente.  por  cuja  exteriorização  mantém nas suas órbitas as moléculas constitutivas da matéria. ou desencarnar.  que  são  à  violência . encarregadas de manterem a  vitalidade  físiopsíquica.  o  espírito. a morte.  em  cada  segundo.  no  seu  aparelho  circulatório. mudar de estado.  começa  quando  ocorrem as primeiras expressões da vida.  Mesmo  nas  ocorrências  da  desencarnação  violenta.33 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  12 EXAMINANDO A DESENCARNAÇÃO  Fatalidade biológica. nos tecidos sutis  do perispírito.  por  circunstâncias  de  vária  ordem.  ainda  imantados  à  carne.  através  da  liberação  dos  liames  psicossomáticos  que  se  encontram  imantados ao corpo.  danosas. a.  aflitivas  que  experimentam  os  desencarnados.  graças  ao  processo  de  transformação ou morte que ocorre na estrutura somática. da dissociação das  moléculas  para  o  retorno  à  energia.  à  exceção  das  células  nervosas.  que  é  o  modelador  da  forma.  por  impositivo  da  necessidade  de  transformações  incessantes.  por  exemplo.  morrem  um  milhão  de  hemácias  que  são  aproveitadas  por  células  especiais. ou seja a mudança de uma forma para outra. portanto.  o  processo  desencarnatório  só  a  pouco  e  pouco  se  consuma.  Morrer.  no  homem.  Modificações  incessantes  em  que  a  matéria  assume  a  forma  energética  e  esta se adensa em novas expressões  físicas. que condicionado a vibrações especiais.  no  fígado.  começam  a  perder  a  sintonia.

 se encarregam  de  reproduzir  nas  telas  sensíveis  do  perispírito  as  formas­pensamento  que  se  transformam em suplício de demorado curso — fantasmas que se corporificam e se  atam ao  desencarnado.  O  mesmo  ocorre  no  campo  da  organização  semática.  obviamente.  Seja  o  hábito  salutar  do  desprendimento.  desapareça  dos painéis mentais. prosseguindo na direção da Vida Abundante.  dos  tecidos  em  decomposição  ao  espírito.  elaboradas em contínuas fixações nos centros da memória espiritual.  quando  o  espírito  sofre a constrição das elaborações mentais.  Comumente.  transitam  em  forma  de  dor  ou  angústia.  as  construções  mentais. em  transformações de dentro para fora.  As  expressões  cadavéricas.  Santo Agostinho  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. libertando­te do medo.  exercitado  pelo  espírito  encarnado. a fim de que a desencarnação.  *  “O que or e em mim. não te agrilhoe ao mundo das  formas de que necessitas desvincular­te. conquanto muitas vezes reduzidas a resíduos já em fase  final de fusão na química inorgânica do subsolo ou nas carneiras em que jazem.  liberação  ou  cativeiro  do  espírito às formas materiais.  angustiando­o e atemorizando­o — até  que a  dor  corretiva.  * * *  Descontrai­te.34 – Divaldo Pereir a Fr anco  arrancados  da  estrutura  material. em se consumando. 11:25)  *  “A pr ópr ia destr uição.  por  paulatino  processo  de  coercitivo  desgaste  das  imagens  vitalizadas.  seja  a  lembrança  mental  dos  que  se  vinculam  aos  desencarnados.  produzindo.  mediante  a  complexa  rede  de  filamentos  semimateriais  que  se  fixam  nas  intimidades  celulares. morto na forma.  encarregadas  do  processo aglutinador dos átomos nas realidades das funções e formas fisiológicas. no entanto.  Dia  chegará  em  que  o  teu  processo  reencarnatório  culminará  com  a  cessação  dos  ciclos  vibratórios  no  corpo  e  terás  que  pairar  além  e  acima  das  circunstâncias materiais.  em  tais  casos. que somente se modifica ao  império  da  renovação  interior.  através  de  registros  salutares  que  realizarão  o  ministério  da  paz.  as  vibrações  se  transformam  em  sensações.  após  o  desaparecimento  da  forma. ainda que esteja mor to.  sem  o  correspondente  desligamento  dos  núcleos  vitalizadores pelo processo paulatino da dissociação liberativa. das paixões. e experimentando  o efeito do seu efeito — círculo vicioso dominante —. porém vivo.  é apenas um meio de chegar ­se. a elas submetendo­se.  como  resultante  das  conseqüências  favoráveis  que  decorrem  dessas causas edificantes.  visto que tudo mor r e par a r enascer  e nada sofr e o aniquilamento”. pela tr ansfor mação.  (João.  Expressiva  a  contribuição  da  mente  no  processo  desencarnatório. a um estado mais per feito. das limitações e  voa na  direção das paisagens superiores. cujo processo lento  já experimentas sem que o saibas. Capítulo 3º — Item 19) . desencarnado. viver á”. que aos homens par ece o ter mo final de todas as coisas.

 e correm pelos dédalos da loucura  indimensional. sob pesadelos horrendos. que transformam em lar e  ali se rebolcam em inenarrável desesperação.  marchando em densas trevas.  Fora do teu sofrimento sofrem também outros filhos de Deus sob estigmas  de aflições que desconheces. piorando­lhes a situação.  Espiam  por  olhos  que  se  apagaram  e  não  têm  possibilidade  de  ver.  que  rege  o  Universo e guarda tua vida.  Perderam a razão.  fugindo para lugar algum onde sofres mais por desespero injustificável do que pela  Intensidade do padecer que te atinge.  Aguardam  notícias  funestas  que  os  alcançarão  logo  mais  e  expungem  as  agonias  sem  nome  sorvendo  o  veneno  da  amargura.  Disputam  casebres  miseráveis  pendurados  em  morros  onde  fermentam  ódios  ou  aglutinados  em  declives  e  baixas  infectas  onde  dominam  sombras.. não estão preparados para a desencarnação.. os irmãos do carneiro da agonia.  revoltados  sem  lograrem  a  extinção do Sofrer.  Dormem sob as pontes das estradas ou nas calçadas das vielas sombrias em  espaços exíguos à mercê do abandono. em que seguem até à idiotia.35 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  13 CONFIANÇA EM DEUS  Em  qualquer  circunstância.  No entanto. abraçar.  Normalmente  relacionas  as  provações  que  te  alcançam  e  derrapas  em  regime de rebeldia caindo nos alçapões das inconseqüências de vária ordem. seja qual for o problema que te surpreenda.  acondicionando retalhos de velhas latas e tábuas imundas.  Abre os olhos e espia na direção da Terra perto e longe de ti.  Experimentam  fome  contínua  e  sentem  a  constrição  da máquina  orgânica. Há poemas de  beleza na paisagem em festa e tragédias nos bastidores dos corações em comunhão . um sem número deles.  Faze  um  giro  além  das  fronteiras  do  “eu”  enfermiço  e  tristonho  a  que  te  recolhes.  Têm  o  espírito  dilacerado  por  diagnósticos  de  enfermidades  que  sabem  irreversíveis e.  Agitam­se  em  corpos  mutilados  e  anseiam  alucinadamente  por  conseguir  andar. eles estão ao teu lado.  desajustada ao império das necessidades que se sucedem.  Nunca te revoltes.  mantém  tua  confiança  em  Deus. mover­se em alguma direção.  Deixas­te intoxicar pelos vapores da felonia e afasta­te da diretriz do bem.

  (Mateus.  * * *  Após  examinares  todas  as  circunstâncias  provacionais  do  caminho  da  evolução.  para  superar  os  óbices  naturais  e  agradecer  as  excessivas  concessões  que  fruis  e  das  quais  inapelavelmente  prestarás  contas  mais  tarde  ao  Excelso  Administrador.  Tem.  pois.  como  já  lhes  sofrem  os  resultados  estes  que  ora  resgatam mais  em regime  carcerário. Capítulo 4º — Item 18.36 – Divaldo Pereir a Fr anco  com as torpezas morais em agitação.  Em verdade ainda é a Terra a abençoada escola de redenção.  elaborando  condições  novas  interiormente.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  porém  que aguardam a  dádiva  do  teu auxílio  para diminuir­lhes as aflições superlativas.  Os mais adiantados se esfor çam por  fazer  que os retar datár ios pr ogr idam”. Pensarás.  ela  se  mantém  festiva  para  ensejar  uma  visão  panorâmica  convidativa  para  o  bem  e  para  a  ação  integral  que facultam a superação das dificuldades.  confiança  em  Deus. 27:43)  *  “Os (Espír itos) que se conser vam livr es velam pelos que se acham em cativeir o. parágrafo 2) . então.  Todos  aqueles  calcetas  que  lhe  desconsideraram  as  classes  ontem.  ora  retornam para refazer e aprender fixando em definitivo as lições superiores de amor  e vida que desprezaram.  bendirás  o  que  tens  no  corpo  e  na  alma.  utilizando­te  com  meridiana  sabedoria  dos  dons  incomparáveis  de  que  te  encontras  investido.  *  “Confia em Deus”. alma  irmã!  Ama  e  agradece  o  quinhão  de  dor  que  te  chega  para  o  próprio  aprimoramento  espiritual  e  prossegue  sereno  ajudando  aqueles  outros  espíritos  igualmente  ou  mais  atribulados  que  tu  mesmo  a  seguirem pela rota abençoada da reencarnação. que o homem e somente ele é  infeliz numa esfera de luz e cores como a da Natureza.  Contrastando  com  as  necessidades  de  cada  aluno.

  Reserva­se  o  direito  de  magoar­te  e  explora  os  teus  sentimentos  para  pisoteá­los logo depois.  que  procedem  de  vidas  consumidas no passado  do espírito e não te oferece a concessão das queixas ou das justas censuras que são  descargas da tensão que te atormenta.  há  muito  tempo  a  inferioridade  dele  espezinha­te  com recalques  cruéis.37 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  14 PROVAÇÃO REDENTORA  A voz que laboraste por modular docemente agora se transforma em brado  de acusação impiedosa; as mãos que uniste muitas vezes dentro das tuas.  das  tuas  lágrimas  e  dos  teus  silêncios. afeto. porém.  colocada  propositadamente  para  produzir  distância.  para a felicidade dele! Retempera.  acercar­te  do  ser  querido. e não te concede a condição ao menos de  “ser humano”. . censurar­te. fitam­te com  chispas  de ódio; o corpo que embalaste noites a fio.  Permite­se acusar­te.  ainda. o ânimo e insiste no dever que te cabe ou  que  assumiste. então.  não  obstante  o  êxito  dele  depender  do  teu  suor  e  da  tua  soledade.  E dizer que te deste com o melhor que possuías. ora freme de revolta e se agiganta diante  do teu atual carinho; todo aquele ser que cumulaste de amor. fazem­se bruscos e  violentos em desafio à tua serenidade;  aqueles olhos que  enxugaste com desvelo. é alguém  vitimando­se com o ácido que o destruirá logo depois.  apesar  de  sitiado  pela  ingratidão  com  que  ele te retribui o carinho demorado. não consegues transpor a barreira  entre  ti  e  ele. amigo. companheiro —.  * * *  Seja quem for  o ingrato — filho. quando choravam. ferindo as mais caras aspirações que  demoradamente  acalentaste.  Insultado  por  tão  grotesca  reação  tentas.  mesmo  incompreendido.  bem  como  os  nobres  objetivos  que  toda  a  vida  perseguiste — a meta da tua realização interior.  escondendo a decepção e a dor íntima; no entanto. oferecendo­te todo por ele.  parecem  prontas  a  esbordoar­te;  o  rosto  tantas  vezes  osculado  com  meiguice surge congestionado diante da tua presença; os gestos que plasmaste com  incansável devotamento.  Enquanto  o  envolves  em  otimismo. em gesto  de  ternura. se contorce sob  o gás da rebeldia e não trepida em malsinar­te.

 insiste ao lado e não revida mal por mal.  e  amam  sempre. tal seja a obstinação que demonstr em.  a  ingratidão  e  o  desinterêsse  dos  companheiros  mais  amados. Capítulo 4º — Item 25.  (Lucas. ao contr ário.  já  estão  justiçados  em  si  mesmos.  na  Sua  vida  e  não  te  abales  com  a  provação  redentora.  sorvendo  a  amargura  da  inquietação  e  o  tóxico da insegurança pessoal.  Jesus. aquele que te acicata o espírito..  *  “Mas na hor a de pr ovação volta atr ás”.38 – Divaldo Pereir a Fr anco  A  ingratidão  é  enfermidade  de  erradicação  difícil  e  demorada;  a  rebeldia  reflete  distonia  espiritual;  o  azedume  exterioriza  infelicidade  interior;  a  agressão  atesta primitivismo; a cólera é morbidez de complexa definição no campo da mente  em  desalinho. usam mal da liber dade que Deus lhes concede r etar dam  a sua mar cha e.  Todo  aquele  que  se  permite  conduzir  por  tais  famanazes  da  indisciplina  e  do  orgulho  merece  caridade  pelo  tratamento  do  amor  que  ora  e  socorre.  Felizes  são  os  que  amam. fiéis.  Aprenderá inevitavelmente e tornar­se­á brando.  Medita  n’Ele.. caminhará pela estrada da experiência.  porém.  avançando na rota do futuro.  e  em  grau  muito  maior.  reconhecidos.  experimentou.  podem pr olongar  indefinidamente a necessidade da r eencar nação  e é quando se tor na um castigo”.  Não é necessário que o desejes: a vida se encarrega de nós todos. cada um a  seu turno.  Ele. 8:13)  *  “Os que.  * * *  É pena — e sofres com isso — que te não saibas valorizar o amor.  São Luiz  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. aquele  que hoje te fere e subestima. parágrafo 2) . que os envenenam paulatinamente. Os outros. dentre os quais o ser que ora não te retribui amor por  amor.

  O  Espiritismo  é  a  doutrina  do  amor  por  excelência  e  tem  a  caridade  por  meio  e  meta. a fé sublimada deles não  se assenhoreou.  São  homens  e  preferem  continuar  a  sê­lo. nem os censures para que não incidas nos erros deles.  Pareciam­te  resignados  e  felizes. impregnado pela fé.  por  estarem  acostumados  a  outra  conduta.  sofridos  ou  simplesmente  não considerados quanto se supõem merecedores..  ante  a  dor. pauta a  conduta nas linhas da convicção esposada. percebes.39 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  15 SEM PARAR  Agora que assumiste compromissos no movimento espírita..  Apressados..  mas  apenas  sabem.  e  interrogas:  que  fazem  da  fé  clara  e  pura?  Por  que  ferem. Alguns  se  fazem  notados.  quando  conhecem  de  perto  as  realidades  das  leis  de  “causa  e  efeito?”  Como  se  deixam conduzir pelos obsessores!.  Não  vivem  a  vida  que  dizem  saber  e  crer. quando não  rebelados.  Sem dúvida.  mas  não  conseguiram  as  íntimas  e  reais  transformações  para  melhor. que os companheiros de ideal —  salvas expressivas exceções — ainda se encontram em dubiedade.  Projetaram­se.  lutadores  intrépidos  os  novos  discípulos  do Evangelho. com a alma dorida.  Ficaram  apenas  mimetizados  mas  não  penetrados. porque em se..  longe  se  encontram  de  manter  as  enobrecedoras atitudes do verdadeiro crente..  vive­as  cordialmente. que te comove  e abrasa.  Antes supunhas que nos arraiais espiritistas a paz houvera feito morada. face à decisão de  transporem a aduana da luz.. No entanto.  sejam quais forem as circunstâncias.  sem  se  renovarem.  não  mergulharam  realmente  o  espírito  nas  lides  do  conhecimento  da  Doutrina  libertadora.  * * * .  Mudaram  de  conceito  religioso mas não de comportamento moral.  E  derrapam  com  facilidade  nos  mesmos  equívocos.  Não os estranhes.  Eles  sabem  disto.. observas como estão transidos de amargura.  quando  contrariados.  quando  se  poderiam  tornar  cristãos. assenhoreando da fé.  Sensibilizado  pelas  lições  imortalistas  que  estudas. Registras.  Conquanto  se  digam  espíritas.. aquele que.

  pois que o êxito da tua produção fraterna na Vinha do Senhor incomoda­os.  não  te  defendas quando acusado. de Jesus.  usarão  estranhas  armadilhas  e  conceitos  infelizes  para  se  realizarem  ante  a  chuva  de  amargura  e  fel  que  desabe sobre a  tua  cabeça.  * * *  Não  apenas  os  sacerdotes  e  políticos  em  Israel.  Outros tantos.  os  comensais  do  Seu  amor.  Atenazam.  tendo  em  vista  aqueles  que. para logo após fugirem. zombaram. esse ser á salvo”. porém.  a  soldadesca  e  os  bandoleiros crucificados ao Seu lado. 24:13)  *  “A encar nação. cruciam.  continuam  acumpliciados com os antigos sequazes.  Não somente os estranhos conspiraram antes para colocarem­No perdido. E os há em  número incontável. nem te justifiques — ama. pr ecisa ter  um fim útil”.  Certamente  se  fazem  instrumentos  dos  outros  —  os  desencarnados  — por  um fenômeno natural de afinidade. parágrafo 3) .  Diante  dessa  comovedora  realidade.  Não obstante. o que os tornam ainda mais violentos.  por  estarem  domiciliados  nas  mesmas faixas vibratórias em que te demoras.  não  reclames. aliás. não acuses os Espíritos de mente atribulada que estagiam no  Mundo  Espiritual. afligem não porque estejam sob obsessões.  a  necessidade  de  viver  pelo  exemplo  o  Espiritismo  que  o  descerra  para  ti  e  não  olhes  para  trás. sereno e confiante.  os  da  caminhada  carnal.  orando  e  trabalhando  incessantemente  –  Não  serás  poupado. Procedem de baixos círculos vibratórios e  a diferença existente é a da matéria que os envolve na Terra.  ao  teu  lado. quem per sever ar  até o fim. e serve sem parar.  na  falta  de  argumentos  justos. detidos na Erraticidade inferior.  (Mateus.  Diante disso. no domicilio orgânico. Capítulo 4º — Item 26.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. que O entregaram.  mas porque são obsessores reencarnados. irrita­os.  integrando­te  no  Evangelho  Restaurado.  *  “Todavia.  aqueles  que  O  conheciam e sabiam.  refugia­te  n’Ele  e  compreende.  no  corpo. estão em regime carnal. em regime de conúbio espontâneo – Estes.  e. sarcasticamente.  Acautela­te. perseguem.40 – Divaldo Pereir a Fr anco  Repetidamente  falarão  os  desencarnados  sobre e  contra  os  obsessores  que  perseguem e dificultam a obra do bem.  atingir­te­ão  mais  vezes. prossegue.  Foram  os  amigos  invigilantes.

 facultando vitória próxima.  pressurosos.  se  constituem  áspero  testemunho  que  chega  ao  ser  em  jornada  redentora. o dano que se pode praticar contra  alguém e não o que se recebe ou se sofre.  as  desgraças  que  abatem  homens.  as  paixões. abandono por parte  de  queridos  afetos. cobrando­lhe os  débitos livremente assumidos e aceitos.  Há  que  considerar  cada  um  a  própria  posição que mantém na vida terrena para avaliar com acerto os acontecimentos que  o visitam.. acidentes. .  a  vencerem  tempo  sem  limite em etapas de dor sem nome.  Nesse  particular  os  Espíritos  Superiores  levam  em  alta  consideração  os  sofrimentos  humanos.  prejuízos  financeiros.  povos  e.  Desgraça. o prejuízo.  o  suicídio:  desgraças  que  levam  o  espírito  às  províncias  de  amarguras  inomináveis.. ausência de pessoas amadas.  esses  descuidados  se  apegam  às  menores  coisas  e  aos  recursos  de  nenhuma  monta. realmente. em realidade.  ignorando  propositalmente  as  realidades  superiores.  * * *  As  desgraças  que  foram  convencionadas  como:  perda  de  saúde.  derrapando  para  a  irritabilidade.41 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  16 DESGRAÇAS TERRENAS  Toda  vez  que  uma  desgraça  se  abate  sobre  um  homem.  as  veleidades  vaidosas  não  respeitadas.  Quando  o  infortúnio  não  resulta  de  imediato  desatino  ou  leviandade  é  bênção da Vida à vida.  O que muitas vezes tem aparência de desgraça — e isto quase sempre — é  resgate intransferível e valioso que assoma à alfândega do devedor.  famílias.  as  ambições  ridículas  não  satisfeitas  que  assumem  papel  preponderante  e  se  transformam  em  infelicidades  legítimas.  dando­lhes  forças  e  coragem  para  permanecerem  firmes  e  confiantes. Das mais duras provações sempre resultam  benefícios  valiosos  para  o  espírito  imortal.  Quando  somente  se  experimentam  as  emoções  físicas  e  conceituamos  os  valores imediatos. se transformam também em portal que transposto estoicamente decerra a  dádiva da felicidade permanente e  enseja paz sem refrega de luta em atmosfera de  harmonia interior.  a  verdadeira  desgraça para ele é não saber receber devidamente o infortúnio que lhe chega.  acorrem  a  ajudar  e  socorrer  esses  padecentes. desemprego. são os pequenos caprichos não  atendidos.  a  loucura.  porquanto. para tais. é o mal. desgraças.  em  nome  da  Misericórdia  Divina.

42 – Divaldo Pereir a Fr anco 

buscando  diminuir  neles  a  intensidade  da  dor,  e,  noutras  circunstâncias,  tendo  em  vista  os  novos  méritos  que  resultam  das  conquistas  individuais  ou  coletivas,  desviando­as,  atenuando­as,  impedindo  mesmo  que  se  realize,  pela  constrição  do  sofrimento, a depuração espiritual, o que faculta meios de crescimento pelo amor em  bênçãos  edificantes  capazes  de  anular  o  saldo  devedor  constritivo  e  perseverante,  porque  se  a  Justiça  Divina  é  rigorosa  e  imutável,  a  Divina  Misericórdia  se  consubstancia no amor, tendo­se em vista que Deus, nosso Pai Excelso, “é amor”. 

*  “Bem­aventur ados os que chor am, pois que ser ão consolados”. 
(Mateus, 5:4) 

*  “De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou se o pr efer ir em, pr omanam de  duas fontes bem difer entes, que impor ta distinguir : umas têm sua causa na vida  pr esente; outr as, for a desta vida”. 
(O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Capítulo 5º — Item 4)

43 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis) 

17 ANTE A DOR 

Quando a alma mergulhou na carne referta de vibrações, desejou transmitir  toda a musicalidade que conduzia virgem, e para que o tumulto do ambiente não lhe  perturbasse a evocação, perdeu, paulatinamente, os registros auditivos para somente  escutar  nas  telas  da  mente  os  acordes  sublimes  da  natureza  e  de  Deus  —  e  Beethoven ficou surdo!  Para expressar a melancolia suave e a pungente saudade de algo que não se  pode identificar, Chopin experimentou a amargura do coração perdido entre desejos  e decepções.  Destinado a ferir as cordas da emoção e tangê­las com habilidade, o espírito  retornou ao palco de antigas lutas para defrontar­se com inimigos acirrados e vencê­  los  através  da  auto­doação,  enchendo  a  Terra  de  musicalidade  superior.  Inquieto,  todavia,  fraquejando  sem  cessar,  Schumann  deixou­se  arrastar  pela  caudal  da  obsessão,  conquanto  fizesse  incomparável  legado,  através  do  Lied  e  das  nobres  melodias para piano.  * * *  Oh!  Dor  bendita,  libertadora  de  escravos,  discreta  amiga  dos  orgulhosos,  irmã dos santos, mensageira da verdade, tanto necessitamos do teu concurso, que se  nos  afiguras  um  anjo  caído,  a  serviço  da  misericórdia  para  sustentar­nos  na  luta  redentora! Ensina­nos a descobrir a rota da humildade para avançarmos com acerto.  * * *  A  dor  é  a  mensageira  da  esperança  que  após  a  crucificação  do Justo  vem  ensinando  como  se  pode  avançar  com  segurança.  Recebamo­la,  pacientes,  sejam  quais  forem  as  circunstâncias  em  que  a  defrontemos,  nesta  hora  de  significativas  transformações para o nosso espírito em labor de sublimação.  O sofrimento de qualquer natureza, quando aceito com resignação — e toda  aflição  atual  possui  as  suas  nascentes  nos  atos  pretéritos  do  espírito  rebelde  —  propicia  renovação  interior  com  amplas  possibilidades  de  progresso,  fator  preponderante de felicidade.  A dor faculta o desgaste das imperfeições, propiciando o descobrimento dos  valiosos recursos, inexoráveis, aliás do ser.

44 – Divaldo Pereir a Fr anco 

Após a lapidação fulgura a gema.  Burilada a aresta ajusta­se a engrenagem.  Trabalhado, o metal converte­se em utilidade.  Sublimado pelo sofrimento reparador o espírito liberta­se. 

*  “De tal modo br ilhe a vossa luz diante dos homens, par a que eles vejam as  vossas boas obr as e glor ifiquem a vosso Pai que está nos Céus. 
(Mateus, 5:16) 

*  “Daí se segue que nas pequenas coisas, como nas gr andes, o homem é sempre  punido por  aquilo em que pecou. Os sofr imentos que decor r em do pecado são­  lhe uma adver tência de que pr ocedeu mal”. 
(O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Capítulo 5º — Item 5)

.  conduzido  ao  sarcasmo  e  à  zombaria.  Mesmo  quando  injustamente  foi  arrastado  à  infame  punição  indébita  pela  Crucificação. não se evadiu..45 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  18 TESTEMUNHO  Que se dirá do médico que teme o contato com a enfermidade que desfigura  o semblante do doente; do advogado que receia a convivência com  os malfeitores;  do mestre que abomina ensinar a crianças difíceis; do juiz que se poupa a examinar  contendas  e  desdenha  enfrentá­las;  do  amigo  que  foge  aos  ensejos  de  ser  útil;  do  servidor  que  ressona  em  pleno  serviço;  do  aprendiz  que  desrespeita  o  ensino;  do  cristão  que. vez alguma se deixou descoroçoar no ministério de amor empreendido ou  se permitiu isolar­se da comunhão com os aflitos. Em toda e qualquer circunstância  esteve  ao  lado  dos  sofridos  e  desamparados.  quando  afligido  por  naturais  problemas;  que  se  revolta  ante  as  dificuldades  que  todos  defrontam na  jornada;  que  se  afaga  nos  vasilhames  da  queixa  improdutiva;  que se  desespera ante as oportunidades do aprendizado e que se deixa vencer  pela cólera.  no  símbolo perfeito da redenção e do martírio para quantos tenham os olhos postos na  glória da Imortalidade.  apresenta  no  Excelso  Mestre  a  resposta  transparente e nobre!  Instado  ao  desespero  por  dificuldades  de  toda  natureza  e  acoimado  por  famanazes  do  poder  temporal.  quando no exercício do socorro ao próximo?  * * *  O  Evangelho.  dignificou  as  traves  de  madeira.  se  furta  ao  trabalho eficiente ao lado de infelizes e desajustados?  Qual  o  homem  que  se  pode  dizer  realizado  sem  se  conhecer  a  si  mesmo;  que  se  pode  considerar  vitorioso  sem  haver  saído  triunfador  da  luta  íntima;  que  espera o deleite da paz sem haver modificado as disposições bélicas do espírito; que  aspira a amplos horizontes e não é capaz de caminhar através de pequenas rotas com  segurança;  que  espera  triunfos  e  não  se  permite  ajudar;  que  aguarda  Jesus  e  ainda  não sabe descobrir o Cristo nos corações atribulados que defronta pelo caminho?  Que  se  pode  pensar  de  um  crente  que  se  debate.  amargurado.  zelando  pelo  equilíbrio  pessoal.  no  exercício  da  caridade.  desde  então. .  conquanto  reconhecesse  que  isto  lhe  custaria a vida – não temeu.  como  sempre.  perseguido  pela  inveja  e  desconsiderado  pelos  que  O  não  podiam  entender.  transformando­as.  a  situações  difíceis.

 par a concluir  a sua depur ação e ativar o seu pr ogr esso”.  (João.46 – Divaldo Pereir a Fr anco  *  “As obr as que eu faço em nome de meu Pai. no entanto. Capítulo 5º — Item 9) . 10:25)  *  “Não há cr er . Muitas vezes são simples pr ovas buscadas  pelo Espírito. dão testemunho de mim”.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. que todo sofr imento supor tado neste mundo denote a  existência de uma deter minada falta.

  imperturbável.  O  espírito  pacificado  pode  ser  comparado  ao  solo  que  foi  trabalhado  demoradamente. postulada nas ações dinâmicas do bem e na austera disciplina da vontade.  Serenidade  é  atitude  rítmica  de  ação  que  não  atinge  altissonâncias  nem  reflui  em  pianíssimos  que  logo  desaparecem.  na tarefa do equilíbrio.  que  passa  modulando  entre  seixos  e  pedregulhos.  Conquanto  inquietudes  te  assaltem  produzindo  sulcos  de  dor  e  agonia  na  tua alma.  * * *  Diante  da  turbamulta  que  rogava..  transmite  agradável  sensação  de  serenidade sobre o leito conquistado...  esfomeada. sem anuir às acusações indébitas de que Ele tratava com gente de  má vida e sem jactar­se de ser o salvador dos infelizes.  em  derredor.  O  rio  singelo. envolve­te na serenidade para discernir.  A  serenidade  resulta  de  uma  vida  metódica. examina a serenidade para acertar...  Exaltado  pelo  entusiasmo  transitório  dos  que  Lhe  receberam  o  carinho  salutar..  na  direção  do  bem  sem  limite  de  que  se  fizera  o  instrumento excelente do Pai. não te situes a distância da serenidade.47 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  19 EXAMINANDO A SERENIDADE  Em  face  das  dificuldades  inadiáveis  que  surgem  e ressurgem.  pães  e  peixes.  eriçando  pequeninas  ondas  e  espraiando­as  pelas  margens.  conservou­se  sereno.  Surpreendido pelas contingências afligentes que chegam a cada instante ao  país do teu coração.  examinou  as  possibilidades  de  que  dispunha  no  momento  e  multiplicou o repasto. arrancando escalracho e urze. drenando cursos violentos d’águas e  semeando.  Surpreendido em colóquio afetivo com os párias encontrados na sua rota se  manteve tranqüilo.  senda afora  por onde avanças. .  Jesus. reveste­te de serenidade para prosseguir. para atingir o êxito que te propões.  sebes  protetoras  para  que  as  plantas  do  seminário  novo  possam desenvolver­se com harmonia em direção do alto.  Serenidade é também medida que resulta de uma atitude reflexiva!  A serenidade não é uma posição estática que transcorre entre dias parados e  atitudes indefinidas em volta da tua existência.  Diante  das  informações  malsãs  que  te  são  endereçadas  com  o  sal  da  impiedade ou a pimenta do despeito.

  Experimentando  as  mais  cruas  acusações  sem  uma  palavra  de  defesa.  para  ensinar  que  a  dinâmica  da  vitória  sobre  si  mesmo  é  resultante do auto­descobrimento e da aplicação das próprias forças no exercício do  perdão incondicional a situações. se era Ele o  buscado.  considera a serenidade dinâmica que produz equilíbrio e que resulta da ponderação  demorada.  * * *  Em  qualquer  situação  em  que  te  vejas  colocado  impostergàvelmente. não titubeou em assentir. pela r esignação. 7:50)  *  “Aquele.  a  dor  que  o  aguardava  após  o  torvelinho  da  exaltação  da  massa em desassossego. para agires com acerto e atingires o ápice da tua integração no apostolado  do amor verdadeiro.48 – Divaldo Pereir a Fr anco  Aclamado  pelo  delírio  popular  na  entrada  de  Jerusalém. após o beijo de Judas. afirmando: “Eu o sou”.  (Lucas.  tor nar  pr oveitoso o seu sofr imento e não lhe estragar  o fruto com as suas  impaciências.  no  semblante  contristado. visto que. pessoas e coisas da rota evolutiva.Capítulo 5º — Item 10) . que muito sofr e deve r econhecer  que muito tinha a expiar   e deve regozijar ­se à idéia da sua pr óxima cur a.  e.  Jesus  deu  o  testemunho  mais  pesado  através  da  agonia  pelo  amor.  na  mais  dura  soledade.  sem  uma  só  exigência.  refletiu.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. ter á de recomeçar”.  se  manteve  em  serenidade  admirável. do contr ário.  *  “Vai­te em paz”.  Inquirido pelos condutores de varapaus. Dele depende.  sem  qualquer  constrangimento. pois.

 prepara a bagagem com  apuro e justeza.  na  laboriosa  escola  do  corpo  disciplinado  e  em  equilíbrio.  Medita!  Absorvida  pela  atmosfera.  a  Pátria  do  Espírito  sempre  presente  nos  painéis  mentais  como  paisagens  etéreas. às vezes.  A  semente  exuberante  enclausurada  no  fruto  que  balouça  nos  dedos  da  árvore retorna ao âmago do solo generoso donde prevejo. que se transmudam. em melancolias  longas  e  tormentosas  ou  excitantes  expectativas  que  exaltam  o  ser  a  providências  sublimantes.  pois. durante a abençoada jornada  corpórea.  sim!  Vive. de  trabalho  ou  produtividade.  que  facultem  uma  valiosa  colheita  de  bênçãos  a  se  transformarem em luzeiro clarificante para o caminho espiritual por onde retornarás. que afloram em correnteza cantante.  arquivas  roteiros  e  assinalas fatos para futuras narrações e imediatos aprestos.  mimos  e  lembranças.  longínquas.  Muitos  cantam  a  Pátria  com  o  seu  magnetismo  e  as  suas  tradições.  porém  vivas.49 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  20 RETORNO  Retornarás!  Por mais longos sejam os teus dias na Terra..  Afastado do círculo donde procede em excursão de lazer ou refazimento.  Considera a lição necessária do retorno. retornando logo para o labor em que as emoções se renovam e  as esperanças se realizam. seus sonhos de glória e  suas  lutas  de  sacrifício.  Retornarás.  de  estudo  ou  repouso  sente  o  chamado  longínquo  dos  amores da retaguarda..  de  tal  modo. dia luze em que retornarás à Pátria espiritual que é o teu berço de origem e  a sagrada morada onde permanecerás nas empresas do porvir. demorando­te em vigília para quando chegue o esperado momento  da volta.  Também o homem..  no  entanto  latejantes.  também.  Assim.. mais além.  Como  organizas  equipagem.  * . murmurejando salmodias.  a  linfa  cantante  flutua  na  nuvem  ligeira  para  retornar ao seio gentil da terra que a conduzirá logo mais aos imensos lençóis d’água  do subsolo.  explicando as evocações e os impulsos heróicos dos homens.

 A uns dir á o Senhor : “Aqui tens a paga dos  teus dias de tr abalho”; a outr os. Capítulo 5º — Item 12. Ide e recomeçai a tarefa”.50 – Divaldo Pereir a Fr anco  “Nós sabemos que já passamos da mor te par a a vida”. pois que r ecebestes na  Terr a o vosso salár io. 3:14)  *  “Ao entr ar no mundo dos Espír itos. parágrafo 5) .  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  (1ª Epístola de João. que tiverem feito consistir a sua felicidade nas satisfações do  amor  pr ópr io e nos gozos mundanos: “Nada vos toca. aos ventur osos da Terr a. o homem ainda está como o oper ário que  compar ece no dia do pagamento. aos que hajam vivido  na ociosidade.

  raramente  vencido  nos  combates face a face de cada dia.  O  medo  de  enfrentar  problemas  e  solvê­los.  em  razão  disso.  ao  impacto  da  música selvagem como dos entorpecentes. que os intoxicam. embalar aspirações para  eles irrealizáveis na sociedade chamada de consumo..  falecem os ideais do enobrecimento e as linhas da sóbria razão.  muitas  delas  inspiradas  por  outras  mentes  desencarnadas  que  intercambiam  psiquicamente  em  clima  obsidente  de  longo  curso  entre  as  duas  esferas:  aquém  e  além da morte.  Alimentado  ou  esmagado  nos  painéis  da  alma. que se encontram cravadas nos recessos íntimos do  espírito. mesmo quando o  espírito  desencarna.  permitindo­se  os  jovens. graças às tenazes do  medo dominante em todos os campos da ação.  Jovens  em  todos  os  hemisférios  do  planeta  sofrem  na  atualidade  os  miasmas do medo.  nos  dias  modernos.  as  liberdades  dos  costumes.  Não obstante as superiores conquistas do pensamento. sonhar.  A  fuga  espetacular  dos  deveres  e  os  desregramentos  sexuais  são  portas  falsas pelas quais enveredam as hodiernas comunidades subitamente transformadas  em  manicômios  de  largas  proporções.  específicos. empurra as mentes novas a formas diversas de expressão.  Sob  o  comando  do  medo.  encontros  periódicos  e  maciços  para  se  sentirem  uns  aos  outros  e.  Adversário  dos  mais  cruéis. esquecer.  entregando­se  a  paulatino  aniquilamento. . enlouquecendo­os de surpresa.  como  conseqüência  do  falso  paternalismo do passado. quanto às  suas  raízes..  o  medo  é  responsável  por  tragédias  inomináveis  que  varrem  a  Terra  em  todas  as  direções.  gerando  clima  nefando  de  atrocidades de classificação muito complexa.  as  realizações  tecnológicas  preciosas  para  o  contexto  humano. bem como não  tem  merecido  a  justa  apreciação  para  combatê­lo  com  os  hábeis  recursos.51 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  21 MEDO  Esmagadora maioria das criaturas padece a rigorosa constrição do medo. capazes de o vencer e destruir.  Dizimando  em  largas  faixas  da  experiência  humana. as largas expressões  da  comunicação  os  debates  francos  e  livres. o medo se alonga e prossegue.  permanecendo  atado  às  reminiscências  infelizes.  do  qual  dificilmente  se  libertam.  anestesiado  pela hipnose do pavor.  o  medo  não  tem  recebido  o  necessário  investimento  do  estudo  psicológico  na  Terra.  homens  e  mulheres  se  atiram  a  dissipações  venenosas.

  Ora reeditado através do Espiritismo. produzem expressiva terapêutica valiosa e de imediatos resultados para a  aquisição da saúde e da renovação. sociais caóticas.  Todo o Evangelho é lição viva de sadia tranqüilidade e elevado otimismo.  o  pensamento  de  otimismo freqüente e o recolhimento da oração. é o mais eficaz processo psicológico  atuante. buscando ignorar a enfermidade que os desequilibra. combatendo o medo.  das  enfermidades  de  caráter  irreversível.  desempenharam relevante  papel  as  normas  religiosas  do  passado  que  ensinavam  o  “temor” em detrimento do amor” a Deus. não temais”. opressivos. encontram­se os  rastros do medo sempre presente.  o  culto  doméstico  do  Evangelho.  “Eu ficarei convosco por todo o sempre.  disse  Jesus  aos  discípulos  amedrontados:  “Sou eu. econômicas apavorantes.  Em  tal  particular.  ocultam­se  nos  rebordos do medo.  desde  que  se  demorasse  ignorado. a par do uso da água magnetizada e  do passe.  são portadoras do antídoto ao medo.  Na quase totalidade dos crimes que explodem.  capaz  de  edificar  nos  corações  e  nos  espíritos  conturbados  do  presente  a  consubstanciação das promessas de Jesus:  “Eu vos dou a minha paz.  Contudo.  se  fazem  fatôres  preponderantes  para  que  grasse  o  medo. sem receio.  * * *  Retornando  da  sepultura  vazia. contra a própria vida. e. os preconceitos exacerbados ante os quais  a  gravidade  do  erro  era  ser  este  conhecido  e  não  apenas  praticado. sofrem a psicose do medo. com a floração da paz e da alegria a  benefício de todos.  O  grupo  anarquista  que  consuma  agressões  revoltantes  em  nefastas  maquinações  da  crueldade  e  o  pai  de  família  insensível  no  lar. avancemos construindo com o amor a fim de que  o amor nos responda à sementeira de esperança.  educacionais  de  solução  difícil.  As constrições morais pungentes.  as  informações  espíritas  responsáveis  pela  natural  realidade  do  além­túmulo. cobarde. penetrando de paz quantos se comprazam em meditar  e agir com segurança nas diretrizes de fácil aplicação.  contribuíram  expressivamente  para  a  atmosfera  que  hoje  se  espalha célere e morbífica.  soberano.  O  labor  fraternal.  * .  “Tende bom ânimo: eu venci o mundo!”  Reflitamos. mediante a confiança que ministra aos que se  abeberam da sua água lustral.  “Vinde a mim os cansados e oprimidos.52 – Divaldo Pereir a Fr anco  * * *  O criminoso inqualificável que mata com requintes de sadismo e o suicida  melancólico que investe. desvelando os falsos “mistérios” e elucidando os enigmas ontológicos.

 Capítulo 5º — Item 14) .  (Mateus.53 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  “Não temais: ide avisar  a meus ir mãos que se dirijam à Galiléia  e lá me hão de ver ”.  28:10)  *  “A calma e a resignação haur idas da maneir a de considerar  a vida terr estr e e  da confiança no futur o dão ao espír ito uma ser enidade. que é o melhor   pr eser vativo contr a a loucur a e o suicídio”  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

  Os  sorrisos  murcharam  em  muitos  lábios.  Facilidade é sinônimo de amolentamento do caráter.  e  fiscais  impenitentes  conferem  as  suas  bagagens.  As  mãos  da  fraternidade  sempre  distendidas  a  fim  de  envolver­te.  recolheram­se  e  cederam  lugar  a  tenazes  que  poderiam  dilacerar­te  com  inusitada  crueza. arrasadoras.  sübitamente  desapareceu  e  passaste  a  engrossar  as  fileiras  dos  que  padecem  difamações.  As  palavras  bordadas  de  melodias  que  cantavam  aos  teus  ouvidos.  Estranha  amargura  domina  as  ambições  e  os  sonhos  do  teu  espírito. através de referências odientas quão  inconcebíveis. .54 – Divaldo Pereir a Fr anco  22 INCOMPREENSÃO E FIDELIDADE  A  consideração  que  desfrutavas.  que não ocultam os sentimentos acalentados interiormente.  comprazendo­se em afligir­te demasiadamente.  Não estranhes o cometimento necessário de dor e o suplemento de agonia  que  te  chegam.  jaz  cerrada. quando não de cólera prestes a explodir em fúria destrutiva.  sem que possas explicar.  Teste.  Constituem  indispensável  processo  de  burilamento  que  não  podes  postergar.  agora  chegam agressivas.  * * *  Em nenhum momento  Jesus  prometeu  a  Terra  dos homens aos  seguidores  da Boa Nova. se converteram em sombrias ameaças como tiranos soezes. como trovoada que prenuncia tempestade imediata.  As afeições que insinuavam segurança e as amizades que produziam ruído.  avaliação  de  força  e  capacidade  são  medidas  aplicáveis  para  verificação de aprendizagem.  hoje  contraídos  em  ríctus  de  amargura.  A alfândega da cordialidade que trazia as portas abertas para os tesouros da  tua  alegria.  entre  doestos  sibilinos  e  acusações impiedosas.  Cicatriz é ônus que a ferida exige ao organismo para liberá­lo.  enquanto sombras densas comandam os teus painéis mentais.

 cultivadores da insensatez.  hoje  transformados  em  irmãos  atormentados.  Se  sentires.  recorda  dos  Espíritos  Infelizes.  ferindo­te até as entranhas.  enquanto  perseveres  no  cumprimento  do  dever  reto.  expulso  da  roda  da  comodidade  pelos  salteadores  da  paz  alheia.  todavia.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  estranhável.  (Mateus. ou do desesper o.  entregando­os  todos ao Excelso Benfeitor em regime de totalidade.  que  se  rebolcam  além  do  túmulo  em  desespero  e  rebeldia. dar­  te­á  Ele  desconhecida  coragem  e  ignorada  resistência. vos per seguir em e.  o  cerco  de  outras  forças  conjugadas  àquelas  que  pertencem  aos  teus  antigos  amigos. envolvendo­os na luz da oração. que pensam dominar as cidadelas da força nobre por dentro.  que  ora  está  sendo  levantado  entre  as  criaturas. por coerência.  Constatando.  tendo  em  vista  que  as  suas  fundações  só  a  pouco  e  pouco penetram na rocha dura das almas. a fim de permaneceres em paz.  portanto.  enquanto não  te  conheciam  e  criam na  possibilidade  de  subornar­te  a  alma  sensível.55 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  Todas  as  suas  doações  se  referem  ao  Reino  dos  Céus. comprazendo­se em os afligir e os azucrinar  — como fuga para a própria  desdita —.  desde  que  O  sigas  em  regime  de  fidelidade. quando houver des conseguido dominar  os ímpetos da  impaciência. Também passarão as  débeis perseguições que ora experimentas Içando o Espírito ao Amigo Divino. mais.  e  o  Senhor  é  Rei. dizei. cheio de  justa satisfação: “Fui o mais for te”.  porém. de vós par a convosco. na sua nobre estrutura.  silenciando­te  o  verbo.  Disse  Ele  que  o  “caminho  é  apertado”  e  “a  porta  estreita”.  Liga­te. Capítulo 5º — Item 18 parágrafo 2) . 5:11)  *  “Quando vos advenha uma causa de sofr imento ou de contr ariedade. de modo a ajudá­los. usurpadores dos bens de todos.  Não  é.  que  te  sintas  deslocado.  Passaram os enganosos favores que supunhas receber. sobr e  ponde­vos a ela. e. ao Senhor.  para  envileceres  a  mensagem  de  que  te  fazes  portador.  ante  a  impossibilidade  de  os  destruírem.  que  o  Evangelho  é  luz. da cóler a.  *  “Bem­aventur ados sois. Traem­nos ou aliciam outras forças para  engendrarem o combate.  no  qual  avanças  na  direção das estrelas. Invencíveis.  reservando  àqueles que lhe fossem fiéis o mesmo cálice que sorveu.  revestindo­te  de  dúlcida  alegria. no qual seriam esmagados. por  minha causa”. portanto. calcinando tuas horas ou amordaçando­te.  nessa  luta.  planejam  destroçar­te. utilizavam­se de oferenda mentirosa  das aparências para conquistar­te. mensageiro do Senhor.  disser em todo o mal contr a vós. conquanto não te  compreendam  o  gesto  fraternal  nem  creiam  na  honestidade  dele.  Pigmeus não enfrentam gigantes. quando vos injur iar em. não fossem utilizadas a astúcia  e a intriga. mentindo.  Renteando  com  eles.

 dará  o golpe.  Não  obstante  a  decepção  sofrida. .  embora  sofrendo.  O  servidor  da  gleba. não aguardou  mais tempo e blasonou:  “Parece o dono da Casa.  vigilante. quando menos se espere”.  era  dirigido  pelos  companheiros  mais  experimentados. laborando Infatigável.  em  clima  de  fraternidade  convidativa;  oportunidades  felizes  de  exercitar  as  lições  vivas do Mestre no convívio comunitário.  inspirando  respeito  A  ociosidade  que  estava  à  espreita. desconhecendo a escolha de serviços e a todos se entregando com  alto espírito de abnegação.  ofertando  largas  dádivas  de  alegrias:  amigos  gentis..  Tudo  sorriam  flores. almejando ensejo.  de  segura  aparência  interior.  O  estudante  da  lição  evangélica  anotou  o  apontamento  soez  e. Presunçoso e fingido. e apenas chegou ontem.  asfixiou  as  lágrimas  e..  bradou  por  uma boca  malsã:  “Tudo no  começo é fácil. envidou esforços e entregou­se ao labor.56 – Divaldo Pereir a Fr anco  23 ACUSAÇÕES E ACUSADORES  Quando  o  estudante  da  Boa  Nova  se  adentrou  pela  senda  luminosa  do  esclarecimento  renovador. prosseguiu confiante.  planejando  programas  abençoados  a  favor  da  própria paz e em volta dos passos que pretendia imprimir pela rota.  permitindo­se  arrastar  por  aspirações  superiores.  A maledicência que lhe seguia os passos.  incipiente.  coração  ralado.  A  princípio.  Passou  a  despertar  interesse  e  granjeou  simpatias. Merece desprezo e expulsão antes que seja tarde demais”.  Legitimamente  concitado  à  construção  dos  postulados  formosos  no  dia  a  dia das lutas.  Entusiasmo singular dominou­o com as mais agradáveis impressões que se  convertiam em convites à doação total.  sentiu­se  dominado  por  ignota  emoção.  orando  pelos  ofensores.  surpreendeu­o  através  dos  companheiros  de  trabalho  e  destilou  veneno:  “Interesseiro  e  falso  que  é.  como  se  se  encontrassem  realmente  forjados nos altos fornos do sofrimento e da abnegação; tarefas múltiplas favoráveis. superou os próprios melindres.  esclarecedores.  Será  que  pretende tomar todo o trabalho nas suas mãos? Não pergunta nada a ninguém e crê­  se auto­suficiente. Vejamos daqui a alguns anos”.  o  candidato  ao  bem  afervorou­se  mais  e  insistiu na realização dos serviços nobres.  A  inveja  que  lhe  não  perdoava  a  ação  elevada.

  estabeleceu  primado.. mas contigo também.  armou  áspera  e  alta  muralha;  todavia. estimulado. certo de que Jesus. O ácido da acusação indébita. O subõrno pelo dinheiro foi. esparzindo os fluídos do egoísmo em forma de ardilosas insinuações que  redundaram Inoperantes.  confundindo  os  frívolos  e  os  vãos..  multiplicando  óbices  e  malquerenças  onde  medrava  o  despeito  e  campeava  a  disputa  das  cogitações  inferiores. também.  transformando  o  antes  verde  campo  de  esperança  em  caos  de  dor  e  reduto  de  animalidade.  o  servo  do  Cristo  se  negou  saltá­la.  Embrulhado.  *  “Não te envolvas na questão deste J usto”.  e. Capítulo 5º — Item 19 parágrafo 4) .  a  calúnia resolveu  comparecer  ao  campo  das  ações  variadas.  desvelou os inimigos que jaziam ocultos e o fel do descrédito cobriu­lhe as pegadas;  o  enfado  antecipou­lhe  o  avanço  e  malquerença. então. todavia.  Santo Agostinho  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  Eles. então. e como não  conseguisse  desligar  da  órbita  dos  deveres  o  discípulo  afervorado.  Nosso  Pai. e insiste no bem.  se  impôs  o  compromisso  de  cravar  as  garras  nas  carnes  da  alma do operário incansável. O Cr isto vos disse que  com a fé se tr anspor tam montanhas e eu vos digo que aquele que sofr e. fez cerrado sitio e requisitou a seu serviço a  sensualidade. os teus acusadores experimentarão em breve o trânsito para a  própria libertação.57 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  A  viciação  segura  das  vitórias  incessantes  a  que  se  acostumara  nas  continuas investidas à fraqueza humana.  (Mateus.  com  os  recursos  de  que  dispunha.  confiantemente.  passou  a  engendrar  dificuldades.  convocou  a  vaidade que  envolveu  o  lidador no  incenso  da  palavra vã. pelos ardis da calúnia habilmente manejada pelas  mãos  da  mentira  que.  o  seareiro  da  luz  insistiu no  serviço edificante.  este. deixando­se abater..  * * *  Entrega­te  a  Deus.  cansado  e  humilhado. apesar da dor que o trespassava interiormente. até o momento da tua libertação.  afrontosa.  abraçada  à  ignorância. ficará sob a sua égide e não mais sofr erá. Perdoa­os. 27:19)  *  “O Senhor  apôs o seu selo em todos os que nele crêem. produzindo a impiedade.  porém.  e  deixa­te  conduzir  por  Ele  docilmente. e tem a  fé por  ampar o.  Ferida no  brio. que após os primeiros cometimentos foi rechaçada. nas  vibrações  da  prece.. haja o que haja.  Nesse  ínterim. a  Quem amas. continuará com eles.

  procedentes de outras pessoas.  possuindo.  disfarça­se. a aversão..58 – Divaldo Pereir a Fr anco  24 MÁGOA  Síndrome  alarmante.. o que vitaliza pelo pensamento.  Borra  sórdida.  produz  desequilíbrio  no  mecanismo  psíquico  com  lamentáveis  conseqüências  nos  aparelhos  circulatório.  utilizando­se  de  argumentos  bem  urdidos  para negar­se  ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento. Suas idéias..  De  fácil combate.  Normalmente  se  instala  nos  redutos  do  amor  próprio  ferido  e  paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço.  A magoa.  gerando  altas  cargas  tóxicas  sobre  a  maquinaria  mental.  A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em  que se origina. desdobrar­se em modalidades várias.  Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas. quase sempre.  que. nervoso.  em  habitando  os  tecidos  delicados  do  sentimento.  impossibilitando  a  cooperação  dos  socorros  externos. pode ser expulsa mediante a oração singela e  nobre.  O homem é. no início.  entorpece  os  canais por onde transita a esperança. a mágoa consegue  isolar  o  ressentido.  o  recurso  de. para sorrateiramente apossar­se de  todos os departamentos da emotividade.  digestivo. que termina por vitimar  o hospedeiro.  Muitas  distonias  orgânicas  são  o  resultado  do  veneno  da  mágoa. suas  aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre. engendrando cânceres morais irreversíveis.  de  desequilíbrio. sem dúvida.  todavia. não obstante desgovernar aquele que a vitaliza.  Ao seu lado.  * * *  Caça implacavelmente esses agentes inferiores.. . etapa grave do  processo destrutivo. instala­se.  aquelas  que  se  fizeram  as  causadoras  conscientes  ou  não  do  seu  nascimento.  Hábil. que conspiram contra a tua  paz.  a  presença  da  mágoa  faculta  a  fixação  de  graves  enfermidades  físicas  e  psíquicas  no  organismo  de  quem  a  agasalha. que estimula o ódio. emite verdadeiros  dardos  morbíficos  que  atingem  outras  vítimas  incautas. impedindo­lhe o ministério consolador.

 não terás  outra opção.  Aquele que te persegue sofre desequilíbrios que ignoras e não é justo que te  afundes. no fosso da sua animosidade.59 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  O teu ofensor merece tua compaixão.  Seja  qual  for  a  dificuldade  que  te  impulsione  à  mágoa.  *  “Quando estiver des or ando. danosos. se alastram pela  Terra de hoje.  Instado às paisagens Inferiores. se tiver des alguma coisa contr a alguém.  Ferido nos melhores brios.  que  virulenta  se  firmou.  gerando  o  nefando  comércio  do  sofrimento desnecessário. meus car os filhos.  Malsinado pela Incompreensão. desculpa. não valorizando ofensas nem considerando ofensores. pr ova melhor  do  que todos os r aciocínios possíveis. perdoa. impedindo que a mágoa estabeleça  nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz. aniquiladores. pestilenciais.  Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do  bem. nunca o teu revide. infelizmente. apura aspirações e não te aflijas. reage.  * * *  Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação  interior.  mediante  a  renovação de propósitos. para que vosso Pai que está nos Céus. a ver dade desta máxima do Eclesiastes:  A felicidade não é deste mundo”. Capítulo 5º — Item 20) . vos per doe as vossas ofensas”. ascende na direção do bem. além daquela: amar e amar sempre. com ele. per doai­  lhe. Isto.  Através do  cultivo de pensamentos salutares.  Incontáveis  problemas  que  culminam  em  tragédias  quotidianas  são  decorrência  da  mágoa.  (Marcos.  François Nicolas­Madeleine  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. pairarás acima das viciações  mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que. 11:25)  *  “Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! Exclama ger almente o  homem em todas as posições sociais.

. em crescente inquietude. de modo a serem certificadas do  ocorrido em circunstâncias favoráveis.  Não o lamentes.  Imantados à organização somática. .  O  choro  do  desespero  como  as  observações  malévolas. interrogam os  amigos que lhes vêm trazer o testemunho último aos despojos carnais.  acompanhando o acontecimento.60 – Divaldo Pereir a Fr anco  25 VELÓRIOS  Diante  do  corpo  de  alguém  que  demandou  a  Pátria  Espiritual. atropelam­se com outros desencarnados... não poucas vezes permanecem em  graves perturbações. Recorda­o lutando e renovando­se. ora por ele.  Em tais circunstâncias. cujo corpo velas.  desesperam­se..  benignas.  No silêncio a que te recolhes.  ou  possuem suficientes recursos de elevação moral a fim de serem trasladadas do local  mortuário. considerando a inadiável imposição do teu regresso à Espiritualidade. da qual são expulsos pelo impositivo da  morte.  Raras  pessoas  estão  preparadas  para  entender  o  fenômeno  da  morte.  De forma alguma registres mágoas ou desaires entre ti e ele. que nesse instante devem ser esquecidas. arrolando os insucessos que o martirizaram.  No mais das vezes. não obstante em outra dimensão.  a  fim  de  que  não  te  faças  pernicioso.  as  imprecações  quanto  às  blasfêmias  ferem­nos  à  semelhança  de  ácido  derramado  em  chagas  abertas. caindo. as renúncias que  se impôs e os sacrifícios a que se submeteu. os vínculos da  ira ou as cicatrizes do ódio ainda remanescentes.  nem  resvales  pelas  frivolidades. em demorado hebetamento ou terrível alucinação. embora continuem vinculados aos despojos. quase  sempre.  experimentando  asfixia  e  desassossegos  de  difícil  classificação. medita a posição que desfrutas nos quadros da vida  orgânica.  examina  o  próprio  comportamento.  * * *  Se desejas ajudar o amigo em trânsito.  O  velório  é  um  ato  de  fraternidade  e  de  afeição  aos  recém­desencarnados  que. evoca os acontecimentos felizes a que ele se  encontrava vinculado. que os surpreende com o “milagre da vida”. os gestos de nobreza que o  caracterizaram. as aflições em  rebeldia que experimentou.

 Capítulo 5º — Item 21.  Ajuda­o nesse transe grave. quanto a que experimenta  alguém que se despede de outrem.  que.  então. que defrontarás também.  *  “Deixai que os mor tos enter rem os seus mor tos”. amado.  a  consideração  à  dor  alheia.  ou  sofrerá  a  constrição  das  tuas  memórias  que  acionarão  desconhecidas  forças  na  sua  memória. o desencarnado vive.  fazendo  que  as  paisagens  lembradas  o  dulcifiquem  —  se  são  reminiscências  felizes  —  ou  o  requeimem  interiormente  —  se  são  amargas  ou  cruéis  —  fomentando  estados  íntimos  que  se  adicionarão ao que já experimenta.  A  frivolidade  de  muitos homens tem  transformado  os  velórios  em  lugares  de azedas recriminações ao desencarnado.  sintonizará  contigo..  (Lucas. pois.  E não pode haver uma dor tão grande na Terra. quiçá.61 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  Possivelmente ele te ouvirá as vibrações mentais.  quase  sempre batem em retirada.. pela desencarnação!  * * *  Sem embargo.  a  educação. 9:60)  *  “Vós. espíritas.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. sem compreender o que  se  passa.  onde  o  respeito. por ém. esse  por quem oras hoje seja as duas mãos da cordialidade que te receberão no além ao  iniciares. parágrafo 5) .. cenáculo de  anedotário  vinagroso  e  picante.  Unge­te. de piedade fraternal nas vigílias mortuárias.  sala  de  maledicências  insidiosas  ou  agrupamento  para  rega­bofes. quando. a vida nova. e comporta­te da  forma como gostarias que procedessem para contigo nas mesmas circunstâncias. recinto de conversas malsãs.. por tua vez. sabeis que a alma vive melhor  quando desembar açada  do seu invólucr o cor pór eo”.

  formando  uma  harmônica  tríade  para  o  nosso sucesso na materialização dos objetivos elevados que perseguimos.  Sofre o homem sublimando aspirações. pois.62 – Divaldo Pereir a Fr anco  26 DIRETRIZES  Cresce a planta atraída pelo sol.  A constante diretriz é crescer.  No mineral a vida repousa e dorme. No vegetal a vida sonha e sente. essa  filha  da  obediência  e  irmã  da  disciplina.  É necessário.  A  manifestação  da  misericórdia  divina  chega  à  Terra  em  diretrizes  imutáveis que são leis inamovíveis. que em nossos atos esteja presente sempre a ordem. sintetizou sublimes discursos na singeleza . Avança o rio buscando o mar.  No animal a vida se desenvolve e adquire instintos que a resguardam. Em tudo palpita a ordem.  No limiar da vida. em todo lugar  vibra o equilíbrio.  tanto  quanto  o  trilho que obriga a máquina a deslizar nele imprime­lhe diretriz segura para atingir o  objetivo ao qual se destina. o princípio espiritual são fascículos de luz. aos quais se afeiçoe.  A  reprimenda  não  tem  caráter  de  humilhação;  antes  é  advertência  para  evitar novo erro.  plasmando  nele  os  valores  da  ascensão ou da queda.  Engrandece­se o amor distribuindo bênçãos. aperfeiçoar. se manifesta o vigor da Lei. superar.  Renova­se a árvore desdobrando ramos e enrijando fibras.  * * *  Modela­se  o  vaso  saindo  da  lama  desprezada  graças  às  ágeis  mãos  do  oleiro; a utilidade doméstica toma forma sob a lâmina vigorosa do instrumento que  fere a madeira.  No  anjo  a  vida  se  liberta  e  engrandece. aprimorando­a para se tornar comodidade e conforto; encandece­se o  minério e se faz moldável ao império do calor que o aquece; aprimora­se o homem  através  dos  atos  que  lhe  traçam  os  dias  na  terra.  A  bitola  que  limita  também  ministra  a  bênção  da  direção.  O  chicote  que  vergasta  nem  sempre  está  punindo;  não  poucas  vezes  trabalha pela retificação do infrator.  Examinemos  com  a  necessária  atenção  o  ensinamento  do  Mestre  que.  desejando administrar­nos preciosa lição.  No  homem  a  vida  se  levanta  e  compreende. fomentando o progresso.

 a ver dade e o er r o. nem pr omoção!”   Delfina de Girardin   (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. longe de fugir em ao per igo. pois. o Espiritismo vos esclar eça e recoloque. Capítulo 5º — Item 24. parágrafo 5) .63 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  deste postulado: “Conhece­se a árvore pelo fruto”. tão singular mente defor mados pela vossa cegueir a!  Agireis então como br avos soldados que. par a vós.  (João.  Para que te possas tornar conhecido como discípulo do Senhor é necessário  agires no bem. 13:35)  *  “Que. pr efer em  as lutas dos combates ar r iscados.  *  “Nisto conhecer ão todos que sois meus discípulos.  se vos amar des uns aos outr os”. infatigàvelmente. sob ver dadeir os  pr ismas. deixando que se compreendesse  que os seus seguidores se fariam identificar pelos atos. Para tal é imprescindível que imprimas em todos os  compromissos  a  austera  diretriz  do  Evangelho  vivo  e  vibrante  como  normativa  segura para a própria felicidade.  à paz que lhes não pode dar glór ia.

  disciplinado  pela  continência  e  educado  na  contenção. é contigo”. o cultivo de idiossincrasias. atestado inequívoco de devoção ao bem e à verdade. à intolerância e à perniciosidade. os ideais nobilitantes da vera Humanidade. que é cantinho de redenção.  enquanto  os  crucificados  permanecem  em  silêncio.  e  o  corpo.  Quando.  * * *  Falar­te­ão  da  necessidade  de  poupares  as  tuas  energias  quando  aplicadas  ao  Bem;  conclamar­te­ão  à  inutilidade  do  nada  e  à  vaidade  enganosa.  em  geral. nos  turbulentos  dias  da atualidade;  estimular­te­ão emoções grosseiras.  caro  amigo. fascinado pela quimera perceberes o engodo em que caíste  e  desejares  retornar;  quando  descobrires  que  tudo  não  passou  de  um  sonho  de  loucura acalentado numa hora  de  angústia; ao  perceberes  que  estes  na Terra  e  que  por  enquanto  o  Planeta  se  mantém  sob  o  fragor  das  provações  e  o  sopro  dos  sofrimentos  e  desejares  buscar  aqueles  que  foram  comparsas  da  tua  desdita. porém.  tu  que  emboscaste  o  Cristo  no  coração  e  o  atiraste  fora..  objetivando a redenção do próprio espírito.  Sacrifício é.  como  explicando  a nulidade  do  investimento homem.  Logo. qual  estupefaciente  que  absorvido  produz  o  sonho  ilusório.64 – Divaldo Pereir a Fr anco  27 SACRIFÍCIO  Não  cogites  de  eliminar  da  órbita  das  atividades  a  que  te  vinculas.  Examina a história dos crucificadores e vê­los­ás triunfantes sob o aplauso da ilusão  enlouquecida.  Outras bocas apresentarão aos teus ouvidos os convites da felicidade..  no  lodo  da  paixão?  Agora.  As  mãos  que  se  calejam  no  afã  sublime  da  produtividade  perdem  a  sensibilidade  às  coisas  vãs  que  agradam  a  cobiça  e  a  insensatez. através  do martírio  de  que  foram  instrumento.  Todos  os  pés  que  transitam  pelas  dificuldades  aprendem  a  contornar  obstáculos  e  a  vencer  impedimentos.  transforma­se  em  veículo  dúctil  e  nobre  ao  cumprimento  dos  deveres  superiores da vida. .  possivelmente não os encontrarás receptivos nem ateveis ao teu lado...  Consultados  dir­te­ão:  “Não  sabias?  Que  esperavas  do  mundo.  carregados  em  triunfo  momentaneamente. também.  porém. fazendo­te aferrado  ao azedume.  antecedendo  o  despertar  da  crua e inditosa realidade.  eles  passam  e  aqueles  que  foram  as  suas  vítimas  levantam­se  do  olvido  para  perpetuarem. o sacrifício.

  sacrificando­se  sempre  para  a  fulguração  perene como Rei Excelso em plena Glória Solar. somente na via da soledade. de antemão e sem pesar. o encontro e a convivência com as pessoas mal cheirosas  dos  caminhos.  Sacrifica  à  vida  a tua  vida  para  que  a  paz  te  entesoure as  moedas da harmonia interior. em afr ontar  o per igo.  antes. à conclusão do porque Ele.  em  regime  de  misericórdia  para  com  os  pecadores  e  infelizes  até  a  hora  da  cruz  de  ignomínia  e  de  horror.  *  “O r eino dos céus é tomado à for ça. o peso do remorso e o travo  de amargura sem nome. com sacrifício te imporás o recomeço  difícil e necessário.65 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  Verificarás.  renunciando.  (Mateus.  Chegarás. teu Amigo Divino. Capítulo 5º — Item 29. às jornadas  a pé sob sol causticante. e os que se esfor çam. depois.  olvidando  vaidades  e  superstições. parágrafo 2) .  Sacrifica­te.  não  cedendo  ao  mal. quando se tr ate de  ser  útil. o sacrifício da  vida se for  necessár io”   São Luiz  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. todavia.  são os que o conquistam”.  pois. preferiu o  sacrifício a todo instante. então. desde as palhas úmidas de um estábulo pobre. 11:12)  *  “O ver dadeir o devotamento consiste em não temer  a mor te. Nessa hora. em fazer .

  a  contrariedade  lhe  tisna  a  lucidez. pensa  nos que não conseguem ouvir.  Necessário é.  E há tanta beleza e harmonia na Terra!  No  entanto. E  os  que  se  te  afiguram  desgraçados.  Se desfrutas saúde.  apenas  parecem.  Diz­se  comumente  que  a  vida  não  merece  ser  vivida. .  Por  qualquer  insignificante  problema. examina a situação dos desabrigados.  Aqueles  que  te  parecem  felizes.  reportando­se ao seu valor somente quando as circunstâncias o privam de qualquer  uma dessas concessões.66 – Divaldo Pereir a Fr anco  28 GRATULAÇÃO  No torvelinho das aflições. evoca os limitados na paralisia. considera os padecentes das múltiplas enfermidades.  pois  que  somente  decepções e lutas se amontoam por todo lado. recorda os que a perderam. Se dispões da audição.  Se  te  fizeste  pai  ou  mãe. exaltando a  glória do viver.  tem  em  mente  os  que  não  lograram  fruir  tal  aspiração.  Ninguém na  Terra  se  encontra  afortunadamente  completo.  fácil é para o homem esquecer­se das doações  superiores com que o Senhor da Vida o aquinhoou. sem outra aspiração.  estão  temporariamente  resgatando  dívidas.  dirigidos  por  sábios  desígnios.  Se és aquinhoado com um lar. aquela que conduz à plenitude  permanente. Habituados à ambição desenfreada.  Se podes movimentar­te. medita a respeito dos que nada possuem. sair um pouco do castelo do eu para examinar com  lucidez a Casa do Pai Criador e valorizar os tesouros de que pode dispor.  fazendo que blasfeme ou se desgaste em injustificável rebelião.  Se reténs os valores transitórios. em torva conspiração contra a paz. a dos valores imperecíveis. portanto. tem paciência e espera.  * * *  Se possuís visão.  não  as  aquilata  devidamente.  como  ninguém  há que esteja em abandono total.  da vida somente desejam gozar.  Gratidão é rara moeda entre os homens.  Mas se te escasseia esta ou aquela dádiva.  acostumado  às  bênçãos.

 dando glór ia a Deus. decepções.  e. sem embargo não se fazem reconhecidos  do Senhor pelos alvos lobrigados. encontr am consolação em a fé no futur o.  atormentado. dor es físicas.  acumula dificuldades. voltou.  Todos rogam atingir novas metas. 17:15­16)  *  “Todos os sofr imentos: misér ias. as aflições caem com  todo o seu peso e nenhuma esperança lhes mitiga o amar gor  – foi isso que levou  J esus a dizer : Vinde a mim todos vós que estais fatigados. ou que simplesmente duvida.  mediante  a  humildade ante as provações redentoras.  incompreendido.  Gratidão.  permaneceu  tranqüilo  e  fiel  em  confiança  absoluta. per da de seres  amados.  *  “Um deles. em alta voz.  A  vida  é  um  desafio  que  merece  carinhoso  esforço  de  coragem  e  significativa contribuição de trabalho. Sobr e aquele que.  significa  o  mínimo  que  se  pode  responder a esse empreendimento que é a reencarnação. por egoísmo.  Jesus.  agradece  a  Deus. ao contr ár io.  Convidado  diretamente  ao  desespero.  por  isso.  abençoando  por meio da confiança no futuro as horas difíceis do presente.  como  do  testemunho.  Em  qualquer  situação  em  que  te  encontres. recua na direção da paz já desfrutada. em a confiança na justiça de  Deus.  como a expressar Sua sublime gratidão. necessárias.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  negligente. o  pr ostr ou se com o r osto em ter r a aos pés de Jesus. Capítulo 6º — Item 2) . que eu vos aliviarei”.  Ser  grato  pela  oportunidade  de  crescer. desaire ou precipitação.  nas horas  da  agonia.67 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  * * *  Os  problemas  são  frutos  da  inércia  do  próprio  homem  que.  Reconhecido  ao  Pai  Amantíssimo.  mesmo  perseguido.  não  olvides  as  alegrias  fruídas.  conduzido à rebeldia. vendo­se cur ado. agr adecendo­lhe”.  (Lucas. que o Cr isto veio ensinar aos homens.  nada esper a após esta vida.

  gravaram  as  instruções  do  Mundo  Superior.  Mediante  a  instrução.  preparado  com o trigo da sabedoria para sustentação das criaturas todos os dias.  o  livro  é  pão  da  vida.  foram  peremptórios  nos  postulados  do  amor  e  da  instrução. desde Hamurabi.  papiros.  retratando  a  jornada  do  inesquecível  Rabi  Galileu.  peles.  Foi por essa razão que os Espíritos Superiores.  construindo  idéias. encarregados de apresentar  ao emérito Codificador do Espiritismo as linhas básicas da Religião da Humanidade  para  o  porvir.  Antes disso.  Em todas as épocas. refletindo aquele sentimento com o qual Jesus nos amou.68 – Divaldo Pereir a Fr anco  29 LOUVOR AO LIVRO ESPÍRITA  Fixa­se na  epopéia  da  Boa  Nova  o  verbo  divino  relatado  pela  palavra  dos  evangelistas.  que  é  construção  e  preservação  da  paz  no  íntimo.  ontem  como  hoje.  a  palavra  sadia  é  semente  de  luz  atirada  ao  solo  dos  séculos  pela excelsa providência de Nosso Pai. madeiras e papel.  No amor o homem sublima os sentimentos e marcha no rumo nobilitante da  felicidade.  para  que  este  não  se  entorpeça nem se envileça ante as paixões individuais ou as expressões poderosas de  grupos.  a  criatura  se  liberta  das  amarras  da  ignorância.  heróis  do  pensamento  e  santos  da  ação  relevante.  ensejando  à  posteridade  de  todos  os  tempos  a  incomparável  mensagem  de  redenção  para  os  homens.  ora  através  do  livro  abençoado. pergaminhos.  estabelecendo  a  ponte  de  luz  entre  os  abismos  que  o  separam  dos  objetivos  que  persegue. que registrava em estelas de pedras a intuição  do Alto.  levantando  impérios.  como  corolários essenciais da Caridade.  * * * .  A  instrução. ora na eloqüência do  discurso  oral. como contribuição inalienável da felicidade humana. atestando a Sua comunhão com as criaturas.  Assim  considerando.  pedras.  homens  inspirados.  em  tijolos.  no  sentido  superior  da  educação. amparando e ajudando em nome de Jesus. desde as mais recuadas.  consegue  conduzir  o  amor. o verbo. oferecendo preciosos legados para as idades  futuras.  tem  sido  mensagem  de  Deus  que  chega  à  Terra. dando origem aos códigos de moral que norteariam os passos das criaturas  na  direção  do  bem.  a  fim  de  conclamar  mentes  e  corações  ao  nobre  ministério  da  evolução  ­­  Retratando  estágios  das  diversas  civilizações.

 trazer ­vos a ver dade e  dissipar  as tr evas. todos vós que sofr eis”.  com  a  madrugada  da  Era  Nova  de  que  o  Espiritismo  se  faz  mensageiro.  dela  faz  um  livro  divino  para  ofertar­nos  preciosas lições de amor e sabedoria com que prossegue conclamando­nos à ventura  plena e à paz integral.  e  estaremos  libertando  desde  agora  o  mundo  de  amanhã. que é o Santo Espírito. r euni em  feixes o bem espar so no seio da Humanidade e disse:  Vinde a mim. na qual  padecem  os  espíritos  jugulados  ao  passado  delituoso  ou  atados  às  reminiscências  dolorosas  sob  o  talante  com  que  renasceram para resgatar e libertar­se. tem que lembr ar aos incr édulos que acima deles r eina a imutável  ver dade: o Deus bom. o Consolador .  Semeemos.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  os  indivíduos  se  atiram  em  louca  e  desabalada  correria  pelos  sombrios  meandros  da  indiferença. luarizando com a palavra espírita inserta no livro  libertador a  grande noite  da ignorância.  no  justo  momento  em  que  desajustados.  até  hoje  trabalha. Escutai­me. 14:26)  *  “Venho.  Como um ceifeir o.  ou  vencidos  pelas  labaredas do ódio. aquele que esparze alegria.  ensina  e.  O livro espírita. de modo a renovar as expressões da criatura em nome da paz.  o  livro  consegue  silenciosamente  modificar  o  statu  quo  e  erguer  os  ideais  que  jazem  amortalhados  sob  o  pavor  ou  dormem  em  baixo  das  cinzas  da  destruição. transcende a própria contextura.  pois. Capítulo 6º — Item 5) .69 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  Quando  o  canhão  ameaça  e  a  bomba  dizima.  O  livro  espírita. do descaso.  tomando  a  Natureza  como  motivação  superior. pois.  sobretudo. o que  oferta  medicamento. vos ensinar á todas as coisas  e vos far á r ecor dar tudo o que vos tenho dito”.  o  que  distende  linfa  generosa. Revelei a doutr ina divinal. pois que nele são registradas as  experiências dos que passaram pela Terra e superaram o portal de cinza e lama da  sepultura.  guarda  o  hálito  superior  da  vida  para  a  manutenção  das  aspirações  da  Terra.  nesse  sentido.  (João. O Espiritismo. o que planta o futuro.  mas.  o  que  concede  agasalho. da  liberdade e do amor.  *  “Por ém. que faz com que ger minem as plantas e se  levantem as ondas.  Bem­aventurado seja. como o fez antigamente a minha  palavr a. o que doa pão.  Jesus.  o  livro  espírita. o Deus gr ande. preservando a palavra do Mundo Maior para a clarificação  do mundo menor. do cinismo e da criminalidade.  que meu Pai enviar á em meu nome.  o  Mestre  por  excelência. como outr or a aos tr ansviados filhos de Isr ael.

 dor e  desassossego inimaginável. fogem à realidade até  que  a  desencarnação  os  surpreende  tardiamente  com  as  realidades  verdadeiras  da  vida.  atiram­se  ao  desalento. encetando a partir daí longos períodos de sombra.  assim como colhemos consoante a qualidade dos grãos que ensementamos.  Suas  resistências  são  todas  comandadas  pelos  impulsos  da  ira  ou  da  insatisfação.  * * *  Tu que ouviste a  voz da mansuetude do Cristo e que te  encorajaste face à  grandeza da Sua vida.  muitos  se  auto­afirmam  pelos  desmandos. ante qualquer cometimento  que te produza dor e que seja rotulado como desgraça ou infortúnio. . lógica e  produz. desgarram se  para os “sonhos róseos” dos estupefacientes e barbitúricos. distantes das reações construtivas da inteligência que discerne. gerando  males muito mais danosos do que aqueles dos quais pretendem fugir.  A resignação para eles é cobardia moral no entanto.  Quando os insucessos lhes drenam as ambições desmedidas.  quando  não  partem  para  as  reações  abastardantes  da  crueldade ou do cinismo. a resignação para os aficcionados da  violência  e  do  prazer  é  manifestação  patológica  que  tipifica  as  personalidades  anômalas.  Se  as  enfermidades  chegam. fortalecendo o ânimo. em dissipações inomináveis a que se arrojam.  Porque  os  seus  planos  colimam  resultados  diversos  aos  que  aguardavam. vituperam.  exasperam­Se. resigna­te.  intoxicando­se interiormente com as emanações venenosas do inconformismo. das quais se afastaram. pelo sofrimento.70 – Divaldo Pereir a Fr anco  30 RESIGNAÇÃO  Na  atual  conjuntura  intelectual  do  planeta  e  considerando­se  o  clima  de  rebeldia que irrompe virulenta por toda a parte. Recebemos conforme damos. ferozes e se destroçam nos abusos do  sexo e do álcool.  Nada ocorre por capricho pernicioso da vida.  Diante  do  conceito  disparatado  e  frágil.  Diante  das  necessárias  provações  que  os  colocariam  nas  corretas  engrenagens da máquina da vida. quando convidados às paisagens da reflexão.  bandeando  para  a  revolta.

  O cor ação bate então melhor .  Se te convocam ao ódio — resigna­te e confia.  Se te convidam ao revide — resigna­te e ora.  (Mateus. é vida. por  isso que o cor po tanto menos for te se sente.  que eu vos aliviar ei. quanto mais  pr ofundamente golpeado é o Espír ito”.  que  não  dispõem  de  energias  para  se  reorganizarem e prosseguirem na atitude reta. também. na direção da vida eterna.  Os dias sempre e inevitavelmente se sucedem para bons e maus.  refletindo  na  claridade  forte  e  pujante do tempo a manifestação — resposta dos nossos atos nas mesmas expressões  com que desde hoje as produzimos. todos vós que estais aflitos e sobr ecar regados.  Os  que  se  encastelam nas  chacinas  e nos  desvãos  da  anarquia. 11:28)  *  “O sentimento do dever  cumpr ido vos dar á r epouso ao Espír ito e resignação.  *  “Vinde a mim. e vida abundante. e ninguém  se  eximirá  jamais  ao  amanhã  que  a  todos  alcança.  Se te afrontam com agressões — resigna­te e agradece a Deus.  são  meninos  medrincas.  Resignação.71 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  Resignação  significa  coragem  e força  na  voragem  do desespero.  Somente  os cristãos autênticos e os homens possuidores de elevados ideais se fazem capazes  de resignar­se quando o desalento e a alucinação já se apossaram de outros seres. a alma se asser ena e o cor po se for r a aos  desfalecimentos.  dizendo­se  superiores.  O Espírito De Verdade  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. Capítulo 6º — Item 8) .

 compreendendü a  necessidade de aproveitar as horas.  Enquanto o homem não se abrasa da certeza da vida superior.  ante  os  conceitos  gastos da falsa moral.  deixando­se  conduzir  pela  Sua  Diretriz  segura  que governa o Universo.  Toma diversas aparências conforme as necessidades das circunstâncias em  que se manifesta.  Serva  fiel  do  dever.  Adiante é perdão a serviço da paz de todos.  doação  plena  e  total  às  Suas  mãos. Tão nobre que se desconhece a si mesma.  Atravessa  uma  existência  sem  despertar atenção. produzindo esperança.  Além é bondade discreta. esquecida de si mesma.  se  firmaram  na  humildade  por  saberem  do  pouco  valor  que  representavam  ante  as  grandes diretrizes da vida.  Todos  os  grandes  heróis  do  pensamento.  Hoje é indulgência para oferecer nova oportunidade.72 – Divaldo Pereir a Fr anco  31 AINDA A HUMILDADE  A força da humildade!  Grandiosa.  É  sempre  a  presença  de  Jesus  edificando  a  felicidade  onde  quer  que  escasseie a colheita de luz.  e nisso  reside  a  essência  do seu valor.  passa  na  maioria  das  vezes  como  fraqueza.  A humildade é muito ignorada.  produzindo  com  objetividade na  direção dos  fins que busca colimar. não malbarata  o  tempo  nas  frivolidades  habituais  que  exaltam  os  ouropéis.  Sabendo que a Terra é uma escola de experiências e ensaios da vida para a  verdade.  Amanhã é beneficência para manter a misericórdia. cedendo a benefício geral.  os  mártires  da  fé  e  os  santos  da  renúncia  para  lobrigarem  o  êxito  dos  objetivos  a  que  ligaram  a  existência. a humildade  não lhe encontra guarida.  somente  é  possível  quando  inspirada  nos  ideais  da  verdade.  Virtude  excelente  é  precioso  aroma  de  sutil  característica  que  vitaliza  os  que a conduzem.  A  humildade  em  última  análise  representa  submissão  à  vontade  de  Deus.  porém.  Aqui é renúncia.  A  humildade.  Avança  sempre. . do mundo somente lhe vê as oportunidades de progresso.

 Entr etanto. 20:27)  *  “A humildade é vir tude muito esquecida entr e vós. podeis ser   caridosos com o vosso pr óximo?”   Lacordaire  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  Cultiva a humildade.  Aprende  a  considerar  o  labor  alheio  e  produze  o  teu  serviço  cônscio  da  significação  do  que  realizas.73 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  * * *  No  culto  da  humildade  não  tenhas  a  presunção  de  resolver  todos  os  problemas que te chegam.  (Mateus.  fazendo tudo aquilo para quanto veio e depois retornou. a tua função no concerto das coisas consciente de  que tua colaboração é preciosa e deve ser doada. Faze.  É  inatingível  pelo  mal  em  qualquer  expressão como se apresente. sem humildade. Preocupa­te em desincumbir­te fielmente dos deveres que  te dizem respeito. não desconsiderou a  carpintaria  singela  de  José;  caminhou  imensos  trechos  descampados  de  solos  agrestes a serviço do amor; conviveu com os mais difíceis caracteres sem melindres.  e  a  zombaria  não  a  humilha.  ainda  aí  não  usou  a  presunção  de  convencer  a  ninguém. sereno.  A humildade pela força da sua fraqueza nunca vai ser atingida: a lisonja não  a  envaidece.  Olha o firmamento e faze um paralelo: as estrelas faiscantes e tu!  Compreenderás o valor da humildade.  a  Sua  vida  é  convite  para  que  meditemos  e  vivamos.  * * *  Conquanto Jesus fosse o Arquiteto Sublime da Terra.  No  entanto. seja vosso ser vo”.  Responderás  diante  da  vida  não  pelo  que  gostarias  de  ter  proporcionado. portanto.  adornando de belezas o que passe pelo crivo do teu interesse e do teu zelo. Bem pouco seguidas são os  exemplos que dela se vos têm dado. Capítulo 7º — Item 11.  Tão  igual  se  fez  aos  infelizes  que  o  acompanhavam  que  nem todos acreditaram fosse Ele “o escolhido”.  Não  ambiciones  a  tarefa  que  te  não  diz  respeito. por mais insignificante que te pareça.  Lição  viva  e  desafiadora. Sem abandonar os a  quem veio amar.  Qualquer tarefa.  sem  falsa  superioridade. é de alta importância  no conjunto geral. parágrafo 3) .  mas  pelo  que  tiveste  diante  das  possibilidades  e  de  como  te  comportaste  ante  a  ensancha.  incorporando  à  nossa  existência  essa  pérola  sublime  da  redenção  espiritual: a humildade!  *  “Aquele que quiser  tor nar ­se o maior .

  São afáveis por compromisso dos  interesses imediatos.  Não exclusivamente as sombras. que provocam inveja e trabalham pela loucura.  Cercados  por  Amorim  compulsórios. frustram­se.  A  enfermidade  que macera ajuda a  valorizar  a  saúde  e  desperta  o  homem  para a própria fragilidade orgânica.  aparecem  de  sorrisos  largos  os  cultores  da  alegria  efêmera  e  coração  estilhaçado  pela  ansiedade.  que  os  utilizam  para  suas  próprias  ambições.  Os desencantos doem.  Afadigados  sob  o  peso  das  ambições.  Não unicamente os desencantos. trabalhando pelo seu labor imortalista.  obrigados  pela  compulsória  da  bajulação  popular  a  desvios  da  realidade  até  às  alucinações odientas.  Os  pedregulhos  dilaceram  os  pés.  todavia.  * * *  O espinho que fere defende a rosa.  sempre  em  guarda  contra  os  outros  que.  os  recursos  para  o  repouso.  sob  as  luzes  abundantes  quão  transitórias  dos  refletores da glória. também a saúde. e experimentam soledade interior.  segundo eles.  facultam. que oferece possibilidades de avanço na direção dos objetivos.  Não apenas os pedregulhos.  são  parte  da  segurança  na  estrada.  Todos  os  que  deambulam  no  carro  fisiológico. de modo a oferecerem forças para as atividades da luz.  Invejados  são  também  invejosas.  também. são constante ameaça ao trono onde brilham e se desgastam. enquanto convocam a mente e o sentimento para as  esperanças e as alegrias da vida espiritual.  As  sombras  amedrontam. porém a claridade do dia.  Não só a enfermidade.  que  o  despertar  próximo  ou  remoto  transformará em travas de desesperação. e esta ignora que se evolando no leve ar  da manhã aromatiza em derredor. malgrado as multidões que  os ovacionam. mas as rosas também.74 – Divaldo Pereir a Fr anco  32 COM DISCERNIMENTO  Não somente os espinhos. igualmente a estrada. senão as esperanças e as alegrias.  Profissionais  do  bom  humor  experimentam  o  travo  insolvente  do  cansaço  que  não  podem  revelar.  gostariam  de  estar  guindados  aos  tronos  da  vaidade. trabalhando para a  insânia  das  vacuidades  impreenchíveis. .  entretanto.  enganados  momentaneamente  pelas  limitações  da  caminhada  humana.

  Desse  modo.  A  ansiedade  descabida  pelo  triunfo  na  Terra  significa  desequilíbrio  da  razão.  pedregulhos  de  maldade. evita o desânimo e desatrela­te do  carro da amargura.  Sofrimento.  portanto.  sombras  de  perseguição. para discernimento na jornada do Rabi.  a  fim  de  os  alçar à  felicidade  que  aspiram  e  não sabem  como por ela esforçar­se.  Considera que exame é teste de avaliação das conquistas.  que  representa  a  Paternidade  Divina  no  teu  coração; e orando pelo pensamento e através dos atos.  As  paixões  de  qualquer natureza  vinculam  o  espírito  às  formas  primeiras.  também  significa  desgaste  para mudança de tom vibratório.  impedindo­o de plainar acima das vicissitudes. que avança sem cessar e adorna  tudo;  inspirado  pelo  ideal  do  amor.  Na enfermidade o convite à prece.  quando  convidado  aos  testemunhos  da  vida.  Nos pedregulhos o reforço da estrada.  deste  ou  daquele  matiz.  Em  toda  parte  defrontarás  a  dor  trabalhando  silenciosamente  os  espíritos.  Prova  constitui  técnica  de  valorização  dos  bens  adquiridos  nos  empreendimentos do caminho humano.  perdendo  o  que  se  convencionou chamar “a oportunidade de gozar”. .  essas  abençoadas  oportunidades  de  superação  de  ti  mesmo.  * * *  Não  te  facultes  espezinhar.  Nos desencantos a superação da forma física.  Nas sombras a oportunidade da meditação. no ritmo da evolução.  Fortemente vinculado ao espírito da vida.  mesmo  quando  rebelados. em que não faltaram  espinhos  de  ingratidão.  Reflete.  A acrimônia contumaz responde pelo primarismo de quem a cultiva. poderás alcançar a fortuna da  paz  interior  e  acumular  os  tesouros  da  alegria  plena.  ludibriado  ou  aparentemente  vencido. assim.  O desespero face às lutas caracteriza as disposições inferiores do ser.  enfermidades da inveja e desencantos da deserção dos companheiros mais queridos. * * *  Nos espinhos está a segurança das rosas.  O  labor  de  qualquer  natureza afere as resistências de quem se propõe a maiores realizações.75 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  * * *  A rebeldia contra o sofrimento é minoridade espiritual.  que  bastarão  para  a  concretização da felicidade do teu espírito.  Ninguém  confia responsabilidades  maiores àqueles  que não  se  permitiram  promover  antes  as  inquirições  selecionadoras  dos  tipos  e  das  realizações  conseguidas.

 discer nir  o aspecto do céu. na ver dade.76 – Divaldo Pereir a Fr anco  enquanto Ele prosseguiu sem desfalecimentos até o fim. se esse ajudante.  *  “Sabeis.  er guesse a enxada par a fer ir  o seu patr ão? Diríeis que é hor r ível e que ele  mer ece ser expulso”. em vez de tr abalhar .  Ferdinando.  e não podeis discer nir os sinais dos tempos?”  (Mateus. Espírito Protetor   (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. Capítulo 7º — Item 13) . em qualquer lugar e em qualquer circunstância. 16:3)  *  “A natur eza do instr umento não está a indicar  a que utilização deve prestar ­se?  A enxada que o jar dineir o entrega a seu ajudante não mostr a a este último que  lhe cumpr e cavar a Ter r a? Que diríeis. de modo a legar­nos a lição  da resistência contra o mal.

 tornado afável. modificarás as disposições negativas e te renovarás. e com o preço mínimo de um sorriso considera a coleta de júbilos que dele se  deriva e que poderás colher. a claridade das manhãs. o sorriso delicado.  caminhando  por  sendas  de  cruas  dificuldades.. pela cegueira e pela mudez. da revolta.  pede exaltar a beleza das paisagens.  Enseja­te um coração afável. . esquecendo as  fartas concessões que o teu coração.  sentes  verdadeira  conjuração dos  fatores que  conseguem.  embora  enfermo  e  asceta.77 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  33 UM CORAÇÃO AFÁVEL  A complexidade da vida moderna parece conspirar contra a tua paz interior  e.  conseguia  cantar  as  belezas  da  “irmã  natureza”.  solapando os alicerces da tua estrutura emocional. se te permitires ligeira análise das possibilidades que fluem ao teu  alcance. a fragrância das flores.  Experimenta aplicar esses valores desconsiderados que são a palavra gentil. a paciência generosa.  Não  obstante  o  conforto  que  deriva  das  facilidades  ao  acesso  de  grande  parte  dos  homens.  também  num  halo de felicidade interior. conquanto limitada pela surdez.  fazendo da existência um hino de louvor à vida.  o gesto simpático.  Gandhi. dilata a visão do bem no panorama das tuas  horas.  abraçou a causa da “não violência” e deu­se integralmente aos aflitos e necessitados  em constantes recitativos de amor à vida e abnegação pela vida.  maquinalmente  conduzido  pela  multifária  engrenagem. por fim. dos “irmãos pássaros”.  dos  “irmãos  animais”...  Todavia.  apesar  de  dispor  de  vastos  recursos  para  o  triunfo  mundano. ou irritação  por  coisa  de  monta  insignificante  produziu  um  mal­estar  na  execução  do  teu  programa?  Lutaste  para  conservar  a  mágoa. e fortunas de verdadeira  alegria  espalharão  moedas  de  bem­estar através  de  ti. porque insignificante problema toldou a luz do teu amanhecer. poderia  conseguir!  Simplifica o teu roteiro de ação.  Helen Keller.  disputando  a  tarefa  de  parecer  e  ser  infeliz.  envolvendo­te.  experimentas  sérias  conjunturas  afligentes  que  te  molestam. sulcar a tua face  com os sinais da  intranqüilidade.  Corações afáveis!  Quantas  oportunidades  desperdiças  de  semear  júbilos  fora  e  dentro  de  ti  mesmo.. do azedume.  Francisco  de  Assis.

  que  até  hoje  é  a  mais  fascinante  História da Humanidade.  uma  moeda  insignificante.  (Mateus.78 – Divaldo Pereir a Fr anco  Jesus. parábolas e poemas que o homem jamais escutou.  dilatando  o  seu  coração  afável. disseminando bênçãos.  Exclui toda idéia de egoísmo e de or gulho”  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  Começa.  peixes  e  rede.  jovens  homens  da  terra  e  velhos  marujos  decididos.  uma  mulher  atormentada  por  obsessão  pertinaz.  depois. Um grão de mostarda.  sensibilizando.  a  experiência  de  manter  um  coração  afável. Capítulo 8º — Item 3) .  contou  as  mais  belas  hipérboles  e  hipérbatos.  a  princípio.  *  “Bem­aventur ados os limpos de cor ação.  um  príncipe  petulante  e  douto.  desse  modo.  incontáveis  corações  para  com  eles  inaugurar  um  reino  diferente  de  amor.  uma  pérola  luminosa.  um  cobrador  de  impostos  rejeitado.  talentos  e  sementes receberam  da  sua afabilidade  um  toque especial  de  beleza  que  comoveram. por que eles verão a Deus”. 5:8)  *  “A pur eza do cor ação é insepar ável da simplicidade e da humildade.  algumas  varas.  desde  agora.

79 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis) 

34 ACIDENTES 

Talvez possas evitá­los.  Surgem  impulsionados  por  força  descontroladas,  por  injunções  negativas,  produzindo acerbas dores de conseqüências quase sempre funestas.  Na atualidade convulsionada por força tiranizantes que conspiram contra o  equilíbrio geral, ocorrem inumeráveis e adversos, graças à densidade populacional e  à expressiva soma de veículos que transitam pelas ruas do mundo, desabaladamente.  Cada minuto as estatísticas registram expressões alarmantes de acidentados  que  resgatam,  em  agonias  longas,  velhos  processos  espirituais  que  os  atingem,  incoercível, inevitavelmente.  Em  face  disso,  refugia­te  na  oração  e  entrega­te  às  mãos  sublimes  do  Cristo, facultando que os Seus mensageiros conduzam os teus passos com segurança  e tranqüilidade pelas rotas em que tens de avançar na direção do futuro.  Surpresas  dolorosas  espiam  nas  esquinas  das  ruas  e  se  guardam  nos  alcouces das mentes alucinadas.  Muitos  daqueles  que  cruzam  com  os  teus  passos  ou  te  provocam  reações  inesperadas  estão  ultrajados  pelos  Espíritos  Infelizes,  iguais  a  eles  mesmos,  atormentando­os, quanto atormentados se encontram.  Não  revides  ante  provocações,  nem  te  estremunhes  conduzindo  vibrações  molestas contigo.  Raciocina  crestamento  tendo  em  vista  que  és  valioso  na  economia  do  Planeta e que a tua vida é patrimônio de alta significação, que não deves arriscar nos  jogos das frivolidades.  O discípulo do Cristo é alguém em programa de reajustamento e renovação  tropeçando com o passado culposo, que reaparece em mil apresentações conspirando  contra a paz ou sugerindo reparação edificante mediante o teu esforço enobrecido.  * * *  Acidentes, acidentados!  Acidentes  do  trabalho  quais  bigorna  e  malho  de  aflições  esfaceladoras,  advertindo. Acidentes  de  veículos  em  desgovernos  de  equipamentos  ou  desajustes  emocionais  dos  seus  condutores,  ou  surpresas  do  inesperado,  gritando  avisos  que  não podes deixar de examinar com respeito e atenção.

80 – Divaldo Pereir a Fr anco 

Acidentes nas multidões, em forma de agressão da ferocidade, da rapina, do  terrorismo, da loucura de todo jaez em conúbio com a desagregação da esperança e  da paz, como escarmento necessário.  Acidentes da Natureza em maremotos e terremotos, furacões e calamidades,  chamando  o  homem  à  meditação  dos  substanciais  quão  Intransferíveis  deveres  de  cuidar do espírito na sua oportunidade redentora, transitória, que passa célere.  Acidentes da alma invigilante sob acúleos da insensatez e sobre pedrouços  da desconsideração do patrimônio da vida carnal, nos quais, não raro, desperdiças os  mais  expressivos  tesouros  que  se  convertem  em  escassez  dolorosa  que  conduz  o  desassisado às sombras do desespero tardio.  * * *  Em Jesus encontrarás a segurança inabalável e na Sua mensagem de amor  terás sempre o manancial de sustentação capaz de ajudar­te, lenindo sofrimentos da  tua alma e preparando­te para o retorno, através da desencarnação, que a seu turno é  acidente orgânico da máquina que se nega a prosseguir, libertando o prisioneiro, o  qual,  na  vida  espiritual,  seguirá  tranqüilo  e  feliz  ou  ficará  retido  na  aflição  desconcertante de que não se desejou desvincular. 

*  “Melhor  para vós ser á que entreis na vida tendo um só Olho,  do que ter des dois e ser des pr ecipitados no fogo do infer no”. 
(Mateus, 5:30) 

*  “Tudo aquilo a que se dá o nome de caprichos da sor te mais não é do que efeito  da justiça de Deus, que não inflige punições ar bitrár ias pois quer  que a pena  esteja sempr e em cor r elação com a falta”. 
(O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Cap, 8º — Item 21)

81 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis) 

35 CIZÂNIA 

Os lexicógrafos definem a cizânia como sendo “rixa, desarmonia, discórdia  entre pessoas de amizade”.  A cizânia constitui, pela sua própria estrutura, adversário ferino da obra de  edificação  do  bem,  onde  quer  que  se  manifeste.  Parte  integrante  da  personalidade  humana,  o  espírito  da  cizânia  facilmente  se  instala  onde  o  homem  se  encontra.  Estimulada  pelo  egoísmo,  distende  com  muitas  possibilidades  as  suas  tenazes,  surpreendendo quantos incautos se permitem, por invigilância, trucidar.  Soez,  persistente,  contínua,  a  cizânia,  ao  manifestar­se,  divide  o  corpo  coletivo  em  falsos  grupos  de  eleição,  que  logo  se  entredisputam  primazia,  estabelecendo o  combate aguerrido e  franco sob  os disfarces da pusilanimidade ou  da simulação.  A cizânia deve ser combatida frontalmente onde quer que o bem instaure o  seu reinado.  Para  tanto,  faz­se  mister  que  cada  membro  ativo  do  grupo  da  ação  nobilitante compreenda o impositivo da humildade. Como a característica essencial  da humildade é fazer­se identificar sempre carecente de aprimoramento, enquanto se  luta  por  adquiri­la,  as  farpas  da  inveja  não  se  cravam  no  seu  corpo  o  as  disputas  infelizes não vicejam.  Ante  o  esforço  para  a  fixação  da  humildade  legítima,  a  cizânia  não  consegue  proliferar,  isto  porque  é  muito  mais  produtivo  ser  taxado  de  ingênuo  ou  tolo,  porém  pacífico  e  cordato,  a  dúctil  e  lúcido,  no  entanto,  combativo  e  promovedor da discórdia.  * * *  Não esqueças que mesmo no Colégio Galileu, não poucas vezes esse tóxico  letal foi identificado, pernicioso, pelo Incomparável Senhor, que, não obstante o alto  patrimônio da Sua elevação, teve que enfrentá­la com energia e humildade.  Vigia,  espírito  dedicado,  nas  nascentes  do  labor  que  desdobras,  na  tarefa  empreendida,  e  sê  daqueles  cujo  serviço  pode  prosseguir  sem  tua  cooperação,  embora não possas marchar sem ele, por indispensável à tua elevação.  Oferece  a  quota  do  teu  trabalho,  compreendendo  que  no  cômputo  geral  a  importância de cada um está na medida do esforço despendido, nunca em relação à  função exercida.

82 – Divaldo Pereir a Fr anco 

Impossível  fulgir  a  jóia  não  houvesse  sido  esse  brilho  precedido  pelo  esforço do garimpeiro ignorado, que se adentrou pela mina perigosa a buscá­la.  A  pérola  pálida  a  refulgir  ostenta  sua  beleza  graças  ao  estoicismo  do  mergulhador  que  desceu  às  águas  abissais  para  arrancá­la da  ostra  ergastulada nas  rochas submarinas.  No  trabalho renovador  ao  qual te  afervoras, não  te  olvides  dos  que  atuam  nas funções modestas, todavia indispensáveis ao serviço que desdobras.  O  rei  não  poderia  rodear­se  de  conforto  e  grandeza  sem  o  concurso  do  operário  humilde  que  lhe  ergueu  o  trono  ou  a  cozinheira  que  lhe  sustenta  a  manutenção do equilíbrio orgânico.  E  a  estabilidade  do  seu  império  estaria  sempre  ameaçada  não  fosse  a  fidelidade dos que o mantêm, vigilantes, e muitas vezes ignorados.  A cizânia nasce sempre no seio da vaidade que se faz nutrir pela presunção.  Esquece, portanto, os títulos e valores a que te apegas, pois que eles  nada  valem diante d’Aquele a quem serves ou a quem procuras servir.  A  obra  do  bem  tem  passado  sem  ti  e  depois  que  passes  ela  prosseguirá  passando.  Reage à cizânia, impedindo que ela te domine no pensar, no falar, a fim de  que não se desdobre através do agir.  * * *  Examina  o  íntimo  do  espírito  para  que  as  mentes  geratrizes  da  cizânia,  vitalizadas  pelo  pretérito  infeliz  e  corporificadas  em  grupos  de  perturbadores  do  Mundo Espiritual, não encontrem na tua mente açulada o campo para as cogitações  da censura injustificada aos que não podem ser iguais a ti, quer  estejam abaixo ou  acima do teu nível de produtividade. Não olvides que ao mais esclarecido é exigida  maior dose de tolerância, de compreensão e de misericórdia.  Quantas vezes o amigo, habitualmente fiel, em se voltando para agredir não  se  encontra  enfermo?  Neste  momento,  não  há  outras  alternativas  senão  piedade  e  socorro para ele.  Se desejas realmente, como apregoas, que cresça o trabalho do Cristo, não  faças  perniciosa  distinção  entre  os  servidores,  não  sugiras  separativismos,  não  confrontes mediante opiniões que criam ciúmes ou açulam vaidades vãs pelo elogio  gratuito, indiscriminado e improcedente, porque todo coração é maleável à palavra  da  bajulação  dourada  como  todo  espírito  é  acessível  à  referência  azeda  da  impiedade, ao licor embriagante da perversão.  Mantém,  por  tua  vez,  o  compromisso  da  doação  da  palavra  amiga  e  estimulante, quanto da advertência gentil, a fim de que possas prosseguir, seguro, na  diretriz do equilíbrio.  Recorda  que  foi  a  cizânia  dos  homens  que  levou  Jesus  à  cruz,  através  da  invigilância de um companheiro enganado.  *

83 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis) 

“Eu, por ém, vos digo que quem quer  que se puser em cóler a contr a seu ir mão  mer ecerá ser  condenado no juízo”. 
(Mateus, 5:22) 

*  “A benevolência par a com os seus semelhantes, fr uto do amor  ao pr óximo,  pr oduz a afabilidade e a doçur a que lhe são as for mas de manifestar ­se”.  Lázaro 
(O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Capítulo 9º — Item 6)

 da misericórdia do perdão. portanto.  podendo  revestir­se  de  aspectos muito diversos. seja o que for e a quem for.  Conquanto  justifique  manter  a  animosidade  contra  tua  pessoa. Ele deve estar enfermo. o teu opositor não desejou ferir­te realmente.  * * *  Felizes  são  os  que  possuem  a  fortuna  do  perdão  para  a  distender  largamente.  Quando te ofendeu deliberadamente.  quase dilacerando a tua paz. sem parcimônia.  evitando  a  reaproximação. conduzindo o teu nome e o teu caráter  ao  descrédito. estás em melhor condição;  mas se perdoas e amas aquele que te maltratou.  em  verdade  se  desacreditou  ele mesmo. e.  outra  o  sarcasmo.  equilíbrio emocional e lucidez mental.84 – Divaldo Pereir a Fr anco  36 PERDOAR  Sim. avanças em marcha invejável pela  rota do bem.  Se ele agiu. cruciado pela ira. senão mais tarde.  O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro.  por  propiciar­lhe  paz  espiritual. Afinal.  se o fez com essa intenção. É um espírito envenenado. perdoa ainda.  Ante  a  tua  aflição.  Possivelmente. deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa. não irá perceber esse problema.  foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido  organicamente.  talvez  ele  sorria.  A  insanidade  se  apresenta  em  face  múltipla  e  uma  delas  é  a  impiedade. Não desças a ele senão para o ajudar.  Continuas  o  que  és  e não  o  que ele disse a teu respeito. perdoa­o com maior dose de compaixão e  amor. assacando as armas da calúnia e da agressão. portanto.  Perdoa. credor.  Há  tanto  tempo  não  experimentavas  aflição  ou  problema  —  graças  à  fé  clara  e  nobre  que  esflora  em  tua  alma  —  que  te  desacostumaste  ao  convívio  do .  Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas.  Todo agressor sofre em si mesmo. espargindo o  tóxico que o vitima. alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com  indisfarçável presunção.  O  perdão  beneficia  aquele  que  perdoa.

 mas até setenta vezes sete vezes”. crava nela espinhos e urze que carrega. conduzindo uma  plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra. usando estiletes de  violência para não aprofundares as lacerações.  estás  considerando  em  demasia  o  petardo  com  que  te  atingiram.  parece  receber o perdão da paisagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado  brevemente.  *  “Não vos digo que per doeis até sete vezes.  A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdescendo tudo  e logo multiplicando flores e grãos. olvidando todo  o mal que ele supõe  ter­te feito  ou que supões que ele te fez. e. assim mesmo  como ele é. por quanto aquele que não for   miser icor dioso não poder á ser br ando e pacífico. nele é habitual. se  o conseguires.  Pelo que se passa contigo. a fim de ultrapassá­los e seguir adiante. que hoje nos conforta e esclarece.  que  tem  o  curso  Impedido  por  calhaus  e  os  não  pode  afastar.  Ela consiste no esquecimento e no per dão das ofensas”. contorna­os ou pára.  Por  isso. transformando­se em jardim. está  ferida ou se ferirá simultaneamente.  O  regato  singelo. em missão de misericórdia e amor.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. sim.85 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  sofrimento. o  teu ofensor.  quando  se  adorna  de  luar. e  intercede ao  Senhor por aquele que te ofende. ama­o.  E  o  pântano  infeliz. por intercessão de Jesus? Perdoa.  Que é o “Consolador”.  senão o perdão de Deus aos nossos  erros. em afagando a tua. Capítulo 10º — Item 4) .  na  sua  desolação. 18:22)  *  “A misericór dia é o complemento da br andur a. valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.  O que te é inusitado. Não lhe retribuas a atitude. medita e compreenderás o que ocorre com ele.  Se não te permitires a ira ou a rebeldia —perdoarás!  * * *  A mão que.  (Mateus.

 os problemas se avultam.  irrompem  incompreensões  urdidas  nas  teias  da  maledicência.  * * *  Como  quer  que  apareça  o  espírito  das  trevas. aqueles que defrontam. que conduz os contendores a ódios virulentos e perniciosos;  nas  relações. objetivando desagregar e infelicitar as criaturas.  por  nonadas. o irmão venal.  mantendo comércio  pernicioso  de  longo curso. o companheiro hipócrita exigindo atitude de sumo equilíbrio.  Espírito estigmatizado pela agonia íntima que sofre. também.  Às vezes. às vezes. que por enquanto ainda  assolam  a  Terra. na vida passada. nos rebordos de abismos profundos.  no que se compraz.  nos  múltiplos departamentos humanos.  irrompe  inspirando  e  agindo. desconcertando  a  paisagem  doméstica;  no  trabalho. a irmã desassisada; ali é o vizinho  irritante.  tomam  aspectos de gravidade.  o  amigo  negligente. sim. Aqui é o esposo  rebelde.  a  genitora  alucinada.  Está. Não debatas nem te irrites com ele.  É o espírito da treva. .  Transmite a impressão de que não há lugar para o amor nem o bem.  o  filho  ingrato.  o  servidor  cansativo..  provocantes.  não  raro. a filha viciada e ultrajante. Está.  o  chefe  mesquinho. envenenado pelo ódio  em que se consome ou revoltado pelo tempo perdido. a benefício da nossa redenção.  Surge  inesperadamente  e  assume  faces  de  surpresa  que  produz  estados  d’alma  afligentes.  capazes  de  atirar  por  coisas  de  pequena monta.  fragmentando velhas amizades que antes se firmavam em compromissos de lealdade  fraterna  Inamovível;  na  rua  e  nas  conduções  gera  inquietações  que  consomem  e  lança  pessoas  infelizes  no  caminho.  a  nefandas conseqüências.  a  nubente  corroída  por  ciúme  injustificável.86 – Divaldo Pereir a Fr anco  37 ESPÍRITO DA TREVA  Está em toda parte. na  atual  conjuntura  do planeta. encarnado no círculo das afeições.  o  colega  pusilânime. em toda parte.  Membro atuante do que constitui as “força do mal”.  configurando  pungentes  conflitos  que  conduzem.  no  teu  caminho.  enfrenta­o  simples de coração e limpo de consciência. sintoniza com  as  imperfeições  morais  e  espirituais  do  homem.. no lar.  discussões  inesperadas. na ordem moral. em convite  contínuo à serenidade e à perseverança nos bons propósitos. como  se a vida planetária fosse uma arbitrária punição e não sublime concessão do Amor  Divino.

 quase colimando por empurrar­te ao fosso da insensatez.87 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  Ante os doentes.  E quando. a quem ele quer  mal.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. ou nas suas mais car as afeições”. permanecendo livre face a qualquer das suas ciladas.  Arma­te  a  todo  instante  com  a  prece  e  põe  o  capacete  da  piedade. Capítulo 10º — Item 6) . esteja preso ao seu  cor po e. ferir nos seus  interesses. o medicamento primeiro e mais eficaz é a compaixão que  se  lhes  dá.  *  “Depois vai e leva consigo mais sete espíritos pior es do que ele. enfraquecido na luta.  Ali entr am e habitam”.  (Mateus.  lembra­te  de  Jesus  e  dize:  “Afasta­te  de  mim. menos livr e. 12:45)  *  “O Espírito mau esper a que o outr o.  espírito  do  mal”  —. par a mais facilmente o ator mentar.  e  avança  sem  parar na direção do dever sem olhar para trás.  conduzindo a luz da misericórdia para clarificar o caminho e vencerás em qualquer  luta. o espírito da treva estiver a vencer­te após  exasperar­te danosamente. assim. pela ausência da saúde.  não  levando  em  conta  o  que  dizem  ou  fazem  por  considerar  que estão  fora da razão e do discernimento.

.  O diamante brilha.  As  flores sorriem perfumes ao contato dos raios selares.  A terra umedecida produz. louva  e  agradece  a  Deus  a  felicidade  que  ora  te  enriquece.  Através do trabalho ativo e continuado.  O homem ama. também. são manifestações do espírito de louvor que vivifica o mundo.  o  coração  que  ama.88 – Divaldo Pereir a Fr anco  38 LOUVOR  A manhã esplende jubilosa. jubiloso  ao claro sol da legítima razão de viver: servir para redimir­se!  * .  a  ave  que  canta..  Agora que encontraste a Doutrina Espírita que te liberta da pesada canga da  ignorância e que te dá ao lado do discernimento o entusiasmo e o amor à vida. multiplicando bênçãos de flores e frutos.  A vida canta estuante ao nascer do dia. fazendo dos braços instrumentos de  progresso que gera a harmonia e do coração harpa divina a modular contínua canção  de esperança e paz.  distribuindo  as  flores  da  tua  alegria íntima em forma de caridade para com todos e amor a tudo e todos. entoa. o ser que perdoa.  as  mãos  que  socorrem. louvando a oferenda divina que lhe felicita o coração.  O crente ajoelha­se ditoso e louva o Senhor agradecendo a dádiva da fé.  O rio abraça jubilosamente o oceano. música de gratidão à Fonte Doadora e Soberana da Vida. o diamante que fulge. louvando a terra adormecida com a dádiva do  despertar.  * * *  Flutuando. o teu hino de louvor  ao feliz ensejo de realização na terra dolorida.  Toda a vida na terra é um hino de louvor ao Senhor de todas as coisas.  A  árvore  cresce  e  louva  o  solo  que  a  viu  nascer.  estendendo  galhos  que  projetam sombra acolhedora.  corre  a  nuvem  louvando  a  oportunidade  de  distender­se  na  atmosfera rarefeita. o sentimento  que ajuda. louvando as marteladas lapidadoras que o fizeram fulgir. louvando a amplidão marinha. louvando a mensagem da luz. louvando a graça  do calor.  O  sol  que  brilha. a flor que perfuma. entoando  a. louvando a felicidade da doação fertilizante.

 parágrafo 2) . 18:43)  *  “Espir itismo! doutr ina consolador a e bendita! felizes dos que te conhecem e  tir am pr oveito dos salutar es ensinamentos dos Espír itos do Senhor !”   Dufêtres. Bispo de Nevers  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.89 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  “Todo o povo. deu louvor  a Deus”  (Lucas. Capítulo 10º — Item 18. vendo isto.

  farsa­á  lógico  entendê­lo e amá­lo. a acusação ou o azedume contumaz — continua com mais amor. certeiramente dirigidos.  porém.  Embora  a  suspeita  semeie  surdas  acrimônias  e  acusações  que  sabes  ser  indébitas.  porém. ser­te­á mais fácil amálo.  suspeita  por  suspeita.  Apesar da ausência dos mínimos requisitos de consideração ao teu serviço  edificante.  Revidando. paz e reconciliação a que amanhã ou depois  serás constrangido a realizar.  Enquanto  a  maledicência  grassa  arrebanhando  mentes  frívolas  e  companheiros invigilantes.  da  programática  de  recuperação  que  nos  impomos experimentar pelos erros passados — quanto mais conceder­lhes o amor. tornar­se­á melhor para ti  desculpá­lo.  Se consideras que o opositor se encontra enfermo. que ficou ao abandono. reserva­te mais amor.  acusação  por  acusação. no labor em que profligas o mal.  Não obstante os raios dispendidos pela malquerença agora sistemática.  Se tiveres em mente que ele está mal informado. que  produzem dor.  Toda obra em começo na retaguarda.  Todavia. animosidade como afeição resultam de atitudes mentais e emocionais que  podemos condicionar com o livre querer.  ira  com  ira. concede­te mais amor.90 – Divaldo Pereir a Fr anco  39 MAIS AMOR  Malgrado  a  nuvem  da  incompreensão.  por  parte  deles  —  aqueles  que  se  permitem  somente  a  censura  ou  a  lisonja mentirosa.  * * *  Muitas  vezes  parece  impossível  sequer  suportar  quantos  nos  ferem  e  magoam  injustamente  —  dentro.  ou qualquer  aquisição negativa permanecem aguardando o responsável. que se comprazem na disseminação das idéias espúrias.  Se  pensares  que  ele  não  conseguiu  alcançar  o  que  em  ti  combate  e  não  possui  força  para  compartir  o  teu  êxito  ou  a  tua  oportunidade  feliz.  cuja  sombra  permite  lamentáveis  atritos  e  rudes  embates  que  esfacelam  as  elevadas  programações  traçadas  para  o  êxito da tua tarefa.  O milagre da vida chama­se amor. mui difícil a reconciliação e a paz. doa mais amor.  faculta­te mais amor. .

  (Mateus.  A visão da montanha. portanto.  ama  muito  mais  e  distende  sempre  mais  amor  porque  só  o  amor  tem  a  substância  essencial para traduzir a realidade do Pai em nossas vidas. lamentamos tardiamente a mesquinhez em  que teimávamos permanecer. no poder ou  na  dependência.  em  qualquer  circunstância  de  tempo  ou  lugar. de toda a tua alma e de todo  o teu espír ito; este o maior  e o pr imeir o mandamento.  para  a  tua  plenitude  e  perfeita  paz. no  fundo do cor ação.  Assim.91 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  Quando crescemos  em espírito. ante o triunfo enganoso do engodo ou a vitória  da irresponsabilidade.  entre  amigos  ou  adversários. Capítulo 11º — Item 9) . do pr imeir o ao último.  *  “Amar ás o Senhor  teu Deus de todo o teu cor ação.  Fénelon   (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. tendes. na realização ou na queda. na direção da paisagem.  Catalogado pelo Estatuto Divino com a função de crescer. na saúde ou na doença. quando o sol da alegria distende  claridade festiva ampliando os horizontes.  * * *  Não te apoquentes. E aqui tendes o segundo. a centelha desse fogo sagr ado”.  em  claro  céu  ou  sombrio firmamento. 22:37)  *  “O amor  é de essência divina e todos vós. apaga as sombras temerosas  das furnas e cobre o charco transposto na baixada. tens a destinação  de mais amor.  semelhante a este: Amar ás o teu pr óximo como a ti mesmo”.

  Transforma — pela natureza dulcificadora de que se constitui. concedeste­  te a insensatez do desânimo que se transformou em enfermidade difícil.  Uma baga apenas teria sido suficiente.  * * *  Tudo porque esqueceste da justa e necessária dose de amor...  deixaste­te  carbonizar pelas chamas do desespero.  permitiste­te  a  revolta que se converteu em injustificada aflição. a discórdia  se  apaziguaria.  Quando o fel do ciúme tisnou o sol do amor que te iluminava.  a  irritabilidade  se  dulcificaria  e  a  vida..  Quando o chicote da calúnia estrugiu nas tuas intenções nobres.  Convence  —  produzindo  pela  força  da  sua  magnitude  a  excelência  dos  seus  propósitos. fazendo­te perder abençoada ocasião de ajudar. sem encontrar..  onde armazenavas sonhos para o futuro..  Quando o ácido da irritabilidade alheia te foi atirado à face.  o  ciúme  se  teria  anulado. o ódio cederia lugar  à expectativa do bem. a intriga se desagregaria. todavia..  Liberta — por ser o poder da vida de Deus transladada para toda a Criação..  julgaste­te  abandonado. com legítima qualidade de amor.. resvalaste na  alucinação  morbífica  que  te  aniquilou  as  mais  belas  expressões  de  amparo  pelo  caminho redentor. a calúnia seria dissipada.92 – Divaldo Pereir a Fr anco  40 UMA PAGA DE AMOR  Quando  a  chispa  do  ódio  lavrou  o  Incêndio  da  malquerença. foste dominado  pela fúria da reação desvairada..  O  amor  —  alma  da  vida  e  vida  da  alma  —é  a  canção  de  felicidade  que  vibra do Céu na direção da Terra.  Quando  a  nuvem  da  discórdia  sombreou  o  grupo  feliz  das  tuas  amizades. ouvidos atentos que ..  Quando  o  veneno  da  intriga  te  visitou  a  casa  do  coração. por enquanto.  Com  a  moeda  do  amor  se  adquirem  todos  os  bens  da  Terra  e  os  incomparáveis tesouros do Céu.  Se amasses..  então..  Dignifica — em razão do conteúdo de que se faz mensageiro.  O amor persevera — insistindo nos propósitos superiores que o  vitalizam. adquiriria a sua santificante finalidade.  destroçando  os  planos  superiores  da  edificação  da  alegria.

  * * *  Ele  se  misturou  às  massas  sofridas.  (Lucas.”  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. parágrafo 5) . e era a Vida  Abundante — por amor.. 6:31)  *  “Não acrediteis na esterilidade e no endur ecimento do cor ação humano; ao  amor  ver dadeir o. e era o Embaixador Sublime de Deus; se deixou assassinar.  de  modo  a  se  transformar  em  harmonia  envolvente que penetra até onde cheguem as suas ressonâncias.  e  era  Juiz  Supremo;  se  permitiu  martírio  infamante.  *  “Tr atai todos os homens como quer er íeis que eles vos tr atassem”. E pelo amor retornou aos que o não amaram para ensinar a  supremacia  da  Verdade  sobre  a  ignorância  e  do  bem  sobre  o  mal.  oferecendo­se  pelos  séculos  porvindouros. cede.  porque  o  amor  é  a  manifestação  de  Deus  penetrando  tudo e tudo sublimando. a seu malgr ado.  É um ímã a que não lhe é possível r esistir. Capítulo 11º — Item 9..93 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  lhe  registrem  a  incomparável  melodia.. ele.  e  era  a  Saúde  por  Excelência;  se  submeteu  a  arbitrário  interrogatório.

 agora.  enquanto  resgatam.. em ressarcimento. antes de caírem em terrível infortúnio .  as  observações  de  pessimismo  e  confia  em  Deus  entregando­te totalmente a Ele.  Todos os que se encontram na Terra estão em conserto. distantes. triunfam cada  dia  nos  empreendimentos  comerciais;  aqueles  conquistam  títulos  invejáveis;  esses  são  requisitados  para  empreendimentos  de  realce  social;  uns  estão  disputando  primazia  no  jogo  das  posições  políticas;  outros  armazenam  bens  da  usura;  alguns  estão  distraídos  e  felizes. no entanto.  avassalando órgãos e músculos do veículo físico.  por  estares  empenhado  na  coleta  das  próprias aflições. o que deves.  Agradece a Deus a fé que luze no teu imo e a oportunidade de fazer o que  possas e como possas com os que padecem mais do que tu mesmo. muitos sabem que se encontram  moralmente  falidos  (e  estão  tentando  fugir);  outros  protelam  o  inevitável  encontro  com  a  severa  consciência; inumeráveis  situam­se  à  borda  da  loucura  e não  sabem;  estes  buscam  o  nada  e.  Mergulhado nas tristes reflexões deprimentes arrolas a convicção cristã que  arde  na  alma  e  os  testemunhos  da  vivência  evangélica. guindados ao poder. consideras.  mediante compromissos novos.  Quase  todos  são  homens  sem  fé. menos tu.  que  freqüentam  as  diversas  Igrejas.  frustrados. empenhado  no culto elevado do dever. amparados pela cornucópia da fortuna.  sendo  que  alguns.94 – Divaldo Pereir a Fr anco  41 PESSIMISMO E JESUS  Dores  multifárias  assomam  vigorosas  e  crês  ser  impossível  suportar  as  tenazes  agonias  que  agora  parecem  dominar  todos  os  painéis  da  tua  mente. O pessimismo é lente que deforma a realidade.  Reconsidera.  Dentre os que estão sorrindo e triunfando. conseguiram os  alvos que não lobrigaste.. desesperados.  aumentam.  enquanto  observas os que passam exibindo saúde.  sem  que  te  cheguem  as  dádivas dos Céus. brilhando entre amigos  sorridentes..  se  atormentam tentando fingir  ante  a  desilusão;  aqueles apresentam­se lutando. enquanto fazes a tua parte.  impudentes.  Todos felizes.  porém.  Desconheces  os  problemas  alheios..  Relacionas  dificuldades  e  provações  com  os  olhos  nublados.  acumulando  vitórias  sobre  vitórias;  diversos  passeavam  ontem contigo amarrados a problemas. Estes.  desfilando  vaidades  e  alardeando  louros  ao  invés  de  procurarem  o  silêncio  para  a  prece e a solidão para falar com o Senhor.  os  débitos  trazidos.

 Não conheces os abismos dos  espíritos que sofrem na opulência enganosa da vida física.  Corrige a angulação do “ponto­de­vista”. par a fazer  aos outr os o que queir a que estes lhe façam; é  pr ocur ar  em tor no de si o sentido íntimo de todas as dor es que acabr unham  seus ir mãos. e os Espíritos que a compõem são. é o homem ser  leal. sem esperar resultados  imediatos.  *  “Então. esforçando­se por  negar a vida.  da  expressão  evangélica. indistintamente..  por que essa família todos a encontr areis dentr o de cer to per íodo.95 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  que já pressentem; esses. dilata o amor e aprende com Jesus  os  exercícios  da  caridade  discreta  da  compaixão  em  relação  aos  outros  e  da  paciência ante os próprios sofrimentos. não mais se suportando a si mesmos. os pustulentos do corpo.  * * *  À  multidão  esfaimada  Jesus  ofereceu  pães  e  peixes  que  se  multiplicavam  em  abundância; à  samaritana.  ofertou­lhe  a  “água  vita”  do  Evangelho do Reino; a Maria e a Marta devolveu Lázaro arrancado da sepultura em  que se encontrava; a Nicodemos. Capítulo 11º — Item 10.  (Mateus. parágrafo 2) . como vós.  serias  mais  benigno ao examinar o teu próximo e desculparias mais. servindo e servindo..  destinados a se elevar em ao infinito”.  Há  infelizes  que  perderam  a  faculdade  de  verter  pranto  e  adicionam  essa  às  outras  aflições  que  os  constringem. no sentido pr ofundo do ter mo. a  visão espiritual quanto às responsabilidades de cada um ante a consciência universal. transferindo para a Imortalidade o que ora não consegues. concedeu o conhecimento das vidas sucessivas; a  Simão ensejou a honra de pernoitar no Lar. vitalizando as força infelizes do pessimismo. dilatando para todos.  Se  soubesses  o  que  se  passa  além  das  fronteiras  do  teu  “eu”.. imergem nas alucinações  psicopatas.  o mandou embor a e lhe per doou a dívida”.  ensejando a compreensão do Reino dos Céus e a oportunidade de um dia fruir­lhe as  alegrias. pr obo.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. em mundos  mais adiantados. filhos de Deus.  não  são  somente  os  desendinheirados... par a suavizá­las; é consider ar como sua a grande família humana. o Senhor . E nunca discrepou das atitudes de amor para arrolar queixas ou quaisquer  lamentações.  Sofredores  não  são  apenas  os  que  já  estão  chorando.. os coxos.  além  da  água  do  poço.  Os  “filhos  do  Calvário”.  consciencioso. 18:27)  *  “Amar . tocado de compaixão.

 que deambula através da câmara acústica.  na  multidão  dos  que  usam  a  palavra. .  conforme  a  direção aplicada. cuja valorização merece a cada instante  maior soma do capital de amor para que.  Penetrados pela sonora vibração.  sem  conspurcarem  os  lábios. converte  idéias  em  música  e  dispara  dardos  orais  ou  veludosa  melopéia  que  faculta  comunicação.  Poucos  apenas  falam. o espírito aprenda a ver e a  marchar.  Nem  todos  porém  que  vêem.96 – Divaldo Pereir a Fr anco  42 LÂMPADAS. saiba ouvir e guardar.  de  forma  a  ajudá­lo  no  crescimento e na evolução. disponha­se a sentir e expressar consubstanciando os  ideais enobrecedores na elaboração da paz íntima.  Lâmpadas  são  os  olhos  derramando  claridade  pela  senda  por  onde  correm  os  rios  dos  dias.  gerando  singular  meio  de  entendimento  ou  desgraça.  macularem  a  própria  ou  a  vida  alheia. RECEPTORES E TRANSMISSOR  Recebem  o  raio  luminoso  e  se  inebriam  de  imediato  com  as  impressões  visuais  transformadas  em  imagens  que  se  gravam  nos  recônditos  da  memória. na qual  perduram  as  impressões  transformadas  em  mensagens  inapagáveis  nos  fulcros  profundos do espírito.  olvidando o que é espúrio e vulgar para construir sabedoria pessoal. por cujos condutos as vozes da vida atingem o  espírito  eterno. através deles.  acionando  as  alavancas  do  movimento  humano  na  extensão  do  progresso.  impressas  em  cor  para  serem  evocadas  logo  se  acionem  os  mecanismos  próprios  capazes de selecioná­las e retirá­las dos arquivos neuroniais.  Acionada pelo mecanismo automático dos centros especializados.  conseguem  com  elevação  selecionar  o  que  enxergam e assimilar o que devem.  Receptores são os ouvidos.  momentaneamente  revestido  pela  matéria.  Muitos  que  ouvem  não  se  comprazem  ainda  em  fixar  o  que  é  nobre.  Aparelhos  preciosos  de  que  se  encontram  investidos  os  homens  são  inestimáveis tesouros da concessão divina.  Transmissor eficaz é a boca encarregada de exteriorizar as impressões que  transitam dos centros pensantes ao comércio exterior da vida.  classificam os ruídos e os discriminam para gravá­los em sutil engrenagem.  de  forma  eficiente.

 Seus ouvidos atentos descobriam  o pranto oculto e identificavam a aflição onde se encontrava.  “A candeia do corpo são os olhos”. exercitando­vos na caridade. aspirando em decorrência os vapores tóxicos da impiedade e da insensatez.  a  fim  de que as belezas povoem as paisagens do teu pensamento.  Externa  apenas  o  que  possa  ajudar  e  silencia  tudo  aquilo  que  aguilhoa  e  martiriza. parágrafo 2) .  * * *  Mantém  acesas  as  lâmpadas  dos  olhos  e  contempla  tudo  com amor.97 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  derrapando. 22:15)  *  “Sem levar em conta as vicissitudes or dinár ias da vida.  cantando  a  eterna  sinfonia da  Boa  Nova  em  apelo  insuperável junto aos ouvidos dos tempos. dos pendor es e das necessidades.  “Porque a boca fala o de que está cheio o coração”.  de  modo  a  possuíres  permanente  festa no  espírito. a diver sidade dos  gostos. podeis conser var  a har monia entre elementos  tão diver sos”. Capítulo 11º — Item 13.  Espírito Protetor   (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  não  raro.  * * *  O olhar de Jesus dulcificava as multidões. é esse também um meio de vos  aper feiçoar des. convocando o homem de todas as épocas  à epopéia da felicidade. e Sua boca bordada de  misericórdia  somente  consolou. entender am­se entre si par a enredálo com as  suas pr ópr ias palavr as”. tendo­se retir ado.  pois  o homem  superior  é  considerado não  pelo  muito  que  diz.  *  “Os far iseus. Com efeito. não  obstante as tormentas  exteriores  que te  cerquem “Quem tiver ouvidos ouça”.  (Mateus.  Liga  os  receptores  somente  quando  as  convenientes  mensagens  sonoras  produzam  vibrações  de  nobres  sinfonias  nos  teus  painéis  mentais.  para  as  figurações  deprimentes  da  censura  e  da  crítica  indevida. mas  pelo  conteúdo enobrecedor do que carregam suas palavras. Só a poder  de  concessões e sacrifícios mútuos.  Procura fazer o mesmo com a tua aparelhagem superior.

 emoldurando­lhes os  esforços  lavrados  à  base  da  vivência  evangélica  na  integral  harmonia  dos  seus  postulados.  de  tal  forma  se  esqueceu  de  si  mesmo. generosos.  São os que promovem o Espiritismo.. Promovendo­se também.  no  anonimato  ou  na  ação  aparentemente  insignificante. pernicioso.  a  benefício  de  toda  a  Seara  do  Amor.  Falam e aplicam na vida diária os ensinamentos divulgados.  Oram e agem no campo da fraternidade transformando palavras em socorro  eficiente.  Enquanto  brilham  facilidades  e  o  alarde  dos  aplausos  estruge.  * * *  Paulo.  que  exclamou: “Estou crucificado com Cristo; logo já não sou eu que vivo.. no  entanto. somente alguns perseveram fiéis ao programa encetado.  Entrementes.  Multiplicam­se  eles  em  formosa  sementeira  e  já  se  podem  observar  os  resultados  positivos  da  sua  atividade  proveitosa.  com  queixas.  estremunhados.  conclamando­os  ao  intérmino  labor  de  preparação da Era Eova.  trabalhadores  diversos  que  se  dizem  fascinados por Jesus ou se apresentam tocados pela excelência da Doutrina Espírita  que dizem e aparentam desposar.  mesmo quando o pessimismo insiste em dominar.  Preconizam  o  perdão  e  esquecem  as  ofensas.  ei­los  a  postos.  disseminando  a  alegria. por longo  tempo. refletirmos  com  atenção surgem  e  desaparecem  com  celeridade. Escrevem e pautam a conduta na elevada correção de modos.98 – Divaldo Pereir a Fr anco  43 PROMOÇÃO  Incontáveis  companheiros  espíritas.  revivem  o  espírito  de  serviço  cristão  que  neles  se  agiganta.. .  Todavia.  na  atualidade.  logo  são  chamados  ao  testemunho  do  silêncio. em nome do Senhor.  Convém.  no  serviço  de  Jesus..  Proclamam  a  excelência  do  amor  e  desdobram  esforços  na  compreensão  dos espíritos sofredores que buscam amparar no carinho dos sentimentos. que espalham.  debandam  rancorosos. mas é Cristo  que vive em mim”.  Entre eles corporificam­se a abnegação e a renúncia.  na  esfera  do  serviço  ativo.

. por estar nas mãos de  Deus que tudo supervisiona e dirige com sabedoria.  enérgico  e  pulcro.  invectivava..99 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  Francisco  de  Assis.  quanto  à  saúde.  deixava­se conduzir.  a  própria  saúde.  Joanna  d'Arc.  superando  o  instinto  de  conservação  da  vida  física.  quando  se  levantavam  contra  Ele. quando outros a  deixaram. a ensinar que a Palavra de Vida Eterna é pão  insubstituível  para  a  manutenção  do  espírito.  Servindo desinteressadamente não te alcançarão as agressões dos maus —  que são transitórios no caminho; e a perseverança da tua atividade.  alcançou  os  extremos da autodoação.  porque  o  verdadeiro  trabalhador  ama  na  semente  a  planta  futura.  em  plena  ação  iluminativa  de  consciências. não se deve preocupar consigo.  quando  pretendiam  afetar  a  Mensagem  de  que  se  fizeram  Mensageiro  Celeste.  para  doar­se  totalmente  à  lição  da  renúncia  e  da  humildade por amor a Ele. por que também os Espír itos têm o pudor  de suas  obr as”. fiel aos postulados Kardequianos.  Porque  Jesus  distendesse  o  pensamento  divino  sobre  a  Terra  conturbada.  enquanto  que aquele  que  dela  se  faz  portador.  ilumina­te na Sua claridade. conquanto advertido reiteradas vezes pelo espírito generoso  do Dr.  convencida  do  amparo  que  as  suas  vozes  lhe  ofereciam.  Demeure.  deixou­se  queimar.  rompendo­se­lhe  o  aneurisma. Capítulo 13º — Item 12.  o  Precursor. trocando a sua pela vida de um galé.  Allan Kardec.  A  promoção  da  Doutrina  que  te  honra  não  deve  constituir­te  motivo  de  destaque  personalista.  fiel  à  Imortalidade. parágrafo 6) . e na terra reverdescida encontra a resposta da vida ao esforço desenvolvido. a fim de libertá­lo das  cadeias que considerava injustas.  dela  descurava  para  trabalhar.  responderá  pela  nobreza  dos  teus  propósitos  e  do  teu  valor  aplicados  à  fidelidade do ideal que te abrasa.  São Vicente de Paula   (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. e que eu diminua”.  seu  médico.  então  desencarnado.  servindo  ao  Senhor  com  elevada  abnegação.  Vicente  de  Paula.  enunciava  em  júbilo:  “Necessário  é  que  Ele  cresça e eu diminua”. 3:30)  *  “Não ouso falar do que fiz. promovendo­o e apagando­se.  * * *  Cuida de promover a Causa e olvida as transitórias casas a que te vinculas;  propagando o Espiritismo em toda a sua pureza.  (João.  inclusive.  *  “É necessár io que Ele cresça.  no  entanto.  E  João  Batista. confiando no Pai. deixando a tua pessoa em plano secundário; ampliando  o campo para sementação da Verdade não te iludas. entregue à Verdade.  olvidou.  tocado  pela  necessidade  do  próximo.

 elas se esqueceram de si mesmas e empenharam­se com sofreguidão a protegê­  lo.... apergaminhando­a..  Outras se fizeram indiferentes ao sublime cometimento maternal.  Há. no entanto.  Possivelmente...  Um sem número de jovens traídas no sonho de felicidade a que se deixaram  arrastar. santificaram as horas mais tarde sustentando o filhinho nos braços como o  mais precioso tesouro que jamais ambicionaram.  a  ambição  de  receberem  um  amparo  mais  tarde  para  si  mesmas..  Quem  a  vê  não  é  capaz  de  avaliar  as  lutas  que  travou  com  estoicismo  demorado.  que  sustentou com abnegação e devotamento. exceção.. deixando  os  filhos  a  esmo.  ou  a  gota  de  leite  nutriente  não  fosse  negado  ao  filho. tentando retribuir.  foi  convidada  a  extirpá­lo  e  preferiu  a  rota  da  soledade. multiplicando vidas!  Filhos — gemas brutas a serem trabalhadas para as fulgurações estelares! . deixando em cada ruga um  sofrimento. sim. em santa devoção.  Talvez  tenha  vendido  o  corpo  para  que  o  pão  minguado  não  faltasse  totalmente  em  casa.  que  se  transformaram  em  abutres  que  sobrevoam o quase cadáver de quem lhes ofertou o vaso orgânico.  Também  os  há  que  se  converteram  em  regaço  de  luz  e  em  aroma  de  benignidade.  Mães — estrelas da Vida. uma decepção. não o deixasse sofrer em demasia?.  Quem sabe os demorados travos de amargura que lhe tisnaram os lábios e  os silêncios que foram sufocados no coração.  pela  ignorância..  parte  da  sua  vida.. pelo desespero.  do  abandono. ao infanticídio.  Há. uma amargura.. que passa..  os  filhos  ingratos.  talvez.100 – Divaldo Per eir a Franco  44 EM REVERÊNCIA  Ei­la cansada. não obstante amparando em regime integral de proteção e defesa o filhinho  que sustinham nos braços.. misturando as suas com  as lágrimas do filho. muitas mães que se transformaram em hienas desapiedadas.  quando  percebeu  a  presença  do  gérmen  da  vida  movimentando­se  na intimidade  do  ventre  e  cantou  a notícia aos  ouvidos  do amor  que  a  fecundou.  incontáveis. E são.  também. a fim de que.  acalentando.  O tempo sulcou­lhe a face.  Desde  a  hora  em  que  lhes  sorriu  o  pedacinho  daquela  vida.  Muitas.  fizeram­no  vitimadas  pela  miséria. com o peito ofegante e o andar em desalinho..

 18:20)  *  “Honr ar a seu pai e a sua mãe não consiste apenas em respeitá­los;  é também assisti­los na necessidade; é pr opor cionar ­lhes r epouso na velhice; é  cer cá­los de cuidados como eles fizer am conosco na infância”..  *  “Honr ai a vosso pai e a vossa mãe”.  Em  singela  manjedoura..  Maria. Capítulo 14º — Item 3..  no  entanto  fizeram­se  mães  da  dedicação  em  nome  do  amor  de  Nosso  Pai.  sustentando  essas  vidas  que  não  se  estiolaram porque elas tomaram a si o ministério de socorrê­las e ampará­las..  roga  ao  Filho  Celeste  que  abençoe  a  Humanidade. parágrafo 2) .  ultrajada  e  sofrida.  uma  mulher  sublime  fez­se  Mãe  Santíssima e depois de uma cruz de infâmia transformou­se na mãe­modelo de todas  as mães.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. simultaneamente mãe de todos nós.  no  momento  em  que.  Quando as criaturas da Terra evocam para homenagear a própria genitora.  São as mães da abnegação e do sofrimento.  a  maternidade  é  considerada  punição  e  desgraça  pelas  mulheres  e  pelos  homens  que  passam  enlouquecidos na direção do desespero.  a  Santíssima.101 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  * * *  Muitos  corpos  não  geraram  outros  corpos.  (Lucas.  especialmente  as  mães.  um  dia.

  inspirada  na  rebeldia  contra  a  organização  social.  amargurados  e  amargurantes  como  se  encontram. A  juventude é estado interior que resulta do otimismo e da elevação a que se vincula o  homem.  em  busca  de novos  desencantos..  A  “volta  às  origens”.102 – Divaldo Per eir a Franco  45 ANTE A JUVENTUDE  Como  jovem  arrolas  queixas  e  azedumes.  as  lutas  juvenis  laborando  por  afirmação.  Floresceram.  Repassas  mentalmente  as  conquistas  tecnológicas  destes  dias. desde então. .  Anotas  erros  que  se  sucedem  na  chamada  “sociedade  de  consumo”. os motivadores da ação edificante que enobreceram  a  espécie  humana.  que  preconizas...  fazendo­a  sobreviver  às  calamidades  e  impulsionando  o  ser  na  direção da saúde e da relativa felicidade que já alguns podem fruir mesmo na Terra.  renovando estruturas sociais e econômicas.  conspirando  lamentavelmente contra a vida. ativando interesses artísticos e culturais.  apontando  o  fracasso  das  gerações  transatas. inspirado pela indestrutibilidade do espírito — única segurança para quem  empreende a tarefa da própria paz. flutuando. em sonhos fantásticos  que  se  transformam  em  altas  cargas  esquizofrênicas  nos  tecidos  sutis  do  espírito  encarnado.  fundamentando  as  suas  lições no culto à liberdade excessiva em detrimento da liberdade mesma que devia  existir entre as demais pessoas à sua volta. também. não é apenas aquele que dispõe de aparelhagem fisiológica nova.  Requisitas justificações para a fuga da realidade.  impõe­te  reações  que  fazem  esquecer  os  patrimônios  da  inteligência  para  açularem  os  instintos  que  se  desgovernam.  acusas  os  familiares e genitores que debandam da intimidade doméstica para as lutas externas.  Jovens  há  que  envelheceram  nos  compromissos  negativos  e  não  podem  recomeçar.  Jovem.  derrapando  nos  desfiladeiros  da  insensatez.  do que resultam desamor e desajustes irreversíveis..  sem  que  apresentes  qualquer  programa  correto de elevação eficiente.  Enquanto  outros. evadindo­te na direção dos  alucinógenos e do sexo em desalinho.  São  de  todos  os  tempos. a creches e jardins de infância..  porém.  com  prevenções  injustificáveis  e  complexas.  entregando os filhos a servos e a escolas­maternais.  Doutrinas cínicas medraram sempre desde Diógenes que estruturava o seu  pensamento  ético  na  concepção  do  desrespeito  à  ordem..  abrindo horizontes dantes jamais sonhados nas paisagens da Ciência.

  Espíritos amadurecidos no bem. os pais os  menor es indícios r evelador es do gér men de tais vícios e cuidem de combatê­los.  pelo  sentido  da  ordem  e  do  dever retamente cumprido à semelhança de Jesus. renovou pelo exemplo todas as  paisagens do planeta e plantou as bases do Novo Mundo. parágrafo 8) . refletem na  indumentária de que se utilizam para avançar as condições de equilíbrio e sensatez.  possui­se  a  condição de mocidade para sustentar a jornada.  mediante  o  legado  de  gerações  felizes. a fé.  antes  é  compromisso  para  com a própria evolução. ao partir da Terra. de considerar pelo corpo o valor do homem.  * * *  Constrói.  O  mesmo  ocorre com  os  espíritos  em  experiências  iniciais  da  programática  evolutiva. para cuja construção foste  chamado e na qual te encontras.  dinamizando  as  possibilidades  fomentadoras  da  harmonia.  o  amanhã. já superava os  doutores da Lei.  desse modo. que. Ao estudá­los devem os pais aplicar ­se.  para  os  quais  colaboraste.  Todos os males se or iginam do egoísmo e do or gulho. em se emboscando nos corpos. e. desde  hoje. muito jovem.  a  fim  de  que  o  teu  amanhã  te  chegue  com  bênçãos  de  paz. Espr eitem. a paz  com aqueles que invocam o Senhor  com um cor ação pur o”.  estão  rejuvenescidos  pelo  ideal  que  esposam  sem  envelhecerem  na  caducidade dos propósitos em que insistem. pois. pois.  que  apenas  exteriorizam  as  paixões  do  instinto  e  as  expressões  da  forma  sem  maiores  vôos  para  as  elevadas  aspirações. Capítulo 14º — Item 9.  Santo Agostinho  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  com  que  impulsionam  a  máquina  do  progresso.  Corpo  jovem  não  indica  posição  ideal  da  vida.103 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  idosos.  (2ª Epístola de Paulo a Timóteo.  *  “Foge também das paixões da mocidade e segue a justiça.  sem esper ar que lancem r aízes pr ofundas”. Enquanto se  pode  marchar  sem  remorsos  nem  constrições  mantém­se  a  juventude.  Não cogites.  enquanto  jovens  são  as  tuas  carnes  e  poderosas  as  tuas  força. o amor . 2:22)  *  “Desde pequenina a criança manifesta os instintos bons ou maus que tr az da  sua existência anter ior . aos 12 anos.

.  acompanhando  todos  os  caminhantes  da  forma  carnal.  Sofrido o espírito nas malhas da lei redentora atinge a paz. as parcas percepções de que dispões não anotam suas mãos quais  asas de caridade a envolvê­los e sustentá­los..  Examinas as próprias dificuldades..  no  entanto.  O  corpo  é  oportunidade  iluminativa  mesmo  para  aqueles  que  te  parecem  esquecidos e que supões descendo os degraus da infelicidade na direção do próprio  aniquilamento. a tua acústica somente registra lamentos;  não os sentindo.  amorosos Benfeitores interessados na libertação deles. e consideras mentalmente os  dramas  íntimos  que  vergastam  o  homem.  Ante a sombra espessa da noite não esqueças o Sol fulgurante mais além. .  * * *  Perdido em meandros o rio silencioso e perseverante se destina ao mar.  desfalecidos. Não os vendo.  Viver no corpo é também resgatar.  quase  mortos;  mutilados  que  exibiam  as  deformidades  à  indiferença dos passantes na via pública; aleijões que se ultrajavam a si mesmos ante  o desprezo a que se entregavam nos “pontos” de mendicância em que se demoram;  ébrios  contumazes  promovendo  desordens  lamentáveis;  enfermos  de  vária  classificação desfilando as misérias visíveis num festival de dor; jovens perturbados  pela resolução dos novos conceitos e vigentes padrões éticos; órfãos.  moral  e  evolutiva do planeta.  na  atual  conjuntura  social.  Não te desalentes.  Pareceu­te mais tristonha a paisagem humana. Observaste a grande mole dos  sofredores:  mães  desnutridas  apertando  contra  o  seio  sem  vitalidade  filhos  misérrimos. e um crepúsculo de sombras lentamente  envolve o sol das tuas alegrias e esperanças.  Há.  Agitada e submissa nas mãos do oleiro a argila alcança o vaso precioso.  Nascer e morrer são acidentes biológicos sob o comando de sábias leis que  transcendem à compreensão comum.. porém.104 – Divaldo Per eir a Franco  46 BOM ÂNIMO  Hoje  experimentas maior soma de aflições. os teus olhos  se enganam na apreciação; não os ouvindo.  E  aspirando  o  sutil  aroma  de  preciosa  flor  não  olvides  a  lama  que  lhe  sustenta as raízes.

  Santo Agostinho  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.. sob revolta injustificada ou indiferença cruel.  Não  há  ocorrência  ocasional  ou  improvisada na  Legislação Divina.  O labor.  tocou  o  Rabi. à hora própria e nas circunstâncias que  lhe  são  melhores  para  a  evolução. evoluindo nas etapas sucessivas da vestimenta carnal. Se tal não sucede. amanhã rutilará no corpo ou depois dele o sol sublime da felicidade  em maravilhoso amanhecer de perene paz. pois.  Nascer ou renascer simplesmente não basta. se  despe e se reveste dos tecidos orgânicos para aprender e sublimar. o samaritano que formava o grupo dos dez leprosos.  Não cultives.  Quando  o  centurião  afirmou  ao  Senhor  que  uma  simples  ordem  Sua  faria  curado o seu servo.. não é que falte possibilidade:  falta a vontade”. conforme a narração  evangélica. no  exame da verdade e insiste no ideal de libertação interior.  porque  se  hoje  a  angústia  e  o  sofrimento  te  maceram.  *  “Tem ânimo filho: per doados são os teus pecados”. interrompido.105 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  O espírito eterno. antes.  (Mateus. ofertou­nos sublime herança: a fé sem limites. Capítulo 14º — Item 9. nem te abatam as dores.  vencendo  todos  os  obstáculos.  noutra  aprimora  a  emoção. portanto.  * * *  Quando  retornou  curado  para  agradecer  a  Jesus  da  morféia  de  que  fora  libertado. parágrafo 9) .  deixou­nos precioso ensino: a coragem da confiança. ajudando e prosseguindo.  Identificado ao espírito do Cristo. não te deixes consumir pelo desespero ou  pela melancolia.  Numa  jornada  prepara  o  sentimento. prosseguirá agora ou depois.  Cada um se encontra no lugar certo.  além. fez­nos precioso legado: o do reconhecimento.  Quando  a  hemorroíssa. 9:2)  *  “Deus não dá pr ova super ior  às força daquele que a pede; só per mite as que  podem ser  cumpr idas. o pessimismo.  em  resgate  que  não  podes transferir. Persevera.  noutra  mais aperfeiçoa a inteligência.

  o  jovem  atormentado.  que  se  entregaria  à  fé  rutilante. abrasado por Jesus.  a  mulher  obsidiada  e  trôpega  nas  aspirações  morais. enfermidades.  Em  Saulo.  que  se  fizera  sicário. que se faria o excelso mártir da Mensagem nascente. ao se referir ao mais antigo rei do Lácio conhecido.  vivia  enclausurada  a  impoluta  faculdade  de  amar até  o  sacrifício.  transformando­se  em  base  de  sustentação  aos  grandes investimentos da luz na direção do Infinito.  de  modo  a  selar  com  sangue  a  audácia de porfiar fiel até o fim. a matrona romana. O deus singular era representado com duas faces.  * * *  Era  como  se  o  passado  de  dificuldades  e  viciações  argamassasse  o  futuro  com  o  cimento  divino  do  amor. correspondentes aos períodos  em que a  República esteve em paz.  No passado. saúde e paz. conforme narra a  mitologia. queixas.  temeroso  e  reticente.  * * *  Utilizamo­nos  da  lenda  para  considerar a  visão  cristã  como  possuidora  da  possibilidade de examinar o passado e o futuro. que durante um milênio  somente fechou as suas portas nove vezes. ensejando valiosas meditações. lamentos. dissensões. na expansão do Reino de Deus entre as criaturas de  Roma.106 – Divaldo Per eir a Franco  47 MARCO DIVISÓRIO  Houve na Roma antiga um templo dedicado a Jano. se tornou o arauto da Boa Nova por todas as terras da  antigüidade. gratidão.  dormitava  aquele  Paulo que.  após  o  sacrifício  de  Jesus.  vibrava  o  apóstolo  Pedro. . se agitava a discípula fiel que doaria  a vida às labaredas pela honra de ser fiel ao Mestre. abrindo os braços de  encorajamento na direção do futuro.  Em  Madalena. o que o  tornou conhecido como bifronte.  Em Joana de Cusa. se encontrava em potencial o­ nobre  Estevão. o israelita pulcro e sofrido.  doando­se  à  Causa  do  Cristo com abnegação dificilmente encontrada. atributo conseguido de Saturno. esperanças.  Em  Simão.  Em Jeziel.  e que o dotara com a capacidade de penetrar o passado e o futuro. a quem favorecera.  No futuro.

 óbice. O passado de sombras para ser vencido necessita de ser  retificado  e  os  abusos  agasalhados  demoradamente  requerem  disciplina  espartana  para serem superados.  marco divisório dos tempos que separam o antes e o depois do encontro com Jesus.  Prepara  o  futuro  através  de  atitudes  corretas  mas  não  te  angusties  pela  chegada dele.  é apto para o r eino de Deus”. 9:62)  *  “Meus amigos.  realizando  o  que  possas.  Jesus é o teu divisor de águas. o assédio do hábito te atormente as pausas de equilíbrio.  é  o  grande  hoje. tendo posto a mão ao ar ado e olhando par a trás. lidando infatigável na república do espírito em atribulação.  em  caráter  definitivo. mas não te  fixes nele.  (Lucas.  Antes.  Eleva­te  ao  Mestre  através  do  Seu  apóstolo  moderno  e  fecha  às  paixões  o  templo  da  tua  alma. agonia.  A Doutrina Cristã é o templo da fé aberto perenemente. serenidade.  Por essa  forma. alento.  através  de  como  possas. perturbação. se as tuas aspirações superiores ainda não se  converteram  em  flores  de  alegria  e  as  ásperas  batalhas  teimam  por  manter­te  nos  embates  duradouros não desfaleças.  Paulo  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  *  “Ninguém.  Importa  considerar  que  já  não  és  o  que  eras.  Vence  a  hora  de  cada  hora. facultando a paz e  acolhendo o amor.  embora.  na  atualidade.107 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  Ontem.  Kardec  é  o  condutor  do  teu  amanhã.  o  espírito  alquebrado  e  o  coração  ralado  de  dores  e  ansiedades  incontáveis.  nem  sentes  o  que  sentias. parágrafo 2) .  E  o  Espiritismo  que  no­la  traz  de  volta.  Os acontecimentos vividos são experiências para as realizações a viver.  Depois. ordem.  Examina o passado para verificação do que te compete refazer.  o  ser  renovado  pela  mente  voltada  ao  dever  e  os  sentimentos  cantando júbilos. agr adecei a Deus o haver  per mitido  que pudésseis gozar a luz do Espiritismo”.  aspirando à glória do Mundo Maior que a todos nos espera. Capítulo 15º — Item 10. desânimo. aptidão.  Amanhã. não poucas vezes.

  * * *  Certamente  a  ganância. Raros as disputam.. porque desconsideradas pelo egoísmo geratriz  dos males que infestam os espíritos multimilenarmente. atenuando as  asperezas da senda.  doando  sangue  a  alguém  que  esteja  à  beira  da  desencarnação;  o  numerário  que  corrompe  moçoilas  invigilantes.108 – Divaldo Per eir a Franco  48 BENS VERDADEIROS  Os verdadeiros bens são aqueles que têm caráter inalienável. também estimula o progresso entre as Nações.  A posse monetária..  Se  ele  favorece  o  tráfico  de  entorpecentes  e  narcóticos. amplia a fraternidade e o amor.  insensatamente.  A  moeda  que  compra  consciências  é  a  mesma  que  adquire  leite  para  a  orfandade; o dinheiro que entorpece o caráter é aquele que também salva uma vida. ele dá lume e pão.  O dinheiro.  aqueles  que  os  dominam  parcialmente  ou  pela  dinâmica  do  trabalho  valioso  que  fomentam.  fomenta  os  crimes  que  são  catalogados  como  conseqüências  das riquezas . distribui reconforto  e alegria.  Valem muitas vezes menos.  São os valores morais. em si mesma não é responsável pelos bens  que produz nem pelos males que gera.  a  prostituição  e  rapina.  caracterizados  pelas  paixões  que  envilecem.  vai  conduzindo para perverter. drena as regiões pantanosas e  transforma os desertos em abençoados pomares. os tesouros terrenos valem  pela  tônica  que  lhes  emprestamos.  Manipulando  a  posse  encontra­se  sempre  o  espírito. educa. Nesse particular.  resultante  da  má  educação  religiosa  e  social  do  homem.  As legítimas fortunas são as que têm força indestrutível. faculta igualmente sucesso às grandes conquistas do conhecimento. não é o responsável direto  pela miséria social nem o autor das glórias culturais. antes é mordomia.  fascinadas  pelo  momentâneo  ouropel  da  glória  social.  Em mãos abençoadas pela caridade. por onde transitam os infelizes.  que  a  faz  nobre  ou  perniciosa. malsinando vidas e destroçando­as. no entanto. de tão desencontradas conceituações. difunde o alfabeto e a arte.  Movimentado  por  ociosos  consome­se  na  usura  e. O que transita  não constitui posse.

 soberano. Capítulo 16º — Item 9) .  E o Espiritismo. os bens verdadeiros de que disponhas nas leiras do amor  e reparte os  valores transitórios de que te  faças detentor na seara da Caridade para  que tranqüilos sejam os teus dias no Orbe e feliz o teu renascimento futuro. então. graças  à  informação  dos  imortais. no entanto — inapreciável fortuna de paz e amor ao  alcance  de  todos  —.  A  ganância.  (Lucas. leciona.  Multiplica.  Pascal  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. onde o ladr ão não chega nem a tr aça r ói”.  possui  a  solução  para  o  magno  problema  da  riqueza  e  da  pobreza.  um tesour o inexaur ível nos céus. quando  de volta à Terra.109 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  mal  dirigidas.  *  “Vendei o que possuís e dai esmolas. àquele que a tenha malbaratado. Unirão todos os  homens como verdadeiros irmãos.  O Evangelho de Jesus. em se referindo às leis do amor e da caridade que um dia. 12:33)  *  “O homem só possui em plena pr opr iedade  aquilo que lhe é dado levar deste mundo”. confirmando as lições do Senhor. fazei par a vós bolsas que não envelheçam.  que  o  mau uso  da riqueza impõe  o  recomeço  difícil na  miséria.  de  uns  engendra  a  miséria  de  muitos  e  a  ambição  desmedida de poucos faz­se a causa da ruína generalizada que comanda multidões.

  Há  fortunas  de  valor  incalculável  que  apenas  são  consideradas  nas  suas  significações legítimas quando perdidas.  o  reconforto  e  a  caridade  escorrem  em  abundância. no intercâmbio da intriga.  * * *  Muitos dons humanos são fortunas inapreciáveis que não raro se convertem  em cárcere e limitação de conseqüências calamitosas.  na  disputa  de  ouropéis  enganosos. que reúne as condições para a verdadeira felicidade. E a palavra  pode  transformar­se.  na  aventura .  aniquilando  a  alegria.  outros  existem.  amargando  as  horas  e. o  carro  da  felicidade  esparge  oportunidades.  Como  são  conhecidos  homens  e  mulheres  cujos  bens  se  transformam  em  grades  de  presídio  e  corredores  de  loucura.  A  juventude.  pão  de  sustento.  representa  posse  incomparável...  ao  mesmo  tempo.  em  rota  luminescente.  as  artes  atingem  as  mais  belas  expressões.  Em diversas circunstâncias..  em  detrimento da paz. na direção das aflições humanas.  a  ciência  investiga.  no  entanto. as atividades se multiplicam benéficas. referindo­se à vida e às posses na Terra.  Por meio deles o progresso se desenvolve. amenizando as agonias de todo jaez.  Não fora a estes dirigida a referência do Senhor. conforme supõem muitos homens  enganados.  os  males  e  as  calamidades  no  mundo  diminuem.  na  alfândega da calúnia.  através  de  cujas  abençoadas  mãos  a  esperança  e  a  saúde.  campo  sublime  de  aprendizagem.. E malbaratam­na  no  jogo  de  prazeres  embriagantes.  Usam­na  destrutivamente  no  comércio  da  maledicência. São mãos estrelares que fazem fulgir e  refulgir o amor divino como luarização do bem. no tribunal da acusação.  porquanto  não  exclusivamente o dinheiro se converte em pesada carga de responsabilidade. não poucos se utilizam  da  riqueza  da  palavra.  água  refrescante a benefício de incontáveis corações.  sofrendo  acirrado combate.  E  são  esses  tesouros  que  merecem  cuidados  especiais.  Mesmo entre os chamados à lavoura do Evangelho..110 – Divaldo Per eir a Franco  49 VALORES E POSSES  Não somente o dinheiro constitui fortuna.. quando acentuando sobre a  escassez de ricos no Reino dos Céus. o patrimônio amoedado se converte em aflição  e  desgraça.

  é..  poder  estão  na  própria  indumentária  carnal.  A  saúde.. se vendido.  * * *  Jesus visitou a casa de Zaqueu.  És  detentor  de  fortunas  que  jazem  enferrujando  ao  abandono..  Compadece­te  sempre.  para  o  espírito. E jogam­na nos resvaladouros da insensatez e da  leviandade. examinando.  na  qual  toda  fortuna  aplicada  na  construção  do  amor  é  alavanca do progresso proporcionada por Nosso Pai para a grandeza do mundo e.  Assim.  * .  ante  os  ladrões  da  indolência  que  as  roubam  e  as  traças  da  negligência  que  as  gastam  e  paralisam.  milhares  e  milhares  de  criaturas  nublam­na.  vós os tereis sempre.  assim.  foi  severo  com  Judas.  Dela.111 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  dos  entorpecentes  destruidores.. representam a nossa oportunidade para crescer em plena glória solar  na direção do Rei Divino. em cheques  e depósitos.  conduzindo  o  dispositivo  reparador  em  forma  de  coerção  ou  sofrimento.  No  entanto. Mesmo  quando  temporariamente  enfermo  ou  limitado  um  corpo. mas a mim..  à  disposição  de  todo  espírito  em  romagem  evolutiva.  Riquezas. nem sempre”.  A  inteligência.  como  abençoando  os  tesouros  amoedados  e  os  seus  mordomos  temporários. que nasceu numa estrebaria para alar­se às estrelas desde  os braços de uma Cruz.  Preciosa  lição.  é  poderosa  riqueza  que  ninguém  malbaratará Inconseqüentemente. não penses em moedas e notas fiduciárias.. ao  mesmo  tempo.  fortunas.  aplicada.  espalhando  alegria  e  entusiasmo por onde sigam os teus pés.  mediante  as  reencarnações  redentoras.  que  lhe  serve  de  bênção  superior. sem ácidos corretivos.  Penetra­te da certeza dos bens maiores com que a vida te aquinhoa e coloca  em  multiplicação  os  recursos  de  que  te  encontras  possuído.  decorrem  alucinações  e  escravidão de longo curso. na qual muitos se perdem por anos a fio.  ensinando  que  as  fortunas  pessoais.  traduz  concessão  libertadora  que  não  se  pode  aplicar  no  sentido  destrutivo.  Todavia.  socorre;  exorta  com  amor.  apagando  as  suas  claridades sublimes. com as nuvens do ódio e do primitivismo moral. aceitou o  sepulcro  novo  doado  por  José  de  Arimatéia. concedeu entrevista a Nicodemos.  ama;  harmoniza  as  expressões  do  verbo  servir  e  usa  as  mãos  na  lavoura  da  semeação  da  esperança; movimenta  o  corpo na direção  do dever  e  faze  que se renovem sempre os valores poderosos de que te encontres possuído.  excelente  concessão  do  Alto  a  seu  benefício..  quando  este  se  referiu  ao  valor  do  bálsamo  com  que  a  pecadora  lhe  banhava os pés e cujo produto.  ajuda;  perdoa  generosamente.  doação  excelsa  de  Deus.  que  todos  detemos  mediante  a  reencarnação.  elaborada  através  de  milênios  e  milênios  na  escala  evolutiva. cédulas e promissórias para as necessidades aquisitiva imediatas. poderia auxiliar os pobres: “Os pobres..  retrucando.

 o administr ador  mais ou menos íntegr o e  inteligente desses bens”. ai estar á. também. 12:34)  *  “Os bens da Terr a per tencem a Deus.  (Lucas. que os distr ibui a seu gr ado. o vosso cor ação”. não sendo o  homem senão o usufr utuár io.112 – Divaldo Per eir a Franco  “Por que onde está o vosso tesour o.. Espírito Protetor   (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  M. Capítulo 16º — Item 10) .

  Divulgas o bem por amor do bem. Acautela­te na tolerância e  reserva­lhe a fraternidade. . se a conservas.  versículo doze. apesar disso.  As  tuas  palavras  de  advertência. navegando em situação de bonança.  arremetendo diatribes que te maceram. em  açoites que te alcançam.  podem  operar  milagres.  O  antigo  dedicado  de  ontem  não  deseja  mais  a  tua  lealdade  e  sai. tentando viver o bem.  já  que  elas  restaurarão  tua paz.  A  tentação.  O beneficiário da tua bondade.  na  sua  Epístola  universal. recusem­nas  momentaneamente. malsinando o teu nome. Confia na tolerância e aciona a fraternidade. Sustenta a tolerância e mantém a fraternidade  pensando nele.113 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  50 TOLERÂNCIA E FRATERNIDADE  O  ser  querido  desertou  do  lar.  Os convidados pela tua lição de sacrifício a participarem do banquete de luz  e vida do Evangelho..  todavia. se a perdeste. mas. Porfia na tolerância e trabalha  pela fraternidade. fazendo­te responsável  pela sua fuga.  possui  as  suas raízes no  cerne  daquele que  é  tentado.  Capítulo  um.  tocadas no  mais nobre  desejo  de  acertar. esquece  as tuas dádivas e faz­se soberbo.  Tolerância e fraternidade sempre. reponta freqüentemente. Talvez  aqueles a  quem as  ofertas. ensejando­lhe a nobre batalha da  própria redenção. ou manterão tua tranqüilidade. Continua tolerante e dissemina a fraternidade.  * * *  “Bem­aventurado  aquele  que  sofre  a  tentação  porque  quando  for  provado  receberá  a  coroa  da  vida  à  qual  o  Senhor  tem  prometido  aos  que  o  amam”  —  conforme  ensinou  o  apóstolo  Tiago. acusa­te. e como é natural.  não faltam as agressões ao bem que fazes e desafios por parte daqueles que supões  beneficiar.  são agora transformadas por antigos comparsas que se fizeram teus adversários.  por  isso  mesmo.  Em  toda  e  qualquer  circunstância  essas  duas  armas  cristãs.  da  “não  violência”. e sofres. apontam­te mil débitos.  ser­te­ão  benéficas  utilizá­las.. Sê tolerante e conserva­te fraterno em relação ao evadido.  vencido  pela  fragilidade  das  força  ainda  impregnadas de alta dose de animalidade; todavia.

 e Allan  Kardec.  Cada ensejo depurador é bênção impostergável.  Jesus convocou­nos ao amor incondicional e ao perdão das ofensas. em todas as circunstâncias e lugares.  sendo  a  fraternidade. na tríade que formulou.  A  sombra  é  geratriz  de  equívocos  como  o  erro  é  matriz  de  tormentos  íntimos naquele que o pratica.  são  lições  vivas  de  entendimento  humano. sem distinção  de RAÇAS NEM DE CRENÇAS. se alguém nos fere ou  magoa. 10:45)  *  “O homem de bem é bom.  nos  deveres  que  esposamos  à  luz  do  Cristianismo Redivivo.  Tolerância  e  fraternidade. A punição mais severa. facultando­lhe retornar com  a certeza de se recebido pelo nosso coração. Ora.114 – Divaldo Per eir a Franco  Viajores  de  muitas  experiências  malogradas. hoje ou amanhã.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. o discípulo fiel. com fundamentos injustos. para o transviado é  o despertar da consciência.  dessa  forma. Capítulo 17º — Item 3. nos acusa ou abandona.  somos  a  soma  das  nossas  dívidas em operação de resgate. tentando nossa fraqueza  ao  revide  ou  à  deserção  do  combate.  (Marcos. parágrafo 7) . humano e benevolente par a com todos. por que em todos os homens vê ir mãos seus”. portanto.  mantenhamos  tolerância  para  com  ele  —  o  instrumento inconsciente da Lei — e sejamos fraternos. mas par a ser vir e  dar  a sua vida em resgate de muitos”.  *  “Pois o filho do homem também não veio par a ser  ser vido. situou a Tolerância como uma das  bases  da  felicidade  humana.  como  roteiros  para  a  harmonia  que  buscamos.  o  espelho  onde  se  pode refletir a alma do amor.

 silencia e produze mais.  Nominalmente convocado  ao  pátio  da  censura  ou  ao  balcão  das  queixas  e  reclamações. abre  a  janela  da  esperança  e  vislumbra adiante  a  claridade que logo mais te envolverá.  açulando  a  indiferença  muda.  Se  te  sentires  inquieto  no  serviço  que  te  compete  realizar.  deparas  com  as  excelentes  concessões  da  vida  que  já  não  podes  desconsiderar. cruel; a tentação de “tudo abandonar”.  que  então  clareia  os  teus  passos.  envolvendo­te  em  atroada  avassaladora;  repentinamente  sentirás  a  mágoa  insidiosa  e  injustificável.  já  não  te  podes  permitir  navegar  como  antes:  em  “maré  baixa”. renova as força.  insistindo na tarefa encetada.  Se  perturbações  de  variada  ordem  te  impedem  de  prosseguir  na  execução  do  programa  da  tua  própria  libertação.  saindo  pela  porta  da  oração  dos  redutos  de  vibrações  negativas e perniciosas em que te encontres.  se  mantém  graças  ao  combustível  da  caridade.  insultado  por  companheiros que não acreditam no teu esforço. meditando  uma página consoladora antes lida.  Algumas vezes o veneno da ira amargurará teus lábios; em muitas ocasiões  a  balbúrdia  dos  desocupados  te  atordoará.115 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  51 RECURSOS ESPÍRITAS  Agora  que  assimilaste  o  precioso  conteúdo  das  lições  espiritistas. convidativas; e  perguntarás: que fazer? .  Em  razão  disso. reiteradamente chegará  à  tua  casa  mental;  a  deserção  de  inúmeros  companheiros  será  estímulo  para  o  teu  desânimo; as facilidades do caminho estarão fascinantes à tua frente.  utilizando os recursos  de  que  disponhas  e preenche  os  espaços  mentais vazios.  Descobriste os recursos do otimismo.  Conhecendo  as  “leis  dos  fluídos”  poderás  facilmente  identificar  as  companhias  espirituais. que te ameaça. por estar ao alcance dos teus recursos.  Vencido pela fadiga desta ou daquela natureza.  não  lamentes  nem  recalcitres:  eleva  o  pensamento aos Planos da Misericórdia Divina e labora ainda mais. e conquanto haja sombra circundando  a  tua  oficina  de  ação  nobilitante.  que  podes utilizar indefinidamente. não concedendo trégua à ociosidade. trabalha  pelo  bem  de  todos.  Assediado psiquicamente por Entidades levianas ou perseguidoras. da mansuetude e  da desculpa espontânea aos que não compartem contigo os propósitos de elevação.  A  fé. concorre com o rol da compreensão e da afabilidade.

  estimulando  a  produção  do  ôrro  ou  a  multiplicação  da  anarquia.  Aquele  que  conhece  o  Espiritismo  é  beneficiário  do  Consolador. avançando em rumo  definido. Capítulo 17º — Item 4.  cujo  chamado  escutou  e  atende.  Nenhum mal consegue triunfo no terreno reservado ao bem atuante.  também. se os apr eendem. parágrafo 2) . não os  aplicam a si mesmos”. o que equivale a cristão verdadeiro.  em  cuja  companhia não tergiversa.116 – Divaldo Per eir a Franco  Recorre aos recursos espíritas: ora.  amigo  da  Verdade. e ora sempre.  tomar  a  própria  cruz”  e  transformar­se em espírita autêntico. dos que acr editam nos fatos das manifestações não lhes  apr eendem as conseqüências. realiza o bom serviço. para adquirires resistência  contra o mal que infelizmente ainda reside em nós; permuta conversação enobrecida. rearticulando as força em desalinho; sorve um  vaso de água fluidificada.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  mas  é.  Tem  como  modelo  e  guia  Jesus.  em  cuja  fonte  haure  força  e  resignação.  prosseguindo  na  marcha  após  “renunciar  a  si  mesmo. restaurando a harmonia das células em desajustamento e.  Não te concedas a insensata cooperação com o pessimismo ou o desalento. sejam quais forem as circunstâncias. ou. 9:23)  *  “Muitos.  (Marcos.  a  rebeldia  ou  o  egoísmo. nem o alcance mor al.  *  “Se podes! Tudo é possível àquele que cr ê”. entretanto.  sobretudo.  pois que as boas palavras e os pensamentos bons renovam as disposições espirituais;  utiliza o recurso do passe socorrista. certo da vitória final.

  Mas  não  se  descoroçoa  se  o  excesso  da  chuva e o calor do sol lhe destroem a sementeira. assim.  Procura.  A fonte modesta roga caminho para correr; sem a força da corrente. entender também as respostas indiretas com que o Sublime  Amigo nos atende. mas consoante as nossas necessidades.  ainda  ontem.  recordando  que  o  fruto  nunca  precede à florescência e que esta desponta nos dedos da planta que se dilacera para  perpetuar a própria espécie.  Sucede.  Solicitavas. Refeito da dor retorna ao campo e  prossegue resoluto.  não  conforme os nossos desejos.  A tenra plantinha roga altura; mas sem que robusteça o tronco candidata­se  à destruição.  que  o  Celeste  Pai  responde  aos  nossos  apelos. ainda ontem.  Esperavas. e o defrontas a martirizar o coração. o sangue e as .  considerando a nobreza dos teus intentos. mesmo que as tuas mãos doloridas e calejadas roguem ungüento que não  chega. pois. e despertas  com as mesmas fraquezas do dia anterior.  firme  e  sobranceiro. porém.  acreditando­te  esquecido  dos  favores  divinos.  saúde  para  o  corpo  alquebrado  e  constatavas  a  presença da enfermidade. atende aos deveres que te competem  realizar; e. discernir para entender.  Oravas.  que  os  óbices  desaparecessem  do  caminho.  perde­se.  prossegue  esperando. e encontras a dificuldade ampliada como a  zombar do teu esforço.  que  o  problema  moral  fosse  suavizado  ante  o  auxílio que aguardavas do Céu. e surpreendes a ausência dos valores necessários.  ainda  ontem.  ainda  ontem. buscando força e robustez para o trabalho.  O  lavrador  atende  ao  solo  com  os  recursos  que  conta  em  si  mesmo  e  na  terra.  Nem sempre o que nos parece o melhor é realmente o melhor para nós.  Persevera no trabalho nobre e honroso. Deixa­te chegar.  Deixas­te  abater  pelo  desânimo.  auxílios  eficazes  para  a  continuação  do  labor  socorrista.  É necessário.  porém.  Muitas vezes o bem mais eficaz para o doente ainda é a enfermidade. e. consumida pelo solo. coroado com o suor.  Confiavas.  ainda  ontem.  A  chuva  e  o  sol  são  contribuições  que  a  misericórdia  celeste  lhe  dispensará  correspondendo  ao  mérito  da  sua  seara.117 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  52 RESPOSTAS INDIRETAS  Rogavas.

 dando algumas  sementes cem por  uma. 13:8)  *  “O homem que cumpr e o seu dever  ama a Deus mais do que as criatur as e ama  as cr iatur as mais do que a si mesmo.  *  “Outr a. caiu em terr a boa e pr oduziu fr utos.  as  flores  da  esperança  no  Céu  responderão  às  tuas  ansiedades com os frutos da paz e da felicidade. outr as sessenta e outr as tr inta”.  (Mateus. Capítulo 17º — Item 7. parágrafo 4) . finalmente.  É a um tempo juiz e escr avo em causa pr ópr ia”.118 – Divaldo Per eir a Franco  lágrimas  do  teu  esforço.  Lázaro  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

 porque as tuas aspirações sofrem a baba da  injúria  e  as  tuas  expressões  são  entendidas  como  acicates  que  no  entanto  não  esparzes.  Assim. .  A  excelência  dos  nossos  ideais  se  revela  no  testemunho  que  deles  oferecemos.  Tudo são permutas incessantes.  Reverenciando Jesus. porém. a pedra que atrita  destrói­se.  cada  qual  respira  no  clima  elaborado  pelo  pensamento  e  cultivado pela vontade.  Célula a célula compõe­se o órgão.  Fase ao produzir em nome do amanhã.119 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  53 PENHOR DE FÉ  Não  te  surpreendam  as  dificuldades  nem  as  incompreensões  na  esfera  da  ação  em  que  te  encontras  a  serviço  da  Era  Melhor  do  Espírito  Imortal.. que a lâmina que produz desgasta­se.. resgatando todos os débitos. não te aquietes no já feito.  Considera.  Todo  empreendimento  que  visa  a  modificação  de  estrutura  ultramontana  do  erro  experimenta a reação contrária da própria força em atuação.  Ante o que fazer. não retrocedas.  Começamos  e  recomeçamos  tarefas  de  sublimação  até  atingirmos  o  ápice  da libertação. o lume que clareia consome o combustível de sustentação. referes­te a desencantos e dubiedades.  que  em  última  análise  é  apenas  o  bem  ausente. também.  Apontas ásperas lutas e duras provas.  Partícula a partícula forma­se o vegetal.  Vibração a vibração aglutinam­se as força do Universo.  agradece  todo  empeço  e  azedume  que  te  apareçam.. o corpo que se  desenvolve e cresce para a glória do espírito caminha para o sepulcro..  Projetando  o  bem  esquece  o  mal. a Quem procuras atender e cujo amor te incendeia a  alma  em  pleno  despertar.  Não desfaleças.  Por  essa  forma.  arrolas desassossego e evasão.  O sol que nos sustenta aniqUila­se paulatinamente ao converter massa em  energia para o equilíbrio e manutenção dos astros que gravitam na sua órbita. abisma­te em desaire e amargura como se desejasses  um jardim florido para aspirar aroma e não uma gleba a transformar­se em seara de  bênçãos. evita a paisagem do passado.  Átomo a átomo agrega­se à molécula. ocorre no campo das aspirações morais. toda por inteira.

120 – Divaldo Per eir a Franco  perdoando sempre.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. o  perdão  que  ofertes  é  oportunidade  para  ti  mesmo. Capítulo 19º — Item 4) . 11:22)  *  “A ver dadeir a fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais  confiança em Deus do que em si pr ópr io. testemunhando a legitimidade dos teus propósitos. nada pode sem Deus”. por saber que. simples instr umento da  vontade divina. porquanto.  *  “Tende fé em Deus!”  (Marcos.  como  perdão  de  Nosso  Pai  na  direção dos teus desejos.

  A saúde recebeu mais expressiva carga de energia positiva.  Jungido à dor possuía a fé.  lobrigando  sensibilizar  Benfeitores  Desencarnados  que  interferiram  junto  aos  promotores  do  progresso  humano.  tornando­se onzenário.  graças  ao  labor  abençoado. às vezes recordava os dias idos experimentando.121 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  54 PROBLEMAS.  Sorriam êxitos e abundavam lucros. penetrando­se de fervor e desejoso por servir com abnegação e renuncia. . FACILIDADES E FÉ  Enquanto o discípulo do Evangelho laborava em dificuldade sob o peso de  problemas de variada denominação.  em  cuja  trilha  encontrava  segurança  para  a  marcha  e  sob  cujo  amparo lenha as feridas do sentimento estiolado. os equipamentos físicos e  psíquicos apresentaram­se saudáveis.  deixava­se  vencer  pelas  dúlcidas  consolações  a  fluírem  da  Boa Nova.  Pela memória.  objetivando­se  mais  amplo campo de serviço a bem do próximo.  Planos  de  auxílio  fraterno  enfloresciam  sua  alma  e  suas  mãos  diligentes  arregimentavam ações superiores para o exercício da caridade sem mesclas. e como o tempo lhe representasse patrimônio monetário que  poderia  conseguir  fez­se  faltoso.  Insensivelmente  o  discípulo  modificou  as  expressões  íntimas  do  comportamento. a breve tempo.  Nas  jornadas  de  estudos  embaía­se  de  responsabilidade  e  permitia­se  comunicar  pelas  excelentes  diretrizes  que  se  transformavam  em  roteiro  de  seguro  comportamento.  os  mapas  provacionais  de  modo  a  que  fossem  atenuados  seus  débitos  e  modificada  a  mecânica  da  sua  luta.  modificando. amargando enfermidade e dor.  Paulatinamente  modificou­se  a  paisagem  e  o  discípulo. é verdade. aquinhoados pela harmonia.  Dominado  pelos  compromissos  novos  afastou­se  da  charrua  da  caridade.  a  benefício  dele.  granjeou  amizades  eternas. foram tomadas  providências no metabolismo orgânico e.  sob  justificativas  superficiais  até  que  abandonou  em  definitivo  o  labor  a  que  se  encontrava  ligado  por  novos  deveres  a  que  se  submeteu dócilmente. afervorava­se na  vivência  cristã.  inusitada nostalgia.  Emocionado.

 haveis de r eceber ”. encontrou­se de consciência atormentada. Capítulo 19º — Item 7.  e conquanto portador de expressiva fortuna econômica partiu da Terra com as mãos  vazias. 21:22)  *  “A fé raciocinada. por  se apoiar nos fatos e na lógica. mas em paz de consciência estarás livre das conjunturas carnais adejando  além das situações dolorosas no rumo da plenitude da paz interior.  porém. antes que ele mesmo se adentrasse pela Imortalidade.  como  toda  a  circunstância  boa  ou  má  são  transitórias  pelo caminho da evolução.  Tem paciência e sofre confiante.  Enriqueceu e conquistou amigos. FÉ INABALÁVEL SÓ É A  QUE PODE ENCARAR DE FRENTE A RAZÃO.  Quando  menos  esperes.  Quando chegou a desencarnação. nenhuma obscur idade  deixa. terminando por vencer­lhe as resistências.  as  lutas  cessaram. O cansaço venceu­  lhe a intrepidez e os desenganos terminaram por deixá­lo só. Eis por que não se dobr a.  Amigos e bens não foram além do túmulo. parágrafo 3) .  Tudo passa. EM TODAS AS ÉPOCAS  DA HUMANIDADE”.  embora  lhe  agradassem  à  prosápia.  a  bajulação  da  leviandade  e  o  aplauso  da  fatuidade.  (Mateus.  *  “Tudo o que com fé pedir des em vossas or ações.  Espera e persevera no exercício do bem sem limite.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  face  aos  infortúnios  de  variada  classificação.  seguramente  o  dominava. recuperando o passado  de sombras e acendendo luzes de esperanças para o futuro.  perante  as  graves  e  dolorosas  conjunturas. atingiram­lhe apenas e somente  os portais de cinza e lama.  O tempo tomou­lhe a saúde e alterou diversas amizades.  a  ambição  desmedida. por que tem cer teza. A cr iatur a então crê. e ninguém tem cer teza senão  por que compr eendeu.  descobrirás  que  as  dores  se  foram.122 – Divaldo Per eir a Franco  A  volúpia  dos  valores  novos.  sob  a  constrição  de  qualquer  enfermidade  ou  sofrendo  transes  afetivos  sem  nome  e  sem  esperança.  não  te  arrojes  ao  desespero  nem  rogues  soluções  apressadas à Vida..  não  conseguiam  preencher­lhe  o  imenso  vazio  que  vagarosa..  da  existência  planetária.  * * *  Diante  das  dificuldades  de  qualquer  denominação.  Qualquer  situação.

  comprazem­se  em  estimular  o  fanatismo  exacerbado.123 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  55 FALSOS PROFETAS  Caracterizam­se  pelo  verbalismo  exagerado.  quando  no  corpo  somático.  Fáceis de identificar.  a  que  se  vinculam.  sábios  ou  santos  para  melhor  enganarem  os  espíritos  invigilantes.  temas  controvertidos  nos  quais.  Falsos profetas da Erraticidade.  quando  utilizando  a  instrumentalidade  mediúnica.  os  mais  variados temas.  com altas doses de empáfia com que se jactam guias e condutores. sejam quais forem as conclusões da honesta investigação do futuro.  que  se  comprazem  na  ilusão. dizendo­se feridos nos valores que a si se atribuem.  dando  prosseguimento  aos  programas  infelizes que lhes apraz.  quando se percebem suspeitos ante os que os ouvem.  cumulando­os  de  referências pomposas embora vazias de significação.  Tecem  comentários  vastos  sobre  a  vida  em  outros  planetas.  Amantes  da  ficção  e  sócios  da  mentira.  embora  encarnados.  prosseguem no engodo a que se permitiram arrastar.  Arrogantes. sintonizando com outras mentes  ociosas  do  plano  físico.  levianos. .  Quando se lhes solicitam esclarecimento ou permitem interrogações à cata  de  informes  com  os  quais  seja  possível  aquilatar­lhes  a  evolução. utilizando a palavra com habilidade. advertidos  e reprochados fraternalmente.  rebelam­se  ferozes.  enveredando  pelo  terreno  das  fantasias. traindo a inferioridade  em que se demoram.  discorrendo. dispõem  de válvulas para escapatórias vulgares.  Cultores  da  própria  vaidade.  Em  arroubos  dourados  comentam. que são!  A desencarnação não os modificou.  prolixos.  Pseudo­sábios  conforme  os  denominou  o  Codificador  do  Espiritismo.  tão  do  gosto  da  frivolidade  ou  da  ingenuidade  de  grande  cópia  das  criaturas  humanas. não obstante chegarem a conclusão nenhuma.  estimam  a  ignorância  presunçosa  dominadores  e  arbitrários. devem evangelicamente receber instrução. distantes da responsabilidade pessoal e intransferível da tarefa de renovação  interior. não se constrangem de utilizar  nomes  que  exornaram  personalidades  históricas.  Outras  vezes  arremetem­se  pela  seara  do  profetismo  sensacionalista. através de cujo recurso encorajam  os  sentimentos  infelizes  do  orgulho  entre  os  seus  ouvintes.

  por  não  desejar  que  ovelha  alguma que o Pai lhe confiou se perca.124 – Divaldo Per eir a Franco  Às vezes.  Preocupados em descobrir falhas e engodos descuram a atividade nobre de  ensinar corretamente.  (1ª Epístola de São João.  Confiam nas  força  que  supõem  possuir. a condição de espíritos atormentados.  revelando.  Expressam uma classe especial de falsos profetas — são os novos zelotes. perturbando­se.  porém.  jactanciosos. com que traem o estado Íntimo. todavia. testando a excelência moral  dos componentes da atividade espírita em começo.  Zelosos.  assim.  não  resiste  ao  tempo. investem contra grupos respeitáveis.  * * *  A  mentira.  nas  atitudes  apaixonadas  e  nas  posições  inamovíveis  a  que  se  fixam. logo desvelam os propósitos que os inspiram. por quanto muitos falsos pr ofetas se  têm levantado no mundo”.  ensinar  com  segurança  doutrinária  e  servir  sempre. não desacreditam a verdade:  iludem­se. em decorrência das atitudes e conceitos cultivados. NÃO CREAIS EM QUALQUER ESPÍRITO;  exper imentai se os Espíritos são de Deus. como é natural.  de  qualquer  procedência.  para  que  não  sejas  vítima daqueles espíritos atormentados e  enganadores do Além ­ Da mesma forma  não te faças acusador de ninguém.  Por  essa  razão.  *  “Meus bem­amados.  Precipitados. sem a excessiva preocupação de eliminar do campo os maus trabalhadores  aos  quais  concede  Ele  oportunidade  e  oportunidades.  Acreditam­se encarregados de guardar a Verdade e somente eles a possuem  em mais altas expressões.  pois  que  o  Senhor  até  hoje  trabalha. mas antes seja salva. encarnados ou desencarnados.  esquecidos  de  que  a  Vinha pertence ao Senhor que labora incessantemente. do próprio comportamento.  * * *  Também os há no plano físico.  preocupados  em  encontrar  em tudo e em todos mistificações e mistificadores.  Os que mentem. antes impõe­te a tarefa de proceder com retidão. companheiros atormentadores.  fiscalizando­se  com  maior  serenidade. 4:1)  * . descuidando.  a  benefício  da  Causa  ou  das  Idéias que dizem defender.  passam  como  fiscais  do  labor  alheio.  ama  tu  a  atitude  correta. relegando como deveriam os irresponsáveis à Lei que deles se  encarregará.  nem  à  meridiana luz da autenticidade.  ora  e  vigia.

 não entr e os homens. Capítulo 21º — Item 7. facilitar em a aceitação das mais  singular es e absur das idéias”.125 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  “O Espiritismo r evela outr a categor ia bem mais per igosa de falsos Cr istos e de  falsos pr ofetas.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. que se encontr am. or gulhosos e pseudo­  sábios. mas entr e os  desencar nados: a dos Espír itos enganador es. parágrafo 2) . hipócritas. que passar am da Terr a par a a er r aticidade e tomam nomes vener ados  par a. sob a máscara de que se cobr em.

126 – Divaldo Per eir a Franco  56 SEXO E OBSESSÃO  Espíritos  perturbados  em  si  mesmos  reencarnam­se  anatematizados  por  desequilíbrios  físicos  e  psíquicos  que  procedem  das  lembranças  negativas  e  dos  erros anteriormente praticados.  como  fator  essencial  para  a  comunhão.  examinar. das ambições desmedidas.  entre  os  homens.  Diariamente.  fascinadas  pelas  ilusões  do  prazer.  da  maledicência  sinistra.  E  por  ser  o  sexo  a  fonte  poderosa  que  faculta  a  perpetuação  da  espécie.  todavia. o amor é fundamental na vida de todos.  senão  o  único  meio  de  exteriorização  do  amor.  Espíritos aturdidos recomeçam a experiência carnal sob o guante de paixões  que  devem  superar  e  derrapam nas  experiências  comprometedoras  em  que  mais  se  infelicitam.  invariavelmente  vai  confundindo  nos  delineamentos  afetivos.  do  egoísmo  exacerbado.  as  mãos  vigorosas  da  paternidade. dos  Amorim alucinados que se conjugam em  nefandos conciliábulos de imprevisíveis resultados.  Estatísticas eficientes realizadas do lado de cá informam que  os processos  infelizes da criminalidade e do desespero procedem invariavelmente do ódio.  o  espírito  que  recomeça  a  caminhada  na  Terra  encontra  o  regaço  materno. Espíritos  ansiosos  vitalizam  as  idéias  que  os  atormentam  e  estabelecem  conexões  enfermiças  com  outras  mentes.  das  ansiedades  incontidas.  arrojam­se  a  despenhadeiros  da  loucura.  Espíritos  viciados  se  reacondicionam  no  corpo  somático  e  se  permitem  acumpliciamento  com  outros  seres  reencarnados  em  ultrizes  processos  de  vampirização  recíproca.  os  braços  fraternos .  porém.  açulados  por falsas necessidades a que se atiraram impensadamente nas existências passadas.  milhões  de  criaturas  mal  informadas  ou  desavisadas.  da  ira  freqüente.  Através  dele.  Sublime  campo  de  experiências  superiores  normalmente  se  converte  em  paul  sombrio  de  miasmas  asfixiantes  e  tóxicos  nefastos.  em  que  desarticulam  os  centros  genésicos.  que  o  ódio  resulta  das  frustrações  afetivas.  por  frustrações  e  desassossegos  sexuais.  Merece.  engendrando  dramas  obsessivos  de  conseqüências lastimáveis.  passando  a  experimentar desditas inenarráveis.  Por isso.  Espíritos  inquietos  reemboscam­se  na  indumentária  fisiológica.

 quanto te permitam as forças..  Provavelmente esse espírito está vinculado a outro espírito e chegaste tarde.  Não  esperes.  todavia.  o  ósculo  da  amizade  pura  e  a  certeza  do  reequilíbrio na oportunidade nova.127 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  transformados  em  asas  de  socorro.  após  a  superação  do  tormento  sexual.  Em razão disso.  explorando  os  centros  genésicos dos encarnados e esfacelando neles a esperança e a alegria de viverem.  Sublima­o  pela  continência. Antes.  o  travo  da  desilusão. ..  após  perderem  as  exigências  naturais  pelo  cansaço e disfunção que a velhice impõe. na Terra.  que  decorrem  de  frustrações  coercitivas a que se viram impelidas; outras se caracterizam conduzindo excessivas  doses  de  pudor.  mediante  a  correção  do  comportamento.  não  te  sendo  facultado  desatrelá­lo  das  ligações  a  que  se  permitiu  prender  espontaneamente.  que  estão  realizando  incessante  comércio  obsessivo com os que se permitem.  e  se  impedes  que  marche  na  direção  das  tarefas  para  as  quais reencarnou  sofrerás..  através  da  disciplina mental.  Entrega o teu amor à vida e envolve­o nas vibrações da ternura que felicita  e dulcifica aquele que ama.  Se  te  aproximas tardiamente  e  desfazes  os  laços  que  já  mantém. buscando as expressões da sua violência. como porta abençoada para a própria redenção.  O  teu  íntimo  amor  resplandecerá  um  dia.  Em  conúbios  terríveis  atiram­se  com  virulência. atormentadas e sedentas.  Não esperes a senectude para que te apresentes sereno. as alucinações sexuais e os desavisos  afetivos.  porém. porque é possível que o  compromisso dele esteja  à  frente. mais  tarde.  não  fruirás  a  felicidade.  quando  passe o infrene desejo imediato.  não  te  permitas  a  conjectura de sonhos escravocratas.  Não  o  esqueças  propositadamente  nos  cometimentos  humanos  em  que  te  encontras.  Muitas  pessoas  idosas  expressam  amarguras... Não o espicaces levianamente.  não  possuíres  força  para  o  cometimento.  que  o  ser  amado  seja  compelido  a  responder­te  às  aspirações..  após  a  travessia  lamentável  pelos  perigosos  rios  do  uso  desequilibrado. não o atormentes com exigências.  absorvendo  por  processos  mui  complexos  as  expressões  do  prazer  fugidiço e instalando as matrizes de desequilíbrios irreversíveis.  Se chegas antes. para que os  anjos guardiães vigilantes te distendam mãos compassivas e bálsamo tranqüilizador. na Erraticidade. ama.  * * *  Há mentes ociosas.  Sutilmente  instilam  os  pensamentos  depressivos  ou  açulam  falsas  necessidades.  descambando para a aversão  sistemática;  diversas  fingem  ignorá­lo. quanto o que é amado.  desde  os  dias  da  juventude. em paisagem de festa em que o teu espírito cantará a música da liberdade e  da paz. ora e roga o socorro do Alto.  Muitos  males  que  não  podem  ser  catalogados  facilmente  decorrem  de  íntimas  inquietações  nos  departamentos  do  sexo  atribulado.  Se. vitimadas por  paixões  que  ainda  não  se  aplacaram.  de  que  se arrependem  dolorosamente.

 adultér ios. fur tos. Para tanto. Levanta o pensamento a Jesus e a Ele te entrega em  regime  de  total  doação. ora e  trabalha pelo bem comum.  Quando  pensamentos  inusitados  te  sombrearem  os  painéis  mentais  com  idéias  infelizes;  quando  afetos  dúlcidos  se  transformarem  nos  recessos  do  teu  coração  em  fornalha  de  desejos;  quando  a  ternura  com  que  envolves  os  a  quem  estimas  ou  amas  se  te  apresentar  ardente  ou  angustiante;  quando  passares  a  sofrer  dolorosas constrições na organização genésica tem cuidado!  Certamente  estarás  sendo  obsidiado  por  outros  Espíritos.128 – Divaldo Per eir a Franco  Vigia a mente e controla o sexo. 15:19)  *  “Ide.  Ide. encaminhando­te na direção da harmonia.  for nicações. sem temor : afastai cuidadosamente tudo o que vos possa  entr avar a marcha par a o objetivo eter no”. por tanto.  certo  de  que  o  Vencedor  de  todos  os  embates  te  ajudará a  sair da constrição cruel. Capítulo 21º — Item 8. meus filhos bem­amados. e o bem de todos te oferecerá o lenitivo e a força para a  libertação a que aspiras.  Luis  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. na r ota bendita que tomastes. caminha sem ter giver sações.  *  “Pois do cor ação pr ocedem maus pensamentos. sem  pensamentos ocultos. parágrafo 5) .  (Mateus. falsos testemunhos. blasfêmias”. em trama contínua para te arrojarem nos  despenhadeiros da alucinação. homicídios. ide sempr e.  encarnados  de  mente vigorosa ou desencarnados infelizes.

. ..  e abrindo  nobres ensanchas para o intercâmbio com as Esferas Espirituais.  não  raro.  as  diretrizes dos destinos e os impositivos da dor.  e  elucidando  os  enigmas  do  ser.  no  amor  e  na  caridade  constitui. dessa forma.  Depois  d’Ele.  Concomitantemente.  gerando.  que  retornavam  com  as  mesmas  características  da  personalidade  desenvolvida  antes  do  túmulo.  inconfundíveis..  exteriorizando  as  emoções e as sensações compatíveis ao estado de evolução de cada um.  dos  quais  ressumavam  a  essência  da  vida  verdadeira. nas Escolas de iniciação.  em  conseqüência.  facultando  o  renascimento  do  Cristianismo  nos  espíritos  e  nos  corações.  Seus  encontros  com  os  libertos  da  carne. ainda hoje.  —  conduzindo.  o  culto  dos  mortos  entre  os  povos  primitivos  se  espalhou  pelas  múltiplas  Civilizações  da  antigüidade. longo comércio com o Mundo Espiritual em inolvidáveis  diálogos. exigiam.  —  “deuses”  que  se  fariam  crer..  Allan  Kardec.  E  a  ética  decorrente  desse  convívio.  que derrapavam.  Entidades primárias e viciosas. a linha de equilíbrio e base de segurança para a vida.  magos  e  sacerdotes  do  passado  mantiveram. traduzindo os desejos dos “deuses”.  quase  sempre..  Os  holocaustos  desta  e  daquela  natureza  foram  sofrendo  variações  por  impositivos  do  progresso  até  assumirem  conceituação  metafísica.  foi  investido  pelo  Alto  com  a  inapreciável  condição  de  desvelar  a  vida  além  da  sepultura. que o tempo se encarregou de suprimir. estabeleceu­se  o intercâmbio entre os dois mundos: o  dos  encarnados  e  o  dos  desencarnados.  e  em  consequência.  o  Missionário  francês.. os  mortos sempre assumiram papel preponderante.  os  chamados  mortos  receberam  o  necessário  respeito.  conquistadores  e  reis.  vazada  na  elevação  moral  e  na  renúncia.  ocupando  o  devido  lugar.  transmudando  a  mecânica da forma para a essência do espírito sacrificial.  * * *  Com  Jesus.  o  pensamento  humano  às  nascentes  da  vida.129 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  57 CULTOS AOS MORTOS  Resultante  da  ignorância.  de  Lion.  são  memoráveis. utilizando­se das paixões vigentes.  a  imortalidade.  lamentáveis  processos  de  desregramento  religioso.  em dolorosos conúbios obsessivos.  a  comunicabilidade e a reencarnação do espírito.  Nos santuários dos Templos.  selvagens.  no  entanto.  mencionados  no  Evangelho. nos “Mistérios”. sacrifícios de vidas humanas.  Filósofos  e  heróis.

 em realidade. diminui a fome. fomenta a  concórdia. em memória dos teus mortos queridos.  Ajuda.  em hipnose  inditosa. e chuvas de bênçãos cairão sobre eles.  através  da  tua  valiosa  dádiva  de  amor.  Nem  melhor nem pior do que era.  Já não necessitam  dos mimos enganadores nem das demonstrações exteriores do mundo da forma.  entre viciações  e  engodos.  Não mais a morte. alfabetiza.  Mortos estão. compreendem melhor o que foram.  Morrer  e  viver  nas  vibrações  materiais  são  contingências  que  dizem  respeito a cada um. e liberta­os das evocações dolorosas do vaso carnal. Têm  agora outro conceito.  Respeita­lhes a memória. distribui a esperança.  os  hábitos  infelizes  se  rompem. recordando aqueles a quem amas e  que partiram para o mais além.  * * *  Por essa razão.  colaborando  com  tirocínios  lúcidos e comprovações indubitáveis da continuidade da vida após a morte. nem tampouco o  culto  da  personalidade. não lhes  açules  as  paixões  subalternas  com  oferendas  de  ordem material. enseja o medicamento.  Morrer é.  Apaga  os  círios  de  parca  luminescência  e  acende  a  luz  da  caridade.  deambulando. abençoando­te  também.  Ninguém  se  aniquila  na  morte.  Muda­se  de  estado  vibratório  sem  que  se  opere mudança intrínseca naquele que é considerado morto. mas desvincula­os das coisas transitórias.  Ama­os. . Em tõda a parte exulta a vida.  Mitiga a sede.  Cada  ser  é  além  do  corpo  o  que  cultivou  na  indumentária  carnal.  através  da  mediunidade dignificada.  de  imediato. também.  Porque  a Terra necessitasse  de  inadiável  despertamento  para  as realidades  do  espírito.  pensando neles. não se  apagam dos painéis espirituais ao toque mágico da desencarnação. que  sustentarão vidas em quase extinção. As construções mentais.  os  que  se  demoram  ao  teu  lado experimentando aflições e desesperos. que vivem.  ampliando  enormemente  os  horizontes  do  entendimento  sobre  a  vida imperecível.130 – Divaldo Per eir a Franco  Os próprios Imortais aquiesceram em elucidar os enigmas humanos com a  divina  permissão. reviver. após o decesso orgânico. para que as lâmpadas de misericórdia que coloques em outras vidas  possam transformar­se em claridade sublime nas consciências deles. como poderiam e deveriam  ter sido.  os  Embaixadores  dos  Céus  mergulharam  no  corpo  e  renasceram  nos  diversos  campos  do  pensamento  e  da  investigação. se não souberam conduzir a experiência pelas nobres linhas da  elevação moral. aqueles que têm fechados os olhos para a vida e  jazem  anestesiados  na ilusão. repetindo a mensagem do Cordeiro de Deus aos corações  amargurados e contribuindo com farta cópia de revelações novas. e lamentam.  Luminares  do  Reino  mantiveram  comunhão  com  os  homens.  Transforma  as  flores  débeis  que  logo  fenecem  em  pães  de  esperança. longamente atendidas.  graças  ao  bisturi miraculoso da morte. divulga a paz.

  sabendo  por  antecipação  que  um  dia  virá  em  que  jornadearás. o Espír ito ausente quem o infunde”.  não  os  exaltes  em  qualidades  que  não  possuem.  organizais  emocionalmente. jamais. parágrafo 2) .131 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  Não  os  pranteies  em  desesperos.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. em chegando o momento da desencarnação. voltando a estar ao lado deles. sendo feliz outra  vez. não  te detenhas atado às mazelas nem às constrições do vasilhame carnal. 8:52)  *  “O r espeito que aos mor tos se consagr a não é a matér ia que o inspir a. é. E como dispões ainda de tempo para preparar a sua viagem de retorno à Pátria  Espiritual. pela  lembr ança. nunca.  *  “Se alguém guar dar  a minha palavr a.  Recorda­os  na  saudade  e  mantém­nos  na  lembrança  do  carinho.  na  direção  desse  Mundo em que eles se encontram. pr ovar á a mor te”.  (João. Capítulo 23º — Item 8.  entregando  tua  vida  à  Providência  Divina  e  vivendo de tal forma no corpo que.  também.

  que  é  o  amor  em  começo.  esperando  socorro. oscilando entre a perspicácia da contrariedade ao  azedume  cruel  do  ódio  que  conseguem. a ira nos  que o cercam é o primeiro sentimento que investe promovendo reações imediatas às  suas atitudes ferintes.  os  soberbos.  Viuvez e orfandade apresentando angústias indescritíveis na expectativa de  compreensão.  * * *  A  piedade  fraternal.  de  uma  companhia discreta e de um auxílio.  A agressividade desta ou daquela natureza compõe naturalmente um quadro  de reações que o instinto engendra.  a  atitude  próxima  é  a  da  revolta  que  assoma  no  coração  generoso  do  doador.  Soledade  falando  baixinho  à  necessidade  de  um  braço  amigo. agora cioso por um pronto desforço.  Lágrimas  copiosas.  porquanto .  Pelas características de que se revestem. logo descobre como co­participar de todo esse triste festival de angustias no  cenário desolador das dores humanas.  Piedade.  os  cruéis  porque  são  possivelmente  membros  de  um  organismo  social  dos  mais  doentes.  piedade para  os  maus.132 – Divaldo Per eir a Franco  58 PIEDADE FRATERNAL  Perfeitamente  natural  é  o  sentimento  de  compaixão  pelos  que  padecem  aflições inominadas no carreiro das provações humanas.  à  soberbia.  Ao  lado  do  ingrato  assinalado  pelo  esquecimento  de  todo  o  bem  que  recebeu.  os  ingratos.  aguardam  o  lenço  que  lhes  enxuguem  todas  as  expressões de infortúnio. não  poucas  vezes. em forma de migalha de entendimento a fim de  diminuir o abismo do vazio interior.  mui  difícil  é  a  dádiva  da  piedade  fraternal.  de  modo  a  tornar  menos  ácido  o  cálice  horrendo  de  desespero  e  de  mágoa. o presunçoso e o soberbo.  convoca  as  atenções  para  as  feridas  que  expõe  no  corpo  dilacerado  dos  que  lhes  caem  nas  malhas.  mercadejando  os  interesses  aflitivos.  roubar  a  paz tisnando  a  lucidez dos que lhe são vítimas indefesas.  A  dor.  filha  dileta  da  caridade  excelsa.  No  entanto.  gritando  misericórdia  aos  ouvidos  atentos  à  musicalidade  dos  sofrimentos.  à  presunção.

  convém não esqueçamos que ante a surra da ingratidão geral que o levou à Cruz.133 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  ignoram  o  câncer  que  os  vitima  por  dentro. pois. do contr ár io.  não r eceber eis recompensa de vosso Pai que está nos céus”.  do  conduzido  pelo  corcel  fogoso  das  paixões  arbitrárias que nos humilha e nos aguilhoa. que ignorava a sandice atormentadora e a obsessão de que era objeto.  A  piedade  é  um  sentimento  multiface. 6:1)  *  “Todos então se por ão sob a mesma bandeir a:  a da car idade.  a  dor  discreta  nos  comove. zombando muitas vezes do nosso valor.  que  todos  devemos  agasalhar  no  coração.  (Mateus.  por ignorância total da infelicidade que portam consigo. de acor do com a  ver dade e os princípios que vos tenho ensinado”.  par a serem vistas. e as coisas serão r estabelecidas na Ter r a. o  seu  último  pensamento  e  suas  últimas  palavras  foram  a  rogativa  ao  Pai  para  que  perdoasse os crucificadores e os traidores. pois que eles não sabiam o que estavam a  fazer.  *  “Tende cuidado em não pr aticar as boas obr as diante dos homens. até o dia em que seja possível a perfeita fraternidade Universal.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. Capítulo 23º — Item 16.  mas.  é  piedade  também  o  ato  de  paciência  ao  lado  do  rebelde.  as  lágrimas  em  silêncio  nos  chamam  à  compaixão.  Como  é  verdade  que  Jesus  se  compadeceu  da  pobre  mulher  surpreendida  em adultério. que continua qual luminoso roteiro para o homem através dos tempos sem  fim. parágrafo 2) .  ensinando  com  a  eloqüência  do  exemplo  a  mais  sublime  página  de  piedade  fraternal.  O  sofrimento  resignado  nos  compunge.  mais  próximos  do  aniquilamento  da  vaidade do que eles próprios supõem.

 em romagem redentora.134 – Divaldo Per eir a Franco  59 SOCORRO MEDIÚNICO  Uma  dor  que  se  alonga.  apagada. possam  as  suas  lágrimas  escorrer  pelos  teus  olhos  e  na  tua  face  exsude  o  suor  que  neles .  o  medicamento  operante. sem ao menos um repouso.  por  cujos  caminhos ele resgata os débitos e se aprimora.  capaz  de  lenir  a  profunda exulceração que perdura.  Com  a  medida  das  tuas  dores  que  nunca  atingem  o  superlativo  das  desesperações.  amainada  por  freqüentes  raios  de  alegria  penetrante;  uma  soledade devastadora.  o  concurso  da  oração  e  vários  outros  misteres  com  que  a  Divindade  faculta  a  amenidade  das  provas  e  expiações  ao  espírito calcêta.  amenizada  por  intervalos  de  paz  e  repouso;  uma  aflição  que  constringe.. Tais seres são os nossos irmãos que jazem além  da sepultura.  conduzidos pelas mãos anônimas e misericordiosas da caridade do Senhor.  de  quando  em  quando..  fá­las  diminuídas pela intensidade das vibrações do  veículo  carnal que concede tréguas à  consciência.. o concurso de uma palavra gentil.  * * *  Reflexionando  no  quanto  devem  doer  essas  dores. as mãos em  concha  de  caridade  ou  uma  prece  emocionada  e  intercessória.  examina  as  dores  daqueles  outros  espíritos  que  se  perderam  em  si  mesmos..  são  pungentes  provações  ao  lado  de  outros  abençoados  recursos  de  que  a  Vida  se  utiliza  para  conduzir  o  homem  encarnado  à  rota  da  Espiritualidade.  apagando  a  lucidez  da  razão  e  demorando­se  longamente  em  contínuo  padecer. na cela apertada das tristes e cruéis evocações sob  o  látego  das  lembranças  ultrajantes  ou  revivendo  sem  termo  as  dores  que  neles  precederam à desencarnação. interrompida pela presença  fraterna  de  corações  amigos  e  mentes  abnegadas  ao  lado;  uma  ansiedade  que  despedaça.  E  o  mergulho  no  corpo  físico. nas regiões retificadoras do Mundo Espiritual.  empurrando­te  na  direção  deles  para  oferecer­lhes  o  mecanismo  da  tua  mediunidade. desagregando a harmonia interior.  por  pausas  de  paz  refazente;  uma  enfermidade  de longo  curso  sob  anestésico  calmante nos  instantes  de  grande  crise.  tendo­se  em  vista  as  pausas  do  sono  reparador.  a  fim  de  que.  sentirás  diminuídos  os  teus  problemas  e  um  sentimento  de  puro  amor  animar­te­á.  por  mais  afligentes  sejam  as  dores. perdidos na consciência  vilipendiada pelos próprios erros.  a  presença  de  afetos  generosos.  diminuída  por  estados  de  renovação  e  esperança;  uma  angústia  esmagadora.

135 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  goteja.  na  direção  da  Excelsa Felicidade.  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  sendo  a  “Luz  do  Mundo”. nossos irmãos que são. podendo falar pela tua garganta e ouvir a palavra esclarecedora do Evangelho  pelos teus ouvidos.  os  teus  pequenos  problemas  e  as  tuas  débeis  agonias  para  os  ajudar.  assim.  para  nos  ensinar  a  amar.  Esquecerás.  desceu  até nós. dignos todos. libertar­se de  tão pesada canga.  negligência  ou  impiedade. conseguindo renovar­se interiormente e.  *  “Espír ito mudo e sur do.  desse  modo.  contribuindo  eficazmente  no  ministério  socorrista  pela  mediunidade  com  Jesus.  alçando­nos. É apenas uma aptidão par a ser vir de instr umento mais ou  menos útil aos Espír itos. 9:25)  *  “A mediunidade não implica necessàr iamente r elações habituais com os  Espír itos super ior es. logo após. nas  sombras  da  morte.  para  os  que  tombaram  por  ignorância. eu te or deno: sai dele e nunca mais nele entr es”  (Marcos. recomeçando em província nova o tratamento das enfermidades e  preparando­se para o amanhã. Capítulo 24º — Item 12.  E  perceberás  porque  Jesus. parágrafo 5) . da colaboração amorosa da nossa  solidariedade fraternal. em ger al”.

 Capítulo 27º — Item 11)  —  Fim  — .  vencidos  em  si  mesmos. obtém o homem o concur so dos bons Espír itos que acor rem a  sustentá­lo em suas boas r esoluções e a lhe inspirar idéias sãs”. mas.  desesperadas.  Senhor. amando neles toda a família universal em cujos braços  renascemos.  o  pouco  valor  que  temos.  (Marcos..  recordando­nos de Ti.  ignorantes  e  analfabetos.  identificamo­nos  com  o  que  possuímos íntimamente. 11:24)  *  “Pela pr ece.  a  quem  prometemos  o  pão  do  entendimento;  As crianças delinqüentes que nos buscaram com a mente em desalinho;  Os  calcetas  que. não nos permitas que esqueçamos  aqueles com quem nos honraste o caminho iluminativo:  As  mães  solteiras..  (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.  nos  feriram  e  retornaram  às  nossas portas;  Os enfermos solitários.  crede que o obtereis e concedidos vos ser á o que pedir des”. contigo. Ajuda­nos a manter  o compromisso de amar­Te. confiantes em nosso auxílio;  Os esfaimados e desnudos que chegaram até nossas parcas provisões;  Os  mutilados  e  tristes.136 – Divaldo Per eir a Franco  60 ORAÇÃO NO ANO NOVO  Senhor Jesus!  Ante as promessas do ano que se inicia.  *  “Seja o que for  que peçais na pr ece. que nos fitaram. tudo podemos e fazemos.  Sabemos.  que  nos  visitaram.

137 – FLORAÇÕES EVANGÉLICAS (pelo Espírito J oanna de Ângelis)  www.luzespirita.org .

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