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Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010)

Augusto Nelson Carvalho Viana

CAPÍTULO 1 - GENERALIDADES SOBRE MÁQUINAS DE FLUXO

1 – CONCEITOS E DEFINIÇÕES

1.1 – Máquina de Fluxo

Máquina

de

Fluxo

é

uma

máquina

de

fluido

em

que

o escoamento flui

continuamente e opera transformações do tipo E mecânica E cinética E pressão. Exemplos: Turbinas hidráulicas, turbina a vapor de fluxo, turbina a gás e bombas centrífugas.

1.2 – Classificação das Máquinas de Fluxo

As máquinas de fluxo podem ser:

Motoras: transformam energia do tipo

E pressão E velocidade E mecânica

Exemplos: turbinas hidráulicas, tu rbina a vapor de fluxo e turbina

a gás

Geradoras: transformam energia do tipo:

E mecânica E velocidade E pressão

Exemplos: Compressor de fluxo e bombas de fluxo.

As máquinas de fluxo podem ser térmicas ou hidráulicas. Nas máquinas de fluxo térmicas, o fluido é compressível, enquanto que, nas hidráulicas, o fluido é incompressível. Neste curso, estudaremos as máquinas de fluxo hidráulicas.

  • 2 – MÁQUINAS DE FLUXO MOTORAS

2.1 - Turbinas Pelton: Máquinas de ação, escoamento tangencial. Operam altas quedas e baixas vazões.

Podem ser de um (01) jato, dois (02) jatos, quatro (04) jatos, (05 jatos) e seis (06) jatos. O controle da vazão é realizado na agulha e injetor. A Figura 1 mostra uma turbina Pelton de dois (02) jatos, com suas partes principais, enquanto a figura 2 apresenta uma turbina Pelton de seis (06) jatos.

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010)

Augusto Nelson Carvalho Viana

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 1 – Turbina Pelton, de dois

Figura 1 – Turbina Pelton, de dois (02) jatos e eixo horizontal

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 1 – Turbina Pelton, de dois

Figura 2 – Turbina Pelton com seis (06) jatos

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Exemplos de Centrais Hidrelétricas com Turbinas Pelton

 

CENTRAL HIDRELETRICA SÃO BERNARDO

 
 

Cidade: Piranguçu – MG, Empresa: CEMIG

 

Q

H

n

Pe

[m 3 /s]

[m]

[rpm]

[kW]

0,286

599

1200

1345

0,286

599

1200

1345

0,860

599

1200

4043

 

CENTRAL HIDRELÉTRICA CUBATÃO 2

 
 

Cidade: Cubatão – SP

 

Q

H

n

Pe

[m 3 /s]

[m]

[rpm]

[MW]

12,7

684

450

65

Obs: São seis (06) grupos geradores e cada turbina possui quatro (04) jatos.

2.2 - Turbinas Francis: Máquinas de reação, escoamento radial (lenta e normal) e escoamento misto (rápida). Operam médias vazões e médias quedas.

O controle da vazão é realizado no distribuidor ou sistema de pás móveis. A figura 3 mostra a turbina Francis em duas vistas, apresentando suas partes principais. Os rotores lento, normal e rápido são mostrados na figura 4.

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Exemplos de Centrais Hidrelétricas com Turbinas Pelton

Figura 3 – Partes principais da turbina Francis.

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Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 4 – Rotores Francis lento, normal

Figura 4 – Rotores Francis lento, normal e rápido.

Exemplos de Centrais Hidrelétricas com Turbinas Francis

 

CENTRAL HIDRELÉTRICA LUÍZ DIAS

 
 

Cidade: Itajubá – MG, Empresa: EFEI (CEMIG)

 

Q

H

n

Pe

[m 3 /s]

[m]

[rpm]

[kW]

3,75

 
  • 28 720

900

3,75

 
  • 28 720

900

3,75

 
  • 28 720

900

Obs.: O rotor de cada turbina é duplo (gêmeo)

 
 

CENTRAL HIDRELÉTRICA ITAIPÚ

 
 

Q

Cidade: Foz do Iguaçu – PR, Empresa: FURNAS H

n

Pe

[m 3 /s]

[m]

[rpm]

[MW]

680

118,4

91,6

715

Obs.: 20 máquinas iguais, com cada gerador tendo potência 700 [MW]

2.3 - Turbinas axiais: Máquinas de reação, escoamento axial. Operam grandes vazões e baixas quedas.

O controle de vazão é realizado: turbina Hélice – pás do distribuidor (simples regulagem) e turbina Kaplan – pás do distribuidor e pás do rotor. A figura 5 mostra um rotor de uma turbina Hélice e um rotor de uma turbina Kaplan. A figura 6 apresenta o desenho da turbina Kaplan da Central Hidrelétrica Machicura (Chile), e a figura 7 mostra o arranjo da Central Hidrelétrica Liga III (Suécia) . Existem outros tipos de turbinas axiais como tubulares S e as Bulbo, ambas com rotores Kaplan. A figura 8 mostra uma turbina axial, tipo tubular S.

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Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 5 - Rotor Hélice - Axial
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 5 - Rotor Hélice - Axial

Figura 5 - Rotor Hélice - Axial de simples regulagem (foto à direita), rotor Kaplan - Axial de dupla regulagem

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 5 - Rotor Hélice - Axial

Figura 6 – Turbina Kaplan da Central Hidrelétrica de Machicura, Chile; (duas) 02 máquinas de 36,7 [m], 144,2 [m 3 /s] e 48,4 [MW].

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Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 7 – Arranjo da Central Hidrelétri

Figura 7 – Arranjo da Central Hidrelétrica Liga III, Suécia; uma (01) máquina com 39 [m], 516 [m 3 /s] e 182,6 [MW].

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 7 – Arranjo da Central Hidrelétri

Figura 8 – Turbina axial, tipo tubular S, rotor Kaplan e eixo horizontal.

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Exemplos de Centrais Hidrelétricas com Turbinas Axiais

CENTRAL HIDRELÉTRICA JOSÉ TOGNI (BORTOLAN)

   

Q

Cidade: Poços de Caldas – MG, Empresa: DME H

n

Pe

[m 3 /s]

[m]

[rpm]

[kW]

7

12

450

556

Obs.: A turbina é do tipo tubular S

 
   
 

CENTRAL HIDRELÉTRICA TAQUARUÇÚ Empresa: CESP

 

Q

H

n

Pe

[m 3 /s]

[m]

[rpm]

[MW]

511

21,9

85,7

103

Obs.: cinco (05) máquinas iguais

 

3 – MÁQUINAS DE FLUXO GERADORAS

3.1 – Bombas de Fluxo

As

bombas

de

fluxo

têm três

tipos

de

rotores quanto ao sentido

do

escoamento ao passar no interior do rotor: radial, mista e axial, como mostra a

figura 9.
figura 9.
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Exemplos de Centrais Hidrelétricas com Turbinas Axiais
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Exemplos de Centrais Hidrelétricas com Turbinas Axiais

Figura 9 – Rotores radial, misto e axial.

3.1.1 - Bombas centrífugas: Máquinas de reação; o escoamento ao passar pelo rotor é radial.

Operam baixas vazões e altas alturas (pressões). Podem ter um (01) rotor ou vários rotores; simples sucção ou dupla sucção (rotor gêmeo); rotor fechado, semi aberto ou aberto, eixo horizontal ou vertical. A figura 10 mostra um rotor de simples e dupla sucção, ambos com escoamento radial, enquanto a figura 11 apresenta os rotores fechado, semi-aberto e aberto, que são utilizados em função da viscosidade ou do tipo do líquido.

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Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 10 – Rotores radiais de simples
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 10 – Rotores radiais de simples
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 10 – Rotores radiais de simples
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 10 – Rotores radiais de simples

Figura 10 – Rotores radiais de simples sucção e dupla sucção

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 10 – Rotores radiais de simples

Figura 11 – Rotores fechado, semi aberto e aberto.

Na figura 12, a bomba é classificada como sendo simples sucção, rotor radial ou centrífugo, de um (01) estágio e eixo horizontal. A figura 13 apresenta um bomba de simples sucção, rotores radiais ou centrífugos, de quatro estágios e eixo horizontal.

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Saída Entrada
Saída
Entrada

Figura 12 – Bomba radial, de simples sucção, um estágio e eixo vertical.

Saída Entrada
Saída
Entrada

Figura 13 – Bomba centrífuga de cinco (05) estágios, simples sucção e eixo horizontal.

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3.1.2 - Bombas mistas: máquinas de reação; o escoamento ao passar pelo rotor é misto ou diagonal.

Operam médias vazões e médias alturas. Podem ter um (01) rotor ou vários rotores, simples sucção ou dupla sucção. Na figura 14 a bomba pode ser classificada como de simples sucção, rotor misto ou diagonal, um (01) estágio e eixo horizontal.

Saída

Entrada

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana 3.1.2 - Bombas mistas : máquinas de
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana 3.1.2 - Bombas mistas : máquinas de

Figura 14 – Bomba de eixo horizontal, simples sucção, escoamento misto e simples estágio

3.1.3 - Bombas axiais: máquinas de reação; o escoamento ao passar pelo rotor está no sentido do eixo ou axial.

Operam grandes vazões e baixas alturas. Normalmente a bomba axial opera com apenas um rotor, podendo ser de eixo horizontal ou vertical. A maior parte das instalações com bombas axiais apresenta-se com eixos verticais. Como exemplo pode-se citar instalação de bombeamento do Córrego Água Espraiada na cidade de São Paulo, com quatro bombas axiais de eixo vertical, cada unidade tendo os seguintes dados nominais:

H = 6,2 [m]; Q = 11,25 [m 3 /s]; n = 330 [rpm]; P e = 866 [kW].

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A figura 15 mostra uma bomba de eixo vertical, simples sucção, três (03) estágios e rotores de escoamento misto. Neste caso os rotores estão submersos, mas o motor não. Elas também são conhecidas como de eixo prolongado, podendo ter um (01) ou mais rotores e com escoamento radial, misto ou axial. Existem outros tipos de bombas com eixo vertical. Por exemplo, as bombas submersas, onde bomba e o motor estão dentro do líquido. Essas bombas são utilizadas em poços profundos.

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana A figura 15 mostra uma bomba de

Figura 15 – Bomba de eixo vertical, simples sucção, três (03) estágios e rotores mistos

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4 – ROTAÇÃO ESPECÍFICA

Definição: é uma grandeza que define a geometria ou o tipo de rotor da máquina de fluxo.

  • 4.1 – Rotação Específica para Turbinas e Bombas

Sistema internacional: n qA

n

q

A

=

3 10 . n . Q
3
10
. n .
Q

(

H . g

) 3 / 4

n rps

Q m

3

/ s

H m

g m / s

2

Sistema técnico: n qt

n

q

t

=

n . Q
n .
Q

H

3 / 4

n rpm

Q m

3

/ s

H m

Sistema Inglês: n qt (USA)

Relações

n . Q
n .
Q

3 / 4

n

q

t

(

USA

) =

H Q gpm

n rpm

H pés

n

q

A

= 3.n

q

t

n

q

t

(USA ) = 51,6.n

q

t

  • 4.2 – Faixas de Rotações Específicas das Máquinas de Fluxo

A

figuras

16

ilustra

a

faixa

das

rotações

específicas

n qA

 

(1)

(2)

(3)

(4)

no

sistema

internacional das bombas e das turbinas hidráulicas.

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Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 16– Rotações específicas n das máquinas
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 16– Rotações específicas n das máquinas
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 16– Rotações específicas n das máquinas
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 16– Rotações específicas n das máquinas
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 16– Rotações específicas n das máquinas
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 16– Rotações específicas n das máquinas
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 16– Rotações específicas n das máquinas

Figura 16– Rotações específicas n qA das máquinas de fluxo.

A figura 17 ilustra o rendimento versus a rotação específica no sistema inglês das bombas de fluxo, apresentando as curvas características das mesmas, operando com a rotação constante.

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Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 17 – Bombas de fl uxo

Figura 17 – Bombas de fluxo – Rotação específica

A figura 18 mostra a altura de queda líquida versus rotação específica no sistema internacional de várias turbinas hidráulicas.

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Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 18 – Turbinas Hidráulicas – Rotação

Figura 18 – Turbinas Hidráulicas – Rotação específica.

5 – EQUAÇÕES E CURVAS

5.1 – Bombas de Fluxo

A figura 19 mostra uma instalação de bombeamento e as equações 5 e 6 apresentam a determinação da altura total de elevação da bomba.

Equação da bomba (ensaio):

H =

v

2

3

v

2

2

p

3

p

2

+

ρ .

g

ρ . g

2 g

+

(

z

3

z

2

)

Equação da instalação:

H = H

0

+

v

2

r

v

2

s

2 g

+

p

r

p

s

ρ . g

+

H

p

1

2

+

H

p

3

4

(5)

(6)

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Augusto Nelson Carvalho Viana

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 19 – Instalaç ão de bombeamento

Figura 19 – Instalação de bombeamento

A figura 20 mostra exemplos de instalações de bombeamento, bem como suas curvas características. Os exemplos tem uma forma didático, mas podem representar alguns casos nos meios industrial, de saneamento e rural. Analisando a equação (5) da instalação tem-se para os seguintes casos:

O caso a pode ser uma fonte luminosa, um chafariz, um sistema de irrigação ou até um sistema de pulverização industrial. O caso b é mais comum e pode ser um sistema de bombeamento em um prédio, em um sistema de bombeamento em caixa d’água em saneamento ou em qualquer outra instalação onde se quer bombear o líquido de um nível mais baixo para um nível mais alto. O caso c é mais comum em instalações com caldeira, onde a mesma possui alta pressão. O caso d refere-se a uma instalação de bombeamento onde possui-se grandes distâncias entre o nível de captação e o nível de descarga.

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Augusto Nelson Carvalho Viana

Caso a:

H

0

=

0;

p

1

= p

4

= p

atm

=

0;

v

1

=

0;

Equação da instalação

H =

v

2

r

2

g

+ H

p

Caso b:

p

1

= p

4

= p

atm

=

0;

v

1

= v

4

=

0;

Equação da instalação

Caso c:

H

0

=

0;

v

1

= v

4

=

0;

H = H

0

+ H

p

Equação da instalação

H

=

p

r

p

s

ρ . g

+ H

p

Caso d:

H

0

=

0;

p

1

= p

4

= p

atm

=

0;

v

1

= v

4

=

0;

Equação da instalação

H = H

p

(7)

(8)

(9)

(10)

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Augusto Nelson Carvalho Viana

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de
 
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de
Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 20 – Exemplos de instalações de

Figura 20 – Exemplos de instalações de bombeamento.

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010)

Augusto Nelson Carvalho Viana

5.2 – Turbinas Hidráulicas

As equações 11 e 12 representam a altura de queda líquida da turbina do arranjo da figura 23.

Equação da turbina (ensaio)

H =

p p

1

3

+

ρ .g

v

2

1

v

2

3

2g

+

(

z

1

z

3

)

(11)

Equação da instalação (em função da queda bruta)

H H

=

b

H

p

o

1

H

p

2

3

(12)

A Figura 21 apresenta uma central hidrelétrica de acumulação, onde mostra os níveis de montante (NM) e jusante (NJ) da mesma, bem como as alturas de queda bruta (H b ), de sucção (H s ), as cotas de referências (z 1 e z 3 ), a medida de pressão na entrada da turbina (p m ) e o grupo gerador (turbina + gerador). Outras instalações podem ser encontradas para estudo na norma da ABNT

NB-228/1990 (NBR 11374) - Turbinas hidráulicas – Ensaio de campo.

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010)

Augusto Nelson Carvalho Viana

Máquinas Hidráulicas (Ano de 2010) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura 21 – Instalação com turbina hidráulica.

Figura 21 – Instalação com turbina hidráulica.

EME-17 – Máquinas de Fluxo (2009)

Augusto Nelson Carvalho Viana

BIBLIOGRAFIA

ABNT, MB-1032, Bombas Hidráulicas de Fluxo (Classe C) – Ensaios de Desempenho e de Cavitação, 1989. ABNT, NBR 6412, Recepção em Modelos de Turbinas Hidráulicas – Ensaio – Procedimentos, 1988. ABNT, NB-778, Ensaios em Bombas de Fluxo, 1978. ABNT, NBR-10131, Bombas Hidráulicas de Fluxo (terminologia), 1987.

ABNT, TB-74, Turbinas Hidráulicas, 1974. Bran, R.; Souza, Z. Máquinas de Fluxo. Ao Livro Técnico S.A. 1979. Carvalho, D.F., Instalações Elevatórias. Bombas. Fumarc, Belo Horizonte, 1977. Henry, P., Turbomachines Hydrauliques, Press Potytechniques et Univeritaires Romandes, Lausanne, 1992. Macintyre, A. J. Bombas e Instalações de Bombeamento. Editora Guanabara Dois, 1980. Mattos, E. E.; Falco, R. Bombas Industriais. Editora Técnica Ltda, 1989. Mcnaughton, K. J. The Chemical Engineering, Guide to Pumps, McGraw-Hill,

1984.

Souza, Z., Santos, A.H.M., Bortoni, E.C., Centrais Hidrelétricas – Estudo para Implementação, ELETROBRÁS, Rio de Janeiro-RJ, 1999.

TENOT, A ., Turbines Hidrauliques et Regúlateures Automatiques de Vitesse, Librarie de L'enseignement Technique Léon Eyrolles Éditeur, vol II, 1932.

Exercícios

  • 1 - As MF caracterizam-se, com relação ao escoamento como sendo:

    • a) fluxo intermitente

    • b) fluxo contínuo

    • c) fluxo contínuo e intermitente

    • d) fluxo pulsante

    • e) N.R.A.

  • 2 - As MF caracterizam-se, com relação as transformações de energia, como sendo:

    • a) Ec Emec

    • b) Ep Ec

    • c) Ec Emec

    • d) Ep Ec Emec

    • e) N.R.A.

  • 3 - As MF radiais geradoras caracterizam-se sua operação, com relação à altura e vazão, como sendo:

  • EME-17 – Máquinas de Fluxo (2009)

    Augusto Nelson Carvalho Viana

    • a) Pouca vazão e pouca altura (pressão)

    • b) Muita vazão e muita altura (pressão)

    • c) Muita altura (pressão) e pouca vazão

    • d) É indiferente

    • e) N.R.A.

    • 4 - O que define a rotação específica de uma MF?

      • a) O tipo de motor de fluxo

      • b) O tipo de gerador de fluxo

      • c) O tipo de rotor

      • d) A rotação da MF

      • e) N.R.A.

    5) O rotor gêmeo de uma turbina Francis tem a finalidade de

    • a) aumentar a pressão

    • b) diminuir a potência hidráulica

    • c) diminuir a vazão

    • d) aumentar a rotação

    • e) N.R.A.

    6) - A turbina Pelton é caracterizada com relação a direção do escoamento como sendo:

    • a) tangencial

    • b) radial

    • c) diagonal

    • d) mista

    • e) N.R.A.

    • 7 As bombas multicelulares (vários estágios) tem a finalidade de:

    -

    • a) diminuir a vazão

    • b) aumentar a vazão

    • c) diminuir a pressão

    • d) aumentar a pressão

    • e) N.R.A.

    • 8 As bombas de dupla sucção (rotores gêmeos) tem a finalidade de:

    -

    • a) aumentar a vazão

    • b) aumentar a pressão

    • c) aumentar o rendimento

    • d) diminuir a vazão

    EME-17 – Máquinas de Fluxo (2009)

    Augusto Nelson Carvalho Viana

    • e) N.R.A.

    9 -

    Na partida de um gerador de fluxo radial, deve-se partir com a válvula na

    saída do mesmo:

    • a) aberto 50%

    • b) todo aberto

    • c) todo fechado

    • d) não importa

    • e) N.R.A.

    • 10 - Na partida de uma bomba axial, deve-se partir com a válvula na saída do

    mesmo:

    • a) aberto 50%

    • b) todo aberto

    • c) todo fechado

    • d) não importa

    • e) N.R.A.

    • 11 - Uma bomba centrífuga possui 3 estágios e tem as seguintes características:

    Q = 0,33 [m 3 /s]; ρ = 10 3 [ kg/m 3 ]

    H = 100 [m];

    Qual é sua potência efetiva (eixo) ?

    • a) 32373 [kW]

    • b) 17985 [kW]

    • c) 10791 [kW]

    • d) 539,55 [kW]

    • e) N.R.A.

    η t = 60%;

    • 12 - Encontrar o ponto de funcionamento para a bomba esquematizada abaixo:

    Dados: H

    p

    0

    1

    =

    H

    p

    2

    3

    =

    1 [ m ]

    (perdas de carga)

    EME-17 – Máquinas de Fluxo (2009)

    Augusto Nelson Carvalho Viana

    a) 8 m e 5 m 3 /s b) 9 m e 4 m 3 /s
    a)
    8 m e 5 m 3 /s
    b)
    9 m e 4 m 3 /s
    c)
    10 m e 2,5 m 3 /s
    d)
    8 m e 4 m 3 /s
    e)
    N.R.A.
    • 13 - No exercício 12 indentifique a altura estática e altura dinâmica,

    respectivamente.

    • a) 1 [m] e 8 [m]

    • b) 2 [m] e 8 [m]

    • c) 8 [m] e 1 [m]

    • d) 2 [m] e 6 [m]

    • e) N.R.A.

    • 14 - Encontrar o ponto de funcionamento para a bomba esquematizada abaixo:

    Dados:

    H

    po

    l

    +

    H

    2

    3

    =

    15 [ m ]

    v

    3

    =

    v

    0

    =

    0

    EME-17 – Máquinas de Fluxo (2009)

    Augusto Nelson Carvalho Viana

    EME-17 – Máquinas de Fluxo (2009) Augusto Nelson Carvalho Viana a) 30 [m] e 9 [m
    EME-17 – Máquinas de Fluxo (2009) Augusto Nelson Carvalho Viana a) 30 [m] e 9 [m
    • a) 30 [m] e 9 [m 3 /s]

    • b) 35 [m] e 6 [m 3 /s]

    • c) 15 [m] e 13 [m 3 /s]

    • d) 27 [m] e 9,9 [m 3 /s]

    • e) N.R.A.

    15 - Utilizando as normas de Ensaios de Bombas de Fluxo e de Turbinas Hidráulicas, estudar as equações das alturas totais de elevação (bombas) e alturas de queda líquida (turbinas).

    16 - Uma indústria necessita de 20 [m 3 /h] de água. A altura estática de sucção da bomba é de 3 [m] e a de recalque 25 [m], conforme o esquema mostrado na figura A. Determinar a altura altura total de elevação e a potência do eixo da bomba, sabendo-se que seu rendimento total é 70

    17 -

    Numa instalação de caldeira

    uma bomba

    recalca 10

    [L/s]

    de

    água

    à

    temperatura de 50 [ o C]. Determinar a altura manométrica da instalação,

    sabendo-se que:

    a pressão da caldeira é de 2 [kgf/cm 2 ]; a pressão do pré-aquecedor é de 1,1012 [kgf/cm 2 ]; (reservatório de sucção) as perdas de carga na sucção e recalque medem 4 [m].

    Outros dados:

    Massa específica da água a 50 o C - ρ = 938 [kg/m 3 ]

    São desprezíveis todas as variações de velocidade

    Desnível geométrico: 12 [m]

    EME-17 – Máquinas de Fluxo (2009)

    Augusto Nelson Carvalho Viana

    EME-17 – Máquinas de Fluxo (2009) Augusto Nelson Carvalho Viana Figura A – Exercício 16 18

    Figura A – Exercício 16

    18 - Uma central hidrelétrica de represamento possui em média, o nível d’água de montante na altitude de 600 [m] e o mínimo de jusante 520 [m]. Sendo o comprimento equivalente do conduto forçado em chapas de aço soldado de 280 [m] com diâmetro interno de 2,5 [m] e a turbina hidráulica de eixo horizontal instalada a 2,0 [m] do nível de jusante, com velocidade na saída do tubo de sucção de 2,0 [m/s]. Sabendo que a perda de carga do sistema de admissão é 1,0 [m], pede-se determinar:

    • a) um esquema da instalação;

    • b) a vazão de escoamento;

    • c) a queda bruta e disponível;

    • d) a potência hidráulica da turbina;

    • e) a potência de eixo, sabendo-se que o rendimento total da turbina é 88 [%];

    • f) o diâmetro da saída do tubo de sucção.

    EME-17 – Máquinas de Fluxo (2009)

    Augusto Nelson Carvalho Viana

    Respostas dos exercícios propostos referentes ao Capítulo 1

    01-

    b

    16-

    H = 33,386 m

    02-

    d

    P e = 2,593 kW

    03-

    c

    04-

    c

    17-

    H= 25,603 m

    05-

    e

    06-

    a

    18-

    a)

    esquema

    07-

    d

    b)

    Q= 21,02 m 3 /s

    08-

    a

    c)

    H b = 80m

    09-

    c

    H = 78,796m

    10-

    b

    d)

    P h = 16206,73 kW

    11-

    d

    e)

    P e = 14298,92 kW

    12-

    c

    f)

    D= 3,66m

    13-

    e

    14-

    a

    15-

    consultar normas