2ª PROVA - Farmacologia

Bloqueadores Neuromusculares
Esses fármacos bloqueiam a transmissão colinérgica entre o terminal nervoso motor e o receptor nicotínico na placa motora neuromuscular do músculo esquelético. São análogos estruturais da acetilcolina e atuam como antagonistas (tipo não despolarizante) ou agonistas (tipo despolarizante) nos receptores da placa motora da junção neuromuscular. Os bloqueadores neuromusculares são clinicamente úteis durante a cirurgia para produzir relaxamento muscular completo, sem o emprego de dosagens mais altas do anestésico. ↗Bloqueadores Não-Despolarizantes (Competitivos) [Curare, Tubocurarina, Mivacúrio, Pancurônio, Vecurônio, Atracúrio, Galamina]. -Mecanismo de ação: Os fármacos bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes se combinam com o receptor nicotínico e impedem a ligação da acetilcolina. Esses fármacos impedem a despolarização da membrana da célula muscular e inibem a contração muscular. Como esses fármacos competem com a acetilcolina no receptor, eles são denominados bloqueadores competitivos. -Ações Os músculos pequenos de contração rápida da face e dos olhos são mais suscetíveis e são paralisados primeiro seguidos pelos dedos. Depois, os músculos dos membros, do pescoço e do tronco são paralisados, então os intercostais e finalmente o diafragma. Os fármacos (por exemplo: tuburarina, mivacúrio e atracúrio) que liberam histamina, podem produzir uma redução da pressão arterial, vermelhidão e broncoconstrição. -Usos Terapêuticos Usados como fármacos adjuvantes da anestesia, durante a cirurgia, para relaxar os músculos esqueléticos. -Farmacocinética Todos são injetados IV, pois sua absorção após administração oral é mínima. Eles penetram pouco as membranas e não entram nas células nem atravessam a barreira hemato-encefálica. Muitos deles são liberados na urina inalterados. -Efeitos Adversos Tubocurarina: ↓ da pressão arterial, resultante do bloqueio ganglionar, liberação de histamina dos mastócitos. Os demais não apresentam esses efeitos colaterais e, consequentemente, causam menos hipotensão. Galamina: bloqueia os receptores muscarínicos, particularmente do coração, acarretando taquicardia.

Resumo – Alberto Galdino

2ª PROVA - Farmacologia TIPOS DE BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES Bloqueadores Competitivos (Não Despolarizantes) Compostos Benzilisoquinolinas:     Atracúrio (Tracrium®) Doxacúrio Mivacúrio Cisatracúrio Compostos Aminoesteróides:     Pancurônio (Pancuron®) Vecurônio Pipecurônio Rocurônio (Esmeron®)

 D-tubocurarina  Galamina (Flaxedil®)

D- TUBOCURARINA (Curare) • É o representante mais antigo desta categoria; • Não tem ação sobre receptores muscarinicos • Aplicada por via endovenosa promove flacidez progressiva (musculos oculares, dos dedos, do pescoço, membros,intercostais, e diafragma) – 3-4min • Seu uso clínico depende de acompanhamento ventilatório; • Promove liberação da histamina; • Causa hipotensão e broncoespasmo. PANCURÔNIO (PAVULON) • Promove aumento da frequencia cardiaca, na pressão arterial, e do débito cardíaco, nas doses terapeuticas. • As alterações hemodinâmicas são resultantes da ação bloqueadora vagal cardiaca e da atividade do sistema nervoso simpático • Não promove liberação de histamina. • É cinco vezes mais potente do que a d-Tubocurarina; ATRACÚRIO • É indicado em pacientes portadores de insuficiência hepática, pois não sofre metabolização hepática e renal. • Em paciente idosos também tem sua prescrição indicada. • Ocorre liberação da histamina dependente de dose e velocidade de injeção. • Seu efeito é revertido rapidamente sem utilização de anticolinesterásico. VECURÔNIO • Não libera histamina e esta livre de efeitos hemodinâmicos vasculares. • Pode ser utilizado em pacientes com insuficiência renal; • Pode causar bradicardia quando associado a opióides. DOXACÚRIO • É considerado o BNM mais potente da atualidade. • Em doses clínicas, é praticamente desprovido de efeitos autonômicos e não libera histamina; • Como é desprovido de efeitos cardiovasculares indesejáveis pode ser utilizado em pacientes que necessitam de estabilidade hemodinâmica. MIVACÚRIO • É o primeiro despolarizante de curta duração; • Possui potencial capacidade de liberar histamina; • Promove hipotensão e aumento da FC, independente do esquema anestésico.

Resumo – Alberto Galdino

Sua breve duração de ação (alguns minutos) resulta da redestribuição e da rápida hidrólise pela colinesterase plasmática. -Farmacocinética A Succinilcolina é injetada IV. e prevenção de lesão durante terapia eletroconvulsiva. -Efeitos Adversos Apnéia: a administração de Succinilcolina a um paciente que é deficiente genético de colinesterase plasmática ou tem uma forma atípica da enzima pode levar à apnéia prolongada devido à paralisia do diafragma. não atravessa a barrreira placentária. não tem ação no SNC. e administrada por infusão contínua. Ela também é empregada durante tratamento com choque eletroconvulsivo. estabilização de fraturas. mas como ocorre com os bloqueadores competitivos. Succinilcolina. • Ação farmacológica ultra-curta 1min-10min: utilizada em procedimentos de curta duração: intubação endotraqueal. que é instataneamente destruída pelas acetilcolinesterases. • Sofre ação da butirilcolinesterase. • Não age no músculo liso. os músculos respiratórios são paralisados por último. A Succinilcolina inicialmente produz fasciculações musculares.2ª PROVA . SUCCINILCOLINA • Administrada por via endovenosa pois tem carga elétrica e não atravessa facilmente a membrana. a Succinilcolina é útil quando a rápida intubação endotraqueal é necessária durante a indução da anestesia. • Efeitos adversos: Arritmias e parada cardíaca (hipotassemia) • Contra-indicação: Hipertemia Maligna Resumo – Alberto Galdino . -Ações A sequência de paralisia pode ser ligeiramente diferente.Farmacologia ↗Fármacos Despolarizantes [Decametônio. permanecendo ligada ao receptor por um tempo relativamente maior e causando uma estimulação constante no receptor. Ao contrário da acetilcolina. Suxametônio] -Mecanismo de Ação Os bloqueadores neuromusculares despolarizantes como a Succinicolina ligam-se ao receptor nicotínico e atuam como a acetilcolina despolarizando a junção. seguidas de paralisia. o fármaco despolarizante persiste em concentração elevada na fenda sináptica. -Usos Terapêuticos Devido ao rápido início e à curta duração de ação. Por isso.

tétano  Controle das convulsões – epilepsias. os Bloqueadores Neuromusculares Despolarizantes ligam-se ao receptor nicotínico e atuam como um agonista.  Bloqueio de canal  Dessensibilização.  Controle da ventilação Resumo – Alberto Galdino . UTILIZAÇÃO CLÍNICA  Cirurgias – relaxamento muscular durante cirurgia: ação duradoura e reversível  Afecções espásticas – trisma. porém membrana incapaz de repolarizar-se novamente.2ª PROVA . broncoscopia.Farmacologia Resumindo. intoxicação anestésicos locais. despolarizando-o: BLOQUEIO DE FASE I  Abertura do receptor  Despolarização da placa terminal  Propagação e despolarização de membrana adjacente  Contração muscular generalizada e desorganizada. BLOQUEIO DE FASE II  Exposição continuada ao BNM  Repolarização iniciada. eletroconvulsoterapia  Manobras ortopédicas  Laringoscopia.

2ª PROVA .  células enterocromafins-símiles (ECL) da mucosa gástrica. respectivamente. cheiro. alimento na boca. Estímulo do vago: visão. Resumo – Alberto Galdino  . mas também por Ach e Gastrina nos receptores CCK-B. liberando histamina ao se ligar ao alérgeno -Fisiopatologia da reação de hipersensibilidade mediada por IgE -Surgimento de edema.Farmacologia Histamina e Anti-Histaminicos A histamina é uma amina biogênica encontrada em vários tecidos. ↗Síntese e Armazenamento A Histamina é sintetizada a partir do aminoácido L-histidina.  Por lise da membrana celular ↗Síntese. vasodilatação periférica. -Os neurônios histaminérgicos não sintetizam histamina. G para liberação de Gastrina → Sangue → Células Enterocromafins → Receptores → Liberação de grânulos de histamina → Receptores H2 → Liberação de HCl (não só por histamina. conhecida como Histamina. A enzima histidina descarboxilase catalisa a descarboxilação da histidina a 2-(4-imidazolil)etilamina. Mecanismo de estímulo e secreção de HCl (ligado à Histamina): Fármacos anti-histamínicos: (bloqueiam os receptores H2 no estômago) e (reduz de 8% a 10% o pH gástrico). A síntese de Histamina ocorre nos:  mastócitos e basófilos do sistema imune. É um importante mediador dos processos inflamatórios: desempenha também funções significativas na regulação da secreção de ácido gástrico e na neurotransmissão.  neurônios que utilizam a histamina como neurotransmissor ↗Distribuição  Tecidos  Plasma e Líquidos Corporais  Líquido Cefalorraquidiano ↗Mecanismo de Liberação  Exocitose: (sem ocorrer morte celular) e (depende do influxo de cálcio). Ach → Receptores Céls. Armazenamento e Liberação de Histamina Pode ser dividido em dois reservatórios:  Reservatório de Renovação Lenta -Localiza-se nos mastócitos e basófilos. É um AUTACÓIDE: molécula secretada localmente para aumentar ou diminuir a atividade das células adjacentes. Reservatório de Renovação Rápida -Localiza-se nas células enterocromafins gástricas e nos neurônios histaminérgicos -Sintetizam e liberam histamina quando esta se torna necessária para a secreção de ácido gástrico e a neurotransmissão.

-Os receptores H4 compartilham com os receptores H3 uma homologia de 40% e ligam-se a numerosos agonistas dos receptores H3. H2. bem como a produção de leucotrieno B4.Farmacologia ↗Receptores da Histamina As ações da histamina são mediadas pela sua ligação a quatro subtipos de receptores: H1. -Os receptores H3 também parecem limitar as ações histaminérgicas na mucosa gástrica e no músculo liso brônquico. -Nas terminações nervosas pré-sinápticas. -Os receptores H1 também são expressos em neurônios histaminérgicos pré-sinápticos no núcleo túbero-mamilar do hipotálamo. -Esses receptores medeiam reações inflamatórias e alérgicas. mediada pela bomba de prótons. eosinófilos e basófilos. H3 e H4. onde atuam como auto receptores para inibir a liberação adicional de histamina.  H1 -São expressos primariamente nas células endoteliais vasculares e nas células musculares lisas. onde a histamina atua de modo sinérgico com a gastrina e a acetilcolina.  H4 -São encontrados principalmente em mastócitos. Esses neurônios podem estar envolvidos no controle dos ritmos circadianos e no estado de vigília. foi constatado que a ativação dos receptores H4 medeia a quimiotaxia dos mastócitos induzida pela histamina. Todos os quatro subtipos consistem em receptores acoplados à proteína G. os receptores H3 ativados suprimem a descarga neuronal e a liberação de histamina. no líquido gástrico. (2) broncoconstrição e (3) sensibilização das terminações nervosas aferentes primárias. embora com menor afinidade.  H3 -Os receptores H3 parecem exercer uma inibição por retroalimentação em certos efeitos da histamina. resultando em liberação aumentada de prótons.2ª PROVA . -Os receptores H2 encontrados nas células parietais ativam uma cascata de AMP cíclico dependente da proteína G. Esse subtipo de receptor é expresso nas células parietais da mucosa gástrica.  H2 -A principal função do receptor H2 consiste em mediar a secreção de ácido gástrico no estômago. visto que se acredita que eles desempenham um importante papel na inflamação. -Os receptores H4 possuem interesse particular. Resumo – Alberto Galdino . -As respostas teciduais específicas à estimulação dos receptores H1 incluem: (1) edema. As isoformas do receptor diferem nas vias de segundos mensageiros e na sua distribuição tecidual. regulando a secreção ácida. que atravessam sete vezes a membrana.

Resumo – Alberto Galdino . Um alérgeno de distribuição sistêmica. nozes). devido ao extravasamento de plasma no interstício.    ↗Histamina e Anafilaxia A desgranulação de mastócitos sistêmicos pode causar uma condição potencialmente fatal. o choque anafilático é desencadeado em um indivíduo previamente sensibilizado por uma reação de hipersensibilidade a uma picada de inseto. conhecida como anafilaxia. Esse estado de choque anafilático pode ser letal em questão de minutos se não for rapidamente tratado pela administração de adrenalina. por exemplo. a um antibiótico. como a penicilina. a hipotensão também resulta do acúmulo sistêmico de líquido. ou a ingestão de certos alimentos altamente alergênicos (por exemplo.2ª PROVA . A consequente vasodilatação sistêmica provoca uma redução maciça da pressão arterial. como. pode estimular os mastócitos e basófilos a liberar histamina em todo o corpo. através de injeção intravenosa ou absorção da circulação.Farmacologia ↗Ações da Histamina   Ações da Histamina nas terminações nervosas Tem ação despolarizante direta da histamina sobre as terminações nervosas aferentes Ações da Histamina nas vias aéreas -Aumenta a permeabilidade vascular (edema e obstrução) -Estimula secreções glandulares (coriza) -Estimula as terminações nervosas sensoriais (prurido e espirros) Ações da Histamina no coração -Aumento na força da contração -Aumenta o influxo de Ca++ Ações da Histamina no estômago Aumento de Ca++ intracelular nas células parietais = ↑HCl Ações da Histamina no SNC -Participa da manutenção do estado de vigília e atua como supressor de apetite -Tanto a histidina descarboxilase quanto os receptores de histamina estão expressos no hipotálamo. Tipicamente. A liberação maciça de histamina também provoca broncoconstrição grave e edema da epiglote.

Resumo – Alberto Galdino .Farmacologia ↗Fisiopatologia da reação de Hipersensibilidade mediada por IgE A histamina é um mediador essencial das respostas imunes e inflamatórias. A histamina desempenha papel proeminente na reação de hipersensibilidade mediada por IgE. Pápula: aumento da permeabilidade vascular.2ª PROVA . Mancha vermelha: vasodilatação pela histamina. ↗Resposta Tríplice de Lewis Resposta Tripla:  um ponto vermelho localizado (1)  rubor vermelho mais intenso (2)  uma pápula (3). também conhecida como reação alérgica. Rubor: estimulação de reflexos axônicos que promovem dilatação.

induz broncodilatação e vasoconstrição. Os anti-histamínicos H1 de primeira geração são compostos neutros em pH fisiológico. que atravessam rapidamente a barreira hematoencefálica e são capazes de promover sedação. A epinefrina. O uso da epinefrina no tratamento da anafilaxia fornece um exemplo dessa abordagem. Anti-histamínicos H1 de primeira geração: A estrutura geral dos anti-histamínicos H1 de primeira geração consiste em um arcabouço de etilamina substituído. Esses compostos interrompem a corrente de cloreto através das membranas dos mastócitos.diminui a permeabilidade capilar e formação de edemas e pápulas. Antagonista H1: .Farmacologia ANTI-HISTAMINICOS São agonistas inversos ou antagonistas competitivos seletivos dos receptores H1. notavelmente a tendência a causar depressão do SNC (sonolência). As diferenças na lipofilicidade entre os antihistamínicos H1 de primeira e de segunda gerações respondem pelos seus perfis de efeitos adversos diferenciais. Os anti-histamínicos H1: seu mecanismo de ação envolve a estabilização da conformação inativa do receptor H1. a cetirizina e a fexofenadina. Ou ação antimuscarínica (diminuição do tônus e de secreções). H2. diminuindo os eventos de sinalização que levariam à resposta inflamatória. que constitui uma etapa essencial no processo de desgranulação. mesmo na ausência de histamina endógena. O cromolin e o nedocromil utilizam essa estratégia para evitar as crises de asma. Resumo – Alberto Galdino . A segunda estratégia consiste em impedir a desgranulação dos mastócitos induzida pela ligação de um antígeno ao complexo IgE/receptor Fc nos mastócitos. ↗Estratégia Farmacológica dos Anti-Histaminicos  Anti-Histaminicos H1 A histamina atua como agonista para a conformação ativa do receptor H1 e desvia o equilíbrio para o estado ativo do receptor. Meclizina.inibe o efeito vasoconstritor da histamina . Cada uma das seis subclasses é uma variação dessa estrutura geral. os anti-histamínicos são agonistas inversos. A terceira estratégia consiste em administrar um fármaco capaz de neutralizar funcionalmente os efeitos da histamina. Efeito Anti-Emético: Inibe a ação da Histamina sobre o centro do vômito na medula oblonga. Os agonistas inversos ligam-se preferencialmente à conformação inativa do receptor H1 e desviam o equilíbrio para o estado inativo. a vasodilatação e a hipotensão causadas pela histamina no choque anafilático. H3 ou H4. Em comparação. Dimenidrinato]. essas ações anulam a broncoconstrição. Anti-histamínicos H1 de segunda geração: São amplamente utilizados incluem a loratadina. [Difenidramina. que é um agonista adrenérgico. os agonistas inversos reduzem a atividade constitutiva do receptor.2ª PROVA . Os antihistamínicos H1 de segunda geração são ionizados em pH fisiológico e não atravessam apreciavelmente a barreira hematoencefálica. Prometazina. Por conseguinte. com dois anéis aromáticos terminais.

a difenidramina.  Anti-Histaminicos H3 e H4 -Não Existe nenhum fármaco de ação seletiva contra H3 e H4 -Os antagonistas dos receptores H3 induzem um estado de vigília e melhoram a atenção. Ex: Difenidramina → sangue 2 horas → plasma (meia-vida 4h) → distribuída para todo corpo Loratidina: Antagonista H1. Enquanto os anti-histamínicos H1 de primeira geração distribuem-se amplamente por todos os tecidos periféricos. A cimetidina e a ranitidina são dois dos antagonistas dos receptores H2 mais comumente utilizados. os antihistamínicos H1 de segunda geração exigem menos penetração no SNC. a meclizina e a prometazina mostram-se úteis como agentes antieméticos. As indicações clínicas incluem a doença de refluxo ácido (pirose) e a doença ulcerosa péptica. reduzem a secreção de ácido gástrico. Ao inibir os sinais histaminérgicos do núcleo vestibular para o centro do vômito na medula oblonga. boca seca e retenção urinária. constipação ou diarreia  Efeitos Anticolinérgicos: dilatação da pupila. Efeitos Adversos Anti-Histaminicos de 1ª Geração:  Toxicidade cardíaca e do SNC  Sedação  Associação com álcool aumenta o efeito e diminui a atividade motora  TGI: náuseas.Farmacologia De 1ª Geração: De 2ª Geração: -Difenidramina (Difenidrin) -Pirilamina (Mepiramina) -Prometazina (Fenergan) -Clorfeniramina -Clociclizina -Metoclopramida (Plasil) -Loratidina (Claritin) -Cetirizina (Cetrizin) -Fexofenadina (Allegra) Farmacocinética Por via oral são bem absorvidos pelo trato gastrintestinal (TGI) e alcançam concentrações plasmáticas máximas em 2 a 3 horas. -Existe considerável interesse em elucidar o papel dos receptores H4 no processo inflamatório (Para o tratamento de condições inflamatórias que envolvem os mastócitos e eosinófilos). prolongamento do intervalo QTc)  Fenasil (Terfenadina). e acredita-se que esses efeitos sejam mediados pela hiperestimulação de receptores H1 corticais. ressecamento dos olhos. urticária.2ª PROVA . Arzimitol (Retirado do comércio). conjuntivite. bem como no SNC. Anti-Histamínicos de 2ª Geração:  Cardiotoxicidade (letal= arritmias. portanto. Uso Terapêutico -Doenças alérgicas: crises alérgicas agudas. -Resfriados: diminui a rinorréia.  Anti-Histamínicos H2 Esses agentes atuam como antagonistas competitivos e reversíveis da ligação da histamina aos receptores H2 nas células parietais gástricas e. vômito. Resumo – Alberto Galdino . como a rinite. mas pode promover ressecamento da mucosa e sonolência -Profilaxia da Cinetose: como a náusea e vômitos associados à quimioterapia e insônia. os antihistamínicos H1 como o dimenidrinato (Dramin). Muitos desses agentes também estão disponíveis como medicamentos de venda livre para tratamento sintomático da pirose.

químico. PEPTÍDEOS: angiot. subst. PGE1. biológico) Ativação do Sistema Complemento Liberação e ativação de mediadores endógenos. Bradicinina e Cininas Correlatadas ↗Fisiopatologia da Resposta Inflamatória e Dolorosa Estímulo lesivo celular (físico. P e BK. Acetilcolina). CININAS: Histamina.Farmacologia Derivados do Ácido Aracdônico. Catecolaminas. Fluxo Sanguíneo Efetuadores Glândulas Sudoríparas Ventilação Pulmonar Pirogênios Endógenos Leucócitos e outras células Pirogênios Exógenos Microorganismos Resumo – Alberto Galdino . infiltrado celular Sensibilização seletiva por substâncias algésicas durante a inflamação: BK. Prostaglandinas. PGE2 Resolução Sistema de Termorregulação Cronificação Temperatura corporal Receptores cutâneos para frio e calor Centros Termorreguladores Hipotalâmicos (mediação e modulação: PGs. 5-HT e PGs* Lesão celular e liberação de Enzimas Intracelulares *PGI2. 5-HT. Reação Inflamatória Aguda Alterações morfofisiológicas vesiculares.2ª PROVA . Cininas. Acidose Tecidual e Produção de íons K+ e H+.

macrófagos. É indutor da agregação plaquetária. Os produtos da via lipoxigenase são os leucotrienos enquanto que os da via ciclooxigenase são prostaglandinas e tromboxano A2. PGF) são responsáveis pela contração uterina. O ácido acetilsalicilico (AAS) age bloqueando a via da cicloxigenase. Os fosfolipídios de membrana são quebrados pela fosfolipase A2 formando lisofosfolipídios e ácido araquidônico. PGD₂ e PGE₂: são responsáveis pela vasodilatação dos corpos cavernosos e pela ereção peniana. fazendo vasodilatação dos vasos renais. ÚTERO – As prostaglandinas (PGE. liberação de enzimas granulares. manutenção do ducto arterioso. ÚTERO GRAVÍDICO – As prostaglandinas são responsáveis pela contração uterina. As prostaglandinas provocam vasodilatação. PGE₂ e PGI₂: tem ação de vasodilatação e hipotensão nos vasos sanguíneos em geral. Dessa forma elas fazem a citoproteção gástrica através da diminuição de HCl e aumento na produção de muco (HCO₃⁻). Os corticóides agem bloqueando a fosfolipase A2 impedindo a formação de ácido araquidônico. NO ESTÔMAGO – PGE: inibe a secreção gástrica. TROMBOXANOS E PROSTACICLINAS pela via da Cicloxigenase e LEUCOTRIENOS pela via da Lipoxigenase. Os eicosanóides são produzidos pelas vias da cicloxigenase e lipoxigenase que. são sistemas enzimáticos. Mas em alguns locais específicos fazem vasoconstrição.Farmacologia ↗Ácido Aracdônico O ácido araquidônico (AA) é um ácido graxo presente de forma esterificada nas membranas das células. reprodução e parturição. É também um vasodilatador. É também um vasoconstritor. O ácido araquidônico produz PROSTAGLANDINAS. Resumo – Alberto Galdino Exemplificado . inibição de agregação plaquetária e dor. LTC₄. TXA₂: age nas plaquetas e vasos. O tromboxano A2 tem como funções vasoconstricção e promoção da agragação plaquetária. manutenção do fluxo sanguíneo renal e aumenta a excreção de sódio.2ª PROVA . PGE₂: age nos vasos renais. PGI₂: tem ação antagônica ao tromboxano. Estas vias são capazes de degradar o ácido araquidônico formando diferentes agentes que são importantes mediadores químicos. Causa inibição da agregação plaquetária. PGI₂: estimula a secreção de muco. NO PULMÃO – LEUCOTRIENOS (LTB₄): é um agente quimiotático para neutrófilos. vasodilação (anafilaxia aguda). diminuem a pressão arterial. LTD₄ e LTE₄: fazem constrição bronquiolar.

IL2 e TNFα  Prostaglandinas que medeiam inflamação dor e febre As COX-2 e COX-3 são isoformas da cicloxigenase. o tônus do vaso deve estar normal. enquanto que aquelas são produzidas apenas sob estímulo de células do sistema imune presentes no foco inflamatório. Ela é responsável. TXA) Contração Brônquica (PGF2. LTD. PGE2. Deficiência de PG: Arteriosclerose.Farmacologia ↗As Cicloxigenases  COX-1  Enzima essencial construtiva  Encontrada na maioria das células e tecidos  Produção de PGs para manutenção de funções fisiológicas A COX-1 é a cicloxigenase do tipo constitutiva. por uma função homeostática: para que um indivíduo mantenha a pressão arterial normal. e o vaso fique muito contraído. enquanto que a COX-2 ‚ induzida durante a inflamação. entretanto. entre outros processos. PGI2) Indução da contração uterina (PGE. PGI) Contração (PGF.  COX-2 e COX-3  Formação induzida do processo inflamatório e interleucinas – IL1. Caso este tônus aumente. por exemplo. ela. contribuindo na manutenção do tônus vascular. as COX-2 e 3 diferem da COX-1 devido ao fato de esta ser constantemente produzida pelo organismo. sendo consideradas do tipo indutivas (que necessitam de um estímulo inflamatório para serem sintetizadas). neste caso. LCT. a pressão arterial tende a aumentar devido a uma maior resistência periférica. Além das funções e da localização específica. está mais relacionada com o processo de homeostase.2ª PROVA . PGI) Broncodilatadores (PGE1. E importante ressaltar que todos os tipos de COX agem sobre o ácido araquidônico para formar prostanóides: a COX-1. Resumo – Alberto Galdino . Como as prostaglandinas promovem vasodilatação (como o que ocorre na fase aguda do processo inflamatório). e a COX-3 age em locais específicos como o coração e o hipotálamo. PGF2α) Produção de febre (PGE2) Hiperalgesia por potencialização dos mediadores da dor Sensibilização das terminações nociceptivas periféricas. mucosa gástrica. ↗Funções Fisiológicas dos derivados do Ácido Aracdônico             Estimulação da agregação plaquetária (TXA2) Relaxamento vascular (PGE2. Isquemia cardíaca e das extremidades. Produção excessiva de PG: Artrite. ou seja. PGI2) Manutenção do fluxo renal (PGE1. estando mais relacionada com o processo inflamatório. o organismo expressa a COX-1 independente da instalação ou não do processo inflamatório. passa a ser produzida pela COX-1 para manter um equilíbrio no calibre dos vasos (se contrapondo ao efeito simpático sobre o vaso). TXA) Relaxamento (PGE) Proteção da mucosa gástrica (PGE1. A COX-1 esta presente nas células endoteliais. plaquetas.

a pré-calicreína. Vasodilatação (PGI2 e NO). pela ação do FATOR DE HAGEMAN (fator XII). como o colágeno. A calicrepina também pode ativar o sistema do complemento e pode converter o plasminogênio em plasmina. Infecção Viral. PGE2) Ductus Arteriosus: recém-nascidos (PGE1. etc. Além da calicreína plasmática. a pré-calicreína e os cininogênios extravasam dos vasos sanguíneos durante a inflamação devido ao aumento da permeabilidade vascular.2ª PROVA . Resumo – Alberto Galdino . os cristais de urato. A CALICREÍNA é derivada de um precursor inativo. nas glândulas salivares. encontradas n pâncreas. Estas calicreínas teciduais atuam tanto sobre o cininogênio de alto ou baixo peso molecular e produzem principalmente CALIDINA. Reações Proteolíticas Bradicinina e Calidina (autacóides) Dor. Outros eventos Inflamatórios. A enzima ativada então “extrai” a bradicinina do precursor cininogênio. O fator de Hageman é ativado por contato com superfícies que apresentam cargas negativas. através de uma via de cascata de proteases. um peptídeo com ações semelhantes às da Bradicinina. no colo e na pele.Farmacologia ↗Aplicações Terapêuticas       Aborto terapêutico (PGF2. a membrana basal. existem outras isoenzimas produtoras de cininas. e o contato com as superfícies de cargas negativas promove a interação do fator de Hageman com a pré-calicreína. os lipopolissacarídeos bacterianos. PGI2) Trato Gastrintestinal (PGE2) Agregação Plaquetária (PGI2) Impotência Masculina (PGE1) Inibidores dos Leucotrienos (LK): asma Bradicinina e Cininas Correlatadas A Bradicinina e a lisil bradicinina (calidina) são peptídeos ativos formados pela clivagem proteolítica de proteínas circulantes denominadas cininogênios. Reações Alérgicas. O Fator de Hageman. Lesão Tecidual. Permeabilidade Vascular. Síntese de Prostaglandinas ↗Fonte e formação da Bradicinina O CININOGÊNIO é uma α-globulina plasmática que existe em duas formas: de ALTO e BAIXO peso molecular.

Ambos são acoplados à Proteína G e medeiam vários efeitos semelhantes.. como a IL-1. Células Endoteliais. ↗Funções e Farmacologia das Cininas (slide)     Dor Aguda (B2) Dor Crônica (B1) Inflamação (Receptor B1 [Macrófago] → IL-1.2ª PROVA . Rim.Farmacologia -Sistema Calicreína – Cininogênio – Cinina Endógena Pré-Calicreína Plasmática Ativadores Calicreína Plasmática Pré-Calicreína Tecidual Ativadores Calicreína Tecidual Cininogênio ↑PM Cininogênio ↓PM Bradicinina (BK) Calidina Cinases METABÓLITOS ↗Metabolismo das Cininas  Cininase I (Sangue) -----> 90% BK  Cininase II (Pulmão. mas não pela des-Arg9-bradicinina.  Os receptores B1 são normalmente expressos em níveis muito baixos. TNF-α Sistema Cardiovascular (Vasodilatação) Inibidores da ECA/BK/Efeitos Colaterais  Reprodução  Doença Respiratória (Vasoconstricção) Resumo – Alberto Galdino .) [Enzima Conversora de Angiotensina – ECA] ↗Receptores de Bradicinina Existem dois tipos: B1 e B2. Desempenha um importante papel na inflamação e hiperalgesia. mas são fortemente induzidos em tecidos inflamados ou lesados pela ação de Citocinas.  Os receptores B2 estão constitutivamente presentes em muitas células normais e são ativados pela bradicinina e pela calidina. Respondem à des-Arg9-bradicinina.. mas não à própria bradicinina.

Farmacologia Ações Farmacológicas (livro)  Vasodilatação (que é amplamente dependente do óxido nítrico e d aprostaglandina I2 produzidos pela célula endotelial)  Aumento da permeabilidade vascular  Estimulação de terminações nervosas de dor  Estimulação do transporte epitelial de íons e da secreção de líquidos nas vias aéreas e no trato gastrintestinal  Contração dos músculos lisos intestinal e uterino.2ª PROVA . ↗Usos Terapêuticos  Cininas  Infertilidade Masculina  Penetração de Quimioterápicos  Inibidores da Calicreína  Pancreatite aguda  Edema cerebral  Septcemia Antagonista das Cininas  Hipotensão associada a pancreatite  Choque séptico  Broncoconstricção  Dor  Inflamação  Resumo – Alberto Galdino .

porém as suas propriedades antiinflamatórias é que as tornam de grande utilidade no tratamento de distúrbios em que a dor está relacionada à intensidade do processo inflamatório. gastrotoxidade. o tratamento a longo prazo com AINES apresenta muitos efeitos deletérios. Devido à inibição da COX-1. analgésico. ulceração franca e necrose da mucosa gástrica.2ª PROVA . As funções citoprotetoras dos produtos eicosanoides da COX-‘ são eliminadas. Os salicilatos e outros fármacos semelhantes utilizados no tratamento da doença reumática compartilham a capacidade de suprimir os sinais e sintomas da inflamação. “Apesar dos benefícios oferecidos pelos AINES atuais. todos os AINES atuam como inibidores competitivos e reversíveis da ciclooxigenase. febre e dor. impedindo assim o acesso do ácido aracdônico ao sítio ativo da enzima. que não se ionizam completamente ou com facilidade) usados para tratar sinais e sintomas da inflamação.Farmacologia Antiinflamatórios Não-Esteróides (AINES) A classe dos medicamentos antiinflamatórios podem ser divididos em não-esteroidais e esteroidais. Esses medicamentos são utilizados para tratar processos inflamatórios instalados. antipirético.” Com exceção da aspirina. A atividade antipirética desses fármacos provavelmente está relacionada com a redução dos níveis de PGE2. Esses fármacos bloqueiam o canal hidrofóbico da ciclooxigenase ao qual se liga o substrato ÁCIDO ARACDÔNICO. levando a um espectro de gastropatia induzida por AINES. Os AINES tradicionais inibem tanto a COX-1 quanto a COX-2 e diferentes graus. incluindo dispepsia. Os medicamentos antiinflamatórios não-esteroidais (MAINEs ou AINES) são ácidos orgânicos fracos (ou seja. Essas drogas também exercem efeitos antipiréticos e analgésicos. O objetivo final da maioria das terapias com AINES consistem em inibir a geração de eicosanoides proinflamatórios mediada pela COX e em limitar a extensão da inflamação. particularmente na região do cérebro que circunda o hipotálamo. erosão da mucosa gástrica. Apresentam como ações farmacológicas: efeito antiinflamatório. esses fármacos suprimem apenas os sinais da resposta inflamatória subjacente. Resumo – Alberto Galdino . lesão e hemorragia subepteliais.

Salicilato de Metila. Cetoprofeno. o Piroxicam e o Ibuprofeno) também podem inibir o surto oxidativo dos neutrófilos ao reduzir a atividade da ADPH oxidase. Etodolaco) Incluem os ácidos Indolacéticos e Fenilacéticos. Ácido Salicílico*) A Aspirina é amplamente utilizada no tratamento da dor leve a moderada.. o seu efeito anti-inflamatório é insignificante. Naproxeno. porém não compartilham as ações antiplaquetárias dos inibidores da COX-1. espondilite anquilosante. Nabumetona. A acetilação da COX-1 destrói a atividade de ciclooxigenase da enzima. antipiréticas e analgésicas semelhantes aos AINES tradicionais. Diflunisal. Derivados do Ácido Propiônico (Ibuprofeno.         Resumo – Alberto Galdino . GOTA e disminorréia primária. Valdecoxib) São derivados do ácido sulfônico. Oxifenilbutazona. Aminopirina. Os inibidores seletivos da COX-2 possuem propriedades anti-inflamatórias. a disponibilidade do substrato para a ação da ciclooxigenase e lipoxigenase. Antipirina. Derivados do Oxicam (Piroxicam. Ácido Mefenâmico) Amos inibem as ciclooxigenases. Dipirona -Novalgina. Inibidores seletivos COX-2 (Celecoxib. Rofecoxib -Vioxx-. com seletividade 100 vezes maior para a COX-2. cefaleia. Meloxicam) Tem a vantagem teórica de inibir os mediadores químicos responsáveis pela inflamação. acetilando o resíduo serina do sítio ativo da COX-1 e da COX-2. Sulindaco. mas também antagonizam em vários graus os receptores de prostanóides.2ª PROVA . osteoartrite. tromboxanos e protaciclinas derivados da COX-1. utilizado no tratamento da artrite reumatoide. mialgia e artralgia. O Narpoxeno é 20 vezes mais potente que a Aspirina. Acetaminofeno) O Acetoaminofeno embora exerça efeitos analgésicos e antipiréticos semelhantes aos da aspirina. Inibidores preferenciais COX-2 (Nimesulida. Tenoxicam) O Piroxicam exerce efeitos adicionais na modulação da função dos neutrófilos. a proteoglicanase e o surto oxidativo. Fenoprofeno) O Ibuprofeno é um analgésico relativamente potente. Além de inibir a ciclooxigenase. reduzindo assim. enquanto mantém os efeitos citoprotetores dos produtos da atividade da COX-1. Derivados Indólicos ‘Ácido Acético’(Indometacina. Apazone) Derivados do Para-aminofenol (Fenacetina.Farmacologia ↗Principais Classes de AINES  Salicilatos (Aspirina. Atua de modo irreversível. muitos desses AINES promovem a incorporação do ácido araquidônico não esterificado em triglicerídeos. (Não é tecnicamente um AINE). inibindo a colagenase. Fenamatos (Meclofenamatos. devido à inibição fraca das ciclooxigenases. Derivados da Pirazolona (Fenilbutazona. Os Salicilatos (juntamente com a Indometacina. impedindo a formação de prostaglandinas.

Como os AINES inibem a COX. o limiar de dor diminui. fazendo com que o limiar de dor dos nociceptores seja restabelecido. para realizar qualquer efeito molecular em nível celular. há uma diminuição das concentrações de PGE2.Farmacologia ↗Mecanismo de Ação Inibição periférica e central da atividade da enzima ciclooxidase e subsequente diminuição da biossíntese e liberação dos mediadores da inflamação. Quando o nociceptor é ativado e sensibilizado. deve-se ligar a um receptor farmacológico específico e desencadear sua atividade intrínseca. dor e febre (prostaglandinas). que tem a função de sensibilizar os receptores de dor (nociceptores). o receptor inicia uma cascata de eventos que culmina em uma transdução de sinal. Ao ser ativado. Assim como qualquer fármaco. o que pode desencadear esta modalidade sensitiva com maior facilidade. -Analgésicos  Cefaléia  Mialgias  Dor odontológica  Artralgias  Dor pós-operatória  Dismenorreias Inibição COX Fenamatos Bloqueio da formação de PGs Antagonista receptores PGs As citocinas do processo inflamatório (principalmente a IL-1 e IL-8) induzem a produção de COX (principalmente a COX-2) por meio do aumento da transcrição gênica desta enzima. os AINES. -Anti-piréticos Resumo – Alberto Galdino .2ª PROVA . O aumento da COX promove o aumento da síntese de PGE2.

Farmacologia O processo inflamatório estimula a produção de citocinas (principalmente. os AINEs impedem a síntese de prostaglandinas gástricas. cujo aspecto característico. como o PGE2 no hipotálamo. O AINE atua inibindo esta COX-3. a IL-6). A IL-6 induz a uma maior produção de COX no sistema nervoso central (especialmente a COX-3 no centro termorregulador do hipotálamo). este mecanismo é impedido. A PGE2 ativa seu receptor que. especialmente PGI2 e PGE2. Osteoartrite  Bloqueio da formação de PGs por inibição da COX  Diminuição da migração (PMN e Monócitos) ↗Efeitos Colaterais  Distúrbios Gastrointestinais (úlcera): Por inibirem a COX-1.  Renal: Os AINEs podem induzir insuficiência renal aguda (IRA) de duas diferentes maneiras: hemodinamicamente-mediada ou por nefrite intersticial (freqüentemente acompanhada de síndrome nefrótica). para alguns. com infiltrado inflamatório. por transdução do sinal. Espondilite Anquilosante. Desse modo. A inibição da sua síntese.000/µL). Esta enzima produz PROSTANÓIDES.  Reações Anafilactóides  Inibição da motilidade uterina ↗Farmacocinética  Absorção oral (estômago e intestino delgado)  Absorção rápida e quase completa  Pico sérico: 1-2 horas  Grau de ligação às proteínas plasmáticas: 96 a 98%  Fixação PP (albumina)  Sofre metabolismo de 1ª passagem: escasso ou nulo  Eliminação via urina e fezes  T ½: maioria 2 a 5 horas. que servem como agentes citoprotetores da mucosa gástrica. levou ao uso da denominação de gastropatia por AINE. . instala-se a febre. acarreta ao estômago uma maior suscetibilidade às lesões.Anti-inflamatórios Artrite Reumatóide. aumentando o fluxo sangüíneo na mucosa gástrica e promovendo a secreção de mucocitoprotetor. de 17 a 25 horas Resumo – Alberto Galdino . AINEs não acetilados ou inibidores seletivos da COX-2 são uma alternativa segura para esses pacientes. Estes eicosanóides agem inibindo a secreção ácida pelo estômago. Os AINEs devem ser evitados em pacientes com defeitos plaquetários prévios (secundários a uremia ou doença de von Willebrand) e naqueles com trombocitopenia (contagem < 50. Inibindo a COX-3. Esses efeitos estão diretamente relacionados à redução da síntese de PGs induzida pelos AINEs. portanto. ocorrendo em menos de 1% dos pacientes.  Inibição de agregação plaquetária: A neutropenia é uma complicação infreqüente com o uso de AINEs.2ª PROVA . faz com que o hipotálamo induza uma maior produção de calor pelo corpo.

Cibalena. náuseas. Ao contrário de outros AINES. anorexia)  Ulceração da mucosa com sangramento  Distúrbios do equilíbrio Hidro-elétrico ↗Derivados Pirazolônicos  Fenilbutazona (Butazolidina)  Oxifenilbutazona (Tandrex)  Dipirona (Novalgina)  Feprazona (Zepelan) Caracteriza-se pela Anemia Aplástica e AGRANULOCITOSE. como erupções cutâneas e reações alérgicas que raramente ocorrem. mialgia e artralgia. e.Indicações Clínicas:  Analgesia – dores leves e moderadas  Antitérmico  Antiinflamatório  Antiagregante plaquetário  Queratolítico -Toxicidade:  Intolerância gástrica (dor. Efeitos adversos: Em doses terapêuticas são mínimos os efeitos adversos. A acetilação da COX-1 destrói a atividade de ciclooxigenase da enzima. Resumo – Alberto Galdino . o PIROXICAM e o IBUPROFENO) também podem inibir o surto oxidativo dos neutrófilos ao reduzir a atividade da NADPH oxidase. mas. Dorilax)  Acetaminofen ou Paracetamol (Tylenol. cefaleia.Metabolização e Excreção:  Esterases mucosas GI (hidrólise)  Modulação com glicina e ácido glicurônico . acetilando o resíduo serina do sítio ativo da COX-1 e da COX-2. vômitos. Dôrico) São considerados não-narcóticos porque não causam tolerância nem dependência física. impedindo a formação de protaglandinas. a Aspirina atua de modo IRREVERSÍVEL. Os salicilatos (juntamente com a INDOMETACINA. no SNC tem ação efetiva sendo utilizado como analgésico e antipirético. A via de administração é oral. Não apresentam também ação plaquetária e nem tem efeito no tempo de coagulação. apresenta a vantagem sobre a aspirina de não ser considerada irritante para o trato gastrintestinal. (A Usos: Analgésico – antipirético Apresenta fraca ação anti-inflamatória porque em tecidos periféricos tem menor efeito sobre a cicloxigenase (alguns autores não consideram o paracetamol como AINE verdadeiro). em consequência de um distúrbio na medula óssea. .2ª PROVA .Farmacologia ↗Salicilatos Os salicilatos incluem a ASPIRINA (ácido acetilsalicílico) e seus derivados. Hepatotoxicidade Fatal (overdose). ↗Derivados do Paraminofenol  Fenacetina (Descon. que é a diminuição dos Granulócitos no sangue periférico. Usado no tratamento da dor leve a moderada. desconforto epigástrico. tromboxanos e prostaciclinas derivados da COX-1.

Resumo – Alberto Galdino . Como os fenamatos possuem menos (fraca) atividade anti-inflamatória e são mais tóxicos do que a aspirina. muitos desses AINES promovem a incorporação do ácido araquidônico não esterificado em triglicerídeos. Ciclo Entero-Hepático O Piroxicam exerce efeitos adicionais na modulação da função dos neutrófilos. a proteoglicanase e o surto oxidativo.2ª PROVA . mas também antagonizam em vários graus os receptores de prostanóides. reduzindo assim. utilizado no tratamento da artrite reumatoide. O Naproxeno é 20 vezes mais potente que a Aspirina. espondilite anquilosante. Além de inibir a ciclooxigenase. existe pouca vantagem no seu uso. ↗Derivados Indólicos  Indometacina  Sulindaco  Etodolaco Incluem os ácidos Indolacéticos e Fenilacéticos. PIROXICAM (Feldene): ↓ Fator Reumatóide (IgM).] ------------------------TOLMETIN: não interfere com a atividade de Hipoglicemiantes a Anti-coagulantes. a disponibilidade do substrato para a ação da ciclooxigenase e lipoxigenase. -Potente inibidor COX -↓ motilidade dos PMN -Farmacocinética (Ciclo enterro-hepático) Secreção Tubular. ↗Derivados do Ácido Propiônico -↓Migração Leucocitária O Ibuprofeno é um analgésico relativamente potente. osteoartrite. inibindo a colagenase.Farmacologia ↗Derivados do Fenamato  Mefenamato  Meclofenamato Inibem as ciclooxigenases. GOTA e disminorréia primária.

hormônio relacionado com o metabolismo da glicose e das proteínas. Os glicocorticóides tornaram-se agentes importantes no tratamento de numerosos distúrbios inflamatórios. reumatológicos. em maioria. Portanto. Resumo – Alberto Galdino . Para que a noradrenalina seja transformada em adrenalina. quando em excesso. a adenohipófise passa a sintetizar e secretar o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). além de sua função antagonista das respostas imunológicas e inflamatórias. O principal sítio de ação da adrenalina produzida pela supra-renal é o pulmão(realizando broncodilatação). e são responsáveis por produzir catecolaminas como a adrenalina (80%) e noradrenalina (20%) e lançá-las na corrente sanguínea sob estímulo simpático. por meio do fator liberador de corticotropina (CRF ou CRH). estimula todas as células produtoras de hormônios das três zonas desta região. lobo anterior da glândula hipófise.2ª PROVA . sendo adicionada a eles a ação imunossupressora. tem a capacidade de inibir a secreção de CRF pelo hipotálamo. dois tipos de hormônios:  Os mineralocorticóides como a aldosterona. estimula grupos específicos de células produtoras de hormônios da adenohipófise. Eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal O hipotálamo é o principal responsável por iniciar a cadeia de sinais que estimulam. alérgicos. Estes medicamentos apresentam as mesmas funções que os medicamentos antiinflamatórios nãoesteroidais (AINEs) exercem. cuja ação periférica está relacionada com a reabsorção de sódio em nível tubular renal. por fim. o córtex da glândula supra-renal passa as secretar. ↗Glândula Supra-Renal e Produção de Cortisol As células cromafins presentes na medula da supra-renal apresentam a mesma constituição embrionária de gânglios simpáticos. por meio da alça curta de feedback negativo (ou retroalimentação negativa). Por meio deste estímulo. O hipotálamo. hematológicos e outros distúrbios. a adrenalina é tida como um neuro-hormônio a partir do momento em que as células cromafins da medula da suprarenal apresentam a mesma natureza dos neurônios pós-ganglionares simpáticos. o córtex da supra-renal a secretar os respectivos hormônios de cada zona do mesmo.Farmacologia Antiinflamatórios Esteróides (AIES) Os medicamentos antiinflamatórios esteroidais (também conhecidos como corticóides. em nível do córtex da adrenal. corticosteróides ou glicocorticóides) são drogas que agem semelhantemente ao cortisol endógeno (glicocorticóide). é necessária uma reação de metilação por meio da enzima metil-transferase. O próprio ACTH (seja ele endógeno ou exógeno). Uma vez estimulado pelo ACTH. Este hormônio. presente apenas nestas células da supra-renal.

Pacientes que fazem uso prolongado de corticóides exógenos podem desenvolver diabetes por causa da ação hiperglicemiante deste hormônio. ESTRADIOL E TESTOSTERONA O estradiol e a testosterona são hormônios responsáveis pelo desenvolvimento de caracteres sexuais femininos e masculinos. em angiotensina II.  Resumo – Alberto Galdino . por meio da enzima conversora de angiotensina (ECA. Além disso. converte angiotensinogênio (produzido pelo fígado) em angiotensina I que. as gônadas (ovários e testículos) são os principais sítios de produção dos mesmos.  GLICOCORTICÓIDE O glicocorticóide. Esta entrada de sódio e água nos vasos faz com que a volemia intravascular aumente e. mimetizando ainda mais no aumento da pressão arterial: a aldosterona faz com que haja uma maior reabsorção de sódio pelos rins para o sangue e. estes hormônios apresentam funções adversas no organismo. sendo responsável pela retenção de sódio e excreção de potássio pelos túbulos renais. Além de apresentar a capacidade de aumentar a pressão arterial por si só. agindo em nível da alça longa de feedback negativo. Trata-se de um hormônio hiperglicemiante. o rim tenta controlá-la liberando renina. é produzido pelas células da zona fasciculada do córtex da medula da adrenal. além de apresentar propriedades antiinflamatórias e imunossupressoras. respectivamente. Embora seja considerável a produção destes hormônios pela zona reticulada da adrenal. aumente o débito cardíaco. Esta é uma enzima que. água. principalmente. ↗Hormônios Corticais  MINERALOCORTICÓIDES Os mineralocorticóides são corticóides que interferem no equilíbrio de minerais pelo corpo. fazendo com que a pressão tenda a subir. pois favorece a gliconeogênese. é responsável. a angiontensina II estimula (por meio de receptores no córtex da adrenal) a síntese da aldosterona.Farmacologia  Os glicocorticóides Cuja ação está relacionada com o metabolismo dos carboidratos (é considerado um hormônio hiperglicemiante) e das proteínas. Quando um paciente apresenta uma baixa na pressão arterial. quando chega na corrente sanguínea. produzida pelos pulmões). é transformada. pelo metabolismo da glicose e de proteínas.2ª PROVA . Como foi visto. como por exemplo. a Prednisolona) têm a capacidade de inibir a secreção de CRF pelo hipotálamo. junto dele. por sua vez. consequentemente. principal cortisol endógeno. Os glicocorticóides (sejam eles endógenos ou exógenos. como é ocaso da propriedade cardioprotetora do estradiol. A aldosterona é o principal mineralocorticóide produzido pela zona glomerulosa da adrenal.

↓ Produção de eicosanoides .  Eventos Vasculares: vasodilatação reduzida.↓deteriorização da cicatrização dos aspectos protetores da resposta inflamatória.  Efeitos Globais: .  REGULADORAS  Eventos Celulares: . TNFγ.Farmacologia ↗Principais ações dos Glicocorticóides  METABÓLICAS  Carboidratos: ↓ a captação e utilização da glicose e ↑ da gliconeogênese = hiperglicemia.↓ Produção e ação das citocinas. Resumo – Alberto Galdino .↓ Produção de IgG . ↓proliferação de vasos sanguíneos.Inflamação crônica: ↓ da atividade nas células mononucleares.↓ Componentes do complemento do sangue.↓ Inflamação crônica e das reações autoimunes . diminuição da exsudação de líquidos.  Lipídios: efeito permissivo sobre os hormônios sobre os hormônios lipolíticos e redistribuição da gordura (Síndrome de Cushing). GN-CSF . ↓fibrose. -Inflamação linfoide: ↓ expansão das células T e B e ação ↓ das células secretoras de citocinas. incluindo Interleucinas. ↓ do anabolismo.  Proteínas: ↑ catabolismo.2ª PROVA .Inflamação aguda: ↓ do influxo e da atividade dos leucócitos . Mediadores Inflamatórios e Imunes: .

principalmente). a globulina ligante de cortisol (α-2-globulina). ou seja. O receptor intracelular de um hormônio esteroidal apresenta três sítios ou domínios: sítio de localização nuclear. domínio de ligação do hormônio (sítio responsável por receber o corticóide). sendo esta fração ligada também a sua forma inativa. portanto. tirosina cinase ou receptores ionotrópicos. ao chegar ao núcleo da célula com seu domínio de ligação do DNA livre. Ambos os tipos de cortisol (tanto endógeno. subunidade protéica responsável por estabilizar e inativar o receptor. ao chegar ao sangue. Quando o indivíduo faz uso de corticóide por qualquer que seja o motivo ou via de administração (oral ou parenteral. As ações nucleares do dímero corticóide-receptor são:  Inativação dos fatores de transcrição NF-KB e AP-1  Ativação do fator de transcrição Anexina-1 Os antiinflamatórios esteroidais. adentrar na célula e ativar o seu receptor intracelular. ativam a anexina-1 (a qual inibe a fosfolipase A2) e inibem os fatores de transcrição NFκB e AP-1 (que inibem outros mediadores da inflamação e citocinas envolvidas nas respostas imunológicas).Distribuição: ligação às proteínas plasmáticas  globulinas de ligação dos glicocorticoides (CBG) no sangue.sem a presença dos corticóides. passa a ativar alguns fatores de transcrição e inibir outros. o cortisol endógeno (produzido pela zona fasciculada do córtex da glândula adrenal) se liga a uma outra proteína plasmática circulante. desta maneira. . desprendendo-se do receptor e exibindo o domínio ligante de DNA. De forma semelhante. corticoide ligado à proteína plasmática. são uma série de medicamentos antiinflamatórios que apresentam uma função somada: a imunossupressora. o fármaco ainda apresenta-se na sua forma inativa (fração ligada do fármaco). formando um dímero capaz de entrar no núcleo da célula e exercer a sua função o que ser… descrita adiante. independentemente de ser esteroidal ou não. ele promove uma mudança conformacional no receptor de forma que a HSP90 perca sua afinidade por ele.Farmacologia ↗Farmacocinética . quanto exógeno) devem se desassociar das proteínas plasmáticas com as quais circulam para só assim. são: inibição da atividade inflamatória. justificando o seu efeito antiinflamatório e imunossupressor.Eliminação: Hepática ↗Mecanismo de Ação dos Glicocorticóides Os efeitos dos medicamentos antiinflamatórios. a droga vai se ligar à albumina. A partir do momento que o corticóide se liga ao seu domínio de ligação. Os glicocorticóides. Resumo – Alberto Galdino .2ª PROVA . o domínio efetor do receptor de corticóide encontra-se encoberto por uma proteína de choque térmico chamada HSP90. o receptor dos corticóides. Os corticóides atuam via receptores hormonais intracelulares que independem de proteína G. Em condições normais. sensibilizando e ativando. ou seja. O dímero. Desta maneira. sítio de ligação do DNA (ou domínio efetor). O complexo corticóide-receptor ativo (livres da HSP90) se liga a outro complexo também ativo.Absorção: oral. ação antipirética e ação analgésica. tópica e parenteral .

nos casos graves.Redução de edema cerebral em pacientes com tumores cerebrais primários e metastásicos (dexametasona). desencadeiam uma via de transdução de sinal que envolve o aumento dos níveis de AMPc nas células. ou. anemia hemolítica. no pescoço. artrite reumatoide. nas costas e na face (faces em “lua-cheia”). púrpura trombocitopênica idiopática)  Prevenção de doença de enxerto – versus – hospedeiro após transplante de órgãos . dos olhos. .Terapia de Reposição Doença de Addison. depósito de gordura no tronco. hipertensão. ao se fazer uso de corticóides por tempos prolongados. ouvidos e nariz. por via sistêmica)  Condições inflamatórias da pele. diabetes e osteoporose. Uso Topico)  Estados de Hipersensibilidade  Doenças auto-imunes (lúpus eritematoso sistêmico. com a presença de algumas lesões hipercrômicas (estrias). O tecido adiposo apresenta receptores adrenérgicos do tipo β3 que.nervosismo. ruborização da face. juntamente com um mineralocorticóide .Terapia de Doenças Neoplásicas . ↗Síndrome de Cushing Os glicocorticóides intensificam a ação de catecolaminas endógenas (principalmente. pele fina e frágil. Resumo – Alberto Galdino . quando ativados pelas catecolaminas endógenas.Terapia Antiinflamatória e Imunossupressora  Asma (por inalação.2ª PROVA .Em combinação com agentes citotóxicos no tratamento de malignidades específicas (ex: Doença de Hodgkin. Isto caracteriza uma redistribuição anormal de gordura que. Este efeito estimula à ativação de uma proteína cinase A (PKA) que passa a fosforilar lípases responsáveis por degradar lipídeos e aumentar as concentrações de ácidos graxos livres que passam a se depositar em regiões não tão comuns. passa a caracterizar a chamada síndrome de Cushing: membros superiores e inferiores emagrecidos devido a perda de massa muscular.Farmacologia ↗Terapias . ↗Efeitos Colaterais  Supressão da resposta à infecção  Supressão da síntese de Glicocorticóides endógenos  Ações metabólicas  Síndrome de Cushing (Iatrogênica). a adrenalina e a noradrenalina). Leucemia Linfocítica Aguda).