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Aula 14 – 16.09.2010
TÍTULO J EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CONTRA O EXECUTADO SOLVENTE [801-882] Encerramos a Teoria Geral da Execução. Passamos agora a estudar os diversos procedimentos executórios. O primeiro é o mais longo e o mais importante, que é a execução por quantia contra devedor solvente. Este procedimento é o padrão do processo de execução. Ao analisar os artigos 566 a 620, é possível perceber nas entrelinhas que quem redigiu aqueles artigos, ao fazê-lo estava pensando neste procedimento executório, pois as regras que lá estão aplicam-se a este procedimento. Para facilitar o estudo, este procedimento foi dividido em três fases: Fase da Propositura, a fase da postulação que tem início com a petição inicial e busca a constituição válida da relação processual; uma vez constituída a relação, procede-se a transformação dos bens penhorados, afetados, em dinheiro, na Fase da Instrução; transformados os bens em dinheiro, passamos a Fase do Pagamento, que é a entrega ao credor da quantia reclamada em juízo. Essas fases se sucedem no processo. Naturalmente, o devedor pode pagar a qualquer momento. Se sobrevier o pagamento em qualquer das fases do procedimento, as fases subseqüentes ficarão prejudicadas. A primeira oportunidade no processo que o devedor tem para pagar é após a citação. Se o devedor paga sua divida no prazo de três dias da citação, todas as demais fases ficam prejudicadas e se passa direto à fase do pagamento. Eis a panorâmica geral do procedimento. I – A FINALIDADE DA EXECUÇÃO E A SOLVÊNCIA DO EXECUTADO 1 – A finalidade da execução [art. 646 do CPC] A finalidade do procedimento é expropriar bens do devedor para, com o produto da expropriação, efetuar pagamento ao credor. 2 – A solvência do executado [art. 612-613 do CPC]. A condição para que se aplique este procedimento é que o devedor seja solvente. Devedor solvente é aquele que não é insolvente, que não tem contra si sentença judicial declaratória de insolvência. Insolvência não se presume, tem de ser provada por meio de sentença judicial. A situação de insolvência gera grande diferença no procedimento, pois neste caso, a expropriação é realizada em benefício de todos os credores e abrange todos os bens do devedor, enquanto a execução de devedor solvente é feita em benefício do credor que requereu a execução e abrange os bens tão somente na quantidade suficiente para a satisfação de seu crédito, os demais bens não são afetados. II - OS MEIOS EXECUTÓRIOS APLICÁVEIS: Na última aula, já vimos os meios executórios utilizados. 1 - A sub-rogação por expropriação [art. 647-724, todos do CPC]: 1.1 – afetação de bens [arts. 655-679, 734 e Lei 5.478/68]: 1.1.1 – por meio da penhora mediante a busca e apreensão de dinheiro e outros bens do responsável patrimonial [arts. 655-679 do CPC]; 1.1.2 – por meio da penhora mediante desconto em salário e outras rendas do responsável patrimonial [art. 734 do CPC e Lei 5.478/68]. Feita a afetação sobrevém, nesta ordem: 1.2 - Adjudicação [art. 647 inciso I c/c os arts. 685-A a 685-B, todos do CPC]. Adjudicação é a possibilidade de o credor ser pago com o próprio bem penhorado. É uma espécie de dação em pagamento. O credor tem direito de receber dinheiro, mas pode optar em ficar com o bem, caso em que haverá adjudicação. Outras pessoas também detêm legitimidade para adjudicar, como veremos mais à frente. Se não for possível a adjudicação, passamos à possibilidade de alienação particular. 1.3 – Alienação particular [art. 647 inciso II c/c o art. 685-C, todos do CPC]. Alienação particular é uma venda feita pelo próprio credor. Ele mesmo promove a alienação. Não havendo adjudicação e nem alienação particular, passamos à última possibilidade que é a alienação em hasta pública.

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1.4 – Alienação em hasta pública [art. 647 inciso III c/c os arts. 686-707, todos do CPC]. Alienação em hasta pública é a venda pública do bem promovida pelo próprio órgão jurisdicional executivo, sob supervisão do juiz. 2 – A coerção pessoal por meio da prisão civil [art. 733 § 1º do CPC]. Este meio executório na obrigação de pagar quantia só cabe na prestação de alimentos. III – FASES DA EXPROPRIAÇÃO Vistos os meios executórios, que são as ferramentas que podemos utilizar para desempenhar a função de entrega da prestação jurisdicional requerida pelo credor, passamos às fases da expropriação. 1 – FASE DA PROPOSITURA DA AÇÃO [ARTS. 282 646-658 E 614-615 DO CPC]. 1.1 - Elaboração da petição inicial: Já vimos quando estudamos a ação, todos os requisitos da petição inicial da execução. 1.1.1 – os requisitos genéricos [art. 282 incisos I a VII do CPC]; 1.1.2 – os requisitos específicos [art. 615 incisos I a IV; art. 652 § 2°, todos do CPC].
“Art. 615. Cumpre ainda ao credor: I - indicar a espécie de execução que prefere, quando por mais de um modo pode ser efetuada; II - requerer a intimação do credor pignoratício, hipotecário, ou anticrético, ou usufrutuário, quando a penhora recair sobre bens gravados por penhor, hipoteca, anticrese ou usufruto; III - pleitear medidas acautelatórias urgentes; IV - provar que adimpliu a contraprestação, que Ihe corresponde, ou que Ihe assegura o cumprimento, se o executado não for obrigado a satisfazer a sua prestação senão mediante a contraprestação do credor.”

Esses requisitos são específicos da execução e, se for o caso, se estiverem contemplados na situação concreta, terão de constar da petição inicial. 1.2 – Os documentos instrumentos essenciais1: Além de elaborar a petição inicial, devemos instruí-la com documentos, quais sejam: 1.2.1 – o título executivo extrajudicial [art. 614 inciso I do CPC]; 1.2.2 – a memória de cálculo [art. 614 inciso II do CPC]; É ônus do credor. Isso porque a execução por quantia só pode ser proposta quando a dívida está vencida e o vencimento da divida acarreta a incidência de encargos moratórios e compensatórios. Cabe ao credor, portanto, apresentar as contas para que seja ressarcido do principal e dos encargos decorrentes da mora do devedor. Se o credor não apresenta memória de cálculo o juiz vai levar a execução pelo valor de face do título, e não pelo valor atualizado. 1.2.3 – a prova de se verificou a condição ou ocorreu o termo [art. 614 inciso III do CPC]; 1.2.4 – a prova de que o exequente adimpliu a contraprestação que lhe corresponde [art. 615 inciso IV do CPC]; Pode ocorrer de o credor não ter pago, na época da formalização do título, toda a sua prestação, então ele precisa provar que cumpriu sua prestação ou, caso não tenha feito ainda, requerer o depósito da prestação junto com a petição inicial. 1.3 – Outras providências atinentes à petição inicial 1.3.1 – proceder-se-á ao cálculo e ao recolhimento das custas processuais cabíveis; Se o credor não tiver o benefício da justiça gratuita, cabe a ele pagar as custas processuais, sob pena de sua inicial não ser admitida em juízo. 1.3.2 – proceder-se-á ao protocolo, à distribuição e à autuação da petição inicial. Atualmente a distribuição é feita automaticamente, de modo que o credor ao protocolar já pode saber em qual vara o processo irá tramitar. A autuação é procedimento cartorário. Depois de autuado, o processo é concluso ao juiz, que fará um exame formal de admissibilidade da inicial,
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Súmula 199 do STJ: Na execução hipotecaria de credito vinculado ao sistema financeiro da habitação, nos termos da lei n. 5.741/71, a petição inicial deve ser instruída com, pelo menos, dois avisos de cobrança.

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ou seja, se estão presentes os pressupostos processuais, as condições da ação, os requisitos da inicial. 1.4 Apreciação quanto ao recebimento da petição inicial 1.4.1 – rejeição de plano [art. 295 do CPC] Ocorre em caso de vício insanável, peremptório. 1.4.2 - emenda [art. 284 c/c 616 do CPC] Ocorre em caso de vício sanável, dilatório. Em caso de emenda o exeqüente tem 10 dias para cumprir a determinação do juiz. Se não o fizer a inicial é indeferida. 1.4.3 - recebimento [arts. 285, 652 “caput” c/c 652-A e 20 § 4º do CPC]. Ocorre quando não há nenhum vício, a petição inicial cumpriu todos os requisitos. Recebida a inicial, o juiz manda citar o executado e seu cônjuge e fixa desde logo os honorários de sucumbência. 1.5. Citação do executado e do cônjuge [arts. 652 a 654 e 655 § 2º do CPC]2. 1.5.1 – Finalidade: a) para dar conhecimento ao executado e ao cônjuge da propositura da ação de execução. b) para que seja efetuado o pagamento da dívida no prazo de três [3] dias [art. 652 do CPC]. 1.5.2 Termo inicial do prazo: a) da data citação [Araken, Manual, 12 ed. p. 644]; b) da data da juntada da 1ª via do mandado [Daniel Amorim, Esta é a posição adotada, ou seja, o prazo só começa a correr a partir da juntada do mandado de citação cumprido validamente. 1.5.3 - Contagem do prazo: a) exclui-se o dia do começo [art. 184 do CPC]; b) inclui-se o dia vencimento [art. 184 do CPC] c) prorroga-se o dia do vencimento para o primeiro útil se o vencimento cair em feriado, em dia em que for determinado o fechamento do fórum ou seu expediente tenha se encerrado antes da hora normal [art. 184 § 1° do CPC]; d) não se aplica à hipótese a regra do art. 191 do CPC, salvo se o executado estiver assistido pela Defensoria Pública [art. 44 inciso I da LC 80/94]; Ou seja, em caso de litisconsórcio passivo em que os procuradores são diferentes, NÃO há contagem dobrada de prazo, é singular. A exceção é apenas para o caso de o devedor estar assistido pela defensoria pública, onde todos os prazos dobram. 1.5.4 - Meios ou formas de citação: O CPC traz três modalidades de citação. Há entendimento que todas as modalidades são cabíveis na execução, sem excluir nenhuma. Outra corrente, acompanhando o que diz a lei no artigo 222, excluí a citação por correio. Isso porque a citação na execução por quantia tem uma particularidade: se não encontrado o devedor, o oficial de justiça pode arrestar bens do executado. Um carteiro não tem poderes para isso. É uma diligência prevista na lei e se o mandato for cumprido pelo carteiro fica impossibilitado o cumprimento da mesma. Então, a doutrina entende que a citação em ação de execução não pode ser feita pelo correio, a não ser que o credor, de forma expressa, renuncie ao direito de arrestar bens. Portanto, a regra geral da execução é a citação por oficial. [i] – citação por mandado judicial, expedido em duas vias, a ser cumprido por oficial de justiça [arts. 221 inciso II e 222 alínea “d” c/c 652, todos do CPC]; [ii] citação por hora certa, admitida apenas se o devedor se oculta e oficial de justiça não localiza bens do devedor [Araken - arts. 227-229 do CPC – Súmula 196 do STJ]: [iii] – por edital citatório [art.221 inciso III c/c 654, todos do CPC]. Se o devedor não for encontrado e não forem encontrados bens, há interesse na citação por edital? Sim, pois a citação interrompe a prescrição e após a citação pode ser realizada penhora. Antes da citação só pode haver arresto, que é uma medida cautelar e não uma agressão
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Súmula 196 do STJ: Ao executado que, citado por edital ou por hora certa, permanecer revel, será nomeado curador especial, com legitimidade para apresentação de embargos.

7. mas como um processo cautelar autônomo (art.2 .Pagar a quantia reclamada com todos os seus acessórios [art. primeira parte. 1. 1. [iii] .art. dentro dos 10 dias.5. 1. 652-A § 1° do CPC].1 – Na pessoa do advogado do executado [art. porém sem os seus respectivos efeitos .7. 652. § 4º. 813).Diligências necessárias: [i] – Busca.6.Diligências a cargo do oficial de justiça após a efetivação da pré-penhora [art. apreensão e depósito dos bens [art.Depositar a quantia ou indicar bens à penhora: a) por iniciativa própria [mera faculdade. caso em que terão reduzidos à metade os honorários de advogado [art.art. 652 § 1°do CPC] 1.Lavratura do auto do arresto ou pré-penhora [art. o arresto pode ser pedido antes da ação de execução. 1ª parte. Esse tem o mesmo efeito do arresto realizado no processo de execução. § 5º. incompetência relativa.Intimação do executado da formalização da penhora: 1.6 – Realizada a citação.Caducidade da pré-penhora: . do CPC] 1. pois sem imposição legal]. 1. não encontrando o devedor. Intimado.2 .7. este. do CPC]: [i] Acarreta a conversão do arresto em penhora. 167. [ii] – Encontrando-o. 665 do CPC]. desde a constituição do crédito.5.8.1 – Possibilidade do arresto ou pré-penhora de bens [art.6. § 4º c/c o art. O arresto também pode ser averbado na matrícula do imóvel. Após a citação pessoal ou por edital do devedor requerida pelo credor.5.4 – propor ação de embargos ao direito de executar [art. impedimento ou suspeição [art.6. 653 do CPC] “Art. 1.8. da Lei 6. 659. que irá intimar o exeqüente do arresto.6.Cabimento [art. mencionando o dia em que foi e a hora. arrestar-lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a execução. a ser cumprido por oficial de justiça [art. o exeqüente tem de tomar algumas providencias. 1. 653. 1.10 . no tríduo legal. última parte. 794 inciso I do CPC]. o oficial de justiça procurará o devedor três vezes em dias distintos.Nomeação do depositário [art. 1. O oficial de justiça.8. 304 e 306 do CPC].9 – Averbação do arresto ou pré-penhora no registro imobiliário [art.4 definitiva.4 – Efeitos da inércia do devedor citado [art. apenas provisória. 745 do CPC].5. 653 § único]: [i] – Nos dez [10] dias seguintes à efetivação do arresto. inciso I. Antes da propositura da ação é possível o arresto? Sim. poderá: 1. do CPC] (Regra Geral) 1. 653 do CPC]: a) . [ii] . com o objetivo de dar publicidade ao ato. 654 do CPC]: [i] Requerimento da citação [pessoal ou editalícia] do executado após a formalização da pré-penhora [art. 1. do CPC]. § 4º. 666 do CPC]. 1. se este não se manifestar em três dias o arresto é convertido em penhora. 664 do CPC]. o oficial irá certificar que realizou as diligências em três dias diferentes.015/73]. 654.5. 2ª parte. 652. 652. do CPC].5 – quedar-se inerte [acarreta a revelia. o juiz poderá dispensar a intimação do executado ou determinará novas diligências [art. certificará a circunstância no mandado Não encontrando o executado. 653 do CPC] 1. o arresto se torna ineficaz. sucessivamente ou eventualmente. nº.3 .” b) . 654. e devolve o mandado ao cartório.6. procederá à sua citação. 1.8 .3 – Providências a cargo do exeqüente [art. Se há o arresto e não são tomadas as devidas providências para citar o devedor.2 – Pessoalmente. por mandado.1 – Oferecer exceção de pré-executividade.3 – Caso o executado não seja encontrado. § 3º do CPC]. [iii] – Não o encontrando. 5. b) se determinado pelo juiz [ônus .7 – Devedor não citado [art. 652.7.

11. Nesse caso.1. Além do exeqüente.2. o que pode acarretar uma multa processual de até 30% no valor da execução. desde a petição inicial. a gradação legal [art. Enquanto não forem nomeados bens. pode ser descumprida para beneficiar o credor ou o devedor a depender da situação. inciso II. 1.11. por meio de prova documental. 655 do CPC]. 652 § 2° do CPC]. pagamos custas.1 – Natureza jurídica:  mera faculdade. na medida do possível. sem que se cogite da gradação legal [art. inicialmente ao credor. embora não seja uma prerrogativa e ele tenha a obrigação de pagar a dívida. o não cumprimento caracteriza ato atentatório à dignidade da justiça (art. 652 §§ 1° e 2º do CPC] 1. .  tratando-se de execução de créditos com garantia real.1 – Poder de indicação do exeqüente [art. Vimos ainda a hipótese em que o devedor NÃO é citado. onde elaboramos a petição inicial.11. houve a citação do devedor. preferencialmente. 1.natureza jurídica: Essa atitude do devedor pode ser voluntária ou forçada („coacta‟ nos termos do professor). ocorreu o protocolo.11 – Escolha dos bens a penhora [art. pode o credor indicar. nesse caso. Voluntária quando não intimado. Passamos agora à indicação e escolha dos bens a penhora. deverá recair sobre a coisa da em garantia. tem a natureza jurídica de faculdade.3 – Condições: O credor deve seguir alguns requisitos para que sua indicação seja válida:  deverá proceder à especificação dos bens.09. [iii] Se não for publicado o edital citatório no prazo de 15 dias [arts. mas segue tal ordem na medida do possível para evitar inclusive eventual impugnação pelo devedor.1. do CPC]. 652 §§ 2°e 3°do CPC] A indicação de bens a penhora cabe ordinariamente. Vimos o início da fase da propositura. obedecer à gradação de bens do artigo 655 do CPC. É uma maneira de cumprir o dever de colaboração do executado e. contrato ou ato judicial [art. Aula 15 – 17. direito de retenção. O credor indica bens se quiser. Forçada (ou „coacta‟) ocorre por determinação do juiz. 1.  na própria petição inicial da ação de execução [art. a lei não veda a possibilidade de o executado fazer a nomeação de bens à penhora. 655. Deve fazer a avaliação do bem e.].11. § 1º. o que abre a possibilidade de ARRESTO de bens. 654 c/c 652 do CPC] [ii] Se não for requerida a citação do executado no decêndio subseqüente à formalização da pré-penhora [art. 654 c/c 232. 1. Deve individualizar o bem e indicar o local em que o bem se encontra. 1.2010 Na última aula.1. o devedor indica por si só os bens no prazo da citação. contados da juntada do mandado citatório ou do fim do prazo do edital [art. caso em que tem a natureza jurídica de ônus para o devedor. a distribuição e a autuação do processo.  posteriormente por meio de petição interlocutória 1.1 . Tal ordem não é peremptória. do CPC – como no caso de penhor.2 – Prazo para indicação e formas de indicação: O credor pode indicar bens a penhora a qualquer tempo desde a petição inicial. fazer prova da propriedade e atender.11. inciso III.11. do CPC]. etc. Apesar de o credor deter a prerrogativa de indicar bens à penhora. arresto. preferencialmente. 600). O credor tem de provar que o bem indicado é de propriedade do devedor. 652 § 2° do CPC].2 – Indicação pelo executado [arts. 656. a penhora. 654 do CPC]. demos início ao estudo do procedimento de execução por quantia de devedor solvente.  recair a penhora sobre bem designado em lei.5 [i] Pelo pagamento da dívida no interregno de três [3] dias. ela é mera faculdade.

. Portanto. pois se um bem que tem o mesmo valor da dívida é penhorado. tanto o credor quanto o devedor tem de avaliar os bens ao realizar a indicação. É importante lembrar que a penhora pode recair sobre parte do bem. se eu tenho uma dívida de 60 e vou penhorar um bem de 100. caso em que o oficial expede o auto de penhora e o devedor assina. incisos I ao V. 668. cabe ao executado impugnar a escolha feita pelo exeqüente pedindo a substituição do bem penhorado [art. que lavra o termo de penhora e junta aos autos. nesse caso. de modo que a indicação pelo executado que descumpra a ordem do artigo pode vir a ser impugnada pelo exeqüente.  obediência preferencial à ordem de nomeação prevista no art. A única EXCEÇÃO é quando se trata de BEM IMÓVEL. 655 tem como destinatário o exeqüente. Sálvio de Figueiredo]. correção monetária e os custos da execução [despesas processuais e honorários de sucumbência]. Dessa forma.6  faculdade: desde o momento da citação [nos três subseqüentes à citação ou enquanto não intimado pelo juízo. circunscrição ou seção judiciária do juízo do processo executivo: O juiz só tem jurisdição nos limites territoriais de sua comarca. No caso de indicação „coacta‟.14 – Penhora de bens fora da comarca.  ônus: em cinco [5] dias.2.3 . Min.2 . 1.11. a avaliação e a prova da propriedade do bem. Trata-se.2.  por petição.formas:  verbal ao oficial. de forma que a divida não é totalmente satisfeita. a) o valor dos bens penhorados. rel. [iii] Havendo desobediência à gradação legal. Isso porque não se podem penhorar bens em valor superior ao da execução. desde que intimado pessoalmente ou por intermédio de advogado. podendo ceder em prol da celeridade no pagamento do crédito ou a forma menos onerosa para o executado [REsp 167. de modo que pode haver inclusive novo gravame sob os 40% restantes.prazos:  nos três dias subseqüentes à citação ou enquanto não intimado pelo juízo. 1.2. O artigo 655 é dirigido tanto ao exeqüente quanto ao executado. deve-se limitar-se ao valor do principal. [ii] A norma do art. acrescido apenas dos juros. independente de intimação. ou seja.11. O devedor indica o bem verbalmente ao oficial no ato da citação. Essa determinação acarreta um grande problema.12 – Valor dos bens penhoráveis Como dissemos a pouco. Nesse caso o devedor comparece ao cartório e indica os bens ao serventuário.11. o devedor pode vir a indicar bens posteriormente. parágrafo único. não mais o executado. de prazo impróprio. a penhora só recai sobre 60% do bem. 1. b) a penhora deve corresponder apenas o suficiente para a realização do crédito. 1. com sua localização.  em cinco dias. Ou seja. feitas pelo próprio executado.158. 656 do CPC].13 – Ordem de preferência legal dos bens a penhorar [i] A ordem prevista no art.  reduzida a termo pelo escrivão. contados da intimação judicial feita ao executado ou ao seu advogado. o juiz não pode mandar penhorar bens fora de sua comarca.4 – condições:  especificação dos bens [art. 655 do CPC não é absoluta e inflexível. é necessária a penhora posterior de outros bens. este sempre é vendido por valor inferior ao valor real. 1. do CPC] Consiste na individualização do bem. em regra. 1. 655 do CPC. admitida apenas aumento para cobrir acréscimos vincendos inevitáveis. No caso de indicação voluntária.

652-A c/c o 20 § 4º.15 – Dever de cooperação do executado [art. pode o executado. mediante a apresentação da matrícula. NÃO se expede carta rogatória para penhora. d) exibir a certidão negativa de ônus. a avaliação e alienação pública ou particular. bem como o usufruto dos bens penhorados.18 – Da moratória legal do executado [art. Se assim fizer. a) se bem imóvel. do CPC]. por termo do escrivão. 1. 651 do CPC] Trata-se da liberação do devedor pelo pagamento. tem de ser feito por CARTAS PRECATÓRIAS (órgãos jurisdicionais de mesma categoria) ou DE ORDEM (órgão jurisdicional superior para inferior). [ii] Se o executado paga integralmente o débito no prazo de três dias que se seguem à juntada do mandado citatório. no prazo de cinco dias. Isso porque o executado já é citado para pagar a dívida total. e) abster-se de qualquer atitude que dificulte ou embarace a realização da penhora. fugindo da regra do processo de conhecimento de mínimo de 10% e máximo de 20%. Antes de adjudicados ou alienados os bens. onde se encontram os bens sujeitos à execução. b) nos demais casos far-se-á a penhora por carta precatória ou de ordem.16 – Remição da execução [art. 14. ressalvada os honorários próprios da ação de embargos do devedor]. sob pena de cometimento de ato atentatória à dignidade da justiça. § 1º. ou seja. Essa fixação é feita no momento em que o juiz despacha a petição inicial.7 que pode ser penhorado em qualquer lugar independentemente de sua localização. a todo tempo. o executado tem o direito de . c) far-se-á. todos do CPC]: O executado tem o dever de cooperação com o órgão jurisdicional. por precatória. pelo resgate da dívida. o juiz já tem de fixar os honorários. 1. O único momento em que importa a presença do devedor é a citação e a indicação de bens. sua presença é dispensável. se estiver fora dos limites territoriais da comarca. Não pode haver penhora de bem localizado no estrangeiro. parágrafo único e art. b) exibir a prova da propriedade dos bens. “Art. mais juros. § 2º. c) indicar-lhe o valor. art. remir a execução. onde o juiz fixa os honorários na sentença ao final do processo. bastando para tanto a exibição da certidão da respectiva matrícula no registro imobiliário. 652. desde que antes de adjudicados ou alienados os bens. A fixação também é diferente no processo de execução. todos do CPC [cabível a fixação de honorários da propositura de ação de embargos do devedor]. além da penhora. custas e honorários advocatícios. [i] A fixação de acordo com o disposto nos arts. a) indicar. segundo a regra do §4º do artigo 20. que abrange toda a execução até a satisfação do direito do credor. a lei concede-lhe redução de 50% da verba honorária fixada inicialmente [art. c/c o art. Se o devedor é citado e tem bens. 745-A do CPC]: [i] – conceito Citado o devedor reconhece de imediato a existência da dívida na sua totalidade. o que abrange também os honorários. diferentemente do processo de conhecimento. 600.17 – Dos honorários advocatícios na execução do título extrajudicial: Na execução de título extrajudicial cabe a fixação de honorários advocatícios. Qualquer outra modalidade de bem tem que ser penhorada no local em que se encontra e. ainda. na medida em que renuncia do direito de embargar a execução. 651. ao receber a petição inicial. Na execução. 656. 1. A não cooperação gera sanções ao executado. qualquer que seja a sua localização territorial. pagando ou consignando a importância atualizada da dívida. Deve-se observar que a pessoa do devedor é dispensável. O devedor pode remir a execução a qualquer momento.” 1. 652-A e § único.

Os bens do devedor permanecem vinculados pela penhora. considerar-se-ão vencidas todas as demais parcelas e a execução prossegue normalmente como se não houvesse ocorrido parcelamentos. para outros. Naturalmente continuará pela diferença. A diferença da penhora para o arresto está justamente na vinculação. mas não tem a afetação que a penhora tem. poderá o executado requerer seja admitido a pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais.1 – Conceito de afetação e penhora  é ato executivo judicial pelo qual se apreendem bens do executado para empregá-los de modo direto ou indireto na satisfação do crédito exequendo. 659-679 do CPC]3. acrescidas de correção monetária e juros de um [1%] por cento ao mês . 659-707 DO CPC]. Afetação por meio da penhora de bens do executado [arts. Importante salientar que o parcelamento da dívida não cancela a penhora. contados da juntada do mandado citatório. “Art. busca-se a alienação particular. sob pena de o arresto caducar. dando uma entrada de 30% e parcelando o restante em até 6 vezes. 2. Feita a afetação procede-se primeiro a adjudicação. excluídas as reservas bancárias mantidas no Banco Central. A instrução é iniciada com a afetação. a alternativa é a alienação pública. [ii]– requisitos formais: a] renúncia à propositura à ação de embargos do devedor. se tornar ineficaz. acrescidas de correção monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês. É inegável que a penhora traz para o credor a 3 Súmula 328 do STJ: Na execução contra instituição financeira. Se não for feita a adjudicação.1. b] pedido deve ser protocolado no prazo de quinze [15] dias.1. de uma parcela de bens avaliados e destinados ao pagamento do crédito. inclusive custas e honorários de advogado.Natureza jurídica:  ato executivo. 2. reconhecendo o crédito do exeqüente e comprovando o depósito de 30% (trinta por cento) do valor em execução. d] depósito mínimo de trinta por cento [30%] do valor da execução. que tem a finalidade de transformar o bem penhorado em dinheiro. Mas quando a penhora recai sobre bem diferente de dinheiro. 2. No prazo para embargos. O modo indireto é a alienação pública ou particular.2010 2 – FASE DA INSTRUÇÃO [ARTS. aí incluída verba honorárias e custas. O modo direto de satisfação acima citado é a Adjudicação. [iii]– procedimento O pedido de parcelamento é feito por meio de petição no prazo de 3 dias da citação.8 pagar de forma parcelada a obrigação.09. salvo se versar sobre questões processuais apenas.2 . feito o arresto. Se não for possível a alienação particular. Outra parte entende que além de ato executivo é medida cautelar. A penhora é a separação do patrimônio do devedor. O credor não pode se opor a isso. A venda de bem penhorado caracteriza fraude de execução. e] Parcelamento do saldo [máximo de setenta por cento [70%] em até seis [6] parcelas mensais e sucessivas.” Aula 17 – 30. Parte da doutrina entende que é somente um ato executivo. 745-A. passamos pela fase da instrução. [iv]– inadimplemento das parcelas Se o devedor inadimplir qualquer das parcelas. . Por isso. O arresto é também a busca e apreensão de bens do devedor. que é a penhora de bens. é penhorável o numerário disponível. ato executivo e medida cautelar. tem de ser formalizada a penhora. c] reconhecimento do crédito.1. pulamos esta fase e vamos direto para o pagamento. Quando se penhora dinheiro.

2. não é mais a posse de proprietário. para que um bem particular seja considerado impenhorável. Mas se a execução é para pagar as prestações do financiamento da aquisição do taxi.4. são todos penhoráveis. 671. Trata-se de uma prerrogativa da fazenda pública.3 – perante o terceiro: respeito ao gravame enquanto depositário do bem ou direito ou de se abster de negociar com o executado sobre o domínio do bem penhorado. pois além da garantia de recebimento do crédito. Em regra. este restará indisponível para sucessiva penhora [art. o ato de alienação constituir caso de fraude à execução [art. II. esta posse agora tem qualidade jurídica diferente. embora alienáveis: [i] o bem de família legal [Lei 8009/90] [ii] o bem de família convencional [art. 649. O mesmo ocorre com o bem de família. fica claro que tem função cautelar. 649 do CPC. no caso concreto. existe a vinculação do bem ao pagamento do crédito.4 – Efeitos: 2.1. Exemplo: Para um taxista o seu taxi é instrumento de trabalho.9 tranqüilidade do recebimento do crédito. sem qualquer possibilidade de disposição. 649. d) se for inalienável será também absolutamente impenhorável.5 – Bens penhoráveis e impenhoráveis 2.1.1 – Dos bens públicos: a) os bens públicos de uso comum. Quando os bens são impenhoráveis. uma penhora não impede outra penhora sobre o mesmo bem se houver reserva de valor.1. § 1º da Lei 8. mas em situações especiais podem ser penhorados. Os casos de impenhorabilidade absoluta estão previstos em Numerus Clausus. ela é ineficaz em relação ao credor. ele pode ser penhorado.722 do CC/02] [iii] os casos previstos no art. Existe impenhorabilidade absoluta e relativa. Portanto. 2. 2. impenhorável. VII e VIII.1 – perante o credor: direito de prelação sobre os bens penhorados Ainda que o bem seja alienado.711-1. Mas na verdade a penhora é muito mais do que isso. § 1º. mas de depositário que tem o dever de guarda e conservação do bem. todos do CPC]. 2. nesse caso. o que não existe na medida cautelar. 648 do CPC].5. se o bem for penhorado em execução da União não pode haver uma segunda penhora anda que haja valor suficiente. [iv] os bens vinculados ao pagamento das cédulas de crédito rural [art. se a execução é para pagar as prestações do financiamento do imóvel. é necessária disposição legal nesse sentido. 2.2 – Dos bens particulares: Os bens particulares.5. 69 do DL 167/67] .1. via de regra.1.1. sendo portanto. incisos I. 100 do CC/02]. a) como regra geral são penhoráveis [art. V. especial ou dominial são absolutamente impenhoráveis [art. Nesse sentido. b) se o bem particular for penhorado em execução fiscal da União. 2.1.212/91]. c) se adquirido por meio de crédito não prevalece em relação a ele a prerrogativa da impenhorabilidade na ação de ação para a cobrança do respectivo crédito [art.4. 53. e) a impenhorabilidade não induz a inalienabilidade.3 – Função:  uma vez validamente formalizada cria o vínculo de afetação do bem penhorado ao cumprimento da obrigação.2 – perante o devedor: perda da posse e da livre disponibilidade dos bens penhorados [art. Entretanto. c/c o art. 672 e 676 do CPC] O devedor tem de se abster de qualquer ato de disposição do bem. ele pode ser penhorado. 593 do CPC]: f) bens particulares absolutamente impenhoráveis. dizemos que há impenhorabilidade relativa. podendo.1. Ainda na hipótese de que o depositário é o próprio devedor. 1. II.4.

2.3 bens particulares relativamente impenhoráveis. 677 do CPC] 2. Se os bens penhorados não são suficientes para pagar qualquer parcela da divida.bens corpóreos comuns: dinheiro.edifícios em construção [art.6. A penhora tem de ser exatamente sobre o valor do crédito atualizado.3 .3.1. § 2º do CPC].6 . ainda que na posse ou detenção de terceiros [art.aeronave e navio [art.10 [v] parte dos produtos dos espetáculos reservada ao autor e aos artistas [art. 677 do CPC]. quando se tratar de bens imóveis. como a despesa decorrente da depreciação do bem penhorado.391/MG e REsp 147.2.6.5 . sendo de grande valor.1. 655A § 1° c/c 659 §§ 5° e 6°do CPC].Bens incorpóreos: 2.4 – penhorabilidade da cota social em sociedade mercantil [i] possibilidade. 2.7 – Limites da penhora  não poderá ser excessiva [art. ainda que o contrato social disponha em sentido contrário [art.1. . 671/676 do CPC].1.6.8 – Lugar da penhora  se por „auto de penhora‟ no lugar onde os bens forem encontrados. inciso I do CPC]. 677 do CPC] 2.bens corpóreos especiais: 2.2.1.6.créditos e outros direitos patrimoniais [art. 2.3 . 685. Aqui não só o faturamento da empresa. mediante apresentação da respectiva certidão da matrícula independente do local onde este se localize.plantações [art. não pode ultrapassar este valor. Só se procede a penhora se a venda dos bens resultar em vantagem para o credor. 2.1. 2.2 .009/90 aplica-se a penhora realizada antes de sua vigência.os frutos e rendimentos dos bens inalienáveis [art.6.6. bem como ainda no caso de penhora de dinheiro realizada por meio eletrônico [arts. 2.546/RJ].empresa concessionária de serviços públicos ou que funcione mediante autorização do Poder Público [art. 679 do CPC] 2. Se os bens penhorados não são suficientes sequer para pagar as despesas da execução. 2. móveis e imóveis.1. 677 do CPC] 2.2 . 2.1.6.3. 655. além da posição jurisprudencial do STJ.2.6.6.  se por „termo de penhora‟.  não poderá ser inútil [art.1. a cotação do mercado.1. 678 do CPC].1 .4 .6.1 . 659 § 1º do CPC] Regra para o caso de bens móveis. como a própria empresa pode ser penhorada.2. inciso VI. que é sempre inferior ao valor da avaliação e etc. 650 do CPC].1. pois significa salário das pessoas que ali trabalharam.2.6.610/98] O valor destinado ao pagamento do autor da obra e dos artistas que trabalharam em um espetáculo é impenhorável. 2.1. industrial ou agrícola [art. não se procede a penhora.6 – Objeto da penhora4 Qualquer bem que tenha valor no mercado pode ser penhorado. REsp 234. Deveria se admitir um percentual acima. para atender despesas que embora não previstas são inevitáveis. 4 Súmula 205 do STJ: A lei 8. Nesse caso os bens não podem ser penhorados. salvo se destinados a alimentos de pessoas hiposuficientes.1.1.empresa comercial. embora alienáveis: [i] os frutos e os rendimentos dos bens alienáveis. mas a renda deles decorrente pode.1.semoventes [art.2 . 2. [ii] as imagens e os objetos de culto religioso. 659.1. 76 da Lei 9.2.5.5.1. esta será inútil e não pode ser realizada.

9. . do CPC c/c o art.11 – O depositário [art. do CPC]: [i] se os bens penhorados forem litigiosos.11.3 – Mediante a redução:  aos bens suficientes ou a transferência da penhora para outros bens menos valiosos [art.1.1.Escolha: art.1. [ii] se trata-se de penhorados.1 – Mediante a substituição:  de toda a penhora ou apenas de bem específico por outros bens de propriedade do devedor [art. o depósito e a nomeação do depositário.1.10. 665 incisos I a IV do CPC].2 – Mediante renovação ou a realização de uma segunda penhora:  quando a primeira for anulada [art. Tem por finalidade o registro de todas as informações do título. inciso II. 685 inciso II do CPC].8. isso não impede que ela sofra modificações. do CPC].8. o pedido pode ser feito tanto pelo credor quanto pelo devedor. 656. basta a apresentação da matrícula do imóvel.1. recebe uma comissão.  de toda a penhora ou de bem específico por fiança bancária ou seguro garantia [art. 2. II e III e § 1° do CPC. 2.  quando for lícito ao credor desistir da primeira penhora [art.1 .1 – Conceito: é uma ata lavrada pelo oficial de justiça em que se registram todas as diligências empregadas. inciso II. O depositário é remunerado.8. 2. 5º inciso XI da CF] Nesse segundo caso tem de haver autorização expressa no mandado de penhora. incisos I a VII e art. 667. nos dias úteis das 6 h às 20 h.1.  extraordinariamente. arrestados ou onerados em outro processo. que é aquela pessoa que tem o dever de guarda e conservação do bem. do CPC]. Os bens penhorados serão preferencialmente depositados: 5 Súmula 314 do STJ: O encargo de depositário de bens penhorados pode ser expressamente recusado. A modificação pode se dar: 2.7. – Tempo da penhora:  ordinariamente.  quando os bens da primeira forem insuficientes para a satisfação do crédito [art. Ocorre quando a penhora é invalida. há que se nomear um depositário. do CPC].1. nos dias úteis fora desse horário. inciso III.10 – O TERMO de penhora: é a penhora reduzida a termo se efetivada perante o escrivão do processo [657 do CPC]. 668. 2.1. § 2º. Exemplo: a penhora só recai sobre bens que não são do devedor. “Art. incisos I.1.4 – Mediante ampliação ou reforço:  penhora-se outros bens ou procede-se a transferência da penhora para bens mais valiosos [art. 666. É feita fora do cartório. a descrição pormenorizada do bem. 667.2 – Requisitos: [art.O AUTO de penhora [arts. 667. 2.1. 664-665 do CPC]. 666. 2. bem como aos domingos e feriados [art.11 Os bens imóveis podem ser penhorados em qualquer lugar. inciso I.9 . assim como a informação quanto à intimação do executado pessoalmente ou na pessoa do seu advogado.1. incluídas a busca e apreensão. todos do CPC] Nesse caso. 2.1. 685 inciso I do CPC]. 2. No entanto. 2. 656.8.8 – Modificações da penhora: Depois de formalizada a penhora. ela está perfeita e acabada. 2. 666 do CPC]5 Ainda que seja bem imóvel. 172 “caput” e § 2º c/c o 173. se constituído. 2.

13.1.12. 2.Remédios contra penhora ilegal: A defesa da penhora ilegal pode ser feita pelo devedor ou por terceiro prejudicado. 2.12 I . 2. 6 Súmula 375 do STJ: O reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente. designado pelo juiz. em falta de tais estabelecimentos de crédito.4 . A característica mais comum do excesso de execução é quando se encontra valor superior ao crédito. 5º. inciso II.1. 2. de que o EstadoMembro da União possua mais de metade do capital social integralizado. 2.1 – Excesso de penhora: é a penhora de bens em valor superior ao valor do crédito exequendo e acessórios [art. ou agências suas no lugar.” 2. ou em um banco.1.1. 2.1. determinar a redução da penhora aos bens suficientes ou transferi-la para outros. 612-613 do CPC]. Neste caso. O que deve ser observado na hora da divisão do dinheiro é o concurso de preferência para saber a ordem de recebimento. pode o exeqüente (ônus dele) pedir a expedição de mandado para fins de averbação. quem penhorou primeiro recebe primeiro. só no caso de haver algum registro.13. respectivamente: 2.1. mas outras situações também caracterizam excesso de execução. basta que o mesmo suporte o valor.1 .1.11.responsabilidade civil e criminal [arts. quais sejam: quando não observado o procedimento legal previsto. os demais bens.1.a solvência do executado [art.2 . do CPC]. 2. Se bem imóvel na matricula. bem como nas hipóteses em que o exequente ainda cumpriu integralmente a sua prestação não provou que a condição se realizou [arts. Exceção ocorre se sobrevier a insolvência do devedor. Depois de formalizada a penhora.Embargos de terceiros [art. Cobrança de valor acima da dívida. na Caixa Econômica Federal.12. 150 do CPC e 168 § 1º e 179 do CP].no Banco do Brasil. as quantias em dinheiro.11. 1046/1054 do CPC]. bem como os papéis de crédito.1. inciso LXVII da CF e art.2 – Excesso de Execução: quando o exequente exige valor superior ao crédito ou coisa diversa daquela prevista no título. 148/149 do CPC] O depositário tem de zelar pelo bem e devolvê-lo no mesmo estado em que se encontrava.2 . Nesse caso. os móveis e os imóveis urbanos.14.15 – Averbação da penhora6: Já falamos anteriormente da averbação da citação do processo de execução.14. Só subsiste à insolvência o direito real de garantia. 741 c/c o 743 incisos I a V do CPC]. 2. II .1.2 . 666 § 3° do CPC]. O executado pode apresentar embargos a execução em face do excesso de penhora. 745. 612 do CPC].Embargos à execução [art.3 .14 – Do excesso de penhora e de execução 2. 2.Multiplicidade de penhoras sobre o mesmo bem [art.1.12 . ou. compete ao juiz. ou quando sobrevier circunstância equivalente a isso.em mãos de depositário particular.1. como demonstra o artigo 743 do CPC. nas hipóteses em que o exeqüente não cumpriu integralmente sua prestação e não provou que a condição se realizou.1 . que acarreta a invalidade da penhora. 613 do CPC] É possível instituir mais de uma penhora sobre um bem. basta observar a data de instituição do gravame.concurso de preferência [quando existe preferência ou privilégio de direito material instituído anterior à penhora . as pedras e os metais preciosos.Da prisão civil [art.13 .11.arts.Função [art. de ofício ou a requerimento da parte. 685 inciso I do CPC]. quando não observado o procedimento previsto no título ou na lei.1. sob pena de responder por seus atos. 2. Em bem móvel. . em qualquer estabelecimento de crédito. III . e assim por diante. tratamos agora da averbação da penhora.em poder do depositário judicial. usando um dos dois instrumentos descritos.

734 do CPC e Lei 5.478/68]: 1. de toda forma será caracterizada fraude objetiva à execução. 1. Vetuval Martins Vasconcelos Aula 18 – 01. todos do CPC].1. A averbação tem finalidade apenas de dar publicidade ao ato da citação ou da penhora.1 – por meio da penhora mediante a busca e apreensão de dinheiro e outros bens do responsável patrimonial [arts.2010 – Sexta-feira A AULA DE HOJE SE INICIOU A PARTIR DA SEGUINTE NOTA DE RODAPÉ: Súmula 375 do STJ: O reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente. Ainda que não tenha havido averbação.1 – afetação de bens [arts. todos do CPC]. 612-613 do CPC].4 – Alienação em hasta pública [art. todos do CPC]. .15. Se o bem é averbado e mesmo assim é objeto de alienação. II . 734 e Lei 5.3 – Alienação particular [art. 647 inciso I c/c os arts. 686-707. 659 § 6° do CPC]. 655-679 do CPC]. 2. 2.15. 647 inciso II c/c o art. TÍTULO J EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CONTRA O EXECUTADO SOLVENTE I – A FINALIDADE DA EXECUÇÃO E A SOLVÊNCIA DO EXECUTADO 1 – A finalidade da execução [art.1 . para avisar terceiros que o devedor está respondendo a processo de execução e sobre aqueles bens recai a penhora. 685-A a 685-B.478/68].A sub-rogação por expropriação [art. faculta-se ao exequente averbá-la no órgão administrativo com atribuições [art. 167 inciso I n° 5 da Lei 6015/73].2 – por meio da penhora mediante desconto em salário e outras rendas do responsável patrimonial [art. Direito Processual Civil III – Execução e Cautelar Prof. 646 do CPC] 2 – A solvência do executado [art.1.2 . 685-C. 659 §§ 4° e 5º do CPC c/c o art. 647-724.1. o adquirente não pode alegar desconhecimento. todos do CPC]: 1. 655-679. 1. 647 inciso III c/c os arts. a penhora é perfeitamente valida e eficaz.2 – de bens móveis: recaindo a penhora sobre bens móveis. ou seja.13 A averbação NÃO constitui eficácia na penhora. depois de ultimada a lavratura do o termo ou auto da penhora. depois de ultimada a lavratura do o termo ou auto da penhora. 1.OS MEIOS EXECUTÓRIOS APLICÁVEIS: 1 . faculta-se ao exequente averbá-la na matrícula do respectivo cartório de registro de imóveis [art.1. 1.de bens imóveis: recaindo a penhora sobre bens imóveis.10.Adjudicação [art.

1 . b) para que seja efetuado o pagamento da dívida no prazo de três [3] dias [art. 285. 282 646-658 E 614-615 DO CPC].recebimento [arts. 885].5. com legitimidade para apresentação de embargos. . III – FASES DA EXPROPRIAÇÃO 1 – FASE DA PROPOSITURA DA AÇÃO [ARTS. 652 do CPC]. 1. 1.3 . 1. 284 c/c 616 do CPC] 1.2 – os requisitos específicos [art.2 .2. 1. art.4 Apreciação quanto ao recebimento da petição inicial 1.4.1 – Finalidade: a) para dar conhecimento ao executado e ao cônjuge da propositura da ação de execução. 1.2 – proceder-se-á ao protocolo. Manual. 1. 8 Súmula 196 do STJ: Ao executado que. a petição inicial deve ser instruída com.5.741/71. 652 a 654 e 655 § 2º do CPC]8.3 – a prova de se verificou a condição ou ocorreu o termo [art. 1.2 Termo inicial do prazo: a) da data citação [Araken. 184 do CPC]. 614 inciso II do CPC]. 1. 614 inciso III do CPC].5. todos do CPC]. 12 ed.2 – a memória de cálculo [art. 282 incisos I a VII do CPC].2. p. 615 incisos I a IV. 5. permanecer revel. à distribuição e à autuação da petição inicial.emenda [art.14 2 – A coerção pessoal por meio da prisão civil [art.4. b) inclui-se o dia vencimento [art.1 – os requisitos genéricos [art.3. será nomeado curador especial. 1.3 . dois avisos de cobrança.2.1 – proceder-se-á ao cálculo e ao recolhimento das custas processuais cabíveis. 615 inciso IV do CPC].3 – Outras providências atinentes à petição inicial 1. 644]. 184 do CPC] 7 Súmula 199 do STJ: Na execução hipotecaria de credito vinculado ao sistema financeiro da habitação.5. 652 “caput” c/c 652-A e 20 § 4º do CPC].Elaboração da petição inicial: 1. citado por edital ou por hora certa. nos termos da lei n. p. pelo menos. 1. 295 do CPC] 1.4 – a prova de que o exequente adimpliu a contraprestação que lhe corresponde [art. 614 inciso I do CPC].1 – rejeição de plano [art. Manual.1 – o título executivo extrajudicial [art.3.2. 652 § 2°.Contagem do prazo: a) exclui-se o dia do começo [art.4.2 – Os documentos instruendos essenciais7: 1. 1.1. Citação do executado e do cônjuge [arts. b) da data da juntada da 1ª via do mandado [Daniel Amorim.1. 1. 1. 733 § 1º do CPC].

1. [ii] – Encontrando-o. em dia em que for determinado o fechamento do fórum ou seu expediente tenha se encerrado antes da hora normal [art. do CPC]. do CPC]: [i] Acarreta a conversão do arresto em penhora. última parte. 652 § 1°do CPC] 1.10 . 184 § 1° do CPC]. da Lei 6.7 – Devedor não citado [art.Diligências necessárias: [i] – Busca.6. 1.4 – propor ação de embargos ao direito de executar [art. 794 inciso I do CPC].221 inciso III c/c 654. 664 do CPC].5. 666 do CPC]. 652-A § 1° do CPC]. 1.Nomeação do depositário [art. 191 do CPC.5.5. no tríduo legal. nº.8. este.015/73].7. primeira parte. 745 do CPC]. do CPC] 1. [iii] . 653 do CPC] b) . pois sem imposição legal]. admitida apenas se o devedor se oculta e oficial de justiça não localiza bens do devedor [Araken . 304 e 306 do CPC]. 1. 227-229 do CPC – Súmula 196 do STJ]: [iii] – por edital citatório [art. 653 § único]: [i] – Nos dez [10] dias seguintes à efetivação do arresto. 653 do CPC]: a) . 1. § 4º. § 4º.6. salvo se o executado estiver assistido pela Defensoria Pública [art. § 3º do CPC]. 652.8 .arts. § 5º. 1.3 – Caso o executado não seja encontrado. [iii] – Não o encontrando. [ii] citação por hora certa. 1.2 – Pessoalmente.7. 652. sucessivamente ou eventualmente.2 .6. 654 do CPC]: [i] Requerimento da citação [pessoal ou editalícia] do executado após a formalização da pré-penhora [art.8.9 – Averbação do arresto ou pré-penhora no registro imobiliário [art.3 .5 – quedar-se inerte [acarreta a revelia. 1.Pagar a quantia reclamada com todos os seus acessórios [art. a ser cumprido por oficial de justiça [art.5.6.6 – Realizada a citação.1 – Na pessoa do advogado do executado [art. 665 do CPC]. por mandado. 654.Diligências a cargo do oficial de justiça após a efetivação da pré-penhora [art.Meios ou formas de citação: [i] – citação por mandado judicial.7. 659.4 .5.Depositar a quantia ou indicar bens à penhora: a) por iniciativa própria [mera faculdade. todos do CPC]. do CPC]. 652. incompetência relativa.4 – Efeitos da inércia do devedor citado [art.art.Intimação do executado da formalização da penhora: 1.15 c) prorroga-se o dia do vencimento para o primeiro útil se o vencimento cair em feriado.8. 167. 1. todos do CPC]. expedido em duas vias. caso em que terão reduzidos à metade os honorários de advogado [art. 2ª parte. do CPC] 1. d) não se aplica à hipótese a regra do art.Cabimento [art.Caducidade da pré-penhora: .5. 652.1 – Oferecer exceção de pré-executividade. poderá: 1. 653 do CPC] 1. 221 inciso II e 222 alínea “d” c/c 652. inciso I. procederá à sua citação. 1.3 – Providências a cargo do exeqüente [art. certificará a circunstância no mandado 1. o juiz poderá dispensar a intimação do executado ou determinará novas diligências [art.1 – Possibilidade do arresto ou pré-penhora de bens [art. a ser cumprido por oficial de justiça [arts.7. b) se determinado pelo juiz [ônus . porém sem os seus respectivos efeitos art. 1. 1ª parte. o oficial de justiça procurará o devedor três vezes em dias distintos. [ii] .Lavratura do auto do arresto ou pré-penhora [art. 44 inciso I da LC 80/94].2 . apreensão e depósito dos bens [art. 5.6. 654. impedimento ou suspeição [art. § 4º c/c o art.

2.  recair a penhora sobre bem designado em lei. 1. inciso II. a gradação legal [art.11. acrescido apenas dos juros. 1. do CPC]. [iii] Se não for publicado o edital citatório no prazo de 15 dias [arts. deverá recair sobre a coisa da em garantia. preferencialmente. Min. do CPC – como no caso de penhor.13 – Ordem de preferência legal dos bens a penhorar [i] A ordem prevista no art. correção monetária e os custos da execução [despesas processuais e honorários de sucumbência].2 – Prazo para indicação e formas de indicação:  na própria petição inicial da ação de execução [art.2 – Indicação pelo executado [arts. 1.2 .  ônus: em cinco [5] dias.11.natureza jurídica:  faculdade: desde o momento da citação [nos três subseqüentes à citação ou enquanto não intimado pelo juízo. 652 § 2° do CPC].2. 652 § 2° do CPC]. 1. 655 do CPC não é absoluta e inflexível. cabe ao executado impugnar a escolha feita pelo exeqüente pedindo a substituição do bem penhorado [art. 655 do CPC].11.  em cinco dias. 652 §§ 2°e 3°do CPC] 1. em regra. Sálvio de Figueiredo].2. 1. a penhora. contados da intimação judicial feita ao executado ou ao seu advogado. 655 do CPC.1.  posteriormente por meio de petição interlocutória 1.11.11.prazos:  nos três subseqüentes à citação ou enquanto não intimado pelo juízo. 656 do CPC].12 – Valor dos bens penhoráveis a) o valor dos bens penhorados. do CPC].1 – Poder de indicação do exeqüente [art. 654 c/c 652 do CPC] [ii] Se não for requerida a citação do executado no decêndio subseqüente à formalização da pré-penhora [art. 1. 652 §§ 1° e 2º do CPC] 1.11. .1 . [ii] A norma do art.16 [i] Pelo pagamento da dívida no interregno de três [3] dias. sem que se cogite da gradação legal [art. 668.3 – Condições:  deverá proceder à especificação dos bens. rel.  reduzida a termo pelo escrivão. parágrafo único.formas:  verbal ao oficial. direito de retenção. 655 tem como destinatário o exeqüente.11 – Escolha dos bens a penhora [art.158. não mais o executado.]. 654 c/c 232. 1.2.  por petição. 1. b) a penhora deve corresponder apenas o suficiente para a realização do crédito. 654 do CPC].1. desde que intimado pessoalmente ou por intermédio de advogado. 655. arresto. incisos I ao V.4 – condições:  especificação dos bens [art. admitida apenas aumento para cobrir acréscimos vincendos inevitáveis. preferencialmente. [iii] Havendo desobediência à gradação legal.3 . inciso III. do CPC]  obediência preferencial à ordem de nomeação prevista no art. contados da juntada do mandado citatório ou do fim do prazo do edital [art. § 1º.  tratando-se de execução de créditos com garantia real. contrato ou ato judicial [art. 656.11.1 – Natureza jurídica:  mera faculdade. etc. podendo ceder em prol da celeridade no pagamento do crédito ou a forma menos onerosa para o executado [REsp 167. fazer prova da propriedade e atender.11.11.1. deve-se limitar-se ao valor do principal. 1.

2.1. acrescidas de correção monetária e juros de um [1%] por cento ao mês. qualquer que seja a sua localização territorial. 1. e) abster-se de qualquer atitude que dificulte ou embarace a realização da penhora. por precatória. bastando para tanto a exibição da certidão da respectiva matrícula no registro imobiliário. 1. 652-A c/c o 20 § 4º. § 1º. do CPC]. d] depósito mínimo de trinta por cento [30%] do valor da execução. no prazo de cinco dias. aí incluída verba honorárias e custas. a lei concede-lhe redução de 50% da verba honorária fixada inicialmente [art. circunscrição ou seção judiciária do juízo do processo executivo: a) se bem imóvel. b) exibir a prova da propriedade dos bens.1 – Conceito de afetação e penhora  é ato executivo judicial pelo qual se apreendem bens do executado para empregálos de modo direto ou indireto na satisfação do crédito exequendo.16 – Remição da execução [art. todos do CPC]: a) indicar. 2. c) far-se-á. 600.17 – Dos honorários advocatícios na execução do título extrajudicial: [i] A fixação de acordo com o disposto nos arts. . além da penhora. d) exibir a certidão negativa de ônus. onde se encontram os bens sujeitos à execução. [iii]– procedimento [iv]– inadimplemento das parcelas 2 – FASE DA INSTRUÇÃO [ARTS. b) nos demais casos far-se-á a penhora por carta precatória ou de ordem. 659-707 DO CPC]. contados da juntada do mandado citatório. Afetação por meio da penhora de bens do executado [arts. para outros. c/c o art. 745-A do CPC]: [i] – conceito [ii]– requisitos formais: a] renúncia à propositura à ação de embargos do devedor.14 – Penhora de bens fora da comarca. 652-A e § único. parágrafo único e art. salvo se versar sobre questões processuais apenas. 2. 651 do CPC] 1. excluídas as reservas bancárias mantidas no Banco Central. sob pena de cometimento de ato atentatória à dignidade da justiça. 656.15 – Dever de cooperação do executado [art.1. ressalvada os honorários próprios da ação de embargos do devedor].2 . § 2º.17 1. a avaliação e alienação pública ou particular. bem como o usufruto dos bens penhorados. ainda. c] reconhecimento do crédito. 652.Natureza jurídica:  ato executivo. todos do CPC [cabível a fixação de honorários da propositura de ação de embargos do devedor]. que abrange toda a execução até a satisfação do direito do credor.1. 1. é penhorável o numerário disponível.18 – Da moratória legal do executado [art. b] pedido deve ser protocolado no prazo de quinze [15] dias. ato executivo e medida cautelar. por termo do escrivão. [ii] Se o executado paga integralmente o débito no prazo de três dias que se seguem à juntada do mandado citatório. e] Parcelamento do saldo [máximo de setenta por cento [70%] em até seis [6] parcelas mensais e sucessivas. c) indicar-lhe o valor. art. 659-679 do CPC]9. 14. 9 Súmula 328 do STJ: Na execução contra instituição financeira.

677 do CPC]. salvo se destinados a alimentos de pessoas hiposuficientes.391/MG e REsp 147.4 – Efeitos: 2.1. 655. .1.4 .6. 2.212/91].6 – Objeto da penhora10 2.plantações [art. c/c o art. § 1º. 593 do CPC]: f) bens particulares absolutamente impenhoráveis. especial ou dominial são absolutamente impenhoráveis [art. 2. V. 677 do CPC] 2. 1.3 – perante o terceiro: respeito ao gravame enquanto depositário do bem ou direito ou de se abster de negociar com o executado sobre o domínio do bem penhorado.3 bens particulares relativamente impenhoráveis. podendo.1.2.6.5.1. 649. [ii] as imagens e os objetos de culto religioso. 100 do CC/02].6.722 do CC/02] [iii] os casos previstos no art. 672 e 676 do CPC] 2. II. d) se for inalienável será também absolutamente impenhorável. 648 do CPC].2 . ainda que o contrato social disponha em sentido contrário [art. 649.5 – Bens penhoráveis e impenhoráveis 2.2 – perante o devedor: perda da posse e da livre disponibilidade dos bens penhorados [art.5.1.1.4.1.3 .1. 2. inciso VI.1. b) se o bem particular for penhorado em execução fiscal da União.711-1.6.empresa comercial. sendo de grande valor.1.semoventes [art.1 .4 – penhorabilidade da cota social em sociedade mercantil [i] possibilidade. e) a impenhorabilidade não induz a inalienabilidade.6.2.1 – perante o credor: direito de prelação sobre os bens penhorados 2. embora alienáveis: [i] o bem de família legal [Lei 8009/90] [ii] o bem de família convencional [art.1. incisos I.1. 69 do DL 167/67] [v] parte dos produtos dos espetáculos reservada ao autor e aos artistas [art.18 2.bens corpóreos comuns: dinheiro.6. industrial ou agrícola [art. o ato de alienação constituir caso de fraude à execução [art. 2.edifícios em construção [art.1 – Dos bens públicos: a) os bens públicos de uso comum.4. REsp 234.1. todos do CPC].1.3 – Função:  uma vez validamente formalizada cria o vínculo de afetação do bem penhora ao cumprimento da obrigação. § 1º da Lei 8.2. 2.bens corpóreos especiais: 2. 677 do CPC] 2. 2.610/98] 2. além da posição jurisprudencial do STJ. móveis e imóveis.1. c) se adquirido por meio de crédito não prevalece em relação a ele a prerrogativa da impenhorabilidade na ação de ação para a cobrança do respectivo crédito [art. este restará indisponível para sucessiva penhora [art.546/RJ].1.1.4. VII e VIII. 677 do CPC] 10 Súmula 205 do STJ: A lei 8. 2. 76 da Lei 9. 649 do CPC.5.1.009/90 aplica-se a penhora realizada antes de sua vigência. embora alienáveis: [i] os frutos e os rendimentos dos bens alienáveis.2 . no caso concreto. 53. [iv] os bens vinculados ao pagamento das cédulas de crédito rural [art.2 – Dos bens particulares: a) como regra geral são penhoráveis [art.2.5. 671. II.

1.5 . 2.3 . inciso I. 2. 650 do CPC].7.1. do CPC]: [i] se os bens penhorados forem litigiosos.1.19 2. 2. 678 do CPC].6. 685 inciso I do CPC]. 659. inciso I do CPC].  extraordinariamente.créditos e outros direitos patrimoniais [art. – Tempo da penhora:  ordinariamente.3.8. 655-A § 1° c/c 659 §§ 5° e 6°do CPC].empresa concessionária de serviços públicos ou que funcione mediante autorização do Poder Público [art. incluídas a busca e apreensão. 2. 665 incisos I a IV do CPC]. quando se tratar de bens imóveis. 2.8. [ii] se trata-se de penhorados.10. assim como a informação quanto à intimação do executado pessoalmente ou na pessoa do seu advogado. arrestados ou onerados em outro processo. mediante apresentação da respectiva certidão da matrícula independente do local onde este se localize. 2. inciso II.3 – Mediante a redução:  aos bens suficientes ou a transferência da penhora para outros bens menos valiosos [art.2 – Mediante renovação ou a realização de uma segunda penhora:  quando a primeira for anulada [art.9 .2 – Requisitos: [art. ainda que na posse ou detenção de terceiros [art.aeronave e navio [art.8.2.  não poderá ser inútil [art. bem como aos domingos e feriados [art. do CPC c/c o art. 668. do CPC].1. § 2º do CPC]. 679 do CPC] 2. nos dias úteis fora desse horário. 2. inciso II. 667.1 – Mediante a substituição:  de toda a penhora ou apenas de bem específico por outros bens de propriedade do devedor [art. 667. a descrição pormenorizada do bem.1.8 – Lugar da penhora  se por „auto de penhora‟ no lugar onde os bens forem encontrados.Bens incorpóreos: 2.3.2. 2.1 . 659 § 1º do CPC]  se por „termo de penhora‟. incisos I a VII e art. bem como ainda no caso de penhora de dinheiro realizada por meio eletrônico [arts. todos do CPC]  de toda a penhora ou de bem específico por fiança bancária ou seguro garantia [art.1. 685. 2.1.6. do CPC].1. 172 “caput” e § 2º c/c o 173.1. 656.os frutos e rendimentos dos bens inalienáveis [art.2 .8. 667. § 2º.1.1.1.  quando for lícito ao credor desistir da primeira penhora [art.1. do CPC]. 671/676 do CPC].  quando os bens da primeira forem insuficientes para a satisfação do crédito [art. . 685 inciso II do CPC]. 656. inciso III.6.6 .6. 2.6.4 – Mediante ampliação ou reforço:  penhora-se outros bens ou procede-se a transferência da penhora para bens mais valiosos [art. 2.1.1 – Conceito: é uma ata lavrada pelo oficial de justiça em que se registram todas as diligências empregadas. nos dias úteis das 6 h às 20 h. 664-665 do CPC].7 – Limites da penhora  não poderá ser excessiva [art.1. 5º inciso XI da CF] 2.1.8 – Modificações da penhora: 2.O auto de penhora [arts.9. o depósito e a nomeação do depositário. se constituído.

666 do CPC]11 2.1. depois de ultimada a lavratura do o termo ou auto da penhora.10 – O termo de penhora: é a penhora reduzida a termo se efetivada perante o escrivão do processo [657 do CPC].3 .12. Analisemos a Súmula 375 do STJ:  Súmula 375 do STJ: O reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente.11. 2. compete ao juiz. do CPC]. 11 12 Súmula 314 do STJ: O encargo de depositário de bens penhorados pode ser expressamente recusado. 666. faculta-se ao exequente averbá-la na matrícula do respectivo cartório de registro de imóveis [art.13.4 . 612-613 do CPC].2 .arts.responsabilidade civil e criminal [arts.1 – Excesso de penhora: é a penhora de bens em valor superior ao valor do crédito exequendo e acessórios [art.1. determinar a redução da penhora aos bens suficientes ou transferi-la para outros.1. faculta-se ao exequente averbá-la no órgão administrativo com atribuições [art. 2.1.1.1.11. AULA DE HOJE – INICIOU AQUI  Obs: Adjudicação é o ato judicial mediante o qual se declara e se estabelece que a propriedade de uma coisa (bem móvel ou bem imóvel) se transfere de seu primitivo dono (transmitente) para o credor (adquirente). 685 inciso I do CPC].Remédios contra penhora ilegal: 2. 612 do CPC]. bem como nas hipóteses em que o exequente ainda cumpriu integralmente a sua prestação não provou que a condição se realizou [arts. 2. 2.1.15 – Averbação da penhora12: 2. 1046/1054 do CPC]. 2. que então assume sobre a mesma todos os direitos de domínio e posse inerentes a toda e qualquer alienação.14 – Do excesso de penhora e de execução 2.11 – O depositário [art. 2. II e III e § 1° do CPC.1 .Embargos à execução [art. 167 inciso I n° 5 da Lei 6015/73].2 .1. 2.Função [art.1 . .1 . 5º. 2.2 .12 . 659 § 6° do CPC]. Neste caso.1.12. incisos I.de bens imóveis: recaindo a penhora sobre bens imóveis. 2. 745. 2. 2.1.11. 741 c/c o 743 incisos I a V do CPC]. inciso II.13 .14.14. 613 do CPC] 2.Da prisão civil [art. de ofício ou a requerimento da parte.1.Escolha: art.concurso de preferência [quando existe preferência ou privilégio de direito material instituído anterior à penhora .1.1.15.1.1. depois de ultimada a lavratura do o termo ou auto da penhora. quando não observado o procedimento previsto no título ou na lei. 150 do CPC e 168 § 1º e 179 do CP].Multiplicidade de penhoras sobre o mesmo bem [art. 148/149 do CPC] 2.1.Embargos de terceiros [art. inciso LXVII da CF e art.20 2. 666 § 3° do CPC]. 659 §§ 4° e 5º do CPC c/c o art.15.1 .1.11.2 – de bens móveis: recaindo a penhora sobre bens móveis.2 – Excesso de Execução: quando o exequente exige valor superior ao crédito ou coisa diversa daquela prevista no título.a solvência do executado [art. Súmula 375 do STJ: O reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente.13.1.

Obviamente. No entanto.  a ordem de arrombamento deverá ser cumprida por dois oficiais de justiça. Elas também servem para se proceder à citação. analisando a questão. solicitar uma autorização para adotar medidas destinadas a vencer a resistência. Temos dois tipos de carta: a) CARTA PRECATÓRIA: que é expedida por um juiz de primeiro grau para outro juiz de primeiro grau. Ou seja. E. de um tribunal para um juiz de primeiro grau de jurisdição. todos do CPC]. Por exemplo.  se houver prisão do executado ou do terceiro será lavrado o auto de resistência em duas vias [art. 661. 660.  Por meio de cartas [precatória ou de ordem]. a execução será cumprida da forma prevista nos Arts. é preciso que ele retorne ao juízo para buscar essa autorização. não pode arrombar portas ou ingressar na residência caso haja resistência do executado. avaliação e alienação pública ou particular O fato de o bem estar localizado sob a jurisdição de outro juízo não é impedimento para que se realize a penhora. Poderá também ser solicitada a atuação da força policial (militar ou civil). pode eventualmente haver resistência do executado ou de terceiros. 661. 2. Como o juiz só tem competência jurisdicional no âmbito de sua comarca (ou circunscrição judiciária). havendo prisão.Penhora de bens situados fora da comarca ou circunscrição judiciária [arts.1. penhora. Se essa autorização for obtida. 662 do CPC]. à penhora. E. faz-se necessário a prova de má-fé do terceiro.21 Primeiramente. Se a penhora estiver averbada. solicitando-lhe ordem de arrobamento [art. 661 do CPC]. qualquer deles (citação. a configuração da má -fé é automática. Não precisa fazer prova. convém mencionar que o termo correto não é “registro”. No cumprimento dos mandados. O juiz. 2. por si só. ele terá que se valer das CARTAS para fazer o pedido ao juízo da situação dos bens para que realize a penhora. para o reconhecimento da fraude. deve o oficial de justiça retornar ao juízo e relatar essas circunstâncias. seja do executado. O ônus dessa prova será o exeqüente. nesse caso. sobreveio a alienação do bem. 663 do CPC]. 660.18 .  o oficial deverá comunicar ao juízo.  Para fins de citação. Tudo isso pode ser realizado pelo juízo deprecado (o juízo que expede a carta é o juízo deprecante). à avaliação e à alienação de bens. mediante a lavratura de termo circunstanciado [art. seja de terceiro. então. os quais lavrarão um termo circunstanciado. a carta precatória ou a carta de ordem servem não somente para a penhora. penhora. entre juízes da mesma competência jurisdicional. Basta exibir que houve a averbação e. Agora. entre juízes de hierarquias diferenciadas. se decidir pelo deferimento da medida. 662 e 663. posterior a ela. fará com que a ordem seja cumprida. . mas sim “averbação”. Veja.  poderá ser requisitado uso da força policial [militar ou civil – art. 658 c/c 747 do CPC]. deverá ser lavrado o auto de resistência em duas vias. essa resistência não é motivo para que não se realize a penhora. etc). Nesse caso. por dois oficiais de justiça.17 . b) CARTA DE ORDEM: É expedida por um órgão superior para um órgão inferior. Portanto. ainda. que o oficial de justiça. Se o mandado não autorizar. agora. então. É o quanto basta para identificar a fraude à execução. se houver resistência.1. 662 e 663 do CPC.Resistência do executado ou de terceiros [arts. se não houve a averbação. 660 do CPC].

Então. móveis e gavetas. imaginemos que tenha sido penhorada uma grande quantidade de soja estocada e. por exemplo. Então. 2. Porém. 663. com a sua qualificação. depois verifica-se a possibilidade da adjudicação e. Outro exemplo seria o caso em que tenha sido penhorada uma manada de bovinos. a alienação particular e. presentes à diligência. . Art. quando houver manifesta vantagem. pode-se realizar a alienação antecipada desse bem penhorado. a manutenção desses bens é muito onerosa. verifica-se a possibilidade da alienação particular e.1. depois. ainda. tenha ocorrido a adjudicação. por fim. Deferido o pedido mencionado no artigo antecedente.19 . Isso ocorre quando o bem está sujeito à deterioração ou depreciação ou. interesse) de se antecipar esse procedimento de alienação. 661. a quem entregarão o preso. se não for possível. arrombando portas. a alienação pública.Alienação antecipada de bens [art.22 Art. a fim de auxiliar os oficiais de justiça na penhora dos bens e na prisão de quem resistir à ordem. em face da manifesta vantagem. Este é o trâmite normal da execução. realiza-se a penhora. a alienação pública. Sabemos que esses animais consomem grande quantidade de alimentos e exigem uma série de tratamentos veterinários. Em seguida. Parágrafo único. onde presumirem que se achem os bens.  Quando sujeitos a deterioração ou depreciação  Quando houver manifesta vantagem Digamos. Ou seja. dois oficiais de justiça cumprirão o mandado. Se o devedor fechar as portas da casa. 670 do CPC]. Por exemplo. o preço da soja tenha alcançado preços astronômicos. Sempre que necessário. que será assinado por duas testemunhas. é melhor vender desde logo para evitar tais despesas. a fim de obstar a penhora dos bens. Ou seja. entregando uma via ao escrivão do processo para ser junta aos autos e a outra à autoridade policial. o juiz requisitará força policial. no momento econômico em questão. pode ser que haja necessidade (ou vantagem. Art. e lavrando de tudo auto circunstanciado. solicitando-lhe ordem de arrombamento. Art. o oficial de justiça comunicará o fato ao juiz. 662. Do auto de resistência constará o rol de testemunhas. 660. Os oficiais de justiça lavrarão em duplicata o auto de resistência. que tenha sido realizada a penhora.

Ocorre que.  Procedimento: [i] uma vez lavrado o auto de penhora pelo oficial de justiça. as circunstâncias do fato é que vão justificar essa VENDA ANTECIPADA. 670. se avalia. apreende-se o bem. faz-se a apreensão. desde logo. [ii] o escrivão certificará nos respectivos autos. 674 do CPC]  Requisitos: [i] quando for possível a penhora de direito do devedor [quantia ou coisa] que este esteja promovendo contra terceiro em outro processo. Então. Até admite essa venda antecipada quando os bens estão sujeitos à deterioração ou depreciação. A penhora real é aquela em que se busca. Isso porque o direito ainda não pode ser exercitado pelo devedor. Seria uma espécie de antecipação da penhora real. embora possa vir a integrá-lo. etc. O fato é que a lei não proíbe. Quando uma das partes requerer a alienação antecipada dos bens penhorados. Art. o juiz ouvirá sempre a outra antes de decidir. ele já nasça penhorado. A PENHORA NO ROSTO DOS AUTOS trata-se de uma penhora FICTÍCIA. [ii] quando for possível a penhora de cota de herança do devedor. este intimará o escrivão do processo do inventário ou daquele em que o executado demanda contra o terceiro. bem como averbará a constrição na capa dos mesmos autos.23 Enfim. lavra o laudo. [iii] penhora tornar-se-á efetiva quando realizado o direito do devedor ou homologada ou decida a partilha. no caso do inventário. já se aponta para aquele direito de forma que. ou quanto houver manifesta vantagem. Parágrafo único. II – houver manifesta vantagem.1.20 – Penhora no rosto dos autos [art. . se ele vier a se realizar. muitas vezes. não é possível a realização dessa penhora nos autos. Essa é a penhora real (verdadeira). até porque o direito ainda não integra o patrimônio de fato do devedor. 2. O juiz autorizará a alienação antecipada dos bens penhorados quando: I – sujeitos a deterioração ou depreciação. dando-lhe ciência sobre a efetivação da penhora do direito.

659. [ii] quando for possível a penhora de cota de herança do devedor. do CPC]. Abaixo temos um resumo da formalização dos principais tipos de penhora. Trata-se de uma penhora realizada no plano ideal. Por exemplo. podendo este ser o próprio executado ou o depositário judicial [art. § 5º c/c o art. 666. § 5º. 659. se “B” for vencedor. do CPC]. do CPC]. qualquer que seja a localização do imóvel penhorando. Veja que se trata de uma PENHORA FICTÍCIA. a penhora fictícia se torna uma penhora real. mediante lavratura do auto de penhora [art. no juízo X. Mas. desde que apresentada a certidão da respectiva matrícula [art. Vejamos agora o PROCEDIMENTO da PENHORA NO ROSTO DOS AUTOS. § 4º. no valor de 30 mil. Só que “B” é autor de uma ação de cobrança contra “C”.  faculta-se ao exequente averbar a penhora na matrícula do imóvel penhorado [art. 659. em vez de uma ação de cobrança. em que “B” demanda contra “C” em outro processo.  nomeação do depositário. e não no plano material. o mandado de penhora supracitado garantirá a penhora do valor correspondente. Este é o sistema da PENHORA NO ROSTO DOS AUTOS. dando-lhe ciência sobre a efetivação da penhora do direito. Vejamos os REQUISITOS da PENHORA NO ROSTO DOS AUTOS:  Requisitos: [i] quando for possível a penhora de direito do devedor [quantia ou coisa] que este esteja promovendo contra terceiro em outro processo. 2. este intimará o escrivão do processo do inventário ou daquele em que o executado demanda contra o terceiro. inciso II. ainda. Isso porque esses 50 mil ainda não ingressaram no patrimônio de “B”. Porém. Veja que. §§ 4º e 5º. do CPC]. mediante lavratura de termo penhora. expede-se o MANDADO DE PENHORA do juízo X para o juízo Y. 659. . todos do CPC]  intimação do executado. na pessoa do seu advogado ou pessoalmente [art. “A” pode pedir a penhora desse futuro direito de “B”. há uma expectativa de que isso venha a ocorrer. Pode acontecer de a ação de cobrança ser julgada improcedente. suponhamos que “A” seja o exeqüente e “B” o executado de uma ação de execução. a AVALIAÇÃO DO IMÓVEL. bem como averbará a constrição na capa dos mesmos autos. [ii] o escrivão certificará nos respectivos autos. Caso isso ocorra.  Procedimento: [i] uma vez lavrado o auto de penhora pelo oficial de justiça. Veja que “B” ainda NÃO é o titular do direito (no caso. – Veja que o exemplo acima poderia se tratar de um INVENTÁRIO.É o caso do exemplo que vimos acima. no caso do inventário. dos 50 mil) na ação de cobrança contra “C”. Toma-se todas as providências e fica-se esperando aquele direito tornar-se realidade.1.20 – Formalização da penhora: a penhora é um ato processual complexo motivo pelo qual compreende as seguintes atividades: a] penhora de bens imóveis:  pelo oficial de justiça. não há ainda suporte fático para se fazer a penhora real. no juízo Y. [iii] penhora tornar-se-á efetiva quando realizado o direito do devedor ou homologada ou decida a partilha. § 5º. Assim. no caso em que “B” fosse um herdeiro de “C”.  O último passo é. neste caso. no valor de 50 mil.  pelo escrivão. 659. Então.24 Por exemplo. .

nomeia-se depositário. 671.  lavratura do auto ou do termo de penhora.A avaliação de bens [arts. 672 do CPC]. do CPC]. [iii] particular [o credor. 677-679 do CPC]. plantações ou edifício em construção [art. 680 c/c o art. pedras e metais preciosos [art.2. do CPC]  busca e apreensão dos títulos de créditos esteja ou não em poder do executado [art. todos do CPC] . intima-se o executado ou seu advogado e o exeqüente pode averbar a matrícula aquela penhora. inciso I. 677. 674 do CPC]. Avalia-se. b] penhora de bens móveis:  busca e apreensão dos bens [art. VII. do CPC]. ou pessoalmente caso não tenha advogado constituído nos autos [art. 678. bem como nas hipóteses em que a avaliação seja desnecessária [art. Pode ser feito pelo oficial de justiça ou pelo escrivão. devedor ou terceiro]: todos os demais bens [art. 664.2 . §§ 4º e 5º. do CPC]  Penhora sobre renda de determinados bens ou sobre todo o patrimônio de empresa que funcione mediante concessão ou autorização do Poder Público [art. do CPC]. industrial ou agrícola [art. 2. 2ª parte. e parágrafo único. do CPC]. 659. c] penhora de títulos de créditos e outros direitos patrimoniais:  intimação ao terceiro devedor para que não pague ao seu credor [art.  Penhora de semoventes.  lavratura do auto de penhora pelo oficial de justiça [art. do CPC]. 666. do CPC]  intimação do executado. 677. 652 § 4° do CPC]. 666. do CPC] [ii] judicial: os móveis [art. caput. navio ou aeronave [arts. salvo se aceito o valor estimado pelo exeqüente ou executado. última parte. quando o direito a ser futuramente penhorado [quantia ou coisa] esteja sendo pleiteado em juízo em outro processo em que o executado figure como credor [art.  Penhora sobre navios e aeronaves [art. 671.  intimação ao credor do terceiro para não pratique ato de disposição do crédito [art. 679 do CPC].  do depositário: [i] bancário: dinheiro.  averbação da penhora no rosto dos autos. d] Outras modalidades de penhora  Penhora de estabelecimento comercial.  Intimação do executado na pessoa do seu advogado. do CPC]. caso esta recaia sobre empresa.É obrigatória. AVALIAÇÃO DO BEM. inciso II. na pessoa do seu advogado ou pessoalmente [art. 680-685 do CPC] 2. VI. 655 incisos I. 664 do CPC]. 1ª parte.25 Essas então são as etapas de uma penhora de um bem imóvel. 666. inciso III.  Por fim. IX e X. inciso II.1 . inciso I.

2. de valores. 686 inciso VI c/c 685-C § 1º.direito de preferência [art.2.Conteúdo e prazo para apresentação do laudo [arts. também tem que constar o valor da avaliação.5 . nomeiase um perito do juízo. Quem poderá fazê-la: oficial de justiça avaliador ou perito do juízo [art. uma das diligências necessárias é a avaliação.Momento de sua realização [art. Primeiro. 2. o executado não aceitou a avaliação feita pelo exeqüente.arrematação de bens de incapaz [art.2. Neste caso. não há necessidade de avaliação.7. ainda. bolsa de mercadorias. 2. Esta poderá ser feita posteriormente. de títulos. 2.2. Porém.a alienação particular só pode ser realizada pelo preço mínimo.  De forma ordinária. Se esse valor for aceito pelo exeqüente. então. salvo em determinadas situações em que o bem é vendido em bolsa.2. 683 do CPC]. também não haverá necessidade de outra avaliação.3 .edital [art. muitas vezes.7.  Quando o oficial de justiça vai penhorar um bem pode.3.2. já indicar o valor para avaliação.2. basta consultar o valor na própria bolsa no dia da negociação. Ou.alienação por iniciativa particular e em hasta pública [art.7. 680 do CPC].7.5 – Cabimento de nova avaliação [art. Da mesma forma. o juiz terá que nomear um perito para que este faça posteriormente essa avaliação.  A avaliação também é dispensada quando o próprio exeqüente aceita a avaliação feita pelo executado. em relação à adjudicação de bens. Por exemplo. a descrição do bem e a justificativa do porquê ele chegou ao valor constante do laudo. pois a própria bolsa já padronizou o produto. 2.26  A avaliação é sempre OBRIGATÓRIA. por perito. Nesse caso. 701 do CPC]. .4 .7. o próprio executado que faz a avaliação tem a obrigação de indicar o valor dos bens. o oficial pode declinar.2.7.2 . se o oficial de justiça declinou da avaliação ou o exeqüente não aceitou a avaliação feita pelo executado ou. 2. Então.adjudicação de bens pelos legitimados [art.2. 684 do CPC]  Pode haver dispensa da nova avaliação se as partes aceitarem o valor do laudo.2.4 . alegando falta de condições técnicas. Nesses casos.2 . A avaliação é OBRIGATÓRIA porque ela tem uma importância ímpar no processo executório. anula-se a avaliação anterior. 691 do CPC] 2. Nesses casos.7.6 – para reduzir ou ampliar quantidade de bens penhorados ou transferir a penhora para outros bens [art. 685 do CPC]. quem tem o dever jurídico de realizar a avaliação é o oficial de justiça. 685-A do CPC]. ele mesmo. Relevância da avaliação face aos atos expropriatórios 2.6 – Dispensa de nova avaliação [art.2.2. 2.  Ao fazer-se a penhora. no caso da hasta pública.  É possível uma nova avaliação no caso de má-fé do perito.  O laudo de avaliação feito pelo perito há de conter a metodologia que ele usou. 2. 680-681 do CPC]. 2.1 . igual ao da avaliação. todos do CPC].2. 686 inciso II do CPC]. Na primeira hasta pública o bem só poderá ser vendido pelo valor mínimo da avaliação.  Quem poderá fazer a avaliação? Resp: O oficial de justiça (avaliador) ou perito do juízo. A adjudicação só pode ser requerida pelo valor mínimo da avaliação. 680 do CPC]. Do edital. 2.

1 – o exequente. 2. A adjudicação nada mais é do que uma dação em pagamento. 2. 2.3.3. Ele tem que perguntar ao credor se quer exercer essa opção.1. o próprio credor ou um terceiro ficar com um bem. 2.1 – requerimento do interessado – Ou seja.1. não faz parte do processo de execução (pois não foi ele quem requereu a execução). na arrematação de bem de incapaz não se admite lance inferior ao da avaliação. segunda parte.6 – As pessoas jurídicas de direito público. Qualquer um daqueles credores também tem do mesmo direito. 2. o bem penhorado tem uma hipoteca e foi instituída a penhora. .3. porém.3. o juiz não pode impor a adjudicação de ofício. se está executando a penhora.2 – Requisitos da Adjudicação [art. para se saber se cabe a redução ou a ampliação de bens penhorados. o exeqüente continua com a execução pela diferença. 685-A do CPC] 2.4 . 2. 2.3.1. Primeiro. do CPC].3 .3.Bem adjudicado de valor superior ao crédito [art. imaginemos que numa execução tenha sido penhorada uma imagem de Aleijadinho (de Ouro Preto). 2. Neste caso. Veja que o bem pode ser adjudicado por valor inferior ao crédito. [companheiros?].2.2.3.3. se foi penhorado bem da sociedade da qual a pessoa é sócia.1.3.o preço oferecido pelo adjudicante não seja inferior ao da avaliação. Agora vamos transformar o bem em dinheiro. primeira parte. 685-A do CPC] 2.3. Também. O que NÃO pode é a adjudicação ser por preço inferior ao da AVALIAÇÃO. do CPC]. Mas.3. esse terceiro também tem o direito de requerer a adjudicação. 22 do Decreto-Lei nº 25/37]. Nesse caso. – Por exemplo.2 – o terceiro credor com garantia real.Pode ser que sobre um bem penhorado tenha mais de uma penhora.3. Vejamos quem são os LEGITIMADOS para requerer a adjudicação: 2. 2. 685-A/685-B do CPC] Neste momento os bens já foram penhorados e avaliados. o concurso de preferência se dará com base no valor da oferta. essa avaliação pode ser inferior ao crédito.2 . o valor mínimo da avaliação deverá ser observado. 685-A § 1°. no mínimo.5 – o sócio no caso de penhora de bens da sociedade.3 – Adjudicação de bens [art.Legitimidade ativa 2.4 – o cônjuge.3 .1 – Legitimidade ativa [art.Bem adjudicado de valor inferior ao crédito [art. surge a ADJUDICAÇÃO. seja na adjudicação. – Por exemplo. Ou seja.27 Quando há mais de um pretendente. O terceiro. tratando-se de bem de valor histórico e artístico nacional [art.1.Por exemplo. seja na alienação particular ou na alienação pública.2. . Da mesma forma. que é a possibilidade de dação em pagamento.3 – os exequentes concorrentes que hajam penhorado o mesmo bem. o Estado de Minas Gerais (ou a União) poderá depositar o preço e ficar com o bem para que ele se mantenha no patrimônio nacional.1. Ou seja. 685-A § 1°. descendentes ou ascendentes 2.3. . que é credor da hipoteca. a qual deverá corresponder. igual ao da avaliação.

486 do CPC. Por exemplo.28 Agora. o cônjuge tem preferência maior. o credor não é obrigado a aceitar. Se forem BENS MÓVEIS. Veja que.3. mas o bem é adjudicado por 100. O silêncio deve ser interpretado como RECUSA do credor. Nesse caso. expede-se um MANDADO DE ENTREGA. para quem é PARTE na adjudicação) ou EMBARGOS DE TERCEIROS (no caso. quando mais de um legitimado requer a adjudicação. 685-B. à vista desse mandado. é por isso que lavra-se a carta de adjudicação.3. 2.6 – O mandado de entrega de bens móveis e semoventes [art.3. que é a ata que registra a os atos da adjudicação. existe uma regra de preferência interna. 486. vamos supor que o credor não se interessou pela adjudicação. que é a ALIENAÇÃO PARTICULAR. 2. 685-A § 3º do CPC] Pode haver também CONCURSO DE LEGITIMADOS. de que ele não tem interesse nessa modalidade.Desfazimento da adjudicação [art.3. 485 do CPC. art.3. ou seja. Relembremos quem são os legitimados no item “2. Se for BENS IMÓVEIS. na qual se vai a um cartório de notas e lavra-se a escritura e leva essa escritura para registro. 685-A do CPC]”. . Essa carta é levada pelo adjudicante ao cartório para se transferir o bem imóvel para o seu nome. 2. um terceiro prejudicado pela adjudicação poderá se insurgir por embargos de terceiros. neste caso. No entanto.11 . está perfeita e acabada a adjudicação. no concurso de legitimados. Dessa forma.11 – Aperfeiçoamento da adjudicação [art.5 – O auto de adjudicação [art.3. se a dívida é de 80. Se empatar nesse critério. Sabemos que esse bem está depositado em nome de um depositário. parte final. 746 do CPC e art. o exequente tem que depositar a diferença a maior. art. Então. Da mesma forma. CPC – no caso da a sentença da adjudicação já ter transitado em julgado. 485.8 . Nesse caso. 2. Ou seja. por AÇÃO ANULATÓRIA (Art. CPC – no caso da sentença ser meramente homologatória) ou por EMBARGOS DE ADJUDICAÇÃO (Art. Esse mandado de entrega será apresentado ao depositário. CPC – no caso. Assim. isso tem que ser decidido. 2. Nesse caso.3. 685-A §§ 3° e 4° do CPC] 2. leva quem pagar o preço.Adjudicação com concurso de legitimados [art. 685-B parágrafo único do CPC]. Primeiro. o juiz consulta se ele tem interesse em realizar a venda particular do bem penhorado. se o bem adjudicado é por valor superior ao crédito. Veja que não se trata de uma compra e venda comum. 746. tem-se que decidir quem ficará com o bem.Adjudicação sem concurso de legitimados [art. há mais de um legitimado requerendo a adjudicação do bem. do CPC]. Porém.9 . entrega-se o bem ao portador do mandado. 685-A “caput" do CPC] 2.). 685-B do CPC] Concluída a adjudicação. Se não houver cônjuge. 685-B do CPC] O aperfeiçoamento da adjudicação se dá pela LAVRATURA DO AUTO.3.1 – Legitimidade ativa [art. 1046-1054 do CPC] Lavrou-se o auto.10 – Direito de preferência do adjudicante em igualdade de oferta [art. não lavra-se o mandado. forma-se um concurso de adjudicantes. lavra-se o auto de adjudicação. como a propriedade do imóvel só se transfere com o registro. É essa carta que será registrada na matrícula.3.7 – A carta de adjudicação para bens imóveis [art. 2. os descendentes têm preferência em relação aos ascendentes.). Aqui não temos escritura. então o exeqüente tem que depositar a diferença de 20. mas sim a CARTA DE ADJUDICAÇÃO. Vamos passar então para a segunda modalidade. ela pode ser desfeita por AÇÃO RESCISÓRIA (Art.

se bem imóvel.1. conforme abaixo.1.1.5 – Alienação em hasta pública de bens [686-707 do CC]13 Esta modalidade de venda é feita pelo próprio órgão jurisdicional.1 .5.4.1 – Alienação de bens por iniciativa particular [art. Então.Natureza Jurídica: É um ATO EXECUTÓRIO EXPROPRIATÓRIO. nenhum deles tenha requerido a adjudicação.leilão. Ou seja. agora. 704 e Resolução 238/72 do BACEN].5. 690 § 1º do CPC].1 . há quatro modalidades. embora contenha vários elementos da compra e venda.2 . pelo adquirente e pelo executado se for presente [art.1.7 – Mandado de entrega para bens móveis e semoventes [art.1.4.Fases da alienação ou arrematação Essas modalidades de venda que vimos acima têm três fases. 685-C § 2°.5. a cargo de leiloeiro público [art. 13 Súmula 121 STJ: Na execução fiscal o devedor devera ser intimado.1. 704/705 do CPC]. do dia e hora da realização do leilão.4.4.4 – A alienação particular de bens 2. no caso de bens móveis. do CPC] Se se tratarem de bens IMÓVEIS.4 – Internet [art.5. Neste caso. Temos duas modalidades de arrematação: o LEILÃO (para bens MÓVEIS.praça. 2. a alienação pode ser feita até mesmo contra a vontade do proprietário do bem.1.1. 2. por intermédio de corretor e meios eletrônicos (internet.  Obs: Apesar do professor dizer que há duas modalidades. conforme abaixo. no caso de títulos da emitidos por pessoa jurídica de direito público interno ou a eles equiparados [art. para fins de REGISTRO no cartório de imóveis. Ou seja. primeira parte.1. . mas sim um ATO EXECUTÓRIO DE EXPROPRIAÇÃO. pois se acrescenta a estas a venda em bolsa de valores e pela internet. 685-C § 2°.Carta de Alienação para bens imóveis [art. deve-se lavrar o MANDADO DE ENTREGA. Até porque. 2. 685-C § 2° do CPC] 2. dentre o rol de legitimados. na verdade não é uma compra e venda. 685-C §§ 1° e 3° do CPC] 2.1. pelo exequente.bolsa de valores. 2.1. no caso). 685-C do CPC] 2.2 . passar para a terceira e última modalidade que é a HASTA PÚBLICA.4.Modalidades da alienação ou arrematação 2. por exemplo) [art. 685 “caput" e § 2° do CPC]. em geral) e PRAÇA (para bens IMÓVEIS). 685-C do CPC].5 – Formas de alienação: por iniciativa do exeqüente (ele diretamente). a cargo do porteiro dos auditórios [art. 2.5.29 2.1 – Conceito: A alienação particular é uma compra e venda judicial. 686 § 2º c/c os arts.4.4 – Objeto: qualquer bem penhorado [art. E a praça é feita pelo próprio servidor da justiça (o Oficial da Justiça.4. segunda parte.8 .3 . 2. naquele no caso da compra e venda. deve-se lavrar a CARTA DE ALIENAÇÃO.1. 2.4. 2.6 – Aperfeiçoamento da alienação particular: mediante a lavratura de termo de alienação o qual será assinado pelo juiz. deve estar presente a vontade do vendedor.4. 686 § 2º do CPC].5. 2. 2. do CPC] Se se tratarem de bens MÓVEIS ou SEMOVENTES. 2. pessoalmente.3 – Requisito: não tenha ocorrido a adjudicação por desinteresse dos legitimados ativos [art. ela não se trata da compra e venda do código civil. Vamos.2 .

Trata-se da realização da venda efetiva do bem.5.Deferida a hasta pública. esta arrematação está perfeita e acabada. até o momento anterior à alienação. e art.Transfere o domínio do bem arrematado ao arrematante.2.3. No entanto. vinculado ao preço. 130 do CTN]. Neste momento. ela pode ser DESFEITA por meio de EMBARGOS DE ARREMATAÇÃO ou por EMBARGOS DE TERCEIROS. fica sujeito ao vínculo da penhora.1ª fase: atos preparatórios [arts. 703. Transferir para o preço pago pelo arrematante o vínculo da penhora deve ser entendida da seguinte forma. no caso de um imóvel alugado. A penhora altera apenas a POSSE (ou a disposição). 698. agora.5. 688-689. com efeito. 1.Efeitos da alienação ou arrematação válida: 2. 702. 2.5. o que sobrar eventualmente será devolvido à livre disposição do devedor".30 2.É a documentação da hasta pública. os aluguéis vincendos pertencerão ao arrematante. esta conseqüência da arrematação.2ª fase: realização da hasta pública [arts.2 .Obriga ao depositário ou ao executado transferir ao arrematante a posse dos bens arrematados. a lei manda que o credor hipotecário seja intimado.2 .3 . 485 do CPC.2.2.5. 705706 do CPC].Transfere para o preço pago pelo arrematante o vínculo da penhora14. o bem se transfere com o gravame para o arrematante. qual seja.5. 746 do CPC.3 . Porém.Por exemplo. Caso este bem penhorado seja vendido. 486 do CPC.5. antes. Veja que.3 .046 do CPC] Com a lavratura do auto de arrematação. a propriedade do bem se transfere ao arrematante. Se ele se silenciar diante disso. Nesse momento.3.4 . 2. E a sentença nos embargos de arrematação ou nos embargos de terceiros pode vir a ser RESCINDIDA por meio de AÇÃO RESCISÓRIA ou da AÇÃO ANULATÓRIA.4 .Transfere ao arrematante o direito à percepção aos frutos pendentes. Normalmente. .5 . 2.3ª fase: lavratura do auto de arrematação. 2. Isso para que ele possa exercer o seu direito de crédito. . 2. o executado continua sendo o DONO (proprietário) do bem. .6 .3.5.Extingue o gravame eventualmente existente sobre o bem arrematado. não desaparece o vínculo da penhora. cujo gravame nestas hipóteses fica sub-rogado no preço – Conforme vimos. . o bem fica na posse do executado. publicado em jornal de grande circulação. 686-687 do CPC].1 . A PENHORA NÃO ALTERA O DOMÍNIO (propriedade) DO BEM. o lugar dos bens arrematados. art. desde que o exequente seja o próprio o titular do gravame ou este tenha sido intimado da penhora e da alienação ou arrematação. incisos I a IV do CPC.Desfazimento da arrematação [art. 698.5. 2. porque deverá ser distribuído entre os credores depois de pagas às custas. .1 . Portanto. 694. da expedição da carta de arrematação ou do mandado de entrega de coisa móvel ou semovente [art.3. 693-696. o bem continua na propriedade do executado. – A penhora.3. mas no mesmo momento. art.5. 2.3. o bem se transfere sem o gravame da hipoteca e este fica. estava sob o bem que foi vendido. desde que vencidos até a data da arrematação [art. 14 Pela pesquisa que fins. O executado só deixa de ser proprietário quando se conclui a arrematação. O vinculo da penhora desaparece quando credor dá a quitação nos autos.5. 2. 691-693. segundo Lopes da Costa: “O dinheiro pago toma. art. o processo está encerrado. ela é precedida de um EDITAL.5. 707 do CPC]. mas ele não pode mais dispor dele.Sub-rogam-se no preço todos os impostos incidentes sobre os bens arrematados. a hipótese de o bem estar hipotecado não impede que ele seja penhorado. Caso o credor queira receber. 2. entra provisoriamente para o patrimônio do executado. Ela fica agora vinculada no preço pago pelo arrematante (e não mais ao bem). na penhora. tanto na penhora quanto no ato de arrematação.

segunda parte. 686. será expedido o edital de hasta pública. são as conseqüências do caso da venda à prazo e o arrematante ficar inadimplente. que conterá: I – a descrição do bem penhorado. e.5. dia e hora de realização do leilão. E. do CPC] – Como regra geral. NÃO caberá qualquer reclamação por vícios redibitórios. o próprio edital da hasta pública irá prever o momento em que a coisa poderá ser examinada. incisos I a VI do CPC]15 O edital é muito importante na hasta pública.5. perder o bem para terceiros. 2.5.7 . 2. sempre que se for comprar qualquer bem em hasta pública.Pagamento da arrematação 2. Se for PRAÇA.Direito de evicção sobre os bens arrematados [art. ele pode exercer o direito de evicção contra o alienante (no caso. o pagamento deve ser À VISTA. Se for LEILÃO. III – o lugar onde estiverem os móveis. . Então. 2. deve haver concordância do credor.5 .5. 2.5. neste caso. 2.Lugar da arrematação [art. o arrematante TEM direito de EVICÇÃO sobre os bens alienados. em que foram penhorados.2 – proibição do arrematante remisso e seu fiador de participarem da nova arrematação. II – o valor do bem. primeira parte. o bem deve ser oferecido em garantia hipotecária.5.8 . e ele prevê uma série de requisitos.1 – rescisão da arrematação e perda caução a favor do exequente 2.6.10 – O edital e seus requisitos [art. é feito no próprio fórum ou local designado pelo juiz. ou o local. posteriormente. 15 Súmula 128 STJ: Na execução fiscal haverá segundo leilão. 695 do CPC] Ou seja. A taxa de juros será objeto de acordo entre as partes. Aliás. 690 “caput”. a arrematação será realizada no local onde os bens estão depositados.5. veículos e semoventes. mediante caução [art. de forma ordinária. 686. Não requerida a adjudicação e não realizada a alienação particular do bem penhorado. se no primeiro não houver lanço superior a avaliação. tratando-se de imóvel. o pretenso adquirente deve testá-lo e examiná-lo primeiro. com suas características e. com entrada de no mínimo trinta por cento.6. a situação e divisas.1 – à vista [art. do CPC] – Pode ser caução real ou fidejussória. mediante garantia hipotecária sobre o imóvel arrematado [art. denunciando à lide o alienante). se bem imóvel. Por isso. 690 § 1º do CPC]. sendo direito e ação. com remissão à matrícula e aos registros.5. 686.5. Vejamos: Art.5. 441 do CC/02]  ATENÇÃO: O arrematante NÃO tem direito a demandar o alienante por causa de VÍCIOS REDIBITÓRIOS no caso de HASTA PÚBLICA. se bem móvel.31 2.6 – Inadimplemento do arrematante ou do seu fiador [art.2 – no prazo de 15 dias . IV – o dia e a hora de realização da praça.Vícios redibitórios sobre os bens arrematados [art. § 2º do CPC]. aqui.5.5.5. se o arrematante vier.3 – em prestações.9 . se bem imóvel. 447 do CC/02]  Todo alienante deve garantir ao comprador a posse mansa e pacífica do bem.5. 2. 2. porque. 690 “caput”. Logo. por isso.Porém. depois de concluída a hasta pública e vendido o bem. 2. os autos do processo.

706 do CPC].5. se a hasta pública foi marcada para hoje às 14:00 e.5. se o exeqüente deve impostos).5. já na segunda venda admite-se a venda por preço inferior ao preço da avaliação.Intimação do executado [art. Por exemplo.015/73].5. Estadual e Municipal [art.14 . depois. 703 do CPC c/c o art. 2. § 3º do CPC] Há dispensa de publicação quando os bens penhorados forem de valor igual ou inferior a ou inferior a 60 salários mínimos. do corretor de imóveis e da bolsa de valores [art. a sua alienação pelo maior lanço (artigo 692). a jurisprudência tem definido como vil o preço inferior à metade do preço da avaliação. 2º 3º e 4º do CPC] A publicação do edital é ônus do DEVEDOR.2 – por intermédio da internet [art.17 – Expede-se Mandado de entrega de bens móveis e semoventes 2.Dispensa de publicação do edital [art. VI – a comunicação de que. Se exequente estiver inscrito na dívida ativa. o corretor e a bolsa são de escolha do EXEQUENTE. § 5º do CPC] 2.5.13 . 167. terminado o expediente de hoje.20 .12 . 2. – ATENÇÃO: Nessa modalidade de venda (arrematação). 2. 687. Ele tem 15 dias para publicar o edital. 2.11 . Na primeira não se admite a venda por preço inferior ao da avaliação.Escolha do leiloeiro.16 – Lavra-se o Auto de arrematação [praça ou leilão .5.19 . alínea 26.Transferência e do prosseguimento da hasta pública [art. debita a conta do devedor.Publicação do edital [art. §§ 1.5.Intimação do exequente. da Lei 6.Procedimentos da arrematação: 2. não foi concluída a hasta pública.ATENÇÃO: Veja que qualquer ônus existente sobre o bem deve ser descrito no edital. será reiniciada no dia seguinte. a arrematação é a única modalidade que permite a venda por valor inferior ao valor mínimo. – O leiloeiro. 698-699 do CPC] Veja que as Fazendas Públicas também são intimadas para que se manifestem com respeito a impostos (Ou seja. no mesmo horário que começou hoje (às 14:00).5. As duas datas vêm no edital. No geral. 2.5. 2. 693 do CPC].20.5. 687. em dia e hora que forem desde logo designados entre os dez e os vinte dias seguintes.1 – Arrematação comum [art. A jurisprudência é que tem definido essa questão. no mesmo horário que começou no dia anterior. 688 e 689 do CPC] Se a hasta pública não for concluída no mesmo dia.20. Na verdade. Aliás. 686. do valor da execução será deduzido a dívida do exeqüente com o Estado. seguir-se-á. há a primeira e a segunda hasta pública. fica ela automaticamente transferida para o primeiro dia útil subseqüente. A lei não diz o que é preço vil. 2.art. 686-699 do CPC] 2. – Veja que o Auto de Arrematação é sempre expedido (tanto para bens móveis como imóveis) 2. desde que não seja preço vil (irrisório). do titular do direito real e das Fazendas Públicas Federal. recurso ou causa pendente sobre os bens a serem arrematados.5.18 – OU Expede-se a Carta de arrematação (se for bens IMÓVEIS para registro no cartório de registro de imóveis) [art. se o bem não alcançar lanço superior à importância da avaliação.15 .32 V – menção da existência de ônus. o EXEQÜENTE (credor) antecipa a despesa e. 689-A do CPC] .5. .

[ii] o usufruto tem eficácia em relação ao executado e a terceiros desde a data da publicação da decisão judicial que o conceda [art. [ii] ouvido o executado. 2.4. [ii] .2.2.2 .2. inciso III. 708 inciso I do CPC] 3.4 . na segunda hasta pública.2 . o juiz nomeará perito para avaliar os frutos.1. 2.imóvel de incapaz [art. se não vender. Por exemplo.Valor depositado inferior ao crédito [art. na arrematação comum.Procedimento de resolução do concurso de preferência [arts.2. E aí sim.33 2. 708 do CPC].1 . 722 do CPC]. 710 do CPC] 3.Pagamento por meio do usufruto forçado de bens móvel e imóveis [art.Conceito [art.5.3 .4 . 716 do CPC]: [i] . 717 do CPC].2.Pagamento com concurso de preferência [art. 3º e 4º do CPC] – Obs: A única diferença do imóvel de incapaz para a arrematação comum é que.5 .2 – Pagamento sem concurso de preferência [art.imóvel que comporta divisibilidade [art. fixando-lhe prazo para a entrega do laudo [art.1 .2. E. 3. 704 do CPC] A aula encerrou aqui 3 – A fase do pagamento ao exequente [arts. 3.5 . uma fazenda pode ser vendida por lotes.5. 2º. 3. ele só pode ser vendido por 80% do preço no mínimo. o bem pode ser vendido por parte.1 – Conceito [art. 709. §§ 1º. 710 do CPC.2.3 . 708 do CPC] 3. 708.2 – adjudicação de bens penhorados [art.20.entrega do dinheiro ao exequente [art.1.20.2 Modalidades ou formas de pagamento ou de satisfação: 3.5. 718 do CPC]. ou se retira o bem de alienação ou espera um ano para renovar a hasta pública. do CPC] 3. 721 do CPC].1 . na segunda hasta pública. do CPC] 3. . 709 “caput” c/c art. o imóvel pode ser vendido por qualquer preço.4. 701. 708-724 do CPC] 3.1 .Pagamento por meio da entrega do dinheiro ao exequente [art.Condições para a instituição o usufruto [art.6 .20. 711 do CPC] 3. [iii] requerimento do credor.4. “caput” e § único] – Obs: Se comporta divisibilidade.3 supra] 3. 721 do CPC].4 .3 – Pagamento por meio da adjudicação [veja item 2. 711.Natureza jurídica 3.2 – usufruto de bens [art.essa modalidade de pagamento seja menos gravoso para o executado.4.Valor depositado superior ao crédito [art. 709 do CPC] 3.3 .1. 702. Já o imóvel do incapaz.Procedimento: [i] requerimento do credor antes da realização da praça ou leilão [art.5 – Bolsa de valores [art. incisos I e II. 3.2. os rendimentos e calcular o tempo necessário para o pagamento da dívida.4.momento para requerer: [i] antes da realização da praça [imóvel] ou do leilão [bem imóvel [art.o imóvel ou móvel objeto do usufruto ofereça condição eficiente à satisfação do crédito.4.Efeitos: [i] o executado perde o gozo do bem objeto do usufruto durante a vigência do usufruto [art. 709-713 do CPC] 3. 708 inciso II do CPC] 3.Conceito e modalidades [art.Conceito 3.2. por analogia] 3. poderá ser vendido por qualquer preço. 712 e 713 do CPC] 3.1. .4.6 . 716-724 do CPC] 3.1.

O bem vendido no processo de execução pode ter mais de um gravame.1 .1. onde os bens foram penhorados e transformados em dinheiro. Além disso pode o credor. Feita a quitação. será expedido mandado de usufruto 3. tendo em vista que a adjudicação já foi estudada. o bem retorna para o devedor. antes da alienação particular ou pública.1.2 .[art. Examinaremos agora apenas a questão relativa à entrega do dinheiro e o usufruto de bens. 708-724 do CPC]: 3. O pagamento ocorre quando o órgão jurisdicional coloca à disposição do credor o valor apurado no decorrer do processo de execução. O valor apurado pode ser aquém. [iv] caso deferido.1. inciso III.34 [iii] após a manifestação das partes sobre o laudo.1. o juiz decidirá sobre o pedido do usufruto [art. 708 inciso II do CPC] 3.2.entrega do dinheiro ao exequente [art.2. Vimos a fase da instrução. desde que haja concordância das partes. 719 do CPC] [v] se usufruto recair sobre bem imóvel.1. só há maiores indagações quando existe mais de um credor com direito de preferência sobre o bem.2 – usufruto de bens [art. por vontade própria.2 – adjudicação de bens penhorados [art. o juiz nomeará o administrador do uso fruto.Pagamento por meio da entrega do dinheiro ao exequente [art. ele perde apenas a posse do bem para o credor de modo que ele se credite periodicamente de um valor determinado até a quitação do débito. podendo ser o exeqüente ou executado.1 .1 . será expedida carta de usufruto para fins de averbação no respectivo registro [art. §§ 1º e 2º do CPC]. 723 do CPC]. 709-713 do CPC]: O pagamento de dinheiro é um procedimento muito simples. 722. ou terceiro [art. 708 inciso I do CPC] 3. O pagamento ao credor é feito de três formas: por meio da ADJUDICAÇÃO (o próprio credor fica com o bem penhorado). . Aula 19 – 08. 708 do CPC]: 3. 722.10. § 1º do CPC}. do CPC] 3.2010 TÍTULO J EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CONTRA O EXECUTADO SOLVENTE Continuação Passamos agora à última fase da execução por quantia contra devedor solvente.Conceito [art. O usufruto de bens tem vantagens para o devedor.7 – Caso o bem objeto do usufruto estiver alugado ou arrendado. 3. Esse sistema é decidido na fase de instrução. optar pelo sistema de usufruto de bens.2. [vi] se o usufruto recair sobre bem móvel. o inquilino ou arrendatário pagará o valor da locação ou do arrendamento diretamente ao exeqüente ou administrador. Quando o valor depositado é insuficiente. que readquire a posse plena do bem. equivalente ou superior. 3 – A fase do pagamento ao exequente [arts. No caso de o valor ser equivalente ou superior é expedido um alvará e o credor retira o dinheiro. 708 do CPC].Conceito e modalidades [art. por meio da ENTREGA DO DINHEIRO (quando o bem é vendido). pois ele não perde a propriedade do bem. Já vimos a fase da propositura.4. e agora passamos ao pagamento.2 Modalidades ou formas de pagamento ou de satisfação: 3. 708. onde é feita e distribuída a inicial e o devedor é citado. e por meio do USUFRUTO. compete ao credor prosseguir com a execução mediante a penhora de outros bens. vencido o prazo de usufruto. caso em que é necessário fazer concurso de preferências.

709 do CPC] 3.Pagamento com concurso de preferência [art. O usufruto beneficia muito mais o devedor do que o credor. Se. No caso de devedor insolvente. incisos I e II. 709.4 .1 – Conceito O usufruto como negócio jurídico de direito civil ocorre quando uma pessoa cede à outra um bem para usar. Se quiser.3 supra]: 3. a natureza é diferente. o processo é encerrado (desde que pagas as despesas processuais e honorários) com a quitação nos autos dada pelo credor.4. Só se aceita um bem para usufruto se ele tiver capacidade de produzir renda periódica. 711. é natural que essa modalidade tenha de ser menos gravosa ao executado.essa modalidade de pagamento seja menos gravoso para o executado. 710 do CPC] Nesse caso. . quem primeiro gravou o bem tem direito a receber primeiro. naquela circunstância. [ii] . se ambas concordarem. tem direito a alugar o bem.Valor depositado inferior ao crédito [art. 3. 716 do CPC]: [i] . ou seja.3 .4. O juiz não pode impor ao credor a aceitação do usufruto.Condições para a instituição o usufruto [art. o mesmo bem é penhorado em 30% do seu valor.3 . O juiz vai deferir e será expedido alvará para que o credor retire o dinheiro. por analogia] Se inferior. arrendar. o pagamento é feito não pela ordem de instituição do gravame. pois o credor que ganha o direito de uso do bem.5 . pois se ele já foi vendido não é possível conceder o usufruto. 710 do CPC. basta requerer o levantamento de valores até o limite do seu crédito. 3. 711 do CPC] No caso de haver mais de um gravame sobre o bem penhorado.2. o credor da quitação da parcela que recebeu e continua na execução pelo valor restante. o usufruto aqui tem natureza processual executória.Pagamento por meio do usufruto forçado de bens móvel e imóveis [art. pois o devedor não perde a propriedade do bem.1 – Conceito [art. O usufruto pode recair sobre qualquer bem.2. 3. O credor é quem vai avaliar.35 3. Feita a avaliação. no caso concreto. Então.Valor depositado superior ao crédito [art. 3. 709 “caput” c/c art. Se o credor manifestar interesse pelo usufruto. por exemplo.2. o valor que sobrar é devolvido ao devedor. independentemente de ter recebido o valor efetivamente ou não. do CPC] Se o credor é único e sobre o bem não existe nenhum outro gravame é simples. normalmente de forma gratuita. desde que tenha a capacidade de produzir renda periódica.2 .Procedimento de resolução do concurso de preferência [arts. na ação de execução. houver uma hipoteca sobre 40% do valor do imóvel e depois.4 . no período determinado pelo perito poderá fazer o que quiser com o bem. o juiz manda as partes se manifestarem. tendo de devolver o bem ao final do período. o concurso de preferência se dá de acordo com a ordem de instituição dos gravames. móvel ou imóvel.4. O que sobrar será destinado ao pagamento do outro gravame. 3. mas de acordo com a classificação fornecida pela lei civil. [iii] requerimento do credor.o imóvel ou móvel objeto do usufruto ofereça condição eficiente à satisfação do crédito. o juiz homologa o termo de usufruto e o credor. 712 e 713 do CPC] O procedimento descrito acima é um incidente processual de natureza coletiva. onde o juiz convoca os credores para estabelecer a ordem de preferência 3.4 – Pagamento por meio da adjudicação [veja item 2. se é oportuno e conveniente para ele. 716-724 do CPC]: 3. fazer com que o bem produza renda.Natureza jurídica Embora a finalidade seja a mesma.2.6 . sem ônus. na hora da realização do pagamento o credor da garantia real será pago primeiro e só depois o exeqüente será pago. Portanto. o juiz nomeia um perito para avaliar as condições de renda do bem (exemplo: o perito avalia um apartamento cujo aluguel é estimado em 500 reais por mês e da condição de quitar a dívida em 3 anos).2.2 – Pagamento sem concurso de preferência [art. cabe ao credor requerer por meio de petição antes da alienação do bem. 3. Portanto.2. se não tem não serve para usufruto.

717 do CPC]. 721 do CPC]. A extinção só produz efeito quando declarada por sentença. podendo ser o exeqüente ou executado. II . da Lei 9469/97. nesse caso. III . Art. [vi] se o usufruto recair sobre bem móvel. Extingue-se a execução quando: I . o juiz nomeará perito para avaliar os frutos. 794. TÍTULO J EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA16 [883890] Direito Processual Civil III – Execução e Cautelar Prof. desde que haja concordância das partes. 3. 34. 87. Art.4 . CPC.[art. § 1º do CPC}. arts. incisos I e II e parágrafo único. §§ 1º e 2º do CPC]. [ii] o usufruto tem eficácia em relação ao executado e a terceiros desde a data da publicação da decisão judicial que o conceda [art. art.36 3. se o credor não quiser administrar o bem. 6º. os rendimentos e calcular o tempo necessário para o pagamento da dívida.5 . Por exemplo. parágrafo único. 36. art. tratando da execução contra a fazenda pública.momento para requerer: [i] antes da realização da praça [imóvel] ou do leilão [bem imóvel [art. §§ 1º ao 16.4. O uso se transfere ao credor ou a um administrador.Efeitos: [i] o executado perde o gozo do bem objeto do usufruto durante a vigência do usufruto [art. incisos I e II e 731. Além disso as hipóteses dos artigos 267 e 269 do CPC também se aplicam à execução.6 . fixando-lhe prazo para a entrega do laudo [art.o devedor obtém. Art. 723 do CPC]. 17 da Lei 10. o juiz nomeará o administrador do usufruto. a remissão total da dívida. 730. 3. 100.259/01. Vetuval Martins Vasconcelos 16 Legislação aplicável: Constituição Federal: art. ou terceiro [art.o devedor satisfaz a obrigação. 722 do CPC]. o produto do aluguel ou do arrendamento será pago ao credor. . será expedida carta de usufruto para fins de averbação no respectivo registro [art. 722. O devedor pode vender o bem durante a vigência do usufruto. inciso II. 795. por transação ou por qualquer outro meio.4. art. inciso VI.4. §§ 1º ao 18. O artigo 794 está incompleto. o inquilino ou arrendatário pagará o valor da locação ou do arrendamento diretamente ao exeqüente ou administrador. §§ 1º ao 4º. 718 do CPC]. o juiz decidirá sobre o pedido do usufruto [art. no caso de procedência dos embargos do devedor a execução também é extinta. Pode ocorrer que quando da instituição do usufruto o bem já esteja arrendado ou alugado. será expedido mandado de usufruto 3. ADCT. 722. e 97. [iii] após a manifestação das partes sobre o laudo. [iv] caso deferido. Na próxima aula daremos continuidade ao conteúdo. [ii] ouvido o executado.o credor renunciar ao crédito. 719 do CPC] [v] se usufruto recair sobre bem imóvel. 33. pois a extinção não ocorre só por esses motivos. arts.Procedimento: [i] requerimento do credor antes da realização da praça ou leilão [art. 78.4. 721 do CPC].7 – Caso o bem objeto do usufruto estiver alugado ou arrendado. mas o adquirente tem de respeitar o usufruto enquanto durar.

Manuelinas e Filipinas: execução com penhora de bens e rendas públicas.CONSIDERAÇÕES GERAIS17 A EXECUÇÃO POR QUANTIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA na época das ordenações era feita por PENHORA. na Constituição imperial de 17 Súmula 332 do STJ: São devidos honorários advocatícios pela Fazenda Pública nas execuções individuais de sentença proferida em ações coletivas. 15. e.2010 – Quinta-feira Neste caso da Execução por Quantia Contra a Fazenda Pública a Fazenda Pública é a DEVEDORA. como se a Fazenda Pública fosse um devedor como qualquer outro. 730 e 731. 87 e 97 ADCT Art.). essa situação se modificou. inc. Portanto. aquela sistemática que nós usamos contra o devedor solvente não tem aplicação aqui por esse motivo. nós vamos estudar a execução por QUANTIA. que era um pedido de autorização feito à Assembléia Geral para que houvesse a penhora dos bens públicos). Art. Porém. O assunto está dividido em três partes: a) Considerações gerais. Estes dois últimos procedimentos (obrigação de entrega ou constituição de COISA e também por obrigação de FAZER e NÃO FAZER). ressalvada a penhora dos bens de uso comum do povo e os especiais (Ou seja. aos poucos. que são. já próximo do período imperial. mas tratou do precatório (Por fim. ainda que não embargadas . veio a PRECATÓRIA DE VÊNIA. os bens que o Estado tinha a título de domínio e as rendas públicas eram penhoráveis. as praças. § 15]. 34. Uma segunda observação é que.10. Ou seja. só se podia penhorar com a licença do representante do governo até se chegar ao ponto da absoluta impenhorabilidade dos bens públicos.37 Aula 20 – 14. aqui. b) Procedimento do meio Subrogação e c) Procedimento do meio Coerção. CF: Arts 33. A modificação ocorre apenas quando se tratar de uma obrigação de QUANTIA. ambos (bens e rendas públicos). primeiro. c) Constituição do Império [1824]: institui o princípio da impenhorabilidade absoluta dos bens e rendas públicas [art. tanto os bens públicos quanto as rendas públicas eram passíveis de penhora. Com o decorrer do tempo. 36. b) Precatória de vênia: os bens públicos dominais e as rendas públicas só poderiam ser penhorados por decreto da Assembléia-Geral (Em seguida. Daí. VI. Isso obriga a adoção de um procedimento especial. IMPENHORÁVEIS. CF Art. A Fazenda Pública pode ser também demandada por uma obrigação de entrega ou constituição de COISA e também por obrigação de FAZER e NÃO FAZER. CPC I . inc. mesmo tendo no pólo passivo a Fazenda Pública. 78. os locais de deslocamento e os prédios de uso da Administração Pública nunca foram objeto de penhora. Vejamos o roteiro a seguir: 1 – Evolução histórica da execução judicial contra a Fazenda Pública: a) Nas ordenações Afonsinas. § 1o ao 4o. Essa matéria está disciplinada na Constituição Federal nos seguintes dispositivos legais:    Art. II. são desenvolvidos como se fossem contra o PARTICULAR. 100. sobretudo em razão da situação jurídica dos bens e rendas públicas. a necessidade de outro modelo de execução quando a parte devedora for a Fazenda Pública. CF.

Constituição de 1988 e Emendas nº 20/98.título executivo judicial [art. O judiciário não invade o patrimônio da fazenda pública. suas Autarquias. Neste caso. é feita uma requisição de pagamento e a própria fazenda pública é que leva o pagamento ao poder judiciário. o Estado invade o patrimônio do devedor. o Estado convida o devedor para pagar.o Distrito Federal. Alguns autores chegam a dizer que fica difícil estabelecer a existência de uma expropriação (execução) de uma execução por quantia nos moldes traçados contra o devedor solvente no caso em que o devedor for contra a fazenda pública. . . 475-N E 585 do CPC c/c art. [iii] . suas Autarquias e Fundações. [iv] . 3. na execução por quantia do devedor solvente. e. Constituição de 1946: estendeu o sistema precatório às Fazendas Públicas Estaduais e Municipais.a União. 2 .os Estados. Constituição de 1937: manteve o mesmo sistema da CF 1934. Daí pra frente. 730-731 do CPC c/c o art. [v] – as empresas públicas prestadoras de serviço público [p. Fundações e os Territórios18. 100 da CF].). Constituição de 1967 [Emenda nº 1]: determinou a inclusão no orçamento das entidades de direito público de verba necessária ao pagamento. porém a JURISPRUDÊNCIA incluiu este último no rol de entes que compõem a fazenda pública para fins de execução.1 – A execução por quantia: [i] título judicial – ação de execução [art. Constituição de 1891 também tratou do precatório. suas Autarquias e Fundações.Procedimentos executórios contra a Fazenda Pública: 3. 475-N do CPC] [ii] . 30/200 o Obs: PRECATÓRIOS – Conforme vimos. suas Autarquias e Fundações. O fato é que o sistema de precatório é único no Brasil. 585 do CPC]19 A execução contra a fazenda pública tanto pode ser dar pelo TÍTULO JUDICIAL quanto pelo TÍTULO EXTRAJUDICIAL. todas as demais constituições trataram dessa questão instituindo a figura do PRECATÓRIO.38 d) e) f) g) h) i) 1824 se introduziu a impenhorabilidade absoluta dos bens e das rendas públicas. Se ele não pagar.título executivo extrajudicial [art.os Municípios. Em relação à Fazenda Pública não é assim. [ii] . O precatório tem sido utilizado sempre em benefício da fazenda pública (e não do credor). ECT]. 100 da CRFB-88] [i] .Todos os entes acima constam da LEI. Títulos executivos oponíveis à Fazenda Pública [art. 18 Súmula 139 do STJ: Cabe a procuradoria de a fazenda nacional propor execução fiscal para cobrança de credito relativo ao ITR. 4 . Constituição de 1934: previu o precatório no âmbito da Fazenda Pública Federal. 19 Súmula 279 STJ: É cabível execução por título extrajudicial contra a Fazenda Pública.Entes que compõem a “Fazenda Pública” para os fins do processo de execução [legitimados passivos] [i] .

2 – A execução para entrega de coisa [cabível apenas no caso de posse ou detenção pela Fazenda Pública de bens móveis ou imóveis de outrem]: [i] título judicial – cumprimento de sentença [art.Regimes jurídicos dos bens públicos [art. Isso tanto via título judicial quanto por título extrajudicial. com apenas a observação de que se for COISA. . 100 da CF) apenas estipulam como os precatórios devem ser pagos. 649. a RESTITUIÇÃO do bem do particular que está em poder da fazenda pública. Por outro lado. ressaltando. portanto. não devolve o bem locado ao fim do contrato. 621-631 do CPC]. 632 ao 645 do CPC. 3. suponhamos que o ente público. 3. 461 do CPC] [ii] título extrajudicial – ação de execução [art. Então. como vimos. é o procedimento descrito nos Arts. portanto impenhoráveis. o executado – Fazenda Pública – não pode ser proprietário do bem). Ou seja. Só é possível. 730-731 do CPC c/c o art. 5 . se se tratar de obrigação de FAZER E NÃO FAZER. [ii] título extrajudicial – ação de execução [art. se a fazenda pública estiver no pólo passivo. no caso. A fazenda pública pode ter bens do seu próprio domínio ou na situação de usuária (locatária ou detentora usufrutuária de um bem. cabe sim a execução. por exemplo). tanto por uma obrigação de entrega de coisa quanto por uma obrigação de fazer e não fazer. a execução que tem por objeto COISA ou obrigação de FAZER E NÃO FAZER contra a fazenda pública se faz da mesma forma que se faz contra um particular. estes são os procedimentos previstos na lei contra a fazenda pública. Com relação ao objeto “COISA”. mas para RESTITUIÇÃO do bem e NÃO para ENTREGA (Pois. eles não tratam propriamente de questões processuais. A fazenda pública também pode ser demandada. a execução NÃO pode ser para ENTREGA de coisa. não haverá a possibilidade da ENTREGA da coisa. 100 da CF].39 [ii] título extrajudicial – ação de execução [art.3 – A execução de obrigação de fazer e não fazer: [i] título judicial – cumprimento de sentença [art. Na verdade os dispositivos constitucionais que já citamos (inclusive o Art. 461-A do CPC. porque os bens públicos não podem ser objeto de penhora. na condição de locatário. Neste caso. mas apenas da RESTITUIÇÃO. mas apenas para RESTITUIÇÃO de coisa.são inalienáveis. nem de busca e apreensão. Por exemplo. 461-A do CPC]. 632-645 do CPC]. se for TÍTULO EXTRAJUDICIAL. inciso I. 1ª parte. do CPC] [i] – bens de uso comum do povo . Já se for TÍTULO JUDICIAL. nem de arrecadação. Isso não é possível porque os bens públicos não podem ser objeto dessa arrecadação. Então. 99 do CC/02 c/c o art. usa-se o procedimento previsto no Art.

A requisição judicial de pequeno valor – RPV [art. [iii] – bens dominiais . [ii] – O precatório judicial [art. 20 Fazenda Federal: 60 salários mínimos [Lei 10. Já ressaltamos que os bens públicos são ABSOLUTAMENTE IMPENHORÁVEIS. inciso I]. 87.1 – A sub-rogação: [i] . 6 – OS MEIOS EXECUTÓRIOS EMPREGADOS NA EXECUÇÃO POR QUANTIA:  6. embora os BENS DOMINIAIS possam ser ALIENADOS. será uma EXPROPRIAÇÃO. fundadas em responsabilidade civil. se o objeto for COISA. 100. A sub-rogação. incisos I e II.40 [ii] – bens de uso especial – são inalienáveis. caput. Fazenda Estadual: 40 salários mínimos {ADCT. Temos ainda os bens públicos de uso comum do povo. § 1º. a impenhorabilidade não implica a inalienabilidade do bem. art. mas impenhoráveis.259/01. art. inciso II] 21 Salários. OS MEIOS EXECUTÓRIOS o SUB-ROGAÇÃO  EXPROPRIAÇÃO  REQUSIÇÃO  PRECATÓRIO o COERÇÃO  SEQUESTRO  INTERVENÇÃO 6. portanto impenhoráveis. . vencimentos. Ou seja.são alienáveis. 87. que são inalienáveis. impenhoráveis. art. 100. do CPC]21. §§ 1º e 2º CF c/c 730. proventos. portanto. Fazenda Municipal: 30 salários mínimos [ADCT. em virtude de sentença judicial transitada em julgado. 17. § 3º CF]20. benefícios previdenciários e indenizações por morte ou por invalidez. pensões e suas complementações.

731 do CPC] [ii] . O tribunal recebe a requisição. não se tratam de precatórios. já o precatório é a mesma requisição já endereçada ao ente público. o precatório é inscrito no orçamento. e sendo o título (a dívida) reconhecido.41 Com a propositura da ação de execução. no DF e nos Estados e destes nos seus Municípios [art. Já o professor discorda.A intervenção da União nos municípios dos Territórios. 22 Parte da doutrina diz que a requisição e o precatório são a mesma coisa. Em seguida. Os precatórios que forem INSCRITOS no orçamento até o dia 1 o de julho. Resolvidos os embargos (se propostos. o juiz manda CITAR a fazenda pública para embargar. inciso I. 34. 6. depois.seqüestro da quantia [art. incisos V. que. Os precatórios de pessoas com idade superior a 60 anos. o juiz expede o documento ao tribunal ao qual ele está vinculado. § 2º da CF c/c o art. da CF]. a título de curiosidade. no orçamento do ano seguinte. serão inseridos no orçamento seguinte ao ano subseqüente. autua e. A propósito. na verdade. precatórios de alimentos e os precatórios comuns. temos as requisições de pequeno valor. Além desses. pois ela não é obrigada a embargar). serão inscritos. 100.2 – A coerção: [i] . 35. expede o chamado PRECATÓRIO22. hoje temos três ordens de precatórios. Esse ato é chamado de REQUISIÇÃO. obrigatoriamente. Para ele a requisição é expedida pelo juiz de primeiro grau. alínea “a” e VI c/c art. pois são pagos independentemente de inscrição no orçamento (são pagos no mesmo orçamento em que são constituídos). Se for após essa data. .

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7 – Sistema de apresentação da requisição ou do precatório pelo Poder Judiciário ao ente público e prazos de pagamento:

[i] a requisição de pequeno valor23 [RPV] será paga até no prazo de 60 dias, no mesmo exercício, sem necessidade de prévia inscrição orçamentária [art. 100, § 3º CF c/c art. 17 da Lei 10.259/01]. [ii] o precatório apresentado até o dia 1º de julho: será inscrito no orçamento do ano subseqüente e deve ser pago até o fim desse exercício [art. 100, § 5º da CF]; [iii] o precatório apresentado após o dia 1º de julho: será inscrito no orçamento do ano posterior ao subseqüente e deve ser pago até o fim desse exercício [art. 100, § 5º da CF]; 8 – Incidência de correção monetária e juros sobre o precatório: [i] a correção monetária [IPCA-E do IBGE] é calculada por ocasião do respectivo pagamento [art. 100, § 5º da CF]; [ii] só será cabível a incidência de juros moratórios se o precatório não for pago até o fim do exercício financeiro no qual foi inscrito [Súmula 45, TRF 1ª Região]. 9 – Cronologia do pagamento da requisição ou precatório: [i] Independente da expedição de precatório, mas apenas da requisição:  A requisição de pequeno valor – RPVs [o pagamento é efetuado no mesmo exercício independente de prévia inscrição orçamentária – art. 100, § 3º da CF]; - No caso, no prazo de 60 dias

[II] Os precatórios especiais: (A ORDEM de pagamento abaixo deve ser respeitada)   O precatório de alimentos cujo credor tenha 60 anos de idade na data da expedição do precatório ou seja portador de doença grave [art. 100, § 2º CF]; O precatório de alimentos cujo credor tenha menos de 60 anos de idade [art. 100, § 1º da CF];

[iii] Os precatórios comuns [de outra natureza ou valor – art. 100, caput, da CF]. 10 – Litisconsórcio ativo e valor da requisição ou do precatório [art. 100, §§ 1º, 2º e 3º da CF]. [i] admite-se o fracionamento correspondente a cota de cada litisconsorte [art. 257 do CC/02]; [ii] não se admite o fracionamento [art. 100, § 5º da CF]. Admite-se o Litisconsórcio Ativo. Inclusive admite-se a separação, de forma que cada um cobre a sua parcela como numa execução normal. Só não se admite é a divisão do precatório para transformar, por exemplo, o precatório comum em uma requisição de pequeno valor. Ou seja, ressaltando, admite-se o litisconsórcio ativo; admite-se que cada um tenha autonomia para propor a execução individual. Só não se admite a mudança da natureza jurídica do precatório (pois isso poderia acarretar uma burla ao sistema). 11 - A competência jurisdicional (para a execução contra a fazenda pública) 
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Prevista nas leis de organização judiciária da União, dos Estados e do DF.

Fazenda Federal: 60 salários mínimos [Lei 10.259/01, § 1º, art. 17; Fazenda Estadual: 40 salários mínimos {ADCT, art. 87, inciso I]; Fazenda Municipal: 30 salários mínimos [ADCT, art. 87, inciso II]

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A Lei de Organização Judiciária do DF, por exemplo, prevê a competência da vara de fazenda pública do DF para execução contra a fazenda pública distrital, as autarquias e suas fundações públicas.

12 – As modalidade de citação da Fazenda Pública [i] - Por mandado [art. 222, alínea “d” c/c o art. 224 do CPC] [ii]- Na pessoa do seu representante legal [art. 12, incisos I, II e VI do CPC]

A fazenda pública só pode ser citada por MANDADO JUDICIAL. Não se admite a citação da fazenda pública por, por exemplo, edital ou por hora certa, nem pelo correio. Tem que sempre por OFICIAL DE JUSTIÇA e PESSOALMENTE AO REPRESENTANTE DO ENTE PÚBLICO.

13 - Prazo para a Fazenda Pública responder: [i] execução de obrigação por quantia: ATENÇÃO! O prazo para a fazenda pública, na EXECUÇÃO POR QUANTIA, responder é de 30 DIAS. O Art. 730 do CPC ainda menciona o prazo de 10 dias, porém esse prazo foi alterado por uma Medida Provisória que até agora ainda não foi votada. Muitos Vade Mecuns só fazem a alteração depois que a medida provisória é convertida em lei. a) título judicial ou extrajudicial: 30 dias [art. 730 do CPC]. [ii] execução de obrigação de restituir coisa: a) título judicial: no prazo a ser fixado pelo juiz [461-A do CPC]; b) título extrajudicial: 10 dias [art. 621 do CPC]. [iii] execução de obrigação de fazer e não fazer: a) título judicial: no prazo a ser fixado pelo juiz [art. 632 c/c 461 do CPC]; b) título extrajudicial: no prazo a ser fixado pelo juiz [art. 632 do CPC]. Na EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA ou na EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E NÃO FAZER as regras são as mesmas da EXECUÇÃO CONTRA O PARTICULAR (Conforme já vimos). Portanto, os prazos sãos os mesmos que estão previstos para o particular, sem qualquer alteração. Ou seja, se o título for EXTRAJUDICIAL, o prazo de resposta será de 10 DIAS (Art. 621 do CPC). Já se o título for JUDICIAL, a lei manda que o juiz fixe esse prazo. Isso tanto na obrigação para entrega de coisa quanto na obrigação de fazer e não fazer. 14 - Modalidades de respostas da Fazenda Pública: [i] – Efetuar de imediato [até 60 dias] o pagamento da requisição de pequeno valor [art. 100, § 3º; art. 87 ADCT]; [ii] – Oferecer exceção de pré-executividade [objeção ou embargos de pré-executividade] [iii] – Propor a ação de embargos à execução [art. 741 do CPC, se o título for judicial; art. 745 do CPC, se o título for extrajudicial].

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[iv] – Oferecer impugnação por meio de petição interlocutória. (Isso no caso de Título JUDICIAL, no caso da obrigação de fazer e não fazer ou de entrega de coisa) A fazenda pública pode pedir o juiz que requisite a efetuação do pagamento. Se a fazenda pública reconhece a existência do título (se não há o que embargar), nada impede que ela peça ao juiz para requisitar o pagamento. Isso pode ser para requisição de pequeno valor, pode ser para pessoas maiores que 60 anos, pode ser para precatórios de alimentos, precatórios comuns, etc. Acompanhe acima as demais modalidades. 15 – Embargos à execução contra a Fazenda Pública: Quanto aos embargos à execução contra a fazenda pública, embora os estudaremos em um tópico próprio, já mencionamos que o prazo para a propositura é de 30 DIAS e, na execução para entrega de coisa ou na obrigação de fazer e não fazer, esse prazo será COMUM DE 15 DIAS. No caso a execução CONTRA A FAZENDA PÚBLICA, os embargos SEMPRE suspenderão a execução, ao contrário dos embargos contra o particular que, como regra geral, não suspendem a execução (Ou seja, a suspensão da execução é uma exceção). Na execução contra a fazenda pública os embargos são sempre recebidos COM EFEITOS SUSPENSIVO, ou seja, paralisam a execução e esta só volta a tramitar depois de transitado em julgado a ação de embargos [i] Prazos para propositura: a) execução por quantia embasada em título judicial ou extrajudicial: 30 dias contados da data da juntada do mandado citatório [art. 730, com a redação dada pela MP 2.180-35 de 24 de agosto de 2001]; b) execução para entrega de coisa e fazer e não fazer lastreada em título judicial ou extrajudicial: 15 dias contados da data da juntada do mandado citatório [art. 738 do CPC]. [ii] Efeitos: suspendem o curso da ação de execução, se recebidos [art. 730 do CPC]; [ii] Matérias argüíveis: a) título judicial: SOMENTE aquelas previstas no art. 741 do CPC; b) título extrajudicial: as previstas no art. 745 do CPC (. Se o título for JUDICIAL, ele já foi objeto de uma ação de conhecimento, então, normalmente só se discutem as questões após o trânsito em julgado. Já se for um título EXTRAJUDICIAL, então, se admite a discussão de TODA e qualquer matéria que seria lícita no âmbito da ação de conhecimento. [iii] Reexame necessário: A sentença que rejeita [não recebe ou julga improcedente] os Embargos à Execução de título judicial, oposto pela Fazenda Pública, não está sujeita ao reexame necessário, entendimento este compatível com a regra do CPC, Art. 520, V, que impõe o recebimento da apelação apenas no efeito devolutivo. Se a sentença for condenatória contra a fazenda pública, e com valor superior a 60 salários mínimos, essa sentença só produz efeitos quando reexaminadas pelo tribunal. É o chamado reexame necessário. Porém, na EXECUÇÃO, ainda que a ação de embargos tenha julgado improcedente os embargos da fazenda pública, isso NÃO acarreta o reexame necessário. 16. Seqüestro da quantia: [i] - Cabimento da medida

o ente público não obedece a ordem cronológica de pagamento). 225.035. 2.602-2/4. 22. Boletim AASPn.23596-0/MG. em virtude de sentença judiciária. [ii] cabível a execução provisória iniciadas antes da promulgação da EC 30/2000 [STJ. com a mudança no Art. 18 – Parcelamento do pagamento do precatório: 24 TJESP. 1ª e 2ª Turmas] É um tema polêmico. Superior Tribunal de Justiça. Somente se aplica em duas situações: a) Quando há preterição no pagamento (ou seja. 100.2/9-01. 100. 4º Vice Presidente do TJ – Sérgio Augusto Nigro Conceição. 20. No passado era admitida (até a emenda nr. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal.96.5. Juiz Gomes da Silva. e TRF-1ª Região. .98. rel. 30 de 2000). rel. Art. 9ª Câmara. Recurso Especial n. Celso Bonilha.Competência para determinar o seqüestro: é do PRESIDENTE DO TRIBUNAL [iii] .Legitimidade ativa: É da pessoa que foi preterida ou não teve seu crédito inscrito no orçamento [iv] . De 2000 para cá. 89. TJESP. a inscrição do precatório no orçamento). Min. [ii] .94. Distrital e Municipais.0025936-4) j. j. 4ª T. Neste dois casos caberá o SEQUESTRO DA QUANTIA correspondente.. far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos. § 6º da CF] b) não alocação orçamentária do necessário à satisfação do débito [art.4. a execução provisória contra a fazenda pública NÃO é mais admitida. 20.12 a 4.01. Trata-se de uma medida excepcional.45 a) preterição ao direito de precedência [art. 491/SP (96. 100 da CF. Medida Cautelar n.9. § 6º do CPC]. 100. de 29. Demócrito Reinaldo. j.95. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62.1. Apelação Cível n. de 2009).061. AI n. proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. b) Quando a autoridade pública deixa de alocar no orçamento do ente público o valor do precatório (Ou seja. 248. Estaduais. 17 – Execução provisória contra a Fazenda Pública: [I] NÃO CABE EXECUÇÃO PROVISÓRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA [EXIGE O TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA JUDICIAL OU NO CASO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL]24.Objeto do seqüestro: É a quantia preterida ou a quantia que não foi inscrita no orçamento.Legitimidade passiva: É na conta da fazenda pública [v] .

de 26. em que será requerida a citação do ente público.PROCEDIMENTO DO MEIO SUB-ROGAÇÃO: EXECUÇÃO POR QUANTIA Passo1: a ação de execução deverá ser proposta por meio de petição escrita. 97. ATENÇÃO! Sendo a devedor a fazenda pública. o juiz suspende o curso da ação de execução e determina a “intimação26” do embargado para impugná-los. § 8º. da ADCT]. no prazo de trinta [30] dias. haverá a ação de execução tanto para títulos JUDICIAIS quanto para títulos EXTRAJUDICIAIS. o Art. 25 MP 2102-27. inciso III. [ii] em dez anos os precatórios pendentes de pagamento no dia 13 de setembro de 2000. a emenda no 30 de 2000 passou esse prazo para 10 anos. os previstos no art. na pessoa do seu representante legal. na forma estabelecida em lei [art. § 8º das ADCT]: [i] por meio de leilão [art. estendeu esse prazo para 15 anos. os de natureza alimentícia. uma vez recebidos. [iii] em quinze anos os débitos das Fazendas Públicas dos Estados. mediante a fixação prévia dos honorários de sucumbência [art. ressalvado os créditos de natureza alimentar. 97.01. ressalvados os de pequeno valor. II . determinará a citação da pessoa jurídica de direito público para oferecer embargos do executado no prazo de trinta [30] dias25. E a emenda no 62. é o procedimento da execução contra a fazenda pública. Esse. . Vejamos os passos apresentados a seguir para cada um dos meios. ADCT] [ii] por acordo diretamente com o credor. mediante a vinculação de percentual da corrente líquida anual [EC 62/2009]. então. Passo3: caso a Fazenda Pública ofereça os embargos do executado. inciso I. § 8º.46 [i] em oito anos os precatórios pendentes de pagamento na data da promulgação de 1988 [ADCT. 282 614 e 615 do CPC. 19 – Outras formas de pagamento de precatório – até 50% [art. de 2009. 97. Então. com os requisitos dos arts. Quanto ao parcelamento da dívida. contados da data da juntada do mandado de citação aos autos da ação de execução.33]. art. 33 da ADCT previa a possibilidade de parcelamento. Distrito Federal e Municípios. 20 § 4º do CPC]. Passo2: se recebida.2000. 26 Vale como citação. 33 da ADCT e os que já tiverem os recursos liberados ou depositados em juízo [EC 30/2000].

267. em petição escrita com os requisitos dos arts. Passo2: A Fazenda Pública será ouvida no prazo de cinco [5] dias [art. bem como não essa sentença sujeita ao duplo grau de jurisdição [art. III . Passo9: o precatório será encaminhado pelo presidente do Tribunal à autoridade competente para incluí-lo no orçamento da executada do ano subseqüente. . pois eventual recurso não tem efeito suspensivo.PROCEDIMENTO DO MEIO COERÇÃO: O SEQUESTRO Passo1: O exeqüente requererá o seqüestro da quantia ao Presidente do Tribunal que expediu o precatório. as partes se manifestaram em alegações finais orais ou por meio de memoriais. o juiz da execução requisitará o valor do crédito por intermédio do Presidente do Tribunal. Passo7: se julgados improcedentes os embargos. Passo6: se procedentes os embargos o juiz decreta a extinção do processo de execução. total ou parcialmente. 730. caso a apresentação ocorra até o dia 1º do julho do ano antecedente [art.47 Passo4: em seguida o juiz designa data para a realização da audiência de instrução e julgamento. inciso IV do CPC]. de imediato prossegue-se na ação de execução na medida da decisão de improcedência. 282 e 283 do CPC. do CPC]. 730. o Ministério Público será ouvido no prazo de dez [10] dias. Passo10: o pagamento será efetuado de acordo com a ordem de apresentação do precatório e de acordo com a sua natureza [art. quando então o juiz proferirá sentença em audiência ou no prazo de dez [10] dias. salvo se a matéria for apenas de direito. 185 do CPC]. inciso V. Passo11: havendo preterição na ordem cronológica do pagamento ou não alocação dos recursos orçamentários. inciso I. o preterido poderá pedir o seqüestro da quantia relativa ao seu crédito [art. Passo8: então. 520. 731 do CPC]. Passo3: Com ou sem a manifestação da Fazenda Pública. caso em que proferirá sentença em dez [10] dias. inciso II. ou sendo de fato e direito não haja necessidade da produção de provas em audiência. do CPC]. do CPC]. Passo5: finda a instrução. ante a incompatibilidade de sua sobrevivência [art.

1. a execução de alimentos poderá se dar por penhora ou com prisão suscetível de penhora. guarda e educação dos filhos. pois a obrigação é essencialmente entre os progenitores e a prole.566. Passo3: executado seqüestro e satisfeito o exeqüente extingue-se o incidente processual e a ação de execução. IV – sustento. DIREITO PROCESSUAL CIVIL – EXECUÇÃO E CAUTELAR PROFESSOR VETUVAL VASCONCELOS Aula 21 – 21/10/2010 TÍTULO L EXECUÇÃO POR QUANTIA DE PRESTAÇÃO ALIMENTÍCIA Na verdade. A diferença está primordialmente quando a execução se der com prisão civil. não há que se falar em reciprocidade. cujos atos executórios serão cometidos ao juiz da ação de execução em 1º grau [art. Só há que se falar em cumprimento de sentença se a prestação alimentícia decorrer de ato ilícito ou por acordo. I – CLASSIFICAÇÃO DA PRESTAÇÃO ALIMENTÍCIA 1 – Quanto à origem ou fonte: 1. 1566. Outra diferença é que o procedimento será sempre de execução.. .48 Passo4: Se julgado procedente o pedido. o Presidente do Tribunal autorizará a medida. 100. § 6º da CRFB]. A execução de prestação alimentícia por penhora segue o mesmo procedimento que adotado na execução contra particular. inciso IV. Neste caso. do CC/02]..1 – Em decorrência do poder familiar: obrigação dos pais em relação aos filhos menores de 18 anos [art. seja o título judicial ou extrajudicial. São deveres de ambos os cônjuges: . Art.

e de guarda. no âmbito da assistência social.724.. Art. § 2º Os alimentos serão apenas os indispensáveis à subsistência. 1694 do CC/02 e arts. As transações relativas a alimentos poderão ser celebradas perante o Promotor de Justiça.741/03 – Lei do idoso]. Nesse caso. 11-14 da Lei 10. Podem os parentes. 2º. já há a reciprocidade dos parentes entre si. 1. Art. todos do CC/02. na ausência de ascendentes. respeito e assistência.2 – Em decorrência do parentesco: obrigação recíproca entre pai e filho e extensiva a todos os ascendentes. 1. 1566 inciso III. Art. A obrigação alimentar é solidária. Se o idoso ou seus familiares não possuírem condições econômicas de prover o seu sustento.724. 11. § 1º Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. obrigam-se os descendentes na ordem sucessória e na ausência destes os irmãos [art.. inclusive para atender às necessidades de sua educação. As relações pessoais entre os companheiros obedecerão aos deveres de lealdade. podendo o idoso optar entre os prestadores. 1. 1. Art. 14. incluindo os pais e respectivos filhos maiores de 18 anos. quando a situação de necessidade resultar de culpa de quem os pleiteia.3 – Em decorrência do casamento. inciso II c/c o art. São deveres de ambos os cônjuges: . Art. 13. Os alimentos serão prestados ao idoso na forma da lei civil. que as referendará. Art.694. os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social. 12. art. e passarão a ter efeito de título executivo extrajudicial nos termos da lei processual civil. Art. art. impõe-se ao Poder Público esse provimento. III – mútua assistência.566. 7º da Lei 9.49 1. da união estável ou convivência: recíproca entre marido e mulher ou entre conviventes varão e virago [art. sustento e educação dos filhos.278/96]. 1. .

7º Dissolvida a união estável por rescisão.. a indenização. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão. art. . poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez. a assistência material prevista nesta Lei será prestada por um dos conviventes ao que dela necessitar. além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença. O prejudicado. se preferir. sem excluir outras reparações: .. 950. Parágrafo único.. enquanto viver ou não constituir nova união ou casamento. No caso de homicídio. 646 c/c 475-Q do CPC]. incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou. 2º São direitos e deveres iguais dos conviventes: . 1. Aquele que. levando-se em conta a duração provável da vida da vítima. a título de alimentos. a indenização consiste. 948. ainda que exclusivamente moral. Parágrafo único. o sobrevivente terá direito real de habitação. por ação ou omissão voluntária. Art. 186. Art.50 Art.4 – Indenizatórios ou indenizativos: decorrentes de indenização pela prática de atos ilícitos [art. relativamente ao imóvel destinado à residência da família. Art. II – assistência moral e material recíproca.. violar direito e causar dano a outrem. comete ato ilícito. Dissolvida a união estável por morte de um dos conviventes. Art. ou se lhe diminua a capacidade de trabalho. II – na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia. negligência ou imprudência. 186 c/c 948 inciso II e 950 do CC/02. ou da depreciação que ele sofreu.

se ele for menor. 538 do CC/02]. 1857 c/c art. portanto. por liberalidade.920. enquanto o legatário viver. Toda pessoa capaz pode dispor. para depois de sua morte. todos do CC/02]. 1695 do CC/02: . O legado de alimentos abrange o sustento. o juiz. Art. 646. Quanto a esse tipo.1 – Para atender as necessidades naturais [necessarium vitae]: são os alimentos destinados atender ao mero sustento da vida. 538. da totalidade dos seus bens.5. não sendo aplicável. Art. transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. Art. 1.1 – Alimentos voluntários inter vivos: contrato de doação de alimentos [art. cuja renda assegure o pagamento do valor mensal da pensão. 2 – Quanto à natureza: 2. Considera-se doação o contrato em que uma pessoa. A execução por quantia certa tem por objeto expropriar bens do devedor. 475-Q. 1. a cura. além da educação. por testamento. Art. quanto a esta parte.857. o vestuário e a casa. 1. 1. a ressalva do art.5. Quando a indenização por ato ilícito incluir prestação de alimentos. poderá ordenar ao devedor constituição de capital.2 – Alimentos voluntários causa mortis: legado de alimentos por meio de testamento [art. 1920. a fim de satisfazer o direito do credor (artigo 591).51 Art. não cabe alegação de impossibilidade de prestação. ou de parte deles.5 – Por ato voluntário do alimentante: 1.

pelo seu trabalho. 3 – Quanto à tutela jurídico-processual: A classificação abaixo é importante. que fixa os alimentos provisionais.2 – Atendimento às necessidades intelectuais. 1. 2. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes. a requerimento da parte. . 273. Art. 2. e aquele. 2. em três dias. total ou parcialmente. Na execução de sentença ou de decisão. provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo. Esses são os futuros alimentos definitivos. 3. à própria mantença. antecipar.2. 273. pois determina o procedimento executório a ser utilizado em cada caso. desde que. Nos casos abaixo. aplica-se o artigo 1695 do CC/02. O juiz poderá. 733-735 do CPC c/c o art. sem desfalque do necessário ao seu sustento. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial.2.2 – Para atender as necessidades sociais ou civis [necessarium personae]. Art. se convença da verossimilhança da alegação e: I – haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação.695.478/68]. existindo prova inequívoca.52 Art. efetuar o pagamento.Atendimento às necessidades morais. de quem se reclamam. ou II – fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu. transcrito acima. nem pode prover. 4º da 5. o juiz mandará citar o devedor para. 733. pode fornecê-los.1 .1 – Alimentos provisórios [Tutela de mérito antecipada – arts.

casado pelo regime da comunhão universal de bens. nem se escusar. de que constarão os nomes do credor.2 – Alimentos provisionais [tutela cautelar . pode o credor promover a execução da sentença.art. salvo se o credor expressamente declarar que deles não necessita. o juiz suspenderá o cumprimento da ordem de prisão. parte da renda líquida dos bens comuns. do devedor. 852. desde o despacho da petição inicial. mensalmente. 3. 852. bem como empregado sujeito à legislação do trabalho. desde que estejam separados os cônjuges. Parágrafo único. do CPC c/c o art.53 § 1º Se o devedor não pagar.478/68. Art. Parágrafo único. administrados pelo devedor. 735. Esse tipo possui vigência limitada no tempo. o juiz determinará igualmente que seja entregue ao credor. É lícito pedir alimentos provisionais: I – nas ações de desquite e de anulação de casamento. 734. inciso I. o juiz mandará descontar em folha de pagamento a importância da prestação alimentícia. Art. Se se tratar de alimentos provisórios pedidos pelo cônjuge. . a importância da prestação e o tempo de sua duração. Quando o devedor for funcionário público. observando-se o procedimento estabelecido no Capítulo IV deste Título. 4º da Lei 5. A comunicação será feita à autoridade. à empresa ou ao empregador por ofício. militar. o juiz decretar-lheá a prisão pelo prazo de um a três meses. II – nas ações de alimentos. Se o devedor não pagar os alimentos provisionais a que foi condenado. retrotranscrito]. § 2º O cumprimento da pena não exime o devedor do pagamento das prestações vencidas e vincendas. § 3º Paga a prestação alimentícia. o juiz fixará desde logo alimentos provisórios a serem pagos pelo devedor. Art. Art. 4º Ao despachar o pedido. diretor ou gerente de empresa.

Parágrafo único. . A comunicação será feita à autoridade. 3.. que condena ao pagamento de prestação alimentícia. bem como empregado sujeito à legislação do trabalho. do CPC c/c o art. este último. Recaindo a penhora em dinheiro. Acontece. à empresa ou ao empregador por ofício. além do que necessitar para sustento. Parágrafo único. o juiz mandará descontar em folha de pagamento a importância da prestação alimentícia.478/68]: Art. a prestação alimentícia devida ao requerente abrange. a importância da prestação e o tempo de sua duração. 16. de que constarão os nomes do credor. Art. Quando o devedor for funcionário público. habitação e vestuário. por exemplo.1 – pretéritos: são exigíveis desde data anterior ao momento da determinação. diretor ou gerente de empresa. 4 – Quanto ao momento da determinação: 4. militar. 732.3 – Alimentos definitivos [Tutela definitiva . A execução de sentença. retrotranscrito. .54 III – nos demais casos expressos em lei. o oferecimento de embargos não obsta a que o exeqüente levante mensalmente a importância da prestação. quando o juiz determina que a prestação de alimentos seja feita desde a citação. do devedor. No caso previsto no nº I deste artigo. 16 da Lei 5. Art.. far-se-á conforme o disposto no Capítulo IV deste Título. Na execução da sentença ou do acordo nas ações de alimentos será observado o disposto no artigo 734 e seu parágrafo único do Código de Processo Civil. 734. Parágrafo único. as despesas para custear a demanda.art. 732-733.

poderão ser as prestações cobradas de aluguéis de prédios ou de quaisquer . 5. de aluguéis ou de quaisquer outras rendas do devedor [arts. Art. 6. 16.2 – título executivo extrajudicial [testamento. Trata-se de meio executório bastante utilizado. etc].1 – prestação pecuniária (em dinheiro). 6.1 – penhora mediante desconto em folha de salário. retrotranscrito. etc]. e.1. após o trânsito em julgado. Quando não for possível a efetivação executiva da sentença ou do acordo mediante desconto em folha.2 – presentes ou atuais: são exigíveis desde o momento da determinação. II – OS MEIOS EXECUTÓRIOS 1 – Sub-rogação por meio da expropriação: 1. do CPC].1 – decisão interlocutória civil condenatória [tutela antecipada]. 5 – Quanto ao objeto da prestação: 5.3 – futuros: são exigíveis a partir de data determinada [p. e 17 da Lei 5. retrotranscrito.55 4.2 – sentença ou acórdão civil condenatória. 734.478/68 c/c o art. 4.1.1 – título executivo judicial: 6. acordo.2 – prestação in natura (gêneros alimentícios): 6 – Quanto ao título: 6. 17.

Súmula 309. sucedida da adjudicação. 2 – Sub-rogação por coerção pessoal: 2. não for possível a satisfação do débito. 18. § 2º Da decisão que decretar a prisão do devedor.3 – penhora de outros bens.478/68 c/c os arts. 733 e 735 do Código de Processo Civil. Súmula 309 do STJ.1 – prisão civil de até sessenta dias – alimentos definitivos . inclusive a decretação de prisão do devedor até sessenta dias.2 – penhora em dinheiro: 1.478/68. 19. vincendas ou vencidas e não pagas. todos do CPC]: Art. 18 da Lei 5.art. caberá agravo de instrumento. para instrução da causa ou na execução da sentença ou do acordo. poderá o credor requerer a execução da sentença na forma dos artigos 732. que serão recebidos diretamente pelo alimentando ou por depositário nomeado pelo juiz. 1. Se. . 652-724 (olhar CPC) e 732.56 outros rendimentos do devedor. retrotranscrito. poderá tomar todas as providências necessárias para seu esclarecimento ou para o cumprimento do julgado ou do acordo. O juiz. § 1º O cumprimento integral da pena de prisão não eximirá o devedor do pagamento das prestações alimentícias. Art. § 3º A interposição do agravo não suspende a execução da ordem de prisão. 19 da Lei 5. ainda assim. O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que compreende as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo. da alienação particular ou pública ou usufruto de bens [art.

§ 2º O juiz poderá substituir a constituição do capital pela inclusão do beneficiário da prestação em folha de pagamento de entidade de direito público ou de empresa de direito privado de .1 – prisão civil de um a três meses – alimentos provisórios e provisionais – art. fiança bancária ou garantia real [art. deverá propor duas execuções: da sétima até a primeira prestação proporá execução com penhora e da oitava até a décima. quando o juiz determina que o alimentante destine a renda de aluguel de imóvel que possua para cumprir sua obrigação com o alimentado Art... 2.1 – constituição de renda sobre bens imóveis. Pode acontecer. Quando a indenização por ato ilícito incluir prestação de alimentos. 3. representado por imóveis. digamos que há 10 prestações de alimentos vencidas. títulos da dívida pública ou aplicações financeiras [art. cuja renda assegure o pagamento do valor mensal da pensão. 475-Q. isto é.2 – inclusão do beneficiário em folha de pagamento. 475-Q. Destaca-se ainda que só pode haver uma única prisão para cada prestação. 475-Q. retrotranscritos. títulos da dívida pública ou aplicações financeiras em banco oficial. § 1º.57 O entendimento do STJ é que as prestações anteriores às três últimas perdem a qualidade de alimento e tornam-se dívidas de valor. por exemplo. poderá ordenar ao devedor constituição de capital. não poderá o devedor ser preso mais de uma vez em razão de uma mesma prestação inadimplida. Se o credor deseja pedir a prisão do devedor. o juiz. cuja renda assegure o pagamento do valor mensal da pensão. quanto a esta parte. Para exemplificar. do CPC: 3 – Providências acerca da execução de alimentos decorrentes de ato ilícito: 3. 475-Q “caput” c/c o § 1º do CPC]. proporá a prisão do devedor caso este não quite a dívida em três dias. § 2º do CPC]: Art. 733. . para as quais não seria cabível a prisão civil. poderá ordenar ao devedor constituição de capital. Quando a indenização por ato ilícito incluir prestação de alimentos. quanto a esta parte. será inalienável e impenhorável enquanto durar a obrigação do devedor. § 1º Este capital. o juiz.

18.2. menciona-se “execução de sentença ou decisão” o que nos remete a títulos judiciais. casamento ou união estável.1. retrotranscritos. do CPC.1 – alimentos definitivos: prisão civil de até sessenta [60] dias [art.1 – por meio de penhora mediante desconto: segue-se o procedimento previsto nos arts. 2 .478/68]. retrotranscritos.Alimentos decorrentes do ato ilícito: 2. § 1º. retrotranscrito. 16 e 17.1 – Sub-rogação por expropriação: 1. por fiança bancária ou garantia real. do CPC]. do CPC. conforme o artigo 733. III – OS PROCEDIMENTOS DE EXECUTÓRIOS 1 – Procedimento da execução de alimentos decorrentes do poder familiar. da prática de ato ilícito e os prestados voluntariamente. 732-735.2 – Coerção pessoal: prisão civil. da Lei 5. salvo no caso de execução de alimentos decorrentes de acordo extrajudiciais.2 – por meio de penhora de dinheiro ou de outros bens: segue-se o procedimento previsto no art.58 notória capacidade econômica. somente: 1. 475-Q.2 – alimentos provisórios ou provisionais: de um a três meses [art. 646-724 (Ação de execução) c/c o art.478/68 c/c os arts. retrotranscrito. instituídos por sentença judicial ou acordo extrajudicial [arts. ou. 1. retrotranscrito. Isso porque. do CPC. 733. . retrotranscritos. todos do CPC. 732 e 735. em valor a ser arbitrado de imediato pelo juiz. 2.1 – Título judicial: aplica-se o procedimento previsto nos arts. 475-J ao 475-R (Cumprimento de sentença).1.2. do CPC]: 1. todos do CPC. 19. a requerimento do devedor. da Lei 5. retrotranscrito.478/68 c/c o art. 1. da Lei 5. 1. retrotranscritos. parentesco. 734.2 – Título extrajudicial: aplica-se o procedimento previsto nos arts.

profissão. § 2º O cumprimento da pena não exime o devedor do pagamento das prestações vencidas e vincendas. o juiz suspenderá o cumprimento da ordem de prisão. 282. 733.art. prenomes. para que este no prazo de três [3] dias.59 3 – Alimentos decorrentes de acordo ou ato voluntário: 3. provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo. ao mesmo tempo. mediante a exposição da causa de pedir. 282. 733 “caput” do CPC]. nem se escusar. III – o fato e os fundamentos jurídicos do pedido. IV – o pedido. prove que o fez ou justifique a impossibilidade de efetuá-lo [art. a que é dirigida. que fixa os alimentos provisionais. pedirá a citação do executado. por meio de petição escrita. Passo 1: O exeqüente. 646-724 c/c o art. efetuar o pagamento. estado civil. § 3º Paga a prestação alimentícia. Na execução de sentença ou de decisão. 4 – Procedimento da execução de alimentos provisórios e provisionais [título judicial . o juiz mandará citar o devedor para. devendo escolher entre um deles: Art. A petição inicial indicará: I – o juiz ou tribunal. com as suas especificações. II – os nomes. todos do CPC. efetue o pagamento. 475-Q. Não poderá o credor pedir. em três dias. domicílio e residência do autor e do réu. 614 e 615 do CPC. contendo os requisitos dos art. .1 – Título extrajudicial: aplica-se o procedimento previsto nos arts. 733 do CPC]: Art. V – o valor da causa. § 1º Se o devedor não pagar. o juiz decretar-lheá a prisão pelo prazo de um a três meses. a penhora e a prisão do devedor.

se o executado não for obrigado a satisfazer a sua prestação senão mediante a contraprestação do credor. Passo 2: efetuado o pagamento ou comprovado o pagamento. 614. IV – provar que adimpliu a contraprestação. extingue-se o processo de execução [art. III– com a prova de que se verificou a condição. Cumpre ainda ao credor: I – indicar a espécie de execução que prefere. II – com o demonstrativo do débito atualizado até a data da propositura da ação. pedir a citação do devedor e instruir a petição inicial: I – com o título executivo extrajudicial. III – pleitear medidas acautelatórias urgentes. ou anticrético. quando por mais de um modo pode ser efetuada. que lhe corresponde. 794 inciso I do CPC]: Art. 794. . ao requerer a execução. ou ocorreu o termo (artigo 572). anticrese ou usufruto. hipotecário. ou usufrutuário. Art. Cumpre ao credor. hipoteca.60 VI – as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados. II – requerer a intimação do credor pignoratício. quando a penhora recair sobre bens gravados por penhor. podendo ser designada audiência especial de justificativa. ou que lhe assegura o cumprimento. dar-se-á início a um incidente de natureza cognitiva em que será permitido o executado requerer a produção de provas. Extingue-se a execução quando: I – o devedor satisfaz a obrigação. Passo 3: argüida a impossibilidade de fazê-lo. quando se tratar de execução por quantia certa. 615. Art. VII – o requerimento para a citação do réu.

retrotranscrito. O devedor que não concordar com o valor da prestação deverá propor uma ação revisional.478/68 c/c o art. todos do CPC: Art. 475-O. Art. por meio de penhora [art. da Lei 5. 732. A execução de sentença. Recaindo a penhora em dinheiro. § 1º. A execução por quantia certa tem por objeto expropriar bens do devedor. até o limite de 60 salários mínimos. o CPC prevê. 734. O executado será citado para. da Lei 5. § 2º. 646. inciso I. 652. no prazo de 3 (três) dias. far-se-á conforme o disposto no Capítulo IV deste Título. 646. retrotranscrito. independemente da prestação de caução pelo credor-exequente [art. a aplicação do procedimento contra devedor solvente. o oferecimento de embargos não obsta a que o exeqüente levante mensalmente a importância da prestação. 16 e 17. o juiz resolverá quanto ao valor dos alimentos provisórios ou provisionais. esteja embargada ou não a execução. 652. 735. do CPC]. da Lei 5. Parágrafo único. seja a execução definitiva ou provisória. 5 .478/68 c/c o art. . efetuar o pagamento da dívida. do CPC]. para a execução de alimentos. primeiramente. retrotranscritos. por título judicial ou extrajudicial. do CPC]. por fim. e. prosseguindo-se na execução por meio do desconto [arts. Art. retrotranscrito. 733.1 – a verba alimentícia poderá ser levantada periodicamente pelo exeqüente.Levantamento do valor da prestação alimentícia: 5. que condena ao pagamento de prestação alimentícia. do CPC]. 18. da prisão civil de um [1] a três [3] meses [art. a fim de satisfazer o direito do credor (artigo 591). 18. É importante destacar que. retrotranscritos. retrotranscrito.478/68 c/c o art.61 Passo 4: Finda essa instrução. * No caso de execução de alimentos definitivos deve-se observar o disposto nos artigos 732.

. o exeqüente demonstrar situação de necessidade. provisórios ou provisionais. § 2º A caução a que se refere o inciso III do caput deste artigo poderá ser dispensada: I – quando. . retrotranscritos. 475-O.2 – quando vencido o respectivo prazo.1 – de até 60 dias. observadas as seguintes normas: .Cabimento: por opção e requerimento do exeqüente (não poderá o juiz fazê-lo ex officio). A execução provisória da sentença far-se-á. 733. da Lei 5. da Lei 5. no caso de alimentos provisórios ou provisionais [art. considerada a data da propositura da ação de execução. ressalvados os alimentos fixados por acordo extrajudicial. do mesmo modo que a definitiva.478/68 c/c o art. nos casos de crédito de natureza alimentar ou decorrente de ato ilícito..2 . até o limite de sessenta vezes o valor do salário-mínimo. do CPC]. do CPC] 3 . 2 . § 1º. os decorrentes da prática de ato ilícito e os voluntários [art. relativos à inadimplência das três últimas prestações. 2. 733. 19.478/68]. na execução de prestação de alimentos definitivos. no que couber. 3.Prazos: 2.de um [1] a três [3] meses.62 Art. podendo este ser prorrogado até o máximo de sessenta [60] dias ou de três [3] meses. IV – DA PRISÃO CIVIL DO EXECUTADO 1 . § 1º.1 – quando sobrevier o pagamento das três últimas prestações. retrotranscrito. retrotranscrito. retrotranscrito.Revogação da prisão: 3. conforme o caso. As demais parcelas só poderão ser executadas via penhora. 19. no caso de alimentos definitivos [art.

por exemplo. VI – na ação de alimentos.2 – habeas corpus [arts.63 4 . pedidas pelo autor.. 522-529 do CPC]: quando se pretende discutir os fundamentos de mérito da prisão civil. No caso de o devedor pleitear uma diminuição de R$ 200. 4. 2 . 259. O valor da causa constará sempre da petição inicial e será: I – na ação de cobrança de dívida. * No caso de o devedor pleitear a redução do valor da prestação (ação desconstitutiva) o valor da causa será a diferença proposta multiplicada por 12 (art. quando o juiz que determinou a prisão era incompetente. VI. V – O VALOR DA CAUSA 1 .400. o valor da causa será de R$ 2. . pois o valor da causa com conteúdo econômico será sempre aquele que representa a demanda. do CPC). 259 inciso VI do CPC]: Art.00.Na ação de conhecimento condenatória: doze vezes o valor da prestação mensal [art. O valor da causa constará sempre da petição inicial e será: . 259. Acontece. 259. 647-667 do CPP]: quando se pretende discutir os aspectos formais da prisão. que a dívida não se refere à prestação dos últimos três meses..00 na prestação. 259. a soma de doze prestações mensais. a soma do principal. Poderá o devedor argüir. por exemplo. por exemplo. da pena e dos juros vencidos até a propositura da ação. inciso I.Na ação de execução da prestação de alimentos: a soma das prestações vencidas até a data da propositura da ação de execução [art.1 – agravo de instrumento [art.Recursos contra a decisão que decreta a prisão civil: 4. do CPC]: Art.

constante de título executivo extrajudicial. Art. Art. em vez de entregá-la. se deteriorou. quando esta não lhe for entregue. quando quiser opor embargos. seguro o juízo (art. Não sendo a coisa entregue ou depositada. lavrar-se-á o respectivo termo e dar-se-á por finda a execução. o exeqüente não poderá levantá-la antes do julgamento dos embargos. ficando o respectivo valor sujeito a alteração. II). 625. O credor tem direito a receber. salvo se esta tiver de prosseguir para o pagamento de frutos ou ressarcimento de prejuízos. será citado para. expedir-se-á. 622. 737. Já a obrigação de entrega de coisa também envolve a restituição de coisa. Alienada a coisa quando já litigiosa. conforme se tratar de imóvel ou de móvel. 624. apresentar embargos. Depositada a coisa. 621. Art. Art. que somente será ouvido depois de depositá-la. 623. em favor do credor. não for encontrada ou não for reclamada do poder do terceiro adquirente. 626. Art. além de perdas e danos. Já vimos que a obrigação de dar pecúnia tem um procedimento especial. o valor da coisa. . poderá fixar multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação. nem admitidos embargos suspensivos da execução. Art. satisfazer a obrigação ou. mandado de imissão na posse ou de busca e apreensão. 627. Art. Se o executado entregar a coisa. Parágrafo único.64 DIREITO PROCESSUAL CIVIL – EXECUÇÃO E CAUTELAR PROFESSOR VETUVAL VASCONCELOS Aula 22 – 22/10/2010 TÍTULO N EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE ENTREGA DE COISA O Novo Código Civil trata da obrigação de dar (pecúnia e coisa) e de fazer e não fazer. O juiz. dentro de dez dias. O devedor de obrigação de entrega de coisa certa. ao despachar a inicial. O devedor poderá depositar a coisa. expedir-se-á mandado contra o terceiro adquirente. caso se revele insuficiente ou excessivo.

628. Art. cabendo ao credor a especificação da coisa. pois a coisa incerta deverá ser individualizada antes de se proceder (629-631 do CPC) à execução. Art. caberá ao credor fazê-lo. e o juiz decidirá de plano. Se houver saldo em favor do devedor.1 – de coisa certa [arts.2 – de coisa incerta [arts. 243-246 do CC/02]: em um contrato. por exemplo).1 – de obrigação de dar ou restituir coisa: a obrigação de dar ocorre quando o credor não era proprietário da coisa. Art. este poderá cobrá-lo nos autos do mesmo processo. as partes podem se referir à coisa apenas pela quantidade e gênero. do CPC. se houver saldo em favor do credor. Aplicar-se-á à execução para entrega de coisa incerta o estatuído na seção anterior. o credor o depositará ao requerer a entrega da coisa. mas se essa couber ao credor. se lhe couber a escolha. a liquidação prévia é obrigatória. De outro lado. este será citado para individualizá-la e entregá-la no prazo de dez dias. ele terá que individualizá-la na petição inicial. 629. 630. requerendo ao devedor sua entrega no prazo de dez dias.1. Neste segundo caso. 1. porém a posse dessa coisa foi cedida a outrem (locação ou empréstimo. 233-242 do CC/02]: a execução propriamente dita só poderá recair sobre coisa certa. podendo as demais especificações ser definidas no momento do cumprimento do contrato. ou sendo impossível a sua avaliação. de cujo poder ela houver sido tirada.1. Segundo os artigos 629 e seguintes. o exeqüente far-lhe-á a estimativa. impugnar a escolha feita pela outra. 1. Quando a execução recair sobre coisas determinadas pelo gênero e quantidade. já a restituição ocorre quando a coisa é de propriedade do credor. ouvindo perito de sua nomeação.65 § 1º Não constando do título o valor da coisa. Art. em quarenta e oito horas. 631. se o devedor não especificar a coisa. § 2º Serão apurados em liquidação o valor da coisa e os prejuízos. se a especificação ficar à conta do devedor. Havendo benfeitorias indenizáveis feitas na coisa pelo devedor ou por terceiros. o devedor será citado para entregá-las individualizadas. sujeitando-se ao arbitramento judicial. retrotranscritos. Qualquer das partes poderá. se necessário. ou. I – CONSIDERAÇÕES GERAIS 1 – Conceito: 1. 2 – Formas procedimentais: . este a indicará na petição inicial.

1 – Sub-rogação por desapossamento: obrigação específica [art.1 – Voluntário: acontece quando o próprio devedor. este a entregará individualizada. b] por meio do depósito da coisa: nesse caso. 621-631 do CPC. Art. Na ação que tenha por objeto a entrega de coisa. quando citado. do CPC]. se lhe couber a escolha. a] por meio da entrega da coisa: o devedor entrega a coisa de imediato ao credor. 461-A. o juiz. fixará o prazo para o cumprimento da obrigação. 461-A do CPC. expedirse-á em favor do credor mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse. entrega a coisa. no prazo de dez dias. 3. retrotranscrito. 3 – Os meios executórios: 3. 3. no prazo fixado pelo juiz. cabendo ao devedor escolher. por isso. conforme se tratar de coisa móvel ou imóvel. o credor a individualizará na petição inicial.1 – Título extrajudicial: ação de execução prevista nos arts. § 3º Aplica-se à ação prevista neste artigo o disposto nos §§ 1º a 6º do art.66 2.1. § 1º Tratando-se de entrega de coisa determinada pelo gênero e quantidade. ao conceder a tutela específica.2 – Involuntário: acontece quando o devedor não entrega ou deposita a coisa no prazo de dez dias e o desapossamento é feito contra a vontade do devedor.2 – Título judicial: cumprimento de sentença previsto no art. 461. o devedor não quer que a coisa seja entregue diretamente ao credor antes do término do processo e. 621.1. deposita-a em juízo. . 2. § 2º Não cumprida a obrigação no prazo estabelecido.

e 621. que será objeto de outro procedimento) ou infungíveis.1 – bens imóveis. o juiz fixará.2 – Sub-rogação por expropriação: ocorre no caso da conversão da obrigação específica (desapossamento) em obrigação genérica [art. 652-A. de plano. 461. Uma vez convertida a obrigação. No caso de integral pagamento no prazo de 3 (três) dias. § 4º). segundo prevê o artigo 652-A.67 a] por meio da busca e apreensão da coisa: para coisa móvel. 4 – O objeto do desapossamento: 4. ex officio. Lembrando que também ao despachar a inicial. Art. prestar ato ou entregar coisa. § 1°. poderá requerer cominação de pena pecuniária para o caso de descumprimento da sentença ou da decisão antecipatória de tutela (arts. Se o autor pedir que seja imposta ao réu a abstenção da prática de algum ato. Poderá ainda o juiz alterar e mesmo suprimir o valor da astreinte. do CPC]. Essa multa será revertida em benefício do credor. retrotranscrito. b] por meio da imissão na posse da coisa: para coisa imóvel.2 – bens móveis fungíveis (salvo moeda. poderá o juiz fixar os honorários advocatícios. e 461-A). 4. isto é. 287. 3. Parágrafo único. O juiz pode determinar a aplicação dessa multa independentemente de constar no título e de pedido do credor. 461-A. 20. Ao despachar a inicial. tolerar alguma atividade. Art. do CPC]. os honorários de advogado a serem pagos pelo executado (art. . 3. a verba honorária será reduzida pela metade. Significa que não foi possível realizar a obrigação específica no prazo de dez dias e nasce para o credor a possibilidade de requerer da conversão em expropriação. 287. § 4º. retrotranscritos.3 – Coerção patrimonial: Aplicação da astreinte ou multa diária [arts. segue-se os ditames dos artigos 646 a 724 do CPC (execução por quantia de devedor solvente). retrotranscrito. 627.

2 – aferir o valor das perdas e danos (perdas compensatórias) se o exeqüente optou pela conversão do meio desapossamento em expropriação [art. 629. mesmo nessa condição. todos retrotranscritos.2. 628.1 – Hipótese de cabimento [art. do CPC]. 627. 5 – Incidente de escolha ou individualização da coisa [arts.3 – aferir o valor dos frutos indenizáveis [arts. c/c o art. do CPC]: poderá caber tanto ao credor como ao devedor. Acontece na hipótese de obrigação de entrega de coisa incerta que. 6 – Incidente para aferição de valores da coisa (necessária no caso de conversão do desapossamento em expropriação.1 – aferir o valor da coisa se exeqüente optou pela conversão do meio desapossamento em expropriação [art. retrotranscrito.2. retrotranscrito. retrotranscritos. nesse caso. 6. Por isso. poderá o devedor que se considerar . c/c § 1º do CPC].1. 5. 629. retrotranscritos. No caso de o título judicial não conter essa previsão. a aferição será quanto ao valor da coisa acrescido de perdas e danos.2 – Legitimados a proceder à individualização da coisa [art. poderá o devedor reter a coisa para que possa ser ressarcido. § 1°. abandona-se a obrigação in natura e faz-se a opção pela obrigação do preço da coisa). 629-630. retrotranscrito. É importante lembrar que no caso de existência de benfeitorias necessárias ou úteis. deve possuir minimamente duas características: gênero e quantidade. § 2º. do CPC]. Nesse caso. § 1º. 5. 6.1 – Finalidades da aferição: 6.3 – Prazo de impugnação da individualização da coisa [art. § 1º. do CPC]. 745. retrotranscrito. pois. 5. pode-se alegar o pagamento de benfeitorias se o título for extrajudicial ainda que ausente previsão quanto a isto no título. O prazo para a individualização e entrega é único: 10 dias. 627. Ocorre que se o título for judicial só será cabível a retenção se ali o pagamento dessas benfeitorias estiver previsto. 630. em regra. se houver a obrigação de indenizá-las [arts. 627.68 4. inciso IV. retrotranscrito.3 – semoventes.2. O contrato é que regulará isso. do CPC].4 – aferir o valor das benfeitorias. do CPC]: quando a coisa está caracterizada ao menos pelo seu gênero e quantidade. 6. do CPC]. 461-A. 6.

627. [iii] para se apurar o valor dos encargos moratórios. do CPC]. 627.2 – por liquidação incidental por arbitramento pericial ou por artigos: acontece no caso do valor proposto pelo exeqüente ser impugnado.69 prejudicado. 745. retrotranscritos. Nos embargos. 627. para a apuração dos respectivos valores. § 2º. poderá o executado alegar: .1 – por estimativa do exequente. retrotranscritos. se previstos no título [art. . 621). § 1º. retrotranscritos. poderá o exeqüente requerer a compensação de seu valor com o dos frutos ou danos considerados devidos pelo executado. 6. 627. fixando-lhe breve prazo para entrega do laudo. IV – retenção por benfeitorias necessárias ou úteis. nomear perito. retrotranscritos. [i] para se apurar o valor da coisa [art. § 2º. [ii] para se apurar o valor dos danos e das perdas compensatórias.. do CPC]. do CPC]. § 1º Nos embargos de retenção por benfeitorias. nos casos de título para entrega de coisa certa (art. retrotranscritos. independente de previsão no título executivo [art.1. do CPC]. requerer o ressarcimento de benfeitorias em outra ação. Art. sujeitando-se ao arbitramento judicial: [i] para se apurar o valor da coisa. do CPC]. salvo se este constar do título executivo [art. § 2º. § 2º.1. cumprindo ao juiz.1 – Procedimentos da aferição: 6. 6.. [iv] para se apurar o valor dos frutos pendentes [art. 627.

. . o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou. . Art. se necessário com requisição de força policial. c/c o art.2 – Embargos à execução [arts.. 461-A. do CPC]. busca e apreensão. 736-743 e 745. O artigo 598 do CPC determina a aplicação ao processo de execução as normas do processo de conhecimento no que lhe couber. § 3º e 5º. tais como a imposição de multa por tempo de atraso. determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. O cumprimento de sentença está inserido no processo de conhecimento. a qualquer tempo. 1046/1054 c/c 626. do CPC]. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer.3 – Embargos de terceiros [arts...1 – Exceção de pré-executividade 8. do CPC] 8. desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva. então aqui nada mais estamos fazendo que aplicando regras do cumprimento de sentença ao processo de execução.70 [v] para se apurar o valor das benfeitorias indenizáveis. poderá o juiz. se previsto o seu pagamento no respectivo título [art. 461. 461. retrotranscrito. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou mediante justificação prévia. 628. 9 – Aplicação de medidas coercitivas e de apoio [art. daí o cabimento dessas medidas coercitivas e de apoio neste momento. § 3º. em decisão fundamentada. retrotranscrito. citado o réu. remoção de pessoas e coisas. todos CPC]. 8 – Meios de defesa do executado ou do terceiro: 8. § 5º Para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente. retrotranscrito. de ofício ou a requerimento. § 3º Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. se procedente o pedido. retrotranscrito. determinar as medidas necessárias.. A medida liminar poderá ser revogada ou modificada.

independentemente de pedido do autor. do CPC]. retrotranscritos. 461. Na obrigação de entrega de coisa lastreada em título executivo extrajudicial. [v] desfazimento de obras [art. [vii] requisição de força policial [art. benfeitorias. § 5º. fixando-lhe prazo razoável para o cumprimento do preceito. das multas. 461. retrotranscritos.). 461. . retrotranscritos. Todavia. 461.1 – Na execução da obrigação de entrega de coisa lastreada em título executivo extrajudicial é cabível a aplicação de medidas coercitivas e de apoio [art. 461. 461. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou. na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença. retrotranscritos. se for suficiente ou compatível com a obrigação. retrotranscrito. . encargos moratórios – caso previstos no título – e compensatórios. § 5º. [iv] remoção de coisas [art. § 5º. 461. etc. do CPC].. retrotranscritos. se a aplicação dessas medidas coercitivas não surtirem o efeito desejado. § 3º. do CPC]. §§ 3º. 461.. impor multa diária ao réu. [vi] impedimento de atividades nocivas [art. determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.71 9. [iii] remoção de pessoas [art. pode o credor requerer a conversão da obrigação específica em perdas e danos (soma do valor da coisa. § 5º. § 4º O juiz poderá. [ii] busca e apreensão [art. do CPC]. no entanto. § 5º. do CPC]. retrotranscritos. em princípio. cabem medidas coercitivas (multas). frutos. do CPC]. do CPC]. [i] concessão liminar da tutela judicial executória [art. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer. Art. § 5º. do CPC]. retrotranscritos. não é cabível a aplicação de medidas de apoio. se procedente o pedido. 461. retrotranscritos. 4º e 5º.

de imediato. 621 do CPC. podendo o credor. a requerimento do embargante. o levantamento da coisa dependerá do oferecimento de caução pelo credor. do CPC]: Art. última parte. atribuir efeito suspensivo aos embargos quando. sendo relevantes seus fundamentos. a expressão “seguro o juízo”. o prosseguimento da execução manifestamente possa causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação. imediatamente. ele está pagando a execução. promover o levantamento da coisa. retrotranscritos. retrotranscrito. cabe a conversão da obrigação específica em perdas e danos. do CPC]. da alegação e prova de que o prosseguimento da execução manifestamente possa causar ao executado grave dano de difícil e incerta reparação [art. depósito ou caução suficientes. sendo relevantes seus fundamentos.1 – A suspensão da ação de execução de obrigação de entrega ou restituição de coisa depende de garantia do juízo por meio de depósito da coisa reclamada [art. constante na parte final do art. 621. 10 – Garantia do juízo: 10. Quando o devedor entrega a coisa. § 1º. do CPC]. do CPC] 9. §§ 4º e 5º. 739-A. 621. inclusive. 627. Os embargos do executado não terão efeito suspensivo. o credor não poderá. II – A CITAÇÃO EXECUTADO: . 739-A. 461. pois terá que aguardar o resultado das atitudes judiciais do devedor que poderá.2 – Caso a aplicação das medidas coercitiva e de apoio sejam insatisfatórias. § 1º O juiz poderá. Na hipótese dos embargos terem sido recebidos no efeito suspensivo. ou seja.72 [viii] aplicação de medida coercitiva – multa diária [art.1 – Na execução de obrigação de entrega de coisa a segurança do juízo será efetivada por meio do depósito da coisa em juízo [art. o credor não poderá levantar a coisa senão após o julgamento destes. 738 que permite que a execução seja embargada independentemente de segurança do juízo: 11 – Suspensão da ação de execução: 11. Agora. última parte. obrigação pecuniária [art. embargar a execução. receber a coisa. retrotranscrito. foi derrogada pelo art. do CPC]. retrotranscrito. e desde que a execução já esteja garantida por penhora. Segundo o professor. bem como. E se eles forem recebidos apenas no efeito devolutivo. se o devedor procede ao depósito da coisa.

622. do CPC]. 865/870 do CC/02]. retrotranscrito. retrotranscrito. do CPC]. Nesse caso. o devedor ainda deseja questionar algum aspecto da execução. 2 – Para que o executado promova o depósito voluntário da coisa no prazo de dez [10] dias [art. mas deposita-a em juízo. 627. . retrotranscrito. do CPC]. retrotranscrito. retrotranscrito. do CPC]. 3 – Porque a coisa se deteriorou antes da tradição por culpa do executado [art. 3 – Quando a coisa estiver em poder de terceiros [art. do CPC]: IV – RAZÕES DA CONVERSÃO DO DESAPOSSAMENTO NA EXPROPRIAÇÃO 1 – Porque a coisa não foi entregue [art. 627. 625. retrotranscrito. 627. 626.73 1 – Para que o executado promova a entrega da coisa no prazo de dez [10] dias [art. 621. do CPC c/c arts. 2 – Porque a coisa não foi encontrada [art. III – CABIMENTO DA BUSCA E APREENSÃO E DA IMISSÃO NA POSSE 1 – Quando o executado não promove a entrega da coisa no prazo de dez [10] dias [625 do CPC]. de modo que não entrega a coisa ao credor. retrotranscrito. 2 – Quando o executado não promove o depósito da coisa no prazo de dez [10] dias [art. do CPC].

por meio de petição escrita com os requisitos dos arts. 282. Cumpre ainda ao credor: I – indicar a espécie de execução que prefere. Cumpre ao credor. quando por mais de um modo pode ser efetuada. a que é dirigida. III– com a prova de que se verificou a condição. V – o valor da causa. no que couber. IV – o pedido. no prazo de 10 dias. com as suas especificações. retrotranscrito. art. II – os nomes. II – com o demonstrativo do débito atualizado até a data da propositura da ação. . V – PROCEDIMENTO DA EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA CERTA (* Humberto Theodoro Júnior esquematizou em seus livros esses procedimentos) Passo 1: exequente. prenomes. pedirá a citação do executado para que este. A petição inicial indicará: I – o juiz ou tribunal. estado civil. Art. Art. Art. ou ocorreu o termo (artigo 572). promova a entrega ou o deposito da coisa constante do título. profissão. domicílio e residência do autor e do réu. VII – o requerimento para a citação do réu. VI – as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados. pedir a citação do devedor e instruir a petição inicial: I – com o título executivo extrajudicial. III – o fato e os fundamentos jurídicos do pedido. quando se tratar de execução por quantia certa.74 4 – Porque o exequente não reclamou a coisa em poder do terceiro [art. 627. do CPC]. ao requerer a execução. 614. 615. 614 e 615 do CPC. 282.

ou que lhe assegura o cumprimento. se o executado não for obrigado a satisfazer a sua prestação senão mediante a contraprestação do credor. no caso do depósito voluntário. salvo quanto aos frutos e perdas e danos [art. ou por meio de liquidação por arbitramento pericial ou por artigos. do devedor. sujeitando-se ao arbitramento judicial. ou anticrético. bem como na expedição de mandado de busca apreensão ou de imissão na posse [art. salvo se o valor constar do título executivo. Passo 4: Se a coisa não for entregue. procedendo- . depositada ou encontrada [porque alienada ou deteriorada]. ou usufrutuário. hipotecário. Passo 3: uma vez citado o executado poderá: [i] promover a entrega da coisa: entrega da coisa: importa na extinção da ação. [iii] inércia do executado: importa na fixação de multa por dia de atraso [art. que lhe corresponde.75 II – requerer a intimação do credor pignoratício. 621. Passo 5: No caso de conversão procede-se a determinação do valor da obrigação por estimativa do credor. do CPC]. compete ao exequente requerer a conversão do desapossamento pelo equivalente em pecúnia. Passo 2: o juiz. das perdas e danos e da multa por dia de atraso. mediante nova citação do executado para efetuar o pagamento em três [3]. Passo 6: Ultimado o incidente de aferição do valor da coisa prossegue-se na execução por quantia em face do executado solvente. IV – provar que adimpliu a contraprestação. retrotranscrito. do CPC]. anticrese ou usufruto. 625. poderá fixar multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação por parte do Executado. independentemente de requerimento do exequente. [ii] promover o depósito da coisa: efetuado o depósito voluntário ou involuntário: lavrar-se-á o respectivo termo de depósito. do CPC]. retrotranscrito. ou auto de depósito. quando a penhora recair sobre bens gravados por penhor. ao despachar a inicial. se fixada. no caso do depósito involuntário. III – pleitear medidas acautelatórias urgentes. sem prejuízos dos frutos. retrotranscrito. hipoteca. 621.

proferindo decisão [art. Passo 3: Qualquer das partes poderá impugnar a escolha feita pela outra. Passo 1: Quando a escolha da coisa recair sobre o exequente. 629. 630. contados da intimação da entrega ou do depósito [art. do CPC]. 1ª parte. na petição inicial.do CPC]. 629. última parte. 646-724 do CPC] VI – PROCEDIMENTO DE INDIVIDUALIZAÇÃO DA COISA INCERTA Esse procedimento é muito parecido com a liquidação de sentença estudada anteriormente. requerendo a citação do executado para entregá-la ou depositá-la no prazo de 10 dias [arts. retrotranscrito. retrotranscrito. Passo 2: Quando a escolha competir ao executado este será citado para entregar ou depositar a coisa devidamente individualizada no prazo de dez [10] [art. retrotranscritos. no prazo de 48 h. 630. do CPC]. última parte. reputando necessário. Passo 4: O juiz. do CPC]. 621-628.76 se nos demais termos do procedimento de execução por quantia contra devedor solvente [arts. retrotranscrito. poderá designar perito para proceder a exame sobre a coisa. fará a individualização da coisa. retrotranscrito. prossegue-se na execução segundo o procedimento da execução para entrega de coisa certa [art. Passo 5: Resolvido o incidente de individualização da coisa. este. DIREITO PROCESSUAL CIVIL – EXECUÇÃO E CAUTELAR PROFESSOR VETUVAL VASCONCELOS Aula 23 – 23/10/2010 TÍTULO P OPOSIÇÃO À EXECUÇÃO FORÇADA . CPC]. pois objetiva-se revelar o valor da obrigação.

382. O executado. utilizaremos as ações autônomas de impugnação (ação rescisória.77 Um dos princípios constitucionais figura-se na impossibilidade de provimento judicial sem que se dê oportunidade para que a parte demandada produza sua defesa. Foi criada então uma ação específica para que o devedor se defenda da execução. 737. Em nosso Código Processual Civil. depósito ou caução. o prazo para cada um deles embargar conta-se a partir da juntada do respectivo mandado citatório. Porém. O que ocorreu antes do trânsito em julgado da sentença de mérito foi suplantado pela própria preclusão da coisa julgada. Para fins de nomenclatura. Revogado. Lei nº 11. que se dá no mesmo processo deflagrado pela petição inicial. Em síntese. Ou seja. Art. in fine) das peças processuais relevantes. Art. Lei nº 11. a modalidade de defesa mais utilizada é a contestação. que chamaremos de ação de embargos. ainda assim há a possibilidade de o devedor continuar se defendendo.382. quando essa defesa se dá de forma externa. mesmo depois de formado o título e respectivo trânsito em julgado. Os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias. de 6-12-2006. salvo tratando-se de cônjuges. 544. Parágrafo único. Os embargos à execução serão distribuídos por dependência. § 1º Quando houver mais de um executado. e instruídos com cópias (art. em razão de já ter ocorrido a coisa julgada quanto ao mérito do tema ou ainda porque já existe um título extrajudicial que tem o mesmo valor jurídico de uma sentença transitada em julgado. teremos o seguinte:  AÇÃO DE EXECUÇÃO: o EXEQUENTE. I a IV – Revogados. as matérias argüíveis encontram-se do trânsito em julgado da sentença até a penhora. Quando a ação de execução é fundada em título judicial. contados da data da juntada aos autos do mandado de citação. I – MODALIDADES DE EMBARGOS OPONÍVEIS AO PROCESSO EXECUTÓRIO Art. a defesa do devedor nesse estágio deverá se dar por meio de outra ação. poderá opor-se à execução por meio de embargos. por exemplo). de 6-12-2006. autuados em apartado. a citação do executado será imediatamente comunicada pelo juiz deprecado ao juiz . 738. e por isso a chamamos de defesa interna.  AÇÃO DE EMBARGOS: o EXECUTADO-EMBARGANTE. independentemente de penhora. 736. § 1º. o EXECUTADO. o EXEQUENTE-EMBARGADO. § 2º Nas execuções por carta precatória.

o embargante deverá declarar na petição inicial o valor que entende correto. § 6º A concessão de efeito suspensivo não impedirá a efetivação dos atos de penhora e de avaliação dos bens.78 deprecante. II – quando inepta a petição (art. 191 desta Lei. em decisão fundamentada. sendo relevantes seus fundamentos. quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao embargante. o prosseguimento da execução manifestamente possa causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação. a requerimento da parte. Lei nº 11. Os embargos do executado não terão efeito suspensivo. atribuir efeito suspensivo aos embargos quando. de 6-12-2006. e desde que a execução já esteja garantida por penhora. § 3º Quando o efeito suspensivo atribuído aos embargos disser respeito apenas a parte do objeto da execução. . cessando as circunstâncias que a motivaram. ou III – quando manifestamente protelatórios.382. § 3º Aos embargos do executado não se aplica o disposto no art. ser modificada ou revogada a qualquer tempo. 739. § 2º A decisão relativa aos efeitos dos embargos poderá. Art. inclusive por meios eletrônicos. 295). § 4º A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não embargaram. O juiz rejeitará liminarmente os embargos: I – quando intempestivos. sob pena de rejeição liminar dos embargos ou de não conhecimento desse fundamento. 739-A. essa prosseguirá quanto à parte restante. § 5º Quando o excesso de execução for fundamento dos embargos. contando-se o prazo para embargos a partir da juntada aos autos de tal comunicação. apresentando memória do cálculo. a requerimento do embargante. Art. § 1º a § 3º Revogados. § 1º O juiz poderá. depósito ou caução suficientes.

742. novação. 17 e 18) será promovida no próprio processo de execução. IV – cumulação indevida de execuções. Será oferecida. em autos apensos. a seguir. bem como a de suspeição ou de impedimento do juiz. Parágrafo único. Art. juntamente com os embargos. modificativa ou extintiva da obrigação. o juiz julgará imediatamente o pedido (art. Na execução contra a Fazenda Pública. A cobrança de multa ou de indenizações decorrentes de litigância de má-fé (arts. II – inexigibilidade do título. Para efeito do disposto no inciso II do caput deste artigo. Recebidos os embargos. desde que superveniente à sentença. multa ao embargante em valor não superior a 20% (vinte por cento) do valor em execução. III – ilegitimidade das partes. Art. compensação. V – excesso de execução. 741. proferindo sentença no prazo de 10 (dez) dias. como pagamento. será o exeqüente ouvido no prazo de 15 (quinze) dias. Art. 740. bem como suspeição ou impedimento do juiz. Art. 739-B. ou fundado em aplicação ou interpretação da lei ou ato normativo tidas pelo Supremo Tribunal Federal como incompatíveis com a Constituição Federal. instrução e julgamento. em favor do exeqüente. 743. Há excesso de execução: .79 Art. considera-se também inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. os embargos só poderão versar sobre: I – falta ou nulidade da citação. a exceção de incompetência do juízo. o juiz imporá. 330) ou designará audiência de conciliação. VI – qualquer causa impeditiva. Parágrafo único. VII – incompetência do juízo da execução. operandose por compensação ou por execução. No caso de embargos manifestamente protelatórios. transação ou prescrição. se o processo correu à revelia.

III – excesso de execução ou cumulação indevida de execuções. 621). III – quando se processa de modo diferente do que foi determinado na sentença. caso indeferida. V – se o credor não provar que a condição se realizou. fixando-lhe breve prazo para entrega do laudo. Nos embargos. o exeqüente levantará a quantia depositada e serão suspensos os atos executivos. 745-A. 745. II – penhora incorreta ou avaliação errônea. acrescidas de correção monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês. No prazo para embargos. Art. Revogado. IV – quando o credor. para a apuração dos respectivos valores. IV – retenção por benfeitorias necessárias ou úteis. ser imitido na posse da coisa. poderá o exeqüente requerer a compensação de seu valor com o dos frutos ou danos considerados devidos pelo executado. mantido o depósito. poderá o executado alegar: I – nulidade da execução. § 1º Sendo a proposta deferida pelo juiz. Art. de 6-12-2006. .80 I – quando o credor pleiteia quantia superior à do título. V – qualquer matéria que lhe seria lícito deduzir como defesa em processo de conhecimento. seguir-se-ão os atos executivos. Art. nos casos de título para entrega de coisa certa (art. prestando caução ou depositando o valor devido pelas benfeitorias ou resultante da compensação. 744.382. inclusive custas e honorários de advogado. exige o adimplemento da do devedor (artigo 582). § 2º O exeqüente poderá. II – quando recai sobre coisa diversa daquela declarada no título. a qualquer tempo. § 1º Nos embargos de retenção por benfeitorias. sem cumprir a prestação que lhe corresponde. por não ser executivo o título apresentado. Lei nº 11. reconhecendo o crédito do exeqüente e comprovando o depósito de 30% (trinta por cento) do valor em execução. nomear perito. cumprindo ao juiz. poderá o executado requerer seja admitido a pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais.

o juiz imporá multa ao embargante. § 3º Caso os embargos sejam declarados manifestamente protelatórios. poderá o adquirente desistir da aquisição. o juiz deferirá de plano o requerimento. inciso IV). aplicando-se. Essa modalidade de embargos discutirá as questões que se derem até a penhora (ver gráfico ao final da aula). pois provém de um processo de conhecimento no qual o executado já exerceu a sua defesa na formação do título. No caso do título ser judicial. se efetivamente possui direito de crédito. do CPC]. 694. § 1º. 1. 736-745. imposta ao executado multa de 10% (dez por cento) sobre o valor das prestações não pagas e vedada a oposição de embargos.1 – Embargos à execução contra a FAZENDA PÚBLICA lastreada em título judicial e extrajudicial [arts. 736-740 e 741-743 e 745. mas a competência para julgá-los é do juízo deprecante. § 1º Oferecidos embargos. no que couber. Discute-se aqui se o credor pode propor a ação de execução. no prazo de 5 (cinco) dias. de pleno direito.execução por quantia. É lícito ao executado. 747. 746. alienação ou arrematação. retrotranscritos. todos retrotranscritos. Art. Já quando o título é extrajudicial estes embargos têm uma funcionalidade muito mais ampla. 1. oferecer embargos fundados em nulidade da execução. § 2º No caso do § 1º deste artigo. fazer e não fazer arts. o vencimento das subseqüentes e o prosseguimento do processo. o disposto neste Capítulo. com o imediato início dos atos executivos. ou em causa extintiva da obrigação. . impeditivos e extintivos do direito do credor. fazer e não fazer. É importante destacar ainda que esses embargos aplicam-se a todas as modalidades de execução: por quantia. desde que superveniente à penhora. com a imediata liberação do depósito feito pelo adquirente (art. não superior a 20% (vinte por cento) do valor da execução. em favor de quem desistiu da aquisição. salvo se versarem unicamente vícios ou defeitos da penhora. coisa. Na execução por carta. coisa. do CPC]. Art. avaliação ou alienação dos bens. os embargos serão oferecidos no juízo deprecante ou no juízo deprecado. a matéria será bem restrita. contados da adjudicação. Poderá aqui o autor argüir fatos modificativos.81 § 2º O não pagamento de qualquer das prestações implicará. isto é. Embargos ao direito de executar – [embargos de 1ª fase .

3.execução por quantia . com a redação da Medida Provisória nº 2.1 – Embargos à adjudicação [art. 2. que já estudamos no semestre passado. Essa modalidade só existe na execução por quantia contra particular. coisa. isto é. 2. do CPC]. No caso de embargos contra execução de particular lastreada em título judicial.3 – Embargos à arrematação [art. 730. do CPC].2 – Embargos à execução contra o PARTICULAR lastreada em título executivo extrajudicial [arts. que alterou o art. . portanto. 736740.180-35. 1046-1054 do CPC]. retrotranscrito. já há concordância quanto ao direito do credor de executar.2 – Embargos à alienação [art. após a penhora (ver gráfico ao final da aula). 2. esses embargos só existirão se ficar comprovado o direito do credor em executar. da Lei 9. mas debate-se o direito de expropriar. todos retrotranscritos. 1. do CPC]. 736-740 e 746. em embargos à execução. todos retrotranscritos. todos retrotranscritos. Embargos à execução contra a Fazenda Pública lastreada em título judicial ou extrajudicial de obrigação por quantia.494/97]: Art. 746. todos retrotranscritos.1 – Prazo: 30 dias [art. Exceção ou objeção de pré-executividade. Embargos ao direito de expropriar – [embargos de 2ª fase . 730. II – EMBARGOS AO DIREITO DE EXECUÇÃO [embargos de 1ª fase] 27 1. compensar os valores de imposto de renda retidos indevidamente na fonte com os valores restituídos apurados na declaração anual. 2.82 1. fazer e não fazer.art. do CPC]. 736-740 e 746. 1º-B. 742 e 745. Embargos de terceiros [arts. 4. Na execução por quantia certa contra a Fazenda Pública. 736-740 e 746. do CPC]. citar-se-á a devedora para opor embargos em trinta 27 Súmula 394 do STJ: É admissível. a forma de defesa é a impugnação. Nesse caso.

retrotranscrito. 109. do CPC]. 739-A.1 – Na execução sem carta [arts. as ações de garantia e outras que respeitam ao terceiro interveniente. observar-se-ão as seguintes regras: I – o juiz requisitará o pagamento por intermédio do presidente do tribunal competente. Sempre se suspende a execução ao aguardo da decisão dos embargos em primeiro grau. fazer e não fazer 2. Os §§ do respectivo artigo aplicam-se exclusivamente na execução para entrega de coisa. pois o título que se discute é proveniente de uma ação de conhecimento. coisa. 745. de forma que a maior parte das indagações e dúvidas já foi suplantada pela coisa julgada material.1. no mais a execução contra a Fazenda Pública possui os mesmos procedimentos e aspectos da execução contra particular. Art. Aqui há uma amplitude muito maior quando às matérias argüíveis. retrotranscrito. 1.2 – Efeito suspensivo ordinário dos embargos [art.1 – Título judicial: as matérias previstas no art. 741. No artigo em questão há questões que se referem ao mérito da execução e outras que dizem respeito às questões formais. 1.3. 109. O juiz da causa principal é também competente para a reconvenção.3 – Matérias argüíveis: 1. do CPC]. isto é. São matérias bem restritas. no prazo legal. se esta não os opuser. 575-576. É importante destacar que. Embargos à execução contra o particular lastreada em título extrajudicial de obrigação por quantia. 1. todos do CPC] é o juízo da execução.3. do CPC.83 dias. onde foi proposta a ação de execução. retrotranscrito. a ação declaratória incidente. II – far-se-á o pagamento na ordem de apresentação do precatório e à conta do respectivo crédito. . 2.1 – Competência jurisdicional: 2.2 – Título extrajudicial: as matérias previstas no art. e podemos utilizar todos os meios de defesa cabíveis no processo de conhecimento.

2. por exemplo. na conformidade do disposto no Livro I. A execução. inclusive quanto aos atos ocorridos em Unaí. nas causas de sua competência originária. 3. alienação e arrematação].1.2 – o juízo deprecante tem competência plena para processá-los e julgá-los. terá competência para conhecer de todos os atos lá ocorriodos. Destaca-se ainda que o juiz deprecante possui competência plena para conhecer de todos esses assuntos. Pode acontecer quando. avaliação. todos retrotranscritos. . de entrega de coisa ou de fazer ou não fazer.2 – Na execução por carta [arts. uma execução tramita e Brasília.84 Art.2. 738. processar-se-á perante: I – os tribunais superiores. Os prazos: começam a correr desde a juntada do mandado de citação. Acontece quando o juízo depreca a outro a prática de atos processuais relacionados à execução. penhorar. 109. fundada em título judicial.1. independentemente de ser uma execução de entrega de quantia. do CPC].358.1 – embargos poderão ser propostos no juízo deprecante ou deprecado.2. IV – o juízo cível competente. 2.3 – o juízo deprecado só poderá julgar os vícios relativos à penhora. fundada em título extrajudicial. 2. 575-576 c/c 747. 3.1. quando o título executivo for sentença penal condenatória ou sentença arbitral. II – o juízo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdição.2. esse último juiz poderá mandar citar. de 27-12-2001. A execução. Art. 576. conhecer da ação de embargos à adjudicação de certo imóvel que lá foi à hasta pública. retrotranscrito. Capítulos II e III. Título IV. 2. enfim. Lei nº 10. 575. adjudicação.1. mas expede-se uma carta precatória a um juiz de Unaí-MG. será processada perante o juízo competente.1. Nesse caso. III – Revogado.1 – 15 dias: art. do CPC.1 – Para a propositura da dos embargos à execução: 3.

nem compensação. no prazo de trinta dias. 16. O executado oferecerá embargos. § 3º Não será admitida reconvenção. do CPC28. incompetência e impedimento. incluído pela Medida provisória 2180-35/2001 . § 2º No prazo dos embargos. ou.2.1. até três. e as exceções. 3.85 3.1 – próprio.1. retrotranscrito. no caso de execução fiscal. a critério do juiz. salvo as de suspeição.3 – 30 dias: art. até o dobro desse limite. II – da juntada da prova da fiança bancária.2. § 1º Não são admissíveis embargos do executado antes de garantida a execução. requerer provas e juntar aos autos os documentos e rol de testemunhas. 730. Art. serão argüidas como matéria preliminar e serão processadas e julgadas com os embargos. 16 da Lei 6. 3. no caso de execução contra a Fazenda Pública. 3. contados: I – do depósito. III – da intimação da penhora.2 – individual – para o caso de litisconsórcio.830/80.2 – 30 dias: art.2 – Natureza jurídica do prazo: 3. vejamos o exemplo abaixo. o executado deverá alegar toda matéria útil à defesa. 28 Vide Lei 9494/97.

designando.2. 3. Não se realizará audiência. sendo de direito e de fato. a prova for exclusivamente documental.1 – 15 dias: art. caso em que o juiz proferirá a sentença no prazo de trinta dias. Nesse caso.3 – Prazo para a impugnação do embargado: também começam a correr da juntada do mandado citatório: 3. para cada um dos personagens B. Recebidos os embargos. se os embargos versarem sobre matéria de direito ou.3. quando o embargante é particular.830/80. 17. mesmo que cada um dos citados possua advogados diferentes. 730.86 Digamos que os mandados de citação tenham sido juntados.3 – peremptório: se os embargos não forem propostos no prazo. do CPC. os prazos começam a correr respectivamente. Art. audiência de instrução e julgamento. 568 do CPC] – todas as pessoas que detêm legitimidade passiva na ação de execução. 17 da Lei 6. Legitimidade ativa [art. Parágrafo único. pois nesse caso o prazo é dobrado. C e D. 740.3. terão legitimidade ativa na ação de embargos: . o juiz mandará intimar a Fazenda. não há como se recuperar este prazo. 3. ao próximo dia útil à juntada de cada um dos mandados. em seguida. 3. nas datas acima. 4. retrotranscrito. A única exceção ocorre quando a parte está assistida pela defensoria pública. ao contrário do processo de conhecimento. para impugná-los no prazo de trinta dias. retrotranscrito. do CPC. art. quando o embargante é a Fazenda Pública.2 – 30 dias: art.

567. pleitear e . nos casos prescritos em lei. terão legitimidade passiva na ação de embargos: Art. no caso de desconstituir o título do exeqüente.87 Art. que assumiu. 568. 566. declaratória. com o consentimento do credor. quando o direito resultante do título executivo lhe foi transferido por ato entre vivos. que a parte é ilegítima. Art. Requisitos da petição inicial: a natureza jurídica da ação de embargos é de ação de conhecimento. a obrigação resultante do título executivo. 566/567 do CPC] – todas as pessoas que detêm legitimidade ativa na ação de execução. III – o sub-rogado. nos casos de sub-rogação legal ou convencional. reconhecido como tal no título executivo. 6. Além disso. IV – o fiador judicial. condenatória. por exemplo. eles têm natureza de ação de conhecimento incidental ao processo executivo. Podem também promover a execução. os herdeiros ou os sucessores do devedor. 5. os herdeiros ou os sucessores do credor. quando se argúi e se reconhece. por morte deste. Podem promover a execução forçada: I – o credor a quem a lei confere título executivo. II – o cessionário. sempre que. Legitimidade passiva [art. assim definido na legislação própria. se condenar o exeqüente ao pagamento de honorários advocatícios ou ainda quando o devedor. II – o Ministério Público. no caso de. lhes for transmitido o direito resultante do título executivo. V – o responsável tributário. na própria ação de embargos. Embora os embargos estejam disciplinados no âmbito do processo de execução. São sujeitos passivos na execução: I – o devedor. ou nela prosseguir: I – o espólio. III – o novo devedor. por exemplo. II – o espólio. os embargos poderão possuir efeito de ação desconstitutiva.

estado civil. pois a ação de embargos se dá em autos apartados. domicílio e residência do autor e do réu. 282. Art. V – o valor da causa. inciso I. art. 301. do CPC. alegar: . 6. VII – o requerimento para a citação do réu.4 – os pedidos [art. retrotranscritos. retrotranscritos. incisos I a V e VII. do CPC. antes de discutir o mérito. retrotranscritos. 6. retrotranscritos. e 745. 745. VI – as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados. 741. inciso V. 741.3 – os fatos constitutivos e os fundamentos jurídicos [art. a que é dirigida.2 – qualificação das partes [art. retrotranscritos. com as suas especificações. 301. art. porém. 6.1 – autoridade judiciária destinatária [art. retrotranscritos.4. 282. profissão. § 3º. inciso IV. Compete-lhe. art. 741. incisos I a III. da Lei 9307/96]. do CPC]: 6. do CPC. do CPC] – juízo deprecante ou deprecado conforme o caso. A petição inicial indicará: I – o juiz ou tribunal. todos retrotranscritos. IV – o pedido. 6. VIII e X.88 lhe for deferida indenização contra o exequente. retrotranscritos.1 – pedido desconstitutivo [art. Por último.2 – pedido declaratório [art.4. II – os nomes. prenomes. 282. 6. inciso II. os embargos poderão ter efeito mandamental no caso de desfazimento da penhora. do CPC. 33. § único. inciso VI. inciso III. Art. incisos I a VI. 618. do CPC]. 282. arts. do CPC]. do CPC]. III – o fato e os fundamentos jurídicos do pedido. 282.

defeito de representação ou falta de autorização. 6. todos do CPC]. Art. X – carência de ação.89 I – inexistência ou nulidade da citação.. 6. 586). III – inépcia da petição inicial.3 – pedido mandamental [desfazimento da penhora – 745. É nula a execução: I – se o título executivo extrajudicial não corresponder a obrigação certa.4. II – incompetência absoluta. nos casos previstos nesta Lei. A parte interessada poderá pleitear ao órgão do Poder Judiciário competente a decretação da nulidade da sentença arbitral. 574 e 745. . conforme o artigo 741 e seguintes do Código de Processo Civil.. líquida e exigível (art. 618.... VI – coisa julgada. inciso IV. IV – perempção. III – se instaurada antes de se verificar a condição ou de ocorrido o termo. retrotranscritos. se houver execução judicial. V – litispendência. II – se o devedor não for regularmente citado. retrotranscritos. inciso II. § 3º A decretação da nulidade da sentença arbitral também poderá ser argüida mediante ação de embargos do devedor. VIII – incapacidade da parte. nos casos do artigo 572. 33. . . Art..4. . do CPC].4 – pedido condenatório [art.

§ 4º Nas causas de pequeno valor. 282. do CPC] que. declarar inexistente. 20 “caput” c/c o § 4º do CPC]: Art. 6. do CPC].5 – valor da causa [art. O valor da causa constará sempre da petição inicial e será: I – na ação de cobrança de dívida. inciso VII. O credor ressarcirá ao devedor os danos que este sofreu. quando a sentença.90 Art. Ônus da sucumbência [art. pois essa regra só vale para a ação principal. 259. do CPC].. c/c 740. independente de poderes para tal. os honorários serão fixados consoante apreciação eqüitativa do juiz. retrotranscritos. inciso V. 259.7 – a citação do embargado: na pessoa do advogado. 6. nos embargos. . No caso de embargos que versem sobre a ilegitimidade do exequente. naquelas em que não houver condenação ou for vencida a Fazenda Pública. 282. inciso VI. nos casos em que o advogado funcionar em causa própria. nas de valor inestimável. a obrigação. inciso I. 20. se constituído nos autos [arts. que não é o caso dos embargos. passada em julgado. que deu lugar à execução. da pena e dos juros vencidos até a propositura da ação. no todo ou em parte. embargadas ou não. b e c do parágrafo anterior. 7. o valor da causa será simbólico. Essa verba honorária será devida.6 – as provas [art. c/c o art. também. Já no caso de versar sobre excesso de execução. 574. a soma do principal. retrotranscritos. Art. dependerá do respectivo conteúdo econômico.. atendidas as normas das alíneas a. 6. e nas execuções. A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os honorários advocatícios. . 282. todos retrotranscritos. o valor da causa corresponderá a esse excesso.

A parte poderá requerer a substituição da penhora: I – se não obedecer à ordem legal. VI – se fracassar a tentativa de alienação judicial do bem. outros houverem sido penhorados. retrotranscritos. pois. tal como fiança bancária ou seguro garantia [art. havendo bens livres. § 2º c/c o art. do contrário. III – se.1 – Condenação em custas e demais despesas processuais. pois. § 1º. por arbitramento do juiz. II – se não incidir sobre os bens designados em lei. 739-A. na ausência desta. 656. como regra geral não detém efeito suspensivo.2 – Condenação em honorários advocatícios [art. real ou fidejussória. Art. V – se incidir sobre bens de baixa liquidez. retrotranscrito.2 – No desapossamento: mediante o depósito voluntário ou involuntário (busca e apreensão) da coisa.91 7. . IV – se. contrato ou ato judicial para o pagamento. havendo bens no foro da execução. 20. 8. assegurada no momento da propositura da ação de embargos: 8. a fixação se dará tendo em vista o valor da condenação e. 8. DEPOIS DE ALGUNS MINUTOS (APROXIMADAMENTE 46:00).3 – Na transformação [obrigação de prestar fatos]: mediante depósito ou caução. CPC]: o valor da causa só serve para fixação dos honorários quando o pedido é julgado procedente. O PROFESSOR DISSE EXATAMENTE O CONTRÁRIO. A segurança do juízo29. 656. a penhora houver recaído sobre bens já penhorados ou objeto de gravame. ou 29 Não é exigida a segurança do juízo para fins recebimento da ação de embargos do executado. do CPC].1 – Na expropriação: penhora mediante desconto na folha de salário ou sobre renda de qualquer natureza e busca e apreensão de dinheiro ou bens corpóreos e incorpóreos de propriedade do devedor. salvo se o embargante pretender obter o efeito suspensivo dos embargos. 7. 8.

o escrivão comunicará ao réu o resultado do julgamento. § 1º A interrupção da prescrição retroagirá à data da propositura da ação. ainda quando ordenada por juiz incompetente. . 9. § 6º Passada em julgado a sentença. . 219. de ofício. § 5º O juiz pronunciará. a prescrição. § 3º Não sendo citado o réu. 668 desta Lei. Efeitos do recebimento da petição inicial dos embargos do executado. inciso V. do CPC] – para cada ação de execução só poderá haver uma ação de embargos: Art. em valor não inferior ao do débito constante da inicial. c/c o § 3º. muito semelhantes ao processo de conhecimento.92 VII – se o devedor não indicar o valor dos bens ou omitir qualquer das indicações a que se referem os incisos I a IV do parágrafo único do art. haver-se-á por não interrompida a prescrição. 219 c/c 301.1 – Induz litispendência [arts. § 4º Não se efetuando a citação nos prazos mencionados nos parágrafos antecedentes. a que se refere o parágrafo anterior. § 3º O executado somente poderá oferecer bem imóvel em substituição caso o requeira com a expressa anuência do cônjuge. induz litispendência e faz litigiosa a coisa. constitui em mora o devedor e interrompe a prescrição. o juiz prorrogará o prazo até o máximo de noventa dias. não ficando prejudicada pela demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário. 9. § 2º A penhora pode ser substituída por fiança bancária ou seguro garantia judicial. mais 30% (trinta por cento). A citação válida torna prevento o juízo. e. § 2º Incumbe à parte promover a citação do réu nos dez dias subseqüentes ao despacho que a ordenar...

740.art. igualmente ao que ocorre no processo de conhecimento e de execução: Art. 11. CPC]. retrotranscrito. do CPC].1 – É processo de conhecimento: 10. que acontece somente quando o executado é citado na ação de execução. 284. Emendas à petição inicial [art. retrotranscrito. 740. determinará que o autor a emende. ou a complete. 10. 9.2 – pelo rito ou procedimento especial mediante cognição plena [art. 9. 738. O processo e o procedimento ou rito dos embargos do executado: 10. 219 do. do CPC]. do CPC] – não há audiência de instrução e julgamento. retrotranscrito.4 – Evita a decadência do direito do executado se opor à execução [art.5 – Não interrompe a prescrição [art.3 – Torna litigioso o direito demandado nos embargos [art. retrotranscrito. retrotranscrito. 284 do CPC]. . do CPC] – há audiência de instrução e julgamento e isso a depender da resposta do embargado-exequente e da decisão do juiz e julgar ou não a lide antecipadamente. 219. do CPC]. 9. CPC]. 740.1.93 9.6 – Não constitui o executado em mora [art. retrotranscrito.2 – Obriga a intimação (citação) do embargado para responder [vale como citação e pode ser feita na pessoa do advogado . Verificando o juiz que a petição inicial não preenche os requisitos exigidos nos artigos 282 e 283. no prazo de dez dias. 219 do.1.1 – pelo rito ou procedimento especial mediante cognição sumária [art. retrotranscrito. 9. ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito. 10.

retrotranscritos. 773]. . nesse caso. certo e exigível.3 – Nomeação à autoria – incabível. 12. o juiz indeferirá a petição inicial.2 – Denunciação da lide – incabível.1 – Embargos ineptos [art. 739. 14. pois o ônus da prova é do devedor já que se presume que o título seja líquido.2 – Embargos intempestivos [art.177-PR.03.94 Parágrafo único. RESP 23. retrotranscritos. 14.93. 13. 14. 12. Revelia e seus efeitos: 13. de Assis está isolado no entendimento de que o exequente-embargado. no caso de vícios insanáveis.3 – Embargos protelatórios [art. Se o autor não cumprir a diligência. do CPC]. Elpídio Donizetti. do CPC]. p. ao não responde aos embargos.4 – Oposição – incabível.1 – Assistência – cabível. do CPC]. 10 ed. inciso II. 13. sob um critério bastante subjetivo. [STJ.1 – A ausência de resposta do exequente-embargado não acarreta a incidência dos efeitos da revelia. inciso III. retrotranscritos. sujeita-se aos efeitos da revelia. Indeferimento liminar da petição inicial: 12. 739. inciso I. 12. 14.2 – A. em 30. Curso Didático. 739. Intervenção de terceiros – seguem-se aqui as mesmas diretrizes da ação de execução: 14.

16. todos do CPC]. 15. 618. total ou parcialmente a depender da extensão da ação de embargos. Desistência da ação de embargos do executado: 15. inciso I. 267. retrotranscrito. se o processo correu à revelia [art. § 4º. . c/c o art. Efeitos da extinção da ação de embargos em relação à execução: 16. 741..1 – falta ou nulidade da citação. 16.5 – Chamamento ao processo – incabível. Extingue-se o processo. o autor não poderá. § 4º Depois de decorrido o prazo para a resposta. 267.3 – extinção pela improcedência do pedido – prossegue-se na execução. pois destinam-se primordialmente ao acertamento da relação matéria o que. não é mais o caso.1 – É possível.1 – extinção por rejeição liminar – prossegue-se na ação de execução.2 – extinção pela procedência do pedido – extingue-se a execução.. 17.1 – Embargos aos atos de execução [embargos de forma: vícios de forma relativo ao processo de execução]: 17. sem resolução de mérito: . Quase todas as modalidades de intervenção de terceiros são incabíveis. do CPC]: Art. retrotranscritos. Objeto da cognição ou matéria que poderá ser analisada nos embargos 17. 16.95 14.1. aqui. ressalvada a hipótese do art. sem o consentimento do réu. desistir da ação.

inciso III. A petição inicial será indeferida: I – quando for inepta.96 17.1. retrotranscritos. do CPC]. do CPC]. ou ao valor da ação. retrotranscritos. por não ser executivo o título apresentado [art. inciso I. do CPC]. III – quando o autor carecer de interesse processual. do CPC]. retrotranscritos.7 – a execução for instaurada antes de se verificar o a condição ou de ocorrido o termo [art. 17.1. 295 e 301. 17. 572 c/c o art.5 – nulidade da execução. retrotranscritos. 17. escolhido pelo autor. inciso II.1. retrotranscritos. retrotranscritos. inciso IV c/c 745. 572. 618. inciso III. não corresponder à natureza da causa. 17.1. caso em . do CPC] (perempção e litispendência.2 – inexigibilidade do título [art.4 – cumulação indevida de execuções [art. 745. 2ª parte. 745. inciso III. 741. 295. todos do CPC]. a decadência ou a prescrição (artigo 219. o credor não poderá executar a sentença sem provar que se realizou a condição ou que ocorreu o termo.1. todos retrotranscritos. 17. V – quando o tipo de procedimento. § 5º). 741.6 – penhora incorreta ou avaliação errônea [art. IV – quando o juiz verificar. VIII e X. e parágrafo único.8 – qualquer outra matéria processual que será lícito deduzir como defesa processual em processo de conhecimento [art. todos do CPC]. desde logo. II – quando a parte for manifestamente ilegítima. 741.1. 618. Quando o juiz decidir relação jurídica sujeita a condição ou termo. por exemplo): Art.1. Art.3 – ilegitimidade de partes [art. 17. inciso II. incisos I a VI. c/c o art. inciso I.

para depois discutir-se matéria de mérito (prescrição. c/c o art. inciso VI.2 – Excesso de execução [art. parágrafo único. 17. isto é. e artigo 284. inciso V. procede-se. primeira parte. primeiramente ser argüidos os pertinentes à forma. 741.2. 17. por exemplo). Efeitos da propositura dos embargos à execução: 18.2 – Embargos ao direito de executar [embargo de mérito: causas extintivas. retrotranscrito. 745. Considera-se inepta a petição inicial quando: I – lhe faltar pedido ou causa de pedir. devendo.97 que só não será indeferida. do CPC].2. se puder adaptar-se ao tipo de procedimento legal. do CPC]. do CPC]. do CPC]. impeditivas ou modificativas da própria obrigação]. II – da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. 745. VI – quando não atendidas as prescrições do artigo 39. . 739-A. 17. Parágrafo único. Os embargos. assim como no processo de conhecimento. inciso V. Nesse caso.3 – Causas impeditiva (título vencido. por exemplo). 17. 745.2. modificativa (transação. retrotranscritos. à defesa processual. III – o pedido for juridicamente impossível.1 – sem efeito suspensivo [regra geral – art. portanto. inciso IV. todos retrotranscritos. retrotranscritos. 741. podem ser de forma ou de mérito.2. objetiva-se afastar o(s) direito(s) do executado: 17. do CPC]. por exemplo) e extintiva da obrigação exeqüenda [art.4 – Qualquer outra matéria de mérito que seria lícito ao executado deduzi-la em sede de defesa em processo de conhecimento [art. IV – contiver pedidos incompatíveis entre si. 18. retrotranscritos.1 – Retenção por benfeitorias [art. inciso III.

por meio da penhora. 20. § 3º. retrotranscritos. prescrição. alienação ou arrematação. do CPC]. 746. 19. art. se o devedor se comprometer a não mais praticar qualquer dos atos definidos no artigo antecedente e der fiador idôneo. retrotranscrito. 739-A. 30 Súmula 331 do STJ: Na execução contra instituição financeira. retrotranscritos. excluídas as reservas bancárias mantidas no Banco Central. exigível na própria execução. etc. o devedor incidirá em multa fixada pelo juiz. parágrafo único. 601. que responda ao credor pela dívida principal. 601. do CPC]. elas sejam convertidas em pecúnia. pagamento. 739-B. 1. Além disso.30 Consolidado o direito de crédito do exequente. tais como nulidade. alienação e arrematação]. transação. multa essa que reverterá em proveito do credor. em montante não superior a vinte por cento do valor atualizado do débito em execução.1 – é ação autônoma do executado a fatos processuais e/ou materiais supervenientes à penhora e até o aperfeiçoamento da adjudicação. Multa aplicável aos embargos à execução e à expropriação meramente protelatórios [art. a atribuição de efeito suspensivo aos embargos é a regra geral.2 – com efeito suspensivo [exceção – art.98 18.EMBARGOS AO DIREITO DE EXPROPRIAÇÃO [de 2ª fase: adjudicação. depósito ou caução suficientes. O juiz relevará a pena. novação. retrotranscritos. eventualmente. de argüição e prova preconstituída de que o prosseguimento da execução possa acarretar ao executado prejuízo de grave ou incerta reparação. Parágrafo único. Conceito: 1. deverá ser assegurado o juízo. art. despesas e honorários advocatícios. Só será cabível na execução por quantia contra particular e não se aplicará às outras modalidades até que. [art. 746. é penhorável o numerário disponível. 740. juros. todos do CPC]: Art. primeiramente. Cobrança das multas e indenizações decorrentes da litigância de má-fé [art. §§ 1° ao 6°. Nos casos previstos no artigo anterior. Serão autuados em apartado tanto da ação de execução quanto de eventual ação de embargos ao direito de executar. retrotranscrito. . do CPC] – Há necessidade. A suspensão poderá ainda ser parcial ou total a depender da amplitude da matéria argüida em embargos em comparação ao processo de execução. No caso de execução contra a fazenda pública. III . poderá o executado discutir ainda o direito de expropriação daquele. sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material.

arrematante (hasta pública) e adjudicatário. Multa aplicável aos embargos de adjudicação. do CPC]: 31 1. 746.2 – passiva: o exeqüente. contados da data da assinatura pelo juiz da adjudicação. Legitimidade: 3.1 – ativa: executado. no prazo de quinze dias. 746. os embargos do devedor serão decididos no juízo deprecante. Outros pressupostos ou requisitos aplicados aos embargos de 1ª Fase. IV – EMBARGOS NA EXECUÇÃO POR CARTA PRECATÓRIA OU DE ORDEM [art. alienação ou arrematação meramente protelatórios [art. do CPC]. retrotranscrito. CPC]. 3. o adquirente. retrotranscritos. retrotranscrito. retrotranscrito. . 746. do CPC]. § 1° e 2°. 747. 3. 6. do CPC]. salvo se versarem unicamente vícios ou defeitos da penhora. Aplicam-se aos embargos à adjudicação. 31 Súmula 46 STJ: Na execução por carta. § 3°. 746. Prazo para interposição: 2. regras e procedimento dos embargos do executado [art. 4. retrotranscritos. alienação ou arrematação [art. avaliação ou alienação dos bens. A ação de embargos ao direito de executar ou de expropriar poderá ser proposta no juízo deprecante ou deprecado. Possibilidade de o adjudicatário. 5. contados da juntada do mandado citatório no juízo deprecado ou da comunicação ao juízo deprecante [art. adquirente ou arrematante desistir da aquisição [art. retrotranscritos. 738 e § 2º.1 – 5 dias. alienação e arrematação os mesmos princípios. do CPC].99 2.

Por isso. o que. avaliação ou alienação de bens. Recursos: Podem ser agravo de instrumento. por tratar-se de matéria de ordem pública. 2. um pedido do embargante para que o juiz conheça de matéria de ordem pública quando houver prova préconstituída. dependeria de argüição para que o juiz conhece-se da matéria. salvo quando esta argüição por fim ao processo (argüição de falta de interesse de agir. agravo retido ou até mesmo apelação. 4. . 3. Se o objeto da ação de embargos versar unicamente sobre os vícios ou defeitos da penhora. é tecnicamente melhor a utilização do termo “objeção”.ARGÜIÇÃO DA EXCEÇÃO OU OBJEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE: 1. portanto. se tais atos processuais tiverem sido praticados nos limites territoriais da jurisdição do juízo deprecado. Natureza jurídica: mero incidente cognitivo. a este é facultado o julgamento da ação de embargos ao direito de executar [penhora e avaliação] ou ao direito de expropriação [adjudicação e alienações pública e particular]. 32 Súmula 393 do STJ: A exceção de pré-executividade é admissível na execução fiscal relativamente às matérias conhecíveis de ofício que não demandem dilação probatória. por tratar de matéria de ordem pública. haveria necessidade de caução para se embargar). Ônus da sucumbência: não há. Prazo para propositura: não há. O julgamento da ação de embargos será efetivado pelo juízo deprecante. 3. 6. não prevista no CPC. 7.100 2. Matérias argüíveis:32 matérias de ordem pública. por exemplo). a regra é que os embargos tivessem efeito suspensivo e. pois não tinha como garantir o juízo em razão dos valores astronômicos dos títulos em questão (vale lembrar que. e. Conceito: Trata-se de uma criação jurisprudencial. 5. Constitui. V . Pontes de Miranda demonstrou que. à época. pois em tese. a fraude contra o executado era tão evidente que dispensava qualquer dilação probatória e garantia de juízo. portanto. Nomenclatura: alguns criticam a utilização do nome “exceção”. Surgiu na década de 1960 com Pontes de Miranda quando ele foi contratado para defender uma empresa que não tinha como embargar à execução. naquele caso. como já se definiu. não é o caso.

2010   TÍTULO O – EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E NÃO FAZER I – CONSIDERAÇÕES GERAIS .10.101 AULA 24 – 29.

no entanto. determinando que terceiro faça por conta do devedor. não pratica o ato que deveria praticar. 634/637 do CPC].1 . Inicialmente. 249 . 1. ou seja.Obrigação de fazer fungível [arts. 2 Espécies das obrigações de fazer e não fazer: 2. quando o devedor não a cumpre. se o sujeito se recusa a cumprir o Estado não pode coagi-lo a cumprir a obrigação.Obrigação de fazer materialmente infungível [art. . basta colocar uma clausula dizendo que apenas o devedor poderá cumprir a obrigação. será livre ao credor mandá-lo executar à custa do devedor. É ai que reside a grande dificuldade do cumprimento específico das obrigações de fazer. na obrigação de fazer materialmente infungível somente a pessoa do obrigado poderá cumprir ainda que no plano fático qualquer pessoa possa cumprir.” 1.102 Passamos agora ao estudo da execução das obrigações de fazer e não fazer. 249. Na obrigação de entrega de coisa.1 – obrigação de fazer: a prestação de um fato comissivo Para cumprir a obrigação de fazer. Ou seja. mas do próprio sujeito passivo. executar ou mandar executar o fato. sem prejuízo da indenização cabível. os sujeitos são o credor e o devedor. por isso temos de estabelecer critérios para distingui-las. temos de ter em mente o que são obrigações de fazer e de não fazer. o juiz realiza busca e apreensão ou imissão na posse para superar a resistência do devedor. Se o fato puder ser executado por terceiro. O artigo 461 traz a previsão para o caso de a obrigação estar fundada em título judicial.2 – obrigação de não fazer: a prestação de um fato omissivo A obrigação de não fazer é o inverso. um terceiro poderá fazer em seu lugar e por sua conta. tem de agir positivamente. 638 do CPC] As partes. Na obrigação de entrega de coisa. ainda que a prestação pela sua natureza seja fungível. é importante observar a distinção destas obrigações em relação à obrigação de entrega de coisa. sendo depois ressarcido. Estudaremos apenas a execução lastreada em título extrajudicial. os sujeitos são o credor e o devedor e o objeto mediato e o imediato se confundem na própria coisa devida. Naturalmente. A distinção é simples. Obrigação de fazer fungível é aquela em as partes convencionam que se o próprio devedor não cumprir. O devedor se torna inadimplente por obrigação de fazer quando. na obrigação de fazer. se não quiser não há solução. O devedor se torna inadimplente em obrigação de não fazer quando ele deveria ficar inerte e. o devedor tem de ficar inerte. isso porque o objeto mediato da obrigação de fazer é o mesmo da obrigação de entrega de coisa. O devedor só a cumpre se quiser. tem de se manter omisso quanto à conduta. o devedor é a um só tempo sujeito da relação de direito material e também objeto imediato da relação processual. em se tratando de título extrajudicial.CC) “Art.2 . existem técnicas que procuram superar esta dificuldade. Parágrafo único. Em caso de urgência. A fungibilidade analisada não é do objeto da prestação. O objeto mediato é o resultado da ação do devedor. 1 Conceitos: Além da conceituação das obrigações. ou seja. independentemente de autorização judicial. ele não realiza a conduta. havendo recusa ou mora deste. ao chegar o vencimento da obrigação. que o próprio credor faça independente de autorização judicial (art. podem instituir no contrato a infungibilidade da prestação. o devedor tem de adotar uma conduta pró-ativa. 2. ou seja. matéria que está prevista no CPC em seus artigos 632 a 638. Por outro lado. pode o credor. prevê cumprimento de sentença condenatória por obrigação de fazer ou de não fazer. mas aqui o objeto imediato é o próprio devedor. ele se obriga a prestação de um fato negativo. Na obrigação de fazer há uma pequena diferença. pratica o ato do qual estava proibido de praticar pelo contrato. o que é suficiente para que se crie uma obrigação materialmente infungível.

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2.3 – Obrigação de fazer juridicamente infungível [arts. 466-A, 466-B e 466-C do CPC] A obrigação de fazer juridicamente infungível é aquela que inicialmente só o devedor poderá cumprir, mas a recusa do devedor, a sua vontade é substituída pela sentença judicial. Só ocorre em casos de précontratos, promessas de contratar, onde as partes celebram, por exemplo, uma promessa de compra e venda de um carro, onde as partes combinam que o carro será entregue em uma data futura por um preço determinado e no dia do cumprimento da promessa, o vendedor do veículo resolve não mais o vender. Nesse caso o comprador tem de ajuizar uma ação pedindo que o juiz dissesse que o contrato estava perfeito e acabado, juntando na inicial o valor a ser pago pelo veículo. O juiz irá ouvir o vendedor e se entender que a sua justificativa para o não cumprimento da obrigação não tem relevância, considerará o contrato cumprido. Essa espécie é objeto de ação de conhecimento e não de execução. 3 Formas procedimentais da execução: 3.1 – título extrajudicial: Ação de execução prevista nos arts. 632-638 do CPC; 3.2 – título judicial: Cumprimento de sentença previsto no art. 461 do CPC. 4 Meios executórios: 4.1 A sub-rogação por transformação da obrigação específica fungível [art. 632 do CPC]: 4.1.1 - A ser satisfeita pelo próprio executado [arts. 632-638 do CPC]; As hipóteses abaixo só ocorrem se o próprio devedor não satisfizer a obrigação. 4.1.2 - A ser satisfeita pelo terceiro à custa do executado [em relação a este ocorre conversão do meio transformação em expropriação - art. 634 do CPC] 4.1.3 - A ser satisfeita pelo próprio exequente ou por terceiro sob a direção daquele e à custa do executado [em relação a este ocorre a conversão do meio transformação em expropriação - art. 637 do CPC] Nas duas hipóteses acima, o juiz manda terceiro realizar, o credor realiza a obrigação ou manda que terceiro faça por ele. Nesses casos, a obrigação do devedor passa a ser de pagar pelo serviço feito, ou seja, ocorre a transformação em expropriação. Deve-se destacar que pode ainda ocorrer de o credor não querer realizar a obrigação e nem querer que terceiro realize. Nesse caso, a obrigação se converte automaticamente em obrigação pecuniária substitutiva cumulada de perdas e danos. 4.2 A sub-rogação por transformação da obrigação específica materialmente infungível [art. 638 do CPC]: 4.2.1 - A ser satisfeita pelo próprio executado [art. 638 do CPC]. Nesse caso, se o próprio devedor não cumpre a obrigação, ela se converte em perdas e danos. 4.3 A sub-rogação por expropriação da obrigação pecuniária substitutiva da obrigação de fazer fungível ou infungível, no caso de conversão destas em perdas e danos: 3.3.1 - a parte exequente poderá fazer a opção pela obrigação pecuniária substitutiva e, caso o valor desta não conste do título, assim como as perdas e danos, estas serão apuradas em ação de liquidação,

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tanto no caso de obrigação de fazer fungível e infungível [arts. 633 caput do CPC], prosseguindo-se na forma do art. 646 e seguintes do CPC]. Ou seja, uma vez apurada, por liquidação se necessário, o valor das perdas e danos e da obrigação de fazer, o valor da obrigação mais perdas e danos se procede em execução por quantia contra devedor solvente. 3.4 A coerção patrimonial: 3.4.1 A aplicação da “astreinte” ou “multa por dia de atraso”, sem prejuízo do cumprimento da obrigação específica ou substitutiva [arts. 644/645 do CPC]. Astreinte não se confunde com Clausula Penal. A astreinte tem a finalidade de compelir o devedor ao pagamento da obrigação, trata-se de uma coerção em que se estabelece uma multa diária para forçar o devedor a cumprir sua obrigação. Já a Clausula Penal deve estar prevista em contrato, se não estiver o credor não pode cobrar, cobra somente perdas e danos genericamente. A astreinte é processual, determinada pelo juiz em face do descumprimento de determinação judicial, enquanto a clausula penal é instituída com base em direito material.

5 Objeto da transformação: 5.1 o objeto imediato: 4.1.1 a prática de ato comissivo [obrigação de fazer]: o devedor se obriga à prática de ato 4.1.2 a prática de ato omissivo [obrigação de não fazer]: o devedor se obriga a não praticar determinado ato. 5.2 – o objeto mediato: 4.2.1 é o resultado material ou prático da atuação comissiva ou omissiva do devedor ou do terceiro.

6 Incidente para aferição de valores [necessária no caso de conversão do meio transformação em expropriação]: 6.1 Finalidades da aferição: 6.2.1 - aferir o valor das perdas e danos se o exeqüente optou pela conversão do meio transformação em expropriação [art. 633, última parte, e art. 638, parágrafo único, todos do CPC]; 6.2 – Procedimentos da aferição: Procedimento de liquidação de processo de conhecimento (arts. 475-A a 475-H – CPC), usado para aferir o valor pecuniário da obrigação de fazer e das perdas e danos. Pode ser feita por um perito (arbitramento), ou por artigos se houver a necessidade de provar algum fato. 6.1.1 – liquidação incidental por arbitramento pericial ou por artigos: [i] para se apurar o valor dos danos e perdas compensatórias ou moratórias, estas últimas se previstas no título executivo extrajudicial [art. 633, última parte, e art. 638, parágrafo único, do CPC]; As moratórias acima citadas devem estar em contrato, se não tiver não pode cobrar. Apenas as compensatórias estão previstas na lei e podem ser cobradas independente de previsão contratual. 6 Meios de defesa: 6.1 – do executado: [i] – Exceção de pré-executividade

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[ii] - Embargos à execução [arts. 736-743 e 745 do CPC] 6.2 – do terceiro [i] Embargos de terceiros [arts. 1046/1054 c/c 626 do CPC].

7 Garantia do juízo Como regra geral, na execução de obrigação de fazer não se exige a segurança do juízo, mesmo porque é possível a propositura da ação de embargos independente de segurança do juízo. Mas se houver necessidade, se houver interesse, por exemplo, do devedor em suspender a execução, ele deve promover a segurança do juízo. 7.1 – Na execução de obrigação de fazer ou não fazer, para que haja a suspensão da ação de execução, será exigida a segurança do juízo por meio de depósito ou caução, real ou fidejussória, tal como fiança bancária ou seguro garantia judicial [art. 656, § 2º do CPC] [HTJ]. 8 Suspensão da ação de execução Ocorre no caso de embargos com efeito suspensivo (já estudamos isto no início do curso ao tratar de eficácia dos títulos judiciais e extrajudiciais). 8.1 – A suspensão da ação de execução depende de garantia do juízo ser oferecida por meio de depósito ou caução [art. 656, § 2º do CPC], bem como, sendo relevantes seus fundamentos, da alegação e prova de que o prosseguimento da execução manifestamente possa causar ao executado grave dano de difícil e incerta reparação [art. 739, § 1º, do CPC]. 9 – Incidente para a contratação do terceiro: 9.1 – Aplicável ao caso de obrigação de fazer ou não fazer fungível [art. 633 do CPC]; 9.2 – O exequente apresentará nos autos proposta do terceiro interessado na realização da obrigação [art. 634, parágrafo único, do CPC]; 9.3 – Há entendimentos doutrinários de que o juiz pode convidar terceiros para apresentarem propostas, bem como o executado pode levar aos autos propostas de terceiros [HTJ, AA, CScarp]; 9.4 – Apresentadas as propostas serão ouvidos o exequente e executado [art. 634, parágrafo único], no prazo de cinco dias [art. 185 do CPC]. Se não houver nenhuma impugnação, o juiz aceita a proposta que melhor atender aos interesses do executado, podendo também, se assim o credor requerer, deferir em igualdade de condições que o próprio credor posse exercer o direito de preferência e executar os serviços. 9.5 – O exequente, no prazo de cinco dias, contados da apresentação da proposta, poderá exercer o direito de preferência na execução dos serviços [art. 637 do CPC]; 9.6 – A obrigação de fazer ou não fazer poderá ser realizada pessoalmente pelo exequente, ou mandar que o terceiro execute sob sua direção e vigilância [art. 637 do CPC]; 9.7 – Caso a obrigação de fazer ou não fazer seja realizada pelo terceiro, o exequente adiantará as quantias conforme previsão contida na proposta aprovada [art. 634, parágrafo único, do CPC]; 9.9 – Prestada obrigação de fazer ou não fazer, o juiz ouvirá as partes em dez [10] dias [art. 635 do CPC]; 9.10 – Havendo impugnação por qualquer das partes competirá ao juiz decidir a impugnação [art. 635 do CPC]; 9.11 – Se o contratante não prestar o fato devido, ou se o praticar de modo incompleto ou defeituoso, o exequente poderá requerer que o juiz o autorize fazê-lo, concluí-lo ou repará-lo por conta do contratante [art. 636 do CPC]; 9.12 – Ouvido o contratante, o juiz, depois de avaliar o custo da obrigação, poderá condenar este ao pagamento das respectivas despesas [art. 636, parágrafo único, do CPC]. 10 – Aplicação de medidas coercitivas e de apoio [art. 461-A, § 3º c/c o art. 461, § 3º e 5º, todos CPC]:

4 – os valores das perdas e dos danos compensatório e/ou moratório sejam apurados em procedimento de liquidação incidental. restringindo sua defesa.  2. 638 § 1º do CPC]. 475-F). O título original (em que se funda a liquidação) é extrajudicial e a hipótese de defesa é tão ampla que o artigo 745 diz que o executado pode argüir na ação de embargos qualquer matéria que seria possível argüir em processo de conhecimento. o exequente. 461.1 – o devedor tem o dever jurídico de prestar determinado fato e não o faz no tempo e/ou modo devidos.”  3 – Sobrevindo o descumprimento da OBRIGAÇÃO DE FAZER MATERIALMENTE INFUNGÍVEL pelo executado. e art. do CPC]. todos do CPC]. 637. se prevista no título executivo [arts. sem prejuízo de eventual pena moratória. [v] desfazimento de obras [art. se prevista no título.  2. [iv] remoção de coisas [art. 633 do CPC]. 1ª parte. também será cabível a aplicação de medidas coercitivas ou de apoio previstas nos §§ 3º. cabe a conversão da obrigação específica em perdas e danos [art.  2. segundo HTJ. [iii] remoção de pessoas [art. poderá requerer que: “Perdas e danos direto”  3. § 5º. se foram aplicadas as medidas coercitivas e ainda assim não houve o cumprimento da obrigação. sucessivamente. 389-390 do CC/02]. poderá requerer que:  2. § 3º. § 5º.  “Art. última parte. . ofendendo o preceito do artigo 620. esta posição não é correta. aplica-se ao caso o art. 461 do CPC: [i] concessão liminar da tutela judicial executória [art. § 5º. 638. 620. 461. 637. Quando por vários meios o credor puder promover a execução. 461. [vi] impedimento de atividades nocivas [art. 633. §§ 4º e 5º. parágrafo único. do CPC]. pois as matérias embargáveis são muito restritas (art. 4º e 5º do art. do CPC]. depois da liquidação da obrigação e das perdas e danos.106 10. § 5º.1 – a obrigação específica seja convertida em perdas e danos de natureza compensatória.  Alguns autores (Humberto Theodoro Júnior) defendem que o procedimento. 461. 461. 461. à custa do executado [art.2 – Caso a aplicação da medida coercitiva ou de apoio seja insatisfatória. além da pena moratória.  Segundo o professor. do CPC]. o exeqüente.5 – se ultimada a liquidação das penas compensatória e/ou moratória. 475-A ao 475-I. sucessivamente. seja ela fungível ou infungível. 2ª parte do CPC]. II – EXECUÇÃO DA OBRIGAÇÃO DE FAZER 1 – Inadimplemento do devedor de obrigação de fazer 1. [ii] busca e apreensão [art. do CPC].   2 – Sobrevindo o descumprimento da OBRIGAÇÃO DE FAZER OU NÃO FAZER FUNGÍVEL pelo executado. 1ª parte. Se o credor não quis que terceiro executasse. além da pena moratória. § 5º. não quis ele mesmo executar. [viii] aplicação de medida coercitiva – multa diária [art. bem como a pena compensatória [arts. art. do CPC]. do CPC] 10. Logo.1 – a obrigação seja satisfeita por terceiro.1 .2 – a obrigação seja satisfeita pelo próprio exequente [art. do CPC]. à custa do executado. postular o prosseguimento da execução de obrigação por quantia contra devedor solvente na forma dos arts. 475-J e seguintes do CPC]. se prevista no título executivo [art.Na execução da obrigação de fazer ou não fazer lastreada em título executivo extrajudicial. do CPC]. do CPC. o juiz mandará que se faça pelo modo menos gravoso para o devedor. 646-724 do CPC [no entanto. 461.3 – a obrigação específica seja convertida em perdas e danos de natureza compensatória. [vii] requisição de força policial [art. 633. do CPC]. salvo se já fixadas no próprio título executivo [art. 633. segue por cumprimento de sentença e não por execução por quantia contra devedor solvente. considerar a aplicação do procedimento de cumprimento de sentença aponta grande prejuízo ao executado. 461. parágrafo único.  2. § 5º. a solução é simplesmente a conversão em perdas e danos. na forma dos arts. do CPC] ou por terceiro sob sua direção e vigilância [art.

643.245/91]. 475-A ao 475-I. 4 .consentir a prática de certo ato mediante autorização [art.1 – obrigação de não fazer instantânea [p.3 . salvo antes fixadas no próprio título executivo [art.107  3. 3 .2 .Objetos específicos [AA] A obrigação de não fazer tem algumas particulares apontadas por Araken de Assis. do CPC]. São variantes de obrigações de não fazer que vão além da idéia de ficar inerte (A primeira e a terceira hipóteses abaixo apresentadas são da lei de locações).2 – a liquidação do valor das perdas e danos compensatório e/ou moratório em procedimento de liquidação incidental na forma dos arts. não podendo realizar obras que embaracem seu fluxo. 633.tolerar fato natural ou atividade alheia [art. 3. a edificação será demolida).EXECUÇÃO DA OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER 1 – Inadimplemento do devedor de obrigação de não fazer 1. uma vez descumpridas. segundo HTJ. Aqui. 2. onde o prédio inferior deve suportar as águas que correm naturalmente do prédio superior. parágrafo único. nos termos da obrigação consignada no título executivo. não cantar – art. 3. . 23 inciso IX da Lei 8.. 2 – Modalidades 2. 1. se a obrigação era de não edificar e o devedor edifica. o CREDOR deverá propor as ações previstas nos arts. no entanto a realiza. não edificar – art. a fim de obter um resultado prático equivalente. e.. 23 inciso VI Lei 8. postular o prosseguimento do processo na forma prevista nos arts.O inadimplemento do executado 4. 3. por outro lado. parágrafo único.   III . Exemplo: passagem de águas.245/91].288 do CC/02]. 466-A. art.1 – Nas obrigações de não fazer ocorre o inadimplemento do executado quando este pratica o ato a que estava impedido. 643.   4 . prevista no código civil. 466-B e 466-C [ação de conhecimento]. caput.Sobrevindo o descumprimento da OBRIGAÇÃO DE FAZER JURIDICAMENTE INFUNGÍVEL [obrigação de emitir declaração de vontade].1 – o devedor tem o dever jurídico de não realizar determinado conduta.3 – ultimada a liquidação das perdas e danos.2 – obrigação de não fazer permanente [p. aplica-se ao caso o art.1 . As obrigações de não fazer instantâneas. do CPC]. do CPC]. de modo que serão obrigatoriamente convertidas em perdas e danos. e. 646-724 do CPC [no entanto. do CPC. 475-J e seguintes do CPC].não fazer algo [art. não tem como serem desfeitas.  3. a obrigação pode ser desfeita (ex.

Parágrafo único. 633. Art. por conta do contratante. o devedor será citado para satisfazê-la no prazo que o juiz Ihe assinar. contados da apresentação da proposta pelo terceiro (art. requerer que ela seja executada à custa do devedor. em caso contrário. Art. ao terceiro. dará por cumprida a obrigação. Se o fato puder ser prestado por terceiro. ou mandar executar. quando for convencionado que o devedor a faça pessoalmente. Prestado o fato. O valor das perdas e danos será apurado em liquidação. nos próprios autos do processo.1 . Se o credor quiser executar. . no prazo de 10 (dez) dias. O exeqüente adiantará as quantias previstas na proposta que. 636. o juiz ouvirá as partes no prazo de 10 (dez) dias. no prazo fixado.o mesmo das obrigações de fazer Art. Parágrafo único.108 5 – Procedimento 5. Ouvido o contratante no prazo de 5 (cinco) dias. Parágrafo único. Quando o objeto da execução for obrigação de fazer. ou a repará-lo. decidirá a impugnação. 633. o juiz houver aprovado. Art. o credor poderá requerer ao juiz que Ihe assine prazo para cumpri-la. a obrigação pessoal do devedor converter-se-á em perdas e danos. que o autorize a concluí-lo. ou haver perdas e danos. o devedor não satisfizer a obrigação. o juiz mandará avaliar o custo das despesas necessárias e condenará o contratante a pagá-lo. terá preferência. 634. ou se o praticar de modo incompleto ou defeituoso. em igualdade de condições de oferta. Art. a requerimento do exeqüente. Parágrafo único. ouvidas as partes. Se o contratante não prestar o fato no prazo. 634. é lícito ao juiz. Parágrafo único. seguindo-se a execução para cobrança de quantia certa. poderá o credor requerer ao juiz. se outro não estiver determinado no título executivo. 632. aplicando-se outrossim o disposto no art. Havendo recusa ou mora do devedor. Se. não havendo impugnação. Art. decidir que aquele o realize à custa do executado. as obras e trabalhos necessários à prestação do fato. sob sua direção e vigilância. O direito de preferência será exercido no prazo de 5 (cinco) dias. é lícito ao credor. 638. Nas obrigações de fazer. caso em que ela se converte em indenização. Art. parágrafo único). 635. 637.

2010 – Quinta e Sexta-feira Hoje estudaremos os aspectos gerais (Teoria Geral) do processo cautelar. A tutela cautelar NÃO resolve o mérito da questão. 2 . houve um grande retrocesso na organização jurídica. No entanto. a partir do século XI e seguintes. que era. de fato.No direito alemão 1. Nesse sentido há três teorias importantes que buscam explicar a tutela cautelar. não se está falando de direito material. Até porque. Precisa-se examinar apenas se aquele que demanda a tutela cautelar a tem como necessária para viabilizar a tutela de conhecimento ou de execução. mas sim de direito PROCESSUAL. e a corrigir vários aspectos impróprios.Origem do conceito de processo cautelar 1. A tutela cautelar não tem um fim em si mesma.1 – Chiovenda: O temor da ocorrência de um dano jurídico a direito ou a um possível direito. mas preordenada a servir a uma providencia definitiva. Naquela época já existiam os chamados INTERDITOS. Por exemplo. pode ser concedida a tutela cautelar e.2 – Calamandrei: A medida cautelar não constitui um fim em si mesma.109 TÍTULO A – DA TUTELA CAUTELAR Direito Processual Civil III – Execução e Cautelar Prof. Ela se preocupa apenas em viabilizar o resultado útil da tutela de conhecimento e da tutela de execução.1 – No direito romano 1. Com o fim do império romano. Então.2 . até então. prevaleceu o direito alemão na Europa. o juiz julgar improcedente o pedido daquele que recebeu a tutela cautelar. A tutela cautelar não se preocupa como mérito do pedido.3 – No Direito italiano [Séc. A tutela cautelar já era conhecida pelos romanos. 2. aplicada pelos romanos. Vetuval Martins Vasconcelos Aula 25 e 26 – 04 e 05.11. que eram os procedimentos que visavam a garantir o resultado útil na tutela de conhecimento e na ação de execução.Teorias: 2. isso EMBORA A TUTELA CAUTELAR SEJA AUTÔNOMA. quando se fala em fumaça do bom direito. XX – Chiovenda. I . Já por volta do século XIX/XX a tutela cautelar ganhou AUTONOMIA perante os processos de conhecimento e de execução. o processo cautelar se tornou um processo AUTÔNOMO. na sentença. voltou-se a execução pessoal. a universidade de Coimbra e Bolonha começaram a pesquisar o direito.EVOLUÇÃO HISTÓRICA 1 . em que o devedor era entregue ao credor e este poderia até dispor da vida daquele. Ela existe em função do processo de execução e do processo de conhecimento. . Nessa fase. será o vencedor na demanda. Assim. Ela não resolve o litígio entre as partes no aspecto meritório. Se não puder ser formado o processo de conhecimento ou o processo de execução. Veja que Chiovenda nem se preocupa em saber se o autor. Calamandrei e Carnelutti]. Isso é irrelevante.

Obviamente a tutela cautelar assegura o direito à parte. E mais. não faz sentido a existência de sentenças que não possam ser cumpridas. ela poderá ser alterada. Isso é uma tutela antecipada. propriamente. 1. a pensão alimentícia provisória. Esta tem uma função muito mais importante. a tutela antecipada antecipa o próprio bem da vida que a parte deseja.2 – Provisoriedade: As medidas cautelares têm duração temporal limitada. IMPORTANTE! Veremos. se o processo de conhecimento ou de execução for extinto. desde o início. Já o processo cautelar não é. Por outro lado.110 NÃO poderá ser formada a tutela cautelar. Se não houver um processo de conhecimento ou de execução não há sentido para nascer um processo cautelar. Já a tutela cautelar tende a desparecer. outro aspecto com respeito à tutela cautelar que está relacionada à COISA JULGADA. Aliás. a tutela cautelar que visa a garanti-los também será extinto. A tutela antecipada é satisfativa. 3 . Deve-se sempre mostrar ao juiz a existência de um litígio de direito material que possa estar em perigo para a existência da tutela cautelar. mesmo que o titular venha a falecer. II – CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO 1.Finalidade:  Tutela de asseguração do resultado útil processo de conhecimento ou de execução. Não se instaura um procedimento cautelar sem que este esteja vinculado a um procedimento de conhecimento ou de execução. o credor poderá invocar a prestação de uma tutela executória. Fazendo uma rápida explicação. numa ação de alimentos em que a parte pede que seja concedido. no aspecto ideal. Se o devedor não cumprir o que foi declarado na tutela de conhecimento. já a cautelar é não satisfativa (não resolve a questão de mérito). O processo cautelar existe muito mais para dar eficácia à tutela jurisdicional do que. Isso é tutela cautelar. A finalidade da tutela de conhecimento é declarar. ainda. certamente se está protegendo o direito do credor. Agora outra situação é a do devedor que está dilapidando o seu patrimônio e o credor (autor da ação) pede que seja feito o arresto dos seus bens. Na tutela cautelar. na tutela antecipada já se tem o próprio bem da vida pretendido. Por exemplo. E é exatamente por isso que o juiz pode DE OFÍCIO conceder a tutela cautelar. como remédio adequado à justa composição da lide. Veja que. o juiz não pode conceder de ofício a tutela antecipada. a existência ou não do direito. As medidas cautelares já nascem para desaparecer em um determinado momento. NÃO é esta a função primordial da tutela cautelar. Só que a tutela cautelar é NÃO satisfativa. A tutela antecipada é satisfativa. . 2. Se uma das tutelas anteriores estiver correndo perigo. nem será mais necessária a tutela cautelar. a tutela de conhecimento. Afinal. Isso porque a tutela cautelar tem essa função de preservar a eficácia da função jurisdicional. Porém. que é o RESPEITO AOS PROVIMENTOS JURISDICIONAIS. Afinal. a tutela antecipada antecipa os efeitos que o juiz só concederá na sentença de mérito. Já a tutela cautelar é uma asseguração da tutela de conhecimento ou de execução.1 – Instrumentabilidade: Apenas serve ao processo principal [conhecimento ou execução] Veja que o processo de conhecimento e de execução são um fim em si mesmo. se o devedor está dilapidando o seu patrimônio e o autor pede para que sejam arrestados bens desse devedor para que estes possam ser penhorados posteriormente. Essa teoria de Carnelutti é importantíssima. por exemplo. A tutela antecipada tende a se transformar em tutela definitiva. Ou seja. Características das medidas cautelares 1.3 – Carnelutti: A tutela cautelar existe para tornar útil e eficaz a prestação do jurisdicional do processo de conhecimento e de execução. se invoca a tutela cautelar. para proteger direitos da parte. Tanto que os requisitos para se conceder a tutela antecipada são muito maiores que os da tutela cautelar. ela prossegue com os sucessores. se houver a tutela antecipada. que visa à satisfação material do direito. pois. mesmo que a sentença cautelar tenha sido transitada em julgada.

retirá-lo do foco do perigo. Sempre um processo rápido. 9. mas dependente. não têm nada de cautelar (pois têm um fim em si mesmas). É perfeitamente possível o juiz conceder a tutela cautelar e.2 – a cautelar não contenciosa A tutela cautelar pode ser não contenciosa (aliás. obras de conservação de coisa litigiosa e.4 – Autonomia: A tutela haurida no processo cautelar não interfere na tutela a ser concedida no processo de conhecimento ou de execução. modificadas ou revogadas a qualquer tempo (MESMO QUE A SENTENÇA JÁ TENHA TRANSITADO EM JULGADO – OU SEJA. protestos e notificações . O processo de cautela é autônomo. o SEQUESTRO.A lide cautelar 2. também. Por exemplo. 805 e 807 do CPC].art.111 1.3 – medidas conservativas genéricas [arrolamento de bens. 9. 1. Elas. Seria o caso de não haver resistência da parte contrária diante da medida cautelar. Deveriam estar no processo de conhecimento. Classificação das medidas cautelares: .7 – sumariedade: é uma tutela de urgência. de procedimento sumário A tutela cautelar é sempre sumária. 874 do CPC]. uma vez extinto este. o juiz determina cautelarmente o arresto de alguns bens e a parte não contesta. na verdade. Tanto que o processo cautelar não interfere na sentença do processo de conhecimento ou de execução.art. A medida cautelar visa a impedir a lesão. isso é muito comum). 1. homologação de penhor . A PRINCÍPIO. julgar improcedente o pedido na ação principal (ação de conhecimento ou de execução). apesar de estarem arroladas no processo cautelar. – São medidas que não têm nada de cautelar.1 – medidas de impedimento à incidência da lesão [seqüestro. 3 . 1. busca e apreensão] – Aqui o bem jurídico já foi lesionado e a tutela cautelar.6 – prevenção: tem função meramente preventiva ou de assegurar o resultado útil do processo principal.2 – medidas de eliminação da lesão já ocorrida [atentado. 2 .Espécies de providências cautelares: 9. 867 do CPC. enquanto fenômeno processual. Trata-se apenas de uma ameaça. 801 do CPC. notificações. portanto. segundo a doutrina ou jurisprudência.4 – medidas satisfativas não cautelares [justificação . separação de corpos. se impõe a extinção do processo cautelar [é pressuposto de sua existência]. antecipação de prova.1 – a cautelar contenciosa 2. 9. ou seja.art. NÃO HÁ COISA JULGADA CAUTELAR) [arts. visa a paralisar aquela lesão. alimentos provisionais] – Aqui o bem jurídico ainda não foi atacado. 4. que pode ser deferido antes do bem jurídico sofrer a lesão ou depois de ele já ter sido atingido] – São medidas que visam a conservar o bem.3 – Revogabilidade: As medidas cautelares podem ser substituídas. na sentença.5 – acessoriedade: o processo cautelar é dependente do processo principal [conhecimento e execução]. 1.

800. 839 do CPC]. certificará o ocorrido. suponhamos que uma dívida irá vencer daqui a um ano. 839 do CPC].quanto ao objeto: Ou seja. muito embora ainda não possa exercer o direito. 4. 852 do CPC].1. 2ª parte do CPC] – quando são propostas ANTES do processo principal. Vamos relembrar. o credor pode propor uma medida cautelar desde a constituição da obrigação. neste caso. Em aulas passadas vimos um exemplo disso.2. 798 do CPC. entrar com uma medida cautelar solicitando o arresto de bens do devedor.2 – incidentais [art. sequestro [art. não encontrando o devedor.3. Veja que o ser humano também pode ser objeto de direito (e não só sujeito). Logo.2. essa pessoa será um OBJETO da relação processual. 1ª parte.1 – sobre bens: arresto [art. 653 do CPC. Art. o que pode ser objeto de um pedido cautelar? 4. do CPC] – É quando proposta concomitantemente ou posteriormente à ação principal. alimentos provisionais [art.1. arrestar-lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a execução. o oficial de justiça procurará o devedor três vezes em dias distintos. 826 do CPC]. 813/889 do CPC] 4. 800.1 – quanto ao rito ou procedimento 4. a sustação de protesto não está previsto como procedimento especial ou específico. Veja que o arresto é uma medida cautelar que está sendo proposta sem um processo cautelar nesse caso. 855 do CPC] busca e apreensão de bens [art.2 – quanto ao momento da propositura 4.112 4. Nos dez dias seguintes à efetivação do arresto. no Art. Porem. . 4 3. 798 do CPC] O Procedimento comum é usado quando não se aplicar os procedimentos especiais ou específicos. Na verdade. 822 do CPC].3 . Parágrafo único.1 – procedimentos especiais ou específicos: típicas ou nominadas [arts.2 – sobre pessoas: busca e apreensão de pessoas [art. Veja que a tutela cautelar pode ser concedida ANTES do processo principal.2 – procedimento comum: atípicas ou inominadas [art. caução [art. .Neste caso. 4. ATENÇÃO! Pode haver medida cautela SEM que haja processo cautelar. usa-se o procedimento comum do Art. O oficial de justiça. quando o pedido cautelar recair sobre uma pessoa. Por exemplo. arrolamento de bens [art. 4. 813 do CPC]. O credor poderá. Por exemplo. não o encontrando. 653.1 – preparatórias [art. o credor toma conhecimento de que o devedor está vendendo todos os seus bens. e NÃO sujeito da relação processual.

5.2.A tutela cautelar tem por característica a INSTRUMENTALIDADE. 5.1 – medida originária [arts. 5. 4. 829 e 830 do CPC] 6. pode-se antecipar uma tutela de mérito ou uma tutela cautelar (por meio de liminar. 6.A tutela cautelar pode ser concedida DE OFÍCIO ou a requerimento de qualquer das partes. o seu nome mudará “Tutela de Evidência” ou “Tutela de Mérito”. só a pessoa incapaz é que pode ser objeto de direito.Só poderá ser deferida a requerimento da parte autora. pressupõe a existência das condições da ação.1 .A tutela antecipada tem como pressupostos: prova inequívoca. 5.3 .2. Tanto que. atenção.3 . no bojo de uma ação de conhecimento ou executória. fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. verossimilhança.1. a nomenclatura “Tutela antecipada” é tecnicamente incorreta. 11. produção antecipada de prova [art. Distinções entre tutela cautelar e tutela de mérito antecipada 5. o nome tutela antecipada se aplicaria tanto à tutela de mérito quanto à tutela cautelar.1.1 – Características da tutela cautelar: 5. 5. O capaz jamais será objeto (só sujeito de direito).3. a contra cautela e sua fungibilidade 6. possui custas e termina com uma sentença da qual cabe recurso de apelação.Promove a satisfação. de modo a assegurar o resultado útil do processo principal 5. Isso porque. com todas as características desta.2. 5.1.1.3 – sobre provas: exibição de coisa e documentos [art. na reforma que ocorrerá no CPC.3 .A cautelar é uma ação. é AUTÔNOMA. o nome “tutela antecipada” não é bem apropriado. Ou seja. a grande diferença entre a tutela antecipada e a tutela cautelar.2 . 844 do CPC]. além da DEPENDÊNCIA. apesar de usada até pela lei. abuso de direito de defesa ou manifesto propósito protelatório do réu.A tutela cautelar tem pressupostos específicos: o fumus boni iuris e o periculum in mora. em tese. na verdade. 1 . por exemplo). 5.2 .2 – medida incidental de contra cautela [arts.2 – Características da tutela antecipada: Na verdade.1. A caução.tem função preventiva para o fim de evitar a incidência da lesão ao interesse da parte.113 Mas. eis que antecipa a decisão de mérito. da pretensão do autor. 846 do CPC]. – Esta é. Ou seja. que não estão presentes na tutela antecipatória. 799 c/c 804 do CPC] .4 . ideal ou material.

o juiz o permita prestar uma caução (uma garantia ao juízo). Ou seja. Veja que. Por exemplo. por outro lado.114 6.437/92] Tanto a liminar de mérito (= antecipada) quanto a cautelar dependem da prévia oitiva da autoridade pública no prazo de 72 HORAS (= 3 DIAS). 8. a medida cautelar ficará substituída pela caução. Por exemplo. a lei estabelece a chamada CONTRA CAUTELA.11. Nos demais casos é possível. ao mesmo tempo. porque há situações em que a própria lei proíbe o juiz de conceder liminares (sejam satisfativas ou cautelares) contra o poder público. o devedor pede que. poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas. a lei reconhece que o réu também tem direitos. Dessa forma. Porém. a medida cautelar pode vir a causar prejuízos ou danos ao réu. Por exemplo. diferentemente. Decorre diretamente da lei civil. em vez de ter os bens arrestados. 799 do CPC] 8. quando a pessoa é obrigada a prestar uma garantia. exige a contra cautela do autor (uma caução. porém. Em virtude disso. ela também existe como medida de contra cautela ou medida substitutiva. que o juiz conceda medidas liminares contra o poder público. Poderá ser uma medida originária.1 – conceito 8. ao despachar a inicial. já conceder tanto a tutela antecipada ou a tutela cautelar sem ouvir a parte contrária. Agora. PODER GERAL DE CAUTELA [art. Além dos procedimentos cautelares específicos. suponhamos que o juiz tenha arrestado os bens do devedor. 798 e 799 do CPC.3 – medida incidental substitutiva [art. quando houver fundado receio de que uma parte. a lei do mandado de segurança proíbe. o juiz concede a medida cautelar e. Art.2 – iniciativa 8. Porém. em várias situações. o juiz pode. Em seguida. mas baseado na necessidade e na proporcionalidade/razoabilidade] O poder geral de cautela consta dos Arts.3 – limites [não é ilimitado e nem arbitrário.2010 7. 798. AULA 26 – 05. mediante prévia intimação da autoridade pública. 805 do CPC] A lei possibilita ao juiz conceder a tutela cautelar para aparar o direito de quem demanda (o autor). contra o particular. 798 c/c o art. Isso quando ela não é proibida. A de CONTRA CAUTELA para amparar eventual prejuízo do réu. que este Código regula no Capítulo II deste Livro. Isso naturalmente para dificultar o exercício do direito contra a Fazenda Pública. antes do julgamento da lide. cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação . ela poderá também ser deferida em substituição à medida cautelar. por exemplo). Liminar em face do Poder Público [Lei 8.

principalmente. ordenar a guarda judicial de pessoas e depósito de bens e impor a prestação de caução. proteção do direito de crédito. o juiz pode conceder o arresto então. Aqui na cautela. As medidas cautelares conservam a sua eficácia no prazo do artigo antecedente e na pendência do processo principal. Art. Agora.1 – prazo para ajuizamento da ação principal [art. instrutória. As medidas cautelares não têm vigência eterna. Não requer a instauração de nenhum incidente ou processo de execução. pede o seqüestro. se fosse um processo de conhecimento. naturalmente. a qualquer tempo. suprimi-la. se o autor. caso o autor solicite a medida e o juiz entenda que a medida adequada seja outra. 9. não se visa. mas sim a efetividade da tutela jurisdicional. recursal e a fase da efetivação ou execução da medida. Esta é a regra geral. poderá o juiz. 799. para evitar o dano. 9. como também. O Art. É preciso que esta atuação do juiz esteja vinculada ao princípio da razoabilidade e proporcionalidade. autorizar ou vedar a prática de determinados atos. 798 e 799 do CPC. executória.2 – Duração temporal da vigência da medida cautelar [art. Ela se dá por mandado do juiz. etc). o juiz deveria ou mandar emendar a inicial ou indeferir o pedido. O processo cautelar possui as fases: postulatória. Salvo decisão judicial em contrário. quando esta for concedida em procedimento preparatório. Prazo de vigência ou eficácia da medida cautelar 9. porque a lei concede ao juiz esse PODER GERAL DE CAUTELA? Veja que se trata de um poder muito grande de. por exemplo. 807.115 Este dispositivo permite não só que o juiz atue DE OFÍCIO. Cabe à parte propor a ação. Mas. conceder a medida cautelar e. conceder de forma diversa do pedido do autor. 807 do CPC] Art. quando prolatada em PROCEDIMENTO PREPARATÓRIO (ou seja. mas podem. contados da data da efetivação da medida cautelar. Ele deve fundamentar sempre que tomar essas atitudes. Neste caso. Isso foi concedido ao juiz para que este possa GARANTIR A EFETIVIDADE DA PRÓPRIA FUNÇÃO JURISIDICIONAL DO ESTADO. essa medida perde a sua eficácia. ser revogadas ou modificadas. Se o processo principal não for proposto nesse tempo de 30 dias. 806 do CPC] Art. O poder geral de cautela consta dos Arts. Veja que. ANTES da propositura da ação principal) é de 30 dias contados da efetivação da medida cautelar. mesmo de ofício. . o juiz poderá conceder a medida que ele julgou mais adequada. ampliá-la. a medida cautelar conservará a eficácia durante o período de suspensão do processo. Lembrando que essa execução não se faz nos moldes da execução por quantia ou para entrega de coisa. ainda. no prazo de trinta dias. substituí-la. Este poder geral de cautela não se limita a deferir essa medida. Não é um arbítrio do juiz. 806 diz que a eficácia da medida cautelar. esse poder não é ilimitado. Parágrafo único. mas também de modificá-la (seja para reduzi-la. 806. mas o juiz entender que a medida adequada seria o arresto. No caso do artigo anterior.

2. se o prazo de 30 dias for contado da efetivação. Extinção da medida cautelar 10.1 – pela revogação [art. 807/808 do CPC] Art. 9.116 Até quando dura a eficácia dessa medida cautelar? O que o Art.2. Suponhamos que a medida cautelar preparatória tenha sido concedida no dia 15/10/2010. suponhamos uma ação de execução que recaia sobre uma nota promissória com vencimento no dia 15 de março de 2011.2 – extinção anormal ou anômala: 10. Acontece que. com ou sem julgamento do mérito. Como contaremos os 30 dias? Da data de efetivação da medida cautelar ou da data do vencimento da obrigação? Veja que o Art. é defeso à parte repetir o pedido.3 – Suspensão dos processos principal e cautelar [arts. 10. na pendência do processo principal. o prazo começa a ser contado da efetivação da medida. 808. II – se não for executada dentro de trinta dias. 806. 807 diz é que a medida cautelar preparatória mantém sua eficácia nos dias 30 dias subseqüentes à efetivação do processo principal e. Ou seja. Então. quando a medida atinge o objetivo pretendido. Caso contrário. Por exemplo. esses 30 dias do Art. Cessa a eficácia da medida cautelar: I – se a parte não intentar a ação no prazo estabelecido no artigo 806. 806 do CPC) tem uma série de peculiaridades.1 – extinção normal. 806 fala em 30 dias contados da efetivação da medida. suponhamos que o processo principal tenha sido proposto dentro do prazo de 30 dias supracitado??? (Atenção! A explicação do professor sobre este tópico foi EXTREMAMENTE confusa. Se por qualquer motivo cessar a medida. o direito ainda não poderá ser exercido. 807 do CPC] 10. no final dos 30 dias (14/10/2010) o título ainda não estará vencido. III – se o juiz declarar extinto o processo principal. ATENÇÃO! A contagem dos 30 dias (do Art. 807 do CPC] . 265 e 791 c/c 807 § único. Parágrafo único. todos do CPC] 9. o prazo de 30 dias começará a fluir a partir do momento em que o direito puder ser exercido. também. na data da execução. salvo por novo fundamento. novamente! 10. Não dá pra entender quase nada! Ele se confundiu várias vezes e o que falou não fez sentido!). devem ser interpretados assim: se. já se puder exercitar o direito.4 – Perda da eficácia da medida cautelar [arts. Isso tanto para a ação de conhecimento como para a ação cautelar. A segunda pergunta é: A partir de que momento se pode propor a ação cautelar? A partir da constituição do negócio jurídico (obrigação) ou a partir da incidência da lesão (do ato ilícito)? Explicação muito confusa.2 – pela modificação [art. Por exemplo.

no procedimento cautelar. 13. em qualquer dos casos previstos no artigo 808 deste Código. cabe recurso extraordinário. 11. obtida liminarmente a medida no caso do artigo 804 deste Código.2. O sistema recursal da tutela cautelar [arts. A indenização será liquidada nos autos do procedimento cautelar.117 10. não promover a citação do requerido dentro em cinco dias. poderá reclamar perdas e danos. etc. 10. A execução da medida cautelar Aqui não se trata de um processo de execução nem cumprimento de sentença. 808 inciso III do CPC] 10. Trata-se de uma execução por mandado. contados do seu deferimento [art.4 – Extinção é automática e independe de decisão judicial a respeito. 811.2. a alegação de decadência ou de prescrição do direito do autor (artigo 810). 811 do CPC: Art.3 – pelo não ajuizamento da ação principal no prazo de trinta [30] dias [art. 15. Sem prejuízo do disposto no artigo 16. 808 inciso II do CPC] 10. Todos os recursos que são cabíveis no processo de conhecimento também são cabíveis no âmbito do processo cautelar. IV – se o juiz acolher. salvo nas hipóteses de modificação e substituição. recurso especial. Vejamos o Art.2. 811 do CPC] Da mesma forma que ocorre no processo de conhecimento ou de execução.pela extinção do processo principal com ou sem julgamento do mérito [ou na data do trânsito em julgado desta decisão] [art. A responsabilidade civil [art. Por exemplo. se qualquer das partes vier a sofrer prejuízos. 808 inciso I do CPC]. 12.4 – pela ausência de execução da medida cautelar. II – se. o requerente do procedimento cautelar responde ao requerido pelo prejuízo que lhe causar a execução da medida: I – se a sentença no processo principal lhe for desfavorável. III – se ocorrer a cessação da eficácia da medida. no prazo de trinta [30] dias. Parágrafo único. salvo as hipóteses de medidas não restritivas de direito ou constritivas de coisas.3 .2. Estrutura do procedimento cautelar: . apelação. 496/565 do CPC] O sistema recursal do processo cautelar é o mesmo do processo de conhecimento.

Só em casos excepcionais. 15. O procedimento cautelar pode ser instaurado antes ou no curso do processo principal e deste é sempre dependente.Parte Geral do Processo Cautelar [arts.1. No curso. 1º-475 e 496-565 do CPC. determinará o juiz medidas cautelares sem a audiência das partes.1.2.8 .contestação [art.2.2.2.09 .2. 798.1 .sujeitos processuais e competência [art. 800.sujeitos processuais e competência [arts.contra cautela [art. ela será INCIDENTAL. 800/801 do CPC] 15.2. classificação.1.1.requisitos da petição inicial [arts.Parte geral do CPC [arts.sentença [art. salvo situações excepcionais. 804 do CPC] 15. 805 do CPC] 15.Parte Geral: 15.5 .1. 802 do CPC] 15. Art. 804 do CPC] 15.3 . Além dos procedimentos cautelares específicos.2.1. 803 “caput” c/c o parágrafo único do CPC] e execução [art. [art. .6 . quando houver fundado receio de que uma parte. 496 e seguintes do CPC] Vejamos os Arts. Antes.1. Como regra geral. Art. 801 c/c o art.1. 796/812 do CPC].118 15.1. 808 inciso III do CPC] 15. expressamente autorizados por lei.1 . 15.2. será medida PREPARATÓRIA. 797. antes do julgamento da lide.1.10 . é necessária a intimação da parte contrária. 796.1. 811 do CPC] 15.1.audiência de justificação e concessão liminar da medida cautelar [art.2 .2.7 . no que couber]. que este Código regula no Capítulo II deste Livro. 282 do CPC] 15.2. 796 e seguintes do CPC: Art. objeto.2 . Trata-se do PODER GERAL DE CAUTELA DO JUIZ. fungibilidade etc.1 .responsabilidade civil [art. poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas.medida cautelar: características.sistema recursal [art. cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação.4 . 801 e 802 do CPC] 15.

15. 800.arts. Se a medida cautelar for PREPARATÓRIA. 15. Se já está proposta a ação principal. 822 a 825 do CPC.2. 846 a 851 do CPC 15.2.7 alimentos provisionais – art.2. para fazer valer a eficácia da função jurisdicional. 813 a 821 do CPC.1 arresto .2.2.4 busca e apreensão – art.2.2 sequestro – arts. ao juiz competente para conhecer da ação principal.2.2. e. 882 a 887 do CPC . 802/803 do CPC] 15.119 Art. autorizar ou vedar a prática de determinados atos.8 arrolamento de bens – arts.2. notificações e interpelações – arts.2.13 atentado – arts.9 justificação – arts. a cautelar deve ser requerida no juiz em que foi proposta a ação principal.14 protesto e apreensão de títulos – arts.12 posse em nome do nascituro – arts. 826 a 838 do CPC.6 produção antecipada de provas – arts.2. poderá o juiz.2.2.Trata dos PROCEDIMENTOS CAUTELARES 15.2 . 879 a 881 do CPC 15.2. 15.11 homologação do penhor legal – arts. 15.2. Parágrafo único. a competência será a do juiz em que será buscado o processo de conhecimento futuro ou a ação de execução futura.2. 799. 844 a 845 do CPC. No caso do artigo anterior.2. Interposto o recurso.2. Art. 861 a 866 do CPC 15. 867 a 873 do CPC 15.2.2. 877 a 878 do CPC 15. 15.2.2.2.2.1 – procedimento comum ou inominado [art.2.2.2. para evitar o dano. a medida cautelar será requerida diretamente ao tribunal. ordenar a guarda judicial de pessoas e depósito de bens e impor a prestação de caução.2. quando preparatórias.2. 839 a 843 do CPC]. São medidas de apoio que também existem no âmbito do processo cautelar. Parte Especial: .procedimentos ou ritos específicos ou nominados: 15. 15. 855 a 860 do CPC 15.2.10 protestos. As medidas cautelares serão requeridas ao juiz da causa.5 exibição – arts. 874 a 876 do CPC 15.2. Veja que a questão da competência no âmbito do processo cautelar remete ao processo de conhecimento ou de execução.3 caução – arts. 852 a 854 do CPC 15.

120 15.1 – Subjetivos [os mesmos do processo de conhecimento] 16.arts.1 – fumaça do bom direito [fumus boni iuris] 1.1.3 . 867.1 – para a causa .1.Legitimidade das partes 1. incisos I a VII do CPC] 22 Processo cautelar e juízo arbitral [art.2. Inclusive o próprio novo código está extinguindo o processo cautelar autônomo.1.Interesse de agir 1.DA AÇÃO CAUTELAR 1 Condições ou requisitos da ação 1. 874.1.1 .2.2 .2. a ação cautelar requer todas as condições da ação 1.2.1. Subsidiariedade do processo cautelar à parte geral do CPC e ao processo de conhecimento.1 .Condições ou requisitos GENÉRICOS – Ou seja. 1.2.Possibilidade jurídica do pedido.2 – Objetivos [os mesmos do processo de conhecimento] 17.2.Condições ou requisitos ESPECÍFICOS 1.2 – Perigo de demora [periculum in mora] .15 outras medidas provisionais – arts. 18 Princípios processuais – os mesmos do processo civil e em particular do processo de conhecimento 19 Concessão de medida cautelar sem processo cautelar (É a tentência atual.) 20 Concessão de medida cautelar de ofício pelo juiz 21 Medidas não-cautelares [satisfativas . 888. 888 a 890 do CPC 16 Pressupostos processuais: 16. 22 § 4o da Lei 9307/96] 23 Apensamento do processo cautelar ao processo principal [art.ativa e passiva 1.2 – para o processo – ativa e passiva – plena ou relativa 1.2 . 809 do CPC] III .

2 Classificação das ações cautelares – Já vimos 2. Ele não poderá negá-la neste caso. . ou seja. 3. a futura e possível possibilidade de não recebimento do crédito (por exemplo). do CPC]. Então.2.Quanto ao objeto a) BENS b) PESSOAS c) PROVAS 2. Porém. se for requerer uma medida cautelar de arresto no caso em que será proposta uma futura ação de cobrança.  PEDIDO IMEDIATO: A TUTELA JURISDICIONAL  PEDIDO MEDIATO: O BEM DA VIDA PRETENDIDO 3.7.121 Além desses requisitos. o que se requer é que essas condições devam fazer parte da causa de pedir. ATENÇÃO! O juiz competente para reconhecer a cautelar é o juiz do PROCESSO PRINCIPAL. 3. vale lembrar que pode acontecer de o juiz conceder a cautelar e julgar improcedente o pedido principal (da ação principal). 3. estado civil. do CPC].Os pedidos imediato e mediato [art. O fundamento jurídico é a lesão ao direito. do CPC]. .1 – Órgão jurisdicional destinatária – a competência jurisdicional [art. depois. 801 inciso I. domicílio e residência das partes [801 inciso II. a compra e venda e o indimplemento).3 – Quanto ao rito a) São vários. Sobre FUMAÇA DO BOM DIREITO há uma divergência doutrinária.O pedido de citação [art.Os nomes. Esse á o fato constitutivo da ação cautelar. 3. é a fumaça do bom direito e o perigo na demora.6. O autor irá expor exatamente o negócio jurídico (por exemplo. para que o juiz receba a petição inicial. o juiz não poderia conceder a medida cautelar e julgar.2 . inciso IV. se a fumaça do bom direito fosse o direito material. profissão.4 – Fundamento jurídico da ação cautelar: exposição do direito ameaçado e o receio da lesão [art. 282 do CPC. ATENÇÃO! Presentes os requisitos para a concessão da medida cautelar. 282 inciso V c/c 258/260 do CPC]. prenomes. Ou seja. do CPC] 3. 801. segundo o professor.Quanto ao momento da propositura a) PREPARATÓRIA b) INCIDENTAL 2. 801.1 .O valor da causa [art. do CPC].3 – Fato constitutivo da ação cautelar: a lide de direito material e seu respectivo fundamento jurídico [art. 3 Requisitos da petição inicial: A base de requisitos de toda petição inicial no processo civil é o Art. – Por exemplo. inciso III. 801 “caput”. 3. 282 inciso VII do CPC].5. será DEVER (e não faculdade) do juiz concedê-la. o pedido material improcedente. A maioria diz se tratar do DIREITO MATERIAL.

ainda quando ordenada por juiz incompetente. 5. constitui em mora o devedor e interrompe a prescrição. Emendas à petição inicial [art. havendo prova a ser nela produzida. a ação cautelar deve ser proposta no juízo da ação principal. A LITISPENDÊNCIA também é um efeito que se aplica ao processo cautelar.Indicação e especificação das provas [art. 219. a mora só virá posteriormente. § 4o Não se efetuando a citação nos prazos mencionados nos parágrafos antecedentes.9 . etc. como verdadeiros. Não sendo contestado o pedido. Ou seja.122 3.Documentos essenciais à propositura da ação [art. e. o juiz prorrogará o prazo até o máximo de noventa dias. Da mesma forma. 284 do CPC] Idêntico ao processo de conhecimento. a mora foi constituída no processo de conhecimento. § 2o Incumbe à parte promover a citação do réu nos dez dias subsequentes ao despacho que a ordenar. etc. haver-se-á por não interrompida a prescrição.8 . ATENÇÃO! Acho que será QUESTÃO DE PROVA!! A citação na ação cautelar TORNA PREVENTO O JUIZO (pois. 801. do CPC. 4. Porém. em virtude da prevenção). presumir-se-ão aceitos pelo requerido. 283 do CPC] e com finalidade probatória [arts. O autor tem direito à emenda no prazo de 10 dias. Portanto. § 5o O juiz pronunciará. A citação válida torna prevento o juízo. 803 e 219 do CPC: Art. a propositura da ação cautela também NÃO . Parágrafo único. não ficando prejudicada pela demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário. a que se refere o parágrafo anterior. A citação no processo cautelar FAZ LITIGIOSA A COISA objeto da medida cautelar. 3. pois. inciso V. § 6o Passada em julgado a sentença. de ofício. veja que NÃO CONSTITUI O DEVEDOR EM MORA. 396/399 do CPC]. esse efeito se aplica também ao processo cautelar. § 1o A interrupção da prescrição retroagirá à data da propositura da ação. Art. os fatos alegados pelo requerente (artigos 285 e 319). Se não estava vencida. 803. Esse aspecto é irrelevante no âmbito da ação cautelar. induz litispendência e faz litigiosa a coisa. o escrivão comunicará ao réu o resultado do julgamento. a cautelar NÃO constitui o devedor em mora. o juiz designará audiência de instrução e julgamento. se a obrigação já estava vencida. Se o requerido contestar no prazo legal. caso em que o juiz decidirá dentro em cinco dias. a prescrição. Efeitos do recebimento da petição inicial [arts. § 3o Não sendo citado o réu. 219 c/c 803 do CPC] Vejamos os Arts.

123 INTERROMPE A PRESCRIÇÃO. Intervenção de terceiros [arts. 205/206 do CC/02 c/c os arts. do CPC] O autor pode renunciar da ação cautelar. Até porque a obrigação nem precisa estar vencida para a parte autora ter direito à cautelar. para cada pedido. 292. II – que seja competente para conhecer deles o mesmo juízo. Desistência da ação [art. por si só. É ainda preciso que o credor proponha ou a ação de conhecimento ou de execução para que seja interrompida a prescrição. inciso V. III – que seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento. ainda que entre eles não haja conexão. 8. Decadência e prescrição [arts. Objeto da ação: assegurar bens materiais ou imateriais. § 1o São requisitos de admissibilidade da cumulação: I – que os pedidos sejam compatíveis entre si. Aqui se seguem as regras do processo de conhecimento (as mesmas limitações). contra o mesmo réu. Vejamos: Art. 50 a 80 do CPC] . § 2o Quando. num único processo. não interrompe a prescrição. Aliás. É permitida a cumulação. a medida cautelar. admitir-se-á a cumulação. Cumulação de ações [art. de vários pedidos. 269. 810 e 811 inciso IV do CPC] 11. mesmo que a obrigação esteja vencida. pessoas e provas visando garantir efetividade das tutelas de conhecimento e de execução. Renúncia ao direito material [art. 6. se o autor empregar o procedimento ordinário. 7. 292 do CPC]. 298 § único] O autor pode desistir da ação cautelar. 10. É permitida a cumulação de duas ações cautelares. 9. corresponder tipo diverso de procedimento. 267 inciso VIII e § 4º e art.

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11.1 – Assistência [Sim - arts. 50/55 do CPC]; 11.2 - Oposição [Não - arts. 56 a 61 do CPC]; 11.3 – Nomeação à autoria [Sim - arts. 62/69 do CPC]; 11.4 – Denunciação da lide [Não - arts. 70/76 do CPC]; 11.5 – Chamamento ao processo [Não - arts. 77/80 do CPC].

PROVÁVEL QUESTÃO DE PROVA!!! É permitida somente a ASSISTÊNCIA e a NOMEAÇÃO À AUTORIA.

12. Resposta do Requerido

12.1– Contestação – defesa processual e de mérito 12.2 – Reconvenção – incabível no processo cautelar 12.3– Exceções processuais – incompetência, suspeição e de impedimento.

Veja que a RECONVENÇÃO NÃO é cabível. Isso porque a reconvenção visa a uma questão de MÉRITO e não se discute mérito na ação cautelar.

13. Revelia

13.1 – com a incidência dos efeitos processuais e substanciais [art. 319 do CPC]; [CPC]. 13.2 – sem a incidência dos efeitos processuais e substanciais [art. 320 do CPC]

Art. 319. Se o réu não contestar a ação, reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. Art. 320. A revelia não induz, contudo, o efeito mencionado no artigo antecedente: I – se, havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação; II – se o litígio versar sobre direitos indisponíveis; III – se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público, que a lei considere indispensável à prova do ato.

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Veja que CABE REVELIA na ação cautelar. Ou seja, se o réu não contestar presumem-se verdadeiros os fatos alegados pelo autor.

14 - Sucumbência na ação cautelar

Há custos honorários. Os sistema de sucumbência é o do Art. 20 do CPC.

15 – Espécies de decisão cautelar 15.1 – interlocutórias: concede a medida liminarmente ou no curso do processo 15.2 – sentença: decide a lide cautelar

16 – Efeito da sentença: mandamental e declaratório – QUESTÃO DE PROVA!!!

17 – Coisa julgada cautelar [ apenas formal]

06/11/2010 – Direito Processual Civil III – Prof. Vetuval Martins Vasconcelos – Sábado AULA DE REVISÃO 2ª AVALIAÇÃO - DPC II - 6º SEMESTRE – TURMA A – TURNO: NOTURNO 1ª QUESTÃO [40/SS, em que SS = 100]. ABREU COMÉRCIO E INDÚSTRIA S/A é credora de MARIA JOSÉ da quantia de R$ 15.000,00, representada por contrato particular de locação de imóvel comercial com vigência a partir de 1º de abril de 2010, constituído na forma prevista no art. 585, inciso II, do CPC, com a parcela do aluguel de maio do corrente ano vencida desde o dia 05 de junho de 2010. Na referida avença, em cláusula específica, fora instituída também multa moratória no valor de R$ 1.500,00 e encargo compensatório na importância de R$ 300,00 por mês de atraso. Em razão da mora, a credora, no dia 10 de junho de 2010, ingressou com ação de execução contra Maria José, no valor de R$ 16.800,00, valendo-se do procedimento previsto nos arts. 646-724 do CPC, cuja petição inicial fora distribuída à 1ª Vara Cível da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília-DF. O juiz, ao receber a petição inicial, determinou a citação da executada e fixou verba honorária no valor de R$ 1.700,00, sem prejuízo do pagamento das despesas processuais (R$ 350,00). O oficial de justiça procedeu à citação da executada e, vencido o prazo legal sem que houvesse a quitação da dívida, o meirinho, munido da segunda via do mandado, formalizou a penhora de 100% do veiculo GM Sedan, ano 2009, licença CPC-0659-DF, de propriedade do executado, que também foi avaliado em R$ 42.000,00. Maria José, no interregno legal, propôs ação de embargos sob o fundamento da existência de fato impeditivo, pois alega que ainda não recebeu as chaves do imóvel locado, portanto, não é lícita a referida cobrança. Por fim, ao cabo da hasta pública, a executada novamente manejou competente ação de embargos sob o fundamento de que a

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arrematação fora consumada por preço vil, uma vez que o automóvel penhorado fora arrematado pela quantia de apenas R$ 19.000,00. Na qualidade de advogado (a) consultado (a) a respeito das regras que regem a execução por quantia contra devedor solvente e os embargos do devedor, e considerando a situação fática acima descrita, julgue os itens a seguir.

 FALSO – Primeiro porque NÃO cabe astreinte em execução por quantia. Astreinte só cabe na execução que tem por objeto entrega de coisa e obrigação de fazer e não fazer. Além disso as astreintes não podem ser fixadas pelas partes. Só pelo juiz. O que as partes

O encargo moratório instituído no contrato, no valor de R$ 1.500,00, tem natureza jurídica de meio executório por coerção [astreinte].

 Com respeito aos EMBARGOS façamos uma breve revisão do assunto. excesso de penhora. Um exemplo de fato extintivo é o executado provar que já pagou a dívida. Afinal. Todos os atos praticados externamente. Na questão em análise. No caso em questão.00]. por outro lado. mas sim a penhora é que é excessiva. se for feita pelo oficial de justiça (externamente ao cartório.  VERDADEIRO – O FATO IMPEDITIVO é aquele que impede o aperfeiçoamento do direito do credor. o oficial de justiça deve lavrar o respectivo auto de penhora. Já o FATO EXTINTIVO é aquele que elimina o direito do credor.  Já o Excesso de Penhora. No caso. os atos praticados INTERNAMENTE. Isso qualquer que seja o ato processual ( Ex: auto de penhora. Art. etc). exige o adimplemento da do devedor (artigo 582). V – se o credor não provar que a condição se realizou. O Excesso de Execução é quando o credor cobra do devedor (executado) valor acima das forças do título (Ex: O título é de 10 e é cobrado 15).  A postulação da executada no sentido de ver declarada a extinção da execução. 743. trata-se de um bem indivisível.00] e o valor do automóvel penhorado [R$ 42. Isso qualquer que seja o auto.850.  Ao formalizar a penhora do automóvel de propriedade do executado. a penhora poderá ser por “AUTO de penhora”. Por exemplo.  A diferença entre o valor pedido na ação de execução [R$ 18. Ou seja. 743 do CPC elenca as situações em que há excesso de execução (Veja abaixo). não importa por quem. constitui excesso de penhora. recebem o nome de “TERMO”. como o texto diz que se penhorou 100% do valor do veículo. auto de adjudicação. e não de direito material.  VERDADEIRO – Já vimos que os atos processuais são praticados no âmbito do cartória (internamente) e externamente. Por fim. um exemplo de FATO MODIFICATIVO do pedido do autor seria uma cobrança de valor maior do que o devido. pelo ESCRIVÃO. Agora. o fato impeditivo seria o não recebimento das chaves. é quando se penhora um bem de valor superior ao título. sem cumprir a prestação que lhe corresponde. se for feita pelo escrivão (no cartório).  VERDADEIRO  Veja que o EXCESSO DE PENHORA é diferente do EXCESSO DE EXECUÇÃO. O Art. não se está cobrando acima do valor. e. têm o nome de “AUTO”. portanto).127 podem fixar são cláusulas penais. houve. IV – quando o credor. Astreintes é matéria processual.000. por outro lado. Há excesso de execução: I – quando o credor pleiteia quantia superior à do título. receberá o nome de “TERMO de penhor”. III – quando se processa de modo diferente do que foi determinado na sentença. de fato. ante a existência de fato impeditivo deve ser formalizada por meio de embargos ao direito de executar [embargos de 1ª fase]. . a penhora deveria ter recaído somente sobre parte do valor do veículo. II – quando recai sobre coisa diversa daquela declarada no título. auto de alienação.

Compete ao réu alegar.  Assim. com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir. Vejamos o Art.”. na contestação. toda a matéria de defesa. Neste caso.  EMBARGOS DE ARREMATAÇÃO – Se o ato expropriatório foi uma arrematação  EMBARGOS DE ALIENAÇÃO –Se o ato expropriatório foi uma alienação.  ATENÇÃO! Temos DUAS modalidades de embargos. expondo as razões de fato e de direito. É a partir dessa juntada que começa a correr o prazo dos embargos. a parte obrigatoriamente deve ser citada. Na fase da propositura. 300 do CPC: “Art.128  Tomemos o exemplo acima. Vale o registro de que nos . quais sejam: a) EMBARGOS À EXECUÇÃO (também chamados de EMBARGOS AO DIREITO DE EXECUTAR ou. 300. ao direito que o credor tem de executá-lo. que trata de uma ação de execução por quantia de um título extrajudicial. argui-se-ão os vícios da própria relação processual. ainda. nos embargos à execução (Ou embargos de 1a fase) deve o executado argüir toda essa matéria contra o direito que o exeqüente diz ter.  Uma vez citado. EMBARGOS DE 1a FASE). o devedor irá se opor. Realizada a citação. se for o caso. b) EMBARGOS AO DIREITO DE EXPROPRIAR (também chamados de EMBARGOS DE 2a FASE) – Eles são três:  EMBARGOS À ADJUDICAÇÃO – Se o ato expropriatório for uma adjudicação. o mandado deve ser juntado aos autos.

poderá o executado alegar: V – qualquer matéria que lhe seria lícito deduzir como defesa em processo de conhecimento. a PENHORA é o limite temporal das MATÉRIAS (ou vícios) que poderão ser argüidas nos embargos de 1a fase. as matérias que devem ser argüidas em embargos à execução estão previstas no Art. V – se incidir sobre bens de baixa liquidez. 656 do CPC. exibir a prova de sua propriedade e. O vício processual ou de mérito a ser argüido nessa ação tem como limite a penhora (No caso. ou VII – se o devedor não indicar o valor dos bens ou omitir qualquer das indicações a que se referem os incisos I a IV do parágrafo único do art.  A requerimento das partes. pois o fato impeditivo trata-se do não recebimento das chaves. III – se. 745. Art. o líquido é certo. Ou seja. outros houverem sido penhorados. Ou seja. no inciso V. indicar onde se encontram os bens sujeitos à execução. o item em análise é VERDADEIRO. 745 do CPC. para fazê-lo por embargos à execução. A parte poderá requerer a substituição da penhora: I – se não obedecer à ordem legal. .129      embargos ao direito de executar pode ser argüidos vícios tanto vícios da relação material (matéria de mérito relativa ao negócio jurídico. 656. 745. de embargos de 1a fase. Os vícios que acontecerem APÓS A PENHORA. a penhora é o limite temporal DA MATÉRIA QUE DEVE SE ARGÜIR NOS EMBARGOS DE 1a FASE. no prazo fixado pelo juiz. 746 do CPC. Finalizando. 600). Lembrando que. Agora. todos os vícios que ocorreram APÓS A PENHORA deverão ser argüidos não mais por embargos à execução (embargos de 1a fase). qual é o limite temporal dos embargos ao direito de executar? Resp: A PENHORA. diz o seguinte “Art. deverão ser argüidos por meio de EMBARGOS AO DIREITO DE EXPROPRIAR. Nesse contexto. só podem ser argüidos vícios que aconteceram desde a constituição da obrigação até a penhora. no máximo. havendo bens livres. no caso. mais 30% (trinta por cento). Sobre isso. E. Se os embargos forem rejeitados. Não se contesta mais isso. em se tratando de título extrajudicial. a ação de embargos à execução que arguirá esses vícios tem o prazo de 15 dias. o devedor pode argüir toda e qualquer matéria que seria lícita no processo de conhecimento (seja de ordem processual ou de ordem material). em valor não inferior ao do débito constante da inicial. PROVÁVEL QUESTÃO DA NOSSA PROVA: Mas. estes vícios devem ter ocorrido desde a constituição da obrigação até. § 1o É dever do executado (art. Isso trata-se. vale o registro de que o Art. contados da juntada do mandado de citação. IV – se. Se o título for EXTRAJUDICIAL. certidão negativa de ônus. Em outras palavras. o juiz poderá determinar a substituição do automóvel penhorado por fiança bancária. para ser impetrada. a penhora houver recaído sobre bens já penhorados ou objeto de gravame. em valor não inferior ao débito constante da inicial. Ou seja. se for o caso. a penhora. pois é um vício que ocorreu antes da penhora. isso significa que o credor tem todo o direito de executar o devedor. parágrafo único). contrato ou ato judicial para o pagamento. bem como abster-se de qualquer atitude que dificulte ou embarace a realização da penhora (art. 14. havendo bens no foro da execução. Ou seja.”. da constituição da obrigação até a penhora). veja o Art.  VERDADEIRO – A resposta consta do parágrafo 2o do Art. mais trinta por cento [30%]. líquido e exigível. por exemplo) ou da relação processual. II – se não incidir sobre os bens designados em lei. 668 desta Lei. Nos embargos. de fato. § 2o A penhora pode ser substituída por fiança bancária ou seguro garantia judicial. VI – se fracassar a tentativa de alienação judicial do bem. mas sim por EMBARGOS DE 2a FASE (Embargos ao direito de expropriar).

em vez de ficar inerte. não faz sentido essa constituição de capital para a fazenda pública. Se o executado tomar ciência e não tomar nenhuma atitude dentro do prazo de 5 dias.  FALSO – A matéria “intervenção de terceiros” nos embargos tem o mesmo tratamento da ação de execução. o DER-DF. Art.  No caso. § 4o). se quiser.000. deverá pagar o valor integral. a executada faz jus ao desconto de 50% sobre a verba honorária fixada. em que SS = 100]: Ante a prática de ilícito penal culposo por seus agentes. o DER-DF será citado para. se esta não os opuser. a constituição de capital visa a garantir o pagamento.  FALSO – Veja o Art. Ao despachar a inicial. menor impúbere.130 § 3o O executado somente poderá oferecer bem imóvel em substituição caso o requeira com a expressa anuência do cônjuge. a verba honorária será reduzida pela metade. por exemplo) permitem que o juiz determine ao devedor constitua capital suficiente com vistas a constituir renda para garantir o pagamento da prestação de alimentos. Art. Não houve pagamento dentro do prazo de 3 dias. Na qualidade de advogado (a) consultado (a) a respeito das regras que regem a execução contra a Fazenda Pública e da prestação de alimentos.00]. Ou seja. chamamento ao processo nem nomeação à autoria. foi condenado por sentença judicial transitada em julgado ao pagamento de um salário mínimo por mês. isso evitará a decadência de se questionar a matéria. Vejamos o Art. a título de verba alimentícia em favor de Paulo. será lícito ao juiz ordenar que o DER-DF constitua capital cuja renda assegure o pagamento do valor mensal da pensão. desde que a execução seja lastreada em título executivo extrajudicial. Porém. 652-A. parágrafo único. . essa regra NÃO se aplica à fazenda pública. Logo.  VERDADEIRO – Suponhamos que o bem tenha sido alienado por preço vil. Caso contrário. 652-A. ele propuser embargos de arrematação. mas a fazenda pública É SEMPRE SOLVENTE (por presunção). Para a fazenda pública se aplica a sistemática dos PRECATÓRIOS. No caso de integral pagamento no prazo de 3 (três) dias. Só se admite a ASSISTÊNCIA. Parágrafo único. e tendo em vista a situação fática acima descrita.  No caso. 730.  FALSO – Vimos que as condenações decorrentes de atos ilícitos (pretação de alimentos. Logo.   VERDADEIRO – Veja que se tratam dos embargos de 1a fase (ou seja. denunciação à lide. de plano. propor ação de embargos à execução no prazo de trinta [30] dias. dos honorários. Autarquia Distrital. os honorários de advogado a serem pagos pelo executado (art. essa arrematação ficará perfeita. observar-se-ão as seguintes regras: Proposta a ação de execução por Paulo. julgue os itens a seguir. não é cabível nenhuma das seguintes modalidades: oposição. mais correções. representado por sua mãe. 2ª QUESTÃO [10/SS. Marlene. Além desse ato ser completamente incompatível com o regime do precatório. Na execução por quantia certa contra a Fazenda Pública.  A postulação tempestiva em sede de ação de embargos ao direito de expropriar [embargos de 2ª fase] evita a decadência do direito de a executada se opor à alienação por preço vil [R$ 19.  O chamamento ao processo é modalidade de intervenção de terceiros cabível na ação de embargos do devedor. citar-se-á a devedora para opor embargos em trinta dias. no prazo legal. o juiz fixará. se. embargos ao direito de executar). 730 do CPC. 20.

o valor da coisa.00. Art. apesar de vencido o prazo da entrega desde o dia 10. poderá fixar multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação. apresentar embargos. julgue os itens a seguir. caso se revele insuficiente ou excessivo. O restante. se deteriorou. ANCELMO. inciso II. incluído os materiais e mão de obra. Já se for COISA IMÓVEL. o exequente far-lhe-á a estimativa. celebrou contrato de empreitada [arts. terceira parte. se for COISA MÓVEL. BISSAU adquiriu de ANTÔNIO quinhentos [500] sacos de 50 kg de soja não transgênica ao preço total de R$ 50.  ANTÔNIO. Parágrafo único. mandado de imissão na posse ou de busca e apreensão. O preço global acertado. expedir-se-á.00 foram quitados no ato da assinatura do contrato.  FALSO – Vejamos o Art. § 2o Serão apurados em liquidação o valor da coisa e os prejuízos. conforme se tratar de imóvel ou de móvel.00. caso não promova no decêndio legal a entrega ou depósito dos sacos de soja alienados. Ocorre que ANTÔNIO ainda não procedeu à entrega do produto alienado a BISSAU.  Então. além de perdas e danos. ficando o respectivo valor sujeito a alteração. Na qualidade de advogado (a) consultado (a) a respeito das regras que regem a execução para a entrega de coisa. 585. e tendo em vista a situação fática acima descrita. nem admitidos embargos suspensivos da execução. foi de R$ 80. poderá convolar o meio desapossamento em expropriação que abrange a quantia de R$ 50. 610-626 do CC/02] com a EMPREITEIRA CASSIA S/A para a edificação de 200 metros de muro circundando o imóvel de propriedade da contratante. quando esta não lhe for entregue. pois trata-se de coisa móvel. deveria constar o mandado de busca e apreensão. título executivo extrajudicial). o MANDADO será de BUSCA E APREENSÃO. § 1o Não constando do título o valor da coisa. satisfazer a obrigação ou. 621 do CPC: Na ação de execução para entrega da soja. ao despachar a inicial. logo. por intermédio de instrumento particular [art. BISSAU. será citado para. terceira parte. cujo instrumento fora oficializado na forma preconizada no art. pagos no ato da assinatura do contrato. 585. o juiz. 737.000. . 4ª QUESTÃO [15/SS. sujeitando-se ao arbitramento judicial. inciso II. constante de título executivo extrajudicial. citado na ação de execução. a questão está FALSA. do CPC (= ou seja. ou sendo impossível a sua avaliação. não for encontrada ou não for reclamada do poder do terceiro adquirente. poderá determinar a expedição de mandado de imissão na posse. cujo termo inicial começa a fluir a partir do primeiro dia útil após a juntada do mandado citatório regularmente cumprido. II). O credor tem direito a receber.000. 625.2010.   VERDADEIRA – Vejamos o Art. Não sendo a coisa entregue ou depositada. em que SS = 100]. 627 do CPC: Se ANTÔNIO não fizer a entrega dos sacos de soja ou tendo esta se deteriorado. em que SS = 100]. o MANDADO será de IMISSÃO NA POSSE. ANTÔNIO deve cumprir a obrigação exeqüenda no prazo de dez [10] dias.000. O devedor de obrigação de entrega de coisa certa. não for encontrada ou reclamada do poder do terceiro adquirente. mais eventuais perdas e danos. do CPC].000. em favor do credor.131 3ª QUESTÃO [15/SS. dentro de dez dias. 627. O juiz. a requerimento de BISSAU. nos próprios autos do processo de execução para entrega de coisa.06. 625 do CPC:  Art.00. seguro o juízo (art. 621.  Ou seja. Art.   VERDADEIRA – Vejamos o Art. a ser executado de acordo com os projetos engenharia aprovados pela Administração Pública e que integram o objeto da avença. dos quais R$ 50.

sem prejuízo de eventuais perdas e danos. ] Vencido o prazo judicial concedido para que a EMPREITEIRA CÁSSIA S/A cumpra a empreitada. entende-se: obrigação de fazer. Qual a ação cautelar que CARLOS deve propor em desfavor de LUIZA para conservar ou assegurar o resultado útil de um futuro processo de execução tendo por objeto o crédito representado pela Nota Promissória?  No caso. caso em que ela se converte em indenização.  FALSO – Pois trata-se de uma “obrigação de fazer” (e não “de não fazer”). de responsabilidade de LUIZA. 3. Sobre o que superar. representada por Nota Promissória de emissão do [a] devedor [a]. [  VERDADEIRO – Aqui há uma questão importante: a proposta do terceiro pode ter valor superior àquilo que se obrigou o devedor. Na qualidade de advogado (a) consultado (a) a respeito das regras que regem a execução de obrigação de fazer. entende-se a de pagar quantia. requerer que ela seja executada à custa do devedor. [  VERDADEIRO – Se fosse materialmente INFUNGÍVEL se resolveria por PERDAS E DANOS. que ANCELMO alega que até a presente data a obra sequer fora iniciada. o credor pode cumpri-la da FORMA ESPECÍFICA. Porém. o credor poderá exigir ressarcimento por meio de perdas e danos. em que SS=100] CARLOS é credor [a] de LUIZA da quantia de R$ 100. ainda que contrariamente à vontade da contratada. Ocorre que LUIZA.00. ainda que haja resistência do devedor. Se. Vejamos o Art. nos últimos meses foram efetivados vários protestos de títulos de crédito no Cartório do 1º Ofício de Protesto de Títulos e Documentos. 1. nos próprios autos do processo. 2. Ocorre. à custa da devedora até a quantia de R$ 50.  Obs: Por obrigação específica.000. a ser pago na data da entrega da obra. que é uma medida cautelar. ou haver perdas e danos. ] A obrigação devida pela EMPREITEIRA CÁSSIA S/A. respondas aos itens seguintes: 1.00. O valor das perdas e danos será apurado em liquidação. conservando-se esta inadimplente. com domicílio certo. para evitar que. ação e procedimentos cautelares. 5ª QUESTÃO: [20/SS. o devedor não satisfizer a obrigação. sem ficar com quaisquer outros bens livres e desembargados equivalentes ao valor da dívida. poderá ANCELMO pedir que a prestação seja realizada por terceiro. com vencimento no dia 30 de agosto de 2010.000. julgue os itens a seguir. Na qualidade de advogado (a) consultado (a) a respeito das regras que regem o processo. seguindo-se a execução para cobrança de quantia certa. . ajustada para realizar-se no dia 10 de junho de 2010. e tendo em vista a situação fática acima descrita. por ser fungível. não existam mais bens de posse do devedor. Além disso.000. [ ] A obrigação devida pela EMPREITEIRA CÁSSIA S/A tem por objeto a prática de ato ou um comportamento omissivo. intenta alienar todos os bens imóveis e móveis que possui. 633. 633 do CPC: Art. Parágrafo único. ANCELMO poderá executá-la especificamente. Por obrigação genérica. entretanto. no prazo fixado.132 no valor de R$ 30. quando a obrigação é FUNGÍVEL. de não fazer ou de entrega de coisa. logo o ato é COMISSIVO.00. é cabível o ARRESTO DE BENS. é lícito ao credor. no futuro (na hora da penhora). O arresto de bens serve como garantia da dívida.

Primeiro. o prazo será de 30 dias. ATENÇÃO. 808 diz é que. Cessa a eficácia da medida cautelar: I – se a parte não intentar a ação no prazo estabelecido no artigo 806. II – se não for executada dentro de trinta dias. III – se o juiz declarar extinto o processo principal. Ou seja. 806 do CPC. indique: a) O prazo que dispõe o requerente para promover a efetivação da medida cautelar concedida. 808. Se por qualquer motivo cessar a medida.  Ou seja. Art. 808 diz respeito á EFETIVAÇÃO da medida cautelar. a parte dispõe de 30 dias para PROPOR a ação. Parágrafo único. devemos registrar que essa prova ocorreu no mês de junho/2010. do CPC: Art. quando esta for concedida em procedimento preparatório. Todavia. b) O termo inicial e final que o requerente dispõe para propor a ação principal. quando ela for preparatória. Se julgada procedente a tutela cautelar pleiteada por CARLOS. contados da data da efetivação da medida cautelar. com ou sem julgamento do mérito. segundo o Art. é defeso à parte repetir o pedido. inciso II. Vejamos o esquema abaixo: . 6 de novembro de 2010). Cabe à parte propor a ação. salvo por novo fundamento. o título (nota promissória) ainda não estava vencido. O prazo do Art. ela perde a eficácia. logo. se a ação não for proposta nesse prazo. no prazo de trinta dias. para facilitar o raciocínio. vamos mudar a data da questão para ela fazer sentido na data de hoje (qual seja. o que o Art. 806.  Vejamos o Art.133 2. 808.

Sobre medida cautelar há duas informações importantes. Então. por exemplo) se EXTINGUE. na verdade. Ou seja. observe que a dívida ainda não está vencida. 806. Só que o Art. a medida cautelar DESAPARECE. logo. a cautelar (o arresto no caso) perderá a sua eficácia. a partir da efetivação da medida cautelar. até 05/12/2010). o exeqüente deverá propor a ação de execução. o arresto irá perder a sua eficácia. Além disso. “B” ficou devendo “A” por meio de uma nota promissória que vence em 30/12. o Art. a medida cautelar (de arresto. a medida cautelar também DESAPARECE. ATENÇÃO! Se a obrigação no caso já estivesse vencida. transitou em julgado. Então. Nesse intervalo. Logo. Para entender. . Caso contrário. Nesse caso. esse prazo será contado A PARTIR DE QUANDO O DIREITO PODERÁ SER EXERCITADO. porque. e foi executado o arresto em 30 dias. Ou seja. havendo a PENHORA. Só que “A” ficou sabendo que “B” está a caminho da insolvência. Portanto. CUIDADO. o autor tem 30 dias para propor a ação principal. O arresto foi concedido por sentença. 30/12/2010 será o PRAZO INICIAL para o requerente propor a ação principal. Outra questão é na OBRIGAÇÃO DE ENTREGA DE COISA. Se não. o prazo do Art. a medida cautelar NÃO VAI ATÉ O FIM DO PROCESSO DE EXECUÇÃO. não é realmente contado da EFETIVAÇÃO DA MEDIDA. 808 do CPC. ela só vai até a penhora. quando sobrevier o DEPÓSITO. Assim. a partir do dia 06/11/2010 (Ou seja. ainda não é possível se propor a ação de execução. o requerente teria que contar os 30 dias a partir da EFETIVAÇÃO DA MEDIDA. vamos supor que a medida cautelar tenha sido efetivada no dia 06/11/2010. No caso em análise o direito só poderá ser exercitado a partir de 30/12/2010. pois ela cumpriu o seu papel. Conforme o Art. diante dessa medida cautelar preparatória. Se o bem estava arrestado. Já o prazo final será de 30 após 30/12/2010. No processo de execução por quantia. 806 diz que a ação tem que ser proposta em 30 dias.134 N relação de direito material. pois não haverá mais necessidade dela. Isso só será assim se o direito já puder ser exercido desde então. se a ação principal não for proposta dentro desses 30 dias. pediu ao juiz uma cautelar de ARRESTO DE BENS. aqueles bens que estavam arrestados foram agora penhorados. 808 diz que.