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RENASCIMENTO DO HOMEM ESPIRITUAL E A NOVA METAFÍSICA

Fundamentos do renascimento do homem espiritual

O que é espiritualidade?

Espiritualidade e Religião. Divergências e encontros

O que é metafísica.

Metafísica e Espiritualidade

Paradigmas e Novos Paradigmas

Ciência e Espiritualidade : compatíveis ou antagônicas?

História da Espiritualidade na Humanidade e os Metafísicos na Ciência

Diversos foram os cientistas que participaram de uma visão metafísica, porém, a ciência moderna ignora estes fatores e realça apenas o que lhe interessa. Quando há algum comentário, citam que faz parte de uma influencia da época e que, mesmo sendo um exímio cientista, tivera uma influencia religiosa devido ao tempo em que viveu. Porém, devíamos questionar é: não seria a visão de mundo metafísica que lhes fizeram enxergar realidades que poucos enxergavam? Até hoje a ciência busca encontrar vestígios da genialidade de Einstein no seu cérebro (doado, em prol da ciência), porém, pouco ou nada comenta-se das suas virtudes e do modo como concebia a vida, Deus, e a paixão natural que deveríamos ter em busca do conhecimento. Einstein “descansava” fazendo cálculos para encontrar a teoria que englobaria todas as Leis e afirmava: “quero entender o que Deus está pensando”. Estas afirmações são relevadas e esquecidas quando fala-se de Einstein, porém, todos conhecem a sua famosa fórmula E= m.c2, apesar de poucos no mundo a entenderem profundamente.

Personagens Notáveis da ciência que compartilhavam de uma visão metafísica

Confúcio

Euclides

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Para outros significados de Euclides, ver Euclides (desambiguação).

Ir para: <a href=navegação , pesquisa Nota: Para outros significados de Euclides, ver Euclides (desambiguação) . Euclides Euclides de Alexandria ( 360 a.C. 295 a.C. ) foi um professor , matemático platónico e escritor de origem desconhecida, criador da famosa geometria euclidiana : o espaço euclidiano, imutável, simétrico e geométrico, metáfora do saber na antiguidade clássica, que se manteve incólume no pensamento matemático medieval e renascentista, pois somente nos tempos modernos puderam ser construídos modelos de geometrias não- euclidianas. Teria sido educado em Atenas e freqüentado a Academia de Platão , em pleno florescimento da cultura helenística. Convidado por Ptolomeu I para compor o quadro de professores da recém fundada Academia, que tornaria Alexandria no centro do saber da época, tornou-se o mais importante autor de matemática da Antiguidade greco-romana e talvez de todos os tempos, com seu monumental Stoichia ( Os elementos , 300 a.C. ) , no estilo livro de texto, uma obra em treze volumes, sendo cinco sobre geometria plana , três sobre números , um sobre a teoria das proporções, um sobre incomensuráveis e os três últimos sobre geometria no espaço. Escrita em grego, a obra cobria toda a aritmética, a álgebra e a geometria conhecidas até então no mundo grego, reunindo o trabalho de seus predecessores, como Hipócrates e Eudóxio , e sistematizava todo o conhecimento geométrico dos antigos e intercalava os teoremas já conhecidos então com a demonstração de muitos outros, que completavam lacunas e davam coerência e encadeamento lógico ao sistema por ele criado. Após sua primeira edição foi copiado e recopiado inúmeras vezes e, vertido para o árabe ( 774 ) , tornou-se o mais influente texto científico de todos os tempos e um dos com maior número de publicações ao longo da história. Depois da queda do Império Romano , os seus livros foram recuperados para a " id="pdf-obj-1-12" src="pdf-obj-1-12.jpg">

Euclides

Euclides de Alexandria (360 a.C. 295 a.C.) foi um professor, matemático platónico e escritor de origem desconhecida, criador da famosa geometria euclidiana: o espaço euclidiano, imutável, simétrico e geométrico, metáfora do saber na antiguidade clássica, que se manteve incólume no pensamento matemático medieval e renascentista, pois somente nos tempos modernos puderam ser construídos modelos de geometrias não- euclidianas. Teria sido educado em Atenas e freqüentado a Academia de Platão, em pleno florescimento da cultura helenística.

Convidado por Ptolomeu I para compor o quadro de professores da recém fundada Academia, que tornaria Alexandria no centro do saber da época, tornou-se o mais importante autor de matemática da Antiguidade greco-romana e talvez de todos os tempos, com seu monumental Stoichia (Os elementos, 300 a.C.), no estilo livro de texto, uma obra em treze volumes, sendo cinco sobre geometria plana, três sobre números, um sobre a teoria das proporções, um sobre incomensuráveis e os três últimos sobre geometria no espaço. Escrita em grego, a obra cobria toda a aritmética, a álgebra e a geometria conhecidas até então no mundo grego, reunindo o trabalho de seus predecessores, como Hipócrates e Eudóxio, e sistematizava todo o conhecimento geométrico dos antigos e intercalava os teoremas já conhecidos então com a demonstração de muitos outros, que completavam lacunas e davam coerência e encadeamento lógico ao sistema por ele criado. Após sua primeira edição foi copiado e recopiado inúmeras vezes e, vertido para o árabe (774), tornou-se o mais influente texto científico de todos os tempos e um dos com maior número de publicações ao longo da história. Depois da queda do Império Romano, os seus livros foram recuperados para a

sociedade européia pelos estudiosos muçulmanos da península Ibérica. Escreveu ainda Óptica (295 a.C.), sobre a óptica da visão e sobre astrologia, astronomia, música e mecânica, além de outros livros sobre matemática. Entre eles citam-se Lugares de superfície, Pseudaria, Porismas e mais algumas outras.

Algumas das suas obras como Os elementos, Os dados, outro livro de texto, uma espécie de manual de tabelas de uso interno na Academia e complemento dos seis primeiros volumes de Os Elementos, Divisão de figuras, sobre a divisão geométrica de figuras planas, Os Fenômenos, sobre astronomia, e Óptica, sobre a visão, sobreviveram parcialmente e hoje são, depois de A Esfera de Autólico, os mais antigos tratados científicos gregos existentes. Pela sua maneira de expor nos escritos deduz-se que tenha sido um habilíssimo professor.

algoritmo de Euclides busca encontrar o máximo divisor comum entre dois números inteiros diferentes de zero. É um dos algoritmos mais antigos conhecidos, desde que apareceu na obra Elementos de Euclides por volta de 300 aC. O algoritmo não requer fatoração

fonte:

Biografia

Euclides (c. 330 a. C. - 260 a. C.) nasceu na Síria e estudou em Atenas. Foi um dos primeiros geómetras e é reconhecido como um dos matemáticos mais importantes da Grécia Clássica e de todos os tempos. Muito pouco se sabe da sua vida. Sabe-se que foi chamado para ensinar Matemática na escola criada por Ptolomeu Soter (306 a. C. - 283 a. C.), em Alexandria, mais conhecida por "Museu". Aí alcançou grande prestígio pela forma brilhante como ensinava Geometria e Álgebra, conseguindo atrair para as suas lições um grande número de discípulos. Diz-se que tinha grande capacidade e habilidade de exposição e algumas lendas caracterizam-no como um bondoso velho.

Conta-se que, um dia, o rei lhe perguntou se não existia um método mais simples para aprender geometria e que Euclides respondeu: "Não existem

estradas reais para se chegar à geometria".

Outro episódio sobre Euclides refere-se a um dos seus discípulos, o qual, resolvendo ser espirituoso, depois de aprender a primeira proposição de geometria lhe perguntou qual o lucro que lhe poderia advir do estudo da geometria. Nesse momento, Euclides - para quem a geometria era coisa séria - chamou um escravo, passou-lhe algumas moedas e ordenou que as

entregasse ao aluno: "já que deve obter um lucro de tudo o que aprende".

Euclides é exemplo do "Puro Homem da Ciência", que se dedica à especulação pelo gosto do saber, independentemente das suas aplicações materiais.

Obras

Embora se tenham perdido mais de metade dos seus livros, ainda

restaram, para felicidade dos séculos vindouros, os treze famosos livros que

constituem os Elementos (

). Publicados por volta de 300 a. C., aí

está contemplada a aritmética, a geometria e a álgebra.

Muitos outros textos lhe são atribuídos, dos quais se conhecem alguns títulos:

Divisões de superfícies,

Data ( continha aplicações da álgebra à geometria numa linguagem estritamente geométrica),

Pseudaria,

Tratado sobre Harmonia,

A Divisão (continha muito provavelmente 36 proposições relativas à divisão de configurações planas),

Os Dados (formavam um manual de tabelas, servindo como guia de resolução de problemas, com relação entre medidas lineares e angulares num círculo dado),

Óptica (seria um estudo da perspectiva e desenvolveria uma teoria contrária à de Aristóteles, segundo a qual é o olho que envia os raios que vão até ao objecto que vemos e não o inverso).

Os fenómenos (celestes) (pensa-se que Euclides discorreria sobre Geometria esférica para utilização dos astrónomos),

Porismos (um dos mais lamentáveis desaparecimentos, este livro poderia conter aproximações à Geometria Analítica).

O trabalho de Euclides é tão vasto que alguns historiadores não acreditavam que fosse obra de um só homem. Os trabalhos matemáticos que chegaram até nós foram inicialmente traduzidos para árabe, depois para latim, e a partir destes dois idiomas para outras línguas europeias.

Embora alguns conceitos já fossem conhecidos anteriormente à sua época, o que impossibilita uma análise completa da sua originalidade, pode-se considerar o seu trabalho genial. Ao recolher tudo o que então se conhecia, sistematiza os dados da intuição e substitui imagens concretas por noções abstractas, para poder raciocinar sem qualquer apoio intuitivo.

Os Elementos são - a seguir à Bíblia - provavelmente, o livro mais reproduzido e estudado na história do mundo ocidental. Foi o texto mais influente de todos os tempos, tão marcante que os sucessores de Euclides o chamavam de "elementador". Esta obra é considerada um dos maiores best- sellers de sempre. Obra admirada pelos matemáticos e filósofos de todos os países e de todos os tempos pela pureza do estilo geométrico e pela concisão luminosa da forma, modelo lógico para todas as ciências físicas pelo rigor das demonstrações e pela maneira como são postas as bases da geometria.

São raros os livros que têm sido tão editados, traduzidos e comentários como os Elementos de Euclides. Na antiga Grécia, esta obra foi comentada por Proclo (410 - 485), Herão (c. 10 - 75) e Simplício (490 - 560); na Idade- Média foi traduzida em latim e árabe; após a descoberta da imprensa, fizeram-se dela numerosas edições em todas as línguas europeias. A primeira destas edições foi a de Campano (1220 - 1296), em latim, publicada em 1482, edição usada por Pedro Nunes (1502 - 1578), que a citou numerosas vezes nas suas obras. Em Portugal, publicou Angelo Brunelli em 1768 uma tradução em português dos seis primeiros livros, do undécimo e do duodécimo. Para esta tradução serviu-se da versão latina de Frederico Comandino e fê-la seguir de algumas notas com que Roberto Sinson (1687 - 1768) tinha ilustrado esta versão. Este livro, foi outrora muito usado nas escolas portuguesas razão

pela qual se fizeram novas edições da tradução de Brunelli em 1790, 1792, 1824, 1835, 1839, 1852, 1855 e 1862.

Os Elementos de Euclides têm uma importância excepcional na história das matemáticas. Com efeito, não apresentam a geometria como um mero agrupamento de dados desconexos, mas antes como um sistema lógico. As definições, os axiomas ou postulados (conceitos e proposições admitidos sem demonstração que constituem os fundamentos especificamente geométricos e fixam a existência dos entes fundamentais: ponto, recta e plano) e os teoremas não aparecem agrupados ao acaso, mas antes expostos numa ordem perfeita. Cada teorema resulta das definições, dos axiomas e dos teoremas anteriores, de acordo com uma demonstração rigorosa.

Euclides foi o primeiro a utilizar este método, chamado axiomático. Desta maneira, os seus Elementos constituem o primeiro e mais nobre exemplo de um sistema lógico, ideal que muitas outras ciências imitaram e continuam a imitar. No entanto, não nos podemos esquecer de que Euclides se esforçou por axiomatizar a geometria com os meios de que dispunha na época. É pois, fácil compreender que o sistema que escolheu apresente algumas deficiências. Involuntariamente, em algumas das suas demonstrações admitiu resultados, muitas vezes intuitivos, sem demonstração.

Os treze livros

* Os livros I-IV tratam de geometria plana elementar. Partindo das

mais elementares propriedades de rectas e ângulos conduzem à congruência de triângulos, à igualdade de áreas, ao teorema de Pitágoras (livro I, proposição 47) e ao seu recíproco (livro I, proposição 48), à construção de um quadrado de área igual à de um rectângulo dado, à secção de ouro, ao círculo e aos polígonos regulares. O teorema de Pitágoras e a secção de ouro são introduzidos como propriedades de áreas.

Como a maioria dos treze livros, o livro I começa com uma lista de Definições (23, ao todo) sem qualquer comentário como, por exemplo, as de ponto, recta, círculo, triângulo, ângulo, paralelismo e perpendicularidade de rectas tais como:

"um ponto é o que não tem parte",

"uma recta é um comprimento sem largura"

"uma superfície é o que tem apenas comprimento e largura".

A seguir às definições, aparecem os Postulados e as Noções Comuns ou Axiomas, por esta ordem. Os Postulados são proposições geométricas específicas. "Postular" significa "pedir para aceitar". Assim, Euclides pede ao leitor para aceitar as cinco proposições geométricas que formula nos Postulados:

  • 1. Dados dois pontos, há um segmento de recta que os une;

  • 2. Um segmento de recta pode ser prolongado indefinidamente para

construir uma recta;

  • 3. Dados um ponto qualquer e uma distância qualquer pode-se construir

um círculo de centro naquele ponto e com raio igual à distância dada;

  • 4. Todos os ângulos rectos são iguais;

  • 5. Se uma linha recta cortar duas outras rectas de modo que a soma

dos dois ângulos internos de um mesmo lado seja menor do que dois rectos,

então essas duas rectas, quando suficientemente prolongadas, cruzam-se do mesmo lado em que estão esses dois ângulos (É este o célebre 5º Postulado de Euclides )

Assim, três conceitos fundamentais - o de ponto, o de recta e o de círculo - e cinco postulados a eles referentes, servem de base para toda a geometria euclidiana.

* O livro V apresenta a teoria das proporções de Eudoxo (408 a. C. - 355 a. C.) na sua forma puramente geométrica e

* O livro VI aplica-a à semelhança de figuras planas. Aqui voltamos ao

teorema de Pitágoras e à secção de ouro (livro VI, proposições 31 e 30), mas agora como teoremas respeitantes a razões de grandezas. É de particular interesse o teorema (livro VI, proposição 27) que contém o primeiro problema de máxima que chegou até nós, com a prova de que o quadrado é, de todos os rectângulos de um dado perímetro, o que tem área máxima.

* Os livros VII-IX são dedicados à teoria dos números tais como a divisibilidade de inteiros, a adição de séries geométricas, algumas propriedades dos números primos e a prova da irracionalidade do número

∑ "uma recta é um comprimento sem largura" ∑ "uma superfície é o que tem apenas5º Postulado de Euclides ) Assim, três conceitos fundamentais - o de ponto, o de recta e o de círculo - e cinco postulados a eles referentes, servem de base para toda a geometria euclidiana. * O livro V apresenta a teoria das proporções de Eudoxo (408 a. C. - 355 a. C.) na sua forma puramente geométrica e * O livro VI aplica-a à semelhança de figuras planas . Aqui voltamos ao teorema de Pitágoras e à secção de ouro ( livro VI , proposições 31 e 30), mas agora como teoremas respeitantes a razões de grandezas. É de particular interesse o teorema ( livro VI , proposição 27) que contém o primeiro problema de máxima que chegou até nós, com a prova de que o quadrado é, de todos os rectângulos de um dado perímetro, o que tem área máxima. * Os livros VII-IX são dedicados à teoria dos números tais como a divisibilidade de inteiros, a adição de séries geométricas, algumas propriedades dos números primos e a prova da irracionalidade do número . Aí encontramos tanto o «algoritmo de Euclides», para achar o máximo " id="pdf-obj-6-71" src="pdf-obj-6-71.jpg">

. Aí encontramos tanto o «algoritmo de Euclides», para achar o máximo

divisor comum entre dois números, como o «teorema de Euclides», segundo o qual existe uma infinidade de números primos (livro IX, proposição 20).

* O livro X, o mais extenso de todos e muitas vezes considerado o mais difícil, contém a classificação geométrica de irracionais quadráticos e as suas raízes quadráticas.

* Os livros XI-XIII ocupam-se com a geometria sólida e conduzem,

pela via dos ângulos sólidos, aos volumes dos paralelepípedos, do prisma e da pirâmide, à esfera e àquilo que parece ter sido considerado o clímax - a discussão dos cinco poliedros regulares («platónicos») e a prova de que existem somente estes cinco poliedros regulares.

Considerações finais

divisor comum entre dois números, como o «teorema de Euclides», segundo o qual existe uma infinidadePlatão . Euclides compilou nos Elementos toda a geometria conhecida na sua época. Mas, não se limitou a reunir todo o conhecimento geométrico, " id="pdf-obj-7-24" src="pdf-obj-7-24.jpg">

Ao escrever os Elementos, Euclides pretendia reunir num texto três grandes descobertas do seu passado recente: a teoria das proporções de Eudoxo, a teoria dos irracionais de Teeteto (417 a. C. - 369 a. C.) e a teoria dos cinco sólidos regulares, que ocupava um lugar importante na cosmologia de Platão.

Euclides compilou nos Elementos toda a geometria conhecida na sua época. Mas, não se limitou a reunir todo o conhecimento geométrico,

ordenou-o e estruturou-o como ciência. Isto é, a partir de uns axiomas desenvolveu e demonstrou os teoremas e proposições geométricas, dando novas demonstrações quando as antigas não se adaptavam à nova ordem que havia dado às proposições. Além disso, esmiuçou a fundo as propriedades das figuras geométricas, das áreas e dos volumes e estabeleceu o conceito de lugar geométrico.

Embora os Elementos tenham algumas deficiências lógicas, pelos padrões actuais, tais deficiências passaram despercebidas durante mais de dois milénios. O movimento crítico iniciou-se talvez nos finais do século XVII, com John Wallis (1616-1703), continuando um pouco difuso durante o século seguinte, com o abade jesuíta Saccheri (1667-1733) e os matemáticos Lambert (1728-1777) e Gauss (1777-1855). É já bem dentro do século XIX que a crítica a Euclides se assume até às últimas consequências, culminando quer na proposta de geometrias alternativas por Bolyai (1802 - 1860), Lobachewski (1792 - 1856) e Riemann (1826 - 1866), quer numa completa revisão dos fundamentos da geometria euclidiana por Pasch (1843 - 1930) e por Hilbert (1862 - 1943), quer ainda no surgimento de novas concepções sobre a classificação das geometrias por Félix Klein (1849 - 1925).

Nada disto retira valor à monumental obra de Euclides. Como dizem Borsuk (1905 - 1982) e Szmielew (Foundations of geometry, 1960):

"Se o valor de um trabalho científico pode ser medido pelo tempo durante o qual ele mantém a sua importância, então os Elementos de Euclides são a obra científica mais válida de todos os tempos."

Pouco se sabe sobre a vida e a personalidade de Euclides e se desconhece a data de seu nascimento. É provável que sua formação matemática tenha se dado na escola platônica de Atenas. Ele foi professor do Museu em Alexandria. Euclides escreveu cerca de uma dúzia de tratados, cobrindo tópicos desde óptica, astronomia, música e mecânica até um livro sobre secções cônicas; porém, mais da metade do que ele escreveu se perdeu. Entre as obras que sobreviveram até hoje temos: Os elementos, Os dados, Divisão de figuras, Os fenômenos e Óptica. Os elementos de Euclides não tratam apenas de geometria, mas também de teoria dos números e álgebra elementar (geométrica). O livro se compõe de quatrocentos e sessenta e cinco proposições distribuídas em treze livros ou capítulos, dos quais os seis primeiros são sobre geometria plana elementar, os

três seguintes sobre teoria dos números, o livro X sobre incomensuráveis e os três últimos tratam sobre geometria no espaço. O livro I começa com definições, axiomas e postulados. As quarenta e oito proposições se distribuem em três grupos: as primeiras vinte e seis tratam de propriedades do triângulo e incluem os três teoremas de congruência; as proposições de vinte e sete a trinta e dois estabelecem a teoria das paralelas e provam que a soma dos ângulos de um triângulo é igual a dois ângulos retos; as proposições de trinta e três a quarenta e seis lidam com paralelogramos, triângulos e quadrados, com atenção especial a relações entre áreas; a proposição quarenta e sete é o Teorema de Pitágoras, com a demonstração atribuída ao próprio Euclides e a proposição quarenta e oito é o recíproco do Teorema de Pitágoras. Acredita-se que a maioria do material desse livro foi desenvolvido pelos antigos pitagóricos. O livro II apresenta quatorze proposições que lidam com transformações de áreas e com a álgebra geométrica da escola pitagórica, que inclui os equivalentes geométricos de muitas identidades algébricas. O livro III, consiste em trinta e nove proposições contendo muitos dos teoremas familiares sobre círculos, cordas, secantes, tangentes e medidas de ângulos. No livro IV, encontramos dezesseis proposições que discutem a construção, com régua e compasso, de polígonos regulares de três, quatro, cinco, seis e quinze lados, bem como inscrição desses polígonos num círculo dado. O livro V é uma exposição da teoria das proporções de Eudoxo. Foi por meio dessa teoria, aplicável tanto a grandezas comensuráveis como a grandezas incomensuráveis, que se resolveu o problema dos números irracionais descobertos pelos pitagóricos. O livro VI aplica a teoria eudoxiana das proporções à geometria plana. Encontramos nele os teoremas fundamentais da semelhança de triângulos; construções de terceira, quartas e médias proporcionais; a resolução geométrica de equações quadráticas; a demonstração que a bissetriz de um ângulo de um triângulo divide o lado oposto em segmentos proporcionais aos outros dois lados; uma generalização do teorema de Pitágoras na qual, em vez de quadrados, traçam-se sobre os lados de um triângulo retângulo três figuras semelhantes descritas de maneira análoga. O livro VII começa com o processo, hoje conhecido como algoritmo euclidiano, para achar o máximo divisor comum de dois ou mais números inteiros e o usa para verificar se dois inteiros são primos entre si; encontramos também uma exposição da teoria das proporções numérica ou pitagórica. O livro VIII ocupa-se largamente das proporções contínuas e progressões geométricas relacionadas. O livro IX contém muitos teoremas significativos:

teorema fundamental da aritmética ( todo número inteiro maior que 1 pode se expressar como produtos de primos); fórmula da soma dos primeiros n termos de uma progressão geométrica; fórmula para números perfeitos. O livro X focaliza os irracionais, isto é, comprimentos de segmentos de reta incomensuráveis com um segmento de reta dado. Os três últimos livros, XI, XII, XIII tratam de geometria sólida. As definições, os teoremas sobre retas e planos no espaço e os teoremas sobre paralelepípedos se encontram no livro XI. O método de exaustão desempenhada um papel

importante na abordagem de volumes do livro XII. No livro XIII se desenvolvem construções visando a inscrição dos cinco poliedros regulares numa esfera. Para finalizar, uma palavra sobre o significado do termo elementos. Segundo Proclo, os gregos antigos definiam os "elementos" de um estudo dedutivo como os teoremas-mestre, de uso geral e amplo no assunto. Euclides, no livro Os Elementos, tomou como base cinco axiomas e cinco postulados geométricos e tentou deduzir todas as suas quatrocentos e sessenta e cinco proposições dessas dez afirmações. Certamente um dos grandes feitos dos matemáticos gregos antigos foi a criação da forma postulacional de raciocínio.

Pitágoras

Aristóteles

Platão

Giordano Bruno

Galileu (?) Leonardo da Vinci Newton Einstein Leibnitz Descartes Jung

CARL GUSTAV JUNG (

...........

)

Médico psiquiatra, contemporâneo de Freud, criou a psicologia analítica, também conhecida como psicologia profunda. Trouxe à ciência psicológica teorias revolucionárias, como Inconsciente Coletivo, Arquétipos, Interpretação dos sonhos, tipos psicológicos (introversão e extroversão), sincronicidade, self e o resgate e a interpretação psicológica de símbolos e mitos, assim como a representação simbólica dos conteúdos religiosos do ocidente e oriente. Seus últimos livros aborda de forma profunda e enigmática os símbolos alquímicos, mostrando como o processo de transformação de chumbo em ouro representava o que Jung denominou o Processo de Individuação, que seria a fusão da consciência humana com o Selfbest (si-mesmo).

Europa, final do século XIX e inicio do século XX. Após as reformas psiquiatras iniciadas principalmente pelo médico humanista Pinel, os transtornos mentais começam a ser tratada de modo cientifico e dignos. Doenças como epilepsia, esquizofrenia, histeria, deixam de ser consideradas como obras do demônio e passam a ser analisadas como doenças sérias, angustiantes e que mereciam um tratamento médico como qualquer outra doença física.

Um dos métodos revolucionários desta época é a hipnose. Neste meio

encontramos médicos de renome como Bleuler, Charcot, Freud, Jung, entre outros. Freud, entretanto, torna-se o grande mentor, o gênio que elabora e constrói uma teoria com os alicerces da recente descoberta da medicina ocidental: o inconsciente. Jung e

Freud tem o primeiro encontro em 18

e passam cerca de 8 horas conversando

, ininterruptamente. Desde encontro sai um profundo entusiasmo de ambas as partes para a nascente psicanálise. Freud nomeia Jung o primeiro presidente da Associação de Psicanálise de Viena. Jung continua as suas investigações no campo da astrologia e Freud recomenda-o a “não viajar por terras tão distantes”. Porém, Jung tinha um destino próprio e publica “Símbolos da Transformação”, ao qual postula sua tese sobre a existência do inconsciente coletivo. Esta publicação foi determinante para a separação entre Freud e Jung. Jung jamais menosprezou ou diminuiu a psicanálise freudiana, porém, acreditava que a fixação de Freud na sexualidade constitui um exagero que limitava as distintas expressões da libido (energia psíquica). Dizia ser mais discípulo de Bleuler do que de Freud e seu espírito livre de investigador jamais o prenderam a uma ou outra teoria. Jung é um daqueles gênios que acreditamos ter nascido fora de sua época. Com ele um novo marco na história das ciências psicológicas se inicia. Jung e Bleuler estudaram e nomearam o que hoje entende-se como complexos. O termo esquizofrenia é desenvolvido, pois em sua época chamavam a esta doença de dementia precoce. Suas primeiras pesquisas dirigia-se a associação livre, uma técnica ao qual mostrava uma lista de palavras ao paciente e media o tempo em que o paciente demorava para responder. Quando maior o tempo, maior a probabilidade da palavra estar associado a um complexo. Jung fora chamado diversas vezes para investigar suspeitas de crimes, utilizando a associação livre, tamanha a sua eficiência. Porém, no campo da clinica, a associação livre, assim como a hipnose, eram aplicadas para acessar conteúdos do inconsciente, a fim de encontrar a cura do paciente. Estas técnicas foram abandonadas, pois percebeu-se que nenhumas delas promoviam um acesso tão genuíno como o sonho proporcionava. Tanto Freud quanto Jung abandonam estas técnicas e passam a estudar e interpretar os sonhos, uma ciência perdida, mas praticada de modo sistemático nas culturas antigas de modo geral. Jung certa vez relatou que antes de se dedicar à medicina pensara em fazer arqueologia. Não foi um arqueólogo como bem conhecemos, mas certamente um arqueólogo da psique humana. Espírito investigador e de um profundo conhecimento das línguas (dizem que em algumas semanas já falava com estranha perfeição a língua do povo ao qual visitava), se debruçou nas culturas primitivas para entender os motivos psicológicos básicos que a moviam. Das tribos austríacas aos índios americanos, estudou com afinco o que tinham em comum, apesar de nunca terem tido contato. Com sua profunda observação e leitor dos tratados clássicos, resgatou o conceito de Arquétipos, como um conjunto de comportamentos padrões presentes na psique humana, ao qual todos participam. Para entender o conceito de arquétipo, Jung o coloca como se fosse o contraponto do instinto, sendo este o infravermelho e o arquétipo o ultravioleta. Ou seja, assim como todos nascem com os instintos básicos, todos também participam dos arquétipos, sendo estes, entretanto, idéias, princípios, atitudes humanas, aos quais a busca de Deus, pode ser considerado uma delas. Além do arquétipo, Jung introduz a idéia do inconsciente coletivo. Observou que certos delírios e alucinações de seus pacientes tinham como conteúdo elementos simbólicos e mitológicos das antigas tradições. O caso clássico foi um paciente que dirigia o seu pênis toda a manhã para o sol, pois dizia que assim não o fizesse, o sol não levantaria. Jung achou até graça no primeiro momento, porém, anos mais tarde

....

encontrou o mesmo ritual em uma cultura muito antiga. Ou seja, como estas pessoas incultas teriam acesso a informações e comportamentos que nem mesmo Jung, um estudioso, obtivera? A única explicação é que o nosso inconsciente participa de um inconsciente coletivo, uma área onde todas as experiências da humanidade ficam armazenadas. Assim, mesmo se toda a cultura da humanidade fosse extinta, teríamos como acessar novamente nossa experiência pelo inconsciente coletivo. Infelizmente Jung não pode participar de uma observação na biologia onde macacos em um a ilha que iniciaram um comportamento distinto, acabaram sendo acompanhados por macacos da mesma espécie em outras regiões do mundo, como se todos participassem de um mesmo espírito, ou seja, o inconsciente coletivo. Este é um fenômeno sem explicação para a ciência pragmática. Sincronicidade:

Aparições – fantasmas – Jung viu uma procissão passando pelo lago, e depois descobriu que antigamente as pessoas passavam pelo local ..

Goethe Rosseau Hegel Thomas Edson Charles Darwin Erasmo Dante Fernando Pessoa Mozart Rooselvelt Bethoven Bach Abelardo Kant

Enigmas da Ciência :

  • - o que é força da gravidade? Como explicá-la?

  • - Como surgiu a consciência reflexiva do homem?

  • - Porque pensamos em Deus? Comunismo tentou banir o “ópio do povo”, e a força da fé no metafísico venceu o materialismo.

  • - energia – matéria escura – sabem que existe, mas não sabe-se explicar.

  • - como o pensamento afeta o corpo físico. É o homem um aglomerado de moléculas químicas.

  • - as sinapses são estímulos eletro-quimicos. Não há contato físico, mostrando que os

pensamentos estimulam-se com energia.

  • - forças magnéticas da Terra – aurora boreal;

  • - o sol é o centro da vida – como sempre afirmaram os nossos antepassados.

Por uma nova linguagem da metafísica. A ciência não deve abandonar o que já conquistou, mas abrir os campos de investigação e rever muitos dos seus conceitos, para que os eventos metafísicos não fiquem na esfera das crenças religiosas. A ciência é hoje

a que tem maior capacidade para avaliar de forma clara, consciente, e de forma positiva para a humanidade os fenômenos metafísicos. Há de se nomear, classificar, encontrar um novo sentido para os fenômenos, mesmo que ocorram de formas eventuais e não possam ser catalogados e descritos nos paradigmas convencionais. Jung, ao tratar da sincronicidade, avaliou que esta somente seria estudada profundamente no futuro, quando a ciência adotasse um novo paradigma. Um paradigma que não exigisse uma repetição dos fenômenos de forma a torná-lo universal. Será que chegou o momento, ou vamos esperar mais um século até que a ciência adote a postura de verdadeiros buscadores da verdade?