Estudo de Caso II – Noções de Gestão Ambiental – UFSCAR – 2013/2 Fernando Bonfim Andrade RA 511331

Produção mais limpa para uma Software House Produção mais limpa consiste em uma estratégia econômica-ambiental, com tecnologia integrada aos processos e produtos de uma organização a fim de aumentar a eficiência energética e do uso de matérias-primas, gerando benefícios ambientais e sociais para o meio onde a organização está instalada. Através disso, minimizar resíduos, investir em reciclagem, gerando economia para a empresa e o crescimento sustentável da população. Neste estudo de caso mostrarei como uma Software House pode inserir em seus processos os conceitos de produção mais limpa. As Software Houses são responsáveis por projetar, desenvolver e dar manutenção à soluções tecnológicas demandadas pelas empresas de diversos ramos. Além de atenderem a organizações de diversos setores, estes clientes buscam soluções em diversos tipos de tecnologias, sejam elas Mobile, Web ou Desktop. Para efetuar com perfeição este trabalho uma software house possui uma equipe formada por profissionais de diversas habilidades. Vamos tomar como base uma Software House que usa como paradigma de desenvolvimento o modelo de Cascata, considerado o modelo mais clássico. A principal característica deste modelo é de ser sistemático e sequencial, onde o desenvolvimento do sistema só prossegue quando cada área do modelo é finalizada. Se for encontrado erro em alguma área é necessário retornar ao inicio do projeto para alterar algo a fim de resolver o erro e prosseguir com o desenvolvimento.
Imagem 1 – Modelo Cascata

É necessário que esta empresa em questão, tenha muito bem definido e modelado os processos do ambiente de desenvolvimento, e que este seja conhecido e seguido rigorosamente por seus desenvolvedores e funcionários. Dentro deste contexto é interessante que a empresa faça: boa escolha de seu framework (base na qual os sistemas são construídos), uma boa modelagem de sua intranet, com uso de uma wiki on-line, contendo informações do Modelo de desenvolvimento, informações básicas que ajude novos funcionários a se integrar com o sistema de produção, além de um banco de dados de possíveis problemas de fácil resolução que possam a vir ocorrer. Se tudo isso for integrado com seu ERP (Sistema de gestão integrado) evita a dispersão de informação e o uso de varias ferramentas distintas. Deste modo é eliminada a utilização de papelada ou mesmo monopólio de informações, e facilita o acesso a informação por lado dos funcionários.

Práticas ecológicas nas etapas do desenvolvimento de seu produto: 1. Análise e especificação de requisitos. Sendo a primeira fase é nesta etapa que o Analista de Requisitos e Negócios, faz um processo investigativo sobre as informações e processos realizados pelo cliente, a fim de junto com o Engenheiro de Software elaborar uma definição e um escopo dos processos para a elaboração dos requisitos do sistema de informação. É visto que nesta etapa que ocorra a maior parte dos erros, pois a falta de experiência dos clientes faz com que eles nem sempre tenha uma visão clara das funcionalidades pretendidas pelo sistema. Nesta etapa é interessante realizar o mínimo de deslocamento possível a fim de economizar tempo e combustível. E para uma maior captação de informações, durante a entrevista com o cliente, é interessante fazer a filmagem digital e deixa-la disponível on-line, possibilitando que ambas as partes possam visualizar o que foi discutido. Também é importante fazer reunião com um grupo maior de integrantes (Workshops com clientes e usuários do sistema) a fim de levantar o maior numero de requisitos para que não sejam necessários novos deslocamentos. A utilização de equipamentos eletrônicos de baixo consumo para a gravação, anotação e apresentação, é fundamental para economia de energia. 2. Projeto. Nesta etapa, o Engenheiro de Software transforma os resultados da Análise de Requisitos, em um conjunto de documentos capazes de serem interpretados pelo Programador. É importante que os Programadores acompanhem esta etapa, a fim de se familiarizar com o projeto, e tirar as dúvidas que possam aparecer durante a leitura após sua finalização. O projetista deve ter em mente os seguintes aspectos na concepção do software: * Extensibilidade: capacidade de adesão de novas funcionalidades. Evita a construção de um modulo só para o novo requisito, poupando tempo. * Robustez: preparado para situações imprevisíveis. Previne perda de dados e manutenções desnecessárias. * Compatibilidade: capacidade de interagir com outros produtos. Importar e exportar dados de outros aplicativos, facilitando troca e utilização das informações. * Modularidade: constituído por módulos independentes e bem definido. Economia de tempo e trabalho caso outro projeto semelhante apareça. * Reusabilidade: permite que seus componentes modularizados sejam reutilizados em outros sistemas. Economia de tempo e trabalho para programar funções semelhantes.

3. Implementação e Teste unitário. Nesta etapa o projeto é codificado em alguma linguagem de programação, e realizado alguns testes básicos à medida que os módulos ficam prontos. Deve se ter total domínio da linguagem escolhida. Para a economia de energia nesta etapa, é necessário que a empresa faça uso de equipamentos modernos que possuem maior eficiência energética e durabilidade como: * Monitores que forneçam uma visibilidade superior sob a luz solar, permitindo o uso de janelas abertas, iluminação natural e ventilação. * Monitores de LED que operam com um mínimo de miliwatts. * Uso de notebooks que além de serem portáteis, operam com menos energia que os desktops. 4. Integração e Teste do Sistema. Nesta etapa é realizada a integração dos módulos do sistema e é feito os testes do programa completo. É necessário possuir Estratégias de Testes, Planejamento e Acompanhamento. Realizar registro dos erros em um banco de dados, para que seja construído um relatório de erros mais frequentes, a fim de identificar a causa dos erros. Mantendo uma boa estratégia de testes, teremos uma redução significativa de problemas que poderão surgir após a implantação do programa. Evitando paralização no processo do cliente e a manutenção. É importante a apresentação de uma versão beta da aplicação para o usuário/cliente possa testar, assim defeitos que passaram despercebidos pelos técnicos são capturados. O sistema deve ser optimizado o máximo possível, necessitando de menos poder de processamento, economizando com equipamentos e consequentemente menos energia. 5. Operação e Manutenção. Nesta etapa ocorre à implantação, treinamento dos funcionários na nova ferramenta e manutenções periódicas no sistema. O treinamento dos usuários é uma atividade vital, deve ser feito com calma e acompanhamento através de um suporte técnico. A manutenção deve ser rápida e eficiente, ou seja, com menos impacto possível na atividade da empresa cliente e que resolva definitivamente o problema, a fim de poupar trabalho e deslocamentos, se possível ser feita por acesso remoto.

Práticas ecológicas sobre a Infraestrutura de uma Software House:     O ambiente de trabalho deve ser claro, favorecendo a iluminação natural, e a circulação de ar. Manter o turno de trabalho durante o dia, evitando iluminação artificial. Fazer uso de resfriadores de ar de melhor eficiência energética. Fazer uso de equipamentos novos e mais econômicos, além de uma conscientização dos funcionários, a deixar os equipamentos em stand-by, quando não estão sendo usados. Possuir mictórios nos banheiros masculinos, torneiras automáticas (controladas por pressão), e reaproveitamento de água das torneiras para as descargas. Utilização de copos pessoais, evitando o uso de copos descartáveis. Possuir somente equipamentos realmente necessários para a realização da atividade. Utilizar equipamentos que possam ter upgrades, e de empresas que possuem responsabilidade social/ambiental. Fazer o descarte correto de equipamentos defeituosos. Doar aparelhos que se tornaram obsoletos para a realização das atividades da empresa. Oferecer suporte adequado para os clientes. Usar serviço de Computação em nuvem para a virtualização de servidores e salvar seus dados, contribuindo com a diminuição dos gastos com hardware e energia. Usar somente documentos digitais, evitando impressão. Realizar sessões de alongamentos matinais e ao final do expediente com os funcionários. Evitar hora extra, permitindo que o funcionário tenha mais tempo para si. Incentivar a carona entre os colegas de trabalho. Incentivar os funcionários a manterem uma postura correta em seus assentos. Reduzir, Reciclar e Reutilizar.

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Para implementar um sistema de produção mais limpa, deve-se fazer uma avaliação do quadro atual da empresa, estabelecer metas, levantar dados, identificar oportunidades de ação, implantar as medidas necessárias, e fazer um acompanhamento da programação. Além disso, é necessário incorporar esse sentimento e desejo aos valores, a missão, e visão da empresa. Fazendo com que todos os funcionários tenha comprometimento com essa causa.

Imagem 2 – Implementação de P+L

Conclusão Sendo o produto final de uma Software House, um programa de computador, a principio é difícil identificar algum impacto direto ao meio ambiente, porem, sua produção pode gerar consumo desnecessário de energia, ou seja, desde as ações dos funcionários até o descarte de equipamentos danificados, sempre é possível inovar para que sua empresa cause o menor impacto possível, no ecossistema que ela se encontra. Escolher produtos de empresas que trabalham de forma mais limpa e fazer o descarte correto deste, reduz a quantidade de equipamentos considerados lixo eletrônico, aumentando a reciclagem destes componentes e reduzido o impacto ambiental. Por ano em média 180 milhões de computadores são trocados no mundo, e destes, 35 mil serão descartado em locais indevidos. No Brasil mais 10 milhões de computadores são produzidos, e quase nada é reciclado. Concluímos que essas soluções apresentadas, não de trata de nada muito complexo, e que medidas simples podem se tornar eficazes, se administradas de maneira correta e com a dedicação de todos. Nada discutido neste estudo se trata de tecnologias caras e ações impraticáveis. A implantação de um projeto de produção mais limpa pode se encaixa em organizações de todos os setores, promovendo mais saúde, economia e garantindo um futuro melhor para as gerações futuras.

Referências: http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/209 http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A1lise_de_requisitos_de_software http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_de_software http://www.panasonictoughbook.com.br/computacao-inovacao-ecologica.asp http://www.fiesp.com.br/perguntas-frequentes/o-que-e-producao-mais-limpa-pl/ http://www.oficinadanet.com.br/artigo/gerencia/software-house-como-funciona-o-mercadode-desenvolvimento ftp://ftp.unilins.edu.br/edilson/2012-2/1Sistema%20de%20Informa%E7%E3o/UNILINS(SistemaInforma%E7%E3o,Case01,20120831).pdf

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