MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL

EXÉRCITO PORTUGUÊS
COLÉGIO MILITAR SERVIÇO ESCOLAR

PROJECTO CURRICULAR DO COLÉGIO MILITAR

2009 - 2010

Colégio Militar

Projecto Curricular – 2009/2010

ÍNDICE

1. Introdução Teórica 2. Matriz Axiológica 3. Actividades de Desenvolvimento do Projecto Curricular 4. Desenhos Curriculares 5. Critérios de Constituição de Turmas 6. Critérios de Distribuição de Serviço 7. Quadro de Aprendizagens 8. Plano Anual de Actividades 9. Tema de Ano 10. Operacionalização da Educação Personalizada 11. Avaliação do Projecto Curricular
Disposições Legais

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1. INTRODUÇÃO TEÓRICA O aspecto fundamental da crescente autonomia das escolas é o reforço da capacidade destas para decidirem sobre a gestão dos processos de ensino-aprendizagem dos seus alunos. Deste modo, a autonomia da escola e a gestão do seu currículo são duas faces de uma mesma moeda. A nova visão de currículo aqui exposta pressupõe que o papel da escola e dos professores não se situa essencialmente no terreno da execução mas sim nos da decisão e da organização. A gestão curricular por parte da escola processa-se, por sua vez, em vários níveis: da própria escola, da turma e do professor. Ao decidir, dentro dos limites estabelecidos a nível nacional, sobre a organização das diversas áreas e disciplinas do currículo, as cargas horárias, os tempos lectivos, a distribuição do serviço docente, a escola está, no fundo, a definir o seu próprio projecto curricular, o qual constitui o aspecto fundamental do projecto educativo da escola. Estas decisões são orientadas pela análise da situação e dos problemas concretos, pelas prioridades que a escola estabelece para a sua acção, pela apreciação dos recursos humanos e materiais de que pode dispor. A responsabilidade directa de organização e condução do processo de ensinoaprendizagem cabe aos profissionais que trabalham com cada grupo de alunos, durante um ou mais anos. Por isso, o projecto curricular de turma é um elemento central da gestão do currículo. É neste nível, da turma, que o conjunto das experiências de aprendizagem que se proporcionam aos alunos pode ganhar coerência e que a articulação entre as diversas áreas do currículo se pode tornar realidade. Gerir o currículo significa analisar cada situação e diversificar as práticas e metodologias de ensino para que todos aprendam. Reforçar ou criar uma verdadeira cultura de gestão curricular e uma cultura interdisciplinar (não em oposição às disciplinas mas à sua fragmentação e isolamento) através do trabalho colaborativo e da responsabilização dos órgãos colectivos de gestão pedagógica é, muito provavelmente, o elemento mais determinante do sucesso da mudança que agora se propõe. Naturalmente, a cada professor, individualmente, cabe a responsabilidade de tomar as decisões adequadas e de conduzir o trabalho concreto com os seus alunos,

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enquadrado pelos órgãos colectivos em que está integrado. Este é também, como sempre foi, um nível decisivo de gestão curricular.
“Um papel central da escola e dos professores na gestão do currículo”, Reorganização Curricular do Ensino Básico - Princípios, Medidas e Implicações

Entendemos, assim, que o projecto curricular se posiciona como o segundo momento operativo da planificação escolar. Ancorado no Projecto Educativo, visa adequar as estratégias de desenvolvimento do currículo nacional de forma adequada ao contexto da escola. Deste modo, e seguindo o estabelecido no Dec. Lei n.º 6/2001 de 18 de Janeiro, a noção de Projecto Curricular que aqui propomos tem a ver com a capacidade que o Colégio Militar em geral e o corpo docente em particular deve possuir para adaptar a acção pedagógica à especificidade do Colégio. O Projecto Educativo (PE) consagra a orientação educativa do Colégio, elaborado e aprovado pelos seus órgãos de administração e gestão para um horizonte de três anos, explicita os princípios, os valores, as metas e as estratégias segundo os quais a escola se propõe cumprir a função educativa. Podemos pois afirmar que o PE se situa no plano da estratégia educativa, sendo que o Projecto Curricular do CM se posiciona na sua dimensão operacional, assumindo uma lógica de acção, no sentido de potencializar os recursos e as organizações deste EME, em função dos objectivos, fazendo a ponte entre o PE e o Projecto Curricular de Turma. Assim, o Projecto Curricular deve assumir-se como um caminho metodológico, aberto às actualizações e aos contributos de toda a comunidade colegial, de desenvolvimento operativo dos grande objectivos consignados no Projecto Educativo. Deste modo, a sua organização estrutura-se em função da população alvo, definindo de forma clara os grandes valores que se perseguem, indicando as opções curriculares, em termos de carga horária e de oferta de áreas curriculares não disciplinares e de áreas de complemento educativo, explicitando aprendizagens específicas do Colégio e indicando as grandes opções de cariz organizativo ao nível da constituição de turmas e distribuição de serviço.

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2. MATRIZ AXIOLÓGICA

Partindo do enunciado no Projecto Educativo e assente no Código de Honra do Aluno do Colégio Militar, a estratégia de implementação de valores está assente em três eixos fundamentais: - Possibilitar uma Formação Humana de Base. - Criar condições de formação permanente a toda a comunidade educativa, permitindo uma formação contínua em termos profissionais mas também pessoais e sociais. - Desenvolver um conjunto de actividades que permitam a construção de projectos internos e de parcerias com o exterior, consolidando assim actividades educativas formais e não formais que propiciem o desenvolvimento e implementação do quadro de valores que se persegue.

O quadro de valores a privilegiar inclui os seguintes aspectos: Excelência Responsabilidade Solidariedade

Os valores anteriormente referenciados devem operacionalizar-se num conjunto de competências que os Alunos do Colégio Militar devem desenvolver ao longo do seu processo educativo:

Excelência Trabalho Conhecimento Reflexão Competitividade Sentido Crítico Criatividade

Responsabilidade Respeito pelas regras

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Auto-disciplina Empenho Pontualidade Solidariedade Civismo Tolerância Cooperação Camaradagem

3. ACTIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO DO PROJECTO CURRICULAR

Definidos os valores e competências, apresentamos de seguida o conjunto de actividades que permitem a sua concretização:

A - Actividades curriculares disciplinares

São de carácter obrigatório. São consideradas todas as áreas disciplinares definidas pelo Ministério da Educação para o Ensino Básico e Secundário. As actividades curriculares disciplinares, definidas pelo Ministério da Educação, encontram-se explicitadas nos desenhos curriculares apresentados no capítulo 4 deste projecto curricular.

B - Actividades curriculares não disciplinares

São de carácter obrigatório. São Actividades Curriculares não Disciplinares a Área de Projecto, o Estudo Acompanhado e a Formação Cívica. B1-Área de Projecto A Área de Projecto é uma área curricular não disciplinar, inscrita no currículo do ensino básico e do ensino secundário (12º ano de escolaridade) com uma natureza interdisciplinar e transdisciplinar, visando a realização de projectos concretos por parte dos alunos, com recurso ao trabalho de investigação, ao trabalho de equipa e utilizando a metodologia de trabalho de projecto, com o fim de desenvolver uma visão integradora do saber, promovendo a sua orientação escolar e profissional e facilitando a sua aproximação ao mundo do trabalho. 6

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Permite promover o desenvolvimento pessoal e social dos alunos através da educação para a cidadania, ao fomentar o trabalho cooperativo alicerçado na exploração e aplicação de processos mentais complexos, promotores da confiança em si e nos outros, do gosto pela investigação e pela descoberta, geradoras de autonomia intelectual e cívica. A Área de Projecto leva a que os alunos criem oportunidades para aproximar a escola da comunidade e da sociedade em que se insere. É uma oportunidade para os jovens conhecerem e reflectirem sobre os problemas sociais, económicos, tecnológicos, científicos, artísticos, ambientais e culturais de forma integradora. Finalidades 1. Desenvolver competências sociais, tais como a comunicação, o trabalho em equipa, a gestão de conflitos e a avaliação de processos. 2. Aprender a resolver problemas, partindo das situações e dos recursos existentes. 3. Promover a integração de saberes através da sua aplicação contextualizada. 4. Desenvolver as vertentes de pesquisa e intervenção, promovendo a articulação das diferentes áreas disciplinares/disciplinas. 5. Aprofundar o significado social das aprendizagens disciplinares.

Intervenientes Esta área curricular é discutida, planificada e gerida em conselho de turma, sendo a sua operacionalização da responsabilidade de dois docentes, os quais constituem um par pedagógico e trabalham em regime de co-docência. É desejável que os professores a leccionar esta área curricular não disciplinar sejam preferencialmente de áreas disciplinares diferentes. Avaliação A avaliação sumativa desta área, no final dos períodos lectivos, expressa-se de forma descritiva, conduzindo, também, à atribuição de uma menção qualitativa (não satisfaz, satisfaz, satisfaz bem), e utiliza elementos provenientes das diversas disciplinas e áreas curriculares. 7

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6. A avaliação deve incidir sobre os produtos e processos. 7. A avaliação dos processos deverá ter por suporte grelhas de observação. 8. Compete ao conselho de turma proceder à avaliação qualitativa mediante proposta do par pedagógico que lecciona a Área de Projecto. B2 - Estudo Acompanhado É uma área que visa essencialmente promover a apropriação, pelos alunos, de métodos de estudo, de trabalho e de organização, assim como o desenvolvimento de atitudes e capacidades que favoreçam uma crescente autonomia na realização das suas próprias aprendizagens. A designação Estudo Acompanhado deverá ser unicamente aplicada aos dois tempos de Áreas curriculares não disciplinares dos 2º e 3ºciclos. No 3º Ciclo os Estudos Acompanhados são de Língua Portuguesa e Matemática, disciplinas com exame nacional no fim do ciclo. Finalidades 9. Ajudar o aluno na identificação e análise de estratégias de estudo em função das suas características individuais. 10. Desenvolver competências de consulta e utilização de diversas fontes de informação. 11. Estimular no aluno a capacidade de reconhecer as suas motivações e interesses e de concretizá-las em actividades. 12. Orientar os alunos na auto-avaliação relativamente à eficácia das estratégias de estudo. 13. As metodologias a utilizar devem ser diversificadas, nomeadamente: - resolução de alguns trabalhos suplementares; - elaboração de sínteses e organização de trabalhos; - utilização das tecnologias de informação e comunicação; - consulta de dicionários, software educativo e/ou artigos de interesse.
Intervenientes

Esta área curricular é da responsabilidade de dois docentes, os quais constituem um par pedagógico e trabalham em regime de co-docência. Será 8

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desejável que os professores a leccionar esta área curricular não disciplinar sejam preferencialmente de áreas disciplinares diferentes. Avaliação A avaliação desta área caracteriza-se por ser essencialmente descritiva no final dos períodos lectivos, tendo como referência a evolução do aluno a partir da situação diagnosticada. Trata-se de um processo que envolve a auto e hetero-avaliação, de acordo com instrumentos concebidos pela escola, podendo recorrer-se a diversas técnicas de avaliação. Compete ao Conselho de Turma proceder à avaliação qualitativa mediante proposta dos professores que leccionam a área de Estudo Acompanhado.

B3 - Formação Cívica É um espaço de diálogo e reflexão sobre experiências vividas e preocupações sentidas pelos alunos, assim como temas e problemas relevantes da comunidade e da sociedade. Visando o desenvolvimento da consciência cívica dos alunos, como elemento fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos, activos e intervenientes, a actividade a desenvolver neste domínio contará com o apoio de um tempo semanal para sessões de informação e de debate. Finalidades 14. Desenvolver competências necessárias ao exercício da cidadania. 15. Desenvolver nos alunos atitudes de auto-estima, respeito mútuo e regras de convivência que conduzam à formação de cidadãos tolerantes, autónomos, participativos e civicamente responsáveis. 16. Promover valores de tolerância, solidariedade e respeito pelos outros. 17. Estimular a participação activa dos alunos na escola e na sociedade. 18. Proporcionar aos alunos momentos de reflexão sobre a vida da escola e os princípios democráticos que regem o seu funcionamento. Intervenientes Esta área curricular é da responsabilidade do director de turma.

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Avaliação A avaliação desta área curricular não disciplinar caracteriza-se por ser descritiva, baseada na auto-reflexão, no conhecimento que o aluno tem de si próprio e da sua evolução. Este tipo de reflexão deve ser orientado pelo director de turma, podendo o mesmo recolher contributos dos professores das áreas disciplinares/disciplinas, no sentido de validar a evolução dos alunos. Compete ao conselho de turma proceder à avaliação sumativa mediante proposta do professor que lecciona a área de Formação Cívica. C – Oferta Própria do Colégio Militar De carácter obrigatório. Instrução Militar (todos os anos), Equitação (5º e 6º anos de escolaridade.), Esgrima (8º e 9º anos de escolaridade), Tecnologias de Informação e Comunicação (5º e 6º anos de escolaridade), Estudos Específicos e Estudos Acompanhados em número acrescido.

C1 – Instrução Militar. Finalidades 1. A Instrução Militar visa contribuir para preparar física, psíquica, social e culturalmente os alunos, numa perspectiva de formação integral do homem;

2. É uma disciplina que cultiva, para além das qualidades físicas, qualidades de carácter, como sejam o gosto pela acção e aventura e o desejo de vencer;

3. A Instrução Militar, através da prática de jogos e exercícios colectivos, pretende educar os alunos no aspecto social, incutindo-lhes o valor do trabalho de equipa, camaradagem e entreajuda;

4. Habilitar os alunos que terminem o 11º Ano de escolaridade no Colégio Militar, com os conhecimentos consignados na Instrução Básica dos Cursos de Formação de Oficiais/Sargentos;

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Intervenientes Esta área é planificada e gerida pelo Chefe da Secção de Instrução Militar, sendo a sua operacionalização levada a cabo pelos Oficiais e Sargentos do Corpo de Alunos. Avaliação A avaliação é quantitativa no final dos períodos lectivos e é qualitativa nas avaliações intermédias. - A avaliação é contínua; - É efectuada uma avaliação individual escrita por período; - Os alunos, a partir do 10º Ano de Escolaridade, são avaliados em provas práticas; - O cálculo da nota de Instrução Militar é feito tal como consta nos Critérios de Avaliação aprovados em Conselho Pedagógico no início de cada ano lectivo. C2 – Equitação. A equitação no Colégio Militar tem, fundamentalmente, duas vertentes distintas mas complementares. Uma primeira, que assenta no seu efeito sobre a formação do carácter do aluno, a par do desenvolvimento de algumas capacidades psicomotoras. Aqui, tirando partido do cavalo, animal forte e com vontade própria, pretende-se incutir e avaliar os valores morais como a coragem, levando o aluno a conhecer-se melhor e a superar-se na dificuldade. Mais tarde, através do cavalo, aprenderá a desenvolver importantes aspectos de liderança, nomeadamente a virtude de avaliar as capacidades de ambos e actuar, com energia e inteligência flexível, para atingir o seu objectivo. Por outro lado, na medida em que se consolidem os conhecimentos equestres, será capaz de passar à competição, colocando-os à prova assim como o seu espírito competitivo. Uma segunda vertente, assenta na tradição, onde se enquadra a Escolta a Cavalo, em que, para além das vantagens já referidas, o aluno tem ainda que trabalhar em grupo, com as condicionantes daí resultantes.

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C 3 - Esgrima Finalidades Âmbito Psicomotor 1. Controlo do equilíbrio. 2. Coordenação específica da esgrima, conjugação dos membros superiores com os membros inferiores. 3. Reforço da lateralidade necessária à prática da esgrima. 4. Organização do espaço, controlo das diferentes distâncias praticadas na esgrima. 5. Análise e tratamento da informação visual e táctil, e respectiva resposta adaptada à situação. 6. Desenvolver a precisão através do tratamento da informação e posterior reacção motriz. 7. Aprender a aplicar a táctica adequada às diversas situações de jogo. Âmbito Psicossocial 8. Permitir o desenvolvimento do auto-controlo, trabalhar de forma contínua o controle das emoções, os impulsos violentos, a apatia e o entusiasmo excessivo.

9. Desenvolver a auto-confiança: o aluno é confrontado com a situação de só depender de si próprio para vencer o seu adversário.

10. O respeito pelas regras da cortesia e lealdade inerentes à esgrima, fair play.

11. Desenvolvimento da concentração através da situação de confronto num espaço limitado, onde é indispensável a observação das acções e reacções do adversário.

Intervenientes Esta área é planificada e gerida pelo Mestre de Armas do Colégio Militar, sendo a sua operacionalização da responsabilidade do mesmo. Sempre que possível deve constituir-se um par pedagógico, de modo a poder rentabilizar o tempo e os meios à disposição dos mesmos.

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Modos de Avaliação A avaliação é sumativa no final dos períodos lectivos e é qualitativa nas avaliações intermédias. - A avaliação é contínua e são efectuadas avaliações individuais em sessões específicas. - Os alunos são avaliados em competição interna nas diversas funções (árbitro, assessor e atirador).

C4. Estudos Específicos e Estudos Acompanhados em número acrescido.

Tendo em consideração a especificidade do Colégio, como internato disponibilizamse aos alunos um número acrescido de estudos. . No 2º Ciclo os Alunos têm estudos específicos em todas as disciplinas curriculares. . No 3º Ciclo, no 7ºano de escolaridade a Inglês/Francês e História/Geografia, alternando semanalmente. Em todo o 3º Ciclo têm estudos acompanhados de Matemática e Língua Portuguesa, disciplinas com exame nacional no 9º ano. Nas disciplinas de Físico-Químicas e de Ciências Naturais funcionam aulas práticas em detrimento dos estudos específicos. . No Ensino Secundário existem Estudos Específicos a todas as disciplinas com exame nacional. . Estudos Gerais 1 tempo nos 2º e 3º Ciclos e 2 tempos no Ensino Secundário. . Dois Estudos de apoio aos 9º e 10º tempos de quarta-feira, para os alunos de todos os graus de ensino com dois ou mais níveis inferiores a três e alunos noutras condições propostos pelos Conselhos de Turma. Estes Estudos devem ser orientados para pequenos grupos de alunos, de acordo com as suas dificuldades específicas.

D- Actividades de Complemento Curricular (ACC) 1. De acordo com o projecto Educativo em vigor, considera-se que a formação dos alunos do Colégio Militar deve abranger, para além das disciplinas curriculares, um leque de actividades de natureza desportiva e cultural que permitam uma formação integral dos alunos. No ano lectivo 2008-09 é obrigatória a frequência de duas ACC’s (uma Cultural e outra Desportiva, duas Culturais ou duas Desportivas) durante 13

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dois tempos semanais. Assim, as duas áreas de ACC, Culturais e /ou Desportivas, passarão a ser tratadas em absoluta paridade.

2. A par da formação militar e da componente física, a formação cultural passará com esta medida a assumir maior significado, procurando-se responder a uma melhor integração dos jovens na vida activa, com um incremento de saberes transversais que vão além dos currículos leccionados nas várias disciplinas. Esta medida destina-se a fornecer aos alunos conceitos gerais e competências, nos seus aspectos técnicos e sociais, proporcionando-lhes uma formação básica de largo espectro. É um meio próprio para a descoberta de vocações individuais, garantindo uma visão geral sobre o mundo em desenvolvimento e é também um espaço aberto a todas as disciplinas em que podem ser abordados muitos dos conteúdos transversais e curriculares. 1. Objectivos específicos das ACC’s culturais: a. b. c. d. e. Estimular o gosto pela aprendizagem; Incentivar a actividade experimental; Promover a aquisição de hábitos de cidadania; Utilizar racionalmente os recursos do nosso planeta; Estimular a iniciação ao conhecimento tecnológico e de ambientes, próprios

do mundo do trabalho; f. Promover a informação e orientação escolar e profissional em colaboração

com as famílias; g. Promover o desenvolvimento de atitudes e hábitos de trabalho autónomo e

em grupo; h. Realizar iniciativas individuais ou colectivas de interesse cívico ou social.

As ACC, Actividades de Complemento Curricular, dado o seu carácter eminentemente desportivo, cultural e lúdico, que visa a utilização formativa dos tempos livres dos alunos, deverão ser asseguradas ao 9º e 10º tempos.

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2. ACC’s e respectivos professores responsáveis para o ano lectivo 2009-10:

ACC Culturais Actividade 1 2 3 4 5 6 7 Aeromodelismo. Artes Plásticas. Energias Renováveis. Microprocessadores e Robótica. Música. Jogos de Simulação. Clube de Francês Professor Responsável F.P. Aeromodelismo Dra. Ana Tristany Eng.º António Gama Dr. Rui Marreiros Dr. Armando Francisco Dr.ª Isabel Augusto Dr.ª Alexandra Coutinho Dr.ª Madalena Abrunhosa Dr. Ricardo Varandas dos Santos Dr.ª Fátima Figueiredo 1 2 3 4 5

ACC Desportivas Actividade Andebol (9º tempo) Râguebi (10º tempo) Atletismo Voleibol Basquetebol Futebol Professor Responsável Dr. Nuno Fradinho Dr. José Uva Dr. Pereira Bastos Dr. Carlos Bernardino Dr. Miguel Santos Dr. Paulo Caldeira Dr. Domingos Fradinho 6 Ginástica Dr. Rui Lima 7 8 9 10 Natação/Pentatlo Equitação Esgrima Remo Dr. Alexandre Fernandes Maj Ribeiro de Faria Maj Hélder Alves Dr. Armando Freire

3.

Horário das ACC’s:

Alunos Destinatários

Dias da Semana

Tempos Escolares

5.º ao 7.º Ano de Escolaridade 8.º ao 12.º Ano de Escolaridade

2.ª 3.ª e 5.ª Feira 2.ª 3.ª e 5.ª Feira

9.º T 10.º T

Nota: Nas quartas-feiras os Alunos dispensados dos estudos de apoio podem sair ou frequentar ACC desportivas.

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4. DESENHOS CURRICULARES

As condições existentes em relação ao semanário são as seguintes: - Carga horária diária de dez tempos lectivos. - De manhã as aulas iniciam-se às 8 horas e terminam às 12.40 horas. Na parte da tarde começam às 14.15 horas para terminarem às 19.00 horas. - Os tempos lectivos têm a duração de 45 minutos. - Para além da carga curricular nacional, os alunos dispõem ainda de disciplinas obrigatórias de Esgrima, Equitação, Instrução Militar e ACC (Actividades de Complemento Curricular) e Estudos Específicos e Estudos Acompanhados em número acrescido em relação ao currículo nacional.

No ano escolar de 2009/2010 os planos curriculares do Colégio Militar terão a seguinte configuração:

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5.º e 6.º Ano
DISCIPLINAS Língua Portuguesa Inglês História e Geografia de Portugal Matemática Ciências da Natureza Educação Visual e Tecnológica Educação Musical Educação Física TOTAL Área de Projecto Estudo Acompanhado EMRC F. Cívica TOTAL TOTAL TIC Educação Física Instrução Militar ICA Equitação ACC Estudos Específicos:(LP; I; HGP; CN; M) Estudo TOTAL TOTAL Estudo 4.ª Feiras TOTAL 2 48 1 1 1 1 3 5 1 14 46 OFERTA COLÉGIO MILITAR 1 2 2 1 1 6 32 TEMPOS 4 3 3 3 4 2 3 26 CURRICULAR 4

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7º Ano
DISCIPLINAS TEMPOS 4 3 3 2 2 4 2 2 2 1 1 3
TOTAL 29

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Língua Portuguesa Inglês I Francês II História Geografia Matemática Ciências Naturais Física –Química Educação Visual Educação Tecnológica (turma dividida c/EM) Música (turma dividida c/ET) Educação Física

Área de Projecto Estudo Acompanhado: LP; M (Disciplinas
c/exame nacional no final do ciclo)

2 2 1 1
TOTAL TOTAL 6 35

F. Cívica EMRC

Instrução Militar Educação Física ICA ACC Estudos Específicos: I/F; H/G Aulas Práticas: CN; CFQ (por grupos 1+1) Estudos
TOTAL

1 1 1 3 2 2 1
11 46

Estudo 4.ª Feiras
TOTAL

2
48

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OFERTA COLÉGIO MILITAR

CURRICULAR

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8.º Ano
DISCIPLINAS Língua Portuguesa Inglês I Francês II História Geografia Matemática Ciências Naturais Físico-Química Educação Visual Educação Tecnológica (turma dividida c/EM) Música (turma dividida c/ET) Educação Física
TOTAL

TEMPOS 4 2 3 3 2 4 2 2 1 1 3
29

Área de Projecto Estudo Acompanhado: LP; M (Disciplinas c/exame Nacional no final do Ciclo) F. Cívica EMRC
TOTAL TOTAL

2 2 1 1
6 35

Esgrima Educação Física ICA Instrução Militar ACC Estudos Aulas Práticas: CN; CFQ (por grupos 1+1)
TOTAL TOTAL

2 1 1 3 1 2
11 46

Estudo 4.ª Feiras
TOTAL

2
48

19

OFERTA COLÉGIO MILITAR

1

CURRICULAR

2

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9.º Ano
DISCIPLINAS Língua Portuguesa Inglês I Francês II História Geografia Matemática Ciências Naturais Física –Química Educação Visual Educação Física TIC
TOTAL

TEMPOS 4 3 2 3 2 4 CURRICULAR
30 5 35 11 46 48

2 2 3 3 2

Área de Projecto Estudo Acompanhado: LP; M (Disciplinas
c/exame Nacional no final do Ciclo)

1 2 1 1
TOTAL TOTAL

F. Cívica EMRC

Esgrima Educação Física Instrução Militar ICA ACC Aulas Práticas: CN; CFQ (por grupos 1+1) Estudos
TOTAL TOTAL

2 OFERTA COLÉGIO MILITAR 1 1 1 3 2 1

Estudo 4.ª Feiras
TOTAL

2

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10º Ano
Ciências Socioeconómicas
Português Inglês ou Francês Filosofia Educação Física TOTAL Matemática - A
(Obrigatória)

Ciências e Tecnologias
4 Geral 4 4 4 16 Específicas 6 6 6
(Obrigatória)

10º - Língua e Humanidades
4 Geral 4 4 4 16 6 Específicas 7 7 7 20 36 1 2 2 1 1 3 Oferta CM EMRC/FC Estudos Estudos Específicos: (P; H; G) ICA Instrução Militar ACC TOTAL TOTAL Estudo 4.ª Feiras TOTAL TOTAL TOTAL 19 35 1 2 3 1 1 3 11 46 Oferta CM História - A
(Obrigatória)

Português Inglês ou Francês Filosofia Educação Física TOTAL Matemática - A Física e Química A Biologia e Geologia Geometria Descritiva ( 6+1) TOTAL TOTAL EMRC/FC Oferta CM Estudos Estudos Específicos: P; M ICA Instrução Militar ACC TOTAL TOTAL Estudo 4.ª Feiras TOTAL

Português Inglês Filosofia Educação Física TOTAL

4 Geral Específicas 4 4 4 16 6 6 7

Economia A História B TOTAL TOTAL EMRC/Formação Cívica Estudos Estudos Específicos: P;M;E,H(exame) ICA Instrução Militar ACC

Geografia A Francês ou Espanhol

18 34 1 2 4 1 1 3

TOTAL 12 TOTAL 46 Estudo 4.ª Feiras

10 46

2

TOTAL 48

2
48

2
48

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11º Ano
Ciências Socioeconómicas
Português Inglês ou Francês Filosofia Educação Física 4 Geral 4 4 4

Ciências e Tecnologias
Português Inglês ou Francês Filosofia Educação Física TOTAL Específicas Matemática - A
(Obrigatória)

Artes Visuais
4 Geral 4 4 4 16 6 7 7 7 20 36 1 Oferta CM 2 2 2 3 TOTAL TOTAL 10 46 Estudo 4.ª Feiras TOTAL EMRC/Formação Cívica/ICA Estudos Estudos Específicos: (P; M-B;GD) Instrução Militar ACC TOTAL TOTAL Específicas Matemática - B
(Obrigatória)

Português Inglês Filosofia Educação Física TOTAL

4 Geral Oferta CM Específicas 4 4 4 16 6 6 7 TOTAL TOTAL 19 35 1 2 3 2 3 11 46

TOTAL 16 Matemática – A
(Obrigatória)

6 6 6

Economia A História B TOTAL TOTAL EMRC/Formação Cívica/ICA Estudos Estudos Específicos: P; M;E,H (Exame) Instrução Militar ACC TOTAL TOTAL Estudo 4.ª Feiras

Física e Química A Biologia e Geologia Geometria Descritiva( 6+1) TOTAL TOTAL

Geometria Descritiva - A Desenho A

18 34 1 Oferta CM 2 4 2 3 12 46

EMRC/FC/ICA Estudos Estudos Específicos: P;M Instrução Militar ACC

2
48 Estudo 4.ª Feiras

2
48

2
TOTAL 48

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12.º Ano
Ciências Socioeconómicas
Português Educação Física 4 4 8 Matemática - A Opção C – Economia C Opção D - Direito Área de Projecto TOTAL TOTAL Estudos Específicos; (3P; 3M; 1Ec; 1Dt) IM/ICA ACC Estudos TOTAL TOTAL Estudo 4.ª Feiras TOTAL 6 Específicas 6 6 4 22 30 8 Oferta CM Estudos Específicos: (3P;3M;1B; 1F Psic) IM/ICA ACC Estudos TOTAL TOTAL Estudo 4.ª Feiras TOTAL Matemática - A Opção C – Biologia ou Física ou Química Opção D - Psicologia ou Inglês ou Direito. Área de Projecto TOTAL TOTAL 6 6 6 4 22 30 8 Oferta CM Específicas

Ciências e Tecnologias
Português Educação Física 4 4 8

Ciências - Humanístico de Artes Visuais
Geral Geral 8 Desenho - A Opção C - Oficina de Artes Opção D - Psicologia Área de Projecto TOTAL TOTAL Estudos Específicos: (3P;3DA;1-O.A;1Psic) IM/ICA ACC Estudos TOTAL TOTAL Estudo 4.ª Feiras TOTAL 6 6 6 4 22 30 8 Oferta CM Específicas Português Educação Física 4 4

3 3 2 16 46 2 48

Geral

3 3 2 16 46 2 48

3 3 2 16 46 2 48

O Semanário foi elaborado de forma a permitir os seguintes pares de opções:
       Economia C / Direito Oficina de Artes / Psicologia Biologia / Química Biologia / Física Biologia / Direito Biologia / Psicologia Física / Inglês Química / Inglês

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5. CRITÉRIOS DE CONSTITUIÇÃO DE TURMAS.

No 5º ano de escolaridade as turmas serão constituídas de forma heterogénea, a partir dos resultados das provas de admissão e dos testes psicotécnicos. Nos anos subsequentes prevalece a lógica da continuidade dos grupos/turma, com abertura para eventuais acertos, de comum acordo entre os directores de turma, como representantes do Conselho de Turma, e os Comandantes de Companhia.

6. CRITÉRIOS DE DISTRIBUIÇÃO DE SERVIÇO Um aspecto importante a ter em conta na distribuição do serviço docente é a necessidade de limitação do número de turmas com que cada professor trabalha. Convém recordar que a componente lectiva do horário de trabalho inclui a leccionação de uma disciplina (ou de duas, nalguns casos) num certo número de turmas e pode incluir a direcção de turma e a responsabilidade de uma ou mais áreas não disciplinares numa ou nalgumas dessas turmas. A distribuição do serviço lectivo deve ter como princípio orientador a qualidade do ensino e os legítimos interesses dos alunos, competindo ao Conselho Pedagógico a definição dos critérios a que a mesma se há-de subordinar. Sem prejuízo da competência acima referida, o serviço lectivo deve ser distribuído, tendo em consideração alguns princípios gerais: 1. Possibilitar a cada professor o acompanhamento dos seus alunos ao longo dos diferentes anos de escolaridade do mesmo ciclo, desde que não haja motivos que aconselhem o contrário.

2. Procurar que seja feita uma equilibrada atribuição dos cargos pedagógicos (Coordenadores de Departamento, Coordenadores de Directores de Turma, Directores de Turma, Representantes de Grupo Disciplinar, Coordenadores de Instalações), assim como da distribuição dos níveis de ensino e Áreas Curriculares não Disciplinares pelo corpo docente.

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3. Manter a Direcção de Turma ao longo da cada ciclo de estudos, desde que não existam motivos de força maior que o impeçam ou desaconselhem.

4. Evitar que em cada horário haja mais do que 3 níveis distintos. Dentro do possível considera-se ideal que cada docente leccione no máximo dois níveis.

5. Dentro do possível as disciplinas de carácter mais teórico devem ser leccionadas no turno da manhã. Sendo impossível, em termos práticos a aplicação plena desta recomendação, sugere-se que ela seja aplicada de forma equilibrada.

6. Considera-se

desejável

que

os

Professores

dos

Estudos

sejam,

preferencialmente do Ciclo respectivo. Áreas curriculares não disciplinares Salvo situações especiais devidamente fundamentadas, é recomendável que, ao longo do ciclo, numa dada turma, os professores designados para a leccionação destas áreas pertençam ao maior número possível de áreas disciplinares diferentes, de forma a possibilitar a adopção de metodologias de trabalho diversificadas que incorporem técnicas e recursos específicos das áreas de saberes curriculares, sobrelevando, assim, o carácter utilitário e pragmático das competências que aquelas podem desenvolver. Salvo situações especiais, devidamente fundamentadas, um professor não deverá leccionar mais do que duas áreas curriculares não disciplinares. Área de Projecto A Área de Projecto é assegurada por dois professores que, preferencialmente, leccionem na turma áreas curriculares diferentes, sendo desejável que um desses Professores seja das áreas tecnológicas ou artísticas. Estudo Acompanhado Os Estudos Acompanhados são assegurados por um professor, preferencialmente da própria turma e de áreas científicas diferentes.

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Formação Cívica O tempo destinado à Formação Cívica deverá ser atribuído ao Director de Turma, salvo situações especiais devidamente fundamentadas. TIC O tempo destinado à disciplina de Tecnologias da Informação e da Comunicação, no 2º Ciclo, deverá ser atribuído a um professor com conhecimentos básicos reconhecidos para a introdução desta área junto dos alunos.

7. QUADRO DE APRENDIZAGENS

As aprendizagens devem ser definidas a nível de ciclo de estudos (2º ciclo do Ensino Básico, 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário), a nível de ano de escolaridade. A definição das aprendizagens deverá ser feita por todos os professores da mesma disciplina no Grupo Disciplinar. Os grupos disciplinares reúnem e planificam o seu trabalho tendo em conta o objectivo de articulação horizontal e vertical das várias disciplinas, nomeadamente em casos de grande pertinência, como é o caso da ligação entre a Matemática e a Física. Posteriormente, tal terá expressão prática no planeamento que os professores das diferentes disciplinas fazem para cada ano e cada período lectivos. A listagem destas aprendizagens e o planeamento constam do plano curricular de cada turma, assim como a indicação dos critérios e instrumentos de avaliação a ser utilizados ao longo do ano lectivo. As planificações e os critérios de avaliação de todas as disciplinas são apresentados no Serviço Escolar no início do ano lectivo, sendo posteriormente discutidos e aprovados no Conselho Pedagógico.

8. PLANO ANUAL DE ACTIVIDADES

O Plano Anual de Actividades (PAA) é elaborado pelo Serviço Escolar e aprovado em Conselho Pedagógico, de acordo com a legislação emanada do Ministério da Educação (começo do ano lectivo, interrupções ao longo do ano lectivo, reuniões de avaliação intermédia, reuniões de avaliação de fim de período, fim das actividades lectivas, datas

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dos exames nacionais e provas de aferição, etc.), e as actividades e interrupções definidas pelo órgão de gestão do CM. No PAA são referidas todas as actividades a realizar ao longo do ano lectivo: conselhos escolar geral e pedagógico, exames de admissão ao CM, estágio de graduados, actividades de recepção dos novos alunos, cerimónia de graduação, abertura solene do ano lectivo, actividades gimno-desportivas, encontro de coros, récita dos alunos do 11º ano, aniversário do CM, aniversário da morte do Marechal Teixeira Rebelo, cerimónias do 1º de Dezembro, baile de finalistas, viagens dos alunos dos 6º, 9º, e 12º anos, semana de campo dos alunos do 11º ano, visitas de estudo, actividades culturais, exposição final de trabalhos escolares, actividades de encerramento dos períodos escolares, actividades de formação e actualização propostas pelo Conselho Pedagógico. A tomada de decisões quanto ao planeamento de cada ano lectivo é da maior importância, pois é necessário conciliar as características e tradições do CM com a necessidade de cumprir integralmente os currículos do Ministério da Educação, tendo sempre presente o interesse dos alunos, nomeadamente a obtenção de resultados escolares que se possam considerar de excelência. O PAA é um documento que tem por objectivo ajudar os professores e outros sectores do CM a planearem todas as actividades lectivas e não lectivas, do modo mais correcto possível, no sentido de permitir as melhores aprendizagens por parte dos alunos. É, evidentemente, um documento em aberto, sujeito a alterações, que poderão ocorrer em qualquer momento ao longo do ano lectivo. O PAA tem de ser dado a conhecer a toda a comunidade educativa do CM através da Ordem de Serviço, da página oficial do Colégio na Internet e afixado nas salas de aula e nas instalações do Corpo de Alunos.

9. TEMA DE ANO

A escolha de um tema integrador, a escolher anualmente, tem como objectivo dar um maior grau de coerência interna ao PCCM e a todas as actividades lectivas e não lectivas, a desenvolver ao longo de cada ano lectivo. A escolha desse tema é da responsabilidade do Conselho Pedagógico, na sequência de propostas apresentadas pelos departamentos, através dos seus representantes.

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O tema escolhido serve de ponto de partida para o desenvolvimento de muitas actividades curriculares disciplinares e actividades curriculares não disciplinares, nomeadamente a nível da Área de Projecto. Sugere-se que, seja qual for o tema escolhido e seja qual for o projecto a desenvolver, a utilização da língua portuguesa, a nível oral e escrito, desempenhe um papel central em todo este processo, durante a realização dos projectos e no momento da avaliação. Os alunos deverão sentir que é apenas através da correcta utilização da língua portuguesa que o resultado do seu trabalho adquire pleno significado. Para o ano lectivo 2009/2010: “Centenário da Proclamação da República em Portugal” Os trabalhos desenvolvidos pelos alunos serão dados a conhecer a toda a comunidade escolar na altura da Exposição de Trabalhos Escolares, a ter lugar no fim do ano lectivo.

10. OPERACIONALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO PERSONALIZADA

Em primeiro lugar, considera-se que todo processo de ensino-aprendizagem é, simultaneamente, colectivo e personalizado. O ensino personalizado tem de surgir como resposta às normais dificuldades de aprendizagem e de crescimento de um aluno ou de um determinado grupo de alunos, mas também como forma de potenciar as capacidades daqueles que mais se destacam pela positiva. Tal deve ser feito o mais cedo possível, logo que sejam diagnosticadas aquelas situações. De acordo com a análise feita a estes casos, a operacionalização da educação personalizada, em conjunto com outras modalidades e estratégias de apoio pedagógico, poderá assumir formas diferenciadas: - Apoio a alguns alunos durante as actividades normais de cada aula; - Fichas de trabalho; - Entreajuda de alunos do mesmo nível ou de diferentes níveis de ensino; - Apoio psicológico coordenado com os directores de turma e os professores das disciplinas em que os alunos revelem maiores dificuldades; - Actividades de enriquecimento em qualquer momento do ano lectivo ou no início de um novo ciclo.

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- Em casos especiais poder-se-á justificar a existência de aulas suplementares, para além do que foi referido anteriormente.

11. AVALIAÇÃO DO PROJECTO CURRICULAR

De acordo com o estabelecido no Projecto Educativo do Colégio Militar, a avaliação do PCCM é feita no Conselho Pedagógico, no final de cada ano lectivo, com base num relatório elaborado pelo Serviço Escolar. Desse relatório deverá constar a análise de todos os pontos do PCCM, a enumeração de todas as actividades previstas e não previstas que foram realizadas ao longo do ano lectivo, o grau de importância e pertinência dessas actividades relativamente aos grandes objectivos definidos no Projecto Educativo do Colégio Militar, assim como a apresentação de sugestões para a elaboração do próximo PCCM.

DISPOSIÇÕES LEGAIS. O Projecto Curricular do Colégio Militar é enquadrado pela legislação abaixo mencionada:
Lei 49/2005 de 30 de Agosto – Lei de Bases do Sistema Educativo Dec. Lei 6/2001 de 18 de Janeiro – Organização e gestão curricular do Ensino Básico. Dec. Lei 74/2004, de 26 de Março – Organização e gestão curricular do Ensino Secundário Dec. Lei 272/2007, de 26 de Julho – Organização e gestão curricular do Ensino Secundário Despacho normativo n.º 50/2005, de 9 de Novembro – Planos de recuperação e desenvolvimento. Despacho conjunto do Ministério da Defesa Nacional e do Ministério da Educação, n.º 275/2006 de 6 de Março de 2006.

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