ANO CATEQUÉTICO NACIONAL 2009 TEMA: CATEQUESE, CAMINHO PARA O DISCIPULADO LEMA: “Nosso coração arde quando ele

fala, explica as Escrituras e parte o pão” (Lc 24, 32.35) APRESENTAÇÃO  Na 44ª AG (2006) foi aprovado pelos Bispos a realização do Ano Catequético, após 50 anos do 1° Ano Catequético (1959).  Iniciativa é resultado da importância que a Igreja vem dando a catequese, como ficou expresso no DNC e no Doc.Aparecida.  Não é um evento isolado, mas p/toda Igreja, insere-se:  Nas novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora na 46a. Assembléia Geral da CNBB, em abril de 2008;  Em estreita relação com a Campanha da Fraternidade de 2009. O tema Fraternidade e Segurança Pública e o lema - "A paz é fruto da justiça" - (Is 32,17);  Juntamente com os 30 anos da Exortação Apostólica de João Paulo II, Catechesi Tradendae, e Puebla;  Sínodo dos Bispos de 2008, dedicado à "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja ;  sintonizado com o 12° Inter-eclesial das CEBs;  Ano Catequético terá sua culminância com a Terceira Semana Brasileira de Catequese, em Indaiatuba(SP), de 07 a 11 de outubro de 2009

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INTRODUÇÃO O TEXTO INSPIRADOR (1-5) “Discípulos de Emaús". (Lc 24,13-35); Experiência do encontro com Jesus Cristo, no caminho, na Palavra e na Eucaristia; Relata a mudança de rumo que tomou a vida dos discípulos; não fica no rito gestual da partilha. Foi a partir da mudança provocada pelo encontro, que os discípulos assumiram o compromisso da partilha, da missão, da evangelização, do anúncio, da construção das comunidades (cf. Mt 28,19-20); O ideal da vida comunitária “Somos uma comunidade de RESSUSCITADOS” (cf. At 2,42-47) Os objetivos do Ano Catequético Nacional (6) Despertar para a importância do aprofundamento e do amadurecimento na fé, vivida no seio de uma comunidade; A experiência do discipulado, como seguimento do Caminho; Que o discípulo possa mergulhar, de modo cada vez mais profundo, nas Escrituras, na liturgia, na teologia, na evangelização e no compromisso pastoral, fruto da experiência do "partir o pão". Objetivo Geral (7) “dar novo impulso à catequese como serviço eclesial e como caminho para o discipulado”. Consciência de que a catequese é uma dimensão de toda a ação evangelizadora; Que toda a Igreja assuma uma nova concepção de catequese como processo formativo, sistemático, progressivo e permanente de educação da fé, da esperança e do amor (cr. DNC 233). Objetivos específicos (8)

g) dar a devida ênfase à catequese com adultos. ouvindo o Mestre” (Ele nos revela as Escrituras).Vat. à realidade.(DNC 23-25). Aparecida e presente no DNC. dos apóstolos à 1ª geração e 2ª geração e até os nossos dias pela TRADIÇÃO.  Primeira parte: ENCONTRO. i) estimular a implementação da disciplina Catequética nos cursos de Teologia. f) estimular a dimensão catequética nas comunidades na perspectiva da pastoral de conjunto. eles o reconhece-ram e retomaram ao caminho de Jerusalém). e) cultivar a dimensão litúrgica da catequese. Caminho indica o método de comunicação de Deus. e neste caminhar ele instruía os discípulos. Isso garantiu a transmissão do depósito da fé. resgatado e valorizado pela Conf. dos religiosos/as e dos ministros ordenados.  Segunda Parte: PALAVRA. orientada pelos valores do Evangelho (Conc.“Aprender. b) incentivar a instituição do Ministério de Catequista. A fidelidade a Jesus Caminho exigiu textos de referência sobre Jesus. caminhando com o Mestre” (Jesus se aproxima e escuta).  A estrutura do Texto-Base (9-12)  Está organizado em três partes. d) acentuar o Primado da Palavra de Deus na vida da Igreja. ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso. nasceu o (NT) e o texto doutrinal: (Didaqué –165). Jo 14.  Trazer o relato dos discípulos de Emaús para o contexto da ação catequética em sua própria comunidade.“Aprender. Mais do que uma palavra. A Igreja que é obra do Espírito continua o seu peregrinar no mundo e com o mundo a serviço do ser humano. m) favorecer na catequese a abertura ao outro. dos agentes de pastoral. c) impulsionar o estudo das Sagradas Escrituras. com jovens e junto às pessoas com deficiência.II –LG 50) .6).  Terceira parte: MISSÃO -“Aprender. tendo presente o princípio da interação vida/fé. O caminho aponta para a comunidade. segundo o método ver-julgar-agir. PRIMEIRA PARTE: O ENCONTRO Aprender Caminhando com o Mestre           JESUS SE APROXIMA E ESCUTA Caminhar é preciso (12-22) O ato de caminhar indica o desenvolvimento da história da salvação. l) educar para a vivência de uma fé comprometida com as urgentes mudanças da nossa sociedade. j) intensificar a dimensão missionária da catequese por meio da espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo. agindo com o Mestre” (ao partir o pão. Jesus é modelo de caminhante e se definiu como o Caminho (cf. h) incentivar na catequese a inspiração catecumenal. caminho significa um modo de ser da Igreja que vai ao encontro das pessoas.a) intensificar a formação catequética dos catequistas.

Ele não interrompe o assunto. Catequese Renovada (1983) dá um novo enfoque à catequese como CAMINHADA.  Aproximar-se é dispor-se a conhecer e sentir de perto a necessidade do outro. escutá-los e descobrir sua realidade. etc. decepções e esperanças.16).  O caminho não está pronto. NÃO IGNORAR (30)  Jesus ouve as dúvidas e os questionamentos dos dois caminhantes. migrantes. enfermos.  "Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia.  O caminho das pessoas é uma jornada individual e comunitária. respostas e propostas para a vida. angústias. ignorados em sua dignidade de pessoa e em seus direitos..  O diálogo serve tanto para criar laços como para indicar os procedimentos pedagógicos mais adequados. é um anônimo (cf. do outro não consta o nome.  Nos Discípulos de Emaús.  O neo-liberalismo considera o lucro e as leis de mercado parâmetros absolutos em detrimento da dignidade e do respeito da pessoa  Quem são os excluídos de nossas comunidades?  O olhar de Aparecida sobre nosso mundo (43-45) . São anônimos. Sua vida acontece em contextos sócio-culturais bem concretos”.  Aparecida chama atenção para os novos rostos da pobreza: o povo da rua.” (DA 243 e 12)  ABRINDO TAMBÉM NOSSOS OLHOS PARA NOSSA REALIDADE (38-42)  O Doc. foi Cristo quem os escolheu (cf. Ele se refaz e se remodela à medida que as pessoas vão descobrindo novas perguntas.Jo 15..  Jesus quer ouvir as preocupações. ANTES DE TUDO. Tal como deveríamos fazer nós também na ação evangelizadora: interessar-nos pelo outro.Aparecida 298 e DGAE 64: “Itinerário catequético permanente”.  O caminho de Emaús (23-29)  A iniciativa é de Jesus. O Doc.Cléofas.  Jesus entra pela porta das preocupações. Traz as marcas da cultura.  Na catequese ensinamos o que achamos necessário sem ouvir o que está no coração do interlocutor. os discípulos descobrem duas coisas bem originais: não foram eles que escolheram seu mestre. Lc 24.  Em nossa sociedade. com uma Pessoa. Considerar estas perguntas é fundamental. dependentes de drogas. um deles tem nome . do ambiente social..  Na verdade a decepção dos discípulos está na falta de compreensão da morte de cruz. presidiários. Não é por acaso. mas através do encontro com um acontecimento. os sem nome são milhões. da religiosidade.17-18).  O discipulado como seguimento de Cristo Vivo (35-37)  Na convivência cotidiana com Jesus e no confronto com os seguidores de outros mestres..Aparecida (367) afirma que: “a pastoral da Igreja não pode prescindir do contexto histórico onde vivem seus membros.  As respostas dependem das perguntas (31-34)  Na realidade atual as pessoas fazem perguntas complexas. A atitude de Jesus é caminhar com eles.  O DNC (2005) vem reforçar esta concepção de catequese como Itinerário de inspiração catecumenal (DNC 45).  O Doc. político e econômico. Quanta gente desanima e desiste de lutar diante das dificuldades da vida  EVANGELIZAR É.

através das Escrituras. contudo:  Há insuficiente número de presbíteros. somos convocados a aprender o que o Mestre tem a nos dizer. consumismo. modelem as comunidades e incidam . chamado Cléofas. imediatismo. 19-24) Estas palavras revelam que a esperança dos discípulos em torno de Jesus era de um líder humano. felicidade confundida com bem-estar. lhe disse: És tu o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes dias?”(cf. para compreender e iluminar o chamado ao discipulado e à missão.  “Que foi?” Respondem: "O que aconteceu com Jesus. de críticas à religião. SEGUNDA PARTE: A PALAVRA Aprender Ouvindo com o Mestre  ELE NOS REVELA AS ESCRITURAS  Nesta segunda parte.  Perguntas que brotam da vida (49-53)  “O que andais conversando pelo caminho?" (cf. gerando impunidade e favorecendo o descrédito do povo  O olhar de Aparecida sobre a Igreja (46-47)  A Igreja tem exercido um importante serviço.  CONVERSAS AO LONGO DO CAMINHO  “Eles pararam. nas suas angústias e suas buscas. com o rosto triste.17) – Jesus quer entendê-los nos seus sofrimentos. que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e diante de todo o povo" (cf.  Jesus. 17-24). Campo sócio-cultural : supervalorização da subjetividade individual. Lc 24. convertendo-a em promotora de iniqüidades e injustiças  Campo social : globalização concentra o poder e a riqueza na mão de poucos  Campo ecológico : subordina-se a preservação da natureza ao desenvolvimento econômico  Campo sócio-político : (positivo) esforço dos Estados em definir e aplicar políticas públicas nos campos sociais. promovendo a dignidade deles nos campos sociais. particularmente aos mais pobres. DA 243 e 312).  A falta de preparo de agentes de pastoral e de catequistas. Lc 24. despreocupação ética.  Falta de espírito missionário no clero. formação e valorização dos agentes e a procura dos meios necessários que permitam que o anúncio de Cristo cheguem às pessoas.  A ação evangelizadora da Igreja "deve ser resposta consciente e eficaz para atender as exigências do mundo de hoje com indicações programáticas concretas. fazemos parte de uma história que se desenrola sob o olhar amoroso de Deus” (DNC 15)  A identidade do discípulo missionário de Jesus Cristo nasce da experiência.  Ouvir faz parte do acolhimento.  Campo econômico : o mercado absolutiza o lucro. o Nazareno. e um deles. (negativo) corrupção na sociedade e no Estado.  Espiritualidade contrária à renovação do Concílio Vaticano II. resposta para os problemas humanos (54-59)  “A fé cristã nos faz reconhecer um propóstio na existência: não somos frutos do acaso.  Insuficiente atendimento pastoral e sacramental dos fiéis. Lc 24.  Variedade de ofertas religiosas. do encontro vital com o Senhor (cf. objetivos e métodos de trabalho. Sua crise estava na incapacidade de superar a experiência da cruz.  A falta de uma linguagem adequada à cultura vigente.

PERMANECER COM O SENHOR (68-71) “Fica conosco. O rito da partilha remete à memória da prática messiânica de Jesus de multiplicar o pão com as multidões famintas (cf. o encontro de Filipe com o Etíope que lia. a missão e os ensina-mentos de Jesus.10-17. (Rm 10. pois já é tarde e a noite vem chegando. testemunhada por Jesus e apresentada pelas primeiras comunidades cristãs. . No gesto da memória está a passagem da cruz para a ressurreição. sem entender. sofrimentos. na aldeia. com destaque para os seguintes elementos: Escuta da Palavra Adesão e Celebração desconhecer as Escrituras é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo" (DA 247).Mt 28. É naquela refeição fraterna. nos fez retornar à comunidade. Esta era a Boa Nova. (2 Cor 11. Seguir o CRUCIFICADO RESSUSCITADO Dores. que os olhos dos dois caminheiros se abrem e despertam para o discipulado e a missionariedade. Caminhada de Jesus com os discípulos de Emaús é modelo de INICIAÇÃO CRISTÃ.8) A INSTITUIÇÃO DA Eucaristia torna-se MEMÓRIA PERMANENTE para a mística dos discípulos. assumir a missão e manter viva a esperança. perseguição acompanham a missão de quem abre novos caminhos. Daí a importância dos animadores das comunidades e dos catequistas terem uma iniciação às Escrituras e uma intimidade orante com a Palavra. Partir e repartir o pão era a nova fonte da vida comunitária. da morte para a vida. PALAVRA QUE ILUMINA (60-67) Explicar as Escrituras é lembrar a prática. Foi a memória do jeito de ser e fazer de Jesus. O peregrino já não é mais um estranho. Mc 6. para relembrar aos discípulos que o caminho percorrido pelo Cristo já estava previsto nelas.14-15) Para superar uma leitura meramente fundamentalista é de grande importância criar um projeto de animação bíblica da pastoral.13-21.23-30) A catequese de Jesus começa pela memória da Palavra de Deus. 29) A sensibilidade dos discípulos aumenta na medida em que se aproximam da aldeia.                              profundamente na sociedade e na cultura mediante o testemunho dos valores evangélicos" (DA 371). CATEQUESE DE JESUS (60-63) Atitudes de Jesus: Aproxima-se Escuta Pergunta Retoma as Escrituras e percebe que não tinham entendido Pacientemente começa a recordar o processo catequético A resposta de Jesus é um convite a ver a realidade à Luz da Palavra em vista da missão.30-42). Mt 14. As mulheres são as primeiras discípulas de Jesus a levar a boa notícia da sua Ressurreição (cf.” (Lc 24. Lc 9. Fazei isto em minha memória (72-73) A memória foi feita pelo caminho quando lhes explicava as Escrituras e a Palavra é compreendida a partir da experiência concreta do partir o pão. que permitiu abrir seus olhos e reconhecer a presença viva do Ressuscitado.

de descanso. à consciência e move os pés dos que saem para evangelizar (cf. o primeiro da semana. 33)  Os discípulos voltam à comunidade com um novo olhar. pois o discipulado requer um tempo de aprendizagem. Sai do coração e chega à mente.  Fazer discípulos é.13)  Sua ressurreição deu-se no primeiro dia da semana." (Lc 24.  Aparecida retoma com uma nova compreensão e vigor uma dimensão fundamental do discipulado: a missão."filhos da Luz". às vezes pode afastar as pessoas.10). Is 52. com melhor compreensão da missão.32).  O Domingo indica o início do mundo novo em Cristo Jesus. . de modo que a dimensão bíblico-catequética esteja presente em todos os serviços pastorais como parte integrante da ação evangelizadora. de sua ressurreição e da nova Criação. e educa para a ação sóciotransformadora. dois dos discípulos iam para um povoado.  e) é dia de estar com a família. Ap 1. para alegrar-se com a criação de Deus. que também descansou. especialmente os mais pobres (cf. Ela está enraizada visceralmente nos sacramentos do Batismo e da Confirmação. porém.  Assim. é viver como ressuscitados. o centro da fé. com os que crêem na ressurreição.  Viver "segundo o domingo". em lugar de atrair.  Agora o novo ardor se espalha. DA 243).  c) é dia de encontro na comunidade eclesial. Refazem o caminho.1). enriquecer os laços do amor. catequética e celebrativa.  MESMO CAMINHO: NOVO ESPÍRITO (91-97) “Naquela mesma hora.  “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária" (DA 3 70). a uns dez quilômetros de Jerusalém. Tornou-se o Dia do Senhor (cf. levantaram-se e voltaram para Jerusalém” (Lc 24. agora com espírito novo. o Domingo é:  a) é dia de celebrar a ressurreição de Jesus.  A catequese evangelizadora ajuda a formar discípulos (DNC 34). O primeiro dia (74-84) "Naquele mesmo dia. no domingo.  A rotina pastoral.  Não perder de vista alguns princípios básicos na animação bíblico-catequética. TERCEIRA PARTE: A MISSÃO Aprender Agindo com o Mestre  AO PARTIR O PÃO. de acordo com São Paulo.7. um processo dinâmico.  d) é dia do Senhor. Na 2.  O caminho do discipulado é sustentado por uma mística e uma espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo no encontro com o irmão.  O Domingo é o oitavo dia e o primeiro da Nova Criação. chamado Emaús. o grande Memorial.  PISTAS DE AÇÃO PARA O ANO CATEQUÉTICO NACIONAL (98-99)  Situar a catequese no seio da Pastoral Orgânica e de Conjunto.  b) é dia de interrupção do trabalho. ELES O RECONHECERAM E RETORNARAM AO CAMINHO  CORAÇÃO ENTUSIASMADO DO DISCÍPULO MISSIONÁRIO (85-90) Não estava ardendo o nosso coração (Lc 24.

a partir da fé. levada a cabo através de diferentes serviços. Bíblico Catequética. fundamentação de todos os nossos projetos e ações pastorais Valorizar os textos bíblicos nas homilias Divulgar. 2 Pd 1. Ecumênica e Sócio Transformadora. com oportunidades de formação bíblica e teológica Promover o Serviço de Animação Bíblica da Pastoral Privilegiar a Palavra de Deus como fonte.  CATEQUESE E PASTORAL DE CONJUNTO (100)  Logo após o Concílio Vaticano II. educar e praticar a lectio divina . Litúrgica.  É sua função suscitar em todos os serviços de pastoral a integração e explicitação da dimensão bíblico catequética inerente a toda e qualquer ação eclesial.  A dimensão bíblico-catequética (103-104) no seio de uma única ação evangelizadora  Propiciadora e dinamizadora da Pastoral de Conjunto. mas eclesial (cf. um modo de ser e de agir. A leitura da Bíblia como tarefa eclesial (108-110) A leitura da Bíblia é uma tarefa. para decodificar a revelação do 'livro da vida'. A diversidade de funções da Palavra (111-115) Liturgia: é na celebração. que a fé antecipa aquilo que ela espera. mas ela é interpeladora. ensinar. pois se trata de lê-la no mesmo Espírito que a inspirou e a codificou. Todos estão convidados a assumir e tenham em conta na sua pastoral a dimensão catequética. AÇÕES RELACIONADAS AO MINISTÉRIO DA PALAVRA (DGAE 9-14) (116-17) Promover uma catequese contextualizada "Educar o povo na leitura e na meditação da Palavra de Deus“.  Desta maneira cada dimensão está profundamente unida à bíblico-catequética e esta em função das outras  O lugar da pastoral bíblico-catequética na vida da Igreja (101-102)  É toda a comunidade. não individual. depois nos é dado o 'livro da Bíblia'. inspiração. Primeiro vem a revelação de Deus no 'livro da vida'. Pedagógica: A função da Palavra não é simplesmente 'informar' ou veicular um conjunto de verdades. mas conforma um órgão dentro de um único corpo que é a Igreja. Norma de vida: ilumina a conduta pessoal. como 'fermento na massa' e 'luz do mundo' (GS 43). mais importante do que falar da Bíblia é propiciar as condições para que os próprios catequizandos aprendam a entrar em contato direto com o texto das Escrituras.  Não há pastoral de conjunto se esta não estiver perpassada pela animação bíblico catequética                    PRINCÍPIOS DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA A Bíblia como fonte da Catequese (106-107) A fonte primeira da Catequese é a Bíblia Na Catequese. Comunitária e social: serviço no seio da sociedade. no conjunto (pastoral de conjunto) de seu ser e missão. no simbolismo do rito.  Na “pastoral orgânica”. a CNBB passou a enfocar suas diretrizes de ação a partir das conhecidas seis dimensões: Comunitária e Participativa.20). Missionária. Animação bíblico catequética: sua grande tarefa é criar aquelas condições que permitam uma autêntica leitura das Escrituras. porque cada serviço específico não forma um corpo.

c) Contar com serviços e participação dos movimentos e pastorais para realizar etapas do itinerário do discípulo missionário. d) Promover na Igreja a dimensão fraterna de acolhida.  Organizar formações diferenciada aos adultos praticantes. a importância da Pastoral Familiar. Iniciação cristã e catequese permanente (118)  Assumir a iniciação cristã. c) Organizar equipes ou comunidades de formadores de agentes de pastoral e de coordenadores. presbíteros. DA 294). privilegiadamente a catequese. sobretudo as comunidades eclesiais de base. a catequese à família. b) Acolhimento em situações matrimoniais canonicamente irregulares. Família (122): lugar e escola de comunhão a) Assegurar.  Evidenciar sempre a conexão íntima e orgânica de todas as ações da Igreja. seminaristas.  Aprofundar o sentido do domingo e resgatar o sentido do descanso. d) Assumir a formação de comunidades. catequistas. e) Abrir espaço aos excluídos. na Pastoral Orgânica. aos batizados não praticantes ou afastados e aos convertidos que pedem o Batismo. d) Rever os conteúdos e métodos da preparação dos jovens para a vida matrimonial Pastoral orgânica (123) a) "Fazer com que todos os fiéis.  Destacar na liturgia.  Motivar os adultos para a vivência da fé em comunidade. assumido por todos como catequese básica fundamental (cr.  Valorizar e promover a aplicação do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA). e) Incentivar a instituição do Ministério de Catequista  AÇÕES RELACIONADAS AO MINISTÉRIO DA LITURGIA (DGAE 15-26) (120)  Promover. c) Vincular. com ênfase.  Educar para o diálogo ecumênico e inter-religioso  Formação para o discipulado (119) (cf. estilos e linguagens. homens e mulheres participem do planejamento e das decisões relativas à vida eclesial e à ação pastoral" (DGAE 1 05d).  Investir na implementação da catequese de inspiração catecumenal. que possam encarnar o Evangelho na cidade. pois os pais são os primeiros catequistas de seus filhos. assim como mistagógica. b) Assumir a opção preferencial pelos pobres. . b) Abrir-se para experiências.  AÇÕES RELACIONADAS AO MINISTÉRIO DO SERVIÇO (DGAE 17-23)  Opção pelos pobres e Pastoral Social (121) a) Integrar todas as iniciativas de Pastoral Social na promoção da dignidade humana. b) Conhecer e explicitar a dimensão catequética presente em cada ação evangelizadora. Pastoral urbana e segurança pública (124) a) Transformar as paróquias em comunidade de comunidades (cf.  Motivar o processo catequético. sua dimensão educativa permanente da fé. de modo especial. nas celebrações eucarísticas. na renovação da comunidade e na construção de uma sociedade solidária. diáconos. DGAE 37-46) a) Fazer "uma clara e decidida opção pela formação dos membros de nossas comunidades“ b) Promover formação de animadores pastorais. DA 517). com a liturgia. c) Promover formas de serviços de voluntariado.

g) Conscientizar sobre a necessidade de superação da violência familiar. f) Criar iniciativas de educação para a paz e superação de toda forma de violência. . c) Estudar o Texto-Base do 12° Inter-eclesial. b) Aplicação do princípio metodológico de interação fé e vida.c) Fomentar a pastoral da acolhida. tornando-as espaços promotores do resgate da identidade. e) Efetivar maior presença nos centros de decisão da cidade. c) No trabalho pastoral haja trabalho de equipe. e) Exercer a coordenação como ministério da comunhão. h) Cobrar do poder público formas de superação da injustiça. Comunidades Eclesiais de Base (126-127) a) Descentralizar as 'grandes comunidades' impessoais. Metodologia de ação (125) a) Modo de proceder de Jesus. b) Renovação da paróquia com setorização em unidades menores. d) Promover oficinas para elaboração de textos e instrumentos didáticos para as pastorais e a catequese. para que aconteça realmente a unidade entre fé e vida. d) Dar atenção especial aos que sofrem.

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