Cognição e Envelhecimento

O que é envelhecimento?

É o processo de alterações espontâneas e naturais, resultando na  maturação através da infância, puberdade e adultos jovens e então  o declínio para a meia idade e idade avançada.

O envelhecimento normal traz discretas modificações nas  funções mentais que não interferem substancialmente nas  atividades da vida diária.

O declínio da cognição não faz parte do envelhecimento de  70% de idosos.

.Senescência Envelhecimento natural Permite conviver de forma serena com as limitações impostas pelo decorrer dos anos. Senilidade Envelhecimento patológico Sofre os efeitos negativos da doença. e manter‐se  ativo até fases tardias da vida. o qual se manifesta como uma incapacidade progressiva para a vida saudável e ativa.

Envelhecimento Saudável  X  Envelhecimento Patológico Envelhecimento Saudável Envelhecimento Patológico Incapacidade Infância Adulto Velhice .

Principais Alterações Cognitivas .

Repertório de conhecimento. . estratégias e experiências. A inteligência cristalizada é alcançada através da utilização da inteligência fluida em vários contextos. Capacidade de lidar com um problema imediato. Inteligência Fluida Capacidade de entender relações entre vários conceitos. para resolver novos problemas. Independe de conhecimento prévio ou treinamento.Inteligência Inteligência Cristalizada Talentos. Resolução de Problemas. Acesso à informações na memória de longo prazo.

Preservado: Testes medindo habilidades cristalizadas. inteligência não verbal e velocidade de  processamento das informações. e  habilidades verbais estão inalteradas. . Alterado: Inteligência fluida que envolve resolução de  problemas.

Atenção Preservado: Atenção sustentada. . atenção em uma tipo de  informação por um período. ou habilidade de concentrar‐se  em mais de um tipo de informação no mesmo tempo  (possivelmente). Alterado: Atenção dividida.

Alterado: Diminuição das performance nos testes  neuropsicológicos. Pode ser devido.  .Função Executiva Preservado: Funções executivas necessárias para  realização das tarefas do dia‐a‐dia. à redução da  velocidade de execução dos testes (evitar testes  cronometrados). em parte.

Dados que passam a ser considerados fundamentais passarão para a memória remota. mas são considerados de importância questionável e.: o que comemos no almoço de ontem ou uma notícia sem muita importância. Podem durar horas ou dias. os outros serão em algum momento apagados. como os dados de nossa história pessoal ou o nome de nossos filhos . podem durar uma vida toda.Memória Memória Recente  Dados importantes mas não necessariamente fundamentais. por isso. como os fatos mais antigos e solidificados. temporários. X  Memória Remota Dados mais fundamentais. Ex.

  . implícita e memória  semântica (não‐autobiográfica). Menor curva de aprendizado e menor  quantidade de informações aprendidas. Alterada: Aumento da dificuldade de aprender novas  informações.Preservada: Memória remota.

 fluência  verbal. habilidades  sintáticas.Linguagem Preservada: Compreensão. vocabulário. . Alterada: Recuperação de palavras espontâneas.

Atenção e Cognição (Anderson. 2000) .

Teorias do Envelhecimento da Mente

Declínio dos Processos Mentais no Envelhecimento

“A base do declínio dos processos mentais encontra‐se na  maior lentidão do processamento com a idade (Salthouse,  1996).”

 2000) Idade Distração .O mecanismo básico é a dificuldade dos idosos em focalizar a atenção  em um assunto e inibir informações irrelevantes “Os lapsos de atenção são a causa das queixas de falta de memória” (McDowd e Shaw.

O desempenho da memória depende de fatores internos e externos Fatores Externos Apoio do ambiente: dicas. contexto  ou conhecimento prévio Fatores Internos Quantidade de recursos cognitivos  disponíveis: conexões entre itens.  construção de planos de ação.  .

 2000) .“Na presença de uma deficiência no processo inibitório. o que diminui sua eficiência e  velocidade” (McDowd e Shaw. a  memória de trabalho tem um excesso de carga de  informações e de estímulos.

“O comportamento dos idosos será semelhante aos dos mais jovens  quando houver maior apoio de fatores ambientais” .

Mecanismos de Perdas e Ganhos Principais Teorias .

 ganhos e funções mantidas. 1999) Interação e equilíbrio entre  perdas. 1999) . (Dixon. (Dixon.™ Premissa: O desenvolvimento representa uma proporção estabelecida  entre perdas. ganhos e funções  mantidas.

Mantém‐se. Melhora com a idade.™ Um ganho cognitivo pode ser uma função cognitiva que. Tem um pequeno declínio se comparada com outra... . Forma‐se a partir de novas estratégias cognitivas para suprir  dificuldades em outras funções. apesar do envelhecimento.

. Expertise. Pensamento dialético e realístico. Criatividade.™ Ganhos: Operações Pós‐Formais. Sabedoria.

1. Ganhos como perdas em menor magnitude 3. Ganhos em função de perdas . Ganhos como ganhos 2.

 Ganhos como ganhos Objetivo Encontrar quais funções tornam‐se mais desenvolvidas com a  experiência ao longo da vida. mas também a noção de  mudanças que ocorrem em qualquer período da vida.” . no  sentido de que uma teoria do desenvolvimento não deve focalizar  apenas a noção de crescimento. “O desenvolvimento não é contrário ao envelhecimento.1.

2. Ganhos como perdas em menor magnitude Objetivo Valorizar perdas pequenas. .

” “A ênfase é na diversidade durante a evolução das diferentes  funções cognitivas e. possa sentir‐se valorizada ou gratificada. que percebe ter  um declínio cognitivo.“O ajustamento dos objetivos de vida às incapacidades ou a  construção de meios paliativos para que a pessoa.” . se preocupa na adaptação do idoso em seu  meio da forma mais prazerosa possível.

. Ganhos em função de perdas Objetivo Desenvolver algumas funções ou estratégias  cognitivas a partir  de perdas.3.  Ex.: Estimulação cognitiva com lesionados cerebrais e pacientes com  demência.

Formas de Compensação: Utilização de agendas Diferentes apoios escritos Desenvolvimento de imagens visuais para lembrar nomes .

avras. Áreas cerebrais assumem  funções  de outras áreas  (lesionadas ou ineficazes). Nível Orgânico Plasticidade Nível Cognitivo Estratégias de  compensação Ex.Os ganhos em função de perdas podem ocorrer em níveis  orgânicos ou cognitivos. .: Treino em elaborar  imagens visuais associativas  para melhorar a evocação de  certas pa.

Neurociências Cognitiva do  Envelhecimento .

9Neurociências e Envelhecimento Cognitivo Investiga os mecanismos que contribuem para a diversidades de mudanças cognitivas que ocorrem com o avançar da idade 9Questão: Como relacionar o comportamento observável verificado em adulto idoso (lentidão no tempo de resposta. empobrecimento do desempenho em tarefas de laboratório) com mudanças psicológicas e/ou neurobiológicas latentes? .

Domínios cognitivos que apresentam déficit no idoso: Memória Episódica Memória de Trabalho Inibição Funções Executivas Atenção Memória Prospectiva (lembrar de se lembrar. ou lembrar-se de realizar uma ação intencionalmente) Elemento comum: “excesso de carga”no controle cognitivo .

¾ Envelhecimento Mudanças anatômicas e fisiológicas Organização das funções .

Cabeza. 2001 .

. ™ Redução na lateralização da atividade cerebral.Neuroimagem Funcional do Envelhecimento  Cognitivo ™ Estudos com Tomografia pro Emissão de Positron (PET) e Ressonância Magnética Funcional (fMRI) que usam paradigma de ativação e medida de mudança de fluxo sanguíneo. relacionada com a idade. durante desempenho cognitivo.

9 Percepção Visual Grady et al. 1994 .

Tarefa de Detecção de Alvo – Combinação Face-Local ..

™ Combinação de Faces Jovens e Idosos – ativação occipitotemporal ™ Combinação de Local Jovens e Idosos – ativação occipitoparietal .

™ Ativação mais frontal em idosos ™ Maior ativação dos dois hemisférios .

™ Recrutamento de regiões anteriores permite a manutenção de um bom nível de acurácia. apesar de um tempo de reação mais lento.Conclusões: ™ Adultos idosos são menos eficientes em recrutar áreas visuais antes da bifurcação ventral-dorsal. e dependem de regiões cerebrais mais anteriores . .

1997 .Replicou o estudo realizado por Grady ..Madden et al. repetição. “ensaio” e monitoramento) que são mediados pelo córtex frontal .Tarefa de Detecção de Alvo ™ Condição de atenção dividida Idosos apresentaram atividade mais fraca do que jovens na área occipital e atividade mais forte no córtex pré-frontal. ™ Os autores sugerem que idosos não possuem habilidade para desempenhar um tarefa de busca com base no processo de identificação mediado pela via ventral. mas tem que recorrer a processos de controle de ordem superior (ex.

Tarefa de Combinação de Faces – Degradada e Não-Degradada ™ Faces não-degradadas Jovens demonstraram atividade forte no córtex pré-frontal esquerdo. córtex occipital e parietal bilateral Idosos demonstraram atividade forte no córtex pré-frontal esquerdo. insula e tálamo.Grady et al. córtex temporal esquerdo. 2000 . hipotálamo. .

Acurácia e TR correlacionadas com tálamo e hipotálamo.Acurácia e TR correlacionadas com região fusiforme. Tálamo e hipotálamo parecem desempenhar um papel compensatório . Idosos .™ Faces Degradadas Jovens .

. mas maior ativação no córtex pré-frontal ™O aumento da atividade do córtex pré-frontal esquerdo relacionado com a idade ocorre em conjunto com a diminuição da atividade do córtex pré-frontal direito. quando comparados com adultos jovens.Estudos com percepção visual convergem para achados interessantes: ™Adultos idosos apresentam fraca atividade do córtex visual. Sugere um padrão mais bilateral da atividade do córtex pré-frontal em idosos.

como nomes dos lugares. . por produtos verbais. vocabulários e normas sintáticas.9 Codificação da Memória Episódica e Recuperação da Memória Semântica Codificação e recuperação de informações sobre episódios passados pessoais. Memória Semântica responsável por nossos conhecimentos acerca do mundo. descrições de acontecimentos sobre o mundo. Memória Episódica memória de eventos autobiográficos que podem ser lembrados conscientemente.

Quando os participantes são convidados a codificar nova informação (aprendizagem intencional). . eles normalmente codificam a recuperação de ‘pistas’ e a informação recuperada em memória episódica (aprendizagem acidental). eles normalmente o fazem pela recuperação de informação pela memória semântica Quando os participantes são convidados a recuperar informação pela memória semântica.

Grady et al. 1995 ™ Investigaram a codificação intencional de faces (nova memória) .

™ Idosos apresentaram ativação mais fraca do que jovens no córtex préfrontal esquerdo. . lobo temporal medial esquerdo.

como consequencia. e. codificam faces insuficientemente. . demonstram um pobre desempenho no reconhecimento.Conclusões: ™ Idosos falham ao engajar a rede neural apropriada com a codificação.

Madden et al. 1996 .

principalmente na codificação passiva.™ Diminuição da atividade relacionada com a idade da via ventral. .

. do que em jovens Sugerem que a atividade pré-frontal é menos assimétrica em idosos do que em jovens.Conclusões: ™ Diminuição da ativação relacionada com a idade foram tipicamente encontradas no córtex pré-frontal esquerdo Possivelmente refletem déficits relacionados com a idade nas operações de codificação episódica e recuperação semântica. ou mais ativada. um efeito especificamente notado em grande parte dos estudos. ™ A atividade pré-frontal direita em idosos está tão ativada quanto.

1997 Investigaram mudanças relacionadas à idade nos correlatos neurais da memória implícita. Bäckman et al. .9Memória Implícita ™ Idosos têm maior prejuízo em testes de memória explícita do que em testes de memória implícita.

Santos e Bueno.9 Redução da Assimetria Hemisférica em Idosos (HAROLD – Hemisferic Asymmetry Reduction in Older Adults) Evidências de neuroimagem funcional compatíveis com o modelo HAROLD (Andrade. 2004) Técnicas de Imagem e Tarefas Adultos Jovens Esquerdo      Direito Adultos mais Velhos  Esquerdo     Direito Recuperação da Memória Episódica (PET) Recordação com pista de pares de palavra Reconhecimento de palavras Reconhecimento de faces ‐ ‐ ‐ + + + ++ +                        + ++                      ++ +                        + Memória Operacional (PET) Letra DR Localização DR Número N‐back +                          ‐ ‐ + +                       +++ +                        + +                        + ++                      ++ Percepção (PET) Pareamento de Faces ‐ +      ++                      ++ .

¾ Evidências Relação entre atividade cerebral e desempenho cognitivo Recuperação da função após dano cerebral .Possíveis Explicações: 1) COMPENSAÇÃO A redução da assimetria reflete um mecanismo de compensação Ambos os hemisférios se engajam em tarefas que requerem basicamente um hemisfério em adultos jovens para compensar os déficits cognitivos.

2) DES-DIFERENCIAÇÃO – de habilidades cognitivas O processo de uma diferenciação funcional durante a infância é revertido por um processo de des-diferenciação Dificuldade de recrutar mecanismos neurais especializados Hipótese: as diminuições na lateralização são subprodutos do envelhecimento Evidências da correlação entre diferentes medidas cognitivas e sensoriais – aumenta com a idade .

AVALIAÇÃO E REABILITAÇÃO COGNITIVA EM IDOSOS .

Desempenho Neuropsicológico Variáveis Orgânicas Variáveis Ambientais .

9 Avaliação e Reabilitação no Idoso Auxilio na detecção inicial do envelhecimento patológico e no tratamento da doença .

9 Estruturação Entrevista Avaliação Neurológica e Neuropsicológica Desenho do Programa de Reabilitação Tratamento Avaliação de Saída .

O que é a reabilitação neuropsicológica Objetivos 9 Melhorar a qualidade de vida dos pacientes e familiares 9 Otimizar o aproveitamento das funções preservadas 9 Ensinar estratégias compensatórias. aquisição de novas habilidades e adaptação às perdas permanentes 9 Conscientizar o paciente a respeito de suas capacidades remanescentes e uma aceitação de sua nova realidade .

Programa de Reabilitação Restauração Minimização .

¾ Abordagem de Aspectos Básicos do Funcionamento Condição médica geral Diagnóstico clínico da patologia Desempenho cognitivo e funcional (manifestação da vida diária) Aspectos psicológicos e comportamentais Funcionamento Social .

Dificuldade da Formulação de um Protocolo único Diversidade no padrão dos déficits cognitivos nas diferentes formas de apresentação das patologias Problema: DIAGNÓSTICO .

Observação Comportamental 9 Dados sobre o nível de comprometimento 9 Informações específicas sobre procedimento mais adequado 9 Base nos tipos de aprendizagem comportamental .

Teorias do Envelhecimento Cognitivo .

Declínio Cognitivo no Envelhecimento X Mecanismos de Perdas e Ganhos .

Declínio Cognitivo no Envelhecimento Principais Teorias .

 Perda das Funções Frontais (ou Pré‐Frontais) . Memória de Trabalho 4. Inteligência Fluida versus Inteligência Rígida 2. Velocidade de Processamento 3. Inibição 5.1.

. Requer  memória de significados  e de fatos passados. Dependem de aprendizados  bem estabelecidos. Se refere ao uso de novas  estratégias Processos que devem ser  elaborados  a partir de  diferentes situações Requerem a elaboração de  estratégias adaptativas Inteligência Rígida Utilizada em situações já aprendidas.1. Inteligência Fluida versus Inteligência Rígida Inteligência Fluida  Necessária para solucionar  novas situações.

  com ênfase nas  que contituem os testes de QI Inteligência Fluida  Pensamento indutivo Relações Pictórias a  partir de provas de  matrizes  Analogias de termos  não‐usuais Inteligência Rígida Provas de vocabulário Analogias baseadas em  termos usuais Provas de associações Provas de aritmética .Baseado em análise s fatoriais de diferentes tarefas.

Inteligência Fluida  Explica a dificuldade de idosos em aprender   novas habilidades .

A partir da década de 80. as atividades da vida diária foram  consideradas  parte da Inteligência Fluida . 1986). . o que explicaria o  declício a partir dos 60 anos (Willis e Schaie.

Inteligência Rígida Mapa Semântico .

“O desempenho nas provas que envolvem inteligência  fluida  piora com o avanço da idade.” . 1967). enquanto o que  envolve inteligência cristalizada apresenta nítidas  melhoras (Horn e  Cattel.

” .“A análise longitudinal revelou que tais mudanças  dependiam de antecedentes socio‐culturais (Schaie e  Labouvie‐ Vief. 1974).

” . 1996). Velocidade de Processamento “A base do declínio cognitivo encontra‐se na maior  lentidão do processamento com a idade (Salthouse.2.

 bastante afetadas em idosos. como memória episódica  e tarefas de raciocínio fluído.Evidências que apóiam essa teoria: ‐ Diferenças marcantes entre idades no tempo de reação. ‐ A lentidão no processamento é um fator essencial em tarefas de  memória de trabalho. . ‐ A rapidez é um mediador mais importante do que a memória de  trabalho nas diferentes tarefas cognitivas. ‐ ***A lentidão afeta tarefas mais complexas.

 como memória episódica e  tarefas de raciocínio fluído Tarefas camplexas envolvem interação entre processos iniciais e  centrais A interação depende de falhas em dois  mecanismos Limite Temporal Simultaneidade de  processamento O início de uma segunda tarefa  interfere no processamento central  da primeira. Um tempo maior é previsto nos  processos iniciais .***A lentidão afeta tarefas mais complexas.

  construção de planos de ação.Processamento de Informação e Capacidade Limitada: Teoria da Capacidade Limitada O desempenho da memória depende de fatores internos e externos Fatores Externos Apoio do ambiente: dicas.  . contexto  ou conhecimento prévio Fatores Internos Quantidade de recursos cognitivos  disponíveis: conexões entre itens.

™ Capacidade de recursos limitada e de processamentos que envolvem  iniciativas A diminuição das capacidades de recursos explicaria as falhas mnemônicas e a  dificuldade em aprender novas  habilidades(Light. . 1991).

“O comportamento dos idosos será semelhante aos dos mais jovens  quando houver maior apoio de fatores ambientais”

3. Memória de Trabalho

Memória de Trabalho
Execução de Múltiplas Tarefas Complexas Organização de Várias Subtarefas e de Diferentes Tipos de Processamento Execução Adequada de Tarefas Planejadas Processos Estratégicos e Formas de Resolver Problema

“As diferenças de idade são encontradas pela lentidão dos idosos em  fazer a retroalimentação” (Baddeley, 1986)

“A memória de trabalho implica a codificação simultânea de duas  informações ou de processamentos simultâneos de tarefas diferentes” (Daneman e Carpenter, 1980; Verhaeghen et al., 1993)

.™ Modelo de Baddeley (1986): Sistema Executivo Possui diversos recursos atencionais que possibilitam e execução de dupla tarefa em  sua atuação como um “supervisor atencional”.

™ Dificuldades dessa Teoria: Diversos conceitos de Memória de Trabalho Composta por Processos Cognitivos Complexos Diversos Componentes Primários: Inibição e  Velocidade de Processamento  .

4. Inibição O mecanismo básico é a dificuldade dos idosos em focalizar a atenção  em um assunto e inibir informações irrelevantes “Os lapsos de atenção são a causa das queixas de falta de memória” (McDowd e Shaw. 2000) Idade Distração .

Idosos tem menos recursos cognitivos Prejuízo em duas tarefas simultâneas A Atenção Dividida é um componente da Memória de Trabalho  .

“Apenas o processo atencional está falho ou as  falhas correspondem a uma etapa do processo  memorizado?” .

“Na presença de uma deficiência no processo inibitório. 2000) . o que diminui sua eficiência e  velocidade” (McDowd e Shaw. a  memória de trabalho tem um excesso de carga de  informações e de estímulos.

™ Teoria da Inibição: Falhas no controle do excesso de informação e na  manutenção de informações não‐pertinentes durante a  realização de uma tarefa. .

™ Dificuldades dessa Teoria: O constructo não explica a interferência em atividades  cognitivas centrais. como linguagem e adequação a regras  sociais e morais. .

 Perda das Funções Frontais (ou Pré‐Frontais) Devido ao declínio diferencial do tecido do córtex frontal.5. as  funções cognitivas correspondentes são mais suscetíveis aos  efeitos da idade. .

™ Explicação Possível: Mudanças Estruturais e Funcionais do Lobo Frontal Relaciona o Envelhecimento Cognitivo e Disfunções Frontais  à Ontogênese .

Reduções Volumétricas no Córtex Pré‐Frontal – 8 – 17% Reduções Volumétricas nos Córtices Temporal. Parietal e Occipital – 1% .

.Relação entre o Envelhecimento das Funções  Frontais e o dos Sistemas de Memória Perfect (1997) propõe dois tipos de modelos: Modelos Fortes O envelhecimento da memória é completamente entendido pela  deterioração das funções  corticais. X Modelos Fracos Os idosos apresentam em maior  escala déficits em funções frontais  do que em funções não‐frontais.

X Modelos Globais Determinam que todos os  processos cognitivos são  igualmente afetados pela idade.Modelos Locais Déficits cognitivos específicos  surgem com o processo de  envelhecimento (ex. déficit de  recuperação). .

‐ O declínio funcional não envolve uma única função frontal e é mais  adequadamente caracterizado em termos de uma dicotomia entre testes de  flexibilidade reativa e flexibilidade espontânea.Aspectos Importantes nas Relações entre Córtex  Frontal e Envelhecimento: ‐ O envelhecimento normal resulta em um padrão de declínio cognitivo que  reflete a perda das funções associadas ao córtex frontal. Teste de Wisconsin Fluxo de Respostas e Idéias ‐ O déficit de memória relacionado à idade parece estar associado ao declínio das  funções frontais. . conforme indicado pela associação entre certas medidas de  funções de memória e aspectos do funcionamento frontal.

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