Prof.

Augusto Melo
1 Conceito
2 Energia interna
3 Variação da energia interna
4 Trabalho a pressão constante
5 Trabalho a pressão variável
6 1ª Lei da Termodinâmica
7 Transformação isotérmica
8 Transformação isobárica
9 Transformação isocórica
10 Transformação adiabática
11 2ª Lei da Termodinâmica
12 Máquina térmica
13 Máquina frigorífica
14 Ciclo de Diesel
15 Ciclo de Otto
16 Ciclo de Carnot
17 Demônio de Maxwell
A termodinâmica estuda as transformações e as relações
existentes entre dois tipos de energia: energia mecânica e
energia térmica.
Prof. Augusto Melo
A energia interna de um sistema é o somatório de
vários tipos de energia existentes em suas partículas
(energias cinética de agitação, potencial de agregação,
de ligação, nuclear, etc.).
3
2
U n R T = · ·
energia interna
número de moles
constante universal dos gases
temperatura (medida em kelvin)
U
n
R
T
=
=
=
=
3
2
U p V = ·
Prof. Augusto Melo
A energia interna de uma dada quantidade de gás
perfeito é função exclusiva de sua temperatura, logo:
variação de energia interna
número de moles
constante universal dos gases
variação de temperatura (medida em kelvin)
U
n
R
T
A =
=
=
A =
Se ∆T > 0 → a energia interna aumenta (∆U > 0).
Se ∆T < 0 → a energia interna diminui (∆U < 0).
Se ∆T = 0 → a energia interna é constante (∆U = 0).
Prof. Augusto Melo
3
2
A = · · A U n R T
Em Termodinâmica, o trabalho está sempre associado a
uma variação de volume.
p V = · A T
trabalho
pressão
variação de volume
p
V
=
=
A =
T
Se ∆V > 0 → o gás sofre uma expansão (T > 0).
Se ∆V < 0 → o gás sofre uma compressão (∆U < 0).
Se ∆V= 0 → o volume fica constante (W = 0).
Prof. Augusto Melo
Quando ocorre variação de pressão, o trabalho do gás é
numericamente igual a área do gráfico p x V.
N
área = T
T
p
V
p
V
T
0 > T 0 < T
Prof. Augusto Melo
A variação da energia interna de um sistema é dada pela diferença entre o
calor trocado com o meio exterior e o trabalho realizado no processo
termodinâmico.
U Q A = ÷T
0 o gás recebe calor
0 o gás cede calor
0 transformação adiabática
0 expansão o gás realiza trabalho
0 compressão o gás sofre trabalho
0 0 aquecimento
0 0 resfriamento
0 0
Q
Q
Q
U T
U T
U T
> ¬
< ¬
= ¬
> ¬ ¬
< ¬ ¬
A > ¬ A > ¬
A < ¬ A < ¬
A = ¬ A = ¬
T
T
isotérmica
¦
¦
¦
¦
¦
¦
´
¦
¦
¦
¦
¦
¹
Prof. Augusto Melo
p
V
Numa transformação isotérmica, o calor trocado pelo gás
com o meio exterior é igual ao trabalho realizado no
mesmo processo.
p
V
A
T
B
T
O gráfico é uma hipérbole equilátera.
A isoterma T
A
possui temperatura menor que a
isoterma T
B
.
Prof. Augusto Melo
T
V
Numa expansão isobárica, a quantidade de calor
recebida é maior que o trabalho realizado.
Prof. Augusto Melo
p
T
Numa transformação isocórica (isovolumétrica ou
isométrica), a variação da energia interna do gás é igual
à quantidade de calor trocada com o meio exterior.
Prof. Augusto Melo
Numa transformação adiabática,
a variação de energia interna é
igual em módulo e de sinal
contrário ao trabalho realizado
na transformação.
p
V
inicial inicial final final
p V p V
¸ ¸
· = ·
Tipo de gás ϒ
monoatômico 5/3
diatômico 7/5
poliatômico 4/3
Prof. Augusto Melo
Partindo de uma mesma temperatura inicial
T
1
, n moles de um gás são aquecidos até
uma temperatura final T
2
por dois processos:
um isobárico (AB) e outro isocórico (AC). Nos
dois processos a variação de temperatura é a
mesma e, portanto, a variação de energia
interna (∆U) é a mesma. Seja Q
P
o calor que
o gás recebe no aquecimento isobárico e Q
V

o calor recebido no processo isocórico.
Observamos que no processo isobárico há
realização de trabalho (T ≠ 0) e no processo
isocórico não há realização de trabalho (T =
0). Concluímos que o calor trocado sob
pressão constante (Q
P
) é maior que o calor
trocado a volume constante (Q
V
).
p
V
A- B -
C -
P V P V
Q Q C C > ¬ >
P V
C C R ÷ =
calor molar C ¬
Prof. Augusto Melo
Prof. Augusto Melo
Como os princípios de conservação de massa e de energia
nem sempre são suficientes para a análise de sistemas,
faz-se necessário introduzir a Segunda Lei da
Termodinâmica.
• Enquanto a primeira lei da termodinâmica estabelece a
conservação de energia em qualquer transformação, a
segunda lei estabelece condições para que as
transformações termodinâmicas possam ocorrer.
• Dentre as duas leis da termodinâmica, a segunda é a
que tem maior aplicação na construção de máquinas e
utilização na indústria, pois trata diretamente do
rendimento das máquinas térmicas.
Prof. Augusto Melo
A segunda lei da termodinâmica ou segundo princípio da
termodinâmica expressa, de uma forma concisa, que "A
quantidade de entropia de qualquer sistema isolado
termodinamicamente tende a incrementar-se com o
tempo, até alcançar um valor máximo".
Mais sensivelmente, quando uma parte de um sistema
fechado interage com outra parte, a energia tende a
dividir-se por igual, até que o sistema alcance um
equilíbrio térmico.
Prof. Augusto Melo
Dois enunciados, aparentemente diferentes ilustram a 2ª Lei
da Termodinâmica, os enunciados de Clausius e Kelvin-Planck:
• Enunciado de Clausius:

O calor não pode fluir, de forma espontânea, de um corpo
de temperatura menor, para um outro corpo de
temperatura mais alta.
Frio Quente
SIM !
NÃO !
Q
Clique para mostrar o conteúdo
Prof. Augusto Melo
O enunciado de Clausius não excluí a possibilidade da
transferência de calor de um corpo mais frio para um
corpo mais quente (isso ocorre nos refrigeradores).
Entretanto as palavras “único efeito” sugerem que isso
possa ocorrer, desde que seja fornecida energia (trabalho)
ao sistema.
Frio Quente
Q
W
Prof. Augusto Melo
• Enunciado de Kelvin-Planck:
É impossível a construção de uma máquina que, operando
em um ciclo termodinâmico, converta toda a quantidade
de calor recebido em trabalho.
Este enunciado implica que, não é possível que um
dispositivo térmico tenha um rendimento de 100%, ou
seja, por menor que seja, sempre há uma quantidade de
calor que não se transforma em trabalho efetivo.
Prof. Augusto Melo
• Enunciado de Kelvin-Planck:

Pela Primeira Lei:

Pelo enunciado de Kelvin-Planck:

Finalmente:

=
ciclo ciclo
Q T
0 s
ciclo
T
0
ciclo
Q s
Clique para mostrar o conteúdo
Prof. Augusto Melo
Identificando Irreversibilidades:
• Um processo é chamado irreversível se o sistema e
todas as partes que compõem suas vizinhanças não
puderem ser restabelecidos exatamente aos seus
respectivos estados iniciais após a ocorrência do
processo;

• Um processo é reversível se tanto o sistema quanto
suas vizinhanças puderem retornar aos seus estados
iniciais.
0 =
ciclo
T
0 <
ciclo
T
Prof. Augusto Melo
Uma máquina térmica é aquela que provêm de trabalho
eficaz graças à diferença de temperatura de dois corpos.
Dado que qualquer máquina termodinâmica requer uma
diferença de temperatura, se deriva pois que nenhum
trabalho útil pode extrair-se de um sistema isolado em
equilíbrio térmico, isto é, requererá de alimentação de
energia do exterior. A segunda lei se usa normalmente
como a razão por a qual não se pode criar uma máquina
de movimento perpétuo (moto contínuo).
Prof. Augusto Melo
As máquinas térmicas foram os primeiros dispositivos
mecânicos a serem utilizados em larga escala na indústria,
por volta do século XVIII. Na forma mais primitiva, era
usado o aquecimento para transformar água em vapor,
capaz de movimentar um pistão, que por sua vez,
movimentava um eixo que tornava a energia mecânica
utilizável para as indústrias da época.
Prof. Augusto Melo
Chamamos máquina térmica o dispositivo que, utilizando duas
fontes térmicas, faz com que a energia térmica se converta em
energia mecânica (trabalho).
Utiliza-se o valor absolutos das quantidade de calor pois, em uma máquina que
tem como objetivo o resfriamento, por exemplo, estes valores serão negativos.
FONTE QUENTE FONTE FRIA
Q Q = ÷ T
A fonte térmica fornece uma
quantidade de calor que no
dispositivo transforma-se em
trabalho mais uma quantidade de
calor que não é capaz de ser
utilizado como trabalho.
Assim é válido que:
Prof. Augusto Melo
Postulados de Carnot:
• A eficiência térmica de um ciclo de potência irreversível
é sempre menor do que a eficiência térmica de um
ciclo de potência reversível quando cada um opera
entre os mesmos dois reservatórios térmicos;

• Todos os ciclos de potência reversíveis operando entre
os mesmos dois reservatórios térmicos possuem a
mesma eficiência térmica;
Prof. Augusto Melo
Rendimento das máquinas térmicas
Podemos chamar de rendimento de uma máquina a
relação entre a energia utilizada como forma de trabalho e
a energia fornecida:
1 q = ÷
FRIO
QUENTE
Q
Q
1 q = ÷
FRIO
QUENTE
T
T
q =
QUENTE
Q
T
η = rendimento;
T = trabalho convertido através da energia térmica fornecida;
Q
Quente
= quantidade de calor fornecida pela fonte de aquecimento;
Q
Fria
= quantidade de calor não transformada em trabalho
Prof. Augusto Melo
Neste caso, o fluxo de calor
acontece da temperatura menor
para o a maior. Mas conforme a
2ª Lei da Termodinâmica, este
fluxo não acontece
espontaneamente, logo é
necessário que haja um trabalho
externo, assim:
Máquina frigorífica:
=
FRIA
Q
e
T
A =
Q
S
T
e = eficiência;
T = trabalho;
S = entropia;
T = temperatura;
Prof. Augusto Melo
recebe calor 0
cede calor 0
nao troca calor 0
realiza trabalho 0
recebe trabalho 0
nao realiza nem recebe trabalho 0
aumenta a energia interna 0
diminui a energia interna 0
¬ >
¬ <
¬ = ¬ A = ÷
¬ >
¬ <
¬ = ¬ = A
¬ A >
¬ A <
Gas
Q
Q
Q U
Gás
Q U
U
U
T
T
T
T
nao varia a energia interna 0
¦
¦
¦
¦
¦
¦
¦
´
¦
¦
¦
¦
¦
¦
¬ A = ¬ =
¹
U Q T
Prof. Augusto Melo
O ciclo de diesel é essencialmente caracterizado
pela combustão ser causada pela compressão
da mistura ar + combustível. O ar é admitido
pela câmara no primeiro ciclo entrando na
câmara. No segundo ciclo, o pistão faz a
compressão dessa massa de ar e a término da
compressão, injeta-se combustível sob pressão
no interior da câmara. Dada as altas
temperatura e pressão no interior da câmara, a
mistura sofre a explosão ao final do ciclo. A
expansão do gás originário dessa explosão
expande-se originando o terceiro ciclo.
Finalmente o gás de resíduos da combustão é
liberado pelas válvulas, quando então, reinicia-
se o processo.
Prof. Augusto Melo
( )
÷ =
÷ =
÷ =
÷ =
1 2
2 3




3 4
4 1
Compressão isentrópica
Fornecimento de calor a pressão constante isobárico
Expansão isentrópica
Cedência de calor a volume constante
Prof. Augusto Melo
O Ciclo de Otto é um ciclo
termodinâmico, que idealiza
o funcionamento de
motores de combustão
interna de ignição por
centelha. Foi definido por
Beau de Rochas e
implementado com sucesso
pelo engenheiro alemão
Nikolaus Otto em 1876, e
posteriormente por Étienne
Lenoir e Rudolf Diesel.
Prof. Augusto Melo
÷ =
÷ =
÷ =
÷ =
1º tempo: 0 1 admissão
2º tempo: 1 2 compressão
3º tempo: 2 3 explosão
4º tempo: 3 4 escape
Prof. Augusto Melo
= ÷
= ÷
= ÷ = ÷
= ÷ = ÷
0 1.
1 2.
2 3, 3 4.
4 5, 5 0.
Admissão isobárica
Compressão adiabática
Combustão isocórica expansão adiabática
Abertura de válvula exaustão isobárica
Diagrama Temperatura-Entropia
O diagrama idealizado de quatro estágios do ciclo de
Otto:
o estágio de admissão (0-1) é realizado por um
processo isobárico de expansão, seguido por processo
adiabático de compressão . Através da combustão do
combustível, calor é adicionado em um processo
isocórico, seguido por um processo adiabático de
expansão, caracterizando o ciclo de força . O ciclo é
fechado pela exaustão , caracterizada por processo de
refrigeração isocórica e compressão isobárica.
Prof. Augusto Melo
Denominamos máquina
de Carnot a máquina
teórica que realiza o
ciclo ideal reversível de
Carnot, proposto por
esse cientista em 1824.
Prof. Augusto Melo
a) 1 –> 2: Expansão Isotérmica durante a qual o gás está
em contato com um sistema de temperatura constante
T
1
(fonte quente), recebendo dele uma quantidade de
calor Q
Q
;
b) 2 –> 3: Expansão Adiabática durante a qual não
ocorram trocas de calor com o ambiente (Q = 0);
c) 3 –> 4: Contração Isotérmica durante a qual o gás está
em contato com o sistema de temperatura constante T
2

(fonte fria), cedendo a ele uma quantidade de calor Q
F
;
d) 4 –> 1: Contração Adiabática durante a qual o gás não
troca calor com o ambiente (Q = 0).
Prof. Augusto Melo
O demônio de Maxwell é um experimento mental projetado por
James Clerk Maxwell em 1871, para sugerir que a segunda lei da
termodinâmica seria verdadeira apenas estatisticamente.
Contudo, a experiência do demônio de Maxwell propõe um
processo que permite retornar a um estado de temperatura
desigual, sem gastar energia e diminuindo a entropia, o que seria,
em princípio, impossível - sempre de acordo com a segunda lei da
termodinâmica.
Para mostrar que tal lei teria um caráter apenas estatístico,
Maxwell argumentou que a presença de um ente inteligente
microscópico violaria essa lei. Esse minúsculo ser inteligente, mais
tarde chamado "demônio", conseguiria observar o estado
microscópico de um sistema físico e aproveitar a ocorrência de
flutuações favoráveis para diminuir a entropia.
Prof. Augusto Melo
Link Externo (Jogo)
O célebre físico escocês James
Clerk Maxwell (1831–1879)
formulou, em 1871, a hipótese
de um ser microscópico
inteligente que teria a
capacidade, por meio de uma
portinhola entre dois recipientes
contendo gás, controlar a
passagem de suas moléculas.
Este ser, foi denominado
Demônio de Maxwell.
Prof. Augusto Melo
Clique com o botão esquerdo do mouse em uma parte limpa do slide
durante a apresentação para exibir o conteúdo dos slides e/ou avançar o
slide.
Use as setas de navegação para:

(para retornar ao slide anterior)


(para avançar para o próximo slide)


(para voltar ao menu inicial)

Curso Reta Final ENEM – Professor Augusto Melo – Física

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful