Direito Internacional

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

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Direito Internacional / [Obra organizada pelo Instituto IOB] – São Paulo: Editora IOB, 2011. Bibliografia. ISBN 978-85-8079-011-5

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Sumário

Capítulo 1 — Direito Internacional Público: Fontes do Direito Internacional, 5 1. História e Princípios do Direito Internacional, 5 1.1 Introdução, 5 1.2 História, 5 2. Definição das Fontes no Art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça, 7 3. Tratados Internacionais (Cont.), 9 4. Cont. dos Tratados, 10 Capítulo 2 — Sujeitos do Direito Internacional, 14 1. Estado: Conceito, Criação e Elementos, 14 2. Cont. Estado, 15 3. Cont. Estado e Oi’s, 17 Capítulo 3 — Solução de Controvérsias, 19 1. Métodos não Pacíficos, 19 2. Métodos Pacíficos, 20 3. Cont. Métodos Judiciais, 21

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História. 38 Capítulo 9 — Responsabilidade Internacional. Fases da Integração. 27 Capítulo 6 — Direito da Integração – Mercosul. Cont. 23 1. 27 1.1 Tribunal Penal Internacional – TPI. Mercosul.Capítulo 4 — Direito do Comércio Internacional.1 Organização Mundial do Comércio – OMC.2 Conselho de Administração. 59 1. Mercosul. 23 Capítulo 5 — Direito Internacional do Trabalho.JURIDICO . História. 29 2. 34 1. 29 1. 53 Capítulo 12 — Condição Jurídica do Estrangeiro. Organização Internacional do Trabalho – OIT.Direito Internacional . 26 1. 34 Capítulo 8 — Relações Diplomáticas. 59 Gabarito. 23 1. 25 1. 42 Capítulo 10 — Direito Internacional Privado.indd 4 25/3/2011 22:30:23 . 31 Capítulo 7 — Direito Internacional Penal.1 Conferência Internacional. 67 IOB . Controle de Entrada – Visto. 45 Capítulo 11 — Processo Internacional.NOVO.3 Repartição Internacional do Trabalho. 34 1. 30 3. 26 1.

o Estado como único su- IOB .JURIDICO .NOVO. 1. ou seja.1 Introdução »» Dificuldade: normas feitas para os Estados pelos próprios Estados »» O direito internacional vive em uma fase de transição. História e Princípios do Direito Internacional 1.Capítulo 1 Direito Internacional Público: Fontes do Direito Internacional 1.Direito Internacional . 1648 – Paz de Westfália: o direito internacional existe desde a Antiguidade. mas essa data marca o surgimento do instituto que modifica a história das relações internacionais.2 História »» Temos duas datas importantes que mudaram o cenário internacional: a.indd 5 25/3/2011 22:30:24 .

IOB . ou seja. b. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I – independência nacional. Nesse período. IV – não-intervenção. »» Chefe de Estado: CR/88. O consentimento também permanece nos mesmos moldes do período anterior. 84. X – concessão de asilo político. surgiu o princípio da manutenção da paz. VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo. os princípios fundamentais do direito internacional são: Soberania. 84.NOVO. II – prevalência dos direitos humanos. a guerra era um instituto legal. empresas transnacionais. IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. VII: “Art. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica. política. art. III – autodeterminação dos povos. consoante com o Pacto de Paris.6 jeito de DIP. A partir de 1928.Direito Internacional . indivíduos. Consentimento (pacta sunt servanda) e Manutenção da Paz.JURIDICO . tendo o consentimento como a base da formação dos tratados e costumes internacionais. social e cultural dos povos da América Latina.indd 6 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:24 . visando a formação de uma comunidade latino-americana de nações. baseado no princípio da soberania. Parágrafo único. VII – solução pacífica dos conflitos. Compete privativamente ao Presidente da República: VII – manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos”. V – igualdade entre os Estados. »» Princípios da ordem brasileira (CR/88): Art. o país é livre no cenário internacional para tratar de seus assuntos internos. 1945 – Pós II Guerra Mundial: o Estado não é mais o único sujeito de DIP. VI – defesa da paz. Com isso. »» Portanto. a guerra passou a ser ilícita. existem também as organizações internacionais. grupos não estatais e ONG’s. O instituto da soberania permanece o mesmo.

NOVO. as decisões judiciais e a doutrina dos publicistas mais qualificados das diferentes nações como meio auxiliar para a determinação das regras de direito. 2 – A presente disposição não prejudicará a faculdade da Corte de decidir uma questão ex aequo et bono. »» Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados (1969): estabelece a regulamentação utilizada pelos Estados para a prática com os Tratados. os ministros do exterior da França e dos Estados Unidos da América.Direito Internacional . »» Conceito: “acordo internacional concluído por escrito entre Estados e regido pelo Direito Internacional. quer conste de um instrumento único. Definição das Fontes no Art. que estabeleçam regras expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes. 59. ( ) Esse documento obriga os países europeus a reconhecerem direitos soberanos dos Neo-Estados africanos.indd 7 25/3/2011 22:30:24 Direito Internacional . (Admissão à Carreira de Diplomata – 2008) O Pacto de Paris de 1928.JURIDICO . simboliza importante avanço do direito das gentes. para considerá-la a violação suprema do direito. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça Artigo 38. c) Os princípios gerais de direito reconhecidos pelas nações civilizadas. quer especiais. d) Com ressalva das disposições do art. ( ) Esse pacto propugna pela abolição das guerras coloniais e de conquista. b) O costume internacional como prova de uma prática geral aceita como direito. »» Atos unilaterais são fontes de direito e não estão no art. se as partes assim convierem. cuja função é decidir em conformidade com o direito internacional as controvérsias que lhe forem submetidas. quer de IOB . ( ) Esse pacto proscreve a guerra. 1 – A Corte. sendo este apenas exemplificativo. »» Não existe hierarquia de fontes. aplicará: a) As convenções internacionais.7 Exercício 1. Acerca do conteúdo jurídico desse documento. julgue (C ou E) os itens a seguir. 38. que passará à história com a conjugação dos nomes de seus firmatários. 2. quer gerais.

Tratado-contrato (regulamenta situações tipicamente privatistas). Tratado aberto (admite que outros estados entrem e participem do texto normativo). sujeitos a referendo do Congresso Nacional Art. b. Ratificação: é um processo interno. b. qualquer que seja sua denominação específica”. 84.JURIDICO . Tratado fechado (não aberto a outros países). 2º) »» Classificação dos tratados: a. »» Conclusão dos tratados: »» elaboração do texto: elaboração direta.indd 8 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:24 . Brasil: sistema de freios e contrapesos (checks and balances) dos arts. da CR/88: Art. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: IOB . e 49. d.8 dois ou mais instrumentos conexos.NOVO. 49.] VIII – celebrar tratados. (art. c. »» elaboração por uma OI (processo diferenciado da OIT). VIII da CR/88) »» Assinatura: ato que encerra as negociações entre os países do texto do tratado. »» elaboração via conferência. convenções e atos internacionais.Direito Internacional . é preciso sua ratificação para se tornar válido.. 84. »» Efeitos: a. Tratado-lei (texto normativo que regulamenta situações jurídicas abstratas).. I. »» Autoridades competentes para concluir o texto (no Brasil: art. VIII. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: [. tratados de forma simplificada (situação emergencial): basta a assinatura para entrar em vigor. tratados de forma solene: além da assinatura.

Entrada em vigor dos tratados: »» Tratados bilaterais X tratados multilaterais. »» Não admite reserva o Estatuto de Roma. no momento de sua conclusão.indd 9 25/3/2011 22:30:24 . »» Possibilidade de aplicação provisória de um tratado. no seu silêncio. Partes capazes: Estados. b. Para os fins da presente Convenção. 3. Validade dos Tratados: Condições de validade: a.9 I – resolver definitivamente sobre tratados. se o tratado for omisso.JURIDICO . Registro e publicação: art. acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional.Direito Internacional . »» efeitos: quando autorizado pelo tratado X. e Movimentos de Libertação Nacional. 2. »» Tratados multilaterais – particularidades: »» assinatura diferida e adesão. Objeto lícito – normas imperativas (jus cogens) do art. regra geral: liberdade de reserva. »» Condições de entrada em vigor: o próprio tratado estipula a condição de sua entrada em vigor. conflite com uma norma imperativa de Direito Internacional geral. vantagens e inconvenientes. uma norma imperativa de Direito Internacional geral é uma norma aceita e reconhecida pela comunidade internacional dos Estados Direito Internacional IOB . 53 da Convenção de Viena: Artigo 53 – Tratado em Conflito com uma Norma Imperativa de Direito Internacional Geral (jus cogens) É nulo um tratado que. 24 da Convenção de Viena) »» Métodos quantitativo e qualitativo.) 1. deve-se obter a unanimidade (art. Tratados Internacionais (Cont. »» reservas: declaração unilateral feita por um Estado com o objetivo de retirar o efeito jurídico de certas disposições do tratado. OI’s. 102 da Carta das Nações Unidas. 3.NOVO.

ao ratificar internamente um texto. coação (ao representante ou ao Estado). exceto em tratados de direitos humanos. 4. execução territorial (o Brasil não admite a cláusula federal). 5. »» aplicação na ordem interna: teoria do dualismo (ordem interna e internacional são distintas). IOB . corrupção para firmar um tratado.indd 10 25/3/2011 22:30:24 . Cont. viola uma regra fundamental do seu direito interno. Extinção dos tratados Direito Internacional »» Pela vontade das partes: a. Consentimento regular: »» vícios de consentimento: a. b. erro. divisibilidade do tratado). dos Tratados 1.JURIDICO .10 como um todo. e teoria do monismo (as duas ordens são a mesma coisa). cláusulas resolutórias: as partes estabelecem um prazo para colocar fim ao tratado. d. caso brasileiro: adota a monista com prevalência de direito interno. c. erro (boa-fé dos dois países) e dolo (má-fé de uma das partes). ratificação imperfeita: ocorre quando um país.Direito Internacional .NOVO. como norma da qual nenhuma derrogação é permitida e que só pode ser modificada por norma ulterior de Direito Internacional geral da mesma natureza. dolo. »» processo de anulação (declaração de nulidade) »» efeitos (regra da nulidade ab initio – nula no dia de sua conclusão -. »» nulidade relativa: ratificação imperfeita. Nulidades dos tratados: »» nulidade absoluta: quando a coação enseja nulidade absoluta do tratado em virtude do princípio da manutenção da paz. não-retroatividade. Aplicação dos tratados: »» Regras: consentimento (pacta sunt servanda). c. 4. corrupção.

razões de segurança jurídica. »» princípios do direito internacional – aplicação direta. b. alteração fundamental das circunstâncias (cláusula rebus sic stantibus). prática reiterada do Estado ao longo de certo período. imunidade de jurisdição.indd 11 25/3/2011 22:30:24 Direito Internacional . costume posterior. 2. »» A Embaixada é território do estado em que ela se encontra.JURIDICO . »» Costumes podem ser gerais. »» presunção de equidade – decisão contra legem? Não. c. 4.Direito Internacional . conflito armado (DIH). »» Elemento material: é a figura do precedente. IOB . globais. e. 3. Equidade »» noção de regra ex aequa et Bono: é a ideia de justiça. impossibilidade de execução. »» sempre utilizada mediante consentimento das partes. f.11 b. mas também as OI’s.NOVO. »» Fonte subsidiária que só pode ser utilizada se os países em conflito assim consentirem. ou seja. Princípios Gerais de Direito »» são fontes supletivas. regionais. d. surgimento de uma norma de jus cogens. violação do tratado (violação substancial). »» art. »» Elemento psicológico – opinio júris: sentimento que o Estado possui de obrigatoriedade daquela conduta. cláusulas de denúncia/recesso: o país é livre para entrar e para sair no tratado. existindo. portanto. »» princípios do direito interno – transposição para a ordem internacional. Presidente da República não precisa de autorização do Congresso para denunciar um tratado. Costume »» Outra fonte do direito internacional. »» Por circunstâncias não previstas: a. 38 do Estatuto da CIJ: “reconhecidos pelas nações civilizadas”. Não só o Estado pode criar o costume.

(TRF/4ª Região – 2004) Julgue os itens a seguir. »» autonomia: não se vinculam a um tratado ou costume. 4. 3. provam a existência de regras de direito.indd 12 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:24 . »» Ex: notificação. renúncia »» Atos unilaterais das OI’s e atos comunitários (ex: atos da ONU e da UE) Exercícios 2.Direito Internacional . Tratado internacional é um acordo celebrado por escrito entre sujeitos de direito internacional que produz efeito jurídico. bem como a prática brasileira acerca de tratados internacionais. ao longo do tempo. reconhecimento. A denominação dos tratados internacionais é irrelevante para a determinação de seus efeitos ou de sua eficácia. Segundo a possibilidade de participação.NOVO. 6. Uma regra costumeira internacional pode ser criada por vontade unilateral de um Estado. Atos Unilaterais »» conceito: ato imputável a um único sujeito de DIP. O elemento material do costume internacional revela-se exclusivamente por meio do modo de proceder. convenção. qualquer que seja sua denominação particular.12 5. julgue o item subsequente. (AGU – Produrador Federal – 2006) Acerca do costume internacional. IOB . ante determinado contexto. Meios Auxiliares »» não são fontes do DIP.JURIDICO . julgue o item subsequente. sendo indiferente serem chamados de acordo. »» atos normativos: põem em obrigatoriedade o Estado. »» Doutrina (papel das opiniões consultivas da CIJ). »» Jurisprudência. necessariamente positivo. (AGU – 2002) Tendo em vista o entendimento do direito internacional. os tratados serão abertos ou fechados. ajuste. pacto ou liga.

que consolida como regra a retroatividade benigna dos tratados. que reflete a cláusula pacta sunt servanda. dado o regime competitivo que impera na ordem internacional. todo tratado em vigor obriga as partes e deve ser cumprido por elas de boa-fé. aplicação e interpretação dos acordos.NOVO. e no que se refere à observância. d.indd 13 25/3/2011 22:30:24 Direito Internacional .Direito Internacional . mas que não a elege à categoria interpretativa. que elimina preâmbulo e anexos. b. c. isto é. (Procurador da Fazenda Nacional – 2006) Nos termos da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados entre Estados. mesmo que intenção diferente tenha informado a concepção do pacto internacional. que prestigia a boa-fé. limitando-se o contexto interpretativo ao horizonte de sentido inserido no corpo do tratado.JURIDICO .13 5. IOB . consolidou-se regra a.

Empresas Transnacionais. terrestres.Capítulo 2 Sujeitos do Direito Internacional 1. governo e soberania. IOB . território: limites aéreos. marítimos.JURIDICO .indd 14 25/3/2011 22:30:25 .Direito Internacional . Indivíduos. b. Estado: Conceito. a. sob um governo soberano. ONGs. Grupos não-estatais. população (conjunto dos nacionais e estrangeiros no país) x nação (coletividade com vínculos específicos). mas é o principal. território. »» Elementos: população. Estado »» Conceito: Coletividade composta por uma população em um território.NOVO. OI’s. 1. »» Atualmente: Estados. Criação e Elementos »» Estado não é mais o único sujeito de DIP.

nacional: é aquela que tem um vínculo com o país. População: a.15 »» Direito do Mar – Convenção de Montego Bay sobre o Direito do Mar de 1982: »» Conceitos: »» linha de base (define as distâncias referentes aos limites de um país). »» Art. solo e subsolo brasileiros). »» zona econômica exclusiva (não é território brasileiro. mas o Brasil exerce sua jurisdição). pois trata-se de um assunto de jurisdição interna. »» plataforma continental (critério morfológico).Direito Internacional . »» alto mar (todos os países têm acesso por ser uma área internacional). de nacionalidade originária. »» Nacionalidade secundária/adquirida: por ato de vontade. 2.JURIDICO . »» princípio do vínculo efetivo: além de o país ser livre para definir quem é ou não nacional. »» princípio da liberdade estatal: é o país quem define quem é ou não nacional. »» águas interiores (não há direito de passagem inocente em águas interiores. »» Nacionalidade primária/originária: critério do sangue (nacional é quem descende de um nacional) ou do solo (quem nasce no país). »» zona contígua (área de transição da zona econômica exclusiva para o mar territorial). sendo patrimônio comum da humanidade).NOVO. Cont. 12 da CR/88: Direito Internacional IOB . Estado 1. a pessoa sujeita à análise precisa ter um vínculo pelo sangue ou pelo solo. »» área dos fundos marinhos (área internacional. ou seja. para embarcação estrangeira há a necessidade de uma autorização do país).indd 15 25/3/2011 22:30:25 . »» mar territorial (até 12 milhas marítimas à água.

depois de atingida a maioridade. de pai brasileiro ou mãe brasileira. pela norma estrangeira.NOVO. São brasileiros: I – natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil. desde que requeiram a nacionalidade brasileira.16 Art. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. adquiram a nacionalidade brasileira. b) os nascidos no estrangeiro. b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. ainda que de pais estrangeiros. II – adquirir outra nacionalidade. § 4º – Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I – tiver cancelada sua naturalização. ao brasileiro residente em estado estrangeiro. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal. b) de imposição de naturalização.indd 16 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:25 . (EC 54/2007) II – naturalizados: a) os que. mas nascer em um território de um Estado. por sentença judicial. »» Pacto de San José. na forma da lei. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil.Direito Internacional . há que ser dada a ele a nacionalidade brasileira. 12. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. exigida aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. pela nacionalidade brasileira. em qualquer tempo.JURIDICO . c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. IOB . como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. da Costa Rica: estabelece que se o indivíduo não tiver qualquer nacionalidade. salvo nos casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. »» Apátridas: aqueles que não têm nacionalidade (ex: argentino que nasce na Espanha). desde que estes não estejam a serviço de seu país.

»» Geralmente possuem três instituições: a. plano interno: não existe poder acima do poder legítimo governamental. gerando a Liga das Nações. Assembleia Geral – todos os Estados membros têm direito à voz e voto. Organizações Internacionais »» História: sujeito novo. com uma estrutura particular. b. Secretariado: contempla os funcionários internacionais devido à personalidade jurídica internacional.indd 17 25/3/2011 22:30:25 Direito Internacional . »» Constituídas por um tratado. Cont. pode convocar os países para a guerra. e os outros de caráter rotativo. IOB . Assembleia Geral: instituição da organização que contempla todos os estados membros com direito a voto. d. criada após a 2ª GM. sendo um órgão democrático. Conselho: órgão executivo. UNICEF. »» Soberania: a. b. c. Estado e Oi’s 1. Conselho de Segurança – primazia das ações para manutenção da paz. Pode adotar recomendações aos países. »» estrutura mais complexa: a. formado por 15 (quinze) países. »» funções: manter a paz e buscar a cooperação entre os Estado membros.Direito Internacional . Rússia. sendo atípica em sua constituição. bem como resoluções obrigatórias aos seus membros e.17 3.NOVO. China. plano internacional: domínio reservado do Estado (são os assuntos de jurisdição interna nos quais o estado é livre para regulamentar sem interferência de qualquer país). 2. França e Reino Unido) com poder de veto. Corte Internacional de Justiça – CIJ: órgão judicial da ONU.JURIDICO . b. OIT tem assembleia geral tripartite. mas suas decisões não obrigam os Estados membros. Ex: UNESCO. Conselho Econômico e Social – ECOSOC: busca a cooperação para o desenvolvimento de todos os povos. »» Governo: não há necessidade de reconhecimento de governo no DIP. a figura do estado existe e é independente da figura do governo. sendo 5 (cinco) membros permanentes (EUA. caso estas não funcionem. ou seja. c. »» ONU: história: organização de cunho global. com nomenclaturas variadas.

IOB . a zona econômica exclusiva. outorgando-se direito de voto àqueles primeiros. do direito internacional da navegação marítima e do direito internacional ambiental.indd 18 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:25 . 7. c. no que toca ao desrespeito a pauta de direitos humanos. como membros aderentes. com exceção da Suíça e de países que estejam sob fiscalização internacional. O domínio marítimo de um país abrange as águas internas. Com relação à condição de nacional e de estrangeiro a ser submetido ao processo de naturalização. condição pela qual um indivíduo possui o gozo e o exercício dos direitos políticos. e por signatários supervenientes.Direito Internacional . a Assembleia Geral a. e. distingue-se da cidadania. f. como membros permanentes.18 e. Segundo a Convenção de Montego Bay. a exploração de petróleo na chamada camada pré-sal vincula-se a importantes noções do direito do mar. o mar territorial. a Inglaterra e os Estados Unidos são membros permanentes. b. é composta por cinquenta e quatro membros das Nações Unidas. julgue o próximo item. (Defensor Público da União – 2007) A nacionalidade. observando-se que a República da China. A respeito do direito do mar. respeitando-se a presença dos membros permanentes. será constituída por todos os membros das Nações Unidas. julgue o item seguinte. Secretariado: funções administrativas. de 1945. será constituída por todos os países signatários da Carta. eleitos pelo Conselho Econômico e Social. vínculo jurídico que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão pessoal do Estado. 8. a França. A nacionalidade do indivíduo pode ser originária ou adquirida.NOVO. entre outros. Há diferentes formas e critérios de aquisição da nacionalidade. Estados sem litoral podem usufruir o direito de acesso ao mar pelo território dos Estados vizinhos que tenham litoral. a zona contígua entre o mar territorial e o alto-mar. (AGU – Advogado da União – 2008) No Brasil. Exercícios 6. No Brasil. (Procurador da Fazenda Nacional – 2006) De acordo com a Carta das Nações Unidas. o Reino Unido.JURIDICO . Conselho de Tutela: tornar as colônias independentes. será composta de quinze membros. d. a Rússia. será composta pelos signatários originários da Carta. não há distinção de direitos em razão do tipo de nacionalidade.

Isso pode se dar de forma pacífica ou não. existem quebras que exigem métodos de solução por controvérsias.Direito Internacional . »» Métodos Não-pacíficos: 1. quando a guerra passou a ser ilícita internacionalmente por meio do pacto entre EUA e França (pacto Briand-Kellog). »» A história do direito internacional consiste na passagem do direito da guerra para o direito da paz.NOVO.Capítulo 3 Solução de Controvérsias 1. seguido pela Carta da ONU que deixou exceções que permitem recorrer à guerra para solução de controvérsias. Guerra: a. por isso independe de autorização.JURIDICO .indd 19 25/3/2011 22:30:25 . Métodos não Pacíficos »» Apesar do princípio da manutenção da paz. cujo marco se deu em 1928. basta que seja comunicado o fato ao Conselho de IOB . em caso de legítima defesa individual ou coletiva. Características da legítima defesa: direito natural de um país.

boicote).NOVO.indd 20 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:25 . às vezes. ou junta de conciliadores. mediação »» o terceiro chama as partes conflitantes para conversar e também acompanha “calado” as negociações. b. bons-ofícios »» intervenção de um terceiro (Estado. indivíduo. é necessário respeitar o direito de proporcionalidade. guerra coletiva: guerra do sistema de segurança da ONU. c. a. o que. Represálias (em decorrência de um ilícito é última opção. c. IOB . Métodos Pacíficos »» Métodos Pacíficos: 1. inquérito internacional »» processo investigativo dos fatos para apurar as alegações e levantar provas.Direito Internacional . além disso. Papa. conciliação »» aproxima-se de um método judicial: há um conciliador. O mediador acompanha calado. após notificação contra Estado agressor). b. A solução sugerida é facultativa. d. ex-presidente) que tem a função de chamar as partes para conversar em virtude do rompimento das relações diplomáticas entre as conflitantes. bem como existir um perigo iminente. que apresenta uma solução às partes em conflito. é suficiente para solucionar a controvérsia. o conciliador propõe uma solução. Métodos diplomáticos: solução não vincula o país »» não há hierarquia entre eles.JURIDICO . negociação direta »» feita somente entre os dois países em conflito. atos de guerra do povo que luta pela sua autodeterminação.20 Segurança. 3. e. ruptura de relações diplomáticas. 2. proporcionalidade. Retorsão (embargo. 2.

mas torna-se relevante a análise de apenas um deles. consultiva: elaboração de pareceres jurídicos que não vinculam os países. sendo também conhecido como Corte de Haia. »» Arbitragem: liberdade para escolher árbitros. Cont. Métodos Judiciais »» Tribunais permanentes: princípio do juiz natural. 3. com mandato de 9 (nove) anos renováveis. É possível indicação de juiz ad hoc para possibilitar que fatos específicos de um país sejam levados aos outros 15 (quinze) juízes. Geral e Cons. contenciosa: »» princípio da competência: o exercício de jurisdição da Corte é analisado caso a caso pela própria Corte.NOVO. b. »» Acesso de jurisdição da Corte: consentimento expresso. e Direito Internacional IOB . Apenas OI’s podem pedir parecer dentro de sua esfera de competência. b. direito aplicável a.JURIDICO . jurisdição obrigatória (previamente estipulada em tratado). »» Diplomacia parlamentar. »» Funções: a. »» Ex: ONU.21 2.indd 21 25/3/2011 22:30:25 . o Corte Internacional de Justiça. »» Composição: 15 (quinze) juízes eleitos pela Ass. »» Sede em Haia. arbitragem obrigatória: quando vem previamente definida em tratado internacional. Métodos judiciais: obrigatório aos países. OEA. consentimento tácito. »» Dois tipos: formados por tribunais provisórios (tribunais ad hoc) e tribunais permanentes. 3. arbitragem voluntária: fruto do compromisso arbitral (tratado de um tribunal provisório). por ser o principal. de Segurança da ONU. Métodos políticos: solução não vincula o país »» Todos aqueles encontrados dentro de uma Organização Internacional.Direito Internacional . »» Existem vários. »» Corte Internacional de Justiça: »» História – sucedeu a corte permanente de justiça internacional.

é cláusula facultativa de jurisdição obrigatória a que: a. meio jurídico de solução de tais conflitos. independentemente de reciprocidade. que é baseado no Estatuto da Corte Permanente de Justiça Internacional e forma parte integrante da presente Carta. Tanto a Assembleia Geral quanto o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) são instâncias políticas de solução de conflitos internacionais.indd 22 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:26 . (CESPE – Magistratura – TRF/5ª Região – 2007) Com relação à responsabilidade internacional e a conflitos internacionais. no caso concreto.NOVO. »» sentença obrigatória para as partes. b. verificada a reciprocidade. »» Art. d. (PROCURADOR DO BACEN/2006) No âmbito da Corte Internacional de Justiça. »» competência pessoal: somente Estados podem ser parte na Corte Internacional de Justiça. uma vez aceita pelo Estado-parte no Estatuto. e. c. Funcionará de acordo com o seu Estatuto em anexo. submete-se à jurisdição da Corte em qualquer caso. de se submeter à jurisdição da Corte. julgue os itens subsequentes. »» competência material: é a mais ampla possível. garante a jurisdição da Corte em todos os conflitos internacionais que envolvam aquele Estado.22 cláusula facultativa de jurisdição obrigatória (o Estado pode apresentar uma carta à ONU dizendo que. garante a jurisdição da Corte em todos os conflitos internacionais que envolvam aquele Estado. A mediação é meio diplomático de resolução de conflitos internacionais.JURIDICO . IOB . daquele momento em diante. é válida somente com base na reciprocidade). possibilita aos Estados membros da ONU a opção. definitiva e inapelável. permite ao Estado membro da ONU decidir se adere ou não ao Estatuto da Corte. 10. uma vez aceita pelo Estado-parte no Estatuto.Direito Internacional . e a arbitragem. garante ao Estado-parte no Estatuto ampla imunidade de jurisdição ratione materiae.” Exercícios 9. 92 da Carta: “A Corte Internacional de Justiça será o principal órgão judicial das Nações Unidas.

JURIDICO .1 Organização Mundial do Comércio – OMC »» Funções »» organizar e supervisionar o sistema multilateral de comércio internacional.Direito Internacional . História »» História »» 1947 – ideia de se criar a OIC (Carta de Havana – EUA não ratifica) »» 1947 – GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio): provisório até a OIC »» 1986 a 1994 – Rodada Uruguai »» 1995 – criação da OMC (Acordo de Marrakesh de 1994) 1. IOB .indd 23 25/3/2011 22:30:26 .NOVO. »» foro de solução de controvérsias entre Estados. »» foro para negociação de acordos comerciais.Capítulo 4 Direito do Comércio Internacional 1.

3ª – Órgão Permanente de Apelação: – 60 a 90 dias. Assim como as sentenças de tribunais internacionais. »» apelação só p/ questões de direito. »» 4ª – Mecanismo de compensação e sanções. as decisões do Órgão de Apelação são obrigatórias. Tratamento Nacional: igualdade entre produtos nacionais e estrangeiros (uma vez internalizados). independentemente de sua adoção por quaisquer outros órgãos no âmbito da OMC. Previsibilidade: garantia de um ambiente seguro e estável para o comércio internacional (ex: transparência de políticas comerciais internas). »» adotada pelo OSC.NOVO. Tratamento Especial e Diferenciado para Países em Desenvolvimento. de grande ou pequeno porte. Liberdade comercial: redução gradual de barreiras tarifárias e não-tarifárias.24 »» Princípios: Não-discriminação (cláusula da nação mais favorecida): o benefício a um país deve ser estendido aos outros membros da OMC. Exercício 11.indd 24 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:26 .JURIDICO . 2ª – Painel (Grupo Especial de 3 peritos) – 6 meses. (CESPE – Analista de Comércio Exterior – Ministério de Desenvolvimento. da OMC. julgue os seguintes itens. Indústria e Comércio – 2008) Acerca da OMC e de seu entendimento relativo às normas e procedimentos sobre solução de controvérsias. IOB . como membros. Concorrência Leal: visa garantir um comércio internacional justo.Direito Internacional . fazer parte. »» Solução de Controvérsias (jurisdição obrigatória) Órgão de Solução de Controvérsias – OSC Etapas: 1ª – Consultas diretas – 60 dias. É vedado às empresas. »» 7 juízes – mandato de 4 anos (escolhem 3).

IOB . e tomem decisões de caráter democrático. » a luta contra a carência.Capítulo 5 Direito Internacional do Trabalho »» História »» 1919 – Tratado de Versalhes. (Parte XIII) – Constituição da OIT »» 1944 – Declaração da Filadélfia »» 1998 – Declaração da OIT sobre os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho e seu Seguimento »» Princípios da Declaração da Filadélfia: » o trabalho não é uma mercadoria. baseada em um esforço internacional contínuo.JURIDICO . visando o bem comum. » liberdade de expressão e de associação. no qual empregadores e empregados discutam.NOVO. em igualdade. » a penúria constitui um perigo para a prosperidade geral.Direito Internacional . com os Governos.indd 25 25/3/2011 22:30:26 .

»» prestar auxílio técnico aos países membros. » a eliminação da discriminação em matéria de emprego e ocupação. »» promover a interação entre as organizações de empregadores e de trabalhadores.org.indd 26 25/3/2011 22:30:26 . »» Privilégios e imunidades diplomáticas de delegados e funcionários. 1 OIT. »» Denúncia: efetivada 2 (dois) anos depois do aviso prévio ao Diretor-Geral da RIT. » a eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório. com aprovação de 2/3 dos delegados da Conferência Internacional da OIT e 2/3 dos delegados governamentais. com escritórios regionais. »» Personalidade jurídica internacional (adquire bens. »» 1 representante dos empregados. »» membros da ONU que comuniquem a adesão ao Diretor-Geral da RIT.1 Conferência Internacional »» órgão supremo. 2011. » a efetiva abolição do trabalho infantil. com representação tripartite.oit.26 »» Princípios da Declaração da OIT de 1998 » a liberdade sindical e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva. »» 1 representante dos empregadores. »» Adesão: membros que já o eram a partir de 1919.Direito Internacional . Acesso em: 18 fev. contrata e intenta ações). »» qualquer Estado. »» Funções: criação de normas internacionais do trabalho. IOB . »» Organização/Estrutura: 1. 1. »» possui 4 (quatro) representantes de cada país: Direito Internacional »» 2 Delegados do Governo.br>.JURIDICO . »» reúne-se pelo menos uma vez por ano. Organização Internacional do Trabalho – OIT1 »» Sede em Genebra.NOVO. Disponível em: <http://www.

regulamentar internacionalmente o trabalho (convenções e recomendações). IOB . »» Recomendação (2/3 votos presentes). »» 14 representantes dos empregados. »» Funcionários internacionais (a presença de mulheres é obrigatória).27 »» funções: traçar diretrizes. »» analisar queixas de um Estado contra outro. reúne-se 3 (três) vezes ao ano. 1. »» Funções: »» centralização e distribuição de todas as informações referentes à regulamentação internacional do trabalho. »» analisar os Relatórios dos Estados. »» analisar reclamações de empregadores e empregados. com representação tripartite. »» 14 representantes dos empregadores. »» elaborar a ordem do dia da Conferência Internacional. »» Obs. »» funções: – traçar diretrizes gerais sobre os trabalhos da OIT. »» composto de 56 (cinquenta e seis) pessoas: »» 28 representantes dos Governos.3 Repartição Internacional do Trabalho »» Formação: Diretor-Geral.: dever formal de submeter os atos à autoridade nacional.JURIDICO .indd 27 25/3/2011 22:30:26 Direito Internacional . »» submeter o relatório da Comissão à CIJ. definir orçamento. »» assessoria técnica aos países para a elaboração de leis. »» instituir Comissão de Inquérito para apurar queixas. e decidir os casos de adesão de membros. »» atos: – Convenção (2/3 votos presentes) – deve ser ratificada para obrigar. »» receber reclamações de empregados ou empregadores. 1.Direito Internacional . »» receber queixas de um Estado contra outro.2 Conselho de Administração »» órgão executivo colegiado. »» recomendar à Conferência medidas de execução. »» Renovado de 3 em 3 anos.NOVO.

cuidando.28 Exercício 12. de diretrizes sem força vinculante. de um Estado-membro ou de uma Conferência Regional. julgue os itens a seguir. (TRT/ 20ª Região – 2003) A propósito da OIT.indd 28 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:26 . A iniciativa de propor uma convenção internacional pode partir.NOVO.Direito Internacional . por exemplo. portanto. IOB . As suas Recomendações destinam-se a orientar o direito interno de cada Estado-membro.JURIDICO .

Fases da Integração 1ª) Área de Tarifas Preferenciais »» Redução parcial. Disponível em: <http://www. 2011.Capítulo 6 Direito da Integração – Mercosul 2 1. Acesso em: 18 fev. »» padronização de qualidade.br>. 3ª) União Aduaneira »» tarifas iguais para terceiros. IOB . 2 MERCOSUL.JURIDICO .indd 29 25/3/2011 22:30:26 .Direito Internacional . »» harmonização mínima de políticas econômicas.gov.mercosul. »“certificados » de origem”. mas não de todos os produtos. 2ª) Área de Livre Comércio »» abolição total das tarifas na região.NOVO.

IOB . funcionando como uma segunda instância. MERCOSUL »» O MERCOSUL tem personalidade jurídica de Direito Internacional. 2. Tratado de Assunção.indd 30 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:26 . Protocolo de Ouro Preto. 5ª) União Econômica e Monetária »» unificação das políticas monetária. »» moeda única. c. d. fiscal e cambial. revogando o Protocolo de Brasília.Direito Internacional . »» Estrutura criada pelo Protocolo de Ouro Preto I. »» Regulamenta o MERCOSUL. »» autoridade supranacional. Protocolo de Olivos. »» Fontes a. 2002. »» Trata dos mecanismos de solução de controvérsias. constituído pelos ministros das relações exteriores e ministros da economia dos quatro países membros. Conselho do Mercado Comum (CMC): responsável pelas diretrizes e políticas econômicas que devem ser seguidas para o alcance da integração entre os países do bloco. »» Não é autoridade supranacional. 1991. »» Criou o MERCOSUL com apenas dois órgãos.NOVO. »» As decisões serão tomadas por consenso e com a presença de todos os Estados-Partes. 1991.JURIDICO .30 4ª) Mercado Comum »» liberdade de circulação de bens. b. »» criação de uma legislação comum. Protocolo de Brasília. 1994. com a novidade da criação de um tribunal permanente. pois os atos precisam ser aprovados por unanimidade. pessoas e serviços. »» Apresenta os mecanismos de solução de controvérsias.

para presidir o tribunal. 3. o tribunal arbitral pode instituir medidas provisórias para proteger o interesse. V. Foro Consultivo Econômico-Social (FCES): órgão de representação dos setores econômicos e sociais de todos os países. escolhe-se o secretário administrativo). função consultiva. Sede: Uruguai. manifesta-se mediante resoluções obrigatórias.Direito Internacional . IV. Comissão de Comércio do Mercosul (CCM): órgão com capacidade decisória com função de assessorar o GMC na aplicação dos instrumentos de política comercial. 3ª) Procedimento Arbitral Ad Hoc. Grupo Mercado Comum (GMC): órgão executivo das políticas traçadas pelo CMC. »» Se uma dar partes solicita. Comissão Parlamentar Conjunta (CPC): órgão representativo do legislativo de cada país. cada país conflitante indica um árbitro de sua lista e. escolhem um terceiro. quando houver um problema. Integrado pelos representantes dos bancos centrais de cada país. 2ª) Intervenção do Grupo Mercado Comum (GMC) – prazo de 30 dias. Secretaria Administrativa do Mercosul (SAM): órgão administrativo com função de dar apoio operacional.JURIDICO .indd 31 25/3/2011 22:30:26 Direito Internacional . não havendo consenso. Fases 1ª) Negociações Diretas – prazo de 15 dias. 4ª) Procedimento de Revisão: instância recursal: Tribunal Permanente de Revisão (princípio do juiz natural) »» Composição: 5 árbitros: IOB . »» Tribunal Ad Hoc composto de 3 (três) árbitros (cada Estado parte indica uma lista de 12 (doze) árbitros para a secretaria administrativa. prorrogáveis por mais 30 dias. »» Laudo Arbitral: prazo de 60 dias. em comum acordo. manifesta-se mediante diretrizes (obrigatórias) e propostas (não obrigatórias). Mercosul »» O Protocolo do Olivos estabelece os mecanismos de Solução de Controvérsias.31 II. com a função de facilitar o processo de internalização às normas do bloco.NOVO. III. o qual terá análise de mérito. VI. Cont. neutro.

para revisão pelo Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. e. aplicar medidas compensatórias temporárias. entre suas etapas obrigatórias. o Tribunal terá 3 árbitros. b. »» Prazo para o Laudo: prazo máximo de 30 dias. o Tribunal terá 5 árbitros. (Procurador da Fazenda Nacional – 2007) Sobre o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL).indd 32 25/3/2011 22:30:27 . prevê o encaminhamento do laudo arbitral em que tenha sido proferido voto vencido. Se não for estabelecido. »» Cumprimento das decisões: »» prazo estabelecido na decisão. c. prorrogado por mais 15 dias. é regido pelo Tratado de Assunção e prevê a solução por meio de arbitragem ad hoc em uma única instância.32 a.JURIDICO . (Petrobrás – 2008) O sistema de solução de controvérsias entre os países membros do MERCOSUL foi objeto de uma profunda reformulação em 2002. »» Sede: Assunção »» Recurso de Revisão: prazo de 15 dias a partir da notificação do laudo. é regido pelo Protocolo de Las Leñas e passou a permitir que os particulares apresentem diretamente suas demandas. o sistema de solução de controvérsias do MERCOSUL a. Direito Internacional 14.NOVO. notificação ao Estado com antecedência de 15 dias. se uma parte não cumprir o laudo. é regido pelo Protocolo de Olivos e permite que o laudo arbitral proferido seja objeto de revisão pelo Tribunal Permanente de Revisão – TPR. »» Medidas Compensatórias: a. b. a outra pode. Exercícios 13. Apesar de reestruturado em 1994 pelo Tratado de Ouro Preto. mais de dois Estados. b. será de 30 dias. Atualmente. foi criado em 1991.Direito Internacional . »» Contestação do Recurso: prazo de 15 dias a partir da notificação do recurso. pelo Tratado de Assunção. d. IOB . a submissão à deliberação do Grupo Mercado Comum. é regido pelo Protocolo de Brasília e tem. dentro de um ano. entre dois Estados. pode-se afirmar que: a. constitui ainda uma união aduaneira.

IOB . d. assinale em que estágio de um processo integrativo se encontra um arranjo comercial envolvendo dois ou mais países que. Integração econômica total. Zona de livre-comércio. a. e. 15. Mercado comum. seus tratados constitutivos determinam. eliminam as barreiras tarifárias e não-tarifárias à circulação de bens. apesar de constituir um mercado comum. c. inclusive com a harmonização de tributos entre os entes federativos. os tratados do MERCOSUL têm força de emenda constitucional e aplicabilidade imediata após ratificação.Direito Internacional . a conformação de uma união econômica e monetária.indd 33 25/3/2011 22:30:27 Direito Internacional . e adotam uma tarifa externa comum para os países que não fazem parte do bloco. Acordo de preferências tarifárias. serviços e fatores produtivos. (Procurador da Fazenda Nacional – 2007) À luz do Direito da Integração.JURIDICO . União aduaneira. entre si. c.NOVO. e. b. d. em razão de dispositivo das constituições dos Estados Membros. seu sucesso político pode ser comprovado pelas recentes adesões do Chile e da Venezuela. o Protocolo de Olivos estipula os critérios para a harmonização tributária entre seus Estados Membros. como seu objetivo último.33 b.

em 17 de julho de 1998. IOB .JURIDICO .NOVO. »» instituição permanente e complementar das jurisdições penais nacionais. »» Tribunal Penal Internacional para ex-Iugoslávia – 1993 »» Tribunal Penal Internacional para Ruanda – 1994 »» Tribunal Penal Internacional – 1998 1.Capítulo 7 Direito Internacional Penal 1. História »» História: – Tribunal de Nuremberg e Tóquio – 1945: tribunais de exceção. »» composto por 18 (dezoito) juízes.1 Tribunal Penal Internacional – TPI »» Assinatura: Roma.indd 34 25/3/2011 22:30:27 .Direito Internacional . ou em direito internacional humanitário e direitos humanos. com reconhecida competência em direito penal e direito processual penal. »» Entrada em vigor internacional: 1º de julho de 2002.

3. ou.1 Crimes da Competência do Tribunal – art.1. 2. »» Imprescritibilidade. Estado que se torne Parte no Estatuto. »» Nulla poena sine lege. 1. Estado de que seja natural a pessoa a quem é imputado um crime. 1. Estado em cujo território a conduta em causa teve lugar. 1.2 Legitimidade ativa »» Estado parte.1. »» O crime de agressão. »» Responsabilidade dos chefes militares. »» Não retroatividade ratione personae (conduta anterior à entrada em vigor do TPI). »» Nullum crimen sine lege. 1. o Estado de matrícula do navio ou aeronave.5 Exercício da Jurisdição O Tribunal poderá exercer a sua jurisdição em relação a qualquer um dos crimes a que se refere o artigo 5°.JURIDICO .1. salvo em caso de falta de independência e imparcialidade. »» Responsabilidade criminal individual (individualização da pena). »» Crimes de guerra. 5º »» O crime de genocídio.Direito Internacional .35 »» gozam de todos os privilégios diplomáticos para o desempenho de suas funções.indd 35 25/3/2011 22:30:27 Direito Internacional . »» Exclusão da jurisdição relativamente a menores de 18 (dezoito) anos. 1. caso o crime tenha sido cometido a bordo de um navio ou de uma aeronave.1.4 Condições Prévias ao Exercício da Jurisdição 1.1. »» Crimes contra a humanidade. »» Procurador do TPI. se: IOB . »» Irrelevância da qualidade Oficial. »» Conselho de Segurança da ONU.NOVO.3 Princípios »» Ne bis in idem.

julgue o item a seguir. O Conselho de Segurança. 2. 1. Além da prisão.Direito Internacional . com a criação do TPI. tribunal ad hoc destinado à punição de pessoas que pratiquem. quanto à criminalização supranacional de determinadas condutas. no Direito Internacional. Em 17 de julho de 1998 foi adotado o Estatuto do Tribunal Penal Internacional. seus Anexos e a Ata Final da Conferência de Roma sobre o estabelecimento de um Tribunal Penal Internacional. Entretanto. O Procurador tiver dado início a um inquérito sobre tal crime. IOB . (Procurador da Fazenda Nacional – 2004) A violação das leis de guerra por parte de um combatente nos conflitos internacionais implica sua punição. aos conflitos internacionais e ao direito penal internacional. Um Estado Parte denunciar ao Procurador qualquer situação em que haja indícios de ter ocorrido a prática de um ou vários desses crimes. relativo à jurisdição internacional. 3.36 a. 17. até ao limite máximo de 30 anos.indd 36 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:27 . b. Acerca desse assunto. o Tribunal pode aplicar multa ou perda de bens provenientes do crime. No Direito Internacional.1. há muito tempo. como é o caso da Corte Internacional de Justiça. qualquer crime contra indivíduos. A Carta das Nações Unidas e outras convenções internacionais procuram tratar os mecanismos de resolução de conflitos. Pena de prisão por um número determinado de anos. há fato inédito. bem como disciplinam a ética dos conflitos bélicos e a efetiva proteção dos direitos humanos em ocasiões de conflitos externos ou internos. existem as cortes que atuam para a solução de conflitos entre os Estados. Pena de prisão perpétua.NOVO. (AGU – Advogado da União – 2008) No Direito Internacional. se o elevado grau de ilicitude do fato e as condições pessoais do condenado o justificarem. Exercícios 16. denunciar ao Procurador qualquer situação em que haja indícios de ter ocorrido a prática de um ou vários desses crimes. em período de paz ou de guerra.6 Penas Aplicáveis 1.JURIDICO . ou c. agindo nos termos do Capítulo VII da Carta das Nações Unidas. há a necessidade de previsões normativas para os períodos pacíficos e para os períodos turbulentos de conflitos e litígios.

que figura no artigo 1º.JURIDICO . com exceção dos crimes de genocídio. consagra o princípio da complementaridade. dependendo. somente será exercida em caso de comprovada violação de crimes contra a humanidade.NOVO. isto é. cinco países signatários da Ata Final da Conferência de Roma. c. IOB . de instalação de um tribunal a ser organizado pelas forças de ocupação. os Estados terão primazia para investigar os crimes previstos no Estatuto do Tribunal. no mínimo. dependendo.indd 37 25/3/2011 22:30:27 Direito Internacional . d. independentemente de provocação da Organização das Nações Unidas e de comprovação de violação das leis de guerra. será exercida permanentemente. será exercida em qualquer circunstância. terá caráter excepcional.Direito Internacional . somente será exercida em caso de manifesta incapacidade ou falta de disposição de um sistema judiciário nacional para exercer sua jurisdição primária. mediante provocação da Organização das Nações Unidas. mediante provocação de. comprovada a violação das leis de guerra. no entanto. b. será exercida em qualquer circunstância. mediante provocação da Organização das Nações Unidas.37 O principal dispositivo do Estatuto. no entanto. e. ou seja. isto é. a menos que o país prejudicado não tenha ratificado a Ata Final da Conferência de Roma. terá caráter eventual. nos termos do qual a jurisdição do Tribunal Penal Internacional a. de instalação de um tribunal ad hoc a ser designado pela Corte de Haia.

br/dai/m_multidiplo. Governo x Governo »» Cônsul: protege os interesses do Estado e também os nacionais quando em outro país.NOVO. IOB . Governo x nacional. 2011. (art. Disponível em: <http://www2. 2º) 3 Convenção de viena sobre relações diplomáticas.indd 38 25/3/2011 22:30:27 . “O estabelecimento de relações diplomáticas entre Estados e o envio de missões diplomáticas permanente efetuam-se por consentimento mútuo”.Capítulo 8 Relações Diplomáticas »» São típicas de Estados soberanos.Direito Internacional .gov. »» Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. 196133 »» Dispositivos mais importantes: relações diplomáticas são exercício direto da soberania de um país. Acesso em: 18 fev.JURIDICO . htm>.mre. »» Princípio do consentimento mútuo: a. »» Diplomata: representante de um país perante o governo e o Estado em que está acreditado.

e terrenos anexos. g) Membros do pessoal de serviço são os membros do pessoal da Missão empregados no serviço doméstico da Missão. os interesses do Estado acreditante e se seus nacionais. a residência do Chefe da Missão. o Governo do Estado acreditante. e) Agente diplomático é o chefe da Missão ou um membro do pessoal diplomático da Missão. d) Membros do pessoal diplomático são os membros do pessoal da Missão que tiverem a qualidade de diplomata. c) Membros do pessoal da Missão são os membros do pessoal diplomático. c) negociar com o Governo do Estado acreditado. b) Membros da Missão são o Chefe da Missão e os membros do pessoal da Missão.indd 39 25/3/2011 22:30:27 Direito Internacional .Direito Internacional . b) proteger. d) inteirar-se por todos os meios lícitos das condições existentes e da evolução dos acontecimentos no Estado acreditado informando. do pessoal administrativo e técnico. »» Conceitos: a) Chefe de Missão é a pessoa encarregada pelo Estado acreditante de agir nessa qualidade. podendo ser. e) promover relações amistosas e desenvolver as relações econômicas.JURIDICO . ou parte dos edifícios. i) Locais da Missão são os edifícios. »» Funções de uma missão diplomática: a) representar o Estado acreditante perante o Estado acreditado.NOVO. utilizados para as finalidades da Missão. f) Membros do pessoal administrativo e técnico são os membros do pessoal da Missão empregados no serviço administrativo e técnico da Missão. O Estado acreditado não está obrigado a dar ao Estado acreditante as razões da negação do “agréement” (aceitação de um Estado de que determinado indivíduo enviado pode representar os interesses do país que o enviou). no Estado acreditado. seja quem for o seu proprietário. h) Criado particular é a pessoa do serviço doméstico de um membro da Missão que não seja empregado do Estado acreditante. e do pessoal de serviço da Missão. inclusive. a respeito disso. »» São invioláveis: IOB . culturais e científicas entre o Estado acreditante e o Estado acreditado. dentro dos limites permitidos pelo direito internacional.39 b.

IOB . não podendo ser objeto de busca. b. a não ser que se trate de: a) uma ação sobre imóvel privado situado no território do Estado acreditado. os locais da Missão e demais bens neles situados. d.indd 40 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:27 . a título privado e não em nome do Estado. »» Imunidade do agente diplomático. art.A imunidade de jurisdição de um agente diplomático no Estado acreditado não o isenta da jurisdição do Estado acreditante. 30). b) uma ação sucessória na qual o agente diplomático figure. que não pode ser detida ou presa. a não ser nos casos previstos nas alíneas “a”.NOVO. administrador. salvo se existirem motivos sérios para crer que a mesma contém objetos cuja importação ou exportação é proibida pelo Estado acreditado. herdeiro ou legatário. 36). Gozará também da imunidade de jurisdição civil e administrativa. . salvo se o agente diplomático o possuir por conta do Estado acreditante para fins de missão. do § 1º deste artigo. O agente diplomático não está sujeito a nenhuma medida de execução. como executor testamentário.Direito Internacional . a residência particular do agente diplomático (art. 27). c) uma ação referente a qualquer profissão liberal ou atividade comercial exercida pelo agente diplomático no Estado acreditado fora de suas funções oficiais. 31: O agente diplomático gozará da imunidade de jurisdição penal do Estado acreditado. a pessoa do agente. incluindo os meios de transporte. e. A bagagem pessoal do agente diplomático. Nesse caso. c. e desde que a execução possa realizar-se sem afetar a inviolabilidade de sua pessoa ou residência. “b” e “c”. a inspeção só poderá ser feita em presença de agente diplomático ou de seu representante autorizado (art. ou sujeitos à quarentena. requisição.JURIDICO . A mala diplomática não pode ser aberta ou retida e deve conter sinais exteriores visíveis que indiquem o seu caráter (art. embargo ou medida de execução. O agente diplomático não é obrigado a prestar depoimento como testemunha.40 a. a correspondência oficial da Missão.

O Estado acreditado não está obrigado a dar ao Estado acreditante razões da negação do agrément. Membros da Missão são o Chefe da Missão e os membros do pessoal da Missão.41 Art. IOB . (Ministério Público do Trabalho – 2003) Tendo em conta a Convenção de Viena sobre relações diplomáticas. 32 O Estado acreditante pode renunciar à imunidade de jurisdição dos seus agentes diplomáticos e das pessoas que gozem de imunidade. (Ministério Público do Trabalho – 2003) Leia atentamente as assertivas abaixo e julgue os itens a seguir.NOVO. para as quais nova renúncia é necessária. b) os impostos e taxas sobre bens privados do agente que não tenham relação com os fins da Missão.indd 41 25/3/2011 22:30:27 Direito Internacional . »» Isenção tributária. A renúncia à imunidade de jurisdição no tocante às ações cíveis ou administrativas não implica renúncia à imunidade quanto às medidas de execução da sentença. art.Direito Internacional . 34 O agente diplomático gozará de isenção de todos os impostos e taxas. Chefe de Missão é a pessoa encarregada pelo Estado acreditante de agir nessa qualidade.JURIDICO . 19. salvo: a) os impostos indiretos normalmente incluídos no preço das mercadorias ou serviços. Exercícios 18. A renúncia será sempre expressa. julgue os itens a seguir.

de 1955. Estado de necessidade (único meio de proteger um interesse essencial contra um perigo grave e iminente). 4.indd 42 25/3/2011 22:30:27 .Capítulo 9 Responsabilidade Internacional »» Introdução: projeto da CDI sobre responsabilidade. 2. cessa se a licitude voltar). Consentimento da vítima. Imputabilidade (atos do Estado e particulares) »» grau de ilicitude: delito e crime (jus cogens) »» excludentes de ilicitude: 1. notificação prévia. »» Responsabilidade por fato ilícito »» elementos: 1.JURIDICO . 3. Legítima defesa (conforme Carta da ONU). Contra medidas (proporcional. DH e imunidades diplomáticas.NOVO. IOB . objetivo de cessar o ilícito.Direito Internacional . pacífica. e 2. 6. 5. Violação do direito. não pode afetar jus cogens. Força maior (evento imprevisto que escapa ao controle do Estado). Direito de perigo (não há outro meio de salvar vidas).

IV. Uma omissão não pode dar ensejo à responsabilização do Estado no plano internacional. »» Proteção diplomática: endosso (somente a nacionais. »» Convenção de Bruxelas sobre responsabilidade civil por danos causados por poluição por óleo. 1972 (Estado lançador – superfície terrestre ou aeronaves em vôo). Exercício 20. desculpas). »» Responsabilidade por fato lícito: »» Projeto de artigos sobre a prevenção de danos transfronteiriços resultantes de atividades perigosas. IOB . caso a decisão viole compromissos jurídico-internacionais assumidos pelo país. (Procurador da Fazenda Nacional – 2007) A respeito de responsabilidade internacional.NOVO. »» reparação integral/restituição (dano material e moral). A responsabilidade internacional do Estado apenas existe se há a violação de um tratado internacional. O desrespeito a um costume internacional. III. em seguida. II. »» Convenção de Viena sobre responsabilidade civil por danos nucleares. esgotamento de recursos internos). 1969 (proprietário do navio). por exemplo. »» satisfação (reconhecimento da violação.indd 43 25/3/2011 22:30:27 Direito Internacional . 1963 (operador).JURIDICO . Uma lei de um dos Estados da federação não pode dar ensejo à responsabilidade internacional do Brasil porque. »» indenização. não é suficiente para dar ensejo à responsabilidade do Estado. no âmbito nacional. Uma decisão do Poder Judiciário brasileiro pode levar à responsabilidade internacional do Brasil. assinale a opção correta.Direito Internacional .43 »» consequências: – cessação e não-repetição. A responsabilidade internacional do Estado deve ter sempre por base uma ação. os compromissos são assumidos pela União Federal. considere as asserções abaixo e. I. »» Convenção sobre responsabilidade internacional por danos causados por objetos espaciais.

NOVO. b. IOB .Direito Internacional . A despeito de terem personalidade jurídica internacional. Apenas as asserções I e II estão corretas.indd 44 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:28 . Apenas a asserção I está correta. d. a. c. II e III estão corretas. Apenas as asserções I.44 V. as organizações internacionais não podem ser responsabilizadas juridicamente na ordem internacional.JURIDICO . e. Apenas a asserção V está incorreta. Todas as asserções estão incorretas.

qualificação.Direito Internacional . norma conceitual/qualificadora: qualifica a situação jurídica (ex: ordem pública. b. em determinado país. reenvio). bilateral (indica duas ordens jurídicas aplicáveis).NOVO. 1. 2.indd 45 25/3/2011 22:30:28 . unilateral (indica apenas um direito aplicável) b.JURIDICO .Capítulo 10 Direito Internacional Privado 1. IOB . norma indicativa/indireta: indica o direito aplicável. Conceito: conjunto de normas internas de cada país que tem por finalidade determinar qual direito material deve ser aplicado. aos fatos e atos internacionais. fraude à lei. Estrutura da Norma: a. 3. Norma indicativa: a.

LICC Art. 1. em caso de domicílios diferentes. ou seja. regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal. 2. a capacidade e os direitos de família. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade. a qualificação de uma situação jurídica é feita tendo em vista a Lex fori. LICC: Direito Internacional Art.46 »» Objeto de conexão: descreve a matéria à qual se refere a norma. começo e fim da personalidade: o elemento de conexão é o domicílio (art. § 3º e 4º): a regra geral é do domicílio da pessoa.NOVO.. § 4º  O regime de bens.indd 46 25/3/2011 22:30:28 . Qualificação: caracterização do fato. Exceções à lex causae: bens e obrigações (arts.Direito Internacional . 8º e 9º). Elementos de Conexão: »» mais comuns – domicílio (lex domicilii) e nacionalidade. será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração. § 1º Realizando-se o casamento no Brasil.. o direito brasileiro. 7º [. 7º). 7º). »» Elemento de conexão: determina o direito aplicável. adota-se o primeiro domicílio conjugal. 2. obedece à lei do país em que IOB . »» Direito de Família: domicílio da pessoa / 1º domicílio conjugal (art. legal ou convencional.JURIDICO . »» Capacidade. No Brasil. »» Direito de Família: domicílio da pessoa / 1º domicílio conjugal (art. o nome. 3. nome. § 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes. 7º.] § 3º Tendo os nubentes domicílio diverso.

se este for diverso. na forma de seu regimento interno.JURIDICO . »» Em caso de divórcio (art. § 5º – O estrangeiro casado. 8º. 7º. o prazo para homologação de sentença é de 1 (um) ano e quem o analisa é o STJ: LICC Art. pode.47 tiverem os nubentes domicílio. poderá reexaminar. respeitados os direitos de terceiros e dada esta adoção ao competente registro. obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país. no ato de entrega do decreto de naturalização.indd 47 25/3/2011 22:30:28 . o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos filhos não emancipados.. »» Direito das Coisas: »» bens móveis: aplica-se a lei do país de domicílio do proprietário (art.NOVO. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes. deve-se levar em conta o local onde a coisa se encontra. e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda. mediante expressa anuência de seu cônjuge.] § 6º  O divórcio realizado no estrangeiro. se apostile ao mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens. aplicar-se-á a lei do país em que estiverem situados. se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros. a do primeiro domicílio conjugal. caput): lugar da coisa – lex rei sitae – para analisar um imóvel. requerer ao juiz. só será reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença. IOB . § 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário. quanto aos bens moveis que ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares. § 1º). caso em que a homologação produzirá efeito imediato. decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de divórcio de brasileiros. § 6º). »» bens imóveis (art. e.. O Superior Tribunal de Justiça. LICC Direito Internacional Art. 8º. que se naturalizar brasileiro. § 7º  Salvo o caso de abandono. a fim de que passem a produzir todos os efeitos legais.Direito Internacional . 7º: [. salvo se houver sido antecedida de separação judicial por igual prazo. a requerimento do interessado.

10. Exceção: nacionalidade (para beneficiar brasileiros). Direito Internacional »» Direito Societário: lei do país de constituição da empresa (art. Exceção: obrigação contratual: domicílio do proponente (art. 9º Para qualificar e reger as obrigações. ou de quem os represente. 9º. 10). a saber. § 1º A sucessão de bens de estrangeiros. qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. § 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente.NOVO. situados no País. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido.Direito Internacional . »» Direito das Obrigações: regra geral: caput do art. IOB . 11). Características: § 1º é uma exceção (se a lei do domicílio do defunto prejudicar brasileiros.JURIDICO .48 § 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa. 4. em cuja posse se encontre a coisa apenhada.indd 48 25/3/2011 22:30:28 . admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato. LICC Art. »» Direito das Sucessões: regra do caput: domicílio do defunto / desaparecido (art. o local da prática do ato – locus regit actum. sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus. 9º. então haverá a aplicação da lei brasileira). será esta observada. aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem. será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros. § 2º). § 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial. § 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder. LICC Art.

indd 49 25/3/2011 22:30:28 Direito Internacional . Autonomia da Vontade O tema é tratado com base em construção jurisprudencial. IOB . que eles tenham constituído. Limites: proibição de fraude à lei (não pode contrariar um dispositivo legal) e observância dos tratados e convenções de direito internacional público. c.Direito Internacional . obedecem à lei do Estado em que se constituírem. existe a possibilidade que. seja celebrado um contrato internacional com cláusula. Pessoa Jurídica Teorias acerca da nacionalidade da pessoa jurídica: a.JURIDICO . agências ou estabelecimentos antes de serem os atos constitutivos aprovados pelo Governo brasileiro. ou seja. no Brasil. § 3º Os Governos estrangeiros podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares. ficando sujeitas à lei brasileira. não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou susceptíveis de desapropriação. 1. bem como as organizações de qualquer natureza. ou seja. 5. elegendo um foro competente para solução de litígios.NOVO. a lei do local da ação (lex fori). 2. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo.49 LICC Art. ter no Brasil filiais. O Brasil. bem como estipulando o direito aplicável. § 1º Não poderão. Teoria da sede: a nacionalidade da pessoa jurídica é a de sua matriz. assim como o direito internacional público como um todo. como as sociedades e as fundações. b. entretanto. a qual admite a autonomia da vontade. respeita-se o direito processual brasileiro. adota a teoria da incorporação. É válida em certas circunstâncias e sob certos limites. »» Direito Processual: se a ação foi intentada no Brasil. Teoria da incorporação: a nacionalidade da pessoa jurídica é determinada pela nacionalidade do país em que ela está registrada. 11. Teoria do controle social: a nacionalidade da pessoa jurídica é a de seus acionistas. dirijam ou hajam investido de funções públicas. § 2º Os Governos estrangeiros.

1. de uma questão que é prévia à decisão principal. não será necessariamente assim julgado. Essa noção de ordem pública não só varia no tempo. 17 da LICC. É comum em caso de sucessão (ex: investigação de paternidade).indd 50 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:28 . Quando.50 3. 6. Ex: o direito internacional privado do país A manda o caso para o direito internacional privado do país B que. 4. de a legislação aplicável ao caso principal ser a mesma aplicável à questão prévia. Ordem Pública O juiz precisa analisar durante tempo integral a ordem pública para que seja possível realizar a adequação da norma com a realidade social. por sua vez. Questão Prévia: Ocorre quando o julgamento principal depende de uma decisão anterior. Reenvio: Reenvio de 1º grau: Ocorre quando há o encaminhamento de um caso para o direito estrangeiro e este retorna com a situação.Direito Internacional .JURIDICO . mas também no espaço. Não há necessidade. sem considerar-se qualquer remissão por ela feita a outra lei. “Art.em outro. Fraude à Lei Conceito: transferência da prática de um ato para o exterior com o objetivo de evitar a aplicação da lei brasileira. Ex: divórcio antes da lei de 1979. Nesse caso.” 2. no direito brasileiro. o que constitui crime em uma determinada época ou em um certo local. O Brasil não tem problema de reenvio – LICC. ter-se-á em vista a disposição desta. devolve o caso para o país A. 16. pois é definida pelo juiz. embora o conceito esteja no art. IOB . nos termos dos artigos precedentes. Reenvio de 2º grau: Ex: o direito internacional privado do país A manda o caso para o direito internacional privado do país B que. geralmente o país que recebeu de volta aplica o seu próprio direito. Direito estrangeiro = direito material a ser aplicado ao caso concreto.NOVO. O juiz deverá analisar as três ordens jurídicas. se houver de aplicar a lei estrangeira. por sua vez. »» Trata-se de uma análise subjetiva. manda para o direito internacional privado de um terceiro país C. Este é o reenvio de 1º grau.

51 3. 22. Ônus da prova da parte que alegar – LICC. (Juiz Federal Substituto – 1ª Região) Sobre o direito internacional privado pode-se afirmar que: a.Direito Internacional . 14 da LICC: quando o juiz não conhecer a lei estrangeira.JURIDICO . tratados e convenções. “Art. mas com algumas limitações. que são os motivos de ordem pública. Não conhecendo a lei estrangeira. Conflito móvel: ocorre quando há alteração da situação jurídica do indivíduo. aqui passa a ter validade. d. a uniformização de normas disciplinadoras de comércio internacional é realizada por meio de acordos bilaterais. b. prova do texto e da vigência da mesma. o direito internacional uniformizado é fruto de entendimentos entre Estados que se concentram nas atividades econômicas de natureza internacional. Direitos Adquiridos: Direito adquirido no estrangeiro. devendo o governo brasileiro ceder em comodato os bens imóveis necessários a delegações diplomáticas e corpos consulares. Os governos estrangeiros ou as respectivas organizações de qualquer natureza: Poderão adquirir bens imóveis de qualquer natureza. Não poderão adquirir bens imóveis ou suscetíveis de desapropriação. Não poderão adquirir quaisquer bens imóveis. direito uniforme espontâneo resulta de esforço comum de dois ou mais Estados no sentido de uniformizar certas instituições jurídicas. direito internacional privado trata basicamente das relações humanas vinculadas a sistemas jurídicos autônomos e convergentes. em regra. pode exigir da parte que a invocar. até onde isto seja aceitável para os países interessados.NOVO. poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto e da vigência. Art. Aplicação do Direito Estrangeiro: Compete ao juiz aplicá-lo de ofício. 5. Exercícios 21. 4. 14.indd 51 25/3/2011 22:30:28 Direito Internacional . IOB . multilaterais. exceção feita à sede das representações diplomáticas ou consulares.” O direito estrangeiro adotado aqui equivale à lei federal. c. (TRF/ 3ª Região – 2003) Julgue os itens a seguir.

norte-americana. e a lei norte-americana quanto ao fundo do contrato. e.Direito Internacional .JURIDICO . norte-americana. em razão de o contrato ter sido assinado no Brasil. c. brasileira.52 23. no Brasil. O contrato é omisso quanto à lei de regência. IOB . (Petrobrás – 2008) Uma sociedade brasileira e uma sociedade norte-americana assinaram.indd 52 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:28 . por ser o local do cumprimento das obrigações contratuais. a lei aplicável a esse contrato é a a. que guarde com o contrato os vínculos mais estreitos.NOVO. b. no tocante à forma e formalidades do contrato. De acordo com as regras de conexão do direito positivo brasileiro. d. em razão da escolha do foro importar também na escolha da lei aplicável. um contrato para exportação e distribuição de bens produzidos pela empresa brasileira na cidade de Nova York. mas possui uma cláusula elegendo Nova York como foro exclusivo do contrato. brasileira.

»» O atos de império gozam de imunidade de jurisdição »» Ex: Embaixadas não são territórios estrangeiros. atos de império: têm como prerrogativa essencial a soberania estatal.Capítulo 11 Processo Internacional 1. Ex: empresa brasileira vende armamento para outro país. 1.indd 53 25/3/2011 22:30:28 . IOB . »» estes não gozam de imunidade de jurisdição. b.JURIDICO .NOVO. Imunidade de jurisdição »» Importante analisar os atos estatais: a.Direito Internacional . atos de gestão: o Estado age em caráter privatista. apenas gozam de imunidade de jurisdição.

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2. Competência Jurisdicional Conflitos existentes entre justiças de países distintos: a. conflito positivo: quando a justiça de mais de um país é competente para decidir um caso. b. conflito negativo: quando a justiça de nenhum país é competente para decidir um caso. »» Competências: a. exclusiva / absoluta: tem foro competente excluindo qualquer outra justiça internacional. b. relativa / concorrente: tem um conflito em que o judiciário de dois países pode resolver a questão. »» Forum não convenis: o juiz é competente, mas se recusa a decidir, por achar que a escolha de outro seja mais conveniente para avaliar o caso. Não existe no direito brasileiro.

2.
1. Continuação da competência jurisdicional: »» Artigos: CLT, art. 651 (local de prestação do serviço) e CPC, arts. 88 e 89. CPC: Art. 88. É competente a autoridade judiciária brasileira quando: I – o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; II – no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação; III – a ação se originar de fato ocorrido ou de fato praticado no Brasil. »» Competências exclusivas:
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Art. 89. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: I – conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil;

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II – proceder a inventário e partilha de bens, situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja estrangeiro e tenha residido fora do território nacional. CLT, “Art. 651 – A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro.” 2. Homologação de sentença estrangeira: Não é só a sentença estrangeira que deve ser homologada, pois há outros atos que também carecem de homologação (ex: laudo arbitral, atos de execução coativa e medida cautelar devem ser homologados). Conceito: reconhecimento da eficácia jurídica de uma sentença produzida no exterior. A competência para homologar é do STJ (EC 45), que se atém apenas ao art. 15 da LICC, pois não pode analisar o mérito da decisão proferida no estrangeiro. Não há necessidade de reciprocidade entre os países, e sim análise de caso a caso. CPC: Art. 483. A sentença proferida por tribunal estrangeiro não terá eficácia no Brasil senão depois de homologada pelo Supremo Tribunal Federal. Parágrafo único.  A homologação obedecerá ao que dispuser o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Art. 484. A execução far-se-á por carta de sentença extraída dos autos da homologação e obedecerá às regras estabelecidas para a execução da sentença nacional da mesma natureza. LICC: Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reúna os seguintes requisitos: a) haver sido proferida por juiz competente; b) terem sido as partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia; c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no lugar em que foi proferida; d) estar traduzida por intérprete autorizado; e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

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3.
1. Carta Rogatória – CPC, arts. 200 e SS »» Característica: tem, em sua essência, a participação da justiça de dois países. »» Conceito: é o único meio de cooperação judiciária entre a justiça de dois países. »» Espécies: a. cartas ativas (expedidas pelo Brasil): para serem cumpridas no estrangeiro. É um pedido de cooperação da justiça brasileira. b. cartas passivas (exequatur): quando um foro estrangeiro pede a cooperação do Brasil. Sempre que analisada pelo STJ e concedida, sua execução recebe-se o nome exequatur. »» Mais usada para citação e produção de provas. Art. 202. São requisitos essenciais da carta de ordem, da carta precatória e da carta rogatória: I – a indicação dos juízes de origem e de cumprimento do ato; II – o inteiro teor da petição, do despacho judicial e do instrumento do mandato conferido ao advogado; III – a menção do ato processual, que Ihe constitui o objeto; IV – o encerramento com a assinatura do juiz.

4.
1. Provas »» Produzidas no estrangeiro: »» LICC, “Art.  13. A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça.” »» Juiz brasileiro não pode admitir provas consideradas ilícitas. »» Produzidas aqui: CPC, arts. 338 e ss. São levantadas tendo em vista nossos meios admitidos, o modo de produção, a apreciação pelo juiz, etc.

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57 2. »» Válido para todos os países.JURIDICO . Art. tradução juramentada. »» Assistência judiciária gratuita: compete a cada Estado decidir se é aplicável ou não ao estrangeiro. se houver uma causa processada no juízo estrangeiro. »» Documentos provenientes do MERCOSUL não precisam de tradução. 90. registro de títulos e documentos: »» Essas condições são para validade perante os órgãos públicos. 4.” »» No Brasil. b. IOB .indd 57 25/3/2011 22:30:29 Direito Internacional . »» Deve respeitar quesitos de proporcionalidade. admite-se a mesma causa e as que lhe são conexas. Caução de Processo: CPC.NOVO. »» Entre as partes o documento é válido mesmo sem tradução e registro.Direito Internacional . 3. 835. Litispendência CPC. “Art. que residir fora do Brasil ou dele se ausentar na pendência da demanda. nacional ou estrangeiro. A ação intentada perante tribunal estrangeiro não induz litispendência. O Brasil possui acordos com vários países. prestará. »» Importante para a possibilidade de se executar uma sentença no Brasil. caução suficiente às custas e honorários de advogado da parte contrária. nas ações que intentar. Documentos produzidos no estrangeiro »» Condições para terem validade: a. exceto para os indivíduos provenientes do MERCOSUL. O autor. nem obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas. se não tiver no Brasil bens imóveis que lhes assegurem o pagamento.

Não será homologada sentença estrangeira que ofenda a soberania a ordem pública. independentemente de homologação prévia pelo órgão competente. (TRF/4ª Região – 2005) Julgue os itens a seguir. independentemente da matéria que versem. assinale a única alternativa correta: a. após sua homologação pelo Superior Tribunal de Justiça. c. causa de pedir e pedidos) que tramitem um no Brasil e outro em Estado estrangeiro. de autenticação consular. (Juiz Federal Substituto – 1ª Região) Quanto à sentença estrangeira. b. pela Justiça Federal de 1° grau. d. 26.Direito Internacional . julgue os itens subsequentes. será executada. para que seja homologada. pode ser homologada.NOVO. Os fatos ocorridos no exterior e que devam ser examinados por tribunais brasileiros obedecerão sempre à lei brasileira quanto aos ônus e meios de produzir-se. se disser respeito a questões relativas a direitos patrimoniais disponíveis. 25.58 Exercícios 24. prescinde. IOB . As sentenças estrangeiras meramente declaratórias de estado da pessoa não dependem de homologação. ainda que não tenha passado em julgado. (Defensor Público da União – 2007) Acerca do procedimento de homologação de sentença estrangeira perante o STJ. tem eficácia imediata no Brasil.indd 58 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:29 . É possível a homologação parcial de decisões estrangeiras. Não há litispendência entre processos idênticos (mesmas partes.JURIDICO .

Direito Internacional . para adentrar no país de destino.JURIDICO . II. Acesso em : 18 fev.815.htm>.gov. em viagem de negócios. em viagem cultural ou em missão de estudos. de 19 de agosto de 19804 – dispositivos mais importantes: 1.Capítulo 12 Condição Jurídica do Estrangeiro Lei nº 6. b. Controle de Entrada – Visto »» Tipos de visto: I. em caráter recreativo ou de visita. temporário: poderá ser concedido ao estrangeiro que pretenda vir ao Brasil: a. 4 BRASIL. assim considerado aquele que não tenha finalidade imigratória. 2011 IOB .planalto. de turista: poderá ser concedido ao estrangeiro que venha ao Brasil. Disponível em : < www.br/ccivil/leis/L6815. de trânsito: poderá ser concedido ao estrangeiro que. necessite passar pelo território nacional. nem intuito de exercício de atividade remunerada. III.NOVO.indd 59 25/3/2011 22:30:29 .

televisão ou agência noticiosa estrangeira. IV. na condição de artista ou desportista. permanente: poderá ser concedido ao estrangeiro que pretenda se fixar definitivamente no Brasil. prorrogação ou dispensa dos vistos diplomáticos. IOB . a estada ou o registro do estrangeiro ser obstado. c) anteriormente expulso do País. o impedimento de concessão de um visto pode se estender aos familiares. »» pode ser condicionado a exercício de atividade certa e à fixação em uma região determinada por um prazo de até 5 (cinco) anos. 1. na condição de correspondente de jornal. ficarão sempre condicionadas aos interesses nacionais. rádio. na condição de ministro de confissão religiosa ou membro de instituto de vida consagrada e de congregação ou ordem religiosa. ou seja. Casos de negativa de concessão de visto ao estrangeiro (art.indd 60 25/3/2011 22:30:29 . O visto concedido pela autoridade consular configura mera expectativa de direito. oficial e de cortesia. podendo a entrada. na condição de estudante. oficial. 2. Características dos vistos: a. b) considerado nocivo à ordem pública ou aos interesses nacionais. o visto é exercício direto da soberania estatal. na condição de cientista. e. f.Direito Internacional . o visto é individual e sua concessão poderá estender-se a dependentes legais. b. g.JURIDICO . d. revista. c. professor. de cortesia.60 c. d. A concessão do visto. a sua negativa pode ser dada por qualquer razão. sob regime de contrato ou a serviço do Governo brasileiro.NOVO. e diplomático: o Ministério das Relações Exteriores definirá os casos de concessão. V. a sua prorrogação ou transformação. 2. salvo se a expulsão tiver sido revogada. técnico ou profissional de outra categoria. desacompanhado do responsável legal ou sem a sua autorização expressa. 7º): Direito Internacional a) menor de 18 (dezoito) anos.

61 d) condenado ou processado em outro país por crime doloso. “É vedada a legalização da estada de clandestino e de irregular.” (art. IOB . dos vistos de trânsito. »“A » deportação far-se-á para o país da nacionalidade ou de procedência do estrangeiro. independentemente de qualquer tipo de processo judicial ou administrativo. “Não se exigirá visto de saída do estrangeiro que pretender sair do território nacional”.Direito Internacional . Municípios contíguos: “Ao natural de país limítrofe. 58). (art. será promovida sua deportação” (art. domiciliado em cidade contígua ao território nacional. deportação »» a deportação é feita pela Polícia Federal através do controle de passaporte. 21) 3. ou e) que não satisfaça às condições de saúde estabelecidas pelo Ministério da Saúde.NOVO. se for o caso. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento. 57). também corrigida. ou para outro que consinta em recebê-lo” (art. com correção monetária. respeitados os interesses da segurança nacional. o deportado só poderá reingressar no território nacional se ressarcir o Tesouro Nacional. Deportação »» Conceito: A deportação consistirá na saída compulsória do estrangeiro. podendo ser prorrogada por igual período até que ele seja identificado. 1. 59) »» O Ministro da Justiça pode ordenar a prisão do estrangeiro por 60 (sessenta) dias. 3. temporário e de cortesia” (art. desde que apresente prova de identidade. por isso. serão as mesmas custeadas pelo Tesouro Nacional.” (art. »» A deportação trabalha com o conceito de legalidade e. e a transformação em permanente. cont. »“Nos » casos de entrada ou estada irregular de estrangeiro. das despesas com a sua deportação e efetuar. »“Não » se procederá à deportação se implicar em extradição inadmitida pela lei brasileira” (art. 63). de turista.indd 61 25/3/2011 22:30:29 Direito Internacional . 50).JURIDICO . passível de extradição segundo a lei brasileira. poder-se-á permitir a entrada nos municípios fronteiriços a seu respectivo país. 38). nem podendo este ou terceiro por ela responder. o pagamento da multa devida à época. »“Responsabilidade: » não sendo apurada a responsabilidade do transportador pelas despesas com a retirada do estrangeiro.

por isso. art. 70). comprovadamente. dele não se retirar no prazo que lhe for determinado para fazê-lo. a princípio é definitiva.JURIDICO . ou 2. »» Não se procederá à expulsão.Direito Internacional . b) havendo entrado no território nacional com infração à lei. 75: 1.NOVO. determinar a instauração de inquérito para a expulsão do estrangeiro” (art. a tranquilidade ou moralidade pública e a economia popular. ou d) desrespeitar proibição especialmente prevista em lei para estrangeiro. atentar contra a segurança nacional. não sendo aconselhável a deportação. se implicar extradição inadmitida pela lei brasileira.indd 62 25/3/2011 22:30:29 . a) praticar fraude a fim de obter a sua entrada ou permanência no Brasil.62 2. 66). Direito Internacional IOB . ou f. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. pois só é possível o estrangeiro retornar ao país que o expulsou se aquele decreto for revogado. »»“Caberá exclusivamente ao Presidente da República resolver sobre a conveniência e a oportunidade da expulsão ou de sua revogação” (art. e desde que o casamento tenha sido celebrado há mais de 5 (cinco) anos. a ordem política ou social. Expulsão »» É passível de expulsão o estrangeiro que: De qualquer forma. »“Compete » ao Ministro da Justiça. »» A expulsão é feita mediante decreto e. quando o estrangeiro tiver: e. esteja sob sua guarda e dele dependa economicamente. c) entregar-se à vadiagem ou à mendicância. de fato ou de direito. filho brasileiro que. de ofício ou acolhendo solicitação fundamentada. Condição Jurídica Do Estrangeiro a) Cônjuge brasileiro do qual não esteja divorciado ou separado.

e VIII – o extraditando houver de responder. 5º: LI e LII a. »» Princípio: aut punire aut dedere/judicare (ou pune ou entrega/processa). V – o extraditando estiver a responder a processo ou já houver sido condenado ou absolvido no Brasil pelo mesmo fato em que se fundar o pedido.NOVO. ou quando prometer ao Brasil a reciprocidade. à justiça do outro.Direito Internacional . art. acusado de um delito ou já condenado como criminoso.63 4. »» Não se concederá a extradição quando: I – se tratar de brasileiro. 77) »» Proibições: CR/88. »» Requisitos: a extradição poderá ser concedida quando o governo requerente se fundamentar em tratado. nunca um brasileiro nato será extraditado. 5º: “LI – nenhum brasileiro será extraditado. salvo se a aquisição dessa nacionalidade verificar-se após o fato que motivar o pedido. praticado antes da naturalização. art. CR/88. III – o Brasil for competente. 1. Extradição »» Conceito: “ato pelo qual um Estado entrega um indivíduo. art.JURIDICO . VII – o fato constituir crime político. na forma da lei”. para julgar o crime imputado ao extraditando. que o reclama. perante Tribunal ou Juízo de exceção. II – o fato que motivar o pedido não for considerado crime no Brasil ou no Estado requerente. segundo suas leis. consoante o dispositivo constitucional abaixo citado: CR/88. VI – estiver extinta a punibilidade pela prescrição segundo a lei brasileira ou a do Estado requerente. salvo o naturalizado. em caso de crime comum. e que é competente para julgá-lo e puni-lo” (Accioly). ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. IOB . o naturalizado pode o ser apenas em duas hipóteses. (art. IV – a lei brasileira impuser ao crime a pena de prisão igual ou inferior a 1 (um) ano. 5º: “LII – não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião”. no Estado requerente.indd 63 25/3/2011 22:30:29 Direito Internacional .

sucessivamente: I – o Estado requerente em cujo território haja sido cometido o crime mais grave. 80). »» Autoridade competente para análise do pedido: “Nenhuma extradição será concedida sem prévio pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre sua legalidade e procedência.Quando mais de um Estado requerer a extradição da mesma pessoa. 86).JURIDICO . e II – existir sentença final de privação de liberdade. terão preferência. Nos casos não previstos decidirá sobre a preferência o Governo brasileiro. Tribunal ou autoridade competente do Estado requerente. no prazo de sessenta dias da comunicação. II – o que em primeiro lugar houver pedido a entrega do extraditando. »» “Negada a extradição. segundo a lei brasileira. na falta de agente diplomático do Estado que a requerer. pelo mesmo fato. 88). e III – o Estado de origem.64 »» São condições para concessão da extradição. ou. diretamente de Governo a Governo” (art. será o fato comunicado através do Ministério das Relações Exteriores à Missão Diplomática do Estado requerente que. . Direito Internacional Não será efetivada a entrega sem que o Estado requerente assuma o compromisso: IOB .Direito Internacional . terá preferência o pedido daquele em cujo território a infração foi cometida.NOVO. Tratando-se de crimes diversos. não cabendo recurso da decisão” (art. 83). se a gravidade dos crimes for idêntica. »“Concedida » a extradição. não se admitirá novo pedido baseado no mesmo fato” (art. na sua falta. art. “A extradição será requerida por via diplomática ou. o domiciliar do extraditando. ou estar a prisão do extraditando autorizada por Juiz. se os pedidos forem simultâneos.indd 64 25/3/2011 22:30:29 . 78 e 79: I – ter sido o crime cometido no território do Estado requerente ou serem aplicáveis ao extraditando as leis penais desse Estado. deverá retirar o extraditando do território nacional – modificação do posicionamento jurisprudencial” (art.

Direito Internacional . sem consentimento do Brasil. o estrangeiro que tiver sido deportado do País não mais poderá reingressar no território brasileiro. 91) Exercícios 27. o terrorismo e a deserção podem ser caracterizados como crimes políticos. e V – de não considerar qualquer motivo político.JURIDICO . os casos em que a lei brasileira permitir a sua aplicação. (TRF/ 1ª Região) Assinale a alternativa correta: a. 29. (CESPE – Agente de Inteligência – ABIN 2008) Com base na legislação acerca da situação jurídica do estrangeiro no Brasil. quanto à última. o estrangeiro que estiver irregularmente no País ou tenha ingressado no território nacional sem observância das formalidades legais estará sujeito a expulsão. 28. ressalvados. em matéria de extradição passiva de estrangeiros. será indeferida. na hipótese de o extraditando comprovar vínculo conjugal ou convivência more uxorio com pessoa de nacionalidade brasileira ou se possuir filhos de nacionalidade brasileira originária. a sua prorrogação ou transformação dependem do cumprimento dos requisitos previstos em lei. III – de comutar em pena privativa de liberdade a pena corporal ou de morte. sob pena de responder a processo criminal. independentemente dos interesses nacionais. (Juiz de Direito Substituto – Alagoas – 2007) Consoante recente revisão da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. b. A concessão do visto.indd 65 25/3/2011 22:30:29 Direito Internacional . a outro Estado que o reclame. para agravar a pena. II – de computar o tempo de prisão que. (art. os crimes políticos não ensejam a extradição dos seus agentes. d. c. foi imposta por força da extradição. tratando-se de fatos delituosos puníveis com prisão perpétua no Estado requerente.65 I – de não ser o extraditando preso nem processado por fatos anteriores ao pedido. IOB . O visto é individual e a sua concessão poderá estender-se aos dependentes legais do estrangeiro requerente. a extradição a. no Brasil. IV – de não ser o extraditando entregue.NOVO. julgue os itens que seguem.

formalmente. consistente na proibição da aplicação de penas de caráter perpétuo. somente será deferida se houver concordância expressa do extraditando com o pedido. somente será deferida se o Estado requerente assumir. o compromisso de comutá-la em pena privativa de liberdade não superior à duração máxima admitida na lei penal brasileira. Estado estrangeiro requerente.Direito Internacional . por violação a garantia fundamental consagrada como cláusula pétrea na Constituição brasileira. IOB .indd 66 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:29 .JURIDICO .NOVO.66 b. d. e. deverá ser deferida somente para efeito de cumprimento da pena de prisão perpétua. será indeferida de plano. hipótese em que fica afastado o controle jurisdicional respectivo exercido pelo Supremo Tribunal Federal. c.

c. c 24.Direito Internacional . c. a 6.e 26. c. e.e 23. sem gabarito 14.c 10.67 Gabarito 1. c 22.c 3. c 4. a 15.c 28. c. e. c.e. c 20. c.e 5. c Direito Internacional 25/3/2011 22:30:30 IOB . e. e. c 16.c 2. e.c 13. d 18.indd 67 .e.JURIDICO . d 25. e 17. a 21. e 9.c 12. c. b 8. b 11.c 27. c 7.NOVO. a 29.c 19.

NOVO.Direito Internacional .indd 68 Direito Internacional 25/3/2011 22:30:30 .JURIDICO .68 IOB .

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