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MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente

Boletim informativo

Boletim informativo

ANO 1, N.º 4

Agosto de 2005

Editorial

 

Aqui estamos mais uma vez divulgan- do algumas activida- des do MPI e outros

assuntos que julgamos ser do vosso interesse.

Neste boletim queremos destacar o facto de ter sido fotoco- piado em papel recicla- do, por finalmente ter- mos encontrado papel A3 reciclado. Como associação de defesa do ambiente consideramos este aspecto importan- te, porque devemos ser coerentes com os nossos objectivos e os nossos argumentos.

Votos de boas férias

Participação do MPI na consulta pública dos ensaios com milho transgénico

Exmo(a) Sr.(a) Presidente do Instituto do Ambiente

Serve o presente ofício para apresentar os comen- tários da nossa associação no âmbito do processo de consulta pública referido em epígrafe.

cromossomas (através de bactérias, por exemplo),

ao arrastamento de sementes pelas chuvas, etc. Assim, é possível prever que os impactos serão de difícil controlo ou mesmo irreversíveis. Por outro lado, têm sido cientificamente

tornam os OGM com este tipo de resistências inúteis

nessas áreas. Sabe-se também, que o Bt produzido por transgenes difere do Bt usado como fitofármaco, devido ao facto de estar permanentemente activo, não sendo deste modo

Razões científicas

desenvolvidas melhores práticas agrícolas, como é o caso da protecção inte-

selectivo, bem como per- siste no ambiente (solo, etc), por tempo ainda indeterminado, não infe- rior a um ano, e em níveis cerca de 2000 vezes supe- riores.

No caso em aná- lise, o milho será triturado e enterrado, os níveis de insecticida (Bt) presentes poderão ainda ser superio- res comparativamente ao cultivo comercial.

A

transgenese é um ramo

grada e da agricultura biológica, pelo que exis- tem actualmente alternati- vas ao cultivo de OGM, mas com riscos muito menores e ainda, procu- rando a sustentabilidade a médio e longo prazo da produção agrícola.

da biotecnologia que em ambiente controlado (de laboratório) tem permiti- do significativos avanços civilizacionais, como por exemplo a produção de vacinas e medicamentos. A libertação deli- berada de organismos geneticamente modifica- dos (OGM) na Natureza,

O Presidente da Direc- ção

Humberto Pereira Ger- mano

Impactes e riscos para a Agricultura e o Ambien-

quer para fins comerciais

te Começam a ser conheci- dos alguns impactes do OGM como a contamina- ção de variedades conven- cionais e biológicas, por polinização cruzada, inclusivé a partir de ensaios de campo; a con- taminação de outras espé- cies agrícolas diferentes das transgénicas; o apare- cimento acelerado de resistência e de plantas infestantes multi- resistentes a herbicidas;

Razões comerciais

 

O

mercado de OGM é

 
 

quer para fins experimen- tais, tem provocado inten- sa polémica dividindo a comunidade científica e, por sua vez, vários grupos da sociedade, instituições políticas e muitos cida- dãos.

Com rigor cientí- fico não é possível evitar totalmente a contamina- ção por transgenes, mes- mo respeitando regras (ainda que rígidas), devi- do à polinização cruzada,

essencialmente a indústria

Nesta edição:

de alimentos compostos para animais, devido, em

Polémica sobre João Fidal-

parte, à falta de rotulagem nos produtos de origem animal quanto à sua ali- mentação. Para a alimenta- ção humana tem havido uma crescente procura pelos produtos biológicos, embora ainda incipiente

nosso país, por razões que não interessa aqui aprofundar, contudo é inquestionável que têm

no

go

2

Aterro Sanitário do Oeste

aquisição do terreno

 

4 e 5

Ambiente e Cidadania

6

Breves

6 e 7

Paisagem Protegida de Montejunto

à

capacidade dos genes

resistência dos insectos ao Bt; etc. Estas situações

7

“saltarem” para outros

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ANO 1, N.º

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sido dados passos importantes. Decorre do exposto, que o mercado dos OGM sofre vários con- dicionalismos e não responde às exigências e procura do mercado, pelo menos ao nível dos consumido- res finais.

As novas variedades de milho trans- génico a testar, possuem idênticas características a algumas já cultiva- das com fins comerciais, cujos impactes começam a ser conheci- dos, conforme referidos atrás. Os OGM não satisfazem as exigências da maioria dos consumi- dores, de acordo com as estatísticas sobejamente conhecidas. Não é possível cientifica- mente garantir a ausência de disse- minação dos transgenes quando deliberadamente libertos na Nature- za.

A contaminação por trans- genes poderá condicionar um direito fundamental em democracia que é o direito de escolha por não OGM. Há alternativas aos OGM para a produção agrícola e que simultaneamente respondem às expectativas dos agricultores e dos consumidores, e enquadram-se numa perspectiva de desenvolvi-

mento sustentável. Foi declarada a área da fre- guesia do Vilar como zona livre de OGM, pela Assembleia de Fregue- sia respectiva. Foi exigida a proibi- ção do cultivo de OGM para a área do concelho do Cadaval, pela Assembleia Municipal desse muni- cípio e, ainda, a mesma exigência para a área da Comunidade Urbana do Oeste, até à publicação de legis- lação específica, pela respectiva Assembleia. A falta de clarificação dos efeitos dos OGM sobre o ambiente, a agricultura e a saúde pública, pode por si só sustentar a aplicação do Princípio da Precaução.

Decorre do atrás exposto que, consi- deramos que os ensaios de campo referentes ao presente processo de

Informação disponibilizada

A

Pioneer não indica qual a monito-

rização que irá efectuar, nem qual a cobertura em termos de responsabi-

lidade civil caso algum agricultor seja prejudicado. De referir ainda que, não consta na documentação para con- sulta uma avaliação dos riscos

decorrentes do ensaio com as espe- cificidades de cada local e da sua envolvente, que necessariamente serão distintas, uma vez que perten- cem a regiões muito diferentes, um

na

Extremadura e outro no Minho.

 

Considerações finais

consulta pública não devem ser realizados.

Com os melhores cumprimentos *

Polémica sobre João Fidalgo (ex-presidente do conse- lho de administração da RESIOESTE)

 

Transcrevemos aqui um artigo publica- do no jornal “O Independente” a 30/5/2005, assinado por Francisco Tei- xeira, com o título “Águas conturba- das” e a reacção de Gonçalo Rebelo de Andrade (vogal da Direcção do MPI) a esse artigo.

ção de tratamento de lixo. O caso justificou queixas ao Ministério Público e a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito. No entanto, passados três anos, Fidalgo é promo- vido: passará a gerir uma das maiores empresas de águas do país, responsá- vel pelo abastecimento de mais de 30 concelhos das zonas Centro e Sul.

inundou a área envolvente. Os resí- duos que deveriam ser tratados acaba- ram por ser absorvidos pela terra. Conclusão? João Fidalgo foi despedi- do, “sem rei nem roque”, para gáudio dos ambientalistas e do presidente da Câmara Municipal do Cadaval, o social-democrata Aristídes Sécio. Isal- tino Morais fez, na altura, deste caso um ponto de honra. Mas as suspeitas não ficam por aqui. A comissão parlamentar de inquérito encarregada de “passar a pente fino” a gestão da Resioeste estranhou a forma como foi adquirido o terreno que deu lugar ao aterro. A Associação de Municípios do Oeste avaliou o imóvel em 1,6 milhões de euros mas João Fidalgo aprovou a sua aquisição pelo dobro do valor: cerca de três milhões. Surgiu então um novo pro- blema. O terreno estava integrado na reserva natural e foi necessária a sua desafectação. O caso foi entregue à mulher de Fidalgo, directora regional do Ambiente. Madalena Presumido

Águas conturbadas

Governo nomeia para presidente da EPAL e administrador da Águas de Portugal ex-responsável por um aterro que foi afastado por suspei- tas de gestão danosa

Cheira mal. A passagem de João Fidalgo pela Resioeste – empresa proprietária do aterro sanitário do Oeste – ficou “manchada” depois de Isaltino Morais ter visitado nas insta- lações sem aviso prévio. À vista do então ministro do Ambiente estavam as insistentes denúncias da Comissão de Ambiente do Cadaval e do Movi- mento Pró-Informação. A situação era “insustentável”, segundo relatou então o ex-ministro, porque o aterro sanitário não realizava “os tratamen- tos de lixiviados” e a estação não funcionava. Durante o Inverno de 2002 a “piscina” onde eram armaze- nados os resíduos entro em colapso e

O

ministro do Ambiente, Nunes Cor-

reia, vai nomear para presidente da EPAL – Empresa Pública de Águas Livres e administrador da holding Águas de Portugal um antigo adminis- trador de um aterro da zona centro afas- tado em 2002 por suspeitas de gestão danosa.

João Fidalgo foi um dos res- ponsáveis pelo encerramento do aterro

do

Oeste e pela “desastrosa” aquisição

do

terreno onde foi construída esta esta-

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sores universitários numa encena-

todos. Desde o Instituto dos Resí- duos (marioneta do Ministério do Ambiente), à DRALVT com o escândalo do parecer da mulher

do câmbio.

Nada se perde. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. O mesmo João Fidalgo foi “reciclado” pelo governo socialista e tomará posse até ao final deste mês como presidente da EPAL – Empresa Pública de Águas Livres e administrador da “holding” Águas de Portugal. As dificuldades que, aparentemente, teve em gerir um aterro não condicionaram a escolha, como confirmou ao Independente o Ministério do Ambiente: foi o nome proposto pelo “accionista maioritá- rio”, o Estado, e falta apenas agendar a data da tomada de posse. A confian- ça política e pessoal está implícita. “Foi o ministro que propôs o nome”, diz o gabinete de Nuno Correia.

ção escandalosa, compra de terre- no por valores sem justificação no mercado, campanhas milionárias de desinformação encomendadas

do

Dr. J. Fidalgo tudo foi permitido

especialistas, festa de inaugura- ção em vésperas de eleições que custou mais de 30.000 contos… De tudo um pouco teve este pro- cesso.

a

ao Sr. Ministro do Ambiente da altura e agora nosso ilustre Pri- meiro-ministro.

E

de nada nos valeram os inope-

Só que os Srs. Professores Uni- versitários e quem interveio neste processo nunca esperaram que um grupo de cidadãos estudas- sem todos os processos.

racionais tribunais cuja isenção nós temos razões para por em causa. Há muitas histórias e fac- tos á volta do que lhe afirmo aqui. Nem sequer a Procuradoria deu andamento às nossas queixas e denúncias.

Tudo isto foi por nós denunciado em devido tempo, mas em vão.

E

até um ténue parecer desconfor-

Nem sequer pareceres de juris- consultos como o Dr. Mário Este- ves de Oliveira demoveram os responsáveis por todo este pro- cesso, bem protegidos também pelos representantes locais do PS.

Digo PS, neste caso, mas olhe que para mim são todos iguais. Calhou ser o PS neste processo.

tável para o Sr. Eng.º Sócrates por parte do Provedor de Justiça mereceu violentos ataques do Ministério do Ambiente ao Prove-

   

dor.

Reacção de Gonçalo Rebelo de Andrade

Caro Sr. Jornalista,

Até a casa do cidadão nos foi vedada para prestar esclarecimen- tos públicos.

Não tenho o prazer de o conhecer mas queria dizer-lhe que fiquei encantado com o seu artigo no Público, do dia 25 de Maio, relati- vo ao premiado Dr. João Fidalgo.

Sou membro fundador do MPI, Movimento Pró Informação sobre

O

crime compensa em Portugal e

 

os

políticos e as máquinas partidá-

Infelizmente em Portugal a Socie- dade Civil é só para Inglês Ver. Os políticos bem podem falar da importância da sociedade civil, mas quando lhe dói, a conversa é

outra. Nunca se sujeitam a críticas nem nunca modificam as decisões por pressão de cidadãos esclare- cidos e informados. O próprio Jor- ge Sampaio chamou-nos funda- mentalistas quando andou a pro- mover a campanha do PS no

Cadaval…

rias afundam-nos porque tudo

dominam e tudo manipulam.

Aguardo com alguma curiosidade para saber qual será o prémio do Administrador Delegado da altura, Eng.º Delfim de Azevedo.

o

Aterro Sanitário do Oeste. Hoje

este movimento tem forma legal e

Uma experiência desoladora e que queimou muitas energias e boas intenções de muita gente. É este o resultado da pedagogia da nossa classe política. Temos um país com dirigentes que não pres- tam e uma opinião pública cada vez mais desiludida e desinteres- sada.

Mas sabe bem ler um artigo como

é

uma ONG na área do ambiente

e

cidadania.

Sou ainda presidente da Comis- são de Ambiente da Assembleia Municipal do Cadaval e membro deste orgão da administração local. Faço ainda parte da Assem- bleia de Freguesia de Pêro Moniz (freguesia do ASO).

Quando os cidadãos se organizam ordeiramente para discutir de for- ma racional e fundamentada os problemas que os afectam e que- rem exercer o seu direito (e obri-

Como calcula estou muito dentro de todas as ilegalidades, mentiras

trafulhices feitas pela administra- ção da Resioeste presidida pelo Sr. Dr. João Fidalgo. Que agora recebe o prémio de fiel e dedicado executante.

e

gação) constitucional de fiscalizar

o

seu, embora não sirva para

o

bom ambiente e o cumprimento

nada pois eles lá ficarão e ganhar

das leis em vigor, como foi o nos- so caso, os políticos marginalizam -nos e abafam as nossas preten- sões. Optaram pela acusação fácil de que são arruaceiros, de que não respeitam o interesse das maiorias, e por aí adiante. Foi isto que aconteceu no ASO. Foi assim que o actual Exmo. Sr. Primeiro- ministro actuou, exercendo todo o seu poderio para manipular tudo e

ordenados ricos e a fazer os seus negócios. E assim sucessivamen- te.

Aceite os meus cumprimentos e parabéns pela coragem

Pareceres forjados, atentados contra a lei em matéria de REN e de leis que regulamentam projec- tos de aterros sanitários, estudos manipulados por distintos profes-

Gonçalo Rebelo de Andrade

*

ANO 1, N.º 4 BOLETIM INFORMATIVO PÁGINA 4 Aterro Sanitário do Oeste Aquisição do terreno

ANO 1, N.º

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BOLETIM INFORMATIVO

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Aterro Sanitário do Oeste

Aquisição do terreno

Continuamos neste boletim a publicação de memorandos sobre o processo do Aterro Sanitário do Oes- te.

São aqui apresentados de forma muito resumida e cro- nologicamente os vários actos administrativos e outras dili- gências para a aquisição do ter- reno da Quinta de S. Francisco para a instalação do aterro.

1996

É concluído o Plano Direc- tor de Resíduos Sólidos Urbanos da Sub-Região Oeste (PDRSU), que teve início em 1992 e foi adjudi- cado à empresa GITAP. A alternativa B (construção de 4 estações de transferên- cias, reestruturação de a aterro, construção de um aterro no concelho de Tor- res Vedras e de um unidade de compostagem no conce- lho do Bombarral) foi con- siderada a mais favorável. Na sequência deste plano, as Câmaras Municipais de Torres Vedras e Lourinhã encomendam à empresa PROCESL (actualmente pertencente ao grupo SOMAGUE) um estudo de macrolocalização para ins- talação de um aterro sanitá- rio na área da Quinta da Bogalheira. Na análise de investimento, deste estudo, a PROCESL, atribui ao custo do terreno um preço de 100$00/m 2 , preço corrente na região para propriedades com as

características do terreno considerado. Posteriormente, é efectua- da, pela empresa GITAP, uma Adenda ao Relatório Síntese do Plano Director de Resíduos Sólidos Urba- nos da Sub-Região Oeste (PDRSU), onde sem que seja apresentada qualquer justificação, é definida uma nova solução para o trata- mento dos RSU na região Oeste – Solução D – cons- tituída pela construção de um único aterro na con- fluência dos concelhos de Alenquer, Cadaval e Torres Vedras, sem se especificar uma localização concreta.

1997

27 de Fevereiro - A Assembleia Intermunicipal da Associação de Municí- pios do Oeste “delibera por unanimidade apoiar as demarches para aquisição do terreno.”. Mais uma vez, não é feita qualquer especificação do terreno a adquirir. 18 de Março- O Conselho de Administração da Asso- ciação de Municípios do Oeste delibera, por unani- midade, fazer proposta por escrito à CELBI, para aqui- sição de 150 hectares de

terreno. 11 de Julho – O Concelho de Administração da A.M.O. delibera, por una- nimidade, integrar o Siste- ma Multimunicipal de

Resíduos Sólidos Urba- nos do Oeste, bem como integrar a sociedade con- cessionária. Delibera, ainda, contratar técnicos oriundos dos municípios de Torres Vedras e Alen- quer, para avaliação do terreno para o aterro sani- tário. 24 de Setembro – É entregue à A.M.O. o rela- tório da Avaliação de Terreno a adquirir pela Associação de Municí- pios do Oeste. Os seus autores do relatório de avaliação constataram “que na generalidade, esta propriedade, está contemplada nos Planos Directores Municipais respectivos, como sendo uma Zona Florestal, estando também classifi- cada, na sua generalida- de, na Reserva Ecológica Nacional. A avaliação efectuada, tendo em conta a hipóte- se de exploração de argi- las, foi de 350$00/m 2 . O preço corrente na região era de 100$00/m 2 . Esta avaliação foi muito generosa, porque não se poderiam explorar argilas pelo facto do terreno per- tencer à Reserva Ecológi- ca Nacional. Pelo mesmo motivo, também não se poderia construir o ater- ro! A Associação de Municí- pios do Oeste avança

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tos legais à construção do aterro nesse terreno. 30 de Outubro – Em reu- nião do Conselho de Admi- nistração da A.M.O., o Dr. João Fidalgo, informa que existem restrições orçamen-

 

para publicação no Diário da República e no Jornal Oficial das Comunidades Europeias o anúncio do Concurso Público de Con- cepção, Construção do Aterro Sanitário do Oeste. Neste anúncio é indicado simplesmente como local da obra o distrito de Lisboa, os concelhos de Alenquer, Cadaval e Torres Vedras. Não é feita qualquer refe- rência à Quinta de S. Fran- cisco. No entanto, no Caderno de Encargos, exis- te um levantamento topo- gráfico da Quinta de S. Francisco.

/m 2 e o preço corrente na região, para terrenos semelhantes, era de 100 $00/m 2 . Verifica-se, assim, que não foram cumpridas as restrições orçamentais para a aquisição do ter- reno do aterro, cujo cus- to não deveria ultrapas- sar 10% do investimen- to global, que será da ordem dos 4,4 milhões de contos, segundo a candidatura apresentada em Bruxelas, ao Fundo de Coesão.

tais para a aquisição do ter- reno do aterro, cujo custo não deverá ultrapassar 10%

do

investimento global, que

será da ordem dos 4,4

 

milhões de contos, segundo

a

candidatura apresentada

em Bruxelas, ao Fundo de Coesão, na sequência da qual, o Conselho de Admi-

 

nistração da A.M.O. delibe- rou, por unanimidade, enviar ao Presidente do Conselho de Administração

 

2000

1999

21 de Janeiro – É apre- sentado à Assembleia Municipal de Cadaval, que o tinha solicitado, o Estudo de Localização do Aterro Sanitário do Oeste. Trata-se de um estudo de macrolocali- zação que compara dez locais para a instalação do Aterro Sanitário do Oeste. 3 de Março – O Institu- to para a Conservação Rodoviária (ICOR) remete propostas de aquisição de terrenos, confinantes com o terre- no adquirido pela Resioeste e com carac- terísticas semelhantes, a

da

CELBI uma proposta de

27 de Janeiro – É efectua- da no Cartório Notarial de Bombarral, a Escritura de Permuta, Compra e Venda,

aquisição de um terreno

com 127 hectares ao preço

de

450$00 o m 2 , “de forma

a que se possa encontrar

 

um justo equilíbrio entre ambas as partes, dentro dos parâmetros que permita a sua aceitação em Bruxelas (…).” 20 de Dezembro – É criado o Sistema de Tratamento e Valorização de Resíduos Sólidos Urbanos da RESIOESTE, S.A., pelo Decreto-Lei n.º 366/97, de 20 de Dezembro. 23 de Dezembro – É lido

simultânea, do terreno “Outeiro Sobreiro”, na Quinta da Bogalheira e do terreno da Quinta de S. Francisco.

De acordo com essa escri- tura a CELBI cede à Cerâ- mica Torreense os 127 hec- tares do terreno “Outeiro Sobreiro” na Quinta da Bogalheira e recebe em tro- ca os 97,3 hectares do ter- reno da Quinta de S. Fran- cisco, para os vender em seguida à RESIOESTE por 635 mil contos. Se descontarmos a este valor 50 mil contos (50 000 000$00) dos eucaliptos (estamos a ser generosos, pois a avaliação dos euca- liptos em 1997 foi de 28 721.700$00) verificamos que o terreno foi adquirido por cerca de 600$00 quan-

na

reunião do Conselho de

Administração da A.M.O. um ofício da CELBI, em que este empresa informa

350$00/m 2 . Agosto – A Resioeste inicia as obras de construção do Aterro sem possuir a devida autorização da autoridade competente (Instituto dos Resíduos).

*

não estar de acordo quanto

ao

valor de 450$00/m 2 , pro-

posto pela A.M.O., para aquisição do terreno, pro- pondo a CELBI o valor de venda de 500$00/m 2 .

 

1998

do a avaliação era de 350$0

 

23 de Julho –É

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BOLETIM INFORMATIVO

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Ambiente e Cidadania

 

Pilhas e suas alternativas!

As pilhas são um produto da nos- sa tecnologia a que nos familiari- zámos, devido ás suas inúmeras aplicações (rádios, “walkmans”, calculadoras, telecomandos, tele- móveis, brinquedos, relógios, etc).

Há vários tipos de pilhas, que são os seguintes:

composição transforma-as numa das fontes de contaminação dos depósitos de lixo. A intoxicação por metais pesados, que pode ocorrer mesmo em doses baixas, causa alterações no comporta- mento, dificuldades de aprendiza- gem (particularmente nas crian- ças), etc., devido às lesões no sistema nervoso. Bastando uma simples pilha para contaminar

colocar as pilhas gastas no cai- xote do lixo! Devem por isso ser colocadas nos pilhómetros, para serem posteriormente recicladas.

Em termos ambientais o ideal seria dispensar o uso de pilhas. Assim, de uso já bastante genera- lizado temos as calculadoras a energia solar directa. Começam também a aparecer no mercado diversos artigos também a energia solar directa, como por exemplo brinquedos, objectos decorativos, etc.

Existe pelo menos uma empresa em Portugal, a F.F. Sistemas de Energias Alternativas Portugal, Lda, web site: www.ffsolar.com, que representa uma série de arti-

1-

Pilhas descartáveis :

1.1. Salinas (tradicionais):

são de fraca duração, pelo que apenas se justifica utilizá-las em aparelhos de muito baixo consu- mo, tais como relógios, teleco- mandos, calculadoras.

1.2- Alcalinas: duram cer- ca de 3 vezes mais do que as sali- nas.

uma área considerável de solos (por exemplo, a área de um cam- po de futebol).

Para além dos metais pesados há ainda outras componentes das pilhas (electrólitos, ácidos) que também constituem um risco para o Ambiente.

2-

Pilhas

recarregáveis

As vantagens na escolha pelas pilhas recarregáveis são de vária ordem. Em primeiro lugar, de ordem ecológica, pois duram mui- to mais tempo, logo reduzimos a quantidade de lixo tóxico que pro- duzimos; em segundo, de ordem económica, porque apesar de exi- girem um investimento inicial razoável, pois as pilhas recarregá- veis são mais caras e tem de se comprar também um carregador, este custo é facilmente compensa- do após algum tempo de utiliza- ção.

gos a energia solar directa ou car- regados através também da ener- gia solar ou luz artificial. Estes artigos podem ser adquiridos em lojas especializadas de material electrónico ou através de catálo- go.

Mª Alexandra Azevedo

(reutilizáveis): segundo os fabri- cantes, podem ser recarregadas cerca de mil vezes.

Quase todas elas contêm metais pesados. Por vezes o rótulo refere que são “verdes”, que contêm “0% de cádmio” e “0% de mercúrio”, mas não quer dizer que não tenham outros metais pesados, tais como chumbo ou níquel!

É difícil acreditar que as “pilhazinhas” que usamos possam ter algum no ambiente, mas os metais pesados usados na sua

Bibliografia:

1- “50 coisas simples que você pode fazer para salvar a Terra”, The Earth Works Group, Círculo de Leitores, 1993. 2- “Pilhas esgotadas são poluentes”, Publicação informativa do núcleo de Lisboa da Quercus, 1993, p.13.

3- web site: www.ffsolar.com *

Independentemente do tipo de pilhas usadas, nunca se devem

Breves

 

variedades de milho transgénico — Consulta pública

gramas de ensaio com novas variedades de milho transgéni- co, que se pretendem realizar na freguesia do Vilar e de Vila Nova de Muia (concelho de Pon- te da Barca — Milho), e que ter- minou no dia 15 de Junho. Para além do MPI, cujo conteúdo da participação trans-

crevemos no início deste boletim, participaram várias entidades, nomea- damente a Junta de Fre- guesia do Vilar e a Câma- ra Municipal do Cadaval, ambas se pronunciando contra a realização dos ensaios.

 

Terminou no dia 15 de Junho o prazo para a apresentação de comentários no âmbito do processo de consulta pública sobre pro-

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BOLETIM INFORMATIVO

 

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MPI

promove

debate

(Organismos Geneticamente Modificados) ou organismos transgénicos, promovida pelo MPI e contou como oradores o Sr. João Vieira, agricultor, representante da CNA— Confederação Nacional de Agricultores e do Eng.º José Carlos Ferreira, representan-

te da AGROBIO (Associação dos Agricultores Biológicos). Contamos organizar mais debates sobre este com-

plexo e actual assunto, com novos oradores. *

sobre OGM

 

No dia 19 de Julho rea- lizou-se no Salão Paroquial do

Vilar, pelas 21.30, realizou-se uma sessão de esclarecimento sobre uma sessão de esclareci-

m e n t o

s o b r e O G M

 
 

Paisagem Protegida de Montejunto - Seis anos depois, tudo continua na mesma

 

MPI e ALAMBI (Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alen-

quer) apresentam comunicado conjunto

 

A Paisagem Protegida da

 

O

plano de ordenamen-

também está atrasado, não se justificaria convocar uma reu- nião do Conselho Consultivo. A verdade, todavia, é que, se o

Conselho consultivo não é con- vocado, está impedido de tomar posição sobre a inexistência destes documentos. A Alambi e o Movimento Pró Informação lamentam que

Serra de Montejunto foi criada em 22 de Julho de 1999. Desde essa data, pouco se fez para levar à prática aquilo que foi consagrado na lei. Assumiram responsabilidades na gestão deste espaço, o Instituto da Conservação da Natureza e as Câmaras Municipais de Alen- quer e Cadaval. Todavia, a Comissão Directiva só viria a tomar posse anos depois, e nun- ca elaborou qualquer plano de actividades nem orçamento, tal como nunca apresentou à apre- ciação quaisquer relatórios de actividades ou de contas. A ges- tão da Serra é feita de forma casuística, com cada Câmara a tomar as iniciativas que enten- de, sem qualquer coordenação entre si, e sem ouvir os outros órgãos com competências na gestão da Paisagem Protegida. Prova disto é o que aconteceu com a construção de centros de interpretação ambiental, que se multiplicaram de forma absur- da, sem que estivessem assegu- radas as condições para o seu correcto funcionamento.

to da Paisagem Protegida,

deveria ter sido elaborado até 2002, mas continua por fazer. Em 2004 a Alambi e o Movi- mento Pró Informação foram nomeados para integrar a Comissão Mista de Coordena- ção, encarregue de acompanhar

a

elaboração do Plano de Orde- namento, mas esta comissão nunca reuniu.

a

conservação da natureza, na

Serra de Montejunto, seja geri-

 

O

Conselho Consultivo,

da de tal forma que deixa a impressão que as entidades res- ponsáveis não tinham consciên- cia das responsabilidades que estavam a assumir quando criaram a Paisagem Protegida, e exortam a que as duas Câma- ras Municipais e o ICN se entendam para ultrapassar uma tão lamentável situação.

Alenquer, 28 de Julho de 2005

que tem importantes compe- tências na gestão da Serra, teve a sua primeira e única reunião em Agosto de 2004, para tomar posse. Este órgão deve reunir ordinariamente pelo menos duas vezes por ano, mas este imperativo legal não está a ser cumprido. A Alambi integra a composição deste órgão, em representação das ONGA, e já quis saber porque não voltou a ser convocada outra reunião, quando há tanta matéria importante para análi- se. A desculpa que foi dada é que, se não há orçamento nem plano de actividades, também

não há relatórios para análise,

A

Direcção da Alambi

Cadaval, 28 de Julho 2005 A Direcção do Movimento Pró Informação para a Cidadania e Ambiente

*

 

e

como o plano de ordenamento

MPI—MOVIMENTO PRÓ-INFORMAÇÃO PARA A CIDADANIA E AMBIENTE PRECISA-SE Morada: Edifício da Junta de Freguesia do
MPI—MOVIMENTO PRÓ-INFORMAÇÃO PARA A
CIDADANIA E AMBIENTE
PRECISA-SE
Morada: Edifício da Junta de Freguesia
do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2
2550-069 VILAR CDV
Tel./fax: (+351) 262 771 060
Voluntário(a) para colaborar
na edição do boletim infor-
mativo.
e.mail: mpi.cidadania.ambiente@clix.pt
Denúncias - Ambiente
Sempre
que
testemunhe
uma
agressão
ambiental deve denunciá-la do seguinte
modo:
Telefonar para a linha SOS Ambiente
808 200 520
POR UM MELHOR AMBIENTE !!
A linha funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e enca-
minha as denuncias para a IGA (Inspecção Geral do
Ambiente) e para o SEPNA (Serviço de Protecção da Nature-
za e do Ambiente) da GNR.
ou
Aceder ao site:
A preencher pelo MPI
N.º de sócio
MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e
Ambiente
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Data
Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de
Dezembro, n.º 2, 2550-069 VILAR CDV
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Tel./fax: 262 771 060
e.mail:
mpi.cidadania.ambiente@clix.pt
PROPOSTA PARA ADMISSÃO DE SÓCIO
Nome
Morada
Telefone:
,
fax:
,
e.mail
B.I. N.º
data de nascimento
, profissão
,
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, estado civil
N.º de contri-
buinte:
Data
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Quota mínima anual:
Assinatura do candidato a sócio
€ 2 , quantia paga
,
Forma de pagamento